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Viajamos de Parnaíba à Paulino Neves, depois de uma tempestade de verã...
Hoje começamos a nossa empreitada rumo ao Alasca! São 2.813km de estrad...
“Good morning ladies and gentleman! This is your wake up call. Now it´...
Janilda (20/02)
Ana e Rodrigo, Que lugar lindo! Belas paisagens e aventura interessante....
Janilda (20/02)
Ana e Rodrigo, Que lugar lindo! Belas paisagens e aventura interessante....
Janilda (20/02)
Ana e Rodrigo, Que lugar lindo! Belas paisagens e aventura interessante....
Janilda (20/02)
Ana e Rodrigo, Que lugar lindo! Belas paisagens e aventura interessante....
Janilda (20/02)
Ana e Rodrigo, Que lugar lindo! Belas paisagens e aventura interessante....
Fim de tarde sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
Além de importante ponto de passagem pela Carretera Interoceânica para aqueles que, como nós, estão a caminho de Cuzco, Puerto Maldonado é um dos principais pontos de partida para as aventuras amazônicas dos turistas de todas as partes do mundo que vem até o Peru e querem ver algo diferente depois de passarem por Machu Picchu.
Admirando o pôr-do-sol do alto da ponte sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
Localizada na confluência de dois grandes rios, Tambopata e Madre de Dios, ela é a porta de entrada para reservas de turismo ecológico estruturadas para receber turistas exigentes com gosto pela aventura. Jungle Lodges de todos os preços e estruturas estão localizados ao longo dos rios e oferecem tours de 2 até 8 dias de incursão pela floresta prometendo um mergulho na fauna e na flora amazônica.
A bela ponte que atravessa o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
A Reserva da Tambopata, Colpa de Guacamayos e o Parque Nacional Manu são as principais atrações. Elas garantem o avistamento de ariranhas, jacarés, macacos, diversos tipos de pássaros e na época certa, uma das maiores revoadas de araras vermelhas. Os guacamayos (araras), constroem seus ninhos em buracos feitos nos barrancos do rio na época seca. Na última semana alguns turistas ainda deram sorte de cruzar com uma onça pintada, o prêmio máximo dos que se aventuram por essas terras.
Barco navega nas águas do rio Madre de Dios durante o entardecer em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
Nós chegamos sem grandes expectativas, como acabamos de vir de uma temporada internados na Reserva Mamirauá, um jungle lodge do lado brasileiro, pensamos em explorar em um dia os arredores da cidade e seguirmos para Cuzco. Para sentirmos bem o clima e aproveitarmos o pouco tempo que tínhamos, resolvemos ficar hospedados no Wasaí Lodge, às margens do Rio Madre de Dios. O lodge é simples, sem muitas firulas, mas bem integrado à natureza tem casas altas em meio às árvores e com janelas apenas protegidas por telas mosquiteiras. Turistas vem e vão deste lodge que serve apenas como base para os tours e o lodge principal que está localizado no meio da floresta, rio abaixo.
Fim de tarde sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
Pelas passarelas da pousada cruzamos com uma família de preguiças que vive por aqui. Fiquei horas interagindo com uma delas, que me ensinou como o bicho preguiça de preguiçoso não tem nada. Ele saracoteou pelas árvores ao redor da pousada e até escalou por dentro o telhado da sala de estar onde eu estava usando a internet.
O simpático bicho-preguiça que vive nos jardins do nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
O ativo bicho-preguiça que vive no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
Incrível a flexibilidade, força e tranquilidade com que ela se movimenta, suportando todo o seu peso em pequenas agarras que encontra na parede ou teto, com apenas um braço e seus três dedos! AMEI! É ou não é o bichinho mais amado da face da terra?
O ativo bicho-preguiça que vive no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
Enquanto observava nossa amiga preguiça eu preparava um macerado de melão caetano, folhas que eu tinha pego com o Duda, irmão do Nilson Mendes lá em Xapuri. O Nilson me garantiu que o macerado desta planta com mel me curaria da rinite e dessa porcaria de pneumonia que quis me atacar. Passei a manhã fazendo esse macerado, consegui uma tigela com o pessoal da cozinha do lodge, amassei a planta e misturei com o mel. Quando estava pronto o pessoal da pousada me viu e disse que antes de tomar aquilo, que falasse com a Dona Elsa, a mãe do dono da pousada que conhece todas as receitas da floresta! Uma figura rara, Dona Elza tem 88 anos e um pique invejável! Me contou que seu marido passou mais de 20 anos lutando contra um câncer, sendo 15 deles só tomando as garrafadas que ela preparava. A garrafada pode ter diferentes ingredientes, mas mel, pisco, pau unha de gato e um melado mais comum aqui no Perú são sempre a base. Fez que fez, falou, dançou e até colocou “este chico brasileño” que ela adora para tocar: Michel Teló! Queria que eu ensinasse a dancinha e tudo. Uma loucura a veinha! Rsrs! Enfim, tomei a garrafada e ela me fez prometer que voltaria ali para as outras doses. É Donda Elsa, mal sabia eu que não poderia cumprir a minha promessa.
Socializando com um simpático bicho-preguiça no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
Trajineras no embarcadeiro principal de Xochimilco, Cidade do México
Não tem melhor sensação para nós, que vivemos em lugares novos e diferentes todos os dias, que poder revisitar lugares que já conhecemos. Ter aquela impressão de estarmos em um lugar familiar, ainda mais se estamos falando de Coyoacán e Xochimilco!
Mariachis animam a festa nas trajineras de Xochimilco, Cidade do México
Os dois dos meus bairros preferidos na Cidade do México são os lugares perfeitos para um programa de domingo festivo, onde encontramos os mexicanos no seu estado mais natural de felicidade!
Viva la Vida! Famosa obra de Frida Kahlo em exposição na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.
Na nossa primeira passagem por aqui eu estava acompanhada do meu amado marido e do queridíssimo Rodrigo Marc, nosso anfitrião na Cidade do México. Hoje, 10 meses depois, volto fazendo as vezes de anfitriã à minha grande amiga Valéria! Enquanto preparávamos o seu roteiro pela Cidade do México ela foi certeira em me dizer: não abro mão do Museu da Frida e de Xochimilco! Adoro gente que sabe o que quer, principalmente se tem bom gosto!
Amigas entre as catrinas de Diogo e Frida, na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.
Depois de uma rápida viagem de ônibus entre Amecameca e a Cidade do México, nos instalamos no Hostal La Buena Vida, muito bem selecionado pela Val! O hostal fica no bairro de La Condessa, um dos mais lindos e seguros da capital, além de bem localizado.
na Cidade do México
Catrina moderna na janela do Hostal La Buena Vida, na Cidade do México
Suco de laranja natural de café da manhã em Amecameca, no México
Dali pegamos um metro para Coyoacán e para não perdermos muito tempo tomamos um táxi para a Praça Hidalgo, o centro dos acontecimentos no bairro artístico onde viveu Frida Kahlo, seu esposo Diego Riveras, o amigo comunista León Trótski e outros coyotes como Hernán Cortéz.
Bondinho de Coyoacán, bairro da Cidade do México, capital do país
A praça estava completamente lotada, era dia de comemorações da Cultura Boliviana, com direto a danças típicas das culturas andinas, trajes incas e as belezas do povo indígena que pertence a esta terra a mais tempo que quaisquer espanhol ou português.
Tempus, cerveja artesanal mexicana. Cidade do México
Mercado Artesanal de Coyoacán, bairro da Cidade do México, capital do país
Passamos pela igreja, tivemos um delicioso almoço na praça e o primeiro brinde das amigas, com uma boa cerveja artesanal local. Há anos não viajávamos juntas, a última vez deve ter sido pré-Rodrigo, lá pelo começo de 2006. Delícia sentar, tomar uma cerveja e lembrar as nossas histórias, tão antigas quanto a minha data de nascimento.
Ekeko, Festival da Cultura Boliviana em Coyoacán, bairro da Cidade do México, capital do país
Caminhamos pelas ruas de Coyoacán até a Casa Azul, mais conhecida nos dias de hoje como Museu Frida Kahlo. A casa continua lá, mas a coleção de obras é sempre incrementada e novas exposições são montadas no museu, como a exposição feita em parceria com a Revista Vogue sobre a moda vestida por Frida.
Casa Azul, Museu Frida Kahlo. Coyoacán, Cidade do México.
Frida Kahlo, fotografia exposta na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.
Não mostram apenas suas peças mais famosas, vestidos imortalizados em fotos e autorretratos da artista, como também alguns dos mais inusitados apetrechos como sua perna de pau, seus sapatos de madeira adornados e as cintas ortopédicas que tinha que usar para sustentar a sua coluna.
Autoretrato de Frida Kahlo em exposição na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.
Retrato, no atelier de Frida Kahlo na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.
Na casa, as obras mais amadas: Viva la Vida, o retrato do seu pai, o autorretrato de Frida e algumas das dores mais uterinas possíveis, de uma mulher que não pôde ter filhos. Imagens das suas angústias pós acidente.
Obras de Frida Kahlo em exposição na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.
Obras de Frida Kahlo em exposição na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.
Nossa única decepção foi encontrar a lojinha da marca Frida Kahlo tão desfalcada, pois já estávamos preparadas para umas comprinhas especiais! Rsrs!
Sábia frase da Frida nas paredes da Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.
No final da tarde, saímos ainda com luz para pegar a festa de domingo nos canais de Xochimilco. Entramos em uma trajinera com o pequeno Jorge, de 11 anos. Tão pequenininho que ficamos com pena... Ficamos quase 20 minutos engarrafados na saída do porto principal, já estávamos quase voltando e pedindo um adulto, quando recebemos uma visita inusitada que mudaria a nossa tarde!
Trajineras e canoas mercantes, nos canais de Xochimilco, Cidade do México
Sebastian saltou em nosso barco, depois de 3 horas passeando com seus primos Martin e Oscar, Pablo e Catalina, decidiu pegar uma carona com as duas brasileiras perdidas que acabavam de chegar aos canais de Xochimilco. Argentino com raízes mexicanas, Sebástian estava impressionado com a alegria e a beleza da cultura do povo mexicano e empolgado foi embora conosco, canais adentro, enquanto seus primos o perseguiam em sua trajinera!
Ana e Valéria na sua trajinera nos canais de Xochimilco, Cidade do México
Nos engatamos com os mariachis que nos fizeram duas belas canções, La Mañacita?? E El Cielito Lindo. Las Mañanitas é a música de aniversário mais cantada aqui no México, mais que Cumpleaños Feliz! Adoro!
Mariachis animam a festa nas trajineras de Xochimilco, Cidade do México
Demorou quase 40 minutos para que eles nos alcançassem, até que, com seu barqueiro cansado, todos decidiram saltar para o nosso barco e, por que não, fazer ainda mais festa! Cata, uma russa que está no México a 2 meses, fala 8 idiomas fluentemente, além de arranhar em outros 10, é tradutora profissional e lutadora de luta livre russa aposentada. Ela tem apenas 21 anos, mas já descobriu a alegria de não chegar em casa toda arrebentada todos os dias! Rsrs!
Canais de Xochimilco, reminescências da antiga cidade asteca na moderna Cidade do México
Pablo é argentino, mas mora aqui no México, é o sortudo que conheceu a Cata por internet, seu novo amor e (se tudo der certo), futuro marido. Martín é mexicano, assim como seu filho Oscar, eles vivem aqui mesmo em Xochimilco e tem negócios pelo país. Eles nos acolheram e divertiram a nossa tarde, que virou noite sem nem percebermos! Em minutos tínhamos som, mil tipos de rum e vodka no barco, bons amigos e muita diversão!
Mariachis animam a festa nas trajineras de Xochimilco, Cidade do México
Um dia inesquecível, daqueles que só vivemos se deixamos fluir, atraindo boas energias e boas pessoas para alegrar a nossa festa e mostrar de que se trata a hospitalidade mexicana! Ándale!
Baleia usa nadadeiras para empurrar peixes para a sua boca aberta, durante passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá
A costa da British Columbia é uma das principais rotas de passagem de ao menos três espécies de baleias nas suas migrações entre o Pacífico Sul e os mares do Alasca. As principais espécies encontradas são as baleias cinzentas, as orcas e as baleias jubarte.
Primeira baleia avistada no passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá
A baleia cinzenta, ou gray whale, nesta época já passou por aqui a caminho da Baja Califórnia (México). Nós as encontramos na nossa passagem por lá, enquanto amamentavam e cuidavam de seus filhotes nas águas quentes de Puerto Lopez Mateos e Loreto. Desde então elas já vieram percorreram mais de 8 mil quilômetros para se alimentar nos mares de Bering e de Chukchi no norte e agora já estão no caminho de volta.
Movimentação de baleia atrai muitos pássaros durante passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá
A segunda espécie na verdade não é de baleias, mas sim de golfinhos! O maior espécime de golfinho encontrado ao redor de todo o mundo é a orca, também chamada de baleia-assassina oi killer whale, embora de baleia só tenha o tamanho e a fama. A grande rainha dos mares há muito tempo faz parte da vida, das lendas e simbologias das primeiras nações que habitam esta costa. As orcas são rápidas, caçam em grupo e possuem um sistema de comunicação super avançado. Estão no topo da cadeia alimentar marinha, ao lado dos grandes tubarões. O que poucos sabem é que existem vários tipos de orcas e três deles podem ser observados aqui na costa da British Columbia: as residentes, as transientes e as offshore, que vivem no mar aberto.
As magníficas paisagens de Telegraph Cove, em Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá
As residentes, como o próprio nome diz, vivem aqui nesta costa, principalmente na região entre a Ilha de Vancouver e o continente. Elas se alimentam quase que exclusivamente de peixes e seu preferido é o salmão. Vivem em clãs relacionados geneticamente, famílias com em torno de 20 indivíduos, reconhecidos também pela linguagem exclusiva que desenvolvem nesta relação.
"Sopro" de baleia quase acerta pássaro, em passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá
As orcas “offshore” são avistadas em grupos de 30 a 60 indivíduos e acredita-se que sua dieta é primariamente composta também por peixes. Já as transientes, ou que vivem em trânsito, não possuem um local fixo ou padrão no seu movimento pelos mares e podem ser avistadas a qualquer momento sozinhas ou em grupos de até 5 ou 6 orcas. Essas são as famigeradas baleias assassinas, que vemos em documentários se alimentando de várias espécies de mamíferos marinhos como focas, leões marinhos, golfinhos, porpoises e até outras espécies de baleias! Em uma orca encontrada morta no Alasca, chegaram a descobrir restos de um alce dentro do seu estômago! Pelo jeito ele causou uma bela indigestão! Rsrs!
Enorme carregamento de madeira passa atrás de baleia durante passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá
O terceiro grupo de baleias que pode ser avistado aqui na British Columbia é a nossa velha conhecida baleia jubarte, ou humpback whale. As jubartes cruzam essas águas ainda em busca de alimentos durante a sua longa migração entre o Ártico e a Antártida. Elas são consideradas os mamíferos mais viajados do planeta, com uma migração estimada em mais de 25 mil quilômetros! São imensas, medem entre 12 e 16 metros e podem chegar a mais de 36 toneladas. A sua pesca quase as levou à extinção, porém desde 1966, quando foi proibida a caça de baleias, vem recuperando seu número e hoje a população mundial é estimada em 80 mil indivíduos, sendo em torno de 18 a 20 mil apenas no Pacífico Norte.
Movimentação de baleia atrai muitos pássaros durante passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá
No Alasca as empresas de whale watching garantem que encontrarão as baleias, ou seu dinheiro de volta! Aqui já não é garantido e escutamos de várias pessoas que encontrar as humpbacks é uma sorte grande! Nós aceleramos o nosso passo na saída do ferry em Port Hardy, para conseguir pegar o último grupo de avistamento de baleias no Telegraph Cove. Stubbs é empresa mais antiga e tradicional da Ilha de Vancouver, um grupo bem mesclado de alemães, americanos, holandeses e brasileiros foi acompanhado de especialistas, com um destaque especial para Jackie, a bióloga marinha e pesquisadora de jubartes que vive na região.
Depois do passeio das baleias, voltando à Telegraph Cove, em Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá
Telegraph Cove, em Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá
Quando nós cruzamos as jubartes na costa atlântica brasileira, normalmente elas já estão acompanhadas de seus filhotes, nadando rumo à Antártida. Os mais sortudos podem vê-las saltando, como vimos de longe na viagem a Abrolhos. Porém aqui a diversão é outra. A melhor época para avistá-las é de maio a outubro e o comportamento especial que esperamos ver é o da alimentação, principalmente o impressionante bubble feeding, quando um grupo de baleias cria uma rede de bolhas para encurralar os cardumes de pequenos peixes e os ataca de baixo para cima, saindo com as bocas imensas para a superfície da água.
Grupo de baleias Humpback nadam em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá
Conhecendo o comportamento de alimentação desses animais é mais fácil nos aproximarmos e observarmos calma e tranquilamente um dos espetáculos mais lindos da natureza! Cruzamos pelo menos 2 baleias no caminho até encontrarmos Conger. Ele se aproximou de um cardume de pequenos peixes e/ou krill, dieta preferida das jubartes e para a surpresa de Jackie e de todos nós, iniciou um estranho ritual de alimentação. Ele deslocou sua mandíbula, para manter a boca o mais aberta possível, e com a ajuda das nadadeiras, ele empurrava os pequenos peixes para dentro da boca!
Baleia se alimenta durante passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá
A bióloga estava emocionada e impressionada, pois era apenas a segunda vez que ela via esse comportamento alimentar! Ela acredita que Conger está inovando e inventou esta nova modalidade de alimentação! Com o barco desligado assistimos a esta cena abismados, emocionados e completamente realizados, mesmo mantendo os religiosos e ecologicamente corretos 100m de distância, para não atrapalhar o cardume e a comilança do nosso novo amigo.
Baleia experimenta novas técnicas de pescaria com sua enorme boca aberta, durante passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá
Em seguida recebemos a notícia de um barco pesqueiro que outras 3 baleias foram vistas no fundo da baía e para lá seguimos. Não demora muito e logo as encontramos, com seus esguichos de água, correndo indignadas de um grupo de leões marinhos. Esperem, mas não era qualquer leão marinho, um grupo de Sterlings, o maior leão marinho do mundo, estava atormentando a vida das pobres jubartes. Devem fazer isso para demarcar seu território, proteger a sua pesca e porque assim foram ensinados desde pequenos! As três baleias cantantes batiam em retirada dando sinais claros de frustração, soltando sons como quem diz: “HUNF! Me deixem em paz!!!”. Ah! Vale lembrar que as jubartes são as baleias mais conhecidas por suas curiosas e misteriosas melodias submarinas.
Grupo de baleias Humpback nadam em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá
Logo ali ao lado fomos conhecer a casa destes gigantes e fedidos leões marinhos. Preguiçosos sobre suas pedras rugiam uns para os outros deixando claro quem era que mandava no pedaço. Rolando de um lado para outro e se movendo lentamente é quase impossível acreditar na sua agilidade dentro d´água! Que o digam as jubartes!
Steller Sea Lions, a maior espécie de leões-marinhos do mundopasseio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá
Leões-marinhos nadam sob o nosso barco durante passeio em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá
Curioso foi saber que as humpbacks são menos conhecidas pela comunidade científica do que as orcas, pois são estudadas a muito menos tempo. Ao lado da casa dos sterlings, nós passamos em frente ao centro de pesquisas e observação das orcas no Canadá. A principal sede do centro de observação é aqui em uma das ilhas próximas à Telegraph Cove, justamente por ser o melhor lugar para encontrá-las. Uma pena que não foi hoje.
Grupo de baleias Humpback nadam em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá
Base de Centro de Estudos de Orcas, em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá
Durante o tour Jackie nos explica como se compõem as populações de cetáceos de BC e aos poucos vai passando todas estas informações que eu estou contado para vocês agora. A sua paixão por estes animais pode ser sentida em cada gesto e cada palavra. O seu trabalho aqui é muito maior do que guiar e acompanhar turistas. Além de catalogar e observar novos comportamentos, seu objetivo é informar, envolver e fazer com que todos estes turistas que passam por aqui conheçam melhor os animais que estão sofrendo com as alterações climáticas, poluição e o descuido do ser humano com o meio ambiente.
Nossa bióloga dá uma pequena palestra ao final do passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá
Ao final do passeio ela faz uma palestra e mostra seus potinhos vermelhos com a quantidade de químicos encontradas em diferentes concentrações na camada adiposa das populações de orcas e baleias na costa do Canadá. A expectativa de vida das orcas, principalmente dos machos, está diminuindo absurdamente! As fêmeas não são menos afetadas, o segredo é que elas metabolizam e se livram de parte deste veneno no leite materno, passando direto para os seus bebês, afetando as gerações futuras. Nem preciso falar que perto dos portos e das áreas mais populosas, entre Victoria e a megalópole Vancouver, estão os piores resultados e justamente naquele grupo de orcas residentes. Vocês lembram qual é a principal dieta dessas orcas? Pois é, o mesmo salmão que você está comendo no restaurante chique ou no japonês ali da esquina.
A enorme calda de uma baleia Humpback durante passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá
Agora a temporada de whale watching acabou, não por que as baleias não estejam mais no mar, mas porque o inverno se aproxima, tempestades e o mau tempo se tornam mais frequentes e os turistas trocam o litoral pelas montanhas nevadas. Nós também seguimos viagem, em busca do sol e de novas aventuras aqui na Ilha de Vancouver. Dentro de nós, porém, algo mudou. Uma experiência como esta, tão próxima de um dos seres mais fantásticos dos nossos mares, ficará para sempre marcada nosso coração e na nossa memória.
Enorme "sopro" de baleia quase acerta pássaro, em passeio de barco em Telegraph Cove, na Vancouver Island, na Columbia Britânica, costa oeste do Canadá
El Tunco, litoral de El Salvador
O melhor brownie do mundo! Um presente de natal um tanto quanto estranho, mas foi assim que resolvi chamá-lo, afinal não é sempre que me permito um bolo de chocolate no meu café da manhã. A propósito, eu AMO bolo de chocolate e brownies são os mais fáceis de encontrarmos por aí, mas nenhum durante estes quase 600 dias foi tão maravilhoso quanto este!
Praia de El Tunco, litoral de El Salvador
Acordamos com o calor, havia acabado a luz do povoado. Sem ar e sem ventilador, nos restou levantar todos suados e dar um tchibum na piscina. O Rodrigo voltou direto para a cama, meio ressacado da noite de ontem. Eu tomei um solzinho na piscina, fui até a praia, tirei umas fotos e voltei ao quarto, junto com a luz e o ar condicionado. Aproveitei o tempo para colocar as coisas em dia e fazer companhia ao maridão capotado.
Nosso hotel La Guitarra, em El Tunco, litoral de El Salvador
A praia aqui não é muito user friendly, o mar é muito forte e as milhares de pedras roladas na beira vão e voltam com a maré, dificultando caminhadas pela praia e até mesmo um mergulho no mar. A areia negra é uma beleza diferente, mas fica muito quente com o sol e além das pedras, muitos galhos e troncos deixam a estreita faixa de areia menos convidativa para deitar e curtir a praia. Assim, a maioria das pessoas se instala em um dos bares de frente para o mar, arriscando algumas entradas bem no rasinho, de preferência pela manhã, quando a maré está baixa.
Domingão, praia cheia em El Tunco, litoral de El Salvador
As rochas imensas formam uma paisagem lindíssima, o rio ao lado tem um cheiro de mangue não muito agradável e a piscina da pousada acaba mais uma vez parecendo a opção mais aconchegante para nos refrescarmos nesse dia de natal. Fizemos um brunch super saudável de no café ao lado, granola, iogurte, pão integral e frutas. Hummm!
Almoço saldável de Natal, em El Tunco, litoral de El Salvador
Eu estava sempre imaginando que naquele mesmo momento todos os meus tios e primos estavam reunidos na casa da Tia Made. Todos os natais, no dia 25, reunimos as três gerações da família que não pára de crescer. São 11 primos na família Costa, 9 na Sech, 3 na Petchel, mais nós 3 da B. Silveira, quase todos casados e com pelo menos 2 filhos, façam as contas! É uma delícia, aquela primaiada toda reunida, em uma das únicas datas que quase todos comparecem. Aí vai uma foto da reunião deste ano, e olhe que estava faltando bastante gente!
Reunião natalina da pequena família da Ana, em Curitiba, no Paraná
Enquanto meu pai, minha irmã mais nova Dani, marido e filha nos representavam lá, minha irmã do meio, Juliane e minha mãe estavam em St. Albans, perto de Londres, comemorando com a família do seu namorado. Infelizmente não conseguimos falar com ninguém pelo skype, cada um seguia nas suas festas, funções e fusos-horários, mas sem dúvida estavam todos conectados em espírito.
À noite jantamos uma pizza gostosa, batemos um papo com o Stephen, sueco divertidíssimo que conhecemos ontem na ceia de natal e fomos para o show de Latin Jazz maravilhoso no bar do La Guitarra. Jazz de altíssima qualidade, de frente para a praia, à luz das estrelas e com uma bela taça de vinho na mão. Hohoho, Feliz Natal!
Descobri o nome daquele bicho que se esconde, onde o James Cameron se inspirou para o jardim do Avatar! Difícil acreditar, mas são vermes do mar! Do mesmo filo “Annelida”.
- Reino – Animalia
- Filo – Annelida
- Classe – Polychaeta
- Subclasse – Palpata
- Ordem – Canalipalpata
- Subordem – Sabellida
- Família - Serpulidae
Então são basicamente os primos distantes ricos e bonitões da minhoca! Existem diversas espécies, a do filme é chamada de Christmas Tree. Eu ia copiar as fotos que encontrei na web para vocês verem, mas vamos ser justos com o trabalho que esse cara teve. Ele fez um site bem simplinho mas com toda a classificação destes vermes bonitinhos!
Confira!
Link Worms: http://www.starfish.ch/c-invertebrates/annelida.html
Link Christmas Trees: http://scienceray.com/biology/marine-biology/spirobranchus-giganteus-seabed%e2%80%99s-delightful-sites-in-connection-with-christmas/
Chegando perto da fronteira EUA-México, na região de Laredo, ao sul de San Antonio, no Texas
Sempre que contamos que estamos viajando pelas três Américas uma das perguntas mais frequentes é “Vocês cruzam todo o México? Não é perigoso?”. Vejamos, a maioria das notícias internacionais do Brasil, afora dos recentes temas da Copa do Mundo e das Olimpíadas, é sobre a pobreza e a violência nas favelas brasileiras, tráfico de drogas, as UPPs e a ação do exército invadindo as favelas para lutar contra os traficantes. O Brasil não parece nada seguro por este ponto de vista, mas, bem ou mal, 200 milhões de brasileiros vivem no país, seguem suas vidas e uma minoria vivencia essa violência dos noticiários. Aqui no México não é diferente. O país é imenso, tem cidades lindas em todas as regiões e a violência está localizada em alguns estados onde os cartéis de drogas têm maior influência.
Visualizar Roteiro no México em um mapa maior
Na nossa passagem pelo México rumo aos Estados Unidos passamos por uma destas regiões, na costa do Pacífico, onde estão os Cartéis de Sinaloa, Michoacan e Guerrero, bem conhecidos por suas atrocidades. Em Guadalajara chegamos a estar bem perto de um grande motim onde os traficantes queimaram mais de 20 ônibus pela cidade depois de terem um de seus líderes preso pelo exército mexicano. Chegamos pela única estrada que dá acesso à cidade que eles não fecharam, não vimos nada e só fomos saber do ocorrido no dia seguinte através dos jornais. Agora chegamos novamente ao México em uma das áreas mais temidas pelos viajantes e inclusive por todos os mexicanos, o nordeste do país. Entramos pelo estado Taumalipas e cruzamos para Nuevo León, área comandada pelos Zetas, que dominam praticamente todo o Golfo do México até a península do Yucatán.
É fácil apontarmos os problemas mexicanos, mas esquecemos de que todo este circo está armado, pois o México é o vizinho do maior consumidor de drogas do mundo, os Estados Unidos.
Cruzando a fronteira entre EUA e México, em Laredo, no Texas. Lá estão as bandeiras de Canadá e Estados Unidos, mas onde está a do Brasil?
O exército mexicano está em uma verdadeira guerra contra o narcotráfico e assim que cruzamos a fronteira é clara sua a presença nas ruas. Cruzamos com vários caminhões e jipes carregados de soldados, todos com suas metralhadoras em punho, encapuzados e alertas para qualquer movimento. Aqui vemos que o exército está realmente trabalhando, tiro o chapéu para estes meninos que, treinados, se enchem de coragem para defender o seu país de uns dos cartéis de drogas mais armados e organizados do mundo.
Números recentes mostram que 12.400 homicídios registrados em 2012 foram relacionados diretamente à guerra entre cartéis. Em resumo os traficantes estão se matando e nós temos que tratar de não estar no meio. Não há mistério, nós nascemos e crescemos em um país onde aprendemos a lidar com insegurança e aqui a regra não é diferente: não viaje durante a noite e fique o mais distante da fronteira possível. Dormimos em Laredo, a cidade fronteiriça do lado americano, para no dia seguinte dirigirmos pouco mais de 5 horas até a capital do estado de Nuevo León, Monterrey.
Depois de 9 meses viajando pelos países do primeiro mundo do nosso continente, sentimos um pouco do choque cultural que um americano deve sentir quando cruza a fronteira para o mundo latino pela primeira vez. Ele sai do seu mundo planejado e quase perfeito, de ruas limpas, cidades organizadas e se depara com a nossa realidade latino-americana. Sujeira, pobreza, desorganização, milhares de fios de luz, telefone, televisão passando de um lado ao outro da rua, com ou sem postes (vulgos gatos), falta de sinalização de tráfego, excesso de sinalização das bibocas dos centros de comercio, gente atravessando a rua em qualquer hora e qualquer lugar, uma loucura. Enfim, chegamos à nossa querida América Latina!
De volta ao visual das ruas latinas, em Monterrey, no México
Um choque de realidade é sempre bem vindo, temos que lembrar que a maior parte do mundo é assim, pelo menos do nosso mundo. Um mundo que, apesar de todas as dificuldades, tem cor e sabor, tem personalidade, cultura e uma história incrível. Um mundo com alma onde as pessoas são autênticas, venturosas e transpiram alegria sem medo de viver e ser feliz! Bienvenidos a México!
De volta ao México! (em Monterrey, no norte do país)
Local do Acampamento Base para o trekking do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru
Trekkings e escaladas sempre foram paixões, mas como boa brasileira que sou nunca estive habituada à altitude. Durante as últimas semanas de viagem temos cruzado as regiões da cordilheira andinas, altiplanos, seus lagos, salares e vulcões. Descobri que meu corpo se adapta bem à altitude, não sinto dores de cabeça e nenhum outro sintoma do famoso “mal de puna” ou “sorotchi”, o mal da altitude.
Subindo o vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru
A minha primeira investida à uma montanha acima dos 5.000m foi apenas 12 dias atrás, quando fizemos um trekking até os 5.300m no Cerro Toco (5.600m), que estava com sua trilha principal inacessível pelo acúmulo de neve. Hoje nos preparamos para um desafio maior: vamos ao cume do El Místi a 5.830m!
O belo vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru
Um dos principais cartões postais de Arequipa, o El Místi é um vulcão ativo adormecido e possui aquele formato cônico mais tradicional, dos vulcões que vemos em desenhos animados. Sua última erupção foi nos idos de 1400, quando os Incas ainda dominavam a região, antes da dominação espanhola.
Inicio de caminhada rumo ao topo do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru
O nosso grupo é formado por 11 pessoas, sendo 2 guias, José e Júlio e 9 turistas. Destes, 5 canadenses, 2 peruanas limeñas, eu e o Rodrigo. 3 canadenses são jovens estudantes de farmácia, tipos atléticos e bem esportistas que estão empolgadíssimos para sua primeira grande montanha. Os outros 2 canadenses e suas companheiras peruanas tampouco possuem experiência, uma delas inclusive já tentou subir a montanha no ano passado mas não chegou ao cume.
Subindo o vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru
Júlio é um guia experiente, já possui 25 anos de montanhismo aqui no Perú, entre os vulcões de Arequipa e as montanhas nevadas da Cordillera Blanca em Huaráz. Ele será o chefe da expedição, contando com toda a experiência de Julio, segundo guia, que virá fechando o grupo.
Entrando na reserva do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru
A caminhada começou em torno das 10h da manhã, aos 3.400m, cada um de nós carregando suas mochilas com sacos de dormir, isolantes térmicos, roupas, lanches e 5 litros de água. Durante a caminhada dois grupos se formaram naturalmente, o mais rápido formado pelos 3 canadenses, eu e Rodrigo, à frente com José e o segundo mais lento, com os dois canadenses e as peruanas que ficaram com Júlio para trás.
Inicio de caminhada rumo ao topo do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru
Dois canadenses estavam bem, aclimatados e resolveram acelerar. Eu mantive meu ritmo, quase sempre junto do José e o Rodrigo adotou a tática de ficar por último sempre e dar tiros para chegar junto com os dois canadenses, assim passava um tempo comigo e seguia o seu ritmo acelerado preferido. Ótimo também para as fotos e filmagens, pois sempre tinha todos os ângulos! Rsrsrs!
As paradas para descanso, água e um lanche rápido eram de uma em uma hora até os 4.000m, quando o terreno ficou bem mais inclinado e a altitude começa a pegar mais e então as paradas passaram a ser de 30 em 30 minutos, porém mais rápidas. Vistas lindas e até um beija-flor com suas asas aceleradas nos acompanharam até o campo base, a 4.600m de altitude. Dia tranquilo de caminhada e logo estávamos com o nosso acampamento montado e, do nosso quintal, a vista da cidade de Arequipa e do Pichu Pichu, montanha com 5.571m.
Visão do nosso acampamento no vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru
Um final de tarde inacreditável e o ascender das luzes de Arequipa nos acompanharam no jantar. O sol baixou e sem ele a temperatura despencou, havia pouco vento, mas as 2 camadas de calça e 5 de casacos e blusas não foram suficientes para agüentarmos todo o jantar do lado de fora da barraca.
Incrível pôr-do-sol visto do acampamento nas encostas do El Mistí, em Arequipa - Peru
Sopinha, macarrão, ao final quase congelado, e um chá quentinho fecharam cedo as atividades do nosso primeiro dia no El Místi. Até logo Arequipa iluminada, nos vemos à 1h da manhã.
As luzes da cidade de Arequipa vistas do nosso acampamento no vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru
Nosso roteiro continua hoje por Minas, um dos maiores estados brasileiros e estado natal do meu mineirinho marido. Por isso mesmo difícil de resolvê-lo no roteiro, sem idas e vindas e ainda sem algumas visitas obrigatórias no caminho. Perdões é uma delas. Saímos de Poços hoje cedo, depois de um breve encontro com dois dos nossos primos aventureiros: Cláudia e Betinho. O Betinho é motociclista e está sempre nas estradas do Brasil, Chile, Argentina, Uruguai e sua próxima aventura será na Bolívia e Perú. Quem sabe nos encontramos por lá!
Despedida de Poços de Caldas (Gogóia, Cláudia, Betinho, Chico e Luisa
Já a caminho de Carrancas, fizemos esta parada estratégica em Perdões, cidade onde mora Ana Elisa, Aroldo, Rudah e grande família. Estamos hospedados na casa deles, em uma fazenda localizada na região da Lagoa no município de Perdões. Cidade que logo irá completar seu centenário, mas que possui casas da antiga vila com mais de 150 anos! Em algumas delas ainda se vêem as antigas senzalas e toda a sua arquitetura preservada.
Fazenda do Aroldo e Ana Elisa em Perdões - MG
Visitamos a Tia Marlúcia, e fomos à fazenda para o almoço delicioso que estava pronto, em panelas de ferro no fogão à lenha da Ana. Mesmo não sendo tão urbanos, nos deslumbramos com o casal de avestruzes que moram aqui, umas figuras raras! O macho correndo para lá e para cá, abrindo seus penachos para impressionar a fêmea é uma diversão sem fim.
Fauna exótica na fazenda do Aroldo e Ana Elisa em Perdões - MG
Depois de muita prosa fomos novamente à cidade conhecer o Comemorare, novo empreendimento da família. Primeiro salão de festas da cidade pode receber até mil pessoas com uma infra-estrutura maravilhosa, com direito até à pista de dança! O Azão até acendeu as luzes e colocou uma música para dançarmos. Eu logo me empolguei, tamanha a saudade de dançar! Hahaha! O mais perto que cheguei de uma balada até agora!
Conhecemos a sogra da Ana e filhas do Aroldo, todos aqui para o batizado da primeira neta, a pequena Alice, que acontecerá amanhã. Também por isso o Vovô Aroldo está retornando antecipadamente de uma cavalgada. A cavalgada é uma tradição, mantida aqui pelos homens da cidade. Esta foi de três dias, onde ele e mais 25 homens, montados em suas mulas, chegaram à Carrancas por trilhas e parte da famosa Estrada Real Mineira.
Parte da "tralha", equipamento para "vestir" as mulas
Para fechar o dia, uma traíra sem espinhos, coisa difícil de imaginar! Especialidade de um dos únicos restaurantes da cidade, a traíra frita é acompanhada de um feijão tropeiro especial! Opinião suspeita, de uma apaixonada por feijão.
Numa viagem como a nossa, onde procuramos conhecer os melhores lugares em cada pedacinho da América é quase impossível passarmos por pontos que já não sejam conhecidos e explorados turisticamente. Aqui em Perdões conseguimos viver um pouco da vida de quem vive aqui e que é a vida de milhares de brasileiros, ou pelo menos dos mineiros. Acordar na fazenda, ter uma alimentação saudável, água da fonte e leite direto da vaca, horta, pomar e área enorme para as crianças brincarem, longe dos vídeo games e longe da loucura da cidade grande.
Vistosa Iguana na Playa Mansa de Tortuga Bay, na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos
Turtle Bay é uma das praias mais paradisíacas que já encontramos, e olha que já vimos muitas praias por aí. Água mineral, tão transparente que não fossem as ondas quase não se veria.
Pelicano sobrevoa Tortuga Bay, na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos
Areias brancas como talco, salpicadas de corais e pedras negras onde figuram as mais procuradas criaturas da região, iguanas marinhas. São várias, se mimetizando perfeitamente nas pedras, andando tranquilamente pela praia ou até dando uma nadadinha de vez em quando.
A magnífica Playa Brava de Tortuga Bay, na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos
Durante essa natação elas buscam o seu alimento preferido: algas vermelhas ou verdes. Normalmente o horário em que saem para se alimentar é um pouco antes do meio-dia, quando o sol frita seu corpinho. Quando o sol começa a baixar elas retornam do mar para a praia e vão buscar um lugar para secar e guardar calor e energia para passar a noite.
Iguana enfrenta as ondas de Tortuga Bay, na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos
Essa é a melhor hora para fotografá-las, eu e Laura atacamos com as nossas câmeras, chegamos tão perto que um segundo depois da foto de abertura deste post levamos um belo cuspão! Sim, iguanas são prós em cuspe à distância! Ela soube até dividir o ataque entre eu e a Laura, desgraça...
Fotografando iguanas na Playa Mansa de Tortuga Bay, na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos
Uma iguana caminha tranquilamente pela praia em Tortuga Bay, na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos
O caminho de Puerto Ayora para a Turtle Bay é fácil e com um pouco de ânimo pode-se fazer tudo a pé. Antes de irmos demos uma volta na cidade para comprar água e comida, já que lá não existe nenhuma infra-estrutura. A caminhada para a praia é de uns 2km a partir da portaria da reserva. A trilha é toda “pavimentada” com pedras e muretas em meio a uma linda floresta de cactos.
O longo caminho para Tortuga Bay, na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos
Na praia aproveitamos o dia para descansar na segunda praia, logo após a Turtle Bay, ainda dentro da reserva. Uma sombra e uma brisa deliciosas embalaram a preguiça da mulherada, eu e Laura, que ficou por ali a tarde toda enquanto Ro e Rafa exploravam os recantos da baía. Milhares de pinzones pidones nos rodearam esperando por migalhas do nosso lanche, se engalfinhando por pão e bolacha e acabaram ganhando pedaços generosos de banana. Se for para alimentar os animais que seja com algo natural, certo?
O famos pássaro Pinzón, que Darwin estudou em Galápagos (em Tortuga Bay, na Ilha de Santa Cruz)
Terminamos o nosso dia com um jantar delicioso no The Rock, um dos melhores restaurantes de Puerto Ayora, o dono da nossa pousada o indicou. Seu nome faz menção ao período em que a Ilha de Baltra foi ocupada pelos mariners americanos na Segunda Guerra Mundial e a chamavam assim, pois era pura pedra. Durante o jantar ficamos assistindo um documentário do History Channel sobre a história da ilha durante este período, muito bacana.
Jantar de despedida de Galápagos, em Puerto Ayora, na Ilha de Santa Cruz.
Enquanto isso na praça central uma banda de música tradicional equatoriana embalava o povo da vila em uma salsa deliciosa. Esta sim foi a nossa última noite in the Paradise Island. Mesmo com pouco tempo podemos dizer que a conhecemos razoavelmente bem, faltou irmos até Floreana conhecer suas iguanas coloridas e explorar as maravilhas intocadas de Fernandina. Hoje, sem mais pesares, digo tudo bem! Assim certamente voltaremos.
Pier iluminado de Puerto Ayora, principal cidade da Ilha de Santa Cruz, em Galápagos
Sinais de patriotismo no 4 de Julho, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Um dos principais feriados americanos, o Dia da Independência Americana é um dia festivo em todas as cidades e nas principais cidades do país. Ele concorre em importância apenas com o Memorial Day, sempre comemorado no último domingo de maio, em homenagem aos veteranos de guerra e àqueles que morreram defendendo o seu país servindo as Forças Armadas Americanas.
O elegante Chrysler Building, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Todas as cidades se preparam para a tradicional queima de fogos, algumas preparam desfiles e paradas, relembrando o momento em que os patriotas expulsaram os realistas e começaram a maior potência mundial. Uma das festas mais famosas é a de Boston, quando todos se reúnem ao redor do Museu da Independência e atores remontam a cena da leitura da independência americana, na sacada do mesmo prédio, para milhares de pessoas.
Apontando a varanda de onde foi lida para o público a Declaração de Independência, em Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Nos últimos dias vimos a cidade se enfeitar com as cores nacionais, as bandeiras de americanas dependuradas em todas as janelas e esquinas e o Rockfeller Center substituir as bandeiras de todos os países apenas por bandeiras americanas. A festa acontece no final do dia, quando todos se reúnem às margens do Hudson River guardando seus lugares para assistir ao show de fogos de artifícios que começa às 21h30.
Após passarmos a manhã no Guggenheim, descemos a pé a 5ª Avenida e no caminho encontramos Elith, amigo colombiano que vive em Nova Iorque. Conhecemos Elith em Cartagena em um bar de salsa suuuper roots, La Esquina Sandiegana. Animadíssimo e acompanhado do nosso também amigo Chris, nos levaram por bares e as melhores salsas da cidade de Cartagena! Agora, um ano depois, conseguimos finalmente nos reencontrar aqui, na capital do mundo!
Com o Elith, na Broadway, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Elith nos acompanhou em outro encontro especial marcado para o 4 de Julho: um almoço com o queridíssimo cunhado David. David, namorado de minha irmã Juliane, é inglês e vive aqui em Nova Iorque. Ele nos convidou para almoçar em um restaurante diferente e que por si só já é uma atração turística, o Ellen´s Stardust Diner.
Interior animado do bar Stardust, na Broadway, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Localizado na Broadway com a 51st Street, o restaurante estilo anos 50 americano possui um staff especialíssimo, grandes cantores e cantoras que aspiram por um papel na Broadway e que ali tem chance de mostrar e divulgar o seu trabalho cantando clássicos americanos entre uma mesa e outra. Já que não tivemos a chance de ir a um show, esta experiência foi divertidíssima e nos deu um gostinho do que rola na cena musical da Broadway.
Com o David e o Elith na Broadway, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Taí uma cena que eu nunca imaginei, Elith e David juntos! Hahaha! Entregamos David no píer 15, onde ele seguiria para a festa super exclusiva em um barco com DJ e Open Bar para ver os fogos. Animal!
O inusitado encontro do David e do Elith, em bar na Broadway, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Continuando o nosso calendário de encontros, voltamos ao nosso hotel para encontrar o casal de amigos Scott, Fátima, seus filho Zidane e a pequena Shama Yasmin. Conhecemos Scott em Paramaribo (Suriname), ele vive em DC e não conseguimos nos encontrar na passagem por lá. Assim ele trouxe a família toda à Nova Iorque para aproveitar o feriado de 4 de julho e nos encontrar.
Scott, Fatima e filhos no Bryant Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Fomos à Bryant Park, uma grande área verde em meio à loucura de Nova Iorque, logo ali, na 6ª Avenida com a 42nd Street. Nos espalhamos no granado verde, em meio aos arranha-céus nova iorquinos escutando um belo jazz da programação de verão que rola no parque. Foi muito bacana reencontrar Scott depois de tanto tempo e estrada, conhecer sua esposa Fátima e finalmente cumprir a promessa de que chegaríamos aos Estados Unidos de carro! Neste meio tempo o Zidane cresceu e até ganhou uma irmãzinha, que está com apenas 3 meses, uma fofa!
Encontro com a família do Scott no Bryant Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Ao final do dia nos despedimos da família Saldaña, que resolveu evitar o trânsito de saída e assitir os fogos já do outro lado do Hudson River. Reencontramos Elith e saímos caminhando pelas ruas do Hells Kitchen em clima de carnaval, para encontramos o melhor lugar para ver os fogos do 4 de julho. Ruas lotadas e fechadas pela NYPD até a 52nd St.
Celebração do 4 de Julho com fogos, no Hudson River, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
A quantidade de pessoas pelas ruas era impressionante! Até que nos demos conta que não valeria a pena assistir ali, naquele calor e sem vista alguma dos fogos. Passamos em um mercadinho, compramos uma cervejinha e nos mandamos para o nosso hotel, com uma vista privilegiada de toda a festa! Ar condicionado, cervejinha e a ótima companhia do nosso animado amigo Elith Palomino, não precisávamos de mais nada!
Celebração do 4 de Julho com fogos, no Hudson River, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
O Independence Day e os reencontros com amigos tão especiais que fizemos nesta estrada marcaram a nossa despedida de Nova Iorque. Uma despedida menos dolorida, pois aqui, sem dúvida alguma, ainda voltaremos.
Despedida do nosso hotel e do nosso amigo Sabam, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
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