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Livia Silva Ferreira (20/10)
Adorei ler essa pequena historia: O fazendao. Sou dessa terra maravilhosa...
Mario Sergio Silveira (19/10)
Reportagem maravilhosa, adorei. É um convite para conhecer Abrolhos. Par...
Mario Sergio Silveira (19/10)
Filha, que reportagem linda, fotos fantásticas. Este por de sol está ma...
Juliana Neitzke (19/10)
Olá aventureiros lindos, saudades de vocês dois! É muito bom passar p...
Antonio Castello Branco (19/10)
Já estou com saudades de vocês e da comida da Manú! Parece que ainda ...
Corredor lateral do nosso barco, refletindo o mar e a Isla Isabel, em Galápagos
Galápagos, as famosas ilhas que ajudaram Darwin a desenvolver a sua teoria do evolucionismo, estavam ali, diante de nossos olhos. A cada dia que passa, vamos nos dando conta que o sonho finalmente se tornou realidade. E dentre tantos imprevistos como o cancelamento do barco que havíamos contratado, formulários que não foram entregues à nova empresa, mudanças de datas, vôos, salmonelas e vulcões, olhamos para trás e vemos que tudo aconteceu como deveria acontecer.
Moréia em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)
Estamos em um dos cruzeiros mais luxuosos de Galápagos e, é claro, a diferença não foi por nossa conta. Temos um serviço de bordo espetacular, com café da manhã, lanche e toalhas quentinhos quando saímos do mergulho. Almoço e jantar deliciosos, com opções de carne e comida vegetariana, vinho tinto, cerveja e petiscos o tempo todo na sala principal. As acomodações são super confortáveis e o serviço de quarto impecável, duas vezes ao dia, com toalhas secas, banheiros limpos e cama arrumada. Imaginem como nós não estamos... Depois de 500 dias de estrada dura, pousadas e hostals dos mais variados tipos e níveis, podermos ficar 7 dias nessa mordomia!
O Galapagos Sky, nosso barco! (Isla Isabel, em Galápagos)
Estamos nos sentindo em um paraíso e também um spa de engorda! A roupa de mergulho está cada vez mais difícil de entrar! Rsrsrs! Mas tudo bem, pois o pessoal da tripulação nos ajuda a vesti-la. É mesmo muita regalia!
Hora do descanço no sun deck do barco, na ilha de Wolf, em Galápagos
Tudo isso com alguns mergulhinhos básicos com tubarões-martelo, tartarugas, moréias espalhadas por todos os lados! O Capitán Victor está certo, e continua nos lembrando disso todos os dias no seu wake up call: “...this is a new Day in the Paradise Island!”
O Capitão Vitor e o Jairo na cabine de comando do nosso barco, próximo à Isla Santiago, em Galápagos
Logo no primeiro mergulho de hoje estávamos lá esperando os milhares de tubarões martelos, moréias e cardumes de King Angel fish, e todos eles compareceram! O segundo já foi um pouco diferente, fomos até um areal conhecer a estação de limpeza marinha.
Tartaruga e estrelas-do-mar em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos
Começamos por um imenso Jardim de Enguias de Galápagos, centenas delas! Moréias passeavam e nadavam livres de um lado para outro. Tubarões de todos os tipos, Blacktips, Silks, Galápagos, lindos Guinea Fowls Puffers, um peculiar Hogfish e até os pequenos e lindíssimos blue nudibranches deram o ar da graça!
Tubarões em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)
Fechamos o mergulho com um drift delicioso, cruzando com centenas de peixes dos mais variados tipos e cores e encontramos o nosso primeiro polvo da viagem! Ele deu um show, se escondeu, trocou de cor e até nadou livre fugindo dos mergulhadores curiosos, coisa difícil de ser vista.
Polvo em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)
Hoje começamos o nosso itinerário de volta. Nos despedimos de Darwin já com saudades dos tubarões-baleia e cardumes de martelo que já fazem parte do nosso dia. Voltamos à Shark Bay em Wolf no terceiro mergulho, repetimos toda essa diversidade marinha, adicionando ainda muitas tartarugas e a graciosa Spotted Eagle Ray, nossa velha conhecida Raia Chita!
Uma linda arraia-chita em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos
O por do sol no final da tarde abrigados pela Ilha de Wolf foi mais melancólico, talvez pela nebulosidade, talvez por que sabemos que isso tudo um dia irá acabar.
Pôr-do-sol em Wolf, em Galápagos
A inconfundível silhueta de um tubarão-martelo em mergulho na Isla Wolf, em Galápagos
A nossa rotina no barco Galápagos Sky começava as 6h45, quando o café da manhã já estava servido. Café da manhã delicioso, diga-se de passagem, frutas, pães, queijos e cada dia um prato quente diferente, panquecas, ovos, arepas, etc. As 7h30 nos reuníamos na sala para o briefing do primeiro mergulho do dia.
O famoso Arco de Darwin, na ilha de mesmo nome, em Galápagos
Hoje ainda de madrugada o Capitán Vitor começou a navegar em direção a Ilha de Darwin. O tempo estava feio e chuvoso, mas os golfinhos que acompanhavam o barco não deixaram o nosso ânimo cair. Lindos saltavam e davam mortais completos, se exibindo, enquanto nos aproximávamos do imenso paredão rochoso e do famoso Arco de Darwin. Uma formação rochosa separada da ilha principal em forma de um arco, perfeito. O nosso ponto de mergulho é exatamente aí, ao redor deste arco.
Golfinho salta em frente ao nosso barco na Ilha de Darwin, em Galápagos
Um dos motivos do Arquipélago de Galápagos ter tamanha biodiversidade marinha é o encontro de diversas correntes frias e quentes, que trazem cardumes de grandes animais de todos os lados. Por isso o tipo de mergulhos praticado é o chamado “mergulho de espera”, em que os mergulhadores ficam parados próximos a formações rochosas e coralíneas em torno dos 15 a 20m literalmente esperando.
Todos à espera de um tubarão-baleia em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos
Não precisamos esperar muito e logo os cardumes de tubarões martelos aparecem! São martelos de 1,5m a 4m de comprimento, dezenas, 30, 50, as vezes até 100 martelos em um cardume!
Dois tubarões-martelo em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos
Segundo Kostia, o instrutor russo que está no barco, os martelos são os únicos tubarões que andam em grupo. Observa-se facilmente que os maiores vêm na frente para analisar o terreno, ver o que encontrarão pela frente e aí comunicam o cardume através do seus sonares.
Cardume de tubarões em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)
Estes primeiros tubarões são os que mais se aproximam de nós, chegando a menos de 2m de distância. O Rafa e a Laura receberam uma encarada de um deles a menos de 2m e este ainda abriu o boca na cara deles! Sorte que a boca dele não é tão grande, mas ainda assim impõe respeito!
Tubarão-martelo em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Henning Abheiden)
É uma pena que a visibilidade não estava melhor, os nossos 13m de visão nos deixavam ver os que estavam mais próximos e ao fundo, láááá no azul, vemos os vultos do imenso cardumes passando. No meio deles é comum encontrarmos também os Tubarões Galápagos e o Silk Shark, com um bico fino, mais cara dos tubarões que conhecemos dos filmes e fotos.
Tubarão em mergulho em Darwin em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)
Os golfinhos continuavam nos acompanhando na hora em que descíamos do barco principal em nossos botes para os mergulhos. Felizes, lindos e saltitantes! Nós estávamos ainda mais ansiosos, pois Darwin é onde mais se vêem os tubarões-baleia. Os dois primeiros mergulhos foram lindos e com muita diversidade de peixes, tartarugas e milhares de tubarões-martelos. A temperatura da água boa, perto dos 26°C. Tivemos muita sorte de vermos os tubarões-baleia em Wolf, mas não podíamos nos iludir que veríamos o tempo todo.
Tartaruga marinha em mergulho na Isla Wolf, em Galápagos
Fomos ao terceiro mergulho, confesso já sem muita esperança, quando “blin blin blin!!!” TUBARÃO BALEIA!!! A corrente estava mais forte e por isso a perseguí-lo estava muito mais difícil! Fui atrás da Glenda pelas pedras, fazendo como uma escalada submarina para guardar ao máximo as forças para as pernadas. Quando vi que ele parou de nadar e a corrente ficou mais tranquila me mandei para o seu lado e consegui chegar pertinho novamente, devia ter uns 10m! Logo ela mudou de rumo e começou a vir em minha direção, passou 2m acima de mim, tão imensa, que só me restou agarrar-me às pedras deitada de barriga para cima e vê-la passar, da cabeça à cauda, se eu esticasse o braço encostava nela! Emocionante!!!
O enorme vulto de um tubarão-baleia visto por baixo, na Isla Wolf, em Galápagos (foto retidada de vídeo)
Tubarão-baleia em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)
Voltei à superfície em estado de êxtase e sem muito tempo de falar e comemorar. Subindo no panga Laura e Rafa gritaram, “Olhem os golfinhos!!!”. Eles estavam nadando ao nosso lado, ao redor do bote, maravilhosos!!! Eu não queria subir e ir embora, mas tampouco eles queriam nos deixar. Subimos e eles foram nos acompanhando, saltando e nadando junto com o barco, sensacionais!
Golfinhos acompanham nosso barco na Ilha de Darwin, em Galápagos
Esta noite dormimos ali, abrigados em uma das baías da Ilha de Darwin, e já não bastassem todos os shows que tivemos hoje, logo depois do jantar tivemos uma cena impressionante!
Hora do jantar ao largo da Ilha de Darwin, em Galápagos
Ficamos rodeados de Galápagos Sharks pescando na luz do barco. Havia um cardume de peixes que por sua vez pescavam peixinhos vermelhos ainda menores. Como diria Sérgio Chapelen: “É o show da vida!”
Tubarões de Galápagos (quase inofensivos!) cercam nosso barco durante a noite na Ilha de Darwin, em Galápagos
Visita à fábrica e museu da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos
Seattle é a cidade-sede da maior companhia de aviação do planeta. No mundo ela é sinônimo de transporte aéreo, qualidade, agilidade e seus produtos são sinônimo de categoria. Para mim, porém, Boeing representa algo mais simples e direto, mas uma das melhores coisas da vida: viajar!
Bandeiras de todos os países que já compraram aviões da Boeing, expostas no salão de visitantes da empresa, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos
Não interessa se você está fazendo uma viagem a trabalho ou de férias, é o avião que poderá te levar e trazer em segurança (na grande maioria das vezes!) e unir você àquele destino mais sonhado, maluco e distante que você planejou. A aviação começou a fazer parte da minha vida através das viagens de trabalho dos meus pais, que vinham de seus congressos, encontros médicos e palestras com uma bandejinha fofíssima com todas as comidinhas em miniatura. Vocês lembram delas? Pois é, hoje são peça rara no mercado, mas naquela época eram customizadas em maletinhas e sempre tinham alguma novidade bacana. Fico só imaginando meus pais, com fome depois de um dia de trabalho e correria, deixando de comer aquela comidinha só para trazê-las intocadas para as filhas. Pior! Eles ainda tinham que negociar uma segunda ou terceira, para nenhuma filha ficar sem! Hahaha! Mas sem dúvida a nossa alegria em ver a maletinha da Vasp, Varig ou Transbrasil, mais do que pagava o esforço ou o mico deles, depois das longas viagens.
A Ana se fazendo de pilota de jatos, em visita à fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos
A minha primeira viagem de avião “de verdade” foi em 1995, quando fui para a Europa. Voar é sempre aquela magia, ver a terra do alto, voar sobre as nuvens e descobrir que mesmo em um dia chuvoso, o céu é azul! Mas é engraçado que mesmo estando contagiada por esta magia eu tinha total noção do privilégio que era poder entrar em um avião, não apenas pelo preço, mas por ter acesso a toda aquela tecnologia e a grande facilidade que ela proporcionava. Sou um pouco saudosa do tempo que não vivi, quando viajar para o outro lado do mundo significava tirar 2 ou 3 meses de férias, entrar em um navio por dias para atravessar o oceano e depois cruzar países e continentes inteiros em um trem, se quisesse desbravar aquelas terras do além mar.
Evolução dos voos e diminuição das escalas, no longo trajeto entre Londres e Sydney, em painel na fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos
A visão de Santos Dummont e os Irmãos Wright foi uma faísca para um futuro onde as fronteiras não são mais barreiras geográficas, mas apenas demarcações políticas. E foi o sonho de visionários como William Boeing e Donald Will Douglas, dois gênios, concorrentes e empreendedores megalomaníacos, que tornou tangível o transporte aéreo comercial em grande escala, encurtando distâncias, aproximando culturas e tornando possível realizarmos as nossas tão sonhadas viagens pelo mundo.
A tradicional foto com o fundador da companhia, na fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos
Hoje viemos então, prestar as nossas homenagens a estes gênios da aviação, que deixaram um legado impressionante, em carne e osso, ou melhor, em concreto e metal, entre aeronaves e um dos maiores centros de tecnologia do mundo, que pode ser visitado por qualquer um.
Pilotando o nosso Boeing, em visita à fábrica da companhia, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos
A Boeing nasceu do sonho e determinação de William Boeing, que depois de se formar na Yale University, fez fortuna no novo mercado madeireiro na costa oeste e construiu o primeiro seu primeiro hidroavião em 1916. Durante a primeira Guerra Mundial o governo americano se convenceu que uma força aérea seria estrategicamente superior às frotas marítimas inimigas e fez o seu primeiro grande pedido na fábrica que estava apenas começando.
Diversos aviões novos, esperando pela pintura na fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos
Hoje a gigante da aviação emprega mais de 80 mil funcionários, e fatura mais de 36,2 bilhões de dólares (dado de 2011). Através de quase um século, estes funcionários fabricaram aeronaves de passageiros, hidroaviões, helicópteros, aviões de guerra, lança mísseis, satélites e até espaçonaves!
A estrela atual da companhia, exposto na fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos
Aviões já prontos e pintados, aguardando a entrega, na fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos
O The Future of Flight Aviation Center & Boeing Tour está localizado a 25 milhas ao norte de Seattle. A fábrica é o maior edifício do mundo, com 13.385.378 metros cúbicos de área construída. Também pudera, ele abriga as linhas de montagem das aeronaves Boeing 747, 767, 777 e o novíssimo 787 Dreamliner. Vocês conseguem imaginar o tamanho desta fábrica? Para ter uma ideia, caberiam dentro dela 14 Empire States deitados! E cada uma das muitas portas tem o tamanho de um campo de futebol! A planta foi concebida em diferentes níveis para facilitar a montagem dos gigantes do ar, desde a fuselagem até a instalação das turbinas, última peça a ser colocada no produto, e pintura.
O gigantesco prédio da fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos. Cada porta é do tamanho de um campo de futebol!
O tour dura uma hora e meia, é super organizado e pode reservado pela internet neste site. Ele se inicia com um vídeo sobre a companhia, segue de ônibus e a pé pelas dependências da fábrica. Eu fiquei impressionada com a infraestrutura montada para receber os visitantes, desde as plataformas especiais, telas com vídeos e informações no meio da planta fabril, microfone e autofalantes para que todos possam acompanhar as ótimas informações passadas pelo guia, até o pequeno museu montado na entrada da fábrica. O museu apresenta painéis com a história e a linha de produtos, peças dos aviões, exemplos de funcionamento de turbinas, a cabine do piloto e até um simulador de voo (por 8 dólares extras). A visita é uma viagem no tempo, ao início do século, quando construíram o primeiro avião, e a um futuro muito mais ágil e sustentável. Super indicamos a visita!
Hall de exposições na fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos
Em tempo: se você é especialmente interessado no assunto, indicamos também o Museum of Flight, ao sul de Seattle, com uma exposição mais extensa sobre o tema e até o Air Force One para ser visitado. Nós não tivemos tempo de visitá-lo e acabamos optando por conhecer a fábrica da Boeing em Everett. Mas se você tiver tempo não deixe de conferir, todos que foram adoraram! Vejas as dicas detalhadíssimas dos nossos amigos MauOscar neste link.
Painel mostrando a busca por novas tecnologias, na fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos
Céu noturno no Caraça - MG
Ontem chegamos ao Caraça já eram quase 20h. Fomos à espera do famoso lobo-guará, amigo dos padres do Caraça que o alimentam todos os finais de tarde. A comida fica em uma bandeja atrás da igreja do Santuário do Caraça, mas infelizmente ele não apareceu. Acho que já tinha comido o suficiente um pouco mais cedo.
A Ana esperando a aparição dos lobos no Caraça - MG
O Santuário do Caraça foi fundado em 1774 pelo Irmão português Lourenço de Nossa Senhora. Quando ele morreu deixou o santuário em seu testamento à Coroa Portuguesa que mais tarde doou para a Congregação da Missão, responsável hoje pela RPPN – Reserva Natural do Patrimônio Particular Santuário do Caraça. Lá funcionou um Colégio e Seminário durante 150 anos, um dos melhores do país, formando diversos Presidentes de Província e 2 Presidentes do Brasil. Em 1968 aconteceu um incêndio do colégio, 90 crianças estavam no prédio, no entanto nenhuma ficou ferida. Desde então o colégio deixou de funcionar, toda a estrutura antiga foi restaurada e hoje é utilizada para receber visitantes e peregrinos.
Igreja do Santuário do Caraça - MG
Vitrais no Interior da Igreja do Santuário do Caraça - MG
O Caraça possui uma área com mais de 10 mil hectares preservados, onde se encontram cachoeiras, piscinas naturais e diversos picos, dentre eles o mais alto da Serra do Espinhaço. Aqui devo fazer uma observação importante! Quando estivemos em Milho Verde soubemos que o Pico do Itambé seria o mais alto do Espinhaço com 2055m. Agora, com novas informações recebidas aqui no Caraça, descobrimos que esta informação estava errada. A montanha mais alta desta serra é o Pico do Sol, com 2072m de altitude.
Um dos vales do Caraça - MG
Deixamos o pico para a volta, conhecemos apenas uma das cachoeiras, a Cascatona, a 6km da sede. A Cascatona é linda, imensa e a trilha muito gostosa. A volta é um pouco cansativa, uma bela subida, mas quase sempre na sombra.
Parte de baixo da Cascatona, no Caraça - MG
No retorno ainda esticamos para o Cruzeiro, conhecemos o museu e o calvário onde esteve D. Pedro II em uma de suas incursões ao Caraça. Existem relatos de D. Pedro II em seu diário sobre o Caraça e suas lembranças de quando seu pai D. Pedro I esteve aqui, já o achando muito antigo. Andou por todas as trilhas, teve aulas em grego, latim, francês, espanhol e discutiu com o professor de Direito Canônico, alegando que muitas vezes havia abuso de autoridade por parte dos eclesiásticos. Além de um patrimônio natural o Caraça também é patrimônio histórico mineiro e nacional!
Santuário do Caraça - MG visto do Cruzeiro
“Só o Caraça vale toda a viagem à Minas Gerais.” - D. Pedro II.
Continuamos no nosso cronograma de viagem infelizmente acelerados, para podermos fazer a América caber nos 1000dias. Finalizamos o dia viajando para Mariana e jantando em Ouro Preto. Lá encontramos o Lulu, nosso sobrinho que está viajando com a escola em um roteiro muito parecido com o nosso nos últimos 3 dias. Ao final os 30 jovens fizeram um ensaio em coro de duas músicas que serão apresentadas na peça de final de ano. Fiquei até emocionada! Nossa próxima aventura: um mergulho na Mina da Passagem aqui em Mariana.
Com o sobrinho Luís Paulo em Ouro Preto - MG
Assunto recorrente e pergunta freqüente: ahhh, mas então vocês voltam para casa?!?
Bela araucária no Vale do Matutu - MG
Alguns retornos estavam no nosso roteiro sim, o primeiro foi para ver a minha sobrinha linda que nasceu durante a viagem. O segundo foi para o casamento de amigos de infância que eu havia prometido que iria antes mesmo que começar a viagem. A terceira vez é um pouco diferente. O nosso roteiro já passaria pelo Paraná para entrarmos no Paraguai, de onde continuaremos para o sul da Bolívia, Argentina e Chile.
Dani e a filhota em Curitiba - PR
Agora, imaginem vocês, estamos a quase um ano longe da família e dos amigos e a apenas 2 ou 3 horas de viagem. É claaaro que vamos dar uma passadinha em casa para vê-los e ainda resolveremos algumas pendências burocráticas da viagem. É, não pensem que viajar 1000dias é fácil, além das saudades, aparecem questões como: renovação de passaportes, regularização de títulos de eleitor, seguro do carro, seguro de saúde, médicos, etc.
Conseguindo a Carteira Internacional de Vacinação, em Fortaleza - CE. Pronta para sair do país!
São coisas que podem ser resolvidas em outros lugares, mas com maior dificuldade. Afinal, teríamos que ficar parados 8 dias até receber o novo passaporte em outra cidade qualquer, então por que não em Curitiba?
O Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba - PR
Entretanto, isso não atrasou a viagem. Diante de tantos questionamentos acabamos fazendo uma votação com os amigos que acompanham o projeto e conhecem bem os meandros de cada pit stop em Curitiba e decidimos: o tempo em Curitiba não será contabilizado. Além disso, estamos reorganizando todo o nosso cronograma de viagem em função dos passaportes e visto do Canadá para o Rodrigo. Iremos antecipar a viagem pelas Serras Catarinenses e Gaúchas enquanto o passaporte está no processo de visto, afinal não temos como sair do Brasil sem ele.
Andando de carro na praia da Juréia
Quando entramos em Curitiba a nossa sensação foi a mais estranha possível. Parecia que nem havíamos saído daqui, é como se a viagem nem tivesse começado! Não é nem aquele sentimento de retrocesso, que muitos (e nós mesmos) se perguntam se teremos quando a viagem acabar. Será que vocês irão agüentar? Ao mesmo tempo em que é uma delícia pararmos um pouco, aproveitarmos as coisas de casa, comidinhas da mãe, reencontro com os amigos...
Conversando com o pai pelo Skype, em Fortaleza - CE. Viva a internet!
Nós também ficamos com a sensação de que algo está errado, de que temos que ir embora! Nosso modus operandi já mudou, já nos acostumamos a ser ciganos, a não ter casa e não dormir em um mesmo lugar por mais de 3 dias. É confuso realmente. Isso só nos reforça a certeza de que estamos no caminho certo e que terminaremos este projeto daqui 600 dias com a mesma alegria, pique e força com a que começamos.
Andando de carro na praia da Juréia
O "encontro das águas", ponto de encontro entre o Rio Negro e o Rio Solimões, formando o Rio Amazonas
O embarque no caótico porto de passageiros nos prepara para o que pode vir a ser a viagem. Milhares de pessoas carregando e descarregando os barcos, vendendo todos os tipos de bugigangas, relógios, celulares, óculos, redes, guarda-chuvas e outras quinquilharias made in China. As barracas no píer flutuante por sua vez vendem o lanche ou o almoço dos passageiros, dos corajosos, obviamente.
Ana filmando o movimento de embarque no porto de Manaus - AM
Encontramos a Fiona, descarregamos nossas mochilas e voltamos à feira para comprar víveres para as próximas 30 horas de viagem. A saída do barco atrasou, uma hora e meia depois do previsto estávamos partindo em direção à Santarém.
Navegando no "encontro das águas", ponto de encontro entre o Rio Negro e o Rio Solimões, formando o Rio Amazonas
Maior rodovia do estado, o Rio Amazonas tem um papel fundamental na vida da região. Milhares de embarcações sobem e descem o rio transportando suprimentos, mercadorias e passageiros de comunidade em comunidade. Em uma área em que a construção de estradas é uma tarefa praticamente impossível, senão pelas florestas e condições climáticas, pela liberação da licença ambiental.
Barco deixa o porto de Manaus - AM carregado de passageiros
O Rio Amazonas se forma do encontro das águas brancas do Rio Solimões e escuras, do Rio Negro. A sua diferença de cor se deve à sua origem. As águas do Solimões têm origem na Cordilheira dos Andes, águas de degelo em solo de formação geológica mais recente e que por isso desce mais barrenta, cor de café com leite. Já as águas do Rio Negro correm por uma região de solo mais antigo, as florestas dominam a área e em contato com a água liberam nutrientes, participando desta coloração escura, parecida com chá mate. Suas águas não se misturam imediatamente, a diferença de temperatura e densidade faz com que elas corram paralelas por algum tempo, sendo fácil de distingui-las pela cor.
Encontro das águas escuras do Rio Negro com as águas claras do Rio Solimões
O Encontro das Águas é uma das principais atrações em Manaus, não apenas pela beleza do cenário, mas por estarem formando o maior rio do mundo, são mais de 300 milhões de litros de água despejadas no Oceano Atlântico por segundo.
Navegando pelo rio Amazonas
Outra curiosidade é que o Rio Amazonas nem sempre correu em direção ao Atlântico. Há aproximadamente, 150 milhões de anos, quando os continentes ainda estavam se separando e a cordilheira dos Andes ainda nem havia se formado, o rio corria em direção ao Oceano Pacífico. Prova disso é a similaridade de algumas espécies de arraias encontradas no rio, aparentadas com as encontradas naqueles mares. O solo encontrado na bacia amazônica também contém propriedades que comprovam esta teoria. Mais tarde a cordilheira começou a subir e aos poucos o rio começou a mudar o seu curso. Durante um longo período ele se tornou um imenso mar de água doce, dentro do continente, uma vez que uma cadeia de montanhas próxima a Parintins bloqueava o seu curso. Com o passar dos anos a força da água cavou a sua passagem e abriu caminho até o Oceano Atlântico, como conhecemos hoje.
Nosso barco, Luiz Afonso, no porto de Manaus - AM, antes da viagem à Santarém
A viagem no Luis Afonso é super tranquila, diferente do que estávamos esperando. A imagem que eu tinha era daquele povaréu bebendo e dançando aquelas músicas bregas em altíssimo volume. Nada disso. Nosso barco foi perfeito. O primeiro andar é o piso de carga e mercadorias. Como não estava cheio então algumas poucas pessoas amarraram suas redes ao lado da Fiona. No segundo andar, além de banheiros, centenas de redes amontoadas formam uma comunidade colorida e preguiçosa. A maioria das pessoas ali se instala e só levanta para ir ao banheiro, se revezando entre os amigos e conhecidos para cuidar de seus pertences.
Redes ocupam o convés superior do nosso barco de Manaus à Santarém
O terceiro e último andar tem uma área aberta, com um somzinho comedido, uma área de redes e o bar com uma televisão 50 polegadas. Tem até uma tecnologia avançadíssima para movimentar a antena em busca de sinal, como o barco está em movimento, uma engenhoca parecida com um periscópio de submarinos faz o trabalho.
O canto mais interessante do nosso barco para Santarém
Hoje saímos de Manaus, avistamos as comunidades que seguem até Itacoatiara, última cidade que possui acesso pela estrada. Foi a única parada para carga e descarga e seguimos viagem rio afora. O pôr-do-sol rosado sob as nuvens de chuva foi sensacional!
Fim de tarde em dia nublado no Rio Amazonas, à caminho do Pará
Mais tarde a chuva venceu e a noite foi agitada para os tripulantes, prendendo as lonas de proteção que haviam soltado com o vento. Nós dormimos dentro da Fiona mesmo, uma noite apenas, preferimos não comprar redes. Noite mal dormida, muito quente, mesmo com as janelas abertas. Daqui a pouco o sol irá nascer, boa noite.
Fiona no convés inferior do barco Luiz Afonso, à caminho de Santarém - PA
Primeira Praia, em Morro de São Paulo - BA
Um dia de viagem de um lugar tão bacana, precisa de uma despedida à altura. Mesmo morrendo de sono, acordamos cedo e fomos nadar da praia até a Ilha do Caité, também conhecida entre nós como a Ilha do Paulinho. Há muitos anos atrás o Rodrigo viajou para cá e fez esta mesma travessia, que da praia parece muito próxima do que realmente é. Maré vazia e vazante, nadamos aproximadamente 400m e logo chegamos neste banco de areias e coral em frente à terceira praia. Exploramos a ilha, suas mini-piscinas naturais e seus corais, escrevemos nossos nomes e apreciamos Morro de São Paulo de um novo ângulo, sabe que dali ela fica ainda mais simpática, parece uma pequena vila.
Tomando banho na Primeira Praia, em Morro de São Paulo - BA
Começamos a nadar novamente para a praia e ao lado dos meus pés, ainda nos corais rasos, eu avistei uma cobra do mar, amarela pintada de marrom. Eu nunca tive medo de cobra no mar, sei que são do bem, ainda mais quando eu estou toda equipada para mergulho autônomo. Porém desta vez foi diferente, a vi ali ao meu lado passando por onde eu andava. Tentei manter a calma, mas ela rapidamente se virou para a minha direção! Eu, que estava vagarosa e cuidadosa com os corais, não levei um minuto para estar no fundo, nadando para bem longe dela!
Com o Tasso, da Pousada Porto dos Milagres, em Morro de São Paulo - BA
Voltamos para a vila já para nos preparar para a ida à Salvador. Conversamos longamente com o Tarso, dono da pousada onde estávamos hospedados, enquanto tomávamos uma caipirinha de tangerina deliciosa preparada por Renato. Tarso nos contou como eram os seus tempos de infância e adolescência na vila de pescadores de Morro de São Paulo. Tempos estes em que os veranistas, arretados, tiveram que fazer uma vaquinha para comprar um trator para cuidar do lixo e um gerador de eletricidade. Hoje a pousada dele fica onde era a casa que seu pai comprou de um pescador e ele diz que prefere Morro como é hoje, tem mais agito, pessoas para conversas e meninas para observar.
Igreja matriz de Valença - BA
Pegamos a barca de Morro para Valença e só no caminho descobrimos que ela parava mesmo era no atracadouro e dali deveríamos pegar um ônibus para Valença. Fomos nós, busão acima e estrada abaixo até o estacionamento da Fiona. Fui dirigindo até o ferry-boat para Salvador, achei que seria mais perto, mas foi uma longa viagem, que começou em Morro as 16h e só terminou na casa de Mônica as 22h. Long way, mas não vejo a hora de matar as saudades dessa terra, ainda mais tão bem acolhidos por minha mainha baiana, mesmo depois de 11 anos longe!
O rio que corta Valença - BA
Praia de Cape Santa Maria, em Long Island - Bahamas
Hoje o dia começou cedo. Acordamos às 7h e resolvemos explorar uma das principais praias do norte da Ilha, Cape Santa Maria. Uma praia paradisíaca! Fica a 15 km de distância de Stella Maris. Ao invés de alugarmos um carro ou irmos de táxi aproveitamos a bicicleta que o hotel nos dava na faixa e resolvemos pedalar até lá. Tínhamos que ser rápidos, pois às 11h da manhã já tínhamos agendado a ida ao Dean´s Blue Hole. A pedalada foi ótima, uma Caloi super confortável e uma estrada tranqüila, sempre em mão inglesa. Fizemos estes 30 km em 2 horas, com um intervalo de 30 minutos para tomar um banho de mar completamente sozinhos naquela praia paradisíaca! A água era azul fosforescente, mesmo sem sol!
Seguimos para o Blue Hole, ansiosos por dois grandes acontecimentos: assistir ao Free Dive Suunto Chalange, um campeonato organizado para desafiar os 16 melhores apneístas do mundo! Eu e o Rodrigo fizemos o curso de apnéia no Brasil, então estávamos empolgadíssimos para assistir a competição. O segundo evento era o mergulho em um buraco de mais de 210m de profundidade. Chegando lá infelizmente a competição já havia acabado, mas por 2 minutos encontramos ninguém menos do que a nossa amiga Carol Sharappe, campeã brasileira e recordista sul-americana (veja mais detalhes no post “mundo pequeno”).
Dean's Blue Hole - Long Island - Bahamas
O cenário desta competição é algo impressionante. Uma praia protegida pelos corais, de areias branquinhas e água turquesa, que ali, há 3 metros de distância tem um buraco de 210 metros de profundidade! Ninguém sabe explicar ao certo como se formou, O Dean´s Blue Hole não é o único aqui na região, que possui em torno de 30 como ele, mas é o mais profundo. Lugarzinho mais ou menos... Nós nos preparamos para mergulhar, ao lado da estrutura montada para a competição e não nos agüentamos, tivemos que brincar ali também. Lembramos das técnicas de respiração que a Carol nos ensinou e praticamos um pouquinho a nossa apnéia. Não tivemos muito tempo para nos concentrar e relaxar, mas ali, naquele azul maravilhoso não foi difícil para o Rodrigo chegar aos 20m e eu aos 16m. Com mais um pouquinho de treino acho que bateríamos nossos recordes da pedreira (Ro, 30m e o meu 23m). Dá até raiva de pensar que com cilindros e toda aquela parafernália nós só vamos poder ir até 30 metros, enquanto hoje o recordista mundial já chegou até os 114m! Mas, fazer o que... Temos que lidar com as nossas limitações.
Se preparando para mergulhar no Dean's Blue Hole - Bahamas
O mergulho no blue hole é diferente dos outros que fizemos até agora para o famoso fishwatching. A paisagem é de uma beleza especial. Uma caverna com águas transparentes e uns 50 metros de diâmetro em formato cônico, que quando mais você desce mais ela se abre e mais escura fica. Levamos lanternas e percebemos que mesmo descendo a 30 metros, não chegaremos nem perto de imaginar o que é que existe lá no fundo. Ali é fácil perceber como a luz é essencial para a vida. Lá no escuro não encontramos nenhum peixe, só alguns musgos, alguns tipos de esponjas e quase um jardim daquele bicho que parece uma flor que se recolhe no seu buraco, o mesmo que o James Cameron se inspirou para o jardim do Avatar, ainda vou descobrir o nome. A partir dos 20 metros começamos a ver alguns tarpons e aos 15 todos os outros peixes, até a praga do Lion Fish chegou lá. Mas a visão mais bonita é quando estamos bem no meio dele e olhamos para cima, aquele círculo azul super iluminado é maravilhoso, vimos até uma cachoeira de areia, que caía aos poucos enquanto alguém andava lá em cima.
Saltando no Blue Hole - Bahamas
Pra fechar o passeio com chave-de-ouro, ainda descobrimos uma escada que ia até as pedras que circundam o blue hole, com uns 7m de altura. Quem viu e nos convidou foi o Doug, um americano super bacana que veio pilotando seu próprio avião de New Jersey até Long Island. Primeiro fomos nós, eu e Doug saltar lá de cima, depois o Rodrigo não agüentou e acabou se rendendo. Eu subi as duas vezes, estava tão empolgada que parecia uma criança! Voltando pela estrada ainda paramos no Max, bar de beira de estrada, mas com uma super personalidade. Tomamos uma Guinnes de garrafa, produzida nas Bahamas e brindamos com o grupo ao Robert, ao Blue Hole, às Bahamas!
Saltando no Blue Hole - Bahamas
De volta ao hotel, nós e o Doug fomos direto conhecer uma caverna próxima muito usada para festas no inverno, tem até uma infra lá com mesinhas de pedra e uma churrasqueira improvisada. A atração acaba sendo os seus habitantes, dezenas de morcegos! É, esse dia não acaba mesmo... Voltamos para o hotel, tomamos um ótimo banho de piscina de frente para o mar e fomos ver o pôr-do-sol no mirante, enquanto Doug nos contava mais como foi a sua aventura de fazer sozinho o primeiro vôo internacional. Ele até nos ofereceu uma carona para o Deadsman Cay, para assistirmos a Carol amanhã cedo, mas isso ia depender se conseguiríamos mudar o nosso vôo.
Jantar delicioso, boas conversas e uns drinks de despedida no bar do hotel, conversando com o Robert, nosso amigo, dive master e filósofo e Doug, ótima companhia para os mergulhos e longas conversas sempre interessantes. É, um longo dia em Long Island, mais um dia que vai deixar saudades!
Bar na estrada em Long Island - Bahamas
Peixe-boi no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM
No destino de todos os aventureiros e viajantes que passam pela região amazônica, Presidente Figueiredo oferece diversas opções de trilhas e cachoeiras em meio à famosa Floresta Amazônica. As cachoeiras ficam todas espalhadas ao longo da BR-174 e da estrada que sai em direção à Balbina, todas sinalizadas pela quilometragem onde se encontram.
A floresta ao redor da cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM
No km 51 encontramos a Cachoeira da Neblina, nossa primeira vítima do dia. Trilha de 12km, caminhada de 1h30 em passos rápidos e trilha sem manutenção. Não sei por que cargas d´água o Rodrigo encasquetou de conhecer esta cachoeira, mas me pareceu uma boa ideia e lá fomos nós.
Longa caminhada na floresta para se chegar à Cachoeira da Neblina, em Presidente Figueiredo - AM
É uma das mais distantes e menos exploradas (pensando bem, acho que foi por isso! rsrs), já que o próprio proprietário não tem interesse em divulgar a cachoeira, pois usa esta área para fins de pesquisa.
Caminhando na floresta amazônica, próximo à Presidente Figueiredo - AM
Mesmo sem manutenção a trilha não precisa de guia, embora longa, é praticamente plana o tempo todo. Nesta época de chuvas as cachoeiras da região estão todas lotadas de água, são cachoeiras em proporções amazônicas! Segundo o responsável pelo sítio, na época seca é possível nadar neste lago e passar por detrás da cortina d´água. Impossível imaginarmos uma cena dessa tamanha a quantidade de água!
Cachoeira da Neblina com muita água, na estação de chuvas. (em Presidente Figueiredo - AM)
Seguimos com as nossas explorações, agora em direção à Represa de Balbina. Mais um daqueles lugares que não sabemos se ficamos com raiva ou felizes. Uma imensa área de floresta foi alagada para a construção da Hidrelétrica de Balbina, sabe Deus quantas espécies podem ter se perdido e quantos animais se afogaram.
Arara no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM
Por outro lado esta hidrelétrica trouxe o desenvolvimento para esta região, suprindo energeticamente as cidades de Manaus, Presidente Figueiredo e redondezas. Ainda que alterada, não podemos reclamar em nada da nova paisagem formada. O lago é lindo e é casa para botos e diversas outras espécies de peixes amazônicos.
A represa de Balbina - AM
O Tarzan, pescador vindo do Acre, me ensinou como chamar os botos, que demoravam a aparecer. Bati duas pedras, fazendo um som embaixo d´água que atrai os botos. Alguns minutos depois eles estavam ali, um casal lindo nadando há apenas 15m do Rodrigo. Fantástico!
Nadando na represa de Balbina - AM
Tínhamos a esperança de almoçar aqui no restaurante do Miranda, mas infelizmente chegamos atrasados. Ficamos empolgados com a visita no centro de pesquisas que é mantido pela hidrelétrica. Lá pudemos ver uma anta com seu filhote, peixes-bois de todos os tamanhos e idades, tartarugas de água doce e inclusive uma albina!
Tartaruga albina no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM
Em grandes viveiros eles mantém araras de todas as cores, papagaios, mergulhões e tucanos belíssimos. Todos estes animais foram resgatados e/ou apreendidos pelo Ibama e estão em processo de reabilitação.
Vistoso Tucano no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM
Terminamos o nosso tour de hoje no km 58, na Cachoeira da Pedra Furada. Uma das únicas quedas d´água em que é possível se banhar na região. Outras corredeiras ou remansos até possuem área de banho, mas cachoeira mesmo, de entrar em baixo e massagear as costas, nesta época a Pedra Furada é uma das únicas. A formação é super curiosa, o rio escorre pela pedra que é literalmente furada, deixando a queda com uma forma diferente e muito bonita!
Os furos na pedra da cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM
Mesmo depois de um dia corrido e cheio como este, retornamos à cidade, olhamos o mapa e constatamos que não vimos 10% de tudo o que a região oferece. Mas tudo bem, amanhã tem mais!
A cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM
Peças mayas expostas no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México
A cidade colonial espanhola de Mérida foi construída exatamente sobre T´ho, uma antiga cidade maia. As pedras que formavam os templos de T´ho, hoje formam o templo católico, vulga Catedral de Mérida (ou Catedral de San Ildefonso), em frente à mesma Gran Plaza utilizada pelos nativos quando Francisco de Montejo conquistou a cidade no ano de 1542.
Em escultura nada sutil, um conquistador aparece pisando sobre os indígenas conquistados (em Mérida, no sul do México)
Domingo ensolarado. Em um passeio num pela Gran Plaza lotada com barraquinhas oferecendo cochinita pibil, tortillas de maíz e dezenas de pratos yucatecos, não é difícil imaginarmos a feira nos dias de glória de T´ho, quando as mulheres preparavam as mesmas tortillas de maíz, cestos de henequén e ponchos coloridos de fibra de maguey. Basta soltarmos a imaginação e transformarmos a igreja em uma pirâmide, a Casa de Montejo em um centro administrativo e apagar os carros e motos que giram nas ruas ao redor.
Mercado popular na principal praça de Mérida, a capital do Yucatán, no México
A arquitetura colonial de Mérida é das mais realistas possíveis, preservada até onde a vida moderna permite, sem planos de comunicação visual especial para seus restaurantes, tomada por fios de luz e gatos de TV a cabo, exatamente como se imagina uma cidade (colonial) latino americana. Andar pelas ruas de Mérida, sem grandes pretensões, é uma boa forma de sentir a cidade. A Calle 60 é a rua mais bonita, com os prédios da Universidad de Yucatán e do Teatro Peón Cortreras como grandes destaques.
Caminhada pelo centro histórico de Mérida, a capital do Yucatán, no México
Fachada da catedral de Mérida, a capital do Yucatán, no México
Já a melhor forma de viajar na história dos maias e da conquista da região é com uma visita rápida ao Palácio Municipal e observar os murais do Pacheco, que contam desde a origem do homem de maiz (milho), até a chegada dos espanhóis.
Pintura moderna mostrando a importância do milho para os povos do Yucatán (em Mérida, no sul do México)
Quem se habilita a ler um texto no idioma maia? (em Mérida, no sul do México)
A Mérida espanhola e dos conquistadores é vista na Casa de Montejo na Gran Plaza, construída em 1549 e com uma bela coleção de mobiliário europeu que passou por todas as gerações da família.
Passeando em dia de chuva pelo centro histórico de Mérida, no sul do México
Interior da Casa de Montejo, a família que conquistou o Yucatán (em Mérida, no sul do do México)
A umas dez quadras da praça central está o Paseo Montejo, uma avenida construída no final do século XIX ladeada por imponentes mansões construídas pelas famílias ricas da cidade na mesma época. Ali começamos a ter uma visão da Mérida moderna, um Irish Pub, um restaurante italiano, outro cubano com ar mais requintado, frequentado pelas classes média e alta de Mérida.
Os grandes e centenários casarões do Paseo Montejo, em Mérida, a capital do yucatán, no México
Monumento Nacional, no final do Paseo Montejo, em Mérida, no sul do México
A cidade que desde a colonização espanhola se colocou como centro cultural da Península do Yucatán, se esforça para manter o título. Dos diversos museus, dentre eles o Museu de Arte Contemporânea , Arte Popular de Yucatán, Museu da Cidade e o Museu de Antropologia Regional, acabamos escolhendo o novíssimo Museu da Cultura Maya para visitar.
A imponente fachada do Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México
A exposição começa com um belo vídeo sobre a história geológica da península, incluindo a evento cataclísmico do meteoro que extinguiu os dinossauros até a história e a cultura dos mayas que ainda formam a maioria da população do estado do Yucatán. Painéis escritos em maya yucateco, terceira língua mais falada no México, contando sua história e conectando o passado e o presente de uma forma muito interativa e especial.
Caminhando sobre o mapa do mundo maya, no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México
Réplica de uma cova maya exposta no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México
Ainda no começo da exposição eu conheci um simpático casal de mexicanos, ele chilango (DF) e ela yucateca, com sua linda filhinha. O carisma e a receptividade dos dois foi tão envolvente que eu não consegui mais ver praticamente nada do museu. O Rodrigo já estava adiante e nós seguimos passeando pelos corredores, pescando informações, trocando histórias e os conhecimentos adquiridos na prática, nas suas casas e com suas famílias. Me contaram como comemoram o dia dos mortos, desenterrando os restos mortais dos defuntos queridos logo no terceiro ou quarto ano depois da morte e, no dia dos mortos, lavando-os e comemorando com suas comidas, bebidas e vestes preferidas. Ate nos ajudaram a montar um roteiro pelo sul do estado, duas figuras muito especiais!
Novos amigos, uma simpática família que também visitava o Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México
Durante a noite a cidade também é muito ativa, na nossa primeira passagem por lá eu e a Val fomos conferir a balada na Mérida moderna. O norte da cidade é uma cidade como todas as outras, grandes construções e um corredor de baladas, bares e danceterias. Era um sábado e a bola da vez era uma boate chamada “Más de 30”. Era a única que estava cheia, então as trintonas aqui decidiram encarar a banda tipo baile, com 5 cantores diferentes para dar umas boas risadas.
Uma das muitas divindades mayas, em exposição no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México
Na nossa segunda passagem pela cidade, já depois de deixar a Valéria no aeroporto de Cancun, foi a vez de uma tradicional Noite Mexicana. No início do Paseo Montejo estava montado um palco com apresentações dos grupos de danças típicas vindos de Veracruz, Campeche e aqui mesmo do Yucatán, com lindos sapateados e ternos brancos, como chamam por aqui estes belos vestidos rodados.
Apresentação de danças e trajes típicos durante festa em praça de Mérida, a capital do Yucatán, no México
Apresentação de danças e trajes típicos durante festa em praça de Mérida, a capital do Yucatán, no México
Aos que vieram por Cancún e já chegaram até aqui, não deixem de conhecer as ruínas de Uxmal e com tempo, reservar um dia para fazer a Ruta Puuc, passando por mais 5 pequenas ruínas maias, e programando um belo almoço em uma das fazendas de henequén na região. No caminho para cá vocês também já devem ter passado pela turística pirâmide de Chichen Itzá e o Pueblo Mágico de Valladolid, assuntos do meu próximo post.
Banco especial para namorados, no Paseo Montejo, em Mérida, no sul do México
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