0
arqueologia cachoeira Caribe cidade histórica Estrada mar Mergulho Montanha parque nacional Praia Rio roteiro Trekking trilha
Alaska Anguila Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Galápagos Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Venezuela
joao alho (22/09)
sou santareno. fiquei emocionado com suas postagens e fotos da minha cida...
Perdao (21/09)
Ai casal!! Da lhe pão de queijo!!! Tudo muito lindo!! Abracao...
Renata (20/09)
Eo meu parque favorito em Alberta. Parabens pelo post. Deu pra matar saud...
Boia Paulista (20/09)
Oi, Aninha :) Tudo bem? Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do ...
Jane Gordon (19/09)
Oh my gosh, such beautiful memories!! I had such an amazing time with you...
Linda paisagem no Parque Nacional Cajas, na região de Cuenca, no Equador
O Parque Nacional Cajas está localizado a cerca de 20km à oeste de Cuenca. O parque foi estabelecido no ano de 1977 com o objetivo principal de preservar os “humedais”, terras úmidas responsáveis pela captação da água da chuva e formação dos principais rios que banham a região.
Solo esponjoso coberto de humedais no Parque Nacional Cajas, na região de Cuenca, no Equador
O nome Cajas tem origem na palavra quéchua “caxas” que significa frio. Há outra versão que afirma ser outro o motivo, ligando o formato de “cajas”, ou caixas, às centenas de lagoas e milhares de lagoinhas encontradas no parque.
Um dos pontos mais altos do Parque Nacional Cajas, na região de Cuenca, no Equador
O que nos interessava lá, porém, não eram as suas lagoas e sim as suas montanhas. No processo de aclimatação para a subida aos vulcões, principalmente para o Rafa, que está há pouco tempo acima dos 2.500m e vai tentar comigo o cume do Cotopaxi a 5.897m. Laura já está se sentindo muito melhor, veio caminhar conosco hoje, mas não poderá abusar e terá um programa alternativo.
Flores no Parque Nacional Cajas, na região de Cuenca, no Equador
Contratamos um guia local indicado por uma agência de Cuenca. Gustavo conhece bem a região e montou um roteiro especial para o nosso objetivo, incluindo uma das montanhas mais altas e de ascensão mais rápida, já que não tínhamos tempo.
Apontando a montanha que subimos, no Parque Nacional Cajas, na região de Cuenca, no Equador
A altitude mínima do parque é de 3.150m.s.n.m. em Llaviuco e a máxima de 4.450m.s.n.m. no alto do Cerro Arquitetos. Começamos caminhando entre lagoas, humedais e lindíssimas bromélias de flores azuis, até um lindo quinual. Não confundir com a quinoa, cereal muito utilizado pelos povos andinos.
As flores azuis de uma bromélia no Parque Nacional Cajas, na região de Cuenca, no Equador
A quínua é uma árvore encontrada em regiões de clima úmido e frio, sendo o Equador o país com maior numero de bosques desta espécie. A vimos também em Huaráz, no Perú, e lá ela possui o nome de Papillón, já que sua característica principal é o tronco folheado. A casca possui uma fina casca parecida com papéis antigos.
Árvore de Quinua e seu tronco com "folhas de papel", no Parque Nacional Cajas, na região de Cuenca, no Equador
Este bosque também é uma das casas para os ursos de anteojos, única espécie de urso existente na América do Sul, encontrado apenas aqui no Equador. Suas aparições são raríssimas e ele geralmente está nas áreas mais isoladas do parque.
Um bosque aos 4 mil metros de altitude, no Parque Nacional Cajas, na região de Cuenca, no Equador
Já aquecidos, seguimos para o Monte São Luiz com 4.200m de altitude. A subida é bastante íngreme e, somada à altitude, conseguiu nos deixar com os bofes de fora. Durante a caminhada o tempo foi piorando, uma garoa fina e bastante vento deixavam os ânimos ainda mais baixos. Chegamos ao topo com uma linda vista da neblina com uns 5m de visibilidade, perfeito!
Com a Laura no Parque Nacional Cajas, na região de Cuenca, no Equador
Era um circuito, Laura chegou a pensar em voltar pelo mesmo caminho, mas Gustavo insistiu que o circuito seria mais leve e mais rápido. Menos de 10 minutos depois, como em um passe de mágica, as nuvens começaram a dispersar e nós tivemos uma vista completa do parque. Simplesmente fantástico!
Visual do Parque Nacional Cajas, na região de Cuenca, no Equador
O efeito surpresa deixou todos ainda mais embasbacados. Montanhas, lagoas, rios e até cachoeiras pudemos avistar dali, do alto da cordilheira oriental avistando ao longe a cordilheira ocidental, que corta todo o país. Não dava vontade de ir embora...
Um dos pontos mais altos do Parque Nacional Cajas, na região de Cuenca, no Equador
Continuamos caminhando pelos páramos, humedais e topamos com lindíssimos licopódios, planta medicinal muito utilizada na homeopatia que é uma das mais antigas no mundo, parte das plantas pré-históricas que sobrevivem até hoje.
Licopodios, uma planta pré-histórica no Parque Nacional Cajas, na região de Cuenca, no Equador
Laura e Rafa encurtaram o passeio e nós ainda continuamos, desbravando um quinual sem trilha com árvores centenárias. O final da caminhada fiz com os pés descalços, aproveitando a energia mais pura e limpa desses humedais, água fria e gramíneas macias que iam massageando os pés e energizando a alma. Dica de um indígena ao Gustavo quando ele sofria de repetidas pneumonias, e não foi que funcionou?
Momento zen, com os pés descalços no confortável solo do Parque Nacional Cajas, na região de Cuenca, no Equador
Voltamos à cidade esfomeados e mesmo com a dieta mesmo restrita no tratamento da baixa contagem de salmonela, ainda topei um repeteco no Tiesto com o Ro. Não é sempre que encontramos um tempero como este, rsrs!
Esbaldando-se no Tiesto, delicioso restaurante de Cuenca, no Equador
Amanhã, renovados, é dia de explorarmos Cuenca e seguirmos rumo aos tão esperados vulcões equatorianos!
Um dos milhares de pássaros do Parque Nacional Cajas, na região de Cuenca, no Equador
As muitas cachoeiras do Auyán Tepui, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela
Aos que gostam de aventura, mas não tem tempo ou o espírito aventureiro suficiente para enfrentar horas em um barco, chuvas e trilhas até o mirante do Salto Angel, há uma outra forma mais fácil de ver esse gigante: voando!
Avião para sobrevoar o Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezuela
No nosso terceiro dia no Parque Nacional Canaima retornamos do acampamento aos pés do Salto Angel e aproveitamos para conferir também essa opção.
Voando no banco da frente do avião sobre o Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela
Depois de uma noite com chuvas fortes e intermináveis, acordamos com o rio um metro acima do nível que conhecíamos. Com sorte, e o cuidado dos nossos barqueiros, nossa canoa não se desprendeu durante a noite. Antes mesmo do café ser servido caminhamos ao acampamento vizinho que tem uma vista panorâmica do salto e de lá temos a visão do Salto Angel transformado.
Acordando em frente ao Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela
Galões e mais galões, litros e mais litros de água foram adicionados à maior cachoeira do mundo e eu, em um dejavu, reencontrava o salto que vimos 6 anos atrás. Também como naquela manhã, uma nuvem de vapor cobria a sua base e fechava qualquer visão do mirante para o salto, sábia decisão ter caminhado até lá ontem à tarde! Chegava a dar pena dos turistas que cruzavam o rio para fazer a trilha agora cedo.
Com nosso grupo na Isla Ratón, em frente ao Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela
Voltamos pelo mesmo caminho, mas descendo o rio as 4 horas viram 2 horas e meia e chegamos à vila de Canaima a tempo de inventar mais uma moda! Angela havia decidido presentear sua mãe, Susan, com um sobrevoo do Salto Angel. O avião de 4 lugares tinha, portanto, 2 lugares sobrando, cada um pela bagatela de 35 dólares! O Rodrigo dispensou, preferiu dar um último mergulho na Lagoa Canaima, mas eu e nosso companheiro de excursão, o venezuelano Diógenes embarcamos nessa oportunidade e aproveitamos cada minuto! Na divisão de pesos do avião fiquei ao lado do piloto e com vista panorâmica de todo o vale pude ver o caminho que percorremos de barco e algumas das vistas aéreas mais incríveis da minha vida!
No avião, a caminho do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezuela
Voamos sempre ao lado do Auyantepui, que depois de uma noite chuvosa, ganhou ares babilônicos com incontáveis cachoeiras caindo em suas encostas rochosas! Demos duas voltas para ver o Salto Angel, parcialmente encoberto pelas nuvens.
Sobrevoando o Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela
Ao contar para o piloto que comemorávamos ali os 70 anos de Susan ele não titubeou em alongar o passeio e nos levou quase ao fundo do vale, para ver as Cascatas conhecidas como La Ventana, uma sequência de cachoeiras que apenas se formam após grandes chuvas e caem mais de 500m de altura, formando uma imensa cortina branca! Maravilhoso!
Magníficas cachoeiras do Auyán Tepui, o mesmo do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela
Magníficas cachoeiras do Auyán Tepui, o mesmo do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela
De volta à terra firme, estamos finalmente prontos para partir. Almoço de despedida com todo o grupo e logo temos que dizer um até logo aos nossos novos amigos Jason, Angela, Bode e Susan. Esperamos revê-los na estrada em breve!
Chegando de volta à vila de Canaima, após sobrevoo do Salto Angel, no sul da Venezuela
Mesmo cansados não conseguimos pregar os olhos no vôo de volta, nos deliciando com as chuvas vistas lá do alto e as paisagens espelhadas da represa e do Rio Orinoco às margens de Ciudad Bolivar.
Represa alaga uma vasta planície ao norte do Parque Nacional Canaima, no caminho para Ciudad Bolívar, na Venezuela
Represa alaga uma vasta planície ao norte do Parque Nacional Canaima, no caminho para Ciudad Bolívar, na Venezuela
Sobrevoando chuvas, verdadeiras cachoeiras celestes, na volta de Canaima para Ciudad Bolívar, na Venezuela
Na nossa corrida contra o tempo para chegar à Boa Vista, reencontramos a Fiona sã e salva no estacionamento do aeroporto e colocamos o pé na estrada, dirigindo longas 5 horas entre Ciudad Bolivar, Ciudad Guayana até a pequena Callao. Lá vamos nós, rumo à Gran Sabana!
Confira a série completa de posts!
• Aauyantepui e o Salto Angel
• 1º Dia - Chegando ao Parque Nacional Canaima
• 2º Dia - De Canaima ao Salto Angel
A Ana fantasiada de índia pemón, na volta do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela
Montanhas são lindas, mas não facilitam a comunicação de ninguém!
Nos últimos dias temos andando pelas montanhas da fantástica Serra da Mantiqueira. Visconde de Mauá, com direito a um encontro familiar, Cachoeira do Escorrega, Vale do Alcantilado e muita água gelada! Hoje encontramos todos os cadetes da AMAN em Itatiaia, no caminho para o Pico Agulhas Negras (2.792m) e amanhã seguiremos aqui de Passa Quatro para o pico mais alto do estado de São Paulo, a Pedra da Mina (2.798m). Serão 2 dias de caminhada e acamparemos lá em cima com a temperatura perto ou abaixo de zero graus! Na quinta-feira estaremos de volta e conseguiremos colocar posts e fotos em dia para vocês.
Enfim amigos navegantes do 1000dias, essa passada rápida foi para contar a vocês que não desistimos de escrever, mas estamos muito atarefados coletando histórias para contar!
Caminhando pelas ruas de Washington, capital dos Estados Unidos
Visitar uma cidade ou um lugar pela segunda vez sempre tem um sabor diferente. A ansiedade de conhecer “tudo ao mesmo tempo agora”, é substituída pelo prazer de reencontrar lugares e, de alguma forma se sentir mais íntimo da cidade. No nosso caso essa intimidade parece ser aumentada pelo fato de estarmos há bastante tempo longe de casa, é quase como reencontrar um velho amigo, aquela cara conhecida, sorriso reconfortante, mas ainda assim cheio de histórias novas para contar.
Caminhando pelas ruas de Washington, capital dos Estados Unidos
Nós chegamos à Washington no início da tarde, foi o nosso debut no priceline.com, indo parar no Marriot Wardman Park, à meia quadra do metrô e ao lado do zoológico. Deixamos a Fiona descansando e, após um almoço no Medaterra, saímos animadíssimos rumo ao transporte mais democrático e prático difícil de ser encontrado pela Latino América: o metrô! Coisa de primeiro mundo, em poucos minutos estávamos descendo no Farragut West Metrô, a três quadras da Casa Branca.
Depois de tanto tempo, estamos andando de metrô novamente! (em Washington, capital dos Estados Unidos)
A cada passo a memória se deleitava em identificar ruas, nomes, esquinas e cenas cotidianas de uma grande cidade que há tempos vivia adormecida no meu subconsciente. Gente correndo de lá para cá na agitada capital, mas dessa vez não apenas de terno e gravata, mas com seus tênis e ipods. A primavera não apenas colori as floreiras e os guarda-roupas dos capitalinos, mas empresta à seriedade da terra dos senadores e políticos americanos um ar mais alegre, despojado e informal.
Celebrando com Frozen Marguerita (mais barata, na hora do happy hour!) a chegada à Washington, capital dos Estados Unidos
A avidez por informação e novidade vai me inundando e tudo que era tranquilidade, se torna curiosidade e vontade de multiplicar o calendário mundial, mudar as regras, incluir 30 horas no dia, 10 dias por semana, 530 dias no ano. Assim poderíamos rever a cidade, os antigos museus e suas novas coleções, os novos museus com suas relíquias e reencontrar velhos e novos amigos.
A famosa Casa Branca, residência do presidente americano em Washington, capital dos Estados Unidos
Na falta do tempo vamos direto ao que interessa e finalmente saímos da virtualidade, em um delicioso happy hour no Circa, com Claudia do blog Aprendiz de Viajante (@aprendizviajante) e Teté do Escapismo Genuíno (@viajantete). Viemos nos acompanhando mutuamente há quase dois anos na twittolândia e blogosfera viajante, ambas são muito ativas e a Cláudia é uma das cabeças de um movimento para reunir e fomentar a troca de informações entre os blogueiros de viagem e turismo na world wide web.
Encontro com a blogueira e amiga Cláudia, do blog "Aprendiz de Viajante", em Washington, capital dos Estados Unidos
Cláudia mora há anos em DC, casada com um americano e com dois filhos lindos, se divide entre consultorias na área de tecnologia e o seu blog de viagens, cada vez mais profissional. Teté é publicitária, baiana acariocada que foi criada entre o Perú e os EUA e começou a escrever sobre viagens quando morou na ilha de Chipre! Ela trabalha com planejamento e faz freelas e home office acompanhando o maridão Gustavo, paraquedista profissional, nas viagens pelo mundo. É tão bacana ver que existem outras formas de viver... ninguém aqui diz que é fácil, mas sim é possível!
O encontro das blogueiras Tetê (Escapismo Genuíno), Ana (1000Dias) e Cláudia (Aprendiz de Viajante) em bar de(Washington, capital dos Estados Unidos
O fim de tarde embalado por diferentes vidas, viagens e muitas risadas, logo se transformou em noite e se estendeu na casa onde Teté e Gustavo estão passando esta temporada em DC. Nos despedimos prometendo um reencontro pronto em breve, não longe daqui, na casa de mais dois companheiros de viajosfera, Mauricio e Oscar (@MauOscar), que vivem no estado vizinho do Delaware. Já na saída Teté nos presenteou com um livro do casal de viajantes sulistas do “Mundo por Terra”, que deram a volta ao mundo em 1033 dias, passando pela Ásia, África e Oceania, num super incentivo para escrevermos também a nossa história. Espero poder devolver o presente à altura daqui alguns anos.
Chegando à Washington, capital dos Estados Unidos
Fiona na Lagoa Azul, em Jericoacoara - CE
Partimos de Jeri por um caminho diferente, circundamos os serrotes e pegamos a via praiana para a cidadezinha de Preá. No caminho paramos para conhecer a Lagoa Azul, meio esverdeada na realidade, mas não menos bonita por isso. Vários bugues estacionados já nos avisam que deve estar lotada, logo os jangadeiros nos sinalizam, “do outro lado é mais bonito para fotografar.”
Sol e chuva na Lagoa Azul, em Jericoacoara - CE
Lá vamos nós, um na jangada e o outro nadando, economizamos e aproveitamos para colocar o corpo em movimento, na volta invertemos e isso só por que a máquina fotográfica não aprendeu a nadar.
Mergulhando na Lagoa Azul, em Jericoacoara - CE
Foi cronometrado, entramos na Fiona e no mesmo minuto começou uma chuva torrencial. A estrada de terra virou uma lama só, chegamos ao asfalto também encharcado. Só quando passamos próximos à entrada de Tatajuba a chuva deu uma trégua. Nosso caminho hoje nos leva à cidade de Ubajara, que abriga o Parque Nacional de mesmo nome. A estrada, que passa pela Serra do Ibiapaba, primeiro nos levou à pequena cidade de Viçosa do Ceará. Cidade colonial de arquitetura preservada, foi fundada em 1700 depois de algumas incursões jesuíticas desde 1607 para a catequização dos índios da região. Três tribos participaram da formação da então Vila de Ibiapaba, os Camocins, Anacés e Ararius, de raça Tupuia, além dos Tabajaras do grupo Guarani.
Igreja matriz em Viçosa do Ceará - CE
O Ceará continua nos surpreendendo com suas paisagens serranas de vegetação rica e verdejante, além de vistas maravilhosas. Chegamos em Ubajara já no final da tarde, direto para o Parque Nacional, que infelizmente já estava com atividades encerradas, mas foi lá que tivemos a sorte de encontrar os primeiros expedicionários nesses nossos 1000dias. Andrea e Pablo são chilenos e estão viajando por um ano na América do Sul. Eu já havia visto o blog do Projeto “America Sin Fronteras” (amsinfronteras.blogspot.com) e não foi difícil identificá-los como expedicionários, com uma irmã gêmea da Fiona adesivada e com placa do Chile. Aventureiros se encontram – Parte 5!
Com a Andrea e o Pablo, casal chileno em viagem pela América do Sul (em Ubajara - CE)
Nós estávamos indo até o centro de visitantes e acabamos ficando por ali mesmo, no estacionamento conversando com eles, trocando experiências, dicas, roteiros e histórias de viagem. Ele é geógrafo e ela assistente social, já estão há 7 meses na estrada, passaram pelo Chile, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela e agora estão descendo o Brasil. É muito bom encontrar pessoas fazendo o mesmo tipo de viagem, passando por um momento de vida tão parecido com o nosso. Rola uma identificação nas coisas mais doidas, tipo, perguntamos se já sabiam aonde iam morar quando voltassem, com o que iriam trabalhar “ainda não sabemos”, foi a resposta com um sorriso no rosto. Sensacional! Nós também não sabemos! Rsrsrs!
Lagoa Azul, em Jericoacoara - CE
Amanhã vamos ao Parque Nacional de Ubajara e vamos fazer as trilhas junto com eles. O Rodrigo não acredita, mas eu tive um sonho há uns meses atrás e neste sonho eu conhecia este casal! Tive aqueles dejavus bem longos hoje. Acredite quem quiser, mas sem dúvida este encontro não foi por acaso.
Com a Andrea e o Pablo, casal chileno em viagem pela América do Sul (em Ubajara - CE)
Uma bela arraia xita durante o mergulho em Tent Reef, na costa de Saba - Caribe
Hoje foi mais um dia de mergulhos em Saba, mas com uma grande novidade: sem o meu amado dupla. Hoje cedo ainda não estava se sentindo bem, obviamente a indicação é ficar na pousada dormindo e descansando. Eu ficaria também se já não tivéssemos pago um pacote de mergulho sem direito de cancelamento e ressarcimento, como ele estava melhorzinho, fui.
Árvore de Natal sobre Coral-cérebro, durante mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe
Conseguimos mais um dia ir a ponto de mergulho diferentes, Outer Limits, Tent's Reef Wall e Big Rock Market. No primeiro fui apenas eu e um alemão em treinamento para a equipe da operadora, além do dive master. Mergulho mais profundo o Outer Limits é mais um dos pinaclos submarinos, formações em forma de agulha, o pinaclo inicia aos 27m e cai até os 50m, nós ficamos só no topo e um mergulho recreacional profundo, até os 34m. Na parede vimos uma moréia verde grandona e tivemos a visita de um Caribbean Reef Shark de aproximados 2m.
Uma bela moréia verde, durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe
Uma bela moréia verde, durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe
Voltamos ao porto e buscamos uma família mergulhadora, os pais que vivem em St Maarten e o filho na Inglaterra. Fomos novamente à Tent Bay, mas em um novo ponto, o Tent Reef Wall - Paredão que faz parte do conjunto conhecido como Tent Reef, ele começa aos 6,7m e desce até quase 40m. Ficamos mais rasos, 24m, onde já pudemos ver uma grande variedade de corais e esponjas, uma spanish lobster. Na parte mais rasa, corais mais jovens e uma bela tartaruguinha.
Corais semelhantes à pérolas, durante mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe
Normalmente os mergulhos terminariam por aqui, mas já que o Ro não usou os 2 últimos mergulhos dele e não teríamos ressarcimento, aproveitei e incluí um terceiro na minha lista. Big Rock Market é a única formação puramente coralínea, sem paredes de lava ou afins, estes recifes são rasos mas muito ricos em vida submarinha. Encontramos alguns boulders e um recife com uma formação parecendo a cauda de um avião. Grande variedade de peixes de coral, barracudas, um pequeno tubarão lixa e uma linda raia xita na sua hora do almoço. Ficamos uns 20 minutos com ela, para lá e para cá, super tranquila com os curiosos borbulhadores.
Peixe curioso durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe
Fechamos a temporada de mergulho na ilha de Saba, realmente um lugar maravilhoso como sempre promete o mar do Caribe, principalmente pela diversidade de corais e peixes e no caso de Saba diferentes mergulhos, parede, pináculos, etc. Mergulhar é um dos meus hobbies preferidos, mas definitivamente não é a mesma coisa mergulhar sem meu dupla amado! Espero que ele melhore logo para St. Eustatius.
Final de mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe
Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE
A Praia de Carneiros fica entre Tamandaré e a barra do rio Ariquindá, nome difícil de decorar. Além do cenário maravilhoso formado pela barra do rio, sua principal atração é a piscina natural formada pelos arrecifes e seu mar de intenso verde esmeralda.
Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE
No pontal do Rio Ariquindá é onde se localizam as melhores pousadas, no estilo beach clubs, onde os bungalos proporcionam muito conforto e privacidade. Toda esta exclusividade se perde, porém, quando chegam os diversos catamarãs vindos de Porto de Galinhas e adjacências.
Piscina na Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE
Centenas de pessoas lotam o restaurante e a única piscina natural sobre os arrecifes. Ali também se encontra o Restaurante Beijupirá, tido como um dos melhores de toda a região, pena que nós estávamos com pressa e não pudemos aguardar a hora do almoço para saboreá-lo.
Piscina nos corais bem concorrida, na Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE
Chuvas esparsas refrescaram a manhã e logo o sol veio a rachar! Depois da praia aproveitamos um pouco a deliciosa piscina e hidromassagem da nossa pousada, afinal temos que justificar o investimento. Seguimos viagem no início da tarde e cruzamos para Alagoas, um buraco em nosso mapa de viagem até agora. Vamos à tão famosa e falada Maragogi, conhecer suas piscinas naturais e águas cristalinas.
Nadando na piscina da Pousada do Farol, na Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE
Chegamos no meio da tarde decididos a fazer o passeio amanhã pela manhã. Aproveitamos para trabalhar e nos refrescar na piscina, onde conhecemos um casal interessantíssimo! Alexander, croata de 78 anos, foi campeão croata de tênis e veio para o Brasil há quase 60 anos refugiado da guerra. Olga, 74 anos, nascida no Brasil e criada na antiga Ioguslavia, onde nasceram seus pais. Eles se conheceram na Itália e hoje tem filhos e netos que os consideram um tanto quanto malucos. Não é para menos, pegar um carro em São Paulo e viajar 3 mil km para passar o natal em Natal não é para qualquer um, ainda mais nesta idade! Inseparáveis companheiros de viagem, Alexander se considera um cigano e Olga o acompanha! Se pudesse viver viajando de carro o faria sem problema algum, só voltando de avião de 6 em 6 meses para visitar os filhos e netos. Já viajaram por tudo, de carro ou avião, o que interessa é viajar! Que exemplo! Espero chegarmos a esta idade com o mesmo pique!
Ilha entre o rio e o mar na Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE
Depois dessa nos restou um jantarzinho japonês, já que restaurantes de frutos do mar fecharam. É, nos empolgamos um pouco na conversa.
Curtindo a Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE
O "encontro das águas", ponto de encontro entre o Rio Negro e o Rio Solimões, formando o Rio Amazonas
O embarque no caótico porto de passageiros nos prepara para o que pode vir a ser a viagem. Milhares de pessoas carregando e descarregando os barcos, vendendo todos os tipos de bugigangas, relógios, celulares, óculos, redes, guarda-chuvas e outras quinquilharias made in China. As barracas no píer flutuante por sua vez vendem o lanche ou o almoço dos passageiros, dos corajosos, obviamente.
Ana filmando o movimento de embarque no porto de Manaus - AM
Encontramos a Fiona, descarregamos nossas mochilas e voltamos à feira para comprar víveres para as próximas 30 horas de viagem. A saída do barco atrasou, uma hora e meia depois do previsto estávamos partindo em direção à Santarém.
Navegando no "encontro das águas", ponto de encontro entre o Rio Negro e o Rio Solimões, formando o Rio Amazonas
Maior rodovia do estado, o Rio Amazonas tem um papel fundamental na vida da região. Milhares de embarcações sobem e descem o rio transportando suprimentos, mercadorias e passageiros de comunidade em comunidade. Em uma área em que a construção de estradas é uma tarefa praticamente impossível, senão pelas florestas e condições climáticas, pela liberação da licença ambiental.
Barco deixa o porto de Manaus - AM carregado de passageiros
O Rio Amazonas se forma do encontro das águas brancas do Rio Solimões e escuras, do Rio Negro. A sua diferença de cor se deve à sua origem. As águas do Solimões têm origem na Cordilheira dos Andes, águas de degelo em solo de formação geológica mais recente e que por isso desce mais barrenta, cor de café com leite. Já as águas do Rio Negro correm por uma região de solo mais antigo, as florestas dominam a área e em contato com a água liberam nutrientes, participando desta coloração escura, parecida com chá mate. Suas águas não se misturam imediatamente, a diferença de temperatura e densidade faz com que elas corram paralelas por algum tempo, sendo fácil de distingui-las pela cor.
Encontro das águas escuras do Rio Negro com as águas claras do Rio Solimões
O Encontro das Águas é uma das principais atrações em Manaus, não apenas pela beleza do cenário, mas por estarem formando o maior rio do mundo, são mais de 300 milhões de litros de água despejadas no Oceano Atlântico por segundo.
Navegando pelo rio Amazonas
Outra curiosidade é que o Rio Amazonas nem sempre correu em direção ao Atlântico. Há aproximadamente, 150 milhões de anos, quando os continentes ainda estavam se separando e a cordilheira dos Andes ainda nem havia se formado, o rio corria em direção ao Oceano Pacífico. Prova disso é a similaridade de algumas espécies de arraias encontradas no rio, aparentadas com as encontradas naqueles mares. O solo encontrado na bacia amazônica também contém propriedades que comprovam esta teoria. Mais tarde a cordilheira começou a subir e aos poucos o rio começou a mudar o seu curso. Durante um longo período ele se tornou um imenso mar de água doce, dentro do continente, uma vez que uma cadeia de montanhas próxima a Parintins bloqueava o seu curso. Com o passar dos anos a força da água cavou a sua passagem e abriu caminho até o Oceano Atlântico, como conhecemos hoje.
Nosso barco, Luiz Afonso, no porto de Manaus - AM, antes da viagem à Santarém
A viagem no Luis Afonso é super tranquila, diferente do que estávamos esperando. A imagem que eu tinha era daquele povaréu bebendo e dançando aquelas músicas bregas em altíssimo volume. Nada disso. Nosso barco foi perfeito. O primeiro andar é o piso de carga e mercadorias. Como não estava cheio então algumas poucas pessoas amarraram suas redes ao lado da Fiona. No segundo andar, além de banheiros, centenas de redes amontoadas formam uma comunidade colorida e preguiçosa. A maioria das pessoas ali se instala e só levanta para ir ao banheiro, se revezando entre os amigos e conhecidos para cuidar de seus pertences.
Redes ocupam o convés superior do nosso barco de Manaus à Santarém
O terceiro e último andar tem uma área aberta, com um somzinho comedido, uma área de redes e o bar com uma televisão 50 polegadas. Tem até uma tecnologia avançadíssima para movimentar a antena em busca de sinal, como o barco está em movimento, uma engenhoca parecida com um periscópio de submarinos faz o trabalho.
O canto mais interessante do nosso barco para Santarém
Hoje saímos de Manaus, avistamos as comunidades que seguem até Itacoatiara, última cidade que possui acesso pela estrada. Foi a única parada para carga e descarga e seguimos viagem rio afora. O pôr-do-sol rosado sob as nuvens de chuva foi sensacional!
Fim de tarde em dia nublado no Rio Amazonas, à caminho do Pará
Mais tarde a chuva venceu e a noite foi agitada para os tripulantes, prendendo as lonas de proteção que haviam soltado com o vento. Nós dormimos dentro da Fiona mesmo, uma noite apenas, preferimos não comprar redes. Noite mal dormida, muito quente, mesmo com as janelas abertas. Daqui a pouco o sol irá nascer, boa noite.
Fiona no convés inferior do barco Luiz Afonso, à caminho de Santarém - PA
Placas de rua em Paramaribo, no Suriname
Hoje tiramos o dia para definir a nossa vida nos próximos 30 dias. Logo cedo o Rodrigo foi até o Stinazu, que funciona como uma agência governamental de turismo. Lá já agendamos o nosso tour para O Parque Nacional de Brownsberg e pagamos as taxas de entrada do parque e deixamos reservado o nosso alojamento para a próxima noite. Ontem durante a caminhada havíamos encontrado o Sven, um alemão que conhecemos no consulado do Suriname em Cayenne, sabíamos que ele vinha para cá, mas foi uma bela surpresa trombar com ele na rua em Parbo. Sven é o próprio mochileiro, professor de yoga e instrutor de atividades de aventura durante 6 meses no ano, os outros 6 meses ele viaja com 15 euros por dia. Fiel ao seu budget, não gasta mais de 5 euros para dormir, outros 5 para comer e 5 para transporte. Assim ele tem as histórias mais engraçadas de viagem, já acampou nos lugares mais malucos como no topo e um prédio no centro de Atenas ou ao lado do aerporto JFK em NY. Durante esta viagem ele escreveu seu segundo livro, primeiro que deverá publicar, e eu tenho a sensação que terá muito sucesso, pois é super criativo, imaginativo e consegue expor suas idéias de forma clara. Estamos na torcida para que seja um best seller na Alemanha! Amanhã cedo ele vai pegar uma carona conosco até Brownsberg.
Flores, influência holandesa em Paramaribo, no Suriname
Passamos uma boa parte do nosso dia caminhando pelas ruas de Parbo, segunda-feira, comércio aberto, vários cassinos, ruas movimentadas, trânsito maluco. É até engraçado, onde todo esse povo estava ontem? Nosso objetivo era encontrar uma farmácia, ontem durante a caminhada havíamos procurado, mas não vimos nenhuma nas ruas. Perguntamos no hotel e o cara da recepção já adiantou, aqui as farmácias não são como as que vocês estão acostumados, com aquela cruz. Nos deu o endereço de duas no centro, não muito distantes do hotel. Saímos andando, agora com o signo certo, procurávamos por algo escrito “Apotek”.
Um dos muitos cassinos em Paramaribo, no Suriname
Mais de uma hora de caminhada e nada! Parece que não existem apoteks por aqui. O mapa que estávamos usando estava em uma escala muito menor, então o caminho que havíamos imaginado era pelo menos o dobro. Finalmente encontramos uma, fechada, só abriria as 16h. Seguimos para a segunda indicada e estava aberta, uma botica das antigas! Vários frascos de vidro, tubos de ensaio e todos os instrumentos de manipulação química, além daquele cheiro típico de farmácia antiga, muito legal! Problema é que como todos são manipulados eles só vendem com receita médica. Where the hell eu vou encontrar um médico (particular) agora? Tinha a opção de conseguir uma receita brasileira traduzida para o inglês, mas esta só amanhã. Todo esse empenho para isso? Caraca... Chegamos passados no hotel e enquanto esperávamos uma coca-cola no bar, a solução PULOU em nossa frente. Raul é surinamês, trabalha no bar hotel, reclamávamos de alguma coisa e para a nossa surpresa ele falou em português conosco! Casado com uma brasileira que trabalha levando mercadorias para as vilas mineradoras no sul do país (viagem de 4 horas de carro + 4 horas de barco + outro carro 4x4, longe pra burro!), contou que as farmácias brasileiras aqui são as melhores! Nós não havíamos visto um brasileiro ainda, mas descobrimos que ficava a apenas alguns minutos daqui o bairro brasileiro de Paramaribo. 10% da população do Suriname é brasileira, diz Raul, “esse bairro é um pequeno Pará, lá tudo é brasileiro, farmácia, supermercado, restaurantes, salão de beleza, etc”. Ele mesmo comprou remédio para malária (!!!!!) para sua esposa semana passada lá, não pedem receita e tem tudo o que precisar. Foi a nossa solução! Lá os empreendimentos são uma sociedade entre os chineses, que possuem o capital, e os brasileiros, que conhecem os fornecedores e a clientela final. Realmente o Brasil domina a vizinhança!
Atravessando a Onafhankelijkheidsplein em Paramaribo, no Suriname
Voltamos ao hotel para as definições de viagem. Passamos horas pesquisando os melhores preços de vôos para o Caribe, nas diversas cias aéreas e todas as possíveis combinações. Já tínhamos roteiro e países definidos, mas os custos poderiam alterar o planejamento. Trinidad e Tobago será o nosso primeiro destino e de lá voaremos para St. Maarten, St Martin, hub para ilhas ainda menores, Anguila, St. Barth, St. Kitts and Nevis, Saba e St. Eustatius.
Mapa do Caribe mostrando todos os países e "quase-países" da região
Ufa! São algumas das ilhas mais hypes do Caribe, parte das antilhas holandesas e antigas colônias francesas e britânicas. Não vejo a hora de sair dessa chuva e cair no sol, praia e sombra e água fresca! Rsrsrs! Depois de extensa e exaustiva pesquisa conseguimos definir o itinerário, quinta-feira embarcamos para a cidade de Port of Spain em Trinidad! Mas o Suriname ainda tem muito a nos mostrar, amanhã vamos às florestas equatoriais úmidas de Brownsberg.
A fantástica arquitetura de Punda, em Willemstad, a capital de Curaçao
Três países em um só dia! Um dia saímos do paraíso dos cassinos e resorts, passando pela ilha mais histórica e com bela arquitetura colonial, chegando a Bonaire, a mais tranquila e natural do ABC.
O primeiro pôr-do-sol na volta ao Caribe (em Palm Beach - Aruba)
Começamos o nosso dia cedo, saindo do nosso apartamento em Aruba em direção ao aeroporto nacional em Oranjestad. O sol nem tinha nascido e já começamos a socialização. Conhecemos uma americana que veio para o casamento de um amigo em Aruba. Ela ia para o aeroporto de ônibus e nos pediu uma carona. Nosso carro é minúsculo, mas é como coração de mãe, sempre cabe mais um! Colocamos no imenso Picanto as duas malas, duas caixas de equipamento de mergulho, sua bagagem e fomos nós 3 nos dois bancos da frente, trocando as experiências e histórias de viagem. Ela mora em Novo México e já conhece bem a América do Sul. Morou durante um tempo no Perú, namorando um artesão local e viajou com ele por vários países, fazendo tererê no cabelo de turistas gringos. Também já esteve praticamente todas as ilhas do Caribe, que conheceu trabalhando em barcos de cruzeiro. Como sempre dizemos, há várias formas de viajar e conhecer o mundo, basta ter paixão e vontade que o resto se arranja.
Restaurantes na beira do canal em Willemstad - Curaçao. Ao fundo, a famosa ponte Rainha Juliana
Depois de 2 dias e meio em Aruba, seguimos nossa viagem pelo ABC. Próximo destino: Bonaire, com uma escala de algumas horas em Curaçao. É claro que, em vez de ficarmos 4 horas mofando no aeroporto, aproveitamos para explorar um pouco da ilha. O táxi do Hatto Airport para Otrabanda custa 25 dólares, um assalto! Nos recusamos a pagar, deveria haver uma forma mais barata... Depois de alguns minutos assuntando e perguntando, descobrimos o transporte público da ilha. Vans com quase nenhuma sinalização que fazem lotações por 2 dólares por pessoa e passam em frente ao terminal de embarque. O táxi leva 30 minutos até o centro e a van deve ter demorado uns 40 minutos mais o tempo de espera.
Observando Otrabanda desde Punda, em Willemstad - Curaçao
Ainda assim vale à pena, pois na lotação temos experiência local diferente, vemos a vida como ela é, longe dos resorts e do circuito turístico. Chegamos direto no terminal de ônibus em Otrabanda e em apenas dois minutos caminhando, estávamos na Ponte Rainha Emma. Ponte flutuante e móvel para pedestres, a famosa ponte conecta a Otrabanda com a Punda, bairro histórico e mais turístico de Curaçao. A arquitetura colonial holandesa de casinhas coloridas à beira do canal nos lembra as maquetes de cidade em miniatura na Disney. Piscamos e são reais. Assim como os restaurantes e bares à beira do canal, com um delicioso croassaint e suco de laranja como café da manhã.
Cerveja holandesa, muito comum em todo o ABC (em Willemstad - Curaçao)
Tínhamos apenas 4 horas, então logo já estávamos no nosso caminho de volta ao aeroporto, rumo ao terceiro país em um mesmo dia. O vôo demora apenas 10 minutos e do alto avistamos Bonaire e Klein Bonaire. Bonaire é tão grande e verde, que Rodrigo chegou a pensar que poderia ser a costa da Venezuela! Um exagero obviamente, pois da altitude que estávamos seria impossível avistá-la.
O nome do avião é Aruba. Mas nós estamos em Curaçao, embarcando para Bonaire. Viva o ABC!
Chegamos à nossa terceira e mais esperada ilha, o paraíso dos mergulhadores! Aqui também alugamos um apartamento. A Blachi Coco possui uma ótima infra-estrutura, varanda, área para lavar e secar os equipamentos de mergulho, sala, cozinha e quarto com ar condicionado, item importante aqui por estas bandas. Chegamos já no final da tarde e já saímos ali perto para pesquisar preços de aluguel de carro e de tanques de ar para os mergulhos. Mais tarde jantar no Seasons, um dos mais próximos da pousada, com cardápio francês delicioso. Amanhã começam os nossos dias mais esperados, descanso e muuuuitos mergulhos!
Nadando em piscina natural feita pelo mar, no sul de Aruba
Blog da Ana
Blog da Rodrigo
Vídeos
Esportes
Soy Loco
A Viagem
Parceiros
Contato
2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)








.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)














.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)