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Zion National Park

Estados Unidos, Utah, Zion National Park

No final da tarde, o sol ilumina as montanhas mais altas do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

No final da tarde, o sol ilumina as montanhas mais altas do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


O estado de Utah é famoso por seus desertos, montanhas nevadas, grandes planícies de sal e incríveis parques que formam um mosaico de conservação no sul do estado, reunindo 5 parques nacionais: Zion, Bryce Canyon, Capitol Reef, Canyonlands e o Arches National Parks. O encontro de três áreas geológicas, as Montanhas Rochosas Americanas, o Colorado Plateau e a Great Basin, faz de Utah um dos principais destinos dos amantes da natureza.

Chegando a Utah, nos Estados Unidos

Chegando a Utah, nos Estados Unidos


Sua capital, Salt Lake City, é o principal centro Mormon dos Estados Unidos, construída ao redor de um lago em um cenário urbano tido como um dos mais bonitos do país. As montanhas de Salt Lake, seus resorts de ski e cidade foram sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2002.

A paisagem grandiosa de Utah, chegando à área do Zion National Park, nos Estados Unidos

A paisagem grandiosa de Utah, chegando à área do Zion National Park, nos Estados Unidos


Paisagem completamente tomada pela neve na saída do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Paisagem completamente tomada pela neve na saída do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Começamos as nossas explorações pelos parques nacionais de Utah pelo sul do Estado, no Zion National Park. Depois de dirigir um dia inteiro pelo Colorado Plateau, chegamos ao parque pelo portão leste sem saber exatamente o que esperar. Atravessamos a Zion-Carmel Highway, estrada construída entre 1920 e 1930 para abrir uma via mais direta entre o Zion e o Bryce Canyon National Parks.

Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


A paisagem nevada das dunas petrificadas de Navajo Sandstone é totalmente diferente do que já havíamos visto até agora. A Navajo Sandstone é um tipo de arenito de coloração clara e rosada e formato arredondado, como dunas molhadas esculpidas pelo vento e petrificadas. As cores variam para tons mais avermelhados, dependendo dos minerais que fluíram na água pela rocha porosa através dos milhões de anos.

Encostas voltadas para o sol ainda estão sem neve no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Encostas voltadas para o sol ainda estão sem neve no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Neve e rocha se misturam nessa época do ano nas encostas do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Neve e rocha se misturam nessa época do ano nas encostas do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Reentrância na rocha ao lado de trilha no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Reentrância na rocha ao lado de trilha no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Essas formações estão espalhadas por todo o platô do Rio Colorado e ainda mais comuns nos parques nacionais aqui no Utah, surgindo do nada no meio de desertos e criando cenários fantásticos como o que encontramos aqui. A impressão que temos é que as pedras foram esculpidas e escovadas à mão, por sua textura e perfeição. Agora imaginem tudo isso coberto de neve!

Duna petrificada e coberta pela neve no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Duna petrificada e coberta pela neve no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Sua formação geológica data da era Mesozóica, com sedimentação de mares tropicais rasos, rios, lagos e desertos há mais de 150 milhões de anos. A menor elevação do parque está a 1.117m e o ponto mais alto a 2.660m, com acesso por trilhas, a maioria fechada durante o inverno pela quantidade de neve.

Admirando a magnífica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Admirando a magnífica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Caminhando pelas inesquecíveis paisagens do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Caminhando pelas inesquecíveis paisagens do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Cruzamos as 17 milhas (27km) da estrada, incluindo o Zion - Mount Carmel Tunnel, estreito túnel cavado no arenito. O túnel é sensacional, com imensas janelas com vista para o cânion, pena que só podemos vê-las do carro, já que não existe calçada e nem acostamento para os carros. Ele funciona como um portal de entrada para o incrível mundo de Zion!

A vista de uma das 'janelas' do enorme túnel da principal estrada do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

A vista de uma das "janelas" do enorme túnel da principal estrada do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Zion Canyon tem 24km de extenção e chega a 800m de profundidade, mas diferente do seu vizinho do sul, nós chegamos nele pela sua base e podemos dirigir por uma estrada construída ao lado do rio.

O rio que formou o canyon principal do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

O rio que formou o canyon principal do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Rio corre pelo canyon do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Rio corre pelo canyon do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


O cânion é cortado pelo Virgin River e paralela ao rio corre uma estrada de 6 milhas (9,7km) que passa por algumas das principais atrações do parque. Passamos pelos Sentinelas e pela entrada da trilha das Emerald Pools (fechada), caminhamos até a Weeping Rock e chegamos ao Temple of Sinawava, o Deus Coyote dos Índios Paiute.

Admirando a magnífica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Admirando a magnífica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Turistas examinam cachoeira congelada no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Turistas examinam cachoeira congelada no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


A estrada termina, porém uma trilha continua pelo cânion, que vai se estreitando chegando em alguns pontos a apenas 6m de largura. Conseguimos caminhar apenas 2 km cânion adentro, mas infelizmente a trilha estava fechada pelas condições de neve e gelo.

Cachoeira completamente congelada no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Cachoeira completamente congelada no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Muitas trilhas fechadas por causa do gelo no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Muitas trilhas fechadas por causa do gelo no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Durante os dias que estivemos no parque percorremos a estrada mais de uma vez, na esperança que o tempo melhorasse e as trilhas abrissem para explorarmos o parque mais a fundo.

Trilha por um dos canions na parte alta do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Trilha por um dos canions na parte alta do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Pegamos temperaturas de -5, -8°C e neve todos os dias. É claro que no dia de irmos embora o sol saiu, o tempo abriu e nós não exitamos em fazer pelo menos uma trilhazinha até o mirante do cânion. A trilha do Canyon Overlook é curta (2km ida e volta, aprox.), mas tem umas passagens bem lindas e a vista do cânion com sol não tem preço!

A fantástica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

A fantástica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Infelizmente, como o tempo não ajudou, as nossas explorações pelo parque não foram tão intensas e esportivas como gostaríamos. Sinal de que teremos que voltar aqui durante a primavera, fugindo do tumulto e calor intenso do verão, para ver o degelo da neve no alto das montanhas formando as cachoeiras pelas paredes do cânion. Zion, ainda voltaremos.

Até as montanhas ficam pequenas sob o belíssimo céu do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Até as montanhas ficam pequenas sob o belíssimo céu do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos



Feliz Natal!
O Zion também foi o lugar onde passamos um dos dias mais especiais do ano: o Natal! Estes períodos de festas de final de ano durante a viagem são sempre um momento difícil para mim, pois normalmente nós estaríamos nos reunindo com as nossas famílias, pais, irmãos e sobrinhos, dando risada, contando histórias e matando as saudades. Pois é, mesmo a viagem mais perfeita tem seus momentos borocoxôs, confesso. Ainda mais para mim, pessoa social, que gosta de festa e bagunça ao seu redor o tempo todo. Bem, já que não poderíamos estar lá, tiramos uma boa parte do dia 24 para encontrar os nossos entes queridos no universo virtual. Cada um em um canto e um fuso-horário diferente, minha mãe e a minha irmã Juliane estavam em Londres, comemorando com a família do David, nosso candidato a cunhado. Também em Londres, no canto sul da cidade estava uma parte da família Junqueira, minha cunhada Lina que vive lá, seu irmão Guto e o filho mais velho, Léo. Lá no Brasil, encontramos ainda antes do jantar o meu pai em Curitiba, os meus sogros, cunhados e sobrinhos queridos todos reunidos em Ribeirão Preto. Depois de um passeio pelo parque, compramos um vinho, queijos e beliscos para a nossa “ceia” e ainda conseguimos falar com a minha irmã, cunhado e sobrinha que depois da meia-noite ainda pulava toda sapeca lá em Florianópolis. Mais tarde, para tentar me distrair das saudades, assisti a um documentário sobre o aniversariante da noite na NatGeo e um especial de natal do Shreck! Hahaha! Enfim, acompanhado do meu amado, bons queijos e vinhos desejo a todos (mesmo que atrasadinho) um Feliz Natal!

Nosso delicioso jantar que queijos e vinhos celebrando a véspera de Natal, no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Nosso delicioso jantar que queijos e vinhos celebrando a véspera de Natal, no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Utah, Zion National Park, Navajo Stone, parque nacional, Zion National Park

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El Tucuche

Suriname, Paramaribo, Trinidad e Tobago, El Tucuche

Mar do Caribe visto da trilha para o El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

Mar do Caribe visto da trilha para o El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad


Recarregamos as energias para o programa de hoje, pois já estava decidido: chova ou faça sol iremos subir o El Tucuche. Segunda montanha mais alta da ilha, o El Tucuche está localizado no vilarejo de El Luengo, ao norte de Trinidad. É o preferido pelos aventureiros que visitam o país, já que El Cerro del Aripo, a montanha mais alta, não possui uma vista muito privilegiada no cume devido às árvores. A indicação do pessoal da pousada foi que contratássemos um guia, pois a trilha é de difícil acesso e não é sinalizada.

Pequena plantação no sopé do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

Pequena plantação no sopé do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad


Existem três rotas de acesso ao pico. A primeira que foi aberta pelos índios arawaks é a mais difícil, mas também muito mais rápida, uma subida íngreme leva ao pico em apenas 2 horas. A segunda é mediana, menos íngreme e alcança o topo em 3h. A terceira trilha é a mais longa, durando cerca de 4h a 4h30 de caminhada praticamente plana. Esta era utilizada pelos índios da tribo carib, nômades que dominaram as ilhas caribenhas, inclusive emprestando seu nome a esta região.

Floresta ao redor do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

Floresta ao redor do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad


Nós escolhemos a terceira opção, não por ser mais fácil, pois 8 horas de caminhada também não é para qualquer um, mas principalmente por ser a que tem melhores vistas do vale, além de algumas fontes de água mineral no caminho. A caminhada é super agradável, à sombra da floresta úmida tropical, ouvindo as diversas espécies de pássaros e cruzando com os curiosos caranguejos da montanha.

Descendo o El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

Descendo o El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad


Segundo Emile, nosso guia, El Tucuche é o nome dados pelos arawaks ao menor beija-flor do mundo, conhecido como bee humming bird (beija-flor abelha). A montanha era repleta destes sensíveis pássaros, hoje só encontrados em ilhas como Jamaica e Cuba. El Tucuche era um lugar sagrado para a tribo arawak, pois quanto mais alta a montanha e mais difícil de alcançar, mais especial se tornava.

Floôr ao longo da trilha do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

Floôr ao longo da trilha do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad


No caminho encontramos três pequenos cachorrinhos, um mais lindinho que o outro. Eles começaram a nos seguir e foi difícil impedi-los. Após várias tentativas, pois sabíamos que não agüentariam a trilha toda, acabamos deixando eles se responsabilizarem por seus atos. Eis que no caminho encontramos um grupo de funcionários do governo fazendo a limpeza da trilha e eles estavam acompanhados de um cachorro. Assuntamos e logo tivemos a boa notícia, os pequenininhos estavam mesmo atrás de sua mãe, a cachorra que estava com eles! Ufa, que alívio.

Um dos enormes troncos na trilha do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

Um dos enormes troncos na trilha do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad


O pessoal estava fazendo um ótimo trabalho, pois deste ponto em diante a trilha complicou, o que antes mais parecia uma avenida na floresta, virou uma trilha fechada, com várias árvores caídas e alguns trechos praticamente interditados. Mas, sabe como é, com jeitinho sempre passa! Quase 4 horas de caminhada depois, lá estávamos nós no topo do El Tucuche! 936m de altura, com uma vista maravilhosa, de onde se pode avistar a Venezuela e Tobago, desde que o cume não esteja encoberto.

No pico do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

No pico do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad


É... hoje não foi o nosso dia de sorte... O dia esteve aberto o tempo todo, mas aqui em cima a neblina tomou conta e infelizmente ficamos sem a tão esperada vista. Fizemos um almoço delicioso de pão com queijo, castanhas, maçã e chocolate de sobremesa e aceleramos o passo na descida. Foi colocarmos a mochila que começou a chover. Eu to começando a concordar com o Rodrigo que São Pedro está de sacanagem conosco. Pô, agora é o período seco em Trinidad, isso não é normal. O que não tem remédio... enfim, descemos com chuva mesmo, muito mais lama e muito mais escorregadio, mas como sempre a volta parece mais rápida do que a ida e logo estávamos no ponto de partida. Emile é sensacional, super atencioso e divertido, além de enriquecer muito a caminhada, trazendo algumas informações sobre a região, a cultura do país e todo o tipo de curiosidade que tínhamos.

Com o Emile, nosso guia para chegar ao El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

Com o Emile, nosso guia para chegar ao El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad


Gostamos tanto que acabamos marcando mais uma trilha com ele para amanhã, ficamos entre a famosa Paria Falls ou o Rio Seco, outra cachoeira bacana do outro lado da Ilha. Depois de analisados todos os prós e contras e principalmente o tempo de trilha acabamos decidindo pelo Rio Seco, já que as 15h temos que estar no porto para pegar o ferry para Tobago. Estou com a sensação que hoje terei uma looonga noite de sono.

Paisagem ao redor do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

Paisagem ao redor do El Tucuche, a segunda mais alta montanha da ilha de Trinidad

Suriname, Paramaribo, Trinidad e Tobago, El Tucuche, Montanha, Porto of Spain, Trekking, trilha, Trinidad

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De Ponce a Fajardo

Porto Rico, Ponce, Fajardo

Praça Delícia, em Ponce - Porto Rico

Praça Delícia, em Ponce - Porto Rico


A programação de hoje era intensa: dirigir 150km de Ponce até as Cavernas do Rio Camuy e o Observatório de Arecibo e depois dirigir até Fajardo mais 200km. Começamos o dia cedo, conhecendo a Praça das Delícias em Ponce e sua famosa Casa de Bombas, antes sede dos bombeiros da cidade, hoje é um pequeno museu em sua homenagem. Ao lado fica a Catedral de Nossa Senhora de Guadalupe, construída em 1931 onde ficava a primeira capela construída pelos espanhóis nos idos de 1660. Tomamos um gostoso café da manhã na padoca ali perto e pegamos estrada.

Museu dos bombeiros, na praça  central de Ponce - Porto Rico

Museu dos bombeiros, na praça central de Ponce - Porto Rico


Eu estava empolgada com as trilhas, algo diferente no meio do Caribe. Nos preparamos para a caminhada, chegamos ao parque e seguimos comprar os tickets de entrada, 12 dólares cada um! Foi aí que começamos a nos dar conta da estrutura que os caras montaram. Eu e o Ro loucos para andar até lá, mas tínhamos que esperar chamarem a nossa senha. Já achei estranho, mas ok, estão preservando a caverna. Chamaram a nossa senha e primeiro passamos por uma sala de cinema com todas as instruções de segurança e depois de pegarmos os nossos capacetes entramos em um trenzinho que desceu uma rua toda pavimentada até a boca da caverna. Vimos por dentro e por fora a sua entrada natural, mas entramos por um bunker, escadas, luzes e até anúncio do restaurante mais próximo tinha lá... fiquei chocada. O choque só passou depois que vi a beleza do lugar. A Cueva Clara é magnífica, foi construída pelas águas do Rio Camuy, o terceiro rio subterrâneo mais longo do mundo. A guia deu informações bacanas sobre a caverna, no final acabei achando que valeu a pena. É um jeito totalmente exagerado de preservar um meio natural, mas aos poucos vou acostumar com o american way.

Cueva Clara, no parque Cuevas Del Rio Camuy, em Porto Rico

Cueva Clara, no parque Cuevas Del Rio Camuy, em Porto Rico


A próxima atração foi completamente diferente, o Observatório de Arecibo, que possui o maior rádio-telescópio do mundo. Mais uma sala de cinema para um filme explicativo do observatório, feito por engenheiros, com certeza. Me senti no filme do James Bond, mas no filme a antena era muito mais poderosa, estava muito mais maquiada e produzida, como podem ver na foto faltou uma faxina geral.

Rádio telescópio de Arecibo, em Porto Rico. O maior do mundo.

Rádio telescópio de Arecibo, em Porto Rico. O maior do mundo.


Depois de mais 200km de estrada chegamos em Fajardo, procuramos os hotéis mais próximos mas acabamos vendo que a região portuária fica abandonada durante a noite. Encontramos uma pousadinha chamada Passion Fruit em Las Croabas e é daqui que estou escrevendo mais este post, podre de cansada deste dia cheio de atividades, estradas e novidades. Nos restam apenas 3 dias em Porto Rico e muito para conhecermos... fica sempre aquela sensação de que poderíamos ficar mais.

Porto Rico, Ponce, Fajardo, Arecibo, Caverna, Observatório de Arecibo, Parque, Rio Camuy, trilha

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A terra do Ivan

Brasil, Minas Gerais, Delfinópolis (P.N. Serra da Canastra)

Vista da região do Paraíso Selvagem em Delfinópolis - MG

Vista da região do Paraíso Selvagem em Delfinópolis - MG


Delfinenses, daqueles nascidos e criados nas serras e cachoeiras da região, em geral não tem grande interesse pelo patrimônio natural que está a sua volta. A não ser que sejam proprietários de terras com cachoeiras e resolvam explorá-las turisticamente. Parece forte afirmar isso, mas é curioso como todos os nativos de Delfinópolis que conversamos, uns 3 ou 4, nos afirmaram com tranqüilidade... “temos isso (as cachoeiras) aqui no nosso quintal, todos os dias.” Isso não quer dizer que não queiram preservar, quer dizer apenas que eles não aproveitam como nós, tomando banho de cachoeira todos os finais de semana ou feriados. Seu Zé Gurita, dono de um restaurante onde almoçamos hoje em Olhos D´Água, falou bem “temos mais vontade é de ver o mar, que não nunca encontramos”. Não é a toa que existem os velhos ditados “Em casa de ferreiro, o espeto é de pau”, ou ainda “Santo de casa não faz milagre” ou, o meu preferido, “O jardim do vizinho é sempre o mais florido”. E é mesmo! Nós que vivemos na cidade tendemos sempre a achar a vida no campo mais mansa, melhor, mais tranqüila e corremos para as cachoeiras e praias na primeira oportunidade. Quem mora na praia não entra no mar, passa 3, as vezes 4 meses sem colocar o pé na areia. Vai entender? Por que será que nós, seres humanos, somos assim tão complicados?

Vista da parte de cima da Cachoeira Águas Claras em Delfinópolis - MG

Vista da parte de cima da Cachoeira Águas Claras em Delfinópolis - MG


Será que é algo inato ou será que a sociedade nos fez assim? Buscando sempre mais dinheiro, mais conforto, mais uma televisão, só que agora é Led TV, e o carro? Ah, é o de última geração. Ainda assim, é cada vez mais comum vermos pessoas que já mudaram o padrão de pensamento e ação. Pessoas, no meu ponto de vista, mais evoluídas. Preocupadas em viver uma vida tranqüila, em comunhão com a natureza. Diminuindo seu consumo, portanto diminuindo a sua necessidade de gerar riqueza e conseqüentemente levando uma vida mais tranqüila e feliz. Afinal, não precisamos de muito para viver, não é mesmo? No final todos saem ganhando com isso e principalmente a natureza, a Terra, nossos filhos e nossos netos.

Placa informativa em trilha na região do Paraíso Selvagem em Delfinópolis - MG

Placa informativa em trilha na região do Paraíso Selvagem em Delfinópolis - MG


Bem, deixemos de divagações e voltemos ao que interessa. Eu ia mesmo era falar de um lugar conhecido hoje como “Paraíso Selvagem”. Saímos do centro da cidade, atravessamos quilômetros de canaviais em direção a Olhos D´Água, um arraial próximo, e continuamos até esta fazenda, próxima à conhecida Cachoeira do Luquinha. Quem não trabalha com turismo conhece o lugar como “a fazenda do Ivan”. Há pouco tempo o complexo de cachoeiras foi batizado como “Paraíso Selvagem” um nome mais marqueteiro, vendedor. Afinal, ele também tem que aderir à regra do jogo e ganhar dinheiro para se sustentar!

Vista da parte de cima da Cachoeira Águas Claras em Delfinópolis - MG

Vista da parte de cima da Cachoeira Águas Claras em Delfinópolis - MG


Este lugar é simplesmente fantástico! Abriga cachoeiras e canyons belíssimos! Passamos o dia explorando, com o mapinha que a Mariângela nos passou. O Salto Solitário, a Cachoeira Águas Claras, o Canyon da Garça Branca e a Cachoeira do Alpinista. Chegamos lá eram 10h30 da manhã e fomos embora quase cinco da tarde, atrasados para o almoço no Zé Gurita. Não conseguimos descer da Águas Claras para o Canyon, tentamos, mas fomos avisados que seria complicado.

Cachoeira Águas Claras no Paraíso Selvagem em Delfinópolis - MG

Cachoeira Águas Claras no Paraíso Selvagem em Delfinópolis - MG


O roteiro ideal é encontrar a trilha do Canyon embaixo, ainda perto da entrada da propriedade e de lá seguir para a Águas Claras e o Salto Solitário. Trilha lindíssima e gostosa de caminhar. Depois, voltando ao ponto de partida, é fácil encontrar a trilha para a Cachoeira do Alpinista, outro lugar maravilhoso no final de um canyon com apenas 50 minutos de caminhada ou até menos para quem anda bem.

Cachoeira dos Alpinistas no Paraíso Selvagem em Delfinópolis - MG

Cachoeira dos Alpinistas no Paraíso Selvagem em Delfinópolis - MG


É galerinha, ainda temos muito para conhecer, essa mãe natureza trabalhou bem e está nos dando um baile! Acho que parte da nossa missão aqui é aprender a viver com menos, de forma mais simples, nas estradas das Américas. E porque não, tentar fazer com que vocês se apaixonem pela natureza tanto quanto nós e aos poucos, quem sabe, todos poderemos mudar nossos hábitos e cuidar mais do nosso planeta. O consumo nos transforma e faz perdermos a noção das nossas reais necessidades... Talvez este também seja o motor da nossa espécie, o motivo pelo qual estamos sempre querendo mais, lutando, trabalhando e buscando alternativas para saciar esta inquietude. Parece que só falta conseguirmos direcionar esta força de trabalho para o lado certo.

Poço no rio da Cachoeira Solitária na região do Paraíso Selvagem em Delfinópolis - MG

Poço no rio da Cachoeira Solitária na região do Paraíso Selvagem em Delfinópolis - MG

Brasil, Minas Gerais, Delfinópolis (P.N. Serra da Canastra), Cachoeiras

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La Goma...

Guatemala, Antigua

Banho de sol na manhã do primeiro dia do ano em Antigua, na Guatemala

Banho de sol na manhã do primeiro dia do ano em Antigua, na Guatemala


Rodrigo foi deitar perto das 4am, eu ainda encontrei uns vizinhos de hostal acordados e emendei a madrugada batendo papo com uns chilenos viajantes e três guatemaltecos super curiosos sobre a nossa viagem e as histórias do caminho. Ficamos ali batendo papo e vendo os outros hóspedes chegarem da festança naquele estado lastimável, “adorando el diós porcelana”, como disse a nossa amiga! Hahaha! Quando vi já eram 5h30 e faltava pouco para o sol nascer... Aí já viram! O primeiro dia do ano começou de goma (ressaca) e com um dos meus pecados favoritos, a gula!

Café da manhã em hotel de Antigua, na Guatemala

Café da manhã em hotel de Antigua, na Guatemala


Acordamos a tempo de aproveitar o nosso desayuno super especial no Hotel Camiño Real, que o Rodrigo ganhou no sorteio de ontem. Nos esbaldamos em um verdadeiro banquete, com direto à banda de Marimbas, frutas, iogurte com granola, sucos naturais, pães, panquecas, crepes e tudo o que você pode imaginar. Detalhe: ainda deixamos metade do buffet intocado, o café da manhã tradicional chapín inclui ainda ovos, tortillas de milho, tutu de feijão, lingüiças fritas e outros preparados de milho especiais.

Café da manhã chique, ao som de marimba, em hotel de Antigua, na Guatemala

Café da manhã chique, ao som de marimba, em hotel de Antigua, na Guatemala


Caminhamos um pouco pela cidade que estava entregue à goma, vazia e toda fechada para o feriado. Ainda antes do meio dia, trocamos de pousada para uma vizinha que passada a nochevieja já oferecia quartos muito melhores pela metade do preço. Confortavelmente instalados, meu maridão não teve dúvida, se jogou na cama e apagou completamente. Eu descansei um pouco e aproveitei para colocar uma das resoluções de ano novo já em prática: deixar o site em dia!

Ruas tranquilas no primeiro dia do ano em Antigua, na Guatemala

Ruas tranquilas no primeiro dia do ano em Antigua, na Guatemala


Ok, não tão em dia assim, mas já tirei um atraso... um dia eu chego lá.

Café da manhã em hotel de Antígua, prêmio ganho em rifa na noite de reveillon (Guatemala)

Café da manhã em hotel de Antígua, prêmio ganho em rifa na noite de reveillon (Guatemala)

Guatemala, Antigua, Cidade Colonial, cidade histórica, réveillon

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Santa Lúcia Urbana

Santa Lúcia, Rodney Bay

Vista da baía de Rodney Bay, do alto de Pigeon Island no norte de Santa Lúcia

Vista da baía de Rodney Bay, do alto de Pigeon Island no norte de Santa Lúcia


Distante das pacatas vilas quase africanas e resorts mais luxuosos de Soufrière, porém a apenas 15km ao norte de Castries, está a turística e agitada Rodney Bay. Aqui encontramos a Santa Lúcia dos cruzeiros e grandes redes de hotéis como Sandals e afins, assim como restaurantes e a infraestrutura a que os estrangeiros estão acostumados. Não é por acaso que Rodney Bay é também o lugar escolhido pela maioria dos “expats” vivem em Santa Lúcia, seja a trabalho ou na sonhada aposentadoria.

A bela costa ao lado de Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia

A bela costa ao lado de Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia


No centro de todo esse agito está a Rodney Bay Marina, com toda a estrutura necessária para as centenas de velejadores e yatchers que passam por aqui em suas empreitadas caribenhas. Do outro lado da rua um novo shopping com supermercado, lojas de marcas famosas, restaurantes e um grande cassino dão os primeiros ares mais americanizados à ilha britânica.

Casas na marina de Rodney Bay, norte de Santa Lúcia

Casas na marina de Rodney Bay, norte de Santa Lúcia


O canal da marina parece dividir a cidade em dois mundos completamente diferentes: de um lado o caribe dos ricos e famosos em seus veleiros e do outro um mundo muito mais real, onde pescadores e suas famílias lidam com as dificuldades do dia a dia, neste cenário paradisíaco que muitas vezes nem é notado. Ainda assim, ali está uma das comunidades mais festivas de Santa Lúcia e, quiçá, de todo este canto do Caribe. A vila de pescadores de Gros Ilet e suas casinhas de madeira são palco para uma das festas de rua mais animadas da ilha, que acontece todas as sextas-feiras.

Pescadores deixam suas redes pescando, depois de um dia de trabalho em Rodney Bay, em Santa Lúcia

Pescadores deixam suas redes pescando, depois de um dia de trabalho em Rodney Bay, em Santa Lúcia


A Reduit Beach é a mais próxima da vila e da marina e tem a maioria das opções de hospedagem. Embora seja fácil encontrar restaurantes e bares perto da praia, o nosso preferido foi o bar da Mama Anne Mary, no canto esquerdo da praia. Bar frequentado por locais e antigos clientes que vem de Martinica com seus veleiros até aqui para tomar o delicioso rum punch ou uma piton gelada com a Mama. A simplicidade e simpatia dos locais é que faz o boteco pé na areia ter uma energia especial.

Vista da baía de Rodney Bay, do alto de Pigeon Island no norte de Santa Lúcia

Vista da baía de Rodney Bay, do alto de Pigeon Island no norte de Santa Lúcia


Apenas 4 km ao norte de Gros Ilet está o Pigeon Island National Park. A pequena ilha abriga o Forte Rodney construído pelo Almirante britânico George Rodney em meados do século XVIII.

Ruínas da antiga fortificação inglesa em Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia

Ruínas da antiga fortificação inglesa em Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia


Passamos uma tarde deliciosa na ilha, visitamos as ruínas e a história do forte, exploramos suas trilhas e subimos ao pico mais alto da ilha, o Morro do Sinal, ponto utilizado pelos americanos para comunicação durante a Segunda Guerra Mundial.

Caminhando em Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia

Caminhando em Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia


Parte alta de Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia

Parte alta de Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia


Na década de 70 a ilha foi ligada à Gros Ilet por uma causeway e se tornou parque nacional não apenas pela beleza cênica, mas pelo valor histórico do local. A visita à Pigeon Island é obrigatória e ajuda a fechar o roteiro em Santa Lúcia com uma visão histórica do país.

Uma das muitas placas informativas sobre a história de Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia

Uma das muitas placas informativas sobre a história de Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia


Pequena e bela praia em Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia

Pequena e bela praia em Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia


Visite Santa Lúcia, alugue um carro e percorra as vilazinhas de Soufrière Bay, descubra os temperos, cores e cheiros que este paraíso esconde fora dos grandes hotéis e resorts luxuosos. Esta Santa Lúcia sim é apaixonante e exclusiva.

No alto do antigo forte em Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia

No alto do antigo forte em Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia



Viajantes se atraem!

Com o David e a Marília, nossos queridos anfitiões em Rodney Bay, norte de Santa Lúcia

Com o David e a Marília, nossos queridos anfitiões em Rodney Bay, norte de Santa Lúcia


Tivemos três noites e dois dias completos para explorar a região e mal imaginávamos que ali ganharíamos um dos maiores presentes dessa viagem ao Caribe. Um encontro especial com o casal de brasileiros-britânicos (ou vice-versa), David e Marília. Ele é nascido na Inglaterra e ela no Brasil, mas depois de 36 anos viajando e morando nos lugares mais improváveis, se consideram cidadãos do mundo. Marília é jornalista e trabalhou para grandes editoras, escrevendo guias de viagem do Caribe e do nordeste brasileiro entre as décadas de 60 e 70 para um encarte que começava naquela época, “um tal de” 4 Rodas. Conviveu com grandes nomes do jornalismo e literatura brasileiros, lutou contra a ditadura e viu artistas como Nara Leão e Chico Buarque em suas primeiras apresentações no teatro estudantil da que se tornaria a UFRJ. Até que conheceu David, um engenheiro inglês apaixonado por viagens e que escolheu ter a vida cigana dos gerentes de projetos, sendo realocado mais de 14 vezes nos últimos 30 anos. Nos diferentes projetos os levaram à Paris dos anos 70, à Polônia da cortina de ferro, Houston, e mais recentemente ao Iraque e Paquistão.

Com a Marília na marina de Rodney Bay, norte de Santa Lúcia

Com a Marília na marina de Rodney Bay, norte de Santa Lúcia


A Marília o acompanhou nas suas andanças por todo o mundo e disse ter se apaixonado pelo Paquistão, país com muita história, super barato e onde tiveram uma ótima experiência. Marília e David nos deram aulas de história e de como viver a vida, pessoas interessantíssimas, sempre curiosos, dispostos e jovens do alto dos seus quase 70 anos! Ficamos hospedados em sua casa as três noites, sempre regadas por um bom vinho e ótimas conversas e companhias. Esse encontro não teria acontecido se o destino não tivesse feito os espíritos viajantes dos cariocas Rosa e Roberto nos encontrarem em Barbados. Eles nos apresentaram à Marília via internet e lá fomos nós visitá-los! Quero deixar aqui o nosso agradecimento especial ao Casal Colvin, nossos novos amigos de tantas coincidências (ou não!) e tantas afinidades. Muito Obrigada!

No alto de Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia

No alto de Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia

Santa Lúcia, Rodney Bay, Amigos, cidade histórica, Pigeon Island National Park, Praia

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A costa das tartarugas

Brasil, Bahia, Praia do Forte, Mangue Seco, Sergipe, Pontal

Bebê tartaruga no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA

Bebê tartaruga no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA


O longo litoral baiano tem trechos batizados de diferentes nomes, como forma de organizar e facilitar a divulgação turística. A Costa do Descobrimento, a Costa do Dendê, a Costa do Cacau e agora eu resolvi apelidar o litoral norte utilizando uma de suas maiores belezas naturais, a Costa das Tartarugas.

Vista do Bar do Souza, na Praia do Forte - BA

Vista do Bar do Souza, na Praia do Forte - BA


Não foi a toa que o litoral norte é o local onde se instalou a primeira base do Projeto TAMAR – Projeto TArtarugas MARinhas - na Praia do Forte. De Arembepe até Mangue Seco, nos meses de setembro à março 5 espécies de tartarugas marinhas desovam nas praias deste litoral.

Chegamos na divisa Bahia-Sergipe!

Chegamos na divisa Bahia-Sergipe!


As tartarugas sempre fizeram parte do cardápio dos índios brasileiros, porém com o aumento da população a extinção se tornou um fato. No século XVIII a carne da tartaruga foi muito utilizada pelos portugueses para salvá-los do escorbuto, uma vez que as levavam vivas nos navios para o velho mundo. Pratos requintados foram criados com a sua carne, jóias e adereços refinados se tornaram moda. O trabalho de educação ambiental continua até hoje com as populações caiçaras e indígenas que já tinham a tartaruga no seu hábito de consumo, utilizando inclusive sua carapaça como berço para os seus bebês.

Tubarões Lixa interagindo no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA

Tubarões Lixa interagindo no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA


As tartarugas cabeçuda, oliva, verde, pente e couro são as espécies encontradas no litoral brasileiro. Estas espécies ainda se encontram em extinção, porém o trabalho realizado pelo TAMAR já avançou muito no conhecimento sobre os hábitos destas espécies e o esforço para a mudança cultural dos pescadores e caiçaras estão ajudando a mudar este cenário.

Representação de tartarugas em tamanho natural, no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA

Representação de tartarugas em tamanho natural, no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA


Nesta época as tartarugas buscam sempre as praias mais largas e cavam de 30 a 60cm de profundidade na areia mais distante da água para deixar seus ninhos bem protegidos. Assim que a tartaruga coloca seus ovos, o ninho é encontrado pela comunidade local, ou mesmo por um dos Tartarugueiros do TAMAR, os ninhos são identificados pela equipe do projeto ganhando uma marcação especial e é feita toda a coleta de dados para pesquisa e acompanhamento até a eclosão dos ovos. O período de encubação dos ovos é de 50 a 55 dias para os ovos eclodirem e durante este período é a temperatura pivotal que irá determinar o sexo das tartaruguinhas. Quanto mais quente, mais fêmeas nascerão, quanto mais frio, mais machos. O TAMAR desenvolveu uma pesquisa junto com uma universidade do Canadá para determinar a equação que determinaria a temperatura média para se ter 50% da ninhada fêmea e 50% da ninhada macho.

Tocando uma arraia, no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA

Tocando uma arraia, no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA


Quando as tartaruguinhas nascem demoram em torno de 2 dias para conseguir sair do ninho e aí começa a jornada pela sobrevivência, a corrida para o mar. Elas buscam sempre o ponto mais iluminado, que normalmente seria o horizonte oceânico, porém as praias iluminadas artificialmente ou até mesmo as luzes de casas próximas podem alterar a direção de um filhote, que ao não chegar ao mar tem suas chances de sobrevivência próximas de zero.

Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA

Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA


Nestes 30 anos de Projeto TAMAR a população de tartarugas marinhas está em franca recuperação e as comunidades do seu entorno tiveram suas vidas alteradas. Hoje muitos pescadores e suas famílias trabalham nas bases do TAMAR como tartarugueiros, costureiras, educadores ambientais e até as crianças como guias-mirins. O trabalho desenvolvido é maravilhoso e se tornou uma potência.

Rua na Praia do Forte - BA

Rua na Praia do Forte - BA


Mesmo eu que não sou das mais consumistas, quando cheguei à loja do projeto não aguentei. São produtos lindos produzidos pela comunidade local e que ajudam a manter este belíssimo trabalho, é claro que compro e seu culpa nenhuma! Ainda aproveitamos para parar um minutinho no Bar do Souza e provamos seu famoso bolinho de peixe e uma caipiroska de umbu deliciosa!

Vista do Bar do Souza, na Praia do Forte - BA

Vista do Bar do Souza, na Praia do Forte - BA


Continuando pela Costa das Tartarugas, seguimos viagem para Mangue Seco, atravessamos fronteira com Sergipe e chegamos a Pontal. Mangue Seco fica na Bahia, porém o acesso mais fácil é pelo vizinho, atravessando de barco o Rio Real até a vila.

A única passageira da travessia Pontal (SE) - Mangue Seco (BA)

A única passageira da travessia Pontal (SE) - Mangue Seco (BA)


Nos instalamos na pousada e caminhamos até a praia no final da tarde, com a esperança de vivenciar mais uma vez uma das melhores lembranças que o Rodrigo tem da vez que esteve aqui, a corrida das tartaruguinhas para o mar. Encontramos os ninhos e sabemos que eles estão prestes a eclodir, mas ainda não foi hoje. Quem sabe amanhã teremos mais sorte de vivenciar o mais belo espetáculo da natureza nesta Costa das Tartarugas.

Marcação de ninho de tartaruga em Mangue Seco (BA)

Marcação de ninho de tartaruga em Mangue Seco (BA)

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Mauna Kea e o Autêntico Hawaii

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A luz mágica do fim de tarde no alto do Mauna Kea, na Big island, no Hawaii

A luz mágica do fim de tarde no alto do Mauna Kea, na Big island, no Hawaii


Chegamos ao Hawaii em uma das cidades mais havaianas da Big Island. Hilo é o Hawaii mais autêntico, sem grandes influencias da cultura americana que vemos nas outras partes da ilha. Tranquila e despretenciosa, ela esconde a sua graça justamente nos detalhes.

Depois de tanto tempo, de volta à vegetação tropical, na região de Hilo, na Big Island, no Hawaii

Depois de tanto tempo, de volta à vegetação tropical, na região de Hilo, na Big Island, no Hawaii


Um dos melhores lugares para começar a explorar a mescla de culturas e sabores que forma o Hawaii é ir logo pela manhã ao Farmers Market em Hilo, tomar um suco de lilikoi (maracujá) e provar os diversos sabores da comunidade japonesa que vive no Hawaii. Flores, frutas tropicais e orientais, rolos e mais rolos de sushis e vegetais orgânicos produzidos nos arredores da cidade. Para nós brasileiros, tirando o tempero nipônico, tudo parece muito comum, mas acreditem é a primeira pista que os americanos têm para lembrar que estão no único estado totalmente tropical dos Estados Unidos.

Venda de longon (a amarelinha) e rambutan (a vermelha) no mercado de Hilo, em Big Island, no Hawaii

Venda de longon (a amarelinha) e rambutan (a vermelha) no mercado de Hilo, em Big Island, no Hawaii


Experimentando frutas no mercado de Hilo, em Big Island, no Hawaii

Experimentando frutas no mercado de Hilo, em Big Island, no Hawaii


Uma cidade tropical como várias outras que conhecemos no Caribe, de frente para o mar, com um pequeno centro comercial e a poucos quilômetros de alguns pedaços do paraíso. Cercada de um lado pelo verde das florestas e do outro pelo Oceano Pacífico, o cenário convida a algumas explorações.

Estrada secundária atravessa túnel de árvores ao sul de Hilo, em Big Island, no Hawaii

Estrada secundária atravessa túnel de árvores ao sul de Hilo, em Big Island, no Hawaii


Mesmo sem muito tempo reservamos a nossa manhã para rodar de carro pela estrada cênica que contorna a baía de Hilo até a Akaka Falls. Tanto tempo nos EUA e havíamos até esquecido como era uma estrada rodeada de tanta mata. Corredores verdes nos levaram à cachoeira, onde fizemos uma trilha rápida até o mirante, distante da água, portanto nada de banho.

A bela Akaka Falls, perto de Hilo, em Big Island, no Hawaii

A bela Akaka Falls, perto de Hilo, em Big Island, no Hawaii


Muito verde na região de Hilo, na Big Island, no Hawaii

Muito verde na região de Hilo, na Big Island, no Hawaii


Fizemos uma parada rápida para um suco e petiscos havaianos deliciosos na vila pertinho da cachoeira. Docinhos assados de coco, amanteigados e milhares de tipos de geleia, até de jabuticaba encontramos lá! O dono da loja é apaixonado pelo Brasil e em uma de suas viagens trouxe um pé para plantar em seu quintal.

Caminho no verdejante jardim Botânico de Hilo, em Big Island, no Hawaii

Caminho no verdejante jardim Botânico de Hilo, em Big Island, no Hawaii


A próxima parada foi no Jardim Botânico de Hilo, que possui uma coleção impressionante de plantas tropicais, orquídeas, bromélias, palmeiras, árvores frutíferas e o que você imaginar! Até um sítio arqueológico à beira-mar foi encontrado durante as limpezas feitas no terreno para a construção do jardim. No meio das trilhas passamos lagos, um aviário de pássaros tropicais, vistas lindas do mar e até pela estátua do Ku, Deus havaiano da guerra. É um lindo passeio, ainda mais para quem gosta de estar na natureza.

Prestando reverência ao deus Ku, no Jardim Botânico de Hilo, em Big Island, no Hawaii

Prestando reverência ao deus Ku, no Jardim Botânico de Hilo, em Big Island, no Hawaii


Flores de todas as cores e formas no magnífico  Jardim Botânico de Hilo, em Big Island, no Hawaii

Flores de todas as cores e formas no magnífico Jardim Botânico de Hilo, em Big Island, no Hawaii


Uma das muitas bromélias no Jardim Botânico de Hilo, em Big Island, no Hawaii

Uma das muitas bromélias no Jardim Botânico de Hilo, em Big Island, no Hawaii


Chegando perto do mar pela primeira vez no Hawaii, no Jardim Botânico de Hilo, em Big Island

Chegando perto do mar pela primeira vez no Hawaii, no Jardim Botânico de Hilo, em Big Island


Seguimos viagem pela costa leste da ilha, explorando os arredores de Pahoa, no litoral entre Kapoho e Kalapana. Próximo a Kapoho estão umas piscinas naturais formadas pela maré alta sobre os campos de lava, paisagem incrível! O pessoal faz snorkel por ali, mas sem muitos corais, sem muita vida.

Piscinas naturais se formaram em antigo lençol de lava que avançou sobre o mar, ao sul de Hilo, em Big Island, no Hawaii

Piscinas naturais se formaram em antigo lençol de lava que avançou sobre o mar, ao sul de Hilo, em Big Island, no Hawaii


Nós tínhamos que correr, pois a programação incluía ainda um por do sol no alto do Mauna Kea. Fizemos uma parada rápida no Isaac Hale Beach Park, onde dei meu primeiro banho de mar havaiano, águas quentes, delícia! Devidamente batizada, aceleramos nosso jipinho na subida ao ponto mais alto do arquipélago.

O primeiro banho de mar no Hawaii a gente nunca esquece! (no Isaac Hale Beach Park, ao sul de Hilo, na Big Island)

O primeiro banho de mar no Hawaii a gente nunca esquece! (no Isaac Hale Beach Park, ao sul de Hilo, na Big Island)


O Mauna Kea é basicamente a maior montanha do mundo. Como assim, não é o Everest? Tecnicamente o Everest é a maior montanha acima do nível do mar, mas muitas montanhas nascem lá, no fundo do oceano. Acima do nível do mar o Mauna Kea possui “apenas” 4.207m, mas abaixo são mais 6.000m, sem contar a base real que já foi afundada pelo peso da própria montanha! São 10.200m de montanha, lá do fundo do Pacífico até o alto dos céus do Hawaii! Aí sim o Mauna Kea ultrapassa, de longe, a altura do queridinho dos montanhistas (meros 8.848m), e o melhor, você pode chegar lá de carro!

Estrada precária para chegar no alto do Mauna Kea, na Big island, no Hawaii

Estrada precária para chegar no alto do Mauna Kea, na Big island, no Hawaii


Mauna Kea significa em havaiano “a montanha branca”, por seu cume muitas vezes estar nevado. Ele é um dos 5 hotspot volcanoes na Big Island, o quarto mais antigo e o quarto mais ativa. A sua última erupção foi há 4.600 anos e hoje, embora ainda seja esperada uma nova erupção, ele é considerado um vulcão dormente.

Caminhada até o pico verdadeiro do Mauna Kea, longe das multidões, na Big island, no Hawaii

Caminhada até o pico verdadeiro do Mauna Kea, longe das multidões, na Big island, no Hawaii


Como todos os vulcões no Hawaii, o Mauna Kea é considerado sagrado. Sendo o ponto mais alto de todo o estado é também a mais importante das montanhas sagradas havaianas. Seu vizinho Mauna Loa é a maior montanha em volume e apenas alguns metros mais baixa, com 4.169m. As duas montanhas são gigantescas e não possuem aquele formato clássico de vulcão que conhecemos.

Vista do Mauna Loa, durante a subida do Mauna Kea, na Big island, no Hawaii

Vista do Mauna Loa, durante a subida do Mauna Kea, na Big island, no Hawaii


Antes mesmo de chegar à estrada principal que vai ao cume já estamos nos flancos da montanha sem nem perceber, afinal saímos do nível do mar e subimos 4.200m, atravessando nuvens, perdendo as esperanças de encontrar um bonito por do sol e reencontrando o céu azul já no Visitor Center, perto dos 2.500m. Uma parada de aclimatação é recomendada, já que subir 4 mil metros em poucas horas pode causar dores de cabeça e reações adversas do conhecido mal de altitude. Uma paradinha de 20 a 30 minutos não faz mal a ninguém. Para subir vale a pena estar com um carro 4x4, a estrada é pavimentada em boa parte da subida, mas têm alguns trechos bem esburacados eu um carro menor pode sofrer.

Nosso jipão nos levou traquilamente até os 4.200 metros de altitude do Mauna Kea, ponto mais alto da Big island e do Hawaii

Nosso jipão nos levou traquilamente até os 4.200 metros de altitude do Mauna Kea, ponto mais alto da Big island e do Hawaii


No alto dele está o maior Observatório Astronomico óptico, infravermelho e submilimeter do mundo! No centro de visitantes eles dão mais informações sobre o observatório e as estrelas, lá no alto o que você vai ver são essas casinhas brancas ou prateadas arredondadas, com portas imensas para as grandes lentes que olham para o nosso espaço.

Observando os telescopios construídos no topo do Mauna Kea, na Big island, no Hawaii

Observando os telescopios construídos no topo do Mauna Kea, na Big island, no Hawaii


Terreno vulcânico em tons avermelhados, negros e terracota com um mar de nuvens aos seus pés e os vários observatórios formam a paisagem mais extraterrestre que eu já presenciei, um cenário de outro planeta!

Assistindo a um inesquecível pôr-do-sol a mais de 4.200 metros de altura, no topo do Mauna Kea, na Big island, no Hawaii

Assistindo a um inesquecível pôr-do-sol a mais de 4.200 metros de altura, no topo do Mauna Kea, na Big island, no Hawaii


Antigas bocas de vulcão na região do cume do Mauna Kea, na Big island, no Hawaii

Antigas bocas de vulcão na região do cume do Mauna Kea, na Big island, no Hawaii


Chegamos lá um pouco antes das 17h, exatamente na hora em que o sol começava a se por... um espetáculo indescritível. O céu é um dos mais limpos de todo o planeta (não é a toa que o observatório está lá) e as cores sobre o mar de nuvens fizeram um suave degrade das 7 cores do arco-íris inacreditável. Juro, eu chorei.

Pôr-do-sol maravilhoso no alto do Mauna Kea, a 4.200 metros de altitude a temperaturas próximas de zero, na Big island, no Hawaii

Pôr-do-sol maravilhoso no alto do Mauna Kea, a 4.200 metros de altitude a temperaturas próximas de zero, na Big island, no Hawaii


Enquanto o sol se punha e as cores pintavam os céus havaianos, nós acompanhávamos a sombra crescente dessa imensa montanha sobre as nuvens! Sombra da montanha, vocês tem ideia?!

A sombra do Mauna Kea se projeta sobre as nuvens até quase o infinito! (Big island, no Hawaii)

A sombra do Mauna Kea se projeta sobre as nuvens até quase o infinito! (Big island, no Hawaii)


Quando eu começava a me recompor e descer a trilha de volta ao estacionamento, outro choque, do lado oposto ao sol poente, nascia a lua cheia, imensa, mais amarela, linda e formosa que eu já vi! Chorei novamente. Existem alguns raros momentos na nossa vida que temos certeza que nunca esqueceremos e este foi um deles.

A lua soberana no topo da maior montanha do mundo, o Mauna kea, na Big island, no Hawaii

A lua soberana no topo da maior montanha do mundo, o Mauna kea, na Big island, no Hawaii


Nós ainda ficamos até a noite dominar completamente o dia e as estrelas darem o ar da graça para os telescópios superpotentes que começarem a trabalhar, incessantemente noite adentro. Eles giram o tempo todo, foi impossível tirar uma foto com a pouca luz, sem que ele borrasse na foto.

As portas se abrem para o telescópio iniciar suas observações noturnas, no topo do Mauna Kea, na Big island, no Hawaii

As portas se abrem para o telescópio iniciar suas observações noturnas, no topo do Mauna Kea, na Big island, no Hawaii


E de repente você se dá conta que está no Hawaii, no meio do Oceano Pacífico (faz um Google Earth da cena!) a 4.207m de altura, em cima da maior montanha do planeta, a -1°C e olhando para um dos céus mais estrelados da sua vida, mesmo com lua cheia! É gente, tem coisas na vida que não tem preço.

Céu incrivelmente estrelado no topo do Mauna Kea, na Big island, no Hawaii

Céu incrivelmente estrelado no topo do Mauna Kea, na Big island, no Hawaii

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Calgary by Night

Canadá, Calgary

Calgary, no Canadá, em noite de lua quase cheia

Calgary, no Canadá, em noite de lua quase cheia


Calgary, a cidade das pradarias, dos rodeios e do petróleo é a quinta maior cidade canadense. Sua população é de pouco mais de um milhão de habitantes, bem equilibrada com a capital do estado de Alberta, a cidade de Edmonton que forma o eixo conhecido como “Calgary-Edmonton Corridor”. Um centro de comércio entre o meio oeste agrícola e as vastas pradarias que a separam do populoso leste canadense, tem tudo o que uma cidade grande oferece, bons restaurantes, alguns museus, universidades e um pequeno centro histórico. A cidade é um centro cultural que recebe muitos festivais, concertos, shows e teve os holofotes mundiais voltados para si quando sediou os Jogos Olímpicos de Inverno em 1988.

Propagandas do famoso e concorrido rodeio de Calgary, no Canadá

Propagandas do famoso e concorrido rodeio de Calgary, no Canadá


Embora o ser humano já tenha passado por estas terras há mais de 15 mil anos, na sua descida do Estreito de Bering para popular todo o continente, a origem da vila foi nos tempos coloniais com tropas enviadas pela coroa britânica para proteger suas fronteiras e o rico mercado de peles dos vizinhos americanos. Uma das grandes mercadorias do Canadá no período colonial era a pele de castor que conhecemos dos chapéus russos e dos exploradores dos países do norte, aquele com um rabinho caído do lado. Foi a caça desse pobre animal que movimentou o comercio desta região durante todo o período colonial.

Calgary, no Canadá, vista do alto da torre mais alta da cidade

Calgary, no Canadá, vista do alto da torre mais alta da cidade


Foi pelos idos de 1883, no caminho da recém inaugurada Canadian Pacific Railway, que a cidade se tornou um centro comercial e agrícola da região, além da principal porta de entrada para o primeiro parque nacional nas Montanhas Rochosas Canandeses: Banff criado em 1885. Apenas em meados de 1950 foi que Calgary experimentou o boom econômico e cresceu vertiginosamente devido à descoberta e exploração de petróleo na região.

A quase 200 metros de altura, sobre o piso de vidro da torre mais alta de Calgary, no Canadá

A quase 200 metros de altura, sobre o piso de vidro da torre mais alta de Calgary, no Canadá


Depois de duas semanas cruzando o meio-norte dos Estados Unidos foi bom chegar em uma cidade grande. A cidade tem o estilo de urbanização norte americano, bem espalhada com grandes avenidas e estradas, quase impossível se locomover a pé. Ficamos hospedados em um Boutique Motel a 10 minutos de carro do centro. O Centro Boutique Motel foi o primeiro que encontramos nesse estilo. Um motel aqui no Canadá e nos Estados Unidos é um hotel de beira de estrada, daqueles que você estaciona seu carro em frente, com serviço bem básico e preços mais acessíveis. O que eles fizeram foi remodelar um motel antigão, dando um toque moderno na decoração e incrementado com pequenos confortos só oferecidos em hotéis, conceito bem interessante. Aproveitamos o dia em Calgary e o nosso confortável motel para descansar dos longos dias de estrada, dar um banho na Fiona e trabalhar nos blogs.

Fiona de banho tomado em frente ao nosso

Fiona de banho tomado em frente ao nosso


Além dos museus, quilômetros de trilhas e ciclovias ao redor da área verde de Calgary e do Parque Olímpico, a cena gastronômica é uma das grandes atrações da cidade. Por isso, à noite fomos jantar no restaurante 360°, a 191m de altura, no alto da Calgary Tower. O restaurante giratório tem pratos maravilhosos e uma vista espetacular da cidade, ainda mais charmosa durante a noite.

Um delicioso jantar no restaurante giratório da torre mais alta de Calgary, no Canadá

Um delicioso jantar no restaurante giratório da torre mais alta de Calgary, no Canadá


Amanhã caímos na estrada novamente rumo ao Banff, Icefields e Jasper National Park para conhecer as Rochosas Canadenses em pleno feriado nacional.

A quase 200 metros de altura, sobre o piso de vidro da torre mais alta de Calgary, no Canadá

A quase 200 metros de altura, sobre o piso de vidro da torre mais alta de Calgary, no Canadá

Canadá, Calgary, Calgary Tower, cidade

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La Vieja Mazatlán

México, Mazatlán

Passeando pela orla de Mazatlán, no México

Passeando pela orla de Mazatlán, no México


Acordamos hoje com um café da manhã delicioso nos esperando na Plaza Machado. Eram quilos de frutas, tortillas, queijo de rancho, pães doces e tudo o que você imaginar! Pensem em um café da manhã farto! Tudo servido pelo Ernesto, dono do Hotel Machado, que quis garantir que nós teríamos o melhor café da manhã do mundo!

Um dos melhores desayunos da viagem, na Plaza Machado em Mazatlán, no México

Um dos melhores desayunos da viagem, na Plaza Machado em Mazatlán, no México


Ontem pegamos mais 3 horas de estrada para o norte rumo à cidade de Mazatlán, na costa Pacífica. Chegamos a tempo de um final de tarde na Zona Dourada, região turística e mais moderna da cidade, dominada por expats americanos. Imensos hotéis da década de 80 dão um ar meio decadente para a região, que sofreu um baque no turismo depois da crise de 2007-2009.

Início da noite em praia de Mazatlán, no México

Início da noite em praia de Mazatlán, no México


No mesmo período o centro histórico, antes abandonado pelo turismo, começava a renascer. Novos hotéis charmosos, atividades culturais e pequenos restaurantes atraíram uma nova vida para a região.

A charmosa arquitetura do centro histórico de Mazatlán, no México

A charmosa arquitetura do centro histórico de Mazatlán, no México


Os principais consumidores de toda esta infra-estrutura são os mais de 7 mil aposentados americanos, só na cidade de Mazatlán! Eles alugam apartamentos por temporada, geralmente no período de inverno, que é mais barato e com a temperatura mais agradável e quando eles fogem do frio nos EUA. O Centro Cultural Angela Peralta os garante uma vida cultural bem ativa, com apresentações de teatro e cinema, além de uma interação com a juventude local, no mesmo espaço tem uma forte presença nas aulas de música, dança, canto, cinema e artes em geral oferecidas pela prefeitura. Angela Peralta foi uma cantora de ópera mexicana muito famosa que morreu de febre amarela, após aportar na cidade, hospedada no hotel que hoje foi transformado no centro cultural que leva seu nome.

A charmosa arquitetura do centro histórico de Mazatlán, no México

A charmosa arquitetura do centro histórico de Mazatlán, no México


Um tour pelo centro antigo da cidade deve começar pela histórica Playa Olas Altas, na parte sul da cidade. Seu malecón tem esculturas marcantes com o tema marinho e a curiosa estátua de um veado, em referência ao significado da palavra “Mazatlán”, que em Nahuatl quer dizer “o lugar dos veados”. Caminhamos pelas ruas estreitas, ladeadas por edifícios coloniais bem conservados e descobrimos vários restaurantes e barzinhos noturnos bem convidativos.

Passeando pela orla de Mazatlán, no México

Passeando pela orla de Mazatlán, no México


Um passeio rápido pela Plaza de Armas e a Catedral e logo chegamos ao mercado municipal, que sempre vale uma olhada, embora este não tenha nada de extraordinário. Fechamos o circuito chegando novamente no centro gastronômico da cidade, a Plaza Machado. Petiscamos uns rápidos bocadillos acompanhados de uma boa Pacífico, cerveja produzida desde 1900 pelos colonizadores alemães que chegaram ao norte mexicano em meados do século XIX.

Catedral de Mazatlán, no México

Catedral de Mazatlán, no México


Estávamos ali, tranquilos, discutindo nosso roteiro e próximos afazeres, quando fomos surpreendidos por um casal de americanos que chamaram o Rodrigo pelo nome. “Are you Rodrigo?”, e ele sem entender nada respondeu que sim. Rick e Joan viram o site na Fiona, ficaram curiosos e entraram lá para conferir! Professores aposentados viajaram o mundo dando aulas de inglês e hoje vivem 6 meses aqui em Mazatlán e 6 meses em Boston, sempre escapando para visitar seus filhos que vivem no Texas. Eles, depois seguidos por um grande grupo da melhor idade, estavam passando pela praça para o Centro Cultural para assistir um filme documentário sobre a Janis Joplin. Uma boa forma de encontrarem novos velhos amigos e relembrarem os bons tempos!

Tranquilidade na delicioza Plaza Machado, no centro histórico de Mazatlán, no México

Tranquilidade na delicioza Plaza Machado, no centro histórico de Mazatlán, no México


O sol quente e a praia ainda nos convidavam para um mergulho no nosso Oceano Pacífico. Preparamos-nos, fomos até a praia Olas Altas, mas o vento frio do final de tarde nos pegou de surpresa e dificultou um pouco a nossa vida.

O sol se esconde atrás do Pacífico na praia central de Mazatlán, no México

O sol se esconde atrás do Pacífico na praia central de Mazatlán, no México


Vimos tranquilos o pôr-do-sol e retornamos à Plaza Machado onde reencontramos Rick e Joan, que nos convidaram para tomar um vinho e contar-lhes as nossas aventuras. Levaram-nos ao Boemia Bar, onde logo estava começando uma Jam Section de Jazz animal! Estava tão bacana que emendamos o jantar enquanto trocamos experiências e nos divertimos com cada instrumento novo que se apresentava a tocar.

Excelente show de jazz em bar-restaurante na Plaza Machado, no centro de Mazatlán, no México

Excelente show de jazz em bar-restaurante na Plaza Machado, no centro de Mazatlán, no México


Agora alguns de vocês podem estar se perguntando: como vocês foram descobrir este lugar!?! Não foi por sua nada charmosa Zona Dourada ou por sua rica infra-estrutura para a terceira idade. O Porto de Mazatlán é um dos principais pontos de acesso à Baja Califórnia. Amanhã pegaremos o ferry para a cidade de La Paz na Baja Califórnia Sur! Melhor ainda foi descobrirmos um lugar de tamanho bom gosto ao lado de uma zona portuária! Se for esse o seu roteiro, não deixe de conhecer la Vieja Mazatlán.

Com o simpático casal americano (Ricardo e Joan) em bar-restaurante na Plaza Machado, em Mazatlán, no México

Com o simpático casal americano (Ricardo e Joan) em bar-restaurante na Plaza Machado, em Mazatlán, no México

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