2
arqueologia cachoeira Caribe cidade histórica Estrada mar Mergulho Montanha parque nacional Praia Rio roteiro Trekking trilha
Alaska Anguila Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Galápagos Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Venezuela
A famosa Brooklyn Bridge, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Nova Iorque é composta por 5 principais distritos, além da famosa Ilha de Manhattan, o Bronx, o Queens, o Brooklyn e Staten Island são as outras subprefeituras que formam a cidade mais populosa dos Estados Unidos e terceira maior cidade da América, depois de São Paulo e Cidade do México. Esta é uma das maiores tristezas em ficar aqui apenas três dias nesta megalópole, pois cada uma dessas regiões possui um mundo de atrações, culturas, ruas, restaurantes e coisas para serem descobertas. Mesmo sendo a segunda vez na cidade, eu nunca consegui sair de Manhattan, pois só esta ilha já é um universo imenso a ser explorado.
Skyline do Brooklyn, vista do sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
O nosso primeiro dia foi na região do Central Park, Upper East Side, Times Square, Midtown Manhattan e Chelsea. Hoje era o dia de irmos para o sul e explorarmos a região de Lower Manhatan e do Village.
À bordo do ferry de Staten Island, observando a skyline de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Começamos o dia de hoje com um passeio diferente sugerido pelo pessoal do nosso hotel, by the way, super prestativos e bem treinados. Caímos no Westin Times Square pelo Priceline, bem localizado e super chiquetoso. Mas o cara captou o nosso estilo de viagem e já deu as dicas mais alternativas de passeios, bares e lugares.
caminhando na famosa Wall Street, ano sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Primeira parada: Ferry Station para Staten Island. Cruzamos de ferry a Upper New York Bay, na ponta sul da ilha de Manhattan. O ferry gratuito tem uma das melhores visões do skyline da região da Wall Street.
A skyline de Manhattan, vista do ferry para Staten Island, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Como não tínhamos tempo de descer e explorar o novo distrito, fizemos meia volta na estação e pegamos o mesmo ferry de volta. Todos são obrigados a descer do ferry e entrar novamente na entrada oficial, sem custo e sem stress! Só um pouco de paciência, pois a mamata já foi descoberta por todo mundo!
A Ana disputa espaço no ferry de Staten Island para poder fotografar o sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
No caminho além dos belos arranha-céus da Big Apple, vemos ao longe a Brooklyn Bridge e ainda temos uma vista privilegiada da Estátua da Liberdade. E o melhor, sem custo e sem precisar entrar em esquemões turísticos.
A Estátua da Liberdade, vista do ferry de Staten island, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Retornamos à Wall Street e caminhamos entre os prédios gigantescos até os edifícios históricos mais antigos do centro financeiro, o New York Stock Exchange e o Museum of American Finance.
A sede da Bolsa de Valores de Nova Iorque, nos Estados Unidos
Continuamos a caminhada, novamente em direção ao rio e aos piers e encontramos o novíssimo Pier 16, vizinho do famoso e comercial Pier 17. Uma reforma colocou em uso o antigo píer que se tornou um novo ponto de encontro para os jovens nova-iorquinos. Engravatados trazem suas saladas e sandubas, se espalham pelas cadeiras e pufes com uma ótima vista para o rio e fazem seu intervalo no novo refúgio urbano em meio à loucura de Wall Street.
O agradável Pier 15, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Entre o Píer 16 e o Pier 17 encontramos uma exposição de navios antigos que ajudam a remontar parte da história da marinha mercante de Nova Iorque. Aos que gostam de gift shops e muvuca turística o Pier 17 é o local perfeito. Nós passamos direto e reto pela ciclovia até chegar ao melhor ponto para vermos e fotografarmos a Brooklyn Bridge. Uma das mais antigas pontes suspensas dos Estados Unidos, sua construção foi terminada em 1883 e a o seu maior vão possui 486,3m! Uma obra de engenharia impressionante, mas que, como se pode notar, também precisa de alguns retoques esporádicos.
A famosa Brooklyn Bridge, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
O plano era atravessar a ponte e pelo menos colocar os pés no Brooklyn Bridge Park, um restaurante com uma boa vista de Manhattan, mas o nosso próximo programa tinha horário marcado e não poderíamos nos atrasar.
Pausa para descanso em frente ao pier 17, no sudeste de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
O 9/11 Memorial, ou Memorial de 11 de Setembro, já foi aberto à visitação em 12/09/12 e está localizado no mesmo local onde ocorreu o fatídico ataque às Torres Gêmeas em 2001. As visitas são gratuitas e muito concorridas, por isso a principal dica é agendar a sua visita no site da organização 9/11 Memorial (http://www.911memorial.org/) e ter os seus tickets em mãos.
Muitas obras no Ground Zero, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Toda a área está em obras e onde antes ficava o complexo das Torres Gêmeas estão sendo construídas novas torres comerciais, um hub de transporte urbano (metro) e um Performing Arts Center. No local exato onde estavam as duas torres, hoje estão duas piscinas imensas com um fundo infinito e cascatas que parecem chorar infinitamente a tragédia que aconteceu aqui. O projeto foi concebido sobre o espírito de esperança e renovação, com a água como elemento símbolo.
Piscina construída onde antes estava a Torre Norte do WTC, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Nos parapeitos destas piscinas estão inscritos em bronze o nome das quase 3.000 vítimas dos ataques terroristas de 1993 e 2001 às Torres Gêmeas, ao Pentágono e do vôo que teoricamente iria atingir a Casa Branca.
Visita ao Memorial do WTC, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
A “árvore sobrevivente” é a única forasteira entre os mais de 400 carvalhos brancos plantados ao redor das piscinas. Ela foi encontrada dentre os escombros e salva pelos bombeiros e trabalhadores. Após o resgate a replantaram em outro local até que se recuperasse para voltar ao seu solo de origem. Um símbolo de força e resistência dentro do memorial.
A única árvore sobrevivente do ataque de 11/09 em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Ao lado das piscinas o Memorial Museum está terminando de ser construído e mostrará a história dos atentados, homenageando todos que passaram por aqui. O memorial está maravilhoso, mas é uma visita pesada, principalmente para os que perderam alguém próximo durante o atentado. Muito curioso era prestar atenção nas crianças, que são sempre uma referência de tempos futuros. As crianças perguntavam aos seus pais por que havia um memorial e o que havia acontecido ali. Um fato tão marcante que para elas já virou história e o memorial logo será mais um dos tantos erguidos aos que perderam a sua vida por uma guerra na história americana.
Construção da nova torre do WTC, em Manhattan, Nova Iorque, nos Estados Unidos
Saímos do Memorial pensativos, relembrando o momento em que soubemos do ataque, como acompanhamos o desenrolar da história e contando as histórias de amigos que haviam estado, de alguma forma, próximos ao incidente. Completamente esfomeados caminhamos pelo Soho e Tribeca procurando um local para comermos e digerirmos toda essa emoção. Os prédios antigos, galerias de arte e restaurantes bistrôs e cafeterias pareciam nos seduzir pelas ruas de um dos bairros mais alternativos da ilha de Manhattan.
Caminhando pelo Soho, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Caminhando pelo Soho, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Não fosse um encontro marcado com amigos lá perto do hotel, eu convenceria o Rodrigo de passar a noite perambulando pelos bares e clubs aqui da região. A caminho do metro passamos ainda pela Washington Square, com um belo fim de tarde, música e xadrez dos amigos da melhor idade.
Músico na Washington Square, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Um dia intenso de atividades para uma visão, que eu chamaria de no mínimo, superficial, da Lower Manhattan. Nem morando em Nova Iorque seria possível acompanhar a sua evolução na mesma velocidade. Ainda assim, algo me diz que um dia voltaremos por mais tempo.
A bela Washington Square, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Nem Grand Canyon nem Monument Valley, é "apenas" o Canyonlands National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos
O Canyonlands não poderia ter um nome mais adequado: a terra dos cânions. Formados pelas águas do Rio Colorado e do Rio Verde, os incríveis cânions que cortam as terras deste parque nacional formam paisagens difíceis de serem assimiladas pelos nossos olhos e mentes limitados. Torres de pedra e sulcos profundos na rocha avermelhada criam uma textura difícil de ser capturada pela câmera e ainda mais difícil de ser traduzida em palavras.
O sol de fim de tarde ilumina as belíssimas paisagens do Canyonlands National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos
A água, escultor primordial da natureza, aqui encontrou um terreno fértil para uma das suas obras primas.
Saboreando as maravilhosas paisagens do Canyonlands National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos
Os rios dividem o parque em 4 distritos: o Island in the Sky, The Needles, The Maze e os próprios rios. A região conhecida como The Needles, uma hora ao sul, é a mais indicada para os que procuram bons hikings pelos cânions e paisagens deste parque. Há ainda uma unidade afastada e de difícil acesso, chamada Horseshoe Canyon Unit, a noroeste do parque. Foi nesta região que aconteceu a história real contada no filme 127 horas, quando um hiker se perdeu fora das fronteiras do parque e ficou preso em uma rocha, tendo que escolher por amputar o próprio braço para sair, buscar ajuda e conseguir sobreviver.
A magnífica visão do alto do Mesa Arch, no Canyonlands National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos
Nós visitamos apenas o Island in the Sky District, que como diz o próprio nome, parece uma ilha flutuante sobre os cânions do Rio Verde, Rio Colorado e seus afluentes. A parte alta do parque possui vistas maravilhosas de toda a sua extensão, passando por mirantes como o Buck Canyon Overlook, que nos deu o ar da graça com uns derradeiros raios de sol que surgiram no horizonte.
Nem Grand Canyon nem Monument Valley, é "apenas" o Canyonlands National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos
No Grand View Point Overlook (1.853m) podemos ver o encontro do Rio Verde e do Rio Colorado. É aqui que nasce o poderoso Rio Colorado que mais ao sul vai formar o Grand Canyon.
Fim de tarde gelado no Canyonlands National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos
Talvez você nunca tenha ouvido falar do Canyonlands, mas sem dúvida já viu uma das suas principais atrações aí mesmo, na tela do seu computador. Uma das fotos de fundo de tela oferecidas pelo Windows é a imagem do famoso Mesa Arch, um cenário de torres de pedra e cânions incríveis, emoldurados por um arco de pedra iluminado pelos primeiros raios da manhã.
Fotografando sob o Mesa Arch, no Canyonlands National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos
Caminhando sobre o fantástico Mesa Arch, no Canyonlands National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos
A nossa ideia inicial era começarmos o dia lá, para pegarmos a luz no Mesa Arch, mas o dia amanheceu nublado e com neve, então invertemos a programação. Ainda assim, sem luz alguma, o Mesa Arch é um dos cenários mais impressionantes do parque.
Observando a paisagem do Canyonlands National Park por debaixo do famoso Mesa Arch, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos
Com os últimos raios de luz, já abrandados pelas nuvens, ainda conseguimos ver o brilho das águas do Rio Verde, no Green River Overlook. Estes últimos minutos em lusco-fusco tornaram mágica a nossa passagem pelas paisagens em preto e branco do Canyonlands National Park.
As infinitas paisagens do Canyonlands National Park iluminadas pelas luzes do crepúsculo )perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos)
Venda de peixe no Mercado Ver-o-Peso, em Belém - PA
Belém foi fundada em 1616, porta de entrada para os Portugueses na Amazônia. Cresceu com base no trabalho escravo, exportando matérias primas para a Europa, como o cacau, peles de animais e outras riquezas amazônicas. Passou por altos e baixos econômicos, quando passou a ser uma das maiores exportadoras de látex, na época áurea do Ciclo da Borracha. Foi nesta época que foram estruturados os portos da capital paraense, que permanecem até hoje escoando produtos como estanho, soja, peixe, camarão, castanhas, entre outros.
Região do Mercado Ver-o-Peso, em Belém - PA
Hoje fomos conferir um dos lugares mais antigos de Belém, o mercado municipal, também conhecido como Ver o Peso. Este nome surgiu pois era ali que os portugueses conferiam o peso dos produtos vendidos para calcular os impostos cobrados pela Coroa.
Região do Mercado Ver-o-Peso, em Belém - PA
Ontem a noite retornamos ao hotel e continuamos trabalhando até tarde, aproveitando bem a internet rápida para zerar as pendências. Fui dormir às 3 da manhã e hoje as 6h30 já estávamos em pé para “Ver o peso” no melhor horário do dia. Logo cedo, quando os feirantes estão com as suas barracas recém montadas com produtos fresquinhos e o movimento está começando a esquentar.
Venda de camarão no Mercado Ver-o-Peso, em Belém - PA
O mercado é todo organizado, dividido por tipo de produtos. Em um prédio fica o mercado de peixes, de todos os tamanhos e espécies imagináveis. Filhote, raia, tainha, dourado, pargo e até uns pequenos tubarões. Logo ao lado encontramos as verduras, legumes e temperos.
Banca de temperos no Mercado Ver-o-Peso, em Belém - PA
Mais adiante grãos como a farinha de mandioca e milho, feijão, arroz, e as frutas. Ali também há uma sessão inteira de Castanha do Pará, onde os descascadores demonstram sua prática em retirar aquela casca dura, deixando só a semente. Um copinho de 200ml da castanha custa 5 reais.
A famosa Castanha-do-Pará, no Mercado Ver-o-Peso, em Belém - PA
O mercado tinha um furdúncio ainda maior acontecendo hoje, pois uma equipe da Record estava lá filmando cenas para os primeiros capítulos da próxima novela que irá estrear na emissora. Todos queriam aparecer, tirar fotos com a atriz (não me pergunte quem era) e xeretar o trabalho dos técnicos.
Patos e galinhas dividem a mesma gaiola no Mercado Ver-o-Peso, em Belém - PA
É impressionante a mistura de sabores, cores, texturas e também o lado ruim que sempre acompanha este universo, o lixo, sujeira e os maus odores das gaiolas animais. Eu me perderia por horas ali, mas ainda tínhamos coisas a serem resolvidas, prazo para entregar a Fiona no porto e o tempo era escasso.
A Praça da República e o Teatro da Paz, em Belém - PA
Enquanto o Rodrigo ficou no hotel desembaraçando a situação da Fiona, eu passei a manhã toda batendo perna no centro atrás do que precisávamos. Lavamos roupas na lavanderia a quilo perto do cemitério, imprimimos as fotos e coloquei no correio para os nossos amigos da Ilha de Lençóis, etc, etc. Almoçamos em um grill delicioso, daqueles com bastante salada e carne grelhada e fomos explorar um pouquinho a principal praça da cidade, a Praça da República.
Estação das Docas, em Belém - PA
A praça é rodeada de edifícios antigos e monumentos pomposos que lhe dão um ar um tanto quanto europeu. Lá fica também o Teatro da Paz, famoso teatro municipal de Belém, que parecia fechado para visitação.
Teatro da Paz, em Belém - PA
Durante a tarde o Rodrigo foi ao porto e ao barbeiro enquanto eu arrisquei um corte de cabelo em um salão do centro. Não levei muita sorte, o rapaz era empenhado, mas pouco experiente. Foi um exercício de desprendimento e paciência, mas acho que passei no teste. Depois dessa correria resolvemos ir conhecer um restaurante bem indicado em nosso guia, o Xícara da Silva. Ambiente bem aconchegante na na Av. da Doca e cardápio atrativo da cozinha “italiana contemporânea paraense”. Vale a visita, mesmo que estiver dormindo sentada.
Se divertindo com as conchas na Praia Brava da Almada em Ubatuba - SP
Um dia de sol e céu azul, perfeito para explorar novas praias do litoral norte de Ubatuba! Saímos logo cedo com o plano de passar por pelo menos 5 praias, Itamambuca, Prumirim, Puruba, Almada e a Brava da Almada. Praias muito bem indicadas pelo 4 Rodas e que o Ro, em anos de veraneio por aqui, ainda não conhecia.
Dia ensolarado na Praia da Almada em Ubatuba - SP
Fomos logo para a praia mais distante, Almada, uma praia de águas tranqüilas e com uma infra-estrutura completa para receber milhares de turistas na temporada e feriados. Barzinhos especializados em caipirinhas e restaurantes oferecem petiscos e peixe na telha ali, na beira da praia. A apenas meia hora de caminhada fica a sua irmã mais selvagem, a Brava da Almada. Praia de surfistas tem uma bela vista para a Ilha dos Porcos. Eu estava meio com preguiça de ficar rodando de praia em praia, parar em um lugar as vezes também é bom, né? Então o Ro se rendeu e preferiu ficar ali, na Almada mesmo durante quase todo o dia.
Feliz da vida na Praia Brava da Almada em Ubatuba - SP
De lá fizemos um lanchinho rápido em um bar com uma vista fenomenal para a praia do Estaleiro e fomos em direção ao sul bisbilhotando as outras praias que deixamos de aproveitar.
Final de tarde visto sob a lente do óculos na estrada da Almada em Ubatuba - SP
Vou dizer que é quase uma tortura... uma praia mais linda que a outra! A praia do Puruba fica logo após o encontro de dois rios, que você pode atravessar com um canoeiro pago ou de graça pelo serviço de barco da prefeitura. Lembrou um pouco a praia da Guarda do Embaú e a música “Lugar melhor pra um vagabuuundo, que um rio à beira mar! Odoiá odofiaba, salve minha mãe Iemanjá!” rsrs.
Praia de Puruba em Ubatuba - SP. Para se chegar ao mar é preciso atravessar um rio
Mais adiante entramos no condomínio que guarda a Praia do Prumirim. Praia de tombo com uma lagoa linda e um barzinho em cima das pedras, pena que já estava fechado.
Bar sobre uma rocha, entre o rio e o mar na Praia de Prumirim em Ubatuba - SP
A praia é muito bem conservada, o condomínio preservou os 100m de mata à beira da praia, então caminhamos 2 minutos por uma trilha que lembra a Ilha do Mel, no fim fica uma mistura de Atami (pelo condomínio) com Ilha do Mel, pela trilhazinha. Outra praia que teremos que voltar após os 1000dias. Já estou vendo tudo! Serão mais 1000dias depois destes 1000!
Sentindo o sol no Bar da Dona Xica na estrada da Almada em Ubatuba - SP
Visão da praia do Arpoador,vista através de uma janela na vegetação densa da Mata Atlântica
Hoje é o dia da Mata Atlântica, e estamos comemorando dentro dela! Triste pensar que de toda esta riqueza natural que vemos, sobraram apenas 6 ou 7%. A biodiversidade da Mata Atlântica é muito maior que a encontrada na Amazônia. São milhares de tipos de plantas, fungos, insetos, pássaros, animais silvestres e todos aqui, debaixo do nosso nariz.
Cogumelo em árvore caída na Juréia - SP
Vegetação na Juréia - SP
Vegetação na Juréia - SP
A diversidade de espécies que vivem neste bioma é tão grande que nós, meros mortais, não temos a mínima noção. Fica ainda mais clara a nossa ignorância quando conhecemos alguém que nasceu dentro dela, como o nosso guia, o Amilton. Um caiçara, surfista que com 30 anos resolveu estudar biologia. Ele teve um empurrãozinho especial, uma bióloga que conheceu enquanto guiava pelas trilhas aqui do Parque Estadual da Juréia pagou a sua inscrição no vestibular. Aí não tinha mais desculpa, passou e estudou biologia marinha em Santos. Hoje o Tom une este conhecimento teórico com toda a cultura local que foi passada em sua família de geração em geração. Em resumo, quando se trata de Mata Atlântica o homem é uma biblioteca ambulante.
Canoa a caminho da Juréia - SP. O Amilton, nosso guia, está no leme
Na trilha logo percebemos que a sua preferência é a botânica, cada espécie de árvore ele tinha prazer em parar e nos explicar por que tem aquela morfologia, se é uma erva ou planta medicinal utilizada pelos nativos, seu nome comum e até seu nome científico. O nosso plano era seguir até a praia do Juquiá, passando pelas praias de Guarauzinho, Arpoador, Parnapoa e Brava. Cumprimos o plano sem nem sentir o tempo passar, as praias são maravilhosas, algumas delas com rios e cachoeiras a apenas 5 minutos da praia, mas desta vez o mais marcante foi o caminho. A trilha por si só já era um atrativo, que nós geralmente passamos reto, por não conhecermos e não termos os olhos treinados. A partir do momento que temos um professor de biologia nativo, a mata ganha outro significado.
Figueira na Mata Atlântica, Juréia - SP
Flor na Juréia - SP
Cogumelo em árvore caída na Juréia - SP
Eu adoro a natureza, desde que me conheço por gente meus pais já me levavam para trilhas, acampamentos, aos poucos fui aprendendo um pouco sobre a mata e sempre fui defensora do meio ambiente. Mesmo assim, hoje aprendi a dar ainda mais valor a esta riqueza imensurável que o Brasil possui e está perdendo. Lembro que aprendi na escola que tínhamos em torno de 8% de Mata Atlântica. Hoje, mesmo com toda a luta que diversas ONGs encamparam pela preservação, restam apenas 6%. Dizem que não damos valor àquilo que não conhecemos, e por isso pergunto, será que não é hora de conhecermos melhor o nosso patrimônio para aprendermos a dar valor e a preservá-lo? Ainda vemos lixo jogado nas praias, ainda vemos pessoas jogando lixo pela janela do carro em plena área de conservação! Situações indignantes e tão absurdas que só devem acontecer por pura ignorância. Conheça o seu país, conheça as suas riquezas naturais e preserve. Salve a Mata Atlântica!
Piscina natural em pequeno rio na praia do Arpoador, na Juréia - SP
Praia do Arpoador, já no fim do nosso passeio pelas praias da Juréia - SP
Curtindo o fim de tarde no alto da duna do pôr-do-sol em Jericoacoara - CE
Hoje foi um dia atípico, fiquei me sentindo como a Gretchen, cantando o “Piri Piri... Ai ui ÚI”! Acordei cedo e vi que ainda estava “estranha”. Tomei café e continuei “estranha”. O plano hoje era andar 10km até Mangue Seco e voltar mais 10km para Jeri. “Nem a pau Juvenal!”, foi o que meu corpo respondeu. Uma leve sensação de febre, sem alteração de temperatura e dores não muito amigas na região abdominal. Combinei com o Rodrigo, você vai e eu fico.
Subindo a duna do pôr-do-sol no fim de tarde em Jericoacoara - CE
Ele planejou que voltaria em 4 horas, 3 das quais eu continuei dormindo entregue e feliz no nosso quarto na Pousada Calanda. Na última hora levantei para escrever, pois sabia que o meu “chefe” já ia chegar e me reprimir se eu não tivesse produzido nada. Rsrs! Descobri pouco antes dele chegar que está acontecendo um surto de piriris aqui na vila, não sabem ao certo se é um vírus ou se é da água, fato é que várias pessoas relataram o mesmo sintoma agora neste início de inverno.
Pôr-do-sol em Jericoacoara - CE
O Ro chegou exatamente no tempo planejado e com a mesma notícia, havia descoberto o surto. Outra notícia intrigante dos nossos amigos aqui da pousada foi que ontem a noite houve um tremor de terra aqui na região. O pessoal de Mangue Seco sentiu mais, o chão tremeu, ouviram o som como de um trovão e as telhas tilintaram. Terremoto em Jeri? Já pensaram? Era só o que faltava... rsrsrs.
Autofoto na duna do pôr-do-sol em Jericoacoara - CE
Logo saímos para um passeio, fotos na duna do pôr-do-sol e um derradeiro banho de mar.
Correndo em disparada duna abaixo! (em Jericoacoara - CE)
Se eu estivesse mais disposta ainda me arriscaria num sand board.
Tudo o que desce, sobe! (em Jericoacoara - CE)
Sem dúvida um mergulho vai me ajudar a melhorar.
Entrando no mar no fim de tarde de Jericoacoara - CE
Almoçamos já com a noite caindo, assistindo ao belíssimo show de raios que iluminavam o céu de Jeri.
Pôr-do-sol em Jericoacoara - CE
Pois é, hoje fiquei sem muito mais o que falar. Quem quiser conhecer Mangue Seco e mais aventuras deste dia, acesse o blog do Ro. Ao menos minha homeopatia, horas de sono e muitas águas de coco me garantiram o dia de amanhã, pouco mais de 20km até Tatajuba e outros tantos por lá!
Últimas luzes em Jericoacoara - CE
Comemoração em família do Dia das Bruxas em shopping de Bogotá, na Colômbia
O Dia das Bruxas é comemorado principalmente nos países de origem anglo-saxônica como os Estados Unidos, Canadá e a Inglaterra. Existe mais de uma teoria sobre a sua procedência. A mais bacana faz referência a uma festa pagã de origem Celta, chamada Samhain, que celebraria o ano novo deste povo entre o equinócio de verão e o solstício de inverno. Era uma celebração aos mortos, onde os sacerdotes druidas atuavam como médiuns e faziam o contato entre as pessoas e seus antepassados. Isso explica as fantasias sempre relacionadas a mortos vivos, bruxas, caveiras e outros seres fantásticos como duendes, fadas, etc.
'
Sem dúvida nenhuma era um dia muito feliz, já que todos podiam matar as saudades e falar com aqueles entes queridos que já não estavam mais neste plano. Depois dessa acho até que nós espíritas devíamos adotar essa data e promover uma festa como faziam os antigos druidas!
Família fantasiada para o Dia das Bruxas num shopping de Bogotá, na Colômbia
Curioso foi que desde a década de 70 esta festividade também começou a fazer parte do calendário colombiano, provavelmente já como fruto da colonização cultural norte-americana nestes países latinos. Douglas e Clara nos contam que desde que eram crianças seus pais os fantasiavam e saiam às ruas para pedir doces.
Douglas, a princesinha Amelie e a Clara em shopping de Bogotá, na Colômbia
Aqui em Bogotá as ruas ficaram lotadas, todos fantasiados, crianças e adultos, lojas enfeitadas e preparadas para receber as centenas de crianças com a famosa frase “Gostosuras ou Travessuras”. Aqui o pedido pode ser feito de várias formas, a mais comum é “Trick Trick Halloween, quiero dulces para mi, y si no me dá, vá crecer su nariz!”. Aí tem aqueles que já querem ser mais bonzinhos e evoluíram o dito para mensagens de paz e amor.
Com a Amelie e o Dpuglas na celebração do Dia das Bruxas em shopping de Bogotá, na Colômbia
Saímos com toda a família para o shopping mais próximo que estava completamente lotado de famílias no seu ritual anual de Halloween. Fantasias de todos os tipos, das mais divertidas às mais feias. Amelie escolheu se fantasiar de Princesa, a coisa mais fofa! Jaimito já está com 13 anos e levou uma máscara de monstro, mas não pôde usá-la tamanho o berreiro que Amelie armava quando ele vestia. Ela realmente se assustava! Hahaha!
Com a Amelie e o Jaime na celebração do Dia das Bruxas em shopping de Bogotá, na Colômbia
Não adiantou explicarmos, e como ela já está mais acostumada com astros do rock, Jaimito decidiu então fazer uma maquiagem igual à banda de rock Kiss! Duas horas na fila da maquiagem depois, ele saiu um perfeito rock star!!! Até encontrou um outro membro da banda no caminho, encontro de gigantes! Rsrs!
Encontro de roqueiros em shopping ede Bogotá, na Colômbia, no Dia das Bruxas
O ponto alto da festa para Amelie, foi quando ela conseguiu avistar os Pitufos que visitavam o shopping. Ela viu de longe a Smurfete e começou a gritar loucamente: “PITUFINAAAAA!!!” e quando ela foi embora logo encontrou o Papai Smurf, indo quase ao delírio! “PITUFOOOOO” hahaha! Foi emocionante! Até tirou foto com o vaqueiro do Toy Story. E eu com ela no colo, me enfiando na multidão para podermos conversar com eles e tirar fotos! É já que estou longe da Luiza e ainda não comecei a produção, pelo menos já vou treinando!
Até o Papai-Smurf apareceu no shopping ede Bogotá, na Colômbia, na celebração do Dia das Bruxas
Se refrescando na cachoeira da Laje na volta do Bonete em Ilha Bela - SP
De hoje não passa! Temos que voltar, até por que amanhã cedo vamos para Curitiba, a Luiza está chegando. Acordamos bem cedinho, demos uma caminhada na praia, eu alonguei enquanto o Ro corria e aqueeeele mergulho bem gelado para acordar! Que dia saudável! Café da manhã gostoso e super natural e vestimos nosso uniforme de trilha, afinal temos 12km pela frente!
Com o André na Pousada Canto Bravo na Praia do Bonete em Ilha Bela - SP
Na trilha de volta logo começamos a ver o movimento. Três amigos estavam chegando cedinho ao Bonete, devem ter começado a caminhar as 6h30am, pois nos cruzamos no nosso início da trilha. De 5 em 5 minutos encontrávamos casais ou amigos amalucados carregando suas mochilas, barracas ou apenas água para a trilha. A pergunta mais comum era, “Vocês estão vindo do Bonete? Quanto tempo falta?”. Seguimos, passamos direto pelo Rio Areado e continuamos com o objetivo de parar apenas na Cachoeira da Lage, tomar um banho gostoso e seguir caminhada.
Caminhando pela Praia do Bonete em Ilha Bela - SP
Ali encontramos um grupo muito bacana! Um tio com seus vários sobrinhos e 2 filhos que estavam fazendo o programa de passar o dia na trilha e tomando um banho de cachoeira. As crianças estavam empolgadíssimas e na volta 3 delas dispararam na frente. Imagina se o Ro ia deixar elas ultrapassarem ele? Nunca! Flávia, logo olhou para ele e perguntou se ele era atleta, por estar acompanhando o ritmo dela. Bem, eu até tentei no começo, mas eles me passaram correndo e num pique, que eu nem pude me culpar.
Caminhando pela Mata Atlântica voltando do Bonete em Ilha Bela - SP
Resolvi andar no meu ritmo acelerado, mas não enlouquecido como o deles. Caminhar sozinha numa trilha dessas as vezes é gostoso, mas hoje me deu uma sensação de que o tempo não passava! Quando cheguei o Ro falou que fiquei uns 5 minutos atrás deles apenas... mas para mim parecia uma eternidade! Nem pude achar ruim que ele me abandonou na trilha, pois além de estar cuidando das crianças que deram “um perdido” no tio, eu conheço o meu marido! Uma criança de 40 anos e que não gosta de perder nunca! Muito menos para uma menina de 10 anos, né Flávia!?
Final da trilha, voltando do Bonete, em Ilha Bela - SP. O grupo voltou conosco desde a cachoeira do Lajeado
Conversamos, tiramos fotos e nos inteiramos das notícias do Bruno com o Seu Zé no estacionamento. As crianças adoraram a nossa história e nos bombardearam de perguntas! Cada um tinha a sua especialidade, matemática, geografia, línguas e esportes. Foi um sufoco conseguir responder a todas elas! Mas adorei os nossos novos amigos, espero que nos encontrem logo no Facebook, MSN e Orkut!
No caminho de volta para o norte da ilha, almoçamos no All Mirante, restaurante indicado pela nossa amiga, madrinha e fiel leitora Paulinha! Além de ser gostoso tem uma super vista panorâmica!
Celebrando a Trilha do Bonete no restaurante All Mirante, em Ilha Bela - SP
Minutos depois, já na estrada para o norte, passando por Perequê o celular finalmente deu sinal de vida e de repente comecei recebi o recado: 9 ligações da minha mãe! Pensei “Caraca, Nasceu a Luiza!”, comecei a tentar ligar para eles e nada! Ninguém atendia! Eu tinha certeza que era isso, comecei a chorar na mesma hora. Um misto de alegria e tristeza que eu nunca tinha sentido, eu chorava copiosamente emocionada por que sabia que ela tinha nascido e triste por não estar lá, no hospital! De repente chega uma mensagem do Dudu, pai coruja, com a foto da Luiza, LINDAAAAAAAAAAA! Aí eu chorei mais ainda! O Ro ficou até preocupado “você só pode estar chorando de alegria, né linda?”, ele perguntou. Sim, eu estava alegre, muito alegre, mas eu queria tanto estar lá ao lado deles! Ver a Luiza dentro da maternidade, aquele vidro onde ficam todos os bebês... ver a cara do Dudu de assustado e da Dani de cansada e MÃE.
Trocando a frauda da Luiza, que não gosta nada dessa função! (Curitiba - PR)
Eu havia ligado para ela na noite anterior à trilha do Bonete e ela disse que achava que seria mesmo no final de semana, estava super tranqüila. Que nada! Enquanto estávamos caminhando pela trilha ainda a caminho do Bonete, a Luiza nasceu. No dia 07/07/2010, às 13h50, com 50cm e 3,450kg e não tinha cara de joelho! Não é demais essa minha sobrinha? Foi muito bem feita pelos pais mesmo... tudo o que eu queria era tomar uma pílula e voltar no tempo para estar lá...
Bem, não existe pílula nenhuma... Então começamos a arrumar as coisas para sair cedo amanhã e no final da tarde recebemos um belo convite do nosso anfitrião em Ilha Bela para comer uma deliciosa moqueca de peixe na casa de seus amigos. Lá fomos nós! Conhecemos o Fernando, Robert, Ricardo, Cris e filhos. O Dudu e o Ique estão treinando com Fernando e Ricardo para uma competição de vela que vai começar no próximo sábado, dia 17/07. A semana mais agitada de Ilha Bela, a Capital de Vela. Eu não entendo nada do mundo náutico, li alguns livros, mas sou só mais uma curiosa insaciável! Por falar em insaciável, foi difícil parar de comer a deliciosa moqueca e pirão de peixe e aquela pimentinha especial! De sobremesa para arrematar uma torta de abacaxi com coco que eu nunca havia provado igual.
Vista da casa do Dudu e Celina em Ilha Bela - SP
Mais uma vez fechamos em alto estilo a nossa estadia em um lugar tão especial quanto este. Casa e anfitriões espetaculares, trilha maravilhosa, novos ótimos amigos e assim a Ilha Bela ficará na nossa lembrança, com o gostinho de quero mais.
Caminhando pelas ruas de Washington, capital dos Estados Unidos
Visitar uma cidade ou um lugar pela segunda vez sempre tem um sabor diferente. A ansiedade de conhecer “tudo ao mesmo tempo agora”, é substituída pelo prazer de reencontrar lugares e, de alguma forma se sentir mais íntimo da cidade. No nosso caso essa intimidade parece ser aumentada pelo fato de estarmos há bastante tempo longe de casa, é quase como reencontrar um velho amigo, aquela cara conhecida, sorriso reconfortante, mas ainda assim cheio de histórias novas para contar.
Caminhando pelas ruas de Washington, capital dos Estados Unidos
Nós chegamos à Washington no início da tarde, foi o nosso debut no priceline.com, indo parar no Marriot Wardman Park, à meia quadra do metrô e ao lado do zoológico. Deixamos a Fiona descansando e, após um almoço no Medaterra, saímos animadíssimos rumo ao transporte mais democrático e prático difícil de ser encontrado pela Latino América: o metrô! Coisa de primeiro mundo, em poucos minutos estávamos descendo no Farragut West Metrô, a três quadras da Casa Branca.
Depois de tanto tempo, estamos andando de metrô novamente! (em Washington, capital dos Estados Unidos)
A cada passo a memória se deleitava em identificar ruas, nomes, esquinas e cenas cotidianas de uma grande cidade que há tempos vivia adormecida no meu subconsciente. Gente correndo de lá para cá na agitada capital, mas dessa vez não apenas de terno e gravata, mas com seus tênis e ipods. A primavera não apenas colori as floreiras e os guarda-roupas dos capitalinos, mas empresta à seriedade da terra dos senadores e políticos americanos um ar mais alegre, despojado e informal.
Celebrando com Frozen Marguerita (mais barata, na hora do happy hour!) a chegada à Washington, capital dos Estados Unidos
A avidez por informação e novidade vai me inundando e tudo que era tranquilidade, se torna curiosidade e vontade de multiplicar o calendário mundial, mudar as regras, incluir 30 horas no dia, 10 dias por semana, 530 dias no ano. Assim poderíamos rever a cidade, os antigos museus e suas novas coleções, os novos museus com suas relíquias e reencontrar velhos e novos amigos.
A famosa Casa Branca, residência do presidente americano em Washington, capital dos Estados Unidos
Na falta do tempo vamos direto ao que interessa e finalmente saímos da virtualidade, em um delicioso happy hour no Circa, com Claudia do blog Aprendiz de Viajante (@aprendizviajante) e Teté do Escapismo Genuíno (@viajantete). Viemos nos acompanhando mutuamente há quase dois anos na twittolândia e blogosfera viajante, ambas são muito ativas e a Cláudia é uma das cabeças de um movimento para reunir e fomentar a troca de informações entre os blogueiros de viagem e turismo na world wide web.
Encontro com a blogueira e amiga Cláudia, do blog "Aprendiz de Viajante", em Washington, capital dos Estados Unidos
Cláudia mora há anos em DC, casada com um americano e com dois filhos lindos, se divide entre consultorias na área de tecnologia e o seu blog de viagens, cada vez mais profissional. Teté é publicitária, baiana acariocada que foi criada entre o Perú e os EUA e começou a escrever sobre viagens quando morou na ilha de Chipre! Ela trabalha com planejamento e faz freelas e home office acompanhando o maridão Gustavo, paraquedista profissional, nas viagens pelo mundo. É tão bacana ver que existem outras formas de viver... ninguém aqui diz que é fácil, mas sim é possível!
O encontro das blogueiras Tetê (Escapismo Genuíno), Ana (1000Dias) e Cláudia (Aprendiz de Viajante) em bar de(Washington, capital dos Estados Unidos
O fim de tarde embalado por diferentes vidas, viagens e muitas risadas, logo se transformou em noite e se estendeu na casa onde Teté e Gustavo estão passando esta temporada em DC. Nos despedimos prometendo um reencontro pronto em breve, não longe daqui, na casa de mais dois companheiros de viajosfera, Mauricio e Oscar (@MauOscar), que vivem no estado vizinho do Delaware. Já na saída Teté nos presenteou com um livro do casal de viajantes sulistas do “Mundo por Terra”, que deram a volta ao mundo em 1033 dias, passando pela Ásia, África e Oceania, num super incentivo para escrevermos também a nossa história. Espero poder devolver o presente à altura daqui alguns anos.
Chegando à Washington, capital dos Estados Unidos
Assistindo a um inesquecível pôr-do-sol a mais de 4.200 metros de altura, no topo do Mauna Kea, na Big island, no Hawaii
A nossa viagem de carro pelas Américas tem uma dinâmica diferente das viagens “normais”. Nem vou discutir aqui o que é normal hoje em dia... São tantas realidades diferentes que encontramos em uma viagem como esta, que viajar 20, 30 dias por ano já não é mais parâmetro de normalidade para mim. Enfim, um dos prazeres de se descobrir viajante (e não turista) é saber que você pode ir sem saber para onde está indo, chegar e decidir se quer ou não ficar e ir embora com dor no coração, pois quanto mais conhecemos, mais realizamos que não vimos nada. Seguimos mesmo assim, sabendo que o nosso destino é seguir.
Voltando em direção à Tea House e ao Lake Louise, em Alberta, no Canadá
Acordamos todos os dias em um quarto diferente, às vezes até desorientados, fazendo força para lembrar onde estamos. Entramos na Fiona e decidimos o roteiro do dia, seja ele na estrada, no parque nacional ou na cidade onde estivermos, enquanto tomamos o nosso iogurte matinal, com cereais comprados no mercadinho da esquina. Passamos o dia vendo paisagens maravilhosas, incríveis, trilhas por lugares inimagináveis e voltamos ao hotel, seja ele onde for, para sentar em frente ao computador e colocar as nossas memórias neste blog.
Fiona limpinha e de mapa atualizado, no Banff National Park, em Alberta, no Canadá
O Hawaii era um sonho antigo, um sonho que se realizou muito antes do que eu imaginava. Ele foi daqueles sonhos curtidos, vividos intensamente desde o planejamento até cada minuto de sobrevoos e estrada de ilha em ilha.
Chegando à ilha de Maui, no Havaí
Planejamento? Como assim? Viajantes não planejam, não é verdade? Verdade, por isso dar umas escapadas destas de vez em quando, nos dá aquele gostinho de férias. Férias da nossa rotina, que por mais que pareçam umas looongas férias, hoje, depois de quase 1000 dias, já é a nossa vida.
Passeando com nosso jipe em West Maui, no Havaí
Planejamos para poder aproveitar intensamente cada minuto da viagem. A definição do roteiro foi uma das mais detalhadas que eu já fiz de todas as minhas viagens, isso por que eu sabia que 4 dias em cada ilha não seriam nada! Em cada uma delas tínhamos mais sonhos a serem realizados do que tempo disponível. Ver um vulcão ativo, mergulhar com as arraias mantas e golfinhos em Big Island. Ver o sol amanhecer no alto de um vulcão em Maui, fazer um dos trekkings mais lindos do mundo no Kauai e ver as ondas gigantes no North Shore de Oahu eram apenas alguns deles e eu ainda tinha que fazer tudo isso caber dentro dos nossos parcos 17 dias de viagem. Em meio a isso defini então a compra das passagens aéreas, pesquisei e fiz as reservas de hostels (num budget razoável), aluguel de carro, reserva dos mergulhos e tours, etc. Enfim, um trabalhão que eu ficaria louca se tivesse que fazer, neste nível de detalhe, para os nossos 1000dias.
O turista parece achar que a placa não era necessária... (Chain of Craters Road, em Volcano, na Big Island, no Havaí)
Pausa: eu sei que alguns de vocês devem ficar pensando que eu sou uma preguiçosa ou indisciplinada na atualização do meu blog, pois enquanto o Rodrigo está sempre atualizado, eu estou aqui, batendo recordes de atraso. Não vou tirar o mérito do meu maridão, que é sim mais disciplinado e incansável do que eu, mas pelo menos posso contar para vocês o que eu estou fazendo enquanto ele bloga, né?! Rsrs!
Nosso circuito aéreo entre as ilhas do Havaí, chegando na Big island, voano para Maui, Kauai, Oahu e daí, de volta à Los Angeles
Foram 17 dias nas 4 principais ilhas havaianas: Big Island, Maui, Kauai e Oahu. O meu manual prático, guia e companheiro de viagem pelo Hawaii foi o blog Uma Malla pelo Mundo, da blogueira brasileira Lucia Malla. A Lucia vive em Oahu há 8 anos, é bióloga marinha, mergulhadora e é apaixonada pela cultura das ilhas pacíficas, pelo mar e pela terra. Não preciso nem dizer por que me identifiquei com ela, né? Ela foi ótima em nos dar dicas e tirar todas as dúvidas pelo twitter, faltaram apenas os astros se alinharem para conseguirmos nos encontrar pessoalmente. Dias antes de chegarmos a Oahu ela havia partido para um congresso no Caribe. Enfim, não tenho dúvidas que a vida de viajantes nos aproximará novamente. Obrigada pelas dicas valiosas, roteiros e aulas de cultura havaiana Lúcia!
Prestando reverência ao deus Ku, no Jardim Botânico de Hilo, em Big Island, no Hawaii
Astros desalinhados de um lado, mas apuradíssimos de outro! Assim que compramos as passagens avisamos o casal de amigos viajantes que tem nos acompanhado de perto nestes 1000dias. Laura e Rafael já nos encontraram nas praias de São Paulo e do Espírito Santo no começo da viagem, nas montanhas do Equador e em Galápagos em outubro de 2011, na ilha de Cuba em fevereiro deste ano e agora voltam a nos encontrar no Hawaii! Sensacional! É sempre uma delícia reencontrar nossos amigos e compartilhar as nossas viagens e aventuras com um casal tão alto astral!
Após o nascer-do-sol, fazendo festa a mais de 3 mil metros de altitude, no cume do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí
Enfim, nossa viagem no Hawaii começou pela ilha conhecida como Big Island, em Maui encontramos o Rafa e a Laura e juntos voamos para o Kauai. Lá uma grande conversão de energias cósmicas aconteceu! Em uma coincidência de datas (ou não!), nós voltamos a encontrar os amigos brasileiros de San Francisco: Sidney e Ane, e com eles o Marcos Amend, um grande amigo em comum que viajou do Brasil para encontrá-los aqui. Que loucura! O final da viagem foi em Oahu, torcendo para o swell entrar e as ondas gigantes barbarizarem os campeonatos de surfe em Pipeline.
Surfista mostra seus truques em Big Beach, ao sul de Kihei, litoral de Maui, no Havaí
Como sempre, o Rodrigo já está mais atualizado do que eu, mas ainda bem atrasado em relação ao nosso itinerário atual. Então a nossa estratégia de postagens será um pouco diferente desta vez. Ele seguirá escrevendo sobre a nossa viagem pelo Hawaii e eu começarei a contar das nossas aventuras de volta aos Estados Unidos continental, começando por Los Angeles e passando pelos parques nacionais do Arizona, Utah e Colorado. Aos meus leitores amigos e fiéis, não se preocupem! Eu ainda irei escrever do Hawaii, mas se a pressa e curiosidade apertarem indico a leitura do Blog do Rodrigo, sempre recheado de história e ótimos causos!
Olha só a gente "perdido" no meio do Canadá!
É isso aí amigos, um sopro de vida para todos vocês e que 2013 venha com tudo, que nós estaremos aqui esperando ansiosos! Aloha!
Aos 30 metros de profundidade, uma mensagem para os mergulhadores, em Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí
Blog da Ana
Blog da Rodrigo
Vídeos
Esportes
Soy Loco
A Viagem
Parceiros
Contato
2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet





.jpg)




.jpg)









.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)




.jpg)
.jpg)











.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
















.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)