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Lina (13/06)
Ana Nao corrija. Quem diz que cadastro do IBGE e o que decide!!! No Br...
Rodrigo (13/06)
Valeu Ricardo!!! hehehe E aí, que tal a lua de mel e a vida de casado?...
Ricardo Acras (13/06)
Ana, é São Thomé com H. Consultei o cadastro oficial do IBGE :-) Agor...
Ricardo Acras (11/06)
Que essa história de esquecer máquina aqui e filmadora ali não se repi...
lalau (08/06)
Ana, adorei ler este seu post, que bom ter você conosco. Como já disse ...
Já se passaram 365 dias e ainda é difícil de acreditar que estou realizando este sonho.
Nunca consegui me sentir inteira enquanto estava na minha vida “normal”. Nunca me dei por satisfeita, sempre quis viajar, crescer, aprender. Eu sempre tive consciência desta minha veia cigana, desta minha sede insaciável de sair conhecer o mundo.
Voando de asa delta no Rio de Janeiro - RJ
Talvez por isso eu tenha sido tão aplicada e decidida na minha carreira profissional, pois era o meio que eu tinha de realizar este sonho como estou realizando hoje. Ao mesmo tempo eu sempre vivi intensamente cada momento, cada fase, a universidade, as festas, os meus primeiros estágios e os empregos que vieram depois. Eu sou apaixonada pelo meu trabalho, me refiro ao ofício formal que escolhi. Ainda hoje, depois de um ano, eu sigo atenta a tudo o que acontece no mundo da propaganda e marketing no Brasil e por cada cidade e país que passamos, seja como profissional ou como consumidora.
Andando de carro na praia da Juréia
Outro dia recebi o seguinte comentário de um amigo no facebook, “Ana! Você não está viajando? Então pára com essa história de trabalho!”, é óbvio, qualquer um pensaria isso, mesmo eu no lugar dele. Parece um paradoxo, pois finalmente estou vivendo tudo o que sempre sonhei! Parei de trabalhar, estou viajando pelo mundo e ainda fico com olhos publicitários, falando de negócios e planejamentos? Sim! Há pouco eu realizei que eu sou assim, apaixonada pelo que faço, seja lá o que eu estiver fazendo.
Os três viajantes posando para fotos na Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG
Este tipo de viagem, o tal ano sabático, funciona mesmo como um retiro espiritual, uma viagem de auto-conhecimento. Estamos o tempo todo fora e conhecendo novos lugares e pessoas, mas ao mesmo tempo isso nos leva a uma profunda busca de si mesmo. São tantas as perguntas que tentamos responder: “Será que eu poderia viver assim sempre?”, “O que vou fazer quando voltar?”, “Que estilo de vida quero ter? Aonde vamos morar? Antes da viagem a principal pergunta era “Será que conseguiremos viajar durante 1000dias?”, pelo menos desta eu já sei a resposta. Espero que até o final da viagem eu tenha a resposta das outras também.
Paisagem maravilhosa no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG
Enfim, vamos abrindo os nossos horizontes e tentando entender qual é exatamente o nosso lugar neste mundo, qual é o nosso objetivo aqui, aquelas velhas questões filosóficas muitas vezes sem resposta. Quem sou eu? De onde eu vim? Para onde vamos? E ao final, a nossa busca insaciável por uma resposta começa a parecer inútil, pois quanto mais procuramos, menos temos certeza do que queremos. Quando nos damos conta disso é que talvez possamos, um dia, relaxar e apenas viver.
Adolescentes brincando no pier com cruzeiros ao fundo
É fundamental dizer que este intensivão de vida nunca teria sido possível sem o Rodrigo, o amor da minha vida. Encontrá-lo foi fator decisivo, minha viagem sozinha ia acontecer, mas seria muito mais careta e desinteressante. Poder dividir todas estas experiências com uma pessoa que comunga da mesma visão de mundo e que acima de tudo tem o mesmo sonho que eu, é realmente muito especial.
Clima romântico no aniversário de um ano de viagem! (aeroporto de Trinidad)
Um ano depois o balanço é 100% positivo, me conheço muito mais, tenho ainda mais dúvidas do que antes, mas estou mais próxima de atingir a maturidade para poder um dia, apenas relaxar e viver. Como será o 1001° dia? Difícil responder, hoje só posso dizer que tenho certeza que ele será vivido intensamente, apaixonadamente e com muito amor.
Pequena gruta no fundo do canyon do Inferno, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI
Praia do Gunga, em Barra de São Miguel - AL
Não minto, como passei os últimos 29 anos de vésperas de natal convencional, acho todo isso muito estranho. Normalmente hoje era dia de passar o dia em casa preparando a ceia de natal, sobremesas, talvez um supermercado de última hora e todos os detalhes para o jantar em família. Mas já era hora de um primeiro natal longe da saia da mamãe! Entramos no clima natalino do nordeste e fomos direto para a Praia do Francês.
Saindo do mar na Praia do Frances, em Marechal Deodoro - AL
Um praião lindo, água verde, arrecifes protegem uma parte da praia deixando o mar tranquilo e mais adiante os surfistas mirins pegam suas primeiras ondas. Kite surf, wind surf, banana boat, frescobol e todos os esportes que vocês imaginarem, que delícia. Com tanto vento eu quase fiquei sumida embaixo de uma duna de areia, enquanto lia na minha canga. A praia estava meio cheia e logo eu penso, esse povo não comemora o natal? É, eu ainda não relaxei, por que aqui todo mundo aqui está bem relax, aproveitando seu feriado em família, mais tarde pensam nisso.
Praia do Frances, em Marechal Deodoro - AL
Saímos do Francês, passamos pelo centro de Marechal Deodoro, cidade com igrejas e casario antigos, infelizmente, não muito bem conservados. Eu nem consegui descer do carro, já que aquela duna de areia se mudou para dentro do meu olho direito, com isso passei o dia sem lente e meio enfezada. Já é muito chato quando gruda areia no olho, ficar sem enxergar então? Péssimo... Mas, fazer o que?
Igreja em Marechal Deodoro - AL
Próxima parada do dia, Praia do Gunga. Localizada na Barra de São Miguel é ainda mais bonita vista de cima, do alto do mirante podemos ver o encontro do rio com o mar, a praia e o mar de coqueiros da Fazenda do Gunga. Vista sensacional!
Vista do mirante da Praia do Gunga, em Barra de São Miguel - AL
A entrada é controlada pela fazenda, mas não foi cobrada nenhuma taxa, nem estacionamento. À beira da praia ficam diversas barracas, cada uma com seu charme. Almoçamos e curtimos um final de tarde com um ótimo line up de uma lancha que atracou no rio. Hora de ir se quisermos ainda comemorar o natal hoje!
No mirante da Praia do Gunga em Barra de São Miguel - AL
Canyon formado pelo rio Iapó, um dos maiores do mundo, no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR
O Cânion Guartelá formado pelo Rio Iapó fica entre as cidades de Castro e Tibagi. Possui 32 km de extensão e por isso é considerado o 6° maior cânion do mundo, sendo que os outros 5 primeiros são medidos por outras grandezas, profundidade, etc.
Riacho de águas geladas no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR
A história do seu nome vem dos tropeiros paulistas que vieram colonizar a região, fazendo extração de madeira, ouro e diamantes. Quando eles chegaram por aqui tiveram grande resistência dos índios tupi-guarani que habitavam a região, passando por pequenas batalhas e mortes dos silvícolas que tentavam defender seu território. A partir daí desenvolveram códigos para se comunicar, e certa vez um dos fazendeiros disse ao vizinho “Guarda-te lá que aqui bem fico”. A expressão evoluiu, encurtou e daí surgiu a nomenclatura de duas regiões destas redondezas, o “Guartelá” e o “Bem Fico”.
Admirando o mesmo visual que os índios já admiravam há 10 mil anos! (na Lapa Poinciano, P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR)
Um Parque Estadual formado para preservação de toda a extensão do cânion, seus campos rupestres que misturam as matas atlânticas, nas várzeas do rio, cerrado nas partes mais altas e inclusive a caatinga. Esta distinta cobertura vegetal e de rochas areníticas, inclusive com presença de formações coralíneas, comprova a evolução geológica deste terreno, que antes foi mar, depois se torno um deserto gelado e hoje possui o clima sub-tropical.
Antigas formações de coral no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR
A minha história com o cânion é antiga, a primeira vez que estive aqui eu estava com 12 anos. Foram algumas atividades escoteiras, acampamentos, escaladas, banhos de cachoeira e afins. A estrutura e as regras do parque se modificaram completamente, antes podíamos ir e vir por tudo. Hoje as trilhas são controladas e tem a obrigatoriedade de acompanhamento de guias. Antes chegávamos de carro às margens dos panelões, hidromassagem natural deliciosa, apenas suportável no verão, já que as águas são proibitivamente frias!
Os famosos panelões do P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR
A última vez que estive aqui, já faz 10 anos, vim passar o dia e fiz a trilha da Pedra Ume, hoje aberta apenas para pesquisadores. São 18km em uma área menos explorada que nos levam à uma fenda linda e à caverna onde são encontradas as pedras umes, usadas para curtume de couro, etc. É maravilhoso! Hoje achamos que faríamos esta trilha, hoje conhecida como trilha completa. Infelizmente ela não é tão completa assim, mas ainda assim nos levou paisagens sensacionais!
P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR
Caminhamos pelo cerrado com vistas lindas do cânion, atravessamos a pedra do gavião e chegamos à Lapa do Ponciano, onde encontramos pinturas rupestres que datam de 10 a 12 mil anos! Acredita-se que as tribos que viviam por aqui sinalizavam nestas lapas os locais dos seus abrigos e a direção para onde estavam seguindo, além de cenas e animais encontrados por eles nas redondezas.
Gilberto foi o nosso guia, junto das monitoras da Eco Ação. Sua família chegou na região à muitos anos, fez parte da história da colonização da região e ele é um dos principais conhecedores do parque e das fazendas que estão no entorno. Foi ótimo nas explicações, dados histórico, principalmente por sua paixão pelo cânion.
Aulas de geografia e geologia durante passeio no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR
Aqui acontece um dos raftings mais radicais do Brasil, são 14 horas descendo o rio de bote, durante quase metade do percurso em corredeiras de nível 4 e depois da cachoeira de 6m que vemos do mirante o rafting se torna nível 6! Gilberto nos contou histórias que só nos deixaram ainda mais loucos para voltar no verão, época mais indicada para a realização desta atividade.
O turbulento rio Iapó, no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR
Terminamos o passeio na trilha básica, voltando ao mirante da Cachoeira da Ponte de Pedra, fechada para banho, fotos, etc, onde eu cansei de tomar banho e brincar. É sempre uma delícia voltar ao cânion, lembrar da infância e estar em um lugar tão espetacular que está tão pertinho de casa. Belezas do Paraná que muitos curitibanos e paranaenses nem sabem que existe!
Belíssimo visual do canyon no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR
Pegamos nosso rumo para a cidade de Castro, onde passaremos esta noite. Uma cidade super gracinha, casas coloniais antigas bem preservadas no centro, festa junina, frio do sul e céu de brigadeiro! Passamos mais um dia dos 1000, depois de tanto Brasil, aqui no Meu Paraná!
Prédios antigos e araucárias, cenário de Castro - PR
A Ana se refrescando no Rio São Francisco, em Januária - MG
Hoje íamos seguir viagem para o Parque Nacional das Sempre Vivas, mas resolvemos ficar Januária para fazer uma força-tarefa para o site e aproveitar a bela praia formada pelo rio São Francisco em frente ao nosso hotel.
A Ana se refrescando no Rio São Francisco, em Januária - MG
A praia desaparece durante os meses de chuva, de setembro a fevereiro chega a subir em torno de 4 metros e toda a mata alta que vemos à sua margem fica inundada. O Primo é barraqueiro há 37 anos e nos contou que a geografia do rio em frente ao cais aqui em Januária já mudou muito.
Barracas na praia do Rio São Francisco, em Januária - MG
Ele já teve a sua barraca em 3 lugares diferentes e atribui estas mudanças à natureza mesmo. A principal mudança durante todos estes anos foi a diminuição do rio, que hoje, comparado com o que já foi, é apenas um pequeno córrego. Além do desmatamento da mata ciliar, que levou o rio ao assoreamento, isso se deve também à Represa de Três Marias, próxima à cidade de mesmo nome.
A Ana se refrescando no Rio São Francisco, em Januária - MG
Umas belas braçadas no rio São Francisco para refrescar e voltamos para o nosso hotel trabalhar. O Rodrigo voltou nadando, saiu 5 minutos antes de mim, que atravessei de barco e chegou juntinho! O Ro está super em forma, mas não encarou levar a esposa a nado também. Sobrou para mim a canoa do Primo, que pelo menos me rendeu uma boa prosa.
Atravessando o Rio São Francisco de voadeira em Januária - MG
Senhora observa, de sua janela, a festa que passa pela rua em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA
Cachoeira é considerada a jóia do Recôncavo Baiano. Uma cidadezinha histórica fundada no século XVI pelos filhos de Diego Álvares e Catarina do Paraguaçú, que iniciaram a produção de cana de açúcar e tabaco na região. O tabaco do Recôncavo Baiano já foi considerado o melhor do mundo nos idos do século XVIII por especialistas chineses e africanos e até hoje vemos resquícios desta cultura nas fábricas de charuto abertas à visitação.
Fotografando em São Félix, no Recôncavo Baiano - BA
Infelizmente chegamos em uma segunda-feira de feriado e a maioria das atrações da cidade estavam fechadas, inclusive a máquina da Dannemann, charutaria na cidade de São Félix, sua irmã gêmea que fica do outro lado do rio. Lívia já conhecia bem Cachoeira e fez questão de nos apresentar a especialidade culinária da cidade, a maniçoba. Rodamos bem até encontrar o que descobrimos depois ser o melhor restaurante para experimentar esta iguaria, o restaurante da Pousada Convento.
Átrio do Convento em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA
A maniçoba é um prato parecido com a feijoada, com carne de porco, onde o feijão é substituído pelas folhas da mandioca, com um porém, estas são venenosas. Por este motivo a maniçoba tem um ritual de preparo lento, com 7 lavagens e não sei quantos dias para que perca o veneno e possa ser servido. Para nós leigos, ela parece um molho pesto com carne de porco, lingüiça, paio e carne de porco desfiada, delicioso!
O antigo Convento, hoje pousada, em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA
A companhia de Wil e Lívia foi especial, um casal antenado que trabalha com teatro, música e produção cultural só pode ser muito interessante. Nos divertimos explorando a cidade de Cachoeira, tranqüila, até meio abandonada, mas com um ar cult para turistas alternativos de Salvador.
Na orla do rio Maragoji, em São Félix, no Recôncavo Baiano - BA
Entramos na Casa de Damário, espaço cultural em homenagem ao conhecido poeta de Cachoeira e já meio sem esperanças estávamos dando aquela última olhada na cidade para irmos embora. Foi quando cruzamos um animado cortejo pra Nossa Senhora D´Ajuda, padroeira da cidade que está em festa durante toda esta semana.
AS Baianas, em festa de rua em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA
Baianas carregando tabuleiros de doces, homens, mulheres e crianças dançavam atrás da bandinha que circulava animando as tranqüilas ruas de Cachoeira. Bela surpresa a nossa, fechamos nossa estada na região com companhias agradabilíssimas e um carnaval de rua com marchinhas de época. Sensacional!
Vestidos em movimento, durante festa de rua em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA
Na volta pegamos um trânsito meio pesado do retorno do feriado, pouco mais de uma hora de engarrafamento, mas valeu muito à pena a visita por este lado histórico baiano. A cidade e a região têm um grande potencial para se tornar um circuito histórico como o de Minas Gerais, alguns movimentos já começaram incentivar o turismo, como o Festival de Cinema que deve acontecer lá no ano que vem, já que o curso de cinema da UFBA tem seu campus em Cachoeira. Acredito que em alguns anos teremos um novo Recôncavo, mais movimentado e infelizmente mais preparado para o turismo. Eu ainda prefiro a original, com sua cultura, seu povo e sua simplicidade.
Posando para foto durante festa em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA
Estrada vai serpenteando moro acima, em direção à Sucre - Bolívia
A Bolívia é conhecida por seu relevo montanhoso, clima seco e vegetação quase inexistente. Porém o que poucos sabem é que as estradas da Bolívia, além de grandes precipícios e curvas radicais, também devem ser incluídas como rotas de extrema beleza cênica.
"Evo Presidente!" (estrada de Monteagudo à Sucre - Bolívia)
Antes de pegarmos a estrada, demos uma caminhada pelo centro de Monteagudo, atrás de internet para atualizações do site, etc. Novamente vemos uma cidade mais organizada, limpa, mesclada com as cenas tipicamente bolivianas, como de cholas em suas vendas nas esquinas.
Rua em Monteagudo, Bolívia
O caminho de Monteagudo para Sucre tem uns 350 km de estrada de terra e rípio, que levariam pelo menos 7 horas de viagem, segundo os mais informados. O trecho de Sucre a Padilla é o mais lento, porém também o mais bonito! Subindo e descendo serras e encostas estreitas, alcançamos largos rios de leito pedregoso e praticamente secos, de onde faz-se a extração da rocha para construção.
Um dos rios na estrada que liga Monteagudo à Sucre - Bolívia
Aos poucos o verde vai dando espaço à uma vegetação mais seca, cactos e capins de coloração dourada, formando uma paisagem mais exótica e maravilhosa! A cada serra que subimos, uma nova paisagem sensacional das suas terras escarpadas recentemente na história da terra.
Bela paisagem já acima dos 2.200 metros de altitude, no caminho para Sucre - Bolívia
Tudo estava indo muito bem, não fosse a loucura do departamento de estradas boliviano dar liberdade à empreiteira que a está asfaltando, de decidir fechar a estrada das 6 da manhã as 6h30 da tarde! São mais de 12 horas durante o dia! Nós já estávamos sabendo disso e calculamos o nosso horário de saída pensando que chegaríamos nesta barreira perto das 18h, mas fomos mais rápido do que todos imaginavam... chegamos lá as 15h30 e ficamos 3 horas completamente parados no meio do nada.
Esperando algumas horas até que a estrada fosse reaberta, no caminho para Sucre - Bolívia
Fizemos amizade com os caminhoneiros e até com o trabalhador que nos bloqueava. Infelizmente não havia o que fazer. Só eram liberados caminhões da obra ou com permissão prévia, ou casos especiais como ambulâncias e ônibus do exército.
Esperando algumas horas até que a estrada fosse reaberta, no caminho para Sucre - Bolívia
Três horas depois finalmente o trânsito foi liberado e pudemos continuar, parte por terra dos trechos ainda em obras e parte por asfalto. Foram 10 horas de viagem, chegamos à Sucre as oito da noite. Cidade imensa, lotada de carros e pessoas pelas ruas, mas já na entrada vimos que era uma cidade especial. Lindos prédios históricos, igrejas e museus, mas a esta altura só o que queríamos era nos instalarmos para descansar, pois amanhã temos uma Sucre inteira para explorar.
Atravessando pequeno riacho ao lado de vilarejo, na estrada que liga Monteagudo à Sucre - Bolívia
O litoral caribenho de Playa del Carmen, no sul do México
Em 1985 Playa del Carmen não passava de uma pequena vila de pescadores com menos de 1000 habitantes. Hoje, 20 anos mais tarde, os 100 mil habitantes vivem do turismo e a cidade continua crescendo em torno deste mercado. Um dos portos mais próximos à Ilha de Cozumel, desde os tempos dos mayas esta foi sua principal função. Não é muito diferente hoje, na Playa moderna, que veio ao mapa turístico como porto e se tornou uma alternativa mais tranquila à já tumultuada Cancún.
A 5a Avenida pela manhã, ainda tranquila, em Playa del Carmen, no sul do México
Durante o dia uma das pedidas preferidas é pegar um barco e conhecer a ilha de Cozumel (veja o post aqui). A melhor praia da cidade é a Mamacitas, mas se você quer uma praia bonita e tranquila, o ideal é dirigir rumo à Tulum até Akumal ou ainda alguns quilômetros mais e se esparramar em X-Cacel ou X-Cacelito, praias desertas paradisíacas e, repito, sem estrutura alguma.
Playa del Carmen, no sul do México
Akumal está na metade do caminho entre Playa del Carmen e Tulum e também é conhecida como Baia de las Tortugas. Lá as tartarugas nadam tranquilas nas águas rasas da baía, um ótimo lugar para snorkel.
Coqueiros penteados e escovados para não atrapalhar a vista dos turistas na praia de Akumal, entre Tulum e Playa del Carmen, no Yucatán, no sul do México
Nós passamos um belo final de tarde em Akumal, ainda com a Valéria, no dia em que saímos de Tulum e fomos até Playa del Carmen. O restaurante La Buena Vida na beira da praia de Akumal Norte foi o nosso point para um almoço tardio, acompanhado de um lindo entardecer.
Subindo para nossa mesa em restaurante de Akumal, entre Tulum e Playa del Carmen, no Yucatán, no sul do México
Recolhendo o baldinho de cerveja que chegou de elevador à nossa mesa-mirante, em restaurante em Akumal, entre Tulum e Playa del Carmen, no Yucatán, no sul do México
Com a Val, almoçando em Akumal, entre Tulum e Playa del Carmen, no Yucatán, no sul do México
Se você encara um programa tipo “um dia no resort”, nos indicaram muito o X-Plor, que tem parque aquático com cenotes e cavernas à beira mar, uma baita infraestrutura e buffet de almoço, sobremesas e jantar liberados o dia inteiro. Custa em torno de 100 dólares por pessoa. Tanto o X-Plor, quanto o X-Caret são empreendimentos de uma das famílias mais ricas e influentes de Quintana Roo. Os resorts parecem ser ótimos, mas segundo alguns locais mais antenados, as práticas ambientais não são das mais corretas.
Campanha publicitária em Cancún, no sul do México
Como toda boa cidade turística o centrinho de Playa possui uma longa avenida peatonal, lotada de lojas, bares e restaurantes e uma intensa vida noturna. A atração mais famosa é o Coco Bongo, uma casa show que reúne artistas circenses, personagens de quadrinhos e covers de grandes cantores como Madona e afins. Excursões vêm de todos os hotéis e resorts da região, o que só liquida com as chances de que eu pague 70 dólares para entrar nesta espécie de Las Vegas mexicana.
Igreja iluminada em praça na 5a Avenida em Playa del Carmen, na península do Yucatán, no México
Esse mexicano se deu bem! (Playa del Carmen, na península do Yucatán, no México)
Então a melhor pedida é caminhar pelas Av. 5 (a peatonal) e você logo descobrirá onde está o maior agito. A Calle 12 tem um aglomerado de bares e boates para todos os gostos e para os que gostam de algo mais requintado, na Calle 26 está o Sushi, um restaurante lounge super bacana e badalado. Para casais e um clima mais romântico à beira mar, o nosso point preferido foi o Fusion, bem no comecinho da Calle 6. Eles têm um cardápio bacana, mesinhas com pé na areia e sempre uma atração diferente como música ao vivo, apresentações de dança e malabares com fogo, bem bacana.
Curtindo a noite em Playa del Carmen, na península do Yucatán, no México
Enfim, se você é uma pessoa que gosta de agito, compras e um clima urbano nas suas férias, Playa del Carmen é uma boa base. Se o seu clima de férias é um lugar mais praiano e tranquilo a recomendação é ir para Tulum, que também possui infraestrutura, vários resorts e hotéis a beira mar, mas com um clima muito mais relax. Aguardem detalhes nos próximos capítulos.
Vista do nosso quarto na pousada Pelicane,em North Caicos
Acordamos e fomos direto para um portinho ao norte de Provo, pegar o ferry boat das 10h rumo à North Caicos. Nossa esperança, encontrar pessoas de verdade, trabalhadores, moradores de Turks and Caicos. No ferry alguns turistas, mas já somos recebidos por um dominicano já falando espanhol, pois havia notado que éramos latinos e super simpático nos ajudou a resolver um dos problemas, conseguir carro e hotel que aceitassem cartão de crédito. Quando perguntamos sobre isso todos já olharam com uma cara “Hum? North Caicos? Não vai encontrar”. O único banco que tinha quebrou e levou consigo o dinheiro de grande parte dos moradores da ilha, que ficou 100% dependente de Provo neste quesito.
Uma paisagem maravilhosa no caminho, beirando ilhas e mais ilhas, ou melhor, caicos e mais caicos, todos ocupados por grandiosos resorts. O primeiro deles, Mediterrane, hoje Club Med, foi o primeiro a chegar à região e chamar a atenção de outros investidores do ramo. Lá em North Caicos chegamos ao porto e Susan já está nos esperando com o nosso carrinho alugado para explorarmos as ilhas. A primeira parada foi no Cottage Pond, aparentemente um lago no meio do mato, mas não é um lago qualquer, ele é outro destes big holes de mais de 80 metros de profundidade. Já começo a ver que aqui quem domina são os répteis e as aves, em 100m até o pond devemos ter visto umas 100 lagartixas, alimento perfeito para as diversas espécies de pássaros da ilha. Flamingos principalmente!
Dali, seguimos para a Wade´s Plantation, uma das maiores de Turks and Caicos. North Caicos é conhecida por ser a mais fértil de todas as ilhas, mesmo assim a Wade´s durou apenas 30 anos. Nos idos de 1780, as fazendas trouxeram para cá muitos escravos e a cultura dos loyalists, americanos que leais ao rei da Inglaterra saíram dos EUA na época da independência e vieram colonizar este paraíso. Porém ao invés de aproveitá-lo com o que havia de melhor resolveram plantar algodão. Algodão numa ilha calcária no meio do Caribe? Era meio óbvio que não daria certo.
Lagarto comum em todas as Caicos - Turks e Caicos
Wade's Plantation - North Caicos
Fomos ao Pelican Hotel, também de Susan e seu marido Clifford, um piloto aposentado. Uma das minhas curiosidades era se as pessoas que moram aqui têm noção de que o mar não é sempre assim nas outras partes do mundo. O Brasil tão conhecido por belas praias não possui em lugar algum cor de água igual a esta. Cliff é muito viajado e contou-nos que certa vez foi visitar sua filha em Londres e quando voltou para casa chegou a ficar arrepiado com o seu próprio país, quente, céu azul, mar turquesa e emendou “Shit, this is soooo beautiful man!”, respondida a pergunta. Aproveitamos a tarde na praia, sol e varanda deliciosa até que descobrimos que a vida real que procuramos também inclui os malditos mosquitos. Enquanto esperávamos a nossa janta feita por Maki, uma dominicana super querida, os pernilongos aproveitaram para se esbaldar com o sangue fresco que tinha chegado ao local.
Cliff, o dono da Pousada Pelicane, em North Caicos
Ouvimos às histórias de Cliff nos defendendo dos mosquitos quando algo diferente apareceu no céu e o Rodrigo sempre ligado não agüentou e nos chamou dizendo que não sabia que por aqui havia OVNIs! O céu já escuro estava com um arco alaranjado, formando quase um coração, parecia que o sol ainda não tinha se posto e refletia nas nuvens, mas estávamos olhando para o norte, não para o oeste! E em poucos segundos vemos o OVNI se movendo super rápido, uma estrela maior que Vênus e, de repente, mais uma! Elas se moviam quase na mesma velocidade, a segunda um pouco menor, até que em uma mudança de direção as duas quase se chocaram no espaço... uuuufa, quase! Tínhamos acabado de assistir ao lançamento da NASA! Não imaginava que daqui, de tão longe, conseguiríamos ver um lançamento como este! O Ro foi ao delírio, pois o sonho sempre foi assistir um de perto. A fumaça alaranjada era da explosão e de longe achávamos que era o sol! Foi grandioso, sensacional!
Bem, pássaros, pernilongos e até um foguete! São muitos seres alados para um dia só, depois dessa, hora de dormir e nos prepararmos para amanhã, dias de longas caminhadas e toda uma ilha para conhecermos. Boa noite!
Sol se pondo em North Caicos
Um belo cactus no deserto da região de Real de Catorze, Pueblo Mágico ao norte do México
Você é do tipo que escolhe o caminho mais curto ou o caminho mais bonito? Eu sempre, desde que era pequenininha lá em Barbacena, escolhia os caminhos mais bonitos. Não importa quanto tempo leve e sim o que vamos conhecer e aprender no caminho.
Fiona pronta para enfrentar a estrada 4x4 wue sai de Real de Catorze, Pueblo Mágico ao norte do México
Uma das maravilhas de se viajar de carro é poder escolher a rota que te der na telha, seja ela meio maluca, um desvio ou até mesmo a linha mais reta entre os dois pontos, o que interessa é aproveitar o tempo de estrada para conhecer, explorar e ver de perto lugares que normalmente não estariam no roteiro.
Aguardando um trem passar pela estrada no deserto potosino, no norte de México
Viajando com a Fiona é mais tentador escolher as rotas alternativas, ainda mais se ela desce um cânion, cruza um deserto e passa por um punhado de pueblitos mexicanos daqueles só vistos em filmes! Foi com este espírito que decidimos pegar as estradas off-road saindo de Real de Catorce, no norte do estado de San Luis Potosí, para chegar à cidade de San Miguel de Allende, no estado de Guanajuato.
Ver mapa maior
A primeira parte do roteiro já começa com avisos dentro da cidade: “não siga adiante! Daqui para frente apenas carros 4x4!” O que para alguns pode parecer preocupante, para nós soa como uma intimação. Nos despedimos da mágica Real de Catorce, seguindo pela estreita estrada de terra e pedregulhos que teríamos que descer. Uma cruz protege os viajantes que seguem por este caminho, descemos o cânion até o Ejido de Los Catorce, outro pueblo fantasmo próximo a Real.
A rústica estrada que sai de Real de Catorze para o vale, ao norte do México
Vamos vagarosamente pela estrada, cruzando fortes mulas carregadas, estudantes e famílias que subiam a mesma rota a pé e valentes motocas aceleradas, só curtindo o visual do Deserto Potosino que nos aguardava. GPS aqui? Nem pensar, vamos navegando pelo mapa e um bom senso de direção que nos acompanha nestes 1000dias, afinal agora a direção é uma só: o sul!
A paisagem do deserto nos remetia à nossa mágica cavalgada de ontem. Eu ficava a imaginar os milhares de wixarikas (Huichol) caminhando pelo deserto em busca dos seus cactos sagrados e em direção ao Cerro Quemado. Dizem que são bem difíceis de serem encontrados e geralmente se acumulam nas áreas onde há granito. Fiquei curiosa de participar desta busca pelo deserto, faz parte da cultura milenar desta tribo, mas agora eram só imagens.
Um belo cactus no deserto da região de Real de Catorze, Pueblo Mágico ao norte do México
Quem nos acompanhava forte e incessante era o trem que cruza todo o deserto potosino, trazendo carga e quem sabe até passageiros às cidades-estações que nós também cruzamos dentro da Fiona. Cenas clássicas do trem cruzando o deserto, por milhas e milhas, interligando “o mundo civilizado” a lugar algum. Cruzamos uma, duas, três vezes o trilho e esperamos por quase 20 minutos um deles passar, com tempo suficiente de imaginar toda essa paisagem sendo destruída pela mineradora canadense, acabando com a paz e o tempo descompassado e tranquilo destas terras tão distantes. Ojalá as imensas reservas de ouro e prata, estes portais de comunicação espiritual dos huichóis, fiquem intactas e continuem exercendo o seu papel de equilíbrio na natureza.
Ultrapassando um trem no deserto potosino, no norte do México
Infelizmente não temos como fugir o tempo todo das estradas asfaltadas e logo estamos cruzando a grande capital do estado, San Luis de Potosí. Nosso plano inicial era passar pelo menos dois dias por aqui, mas decidimos mudar e dar preferência às cidades menores, rumando direto para San Miguel de Allende. Alguns resquícios do charme e do aconchego do interior ainda nos acha no asfalto: fresa com crema! Uma parada obrigatória para nos deliciarmos em um pote imenso de morangos fresquinhos assim que entramos no estado que é o maior produtor de morangos do país.
Parada para comer morango com creme, em estrada na região de Guanajuato, no norte do México
400 quilômetros depois e a noite já foi na charmosa San Miguel, assunto para o próximo post.
Curtindo a vista maravilhosa do alto do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ
Eu sempre adorei fazer aniversário, para mim é um dia de reunir os amigos, a família, festa, comemoração e muita energia positiva. Além do que um ano a mais é sempre bem vindo, representa o fechamento de mais um pequeno ciclo, um ano em que você realizou, aprendeu, amadureceu, evoluiu, ganhou muita experiência e sabedoria. O que mais pode te dar tudo isso se não o tempo? Por isso sou daquelas entusiastas dos aniversários, das maiores idades, das melhores idades. Eu sempre acho que ainda sou novinha, já faço 29 anos, quase uma balzaquiana, e ainda me sinto com 19. A única coisa que me faz duvidar disso é quando o Rodrigo me faz acordar cedo (coisa que eu odeio), para subir uma montanha, (coisa que eu adoro) no dia do meu aniversário! me lembrei do meu niver de 12 anos, foi comemorado também subindo o Anhangava.
Início da trilha do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ
Enfim, dia lindo, sol e céu azul que não víamos há dias, a vista lá de cima deve estar maravilhosa! Resolvemos encarar esta, do nível do mar à quase 1000m de altitude em 3 horas, descendo em 1h30, pois precisávamos pegar a barca as 12h30. Saímos cedinho e logo tivemos duas belas surpresas. A primeira foi a companhia de um dog guapeca na trilha. O Ro não estava botando fé que o cachorro ia subir, ele parecia meio preguiçoso demais, rsrsrs. Quando vimos, ele estava lá, encabeçando o grupo! Difícil competir com um cara com tração nas 4 patas!
Com o Dog, no alto do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ
A segunda e maravilhosa surpresa, num primeiro momento foi assustadora! Estávamos andando há uns 40 minutos e começamos a ouvir um barulho absurdo, parecia uma serra elétrica. Não sabia se deveria ter medo, pois não sabia o que temer! Caçadores? Lenhadores ilegais? Um monstro da floresta que vinha com um vento fazendo aquele barulho pelas árvores? Quanto mais nos aproximávamos, mais alto ficava e aos poucos começou a ficar mais claro também, pareciam vozes ecoando, estávamos presenciando a passagem de um bando imenso de bugios gritadores! Um macaco que pode chegar a mais de 1m de altura, naturais da mata atlântica e muito comuns na Ilha Grande, por isso eles se tornaram o símbolo do parque. Sentimos o cheiro deles, um cheiro forte de CC, horrível, eles estavam muito próximos, mas não conseguimos avistá-los na floresta. Foi uma experiência impressionante! Belo presente de aniversário! Chegando lá em cima a vista da Ilha estava maravilhosa, com o céu aberto vimos Lopes Mendes, Cachadaço, Abraão, diversas ilhas e o mar azul lindíssimo!
A enseada do Abraão, vista do alto do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ
Praia do Cachadaço, vista do alto do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ
Retornamos num pique de corrida, pois queríamos chegar ao Rio ainda a tempo de jantar com Pedro, Íris e Bebel para comemorar o aniversário. Penamos mas chegamos, pegamos o catamarã sem nem tomarmos um banho, sorte que a Gracieli, nossa amiga do Hotel Kuxixo, nos liberou um chuveiro providencial! Outro grande presente de aniversário! =)
Descendo a trilha do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ
Chegamos ao Rio e depois de uma sessão arrumação na Fiona saímos para caminhar pelo Leblon. Compramos um bolinho, vinhos para o jantar delicioso que a Íris estava preparando, pasta ao molho de salmão... très chic! Companhias maravilhosas, uma noite super agradável com direito até a velinha e parabéns. Primeiro aniversário na estrada, se todos forem assim, garanto que estarei muito bem!
Celebrando o aniversário da Ana no apartamento do Pedro e da Íris, no Rio de Janeiro - RJ
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