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Ruínas de Pucara

Argentina, Tilcara, Humahuaca

Vegetação espinhosa em El Pucará, em Tilcara, na Quebrada Humahuaca - Argentina

Vegetação espinhosa em El Pucará, em Tilcara, na Quebrada Humahuaca - Argentina


A Quebrada de Humahuaca é um imenso cânion formado pelo degelo das altas montanhas da puna andina no norte da Argentina. Cada uma das cidades possui atrativos históricos e paisagens belíssimas, fazendo com que seja uma famosa rota turística nacional. Os museus históricos e arqueológicos também são destacados, principalmente em Tilcara onde foi encontrado um imenso sítio arqueológico, as Ruínas de Pucara.

Reconstrução das moradias pré-incaicas em El Pucará, em Tilcara, na Quebrada Humahuaca - Argentina

Reconstrução das moradias pré-incaicas em El Pucará, em Tilcara, na Quebrada Humahuaca - Argentina


Pucara em quéchua quer dizer “fortaleza” ou fortificação. Uma imensa cidade pré-colombiana onde chegaram a viver em torno de 1500 pessoas. Com suas paredes construídas de pedras, telhados com vigas de tronco de cardón e argila, a estrutura e organização é muito parecida com as fortalezas que vemos de outras civilizações antigas. Casas grudadas umas nas outras, ruas estreitas, apenas para pedestres, um centro religioso com uma bela vista para o vale. A atividade principal desse povo era o pastoreio de llamas e a agricultura, na estrutura pode-se ver também os currais e as plantações. As ossadas encontradas sempre em posição fetal, em urnas redondas, unidas à outros bens como roupas e pertences pessoais, demonstram que este povo provavelmente acreditava em uma ligação entre a vida física e espiritual.

El Pucará, em Tilcara, na Quebrada Humahuaca - Argentina

El Pucará, em Tilcara, na Quebrada Humahuaca - Argentina


Grande parte da estrutura foi restaurada, mas ainda podemos ver o sítio original, como foi encontrado pelos primeiros arqueólogos no início do século 20, que se dedicaram a escavar e estudar a civilização que aqui viveu. Não foram encontradas muitas respostas sobre qual foi a origem e o fim deste povo. As ruínas, no entanto, forneceram dados que ajudaram os estudiosos a responder muitas questões sobre o modo de vida naquela época. No topo do monte foi construída uma espécie de pirâmide em homenagem aos dois arqueólogos que iniciaram os estudos deste sítio, esta porém, não tem nada a ver com a arquitetura original.

A pirâmide de El Pucará, em Tilcara, na Quebrada Humahuaca - Argentina

A pirâmide de El Pucará, em Tilcara, na Quebrada Humahuaca - Argentina


Não muito longe dali encontramos outro tipo de monumento, este natural, o Cânion Garganta del Diablo, uma das fontes de água da cidade de Tilcara. Um estreito rio corre por uma pequena e profunda quebrada que nos tempos de seca sofre com os fortes ventos que encanam no vale. Vale seco e espinhoso, toda e qualquer planta ou gramínea é perigosa. Ao mesmo tempo, toda e qualquer vista é recompensante, menos a de quase ver o seu marido cair 40m parede abaixo.

Um minuto depois dessa foto na Garganta del Diablo, em Tilcara - Argentina, quase rolei desfiladeiro abaixo

Um minuto depois dessa foto na Garganta del Diablo, em Tilcara - Argentina, quase rolei desfiladeiro abaixo


Adentramos o cânion em uma das principais trilhas que o margeia, seguindo o canal d´água que vai para a cidade. Havia uma placa dizendo “vertigo”, não sabemos se era o carinhoso nome dado à trilha ou um sinal de atenção aos turistas desavisados. Caminhamos beirando os desmoronamentos de pedras e enquanto eu aguardava o Rodrigo dar a volta e chegar ao mirante para fotografá-lo, assisti em câmera lenta o desequilíbrio dele na beira do precipício.

As montanhas coloridas vistas do alto de El Pucará, em Tilcara, na Quebrada Humahuaca - Argentina

As montanhas coloridas vistas do alto de El Pucará, em Tilcara, na Quebrada Humahuaca - Argentina


Minha reação foi ficar brava, pois ele sempre quer ficar mais perto da beirada. Enquanto caminhava em sua direção lembrava da vez em que meu pai deu palmadas na minha irmã, quando motoqueiros a cercaram na rua enquanto ela andava de bicicleta e caiu. A culpa não foi dela, mas a reação dele foi ficar bravo e lascar-lhe um belo tapa no bumbum. No meu caso, eu tentava avaliar se a minha vontade de dar uns tapas no Rodrigo era justa ou não, e eu cheguei a conclusão que sim, pois ali a culpa foi toda e completamente dele! Chegando lá, mal pude expor a minha indignação, pois ele estava com as mãos repletas de espinhos! Sim, ele teve que escolher entre o precipício e os espinhos. Embora pareça, a escolha não foi assim tão difícil, meteu a mão naquele chão pouco receptivo e logo se equilibrou. Graças à Deus, ou à Garganta del Diablo!

Na Garganta del Diablo, em Tilcara - Argentina

Na Garganta del Diablo, em Tilcara - Argentina


Passado o susto, continuamos a explorar o cânion, subindo em direção ao estacionamento aos quase 3000m de altitude. No carro retirei os espinhos mais expostos, mas adivinhem se ele me deixou usar os conhecimentos de primeiros socorros e tirar os que restaram?

Trilha no estreito canyon da Garganta del Diablo, em Tilcara - Argentina

Trilha no estreito canyon da Garganta del Diablo, em Tilcara - Argentina


Pegamos estrada em direção à Salta, porém escolhi o caminho aparentemente mais curto e como sempre o mais bonito! Pegamos a estrada de Jujuy, passando por El Carmen que vai a Salta por “La Cornisa”. Uma serra estreita, a estrada mais parece uma auto-pista para ciclistas, e que auto-pista! São em torno de 80km entre curvas e paisagens espetaculares.

Voltando da Garganta del Diablo, em Tilcara - Argentina

Voltando da Garganta del Diablo, em Tilcara - Argentina


Confesso que se a conhecesse antes e com tempo, teríamos nos programado para dois dias de bike maravilhosos. As subidas não são tão íngremes, as descidas são agradáveis e grande parte da estrada é na sombra. A vista para o Dique “XXX” é maravilhosa do alto da serra. Cenas campestres foram dando aquele ar bucólico à viagem, enquanto eu entrava no clima e ficava verde com tantas curvas.

Chegando pela Corniza em Salta - Argentina

Chegando pela Corniza em Salta - Argentina


Chegamos à Salta no final do dia e nos hospedamos em um hotel em frente à Praça 9 de Julho, onde fica o maior burburinho turístico e comercial. Uma salada e deliciosas empanadas foram o nosso almoço tardio, que logo nos embalaram para um sono pregado e merecido.

Chegando em Salta - Argentina

Chegando em Salta - Argentina


Autofoto em El Pucará, em Tilcara, na Quebrada Humahuaca - Argentina

Autofoto em El Pucará, em Tilcara, na Quebrada Humahuaca - Argentina

Argentina, Tilcara, Humahuaca,

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SP Workaholic!

Brasil, São Paulo, São Paulo

Vista das torres da Av. Paulista

Vista das torres da Av. Paulista


São Paulo é uma cidade engraçada. Todos andam apressados e sempre muito ocupados. Parece que a cidade te incita a ser workaholic! Minha convivência com SP aconteceu em diversos âmbitos, houve uma época que eu aproveitava apenas o lado bom da cidade, festas, baladas, teatros, restaurantes, etc. Mas logo o trabalho começou a ser a principal forma de me relacionar com a terrinha. O mercado publicitário brasileiro acontece aqui e diversas contas que atendi tinham relações com SP. Principalmente na época em que trabalhei na Dez, uma vez por semana eu vinha para cá até que me mudei de vez, já que a Batavo tinha a sua matriz aqui.

Agora retornamos a São Paulo durante os nossos 1000dias para explorá-la de uma forma diferente, mas mesmo assim o dever nos chama! Na nossa rotina segunda-feira é sempre um dia de bastante trabalho, envio dos nossos posts para a Gazeta do Povo e também de dar um gás em todas as atividades do site, que finalmente entra no ar na sua versão mais completa. Ainda conseguimos agendar para amanhã uma reunião com uma revista relacionada à turismo de aventura, afinal temos que divulgar o nosso trabalho!

Seguimos cumprindo a via sacra para visitar amigos e familiares. Subindo a Av. Paulista vamos a um delicioso almoço na Gogóia e Charles, encontramos Celininha e as crianças cada vez maiores. Mais tarde uma visita à Yoguland em Moema, a maior loja de fronzen yogurt do Brasil! Huuummm, delícia! À noite fomos encontrar os nossos padrinhos de casamento, Kina, Lelé e seus queridíssimos filhos João Pedro e Carol. Alguns drinks no aquecimento e um jantar delicioso em um italiano no Itaim Bibi. Adoro quando encontro com eles, pois sempre descubro novidades sobre a história do “Poulguento” ou do “Belô”, como é conhecido meu excelentíssimo marido na turma da faculdade. Até a Carol, com 2 aninhos de idade, já o chama de Tio Poul mané! Hahaha! Ficou prometida uma balada na Louca quarta-feira, vamos ver se agüentamos!

Lelé, JP e Carol

Lelé, JP e Carol

Brasil, São Paulo, São Paulo, Amigos, Capital, Metropole

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Relax in Treasure Beach

Jamaica, Treasure Beach

A nossa deliciosa janela mourisca, portal para o mar no hotel em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

A nossa deliciosa janela mourisca, portal para o mar no hotel em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica


A costa sul jamaicana está entre os paraísos menos turísticos da ilha, pelo menos é assim que o nosso guia turístico (o livro) nos diz. A costa é diferente, quase não tem praias, são formações rochosas e coralíneas que compõem uma paisagem linda que são um convite perfeito à arte del dolce far niente!

Belo entardecer visto do Jake, nosso hotel em Treasure Beach, na Jamaica

Belo entardecer visto do Jake, nosso hotel em Treasure Beach, na Jamaica


Chegamos a este paraíso “intocado” no final da tarde, após uma longa viagem passando pela YS Falls e nos hospedamos no hotel recomendado por todos que conhecemos no caminho e inclusive pelo Lonely Planet. Um hotel-resort “pequeno” para os padrões de Montego Bay e Negril, porém com toda a infra-estrutura possível para seus hóspedes relaxarem e aproveitarem sua estadia.

Fim de tarde cheio de preocupações em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

Fim de tarde cheio de preocupações em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica


Na área do hotel um bar e um restaurante com vista para o mar, piscina de água salgada para os mais acalorados, já que mergulhar ali não é aconselhável e deve ser meio trabalhoso. Nos fundos um spa oferece diferentes massagens e cada uma das cabanas está pensada para que o casal tenha total privacidade. Vista para o mar, cadeiras de sol e mesa de frente para o mar ou para o jardim, variando de preços e disponibilidades.

A linda e respeitosa árvore nas pedras de praia em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

A linda e respeitosa árvore nas pedras de praia em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica


O restaurante apresenta opções deliciosas de peixes, carnes e pratos vegetarianos em uma cozinha que eu classificaria como jamaicana-fusion. Como alguns já devem saber, minha classificação não é nada profissional, é apenas embasada na minha experiência de viajante (metida) e apaixonada por novos temperos. O tempero jamaicano é picante, pode ser com o tradicional molho jerk, curry ou diferentes ervas encontradas no país. Porém sempre contrabalançadas por acompanhamentos que quebram o ardido, como uma tapioca pura, onde adicionam coco na massa, por exemplo. Uma delícia!

Litoral de Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

Litoral de Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica


Cansou desse ambiente? Quer trocar? Ok, caminhe 3 minutos dentro da mesma propriedade e você chega à praia. Uma estreita e curta faixa de areia, com muitas pedras e um pouco difícil para banho. Os mais animados podem encarar um snorkel talvez, os mais preguiçosos apenas estendem uma canga e compartilham a areia para tomar um solzinho.

Praia em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

Praia em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica


Logo ali está o Jack Sprat, restaurante e bar do mesmo proprietário, mas com um toque mais descolado. Eles servem pizzas deliciosas, “fully load” é a melhor pedida (queijo, peperoni, jerk pork e pimentão). Foi aqui que eu provei o peixe ao curry com tapioca, delícia.

Bob Marley no Jack Sprat, famoso bar em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

Bob Marley no Jack Sprat, famoso bar em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica


Um dos programas mais famosos da região é o Pelican Bar. Um bar no meio do mar em uma baía tranquila, relativamente rasa, com ótima visibilidade. Em um dia tranquilo comumente são avistado golfinhos no caminho, num tour de barco de 25 minutos, saindo do Jake´s Place. Se ignorarmos o preço (US$ 80,00, um absurdo!), deve ser um passeio delicioso! Vimos fotos e tudo, mas confesso a vocês que o ócio tomou conta do casal aqui.

Caminhada em praia de Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

Caminhada em praia de Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica


Ócio criativo, façamos justiça! Aproveitamos muito bem estes dois dias para escrever, colocar os nossos blogs em dia e usar uma das melhores conexões de internet que encontramos na ilha. Sabem como é, fazer turismo aventura sempre é uma delícia, mas as vezes precisamos descansar.

Depois do café, hora do trabalho no Jake, nosso hotel em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

Depois do café, hora do trabalho no Jake, nosso hotel em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica


Fiquei meio culpada de estar aqui, não é muito o nosso tipo de programa. Mas, pensando bem, temos que estar abertos a novas experiências, como a de chegar num lugar como este, onde o melhor que se tem a fazer é nada, apenas pedir um rum punch, relaxar e aproveitar a vida! Será que é assim que os turistas de grandes resorts se sentem? Bem, cada um na sua viagem... e todo mundo feliz!

Brinde para a Jamaica, em Treasure Beach, no litoral sul da país

Brinde para a Jamaica, em Treasure Beach, no litoral sul da país

Jamaica, Treasure Beach, Caribe, Jack Sprat, Jake´s Place, Praia

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A caminho da Pipa

Brasil, Rio Grande Do Norte, Praia da Pipa

O magnífico Chapadão, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN

O magnífico Chapadão, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN


Uma das partes mais gostosas da viagem é quando pegamos rotas diferentes, por que estrada de asfalto são todas iguais, muda um pouco a paisagem aqui e ali, mas não é tão curtida como um off-road, por exemplo. Hoje saímos de Sagi pela praia e os chapadões até a Praia da Pipa. Aquela sensação de “easy rider”, rodando pelas areias, vento, sol, mar, sempre fez parte do meu imaginário de viagem de carro pelo nordeste e aqui vamos nós!

Longas praias desertas no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN, antes de chegar à Baía Formosa

Longas praias desertas no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN, antes de chegar à Baía Formosa


São quase 30km entre as duas cidades e na maré baixa conseguiríamos fazer praticamente todo o caminho pela areia. Passamos por Baía Formosa e ali já vimos que a maré ainda estava alta nas pedras e falésias, tivemos que entrar pela Fazenda Estrela e fazer parte da estrada entre coqueiros e alagados. Chegamos à Barra de Cunhaú, um rio largo que atravessamos numa balsa de um carro só.

Embarcando a Fiona para cruzar o rio Cunhaú, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN

Embarcando a Fiona para cruzar o rio Cunhaú, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN


Era comum seguir de carro pela areia daqui até a próxima balsa, mas a proibição foi feita e esta eu obedeço com gosto! A praia é berçário para as tartarugas marinhas que ainda estão em época de reprodução e fazem seus ninhos nestas areias. Já pensaram as coitadinhas tendo que agüentar carros e bugues?

Na balsa sobre o rio Cunhaú, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN

Na balsa sobre o rio Cunhaú, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN


Por isso pegamos um trechinho de estrada até a Barrinha e dali seguimos para a próxima balsa do Rio Sibaúma, essa balsa ainda menor e quase desnecessária. A Fiona ficou até meio chateada de não ter estreado seu snorkell, mas não poderíamos burlar o ganha pão dos balseiros dali.

Cruzando o rio Sibaúma numa pequena balsa, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN

Cruzando o rio Sibaúma numa pequena balsa, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN


De Sibaúma até a Pipa são mais 3km sobre um chapadão maravilhoso! A vista do alto das falésias é ainda mais bonita, o verde contrastando com a terra da chapada à beira mar, fantástico!

O magnífico Chapadão, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN

O magnífico Chapadão, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN


Logo vemos que estamos chegando à Pipa, aumenta o movimento de carros e o golpe final, excursões da CVC por toda parte. Centenas de turistas descendo dos trenzinhos puxados por tratores, mega empreendimentos imobiliários “Pipa Beach Bungalos”, praia lotada de barracas e guarda-sóis. É o desenvolvimento chegando...

Praia próxima à Pipa, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN

Praia próxima à Pipa, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN


A Praia da Pipa é um daqueles destinos obrigatórios para qualquer brasileiro. Um lugar especial que virou atração turística não apenas por suas belas praias, mas pela infra-estrutura turística e pelo astral das pessoas que fazem o lugar. O Rodrigo já conhecia e sugeriu que ficássemos apenas um dia e uma noite, mas eu tinha lá minhas dúvidas, queria sentir o lugar antes para decidir ficar, quem sabe, pelo menos mais uma noite.

Caminhando na Praia da Pipa - RN

Caminhando na Praia da Pipa - RN


É realmente estranho sair de lugares como os que temos andado, tranquilos e distantes de tanto agito e chegar à Pipa. Ficamos meio tontos com tantas coisas, mas a energia e a própria infra do lugar vai nos envolvendo e não nos deixa ir embora. As praias são bonitas, mas lotadas. Temos que treinar os olhos para ver a beleza em meio a tanta gente e tanta farofa. Chegamos à praia do centro e logo pensei, “se for só isso podemos ir amanhã”. Caminhamos até a baia dos golfinhos, praia com falésias imensas, águas tranqüilas onde os golfinhos costumam passar o dia e caçar alguns cardumes de sardinha. É uma caminhada curta para chegar até lá, aí nos perguntamos: por que as pessoas gostam tanto de ficar aglomeradas? Uma praia dessas, tão linda e tão vazia, enquanto a outra está lotada? Enfim, mistérios do ser humano.

Baía dos Golfinhos, Praia da Pipa - RN

Baía dos Golfinhos, Praia da Pipa - RN


O fim de tarde foi chegando, os bares e restaurantes começaram a abrir e as ruas começaram a ganhar vida. Lanchamos um sanduíche delicioso que não encontrávamos há muito tempo, até aqui, só cheeseburguer e olha lá! Risoterias, bares, lojas, enfim... um mundo de coisas e pessoas alternativas vindas de todos os cantos do mundo, para formar esta atmosfera “pipana”. Decidido, vamos ficar mais um dia! Já vimos lugares tão ou até mais bonitos, mas a viagem e a vida não são feitas apenas disso. Precisamos respirar um pouco desta atmosfera e nos alimentar da energia cosmopolita que transborda neste lugar.

Falésias na baía dos Golfinhos, em Praia da Pipa - RN

Falésias na baía dos Golfinhos, em Praia da Pipa - RN

Brasil, Rio Grande Do Norte, Praia da Pipa, Barra do Cunhaú, off road, Praia, Simbaúma

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Amigos na Estrada

Canadá, Vancouver

Bruno, Gabriel, Gustavo e Leonardo, da expedição 4x1, saltam para foto na Wreck Beach, em Vancouver, no Canadá

Bruno, Gabriel, Gustavo e Leonardo, da expedição 4x1, saltam para foto na Wreck Beach, em Vancouver, no Canadá


Durante estes 890 dias da estrada fizemos muitos amigos. Alguns deles talvez nunca reencontremos, foram anjos que passaram, participaram das nossas vidas das mais variadas formas e ficaram. Ficaram em suas casas, suas vidas e nós seguimos cada dia em um lugar diferente, com pessoas novas e vivendo experiências maravilhosas. Entretanto, essa vida itinerante é um pouco solitária, ficamos longe da nossa família e dos amigos que cultivamos por tantos anos antes de colocarmos o pé na estrada.

Discutindo caminhos e rotas com o Gabriel, da expedição 4x1, em Vancouver, no Canadá

Discutindo caminhos e rotas com o Gabriel, da expedição 4x1, em Vancouver, no Canadá


Muitos desses amigos reencontramos na internet, os novos e os velhos. Alguns que até já havíamos perdido o contato nos redescobrem nessa aventura e as afinidades retornam, os laços se estreitam e os círculos se renovam. Adoro isso! Quem me conhece um pouco melhor sabe, eu sou super social, falo pelos cotovelos e adoro (re)encontrar amigos!

Não poderia faltar uma boa ideia no encontro dos brasileiros no Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá

Não poderia faltar uma boa ideia no encontro dos brasileiros no Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá


Eu nunca pensei que iria gostar tanto das redes sociais como gosto hoje, pois sou o tipo que gosta de contato pessoal, conversas profundas, aquelas de amigo para amigo, além de bons papo no boteco, festas e afins. Mas, como dizem por aí, as redes sociais nos apresentaram um novo mundo, nos aproximaram de pessoas com interesses comuns, que provavelmente nunca iríamos conhecer não fosse pelo facebook ou o twitter. Estes amigos virtuais compartilham conosco afinidades, sonhos e hoje são parte imprescindível da viagem! Amigos que nos acompanham desde o começo como a Cleo, o Virgilio, a Katia, a Tatiana, a Paula, o Leandro e tantos outros que nos fazem companhia nessa aventura pelas estradas da América. No twitter os blogueiros da #viajosfera estão sempre atentos, trocando experiências, ensinando e aprendendo com o intercâmbio entre os viajantes apaixonados por dividir suas histórias e dicas mundo afora.

Encontro das expedições 1000dias e 4x1 no Boteco Brasil, da Márcia, em Vancouver, no Canadá

Encontro das expedições 1000dias e 4x1 no Boteco Brasil, da Márcia, em Vancouver, no Canadá


É neste universo que descobrimos também que nós não somos os únicos malucos a pegar o carro e sair viajando pelo mundo! Já conhecíamos uns casos, alguns deles nos inspiraram como o pessoal do Viagens Maneiras, que deu a volta ao mundo com o seu cão labrador na carona. Foi nessa viagem que o Tapa se tornou o cão mais viajado do mundo! Além deles já estiveram na estrada também o casal do Challenging your Dreams e do Mundo por Terra. Agora, os mais viajantes são sem dúvida nossos hermanos argentinos, que com o ímpeto “Che Guevara” botam o pé na estrada, vivendo em comunidades alternativas, de arte e amor, virando artesãos e nunca mais voltam! Sua vida passa a ser a estrada. Várias famílias com crianças pequenas descobrem as mais diversas formas de seguir e proporcionar aos filhos a maior das escolas: a vida! A mais famosa delas é a Familia Zapp, que já lançou um livro chamado Atrapa tu sueño, onde contam a aventura de mais de 10 anos pelo mundo a bordo de um Graham-Paige 1928, com seus 4 filhos nascidos na estrada!

Com o Jorge e a Meli, ao lado da 'casa' deles, a simpática Lunita, em Anchorage, no Alaska

Com o Jorge e a Meli, ao lado da "casa" deles, a simpática Lunita, em Anchorage, no Alaska


Recentemente encontramos no Alasca os Kombianos, casal de colombianos Meli e Jorge, que já estão na estrada há 4 anos e sem planos de parar. Eles viajam na Lunita, uma Kombi-casa companheira de todas as horas. Hoje nós os reencontramos aqui em Vancouver, depois de um mês de estrada, e pudemos ter aquela sensação gostosa de rever amigos, jogar papo fora e conversar sobre histórias e sentimentos comuns, que só quem está nessa vida consegue realmente entender. Depois de devorarmos um prato inteiro de brigadeiro, estava na hora de nos prepararmos para outro encontro de amigos viajantes. Um encontro mais do que especial que reuniu duas expedições brasileiras que estão na estrada, com tempos e roteiros um pouco diferentes, mas objetivos muito parecidos: viver intensamente, conhecer e compartilhar as nossas aventuras!

Encontro com os colombianos Jprge e Meli, em Anchorage, no Alaska

Encontro com os colombianos Jprge e Meli, em Anchorage, no Alaska


A Expedição 4 x 1 – Retrato das Américas, dos brasileiros Gustavo, Gabriel, Leonardo, Bruno e André, saiu do Brasil há pouco mais de 5 meses cruzou a América do Sul, enviou a Tajanura (nova amiga da Fiona) de navio de Cartagena até Seattle para conseguir chegar antes do inverno no Alasca. Lá quase nos encontramos, mas nesses roteiros malucos que traçamos, uma coincidência dessas é fato a ser comemorado em grande estilo! Por isso combinamos de nos encontrar em um lugar muito especial aqui na metrópole canadese, o Boteco Brasil!

Encontro do 1000dias e o 4x1 em Vancouver, no Canadá (foto da expedição 4x1 - Retratos da América)

Encontro do 1000dias e o 4x1 em Vancouver, no Canadá (foto da expedição 4x1 - Retratos da América)


A Fiona e a Tanajura (4x1), encontro de carros brasileiros na frente do Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá

A Fiona e a Tanajura (4x1), encontro de carros brasileiros na frente do Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá


O bar e restaurante brasileiro foi aberto por Márcia, que imigrou para o Canadá há 26 anos, mas sempre sentiu saudades de um boteco brasileiro. Aquele lugar que podemos sentar, pedir uma capirinha, comer um pão de queijo, coxinhas, pasteizinhos enquanto escutamos um samba e conversamos sem pressa. Aí quando a fome apertar, mandar descer a feijoada, acompanhada de uma farofinha, couve refogada e até um guaraná antártica! É gente, estamos no Brasil! A noite do primeiro encontro foi ao som de uma banda brazuca, muitas histórias e samba no pé, tentando ensinar um pouco da nossa ginga à Meli e Jorge, que prometeram me ensinar a dançar salsa!

Enconttro das expedições brasileiras 1000dias e 4x1, além dos Kombianos, em frente ao Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá

Enconttro das expedições brasileiras 1000dias e 4x1, além dos Kombianos, em frente ao Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá


Conhecemos 4 dos 5 aventureiros, o André estava em um detour programado à NY e voltará a encontrá-los daqui a alguns dias. A simpatia dos rapazes é tanta que nós voltamos a nos encontrar nos próximos dois dias. O segundo encontro foi num final de tarde no “nosso” apartamento em Vancouver, tomando chá, contando causos e nem vimos a hora passar! Jantamos em um restaurante mongol e quando nos demos conta já era mais de meia-noite. Também, essa turma tem história!

Jantando com os brasileiros da expedição 4x1 em restaurante mongol, em Vancouver, no Canadá (foto da expedição 4x1 - Retratos da América)

Jantando com os brasileiros da expedição 4x1 em restaurante mongol, em Vancouver, no Canadá (foto da expedição 4x1 - Retratos da América)


No dia seguinte voltamos ao Boteco Brasil para um almoço completo, igualzinho à descrição ali acima. Hummm, que saudades dessa comida e desse clima gostoso. Todo mundo falando junto ao mesmo tempo (português, é claro), com a Globo ligada e muitas risadas. Eles nos acompanharam na programação da tarde pelas praias e parques da English Bay, terminando em um jantarzinho e show de Burlesque em Gastown. Dia cheio e em boa companhia!

Deliciosa comida brasileira no Boteco Brasil, no encontro das expedições 1000dias e 4x1, em Vancouver, no Canadá

Deliciosa comida brasileira no Boteco Brasil, no encontro das expedições 1000dias e 4x1, em Vancouver, no Canadá


Novamente, é aquela sensação bacana de estar junto com alguém que compartilha das mesmas ideias, sentimentos e espírito de aventura. Trocamos muitas histórias, dicas e informações que com certeza ajudarão ambas as expedições a seguir firmes e valentes em suas trajetórias. O pessoal da 4x1 segue de Vancouver para as Rochosas Canadenses e depois cruza os EUA passando pelo Yellowstone e vários parques nacionais. Eles têm pelo menos mais 10 meses de estrada para cruzar toda a América e voltar ao Brasil. Boa viagem amigos! Vamos ver se conseguiremos nos encontrar novamente no caminho.

Junto com os brasileiros do 4x1 em parque de Vancouver, no Canadá

Junto com os brasileiros do 4x1 em parque de Vancouver, no Canadá

Canadá, Vancouver, Amigos, Expedição 4 x 1

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Ruínas Quilmes

Argentina, Cafayate, Fiambalá

As ruínas de Quilmes, próximo à Cafayate - Argentina

As ruínas de Quilmes, próximo à Cafayate - Argentina


Fechamos o roteiro pelas quebradas e vales das províncias de Jujuy e Salta em um sítio arqueológico especial: as Ruínas Quilmes. População indígena que mais resistiu à colonização, os Quilmes construíram esta imensa cidade-fortaleza que os ajudou a resistir durante 130 anos aos espanhóis.

No alto de fortaleza nas ruínas de Quilmes, próximo à Cafayate - Argentina

No alto de fortaleza nas ruínas de Quilmes, próximo à Cafayate - Argentina


Exploramos cada canto, tentando imaginar como era a vida destes antepassados que fazem parte da cultura deste continente, sendo tão pouco conhecidos ou reconhecidos... a não ser por batizar a famosa cerveja hermana. Andando por trilhas fora do roteiro turístico até tive a impressão de visto um dos antigos moradores destas ruínas me acompanhando, contatos imediatos de terceiro grau.

Admirando as ruínas de Quilmes, próximo à Cafayate - Argentina

Admirando as ruínas de Quilmes, próximo à Cafayate - Argentina


Infelizmente o final da história nós já sabemos, praticamente todos foram escravizados e exterminados. Soubemos que o governo iniciou uma pesquisa em busca dos descendentes deste povo tão injustiçado, inclusive para devolução de terras. Ali nos arredores das ruínas há um grupo que clama por seus direitos e respeito aos seus ancestrais, mas aparentemente ainda não obtiveram o reconhecimento legal.

As ruínas de Quilmes, próximo à Cafayate - Argentina

As ruínas de Quilmes, próximo à Cafayate - Argentina


Saímos da província de Salta e adentramos à Catamarca, em direção à cidade de Fiambalá. Uma cidade conhecida não só por ser a base para o Paso de Jama, à caminho do Chile, mas também por possuir belíssimos banhos de águas termais.

Admirando a região das ruínas de Quilmes, próximo à Cafayate - Argentina

Admirando a região das ruínas de Quilmes, próximo à Cafayate - Argentina


Lá pretendemos passar para o Chile por aquele que é considerado o mais belo dos "pasos" andinos, o Paso San Francisco, a mais de 4.700 metros de altitude, por entre lagoas coloridas e montanhas nevadas. Tão logo chegamos à cidade soubemos que o Paso San Francisco está fechado no lado chileno, mas esperança é a última que morre. Amanhã iremos conhecer o paso até a fronteira e ver o que os oficiais da “gendarmeria” tem a nos dizer. Estamos indo preparados para esperar 1 ou 2 dias, e lá teremos apenas um dormitório simples e os nossos apetrechos de acampamento para cozinhar e fazer as nossas refeições.

Venda de artesanato nas ruínas de Quilmes, próximo à Cafayate - Argentina

Venda de artesanato nas ruínas de Quilmes, próximo à Cafayate - Argentina


Caso continue fechado teremos que voltar à Jujuy e cruzar pelo Paso de Jama. Pelo menos refizemos os planos nos divinos banhos termais em uma noite linda de céu estrelado.

Banho noturno nas deliciosas termas de Fiambalá - Argntina

Banho noturno nas deliciosas termas de Fiambalá - Argntina

Argentina, Cafayate, Fiambalá,

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Feliz Año Nuevo!

Guatemala, Antigua

Ano Novo em Antigua, na Guatemala

Ano Novo em Antigua, na Guatemala


A virada ainda era uma incógnita, tentamos falar com Rossana, amiga de Rodrigo Marc, um amigo conterrâneo que hoje vive no México. Fomos virtualmente apresentadas, mas ainda não havíamos conseguido contato. Então, provavelmente comeríamos algo no centro e mais tarde iríamos para a Praça Centralm que estaria lotada, para tentar encontrar Pablo e seus pais. O espumante pelo menos já estava garantido!

A bela iluminação da Catedral de Santiago, no Parque Central de Antigua, na Guatemala

A bela iluminação da Catedral de Santiago, no Parque Central de Antigua, na Guatemala


Já eram sete horas da noite quando conseguimos falar com Rossana, que nos convidou para jantar no hotel de uma amiga e depois ver os fogos do restaurante de um amigo, onde todos deveriam ficar até o amanhecer de 2012. Na hora topamos e combinamos de nos encontrar no Hotel EuroMaya as 21h.

Celebração de Ano novo em Antigua, na Guatemala

Celebração de Ano novo em Antigua, na Guatemala


A noite estava fria, saímos para o hotel atrasados, pois pouco antes de sairmos conseguimos encontrar alguns familiares online no skype! Conversamos com os pais, tios e primos do Ro que estavam lá em Poços de Caldas, já próximos da meia-noite e vimos os fogos de artifícios do Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo pelo skype enquanto falávamos com o meu pai. Tecnologia é mesmo uma maravilha moderna!

Festejando a chegada do Ano Novo em Antigua, na Guatemala

Festejando a chegada do Ano Novo em Antigua, na Guatemala


No hotel uma ceia deliciosa já estava servida e quentinha, muito parecida com a que temos aí no Brasil, tender e perú com acompanhamentos, vinho, espumante e toda a decoração natalina e de réveillon super em cima. Os donos do hotel são um casal, ele guatemalteco e ela espanhola, portanto as comemorações tinham um toque de cada cultura. Após o jantar eles fizeram um sorteio com todos os participantes, premiando uma passagem à Tikal e vários outros prêmios. O Rodrigo foi sorteado e ganhou um café da manhã, com direito a acompanhante, no Hotel Camiño Real, um dos mais bacanas de Antigua.

Festa de reveillon em Antigua, na Guatemala

Festa de reveillon em Antigua, na Guatemala


O ponto alto da noite foi comemorado na tradição espanhola. Todos se enfeitaram com os “kits réveillon” que ganhamos, que incluíam um pacote com 12 uvas. Na frente do hotel vimos os fogos de artifício e os 12 segundos antes da meia-noite foram marcados por badaladas de um sino. Cada badalada, uma uva que tínhamos que comer, haja agilidade! Passei a virada empolgada, filmando, fotografando e enfiando as uvas na boca! Hahaha! O Rodrigo entrou no clima, se enfeitou com o chapéu e o nariz de palhaço e comeu as 12 uvas!

Vestido para o reveillon em festa em Antigua, na Guatemala

Vestido para o reveillon em festa em Antigua, na Guatemala


A noite seguiu com mais fogos da Praça Central, baladinhas com o pessoal que estava no hotel e ainda fomos até o El Sereno, restaurante do amigo da Rossana, para tomar uma saidera e ver do alto a cidade iluminada em festa. No caminho tentamos achar Pablo e seus pais no meio da festa da Praça Central, mas era tanta fumaça e tanta gente que foi impossível.

O sino para marcar os últimos segundos do ano, em Antigua, na Guatemala

O sino para marcar os últimos segundos do ano, em Antigua, na Guatemala


Noite de festa e algumas reflexões. Neste ano que passou conhecemos centenas de novos lugares, pessoas e culturas. Foi um ano maravilhoso, de muito aprendizado ao qual só temos que agradecer e pedir para que o ano que chega, seja tão iluminado quanto o que passou. Começamos 2012 com o pé direito e com a certeza de que se a profecia Maia se concretizar, teremos vivido intensamente o maior sonho da nossa vida.

Muita festa na virada do ano em Antigua, na Guatemala

Muita festa na virada do ano em Antigua, na Guatemala

Guatemala, Antigua, Cidade Colonial, cidade histórica, réveillon

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À Barra Grande!

Brasil, Bahia, Itacaré

Surfe em canoa em Barra Grande, Península do Maraú - BA

Surfe em canoa em Barra Grande, Península do Maraú - BA


Depois da noitada de ontem, hoje tivemos uma manhã de despedidas em Itacaré. As meninas gaúchas, Rebeca e Bianca, que nos receberam super bem e ainda do Ito, fotógrafo curitibano que eu estava há dois dias reconhecendo, mas com vergonha de perguntar se ele era ele mesmo! Ainda bem que ele também reconheceu e foi mais corajoso, trocamos rapidamente histórias e contatos e pegamos estrada rumo à Barra Grande.

Despedida da Bianca e Rebeca, em Itacaré - BA

Despedida da Bianca e Rebeca, em Itacaré - BA


Pousada Sage Point em Itacaré - BA

Pousada Sage Point em Itacaré - BA


Só a estrada já é uma viagem. Os cenários são maravilhosos, lagoas, praias, mirantes. A Península do Maraú possui várias áreas alagadas, com lagoas maravilhosas com alto teor de lanolina, substância utilizada por xampus e alguns hidratantes. O mirante do Morro da Bela Vista não nega o nome que tem, com uma vista panorâmica da lagoa e da praia do Cassange.

Lagoa do Cassange, na Península do Maraú - BA

Lagoa do Cassange, na Península do Maraú - BA


Garça na Península do Maraú - BA

Garça na Península do Maraú - BA


Quilômetros de coqueirais, cena tipicamente baiana e um pouco mais à frente demos uma passadinha pela super estrutura da Pousada Vila Taipus de Fora. O lugar que mais parece um hotel fica em frente às famosas piscinas naturais de Taipus de Fora, formada por arrecifes. Cenário belíssimo, mas não tinha muito a ver com o nosso estilo de viagem, preferimos ficar em Barra Grande mesmo e conhecer a charmosa vilazinha.

A praia Taipus de Fora, Península do Maraú - BA

A praia Taipus de Fora, Península do Maraú - BA


Coqueiro carregado na,Península do Maraú - BA

Coqueiro carregado na,Península do Maraú - BA


A vila fica entre a Ponta do Mutá e o cais, um dos principais pontos de acesso à Barra via Camamu, que fica do outro lado da península. Barra Grande já foi tomada pelos investidores estrangeiros, vê-se em todo lado as influências “gringas” que o lugar já possui. Desde os táxis que até então eu só tinha visto no Caribe, até as placas de acesso à cidade que já estão em inglês e espanhol, além do português (ufa!).

Armadilha para peixes em Barra Grande, Península do Maraú - BA

Armadilha para peixes em Barra Grande, Península do Maraú - BA


Depois de instalados na pousada fomos caminhar na praia assistir o pôr do sol na Ponta do Mutá, mais um daqueles cenários ideais para este momento tão apreciado no mundo. Cenas bucólicas das cercas da pesca artesanal, o mar dourado pelo sol e todos nós ali, participando disso tudo apenas como espectadores da natureza.

Surfe em canoa em Barra Grande, Península do Maraú - BA

Surfe em canoa em Barra Grande, Península do Maraú - BA


Noite de descanso, já que sono é uma palavra que saiu do nosso vocabulário desde que chegamos à Itacaré.

Curtindo o pôr-do-sol na Ponta do Mutá em Barra Grande, Península do Maraú - BA

Curtindo o pôr-do-sol na Ponta do Mutá em Barra Grande, Península do Maraú - BA

Brasil, Bahia, Itacaré, Cassange, lagoas, Maraú, praias

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Mantas e Seres Pelágicos

Hawaii, Big Island-Kona

O maravilhoso mergulho noturno com arraias manta, em Kona, na Big Island, no Havaí

O maravilhoso mergulho noturno com arraias manta, em Kona, na Big Island, no Havaí


Quem nos acompanha aqui há algum tempo sabe, eu sou fanática pelo mundo sub. Se eu fosse um animal, sem dúvida seria um animal marinho. Peixe, mamífero, crustáceo, não importa, desde que viva em grupo e seja comunicativo, está valendo. A água tem um poder forte sobre mim, no mar eu me sinto em paz, eu me sinto em casa.

Examinando uma toca durante mergulho em Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Examinando uma toca durante mergulho em Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


Desde que comecei as pesquisas para o nosso roteiro no Hawaii estava de olho no que acontecia também embaixo d´água. Novamente o blog da brasileira radicada no Hawaii, Uma Malla pelo Mundo, foi uma ótima base de consultas, pois ela não apenas mora no Hawaii, como é bióloga marinha, especializada em tubarões, mergulhadora e ainda é casada com um baita fotógrafo sub. Enfim, não existe na blogosfera melhor fonte de informação sobre mergulhos no Hawaii do que a Lucia! Pelo twitter ela me passou todas as dicas, nomes de pontos de mergulho e snorkel em cada ilha. Neste dia eu confesso, não sabia se ria ou chorava, pois já sabia que não iria conseguir conhecer todos eles. Dois mergulhos aqui na Big Island, porém, já estavam no meu radar há muito tempo e a Lucia confirmou, são imperdíveis!

Peixes nadam por entre os corais de Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Peixes nadam por entre os corais de Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


O Manta Ray Dive, mergulho com arraias jamantas, o maior tipo de raia que zanza pelos nossos mares, e o Black Water Dive, um mergulho com seres abissais, único e no mínimo super curioso! O que os faz especiais não é apenas o fato de estarem no Hawaii, mas as condições que a ilha reúne para que eles possam acontecer. Curiosamente ambos são noturnos, portanto você tem que ser certificado para tal e deve estar confortável o suficiente para mergulhar durante a noite.

Mergulhando na Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Mergulhando na Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


Estes dois mergulhos são tão procurados que já são vendidos em pacotes combo, já que ambos são mergulhos noturnos rasos e podem ser combinados em uma mesma noite. Várias operadoras de mergulho vendem o snorkel e o mergulho com as arraias mantas, mas apenas duas operadoras trabalham com o Black Water Dive, a Big Island Divers e a Jack´s Diving Locker que o batizou de Pelagic Magic Dive. Elas possuem datas fixas de saída, uma ou duas vezes na semana, dependendo da temporada e a que melhor se encaixou no nosso roteiro foi a data da Big Island Divers, que mandou muito bem na organização, foi muito atenciosa e flexível em agendar e nos ajudar a viabilizar o nosso mergulho na data em que precisávamos. Normalmente eles pedem no mínimo 3 mergulhadores para o Black Water, a terceira pessoa não apareceu e ao invés de cancelarem nos deram um super desconto para pagarmos pela terceira pessoa e fazermos uma saída exclusiva, afinal não é sempre que estamos no Hawaii com uma oportunidade como estas. Vamos ao que interessa, aos mergulhos!

Águas claras e muitos corais em Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Águas claras e muitos corais em Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí



Manta Ray Dive
O mergulho com as arraias mantas, ou jamantas, é um dos mais famosos mergulhos de Kona. As suas águas são ricas em plânctons e larvas de peixes, base alimentar de vários cetáceos e inclusive das mantas, a maior espécie de arraias nos oceanos.

O mergulho acontece de noite, quando as mantas estão em busca dos plânctons e se concentram principalmente no ponto conhecido como “campfire”, local onde as várias operadoras de mergulho montaram a base que dá um empurrãozinho na alimentação noturna das mantas. A 10m de profundidade em uma base de areia e pedras roliças lanternas estão colocadas no centro, formando a fogueira do “campfire” marcando a posição onde a festa vai rolar. Aos poucos o local começa a ser invadido por snorkelers e mergulhadores e aquilo que promete ser um pesadelo para qualquer mergulhador, logo se revela uma linda festa de luzes, que não aconteceria se todos não estivessem lá.

Aos poucos as arraias começam a chegar, uma a uma em seu balé gracioso, colando barriga com barriga com os snorkelers que boiam acima de nós e tirando finas dos mergulhadores enquanto buscam o plâncton atraído pela luz das nossas lanternas. Aos poucos nós vamos aprendendo a lidar com o movimento e a proximidade delas, manejando as lanternas para que elas passem cada vez mais perto de nós, com as suas imensas bocas abertas, filtrando todo o alimento que nós mal conseguimos enxergar.



O movimento padrão de alimentação é circular, elas abrem suas bocas enormes, passam sobre a lanterna onde está o plâncton e logo sobem, dando duas piruetas, voltando ao mesmo ponto para buscar o restante. Na noite que estivemos lá conseguimos contar 7 diferentes arraias que pareciam onipresentes, nadando e bailando por tudo, iluminadas no grande palco formado, com a plateia de mergulhadores sentados a sua volta. Uma cena fantástica e inesquecível!

Black Water Dive
O Hawaii é pioneiro neste mergulho conhecido como Black Water Dive, assim chamado, pois ele acontece em mar aberto e durante a noite. Um maluco um dia pensou, o que será que existe no mar aberto durante a noite? Ele se afastou em torno de 5 km da costa, aonde a profundidade chega a 2, 3 mil metros e ligado por uma corda a um barco saltou na água negra para descobrir. O que ele descobriu foi um mundo de criaturas luminescentes que sobem durante a noite a uma profundidade de 10 a 30 m para se alimentar, parear, passear, enfim, dar um rolé.

A caminho do nosso mergulho com as arraias manta, em Kona, na Big Island, no Havaí

A caminho do nosso mergulho com as arraias manta, em Kona, na Big Island, no Havaí


Essas criaturas vivem na zona pelágica, onde não há luz e por isso não necessitam de cor, são quase todos transparentes e vários deles produzem pulsos elétricos e a sua própria luz. São diversos tipos de águas vivas, pequenos crustáceos, mini-lagostas, filhotes quase invisíveis de cavalos marinhos e seres microscópicos que formam colônias imensas que podem chegar a 4m de comprimento!

Então, lá fomos nós fazer o mesmo que este maluco. Nos plugamos em uma corda que está presa ao barco. O barco está com motor desligado, deslizando com a correnteza no mar aberto a 3 mil metros de profundidade! E pensamos, o que acontece durante a noite no mar aberto? A noite é o horário preferido de vários seres com hábitos noturnos de caça, golfinhos e tubarões, por exemplo. Por isso uma das orientações é que não se pode fazer xixi durante o mergulho, pois ele atrairia peixes menores, caçados por peixes maiores, que por sua vez atraem outros maiores ainda em busca de comida. Nosso dive master nos conta que já encontrou com tubarões durante este mergulho, normalmente eles vêm, curiosos, circundam o barco e vão embora. Quando nós chegamos ao ponto de mergulho havia um grupo de golfinhos, provavelmente caçando um cardume de lulas. Mas não deu tempo de entrarmos na água enquanto eles ainda estavam ali.
Atados à corda nosso limite de profundidade é marcado pela linha, esticada por um peso aos 12m de produndidade. A nossa corda nos dá todo o movimento, vamos para cima e para baixo, rodamos e só precisamos tomar cuidado para não nos enroscarmos. As lanternas super poderosas não valem praticamente de nada enquanto os seres não estão presentes na água. Pintamos a água escura, negra, com a lanterna e não vemos nada. Mas aos poucos as pequenas criaturas começam a aparecer, heteropods, salps, pyrosomos, comb jelly, box jelly, Siphonophores, camarões minúsculos... só Deus sabe o que pode aparecer na sua frente!

Mergulhando com seres luminescentes abissais, em Kona, na Big Island, no Havaí

Mergulhando com seres luminescentes abissais, em Kona, na Big Island, no Havaí


Eles são muitos difícies de fotografar e filmar, ainda mais para principantes como nós. Mas dá uma olhadinha neste link que eu encontrei, o cara tem fotos sensacionais!

Alguém nos descreveu antes de mergulharmos que este seria, provavelmente, um dos mergulhos mais estranhos que iríamos fazer. Foi estranho sim, mas foi muito mais do que isso, foi mágico! Ali temos total noção de que o mar é ainda completamente inexplorado pelo seres humanos, alguns dos seres que vimos hoje podem nem estar catalogados ainda! É uma sensação nova de desbravarmos o desconhecido, como um dia os navegadores e grandes pioneiros fizeram com a terra. Indescritível!



Aos mergulhadores, conversando com o pessoal das operadoras de mergulho lá do Hawaii, que já mergulharam por todas as ilhas, mais de uma pessoa nos afirmou: a Big Island é a melhor ilha para mergulho autônomo (leia-se a costa de Kona), seguido pelo Kauai, pouco popular para mergulho, mas com muita vida. Segundo eles Oahu e Maui possuem toda a infraestrutura, visibilidades ótimas, mas menos vida se comparadas às duas primeiras. Enfim, mesmo depois disso, nós fomos à Maui, mergulhamos e adoramos! Afinal sou da opinião que não existe mergulho ruim.

Corais em forma de prateleiras nas águas mais fundas de Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Corais em forma de prateleiras nas águas mais fundas de Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí



Honaunau Bay
No dia seguinte nós ainda conseguimos conferir durante o dia, um dos pontos de mergulho que a Lucia tinha nos indicado, a Honaunau Bay, ao lado do Pu´uhonua o Honaunau National Historical Park. Alugamos os equipamentos que não tínhamos, garrafas de ar e fomos até lá para um shore dive.

Mergulhando na Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Mergulhando na Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


Uma baía tranquila ótima para snorkel, mas ainda melhor se você pode ir mais fundo e ficar mais tempo na água. Os jardins de corais formam imensos cânions e descem, no canto direto da baía, até 30 m de profundidade, terminando em uma rampa de areia onde encontramos um alô bem havaiano lá em baixo: Aloha! Peixes super coloridos, moreias e um cenário submarino dos mares selvagens do Hawaii.

Aos 30 metros de profundidade, uma mensagem para os mergulhadores, em Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Aos 30 metros de profundidade, uma mensagem para os mergulhadores, em Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


Todas as ilhas do arquipélago tem muitas coisas bacanas para vermos em cima e embaixo d´água, nós tivemos que priorizar e aqui em Kona conseguimos nos organizar para fazer estes 3 mergulhos, mas ainda existem outras paisagens vulcânicas, arcos e tubos de lava, enfim... este foi apenas o aperitivo.

Lindo entardecer no barco a caminho do mergulho com as arraias manta, em Kona, na Big Island, no Havaí

Lindo entardecer no barco a caminho do mergulho com as arraias manta, em Kona, na Big Island, no Havaí

Hawaii, Big Island-Kona, Big Island, black water dive, dive, Kona, manta ray dive, Mergulho

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Reencontros no 4 de Julho

Estados Unidos, New York, Nova Iorque

Sinais de patriotismo no 4 de Julho, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Sinais de patriotismo no 4 de Julho, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Um dos principais feriados americanos, o Dia da Independência Americana é um dia festivo em todas as cidades e nas principais cidades do país. Ele concorre em importância apenas com o Memorial Day, sempre comemorado no último domingo de maio, em homenagem aos veteranos de guerra e àqueles que morreram defendendo o seu país servindo as Forças Armadas Americanas.

O elegante Chrysler Building, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

O elegante Chrysler Building, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Todas as cidades se preparam para a tradicional queima de fogos, algumas preparam desfiles e paradas, relembrando o momento em que os patriotas expulsaram os realistas e começaram a maior potência mundial. Uma das festas mais famosas é a de Boston, quando todos se reúnem ao redor do Museu da Independência e atores remontam a cena da leitura da independência americana, na sacada do mesmo prédio, para milhares de pessoas.

Apontando a varanda de onde foi lida para o público a Declaração de Independência, em Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos

Apontando a varanda de onde foi lida para o público a Declaração de Independência, em Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos


Nos últimos dias vimos a cidade se enfeitar com as cores nacionais, as bandeiras de americanas dependuradas em todas as janelas e esquinas e o Rockfeller Center substituir as bandeiras de todos os países apenas por bandeiras americanas. A festa acontece no final do dia, quando todos se reúnem às margens do Hudson River guardando seus lugares para assistir ao show de fogos de artifícios que começa às 21h30.

Após passarmos a manhã no Guggenheim, descemos a pé a 5ª Avenida e no caminho encontramos Elith, amigo colombiano que vive em Nova Iorque. Conhecemos Elith em Cartagena em um bar de salsa suuuper roots, La Esquina Sandiegana. Animadíssimo e acompanhado do nosso também amigo Chris, nos levaram por bares e as melhores salsas da cidade de Cartagena! Agora, um ano depois, conseguimos finalmente nos reencontrar aqui, na capital do mundo!

Com o Elith, na Broadway, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Com o Elith, na Broadway, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Elith nos acompanhou em outro encontro especial marcado para o 4 de Julho: um almoço com o queridíssimo cunhado David. David, namorado de minha irmã Juliane, é inglês e vive aqui em Nova Iorque. Ele nos convidou para almoçar em um restaurante diferente e que por si só já é uma atração turística, o Ellen´s Stardust Diner.

Interior animado do bar Stardust, na Broadway, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Interior animado do bar Stardust, na Broadway, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Localizado na Broadway com a 51st Street, o restaurante estilo anos 50 americano possui um staff especialíssimo, grandes cantores e cantoras que aspiram por um papel na Broadway e que ali tem chance de mostrar e divulgar o seu trabalho cantando clássicos americanos entre uma mesa e outra. Já que não tivemos a chance de ir a um show, esta experiência foi divertidíssima e nos deu um gostinho do que rola na cena musical da Broadway.

Com o David e o Elith na Broadway, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Com o David e o Elith na Broadway, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Taí uma cena que eu nunca imaginei, Elith e David juntos! Hahaha! Entregamos David no píer 15, onde ele seguiria para a festa super exclusiva em um barco com DJ e Open Bar para ver os fogos. Animal!

O inusitado encontro do David e do Elith, em bar na Broadway, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

O inusitado encontro do David e do Elith, em bar na Broadway, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Continuando o nosso calendário de encontros, voltamos ao nosso hotel para encontrar o casal de amigos Scott, Fátima, seus filho Zidane e a pequena Shama Yasmin. Conhecemos Scott em Paramaribo (Suriname), ele vive em DC e não conseguimos nos encontrar na passagem por lá. Assim ele trouxe a família toda à Nova Iorque para aproveitar o feriado de 4 de julho e nos encontrar.

Scott, Fatima e filhos no Bryant Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Scott, Fatima e filhos no Bryant Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Fomos à Bryant Park, uma grande área verde em meio à loucura de Nova Iorque, logo ali, na 6ª Avenida com a 42nd Street. Nos espalhamos no granado verde, em meio aos arranha-céus nova iorquinos escutando um belo jazz da programação de verão que rola no parque. Foi muito bacana reencontrar Scott depois de tanto tempo e estrada, conhecer sua esposa Fátima e finalmente cumprir a promessa de que chegaríamos aos Estados Unidos de carro! Neste meio tempo o Zidane cresceu e até ganhou uma irmãzinha, que está com apenas 3 meses, uma fofa!

Encontro com a família do Scott no Bryant Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Encontro com a família do Scott no Bryant Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Ao final do dia nos despedimos da família Saldaña, que resolveu evitar o trânsito de saída e assitir os fogos já do outro lado do Hudson River. Reencontramos Elith e saímos caminhando pelas ruas do Hells Kitchen em clima de carnaval, para encontramos o melhor lugar para ver os fogos do 4 de julho. Ruas lotadas e fechadas pela NYPD até a 52nd St.

Celebração do 4 de Julho com fogos, no Hudson River, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Celebração do 4 de Julho com fogos, no Hudson River, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


A quantidade de pessoas pelas ruas era impressionante! Até que nos demos conta que não valeria a pena assistir ali, naquele calor e sem vista alguma dos fogos. Passamos em um mercadinho, compramos uma cervejinha e nos mandamos para o nosso hotel, com uma vista privilegiada de toda a festa! Ar condicionado, cervejinha e a ótima companhia do nosso animado amigo Elith Palomino, não precisávamos de mais nada!

Celebração do 4 de Julho com fogos, no Hudson River, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Celebração do 4 de Julho com fogos, no Hudson River, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


O Independence Day e os reencontros com amigos tão especiais que fizemos nesta estrada marcaram a nossa despedida de Nova Iorque. Uma despedida menos dolorida, pois aqui, sem dúvida alguma, ainda voltaremos.

Despedida do nosso hotel e do nosso amigo Sabam, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Despedida do nosso hotel e do nosso amigo Sabam, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Estados Unidos, New York, Nova Iorque, 4 de Julho, Amigos, Independence Day

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