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SHUFFLE Há 1 ano: Rio De Janeiro Há 2 anos: Rio De Janeiro

Bravíssimo!!!

Brasil, Amazonas, Manaus

Parte interna do Teatro Amazonas, antes do início da ópera, em Manaus - AM

Parte interna do Teatro Amazonas, antes do início da ópera, em Manaus - AM


Ano de 1794, a Revolução Francesa está no seu ápice de violência e intolerância religiosa. Os padres e freiras são forçados a abandonar suas pregações e seus hábitos sob a pena de ir para a guilhotina, pela acusação de traidores do novo estado que se instaura. Na cidade de Compiègne, 16 freiras Carmelitas são guilhotinadas, dentre as mais de 30 mil pessoas que morreram durante o Grande Terror. Uma das freiras teria escapado e escrito o relato da violência.

A ópera Diálogo das Carmelitas, em Manaus - AM

A ópera Diálogo das Carmelitas, em Manaus - AM


O Diálogo das Carmelitas, conta a história deste convento, uma história real sob o ponto de vista de uma personagem fictícia, Force de La Blanche. Uma jovem burguesa que vive amedrontada e decide viver em reclusão. O convento, porém não seria um lugar de fuga, mas sim onde deveria enfrentar seus piores medos e ter coragem para defender e proteger a ordem carmelita. Após a morte da madre superiora, profundamente doente e em grande agonia, entra em cena o conflito da revolução. As freiras são obrigadas a abandonar seus votos, porém preferem fazer o voto de martírio e entregar-se à morte ao invés de abandonar a ordem.

A ópera Diálogo das Carmelitas, em Manaus - AM

A ópera Diálogo das Carmelitas, em Manaus - AM


Escrita com base na peça de mesmo nome por George Bernanos em 1947, a ópera de Francis Poulenc ocorre em 3 atos. No primeiro ato o conflito de Blanche, sua decisão de entrar na ordem carmelita e a morte da madre superiora. No segundo ato o irmão de Blanche vem querer salvá-la do convento, porém ela se recusa a sair. Logo depois o capelão avisa às freiras que fora proibido de pregar e que logo virão atrás delas. A polícia anuncia a nova lei e ordena que abandonem seus hábitos. No terceiro e último ato as freiras fazem o voto de martírio na ausência da madre superiora e sob influência da Madre Maria, a mesma que depois acaba escapando e se torna a relatora desta tragédia. Blanche que havia fugido, torna-se serviçal dos ex-empregados de seu pai. Reencontra suas irmãs no momento da execução e une-se a elas na cena final.

A ópera Diálogo das Carmelitas, em Manaus - AM

A ópera Diálogo das Carmelitas, em Manaus - AM


A ópera possui duração de quase 3 horas, porém sua intensidade e sutileza não nos deixa cansar nem um minuto. A atuação das sopranos Ruth Staerke, como Madre Superiora, Gabriella Pace, como Irmã Constance e da mezzo-soprano Denise de Freitas, como Madre Maria para mim, foram as mais impressionantes! A força e a naturalidade que transparecem em suas vozes e em suas personagens foram excepcionais! Bravo!!! Os coros das carmelitas, cantando em francês a prece “Ave Maria” foi outro ponto alto, de arrepiar qualquer ateu presente na platéia. Bravo!!!

Final da ópera Diálogo das Carmelitas, em Manaus - AM

Final da ópera Diálogo das Carmelitas, em Manaus - AM


Não posso ser injusta e não reconhecer também o trabalho de todo o elenco e da Filarmônica do Amazonas, igualmente maravilhosos. O cenário com toques modernos, traços simples e exatos e a iluminação que ajudou a dar um toque dramático às cenas. Por fim, um grande bravo a uma das principais atrações da noite, o próprio Teatro Amazonas: BRAVÍSSIMO!

Parte interna do Teatro Amazonas, antes do início da ópera, em Manaus - AM

Parte interna do Teatro Amazonas, antes do início da ópera, em Manaus - AM


Entrada da ópera, no Teatro Amazonas, em Manaus - AM

Entrada da ópera, no Teatro Amazonas, em Manaus - AM

Brasil, Amazonas, Manaus, Diálogo das Carmelitas, FAO, Festival Amazonas de Ópera, Francis Poulenc, Teatro Amazonas

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Trekking no Yosemite

Estados Unidos, Califórnia, Yosemite National Park

Caminhando na neve ao lado de desfiladeiro no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Caminhando na neve ao lado de desfiladeiro no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Visitar um parque nacional sem por o pé na trilha, na minha humilde opinião, é uma falta pior do que ir ao Rio de Janeiro e não visitar Ipanema, Copacabana ou o Cristo Redentor. Chova ou faça sol, ou no caso aqui, neve ou faça sol, nós estamos sempre encarando uma aventura para conhecer mais de perto a natureza e as paisagens incríveis que a mãe terra nos reserva. O Yosemite National Park possui mais de 1.300km de trilhas, se o que você busca é aventura, sem dúvida aqui não irá se decepcionar!

O majestoso El Capitán, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

O majestoso El Capitán, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


A área mais selvagem do parque, segundo vários amigos que já exploraram o Yosemite de cabo a rabo, é a parte mais elevada nos arredores da Tioga Road e Tuolomne Meadows. O acesso a esta região está fechado pela quantidade de neve que caiu nos últimos dias, assim como a estrada que segue ao alto do Glacier Point. Assuntando por aqui, porém, descobrimos que há uma trilha que sobe 975m em mais de 7km de zigue-zagues e chega ao mirante com uma das vistas mais bonitas do Yosemite Valley.

O magnífico vale do Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

O magnífico vale do Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


A Four Mile Trail é um day hike de 15,5km (ida e volta) que a cada curva revela novas faces e vistas do vale e da belíssima Yosemite Falls. Nesta estação as cachoeiras estão secas, para encontrá-las com água a primavera e o verão são as melhores épocas do ano. Saímos cedo com sanduíches, alguns snacks e um plano maior para o dia: conectar a Four Mile Trail com a Panorama Trail e fazer um circuito completo no vale, terminando o trekking com o cenário da Nevada e da Vernal Falls. Basicamente o que fizemos foi somar 3 day hikes em um mesmo dia.

Início de caminhada no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Início de caminhada no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


- Four Mile Trail – 7,7 km (ida) com ganho de altitude de 975m. O objetivo deste trecho é chegar ao Glacier Point, ponto mais alto de todo o circuito. O início da trilha está na Southside Drive, como o shuttle do parque não vai até lá, fomos de Fiona e a deixamos estacionada em frente a entrada da trilha.

No alto do vale do Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

No alto do vale do Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


- Panorama Trail – 13,7 km do Glacier Point até a base do vale, descendo pela Mist Trail. Como subimos 975m, nesta trilha temos que descer! Passamos pela Illilouette Fall, bosques e vistas maravilhosas para o Half Dome depois da inesperada subida do Panorama Cliff. O mais impressionante é que lá no alto desta trilha ainda encontramos rotas alternativas que adicionam 20, 30 e até 60 km para outros cantos do parque nacional.

O famoso Half Dome, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

O famoso Half Dome, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Nevada Fall Trail* – 4,3km (ida) com 610m de ganho de altitude. Esta trilha pode ser acessada direto pela parada #16 do shuttle e é uma boa opção para um day hike mais tranquilo, somando 8,6km para ver uma das mais bonitas cachoeiras, ainda com água no início do inverno.

Nevada Falls, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Nevada Falls, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Vernal Fall Trail*– 1,3km (ida) e 122m de ganho de altitude. Este é um dos trekkings mais populares no vale, o início da trilha também está na parada #16 do shuttle e é acessível via Mist trail ou John Muir Trail.

* Na nossa conta estes trecho de trilha já estão somados aos 13,7km da Panorama Trail, com a possibilidade de um detour pela John Muir Trail, que é um pouco mais longa (mais de 1km), mas mais fácil já que está toda pavimentada até o topo. Quando estivemos lá a John Muir estava fechada pelos pesquisadores do parque. A nossa opção seria a Mist Trail de qualquer forma, já que tem as melhores vistas para ambas as cachoeiras.

Observando a bela paisagem do Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Observando a bela paisagem do Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


A Nevada e a Vernon Falls, muitas milhas à frente, vistas do Glacier Point, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

A Nevada e a Vernon Falls, muitas milhas à frente, vistas do Glacier Point, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Durante toda a trilha encontramos trechos nevados e bem escorregadios. A neve pisada e derretida que se transforma em gelo vira um sabão para qualquer bota de caminhada. Isso só adiciona uma certa adrenalina e triplica o cuidado que os hikers devem ter na trilha, já que uma queda em qualquer um dos penhascos que a acompanham pode ser fatal.

Caminhando na neve em trilha no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Caminhando na neve em trilha no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Chegar ao topo do Glacier Point é uma sensação maravilhosa, a vista lindíssima do vale ainda mais em um dia em que os poucos que estão lá trabalharam duro para isso. A vista da Sentinel Rock, El Capitan, Yosemite Falls (mesmo que seca), dos Arcos do Yosemite e do majestoso Half Dome é priceless! Lá do alto ainda conseguimos ter uma noção do que encontraríamos no alto das montanhas do outro lado do vale, totalmente cobertas de neve.

A incrível visão no Glacier Point, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

A incrível visão no Glacier Point, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Confesso a vocês que se a estrada estivesse aberta eu teria a maior preguiça, é muito chato fazer um esforço desses, chegar lá em cima e encontrar centenas de pessoas que subiram de carro, seria totalmente frustrante. Lá no alto conhecemos ainda o Jared, um funcionário do parque super bacana casado com uma brasileira que é a gerente ambiental do Yosemite! Ele nos deu informações sobre a trilha e incentivo para continuarmos no nosso plano inicial, fechar o circuito completo.

Algumas distâncias (em milhas!) de trilhas no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos. A trilha para o Mt Whitney está a mais de 340 quilômetros!

Algumas distâncias (em milhas!) de trilhas no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos. A trilha para o Mt Whitney está a mais de 340 quilômetros!


Sabíamos que estávamos com o cronograma apertado para chegarmos ao final ainda com luz, mas o que é uma trilha sem emoção!?! Kkk! Seguimos firmes e acelerados, correndo um grande trecho da Panorama Trail para ganhar preciosos minutos de luz na descida da Nevada Falls. Este trecho é mesmo pesado, pedras empilhadas e muitas vezes escorregadias pela areia e pedrinhas, eu, que raramente caio, dei um escorregão e quase levei um tombo daqueles!

Glacier Point, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Glacier Point, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Chegamos à Vernon Falls já quase sem luz... ouvimos mais do que vimos a sua queda, sem tripé, tiramos apenas essa foto trêmula para registrar a passagem e continuamos acelerados até encontrarmos o trecho mais “civilizado” da trilha. Dali em diante foi apenas acostumar os olhos com a escuridão, torcendo para a lua nascer e fazendo barulhos para os ursos pretos não se aproximarem. A esta altura o meu joelho podre já estava pedindo água, desci um pouco mais lenta até que encontramos um casal munido de lanternas e colamos neles.

Vernon Falls, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Vernon Falls, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Helen e Greg são paramédicos de Santa Cruz, cidade ao sul de San Francisco, e sempre que podem dão uma escapada aqui para o Yosemite. Nos guiaram pela escuridão da trilha até a parada do ônibus, onde esperamos longos 30 minutos até a nossa carona chegar. Eu desci do shuttle no lodge onde consegui um quarto por razoáveis 120 dólares, a esta altura tudo o que queríamos era comida, um banho e uma boa cama para dormir! O Rodrigo ainda enfrentou mais de um quilômetro por uma escuridão total e desta vez sozinho, para chegar à Fiona lá no início da Four Mile Trail! Meu herói! =)

Mirante do Glacier Point, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Mirante do Glacier Point, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


O final da noite não poderia ser melhor, reencontramos os nossos novos amigos no restaurante do lodge, repondo as energias com uma boa cervejinha e ótimas histórias.

Com o Greg e a Ellen, que nos salvaram com suas lanternas na noite anterior, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Com o Greg e a Ellen, que nos salvaram com suas lanternas na noite anterior, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Foram 20km de trilha em pouco menos de 8 horas com vistas sensacionais de um dos mais fantásticos parques nacionais americanos. E pensar que ainda não vimos nada! As trilhas da parte alta do parque e a subida ao Half Dome, também fechada pelo gelo e condições climáticas, ficaram engasgadas na garganta! Sem dúvida voltaremos ao Yosemite, provavelmente com os filhos, para mais aventuras.

Estados Unidos, Califórnia, Yosemite National Park, Four Mile Trail, Glacier Point, Natureza, Nevada Fall, Panorama Trail, parque nacional, Trekking, trilha

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Thanksgiving Canadense

Canadá, Campbell River

Celebração do Thanksgiving Day no Strathcona Lodge, ao lado do Buttle Lake, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá

Celebração do Thanksgiving Day no Strathcona Lodge, ao lado do Buttle Lake, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá


O Thanksgiving é o nome dado pelos países de língua inglesa para o Dia de Ação de Graças, com origem nos Estados Unidos em 1.620, foi realizado pela primeira vez por colonos para o agradecimento às fartas colheitas do outono, antes da chegada do inverno. O Thanksgiving Canadense acontece na segunda segunda-feira de outubro, mas pode ser comemorado em qualquer um dos 3 dias do feriado prolongado. Muitos comemoram no domingo, para se recuperar da comilança e bebedeira na segunda! Rsrs!

Nosso jantar de comemoração do Thanksgiving Day no Strathcona Lodge, ao lado do Buttle Lake, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá

Nosso jantar de comemoração do Thanksgiving Day no Strathcona Lodge, ao lado do Buttle Lake, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá


Estávamos nós lá no Strathcona, sem ter ideia alguma que era o Thanksgiving Day, pois tínhamos o americano na cabeça (que acontece em novembro). Voltamos ainda a tempo de parar e explorar outras trilhas e mirantes e chegamos ao lodge novamente para comer algo, quando fomos surpreendidos com o restaurante preparado especialmente para o jantar de Thanksgiving!

Mesa de aperitivos para o jantar de celebração do Thanksgiving Day no Strathcona Lodge, ao lado do Buttle Lake, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá

Mesa de aperitivos para o jantar de celebração do Thanksgiving Day no Strathcona Lodge, ao lado do Buttle Lake, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá


Nós chegamos sem querer e logo fomos convidados por Chris, professor que trabalha no lodge, o que garantiu uma mesa que já estava “reservada”, muita sorte! Fomos dos poucos que não faziam parte da grande família e staff da pousada que lotavam o galpão do restaurante. A festa reuniu toda a Família Boulding, fundadora do lodge que desde a década de 50 oferece programas educacionais e atividades esportivas ao ar livre para crianças. Acabamos caindo sem querer em um dos mais tradicionais locais de Summer Camp da British Columbia!

Nosso jantar de comemoração do Thanksgiving Day no Strathcona Lodge, ao lado do Buttle Lake, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá

Nosso jantar de comemoração do Thanksgiving Day no Strathcona Lodge, ao lado do Buttle Lake, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá


Nas paredes as fotos antigas dos fundadores e patriarcas Myrna e Jim Boulding, desde que começaram a construção do lugar. A família cresceu e aos poucos podíamos reconhecer cada um daqueles que estavam nas fotos andando ao nosso redor. Família de esportistas, remadores da seleção canadense e olímpica nacional. Gente fina da melhor qualidade! O cardápio foi super tradicional, com queijos e geleia de raspberries colhidas no jardim do lodge, kelps e algas condimentadas, um delicioso peru e acompanhamentos. Para sobremesa, torta de maçã, mousse de chocolate e é claro, a tradicional torta de abóbora! Foi uma honra participar de uma festa de thanksgiving tão bacana, rodeado de pessoas alegres e bonitas à beira do Buttle Lake.

Fim de tarde no Buttle Lake, no Strathcona Provincial Park, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá

Fim de tarde no Buttle Lake, no Strathcona Provincial Park, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá


Aqui no Canadá e nos Estados Unidos o Thanksgiving é uma festa tão importante quanto o Natal e reúne toda a família em torno da mesa para agradecer. Acho muito bonito esse conceito, mesmo para os não religiosos, pois é sempre bacana refletir e pensar a que você agradece no seu ano, na sua vida. Na entrada da festa todos deixaram seus bilhetinhos no mural que perguntava “A que você agradece?”

Eu agradeço à vida! E você? A que você agradece?

Canadá, Campbell River, Strathcona Lodge, Strathcona Provincial Park, Thanksgiving, Thanksgiving Canadense

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10.000 a.C.

Brasil, Minas Gerais, Januária (P.N Cavernas do Peruaçu)

Entrando no Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Entrando no Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Imaginem o mundo há 10.000 anos, como ele era? Quando estamos no escritório, em casa, nas cidades, shoppings, enfim, nas nossas vidas cotidianas, logo imaginamos o Discovery Channel, o NatGeo ou ainda lembramos daquele filme de mesmo nome lançado recentemente. Puxamos na nossa imaginação todas as referências que temos do mundo antes dele ser ocupado pelo homo sapiens sapiens. Será que ainda existiam os dinossauros? Eras glaciais? Homens das cavernas? Aí até os Flintstones aparecem na memória! Fazendo este exercício percebemos como estes míseros 10 mil anos estão distantes da nossa realidade.

Gigantesca clarabóia na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Gigantesca clarabóia na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Há 10 mil anos estava terminando a última era Glacial e o mundo já era habitado pela nossa espécie. Eles lutavam para sobreviver ao frio, utilizando as cavernas como abrigo. As cavernas por sua vez possuem outra perspectiva do tempo e do mundo. A terra existe há 4,5 bilhões de anos, desde então passou por diversas eras geológicas, se transformando e evoluindo com a passagem dos milhões de anos, até hoje. As cavernas presenciaram e fazem parte desta história, pois o processo de formação destas cavidades segue há alguns milhões de anos.

Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Todo este processo fica claro quando entramos em um monumento natural como a Caverna do Janelão no Vale do Peruaçu. É monumental, sensacional, fantástico! São paredes de mais de 100m de altura, formações espeleológicas gigantescas, como o cogumelo ou a perna da bailarina, que está no Guiness Book por ser a maior estalactite do mundo com 28m de comprimento.

Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


O maior estalagtite do mundo, a 'Perna da Bailarina', na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

O maior estalagtite do mundo, a "Perna da Bailarina", na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


A natureza vem trabalhando há 2 ou 3 milhões de anos esculpindo nesta rocha calcária as mais variadas formas, túneis e salões que hoje nos deixam boquiabertos por sua grandeza. Ali dentro devem ter passado dinossauros, preguiças gigantes e toda a grande fauna que um dia já habitou o nosso continente. Soubemos que em uma fazenda próxima ainda se encontra um fóssil de uma preguiça gigante! Que achado!

Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Não é a toa também que ali, a apenas 45 minutos de caminhada, encontramos também curiosos painéis de pinturas rupestres, que um dia tiveram um significado completamente diferente para os nossos antepassados e hoje contam parte da história recente do nosso país.

Pinturas rupestres no 'Painel', no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Pinturas rupestres no "Painel", no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Sabe-se que os nossos índios não chegaram a conhecer estes homens das cavernas. Como será que eles eram? O que será que se passava pela cabeça destes homens, mulheres e crianças que viviam em um mundo completamente diferente do nosso? Como eles se abrigavam o frio, o que eles comiam? Como se comunicavam? O que será que esses símbolos significavam para eles?

Pinturas rupestres no 'Painel', no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Pinturas rupestres no "Painel", no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Todas essas perguntas surgem quando nos deparamos com um lugar como este. O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu possui potencial imenso para se tornar um dos principais parques de pesquisa geológica e antropológica no Brasil. E agora, depois de visitar um lugar como este, fica muito mais fácil responder a aquela pergunta. Imaginem o mundo há 10.000 anos, como ele era? Boa parte das respostas surgirá. Intuitivamente, pois em algum lugar dentro de você estas lembranças, seja em memória genética ou espiritual, existem.

Mirante do Buraco dos Macacos, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Mirante do Buraco dos Macacos, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Brasil, Minas Gerais, Januária (P.N Cavernas do Peruaçu), Caverna do Janelão, Cavernas, espeleologia, parque nacional, Peruaçú

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Um Roteiro pelo Norte da Cidade do México à Teotihuacán

México, Cidade do México, Teotihuacán

POR VALÉRIA ALBACH.

Pirâmides do Sol e da Lua vistas da Ciudadela, nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Pirâmides do Sol e da Lua vistas da Ciudadela, nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Eu me chamo Valéria e adoro as viagens, até por isso que resolvi estudá-las como profissão, sou uma turismóloga, professoro e faço projetos tentando contribuir para o desenvolvimento do Turismo no Brasil. Também sou Amiga (com A bem maiúsculo) da Ana desde quando ela nasceu, madrinha desse casamento e fã dos Mil dias Por Toda América.

Val e as pirâmides do Sol e da Lua. Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Val e as pirâmides do Sol e da Lua. Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Quase mil dias depois da saída da Fiona de Curitiba eu consigo embarcar por essa América, e com muita sorte em um país incrível: o México.
Roubei a Ana do Rodrigo por uns dias, já que ele foi subir a montanha mais alta do país e eu não tinha condições de acompanhar. Pude me aventurar um pouco na altitude e foi super legal, mas a Cidade do México estava a nossa espera.

Pirâmide do Sol e seus vendedores incansáveis. Ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Pirâmide do Sol e seus vendedores incansáveis. Ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Sem carro, achamos melhor entrar em um grupo para irmos a Teotihuacán. O lugar é tão especial, que a Ana topou revê-lo comigo, um dos poucos reprises desses mil dias. E eu achei interessante avaliar o serviço de receptivo da Cidade do México. Nosso grupo era formado apenas por pessoas que estavam hospedadas em hostels, o que na minha opinião, torna tudo mais divertido. O “alberguista” não busca apenas pagar pouco na hospedagem, ele busca integração, diversão e aprendizado. Em duas vans com australianos, franceses, suecos, obviamente encontramos brasileiros. Sim, estamos por toda a parte!

Grupo do tour no alto das ruínas da Ciudadela. Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Grupo do tour no alto das ruínas da Ciudadela. Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Nosso guia Ivan é recém formado em História e há quatro meses conduz grupos por diferentes roteiros. Aliás, fiquei positivamente surpreendida com a qualidade dos guias no país. Até mesmo os que não possuem curso superior, passam por cursos especializados e chancelados por universidades, com áreas específicas, como os guias de zonas arqueológicas. E a cada quatro anos, suas carteirinhas são revalidadas por meio de novos cursos. Essas zonas são muitas e há ligação entre elas, o que torna esse estudo interessante bem como o trabalho desse pessoal.

Tecido feito com fibra de maguey. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Tecido feito com fibra de maguey. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Mas voltando ao nosso roteiro, a primeira parada deste dia foi em uma zona arqueológica ao norte da enorme Cidade do México, Tlatelolco, exprimido em meio a urbanização este pequeno sítio de entrada gratuita é uma opção para os que viajam com pouca grana e desejam conhecer a história dos astecas no México. Há tantos atrativos na cidade e arredores, que é possível conhecer muita coisa sem gastar quase nada. Essa área funcionou na maior parte do tempo como mercado e recebeu até 40.000 pessoas. Ao fundo do sítio há a Igreja de Santiago que foi erguida com pedras de Tlateloco. Também em anexo há a Praça das Três Culturas que foi palco em 1968 de um massacre de aproximadamente 300 estudantes que dias antes dos Jogos Olímpicos quiseram chamar a atenção do mundo para os problemas políticos do país. Interessante encontrar história de tantas épocas distintas em um pequeno espaço.

Tlatelolco, com a Igreja de Santiago ao fundo. Cidade do México

Tlatelolco, com a Igreja de Santiago ao fundo. Cidade do México


Los Amantes de Tlatelolco, vítimas de sacrifício após uma guerra. Tlatelolco, Cidade do México

Los Amantes de Tlatelolco, vítimas de sacrifício após uma guerra. Tlatelolco, Cidade do México


Monumento ao nascimento de um novo povo. Tlatelolco, na Cidade do México

Monumento ao nascimento de um novo povo. Tlatelolco, na Cidade do México


Monumento aos estudantes que lutaram contra a ditadura e foram assassinados na praça de Tlatelolco, na Cidade do México

Monumento aos estudantes que lutaram contra a ditadura e foram assassinados na praça de Tlatelolco, na Cidade do México


Depois seguimos para o Santuário da Virgem de Guadalupe, a “Virgencita” é a padroeira do país e da América Latina e ali ocorrem as maiores peregrinações do mundo. Considerando templos católicos, depois do Vaticano é o santuário que mais recebe visitantes, uma média de 20 milhões por ano. A Basílica é lindíssima e se situa aos pés do Monte Tepeyac e a construção sofre danos devido ao afundamento do terreno (já que a cidade do México está acima de um lago aterrado). Por essa razão e para abrigar mais fiéis há uma Nova Basílica onde se encontra se a imagem da Virgem de Guadalupe. Ao contrário da maioria das imagens que são esculturas, esta é uma pintura que se acredita foi concebida milagrosamente e encontrada por um índio da tribo nahua, Juan Diego Cuauhtlatoatzin, que hoje é considerado santo. O sincretismo é evidente na cultura religiosa mexicana desde sempre.

Novo Santuário da Virgencita de Guadalupe, na Cidade do México

Novo Santuário da Virgencita de Guadalupe, na Cidade do México


Imagem da Virgem de Guadalupe, na Cidade do México

Imagem da Virgem de Guadalupe, na Cidade do México


Ana, Valéria e a antiga Basílica do Santuário de Guadalupe, na Cidade do México

Ana, Valéria e a antiga Basílica do Santuário de Guadalupe, na Cidade do México


A estrutura e organização do santuário impressiona, as lojinhas com o comércio de souvenirs estão na parte subterrânea, há um local externo para bênçãos e missas programadas o dia todo, e para observar a imagem da padroeira há passarelas rolantes que garantem um bom trânsito para os fiéis.

Esteiras rolantes para descongestionar o corredor onde está exposta a imagem da Virgem de Guadalupe, na Cidade do México

Esteiras rolantes para descongestionar o corredor onde está exposta a imagem da Virgem de Guadalupe, na Cidade do México


Fiéis chegam ajoelhados ao Santuário da Virgem de Guadalupe, na Cidade do México

Fiéis chegam ajoelhados ao Santuário da Virgem de Guadalupe, na Cidade do México


Após essa passagem pelo Santuário já na área de Teotihuacán fomos conhecer a área de uma cooperativa de moradores que há muitos anos atendem os turistas oferecendo explicações de seus ícones culturais como o mezcal, bebida mais tradicional que a tequila feita também do agave, seus tecidos coloridos naturalmente, seu artesanato, principalmente de obisidiana, e sua comida típica. Mesmo sendo um local totalmente destinado ao turista, a organização dessa comunidade e o interesse em se envolver com os visitantes tornaram a experiência única. E pudemos almoçar com várias pessoas do grupo rindo das comidas picantes e conversando sobre tudo.

Maguey, planta com uma infinidade de utilidades. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Maguey, planta com uma infinidade de utilidades. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Maguey, o papiro dos antigos mexicas e teotihuacanos, próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Maguey, o papiro dos antigos mexicas e teotihuacanos, próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Colorindo as fibras naturais do maguey com pétalas de flores. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Colorindo as fibras naturais do maguey com pétalas de flores. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Ferramenta de corte feita com obsidiana, a pedra vulcânica. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Ferramenta de corte feita com obsidiana, a pedra vulcânica. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Tequila e Pulque, bebidas feita de diferentes tipos de maguey. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Tequila e Pulque, bebidas feita de diferentes tipos de maguey. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Enfim, chegamos a zona arqueológica de Teotihuacán que a Ana tão bem definiu: A Cidade dos Deuses. Realmente, lá é possível um encontro com os Deuses, pura energia, puro maíz como se diz pelo México. A possibilidade de subir nas pirâmides torna a experiência impressionante e para mim, começar a compreender os povos pré-colombianos foi um banho contra a minha ignorância.

Calzada de los Muertos, nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Calzada de los Muertos, nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Vendedores e seus chapéus, nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Vendedores e seus chapéus, nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Val energizando na Pirâmide do Sol. Ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Val energizando na Pirâmide do Sol. Ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Caminhando pela Calzada de los Muertos com a Pirâmide de la Luna ao fundo.  Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Caminhando pela Calzada de los Muertos com a Pirâmide de la Luna ao fundo. Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


O roteiro foi bem pensado, mas Teotihuacán merece um dia bem inteiro, já que fecha às 17h. A melhor parte foi poder dividir tudo o que vi com a minha grande amiga!

Amigas e a paisagem das ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Amigas e a paisagem das ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

México, Cidade do México, Teotihuacán, arqueologia, Santuário da Virgem de Guadalupe, Tlatelolco

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Jalapão: O Deserto das Águas

Brasil, Tocantins, São Félix do Tocantins

Refresco delicioso na Cachoeira do Formiga, região de Mateiros, no Jalapão - TO

Refresco delicioso na Cachoeira do Formiga, região de Mateiros, no Jalapão - TO


O Jalapão é conhecido como um dos mais exóticos destinos turísticos do Brasil, atraindo aventureiros e eco-turistas de todas as partes do país. Conhecido como deserto do Jalapão, eu imaginava que seria realmente um mini Saara, quilômetros de areias, temperaturas elevadas durante o dia, frias durante a noite e falta de água e adivinhem? É claro que eu estava errada.

Vegetação de cerrado ao lado do Rio da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO

Vegetação de cerrado ao lado do Rio da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO


A denominação de deserto deve-se à região possuir a menor densidade populacional do país. A infra-estrutura ainda é precária, o celular e a internet só chegaram no ano passado e os supermercados possuem o básico do básico, quando tem. É, ontem nós pudemos perceber... mais de 70km sem encontrar uma casa, não combina com o Brasil.

Crianças nos observam na comunidade da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO

Crianças nos observam na comunidade da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO


A cidade mais conhecida como base no Jalapão é a cidade de Mateiros, para onde nos dirigimos hoje, mas não antes de conhecer uma última atração da região de São Félix. Na estrada dali para Mateiros passamos pela Comunidade do Prata, as casinhas de adobe que vimos ontem ao chegar do Maranhão. O rio de mesmo nome banha a região e lá fica uma das cachoeiras que queremos visitar. A Cachoeira do Prata possui um grande volume de água, não é muito fácil entrar embaixo dela, mas apenas 5 minutos de caminhada rio acima você chega à uma área usada como praia pelo pessoal aqui da comunidade.

A Cachoeira do Rio da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO

A Cachoeira do Rio da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO


Quem nos acompanhou até aqui foi o Paulino, nascido e criado aqui na região veio nos contando das suas andanças entre o Tocantins e a Bahia, trabalhando nas fazendas de soja e milho. Ele conhece parte do caminho que fizemos ontem e hoje nos salvou de cair em alguns atoleiros de lama no caminho para a cachoeira.

Sempre-Vivas ao lado do Rio da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO

Sempre-Vivas ao lado do Rio da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO


No Rio da Prata aproveitamos mais uma valiosa dica do Luis, subimos o rio pela trilha que vai margeando e descemos fazendo uma flutuação com as nossas máscaras de mergulho. O rio tem uma coloração amarelada, mas ainda assim as águas tem uma boa visibilidade e pudemos ver suas plantas, pedras, troncos e alguns peixes.

Nadando no rio da Prata, na região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO

Nadando no rio da Prata, na região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO


Confesso que fiquei com medo de cruzar com uma sucuri por ali, elas adoram esses riachos com buritizais, mas para nossa sorte (ou azar) não apareceu nenhuma. Rio delicioso, um oásis no meio deste cerrado deserto.

Rio da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO

Rio da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO


Nossa próxima parada foi a Cachoeira do Formiga, esta mais próxima à Mateiros. Uma água completamente transparente, com um poço delicioso e um turbilhão de bolhas perfeito para uma hidromassagem.

A linda Cachoeira do Formiga, região de Mateiros, no Jalapão - TO

A linda Cachoeira do Formiga, região de Mateiros, no Jalapão - TO


De máscara de mergulho ficamos brincando com as bolhas no turbilhão, vendo os peixinhos que habitam este aquário natural e nos divertindo feito duas crianças, completamente sozinhos neste pequeno paraíso. O lugar é muito mágico, eu não conseguia ir embora de jeito nenhum! A temperatura perfeita e o cenário ideal para explorar cada bolha, sem medo de ser feliz!

Nadando no poço de águas transparentes da Cachoeira do Formiga, na região de Mateiros, no Jalapão - TO

Nadando no poço de águas transparentes da Cachoeira do Formiga, na região de Mateiros, no Jalapão - TO


Dali seguimos em direção a Mateiros, direto para a lanchonete Oásis. Comemos um misto quente, nosso almoço preferido ultimamente. Ficamos na Pousada dos Buritis e a noite fomos para a Pizzaria do Carioca, além de muito gostosa o Dázio, dono da pizzaria foi super simpático e ficou curioso com a nossa viagem. Amanhã seguiremos descobrindo as maravilhas do Jalapão, o Deserto das Águas.

Peixes brincam no turbilhão da Cachoeira do Formiga, na região de Mateiros, no Jalapão - TO

Peixes brincam no turbilhão da Cachoeira do Formiga, na região de Mateiros, no Jalapão - TO

Brasil, Tocantins, São Félix do Tocantins, cachoeira, Cachoeira do Formiga, Cachoeira do Prata, deserto, Jalapão, Parque, parque nacional, São Félix

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Diz aí se você gostou, diz!

Feliz Año Nuevo!

Guatemala, Antigua

Ano Novo em Antigua, na Guatemala

Ano Novo em Antigua, na Guatemala


A virada ainda era uma incógnita, tentamos falar com Rossana, amiga de Rodrigo Marc, um amigo conterrâneo que hoje vive no México. Fomos virtualmente apresentadas, mas ainda não havíamos conseguido contato. Então, provavelmente comeríamos algo no centro e mais tarde iríamos para a Praça Centralm que estaria lotada, para tentar encontrar Pablo e seus pais. O espumante pelo menos já estava garantido!

A bela iluminação da Catedral de Santiago, no Parque Central de Antigua, na Guatemala

A bela iluminação da Catedral de Santiago, no Parque Central de Antigua, na Guatemala


Já eram sete horas da noite quando conseguimos falar com Rossana, que nos convidou para jantar no hotel de uma amiga e depois ver os fogos do restaurante de um amigo, onde todos deveriam ficar até o amanhecer de 2012. Na hora topamos e combinamos de nos encontrar no Hotel EuroMaya as 21h.

Celebração de Ano novo em Antigua, na Guatemala

Celebração de Ano novo em Antigua, na Guatemala


A noite estava fria, saímos para o hotel atrasados, pois pouco antes de sairmos conseguimos encontrar alguns familiares online no skype! Conversamos com os pais, tios e primos do Ro que estavam lá em Poços de Caldas, já próximos da meia-noite e vimos os fogos de artifícios do Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo pelo skype enquanto falávamos com o meu pai. Tecnologia é mesmo uma maravilha moderna!

Festejando a chegada do Ano Novo em Antigua, na Guatemala

Festejando a chegada do Ano Novo em Antigua, na Guatemala


No hotel uma ceia deliciosa já estava servida e quentinha, muito parecida com a que temos aí no Brasil, tender e perú com acompanhamentos, vinho, espumante e toda a decoração natalina e de réveillon super em cima. Os donos do hotel são um casal, ele guatemalteco e ela espanhola, portanto as comemorações tinham um toque de cada cultura. Após o jantar eles fizeram um sorteio com todos os participantes, premiando uma passagem à Tikal e vários outros prêmios. O Rodrigo foi sorteado e ganhou um café da manhã, com direito a acompanhante, no Hotel Camiño Real, um dos mais bacanas de Antigua.

Festa de reveillon em Antigua, na Guatemala

Festa de reveillon em Antigua, na Guatemala


O ponto alto da noite foi comemorado na tradição espanhola. Todos se enfeitaram com os “kits réveillon” que ganhamos, que incluíam um pacote com 12 uvas. Na frente do hotel vimos os fogos de artifício e os 12 segundos antes da meia-noite foram marcados por badaladas de um sino. Cada badalada, uma uva que tínhamos que comer, haja agilidade! Passei a virada empolgada, filmando, fotografando e enfiando as uvas na boca! Hahaha! O Rodrigo entrou no clima, se enfeitou com o chapéu e o nariz de palhaço e comeu as 12 uvas!

Vestido para o reveillon em festa em Antigua, na Guatemala

Vestido para o reveillon em festa em Antigua, na Guatemala


A noite seguiu com mais fogos da Praça Central, baladinhas com o pessoal que estava no hotel e ainda fomos até o El Sereno, restaurante do amigo da Rossana, para tomar uma saidera e ver do alto a cidade iluminada em festa. No caminho tentamos achar Pablo e seus pais no meio da festa da Praça Central, mas era tanta fumaça e tanta gente que foi impossível.

O sino para marcar os últimos segundos do ano, em Antigua, na Guatemala

O sino para marcar os últimos segundos do ano, em Antigua, na Guatemala


Noite de festa e algumas reflexões. Neste ano que passou conhecemos centenas de novos lugares, pessoas e culturas. Foi um ano maravilhoso, de muito aprendizado ao qual só temos que agradecer e pedir para que o ano que chega, seja tão iluminado quanto o que passou. Começamos 2012 com o pé direito e com a certeza de que se a profecia Maia se concretizar, teremos vivido intensamente o maior sonho da nossa vida.

Muita festa na virada do ano em Antigua, na Guatemala

Muita festa na virada do ano em Antigua, na Guatemala

Guatemala, Antigua, Cidade Colonial, cidade histórica, réveillon

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Cacimba! Odeio despedidas!

Brasil, Pernambuco, Recife, Fernando de Noronha, Olinda

Despedida da Praia da Cacimba, em Fernando de Noronha - PE

Despedida da Praia da Cacimba, em Fernando de Noronha - PE


Por isso gosto de aproveitar até o último minuto! Depois da botecada e ontem, acordei nos últimos minutos do café da manhã e fui com o Haroldo até a Ciliares despedir da Fernanda e até a Noronha Divers dar um até logo para o Fernandão. Essa é a pior parte, vamos nos apegando aos amigos que encontramos e fica ainda mais difícil ir embora. Melhor ainda é ver que é recíproco, e que a estrada não está nos deixando ainda mais carentes, a prova disso é o presente lindo que o Fernando fez para nós, o nosso perfil de mergulho pirografado na madeira! Dá um trabalhão, mas pode ter certeza que ficará guardado para sempre!

Placa comemorativa do nosso mergulho na Corveta, presente do Fernando, em Fernando de Noronha - PE

Placa comemorativa do nosso mergulho na Corveta, presente do Fernando, em Fernando de Noronha - PE


O Rodrigo já tinha acordado cedo e foi correndo para a praia, depois das despedidas nós fomos encontrá-los para aproveitar os últimos minutos de sol e praia. Ele já estava indo embora, tiramos uma última foto e ele voltou correndo. A Praia da Cacimba estava um pouco mais calma, conseguimos ainda nadar depois da arrebentação e deixar todo a nossa ressaca nas águas esmeraldas do mar. As ondas começaram a crescer e os surfistas começaram a dominar a área... time to go. Foi um pequeno sufoco para sair, mas consegui. Esta praia não é para banho nesta época, se não souber nadar e não tiver muita tranqüilidade para lidar com a correnteza e as ondas você se afoga rapidinho! Imaginem vocês que a TV Golfinho fez uma entrevista com o Rodrigo justo de para falar sobre respeitar o mar, etc. Basicamente era uma reportagem educativa para que as pessoas não se afoguem a toa ali na Cacimba, justo com quem!?! A resposta dele? “Cada um dele respeitar os seus limites”... o problema é ele ter um limite! Rsrsrs!

Com o Jurrewerson, dono da Pousada Ondas do Mar e o simpático casal de Vitória, Amanda e Vítor, em Fernando de Noronha - PE

Com o Jurrewerson, dono da Pousada Ondas do Mar e o simpático casal de Vitória, Amanda e Vítor, em Fernando de Noronha - PE


Uma última água de coco geladinha na Barraca das Gêmeas e voltamos para a parte chata do dia. Fazer as malas, desocupar o quarto e seguir para o aeroporto. Até nesta parte Noronha nos reservou boas surpresas, o casal em lua de mel Amanda e Vitor que vieram de Vitória. Nossos vizinhos de quarto, super queridos e animados, pena que só os conhecemos agora. Vários amigos nossos ficam na Ondas do Mar, pousada do Jurréwerson, mas ninguém o conhece pessoalmente já que fica em Recife. Ele é quase igual àquela raia manta, só o Rodrigo e o Fernandão é que viram! Hahaha! Amigos, está aí, ele existe, agora não mais virtual! Fotinho de despedida para comprovar.

Hora da partida no aeroporto em Fernando de Noronha - PE

Hora da partida no aeroporto em Fernando de Noronha - PE


Função aeroporto, check in no vôo, check out da Ilha, aeroporto lotado e quente e logo estamos em Recife.

Fim de tarde com muito trânsito em Recife - PE

Fim de tarde com muito trânsito em Recife - PE


Decidimos ficar em Olinda, centro histórico gostoso de caminhar e mais próximo do carnaval. Ficamos na Pousada São Pedro, uma graça, bem localizada e o principal, tem uma boa internet! Afinal antes de cair na gandaia temos muito trabalho pela frente!

Alerta nas placas da praia de Boa Viagem, em Recife - PE

Alerta nas placas da praia de Boa Viagem, em Recife - PE

Brasil, Pernambuco, Recife, Fernando de Noronha, Olinda, despedidas, Praia, Praia da Cacimba

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Cave Dive in Florida!

Estados Unidos, Flórida, Peacock

Passagem por 'janela' em caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Passagem por "janela" em caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


Após as noções básicas dadas no post anterior, você pode me perguntar agora: então porque vocês se metem em uma coisa dessas? Somamos a paixão por explorar, à paixão por mergulhar e a curiosidade imensa pela espeleologia e o resultado já é quase convincente. Quando adicionamos ainda o fato de estarmos em um lugar completamente diferente de qualquer outro que você já imaginou e que poucos terão a oportunidade de conhecer, encontramos motivos suficientes para entrar de cabeça neste novo mundo submarino.

Felizes e prontos para nosso primeiro mergulho numa caverna de verdade, em Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos

Felizes e prontos para nosso primeiro mergulho numa caverna de verdade, em Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos


A Flórida é um dos principais pontos de mergulho em caverna do mundo. Suas terras são um verdadeiro queijo suíço, formados por calcário e dezenas, talvez centenas de nascentes de água. A temperatura média da água é de 20 a 22°C, as cavernas tem um grande potencial de suspensão e algumas podem ter um alto fluxo de água, leia-se correnteza.

Lagoa e entrada de caverna tomada por algas, em Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos

Lagoa e entrada de caverna tomada por algas, em Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos


Nossa aventura começa em um lugar chamado Luraville, próximo à cidade de Live Oak, no norte da Flórida. Chegamos ao Dive Outpost ontem à noite e fomos muito bem recepcionados por Tim.

Com o Tony, nosso guia nas cavernas alagadas em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Com o Tony, nosso guia nas cavernas alagadas em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


Além de providenciar os tanques de nitrox (mistura especial com 32% de oxigênio), Tim conseguiu agilizar uma peça fundamental: um instrutor para nos guiar nos nossos primeiros mergulhos em cavernas naturais. Até aqui só tivemos a oportunidade de mergulhar algumas vezes na Mina da Passagem em Mariana, Minas Gerais.

Nossa pousada em Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos

Nossa pousada em Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos


Tony chegou cedo e tivemos bastante tempo para conversar, nos conhecer, revisar equipamentos e configuração técnica de todo o nosso material. Depois de tudo pronto, seguimos para o Peacock Springs State Park, há apenas 8km dali.

Advertência na entrada do parque de Peacok, na Flórida, nos Estados Unidos

Advertência na entrada do parque de Peacok, na Flórida, nos Estados Unidos


Ansiosos e concentrados nos equipamos e caímos na água. Impossível esconder a tensão. Podemos até tentar esconder dos outros, mas não de nós mesmos. Após o treinamento e muito estudo, sabemos exatamente onde estamos nos metendo e agora é hora de colocar todo o conhecimento adquirido em prática!

Carregando equipamento de mergulho em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Carregando equipamento de mergulho em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


Peacock é um dos sistemas de caverna mais visitados do mundo e já foi inteiramente explorado. Veja o mapa.. No primeiro mergulho navegamos pelo Peanut Tunnel, que tem este nome por seu formato ser parecido com o de um amendoim. Lá dentro encontramos nos primeiros metros alguns peixes e até uma espécie de peixe cego, onde já não existe luz. Nenhuma vida, seguimos a Golden Line uns 400m adentro, chegando a 16m de profundidade. Foram 76 minutos de mergulho, passando pelas paisagens mais alienígenas que já imaginei.

Fim do primeiro mergulho em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Fim do primeiro mergulho em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


É impressionante, mesmo amando tudo em alguns momentos eu pensava, o que é mesmo que estou fazendo aqui? Pois quando realizamos que estamos a 400m da entrada de uma caverna, mergulhados em uma água gelada, dependendo 100% do equipamento e que acima de você existe mais água, muita rocha e provavelmente uma floresta, é simplesmente inacreditável.

Passagem por 'janela' em caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Passagem por "janela" em caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


O segundo mergulho do dia foi também na Peacock I, mas seguindo pelo Túnel Principal. Embora tenha este nome não quer dizer que apenas este tenha a Golden Line. Este é o túnel mais amplo e que provavelmente foi explorado primeiro, o Peanut que fizemos no primeiro mergulho, também é todo cabeado com a Golden Line.

Mergulhando na caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Mergulhando na caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


Com salões maiores, cânions submarinos e passagens belíssimas onde as bolhas d´água formam verdadeiros espelhos no teto, este túnel foi o nosso preferido. Tivemos uma experiência diferente neste segundo mergulho, por que já estávamos mais tranquilos, pois já tínhamos quebrado o gelo no primeiro mergulho. Depois por que ele é muito mais cênico, as paisagens são ainda mais lunares, se é que podemos sonhar em uma lua cheia de água.

Saindo da caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Saindo da caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


Dois pontos altos desde percurso são o encontro com o Pothole Sink, uma abertura no teto que deixa um fecho de luz entrar e refletir o azul da água mineral onde estamos imersos. Nadamos mais ou menos 250m e chegamos ao Olsen Sink, uma abertura natural onde emergimos, olhamos ao redor e estamos em meio a uma mata verde. A luz e as cores são tão lindas depois que cruzamos toda esta escuridão!

Com o guia Tony durante mergulho na caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Com o guia Tony durante mergulho na caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


Aqui estamos, sobrevivemos à nossa primeira experiência em cavernas naturais, ainda mais impressionados com o que vimos. Era tudo aquilo que imaginávamos e um pouco mais! Agora podemos nos considerar mergulhadores de caverna, iniciantes, tudo bem, mas temos que começar algum dia, afinal! Abaixo segue vídeo desta experiência para vocês também terem o gostinho de como é se aventurar nas cavernas submersas da Flórida.



Ah! Vale lembrar: uma das melhores partes do mergulho em caverna é que não precisamos subir em um barco e perder tempo com a navegação, ainda mais para quem sofre com enjoos e fica mareado, como eu! A segunda maior vantagem é que não precisamos lavar os equipamentos, eles já ficaram o tempo todo mergulhados em água mineral.

Parque de Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos

Parque de Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos

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Camden, Portland e o litoral do Maine

Estados Unidos, Maine, Camden, Portland-ME

A pequena cidade de Camden, vista do alto de Camden Hill State Park, no litoral de Maine, nos Estados Unidos

A pequena cidade de Camden, vista do alto de Camden Hill State Park, no litoral de Maine, nos Estados Unidos


O litoral do Maine é todo recortado, em cada baía, porto ou ilha, milhares de barcos e marinas decoram a paisagem e nos convidam a paradas “estratégicas” para nos deliciarmos com suas lagostas e cenários espetaculares.

Bela ponte atravessa um dos rios do Maine, nos Estados Unidos, chegando em Camden

Bela ponte atravessa um dos rios do Maine, nos Estados Unidos, chegando em Camden


Nesta road trip pelo nordeste dos Estados Unidos o nosso ponto mais ao norte foi a Mount Desert Island, casa do Acadia National Park. Após três dias explorando a região, fazemos meia volta e começamos o nosso caminho em direção à Portland. Difícil escolher em qual das centenas de vilas marítimas pararíamos, então seguimos a dica de alguns amigos e paramos na pequena cidade de Camden.

Visita ao Camden Hill State Park, em Camden, litoral de Maine, nos Estados Unidos

Visita ao Camden Hill State Park, em Camden, litoral de Maine, nos Estados Unidos


No caminho, o Parque Estadual Camden Hills proporciona uma vista linda da baía onde iremos aportar a nossa Fiona para o almoço. Casinhas com suas floridas floreiras, ruas organizadas, lojinhas, livrarias e restaurantes à beira da água foram o cenário ideal para um final de semana tranquilo e relaxado. Infelizmente essas duas palavras não fazem muito parte do nosso vocabulário ultimamente, o tempo urge e não podemos ficar parados.

A charmosa arquitetura de Camden, no litoral do Maine, nos Estados Unidos

A charmosa arquitetura de Camden, no litoral do Maine, nos Estados Unidos


Restaurante no porto de Camden, no litoral do Maine, nos Estados Unidos

Restaurante no porto de Camden, no litoral do Maine, nos Estados Unidos


Chegamos à cidade de Portland no final do dia, levamos quase uma hora procurando hospedagem na área mais gostosa da cidade, mas todos os Inns e Bed and Breakfasts estavam lotados. Acabamos apelando para um hotel de rede mesmo, uma noite bem dormida para explorarmos a cidade no dia seguinte. A surpresa do dia ficou por conta da Fiona, nossa fiel escudeira, que deu pela primeira vez um sinal de cansaço. Nada que uma paradinha na Toyota não resolvesse, trocamos sua bateria que teve uma longa vida de quase 90 mil quilômetros. Enquanto Rodrigo estava na função concessionária, eu e Bebel saímos explorar a cidade de Portland, que sinceramente, deixou um pouco a desejar.

O porto de Portland, em Maine, nos Estados Unidos

O porto de Portland, em Maine, nos Estados Unidos


Não quero ser injusta, sem dúvida é a cidade tem seu charme e a cena gastronômica parece ser uma das mais agitadas do Maine. Tudo irá depender de qual é o seu objetivo, o que quer ver e quanto tempo terá para aproveitar cada um desses pequenos paraísos dos frutos do mar.

Lagosta, especialidade em Portland, no Maine, nos Estados Unidos

Lagosta, especialidade em Portland, no Maine, nos Estados Unidos


Para quem busca atividades mais jovens e interessantes para as crianças (no nosso caso pré-adolescentes), do porto da cidade saem alguns tours de Whale Watching ou pesca esportiva. As ruazinhas antigas são facilmente exploradas em uma manhã de caminhada.

Passeando por Portland, em Maine, nos Estados Unidos

Passeando por Portland, em Maine, nos Estados Unidos


Almoçamos em um japonês, conhecido por ser um dos melhores restaurantes japoneses de toda essa região. Não estávamos muito no clima de museus, então depois de rodar e conhecer um pouco da cidade e fazer umas comprinhas para a Mel, filhota canina da Bebel, decidimos pegar estrada e seguir viagem.

Loja para cães em Portland, no Maine, nos Estados Unidos

Loja para cães em Portland, no Maine, nos Estados Unidos


Delicioso Frozen Iogurt em Portland, em Maine, nos Estados Unidos. O merecido prêmio depois de consertar a Fiona

Delicioso Frozen Iogurt em Portland, em Maine, nos Estados Unidos. O merecido prêmio depois de consertar a Fiona


Sem dúvida Portland é uma boa escapada de final de semana para aqueles que vivem em Boston ou em cidades do interior. Acho que a impressão que tivemos dela ficou prejudicada na comparação com a região do Acadia, onde temos mais natureza e menos urbanização, cada destino tem o seu momento e o seu público, não deixe de visitar e descobrir se Portland é o seu.

O porto de Portland, em Maine, nos Estados Unidos

O porto de Portland, em Maine, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Maine, Camden, Portland-ME, Parque, Road Trip

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