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Aventureiros se atraem – Parte 2

Ilhas Virgens Americanas, St Thomas - Charlotte Amalie

Estou cada vez mais impressionada como estamos conectados uns aos outros. Este (in)consciente coletivo, que faz com que pessoas que possuem afinidades se cruzem, se reconheçam e se atraiam.

Hoje cedo pegamos um fast ferry de Tortola nas BVIs para St Thomas, capital das USVIs. Tínhamos apenas um dia para passear por St Thomas e decidimos ficar na parte histórica da cidade. Subimos os 99 Steps, escada construída pelos dinamarqueses em 1860s, em direção a parte alta da cidade.

Os famosos '99 steps', em Charlotte Amalie - USVI

Os famosos "99 steps", em Charlotte Amalie - USVI


Lá encontraríamos um pequeno museu sobre a história dos dinamarqueses, que estávamos curiosos para conhecer, o castelo do Blackbeard, um dos piratas mais famosos do mundo, e alguns outros pontos históricos interessantes. Subimos e adivinhem? Tudo fechado... a cidade funciona em função dos navios de cruzeiro e felizmente não havia nenhum na cidade. Realmente é difícil escolher, mas eu acho que prefiro não entrar nos museus, mas poder andar pelas ruas da cidade tranqüilas, do que ter aquelas hordas de turistas, filas e mais filas por tudo.

Charlotte Amalie, em St. Thomas - USVI

Charlotte Amalie, em St. Thomas - USVI


Bem, caminhando na Main Street nós passamos pela H. Stern, uma das centenas de joalherias da cidade que aproveitam o tax free das USVIs e seus cruise ships ávidos por comprar. Por curiosidade entramos, não imaginava encontrar uma H. Stern aqui e se conseguisse ainda poderia polir a nossa aliança antes do aniversário de casamento. Numa entradinha na loja, que achamos que iria demorar no máximo 10 minutos, ficamos meia-hora. A Márcia nos atendeu e foi tão atenciosa, conversamos sobre o Brasil, a viagem, jóias, o casamento e ela nos deu várias dicas de onde poderíamos ir hoje a noite. Dali, fomos direto para a biblioteca pública da cidade pesquisar um pouco sobre a história do país. Quando menos imaginávamos a Márcia apareceu lá nos convidando para um happy hour! Ela havia nos explicado como chegar, e quando saiu da loja pensou “estou indo num bar com meu marido, por que não convidá-los?” Foi até lá nos procurar apenas para nos convidar, demais!

A segunda Igreja Luterana mais antiga das américas, em Charlotte Amalie - USVI

A segunda Igreja Luterana mais antiga das américas, em Charlotte Amalie - USVI


Fomos até um bar-restaurante japonês com uma vista linda para uma das diversas baías da ilha e que tem um dos rum punchs mais famosos de St Thomas. Conversamos sobre as viagens e mais uma vez nos deparamos com aventureiros de carteirinha! Ela americana de origem Jamaicana, bioquímica e ele californiano, fisioterapeuta. Rick já havia feito algumas viagens para a África e Europa desde os seus 15 anos. Ele e Márcia se conheceram na faculdade em Maryland e logo que se formaram foram morar um tempo no Japão. Viajaram pela Índia, Nepal, sudeste Asiático, Europa e, uma das suas maiores aventuras, um ano e meio viajando pela África. Quando Márcia ouviu a nossa história dos 1000dias ficou interessadíssima e logo quis entender o plano, já se inspirando para o planejamento da próxima viagem que deve começar em 2011. Do bar fomos para a casa deles em um condomínio maravilhoso, paraíso dos gatos e coelhos. Isso mesmo, 2 coelhos moram lá! Tomamos mais alguns ponchs, conhecemos a Miausa, gata linda que os adotou como pais, e Ania, amiga polonesa e vizinha de condomínio.

Casal americano, Rick e Marcia, novos amigos em Charlotte Amalie

Casal americano, Rick e Marcia, novos amigos em Charlotte Amalie


Marcia e Rick fizeram a nossa estada em St Thomas especial, mais uma vez nos surpreendendo e mostrando como estamos conectados. Pelo jeito encontraremos em nos nossos 1000dias muitos Ricks e Marcias, Dougs, o aviador, Daniels e Saras, lutando pela cultura local em Middle Caicos, Jims uma vez na Antártida, hoje recebendo todas estas almas livres e aventureiras no seu restaurante. Personagens que sempre nos farão sentir-nos em casa onde estivermos.

Partindo do hotel, cedinho, em Charlotte Amalie - USVI

Partindo do hotel, cedinho, em Charlotte Amalie - USVI

Ilhas Virgens Americanas, St Thomas - Charlotte Amalie, USVIs

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Diz aí se você gostou, diz!

Gastronomia: um encontro com boas mesas em Seattle

Estados Unidos, Washington State, Seattle

Para quem gosta de pimentas! (Pike Public Market, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos)

Para quem gosta de pimentas! (Pike Public Market, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos)


A comida é um dos traços mais importantes da cultura de cada região ou país e está 100% relacionada com o tema viagem. Porém viajando por 1000dias fica difícil fazermos explorações gastronômicas em todas as cidades que passamos. Vocês hão de convir comigo que: um, as vezes precisamos de comidinhas mais “caseiras” (se é que é possível tê-las longe de casa) e dois, não há bolso que aguente. Ainda assim sempre procuramos encontrar restaurantes típicos ou tradicionais por onde passamos, principalmente nas cidades que se destacam no tema.

Space Needle vestida para a noite, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Space Needle vestida para a noite, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Seattle é reconhecida por sua boa culinária. A cidade reúne uma grande variedade de restaurantes das mais diversas escolas, para todos os gostos, bolsos e paladares. Esta exploração não foi exatamente planejada, mas sendo Seattle a cidade que é, rica e super convidativa para uma boa mesa, nós não conseguimos escapar! Passamos um total de quatro noites na cidade e cada uma delas fomos a um restaurante diferente.

Metropolitan Grill - Downtown Seattle - dentre vários prêmios foi selecionado Tom Horan´s Top 10 Steakhouses in America (1996-2011)
www.themetropolitangrill.com

Foto retirada do site do The Metropolitana Grill, em Seattle

Foto retirada do site do The Metropolitana Grill, em Seattle


O primeiro deles foi o Metropolitan Grill, a convite do nosso primo Haroldo. Este é um dos restaurantes mais premiados de Seattle e figura na lista dos 10 melhores dos Estados Unidos! Uma Steak House por excelência, o Metropolitan possui um cardápio diversificado, porém as carnes são a estrela principal da sua cozinha. Nós provamos o Prime Porterhouse, que une os melhores cortes de carne, T-Bone Steak e o Filet Mignon. Divinos! Há muito tempo não provávamos uma carne tão saborosa!

O maravilhoso e suculento T-Bone no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos

O maravilhoso e suculento T-Bone no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos


O Haroldo já esteve aqui em Seattle em outras ocasiões e resolveu nos presentear um jantar no seu restaurante preferido para comemorarmos os nossos três aniversários (o meu 20/09, do Rodrigo 11/10 e o dele 18/10). Obviamente, não poderíamos recusar um presente destes (!!!) e em sua homenagem, apreciador de bons uísques que é, terminamos nossa noite no bar do restaurante. O intuito era provar um bom scotch, single malt, mas sinceramente, não entendemos patavinas das milhares de variedades e sabores deste destilado.

A chique tampa do Blue Label King george, que tomamos no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos

A chique tampa do Blue Label King george, que tomamos no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos


Ao barman o Rodrigo pediu duas marcas diferentes, para que pudéssemos experimentar, ambos single malt na faixa de 12 a 15 dólares. Ele fez algumas perguntas sobre o nosso gosto e escolheu dois scotchs, uísques com denominação de origem, ou seja, produzidos na Escócia. O The Glenrothes de 25 dólares e o de Oban (um Highlands) de 18. Ao nos servir as doses, disse para não nos preocuparmos com o preço. Ficamos ali conversando sobre a bebida e aos poucos fomos ficando amigos, nós perguntando e ele respondendo, nos dando uma aula sobre o assunto.

O início do nosso 'tour' pelos Scotchs do Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos

O início do nosso "tour" pelos Scotchs do Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos


Enquanto conversávamos, ele nos serviu outras duas doses, uma do Laphroaig um Islay all-malt que ele disse ser o preferido dos verdadeiros entendedores. Ele tem um aroma de band-aid (sim, cheiro de band-aid! Estranhíssimo!), sabor que vem do malte de cevada seco e defumado no blue peat (turfa azul, única na ilha). Uma loucura! O Rodrigo achou forte demais, mas eu gostei. O outro, The Balvenie é um doublewood, mais aveludado, uma delícia. Sentimos muita falta ali do Haroldo e alguns amigos da turma do uísque, que sem dúvida estariam curtindo demais aquela degustação.

O maravilhoso Blue Label King George que experimentamos no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos

O maravilhoso Blue Label King George que experimentamos no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos


Ao final, já desacreditávamos os Johnny Walkers, pensando que os uísques blended seriam sempre inferiores, e então ele nos comprovou a grande besteira que estávamos falando. Ele nos serviu uma dose de um Blue Label King George, série super especial da Johnny Walker. Preço da dose: 125 dólares!

Preços de cardápio de alguns dos uísques no bar do Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos

Preços de cardápio de alguns dos uísques no bar do Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos


Um blend dos melhores uísques com mais de 30 anos de barril, um dos únicos da marca aprovado pela casa real inglesa. A esta altura já estávamos preocupados com a conta do bar e foi só nesse ponto que falamos da nossa viagem para o nosso novo amigo do outro lado do balcão. Foi aí que ele disse: "já estou sabendo!" A história da nossa viagem chegou ao barman antes de nós! Tínhamos ficado amigos do maitre, que nos deu várias dicas do Hawaii e aparentemente, ele espalhou a história pelo restaurante. Não sei se foi a história da viagem ou não, mas finalmente, pedimos a conta do bar e ela somou 27 dólares! Inacreditável! Mais que uma experiência gastronômica e etílica, tivemos uma experiência de receptividade e acolhimento, em altíssimo estilo!

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Duke´s Chowder House - Lake Union - Chowders premiados
www.dukeschowderhouse.com

Foto retirada do site do Duke's Chowder House, em Seattle


O nosso segundo experimento culinário em Seattle aconteceu totalmente ao acaso. Queríamos ir em um lugar vivo, onde pudéssemos caminhar, ver pessoas e encontrar algum restaurantinho gostoso para jantar. Pedimos a indicação na recepção do nosso hotel e eles nos indicaram a região do Lake Union. Chegando lá não havia ninguém nas ruas ou às margens do lago. Restaurantes grandes e pomposos em frente à marina, sem alma, caros e sem graça. De qualquer forma já estávamos lá, andamos, andamos, fuçamos entre os corredores e eis que encontramos um lugar com cara de cantina, menor e super aconchegante: o Duke´s Chowder House, especializado em frutos do mar. Chowders são um prato típico da região da Nova Inglaterra, uma sopa grossa de vegetais ou maricos, a mais famosa é feita com ameijoas (clams em inglês, ou vongole em italiano).

Propaganda no Duke Restaurant, na orla do Lake Union, um dos lagos de Seattle, no estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos

Propaganda no Duke Restaurant, na orla do Lake Union, um dos lagos de Seattle, no estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos


Delicioso salmão ao molho de black berries e queijo de cabra, no Duke Restaurant, na orla do Lake Union, um dos lagos de Seattle, no estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos

Delicioso salmão ao molho de black berries e queijo de cabra, no Duke Restaurant, na orla do Lake Union, um dos lagos de Seattle, no estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos


Não somos muito fãs de moluscos e conchas, porém uma das especialidades da casa são os pratos de salmão! A cada três meses Duke (sim, o dono), vai para o Alasca e pesca todo o salmão que é servido no seu restaurante! Todos os seus ingredientes são frescos e naturais (até a carne é de fazendas “orgânicas”, 100% Grass Fed). Nós provamos o Blueberry & Goat Cheese Wild Alaskan Salmon (salmão com queijo de cabra, ao molho de blueberries), magnífico! Ao nosso lado vimos king crabs, ostras e os premiados chowders, sem dúvida um lugar especial na cena gastronômica de Seattle.

Pike Public Market, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Pike Public Market, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


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Mezcaleria Oaxaca - Queen Anne - Eleito o melhor restaurante mexicano de 2012 pelo Seattle Weekly´s - Best of Seattle Awards.
www.mezcaleriaoaxaca.com

Foto retirada do site da Mezcaleria Oaxaca, em Seattle

Foto retirada do site da Mezcaleria Oaxaca, em Seattle


A Mezcaleria Oaxaca está localizada no bairro de Queen Anne, uma comunidade conhecida por suas festas de rua, halloweens e bons restaurantes, no norte de Seattle. O restaurante é famoso por sua grande coleção de mezcales, bebida típica mexicana, e faz um estilo alternativo, com a cozinha aberta próxima ao bar e mesas compartilhadas. O nosso prato foi a Enchilada com Mole’ – tasajo (carne vermelha cortada bem fininha), tortillas ao mole’ oaxaqueño, cebola, queijo oaxaqueño e creme mexicano. Um sabor distinto delicioso! Um único detalhe meio chato, mas curioso, é que eles não aceitam receber novas pessoas em um grupo ou mesa já acomodado. Como o espaço é pequeno e eles estão super requisitados, são rígidos com o número de pessoas nas mesas, para fazer a lista de espera andar.

Foto retirada do site da Mezcaleria Oaxaca, em Seattle

Foto retirada do site da Mezcaleria Oaxaca, em Seattle


Chegamos até lá acompanhando os nossos novos amigos David e Corinne. Conhecemos David cruzando o Cascade National Park em uma cidadezinha minúscula onde paramos para abastecer. Ele é americano e morou no Brasil por alguns anos com sua esposa Corinne. Em 2003 eles decidiram voltar aos Estados Unidos, mas sem pressa. Vieram do Rio de Janeiro até Seattle em seu Land Cruiser brasileiro, em uma viagem que durou 2 anos e meio! Quando David viu o carro com placa de Curitiba estacionado no posto de gasolina, não acreditou! Se aproximou falando português e nos convidou para jantarmos em Seattle. Após um encontro no Golden Park, fomos à sua vizinhança, o simpático bairro de Queen Anne.

Nossos mais novos amigos em Seattle, o David, a Corine e a filha Thalia (no estado de Washington, nos Estados Unidos)

Nossos mais novos amigos em Seattle, o David, a Corine e a filha Thalia (no estado de Washington, nos Estados Unidos)


Talia, a filhinha de 4 anos, tinha uma festa de Halloween no centro comunitário. Corinne a acompanhou, enquanto nós e David fomos provar as iguarias de uma de nossas cidades mexicanas preferidas. Quando Corinne e Talia voltaram da festa, foi impossível conseguirmos sentar juntos na mesma mesa, o que acelerou a nossa saída do restaurante. O encontro com nossos novos amigos viajantes foi especialíssimo, é sempre bacana encontrar pessoas que já passaram por uma experiência como a que estamos vivendo. Mesmo cada viagem sendo única e diferente, só quem já passou alguns anos na estrada (literalmente!) entende o sentimentos, as dificuldades e as alegrias de uma viagem como esta. Cheers!

Nossos mais novos amigos em Seattle, o David, a Corine e a filha Thalia (no estado de Washington, nos Estados Unidos)

Nossos mais novos amigos em Seattle, o David, a Corine e a filha Thalia (no estado de Washington, nos Estados Unidos)


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SkyCity Restaurant - Space Needle - Um jantar nas a alturas!
www.spaceneedle.com/restaurant

Vista do restaurante giratório da Space Needle, em Seattle  Photography by Ben Weaver (flickr - httpwww.flickr.comphotosben_weaver5551261859 ) © All Rights Reserved

Vista do restaurante giratório da Space Needle, em Seattle Photography by Ben Weaver (flickr - httpwww.flickr.comphotosben_weaver5551261859 ) © All Rights Reserved


Uma das experiências mais cênicas de Seattle é a visita ao Space Needle, torre de observação a 184m de altura no meio de Seattle. Experiência ainda mais deslumbrante é poder se deliciar em pratos maravilhosos, beber um bom vinho enquanto observa a cidade no restaurante giratório da Space Needle. O menu tem pratos exclusivos e uma ótima seleção de vinhos para acompanhar. Nós provamos como aperitivo o Smoked Prociutto and Beecher´s Flagship e o prato principal foi o Pear and Brie Agnolotti (Holmquist Hazelnuts, fennel-kale salad, fig reduction, micro basil). Divino!

Reencontro com nossos amigos Kombianos em jantar no restaurante giratório da Space Needle, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Reencontro com nossos amigos Kombianos em jantar no restaurante giratório da Space Needle, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


A cada 45 minutos o restaurante dá uma volta completa. Super bem acompanhados dos nossos amigos Jorge e Melissa (do Kombianos.com), nós demos três voltas no restaurante sem nem sentir o tempo passar! Nós retornamos à Seattle para uma festa especial de Halloween com o DJ Paul van Dyk (assunto para outro post) e no retorno conseguimos encontrar os nossos amigos novamente! Eles já haviam se programado para o jantar no SkyCity e nos convidaram a unir-se a eles. Uma noite agradabilíssima e muito especial para a nossa despedida de Seattle.

Delicioso vinho do estado de Washington, nossa bebida durante o  jantar no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos

Delicioso vinho do estado de Washington, nossa bebida durante o jantar no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos


Não sei se vocês notaram, mas um detalhe curioso sobre o casal aqui fica bem claro neste post. Estivemos em quatro restaurantes diferentes e em todos eles, sem exceção, nós escolhemos os mesmos pratos! O “nós provamos” de cada descrição não era eufemismo ou vontade de encurtar a história. Sem conversarmos, (quase) sempre escolhemos o mesmo prato e as poucas vezes que eu resolvi mudar apenas para provar “algo diferente” eu me arrependi. Eu e o Rodrigo temos um gosto muito parecido para comida e acho que com a nossa convivência 24 horas durante estes 1000dias isto só está se agravando! Rs!

Acompanhado de um vinho, admirando as luzes de Seattle, no alto da Space Needle, no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos

Acompanhado de um vinho, admirando as luzes de Seattle, no alto da Space Needle, no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos


Tenho certeza que, por mais que tenhamos nos esforçado e feito este sacrifício de visitar alguns dos melhores restaurantes de Seattle, vários deles ainda ficaram fora da lista. Se você é fã da cozinha chinesa, confira este post do MauOscar.com, sobre o restaurante chinês de dumpling mais famoso do mundo e que também está aqui na cidade. E aí? Você também tem mais dicas gastronômicas aqui de Seattle? Deixe seu comentário e compartilhe conosco!

Estados Unidos, Washington State, Seattle, Culinária, Duke´s Chowder House, Gastronomia, Metropolitan Grill, Mezcaleria Oaxaca, Restaurantes, SkyCity Restaurant

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Kayryouacou

Granada, Carriacou

Mar totalmente caribenho em Paradise Beach, no sul de Carriacou, ilha ao norte de Granada

Mar totalmente caribenho em Paradise Beach, no sul de Carriacou, ilha ao norte de Granada


Hoje pela primeira vez cruzamos as fronteiras entre dois países da Commonwealth Britânica em uma voadeira! Foram pouco mais de 30 minutos com um motorzinho 60, quicando nas ondas e nos despedindo da festiva Union island em St. Vincent and The Granadines, para a ilha de Carriacou em Granada.

O Tiger nos leva em sua voadeira de Union Island (SVG) para Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe

O Tiger nos leva em sua voadeira de Union Island (SVG) para Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe


Viajando entre Union Island, em SVG e Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe

Viajando entre Union Island, em SVG e Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe


A pequena ilha de Carriacou tem seu nome derivado do “Kayryouacou”, que significa “terra cercada por recifes”,na língua dos seus primeiros habitantes, os Arawaks (1000 a.C) e seguidos pelos Caribes. Refúgio de piratas e até começo de colônia francesa. Hoje a tranquila ilha possui em torno de 6 mil habitantes descendentes de africanos e uns poucos escoceses que podem ser vistos pela ilha. A ilha é de origem vulcânica, com morros e florestas que abrigam algumas das praias mais virgens do país.

Casas na Main St. de Hillsborough, capital de Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe

Casas na Main St. de Hillsborough, capital de Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe


A cidade de Hillsborogh é o principal centro e mesmo nos dias mais agitados não perde seu passo sonolento entre as ruas do dock principal e o mercado central. Nos hospedamos na pousada Peace Haven em frente à praia do ferry dock, que não recebe cruzeiros e mantém suas águas verdes cristalinas e areias douradas, e ainda assim não está entre as preferidas dos locais, páreo duro!

Praia em frente ao nosso hotel em Hillsborough, capital de Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe

Praia em frente ao nosso hotel em Hillsborough, capital de Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe


Para os aventureiros e amantes da natureza, o High North National Park é uma das principais atrações da ilha, não apenas por suas trilhas, mas também pelas lindas praias mais inexploradas e de difícil acesso. A principal delas é a Anse La Roche, acessada por uma estrada e trilha que somam uns 6 km ida e volta.

Chegando à maravilhosa praia Anse La Roche, no norte de Carriacou, ilha ao norte de Granada

Chegando à maravilhosa praia Anse La Roche, no norte de Carriacou, ilha ao norte de Granada


A gostosa trilha de pouco mais de 2 km que leva de Bogles à Anse La Roche, em Carriacou, ilha ao norte de Granada

A gostosa trilha de pouco mais de 2 km que leva de Bogles à Anse La Roche, em Carriacou, ilha ao norte de Granada


A forma mais fácil de chegar até ela seria de barco, mas não a mais divertida. Pegamos um reggae bus no centro de Hillsborough e embalados pelo rei Bob Marley percorremos a ilha, parando em cada vila, no ritmo dos estudantes, rastas, trabalhadores e tiazinhas carolas até Bogles. A vila é a porta de entrada para o parque nacional e possui apenas um restaurante, fechado às quartas-feiras.

Andando de ônibus em Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe

Andando de ônibus em Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe


A famosa Round House, em Bogles, cidade em Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe

A famosa Round House, em Bogles, cidade em Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe


Sem café da manhã e almoço, só um abacaxi no estômago, conseguimos encontrar água e uma cerveja (pão líquido), para nos dar energia para o trekking. Caminhamos mais do que devíamos pela estrada de terra mal sinalizada. Já de retorno com a ajuda de um anjo caminhoneiro que surgiu em nosso caminho, finalmente encontramos a entrada da trilha! Descemos o morro entre a mata e um caminho um pouco erodido, um bom mirante nos ajuda a manter a animação! Finalmente vemos a ferradura no pé do morro.

Chegando à maravilhosa praia Anse La Roche, no norte de Carriacou, ilha ao norte de Granada

Chegando à maravilhosa praia Anse La Roche, no norte de Carriacou, ilha ao norte de Granada


Anse la Roche é uma praia super protegida, pois é local de desova de tartarugas. As espécies que frequentam a praia são a leatherback turtle (tartaruga de couro) e hawksbill turtle (tartaruga de pente), ambas em extinção pela utilização das suas carapaças e sua carne. Um painel explicativo dá informações sobre a importância das tartarugas no ecossistema marinho, mantendo o equilíbrio da cadeia alimentar, já que são as principais consumidoras de águas vivas e caravelas, que por sua vez devoram peixes ainda em estado larval. A tartaruga verde, por exemplo, se alimenta principalmente de gramíneas marinhas e mantém os corais limpos e saudáveis. Em resumo, sem tartarugas, sem peixes! As tartarugas não escolheram mal, a praia é mesmo um paraíso!

A praia de Anse La Roche, totalmente deserta! (em Carriacou, ilha ao norte de Granada)

A praia de Anse La Roche, totalmente deserta! (em Carriacou, ilha ao norte de Granada)


Fizemos um snorkel entre os pelicanos, no céu, e um gigantesco cardume de pequenos peixes no canto esquerdo da praia. Imagem linda e inesquecível!

Pelicanos observam nosso snorkel e aguardam, pacientemente, sua hora de atacar o cardume de peixes (em Anse La Roche, praia de Carriacou, ilha ao norte de Granada)

Pelicanos observam nosso snorkel e aguardam, pacientemente, sua hora de atacar o cardume de peixes (em Anse La Roche, praia de Carriacou, ilha ao norte de Granada)


Um gigantesco cardume de peixes minúsculos em Anse La Roche, praia no norte de Carriacou, ilha ao norte de Granada

Um gigantesco cardume de peixes minúsculos em Anse La Roche, praia no norte de Carriacou, ilha ao norte de Granada


Voltamos a tempo de ver o por do sol na nossa varanda, em devaneios aleatórios sobre o espaço, as estrelas e o universo interestelar. Azuis de fome, não tinha nada melhor que um bom jerk chicken no Loraine Hotel, frango com molho apimentado “jerk”, especialidade da culinária caribenha.

Deliciosa jerk chicken, nosso prato predileto por aqui (em Hillsborough, capital de Carriacou, em Granada)

Deliciosa jerk chicken, nosso prato predileto por aqui (em Hillsborough, capital de Carriacou, em Granada)


No dia seguinte o nosso ferry para a ilha de Granada partia às 15 horas, então ainda aproveitamos para pegar mais uma carona no busão do reggae e fomos direto para a Paradise Beach! O nome não nega e realmente o páreo é duro! Praia de areias brancas, mar azul e a mata verde dando aquele ar de paraíso selvagem. Logo ali, escondidos atrás das árvores você encontra também uma boa infraestrutura de bares e pousadas mimetizados às árvores na beira da praia.

Caminhando em Paradise Beach, no sul de Carriacou, ilha ao norte de Granada

Caminhando em Paradise Beach, no sul de Carriacou, ilha ao norte de Granada


A magnífica Paradise Beach, no sul de Carriacou, ilha ao norte de Granada

A magnífica Paradise Beach, no sul de Carriacou, ilha ao norte de Granada


Se você vai visitar Granada, Carriacou é passagem obrigatória para experimentar uma verdadeira ilha das Índias Ocidentais, sem cruzeiros, sem cadeias de grandes hotéis, sem a (má) influência turística que a maioria das ilhas já sofreu. Despedimos-nos de Carriacou em um almoço à beira mar, esperando o único ferry que liga a pequena ilha a Granada, nossa última parada nesta viagem ao Caribe.

O último banho de lama de Dominica, em Paradise Beach, no sul de Carriacou, ilha ao norte de Granada

O último banho de lama de Dominica, em Paradise Beach, no sul de Carriacou, ilha ao norte de Granada

Granada, Carriacou, Caribbean, ilha, trilha

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Suriname Airways

Suriname, Paramaribo

Longa espera no aeroporto de Paramaribo, no Suriname. Deu até para dormir ou trabalhar...

Longa espera no aeroporto de Paramaribo, no Suriname. Deu até para dormir ou trabalhar...


Eu sabia! Só isso é que posso dizer a vocês. Eu estava com o pressentimento que não deveríamos usar a Suriname Airways neste vôo para Trinidad. Nada contra o Suriname, mas durante a minha pesquisa de cias aéreas e preços para a viagem algo vinha me dizendo, (voz do locutor do comercial “coooompre batom”) “cooompre caribean, coooooompre caribean”, eram 20 dólares a mais apenas e no mesmo horário. Bem, por que gastar 20 x 2, 40 dólares a mais, não é mesmo? Então por não ouvir o meu sexto sentido, a minha intuição, o meu EU, “a nível de mim mesma”, ficamos 5 horas mofando no desconfortável aeroporto de Paramaribo, durante a madrugada de hoje. Isso sem contar o stress para obter informações da companhia aérea, que começou dizendo não ter nem previsão para o horário do vôo, já que a aeronave estava com problemas técnicos. Eram 3:30am, tínhamos dormido apenas 2 horas, passado 1 hora dentro de um microônibus do hotel até o aeroporto, que fica no meio do nada e sem infra-estrutura alguma e ainda tínhamos que esperar sabe Deus até quando para saber quando pegaríamos o vôo? Eu devia ter seguido a minha intuição.

Chegada ao aeroporto de Port of Spain, em Trinidad e Tobago

Chegada ao aeroporto de Port of Spain, em Trinidad e Tobago


Ok, passada a raiva e depois de saber que voaríamos as 10am (atrasou para as 11am), eu dormi toda torta no aeroporto, enquanto o Rodrigo trabalhava. Uma hora de vôo e uma a menos de fuso-horário depois chegamos na cidade de Porto of Spain, em Trinidad!

Decoração de carnaval no aeroporto de Port of Spain, em Trinidad e Tobago

Decoração de carnaval no aeroporto de Port of Spain, em Trinidad e Tobago


O aeroporto já fala muito sobre o país, uma das maiores e mais desenvolvidas ilhas do Caribe na costa da Venezuela. Lindo, limpo e bem organizado, além de ser muito confortável, possuía todos os serviços que precisávamos: além de uma alfândega rápida, tanto na checagem da bagagem, quanto na liberação dos vistos, tinha ATM e um Tourist Information Office para mapas e guias locais atualizados. Chegamos apenas 10 dias após o carnaval, então o hall do aeroporto estava todo ornamentado com os principais personagens do carnaval do país, um dos mais famosos do Caribe. Este aí é o Blue Devil, personagem carnavalesco criado pelos antigos escravos para demonstrar sua indignação e ira perante a sua condição.

Decoração de carnaval no aeroporto de Port of Spain, em Trinidad e Tobago

Decoração de carnaval no aeroporto de Port of Spain, em Trinidad e Tobago


Dirigimos-nos para o hotel em Maraval, nas vizinhanças de Port of Spain. Quando nossa sorte parecia estar mudando, uma tempestade se abateu sobre a cidade, mesmo no período seco do ano. Nós já estávamos podres e acabados pela noitada no aeroporto, então acabamos ficando por ali mesmo descansando. A noite jantamos em um restaurante e karaokê aqui perto, comida deliciosa e cantores profissionais! UFA, karaokê sempre dá medo, mas vocês sabem, a raça negra é muito privilegiada em vários aspectos e um deles é a voz. Bob Marley, Beyonce, Michel Jackson, James Brown, estavam todos lá hoje à noite, eles, seu microfone e seus cartuchos de karaokê. E ainda queriam que eu cantasse! Alguma chance desta branquela rouca ter coragem? hahaha!

Decoração de carnaval no aeroporto de Port of Spain, em Trinidad e Tobago

Decoração de carnaval no aeroporto de Port of Spain, em Trinidad e Tobago

Suriname, Paramaribo,

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Aventureiros se atraem – Parte 3

Brasil, Rio Grande Do Norte, Praia da Pipa

Com a Vanessa e o Ronaldo na Praia da Pipa - RN

Com a Vanessa e o Ronaldo na Praia da Pipa - RN


Dia de nos despedir da Pipa, não sei porque, mas esses dias são os mais difíceis de acordar! Logo que desci para o café da manhã tive uma ótima surpresa, Vanessa e Ronaldo, nossos leitores do blog e aventureiros de Natal estavam lá para nos conhecer! Vanessa havia me mandado um email ontem, contando que viu no site que já estávamos na Pipa e queria nos encontrar. Eles moram em Natal e ela nos descobriu em uma coluna da Revista Aventura & Ação e desde então começou a acompanhar os nossos 1000dias.

Com a Vanessa e o Ronaldo na Praia da Pipa - RN

Com a Vanessa e o Ronaldo na Praia da Pipa - RN


Além de queridíssimos, o casal é super viajado e já fez várias aventuras, como viajar para as praias do sul com os filhos dormindo na caçamba de uma caminhonete. Surfistas, possuem uma fábrica de pranchas e uma Surf Shop em Natal, deixando tudo pronto para colocar o pé na estrada! Quem sabe eles vão se unir a nós daqui uns dias, nós estaremos esperando! Foi ótimo conhecê-los, esperamos revê-los logo em Natal!

Despedida do Renato, da pousada Zia Tereza, na Praia da Pipa - RN

Despedida do Renato, da pousada Zia Tereza, na Praia da Pipa - RN


O dia amanheceu chuvoso e Renato, o dono da nossa pousada, já estava pedindo que eu fosse embora e levasse a chuva conosco, rsrs. Isso pro que ontem a noite quando esta chuva começou, nós dois partilhamos um momento especial, ficamos sentados na varanda, observando a chuva cair. O cheiro, o barulho, o brilho da água caindo, a chuva é um espetáculo belíssimo, principalmente quando é uma chuva de verão. "Ma adesso basta, la chuva può andare via già!", disse o Renato, italiano radicado no Brasil. Durante 33 anos Renato teve uma boate em Alba Adriática na Itália e há apenas 3 se mudou para o Brasil e aos poucos foi construindo o seu sonho, esta casa onde ficamos. Uma casa belíssima que se transformou em pousada, já que ele também é um viajante apaixonado, adora conhecer pessoas e, aos 60 anos, não consegue ficar parado nem um minuto. A toda hora ele estava arrumando alguma coisa na pousada, recebendo seus hóspedes ou contando histórias. Nos sentimos muito acolhidos na Zia Teresa, não só por coisas práticas como usar a lavanderia para lavar as nossas roupas, como e principalmente, pela hospitalidade de Renato.

Despedida do Renato, da pousada Zia Tereza, na Praia da Pipa - RN

Despedida do Renato, da pousada Zia Tereza, na Praia da Pipa - RN


Com esta história resgato um título de post que não deixou de acontecer durante esses meses de Brasil, mas confesso aqui ele encaixou novamente como uma luva! Aventureiros se atraem, independente da idade, fases que estão vivendo ou onde estão, o espírito de aventura vai nos unir. Bocca al Lupo a tutti gli avventurieri!

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A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

A transposição

Brasil, Alagoas, Piaçabuçu (Foz do São Francisco)

Margem do São Francisco pouco antes da sua foz, na divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe (município de Piaçabuçu - AL)

Margem do São Francisco pouco antes da sua foz, na divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe (município de Piaçabuçu - AL)


Tudo parece perfeito, porém não devemos acreditar em tudo que vemos. O guia turístico do barco vai nos passando informações durante o tour e conscientizando os turistas de que toda esta paisagem está em constante mutação. Os motivos são os mesmos já descritos acima, represas e desmatamento da mata ciliar que vão provocando o assoreamento do rio e provocando o aparecimento de novos bancos de areia, novas ilhas e aos poucos a diminuição do rio. Aqui este fenômeno é ainda mais intenso e facilmente percebido, pois quanto mais o rio perde sua força, mais espaço ele deixa para o avanço do mar.

Grupo se aperta na sombra de coqueiros para ouvir o guia, na Foz do Rio São Francisco, divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe (município de Piaçabuçu - AL)

Grupo se aperta na sombra de coqueiros para ouvir o guia, na Foz do Rio São Francisco, divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe (município de Piaçabuçu - AL)


Triste é ouvir que tudo isso pode realmente acabar. O guia faz uma parada estratégia no alto da duna, à sombra de um coqueiro para explicar a todos o que é o projeto de Transposição do Rio São Francisco. Uma obra idealizada para ajudar a população do sertão nordestino, porém que está localizada 80% dentro das terras de latifundiários. Canais de 300km de extensão, 25m de largura e 6m de profundidade serão construídos.

Sinal de celular na Foz do Rio São Francisco, divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe! (município de Piaçabuçu - AL)

Sinal de celular na Foz do Rio São Francisco, divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe! (município de Piaçabuçu - AL)


No entanto o projeto não irá atingir quem realmente precisa. Os principais estados beneficiados seriam Pernambuco e Ceará e os estados de Alagoas e Sergipe sairiam totalmente prejudicados, pois além de não estarem dentro do alcance dos canais, terão um grande volume de água do rio desviado. O rio de onde tiram o seu sustento irá diminuir e sucumbir às forças do mar, portanto tudo o que vemos aqui hoje pode, em alguns anos, estar embaixo d´água. A população ribeirinha não terá onde viver e ficará ao Deus dará.

Rio São Francisco em Piaçabuçu - AL

Rio São Francisco em Piaçabuçu - AL


É difícil saber exatamente quais serão as conseqüências e o impacto ambiental e social deste projeto. É difícil saber exatamente em quem acreditar. Recebemos informações de todos os lados, dos que acreditam na transposição aos que a abominam. Fato é que com um investimento muito menor poderiam ser cavados milhares de poços artesianos no sertão, região rica em lençóis freáticos, e sem dúvida o problema de fornecimento de água seria sanado. Afinal, em quem devemos acreditar? O encontro do bom senso e da responsabilidade ambiental e social em torno desta questão é primordial para que não tenhamos apenas a mudança de endereço da pobreza e miséria.

Carranca do barco que nos levou à Foz do Rio São Francisco, divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe (município de Piaçabuçu - AL)

Carranca do barco que nos levou à Foz do Rio São Francisco, divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe (município de Piaçabuçu - AL)

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Diz aí se você gostou, diz!

Vale dos Vinhedos

Brasil, Rio Grande Do Sul, Bento Gonçalves

Degustação de vinhos na Casa Valduga, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS

Degustação de vinhos na Casa Valduga, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS


A região dos campos de altitude e dos perais de serra nos mostraram até agora uma paisagem de rara beleza e muita aventura. Mas a Serra Gaúcha possui muito mais a oferecer, para todos os gostos e idades. Hoje fomos explorar a região do Vale dos Vinhedos, próximo da cidade de Bento Gonçalves.

A paisagem bucólica no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS

A paisagem bucólica no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS


A região possui um relevo montanhoso de altitude e oferece um dos melhores climas para a o plantio de uvas viníferas e a produção dos melhores vinhos nacionais. As vinícolas da região do Vale dos Vinhedos possuem o selo de D.O. - Denominação de Origem – o que garante a nós apreciadores, alguns pré-requisitos básicos no processo de produção e vinificação das uvas, que o conferem muito mais qualidade.

A paisagem bucólica no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS

A paisagem bucólica no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS


Um destes pré-requisitos, por exemplo, é a produção da uva em parreirais no médoto de espaldeira (verticais), em vez da produção em latada (horizontal). Nós logo notamos que os parreirais tinham uma disposição diferente dos que vimos lá no Vale do Rio São Francisco. O motivo é que na produção espaldeira a planta irá produzir um quantidade menor de cachos, porém com muito mais qualidade, transferindo todos os taninos, açúcares e substâncias necessárias para um bom vinho.

Cavas da Casa Valduga, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS

Cavas da Casa Valduga, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS


A arte de produzir vinhos finos chegou ao Brasil há pouco tempo. Antes disso os colonos italianos que imigraram para esta região já produziam artesanalmente e até industrialmente os vinhos de uva de mesa, advindos de uvas americanas. Os vinhos de mesa têm um perfil de paladar menos exigente, vinhos mais suaves e adocicados. A tecnologia agrícola e a nova moda do vinho varietal, lançada pelos nossos vizinhos chilenos e argentinos, fez com que o Vale dos Vinhedos começasse uma transformação nos seus processos produtivos e desse um salto de qualidade nos seus produtos. Não por acaso, Bento Gonçalves possui uma faculdade com o curso de enologia.

Visitando a Casa Valduga, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS

Visitando a Casa Valduga, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS


Após almoçarmos em uma das mais famosas galeterias do sul, para os que não conhecem galeto é uma versão gaúcha de churrasco de frango deliciosa, e selecionamos duas vinícolas para visitar na região. Optamos por uma vinícola de pequeno/médio porte, a Don Laurindo e uma vinícola de grande porte, a Casa Valduga, ambas reconhecidas pela qualidade de seus produtos.

Restaurante Di Paolo, em Bento Gonçalves - RS

Restaurante Di Paolo, em Bento Gonçalves - RS


A Don Laurindo está no mercado há aproximadamente 25 anos e eles se destacam por ser a primeira vinícola brasileira a trabalhar com a uva Tannat, comum no Uruguai. Recebemos uma ótima explanação sobre o processo de produção dos vinhos, desde os parreirais, passando pela fermentação e o envelhecimento em barris de carvalho. Daniel, o enólogo responsável, foi muito atencioso e respondeu prontamente às milhares de perguntas que disparamos contra ele.

Parte do precioso estoque da vinícola Don Laurindo, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS

Parte do precioso estoque da vinícola Don Laurindo, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS


A degustação partiu de vinhos mais leves para os mais estruturados, merlots, ancellotas, cabernet sauvignon, tannats e até uma boa grapa, que confesso ainda não ter paladar para apreciar propriamente. A degustação custaria 15 reais por pessoa, mas é impossível sair dali sem comprar nenhum produto, o que isenta o visitante da taxa de degustação.

Degustação de vinhos na vinícola Don Laurindo, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS

Degustação de vinhos na vinícola Don Laurindo, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS


Entre uma vinícola e outra, fizemos um belo passeio de carro pela Via dos Parreirais, explorando bem os cenários bucólicos da região. Nesta época de inverno as parreiras estão dormentes, sem folha alguma. É o período em que elas recuperam as forças para retornar fortes e saborosas para a próxima safra, que ocorre em janeiro. No mês de setembro elas começam a brotar e o ideal é que os cachos passem por um período de estiagem antes da colheita.

Barris de carvalho da vinícola Don Laurindo, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS

Barris de carvalho da vinícola Don Laurindo, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS


Nossa visita na Casa Valduga começou as 16h30, após um vídeo institucional que conta a epopéia da família que chegou ao Brasil nos idos de 1875, quando começou o plantio das suas primeiras parreiras na região. Anos depois, esta é uma das maiores vinícolas brasileiras, produzindo mais de 1 milhão de litros por ano. Aline, a enóloga responsável, fez um tour completo pelas cavas de vinho e espumante, produzidas pelo método tradicional, também conhecido como champenoise, o mesmo desenvolvido pela famosa Veuvet Clicquot.

De touca, durante tour pelas cavas da Casa Valduga, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS

De touca, durante tour pelas cavas da Casa Valduga, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS


Eles possuem um vasto portfólio de produtos, para todos os gostos e bolsos. Apenas para termos uma ideia, sua linha de vinhos finos começa custando 17,90 e possui produtos acima de 160 reais, como o especialíssimo Maria Valduga. O tour e a degustação têm um custo de 20 reais por pessoa (independente se comprar ou não), e ganhamos no final uma bela taça de vinho.

Degustação de vinhos na Casa Valduga, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS

Degustação de vinhos na Casa Valduga, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves - RS


Sou uma apaixonada por este tema, poderia passar a semana toda aqui, de vinícola em vinícola, conhecendo, degustando e quem sabe até fazendo algum curso rápido para aprender mais dos meandros da enologia. 1000dias pelos Vinhedos do Mundo, já pensaram?

Brasil, Rio Grande Do Sul, Bento Gonçalves, Caixas do Sul, Casa Valduga, Don Laurindo, Vale dos Vinhedos, Vinícolas

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Cave Dive in Florida!

Estados Unidos, Flórida, Peacock

Passagem por 'janela' em caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Passagem por "janela" em caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


Após as noções básicas dadas no post anterior, você pode me perguntar agora: então porque vocês se metem em uma coisa dessas? Somamos a paixão por explorar, à paixão por mergulhar e a curiosidade imensa pela espeleologia e o resultado já é quase convincente. Quando adicionamos ainda o fato de estarmos em um lugar completamente diferente de qualquer outro que você já imaginou e que poucos terão a oportunidade de conhecer, encontramos motivos suficientes para entrar de cabeça neste novo mundo submarino.

Felizes e prontos para nosso primeiro mergulho numa caverna de verdade, em Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos

Felizes e prontos para nosso primeiro mergulho numa caverna de verdade, em Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos


A Flórida é um dos principais pontos de mergulho em caverna do mundo. Suas terras são um verdadeiro queijo suíço, formados por calcário e dezenas, talvez centenas de nascentes de água. A temperatura média da água é de 20 a 22°C, as cavernas tem um grande potencial de suspensão e algumas podem ter um alto fluxo de água, leia-se correnteza.

Lagoa e entrada de caverna tomada por algas, em Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos

Lagoa e entrada de caverna tomada por algas, em Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos


Nossa aventura começa em um lugar chamado Luraville, próximo à cidade de Live Oak, no norte da Flórida. Chegamos ao Dive Outpost ontem à noite e fomos muito bem recepcionados por Tim.

Com o Tony, nosso guia nas cavernas alagadas em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Com o Tony, nosso guia nas cavernas alagadas em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


Além de providenciar os tanques de nitrox (mistura especial com 32% de oxigênio), Tim conseguiu agilizar uma peça fundamental: um instrutor para nos guiar nos nossos primeiros mergulhos em cavernas naturais. Até aqui só tivemos a oportunidade de mergulhar algumas vezes na Mina da Passagem em Mariana, Minas Gerais.

Nossa pousada em Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos

Nossa pousada em Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos


Tony chegou cedo e tivemos bastante tempo para conversar, nos conhecer, revisar equipamentos e configuração técnica de todo o nosso material. Depois de tudo pronto, seguimos para o Peacock Springs State Park, há apenas 8km dali.

Advertência na entrada do parque de Peacok, na Flórida, nos Estados Unidos

Advertência na entrada do parque de Peacok, na Flórida, nos Estados Unidos


Ansiosos e concentrados nos equipamos e caímos na água. Impossível esconder a tensão. Podemos até tentar esconder dos outros, mas não de nós mesmos. Após o treinamento e muito estudo, sabemos exatamente onde estamos nos metendo e agora é hora de colocar todo o conhecimento adquirido em prática!

Carregando equipamento de mergulho em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Carregando equipamento de mergulho em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


Peacock é um dos sistemas de caverna mais visitados do mundo e já foi inteiramente explorado. Veja o mapa.. No primeiro mergulho navegamos pelo Peanut Tunnel, que tem este nome por seu formato ser parecido com o de um amendoim. Lá dentro encontramos nos primeiros metros alguns peixes e até uma espécie de peixe cego, onde já não existe luz. Nenhuma vida, seguimos a Golden Line uns 400m adentro, chegando a 16m de profundidade. Foram 76 minutos de mergulho, passando pelas paisagens mais alienígenas que já imaginei.

Fim do primeiro mergulho em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Fim do primeiro mergulho em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


É impressionante, mesmo amando tudo em alguns momentos eu pensava, o que é mesmo que estou fazendo aqui? Pois quando realizamos que estamos a 400m da entrada de uma caverna, mergulhados em uma água gelada, dependendo 100% do equipamento e que acima de você existe mais água, muita rocha e provavelmente uma floresta, é simplesmente inacreditável.

Passagem por 'janela' em caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Passagem por "janela" em caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


O segundo mergulho do dia foi também na Peacock I, mas seguindo pelo Túnel Principal. Embora tenha este nome não quer dizer que apenas este tenha a Golden Line. Este é o túnel mais amplo e que provavelmente foi explorado primeiro, o Peanut que fizemos no primeiro mergulho, também é todo cabeado com a Golden Line.

Mergulhando na caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Mergulhando na caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


Com salões maiores, cânions submarinos e passagens belíssimas onde as bolhas d´água formam verdadeiros espelhos no teto, este túnel foi o nosso preferido. Tivemos uma experiência diferente neste segundo mergulho, por que já estávamos mais tranquilos, pois já tínhamos quebrado o gelo no primeiro mergulho. Depois por que ele é muito mais cênico, as paisagens são ainda mais lunares, se é que podemos sonhar em uma lua cheia de água.

Saindo da caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Saindo da caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


Dois pontos altos desde percurso são o encontro com o Pothole Sink, uma abertura no teto que deixa um fecho de luz entrar e refletir o azul da água mineral onde estamos imersos. Nadamos mais ou menos 250m e chegamos ao Olsen Sink, uma abertura natural onde emergimos, olhamos ao redor e estamos em meio a uma mata verde. A luz e as cores são tão lindas depois que cruzamos toda esta escuridão!

Com o guia Tony durante mergulho na caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Com o guia Tony durante mergulho na caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


Aqui estamos, sobrevivemos à nossa primeira experiência em cavernas naturais, ainda mais impressionados com o que vimos. Era tudo aquilo que imaginávamos e um pouco mais! Agora podemos nos considerar mergulhadores de caverna, iniciantes, tudo bem, mas temos que começar algum dia, afinal! Abaixo segue vídeo desta experiência para vocês também terem o gostinho de como é se aventurar nas cavernas submersas da Flórida.



Ah! Vale lembrar: uma das melhores partes do mergulho em caverna é que não precisamos subir em um barco e perder tempo com a navegação, ainda mais para quem sofre com enjoos e fica mareado, como eu! A segunda maior vantagem é que não precisamos lavar os equipamentos, eles já ficaram o tempo todo mergulhados em água mineral.

Parque de Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos

Parque de Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos

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Manágua

Nicarágua, Manágua

Silhueta gigante de Sandino, líder revolucionário do país (em Manágua, capital da Nicarágua)

Silhueta gigante de Sandino, líder revolucionário do país (em Manágua, capital da Nicarágua)


Manágua foi definida capital da Nicarágua em 1852 quando ainda era uma pequena vila. O motivo? Disputa de poder entre as famílias nobres e mais influentes das cidades de León e Granada. Cada uma delas se sentia mais digna de ser a capital da nova Nicarágua, assim, após os conflitos e uma guerra civil que se armou em meados de 1850, definiu-se que um território neutro seria a sede política do país, Manágua.

Estátua de revolucionário em Manágua, capital da Nicarágua

Estátua de revolucionário em Manágua, capital da Nicarágua


Capital marcada por grandes desastres, Manágua foi destruída por um grande incêndio em 1931 e outro 5 anos mais tarde, a cidade foi totalmente reconstruída. Novamente em 23 de Dezembro de 1972 um imenso terremoto matou mais de 6 mil pessoas e deixou 300.000 desabrigados.

A antiga Catedral de Manágua, semi-destruída pelo grande terremoto de 1972 em Manágua, capital da Nicarágua

A antiga Catedral de Manágua, semi-destruída pelo grande terremoto de 1972 em Manágua, capital da Nicarágua


Na nossa primeira uma visão geral a sensação é que Manágua é uma cidade um tanto quanto esquisita. A antiga catedral, os prédios históricos e inclusive as ruas do centro antigo permaneceram em pedaços até os dias de hoje. Ao redor do centro, casas populares construídas em um mesmo padrão arquitetônico e coloridas de rosa, azul e amarelo dão ao centro da capital uma aparência de periferia.

Fotos de duas reverenciadas personagens do país: o poeta Dario e o revolucionário Sandino (em Manágua, capital da Nicarágua)

Fotos de duas reverenciadas personagens do país: o poeta Dario e o revolucionário Sandino (em Manágua, capital da Nicarágua)


Pelo menos para nós, que estamos acostumados a ver esses conjuntos habitacionais nos arredores da cidade. A exposição sobre o Sandino na praça principal, os murais sandinistas e a estátua ao soldado relembram que a revolução que acabou em 1979, historicamente foi ontem.

Famosa frase de Sandino, em Manágua, capital da Nicarágua

Famosa frase de Sandino, em Manágua, capital da Nicarágua


Enquanto a história recente está pintada em muros vai sendo ditada pouco a pouco pelo novo presidente Daniel Ortega, que pinta de rosa, amarelo e azul um país majoritariamente rubro e negro, cores da bandeira da FSLN (Frente Sandinista para Libertação Nacional). Talvez para alegrar o povo tão marcado pela história, talvez para afastar de sua imagem um passado sangrento de luta contra a ditadura da Família Somoza.

Bandeiras do país e da FSLN tremulam em Manágua, capital da Nicarágua

Bandeiras do país e da FSLN tremulam em Manágua, capital da Nicarágua


Uma passagem rápida pela capital, sua nova catedral, que mais parece um bunker e um almoço às margens do Lago de Manágua, ou Xolotlán na língua indígena, onde foram encontrados uns dos vestígios mais antigos neste país. Pegadas petrificadas de mulheres e crianças em direção ao lago com 6.000 anos de idade.

A moderna Catedral de Manágua, capital da Nicarágua

A moderna Catedral de Manágua, capital da Nicarágua


Reza a lenda que o Lago de Manágua teria surgido das lágrimas da “La Llorona”. A chorona era uma índia super guapa que foi estuprada por um espanhol e engravidou. A violência, porém a teria enlouquecido e assim que deu a luz, ela afogou o seu filho no rio. Desde então, a índia passava todos os dias e noites chorando por seu filho às margens do rio, foram tantas as lágrimas despejadas aí nasceu o Lago de Manágua.

O grande lago de Manágua, capital da Nicarágua

O grande lago de Manágua, capital da Nicarágua


Hoje, às margens do lago poluído, existe um Malecón com opções de restaurantes e bares populares e o moderno Puerto Salvador Allende, com uma infra-estrutura muito mais agradável, restaurantes e inclusive tours de barco que levam os turistas à Ilha do Amor. Foi uma passagem rápida pela cidade mais violenta do país, que por este motivo foi contra-indicada por todos os nicaragüenses que encontramos no caminho, porém que nos deu uma boa visão sobre a história deste povo e deste país.

Homenagem à Salvador Allende em Manágua, capital da Nicarágua

Homenagem à Salvador Allende em Manágua, capital da Nicarágua

Nicarágua, Manágua, Lago Manágua, Lenda, Revolução Sandinista

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Miami at night!

Estados Unidos, Flórida, Miami

Muito trabalho, pouco stress! Adoro esta frase-título de um blog que acompanho de um amigo e antigo diretor. Este é o nosso ideal e é o que estamos buscando com esse projeto. Muitos acreditam que não vamos trabalhar, que é só uma bela viagem... Mas o que estes primeiros dias de viagem aqui em Miami estão nos mostrando é que sim, vamos trabalhar muito e espero termos retorno em médio prazo... Mas com certeza estamos bem menos estressados.

Hoje, domingão, todos vêm aos clubes de golf e tênis, além da praia que estava convidativa! O acesso à Key Biscayne é uma ponte com duas pistas, portanto com o agito do final de semana, unido ao spring break, a final do Open de Tênis e ao Seaquarium lotado, ficamos simplesmente presos aqui por umas 2 horas de trânsito para qualquer lugar. Nossa programação foi trabalhar durante o dia para aproveitar Miami at night! Esperamos o Roddick ganhar o jogo, receber a premiação e mais um pouco para depois sair de casa encontrar a Juliane e o David no Nikki Beach. Saímos de casa as 5.30pm e ainda assim pegamos 1h30 de engarrafamento, no mesmo percurso que levaria normalmente 20 minutos no máximo.

Nikki Beach Club! Lá vemos de tudo! É um club ao ar livre, na beira da praia. Uma delícia! DJ tocando aquele line up mais pop possível para agradar a gregos e troianos... Ou melhor, à brasucas, colombianos, hondurenhos e ao David, único inglês que deveria estar ali. Americano mesmo acho que não tinha um. Até a nossa garçonete era brasileira, super simpática, mas que acabou confessando... Também não agüenta mais tantos brasileiros juntos. ”Hoje está demais!” disse Andressa e emendou “Eu nunca diria que vocês são brasileiros!”, também pudera... O comportamento de alguns brasileiros fora do Brasil é no mínimo embaraçoso.

Dançamos muito, aproveitamos as últimas horas com a Ju e o David que amanhã cedo já vão voar de volta para Nova Iorque. Espero poder encontrá-los logo novamente, mas agora acho que será só quando chegarmos de carro novamente nos EUA, o que deve levar pelo menos 500 dias da nossa viagem. Mais tarde, resolvemos entrar no club e aproveitar a balada noturna no Nikki. Final de noite no Fridays comendo a famosa junk food americana.

Balada no Nikki - South Beach

Balada no Nikki - South Beach

Estados Unidos, Flórida, Miami,

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