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Trilhas de Ilha Grande

Brasil, Rio De Janeiro, Angra dos Reis, Ilha Grande

Praia de Palmas, no caminho para Lopes Mendes, na Ilha Grande - RJ

Praia de Palmas, no caminho para Lopes Mendes, na Ilha Grande - RJ


Hoje cedo pegamos o catamarã no Cais de Santa Luzia em Angra dos Reis e seguimos para a Ilha Grande. Infelizmente sabemos que a previsão do tempo não é nada animadora para estes dias, mas hoje o sol nos surpreendeu logo pela manhã! Foram 40 agradáveis minutos com o vento nos refrescando enquanto admirávamos a paisagem da baia de Angra.

No teto do catamaran de Angra dos Reis para Ilha Grande - RJ

No teto do catamaran de Angra dos Reis para Ilha Grande - RJ


A vila de Abraão, na Ilha Grande - RJ

A vila de Abraão, na Ilha Grande - RJ


Logo encontramos uma das pousadas indicadas pelo Lonely Planet, nos acomodamos e fomos buscar informações sobre as trilhas da ilha. Trilhas para todos os gostos! Começamos hoje pela praia de Lopes Mendes, já apontada por revistas de turismo como a praia mais bonita do Brasil. A trilha para lá atravessa 3 morros e belíssimas praias. O primeiro morro tem uma subida e depois descida mais pesadas e chega-se à Praia de Palmas. Ela possui alguns moradores e lá vimos uma forma muito criativa de reciclar garrafas pets e decorar a praia, olhem só.

Reciclagem de pets decora árvores na Praia de Palmas, na Ilha Grande - RJ

Reciclagem de pets decora árvores na Praia de Palmas, na Ilha Grande - RJ


O segundo morro é um pouco mais baixo, porém mais longo, chegando então às praias de Pouso e Mangue. Nesta praia barcos chegam e partem de Abraão com turistas menos afeitos à trilhas como esta. Foram pouco mais de 2 horas caminhando intensamente para chegarmos até aí. Em Mangue decidimos pegar uma rota alternativa, mais longa, porém mais plana, seguindo a estrada de Aroeira. Passamos por uma pequena comunidade e ao lardo de um pântano com placas que nos advertiam: “CUIDADO! PRESENÇA DE JACARÉS.” Uma pena que não vimos nenhum no caminho, mas assim garantimos nossa chegada à praia.

Jacarés na Ilha Grande - RJ ?

Jacarés na Ilha Grande - RJ ?


Lopes Mendes é uma praia de onda, com o vento sudeste batendo então ficou com o mar ainda mais crespo. Chegamos junto com as nuvens, mesmo sendo entre duas e três horas o sol não estava mais lá. Lanche rápido, um bom banho de mar e voltamos pela trilha mais curta até Mangue.

Enfrentando o mar agitado de Lopes Mendes, na Ilha Grande - RJ

Enfrentando o mar agitado de Lopes Mendes, na Ilha Grande - RJ


Os meus joelhos já estavam reclamando e o Rodrigo estava louco para fazer um desafio básico dele com ele mesmo: voltar correndo na trilha no mesmo tempo que eu levaria para chegar de barco, algo em torno de 40 minutos. Um dos caras do barco disse que seria possível, outro desafiou que não, impossível. Bem... ele não conhece o Rodrigo, este se estrepa mas faz! Fui tranqüila no barco, aproveitando o sinal do celular para falar, “twitar”, etc. Quando o barco começa a se aproximar do cais em Abraão, logo vejo o meu lindo correndo pela praia, chegando junto de nós. Sentou no banco ainda me esperando descer do barco, quer dizer, chegou antes de nós e ainda tirou onda! Haja fôlego!

A famosa praia de Lopes Mendes, na Ilha Grande - RJ

A famosa praia de Lopes Mendes, na Ilha Grande - RJ


Uma de nossas intenções era dar a volta à Ilha Grande, são 5 dias de caminhada pernoitando em barracas e passando por praias e montanhas belíssimas. Este, porém, não é um programa muito agradável se estivermos sob uma frente fria, vento, chuvas, raios e trovoadas. Hoje o tempo melhorou durante o dia, mas o vento sudeste já trouxe à tarde nuvens carregadas que se despejaram e iluminaram os céus durante a noite.

Pequena praia na Ilha Grande - RJ

Pequena praia na Ilha Grande - RJ


Depois da chuva, um jantar delicioso de peixe ao molho de maracujá e para beber, suco de maracujá, huuuummm! Acho que tanto maracujá vai nos deixar calminhos, calminhos. Precisamos mesmo dormir logo, pois amanhã, mesmo abaixo de chuva, o Rodrigo quer me convencer a andar 36km! Até a praia de Dois Rios são 9km, metade subindo e metade descendo. Até lá eu garanto que chego, mesmo por que tenho que voltar. Até a Parnaioca são mais 9km em uma trilha não muito utilizada. Vamos ver como estará o tempo e decidiremos amanhã.

No catmaran de Angra dos Reis para Ilha Grande - RJ

No catmaran de Angra dos Reis para Ilha Grande - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Angra dos Reis, Ilha Grande, Lopes Mendes, Praia, trilha

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La Mauricie e Mont Tremblant

Canadá, Parc National de La Mauricie, Parc National du Mont-Tremblant

Os lagos e magníficas paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá

Os lagos e magníficas paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá


Muitos de nós ouvimos falar de Quebéc e achamos que é apenas aquela cidade francesa do Canadá. Nos meus estudos de geografia eu já havia descoberto que não, mas não tinha ideia da grandeza e beleza natural de uma das maiores províncias canadenses.

Os lagos e magníficas paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá

Os lagos e magníficas paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá


Parc National de la Mauricie está localizado à noroeste da cidade de Quebéc e compreende 546 km2 de montanhas e lagos, antes cobertas por um imenso glaciar, que no verão se tornam um paraíso para atividades como trekkings, camping, ciclismo, canoismo e pesca. Se você não quer fazer nada disso, o parque ainda é um ótimo escape de final de semana para respirar ar puro, pegar uma prainha na beira dos vários lagos e ter belas vistas dos variados mirantes ao longo da estrada que atravessa o parque.

Lendo informações sobre o processo de formação da maravilhosa paisagem no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá

Lendo informações sobre o processo de formação da maravilhosa paisagem no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá


Praia em um dos lagos do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá

Praia em um dos lagos do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá


No centro de visitantes os park rangers são super atenciosos e nos ajudaram a montar o itinerário perfeito para o tempo que tínhamos e as atividades que queríamos fazer. Como tínhamos apenas um dia, nosso roteiro pelo parque mesclou paradas nos principais mirantes, trilhas curtas de meia hora, lagos, praias, rios e até a trilha do Lac Solitaire, com 5,5km que fizemos em pouco mais de 2 horas.

Início de trilha no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá

Início de trilha no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá


Chegando ao belíssimo Lac Solitaire, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá

Chegando ao belíssimo Lac Solitaire, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá


As montanhas da região de Mauricie foram suavemente esculpidas durante a retração do imenso glaciar que cobria esta parte do Canadá, formando vales, cachoeiras e lagos maravilhosos, das mais diferentes tonalidades.

Painel informativo sobre o processo de formação das paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá, durante a última era glacial

Painel informativo sobre o processo de formação das paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá, durante a última era glacial


O Lac Solitaire, que chega a ficar congelado no inverno, foi uma parada perfeita para um banho em suas águas transparentes. O tempo não estava aberto, mas a temperatura foi ideal para a caminhada e um dia bem tranquilo e prazeroso.

Lac Solitaire, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá

Lac Solitaire, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá


Delicioso banho no Lac Solitaire, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá

Delicioso banho no Lac Solitaire, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá


Sem tempo a perder, seguimos até a cidade de Rawdon, onde passamos a noite, recarregamos as baterias e seguimos para um dos parques mais conhecidos de Quebéc, o Mont Tremblant.

Placa de boasvindas na entrada do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá

Placa de boasvindas na entrada do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá


Famoso por ser uma das maiores áreas de esqui, a apenas 60 km de Montreal, o Mont Tremblant também recebe turistas durante o verão. Localizado no sul dos Laurentians, o parque protege uma área de 1.510 km2 de montanhas, florestas, 6 diferentes rios e mais de 400 lagos que são o habitat de mais de 45 espécies de mamíferos, além de pássaros, peixes, anfíbios e répteis.

No meio do caminho, tinha uma cobra! (no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá)

No meio do caminho, tinha uma cobra! (no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá)


O pato interesseiro que tentou ficar nosso piquenique

O pato interesseiro que tentou ficar nosso piquenique


É o primeiro parque nacional do Canadá e foi criado em 1985 pela união de vários clubes de caça que viram o hobbie ameaçado pela atividade massiva das madeireiras. Hoje a caça é proibida na área do parque e um encontro com um urso pode ser uma boa surpresa.

visitando cachoeira no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá

visitando cachoeira no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá


Rio cheio de corredeiras no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá

Rio cheio de corredeiras no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá


Nós ficamos localizados no Setor Le Diable e o roteiro incluiu o Chute du Diable e Chute Croches, duas trilhas fáceis e curtas para ver duas belas cachoeiras. A terceira trilha, La Corniche são 3,4km morro acima para uma vista sensacional do vale glacial do Lac Monroe e de toda a cordilheira verde do Mont Tremblant. É, essa paisagem deve ficar bem diferente no inverno!

A magnífica vista do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá, vista do alto de uma das trilhas mais populares

A magnífica vista do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá, vista do alto de uma das trilhas mais populares


Foram dois dias intensos de contato com a natureza neste tour pelas grandes cidades do leste canadense. Um rápido e super indicado detour passando por pequenas estradas que entrecortam a colcha de retalhos que é o interior agrícola da província de Quebéc.

Algumas folhas se adiantam e já tem a cor do Outono, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá

Algumas folhas se adiantam e já tem a cor do Outono, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá

Canadá, Parc National de La Mauricie, Parc National du Mont-Tremblant, cachoeira, Le Mauricie, Mont Tremblant, Natureza, parque nacional, Quebec, Trekking

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Juracique Parque

Brasil, Paraíba, Sousa (Vale dos Dinossauros)

Pegadas de dinossauros, no Vale dos Dinossauros, em Sousa - PB

Pegadas de dinossauros, no Vale dos Dinossauros, em Sousa - PB


Sousa é uma cidadezinha lá no interior da Paraíba. Hoje já é uma cidade relativamente pequena, possui em torno de 30 mil habitantes, imaginem o que deveria ser em 1890. Foi nesta época que um sinhozinho estava andando as margens do Rio do Peixe e encontrou pegadas em uma pedra. Ele contou aos seus filhos e amigos, dizendo que eram pegadas de boi e ema, todos acharam que ele estava maluco, pois onde já se viu pegadas em pedra?

Pegadas de dinossauros, no Vale dos Dinossauros, em Sousa - PB

Pegadas de dinossauros, no Vale dos Dinossauros, em Sousa - PB


A história correu pela cidade, havia os que achavam que eram pegadas de lobisomem e outros seres sobrenaturais ou folclóricos. 30 anos mais tarde um pesquisador que deve ter ouvido as histórias, chegou à cidade e constatou que eram pegadas de dinossauros!

Pegada de dinossauro, no Vale dos Dinossauros, em Sousa - PB

Pegada de dinossauro, no Vale dos Dinossauros, em Sousa - PB


Como elas ficaram resistiram ao tempo e ficaram ali impressas nestas pedras? O Rio do Peixe é um rio permanente, porém com uma alteração de volume d´água muito intensa. Com isso a lama que fica nos períodos de seca aos poucos vão secando e craquelando, e este processo, durante anos, vai se repedindo até que o barro se solidifica e vira rocha. Este terreno foi pisado pelos dinossauros há 110 milhões de anos atrás. São várias camadas, uma delas com pegadas de 120 milhões de anos!

Pegadas de dinossauros, no Vale dos Dinossauros, em Sousa - PB

Pegadas de dinossauros, no Vale dos Dinossauros, em Sousa - PB


Foram desvendados os tipos de dinossauros que ali viveram e inclusive foi remontada uma cena muito provável do momento das pegadas, quando dois velociraptors caçavam um iguanodonte, dinossauro herbívoro. Já imaginaram? É sensacional!

Vale dos Dinossauros, em Sousa - PB

Vale dos Dinossauros, em Sousa - PB


Conhecemos o Vale dos Dinossauros, o passeio é curto e rápido. O Velho do Rio, como é conhecido o assistente do palenteólogo responsável, nos acompanhou durante a trilha dando estas explicações. Ele é neto do sinhozinho que encontrou as pegadas e hoje cuida como pode da estrutura meio decadente do local.

Réplicas de dinossauros no Vale dos Dinossauros, em Sousa - PB

Réplicas de dinossauros no Vale dos Dinossauros, em Sousa - PB


Houve apenas uma grande obra, bancada pelo Banco Mundial, de uma barragem acima e do desvio do curso do rio e da construção de um canal para escoamento da água longe das pegadas. Ficamos imaginando que se fosse nos EUA estas pegadas teriam uma Dino Disneyworld em torno, com muita estrutura, exposição, efeitos sonoros e visuais para tornar o parque ainda mais interessante, uma grande atração turística! Parece que a Petrobrás agora irá patrocinar uma nova obra em 2011, recuperando as trilhas, instalações e revitalizando o museu e a exposição. Nós estamos torcendo! Uma descoberta como esta merece ser bem explorada! São raríssimas evidências, claras como esta, da existência destes animais tão maravilhosos, uma iguaria no mundo em que vivemos.

Visitando o Vale dos Dinossauros, em Sousa - PB

Visitando o Vale dos Dinossauros, em Sousa - PB


Como canta Zeca Baleiro, “Juracique Parque, Juracique Parque é esse que eu nunca vi...”. É o próprio, o vale do dinossauros à brasileira mesmo.

Brasil, Paraíba, Sousa (Vale dos Dinossauros), dinossauros, Paleontologia, sertão, Vale dos Dinossauros

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Pit Stop em Curitiba

Brasil, Paraná, Curitiba

Última vista do Farol numa linda manhã

Última vista do Farol numa linda manhã



Hoje retornamos da Ilha do Mel, novamente com aquela mesma sensação de quando saímos de Superagui e Barra do Ararapira... sabendo que não voltaremos lá em pelo menos 1000dias! É um sentimento que certamente iremos nos acostumar: chegar a novos lugares maravilhosos, fazer novos amigos e nos despedirmos sempre. Nos despedimos do Zeco e da Uana na Grajagan, do André da Mar&Sol que pegou a mesma barca que nós e também da Lúcia do estacionamento que sempre paramos. Santa Lúcia que nos salvou, pois o Rodrigo esqueceu o computador dele lá e ela veio atrás de nós de carro para devolver. Ufa...

Em Curitiba já tínhamos diversos afazeres, detalhes que surgiram na última hora, conferência da mala para Miami, almoço de despedida com o Pai e ainda uma última reunião sobre o site, que ainda está atrasado... Infelizmente o site é o que mais nos preocupa, mesmo tendo começado o processo de criação e produção do site com bastante antecedência, não conseguimos ainda colocá-lo em pleno funcionamento. Enquanto isso, preparamos todo o conteúdo para atualizar o site assim que entrar no ar.

No final do dia, fizemos um lanche “brasileiro” rapidinho, preparado pela Dra Patrícia, minha mãe. Impressionante como ela sempre cuida de tudo nos mínimos detalhes. Requeijão Poços de Caldas para o genro querido, torta de frango que eu adoooro e ainda docinhos brasileiros, goiabada, queijadinha, suco de manga... delícia! Além do lanche a mãe também se prontificou a nos levar para o aeroporto e, se não fosse a sua pilotagem ávida e um tanto quanto agressiva, teríamos perdido o vôo, estresse total! Uma vez no vôo para SP, tudo estava sob controle, logo depois embarcamos para Miami. Um vôo de 7 horas pela frente, das quais não dormiremos praticamente nada, que beleza! Não vejo a hora de chegar logo, encontrar os amigos Marcelo e Su que irão nos hospedar e depois Juliane e David, my brand new brother in law.

Indo embora da Ilha do Mel

Indo embora da Ilha do Mel

Na barca, voltando da Ilha

Na barca, voltando da Ilha

Na barca, com o amigo André

Na barca, com o amigo André

Brasil, Paraná, Curitiba,

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Novo País: Canadá!

Canadá, Montreal, Quebec

Algumas folhas se adiantam e já tem a cor do Outono, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá

Algumas folhas se adiantam e já tem a cor do Outono, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá


Kanata, do iroquoise “aldeia ou povoado”, é a origem da palavra Canadá. Curioso nome para o segundo maior país do mundo em área, apenas atrás da Rússia. Esse tamanho todo e sua fronteira gelada com o Oceano Ártico fazem do Canadá um dos países de menor densidade populacional em todo o mundo (aprox. 3 hab/km2). Toda essa extensão de terras desabitadas faz do Canadá um país especial em áreas naturais praticamente intocadas. O que as protege é justamente uma de suas maiores belezas, também a maior barreira para os exploradores: o gelo, a neve e muito frio.

Painel informativo sobre o processo de formação das paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá, durante a última era glacial

Painel informativo sobre o processo de formação das paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá, durante a última era glacial


Mais de 80% dos seus 33 milhões e meio de habitantes vivem a 150km da fronteira com os Estados Unidos, adicionando mais um superlativo para a coleção, já que é a maior fronteira terrestre do mundo. As regiões do Golden Horseshoe (Toronto, Montreal e Ottawa), Lower Mainland (Vancouver e arredores) e o corredor Calgary-Edmonton em Alberta se somam às áreas mais populadas, o que facilita muito o planejamento da nossa viagem, já que desta vez não teremos tempo para fazer explorações da região ártica do país.

Ruas cheias no centro de Montreal, no Canadá

Ruas cheias no centro de Montreal, no Canadá


Curiosidade: o Canadá também abriga a população mais setentrional (ao norte) do planeta, 168 habitantes (dado de 2001) nas ilhas de Ellesmere, quase na fronteira com a Groelândia. Um grupo de inuits parentes dos groelandeses que deve ter ficado com preguiça de cruzar o estreito de mar gelado ao norte da Baía de Baffin.

Arte Inuit no Museu da Civilização, em Quebeq, no Canadá

Arte Inuit no Museu da Civilização, em Quebeq, no Canadá


Os inuits são os parentes mais próximos dos povos mongóis que iniciaram a colonização de todo o continente americano em torno de 15 mil anos atrás. Na teoria mais aceita pela comunidade científica tribos mongóis cruzaram o Estreito de Bering e começaram a colonizar a América partindo do Alasca, Canadá e descendo pelo oeste dos Estados Unidos até a América do Sul. Hoje, 600 povos das chamadas Primeiras Nações são reconhecidos pelo governo do Canadá, com aproximados 1,2 milhão de indivíduos pertencentes a elas.

Tenda indígena no Museu da Civilização, em Quebeq, no Canadá

Tenda indígena no Museu da Civilização, em Quebeq, no Canadá


O resgate da cultura do povo que chegou primeiro é claro em várias cidades por onde passamos. Apenas no estado de Quebéc são 13 nações indígenas, cada uma delas tentando se adaptar às mudanças da sociedade moderna. Algumas se adaptaram “tão bem” que já nem se reconhecem mais, perderam seu idioma nativo e sua identidade indígena. O trabalho de recuperação desta identidade aparentemente tem sido efetivo, as escolas passaram a ensinar o idioma indígena como primeira língua e depois o francês ou o inglês, dependendo da região.

Máscaras indígenas que enfeitam e protegem dos maus espíritos a nossa pousada em Gananoque, na região das 1000 Islands, na fronteira do Canadá e Estados Unidos

Máscaras indígenas que enfeitam e protegem dos maus espíritos a nossa pousada em Gananoque, na região das 1000 Islands, na fronteira do Canadá e Estados Unidos


O primeiro contato com uma população europeia foi por volta do ano 1.000 d.C. quando vikings estabeleceram um posto avançado em Labrador nas suas explorações nos mares do norte. O primeiro assentamento escandinavo na América do Norte não durou muito. A primeira visita documentada, porém foi em 1.497/98 pelo italiano Giovanni Caboto a serviço do Rei da Inglaterra. A colonização europeia da região se iniciou no Século XVI, formando as primeiras colônias permanentes de Port Royal em 1.605 e Quebéc em 1.608, na região conhecida como Nova França ao longo do Rio St. Lawrence. Foi apenas em 1.763, depois de diversas batalhas entre os franceses e os ingleses, que a França cedeu todos os seus territórios da Nova França e Acádia aos britânicos através do Tratado de Paris.

Pessoas fantasiadas passeiam pelo centro histórico de Quebec, no Canadá

Pessoas fantasiadas passeiam pelo centro histórico de Quebec, no Canadá


Em 1.775 o ânimo dos revolucionários americanos começou a esquentar contra a Coroa Britânica. Eles convidaram os canadenses a se unir na luta contra a coroa, porém os canadenses se negaram, mantendo sua lealdade ao Rei da Inglaterra.

A guarda da Citadela de Quebec, no Canadá

A guarda da Citadela de Quebec, no Canadá


Em 1.812 os americanos invadiram alguns dos territórios britânicos no Canadá e foram expulsos pelos ingleses, franceses e indígenas, que se uniram em defesa do seu território. Engraçado é que nesta guerra, conhecida como Guerra de 1812 os dois lados se julgam vitoriosos: os canadenses por que se defenderam, expulsaram os americanos e continuaram ao lado da coroa. Os americanos por terem ganhado várias batalhas contra os ingleses, inclusive a principal delas em New Orleans, depois da guerra já ter oficialmente acabado. Um dos principais ganhos desta guerra foi o fortalecimento da identidade canadense.

O solene prédio da antiga sede da prefeitura, em Toronto, no Canadá

O solene prédio da antiga sede da prefeitura, em Toronto, no Canadá


Em 1° de Julho de 1.867 o Canadá tornou-se uma federação parcialmente independente da Inglaterra e aos poucos outros territórios britânicos foram se anexando ao novo país. Toda primeira semana de julho acontecem as festas comemorativas do 1° de Julho conhecido como “O Dia do Canadá”, perdemos por pouco!

Canadá e suas províncias

Canadá e suas províncias


O nosso roteiro nas duas próximas semanas será conhecer as principais cidades do leste do Canadá, passando pelo estado francês de Quebéc, a capital Quebec City, Montreal e alguns dos seus principais Parques Nacionais. Seguiremos pelo estado de Ontário para conhecer Ottawa, a capital do país, e Toronto, a maior cidade de todo o território. O caminho ainda nos reserva algumas surpresas, pois o melhor de uma road trip é descobrir e se aventurar por novos horizontes e novas fronteiras. Welcome, Bienvenue, Bem vindo ao Canadá!

Aproximando-se da fronteira. O Canadá é logo ali!

Aproximando-se da fronteira. O Canadá é logo ali!

Canadá, Montreal, Quebec, história, roteiro

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Faxina geral!

Brasil, Bahia, Salvador

Tentando organizar nossas coisas, em Salvador - BA

Tentando organizar nossas coisas, em Salvador - BA


Dia de faxina geral em Salvador. Este definitivamente é um dos últimos lugares que teremos o privilégio de poder ficar instalados em uma casa, confortável e com estrutura. Hoje em dia uma das coisas que mais sinto falta de tempos em tempos é uma área de lavanderia! Rsrsrs!

A Fiona está um desastre de suja e com uma bagunça absurda! Passamos a manhã empenhados em atualizar o site, responder emails, comentários do site, redes sociais e outras burocracias. A tarde foi dedicada a organizar esta bagunça, jogar os lixos fora, lavar roupa, esvaziar o carro para poder levá-lo a um lava-car.

Nossas mochilas e equipamentos, em Salvador - BA

Nossas mochilas e equipamentos, em Salvador - BA


A noite resolvemos tomar um banho de “civilização” e fomos ao Shopping Iguatemi. Levamos um baile para conseguir estacionar no shopping depois de todo o engarrafamento nas avenidas Paralela e ACM, pudera, saímos bem no horário de pico. Meia hora depois, estacionados a Dry wash se recusou a lavar a Fiona, suja demais, só com jato de água mesmo.

Finalmente consegui ir ao salão e pegamos um cineminha. Correção, cineminha não, cinemão! Assistimos ao filme Tropa de Elite 2, faca na caveira! O filme é muito bom, realidade nua e crua. Será que conseguiremos mudar o Brasil? A mudança cultural é sempre lenta, por isso temos que ser persistentes para que aconteça também uma faxina geral nas instituições públicas e políticas brasileiras.

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Citadelle e San Souci

Haiti, Cap-Haitien, Citadelle

Visitando as impressionantes ruínas do Palácio de Sans-Souci, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti

Visitando as impressionantes ruínas do Palácio de Sans-Souci, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti


Um grande palácio que rivalizou, em grandeza e requintes, o Palácio de Versailles e a maior fortaleza do Caribe! Alguma vez você imaginou que poderia encontrar tudo isso aqui, no Haiti?

O caminho morro acima até a Citadelle, no norte do Haiti

O caminho morro acima até a Citadelle, no norte do Haiti


Sim, eles existem e nós fomos lá conferir. O Palácio de San-Souci e a Citadelle Laferrière são monumentos à loucura e mania de grandeza de um dos libertadores do país, Henri Christophe. Isso em nenhum momento lhes tira a grandeza e a genialidade arquitetônica de ambos, pelo contrário, a loucura somada à beleza cênica dos seus arredores as fazem ainda mais obrigatórias em qualquer roteiro pelo país.

Família observa os visitantes que caminham de Sans-Souci à Citadelle, no norte do Haiti

Família observa os visitantes que caminham de Sans-Souci à Citadelle, no norte do Haiti


Após ter lutado pela libertação do Haiti dos domínios franceses e de romper com seus colegas e líderes revolucionários, Christophe decidiu se tornar Rei do “Reino do Haiti”, no norte do país. A excentricidade do maluco não parou por aí, ele queria também se equiparar aos seus algozes franceses em título, poder e símbolos de riqueza e afundou todos os recursos que já não possuía na construção do seu castelo San-Souci e na maior fortaleza do Caribe.

Ruínas do palácio de Sans-Souci, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti

Ruínas do palácio de Sans-Souci, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti


O Castelo de San-Souci foi construído entre os anos de 1810 e 1813 e era a residência oficial do Rei Christophe, sua esposa Marie-Louise e suas duas filhas. Era o maior e mais impressionante dos 9 castelos e diversas residências reais, muitos dizem que nos seus tempos áureos ele seria o equivalente caribenho do Palácio de Versalles. Em outubro de 1820 Christophe se suicidou no castelo e 10 dias depois seu filho foi assassinado por revolucionários. Vinte e dois anos mais tarde, um grande terremoto se abateu na região e deixou o castelo em ruínas e este nunca mais foi reformado.

Visitando as impressionantes ruínas do Palácio de Sans-Souci, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti

Visitando as impressionantes ruínas do Palácio de Sans-Souci, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti


A pouco mais de 8 km montanha acima está a Citadelle Laferrière, construída entre 1805 e 1820 para defender o Haiti de invasões francesas que nunca ocorreram. Ela possui a maior coleção de armas de artilharia do século XVIII, dentre eles 365 canhões dos mais diversos calibres e suas respectivas bolas de ferro.

Galeria cheia de canhões na Citadelle, no norte do Haiti

Galeria cheia de canhões na Citadelle, no norte do Haiti


Há uma enorme quantidade de balas de canhão, de diversos tamanhos, espalhadas por toda a Citadelle, a gigantesca fortaleza no norte do Haiti

Há uma enorme quantidade de balas de canhão, de diversos tamanhos, espalhadas por toda a Citadelle, a gigantesca fortaleza no norte do Haiti


Há uma enorme quantidade de balas de canhão, de diversos tamanhos, espalhadas por toda a Citadelle, a gigantesca fortaleza no norte do Haiti

Há uma enorme quantidade de balas de canhão, de diversos tamanhos, espalhadas por toda a Citadelle, a gigantesca fortaleza no norte do Haiti


A maior fortaleza do Caribe, e uma das maiores da América, tem 10 mil metros quadrados, 40 metros de altura e empregou mais de 20 mil trabalhadores na sua construção. A Citadelle é mamutesca e realmente impressiona pela massividade de sua estrutura, são andares e mais andares construídos no topo do Bonnet a L´Eveque, uma montanha a 970m sobre o nível do mar, com vistas maravilhosas da região.

Placa informativa com o mapa da Citadelle, no norte do Haiti

Placa informativa com o mapa da Citadelle, no norte do Haiti


A grandiosa paisagem que se vê do alto da Citadelle, no norte do Haiti

A grandiosa paisagem que se vê do alto da Citadelle, no norte do Haiti


Do castelo à Citadelle pegamos um moto-táxi (episódio detalhado abaixo), e o último quilometro deve ser feito a pé ou à cavalo. A caminhada é linda, com vistas sensacionais das montanhas, da baía de Cap-Haitien e o litoral norte do Haiti. Dizem que em dias claros se pode ver até Cuba, mas tenho minhas dúvidas.

Observando a vista do alto da Citadelle, no norte do Haiti

Observando a vista do alto da Citadelle, no norte do Haiti


Observando a vista através das janelas da Citadelle, no norte do Haiti

Observando a vista através das janelas da Citadelle, no norte do Haiti


Decidimos retornar à Milot a pé, passando pelas vilazinhas de montanha, vendo mais de perto como esse povo vive, conversando com locais e aproveitando as belíssimas vistas. A decida é dura e exige bons joelhos, no final os meus já estavam pedindo água! Mas foi um belo exercício e uma ótima forma de nos envolvermos mais com a cultura e a paisagem da região.

Família observa os visitantes que caminham de Sans-Souci à Citadelle, no norte do Haiti

Família observa os visitantes que caminham de Sans-Souci à Citadelle, no norte do Haiti


O caminho morro acima até a Citadelle, no norte do Haiti

O caminho morro acima até a Citadelle, no norte do Haiti


Desde 1982 as ruínas de San-Souci foram declaradas Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. São os lugares com maior potencial turístico no Haiti. O governo sabe disso e já começou a preparar a estrutura turística, colocando placas informativas, construindo instalações com centro de informações, lojas de artesanatos e banheiros na base de acesso à fortaleza.

Futuro centro de apoio aos turistas, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti

Futuro centro de apoio aos turistas, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti


Tudo isso é parte de um plano maior para disseminar o turismo que já existe no litoral norte, trazendo os turistas de cruzeiro de Labadie, praia privada da Royal Caribbean, em day tours para cá. Ajudará a comunidade e será uma grande aventura para estes turistas que, quando aportam nesta praia, muitas vezes nem sabem que estão no Haiti.

Encontro com criança no caminho até a Citadelle, no norte do Haiti

Encontro com criança no caminho até a Citadelle, no norte do Haiti



Como chegar lá? Ou, Uma aventura nos taptaps entre Cap-Haitien a Milot.


Muita gente usa cavalos para chegar até a Citadelle, no norte do Haiti

Muita gente usa cavalos para chegar até a Citadelle, no norte do Haiti


O Castelo de San-Souci está localizado à margem da pequena e simpática cidade de Milot, a pouco mais de meia hora da capital du nord, Cap-Haitien. Milot pode ser acessada de taptap, moto-táxi ou táxi desde Cap-Haitien. Aluguel de carro no Haiti é caríssimo, algo em torno de 150 dólares. Um taxi que te levaria e ficaria a disposição cobraria algo parecido, pouco mais de 100 dólares, assim as opções que nos restavam seriam duas moto-táxis ou o popular taptap.

Um taptap nas ruas de Cabaret, cidade ao norte de Port-au-Prince, no Haiti

Um taptap nas ruas de Cabaret, cidade ao norte de Port-au-Prince, no Haiti


O taptap é um transporte “público” basicamente descrito como lotação. Entram todos nas caçambas das caminhonetes mais coloridas que já vimos, onde uma boa caixa de som não pode faltar! No taptap ouvimos kompa, reggae e até Michel Teló! Difícil é avisar o motorista para baixar o som ensurdecedor, já que não falamos creole. Com sorte alguns dos 20 outros passageiros entulhados ao nosso lado também estavam ficando surdos e resolveram esse problema por nós.

Deixando Cap-Haitien, já no Taptap cheio, seguindo em direção â Citadelle, no norte do Haiti

Deixando Cap-Haitien, já no Taptap cheio, seguindo em direção â Citadelle, no norte do Haiti


O taptap sai da Pont Neuf em Cap-Haitien, que está há uns 5 minutos de moto-táxi (200 gourds) do Boulevard onde está o seu hotel. Só entrar no taptap já é uma aventura, pois os motoristas te disputam a tapa, tentando organizar a fila dos carros de saída dentro do posto de gasolina ao lado da ponte. Uma vez lá dentro, vamos baldeando e aproveitando a experiência sociológica ao máximo, com os olhares curiosos de todos os haitianos para os estrangeiros branquelos dentro do taptap, cena rara.

Em Cap-Haitien, aguardando o Taptap encher para seguir em direção à Citadelle, no norte do Haiti

Em Cap-Haitien, aguardando o Taptap encher para seguir em direção à Citadelle, no norte do Haiti


27 quilômetros e várias paradas depois, chegamos à cidade de Milot. O ponto final está a apenas 3 quadras do Castelo de San-Souci. Ali mesmo, ao lado da placa, embaixo da árvore do lado do alambrado, você paga o ingresso válido para o palácio e para a Citadelle. Hoje nós dispensamos acompanhamento de guias (quem nos acompanha sabe que essa é uma briga antiga, o Rodrigo odeia, eu gosto, e tentamos revezar para não dar briga), mas foi difícil fazer os meninos guias da região largarem do nosso pé, afinal eles precisam e muito de qualquer dinheiro. Enfim, quando o Rodrigo decide que não quer, não tem pena, não tem choro e nem vela... nem para mim, nem para o guia.

Ainda tentando me livrar de um insistente guia, na Citadelle, no norte do Haiti

Ainda tentando me livrar de um insistente guia, na Citadelle, no norte do Haiti


Chegando ao palácio Sans-Souci, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti

Chegando ao palácio Sans-Souci, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti


Para ir à Citadelle precisávamos pegar uma moto-táxi para cada um (200 gourds – 4,5 dólares), mas não sem ter que lidar com uma batalha dos motociclistas. Todos queriam e precisavam trabalhar e enquanto nós estávamos tentando visitar o palácio, eles discutiam entre eles e nos exigiam uma definição. Uns 15 carinhas nos encurralaram numa placa, com os ânimos exaltados e disseram “vocês terão que escolher quem vai levá-los!”. Momento tenso. Chamaram o diretor de turismo e armaram uma reunião, nos dizendo, “conversem com o diretor!”

Ruínas do Palácio de Sans-Souci, no norte do Haiti

Ruínas do Palácio de Sans-Souci, no norte do Haiti


Era uma cena surreal, sinceramente, só não mandei todos “passear” por que vi que ali valeria a lei do mais forte. Enfim, fomos conversar com o diretor, que por sinal havíamos acabado de conhecer no taptap vindo a Milot. Ele trabalha para o Ministério de Turismo e tem, dentre as suas diversas atividades, a função de organizar a comunidade local para receber os turistas. Era o único que tinha alguma moral com a galera, discutindo em creole, francês e intermediando conosco em inglês, quem, afinal, iria nos levar montanha acima.

Motorista da moto que levou a Ana até os pés da Citadelle, no norte do Haiti

Motorista da moto que levou a Ana até os pés da Citadelle, no norte do Haiti


Já sabemos, mas com uma cena assim é que fica claro como 4 dólares fazem toda a diferença na vida desse povo. Foi um momento estressante para quem quer apenas aproveitar aquele cenário incrível nas montanhas haitianas, mas logo passou e estávamos nas garupas dos motociclistas que primeiro haviam nos abordado, educadamente, antes de entrarmos no castelo. O diretor nos seguiu em seu carrinho de golf, para acompanhar os primeiros turistas independentes que ele via chegar ali, bem curioso e atencioso.

Encontro com o encarregado do Ministério do Turismo, nas ruínas de Sans-Souci, no norte do Haiti

Encontro com o encarregado do Ministério do Turismo, nas ruínas de Sans-Souci, no norte do Haiti


Retornamos à Cap-Haitien em um taptap que pegamos no centro da cidade, logo após termos feito um lanche rápido no restaurante do único hotel-pousada que vimos em Milot. No taptap conhecemos uma menina que, curiosa, nos perguntou de onde éramos e o que fazíamos ali. O Rodrigo se comunicou com ela em francês, eu entendendo quase tudo, mas precisando do marido para traduzir as minhas perguntas e respostas.

Fazendo amigas no Taptap que nos trazia de volta da Citadelle para Cap-Haitien, no norte do Haiti

Fazendo amigas no Taptap que nos trazia de volta da Citadelle para Cap-Haitien, no norte do Haiti


Eis que ela nos pergunta: “Por que vocês não falam creole?” Bem... como explicar... nós falamos português, espanhol, inglês e até o francês (no caso do Rodrigo), mas creole não foi assim, uma prioridade, pois só podemos fala-lo aqui. E ela genuinamente intrigada e sem entender direito, começou a tentar me explicar algumas frases como:
Non mwen se Ana”, “Mwen swiv brezilyen” e a expressão “Bon Bagay”, que quer dizer “gente boa”, bastante utilizada pelos militares brasileiros, por sinal. Para a leiga aqui tudo me pareceu muito com o francês, mas meio tupiniquim “Mim nome é Ana”, mais simples e curto que o francês, quem sabe até mais fácil. Gostei! Se vier morar aqui sem dúvida terei que aprender! Rs!

A popular expressão em creolle que quer dizer 'boa gente', em Cap-Haitien, no norte do Haiti

A popular expressão em creolle que quer dizer "boa gente", em Cap-Haitien, no norte do Haiti


O final do dia foi no bar encima do mercado no Boulevard, com vista para o mar e uma boa prestigie gelada, com uma sensação boa de missão cumprida. Um dia lindo, cheio de explorações e interações no interior do Haiti, descobrindo cada vez mais o quanto esse país tem a nos oferecer e que mesmo com tantas dificuldades, descobrir o quão sorridente e gentil seu povo é. Hey, aqui entre nós, tenho um segredo para contar a vocês, acho que estou apaixonada pelo Haiti!

No interior de uma das torres da Citadelle, no norte do Haiti

No interior de uma das torres da Citadelle, no norte do Haiti

Haiti, Cap-Haitien, Citadelle, Citadelle, Creole, Milot, Palácio, Transporte

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A Trilha da Onça

Brasil, São Paulo, Petar

Pegada de onça na trilha da Teminina, no PETAR

Pegada de onça na trilha da Teminina, no PETAR


Começamos a trilha para a Temimina e já descobrimos que éramos os primeiros a passar ali nos últimos 5 dias. A trilha estava super fechada e totalmente enlameada, um sabão só. Ontem o Edson já tinha nos mostrado boa parte do seu conhecimento sobre a flora e fauna locais, e hoje não seria diferente. Logo no começo da trilha ele já encontrou algumas pegadas de onça e disse: “Essa aqui é fresca”. Eu já fiquei pensando... fresca 10 minutos, 1 hora ou 12 horas? Nesse momento é que vamos ajustando os nossos pré-conceitos. Bem, havia chovido a noite toda, então se estávamos encontrando pegadas é por que era recentes mesmo! Perguntei se havia problema cruzarmos com uma onça, qual seria a reação dela, etc, e ele falou: “Ela só pode atacar se estiver com filhote”. Ufa, eu pensei... seria muuuuito azar essa onça estar com filhote, não vai acontecer. Mais 50m eu vejo uma pegadona e ao lado uma pegadinha, também frescas... “Edson!?!?!”, “Sim, ela está com filhote”... ai meu Deus...

Adoro aguçar os meus sentidos e percepção nas trilhas, então a cada passo eu procurava pelas patas e confirmava com o Edson! Estávamos na trilha da onça, pegadas nos dois sentidos, ela foi e voltou por ali algumas vezes e há poucas horas! De tempos em tempos o Edson também chamava atenção para o cheiro, primeiro para um grupo de catetos, um tipo de porco do mato, que devia ter passado por ali, pegadas e cheiros cruzando a trilha, prato predileto da onça. Logo depois o cheiro era de xixi de onça, marcando o território. Mais uns 300m xixi de onça de novo! É claro que seria bacana ver uma onça, mas a esta altura eu já estava preocupada, tinha certeza de que a onça estava ali, com seu filhote, marcando território e com fome, pois provavelmente estava seguindo aqueles catetos. Nós tínhamos apenas uma certeza, nós não vimos a onça, mas ela nos viu! Seguimos adiante, cuidando para não pisar em cobras e rezando para esta onça ser igual à todas as outras estudadas, com hábito noturno de caça. Chegamos a uma parte super íngreme da trilha, descemos com a ajuda de uma corda e aí pude relaxar. Finalmente saímos da trilha da onça, as pegadas sumiram, afinal onça não gosta de ficar escorregando e escalando ribanceiras.

Obs.: Aguardem, logo teremos fotos desta trilha!

Brasil, São Paulo, Petar, Caverna, Parque, trilha

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Coyoacán e Xochimilco

México, Cidade do México

As típicas Catrinas mexicanas, aqui representando os artistas famosos na Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México

As típicas Catrinas mexicanas, aqui representando os artistas famosos na Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México


Após um chá de cadeira de 4 dias do técnico que estava arrumando o meu notebook e livrando-o do malware que o travou, finalmente conseguimos encontrá-lo! Foram 3 dias de atraso, desencontros e desespero, pois isso me rendeu um atraso ainda maior nos posts. Decidimos que de hoje não passava, o perseguimos após furar o horário combinado as 10h, fomos até o seu trabalho e o conseguimos finalmente reaver o equipamento as 13h! Assim, saímos novamente tarde para as explorações do dia, hoje nos bairro de Coyoacán e Xochimilco e com a participação especialíssima do nosso amigo Rodz Marc!

Com nosso anfitrião na Cidade do México em visita ao bairro de Coyoacán, terra de Frida Kahlo

Com nosso anfitrião na Cidade do México em visita ao bairro de Coyoacán, terra de Frida Kahlo


Começamos o tour tardio em Coyoacán, bairro conhecido por abrigar artistas e famosos como Hernán Cortês, Frida Kahlo, seu marido Diego Rivera e Leon Trotsky. Peraí, eu falei Cortês? Isso mesmo, Coyoacán, também conhecida como “O lugar dos coiotes” (em náhuatl), foi a base para o conquistador espanhol após a queda do Imperio Azteca e sua capital Tenochtitlán.

Entrada do museu Frida Kahlo, onde a artista viveu com Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México

Entrada do museu Frida Kahlo, onde a artista viveu com Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México


Fomos direto para o Museu Frida Kahlo, a ilustre Casa Azul. Foi nesta casa que a renomada artista mexicana nasceu, viveu e morreu, passando por momentos tensos como a sua recuperação após um atropelamento que a levou a mais de 20 cirurgias e à perda da capacidade de ter filhos. Não por acaso estas cicatrizes são parte freqüente de sua obra, que se tornou mundialmente conhecida.

Visitando a Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México

Visitando a Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México


Frida conheceu Diego Rivera, célebre pintor e escultor mexicano, justamente buscando opiniões e a críticas ao seu trabalho e Diego sempre foi o seu maior incentivador e fã. Ainda assim a relação do casal foi turbulenta, devido às infidelidades que pareciam ser constantes. Frida com seus casos homossexuais e Diego com sua galinhagem que lhe era peculiar. A traição que colocou um ponto (e vírgula) no relacionamento deles foi entre Diego e sua cunhada, Cristina, a irmã mais nova de Frida. Como diria uma amiga minha, isso “épacabá” com qualquer uma mesmo! Frida se separou de Diego na mesma hora e teve uma revanche à altura, tendo um caso com o amigo exilado de Diego, León Trótsky. ! Porém a paixão era maior e os dois tornaram a se casar no ano seguinte.

Foto tradicional na Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México

Foto tradicional na Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México


O museu-casa é uma coleção de objetos pessoais e obras de arte que vão da sala de estar à cozinha, passando pelo quarto em que Frida ficou deitada por meses na sua recuperação do acidente. Passamos por seu atelier com suas tintas, estudos, livros e cavaletes até chegar ao quarto. Na cama foi instalado um espelho, pois uma de suas fixações era o auto-retrato. Ao lado da cama está inclusive a perna mecânica que a artista utilizou. Sua personalidade forte está marcada em cada detalhe da casa, suas coleções de cerâmica e até de arte pré-hispânica.

Pátio interno da Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México

Pátio interno da Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México


No jardim, uma das partes mais emocionantes do museu, fotos acompanhadas de frases nos mesmos locais onde cada um daqueles momentos aconteceu. Um jardim delicioso e que vem acompanhado de um café e uma lojinha de souvenirs com a marca Frida Kahlo, irresistível!

A movimentada praça central de Coyoacán, bairro da Cidade do México

A movimentada praça central de Coyoacán, bairro da Cidade do México


Almoçamos em um bistrô ao lado da Plaza Hidalgo, principal centro gastronômico do bairro. Restaurantes lotados e praça repleta de gente feliz, balões, famílias, cachorros e toda aquela festa de final de semana. Infelizmente tivemos que deixar a caminhada pelas ruas coloniais de Coyoacán, o Museu de Trótski e a Casa de Cortês para uma próxima visita. Saímos daqui direto para o mais mexicano dos bairros da capital, Xochimilco.

Com o Rodrigo em almoço rápido em Coyoacán, bairro de Cidade do México tornado famoso por Frida e Diego Rivera

Com o Rodrigo em almoço rápido em Coyoacán, bairro de Cidade do México tornado famoso por Frida e Diego Rivera


“O lugar onde crescem as flores” (náhuatl), Xochimilco é o único lugar na Cidade do México que ainda preserva o sistema de canais que compunham a imensa Tenochtitlán. A capital azteca foi construída em uma ilha do lago Texcoco e na parte sul do imenso lago já havia uma população com uma prática curiosa: eles empilhavam lama e vegetação nas partes rasas do lago, criando novas áreas férteis chamadas chinampas.

Os tradidionais barcos que levam as pessoas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México

Os tradidionais barcos que levam as pessoas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México


A especialidade dos Xochimilcas se espalhou e tomou conta do lago de Texcoco, formando uma imensa rede de canais e plantações, a principal base econômica deste império. A Cidade do México foi construída sobre estas chinampas, base nada sólida para tanto peso e concreto. Não é a toa que a cidade está afundando, porém aqui, em Xochimilco, ainda podem ser encontrados em torno de 180 km dos mágicos canais.

Os tradidionais barcos que levam as pessoas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México

Os tradidionais barcos que levam as pessoas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México


O ajuehote é a árvore símbolo de Xochimilco, pois foi ela a responsável por evitar erosões e manter as ilhas artificiais bem presas ao fundo lacustre. A profundidade média dos canais é de 3m e durante as manhãs a água é transparente, diz o barqueiro, que assegura que a água não é poluída: “Só está verde por que nós mexemos muito no fundo lodoso para mover as trajineras”, afirma. Ele calcula que uma viagem de trajineira pelos canais daqui de Xochimilco até o centro da cidade, no Templo Mayor, deveria levar em torno de 8 horas! Eles realmente tinham outra noção de tempo naquela época! E nós ainda reclamamos de demorarmos duas horas de um canto a outro da cidade. Rsrs!

Passeando de barco pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México

Passeando de barco pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México


As trajineras são as embarcações tradicionais mexicanas que eram utilizadas pelos antigos aztecas, movidas à remo e com a ajuda de cabos que eram puxados por homens desde as ilhas. Hoje a tecnologia da vara, vulgo bambu, facilitou muito a vida dos barqueiros, que sozinhos levam uma trajinera cheia com até 20 pessoas, além de uma mesa e isopor com bebidas.

Programa tradicional para quem visita a cidade, o passeio de barco nos canais de Xochimilco, bairro da  na Cidade do México

Programa tradicional para quem visita a cidade, o passeio de barco nos canais de Xochimilco, bairro da na Cidade do México


São nove embarcaderos, sendo que você pode escolher fazer o passeio ecológico, por uma área tranquila e com foco em conhecer as plantações, oooou você pode escolher se divertir! A parte festiva dos canais, além de plantações de diversas plantas e flores, também oferece um ambiente descontraído, mariachis flutuantes cantando atados à sua trajinera e tudo mais o que você imaginar!

Barco de Mariachis em Xochimilco, na Cidade do México

Barco de Mariachis em Xochimilco, na Cidade do México


Saímos apenas nós três em uma embarcação, mas conseguimos interagir bem com os vizinhos animados e tivemos até uma linda música dos Mariachis, regalada pelo Rodz a nosotros. Xochimilco é um destino tipicamente e principalmente mexicano, onde famílias inteiras se reúnem trazem sua própria comida, amarram duas, três trajineras e fazem uma verdadeira festa flutuante!

Com o Rodrigo, observando barco de Mariachis em Xochimilco, na Cidade do México

Com o Rodrigo, observando barco de Mariachis em Xochimilco, na Cidade do México


Além do espetáculo nas águas, as ilhas também trazem diferentes atrações, restaurantes, mercados de artesanatos, bares e baladas super animadas que atraem jovens chilangos de todos os lados! Uma das principais delas é a Isla de los Muñecos, aka “ilha assombrada”. Conta a história que uma menininha teria sido encontrada morta no canal por um agricultor, dono de uma ilha. Ele a recolheu e providenciou um enterro digno e a partir daí começou a vê-la correndo entre as árvores e lhe pedindo brinquedos. Ele começou a pendurar os bonecos e ursinhos nas árvores e afirma que muitas vezes estes são encontrados no chão após uma noite de brincadeiras. Hoje a ilha possui mais de 2 mil bonecos pendurados pelas árvores e inclusive uma “sucursal” com mais 200 bonecos, em outro ramo dos canais. Assombroso!

Porto fluvial no bairro de Xochimilco, na Cidade do México

Porto fluvial no bairro de Xochimilco, na Cidade do México


Uma hora de trajinera custa em torno de 150 a 200 pesos e uma canção dos mariachis 150. Quanto mais gente, mais barata fica a brincadeira, mas mesmo que você venha sozinho à capital mexicana, não perca o maravilhoso mundo de Xochimilco!

De noite, os barcos carregam velas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México

De noite, os barcos carregam velas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México

México, Cidade do México, Coyoacán, Frida Kaho, Xochimilco

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Aqui começa o Brasil!

Brasil, Amapá, Oiapoque

Monumento que marca o início do Brasil, em Oiapoque - AP

Monumento que marca o início do Brasil, em Oiapoque - AP


Oiapoque é uma cidade portuária e fronteiriça, caótica e um tanto quanto desorganizada. O mote da cidade é “Aqui começa o Brasil” e os guianeses e franceses ainda se aventuram até lá para conhecer o Brasil. Não deixa de ser um pedacinho do Brasil, mas a imagem que eles terão será a mesma que a maioria dos brasileiros tem do Paraguai, que se resume à Ciudad del Este.

Nosso hotel em Oiapoque - AP

Nosso hotel em Oiapoque - AP


Às margens do Rio Oiapoque, rio riquíssimo em peixes, um dos principais acontecimentos na cidade giram em torno da ponte que está sendo construída para ligar o Brasil à Guiana Francesa. A Guiana é um estado francês, com todos os benefícios e malefícios que isso pode acarretar. Um dos grandes problemas é o mesmo que um país rico e desenvolvido teria na fronteira com qualquer outro país subdesenvolvido e pobre como o Brasil, a imigração ilegal em massa. Alguns estereótipos já devem ser bem conhecidos da PAF (Policie Aux Frontiere) como os garimpeiros, brasileiros que vão tentar ganhar a vida nos garimpos franceses e mulheres aqui da região norte e nordeste que vão tentar entrar no país para trabalhar e se legalizar casando com algum cidadão. Estes devem ser os mais comuns, mas não os únicos, afinal todos tem direito de lutar por uma vida melhor. Em Oiapoque mesmo vemos que esta preocupação do Governo Francês procede, pois quase todos possuem irmãos, tios, primos, morando na Guiana Francesa. Quando perguntamos o porquê, todos dizem que ali, do outro lado do rio, eles possuem condições melhores de vida e trabalho do que no Brasil. Além disso, todos sabemos que quando legalizados todos podem receber inclusive o auxílio do governo como um bom seguro desemprego. Engraçado que os brasileiros no sul dificilmente pensam na Guiana Francesa como um escape para a Europa, mas aqui nas vizinhanças isso fica mais óbvio.

A ponte que está sendo construída para ligar o Brasil e a Guiana Francesa, em Oiapoque - AP

A ponte que está sendo construída para ligar o Brasil e a Guiana Francesa, em Oiapoque - AP


Não é preciso dizer que o mundo, os problemas e as soluções sempre mudam de perspectiva conforme o histórico de vida, educação e cultura de cada pessoa. Então a sensação que tenho aqui em Oiapoque é que este fato faz toda a diferença. Todas as pessoas que conversamos nos disseram ser impossível cruzarmos o carro para a Guiana Francesa. Brasileiros que vivem na fronteira, outros que vivem em Cayenne ou em St Georges sempre vêem este trânsito com maior dificuldade. Há mais tempo brasileiros não precisavam de visto, agora precisam retirá-lo em São Paulo, Brasília ou em Macapá, onde foi formado um consulado honorário apenas para cidadãos amapaenses, justamente para não incentivar a ilegalidade. Brasileiros viajantes e aventureiros como nós não são tão comuns por estas bandas, alguns são tão aventureiros que nem se informam, batem na Guiana e voltam no mesmo dia, com o visto negado. Realmente a nossa situação era especial, viajando de carro, além do visto do Ro, a nossa preocupação era entrar com o carro legalmente no país. O povo por aqui nos dizia que nunca tinham visto alguém conseguir passar, nos deram exemplos como o grupo de jipeiros que tentou e não conseguiu e que a ponte estava sendo construída apenas para o benefício dos franceses, pois brasileiro mesmo nunca poderia cruzar de carro para lá. É claro que isso nos deixou preocupados, mais ansiosos, mas não desistimos, seguimos com os trâmites normais, crentes que conseguiríamos. Nos órgãos oficiais, receita e polícia federal ninguém nos disse ser impossível, mas ninguém havia informação ou histórico de situação parecida.

Viagem de voadeira entre Oiapoque, no Brasil e Saint Georges, na Guiana Francesa

Viagem de voadeira entre Oiapoque, no Brasil e Saint Georges, na Guiana Francesa


Fomos à Receita Federal, fizemos o documento de exportação provisória do veículo, agendamos horário com a balsa para a travessia. A balsa está alocada para travessia de materiais para a construção da ponte e é liberada as 11h e as 16h (horário de almoço e troca de turno dos operários) para transportes “extras”. O custo é de 200 euros ou 500 reais, por isso não arriscamos passar direto com o carro, fomos até St Georges, nos informamos com a PAF e a Aduana Francesa para não gastarmos a travessia de ida e volta (400 euros!) em vão.

A densa floresta da Guiana Francesa vista de Oiapoque - AP

A densa floresta da Guiana Francesa vista de Oiapoque - AP


Depois de uma correria desenfreada desde as 7h30 da manhã (mais detalhada no post do Rodrigo), nós finalmente atravessamos, com a Fiona, para a Guiana Francesa. As 16h, abaixo de uma chuva torrencial, embarcamos a Fiona na única balsa autorizada a levar mercadorias pelo Rio Oiapoque à Guiana Francesa. O Rodrigo estava tenso, pra variar, ele não consegue relaxar, adora ficar procurando preocupações para ocupar sua mente. Será que o carro vai entrar? Será que o visto vai ser dado mesmo? Tudo isso depois de ter falado com os oficiais da aduana e da PAF. Eu estava tranquila, fiquei emocionada durante a travessia. Tão feliz que não estava nem aí para chuva, tempo, horário, afinal estamos cruzando a nossa primeira fronteira!

Nossa travessia de balsa entre Oiapoque, no Brasil e Saint Georges, na Guiana Francesa

Nossa travessia de balsa entre Oiapoque, no Brasil e Saint Georges, na Guiana Francesa


A aduana basicamente não queria nem saber da nossa existência, perguntou se tínhamos seguro internacional e sem ver documentos, acreditou em nossa palavra. A PAF já tinha o email do Cônsul Francês de Macapá autorizando a liberação do visto para o Rodrigo, então o visto que também poderia ser um problema, já estava resolvido. No final ficamos preocupados à toa, aparentemente por estarmos envolvidos em comentários de pessoas que já devem possuir uma relação mais conturbada com o país.

O GPS, meio perdido, mostra a fronteira do Brasil, na nossa viagem de balsa para a Guiana Francesa

O GPS, meio perdido, mostra a fronteira do Brasil, na nossa viagem de balsa para a Guiana Francesa


O único imprevisto que surgiu, este completamente inesperado, foi que eu, como cidadã italiana, precisaria de visto para o Suriname. Os policiais franceses nos advertiram, gentilmente, que eu não poderia entrar na Guiana Francesa com o passaporte italiano e depois no Suriname com o passaporte brasileiro, pois eles precisam saber do histórico de viagem no mesmo passaporte. O que ficou claro ali é que não existe um procedimento padrão entre as polícias fronteiriças para dupla cidadania, eu poderia conseguir entrar com o passaporte brasileiro no Suriname sem problema algum, como eles poderiam me barrar e fazer voltar à Cayenne para pedir um visto como italiana. Enfim, para minimizarmos este problema fomos convencidos pelo Major francês fazer o visto da Guiana no meu passaporte brasileiro, assim o histórico ficaria todo lá. Foi aí que descobrimos a maior comida de bola que eu já dei em uma viagem: meu passaporte brasileiro está vencido! É um absurdo, revisei este passaporte milhares de vezes e não notei esse “pequeno” detalhe! Acho que o Ro procurou tanto preocupações que acabei criando uma! Rsrsrs! Quando voltamos do Caribe, no início do ano passado, estávamos tão empolgados em começar a viagem de carro que acabei esquecendo. Depois foram 300 dias de estrada apenas pelo Brasil, sem nem precisar pensar em passaporte, realmente passou batido. Sim, não há o que falar... Já viajei para mais de 25 países e nunca dei uma gafe dessas, mas sempre tem uma primeira vez.

A Ana filma um pouco da nossa travessia do Brasil para a Guiana Francesa

A Ana filma um pouco da nossa travessia do Brasil para a Guiana Francesa


Enfim, entrei com o passaporte italiano e lá em Cayenne terei que aplicar para um visto surinamês, exigido para cidadãos europeus. O visto não deve ser o grande problema, mas estamos em meio a um feriado nacional no Brasil e na Guiana Francesa, o carnaval. A esta altura já eram 18h da tarde e a viagem para Cayenne dura em torno de 3 horas. Depois de um dia cheio como este acabamos decidindo dormir na simpática cidade de St Georges e recuperar as energias para viajarmos amanhã durante o dia.

Nossa travessia de balsa entre Oiapoque, no Brasil e Saint Georges, na Guiana Francesa

Nossa travessia de balsa entre Oiapoque, no Brasil e Saint Georges, na Guiana Francesa

Brasil, Amapá, Oiapoque, fronteira, St Georges

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