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Blog da Ana - 1000 dias

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Caribe Roots

Saint Martin, Marigot, Grand Case, Oriental Beach

Morrito Royale, na praia de Grand Case, em Saint Martin, no Caribe

Morrito Royale, na praia de Grand Case, em Saint Martin, no Caribe


Quando contamos para qualquer pessoa sobre a nossa viagem, seja um hippie, seja um americano super saudável financeiramente tirando férias no Caribe, nós ouvimos a seguinte pergunta: “Vocês são ricos?” Nós adoraríamos (ser ricos), mas (infelizmente) não é o caso. Simplesmente temos outras prioridades. Alguns querem ter um bom apartamento todo equipado, dois bons carros, uma viagem de 30 dias por ano para algum lugar no mundo e o principal, segurança. Nós optamos por ter apenas a parte da viagem (estendida, ok!), o resto iremos nos preocupar depois.

Feliz da vida em Orient Beach, em Saint Martin, no Caribe

Feliz da vida em Orient Beach, em Saint Martin, no Caribe


O Caribe é um destino caro, sem dúvida, mas existem diferentes maneiras de se explorar um lugar como este. Os que chegam aqui com seus magníficos veleiros e iates não tem com o que se preocupar, dormem no barco, muitas vezes cozinham no barco e acabam gastando menos do que imaginamos. Os europeus e americanos que chegam nos vôos diários da Europa e Estados Unidos normalmente já estão com seus hotéis “all inclusive” pagos, carros alugados e o que menos se preocupam é com dinheiro. Sejam euros ou dólares, a cada praia que passam estão comendo do bom e do melhor e se esbaldando em suas champagnes.

Orient Beach, em Saint Martin, no Caribe

Orient Beach, em Saint Martin, no Caribe


Viajantes como nós são raros por aqui, mas os roots também têm espaço. Encontrar restaurantes mais baratos não é uma missão impossível. Movimentar-se pela ilha sem ter que alugar um carro, moto ou táxi, muito menos. Saint Martin possui um sistema de transporte parecido com o que encontramos em Tobago, vans que percorrem as principais rotas e funcionam como lotações. Elas podem ser paradas a qualquer momento, tanto para subir, quanto para descer e irão custar de 1 a 2 dólares dependendo da distância percorrida. Decidimos que não iríamos gastar com aluguel de carro enquanto pudéssemos usar o transporte coletivo. Assim ajudamos o meio ambiente, o nosso bolso e a nossa saúde. Andamos alguns quarteirões até o ponto de ônibus e subimos na nossa condução.

Totalmente Caribe! (praia de Grand Case, em Saint Martin)

Totalmente Caribe! (praia de Grand Case, em Saint Martin)


Grand Case foi a nossa primeira parada. Conhecida por ser a capital gastronômica do Caribe, esta praia oferece milhares de opções de restaurantes, bares e cafés à beira mar. Alguns hotéis e guest houses também estão disponíveis, uma boa opção para quem quer ter a praia à apenas 2 minutos do hotel. Águas calmas e transparentes, praia vazia, clima perfeito neste finalzinho da alta temporada.

Praia de Grand Case, em Saint Martin, no Caribe

Praia de Grand Case, em Saint Martin, no Caribe


Não foi a toa que escolhemos esta praia, hora do almoço, queríamos provar da sua afamada cozinha. Rodrigo foi logo nos nachos calientes, ousado para o calor que estava fazendo. Eu fui no básico, assortment de fromage com salada verde e para beber um suco de maçã. Depois do almoço não resisti ao drink especial da casa, Mojito Royale, que é preparado como o mojito, porém com champagne. Hummm! Très Bon!

Almoço em Grand Case, em Saint Martin, no Caribe

Almoço em Grand Case, em Saint Martin, no Caribe


Orient Beach é considerada uma das mais belas praias do lado francês, com suas areias brancas e águas azuis. Foi justamente isso que a tornou uma das praias mais badaladas de Saint Martin. Beach clubs, hotéis e grandes restaurantes à beira mar agitam a praia, oferecendo passeios aquáticos, para-sailing e toda a infra-estrutura necessária. Caminhamos apenas 5 minutos da rodovia até a praia. É uma vizinhança bacana, como um condomínio fechado, porém com acesso liberado a qualquer transeunte. Suas areias brancas e águas azuis realmente impressionam, mas a praia lotada infelizmente perde um pouco do seu encanto. Ah, um detalhe interessante, o top less ainda anda em alta dentre os franceses, é super comum por estas bandas.

Orient Beach movimentada, em Saint Martin, no Caribe

Orient Beach movimentada, em Saint Martin, no Caribe


O final do dia foi no mínimo refrescante, uma bela chuva nos pegou no caminho para o busão e como não existe ponto, ficamos encharcados até ele aparecer. 2 dólares depois estávamos em Marigot, caminhando (na chuva) novamente para a nossa pousada. Outra boa dica para quem não quer gastar em restaurantes caros todas as noites: no caminho pra o hotel paramos no mini-mercado para comprar nosso jantar, um sanduíche integral com queijo, suco e barra de cereal. Ideal para mantemos o corpo e o bolso saudáveis.

Esquema diretoria, na praia de Grand Case, em Saint Martin, no Caribe

Esquema diretoria, na praia de Grand Case, em Saint Martin, no Caribe

Saint Martin, Marigot, Grand Case, Oriental Beach, beach, capital gastronômica do Caribe, Caribbean, mar, Orient Beach, Praia, sea

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Kennedy Space Center

Estados Unidos, Flórida, Cape Canaveral

Representação do espaço sideral (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Representação do espaço sideral (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


O Kennedy Space Center é parada obrigatória para qualquer pessoa viajando pela Flórida. E como a Flórida é o principal destino dos brasileiros nos Estados Unidos, eu arrisco dizer que o KSC é o único “parques de diversões” obrigatório para qualquer brasileiro na região. Homens, crianças, mulheres e idosos, muambeiros ou apenas turistas de primeira viagem, não há quem não tenha curiosidade pelo universo que habitamos. Lá neste espaço infinito pode estar a resposta para perguntas existenciais até hoje sem resposta. Quem somos? Para onde vamos? De onde viemos? Uma viagem impressionante pela história da exploração do espaço nos apresenta fatos, fotos e experiências de tirar o fôlego.

Funil de escape do motor do ônibus espacial (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Funil de escape do motor do ônibus espacial (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


A nossa visita começou pelo KSC Tour que inclui um passeio pelas dependências do Kennedy Center, com uma vista externa do VAB (Vehicle Assembly Building), o imenso edifício onde os foguetes são construídos.

Gigantesco prédio de montagem de foguetes no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA. Apenas o quadrado azul da bandeira é do tamanho de uma quadra de basquete!

Gigantesco prédio de montagem de foguetes no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA. Apenas o quadrado azul da bandeira é do tamanho de uma quadra de basquete!


O primeiro local visitado é o LC-39 Observation Gantry, onde além de um pequeno museu, está também uma torre de observação das plataformas de lançamento de foguetes, nos quatro pontos cardeais ao redor do Cape Canaveral.
Lá também está exposta uma parte do motor do foguete que lançou o Space Shuttle. Parafernália curiosa que o Rodrigo teve a ousadia de comparar com o motor da Fiona. Já pensou se ela pudesse nos levar para o espaço?

Um dos motores do foguete do ônibus espacial, no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA. Parece o motor da Fiona!

Um dos motores do foguete do ônibus espacial, no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA. Parece o motor da Fiona!


A próxima parada é o Apollo/ Saturno V Center, onde logo entramos de cabeça na aventura assistindo ao lançamento da Apollo 8 de dentro da sala de comando. Escutamos o áudio original e a sala, mesmo que vazia, reproduz as luzes, controles e até o calor, a vibração e as chamas do foguete nas janelas! Uma experiência muito real!

Sala de controle das Missões Apolo, que levaram o homem à Lua (no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Sala de controle das Missões Apolo, que levaram o homem à Lua (no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


Revivemos ali a chegada do homem à lua, os momentos de tensão e frustração das missões que falharam e vidas que foram perdidas. Na sala principal vimos a imensa Saturno V em exposição, uma nave de 110m de comprimento pendurada, com as explicações detalhadas sobre suas partes, missões, história e tripulações. Foram 12 astronautas a pisar na lua em 6 missões de grande sucesso, apenas a Apolo 13 teve que abortar e ainda assim chegou com a tripulação sã e salva à Terra.

Representação da chegada do homem à Lua (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Representação da chegada do homem à Lua (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


O ponto alto da nossa visita foi o filme Hubble 3D no Imax, que não pudemos assistir em outros lugares. Foram 43 minutos de cenas reais sobre a operação completa de treinamento da equipe que aceitou a dificílima missão de salvar o Telescópio Hubble. O telescópio que descobriu supernovas e buracos negros em galáxias muito distantes estava condenado a cair na atmosfera terrestre.

Chegando ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

Chegando ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA


Além de resgatá-lo, a equipe precisou repará-lo e fazer um up grade tecnológico, inserindo novas lentes ainda mais poderosas. Qualquer falha significaria não apenas em um terrível prejuízo financeiro, mas no fim do nosso super olho lá fora, no espaço. A história e as cenas reais filmadas em 3D, somadas às imagens do novo Hubble foram um dos momentos mais emocionantes da viagem. O mais próximo que nós poderemos chegar do espaço, desvendando nebulosas em Andrômeda e um cânion com um berço de estrelas na Via Láctea.

Foguete Apolo em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

Foguete Apolo em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA


É quando nos damos conta da nossa pequeneza... Mesmo diante das maiores belezas do Planeta Terra, seus imensos rios e montanhas, mares e continentes, vemos que somos pó.

As várias roupas de astronautas, em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

As várias roupas de astronautas, em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA


Se alguém aqui ainda achar toda essa emoção e conhecimento não são suficientes e que precisa de mais emoção, como uma montanha russa de algum outro parque da Disney, digo que vá então ao Shuttle Launch Experience. Um brinquedo de realidade virtual onde sentimos na pele como é estar dentro de um foguete na hora do lançamento. O projeto teve o acompanhamento dos astronautas que já passaram pela experiência e que garantem: é a simulação mais real que podemos vivenciar. Guiados por um dos astronautas, recebemos todas as instruções até o momento do lançamento, quando o simulador nos coloca na posição de 90 graus de inclinação e dispara em direção ao espaço.

Imagem do lançamento de um foguete Apolo (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Imagem do lançamento de um foguete Apolo (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


E aí, será que consegui convencer? Mais importante que convencer, neste caso, é saber que essa possibilidade existe. Digo isso porque, mesmo sendo apaixonados pelo espaço e super antenados em tudo que gira em torno, não havíamos programado a visita ao Kennedy Space Center. Porém passando na frente não resistimos e mudamos toda a programação.

'Jardim dos foguetes', no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

"Jardim dos foguetes", no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA


O Site do KSC é completo e dá todas as informações sobre como chegar, quanto pagar e quais as programações especiais podem ser feitas, como um almoço com um astronauta e programas especiais de vivência para as crianças. Inclua um pouco de cultura, história e emoção sobre a vida real na sua viagem para o mundo da fantasia.

Visita ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

Visita ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

Estados Unidos, Flórida, Cape Canaveral, Cabo Canaveral, espaço, Kennedy Space Center, NASA , Space Coast

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Diz aí se você gostou, diz!

Visita à Fábrica da Boeing em Seattle

Estados Unidos, Washington State, Seattle

Visita à fábrica e museu da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Visita à fábrica e museu da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Seattle é a cidade-sede da maior companhia de aviação do planeta. No mundo ela é sinônimo de transporte aéreo, qualidade, agilidade e seus produtos são sinônimo de categoria. Para mim, porém, Boeing representa algo mais simples e direto, mas uma das melhores coisas da vida: viajar!

Bandeiras de todos os países que já compraram aviões da Boeing, expostas no salão de visitantes da empresa, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Bandeiras de todos os países que já compraram aviões da Boeing, expostas no salão de visitantes da empresa, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Não interessa se você está fazendo uma viagem a trabalho ou de férias, é o avião que poderá te levar e trazer em segurança (na grande maioria das vezes!) e unir você àquele destino mais sonhado, maluco e distante que você planejou. A aviação começou a fazer parte da minha vida através das viagens de trabalho dos meus pais, que vinham de seus congressos, encontros médicos e palestras com uma bandejinha fofíssima com todas as comidinhas em miniatura. Vocês lembram delas? Pois é, hoje são peça rara no mercado, mas naquela época eram customizadas em maletinhas e sempre tinham alguma novidade bacana. Fico só imaginando meus pais, com fome depois de um dia de trabalho e correria, deixando de comer aquela comidinha só para trazê-las intocadas para as filhas. Pior! Eles ainda tinham que negociar uma segunda ou terceira, para nenhuma filha ficar sem! Hahaha! Mas sem dúvida a nossa alegria em ver a maletinha da Vasp, Varig ou Transbrasil, mais do que pagava o esforço ou o mico deles, depois das longas viagens.

A Ana se fazendo de pilota de jatos, em visita à fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

A Ana se fazendo de pilota de jatos, em visita à fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


A minha primeira viagem de avião “de verdade” foi em 1995, quando fui para a Europa. Voar é sempre aquela magia, ver a terra do alto, voar sobre as nuvens e descobrir que mesmo em um dia chuvoso, o céu é azul! Mas é engraçado que mesmo estando contagiada por esta magia eu tinha total noção do privilégio que era poder entrar em um avião, não apenas pelo preço, mas por ter acesso a toda aquela tecnologia e a grande facilidade que ela proporcionava. Sou um pouco saudosa do tempo que não vivi, quando viajar para o outro lado do mundo significava tirar 2 ou 3 meses de férias, entrar em um navio por dias para atravessar o oceano e depois cruzar países e continentes inteiros em um trem, se quisesse desbravar aquelas terras do além mar.

Evolução dos voos e diminuição das escalas, no longo trajeto entre Londres e Sydney, em painel na fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Evolução dos voos e diminuição das escalas, no longo trajeto entre Londres e Sydney, em painel na fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


A visão de Santos Dummont e os Irmãos Wright foi uma faísca para um futuro onde as fronteiras não são mais barreiras geográficas, mas apenas demarcações políticas. E foi o sonho de visionários como William Boeing e Donald Will Douglas, dois gênios, concorrentes e empreendedores megalomaníacos, que tornou tangível o transporte aéreo comercial em grande escala, encurtando distâncias, aproximando culturas e tornando possível realizarmos as nossas tão sonhadas viagens pelo mundo.

A tradicional foto com o fundador da companhia, na fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

A tradicional foto com o fundador da companhia, na fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Hoje viemos então, prestar as nossas homenagens a estes gênios da aviação, que deixaram um legado impressionante, em carne e osso, ou melhor, em concreto e metal, entre aeronaves e um dos maiores centros de tecnologia do mundo, que pode ser visitado por qualquer um.

Pilotando o nosso Boeing, em visita à fábrica da companhia, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Pilotando o nosso Boeing, em visita à fábrica da companhia, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


A Boeing nasceu do sonho e determinação de William Boeing, que depois de se formar na Yale University, fez fortuna no novo mercado madeireiro na costa oeste e construiu o primeiro seu primeiro hidroavião em 1916. Durante a primeira Guerra Mundial o governo americano se convenceu que uma força aérea seria estrategicamente superior às frotas marítimas inimigas e fez o seu primeiro grande pedido na fábrica que estava apenas começando.

Diversos aviões novos, esperando pela pintura na fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Diversos aviões novos, esperando pela pintura na fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Hoje a gigante da aviação emprega mais de 80 mil funcionários, e fatura mais de 36,2 bilhões de dólares (dado de 2011). Através de quase um século, estes funcionários fabricaram aeronaves de passageiros, hidroaviões, helicópteros, aviões de guerra, lança mísseis, satélites e até espaçonaves!

A estrela atual da companhia, exposto na fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

A estrela atual da companhia, exposto na fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Aviões já prontos e pintados, aguardando a entrega, na fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Aviões já prontos e pintados, aguardando a entrega, na fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


O The Future of Flight Aviation Center & Boeing Tour está localizado a 25 milhas ao norte de Seattle. A fábrica é o maior edifício do mundo, com 13.385.378 metros cúbicos de área construída. Também pudera, ele abriga as linhas de montagem das aeronaves Boeing 747, 767, 777 e o novíssimo 787 Dreamliner. Vocês conseguem imaginar o tamanho desta fábrica? Para ter uma ideia, caberiam dentro dela 14 Empire States deitados! E cada uma das muitas portas tem o tamanho de um campo de futebol! A planta foi concebida em diferentes níveis para facilitar a montagem dos gigantes do ar, desde a fuselagem até a instalação das turbinas, última peça a ser colocada no produto, e pintura.

O gigantesco prédio da fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos. Cada porta é do tamanho de um campo de futebol!

O gigantesco prédio da fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos. Cada porta é do tamanho de um campo de futebol!


O tour dura uma hora e meia, é super organizado e pode reservado pela internet neste site. Ele se inicia com um vídeo sobre a companhia, segue de ônibus e a pé pelas dependências da fábrica. Eu fiquei impressionada com a infraestrutura montada para receber os visitantes, desde as plataformas especiais, telas com vídeos e informações no meio da planta fabril, microfone e autofalantes para que todos possam acompanhar as ótimas informações passadas pelo guia, até o pequeno museu montado na entrada da fábrica. O museu apresenta painéis com a história e a linha de produtos, peças dos aviões, exemplos de funcionamento de turbinas, a cabine do piloto e até um simulador de voo (por 8 dólares extras). A visita é uma viagem no tempo, ao início do século, quando construíram o primeiro avião, e a um futuro muito mais ágil e sustentável. Super indicamos a visita!

Hall de exposições na fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Hall de exposições na fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Em tempo: se você é especialmente interessado no assunto, indicamos também o Museum of Flight, ao sul de Seattle, com uma exposição mais extensa sobre o tema e até o Air Force One para ser visitado. Nós não tivemos tempo de visitá-lo e acabamos optando por conhecer a fábrica da Boeing em Everett. Mas se você tiver tempo não deixe de conferir, todos que foram adoraram! Vejas as dicas detalhadíssimas dos nossos amigos MauOscar neste link.

Painel mostrando a busca por novas tecnologias, na fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Painel mostrando a busca por novas tecnologias, na fábrica da Boeing, 30 km ao norte de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Washington State, Seattle, Aviação, Avião, Boeing Tour, Fábrica da Boeing

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Diamantes e JKs

Brasil, Minas Gerais, Diamantina

Bandeira em Inhaí - MG

Bandeira em Inhaí - MG


Cruzamos a imponente Serra do Espinhaço de Inhaí até Diamantina. Descobrimos um caminho alternativo que ao invés de voltar à Mendanha, seguia por dentro do Parque Estadual de Biribiri. Uma pequena vila que cresceu em torno de uma indústria têxtil, Biribiri possui dentre seus atrativos turísticos uma vila particular que foi toda restaurada, com direito à uma igrejinha, restaurantes e bares, além de diversas cachoeiras como a dos Cristais e a Sentinela.

Cachoeira dos Cristais, próxima à Diamantina - MG

Cachoeira dos Cristais, próxima à Diamantina - MG


Mais alguns quilômetros e finalmente chegamos à Diamantina, terra dos diamantes, das serenatas e de um dos homens mais importantes na história do Brasil, Juscelino Kubistchek.

A casa de JK, em Diamantina - MG

A casa de JK, em Diamantina - MG


JK nasceu em Diamantina em 1902, seu pai João Cesar, era da cidade vizinha de Mendanha. Seresteiro, inquieto e cidadão atuante na comunidade de diamante no início do século XX, faleceu pouco depois, quando JK possuía apenas 3 anos. Fato curioso foi que quando Juscelino nasceu, João Cesar correu à casa de seu tio e disse: “Acaba de nascer o futuro presidente do Brasil!” Isso que era um homem de visão!

O pequeno quarto de JK, em Diamantina - MG

O pequeno quarto de JK, em Diamantina - MG


Criado pela mãe e irmã Naná, Nonô, seu apelido de criança, teve uma educação muito disciplinada e desde cedo tomou muito gosto pelos estudos. Quando não estava na escola em que sua mãe trabalhava, estava em seu pequeno quarto estudando e lendo o que lhe viesse às mãos. Decidido a quebrar a sua sina de trabalhador comum e fazer história, Nonô se empenhou nos estudos para entrar na faculdade de medicina na capital, que depois o levou a Paris e Berlim. Inspirado por seu tio-avô, poeta e vice-presidente da província de MG, João Nepomuceno Kubistchek, alçou vôos maiores e iniciou sua carreira política. Daqui para frente quase todos sabemos bem de sua biografia política, até a sua estranha morte, pouco antes da abertura política após a ditadura militar.

Paço em Diamantina - MG

Paço em Diamantina - MG


Andar pelas ruas de Diamantina e conhecer a casa da Rua São Francisco, onde viveu JK é uma aula de história e cultura de arrepiar! Sentimos viva a sua memória e emocionamos ao ver saudosos anciãos relembrarem dos bons tempos em que JK governava o nosso país. Realmente nossos ícones políticos decaíram bastante, hoje temos que nos contentar com Lulas e Dilmas.

Final de tarde em Diamantina - MG

Final de tarde em Diamantina - MG


Casa da Glória, com o famoso passadiço, em Diamantina - MG

Casa da Glória, com o famoso passadiço, em Diamantina - MG


A Igreja do Rosário, o Caminho dos Escravos, a Praça JK, Catedral Municipal e a Casa da Glória. Um cenário que faz pensarmos que ainda estamos no século XVIII, a não ser pelos carros afoitos que sobem e descem estas ladeiras de pedra. A Vesperata, serenata que acontece nas sacadas das antigas mansões na Praça Correa Rabelo, reúne diversos músicos regionais em uma antiga tradição dos diamantes. São centenas de espectadores, pagantes ou apenas curiosos que rodeiam a praça para ouvir as canções de um tempo de diamantes e JKs, que não mais voltarão.

Boteco em Diamantina - MG

Boteco em Diamantina - MG

Brasil, Minas Gerais, Diamantina, Cachoeiras

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Halloween à baiana

Brasil, Bahia, Itacaré

Com a Denise e a Bianca na Festa à Fantasia de Itacaré - BA

Com a Denise e a Bianca na Festa à Fantasia de Itacaré - BA


A festa à fantasia no dia primeiro de novembro já está virando tradição em Itacaré. É a festa de halloween à moda baiana, já que chega um pouquinho atrasada do real dia das bruxas americano. Como é um aniversário e este ano comemorou os 50 anos de uma personagem conhecida da cidade, a entrada era com convite e fantasia obrigatória. Quem não tivesse convite, mas estivesse fantasiado pagava 10 reais e sem fantasia 20 reais para entrar. Nós ganhamos os convites da Rebeca e usamos uma das principais qualidades do brasileiro, a criatividade!

Com a Denise e a Bianca na Festa à Fantasia de Itacaré - BA

Com a Denise e a Bianca na Festa à Fantasia de Itacaré - BA


Eu fui de índia, meio apache meio pataxó, juntei os meus colares pataxós com uma folha de comigo-ninguém-pode e um pouco de rímel e fiquei a própria! Já o Rodrigo, com seu corpo mais esbelto, vestiu a roupa de mergulho e carregou sua máscara e snorkell e foi de mergulhador. Chegamos um pouco tarde, mas a festa estava ótima! A Rebeca não pôde ir, mas encontramos a Bianca e a Denise, além do pessoal do rafting que estava arrasando de “mocréias”. Fantasias para todos os gostos, desde as mais tradicionais, diabinha, anjinha, coelhinha da playboy até o trio pia, privada e chuveiro, Osama Bin Laden e um casal de mendigos pedintes. O melhor é o cenário, o Cabana Corais, à beira da Praia das Conchas com a lua nascendo e o reggae tocando. Muuuuuito bom! A temporada de festas de Itacaré foi encerrada com a melhor delas e à moda baiana!

Brasil, Bahia, Itacaré, festa à fantasia, hallowen

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Sempre Vivas

Brasil, Minas Gerais, Inhaí (P.N. Sempre-Vivas)

As flores Sempre-Vivas, no Parque Nacional das Sempre-Vivas, em MG

As flores Sempre-Vivas, no Parque Nacional das Sempre-Vivas, em MG


Ahhh! Agora que comecei a escrever o post foi que me dei conta. É claro que numa sexta-feira, 13 de agosto, íamos ter que passar por algum perrengue! Hoje fomos caminhar pela área do Parque Nacional Sempre Vivas. Como comentei o parque ainda não está formado, estruturado, portanto andamos o tempo todo dentre fazendas e trilhas pouco utilizadas.

Caminhando com o Tinho, nosso guia no Parque Nacional das Sempre-Vivas, em MG

Caminhando com o Tinho, nosso guia no Parque Nacional das Sempre-Vivas, em MG


Ontem andando pela cidade, assuntamos sobre as cachoeiras e todos falaram que lá encontraríamos muitos desses pequenos aracnídeos indesejados, mas eu ouvia “carrapato” e pensava em “carrapicho” aquela bolinha de espinhos, e o Ro pensava certo mas achando que seriam poucos, totalmente contornável. NÃO! Cruzamos o primeiro pasto e logo tivemos a bela surpresa, uma infestação de carrapatos. Foram uns 200 subindo pelas nossas calças! Tiramos o máximo que pudemos com galhos e folhas, matamos na unha uma quantidade absurda. Cada cachoeira eram uns 10 novos que encontrávamos nas roupas ou subindo pelos braços, pernas e barriga. Malditos blood-suckers! Estão todos mortinhos da silva. A maioria deles fica nesse primeiro pasto mesmo, depois a coisa melhora bastante, mas até você conseguir se livrar deles, já está passando pelo mesmo pasto para ir embora.

Cachoeira do Brocotó, no Parque Nacional das Sempre-Vivas, em MG

Cachoeira do Brocotó, no Parque Nacional das Sempre-Vivas, em MG


Bem, o que não tem remédio... então resolvemos relaxar e fomos conhecer as belezas do parque. Conhecemos a cachoeira do Borocotó, Gavião e depois a cachoeira do Vitorino, a mais distante e sem dúvida a mais linda delas.

Cachoeira do Vitorino, no Parque Nacional das Sempre-Vivas, em MG

Cachoeira do Vitorino, no Parque Nacional das Sempre-Vivas, em MG


O parque possui uma área baixa, onde encontramos as cachoeiras e a parte alta, onde ficam as nascentes e os Campos de São Domingos, onde estão as responsáveis pelo nome do parque, as sempre vivas. As flores possuem este nome, pois depois que florescem, em maio, se são colhidas na época certa elas secam e ficam exatamente com a mesma carinha de quando floresceram, parecendo que estão sempre vivas.

As flores Sempre-Vivas, no Parque Nacional das Sempre-Vivas, em MG

As flores Sempre-Vivas, no Parque Nacional das Sempre-Vivas, em MG


Para chegar aos campos são pelo menos 4 horas de caminhada, não viemos programados para acampar lá, mas já ficamos com mais um programa na agenda Pós-1000dias: a travessia do Parque Sempre Vivas de Inhaí até Curumataí, 56km entre morros, rios, campos, sempre vivas e carrapatos.

Brasil, Minas Gerais, Inhaí (P.N. Sempre-Vivas), Carrapatos, parque nacional, Perrengue, Sempre Vivas, trilha

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Diving in Providencia!

Colômbia, Providencia

Muitos tubarões durante mergulho em Felipe's Point, em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Muitos tubarões durante mergulho em Felipe's Point, em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Providencia está localizada à beira de um abismo submarino, situação ideal para encontrar uma grande biodiversidade marinha. Encontros com tubarões e peixes de grande porte são certos e fazem desta pequena ilha um dos paraísos dos mergulhadores aqui na Colômbia.

Encontro com tubarões durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Encontro com tubarões durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Com a ajuda de Betito eu agendei um mergulho com o pessoal da Felipe Diving, baseados na Fresh Water Bay. Com um pouco de dor de ouvido o Rodrigo preferiu não arriscar e trocou os mares pelas montanhas, visitando o ponto mais alto da ilha, “O Pico”. Enquanto ele conferia a natureza exuberante, lagartixas azuis e os morros escarpados de Providência, eu desci às águas profundas no ponto conhecido como Felipe´s Point com a promessa de encontrar alguns tubarões.

Muitos tubarões durante mergulho em Felipe's Point, em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Muitos tubarões durante mergulho em Felipe's Point, em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Um tubarão se aproxima durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Um tubarão se aproxima durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Gata escaldada, nunca alimento esperanças concretas de encontrar esses animais, afinal eles exercem o seu direito de ir e vir nesse imenso mar azul. Mas aqui foi diferente, eles moram nos arredores deste arrecife à beira de um paredão de 500m de profundidade e não tem medo dos mergulhadores que volta e meia vêm os visitar. Black tip sharks e Gray Reef Sharks são os mais comuns nessas águas, eles variam de 1,5m a 3m e são super curiosos, indo e vindo ao redor dos mergulhadores.

Muitos tubarões durante mergulho em Felipe's Point, em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Muitos tubarões durante mergulho em Felipe's Point, em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Chegamos a quase 40m de profundidade e ficamos cercados por mais de 10 tubarões, lindos, majestosos e imponentes. Aos poucos percebo que eles estão ficando mais agitados e demorei a entender o motivo. Felipe e seu irmão, que nos guiavam no mergulho, estavam caçando lion fishes (peixes-leão), que são uma praga invasora aqui no Caribe.

Mergulhando junto com tubarões em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Mergulhando junto com tubarões em Providencia, ilha colombiana no Caribe


A memória dos tubarões nem depende do seu aguçado olfato, pois já registrou que esses mergulhadores são fonte de alimento, e sabem disso antes mesmo de eles começarem a caçar. Em poucos minutos o show começa e Felipe, sem roupas especiais de proteção e sem medo algum, começa a provocar os tubarões com um lion fish em seu arpão. Os tubarões ficam bem atiçados e chegam cada vez mais próximos do grupo, que extasiado assistia à cena, impressionados com o que estávamos presenciando.

Alimentando tubarões com lion fish durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Alimentando tubarões com lion fish durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Alimentando tubarões com lion fish durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Alimentando tubarões com lion fish durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Um dos mergulhadores usava um bastão com uma Go Pro acoplada na ponta, semelhante ao arpão que alimentava os tubarões. Um deles se confundiu e quase levou a Go Pro pensando que era um peixe. Todos os mergulhadores do grupo eram muito experientes, o que garantiu a segurança de todos, mas essa prática é muito delicada e muda o hábito alimentar do animal, que passa a ver nós, humanos/mergulhadores como fonte de alimento. Por isso eu sou contra o shark feeding, embora, de um jeito meio torto, ele cumpra o seu papel de educar e mostrar ao ser humano que os tubarões são animais que merecem ser respeitados e preservados. É importante saber que um mergulho com shark feeding deve ser feito com muita cautela, cumprindo normas de segurança e principalmente com o conhecimento prévio de todos os envolvidos e um briefing detalhado para garantir a segurança.

Fotografando tubarões durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Fotografando tubarões durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe


No nosso segundo mergulho também encontramos tubarões, arraias, barracudas, muitos lion fishes, lagostas e um cenário espetacular com cavernas e cânions, entre o azul e uma colorida barreira de corais.

Encontro com barracuda durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Encontro com barracuda durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Tive uma sorte imensa de cair em um grupo especial de mergulhadores convidados pelo Ministério do Turismo Colombiano para divulgar o turismo de mergulho no país. A viagem de familiarização trouxe representantes de operadoras de turismo brasileiras, francesas, americanas e espanholas especializadas em mergulho, para conhecer alguns dos melhores pontos dos mares da Colômbia em San Andres e Providencia, Cartagena, Islas Rosário e Santa Marta. O pessoal da FAM Trip me acolheu e garantiu que nós tivéssemos também a melhor experiência nas ilhas, provando o melhor da culinária e dos mares do Caribe. Após o mergulho fomos até a praia de Suroeste e almoçamos no Divino Niño, restaurante de frutos do mar preparados na brasa à beira da praia. Esta dica valiosa da nossa amiga Fabiola Sad já estava no nosso roteiro e ficou ainda melhor na companhia dessa galera animada!

Celebrando o incrível mergulho com tubarões em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Celebrando o incrível mergulho com tubarões em Providencia, ilha colombiana no Caribe


À tarde o grupo todo saiu mergulhar enquanto eu aproveitei para fazer um rápido tour de volta à ilha na garupa do Betito. Segundo eles o mergulho foi lindo, viram mais tubarões, tartarugas e ainda tiveram a sorte de cruzar com um cardume de golfinhos! Mergulho excepcionais que sem dúvida estão entre os melhores do Caribe!

Um Cristo submarino em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Um Cristo submarino em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Colômbia, Providencia, dive, Felipe Diving, Mergulho, San Andres y Providencia

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Contos Cubanos

Cuba, Havana

Nossa guia na Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba

Nossa guia na Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba


Dona Margarita completará esta semana 84 anos, portanto viveu a Cuba de antes e depois da revolução e tem uma memória muito vívida do que passou. Casou-se em plena revolução, no ano de 1959, e passou a fazer parte de uma família de adeptos do novo regime.

Propagandas do socialismo, muito comum nas ruas de Havana - Cuba

Propagandas do socialismo, muito comum nas ruas de Havana - Cuba


Na mesma época sua irmã, casada com o dono de uma grande revista, foi-se de Cuba para o México e depois Estados Unidos. Meses depois, sabendo que sua revista seria tomada pelo estado, seu marido mandou pagar 3 meses de salário a todos os funcionários e fechou a empresa, recomeçando nova vida fora do país. Tempos difíceis em que uma das primeiras medidas do novo governo foi estatizar tudo o que existia na ilha. Aos que se foram não foi dado direito de retirar nada, nem um pertence, nem mesmo um quadro da parede, muito menos o dinheiro que possuíam no banco. Saíram de casa e do país com a roupa do corpo. Suas casas foram tomadas pelo estado e redistribuídas para a população. Grandes casas passaram a ser compartilhadas por duas, três ou mais famílias. O proprietário de um edifício ficou apenas com um apartamento e os outros foram distribuídos.

Moradias no centro de Havana - Cuba

Moradias no centro de Havana - Cuba


Dona Margarita possuía um salão de beleza, ganhou vários prêmios internacionais, tinha muito talento. Mesmo com bons contatos dentro do novo governo, seu salão foi tomado e um cargo de fiscal dos salões lhe foi oferecido. Sua família era muito saudável financeiramente e junto ao seu esposo decidiu não aceitá-lo, não seria preciso. Seu sogro foi médico e um dos conselheiros de Fidel, trabalhando como chefe de medicina em um dos órgãos do governo. Ajudou muita gente, não apenas nos tratamentos médicos, mas também aos que tinham interesse de sair do país, já que acreditava na liberdade acima de tudo. Estiveram aqui nesta casa os cabeças da revolução, como Ernesto Che Guevara e Fidel Castro, sentados nas mesmas cadeiras e na mesma mesa que hoje nos sentamos para o café da manhã. “Fidel é um homem muito amável, bem apessoado e muito inteligente.”, nos conta ela. Pergunto sobre Che, se era mesmo “guapo” como dizem, ela ri e concorda.

Despedindo-se da simpática e octagenária Margarita, dona da casa onde ficamos em Havana - Cuba

Despedindo-se da simpática e octagenária Margarita, dona da casa onde ficamos em Havana - Cuba


Enquanto conversamos com ela, Margarita, sua ajudante homônima, aproveita um momento em que ela está longe e nos conta que a revolução foi ótima para os pobres. “Eu sou pobre, meu pai era entregador de jornal, e hoje eu tenho uma filha formada em enfermagem e outra filha na universidade. Eu nunca poderia pagar o estudo delas se não fosse por Fidel.”, nos conta Margarita. Ao final fica claro que ambas defendem a revolução, ainda que com memórias, passados e futuros completamente diferentes.

Os simpáticos e divertidos cubanos da capital  Havana

Os simpáticos e divertidos cubanos da capital Havana


As casas particulares foram uma das poucas coisas não desapropriadas, a não serem mansões desproporcionais às necessidades da família ou propriedades daqueles que deixaram o país. Algumas coisas são um pouco cinzentas, até dentro de uma revolução tão radical, privilégios foram dados e são dados àqueles mais próximos do partido. Ninguém consegue ser 100% imparcial, nem mesmo Fidel.

Propagandas do socialismo, muito comum nas ruas de Havana - Cuba

Propagandas do socialismo, muito comum nas ruas de Havana - Cuba


Não é por acaso que quando perguntamos para as pessoas quem é o herói preferido da revolução, muitas nos dizem “Che Guevara, ele sim era o verdadeiro comunista.” Durante sua luta com a coluna revolucionária Che dava exemplos que faziam dele o mais amado e mais temido líder. Uma história contada por seu Rubens, na Playa Girón conta que ele chegava e pedia abrigo e comida para agricultores que recebiam a ele e sua tropa e lhe ofereciam tratamento especial, como um frango na comida e uma cama com colchão. Che perguntava: “Há frango para todos? Há colchão para todos os meus homens? Não. Então eu comerei o mesmo que eles e dormirei em redes ou no chão como todos eles.” Ao mesmo tempo Che era impiedoso e não titubeava em metralhar aqueles que cometiam injustiças e traições. Certa vez Che cruzou um grupo de campesinos da luta clandestina que em nome da revolução estavam roubando comida e bens dos pequenos agricultores e das famílias no seu caminho. Não teve dúvida, matou a todos, sem titubear.

A figura de Che, sempre presente! (em Cienfuegos, em Cuba)

A figura de Che, sempre presente! (em Cienfuegos, em Cuba)


É curioso pensar que dois dos grandes líderes da revolução, Che e Camilo Cienfuegos tenham morrido em situações suspeitas. Che, pego pelo serviço secreto americano na Bolívia, há quem diga que teria sido delatado por seus companheiros comunistas. Camilo em um acidente aéreo em Cuba, voltando de um compromisso como Ministro das Forças Militares. O avião caiu em uma área rasa e de mar azul, transparente, porém ainda assim, o avião nunca foi encontrado. Dizem que Camilo e Raúl disputavam a mesma mulher... Mulheres sempre as culpadas.

Arte com a figura de Che Guevara em galeria de Trinidad, em Cuba

Arte com a figura de Che Guevara em galeria de Trinidad, em Cuba


Fato é que simpatizantes da revolução ou não, todos concordam que Fidel é um homem especial, muito inteligente e que se não fosse a sua liderança, a força revolucionária nunca teria vencido. Correm pelas ruas de Havana e por todos os cantos de Cuba algumas lendas sobre o seu líder (ou ditador?). Dizem que Fidel já possui 2 clones, um mais jovem que não teria dado muito certo, e outro mais velho. Cada um deles é utilizado na televisão, mostrando suas fraquezas ou suas forças, para manipular a opinião pública nacional e internacional. Fidel mesmo, o original, deve viver por muito tempo. Por fora parece velho, mas por dentro está completamente jovem, pois já renovou todas as suas células com tratamento de células tronco e suas veias são tubos plásticos! “Não, não, não! Não são as veias!” Alguém corrige, é o seu intestino! Ele nunca teve câncer, só uma infecção terrível no intestino que já foi substituído por tubos plásticos.

Famosa foto de Fidel, em exposição na Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba

Famosa foto de Fidel, em exposição na Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba


Sabe Deus! “Nada neste país irá mudar enquanto Los Hermanos Castro estiverem no poder.” Tampouco querem que mude, havendo fortalecimento econômico, mais dinheiro, alimento, e liberdade, o regime poderia ser mantido. “Cuba é o melhor lugar do mundo, mesmo se abrissem, eu não trocaria o meu país por nada.”

Cuba, Havana, cultura, La Havana, Pessoas, Revolução Cubana

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Despedida em alto estilo

Turks e Caicos, Providenciale - Provo

Vista do nosso quarto em Provo - Turks e Caicos

Vista do nosso quarto em Provo - Turks e Caicos


Hoje nos despedimos de Turks and Caicos Islands, e como não poderia deixar de ser, em alto estilo. TCI tem a terceira maior barreira de corais do mundo, ficando atrás apenas da Austrália e Belize. Com tamanha parede, aqui são especializados em Wall Dive, com diversas formações, espécies, tipos de corais e esponjas. Hoje fomos mergulhar em dois dos melhores pontos de mergulho de Provo: “O Anfiteatro” e “A Chaminé”. Nos dois pontos tínhamos grandes chances de ver tubarões, raias e tartarugas, mas a principal atração são as formações de coral e o cenário especial que elas acabam criando.

O Anfiteatro é perfeito, como os romanos e gregos, palco e tudo. Todo revestido de corais negros, um tipo raro de coral, é um mergulho super psicodélico, repleto de cores e formas de outro mundo. A Chaminé é divertida, uma abertura nos corais que desce dos 15 aos 30 metros e se abre para aquela imensidão azul. A visibilidade foi a melhor destes 15 mergulhos que já realizamos até agora e o guia ninguém menos do que Dave, fotógrafo submarino e dono da Provo Turtle Divers. Como o barco estava praticamente vazio o serviço foi vip e ainda pudemos presenciar uma prática totalmente incomum: a caça de Lion fishes! Como eu já contei aqui em posts anteriores, esta é uma espécie invasora nos mares do Caribe e está quebrando todo o equilíbrio do ecossistema da região. Por isso a caça desta espécie é liberada e incentivada, mesmo com scuba, já que este peixe não possui predadores naturais aqui, vive entre 12 e 30 metros de profundidade, na maioria das vezes escondido nos corais. Então, além de admirar a beleza dos corais e procurar diferentes espécies de peixe, torcendo para um tubarão aparecer, também ajudamos a apontar os pobres Lion fishes.

Lion Fish - Foto tirada por David Volkert

Lion Fish - Foto tirada por David Volkert


A caça é relativamente simples, com um tridente longo o Dave se aproximava do Lion fish e já o acertava. Ele é um peixe meio paradão, fácil de ser caçado. Por ser um peixe com espinhos venenosos, nenhum outro peixe se aproxima e por isso não desenvolveu o instinto de fuga. O maior exemplo disso foi quando vimos dois deles nadando juntos, Dave matou o primeiro e o segundo ficou ao lado olhando e esperando para ser morto! Impressionante! Melhor ainda foi quando uma garoupa grandona ficou ao lado do Dave só esperando ele terminar o trabalho de cortar os espinhos e a cabeça do Lion e assim que ele o soltou do arpão, NHAC! A garoupa papou ele ali mesmo, era tão grande que mal cabia na sua boca! Para terminar o segundo mergulho, de lambuja ainda vimos duas tartarugas lindas e sempre com aquele ar sábio.

Garoupa Tigre - Foto tirada por David Volkert

Garoupa Tigre - Foto tirada por David Volkert


Tartaruga - Foto tirada por David Volkert

Tartaruga - Foto tirada por David Volkert


O restante do dia foi focado em organizar as coisas para a viagem amanhã cedo e trabalhar para colocar o site em dia. Temos muito trabalho pela frente e amanhã, um novo país para apresentar a vocês. E que venha Porto Rico!

Turks e Caicos, Providenciale - Provo, Mergulho

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Atacama!

Argentina, Susques, Chile, San Pedro de Atacama

Lindas lagoas na puna chilena, a caminho de San Pedro de Atacama

Lindas lagoas na puna chilena, a caminho de San Pedro de Atacama


Acordamos e o sol ainda estava nascendo. Tínhamos que pegar a estrada cedo, pois tínhamos mais quase 2 horas até a fronteira. Tomamos um café da manhã, juntamos nossa mudança e pegamos estrada. Uma coisa impressionante é que estamos na Cordilheira dos Andes e as estradas são majoritariamente retas! São retas intermináveis e que sobem lentamente e quando vemos já estamos a quase 5000m.

A linda paisagem do Paso de Jama, ntre Argentina e Chile

A linda paisagem do Paso de Jama, ntre Argentina e Chile


Dirigindo entre altos e baixos passamos por mais um salar, mais uma prova de que toda esta região um dia foi mar e hoje se tornou um imenso lago de sal. Infelizmente não pudemos aproveitar muito neste trecho, a prioridade hoje é cruzar a fronteira e chegar finalmente à São Pedro do Atacama.

Mais um salar no caminho para o Paso de Jama, fronteira da Argentina com o Chile

Mais um salar no caminho para o Paso de Jama, fronteira da Argentina com o Chile


A temperatura estava variando entre -8°C em Susques (coitada da Fiona, quase congelou) e chegou a ficar em -4°C na estrada. Chegamos à fronteira entre a Argentina e o Chile a 4400m e -9°C. Tinha uma fila de uns 5 carros na nossa frente, inclusive um grupo de motociclistas argentinos. Todos já haviam passado pela imigração e aduana argentina e esperavam a hora em que abririam a fronteira, exatamente às 10h30.

A Fiona enfrenta seu frio recorde, pouco antes de chegar ao Paso de Jama, fronteira entre Argentina e Chile

A Fiona enfrenta seu frio recorde, pouco antes de chegar ao Paso de Jama, fronteira entre Argentina e Chile


Enquanto esperava eu tentava colocar o mapa do Chile no nosso GPS, mas algo aconteceu que agora não tenho nem o mapa, nem o Map Source, programa da Garmin, no meu computador. Deu algum erro e ele se recusa a iniciar o programa... maravilha!

No Paso de Jama, fronteira entre Argentina e Chile, a 4.400 metros de altitude

No Paso de Jama, fronteira entre Argentina e Chile, a 4.400 metros de altitude


Eram exatamente 10h30 quando a fronteira foi aberta e finalmente pudemos andar. Andamos por quase uma hora, passamos por um outro salar maravilhoso e logo fomos parados pelos carabineiros chilenos. Se formou uma fila imensa atrás de nós, dezenas de carros e principalmente caminhões, todos foram parados, tiveram seus documentos revisados pelos policiais e tinham que ficar ali esperando algo acontecer.

Trator limpa a estrada entre o Paso de Jama e San Pedro de Atacama, no Chile

Trator limpa a estrada entre o Paso de Jama e San Pedro de Atacama, no Chile


Nós, marinheiros de primeira viagem, esperamos sem entender bulhufas, mas não íamos criar caso com a polícia de fronteira. Eis que passa por nós um grande grupo de carros na direção contrária e logo em seguida parte o comboio. A partir daqui todos seguimos atrás dos carabineiros chilenos, que além de organizarem o trânsito em uma pista, estão primando pela segurança de todos, já que em vários trechos a neve estava alta e as máquinas ainda estavam trabalhando.

Nosso primeiro salar no Chile, a caminho de San Pedro de Atacama

Nosso primeiro salar no Chile, a caminho de San Pedro de Atacama


Pacientemente chegamos aos 4750m, segundo o GPS da Fiona. Montanhas e lagos maravilhosos, vicuñas e muita neve depois, começamos a avistar um horizonte ao longe. Uma imensa planície terracota. Sim, é ele... o Deserto do Atacama!

Lhamas ao pé de um vulcão extinto nos observam, a caminho de San Pedro de Atacama

Lhamas ao pé de um vulcão extinto nos observam, a caminho de San Pedro de Atacama


Nos despedimos de nossa escolta e abestalhados começamos a descida em direção à São Pedro. A descida mais longa e reta que já vimos em nossas vidas! Saímos dos 4500m para os 2500msnm, em 25km de estrada reta até a cidade de São Pedro. A mudança de paisagens foi impactante e sem dúvida o melhor “boas vindas” que poderíamos ter recebido.

A primeira visão do deserto do Atacama, 2 mil metros abaixo de nós, no Chile

A primeira visão do deserto do Atacama, 2 mil metros abaixo de nós, no Chile

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