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Mergulhando no Blue Hole e Half Moon Caye

Belize, Blue Hole

Caribbean Gray Reef Sharks nadam ao nosso lado durante mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize

Caribbean Gray Reef Sharks nadam ao nosso lado durante mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize


O Blue Hole está localizado no Lighthouse Reef, um arrecife de corais dentro da área protegida pela Grande Barreira de Corais de Belize, a segunda maior do mundo, apenas atrás da Austrália. Ainda que vizinho, o Blue Hole não pertence à grande barreira de corais e está localizado a 70km da costa belizenha.

Navegando sobre o Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize

Navegando sobre o Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize


A viagem de barco dura duas horas, acompanhada de um bonine para não enjoar, foi super tranquila. Tínhamos um grupo bem mesclado de italianos, israelenses, lituanos, alemães, canadenses e americanos, além dos dois brazucas aqui.

A caminho do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize

A caminho do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize


O mergulho no Blue Hole foi lindíssimo, o que impressiona lá é a sua geografia, é imaginar que este gigante já esteve mais de 50m sobre o nível do mar e formou todas aquelas estalactites gigantescas! Não foi à toa que Jacques Cousteau o declarou um dos 10 melhores lugares para mergulhar no mundo!

Muitos mergulhadores no Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize

Muitos mergulhadores no Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize


Mesmo com uma visibilidade baixa, em torno de 5m, conseguimos ter uma ideia da grandiosidade do buraco, que possui 300m de diâmetro e 124m de profundidade. Mergulhamos apenas em um pequeno trecho da parede leste onde estão as grandiosas estalactites.

Mergulhando nos estalactites do Blue Hole, a 40 metros de profundidade. na grande barreira de corais de Belize


Alguns sortudos conseguiram ver alguns tubarões que estavam nadando ao nosso lado, enquanto nós seguíamos impressionados entre as imensas formações a mais de 40 m de profundidade! Pela falta de luz lá dentro do Blue Hole não existe muita vida, o que impressiona é mesmo o cenário e a história geológica do lugar.

Mergulhando nos estalactites do Blue Hole, a 40 metros de profundidade. na grande barreira de corais de Belize

Mergulhando nos estalactites do Blue Hole, a 40 metros de profundidade. na grande barreira de corais de Belize


Já adianto que quem não é mergulhador pode ficar decepcionado, já que lá, sobre o Blue Hole, não é possível ver nada. Aquela imagem linda que todos conhecemos é só sobrevoando mesmo.

Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize

Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize


Nossa próxima parada foi Half Moon Wall, um dos mergulhos mais impressionantes que já fizemos! A parede é maravilhosa, coberta de corais coloridos, muitos peixinhos, cavernas e pequenos cânions para explorar, mas ainda assim não olhamos nada disso.

Caribbean Gray Reef Sharks nadam ao nosso lado durante mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize

Caribbean Gray Reef Sharks nadam ao nosso lado durante mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize


Por quê? Não conseguíamos tirar os olhos dos lindos tubarões que estavam nos acompanhando no mergulho! Isso mesmo, geralmente tubarões vêm, nos olham de canto e continuam sua rota, mas estes eram diferentes. Os Gray Caribbean Reef Sharks tinham em torno de 2m de comprimento, vivem aqui e estavam curiosos com estes visitantes mergulhando em sua parede de corais.

Encontro com tubarões em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize

Encontro com tubarões em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize


Eles iam e vinham, passando a poucos metros de nós, muito curiosos! Difícil saber se quem estava sendo assistido ali, minha opinião? Eles estavam mergulhando para nos assistir, somos um bicho bem curioso mesmo embaixo d´água, não?

Início de mergulho no Blue Hole na grande barreira de corais de Belize

Início de mergulho no Blue Hole na grande barreira de corais de Belize


No final do mergulho ainda vimos uma tartaruga e uma raia, lindas! Um dos melhores mergulhos da viagem!

Nadando lado à lado com os belíssimos Caribbean Gray Reef Sharks, durante mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize

Nadando lado à lado com os belíssimos Caribbean Gray Reef Sharks, durante mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize


Mergulhando nas paredes de corais de Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize

Mergulhando nas paredes de corais de Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize


De volta ao barco o almoço foi servido, frango ao curry, salada e arroz bem gostosos e logo tivemos um tempo livre para passear pela ilha e visitar a colônia de pássaros que vive na reserva.

Nosso almoço em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize

Nosso almoço em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize


Caminhando nas praias de Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize

Caminhando nas praias de Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize


O Half Moon Natural Monument é casa para mais de 4 mil Red-Footed Boobies, que vem para ilha se reproduzir e outra centena de Fragatas com seus papos vermelhos inflados, dando um show de cores e vida! Maravilhoso!

Pássaro infla seu papo vermelho em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize

Pássaro infla seu papo vermelho em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize


Colônia de pássaros em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize

Colônia de pássaros em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize


Colônia de pássaros em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize

Colônia de pássaros em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize


Iguana em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize

Iguana em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize


Logo foi a vez do nosso terceiro e último mergulho, no Long Caye Aquarium, outra parede de corais maravilhosa, com mais de 30m de visibilidade e 50 de profundidade. Como era nosso terceiro mergulho ficamos nos 20m e agora sem os tubarões para nos distrair pudemos nos divertir explorando cada caverninha coral e ainda tivemos um encontro lindo com duas arraias xitas (spotted eagle rays). Sensacional!

Barracuda curiosa se aproxima de nós durante mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize

Barracuda curiosa se aproxima de nós durante mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize


No final do mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize, ainda encontramos essa tartaruga acompanhada de dois peixes pegando carona em seu casco

No final do mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize, ainda encontramos essa tartaruga acompanhada de dois peixes pegando carona em seu casco


Uma bela arraia chita durante mergulho em Long Caye Aquarium, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize

Uma bela arraia chita durante mergulho em Long Caye Aquarium, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize


Confesso a vocês que se nós tivéssemos pagado o valor acima citado apenas para o Blue Hole eu teria ficado um pouco decepcionada, mas a combinação dos três mergulhos, a visita à colônia de pássaros e o serviço da tripulação foram excepcionais e fizeram o preço super justo!

Momento de descanso em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize

Momento de descanso em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize



Dicas Práticas

Tubarão devora mergulhador na decoração de restaurante em San Pedro, na grande barreira de corais, em Belize

Tubarão devora mergulhador na decoração de restaurante em San Pedro, na grande barreira de corais, em Belize


Uma das nossas únicas preocupações durante os 3 dias que ficamos em Caye Caulker era rodar todas as operadoras de mergulho para garantir que esta teria o grupo com no mínimo 8 pessoas para poder sair. Foram 2 dias até que eles conseguissem reunir o grupo. A operadora que nos garantiu a viagem foi a Frenchie´s, uma das maiores operações da ilha, muito sérios e organizados e por isso também um pouco mais caros. Este passeio não é barato, são 450 dólares belizenhos (US$ 225,00), incluindo tudo. O mesmo tour saindo de San Pedro custaria mais de B$ 700,00 além de mais tempo de navegação. A viagem em uma lancha rápida é de 2 horas de ida e mais 2 horas de volta, inclui almoço e 3 mergulhos com uma parada rápida na Área de Preservação em Half Moon Caye (taxa de entrada na área é cobrada à parte.)

Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize

Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize

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Martha´s Vineyard

Estados Unidos, Massachusetts, Cape Cod

Falmouth, cidade no sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Falmouth, cidade no sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


Uma ilha localizada ao sul de Cape Cod, Martha´s Vineyard é um dos destinos preferidos dos cidadãos mais abastados da costa leste americana. A ilha possui em torno de 15 mil habitantes e, além de Bill Clinton e Barak Obama, outros mais de 100 mil turistas e veranistas passam por aqui com suas famílias todos os anos.

Antigo acampamento metodista em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Antigo acampamento metodista em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


Sua tradição como ilha de veraneio começou em 1830 com os grandes acampamentos de congregações metodistas. Eles lotavam a ilha todos os verões em tendas, que ao passar dos anos viraram cottages e formaram uma nova cidade, que parece nascida em um conto de fadas.

Foto antiga de acampamento metodista em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Foto antiga de acampamento metodista em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


Hoje, os mais de 300 “gingerbread” cottages com sua arquitetura em estilo Campground Gothic Revival, ainda são residências particulares e uma das principais atrações turísticas da ilha. Um deles foi transformado em museu com exposição de fotos, mobílias e roupas utilizadas nos antigos acampamentos. A Cottage City seu início à atual Oak Bluffs, o principal centro econômico e turístico da ilha.

Charmosos cottages centenários de antigo acampamento metodista em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Charmosos cottages centenários de antigo acampamento metodista em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


Cottages centenários de antigo acampamento metodista em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Cottages centenários de antigo acampamento metodista em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


Oak Bluffs está a poucos passos do imperceptível limite municipal da cidade de Tisbury, conhecida também como Vineyard Heaven. Lá chegamos no ferry das 9h vindo de Falmouth e após alguns minutos de pesquisa decidimos que utilizaríamos o transporte público para nos locomover na ilha.

Ferry para Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Ferry para Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


Ônibus público em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Ônibus público em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


Também pudera, aluguel de carro não sairia por menos de 150 dólares para as 5 horas que tínhamos para explorar a área. Uma moto custaria 99 dólares “plus taxes” e a bicicleta em torno de 60 dólares para nós 3. A bicicleta era a nossa escolha, mas o tempo chuvoso e o tiozinho das informações turísticas nos ajudou na decisão: ônibus de linha com ar condicionado e horários bem organizados por 2 dólares a viagem! Até aqui, no paraíso dos ricos e famosos, todos têm uma opção!

Pegando ônibus em Edgartown, em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Pegando ônibus em Edgartown, em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


Em um lugar tão elitizado como o “The Vineyards” o custo de vida chega a ser 60% mais alto que na média nacional americana, com lojas, restaurantes e hotéis deliciosos e preços pra lá de salgados.

Bela paisagem em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Bela paisagem em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


Nos anos 30 a ilha começou a ser frequentada por nada mais nada menos que a Família Kennedy. Todos os anos a família se reunia em Hyannis, costa sul de Cape Cod, em sua mansão de veraneio. Jackie Onassis, ou melhor, Jacqueline Kennedy Onassis, manteve uma casa até o ano de sua morte, em uma das regiões mais bonitas de rochedos coloridos ao norte da ilha, também conhecida como Gay Head.

Caminhando em Edgartown, pequena cidade em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Caminhando em Edgartown, pequena cidade em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


A relação dos Kennedy com a região não vive só de glórias e boas memórias. As atenções do mundo se voltaram a esta ilha quando Ted Kennedy, irmão mais novo de John, sofreu um acidente de carro onde sua secretária foi vítima fatal, enterrando a sua chance de se candidatar à presidência americana. Também foi aqui na costa de Martha´s, que morreram J. F. Kennedy Jr, sua mulher e sua cunhada, em um acidente de avião em 16 de julho de 1999. A história, relatos e fotos dessa íntima ligação dos Kennedy com Cape Cod pode ser vista em uma das mansões da família que foi transformada no museu J. F. Kennedy, na cidade de Hyannis.

Igreja Metodista em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Igreja Metodista em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


Com dia chuvoso o nosso passeio foi mais cultural e gastronômico. Depois de visitar a Cottage City em Oak Bluffs, seguimos de ônibus para Edgartown, primeira vila inglesa da ilha, fundada nos idos de 1600. A antiga base baleeira, hoje é um centro cultural com diversas galerias de arte, restaurantes deliciosos e boutiques de grandes marcas.

Caminhando em Edgartown, pequena cidade em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Caminhando em Edgartown, pequena cidade em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


O final da tarde foi na prazerosa marina de Tisbury, lotada de bacanas americanos naquele clima “ver e ser visto”, aproveitando a trégua da chuva para tomar “uns bons drink” com sua turma de amigos.

Caminhando pela orla movimentada em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Caminhando pela orla movimentada em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


O nosso tour histórico valeu à pena! Mas com mais tempo e sorte com o clima, a melhor opção aqui é pegar uma bicicleta e sair rodando a ilha, parando pelas praias, belas paisagens e ainda aproveitando a boa gastronomia à disposição nas cidades.

Esperando o ferry de volta, em bar na orla de Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Esperando o ferry de volta, em bar na orla de Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


Voltamos a Falmouth ainda a tempo de pegar a estrada em direção à Conneticut, fugindo do trânsito de saída de Cape Cod e acelerando a nossa chegada à Lakeville, mais um dos recantos de verão do leste dos Estados Unidos.

A concorrida ponte que dá acesso à península de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

A concorrida ponte que dá acesso à península de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Massachusetts, Cape Cod, cidade histórica, ilha, Martha´s Vineyard, Praia

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Carbon Free

Brasil, São Paulo, São Carlos

Plantio de árvores para neutralizar o carbono da expedição 1000dias (em São Carlos - SP. Foto Iniciativa Verde)

Plantio de árvores para neutralizar o carbono da expedição 1000dias (em São Carlos - SP. Foto Iniciativa Verde)


Em parceria com a ONG Iniciativa Verde, o 1000dias.com realizou todo o inventário de emissões de gases do efeito estufa, levantados através de um relatório prévio de emissões de carbono durante toda a viagem.

Como ocorre todos os anos, a estação chuvosa no estado de São Paulo chegou e foi dada a largada para a temporada de plantio das árvores.
No sábado, dia 27/11, foi realizado em São Carlos o plantio simbólico, que marca o início da temporada de restauros florestais.As fotos do evento podem ser vistas em no flickr da Iniciativa Verde - http://www.flickr.com/photos/iniciativaverde/sets/72157625496078448/.

Faça a sua parte para cuidar do nosso planeta, conheça o trabalho da Iniciativa Verde - www.iniciativaverde.org.br/

Brasil, São Paulo, São Carlos, Carbon Free, iniciativa verde, neutralização de carbono

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Welcome to Arizona!

Estados Unidos, Arizona, Flagstaff, Sedona

A bela paisagem da região do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

A bela paisagem da região do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


A região de Flagstsaff oferece muitas atividades de aventura e natureza para o pouco tempo que temos. No inverno o Snowbowl é a principal atração, com uma estação de esqui que é o principal playground de toda a região. No verão a estação fecha, mas uma infinidade de trilhas e passeios se abrem para descobrirmos um Arizona mais parecido com os que temos na nossa memória.

Quando há neve, a região do Humphrey Peak atrai muitos esquiadores à Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

Quando há neve, a região do Humphrey Peak atrai muitos esquiadores à Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


Começamos o dia lá mesmo, na entrada do Snowbowl. Já com pouca neve, a estação de esqui fechou há uma semana. Ainda assim o tempo nos dois últimos dias esfriou e na última noite tivemos neve no alto das montanhas, nos contou um dos funcionários. Eles nos advertiram que a trilha para o Humphreys Peak não estaria muito fácil de ser visualizada e mais difícil de ser acessada depois dos 11 mil pés, mas que conseguiríamos ter uma boa vista.

Início da trilha para subir o Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

Início da trilha para subir o Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


Nosso plano não era chegar até o topo, já que este seria um trekking de 8 horas. A trilha completa tem em torno de 4,5 milhas, pouco mais de 7 km. Caminhamos entre pinheiros e árvores imensas, cruzando o tempo todo com pegadas de esquilos, coelhos e raposas. A neve estava fofa em vários trechos da trilha, mas havia também pegadas frescas de pelo menos mais duas pessoas que entraram na trilha mais cedo rumo ao pico.

Depois da neve da madrugada, os pinheiros estavam brancos na subida do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

Depois da neve da madrugada, os pinheiros estavam brancos na subida do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


Subimos lentamente por aproximadamente 2 milhas, quando as pegadas começaram a ficar desencontradas, a trilha mais difícil de encontrar e a neve muito fofa. Conseguimos ainda ter uma vista bacana da região, lagos e uma floresta verde de coníferas.

A bela paisagem da região do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

A bela paisagem da região do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


Após nos afundarmos na neve até os joelhos, hora de dar meia volta e regressar em direção ao próximo destino, em direção à cidade de Sedona.

Muita neve na trilha que sobe o Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

Muita neve na trilha que sobe o Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


Existem duas estradas de Flagstaff para Sedona e aqui você definitivamente deve pegar a estrada do Oak Creek Canyon, que talvez seja até mais curta, mas suas curvas a tornam muito mais prazerosa e demorada.

O belo canyon de Oak Creek, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

O belo canyon de Oak Creek, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Afundamos rapidamente no cânion e aos poucos conseguimos enxergar as formações rochosas e avermelhadas dos arredores. Pousadas charmosas na beira do rio e várias opções de campings já mostram que o lugar é famoso entre os americanos para feriados e férias.

O belo rio no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

O belo rio no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Nesta mesma estrada encontramos a entrada do Slide Rock State Park, o trecho mais cênico do Oak Creek Canyon, onde o riacho esculpiu gentilmente as pedras e formou um balneário natural lindo.

O belo rio no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

O belo rio no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Uma antiga plantação de maçãs, hoje o parque estadual conta com uma pequena infra-estrutura de bar, banheiros e área de piquenique. A trilha passa pelas macieiras e segue rio acima.

Bosque de macieiras no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

Bosque de macieiras no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Os corajosos entram na água que deve estar perto dos 16°C de temperatura, homens, mulheres e crianças, se esbaldando nas piscininhas e corredeiras do rio enquanto o sol ajudava a esquentar. O parque fecha as 17h, hora de continuarmos em direção à Sedona.

As belas paisagens do Oak Creek Canyon, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

As belas paisagens do Oak Creek Canyon, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Se você vai visitar a região e seu foco não for o Snowbowl de Flagstaff (montanhas e estação de esqui), ou mesmo que seja, mas não tenha preguiça de dirigir, sem dúvida alguma Sedona é deve ser a sua base. Uma cidade charmosa para os padrões americanos, com um boulevard agradável de caminhar com várias opções de cafés, restaurantes e curiosidades do mundo místico.

A cidade de Sedona, no Arizona, Estados Unidos, está no meio de uma incrível paisagem

A cidade de Sedona, no Arizona, Estados Unidos, está no meio de uma incrível paisagem


Massagens, terapias alternativas e palestras sobre a kundaline são facilmente encontradas em cartazes da cidade. Algumas pessoas implicam com esse “povo alternativo”, como eu sou filha de uma médica homeopata e um psicólogo transpessoal, eu adoraria passar um tempo por aqui explorando e conhecendo por mais tempo. Normalmente esse “povo alternativo” escolhe uns lugares bem especiais para montar sua base, lugares com uma energia especial. Você não precisa ser muito sensitivo para perceber isso, é só olhar ao redor.

Enormes paredões coloridos ao lado da cidade de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

Enormes paredões coloridos ao lado da cidade de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

Estados Unidos, Arizona, Flagstaff, Sedona, Natureza, Oak Creek Canyon, Slide Rock State Park, Trekking

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Chicago Beach!

Estados Unidos, Illinois, Chicago

Nadando no lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Nadando no lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Chicago é a principal cidade americana na região dos Grandes Lagos. Os lagos interliga o Rio St. Lawrence desde a costa do Atlântico Norte, ao Rio Mississipi, que despeja suas águas no Golfo do México. Os primeiros europeus a utilizarem esta rota foram exploradores franceses guiados por indígenas que conheciam os lagos como a palma de sua mão. Inclusive acredita-se que seu nome tenha origem na palavra Ojibwa “mishigami”, que significa “grandes águas”. Pudera! Eles se referiam a um dos maiores lagos do mundo e nem precisavam de GPS para saber disso.

Nadando no lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Nadando no lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


A temperatura do lago que chega a proibitivos 13°C durante o inverno, no verão gira em torno dos 27°C, transformando o gélido Lake Michigan em um sonho de uma tarde de verão. Sua costa repleta de praias, dunas, marinas e parques é um convite para conhecer o lado quente do norte dos Estados Unidos.

Lago Michigan e salvavida em praia de Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Lago Michigan e salvavida em praia de Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Nossa primeira parada foi na North Avenue Beach. As águas do lago estavam esverdeadas e mais quentes do que os mares cariocas. Até uma barraquinha das Hawaianas encontramos lá, o dono aposta no look fashion, moderno e divertido dos modelos personalizados de sandálias pelo segundo verão.

As havaianas chegaram até Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

As havaianas chegaram até Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Praia lotada, vendedores ambulantes de sorvete e meninas trabalhando duro para ganhar um bronzeado natural, exibindo seus biquínis nos mais diversos modelitos. Vimos inclusive o biquinão retrô, no melhor estilo anos 80 que está fazendo a cabeça (e o bumbum) de muitas famosas. Eu com o biquíni brasileiro me sinto meio peixe fora d´água, quem sabe encontro um modelo que combine comigo?

Curtindo praia no lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Curtindo praia no lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Praia de lago também tem vendedor de sorvete, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Praia de lago também tem vendedor de sorvete, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Caminhamos pela ciclovia a caminho da Oak Street Beach e cruzamos uma estranhíssima área de concreto na beira do lago, construída pra conter a erosão das margens. Era difícil acreditar que alguém escolheria ficar ali, mas logo entendemos. Nesta área é permitido saltar, pular e nadar sem medo de ser feliz! Nas praias cheias de regras não podemos ir longe, ficamos a pouco mais de um metro de profundidade com um salva-vidas de olho! Nos unimos aos vários banhistas, colocamos a canga no concreto quente e nos jogamos novamente no Lago Michigan! E pensar que ali, à nossa frente, estavam 21% da reserva de água doce do mundo!

Caminhando pela orla do lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Caminhando pela orla do lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Saltando nas refrescantes águas do lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos. se fosse no inverno...

Saltando nas refrescantes águas do lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos. se fosse no inverno...


O clima de verão ficou ainda melhor no final da tarde, quando o pessoal saiu dos escritórios e fez o calçadão da Oak Street Beach nos lembrar a orla de Ipanema. Sol quente, voleizinho de praia, ciclistas, homens e mulheres sarados dando uma corridinha na beira da praia, enquanto famílias passeiam com seus cachorros. Sinceramente, esta não era a Chicago que eu imaginava... E querem saber? Adoro ser surpreendida!

Um pulo para o Lake Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Um pulo para o Lake Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Um dia de praia e muita água e só poderíamos estar morrendo de fome! Caminhamos algumas quadras pela Magnificent Mile da Michigan Avenue, que é a 5º Avenida de Chicago. Lá está o metro quadrado mais caro da cidade e as lojas das principais marcas da moda mundial. No John Hancock Center fizemos a nossa estreia na Cheesecake Factory! Adorei o cardápio light da rede, principalmente porque depois atacamos o tradicional cheesecake com morangos! É mesmo de babar...

John Hancock Tower, terceiro prédio mais alto de Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

John Hancock Tower, terceiro prédio mais alto de Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


O plano para o fim de tarde era o mais despretensioso possível. Um drink com uma vista privilegiada do lago e dos arranha-céus de Chicago.

Vista da cidade do alto da John Hancock Tower, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Vista da cidade do alto da John Hancock Tower, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


A Willis Tower é a mais famosa vista, pois estamos falando do edifício mais alto dos Estados Unidos, com 443m de altura. Se você se lembra dele com outro nome, não está enganado, a Sears Tower mudou de nome. A empresa de seguros Willis Group Holdings, comprou o direito de uso do nome do prédio em 2009, coisas de marqueteiros.

As luzes da cidade se acendem, vistas do alto da John Hancock Tower, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

As luzes da cidade se acendem, vistas do alto da John Hancock Tower, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


A dica, porém, é escapar do óbvio, se aproximar do lago e ter uma vista ainda mais inesquecível da cidade do alto do John Hancock Center. Você pode pagar 15 dólares para ir ao observatório, ou os mesmos 15 dólares em um whisky 12 anos na The Signature Room e ter a mesma vista fantástica, muito melhor acompanhado. No último mês o bar e restaurante no 95° andar recebeu visitantes ilustres como John Travolta e a cantora pop Lady Gaga. O clima lounge faz deste o ambiente perfeito para um fim de tarde na metrópole de Al Capone.

A idade iluminada, vista do alto da John Hancock Tower, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

A idade iluminada, vista do alto da John Hancock Tower, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Illinois, Chicago, Grandes Lagos, John Hancock, Lago, Praia

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Trilha praiana

Brasil, São Paulo, Ubatuba

A bela Praia do Simão em Ubatuba - SP

A bela Praia do Simão em Ubatuba - SP


Depois de tantas trilhas nas montanhas, descemos a serra e decidimos explorar as trilhas praianas, aqui, na região de Ubatuba. Da última vez que viemos para cá fomos até as praias da Cassandoca e Cassandoquinha, uma região quilombola que está dentro de uma área de preservação. São praias belíssimas e que dão acesso por uma trilha a outras 3 praias praticamente desertas. O Ro e o Guto fizeram nesta ocasião a trilha completa, mas em um esquema meio tri-atleta que eu não conseguiria acompanhar. Desta vez nos planejamos e com a ajuda do Jairo, marido da Edna, pudemos fazer a travessia desta trilha desde a praia da Lagoa, até a praia da Cassandoca. O Jairo nos deixou na praia da Lagoa, onde começamos a caminhada.

Placa orientativa na Trilha da Cassandoca em Ubatuba - SP

Placa orientativa na Trilha da Cassandoca em Ubatuba - SP


É uma trilha tranquila, 3 horas andando em meio à Mata Atlântica, cruzando diversos riachinhos e com vistas belíssimas da costa. Passamos pela Praia do Simão, também conhecida como Brava do Frade e o Saco da Banana, que faz jus ao nome, tamanha a plantação de bananas que existe no lugar.

Atravessando um bananal na Trilha da Cassandoca em Ubatuba - SP

Atravessando um bananal na Trilha da Cassandoca em Ubatuba - SP


É importantíssimo levar repelente, principalmente nesta época de borrachudos. Eu fui pega desprevenida, mas já na Praia da Lagoa conhecemos um morador, o Bill, que nos emprestou um pouco de citronela e nos salvou das picadas.

Lagoa na Praia da Lagoa em Ubatuba - SP

Lagoa na Praia da Lagoa em Ubatuba - SP


A praia da Lagoa é maravilhosa, uma lagoa à beira mar, de água límpida é a principal atração, além da praia, é claro. Pescadores estavam acampando ali, passando uma semana talvez. Vida tranqüila, sem aborrecimento, a não ser dos borrachudos. A Praia do Simão é outra praia belíssima, praticamente deserta, longe de tudo e todos... Vi apenas uma casinha tímida no canto da praia. Possui uma área perfeita para camping, com bica de água doce e tudo! Andamos mais um pouco e chegamos à Cassandoquinha, uma região já habitada possui alguns sitiozinhos de cair o queixo, à beira da praia e do rio, casas e jardins muito bem conservados dão aquele ar bucólico à paisagem praiana.

Pequeno riacho no final da Praia da Cassandoca em Ubatuba - SP

Pequeno riacho no final da Praia da Cassandoca em Ubatuba - SP


Chegamos à Cassandoca e lá estava o Jairo para nos resgatar. No caminho de volta ele veio nos contando as histórias da sua família e de como a região se desenvolveu nos últimos 30 anos. Seu pai, caiçara, vivia apenas da roça e da pesca. Não precisava de mais nada no sertão de Ubatuba. Plantava sua cana, arroz, café, fazia farinha e vendia ou trocava na cidade uma vez por mês. Pra que mais? Tempo bom de quem sabia viver uma vida simples, saudável e feliz. Quem sabe não é por esta trilha que a humanidade deveria rumar? Infelizmente este é um caminho sem volta, mas devemos sempre nos lembrar dos simples prazeres, assim pelo menos valorizamos mais o pouco que temos.

Praia da Cassandoca em Ubatuba - SP

Praia da Cassandoca em Ubatuba - SP


Trabalhadores na estrada Tabatinga - Praia Mansa em Ubatuba - SP

Trabalhadores na estrada Tabatinga - Praia Mansa em Ubatuba - SP

Brasil, São Paulo, Ubatuba, Praia, trilha

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Aduanas

Bolívia, Monteagudo

Deixando o Paraguai e chegando à Bolívia!

Deixando o Paraguai e chegando à Bolívia!


A noite no Chaco é fria, como um deserto que é muito quente de dia e frio durante a noite. Ainda bem que tínhamos lençóis e o saco de dormir para usar como cobertor. Aos poucos vemos que todos os equipamentos que estamos carregando tem muita serventia! A noite tomamos um mate com Bartola e Cristoval, que tem uma erva deliciosa para o chimarrão, preparado sempre pela manhã e a noite, para esquentar.

Com o guarda-parque Cristóbal, no Parque Ten. Agripino Enciso, em La Patria - Paraguai

Com o guarda-parque Cristóbal, no Parque Ten. Agripino Enciso, em La Patria - Paraguai


Após o pernoite no Parque Nacional Tenente Agripino Enciso, finalmente seguimos em direção à fronteira com a Bolívia. Este trecho da estrada está um pouco melhor, mesmo sendo ela praticamente toda asfaltada desde Asunción, alguns trechos estão em péssimas condições e o asfalto já se desfez em pedras e pó. Os últimos 100 km de ontem foram sofridos, depois da cidade de Mariscal José Félix Estigarribia, quando não conseguimos ultrapassar os 40 km/h. Bacana, pois pelo menos conseguimos fotografar as várias aves que vimos no caminho, aves de rapina como gaviões e até algum primo dos periquitos verdes.

Se vêem pássaros à todo momento no Chaco paraguaio

Se vêem pássaros à todo momento no Chaco paraguaio


Os trâmites fronteiriços sempre nos deixam apreensivos, mas com todos os documentos certos e com todas as informações que tínhamos fomos tranquilos. Passamos pelo primeiro posto do exército, viram documentos e passaportes e foram muito simpáticos, todos torcendo muito pela final da Copa América que foi hoje as 15h, entre Paraguai e Uruguai. Alguns quilômetros a frente chegamos à aduana para fazer a imigração e eis que nos dizem que teríamos que voltar a Mariscal Estigarribia para buscar os carimbos. No estado da estrada levaríamos todo o dia para ir e todo o dia de amanhã para voltar até aqui.


Exibir mapa ampliado

No google maps a estrada que pegamos nem aparece, mas ela junta os dois pontos brancos quase em linha reta. A rota que ele tenta fazer acima é uma estrada de terra e areia que nos disseram para evitá-la, inclusive pelos contrabandistas que estão na região.

Atravessando as vastidões do Chaco paraguaio

Atravessando as vastidões do Chaco paraguaio


Daqui para frente ainda tínhamos mais pelo menos 8 horas de viagem para dormir em alguma cidade menor, a caminho de Sucre. Não acreditamos, como nos informamos com todas as pessoas, inclusive um brasileiro que conhecemos ontem e ninguém nos disse nada? Como os trâmites de fronteira podem ser feitos 200km antes da fronteira? Pois é... caímos nessa... a esta altura já não sabíamos mais se era verdade ou não, nos parecia a mais pura lorota... até por que quando perguntamos se não havia mesmo como sairmos sem voltar tudo isso, eles logo nos perguntaram se teríamos “cédulas”. “Pero dólares no! Pueden ser guaranis o reales”. Bem, enquanto o Rodrigo resolvia a situação com el bigodón, eu conversava com o outro policial, que trabalhando há um ano naquele fim de mundo não titubeou em me passar as mais nojentas cantadas. Com jogo de cintura até que consegui me sair bem da situação e logo estávamos, agora sim, literalmente cruzando a fronteira do Paraguai com a Bolívia.

Se vêem pássaros à todo momento no Chaco paraguaio

Se vêem pássaros à todo momento no Chaco paraguaio


Deixamos o Chaco Paraguaio para trás em busca das montanhas do altiplano boliviano. Foram mais de 10 horas de viagem, grande parte delas dentre os trâmites burocráticos nos postos de imigração e aduanas de ambos os países. Na Bolívia há pedágios e postos de controle do exército praticamente a cada 100 km. Passamos rapidamente por Villamontes, primeira grande cidade do lado boliviano. Ali já tivemos uma boa surpresa, ruas largas, canteiros floridos e até monumentos, confesso que eu esperava algo mais pobre.

Comprando combustível num pequeno pueblo na Bolívia com a Eloísa

Comprando combustível num pequeno pueblo na Bolívia com a Eloísa


No caminho íamos nos informando sobre o tempo de viagem até Sucre e o tempo variou de 6 horas até 12h! Houve um perdido que nos disse que levaríamos 24 horas! Quanto mais perto chegávamos, mais confiávamos na informação. Outro detalhe é que neste trecho e em todas os postos de combustível governamentais, o preço do diesel para estrangeiros é praticamente o dobro! Dizem que como o governo o subsidia, estrangeiros não tem o mesmo privilégio.

Últimas luzes do sol iluminam paisagem no caminho para Monteagudo - Bolívia

Últimas luzes do sol iluminam paisagem no caminho para Monteagudo - Bolívia


Hoje conseguimos chegar até Monteagudo, já na subida para o altiplano boliviano. A região de Chuquisaca está próxima ao estado de Santa Cruz, que lidera um movimento separatista no país. Coincidência ou não, estas são cidades organizadas, limpas e muito diferentes da região de La Paz, que conhecemos em outras viagens, anos atrás. A Bolívia se apresenta um novo país, melhor, mais organizado e com toda a diversidade cultural e os belos cenários já reconhecidos por turistas do mundo todo.

Luz do sol atravessa nuvens no fim de tarde à caminho de Monteagudo - Bolívia

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Bolívia, Monteagudo,

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Yosemite National Park

Estados Unidos, Califórnia, Yosemite National Park

A primeira visão do imponente El Capitán, a montanha mais conhecida do Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

A primeira visão do imponente El Capitán, a montanha mais conhecida do Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Designada uma área de proteção deste 1864 pelo presidente Abraham Lincoln, o Yosemite foi transformado em parque nacional em 1890 em uma brava luta de John Muir, um dos pioneiros da conservação ambiental no mundo.

John Muir no parque que ajudou a criar, o Yosemite National Park, na Califórnia

John Muir no parque que ajudou a criar, o Yosemite National Park, na Califórnia


Hoje o parque recebe mais de 3,5 milhões de visitantes por ano e posso dizer, não é a toa, o Yosemite é uma das áreas naturais mais espetaculares dos Estados Unidos. O segundo parque nacional americano (o primeiro é o Yellowstone) possui mais de 3.080 km2, quase 300km de estradas e 1.300km de trilhas, é uma perdição para os amantes de montanhismo e escalada técnica. Suas imensas paredes de granito formam os diferentes ecossistemas do parque, do fundo do Yosemite Valley, passando pelos bosques de sequoias gigantes até o alto das montanhas do Glacier Point e do Tuolumne Meadows.

Esquilo nos observa em trilha no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Esquilo nos observa em trilha no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


O melhor sobre qualquer parque nacional americano é que você não precisa ser super aventureiro ou mega fit para aproveitar o passeio. Independente do seu perfil, seja você viciado em trilhas e natureza, hiker experiente ou um ecoturista que adora o verde, mas prefere trilhas mais leves e uma boa infraestrutura para poder desfrutar a paisagem, você sempre irá encontrar algo para o seu estilo de viagem. O Yosemite National Park é assim, um lugar onde há roteiros para todos os gostos e principalmente atividades suficientes para você conhecer a região em 1, 3 ou até 30 dias!

A incrível beleza do vale de Hetch-Hetchy, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

A incrível beleza do vale de Hetch-Hetchy, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos



O nosso roteiro começou pela entrada noroeste do parque, já que vínhamos do norte. O plano inicial era cruzarmos o parque pela Tioga Road, mas a neve e o destino assim não o permitiram. Toda a área alta do parque, uma das mais bonitas na opinião dos que conversamos, estava inacessível devido à quantidade de neve. A região fica fechada durante todo o inverno e volta a abrir só na primavera. Já que chorar não adiantaria nada, resolvemos incluir no roteiro do primeiro dia um trekking na área de Hetch Hetchy, lá no canto noroeste do parque.

Descanso na sombra enquanto se admira a beleza do vale de Hetch-Hetchy, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Descanso na sombra enquanto se admira a beleza do vale de Hetch-Hetchy, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Ao chegar lá a nossa primeira grande surpresa foi encontrarmos uma baita represa em uma área de preservação. A represa foi construída entre 1913 e 1923, a contragosto de John Muir que lutou até o fim e foi derrotado. Após o grande terremoto que abateu San Francisco no ano de 1906 foi impossível vencer a opinião pública devido à necessidade de suprimento de água para a cidade. Até hoje o Hetch Hetchy Reservoir é uma das 9 represas que fornece água e gera energia elétrica para San Francisco, responsável por 25% da capacidade de armazenamento de água.

A represa de Hetch-Hetchy no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

A represa de Hetch-Hetchy no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Escape de água na represa de Hetch-Hetchy no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Escape de água na represa de Hetch-Hetchy no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


O Vale de Hetch Hetchy formado pelo Rio Tuolomne foi inundado, mas ainda restaram muitas maravilhas naturais nos arredores da represa para visitarmos. Aliás, o próprio lago é uma delas, espelhando as imensas paredes de granito ao longo da trilha de 8,8 km (ida e volta) que passa pela Tueeulala Falls e chega a Wapama Falls, uma cachoeira que escorre pelo paredão por mais de 300m e continuaria por mais 130m até o fundo do vale antes dele ser inundado. Aos que tem tempo e disposição, a trilha ainda continua até a Rancheria Falls com belas vistas do vale.

Chegando à cachoeira de Wapama, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Chegando à cachoeira de Wapama, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Admirando a beleza do vale de Hetch-Hetchy, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Admirando a beleza do vale de Hetch-Hetchy, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


As muitas trilhas no setor de Hetch-Hetchy, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

As muitas trilhas no setor de Hetch-Hetchy, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Nós fizemos meia volta e cruzando vestígios de ursos para todo lado (fezes com berries de todos os tipos, pegadas e tal), terminamos a trilha a tempo de seguir viagem pela Big Oak Flat Road.

Prova incontestável da passagem de um urso negro em trilha na área de Hetch-Hetchy, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Prova incontestável da passagem de um urso negro em trilha na área de Hetch-Hetchy, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Foram aproximadamente 45 minutos de estrada e logo estávamos no Tuolomne Grove, um bosque de Sequoias Gigantes. A 1.860m de altitude o ambiente frio e úmido deste bosque é perfeito para as sequoias. A trilha de 4km (ida e volta) começa com uma bela descida entre coníferas que aos poucos começam a ganhar cor e vida com as majestosas sequoias.

Um dos três bosques de sequoias no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Um dos três bosques de sequoias no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Os pinheiros ficam pequenos perto de uma enorme sequoia no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Os pinheiros ficam pequenos perto de uma enorme sequoia no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Estava com saudades destas árvores, mesmo tendo passado recentemente pelo Redwoods, irmãs mais altas aqui do litoral californiano. As sequoias são imponentes, troncudas e a cor canela avermelhada do tronco é inconfundível. Andamos entre as gigantes e até no meio delas, literalmente, em um dos túneis cavados pelos antigos frequentadores do parque que as usavam como atração turística, passando por dentro do Tree Tunnel com os carros da época.

Depois de tantos meses, reencontro com as gigantescas sequoias, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Depois de tantos meses, reencontro com as gigantescas sequoias, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Um túnel feito em um tronco de uma gigantesca sequoia morta, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Um túnel feito em um tronco de uma gigantesca sequoia morta, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Já que descemos, agora é hora de subir, a subida é boa para esquentar e te lembrar que ecoturismo, mesmo o mais light, exige algum esforço. A bordo da Fiona continuamos a nossa travessia norte-sul do parque a caminho do Yosemite Valley, a principal atração do parque. Chegamos lá no final do dia, com aquela luz mágica para todos os fotógrafos dourando as paredes do El Capitán e anunciando que o dia estava no final.

A primeira visão do imponente El Capitán, a montanha mais conhecida do Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

A primeira visão do imponente El Capitán, a montanha mais conhecida do Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Demos uma volta completa no loop do vale, mas já com pouca luz, ansiosos para ver tudo isso amanhã lá do alto do Glacier Point! Dormimos na cidadezinha de Mariposa em um dos motéis-resorts na beira da estrada para escapar dos preços altos do lodge do vale.

ROTEIRO - UM DIA NO YOSEMITE NATIONAL PARK

Ok, aí você me pergunta: eu tenho apenas um dia para conhecer o parque, o que devo fazer?

Como provavelmente você estará chegando de San Francisco chegará direto pela entrada sul do parque. Comece a sua visita cedo pelo Mariposa Grove, o bosque de sequoias gigantes mais cobiçado do parque. Ele possui várias trilhas passando por dezenas de sequoias, escolha o seu roteiro e pé na trilha! Depois siga para o Glacier Point, se for inverno confirme antes se a estrada está aberta. Tanto a estrada da Mariposa Grove, quanto a Glacier Point Road podem fechar durante o inverno dependendo das condições de neve. Lá no alto do Glacier Point você terá uma das vistas mais lindas do vale e o melhor, o carro fará todo o esforço por você. Descendo em direção ao Yosemite Valley faça uma parada no Tunnel View, onde está a vista clássica do vale, suas montanhas de granito, rio e cachoeira. A Bridelveil Falls está pertinho da estrada do Tunnel View e a cachoeira fica com água quase o ano inteiro. Se quiser fazer algo diferente, pare no visitor center para ver um pouco da história do parque e alugue uma bicicleta para rodar os 22km ao redor do parque, aproveitando para procurar com mais calma algum dos black bears (ursos pretos) que ficam por ali. No caminho as paradas obrigatórias para foto são o El Capitán, Yosemite Falls e a Swinging Bridge para uma vista do Merced River. Se estiver com pouco tempo ou preguiça da bicicleta você pode fazer o mesmo de shuttle. Estacione o carro em um dos dois estacionamentos do parque e pegue o ônibus gratuito entre as atrações e trail heads. Este link te dá dicas das trilhas mais fáceis que você pode encaixar neste dia de explorações. O dia será longo, então a dica de hospedagem é o próprio Yosemite Lodge ou ainda um dos três Bed & Breakfast de West Yosemite. Vale ressaltar que o parque tem áreas de camping e o lodge tem opções com preços mais acessíveis (em torno de 80 dólares por quarto), mas estes esgotam primeiro, então faça a sua reserva com antecedência.


Roteiro - Um dia no Yosemite

Veja o mapa completo do parque aqui.

Estados Unidos, Califórnia, Yosemite National Park, Hetch Hetchy, Natureza, parque nacional, roteiro, sequoia, trilha, Tuolomne Grove, Wapama Falls

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SSA/Praia do Forte

Brasil, Bahia, Praia do Forte

Maré baixa na Praia do Forte - BA

Maré baixa na Praia do Forte - BA


Acordamos cedo para tomar café com Mônica e Lívia. Dona Dori já havia preparado a banana da terra quentinha, suco de laranja, pães, biju daquele jeitinho que só ela faz. Um café da manhã como este já é muito especial por si só, mas hoje ele recebeu um lugar ainda mais especial por ser o último café da manhã que tomaremos em família por um bom tempo, e foi com a minha família baiana. Despedidas feitas, com o coração na mão, deixamos Salvador.

O Farol de Itapoã, em Salvador - BA

O Farol de Itapoã, em Salvador - BA


A Fiona passou por um banho completo ontem, com produtos da melhor qualidade e direito até a uma borrifada com vaselina para proteger o motor e borrachas da sua parte inferior, da barriga da Fiona. Feito isso, hoje tivemos uma manhã de reorganização da nossa casa, todas as bagagens e equipamentos.

Merecido banho completo da Fiona em Salvador - BA

Merecido banho completo da Fiona em Salvador - BA


Pegamos a estrada para a Praia do Forte, chegamos no início da tarde. Eu já havia vindo para a Praia do Forte, mas foi em um congresso que o Ro participou, ficamos hospedados em um resort e caminhamos um dia até a praia da vila. Sendo assim eu não considerava conhecer e hoje tive certeza de que não conhecia. A vila muito organizada me lembrou muito a Rua das Pedras em Búzios, repleta de lojas bacanas e restaurantes super charmosos.

Igreja da Praia do Forte - BA

Igreja da Praia do Forte - BA


Eu imaginava a vila completamente diferente, com cara de vila de pescadores mesmo, mas o que fez o investimento de tantos resorts na cidade. Esta é outra prova de que uma prefeitura pode, e muito, investir corretamente o dinheiro que recebe em carga tributária destes empreendimentos, ruas calçadas, bem sinalizadas, bem organizadas e limpas, pelo menos por onde os turistas passam.

Entardecer na Praia do Forte - BA

Entardecer na Praia do Forte - BA


A região da Praia do Forte oferece opções variadas de atividades, desde o Projeto TAMAR, atração principal da vila, até passeio de canoa no rio, snorkel nas piscinas naturais e uma visita ao único Castelo Medieval brasileiro. Nós fechamos o dia com um belo pôr-do-sol, matando as saudades da natação nas águas verdes e calmas na praia do resort.

Pôr-do-sol na Praia do Forte - BA

Pôr-do-sol na Praia do Forte - BA

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Diamantes e JKs

Brasil, Minas Gerais, Diamantina

Bandeira em Inhaí - MG

Bandeira em Inhaí - MG


Cruzamos a imponente Serra do Espinhaço de Inhaí até Diamantina. Descobrimos um caminho alternativo que ao invés de voltar à Mendanha, seguia por dentro do Parque Estadual de Biribiri. Uma pequena vila que cresceu em torno de uma indústria têxtil, Biribiri possui dentre seus atrativos turísticos uma vila particular que foi toda restaurada, com direito à uma igrejinha, restaurantes e bares, além de diversas cachoeiras como a dos Cristais e a Sentinela.

Cachoeira dos Cristais, próxima à Diamantina - MG

Cachoeira dos Cristais, próxima à Diamantina - MG


Mais alguns quilômetros e finalmente chegamos à Diamantina, terra dos diamantes, das serenatas e de um dos homens mais importantes na história do Brasil, Juscelino Kubistchek.

A casa de JK, em Diamantina - MG

A casa de JK, em Diamantina - MG


JK nasceu em Diamantina em 1902, seu pai João Cesar, era da cidade vizinha de Mendanha. Seresteiro, inquieto e cidadão atuante na comunidade de diamante no início do século XX, faleceu pouco depois, quando JK possuía apenas 3 anos. Fato curioso foi que quando Juscelino nasceu, João Cesar correu à casa de seu tio e disse: “Acaba de nascer o futuro presidente do Brasil!” Isso que era um homem de visão!

O pequeno quarto de JK, em Diamantina - MG

O pequeno quarto de JK, em Diamantina - MG


Criado pela mãe e irmã Naná, Nonô, seu apelido de criança, teve uma educação muito disciplinada e desde cedo tomou muito gosto pelos estudos. Quando não estava na escola em que sua mãe trabalhava, estava em seu pequeno quarto estudando e lendo o que lhe viesse às mãos. Decidido a quebrar a sua sina de trabalhador comum e fazer história, Nonô se empenhou nos estudos para entrar na faculdade de medicina na capital, que depois o levou a Paris e Berlim. Inspirado por seu tio-avô, poeta e vice-presidente da província de MG, João Nepomuceno Kubistchek, alçou vôos maiores e iniciou sua carreira política. Daqui para frente quase todos sabemos bem de sua biografia política, até a sua estranha morte, pouco antes da abertura política após a ditadura militar.

Paço em Diamantina - MG

Paço em Diamantina - MG


Andar pelas ruas de Diamantina e conhecer a casa da Rua São Francisco, onde viveu JK é uma aula de história e cultura de arrepiar! Sentimos viva a sua memória e emocionamos ao ver saudosos anciãos relembrarem dos bons tempos em que JK governava o nosso país. Realmente nossos ícones políticos decaíram bastante, hoje temos que nos contentar com Lulas e Dilmas.

Final de tarde em Diamantina - MG

Final de tarde em Diamantina - MG


Casa da Glória, com o famoso passadiço, em Diamantina - MG

Casa da Glória, com o famoso passadiço, em Diamantina - MG


A Igreja do Rosário, o Caminho dos Escravos, a Praça JK, Catedral Municipal e a Casa da Glória. Um cenário que faz pensarmos que ainda estamos no século XVIII, a não ser pelos carros afoitos que sobem e descem estas ladeiras de pedra. A Vesperata, serenata que acontece nas sacadas das antigas mansões na Praça Correa Rabelo, reúne diversos músicos regionais em uma antiga tradição dos diamantes. São centenas de espectadores, pagantes ou apenas curiosos que rodeiam a praça para ouvir as canções de um tempo de diamantes e JKs, que não mais voltarão.

Boteco em Diamantina - MG

Boteco em Diamantina - MG

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