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Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Venezuela Há 2 anos: Venezuela

Praia cor-de-rosa

Bahamas, Eleuthera - Harbour Island

Um dia na praia...

Um dia na praia...


A cor da areia é rosa, um rosa bebê bem clarinho. Isso devido às conchas que se esmigalham e viram grãos cor-de-rosas, ajudando a formar esta areia colorida. O mar é azul transparente, isso por que estamos no Caribe e toda a formação da ilha é calcária, o que ajuda a filtrar a água nos seus arrecifes e praias. Em toda a praia encontramos uma alga, verdinha que parece couve refogada, beeeem fininha. São tantas algas que varrê-las já faz parte da rotina diária dos hotéis na beira da praia, todas as manhãs. Enquanto andamos observando esta cena, percebo que a praia está repleta de águas-vivas, ou “portugueses” como aprendemos por aqui e continuo rindo sozinha do nome que resolveram dar a este bicho, afinal, por que esse nome engraçado? Depois de olhar com cuidado as “portugueses” na beira da praia foi que me dei conta, não sei como isso não me ocorreu antes! Essas águas-vivas, cheias de fios daqueles bem doloridos, são conhecidas no Brasil como caravelas! Caravelas = Portugueses! Viu só, tudo tem um por que! Hahahaha! Filosofias de uma brasileira nas Bahamas... Quem agüenta?

Felizes na praia - Harbour Island - Bahamas

Felizes na praia - Harbour Island - Bahamas


Depois de andar na praia, estudar o nosso computador de mergulho da Fun Dive e cansar de me esconder do vento enrolada na toalha, resolvemos voltar à pousada e sair para uma corridinha. Uma bela forma de conhecer a Ilha. Corremos pelas novas vizinhanças, ainda não exploradas e percebi que realmente eu não estava tão “out” quando falei dos podres de ricos. Corremos pela Bay Street até chegarmos a uma praia formada na maré baixa, uma espécie de mangue seco. Digo uma espécie, pois não consigo ter certeza se é mangue ou não, já que aqui mangue não faz lama, mesmo se fizesse a lama seria rosa, e também não tem cheiro ruim. Seguindo por esta praia passamos por várias casas onde só se pode chegar de barco. Todas elas com seus barcos e iates nos seus piers privados, mesmo que vazias. É... realmente é mais fácil viver se olhamos para baixo na pirâmide, por que se olhamos para cima vemos como ainda somos pobres!

Relaxando na praias de areias rosa

Relaxando na praias de areias rosa


Mais tarde vamos para a pousada do John, figuraça, (vocês acreditam que até no enterro do Bob Marley ele foi?) ver o sol se por na baía, escrevendo os nossos posts. Jantar na Marina Valentines onde vamos deixar uma camiseta do 1000dias fazendo parte da decoração do bar, amanhã colocarei uma foto para vocês verem. Vamos ver qual será a programação do dia. Tínhamos mergulhos agendados, mas a droga do vento nordeste (eu achei que era noroeste) estragou todos os pontos de mergulho de Eleuthera... Acho que teremos que nos contentar com os corais e a praia cor-de-rosa.

Pôr-do-sol na pousada em Harbour Island - Eleuthera - Bahamas

Pôr-do-sol na pousada em Harbour Island - Eleuthera - Bahamas

Bahamas, Eleuthera - Harbour Island, Caribe, ilha, Pink Sand Beach, Praia

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Andes Venezuelanos

Venezuela, Mérida VEN

Estranhas plantas crescem a mais de 4 mil metros de altitude, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

Estranhas plantas crescem a mais de 4 mil metros de altitude, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


A Cordilheira dos Andes, cordilheira mais longa do mundo, não poderia deixar de fazer parte desta terra de tão diversas paisagens naturais. A coluna vertebral da América do Sul vem desde o sul da Argentina até as ilhas caribenhas e tem mais de 400km de extensão aqui na Venezuela. Tivemos a incrível experiência de sair do nível do mar, em Chichiriviche, e em menos de 7 horas, entrar em um mundo andino, de montes escarpados, vales verdes, num clima ameno e saudável das montanhas.

Fiona na rodovia transandina, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

Fiona na rodovia transandina, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos


Na subida decidimos fazer uma parada estratégica na pequena vila de Timóteo, a 2.800m de altitude. Ficamos em um hotel simples mas bem charmosinho com aquele clima de cabines alpinas e aproveitamos um belo fim de tarde com os ares frescos deste vale. Foi ótimo para que o nosso corpo pudesse se acostumar com a altitude, ainda assim a mudança foi rápida e na primeira noite foi difícil dormir. Mente alerta pela menor oferta de oxigênio, ou seria pela ansiedade do que estava por vir?

Um belo fim de tarde em Timotes, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

Um belo fim de tarde em Timotes, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos


Na manhã seguinte subimos, subimos e subimos pelas curvas da sinuosa 1, a nossa velha conhecida estrada Panamericana. O destino que tínhamos em mente era Mérida, a maior cidade da região e que todos os turistas utilizam como base. Mas se você está com um carro alugado ou com o seu próprio carro como nós, este é o último lugar que precisará chegar. As maiores e melhores atrações dos Andes Venezuelanos estão antes de chegar à Mérida e nós fomos descobrindo tudo no caminho.

A rodovia transandina e a beleza do páramo, paisagem comum na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

A rodovia transandina e a beleza do páramo, paisagem comum na região de Mérida, nos Andes venezuelanos


Pico El Águila (4.118m)
A estrada mais alta da Venezuela passa pelo Pico El Águila, que acima dos 4.000m tem paisagens maravilhosas para ambos os lados da cordilheira, montanhas nevadas e um dos biomas mais lindos da região andina, os páramos.

A igrejinha no topo do pico El Aguila, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

A igrejinha no topo do pico El Aguila, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos


Pico El Aguila, a mais de 4 mil metros, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

Pico El Aguila, a mais de 4 mil metros, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos


Os páramos são a zona de transição entre a região onde imperam as florestas tropicais e as grandes altitudes, onde já existe neve. Os paramos são responsáveis por coletar a maior parte da umidade e água de chuva em seu terreno esponjoso e com sua flora formada principalmente por gramíneas, rosáceas e pequenos arbustos.

Um grilo sobrevive a 4 mil metros de altitude, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

Um grilo sobrevive a 4 mil metros de altitude, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


Antes de chegar ao Pico El Águila está a Laguna Guacho, há apenas 15 minutos de caminhada da estrada principal, um detour rápido e prazeroso para ver e sentir de perto o ar fresco dos Andes.

Lagoa a 4 miil metros de altitude, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

Lagoa a 4 miil metros de altitude, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


No pico vale uma parada para um chocolate quente, um sanduíche com embutidos feitos na charcuteria espanhola da cidade vizinha e um belo copo de morangos com creme! Em qualquer biboca eles vendem essa iguaria, morangos orgânicos, suculentos e saborosos com creme e calda de morango. Hummm!

Morango com creme, típico da região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

Morango com creme, típico da região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


Ali conhecemos Juan, um artesão colombiano que se enamorou das montanhas e das mulheres venezuelanas e aqui ficou. Ele trabalha vendendo seus artesanatos em uma lojinha no pico e mora em Mucuchíes, um povoado ao sul. Depois de uma apresentação de música em sua flauta de cano de pvc, demos uma carona para ele e paramos para conhecer o lindo e encarcerado Condor, a maior ave das Américas, negra e imponente com seu colar branco e que já está em extinção no país.

Um solitário, vistoso e encarcerado condor, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

Um solitário, vistoso e encarcerado condor, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos


Este condor está em cativeiro e acabou de perder sua companheira, colocada ali para uma tentativa de procriação. O tiro saiu pela culatra, uma ave imensa e potente como esta só poderia mesmo morrer de tristeza dentro de uma gaiola.

Uum vistoso condor em sua 'gaiola', na egião dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

Uum vistoso condor em sua "gaiola", na egião dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


Caminhando por um belíssimo vale na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

Caminhando por um belíssimo vale na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


Dormimos nossa segunda noite na cidade de Apartaderos, a mais de 3.300m sobre o nível do mar. Lá conhecemos Dona Glória e sua famosa fábrica de Embutidos El Águila. Dona Glória é espanhola da Galícia e vive aqui na Venezuela há mais de 30 anos. Migrou de um negócio muito bem sucedido no mundo da moda para o mercado de carnes e embutidos, um sonho antigo do seu marido. Resgatando uma antiga tradição espanhola, eles seguem os padrões de qualidade e utilizam os ingredientes originais vindos diretamente da Espanha para preparar e curtir suas peças de Jamón Serrano, chorizo, copa e salame. Visitamos a fábrica, suas estufas de defumação e secagem e não pudemos deixar de nos deliciar nos produtos finais dessa arte gastronômica. Abusei tanto que acabei tendo a minha primeira gastrite um dia depois!

Visita a uma fábrica de embutidos na vila de Apartaderos, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

Visita a uma fábrica de embutidos na vila de Apartaderos, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


Dona Glória nos recebeu em sua casa, tomamos um chá e ela nos falou sobre a situação política atual, sua visão do que está acontecendo no país e nos deu uma aula de amor e esperança, de quem acredita, mesmo em meio à tantas adversidades, que a situação irá melhorar e logo a Venezuela entrará nos trilhos novamente.

A galega Dona Glória, a simpática proprietária da fábrica de embutidos em Apartaderos, vila na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

A galega Dona Glória, a simpática proprietária da fábrica de embutidos em Apartaderos, vila na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


Nosso terceiro dia de explorações na região, de volta aos 4 mil metros foi no Parque Nacional Sierra Culata, uma das áreas mais lindas da região! A sinuosa estrada que cruza a Sierra Culata passa por uma zona de páramo com vistas para todas as montanhas nevadas dos arredores. Aproveitamos do macro ao micro, das grandes montanhas a perder de vista às pequenas plantas de flores amareladas, cavalos, vacas e cachorros ermitões que vivem nesse ambiente inóspito. Lindo!

O mais alto parque nacional da Venezuela, ma região dos Andes, perto de Mérida

O mais alto parque nacional da Venezuela, ma região dos Andes, perto de Mérida


O cavalo não parece se importar com a altitude e a baixa temperatura na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

O cavalo não parece se importar com a altitude e a baixa temperatura na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


As flores também estão adaptadas às altitudes de 4 mil metros, região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

As flores também estão adaptadas às altitudes de 4 mil metros, região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


No caminho à Mérida passamos pela cidade de Mucuchíes, destino alternativo dos venezuelanos que já conhecem essas paragens. A igrejinha de pedra é o seu cartão postal, ponto de foto obrigatório.

Capela de pedra em Mucuchies, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

Capela de pedra em Mucuchies, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


Mérida


A simpática Plaza Milla, na região central de Mérida, na Venezuela

A simpática Plaza Milla, na região central de Mérida, na Venezuela


Finalmente chegamos à Mérida, uma cidade fundada em 1558 entre trancos e barrancos pelo espanhol Juán Rodriguez Juárez. A pequena vila situada entre os rios Chama e Albarregas, hoje já se expandiu e se tornou o centro econômico da região.

Admirando o vale de um dos rios que contornam Mérida, na Venezuela

Admirando o vale de um dos rios que contornam Mérida, na Venezuela


Depois de passarmos por tantos povoados com seu charme rural em meio às montanhas, Mérida perde um pouco a graça. Tiramos um dia para passear por suas principais praças e pontos turísticos, como a Plaza Bolívar, Plaza Milla, e a estátua mais antiga do herói Simón Bolívar que data de 1842, exposta no Parque de Las Cinco Repúblicas.

Um gigantesco pedestal para um pequeno busto de Bolívar, em Mérida, na Venezuela

Um gigantesco pedestal para um pequeno busto de Bolívar, em Mérida, na Venezuela


O Teleférico de Mérida é uma das atrações mais conhecidas da cidade, porém estava fechado para reforma e só pudemos apreciar suas torres e cabos ao longe. A montanha mais alta do país, o Pico Bolívar (5.007m) está pertinho de Mérida e, ao lado do Pico Humboldt (4.942m), é uma ótima pedida para aqueles que querem se aventurar em um trekking de 2 ou 3 dias.

Um belo visual de Mérida, na Venezuela, e das montanhas que a cercam, as mais altas do país

Um belo visual de Mérida, na Venezuela, e das montanhas que a cercam, as mais altas do país


Parque Nacional Sierra Nevada


A belíssima Laguna Macubaji, perto de Apartaderos, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

A belíssima Laguna Macubaji, perto de Apartaderos, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos


Na pressa acabamos não nos aventurando em grandes trekkings pra o Pico Bolívar ou o Humboldt, mas a nossa despedida dos Andes Venezuelanos ainda incluíram uma visita ao Parque Nacional Sierra Nevada, que de nevado não tem nada a não ser sua história de glaciares e seus lindos lagos andinos que ficaram para contar a história. Eu estava totalmente indisposta do estômago, com uma ajudinha da altitude e acabei apreciando-os apenas do carro. O Rodrigo aproveitou para fazer um trekking rápido e foi até o fundo de um vale para ver algumas das suas várias cachoeiras.

Uma das cachoeiras de águas geladas do Parque Nacional Laguna Negra, perto de Apartaderos, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

Uma das cachoeiras de águas geladas do Parque Nacional Laguna Negra, perto de Apartaderos, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos


Foram 5 dias explorando os vilarejos e paisagens do páramos venezuelano, um choque de paisagens, sensações e sentidos para quem vinha de um cenário totalmente tropical e caliente como o Parque Nacional Morrocoy. Da praia para a montanha e da montanha para as planícies quentes e úmidas dos Llanos Venezuelanos, essa diversidade de paisagens faz da Venezula um dos mais atrativos destinos da América do Sul.

A bela paisagem do Parque Nacional Laguna Negra, perto de Apartaderos, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

A bela paisagem do Parque Nacional Laguna Negra, perto de Apartaderos, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

Venezuela, Mérida VEN, Andes, Apartaderos, Mérida, Montanha, Páramo, parque nacional, Sierra Culata, Timóteo

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Kennedy Space Center

Estados Unidos, Flórida, Cape Canaveral

Representação do espaço sideral (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Representação do espaço sideral (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


O Kennedy Space Center é parada obrigatória para qualquer pessoa viajando pela Flórida. E como a Flórida é o principal destino dos brasileiros nos Estados Unidos, eu arrisco dizer que o KSC é o único “parques de diversões” obrigatório para qualquer brasileiro na região. Homens, crianças, mulheres e idosos, muambeiros ou apenas turistas de primeira viagem, não há quem não tenha curiosidade pelo universo que habitamos. Lá neste espaço infinito pode estar a resposta para perguntas existenciais até hoje sem resposta. Quem somos? Para onde vamos? De onde viemos? Uma viagem impressionante pela história da exploração do espaço nos apresenta fatos, fotos e experiências de tirar o fôlego.

Funil de escape do motor do ônibus espacial (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Funil de escape do motor do ônibus espacial (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


A nossa visita começou pelo KSC Tour que inclui um passeio pelas dependências do Kennedy Center, com uma vista externa do VAB (Vehicle Assembly Building), o imenso edifício onde os foguetes são construídos.

Gigantesco prédio de montagem de foguetes no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA. Apenas o quadrado azul da bandeira é do tamanho de uma quadra de basquete!

Gigantesco prédio de montagem de foguetes no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA. Apenas o quadrado azul da bandeira é do tamanho de uma quadra de basquete!


O primeiro local visitado é o LC-39 Observation Gantry, onde além de um pequeno museu, está também uma torre de observação das plataformas de lançamento de foguetes, nos quatro pontos cardeais ao redor do Cape Canaveral.
Lá também está exposta uma parte do motor do foguete que lançou o Space Shuttle. Parafernália curiosa que o Rodrigo teve a ousadia de comparar com o motor da Fiona. Já pensou se ela pudesse nos levar para o espaço?

Um dos motores do foguete do ônibus espacial, no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA. Parece o motor da Fiona!

Um dos motores do foguete do ônibus espacial, no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA. Parece o motor da Fiona!


A próxima parada é o Apollo/ Saturno V Center, onde logo entramos de cabeça na aventura assistindo ao lançamento da Apollo 8 de dentro da sala de comando. Escutamos o áudio original e a sala, mesmo que vazia, reproduz as luzes, controles e até o calor, a vibração e as chamas do foguete nas janelas! Uma experiência muito real!

Sala de controle das Missões Apolo, que levaram o homem à Lua (no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Sala de controle das Missões Apolo, que levaram o homem à Lua (no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


Revivemos ali a chegada do homem à lua, os momentos de tensão e frustração das missões que falharam e vidas que foram perdidas. Na sala principal vimos a imensa Saturno V em exposição, uma nave de 110m de comprimento pendurada, com as explicações detalhadas sobre suas partes, missões, história e tripulações. Foram 12 astronautas a pisar na lua em 6 missões de grande sucesso, apenas a Apolo 13 teve que abortar e ainda assim chegou com a tripulação sã e salva à Terra.

Representação da chegada do homem à Lua (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Representação da chegada do homem à Lua (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


O ponto alto da nossa visita foi o filme Hubble 3D no Imax, que não pudemos assistir em outros lugares. Foram 43 minutos de cenas reais sobre a operação completa de treinamento da equipe que aceitou a dificílima missão de salvar o Telescópio Hubble. O telescópio que descobriu supernovas e buracos negros em galáxias muito distantes estava condenado a cair na atmosfera terrestre.

Chegando ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

Chegando ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA


Além de resgatá-lo, a equipe precisou repará-lo e fazer um up grade tecnológico, inserindo novas lentes ainda mais poderosas. Qualquer falha significaria não apenas em um terrível prejuízo financeiro, mas no fim do nosso super olho lá fora, no espaço. A história e as cenas reais filmadas em 3D, somadas às imagens do novo Hubble foram um dos momentos mais emocionantes da viagem. O mais próximo que nós poderemos chegar do espaço, desvendando nebulosas em Andrômeda e um cânion com um berço de estrelas na Via Láctea.

Foguete Apolo em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

Foguete Apolo em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA


É quando nos damos conta da nossa pequeneza... Mesmo diante das maiores belezas do Planeta Terra, seus imensos rios e montanhas, mares e continentes, vemos que somos pó.

As várias roupas de astronautas, em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

As várias roupas de astronautas, em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA


Se alguém aqui ainda achar toda essa emoção e conhecimento não são suficientes e que precisa de mais emoção, como uma montanha russa de algum outro parque da Disney, digo que vá então ao Shuttle Launch Experience. Um brinquedo de realidade virtual onde sentimos na pele como é estar dentro de um foguete na hora do lançamento. O projeto teve o acompanhamento dos astronautas que já passaram pela experiência e que garantem: é a simulação mais real que podemos vivenciar. Guiados por um dos astronautas, recebemos todas as instruções até o momento do lançamento, quando o simulador nos coloca na posição de 90 graus de inclinação e dispara em direção ao espaço.

Imagem do lançamento de um foguete Apolo (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Imagem do lançamento de um foguete Apolo (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


E aí, será que consegui convencer? Mais importante que convencer, neste caso, é saber que essa possibilidade existe. Digo isso porque, mesmo sendo apaixonados pelo espaço e super antenados em tudo que gira em torno, não havíamos programado a visita ao Kennedy Space Center. Porém passando na frente não resistimos e mudamos toda a programação.

'Jardim dos foguetes', no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

"Jardim dos foguetes", no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA


O Site do KSC é completo e dá todas as informações sobre como chegar, quanto pagar e quais as programações especiais podem ser feitas, como um almoço com um astronauta e programas especiais de vivência para as crianças. Inclua um pouco de cultura, história e emoção sobre a vida real na sua viagem para o mundo da fantasia.

Visita ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

Visita ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

Estados Unidos, Flórida, Cape Canaveral, Cabo Canaveral, espaço, Kennedy Space Center, NASA , Space Coast

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San Francisco em 4 dias

Estados Unidos, Califórnia, San Francisco

A majestosa Golden Gate, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

A majestosa Golden Gate, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


San Francisco é uma cidade que dispensa grandes apresentações. Criada pelos espanhóis e crescida em meio ao boom do Gold Rush da costa oeste, a cidade mais liberal dos Estados Unidos, e provavelmente das mais liberais do mundo, é um dos principais destinos turísticos do país.

Admirando arte de rua na mítica Haight Street, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Admirando arte de rua na mítica Haight Street, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Entretanto, San Francisco possui muito mais do que a famosa Golden Gate e suas gays venues para apresentar aos seus visitantes, que cá entre nós, para os viajantes curiosos e open minded, são a cereja do bolo e diversão garantida!

PRIMEIRO DIA

Fisherman's Wharf, o movimentado bairro em que ficamos hospedados em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Fisherman's Wharf, o movimentado bairro em que ficamos hospedados em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Começamos as nossas explorações em um passeio pela região do turístico Fisherman´s Wharf e seus milhares de restaurantes de frutos do mar. O embarcadero estava lotado e já enfeitado para o Natal, com direito a coral infantil de músicas natalinas e uma multidão de leões marinhos procurando seu lugar ao sol.

Coçando a orelha no Pier 39, na orla de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Coçando a orelha no Pier 39, na orla de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Dali, avistamos a famosa Alcatraz, prisão de segurança máxima hoje transformada em museu. Para visitá-la apenas se programando com antecedência, os ingressos estavam esgotados há 3 meses! Então se quer visitar Alcatraz, programe-se e compre os tickets com antecedência.

A famosa prisão de Alcatraz, na baía de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

A famosa prisão de Alcatraz, na baía de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Se você é da noite, também vale se informar nos acontecimentos da cidade, festas e shows, sempre tem alguma coisa acontecendo! Chegamos em um sábado e logo fomos convidados para uma festa da peruca em um dos bares gays mais antigos de San Francisco. Nos divertimos à beça! Todos devidamente emperucados, boa música e ótimas companhias nos deram as boas vindas perfeitas à cidade!

Na nossa primeira noite em San Francisco, uma animada 'Festa da Peruca' (na Califórnia, nos Estados Unidos)

Na nossa primeira noite em San Francisco, uma animada "Festa da Peruca" (na Califórnia, nos Estados Unidos)


O convite foi de um amigo que eu não encontrava há pelo menos 10 anos! O Sidney se mudou para os Estados Unidos e não nos vimos desde então. Valéria, nossa grandessíssima amiga em comum sempre nos manteve atualizados e o facebook nos reaproximou, mas o reencontro foi mais emocionante do que eu podia imaginar! O mundo une pessoas com energias parecidas e com alguém tão especial como o Sid, não poderia ser diferente. Ele nos recebeu, nos levou para lá e para cá, apresentando a cidade, nos contando a história e a dinâmica de um lugar que está sempre na vanguarda dos movimentos mundiais.

O Sidney cuidou da gente em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

O Sidney cuidou da gente em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos



SEGUNDO DIA

Coit Tower, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Coit Tower, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Há muito para ver na capital cultural e artística do norte californiano. Portanto, não nos deixamos abalar pela noitada e saímos caminhando do Fisherman´s Wharf até a Coit Tower, que tem uma vista lindíssima de toda a Bay Area e do centro da cidade. Dali é um pulinho para a Washington Square, praça central com bons restaurantes e cafés, ótima para ver o movimento em uma manhã ensolarada.

Treinando o equilíbrio na Washington Square, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Treinando o equilíbrio na Washington Square, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


No topo da Coit Tower, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

No topo da Coit Tower, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Em um roteiro por San Francisco sem dúvida não pode faltar uma visita ao Chinatown, bairro chinês mais antigo de todo os Estados Unidos! Caminhar por suas ruas é mais ou menos como dar um pulinho em uma Pequim capitalista ou um bairro de Hong Kong. Restaurantes, mercadinhos, mercearias, salões de beleza e lojas com todas as quinquilharias imagináveis, te transportam pelo espaço e tempo rumo ao oriente.

Caminhando pela Chinatown de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Caminhando pela Chinatown de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Isso sem falar nos sinais e placas escritos em chinês, se ainda resta alguma dúvida do teletransporte, olhe para cima e as lanternas penduradas pelas ruas, os telhados no estilo de pagodas e o Dragon Gate, portal da Chinatown, ajudarão a exterminá-las. Respire, prove um autêntico dim sum e relaxe.

Visitando a bela e movimentada Chinatown de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Visitando a bela e movimentada Chinatown de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Os chineses se estabeleceram neste bairro em 1848, vindos nas levas de trabalhadores de mão de obra barata para as minas de ouro, e quase foram arrancados dali durante as crises econômicas subsequentes. Resistiram e ao invés de serem expulsos, acabaram sendo restringidos de existir (leia-se: viver e trabalhar) fora das fronteiras de Chinatown entre 1877 a 1945! Hoje ela é a maior Chinatown fora do continente Asiático.

Chegando à Chinatown de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Chegando à Chinatown de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Visitando a bela e movimentada Chinatown de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Visitando a bela e movimentada Chinatown de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Depois da viagem ao oriente, voltamos ao Tio Sam e guiados pelo Sidney fomos finalmente conhecer uma das pontes mais famosas do mundo, a Golden Gate! É curioso como uma ponte pode ser uma atração turística, mas o fato é que ela é linda mesmo e para aumentar a sua popularidade o cenário onde ela foi colocada é de tirar o chapéu. Como vocês já devem ter notado a ponte não é dourada, mas ela foi assim batizada por estar colocada no estreito de mesmo nome. O estreito de Golden Gate, portal de entrada para as águas tranquilas da baía de San Francisco, recebeu este nome após 1840 quando era o portal de chegada dos milhares de caçadores de tesouros em busca do ouro encontrado aqui na costa oeste.

Atravessando a Golden Gate de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Atravessando a Golden Gate de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


A Golden Gate, que atravessa a entrada da baía de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

A Golden Gate, que atravessa a entrada da baía de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Atravessamos os seus 2,7km no jipe do Sid com a maior sensação de Telma e Louise, cabelos ao vento e pé na estrada! Sensacional! Um pit stop no restaurante indiano na charmosa Sausalito e estávamos prontos para mais duas horas de descobertas nos arredores da Marin County.

O Sidney nos levou de jipe para passear em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

O Sidney nos levou de jipe para passear em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Foi uma surpresa maravilhosa atrás da outra, pois como estávamos com um local, não fizemos o dever de casa e nem tínhamos muita ideia do que iríamos encontrar do outro lado da ponte. Percorremos toda a estrada cênica ao longo do Marin Headlands State Park, cada mirante uma vista mais espetacular do estreito, da cidade e da Golden Gate. Só faltou o sol vencer as nuvens para torná-la mais dourada para nós.

Muito felizes na cidade de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Muito felizes na cidade de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Fomos até o final da Mitchel Road e chegamos à praia da Rodeo Cove, onde alguns corajosos surfistas enfrentavam o frio, famílias se reuniam para piqueniques e hikers se aventuravam pela Coastal Trail que continua adiante. Lá encontramos Gary e Peggy, um casal de amigos do Sidney, dois escritores que possuem uma editora e um site de "viagens verdes”. O Green Travel Guides tem dicas sobre tudo que é verde e ecologicamente correto, conceito bacaníssimo!

Praia ao norte de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Praia ao norte de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


De lá ainda fomos até a casa de uma amiga em Tiburón e lá tive um novo reencontro especial, agora com a Ane, irmã do Sidney, que eu também não encontrava há pelo menos uns 8 anos! Histórias, risadas e aquele sentimento que não tem preço, de estarmos em casa, ao lado de pessoas queridas.

Com o Sidney, prontos para atravessar a Golden Gate em seu jipe (em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos)

Com o Sidney, prontos para atravessar a Golden Gate em seu jipe (em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos)



TERCEIRO DIA

Andando nos famosos bondinhos de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Andando nos famosos bondinhos de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


No nosso terceiro dia na cidade calçamos os nossos confortáveis tênis e saímos caminhando. Pegamos uma rápida carona no tradicional Bondinho da Powell & Hyde Streets, descemos em Chinatown e andamos, andamos e andamos. Na minha humilde opinião não há melhor forma de conhecer uma cidade do que a pé, sentir seu ritmo, ver a arquitetura, as pessoas e ainda garantir um exercício. Os sobes e desces dos 43 montes de San Francisco nos fazem lembrar as ladeiras de Belo Horizonte. O marido mineiro, saudoso da sua terra, teimava em repetir como San Francisco parecia “Beagá”, só com um detalhe, tem que adicionar o MAR! Quem sabe uma boa mistura de BH com Rio de Janeiro e a gente chega mais perto!

As famosas ladeiras de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

As famosas ladeiras de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


O roteiro de aproximados 10km começou na Union Square com seu ringue de patinação e arranhas céus da Saks e Macys. Almoçamos em uma pâtisserie deliciosa no Yerba Buena Gardens e continuamos caminhando pela Market Street em direção ao Centro Cívico. Apenas passamos por ele, mas curiosamente é o lugar aonde mais vimos mendigos pelas ruas. Será que escolheram morar lá para serem notados pelos políticos? Bem pensado!

Ringue de patinação no gelo na Union Square, centro de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Ringue de patinação no gelo na Union Square, centro de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos



Nosso roteiro a pé por San Francisco

Outro ponto alto do tour por San Francisco é a visita à meca hippie da cidade, para caminhar pelas mesmas calçadas onde andaram Jannis Jopplin, Jimmy Hendrix e tantos outros que viveram a época mais livre e louca de todos os tempos e criaram canções que viraram lemas de toda a geração paz e amor.

Mercado orgânico sob as imagens dos famosos roqueiros dos anos 60, na Haight Street, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Mercado orgânico sob as imagens dos famosos roqueiros dos anos 60, na Haight Street, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Nas ruas algumas imagens relembram os ídolos, malucos beleza vivendo de arte, murais psicodélicos grafitados, estúdios de tatuagens e piercings, new hippies vivendo no passado que já não lhes pertence e lojas vendendo canabis sativa para uso medicinal.

Na Haight St. pode-se encontrar várias lojas como essa! (em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos)

Na Haight St. pode-se encontrar várias lojas como essa! (em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos)


Marijuana, só com prescrição médica! (na Haight St., em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos)

Marijuana, só com prescrição médica! (na Haight St., em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos)


Lá no final da Haight Street o começo do Golden Gate Park, que embora tenha o nome, não tem a ponte. O imenso parque criado em 1865 possui centros de pesquisa, exposições, museus, jardim botânico, jardim japonês, quadras esportivas e até clube de bocha. Se você é de parques reserve um dia inteiro só para explorá-lo.

Pausa para descanso em escadaria colorida no Golden Gate Park, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Pausa para descanso em escadaria colorida no Golden Gate Park, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Japonese Tea Garden no Golden Gate Park, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Japonese Tea Garden no Golden Gate Park, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Antes de chegarmos à Haight ainda passamos pela Alamo Square, a praça onde estão as delicadas Painted Ladies, casas do estilo vitoriano bem preservadas e com uma bela vista da baía. Enquanto andamos pela cidade é comum aquela sensação de dejá vu, não se preocupe, não foi a sua vida passada ou uma estranha conexão energética, são apenas as dezenas de filmes hollywoodianos que você já assistiu.

Casas vitorianas na Alamo Square, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Casas vitorianas na Alamo Square, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Caminhando na deliciosa Alamo Square, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Caminhando na deliciosa Alamo Square, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


A noite começou no Magnolia, uma microcervejaria na Haight St, que além de cervejas ótimas faz também umas linguiças artesanais divinas! Nesta noite eu e o Ro nos separamos, ele caminhou outros 10km de volta para o hotel, enquanto eu fui para o Castro com o Sidney. Entre a flamejante bandeira dos transexuais, que comemoravam hoje o seu dia, e um wine bar, passamos pela casa do ativista político Harvey Milk.

O conhecida região de Castro, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

O conhecida região de Castro, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Harvey Milk, um dos grandes heróis de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Harvey Milk, um dos grandes heróis de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Ele foi o primeiro político assumidamente gay a ser eleito para um cargo público nos Estados Unidos. Milk lutou pelos direitos civis da comunidade GLS e foi a voz ativa de um mundo sem preconceito sexual. No dia 28 de Novembro de 1978, depois de apenas 11 meses no cargo, Harvey Milk e o prefeito Moscone foram assassinados pelo ex-colega de gabinete Dan White. Fechamos a noite no alto dos Twin Peaks, com uma vista noturna fantástica da cidade.

Do alto de Twin Peaks, a bela visão noturna de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Do alto de Twin Peaks, a bela visão noturna de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos



QUARTO DIA

O MOMA de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

O MOMA de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Um dia frio e chuvoso foi perfeito para uma manhã bem preguiçosa, seguida por uma tarde no museu. Já havíamos caminhado nos arredores do SOMA - South of Market – quando estivemos no Yerba Buena Gardens e hoje voltamos com mais tempo para conhecer melhor a alma cultural da cidade.

O MOMA, Museu de Arte Moderna, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

O MOMA, Museu de Arte Moderna, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


O Rodrigo, apaixonado por quadrinhos, resolveu pegar leve e entrar no Cartoon Art Museum, já que o Museu da Diáspora Africana estava fechado. Eu entrei no San Francisco Museum of Modern Art, o SFMOMA. Duas horas e meia foram poucas para visitar todas as exposições, então me concentrei nas amostras permanentes e me apaixonei pela obra da artista plástica Jay DeFeo.

Interior do MOMA, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Interior do MOMA, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


DeFeo se desenvolveu em meio a tantos outros artistas e poetas na Bay Area de San Francisco e ganhou o mundo viajando para estudar e aprimorar sua arte na Itália e outros países europeus. Um trabalho intenso que reúne diversas técnicas, desde pintura, escultura e joalheria até fotografia e colagens. Sua peça mais famosa é “The Rose”, uma tela pintada e esculpida em óleo sobre tela em 8 longos anos. Aos curiosos e interessados, a exposição dela estará aberta no SFMOMA até o dia 03 de fevereiro de 2013.

Fonte iluminada na Yerba Buena square, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Fonte iluminada na Yerba Buena square, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Ali, vizinho ao museu, está o Sofa Lounge, bar do restaurante lounge abrazucado Bossa Nova onde o Sidney reuniu amigos para comemorar o seu aniversário. Pois é, não nos víamos há 10 anos e chegamos aqui justamente na semana do seu aniversário, demais!

Socializando em bar durante a festa de aniversário do Sidney, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Socializando em bar durante a festa de aniversário do Sidney, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Foi uma noite divertidíssima, regada à música e petiscos brasileiros, algumas caipirinhas e com ótimas companhias! Um amigo que cresceu no Alasca e locais como o Bongo, paraquedista e percussionista que tem uma produção artesanal de tambores e uma energia invejável! Do alto dos seus 60 e poucos anos levantou os bancos do bar e nos acompanhou até o forró saideira da noite. Obrigada Sid, nossa passagem por San Francisco não seria a mesma sem você!

Conversando com o simpático 'Bongo', no aniversário do Sidney em bar de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Conversando com o simpático "Bongo", no aniversário do Sidney em bar de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Autêntico forró na noite de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Autêntico forró na noite de San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos



Bye Bye SanFran!

Fiona, seguindo a fila, descendo a Lombard Street, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Fiona, seguindo a fila, descendo a Lombard Street, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


A despedida de San Francisco foi na manhã seguinte, passando com a Fiona pela rua mais curva do mundo, a Lombard Street. Já havíamos ziguezagueado por ela com o Sid na nossa primeira noite na cidade, emperucados e completamente sozinhos na sempre movimentada e disputada atração turística.

Lombard Street, a rua mais torta do mundo, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Lombard Street, a rua mais torta do mundo, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Descendo a rua mais torta e florida do mundo, a Lombard Street, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos

Descendo a rua mais torta e florida do mundo, a Lombard Street, em San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos


Desta vez tivemos que entrar na fila, uma, duas, três vezes para tirar fotos e registrar a passagem da Fiona na Expedição 1000dias por este marco da cidade. Almoçamos em Berkeley, cidade universitária das mentes brilhantes que logo estarão decidindo o futuro do país, criando teorias e fazendo novas descobertas para um mundo melhor.

Visita à Universidade de Berkeley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Visita à Universidade de Berkeley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Assim nos vamos de San Francisco, a cidade da liberdade, da tolerância e do respeito. Uma cidade plural que está sempre no futuro, mesmo quando olhamos para o passado, e que continuará com essa alma viva, inventiva e intensa. Até logo San Francisco, voltaremos a nos ver.

Eu amo San Francisco! (Califórnia, nos Estados Unidos)

Eu amo San Francisco! (Califórnia, nos Estados Unidos)

Estados Unidos, Califórnia, San Francisco, Berkeley, Castro, cidade, Coit Tower, Fisherman´s Wharf, Golden Gate, Haight Street, Metropole

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As três pontas

Brasil, Bahia, Salvador

Sol se pondo na Baía de Todos os Santos, visto de Pedra Furada, em Salvador - BA

Sol se pondo na Baía de Todos os Santos, visto de Pedra Furada, em Salvador - BA


A cidade de Salvador tem um formato meio triangular e por isso possui 3 pontas sinalizadas por famosos faróis: o Farol de Itapoã, o Farol da Barra e o terceiro não tão falado, mas não menos importante, Farol da Ponta do Humaitá e Forte de mesmo nome da Igreja ali localizada, Igreja da Nossa Senhora de Mont Serrat, construída em 1650. A Ponta do Humaitá possui uma vista de 270° para a baía e a praia de Boa Viagem. A praia estava lotada, todos aproveitando o sabadão de feriado para um futeba, peixinho frito e cerveja gelada!

Praia cheia num sábado em Salvador - BA

Praia cheia num sábado em Salvador - BA


Nós fugimos deste agito e fomos direto para a Pedra Furada, lugar indicado pela Lívia para almoçarmos uma comida típica. A Pedra Furada é uma ruazinha próxima à Ponta do Humaitá que possui alguns restaurantes voltados para o mar, com uma bela vista, cerveja gelada, som ao vivo e o melhor, pouco freqüentado pelos turistas. Almoçamos um prato diferente chamado Arrumadinho, parece um feijão tropeiro com lingüiça e carne de porco picadas, farofa e um tipo de feijão diferente, verde. Sou suspeita para falar, mas é um prato delicioso, pois eu adoro feijão!

Sol se pondo na Baía de Todos os Santos, visto de Pedra Furada, em Salvador - BA

Sol se pondo na Baía de Todos os Santos, visto de Pedra Furada, em Salvador - BA


Ainda na Península de Itapagipe se encontra a igreja mais visitada de Salvador, quiçá do Brasil, a Igreja do Nosso Senhor do Bonfim. Chegamos no horário da missa da tarde, igreja lotada e com vários grupos de romeiros de todos os lados.

Igreja do Bonfim, em Salvador - BA

Igreja do Bonfim, em Salvador - BA


Na porta, vários ambulantes cadastrados com numeração e tudo para venda de fitinhas do Senhor do Bonfim, chaveiros, escapulários, terços e até outros objetos de sorte demonstravam o sincretismo religioso da Bahia.

As famosas fitinhas do Bonfim, em Salvador - BA

As famosas fitinhas do Bonfim, em Salvador - BA


Nosso próximo compromisso era só as 20h no Teatro Vila Velha, então consegui convencer o Rodrigo a ir até o MAM, Museu de Arte Moderna, que fica no Solar do Unhão. Eu já conhecia, mas o Ro às vezes é um pouco reticente em conhecer este tipo de exposição. Todos os sábados as 18h rola um Jam Section de Jazz no MAM, cenário perfeito, música boa, programa delicioso! O parque de obras à beira mar faz o espaço ficar ainda mais mágico.

Visitando o MAM de Salvador - BA

Visitando o MAM de Salvador - BA


Consegui convencê-lo já que era caminho, chegamos lá as 18h30 e pudemos só dar uma volta rápida, já que ele resolveu apostar com o guardador de carro que pagaria 10 reais se demorasse mais de 30min... aí quem tem que sair correndo sou eu, tudo para o moço não perder uma aposta. 19h já estávamos no Teatro Vila Velha comprando os nossos convites para assistir à peça “A Bença” do Bando de Teatro do Olodum.

Apresentação do Grupo de Teatro do Olodum no Teatro Vila Velha em Salvador - BA

Apresentação do Grupo de Teatro do Olodum no Teatro Vila Velha em Salvador - BA


Um espetáculo que faz jus ao título, A Bença comemora os 20 anos do bando pedindo “a bença” aos mais velhos, mais experientes, fazendo reverência a sabedoria dos nossos ancestrais. A montagem de teatro contemporâneo mistura elementos do candomblé, danças e músicas africanas com recursos super modernos de vídeo, exibindo em dois telões depoimentos de grandes personagens do teatro e da cultura negra. Um banho de cultura e um show à parte nestes nossos 1000dias.

Na Ponta do Humaitá, em Salvador - BA

Na Ponta do Humaitá, em Salvador - BA


Um dia que começou na Ponta do Humaitá, passou pelo Bonfim e terminou no teatro Vila Velha não poderia ser mais significativo. Hoje unimos as três pontas soteropolitanas: a beleza natural do Humaitá, o sincretismo religioso no Bonfim e a cultura baiana e negra de altíssima qualidade no Teatro Vila Velha.

Brasil, Bahia, Salvador, MAM, Olodum, pedra furada, Pontal do Humaitá, Solar do Unhão, teatro

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Setiiiiiba!

Brasil, Espírito Santo, Iriri, Guarapari

Onde as águas se encontram, na praia de Setiba, em Guarapari - ES

Onde as águas se encontram, na praia de Setiba, em Guarapari - ES


Setiba é uma praia que ficou marcada na minha memória de infância. Tudo começou em uma viagem de carro que eu e minhas irmãs fizemos com os meus pais, rodando o interior de SP, circuito das águas e circuito histórico de MG, litoral do Espírito Santo e litoral do RJ. No Espírito Santo exploramos boa parte do litoral sul, começando por Vila Velha e Guarapari. Setiba é uma das primeiras praias ao norte de Guarapari e foi também uma das primeiras que paramos para conhecer em um tour diário lá em 1992. As três filhas pequenas votaram por passar o dia lá, apaixonadas por suas águas transparentes e tranqüilas. A praia tinha uma geografia diferente de tudo o que conhecíamos, suas águas se encontravam em duas praias formadas por um pequeno morro de pedras ligado por uma estreita faixa de areia.

A Ana na praia de Setiba, em Guarapari - ES

A Ana na praia de Setiba, em Guarapari - ES


Esta imagem ficou na minha memória durante anos, e principalmente os pedidos incansáveis das filhas para ficar em “Setiiiiba”. Porém alguém tinha que ser racional, estava apenas começando o dia e o tour, tínhamos muitas praias para conhecer ainda e não tínhamos como saber qual seria a mais bonita. Meu instinto me dizia que nenhuma seria mais bonita do que Setiba, mas voto vencido, seguimos para o norte e acabamos parando na praia particular conhecido como Três Praias. Coitada da minha mãe, que teve que aguentar as reclamações das filhas que queriam voltar à Setiba durante muito tempo, inclusive após a viagem. Quando contei para ela que viríamos para cá ela me pediu: “tire muitas fotos, dê um mergulho, aproveite bastante!” Olha que horror, mesmo sendo crianças, conseguimos deixá-la meio traumatizada. Ainda bem que o tempo passa e as distâncias diminuem, hoje aproveitamos bastante, caminhamos pela praia, tomamos banho de mar e até uma sonequinha eu consegui tirar!

Finalmente, depois de 18 anos, nadando na praia de Setiba, em Guarapari - ES

Finalmente, depois de 18 anos, nadando na praia de Setiba, em Guarapari - ES


Novamente acho que meu photoshop mental de criança era melhor, pois a praia estava muito mais bonita na minha lembrança do que hoje. Não quero ser injusta com a natureza, pois em 92 nós viemos para cá durante o verão e agora no inverno, com os ventos mais fortes e o tempo mais nublado.

Fim de tarde na praia de Setiba, em Guarapari - ES

Fim de tarde na praia de Setiba, em Guarapari - ES


Saímos de lá para Guarapari com o sol bem baixo, linda luz de fim de tarde. Não lembro de, naquela ocasião, termos conhecido a Praia do Morro, principal praia de Guarapari. Mas agora quem refrescaria sua memória seria o Rodrigo, demos uma passadinha rápida lá para conhecê-la e relembrar da temporada que ele passou com a família. É, é o Espírito Santo tão forte em nossas lembranças, vai deixando saudades, amanhã continuamos a viagem seguindo para o interior, Cachoeira da Fumaça e Serra do Caparaó, estamos a caminho!

Praia do Morro, em Guarapari - ES

Praia do Morro, em Guarapari - ES

Brasil, Espírito Santo, Iriri, Guarapari, Praia, Setiba

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A Histórica Martinica

Martinica, Saint-Pierre

Rua de St. Pierre, antiga capital de Martinica, com o Mount Pelée ao fundo

Rua de St. Pierre, antiga capital de Martinica, com o Mount Pelée ao fundo


Cruzamos Martinica do em direção ao grandioso Mount Peleé. Construída por padres jesuítas no início do século XVII, a Route de la Trace liga Fort de France à cidade de Morne Rouge, passando por diversos vilarejos e em meio à uma floresta tropical, bambuzais e lindas vistas das montanhas vulcânicas Pitons du Carbet. No caminho podem ser encontradas algumas trilhas, mas o pouco tempo e o clima chuvoso de hoje não nos encorajou a encarar o Trace des Jésuites, o trekking mais popular na ilha com 5km, 3 horas só de ida.

Viajando pela bela Route de La Trace, no norte d Martinica

Viajando pela bela Route de La Trace, no norte d Martinica


Uma parada rápida na Sacré-Couer de Balata, uma réplica miniatura da homônima parisiense e seguimos em direção à Mourne Rouge, uma das vilas parcialmente destruídas em agosto de 1902 pela erupção do gigante Mount Pelée.

A igreja Sacre Coeur de Balate, muito parecida com a original parisiense, na periferia de Fort-de-France, capital da Martinica

A igreja Sacre Coeur de Balate, muito parecida com a original parisiense, na periferia de Fort-de-France, capital da Martinica


Chegando à Morne Rouge, aos pés do vulcão Soufrière, na Martinica

Chegando à Morne Rouge, aos pés do vulcão Soufrière, na Martinica


Protagonista de um dos maiores desastres da história caribenha e mundial, Mount Pelée hoje é uma montanha verde, pacífica e imponente no norte da ilha de Martinica. Essa sensação de paz poderia ser real se não soubéssemos de sua história recente. Sua erupção em maio de 1902 destruiu a cidade de St. Pierre, então capital da Martinica, matando mais de 30 mil pessoas.

Mosaico bem representativo das erupções do vulcão Soufrière, no interior da igreja de Morne Rouge, ao norte de Martinica, cidade que já foi parcialmente destruída numa erupção

Mosaico bem representativo das erupções do vulcão Soufrière, no interior da igreja de Morne Rouge, ao norte de Martinica, cidade que já foi parcialmente destruída numa erupção


St. Pierre, a Paris das West Indies, era uma cidade culturalmente ativa, seu teatro recebia companhias de ópera francesas e italianas e possuía uma rica aristocracia que dominava a política na região. A história da erupção é impressionante, a vida de homens, mulheres e crianças foram levada em menos de 3 minutos, sem tempo para que pensassem em correr e se salvar.

Estado em que ficou o sino da antiga igreja de St. Pierre, na Martinica, após a trágica erupção de 1902

Estado em que ficou o sino da antiga igreja de St. Pierre, na Martinica, após a trágica erupção de 1902


Caminhando em rua de St. Pierre, antiga capital de Martinica

Caminhando em rua de St. Pierre, antiga capital de Martinica


Poucos sortudos sobreviveram para contar o caso, dentre eles um preso que estava em uma solitária subterrânea e uma menina de 11 anos que conseguiu entrar em um barco e se abrigar em uma pequena caverna na costa. O Rodrigo escreveu um ótimo post com detalhes sobre o momento da erupção, recomendo a leitura!

St. Pierre, na Martinica, antes de ser destruída pela erupção de 1902 do vulcão Soufrière

St. Pierre, na Martinica, antes de ser destruída pela erupção de 1902 do vulcão Soufrière


St. Pierre, na Martinica, logo depois de ser destruída pela erupção de 1902 do vulcão Soufrière, quando morreram 30 mil pessoas

St. Pierre, na Martinica, logo depois de ser destruída pela erupção de 1902 do vulcão Soufrière, quando morreram 30 mil pessoas


Cyparis, protegido pela cela solitária onde estava preso, foi um dos únicos sobreviventes da trágica erupção vulcânica de 1902, que destruiu St. Pierre, na Martinica

Cyparis, protegido pela cela solitária onde estava preso, foi um dos únicos sobreviventes da trágica erupção vulcânica de 1902, que destruiu St. Pierre, na Martinica


Hoje a tranquila cidade, reconstruída sobre as ruínas da antiga St. Pierre, é uma base interessante para os apaixonados por história e pela pacata vida caribenha. Dentre as atrações estão o Museu de St. Pierre, que abriga fotos e objetos encontrados após a erupção, além de boas histórias que te ajudam a remontar aqueles minutos de fúria de Mount Peleé. Ali ao lado, vale uma visita rápida às ruínas do Teatro Municipal, à antiga prisão e Catedral da Pompéia caribenha.

Escultura do antigo teatro de St. Pierre, na Martinica. Parecia antever a destruição trágica da cidade...

Escultura do antigo teatro de St. Pierre, na Martinica. Parecia antever a destruição trágica da cidade...


Ruínas do antigo teatro de St. Pierre, na Martinica, destruído na erupção de 1902

Ruínas do antigo teatro de St. Pierre, na Martinica, destruído na erupção de 1902


Para os mais aventureiros, uma das grandes atrações da região são os mergulhos nos naufrágios do início do século. Nós fomos aos 30m de profundidade para ver o Dalhia, barco que fazia o transporte dos passageiros entre as cidades de Fort de France e St. Pierre, antes da erupção.

Explorando naufrágio da época da erupção de 1902, em St. Pierre, no norte de Martinica

Explorando naufrágio da época da erupção de 1902, em St. Pierre, no norte de Martinica


Explorando naufrágio da época da erupção de 1902, em St. Pierre, no norte de Martinica

Explorando naufrágio da época da erupção de 1902, em St. Pierre, no norte de Martinica


Ele já está bem desmantelado, mas entre seus restos encontramos muitas lagostas, spotted drum fishes e outros peixinhos caribenhos. No mesmo mergulho seguimos para um segundo naufrágio, o Diamant era um navio americano vendido à França após a Segunda Guerra Mundial especializado na instalação de minas submarinas.

Explorando naufrágio da época da erupção de 1902, em St. Pierre, no norte de Martinica

Explorando naufrágio da época da erupção de 1902, em St. Pierre, no norte de Martinica


Boia sinalizadora de local de naufrágio, perdida no azul infinito do mar, em St. Pierre, no norte de Martinica

Boia sinalizadora de local de naufrágio, perdida no azul infinito do mar, em St. Pierre, no norte de Martinica


Ao sul de St. Pierre é onde estão localizados os melhores hotéis e a maioria das operadoras de mergulho. Nós ficamos hospedados no hotel do Le Jardin des Papillons, bom preço e bem localizado.

Nosso hotel em St. Pierre, no norte de Martinica

Nosso hotel em St. Pierre, no norte de Martinica


O restaurante junto ao hotel é delicioso e funciona para o almoço 7 dias por semana. A praia de areias negras é um recanto especial, com águas cristalinas, ótima para um mergulho entre os passeios pelas feiras e os mergulhos na história de St. Pierre.

Mercado de St. Pierre, antiga capital de Martinica

Mercado de St. Pierre, antiga capital de Martinica


No barco de mergulho em St. Pierre, no norte de Martinica, com o Mount Pelée ao fundo

No barco de mergulho em St. Pierre, no norte de Martinica, com o Mount Pelée ao fundo


Tranquila praia de areias escuras ao sul de St. Pierre, no norte de Martinica

Tranquila praia de areias escuras ao sul de St. Pierre, no norte de Martinica

Martinica, Saint-Pierre, Mount Pelée, Route de la Trace, vulcão

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Feliz 2011!

Brasil, Paraíba, Cabaceiras (Laje do Pai Mateus)

Celebrando o reveillon no Lajedo do Pai Mateus, bem abaixo da Pedra do Capacete, em Cabaceiras - PB

Celebrando o reveillon no Lajedo do Pai Mateus, bem abaixo da Pedra do Capacete, em Cabaceiras - PB


Últimas horas do dia 31/12, último dia do ano! Chegamos ao Hotel Fazenda Pai Mateus, no sertão da Paraíba. Aí vocês se perguntam, por que vocês foram parar aí no réveillon, ao invés de ir para uma dessas praias maravilhosas do nordeste? Eu sempre passei a virada em praias, foram raríssimas as vezes que fiquei em Curitiba ou Araraquara, cidade de meus avós maternos.

Ceia de reveillon no Hotel Fazenda Pai Mateus, em Cabaceiras - PB

Ceia de reveillon no Hotel Fazenda Pai Mateus, em Cabaceiras - PB


Mal chegamos ao lugar e eu já posso dizer que não foi a toa que viemos parar aqui. A Laje de Pai Mateus, principal atração turística da região é tido pelos seus moradores e freqüentadores como um lugar místico e de energia muito especial. O hotel, super aconchegante e acolhedor, já nos avisou no check in que as 21h eles iriam servir uma ceia e que as 23h15 um grupo sairia para a virada do ano lá em cima da laje. Sem saber exatamente do que estavam falando, marcamos que iríamos até lá com o pessoal. Só sabíamos que de cima teríamos uma boa vista dos fogos da região.

Ceia de reveillon no Hotel Fazenda Pai Mateus, em Cabaceiras - PB

Ceia de reveillon no Hotel Fazenda Pai Mateus, em Cabaceiras - PB


A ceia foi ótima, cheirinho do peru fez eu me sentir em casa. Ao mesmo tempo eu estava conectada no skype falando com meu pai, tia Dri, Dani e a Luiza, sobrinha mais linda deste mundo!

A nossa sobrinha Luiza (em Curitiba), via Skype, no reveillon em Cabaceiras - PB

A nossa sobrinha Luiza (em Curitiba), via Skype, no reveillon em Cabaceiras - PB


Minha mãe atendeu o telefone quando liguei do hotel para ela ficar online no skype, mas faltou falarmos um pouco mais, já que ela não apareceu por lá depois. A tecnologia é sensacional mesmo, nós aqui no sertão da Paraíba falando e vendo a família lá no friozinho de Curitiba. Melhor ainda foi que consegui desejar um Feliz 2011 à meia noite de Curitiba e só depois comemorar a nossa virada lá no alto do Pai Mateus.

Falando no Skype com a Dani, Lulu e Tia Dri (em Curitiba) no reveillon em Cabaceiras - PB

Falando no Skype com a Dani, Lulu e Tia Dri (em Curitiba) no reveillon em Cabaceiras - PB


Logo depois da ceia seguimos para a laje. Com nossas taças e champagne na mão, subimos os 500m de pedra até a pedra do Capacete, formação diferente de tudo que já vi. O capacete impressiona, parece ter sido esculpido pelo homem. À meia-noite assistimos aos fogos de artifícios das cidades e vilarejos vizinhos, vimos uma chuva de estrelas cadentes com todos os pedidos dobrados! Afinal, estrela cadente em ano novo vale 2!

Celebrando o reveillon no Lajedo do Pai Mateus, em Cabaceiras - PB

Celebrando o reveillon no Lajedo do Pai Mateus, em Cabaceiras - PB


Reveillón especial, com muita energia de Pai Mateus e este sertão maravilhoso. Aproveito então este momento para retransmitir a vocês toda esta energia que recebemos e tenho certeza que 2011 será ainda melhor que 2010, com muita saúde, amor e sucesso para todos nós!

Celebrando o reveillon no Lajedo do Pai Mateus, em Cabaceiras - PB

Celebrando o reveillon no Lajedo do Pai Mateus, em Cabaceiras - PB

Brasil, Paraíba, Cabaceiras (Laje do Pai Mateus), ano novo, Laje do Pai Mateus, réveillon, sertão, virada do ano

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Santiago em um dia

Chile, Santiago

Arte nas ruas de Santiago, capital do Chile

Arte nas ruas de Santiago, capital do Chile


Uma cidade circundada por montanhas e no meio dela prédios, rios, história, poluição, cultura, pobreza, música e injustiças, todos os contrastes de uma típica capital latino americana. A leste está a Cordilheira dos Andes, na divisa com a Argentina, à oeste a Cordilheira Costanera, ambas fazem de Santiago um caldeirão de asfalto estampado no coração do Chile.

Santiago, capital do Chile, em frente ao Museu de Bellas Artes

Santiago, capital do Chile, em frente ao Museu de Bellas Artes


Vista de Santiago, capital do Chile, na subida do Cerro San Cristobal

Vista de Santiago, capital do Chile, na subida do Cerro San Cristobal


São 5,5 milhões de habitantes divididos basicamente em dois “Chiles”, “o Chile dos que vivem pra lá da Plaza Itália e o dos que vivem para cá”. Isso me disse uma amiga que nasceu, cresceu e ainda vive em Santiago. Ao norte estão os bairros mais ricos, edifícios comerciais modernos, grandes shoppings, restaurantes bacanas e boutiques. Ao sul os bairros de classe média com toda a infraestrutura, problemas e o dia a dia normal de uma grande cidade.

Passeio no centro financeiro de Santiago, capital do Chile

Passeio no centro financeiro de Santiago, capital do Chile


Com a dica do nosso amigo viajante e local, Pablo, elegemos a região de Lastarria como base. Ao lado do Parque Forestal, Lastarria é um bairro super central localizado entre o Bellas Artes, o centro, arredores da Plaza de Armas e Bella Vista. Ficamos hospedados no Hostal Forestal onde encontramos o primeiro brazuca dos muitos que ainda estavam por vir. Impressionante como vemos turistas brasileiros em Santiago! E a temporada de esqui nem está aberta. Naquela tarde caminhamos descompromissadamente até a Plaza de Armas vendo o agito dos ambulantes, evangélicos fervorosos pregando para alguns curiosos, casais de namorados sentados no banco da praça e uma senhora simpática, que nos olhou encantada num momento romântico do casal aqui.

Caminhando pelo Parque Forestal, em Santiago, capital do Chile

Caminhando pelo Parque Forestal, em Santiago, capital do Chile


É claro que essa primeira andadinha ajudou a nos familiarizarmos com a cidade, mas o roteiro de visita mesmo, teve um pique um pouquinho diferente. Decidimos andar por Santiago e conhecer os pontos mais importantes da cidade em um dia! A cidade é bem plana e super fácil de andar, bicicletas podem ser uma opção, embora dificulte a entrada em alguns lugares. Nosso tour em Santiago foi todo pensado por um casal de amigos, Pablo que nasceu e viveu quase toda a sua vida na capital, e Andrea, que nasceu em Rengo, mas fez a faculdade em Santiago. Começamos o dia perto das 10h da manhã (por que também ninguém é de ferro), cruzando o bairro de Bellas Artes, região repleta de restaurantes e museus, alamedas e passeios, duas Faculdades de Direito e uma vida noturna bem agitada.

Prédio do Museu de Bellas Artes, em Santiago, capital do Chile

Prédio do Museu de Bellas Artes, em Santiago, capital do Chile


O Pablo e a Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

O Pablo e a Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile


Nosso destino, La Chascona, nada mais nada menos do que a casa do mais famoso escritor e poeta chileno, Prêmio Nobel de Literatura, Pablo Neruda. A casa em que Neruda viveu de 1955 até 1973, o ano de sua morte.

La Chascona, a casa de Neruda no bairro de Bella Vista, em Santiago, capital do Chile

La Chascona, a casa de Neruda no bairro de Bella Vista, em Santiago, capital do Chile


La Chascona foi uma das três casas de Neruda e está localizada aos pés do Cerro San Cristóbal, no Barrio Bellavista. Em 1953 o poeta comprou o terreno e iniciou a construção da casa com projeto de um arquiteto catalão Germán Rodriguez Ariaz. O nome La Chascona foi dado em homenagem à sua então amante Matilde Urrutia, uma bela mulher de cabelos rebeldes e avermelhados. Matilde era estudante de música, ela e Pablo se conheceram em 1946, mas o romance começou apenas 3 anos mais tarde em terras mexicanas. A casa foi o esconderijo amoroso do casal e em 1955 se tornou a vivenda oficial do poeta, após a separação de sua então esposa Delia del Carril. Lá Neruda viveu até a sua morte, 12 dias depois do Golpe Militar Chileno.

La Chascona, a charmosa casa de Pablo Neruda em Santiago, capital do Chile

La Chascona, a charmosa casa de Pablo Neruda em Santiago, capital do Chile


A versão oficial da sua morte foi um câncer com o qual ele lutava há alguns anos. Porém existem fortes evidências de que sua morte foi acelerada, o motivo seria a sua ligação ao Partido Comunista. Às vésperas de sua morte a La Chascona foi invadida pelos militares e destruída, moveis, vidros e tudo o que viram pela frente. Matilde decidiu então, fazer o seu velório ali mesmo em meio ao vandalismo militar, como primeiro ato de protesto ao governo golpista.

La Chascona, a charmosa casa de Pablo Neruda em Santiago, capital do Chile

La Chascona, a charmosa casa de Pablo Neruda em Santiago, capital do Chile


Agora, anos mais tarde e longe das garras de Pinochet e seus comparsas, este assunto já poderia ter sido esclarecido, porém a família preferia não revolver esta história. Entretanto soubemos recentemente que independente disso o povo e a história devem saber a verdade e então será feita a exumação do corpo para estudo e fechamento do caso.

Visitando La Chascona, a casa de Neruda em Santiago, capital do Chile

Visitando La Chascona, a casa de Neruda em Santiago, capital do Chile


A casa é uma obra de arte, um museu com coleções de peças de arte de todos os cantos do mundo por onde viajou o diplomata e poeta. A sala em forma de barco demonstra a paixão de Neruda pelo mar e pelo bar, com um balcão de cobre vindo de um antigo barco francês. As peças coloridas demonstram a alegria e a visão positiva da vida que Neruda compartilhava com amigos e mulheres. Bem humorado ele inventou uma porta falsa de acesso direto do seu quarto para a sala para poder surpreender seus convidados, que se serviam de sal e pimenta em saleiros que diziam “marijuana” e “morfina”. Sua sala com pinturas de amigos modernistas como Diego Rivera tem uma linda vista para o bairro, enquanto o bar, na parte alta do terreno presta homenagem aos seus poetas preferidos. No seu escritório de trabalho e sala de leitura vemos parte da sua coleção de livros, prêmios e fotos com alguns dos seus amigos como Vinícius de Morais e Jorge Amado. É, ele soube viver.

Descansando na estação Mapocho, antiga estação de trens de Santiago, hoje transformada em grande espaço de eventos, no Chile

Descansando na estação Mapocho, antiga estação de trens de Santiago, hoje transformada em grande espaço de eventos, no Chile


A visita dura em torno de 40 minutos e é feita com um áudio-guia que conta tudo sobre a casa, a vida e a história de Neruda. Detalhe, não é permitido tirar fotos dentro da casa... então vocês terão que ir até lá para conferir.

A bela fachada do Museu de Bellas Artes, em Santiago, capital do Chile

A bela fachada do Museu de Bellas Artes, em Santiago, capital do Chile


Próxima parada: Cerro San Cristóbal! A maior montanha no centro de Santiago é também um dos seus principais parques, com zoológico e tudo. Do alto, uma bela vista de toda a região e a Virgen de la Inmaculada Concepción, um símbolo da cidade. Subimos o cerro em um funicular e atravessamos o foggy espesso que paira pela cidade.

Em dia de muito fog e poluição, quase não se vê as montanhas andinas que circundam Santiago, capital do Chile, do topo do Cerro San Cristobal

Em dia de muito fog e poluição, quase não se vê as montanhas andinas que circundam Santiago, capital do Chile, do topo do Cerro San Cristobal


Essa mistura de poeira e poluição fica presa pelos ares frios trazidos pelos Andes. Lá do alto podemos ver a zona central e uma sombra dos Andes detrás da cortina de fumaça. Os ventos são importantíssimos para a cidade de Santiago, ainda mais em um dia como hoje, quem está lá embaixo mal pode se dar conta da qualidade do ar que está respirando. A tarde, porém, a camada de ar mais próxima ao chão se aqueceu, subiu e a inversão térmica limpou o céu da cidade, liberando vistas maravilhosas das montanhas ao nosso redor.

A famosa estátua de Nossa senhora no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

A famosa estátua de Nossa senhora no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile


Descemos o Cerro San Cristóbal a pé em uma deliciosa caminhada, com novos ângulos e novas vistas da cidade a cada curva. Demoramos quase uma hora na descida e, com ajuda de Pablo e Andrea, aos poucos fomos entendendo melhor sobre a cidade e suas peculiaridades.

Com os amigos chilenos Pablo e Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

Com os amigos chilenos Pablo e Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile


O almoço foi em um restaurante tradicional a duas quadras do funicular, o Venezia. Este restaurante de comida típica chilena tem pratos como la Cazuela de Pollo e o Charquicán, uma sopa de lentilhas com charqui ou algum tipo de linguiça, muito saboroso! Eu ainda provei um clássico encontrado em vários países latinos, a Palta a la Reina, abacate recheado com frango temperado. O Venezia é tão antigo e tradicional, que era frequentado pelo mais ilustre morador do bairro, que tem seu lugar preferido marcado em uma placa de honra.

Visita ao tradicional restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile

Visita ao tradicional restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile


A mesa preferida de Pablo Neruda no restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile

A mesa preferida de Pablo Neruda no restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile


Para fazer a digestão continuamos a caminhada, agora ao longo do Parque Forestal, com uma parada rápida no Museu de Belas Artes e seguindo até o antigo Mercado Central. Um dos melhores lugares da cidade para comer marisco fresco em um ambiente descontraído e muito charmoso.

Venda de patas de caranguejo no Mercado Central de Santiago, capital do Chile

Venda de patas de caranguejo no Mercado Central de Santiago, capital do Chile


O imponente saguão do Mercado Central, em Santiago, capital do Chile

O imponente saguão do Mercado Central, em Santiago, capital do Chile


Despedida da Andrea, em Santiago, capital do Chile

Despedida da Andrea, em Santiago, capital do Chile


Lá nos despedimos de Andrea, que seguia para uma consulta médica, e nós continuamos para o mais autêntico e real La Vega Central, um mercadão com centenas de bancas de frutas, verduras e legumes, cereais, queijos e artesanatos. Chama a atenção a quantidade e variedade de azeitonas, além das lindas alcachofras e das frutas secas como o huesillo (pêssego seco), que é parte integrante de uma das sobremesas mais queridas por aqui, o mote com huesillo. Mote é a versão cozida de diversos grãos, neste caso o grão de trigo. Eu não gosto desse tipo de fruta em calda, mas o Rodrigo provou e adorou.

Passeio no mercado La Vega, em Santiago, capital do Chile

Passeio no mercado La Vega, em Santiago, capital do Chile


Passeio no mercado La Vega, em Santiago, capital do Chile

Passeio no mercado La Vega, em Santiago, capital do Chile


Passeio no mercado La Vega, em Santiago, capital do Chile

Passeio no mercado La Vega, em Santiago, capital do Chile


Voltamos pelo mercado das flores, visitamos a Estación Mapocho, uma antiga estação ferroviária super fotogênica que foi fechada após danos feitos por terremotos e o abandono da linha férrea. Hoje ela é um espaço de eventos bacaníssimo.

caminhando na estação Mapocho, antiga estação de trens de Santiago, hoje transformada em grande espaço de eventos, no Chile

caminhando na estação Mapocho, antiga estação de trens de Santiago, hoje transformada em grande espaço de eventos, no Chile


Dali ao La Piojera, um dos bares mais tradicionais da cidade, em funcionamento há mais de 70 anos! Um beco que acaba em um galpão de cadeiras simples, paredes desenhadas e balcão de madeira é popular por seu drink super alcoólico, o terremoto. Assim batizado após o terremoto que abalou a cidade em 1985, o coquetel leva vinho pipeño (ou vinho branco), sorvete de abacaxi, Fernet, Granadina, Rum e Conhac! A terra tremeu, mas nem tanto, pois dividimos um copão desses para nós três! Kkk!

O tradicional bar La Piojera, em Santiago, capital do Chile

O tradicional bar La Piojera, em Santiago, capital do Chile


Produção em série de 'Terremotos', no balcão do La Piojera, bar tradicional de Santiago, capital do Chile

Produção em série de "Terremotos", no balcão do La Piojera, bar tradicional de Santiago, capital do Chile


Servindo o famoso 'Terremoto', drinque típico do La Piojera, bar tradicional de Santiago, capital do Chile

Servindo o famoso "Terremoto", drinque típico do La Piojera, bar tradicional de Santiago, capital do Chile


Achando que a tarde acabava em um bar, é? Ainda não! Continuamos a nossa caminhada até a Plaza de Armas, visitamos rapidinho a Catedral e descemos pelo Paseo Ahumada, um calçadão comercial cheio de lojas e vendedores, festas, artistas de rua e muita gente.

Caminhando pela Calle Ahumada, no centro de Santiago, capital do Chile

Caminhando pela Calle Ahumada, no centro de Santiago, capital do Chile


Demos a sorte de encontrar ali duas das principais expressões culturais populares desta região no Chile: la cueca, a dança nacional que imita o cortejo de um galo à uma galinha, e os chinchineros que são praticamente uma orquestra de tambores ambulante! Além de tocar o tambor com pés e mãos, eles dançam e giram enlouquecidamente no meio da gente impressionada com as suas peripécias. Um show à parte.

Show de cueca, dança típica, na calle Ahumada, no centro de Santiago, capital do Chile

Show de cueca, dança típica, na calle Ahumada, no centro de Santiago, capital do Chile


Os famosos músicos que cantam e dançam ao mesmo tempo, típicos de Santiago, capital do Chile

Os famosos músicos que cantam e dançam ao mesmo tempo, típicos de Santiago, capital do Chile


Aqui para estes lados do continente o sol se põe mais tarde, já eram mais de 19h e o sol estava se pondo naquele dia perfeito em terras santiaguinas. Do alto do Cerro Santa Lucia vimos o pôr do sol sobre os arranha-céus da capital chilena, luz linda, ao fundo o cerro San Cristóbal e agora totalmente visíveis, a incrível e nevada Cordilheira dos Andes.

Subindo o Cerro Santa Lucia, em Santiago, capital do Chile

Subindo o Cerro Santa Lucia, em Santiago, capital do Chile


Vista de Santiago, capital do Chile, do alto do Cerro Santa Lucia

Vista de Santiago, capital do Chile, do alto do Cerro Santa Lucia


Depois de um banho rápido e uma descansadinha no hotel, se você ainda tiver pique a noite pode continuar nos bares de Bellas Artes, que mesmo em uma quarta-feira estavam bem movimentados e cheio de jovens descolados! Nós fomos direto ao Galindo, um dos clássicos santiaguinos. Provamos a chorrillana, prato local de batata frita com carne desfiada, cebola e ovos, para acompanhar uma cerveja stout encorpada e cheia de personalidade.

Muito romantismo no alto do Cerro Santa Lucia, em Santiago, capital do Chile

Muito romantismo no alto do Cerro Santa Lucia, em Santiago, capital do Chile


Uau! Achou que Santiago não teria nada para conhecer?! Aí está a sugestão de um dia explorando a cidade de Santiago. Tudo isso ainda sem contar com a infinidade de museus que você pode visitar, restaurantes para descobrir e wine tastings para se embebedar. Mas se você é dos nossos e gosta de caminhar, anota esse roteiro aí que não irá se arrepender!

Vista de Santiago, capital do Chile, do alto do Cerro Santa Lucia

Vista de Santiago, capital do Chile, do alto do Cerro Santa Lucia

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Veja todas as fotos do dia!

Diz aí se você gostou, diz!

A Nova Montserrat

Montserrat, Little Bay, Plymouth

Vulcão fumegante visto do observatório em Montserrat, no Caribe

Vulcão fumegante visto do observatório em Montserrat, no Caribe


Esta foi a nossa primeira visão da ilha de Montserrat. A luz da lua lhe dava um certo ar de mistério e sua história recente adicionava ainda um quê de tristeza. O escuro não nos deixava ver suas cores, víamos apenas sua forma e sabíamos que ali vive um dos vulcões mais ativos do planeta.


Sempre que comentamos com alguém que estávamos indo a Montserrat, todos se assustavam, “Vocês não têm medo do vulcão?”. Os comentários eram de que a ilha já não possuía mais infraestrutura e que tudo havia se transformado desde a grande erupção. Até então eu não dava muita trela para essas preocupações. Se há gente morando lá, nós conseguiremos visitar a ilha. É o medo e o imaginário deste povo que pinta algo pior. Já passamos por diversos lugares que sofreram desastres naturais, furacões, terremotos, inclusive erupções e todos, mal ou bem se reergueram, reconstruíram e estão ativos economicamente.

Restos de uma casa no caminho de um fluxo piroclástico, em Montserrat, no Caribe

Restos de uma casa no caminho de um fluxo piroclástico, em Montserrat, no Caribe


Chegamos à ilha perto das 21h e George (pronuncia-se Djódjí), o taxista que agendamos em Antigua, demorou um pouco para chegar. Enquanto esperávamos no porto começamos a tentar entender a ilha, seu mapa e funcionamento. Hoje Montserrat não possui uma grande cidade ou capital, o que encontramos são vilas ou aglomerados de casas. Little Bay é onde está sendo construído o novo centro administrativo da ilha, que ficará pronto em dois ou três anos.

Sombra e sossego para uma boa leitura, em Montserrat, no Caribe

Sombra e sossego para uma boa leitura, em Montserrat, no Caribe


Plymouth, sua antiga capital foi destruída pela erupção do Soufriere Hills Volcano. A população da ilha nesta época era de aproximadamente 13 mil habitantes, a capital era uma das mais ricas das West Indies, com 3 ou 4 bancos e uma especial discrição, tornando-se o paraíso particular de poderosos e bilionários de todo o mundo. George Martin chegou a operar uma gravadora de discos aqui, a Air Studios, onde gigantes como Rolling Stones, Sting e Elton John gravaram sucessos. Quem é ligado em música já ouviu falar do Music for Montserrat, um concerto organizado por George Martin para angariar fundos para a reconstrução da ilha. O show, que virou CD, reuniu artistas de peso como Paul McCartney, Eric Clapton, Mark Knopfler, Jimmy Buffett, Phil Collins, Carl Perkins, Sting e Elton John.

As marcas de um fluxo piroclástico no vulcão de Montserrat, no Caribe

As marcas de um fluxo piroclástico no vulcão de Montserrat, no Caribe


A primeira erupção foi em 1995, seguida por uma ainda maior em 1997. Nesta última, 19 pessoas morreram. Aos poucos a cidade foi sendo enterrada por consecutivos fluxos piroclásticos, que cobriram Plymouth com mais de 12m de cinzas e lama vulcânica, destruindo o porto e toda a cidade. A última grande erupção em 11 de fevereiro de 2010 lançou cinzas até as ilhas vizinhas de Guadalupe e Antigua e enterrou definitivamente o aeroporto, que já estava interditado. Destruição de um lado e criação do outro. Criação? Sim, na última erupção uma nova praia surgiu na costa nordeste da ilha. Sem um nome oficial, a “New Beach” como é chamada, é uma bela praia de areias negras, que na realidade é composta por pura cinza vulcânica. Impressionados com o poder da natureza, caminhamos por uma das praias mais jovens do mundo (se não a mais jovem), com vista para o Oceano Atlântico e o aeroporto destruído.

Caminhando pela praia de cinzas em Montserrat, no Caribe

Caminhando pela praia de cinzas em Montserrat, no Caribe


Praia nova em Montserrat, no Caribe, feita de cinzas de vulcão

Praia nova em Montserrat, no Caribe, feita de cinzas de vulcão


O fluxo piroclástico deixou apenas a torre de observação do antigo aeroporto à vista, perto de Plymouth, em Montserrat, no Caribe

O fluxo piroclástico deixou apenas a torre de observação do antigo aeroporto à vista, perto de Plymouth, em Montserrat, no Caribe


Assim que o Soufriere entrou em atividade, vulcanólogos vieram de todas as partes e determinaram as áreas de segurança na ilha, dividindo-a em três principais áreas:

- Exclusion Zone (Zona de Exclusão) – ao norte da ilha nos arredores do Soufriere Hills Volcano, incluindo as ruínas da cidade de Plymouth. Lá é terminantemente proibida a entrada. Apenas alguns funcionários de uma empresa exportadora de areia tem permissão especial para esta área.

Chegando à área proibida da ilha de Montserrat, no Caribe

Chegando à área proibida da ilha de Montserrat, no Caribe


A impactante visão apocalíptica da antiga capital, Plymouth, destruída pelo grande vulcão de Montserrat, no Caribe

A impactante visão apocalíptica da antiga capital, Plymouth, destruída pelo grande vulcão de Montserrat, no Caribe


- Day Light Zone - uma área em que todos podem circular durante o dia e onde entramos para ir até o mirante de Plymouth. A primeira vista que temos da cidade é desoladora. Vemos o vulcão, imponente e poderoso e o rastro de lama e cinzas que corre sobre as ruínas da cidade e do porto. Uma vista chocante.

A impactante visão apocalíptica da antiga capital, Plymouth, destruída pelo grande vulcão de Montserrat, no Caribe

A impactante visão apocalíptica da antiga capital, Plymouth, destruída pelo grande vulcão de Montserrat, no Caribe


Visitando o mirante de onde se pode observar o vulcão e a antiga capital, Plymouth, destruída nas erupções dos últimos 15 anos, em Montserrat, no Caribe

Visitando o mirante de onde se pode observar o vulcão e a antiga capital, Plymouth, destruída nas erupções dos últimos 15 anos, em Montserrat, no Caribe


- Safe Area – a área segura está no sul da ilha, distante do vulcão. Nessa região encontramos montanhas verdejantes, fontes de água mineral, rios, praias, fauna e flora ricas e peculiares à ilha de Montserrat, como o mountain chicken frog. Um sapo endêmico da ilha que está ameaçado de extinção, não por ser o prato típico da culinária local, mas por um fungo trazido pelo seu primo tree frog, espécie invasora na ilha.

As águas claras do porto de Montserrat, no Caribe

As águas claras do porto de Montserrat, no Caribe


O sul da ilha é a casa dos 4 mil habitantes que permaneceram depois que o vulcão entrou em atividade. Várias pessoas com as quais conversamos dizem que não foram muito afetadas pelo desastre, pois já moravam na área segura. Suas casas, família e estilo de vida não foram muito alterados. A economia da ilha, porém, foi transformada radicalmente. Um lugar ativo e movimentado se tornou, em um curto espaço de tempo, a ilha mais tranquila e vagarosa do Caribe.

Baía de águas limpas e tranquilas, ótima para mergulho, na costa de Montserrat, no Caribe

Baía de águas limpas e tranquilas, ótima para mergulho, na costa de Montserrat, no Caribe


Caminhando pela praia de Little Bay até o porto onde está o barco de mergulho, em Montserrat, no Caribe

Caminhando pela praia de Little Bay até o porto onde está o barco de mergulho, em Montserrat, no Caribe


Após a erupção em torno de 8 mil pessoas deixaram a ilha, a maioria migrou para a terra mãe, Inglaterra. Grande parte da população que permaneceu na ilha trabalha para o governo, que paga os melhores salários. Os trabalhos mais braçais são feitos pelos imigrantes de países vizinhos: haitianos, jamaicanos e guianeses na sua maioria, além de uma parcela de indianos e chineses nos negócios locais.

Nos admiradores em restaurante no interior de Montserrat, no Caribe

Nos admiradores em restaurante no interior de Montserrat, no Caribe


Uma ilha pacífica, tranquila, onde todos se conhecem e sabem onde trabalha, o que faz ou deixa de fazer e ainda assim não são intrometidos e fuxiqueiros. “Você pode fazer o que quiser e ninguém irá te incomodar”, nos disse um canadense que vive na ilha há três anos. Ao mesmo tempo vemos um lugar parado no tempo. O que me espantava era como um lugar com apenas 4 mil habitantes, após 15 anos, ainda não mostrava sinais claros de reestruturação econômica.

Conforme fomos entrando na vida e na história da ilha algumas respostas foram surgindo. Montserrat é um território pertencente à Coroa Inglesa, que após o imenso desastre, aparentemente não teve interesse em ajudar a reconstruir a ilha. Corre à boca pequena que se a população estivesse abaixo de 1.800 pessoas, eles iriam fechá-la, mas ela nunca ficou abaixo dos 3.000 habitantes. Outro fator chave foi o (des)preparo dos que ficaram. Os montserratians mais preparados para administrar empresas e o estado, política e economicamente deixaram a ilha após a erupção. Hoje um dos esforços das empresas que estão lá é atrair novamente estes montserrarians para as suas posições gerenciais. Poucas famílias retém grande parte do dinheiro e do poder e trabalham para manter os seus interesses e não com uma visão desenvolvimentista da sua ilha. Essa visão de curto prazo não favorece a chegada de investidores estrangeiros que poderiam estar ajudando neste processo de retomada.

Num belo dia de sol, saindo de  carro do nossa hotel em Montserrat, no Caribe

Num belo dia de sol, saindo de carro do nossa hotel em Montserrat, no Caribe


É uma experiência intensa conhecer um lugar que passou por uma profunda transformação tão recente e tendo como causa um desastre natural. O mundo real desse povo é tão diferente e tão isolado que fica difícil prever o que vai acontecer no futuro. Besteira querer adivinhar, qualquer futuro fica insignificante na escala geológica de uma ilha viva e que está apenas começando.

Nossa primeira visão do fumegante vulcão de Montserrat, no Caribe

Nossa primeira visão do fumegante vulcão de Montserrat, no Caribe

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