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Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Colômbia Há 2 anos: Colômbia

Estrada do Pacífico

Brasil, Acre, Xapuri, Peru, Puerto Maldonado

Parte da Carretera Transoceanica, a ponte Billinghurst, sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Parte da Carretera Transoceanica, a ponte Billinghurst, sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Seguimos o nosso caminho para o Perú pela BR-317, a Estrada do Pacífico ou Carretera Interoceanica, como é chamada pelos peruanos. Ela começa no Brasil em Porto Velho como BR-364, no Acre continua como BR-317 e é a primeira estrada que interliga diretamente o Atlântico e o Pacífico na América do Sul, facilitando o acesso de produtos brasileiros ao Pacífico e dos Peruanos ao Atlântico, além de proporcionar uma integração maior para os moradores de umas das regiões mais distantes e isoladas do Brasil.

De volta ao Peru, na Carretera Transaoceanica, a caminho de Puerto Maldonado

De volta ao Peru, na Carretera Transaoceanica, a caminho de Puerto Maldonado


É doido pensar que para os acreanos é mais perto pegar uma praia no Oceano Pacífico, do que na nossa imensa costa do Atlântico. Pois é, daqui são pouco menos de 1.900 km de distância até a costa do Perú. Mais doido ainda é pensar que para os acreanos ou mesmo os rondonenses, é super fácil e plausível tirar umas férias e ir de carro para Cusco e conhecer Machu Picchu! Na fronteira entre Assis Brasil e Iñapari - Peru, encontramos alguns brasileiros nessa programação.

Chegando à fronteira do Brasil e Peru, em Assis Brasil, no Acre

Chegando à fronteira do Brasil e Peru, em Assis Brasil, no Acre


A estrada faz parte de um plano maior dos governos do Peru, Bolivia e Brasil para a integração da região e inclui ainda hidrovias e ferrovias para um eixo multimodal de transporte de mercadorias. A sua construção começou em 2002, a parte brasileira foi inaugurada em 2007 e do lado peruano em 2010. Ela é boa, está asfaltada e tem apenas alguns trechos sem pintura. A fronteira mais movimentada está entre o Brasil e o Perú, porém atentem ao mapa, esta é uma fronteira tríplice! A Bolívia está ali pertinho, mas sem acesso direto por estradas nem com o Brasil, nem com o Peru. No retorno voltaremos para Rondônia pela Bolívia mas aí pela estrada de Guajará-Mirim.

Nossa viagem entre Xapuri e Puerto Maldonado durou mais de 7 horas, com a parada na polícia federal de Brasilância-Epitáciolândia para ver se eles conseguiriam fazer um RG novo para o Rodrigo na hora, já que o passaporte dele estava lotado ele poderia viajar com o RG. Pessoal muito bacana, adorou a história da viagem, mas não ficaria pronto tão rápido quando precisávamos. Além disso já pensaram que engraçado o Rodrigo ter um RG com número lá de Brasiléia - Acre?

Saindo de Xapuri, no estado do Acre, a caminho da fronteira com o Peru

Saindo de Xapuri, no estado do Acre, a caminho da fronteira com o Peru


Passamos as fronteiras e os trâmites de imigração e aduana que, pelo sistema manual e quantidade de pessoas acabou sendo um pouco demorado. Fizemos uma parada rápida em Assis Brasil para almoçar em um restaurante grill por quilo que os oficiais brasileiros nos indicaram e seguimos viagem para Puerto Maldonado, para finalmente começar a nossa viagem pelos Andes Peruanos!

O rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

O rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Nossos planos para os próximos dias incluem explorar um pouco da Amazônia peruana e, enquanto aguardamos a chegada do Gustavo, amigo que irá nos acompanhar na viagem pela região de Cusco, quem sabe já adiantamos a viagem pela região do Lago Titicaca. Já que ficaríamos apenas uma ou duas noites aqui em Puerto Maldonado, decidimos ficar em um lodge de floresta na beira do rio, lugar bem arejado, até por que eu ainda estou me recuperando do princípio de pneumonia que me atacou. Mal sabia eu o que estaria por vir.

Senhoras se admiram com a bela paisagem de Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Senhoras se admiram com a bela paisagem de Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Brasil, Acre, Xapuri, Peru, Puerto Maldonado, Carretera Interoceanica, Estrada, Estrada do Pacífico, fronteira

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Até logo, mar!

Brasil, Bahia, Mangue Seco

Pôr-do-sol do alto da duna em Mangue Seco - BA

Pôr-do-sol do alto da duna em Mangue Seco - BA


Mangue Seco é uma vilazinha de pescadores tranqüila do outro lado do Rio Real, que faz a divisa entre os estados de Sergipe e Bahia. O acesso mais utilizado é através da cidadezinha de Pontal em Sergipe, onde atravessamos de barco ontem no final da tarde. Outra forma de chegar até aqui é através da Costa Azul, um povoado um pouco mais ao sul que dá acesso à praia, por onde o carro ou bugs trafegam na maré baixa.

Bugues carregados de turistas chegam em Mangue Seco - BA

Bugues carregados de turistas chegam em Mangue Seco - BA


A caminhada da vila até a praia é tranqüila, em 15 minutos pela praia às margens do rio, mangue e sobre as dunas que formam a paisagem onde foi filmada a novela Tieta. Será que é do tempo de vocês? “Tieta do Agreste, lua cheia de sertão...”

Homenagem à Tieta, nas dunas de Mangue Seco - BA

Homenagem à Tieta, nas dunas de Mangue Seco - BA


A praia é belíssima, mar grande e revolto, meu tipo de mar preferido para praia, pois posso me divertir furando ondas e lutando para ficar no mesmo lugar.

Fazendo cooper na praia com sol e lua! (em Mangue Seco - BA)

Fazendo cooper na praia com sol e lua! (em Mangue Seco - BA)


Depois de nadar, fazer meus exercícios diários, caminhar e até dar uma corridinha, tomamos uma água de coco e um pastel bem sequinho na barraca do Jurandir e nos despedimos do mar. Vimos o pôr-do-sol de cima da duna mais alta de Mangue Seco, com uma vista fantástica 360°. O mar de um lado, do outro o futebol sobre as dunas, o rio, a vila e o manguezal e seus bancos de areia que afloram na maré baixa. Aos poucos o visual todo mudou de cor e ficando prateado, iluminado pela lua crescente.

Lua quase cheia em Mangue Seco - BA

Lua quase cheia em Mangue Seco - BA


Bela despedida do litoral, amanhã iremos iniciar nosso tour pelo interior do nordeste. Nosso destino? Chapada Diamantina, Serra da Capivara, Serra das Confusões, dando um pulinho até em Teresina para fazer a revisão dos 20mil km da Fiona. Voltaremos para o litoral direto para Noronha no dia 10/12, nada mal. Mar, até logo!

Fim de tarde em Mangue Seco - BA

Fim de tarde em Mangue Seco - BA

Brasil, Bahia, Mangue Seco, Praia, Rio Real

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Naufrágio Chinês

San Eustatius, Oranjestad_SE

Queen Trigger Fish, no Hangover Reef, na costa de Statia - Caribe

Queen Trigger Fish, no Hangover Reef, na costa de Statia - Caribe


Naufrágio chinês na baia de Oranjestad, o Chian Tong é uma embarcação de 45m de comprimento, há 26m de profundidade, deitada no fundo do mar em posição de navegação. Hélice, convés e cabine de comando podem ser facilmente avistados. Algumas penetrações são permitidas, na parte traseira tem uma passagem bacana por um corredor onde dá para explorar um pouco mais da estrutura interna do navio, muito bacana. É um recife artificial que serve de casa para milhares de peixes como o peixe-vaca, alguns peixes tambores pintados e diversas outras espécies graciosas. Um grupo deles estava aproveitando o coral incrustado na embarcação para coçar a barriga e nadadeiras, parecia uma dancinha que faziam um a um, muito engraçados!

Peixe-Tambor pintado, no Hangover Reef, na costa de Statia - Caribe

Peixe-Tambor pintado, no Hangover Reef, na costa de Statia - Caribe


Ao lago dele fica outra embarcação menor que serve de casa para lagostas imensas e peixinhos olhudos que vivem enfiados nos buracos dos corais aguardando a hora de atacar sua minúscula caça.

Pequeno camarão azulado (no centro da foto), no naufrágio Charlie Brown, na costa de Statia - Caribe

Pequeno camarão azulado (no centro da foto), no naufrágio Charlie Brown, na costa de Statia - Caribe


O mergulho foi uma delícia, nossa despedida de Statia e a melhor notícia é que desta vez mergulhei com o meu dupla, finalmente recuperado! Rodrigo se sentiu melhor e resolveu tentar, para pelo menos ter uma memória subaquática aqui de St. Eustatius. A única má notícia foi que os dois cabeças de vento esqueceram a máquina fotográfica na pousada, ficamos sem fotos deste mergulho. De qualquer forma coloco algumas aqui das espécies avistadas, para dar um clima.

Peixe-esquilo, no naufrágio Charlie Brown, na costa de Statia - Caribe

Peixe-esquilo, no naufrágio Charlie Brown, na costa de Statia - Caribe


Após o mergulho pegamos logo uma carona com Marieke para a pousada, nos despedindo de Mike, Meno, Ingrid, Carol, Marco, toda a equipe da Scubaqua que nos recebeu tão bem nos mares de Statia. É chegada a hora de nos despedirmos desta ilha e com ela fechamos esta etapa caribenha. Hoje pegamos o vôo já no final da tarde de Oranjestad para St Maarten, onde dormimos mais uma noite antes de voar para o Suriname.

Chegando mais uma vez ao nosso velho conhecido, o aeroporto internacional de Juliana, em Sint Maarten

Chegando mais uma vez ao nosso velho conhecido, o aeroporto internacional de Juliana, em Sint Maarten


O vôo de volta foi emocionante, pegamos os primeiros acentos no avião da winair, logo atrás do piloto e co-piloto. Tem que ser bom mesmo pra dirigir esse negócio. Os ventos estavam fortes e chovia muito, uma sensação de temporada de furacões chegando... mas ainda faltam uns dois meses para nos preocuparmos com isso. Sem dúvida quando virmos notícias de furacões no Caribe agora, olharemos atentos, com outros olhos e outro coração.

Chegando mais uma vez ao nosso velho conhecido, o aeroporto internacional de Juliana, em Sint Maarten

Chegando mais uma vez ao nosso velho conhecido, o aeroporto internacional de Juliana, em Sint Maarten

San Eustatius, Oranjestad_SE, Caribbean, Chian Tong, dive, história, Mergulho, Naufrágio, recifes, Sint Eustatius, St Eustatius, Statia, wreck

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Blue Ridge Parkway - 2° Dia

Estados Unidos, North Carolina, Blowing Rock, Virginia, Roanoke

Moinho de água na Blue Ridge Parkway, na Virginia - Estados Unidos

Moinho de água na Blue Ridge Parkway, na Virginia - Estados Unidos


O segundo dia de estrada na Blue Ridge foram de 300 km a uma velocidade máxima de 70km/h, quase 6 horas dirigindo sem contar as paradas.


Roteiro de 2 dias (e meio) – Segunda Parte

A todo momento existem áreas de repouso com vistas lindas e em uma delas encontramos a nossa primeira trilha para uma caminhada matinal. 30 minutos de descida na mata verde e chegamos a um mirante ao lado de uma extensa cascata. Na volta cruzamos com uns bikers que pelo jeito começaram o dia cedo, todos equipados e bem animados, apesar do vento fresco.

Uma das muitas cascaras ao longo da Blue Ridge Parkway, na Carolina do Norte - Estados Unidos

Uma das muitas cascaras ao longo da Blue Ridge Parkway, na Carolina do Norte - Estados Unidos


Adiante encontramos a Casa da Brinegar Family, típica casa do final do século XIX. A terra foi comprada por Martin Brinegar em 1876 e a casa de um cômodo foi a moradia de Martin, Caroline e seus três filhos por mais de 50 anos. Eles viviam do que plantavam e dos animais que criavam, ele ainda era sapateiro e ela coletava ervas medicinais para incrementar a renda. Ela produzia os fios de lã e linho e tecia as roupas para a família, eram bons vizinhos e iam à igreja todos os domingos. A típica vida de uma família que vivia em um mundo bem distante e nem imaginavam que este mundo hoje estaria transformado em uma das estradas cênicas mais visitadas dos Estados Unidos.

Antiga choupana na Blue Ridge Parkway, na Carolina do Norte - Estados Unidos

Antiga choupana na Blue Ridge Parkway, na Carolina do Norte - Estados Unidos


Passamos pelo movimentado Rocky Knob e Mabry Mill e decidimos parar no Cumberland Knob, próximo à fronteira com o estado de Virgínia. A primeira área de recreação na Blue Ridge foi inaugurada quando se iniciou a construção da estrada-parque em 1935. O local oferece algumas trilhas, infraestrutura básica e um imenso e convidativo gramado para piqueniques.

Cenário campestre da Blue Ridge Parkway, na Carolina do Norte - Estados Unidos

Cenário campestre da Blue Ridge Parkway, na Carolina do Norte - Estados Unidos


Primavera na Blue Ridge Parkway, na Carolina do Norte - Estados Unidos

Primavera na Blue Ridge Parkway, na Carolina do Norte - Estados Unidos


Logo que cruzamos a fronteira com a Virgínia, fizemos um detour por estradas laterais menores, passando no meio das fazendas e vendo um pouco mais das fazendas desse interiorzão. Já eram quase 18h e a fome começou a bater, o Rodrigo acelerou mais do que devia e foi parado pelo guarda a 60 milhas/hora (96km/h), 15 milhas/h acima da velocidade permitida. “Correndo e sem placa?”, ele nos perguntou. Contamos toda a história do roubo da placa e da nossa viagem, carro brasileiro, etc, e ele ficou tão animado com a nossa história que acabou nos liberando.

Fazendas ao longo da Blue Ridge Parkway, na Virginia - Estados Unidos

Fazendas ao longo da Blue Ridge Parkway, na Virginia - Estados Unidos


Nossa primeira ideia era chegar à Charlotteville, mas o cansaço foi grande e acabamos escolhendo como base para a segunda noite a cidade de Roanoke. Considerada “hillbilly” (caipira) pelos capilalinos, a cidade nos surpreendeu com uma grande variedade de restaurantes de alta gastronomia e receptividade dos seus moradores. Jantamos no Metro, um restaurante delicioso que mais tarde viraria uma balada, nos prometemos voltar para a festa, mas o sono nos venceu. Nessa época acontece um festival de gastronomia quando todos os restaurantes preparam pratos especiais para a competição.

Chegando à Virginia, nos Estados Unidos

Chegando à Virginia, nos Estados Unidos


Onde ficar:
No centro você pode encontrar vários “Inns” bem charmosos e simpáticos, o custo varia entre 100 e 150 dólares. Nós precisávamos de um lugar apenas para passar a noite, sem muitas firulas e por isso acabamos nos rendendo a um hotel de rede, desses que sempre estão nos arredores da cidade por um terço do preço.

Estados Unidos, North Carolina, Blowing Rock, Virginia, Roanoke, Blue Ridge Parkway, Estrada, Road Trip

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Tristeeeeza, por favor vá embooora!

Brasil, São Paulo, Ubatuba, Maresias

O dia começou muito saudável, caminhada na Praia Dura e natação de lá até a Praia Vermelha. Como diria meu soogro: “Delícia!!!”.

Voltamos correndo e pegamos o jogo já aos 8’ do primeiro tempo. Aquele gol do Robinho foi demais, demais mesmo... tanto que a seleção relaxou e fez o que fez. Depois deste desastre, faço apenas esta oração em forma de melodia.

Tristeza, por favor vá embora
Minha alma que chora está vendo o meu fim
(...)

Fez do meu coração a sua moradia
Já é demais o meu penar
Quero voltar àquela vida de alegria
Quero de novo cantar

Como brasileiro gosta de fazer festa de qualquer jeito, chegamos em Maresias e fomos conhecer um barzinho que o Haroldo queria muito nos apresentar há algum tempo. O Chopp com Escamas fica em Juquey, 20km ao sul de Maresias. Afogamos as nossas mágoas nas caipirinhas, cantando a vida com a banda ao som das melhores músicas do pop rock dos anos 80. É... agora só daqui 4 anos!

Brasil, São Paulo, Ubatuba, Maresias, Praia

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Insano!

Brasil, Ceará, Fortaleza

Piso de garrafas de vidro, no Beach Park, em Fortaleza - CE

Piso de garrafas de vidro, no Beach Park, em Fortaleza - CE


O dia acordou cinza, ainda chuvoso, mas como havíamos nos prometido, hoje vamos sair da toca e explorar! Nossa opção foi uma das principais atrações da capital cearense, o Beach Park.

Beach Park, em Fortaleza - CE

Beach Park, em Fortaleza - CE


Sinceramente não estava passando pela minha cabeça que iríamos lá, até por que preferimos geralmente atrações mais naturais ou culturais. O Rodrigo, porém, tinha um grande buraco no seu currículo, ele nunca havia estado em um parque aquático. Posto que ele tem 41 anos de idade e na sua infância tobogãs não existiam aqui, ele nunca havia brincado em um tobogã! Fomos nós então voltar a ser crianças e saciar esta vontade do meu meninão. Detalhe, por este motivo eu vou ficar sem conhecer as falésias de Morro Branco. Tivemos que escolher e a criança do Ro acabou tendo prioridade.

Tobogãs do Beach Park vistos do alto da torre do Insano, em Fortaleza - CE

Tobogãs do Beach Park vistos do alto da torre do Insano, em Fortaleza - CE


O Beach Park é o clube das famílias aqui em Fortaleza, eles podem comprar um passe válido para um período longo de 1, 3, 5 anos. A entrada para crianças abaixo de 1m é franca, depois até 12 anos é 110 reais e para adultos a “bagatela” de 120 reais. O aviso está na bilheteria, o parque fecha alguns dos principais brinquedos em caso de chuva, o que fazia o nosso investimento ali ainda mais arriscado, mas decidimos tentar a sorte. Mal chegamos, colocamos nossas coisas no armário e o Rodrigo já logo se enfiou no segundo tobogã mais temido, o sarcófago.

Saindo à toda velocidade da boca do Sarcófago, brinquedo no Beach Park, em Fortaleza - CE

Saindo à toda velocidade da boca do Sarcófago, brinquedo no Beach Park, em Fortaleza - CE


O Sarcófago é um tobogã com uma queda de 24m de altura em um tubo fechado e escuro a 80km/h! Eu fiquei esperando ele embaixo para fotografar e vendo o estado que saiam as pessoas. Biquínis e sungas totalmente indiscretas se tornam, em segundos, belíssimos fios dentais de cabo a rabo! Tontos, os amalucados têm como primeira providência colocá-los no lugar quando chegam embaixo. Só ouvi o grito quando o Rodrigo desceu e aí tive certeza que tinha feito a escolha certa. Ele parecia uma criança tentando disfarçar a alegria e a emoção! “Pô, é forte esse negócio!”

Fim de linha após descer no Sarcófago, no Beach Park, em Fortaleza - CE

Fim de linha após descer no Sarcófago, no Beach Park, em Fortaleza - CE


Aí começamos a nos revezar. Fui no sarcófago também e confesso que quase tive um treco! Gritei, engoli água, entrou água no nariz e dá uma dor desgraçada no pescoço, mesmo na posição de segurança correta ele vem batendo em cada junção dos gomos do escorregador, AAAI!

Saindo do Sarcófago, no Beach Park, em Fortaleza - CE

Saindo do Sarcófago, no Beach Park, em Fortaleza - CE


Na sequencia o Rodrigo não queria perder tempo, fomos direto para o Insano! A maior atração do parque aquático com 41m, o equivalente a um prédio de 14 andares! O insano é considerado o mais radical dos equipamentos do gênero no planeta! Devido à sua altura e inclinação a descida dura apenas 5 segundos e chega a 105km/h! O corpo chega a descolar do tobogã! Assistimos alguns doidos descendo e lá foi o Rodrigo, próximo da vez dele acabou a luz no parque e todos os brinquedos pararam. 15 minutos depois, tudo normalizado, chegou a hora. Eu, assistindo, já fiquei com o coração disparado, imagina quando for a minha vez!

Despencando do Insano, tobogã com 41 metros de altura, no Beach Park, em Fortaleza - CE

Despencando do Insano, tobogã com 41 metros de altura, no Beach Park, em Fortaleza - CE


Fui, eu olhava aquele trem doido ali e não sabia se teria coragem. Eu já tinha descido em algo parecido no wet´n wild, mas não era tão alto. Agora, uma vez lá em cima e sabendo que nunca houve nenhum acidente no equipamento, não tem nem que pensar! Chegou a sua vez, deita, cruza as pernas, mãos na cabeça e ÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!

Deslizando a mais de 100 km/h pelo Insano, no Beach Park, em Fortaleza - CE

Deslizando a mais de 100 km/h pelo Insano, no Beach Park, em Fortaleza - CE


5 SEGUNDOS DEPOIS já estamos na piscina lá embaixo! Eu fui de olho aberto até onde a água permitiu, quando o tobogã dobra e entramos na queda “livre” é SURREAL! Eu acho que só gritei tanto quando saltei de Bunge Jump! Dá pra ver pela minha cara de desespero na foto! Adrenalina total!!!

Feliz por estar inteira após escorregar pelo Insano, no Beach Park, em Fortaleza - CE

Feliz por estar inteira após escorregar pelo Insano, no Beach Park, em Fortaleza - CE


Depois desse aí virou brincadeira, fomos no RamuBrinká, toboáguas com 24m de altura e descida em espirais. Kalafrio, que descemos em um bote de 7m de altura, Esfinges, chegando a 60km/h, Moréia Negra com tapetes que lembram aquela corrida no gelo, Atlantis e tudo o que tínhamos direito! Até esquecemos de almoçar! Rsrsrs!

A boca da Esfinge, no Beach Park, em Fortaleza - CE

A boca da Esfinge, no Beach Park, em Fortaleza - CE


A chuva não atrapalhou, pelo contrário, foi ótimo, pois o parque não ficou superlotado. Voltamos a ser crianças por um dia, mas crianças viciadas em adrenalina! Final do dia consegui lembrar bem aquela sensação da infância, de quando brincamos o dia inteiro e a noite ficamos entregues, mas nada de se entregar! A noite de hoje ainda promete!

Pronta para descer no Insano, a mais alta atração do Beach Park, em Fortaleza - CE

Pronta para descer no Insano, a mais alta atração do Beach Park, em Fortaleza - CE

Brasil, Ceará, Fortaleza, Beach Park, chuva, toboáguas, tobogãs

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Trilha praiana

Brasil, São Paulo, Ubatuba

A bela Praia do Simão em Ubatuba - SP

A bela Praia do Simão em Ubatuba - SP


Depois de tantas trilhas nas montanhas, descemos a serra e decidimos explorar as trilhas praianas, aqui, na região de Ubatuba. Da última vez que viemos para cá fomos até as praias da Cassandoca e Cassandoquinha, uma região quilombola que está dentro de uma área de preservação. São praias belíssimas e que dão acesso por uma trilha a outras 3 praias praticamente desertas. O Ro e o Guto fizeram nesta ocasião a trilha completa, mas em um esquema meio tri-atleta que eu não conseguiria acompanhar. Desta vez nos planejamos e com a ajuda do Jairo, marido da Edna, pudemos fazer a travessia desta trilha desde a praia da Lagoa, até a praia da Cassandoca. O Jairo nos deixou na praia da Lagoa, onde começamos a caminhada.

Placa orientativa na Trilha da Cassandoca em Ubatuba - SP

Placa orientativa na Trilha da Cassandoca em Ubatuba - SP


É uma trilha tranquila, 3 horas andando em meio à Mata Atlântica, cruzando diversos riachinhos e com vistas belíssimas da costa. Passamos pela Praia do Simão, também conhecida como Brava do Frade e o Saco da Banana, que faz jus ao nome, tamanha a plantação de bananas que existe no lugar.

Atravessando um bananal na Trilha da Cassandoca em Ubatuba - SP

Atravessando um bananal na Trilha da Cassandoca em Ubatuba - SP


É importantíssimo levar repelente, principalmente nesta época de borrachudos. Eu fui pega desprevenida, mas já na Praia da Lagoa conhecemos um morador, o Bill, que nos emprestou um pouco de citronela e nos salvou das picadas.

Lagoa na Praia da Lagoa em Ubatuba - SP

Lagoa na Praia da Lagoa em Ubatuba - SP


A praia da Lagoa é maravilhosa, uma lagoa à beira mar, de água límpida é a principal atração, além da praia, é claro. Pescadores estavam acampando ali, passando uma semana talvez. Vida tranqüila, sem aborrecimento, a não ser dos borrachudos. A Praia do Simão é outra praia belíssima, praticamente deserta, longe de tudo e todos... Vi apenas uma casinha tímida no canto da praia. Possui uma área perfeita para camping, com bica de água doce e tudo! Andamos mais um pouco e chegamos à Cassandoquinha, uma região já habitada possui alguns sitiozinhos de cair o queixo, à beira da praia e do rio, casas e jardins muito bem conservados dão aquele ar bucólico à paisagem praiana.

Pequeno riacho no final da Praia da Cassandoca em Ubatuba - SP

Pequeno riacho no final da Praia da Cassandoca em Ubatuba - SP


Chegamos à Cassandoca e lá estava o Jairo para nos resgatar. No caminho de volta ele veio nos contando as histórias da sua família e de como a região se desenvolveu nos últimos 30 anos. Seu pai, caiçara, vivia apenas da roça e da pesca. Não precisava de mais nada no sertão de Ubatuba. Plantava sua cana, arroz, café, fazia farinha e vendia ou trocava na cidade uma vez por mês. Pra que mais? Tempo bom de quem sabia viver uma vida simples, saudável e feliz. Quem sabe não é por esta trilha que a humanidade deveria rumar? Infelizmente este é um caminho sem volta, mas devemos sempre nos lembrar dos simples prazeres, assim pelo menos valorizamos mais o pouco que temos.

Praia da Cassandoca em Ubatuba - SP

Praia da Cassandoca em Ubatuba - SP


Trabalhadores na estrada Tabatinga - Praia Mansa em Ubatuba - SP

Trabalhadores na estrada Tabatinga - Praia Mansa em Ubatuba - SP

Brasil, São Paulo, Ubatuba, Praia, trilha

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Parque Nacional de Ubajara

Brasil, Ceará, Ubajara (P.N de Ubajara)

Formações da caverna do Parque Nacional de Ubajara - CE (foto de America Sin Fronteras)

Formações da caverna do Parque Nacional de Ubajara - CE (foto de America Sin Fronteras)


O Parque Nacional de Ubajara foi formado no final da década de 50, no entanto a região já é conhecida e explorada desde o século XVIII em busca de ouro e pedras preciosas. Um teleférico nos leva até a gruta, que possui 1200m já mapeados e ainda não foi completamente explorada. Existe uma lenda que ela possuiria uma ligação com a formação geológica do Parque Nacional das Sete Cidades, no Piauí. É apenas uma lenda, pois são mais de 100km até este parque, ainda assim os últimos dutos mapeados estão na sua direção. O teleférico foi instalado na década de 70 e chegava até a entrada da gruta, 10 anos depois foi desativado e ficou inoperante até 1991, quando ganhou nova base e a gruta voltou a ser aberta à visitação.

O bondinho que leva à caverna no Parque Nacional de Ubajara - CE

O bondinho que leva à caverna no Parque Nacional de Ubajara - CE


Formação calcária em meio a formação arenítica da Serra do Ibiapaba, a Caverna de Ubajara foi freqüentada por moradores da região para culto religioso desde a década de 40, possui um santuário e uma trilha de pedra com 7km de extensão, por onde passavam as romarias. Na gruta eram realizados eventos religiosos como casamentos, missas, etc.

Paredão de pedra no Parque Nacional de Ubajara - CE

Paredão de pedra no Parque Nacional de Ubajara - CE


Nesta mesma época a tradição pela preservação da natureza não existia ou, se existia, possuía um conceito muito diferente da atual. Assim a gruta possui toda a sua entrada pichada com nomes, datas e mensagens assinadas de 1905 até 1985, aproximadamente. As pichações só foram totalmente controladas quando se iniciou o trabalho conjunto do Ibama com a Associação de Guias da região, que contribuiu fortemente para uma maior fiscalização durante as visitações.

Pichação de 1906 na caverna do Parque Nacional de Ubajara - CE

Pichação de 1906 na caverna do Parque Nacional de Ubajara - CE


Suas formações calcárias são belíssimas, estalactites, estalagmites, cortinas e cogumelos, algumas com a presença de calcita, fizeram com que outra prática se tornasse comum na depredação da caverna: a quebra das formações. Como a calcita brilha, muitos achavam que ali havia algum mineral ou metal precioso, diamante ou ouro, e então as levavam para casa. Foi aí que surgiu a expressão “ouro de tolo”, afinal “nem tudo que reluz é ouro”.

Formações da caverna do Parque Nacional de Ubajara - CE (foto de America Sin Fronteras)

Formações da caverna do Parque Nacional de Ubajara - CE (foto de America Sin Fronteras)


Encerramos o passeio pela gruta em pouco mais de meia hora. Dois salões normalmente abertos à visitação estão interditados. Pudemos ver apenas as centenas de morcegos que se apinham lá dentro, a imensa barulheira e o cheiro nada agradável do guano. Eles estão em período de reprodução, porém não é este o motivo da interdição. Os dois últimos salões possuem água, o que torna o acesso muito escorregadio e iluminação artificial precária ou inexistente, pela estrutura não suportar a umidade. Apesar disso o parque é todo muito bem estruturado para as atrações que oferece. A taxa de entrada é de 4 reais por pessoa, além dos 8 reais no teleférico. A entrada já inclui o serviço dos guias para a gruta e também tours guiados de hora em hora para a trilha do Mirante e da Cachoeira do Cafundó.

Caminhando no Parque Nacional de Ubajara - CE

Caminhando no Parque Nacional de Ubajara - CE


É claro que aproveitamos para conhecer! Duas horas e meia de caminhada por uma trilha bem marcada, com o acompanhamento do guia, além dos nossos amigos chilenos que estavam conosco desde cedo. Aproveitei para treinar meu espanhol e praticar uma de minhas artes preferidas, a socialização! Andrea, eu e Pablo falamos de tudo! Histórias, dicas e truques de viagem e até descobrimos conhecidos em comum! Vone, a estilista chilena que conheci na Praia da Pipa, é casada com Rodrigo, amigo de Andrea! Este mundo é muito pequeno mesmo!

Com o Pablo e a Andrea no Parque Nacional de Ubajara - CE

Com o Pablo e a Andrea no Parque Nacional de Ubajara - CE


A trilha é tranquila, o mirante possui vistas maravilhosas, tanto para a serra e o sertão verde nesta época de chuvas, quanto para a Cachoeira do Gavião, logo abaixo do mirante, e ao fundo para a Cachoeira do Cafundó.

Visão do famoso bondinho que leva à entrada da caverna do Parque Nacional de Ubajara - CE

Visão do famoso bondinho que leva à entrada da caverna do Parque Nacional de Ubajara - CE


Caminhamos mais um pouco e chegamos à Cachoeira do Cafundó. Ela é imensa, porém só vamos à pequena cachoeira que está acima da queda principal. A bela vista da serra e do teleférico, água fresca e um pequeno lago fazem o passeio valer à pena.

Encima da Cachoeira do Gavião, no Parque Nacional de Ubajara - CE

Encima da Cachoeira do Gavião, no Parque Nacional de Ubajara - CE

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La bacteria peruana

Peru, Puerto Maldonado, Cusco

As famosas construções Incas, com encaixe perfeito de pedras, em Cusco, no Peru

As famosas construções Incas, com encaixe perfeito de pedras, em Cusco, no Peru


Demos uma volta na praça principal e almoçamos em uma das mais concorridas padarias e lanchonetes da cidade. Se passaram umas duas horas e minha sorte mudou. Comecei a passar mau e é claro que o Ro já culpou a garrafada da Dona Elsa. Eu só pensava na maionese do almoço de ontem. Fato é que a minha imunidade estava baixa e o meu sistema digestivo super frágil depois de 4 dias tomando amoxicilina para a pneumonia. Se foi a maionese ou a garrafada já não importava, logo percebi que nada que eu comesse iria parar no meu estômago, nem água! Fiquei algumas horas entre o banheiro e a cama passando muito mau, vomitando e num piriri danado. Foi quando vi que só iria piorar... Logo tive que tomar a decisão: vamos para o hospital.

O hospital que atendeu a Ana em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

O hospital que atendeu a Ana em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Eram perto das 23h quando chegamos à emergência do Hospital Santa Rosa. O hospital estava em greve e apenas um médico e duas enfermeiras atendiam as emergências que chegavam. Esperei quase uma hora, consultei, mediram febre, anotaram o meu histórico e sem melhora resolveram logo me colocar no soro. O primeiro soro na veia a gente nunca esquece, não é mesmo? O que eu não imaginava é que iria ficar ali por 24 horas! Dormi no hospital... mas tão entregue que nem vi o tempo passar naquela maca dura e gelada.

A Ana descansa em leito de hospital em Puerto Maldonado, no Peru

A Ana descansa em leito de hospital em Puerto Maldonado, no Peru


A cada turno mudava o médico e mudavam as informações que davam ao Rodrigo. Mudaram a minha medicação, retiraram a amoxicilina e sabe Deus o que me deram. O Rodrigo, coitado, fez um tour por todas as farmácias da cidade, pois tudo o que é usado no paciente, como tubos, agulhas, micropore e o próprio soro, devem ser comprados e fornecidos pelos pacientes. Depois da alta também é cobrado um valor pela consulta médica, exames e internação. Tudo num preço super acessível, bem coerente com a estrutura precária e o serviço prestado. Sorte que não tive que usar muito o banheiro que nem assento não tinha no vaso, ah, e detalhe, eles não forneciam nem o papel higiênico. Mas quando estamos mal nem é isso que interessa... só queremos melhorar.

Uma das muitas farmácias visitadas pelo Rodrigo em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Uma das muitas farmácias visitadas pelo Rodrigo em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Fato foi que mesmo sem comer nada eu fui reidratando e depois das 24 horas o Rodrigo fez questão de me tirar dali. Negociou com a médica que ele mais confiou, que me indicou tomar pedialite (soro oral) e alguns lactobacilos para reconstituir a flora do sistema digestivo.

Um dos muitos exames feitos pela Ana durante sua estadia no hospital de Puerto Maldonado, no Peru

Um dos muitos exames feitos pela Ana durante sua estadia no hospital de Puerto Maldonado, no Peru


O Ro já queria ir embora, não aguentava mais ficar em Puerto Maldonado, mas eu ainda não poderia viajar, principalmente considerando que a nossa próxima parada seria Cuzco, lugar com melhor infraestrutura, mas que está a 3.600m de altitude! A médica proibiu que pegássemos estrada ainda hoje... e nem precisava dizer, eu estava muito fraca, sem condições. Ficamos mais um dia no Wasaí Lodge, eu a base de bactrin, tomando muito soro, bolachinhas água e sal e até uma canja de galinha, aqui chamada de dieta de pollo.

Chegando ao ponto mais alto da estrada, na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru

Chegando ao ponto mais alto da estrada, na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru


Fizemos uma tentativa de viagem para Cuzco no dia seguinte, eu me sentia um pouco melhor, o Ro precisava sair dali e ainda por cima o lodge já não teria vaga para nós. Andamos uns 20km e não rolou, comecei a enjoar, passar mal e voltamos. Tentativa abortada. Tivemos que nos hospedar em um outro hotel por mais uma noite. Passamos o dia lá, descansando, trabalhando nos posts e a noite ainda arrisquei uma saída para tomar uma sopinha de aspargos em um dos restaurantes bacanas da cidade, o Burgo´s Restaurante.

O rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

O rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


A noite seguinte já foi em Cuzco, depois de uma viagem incrível da Amazônia aos Andes que conto aqui. Na chegada um parto para achar uma pousada com estacionamento. Na falta de uma paramos perto da Plaza San Francisco, pousada de um lado, estacionamento de outro. Ainda tive forças para carregar mala e cuia para a pousada, tomar uma sopa de verduras e cama! Acordei bem no dia seguinte, mas não demorou para logo passar mal e cair de febre novamente, 38 a 39 graus de febre o dia todo de cama. Voltou o piriri e a fraqueza. Não sabemos se foi pela sopa, o mais provável é que tenha sido a reação do organismo pela mudança de altitude, menos oxigênio e maior necessidade de adaptação e produção de glóbulos vermelhos para o corpo.

A noite cai na Plaza de Armas, em Cusco, no Peru

A noite cai na Plaza de Armas, em Cusco, no Peru


A partir daqui parei com todos os remédios halopáticos e segui apenas com a medicação homeopática que já estava tomando com a orientação da minha médica particular preferida, mamãe! Segui tomando o Rhus Tox e soro oral, mais os cuidados do Ro, dieta de pollo no jantar e até que enfim a febre baixou.

Mais um exame da Ana, dessa vez em Cusco, no Peru

Mais um exame da Ana, dessa vez em Cusco, no Peru


O dia seguinte passei sem febre, até saímos no final do dia para dar uma caminhada rápida, fomos à Plaza de Armas e jantamos na Cantina Italiana, brochetas de pollo y papas cocidas. Finalmente sinto que estou melhorando! Resolvi fazer exames no Laboratório El Sol no dia seguinte, precisava descobrir que praga era essa que não me deixava! Fiz uma massagem inca com a Jesica em um dos mercadinhos ali do lado. Em Cusco você encontra dezenas de meninas oferecendo massagem, algumas delas tem até “serviço especial” depois das 23h. O Ro conseguiu agilizar a compra dos nossos tickets para Machu Picchu no Ministério da Cultura e cortou o cabelo. Sara, a farmacêutica lá do laboratório conseguiu agilizar o resultado dos exames, que infelizmente se mostraram meio ruins, ainda tenho a infecção, só estou melhorando por que depois de uma semana, com a ajuda da homeopatia, meu corpo começou a reagir sozinho! Tanto estou reagindo que hoje resolvi testar meus limites e comi um bife de alpaca, com zero de gordura e colesterol, e batatas cozidas. Hummm! Preciso ficar forte, logo logo o Gustavo chega e teremos muitas aventuras por aí!

A noite cai na Plaza de Armas, em Cusco, no Peru

A noite cai na Plaza de Armas, em Cusco, no Peru


Bem, agora já é o dia 25, há 9 dias estou lutando contra essa porcaria de doença e parece que finalmente vou ganhar! Saímos para uma caminhada no centro histórico, trocamos alguns tickets para Machu Picchu no Ministério da Cultura, e conseguimos já comprar as passagens de trem na Peru Rail. Tudo pronto para Machu Picchu! Almoçamos em um restaurante thai na Plaza de Armas, sem temperos, comi sanduíche de frango e passei bem! Saiu o resultado do anti-biograma e consegui logo descobrir qual seria o medicamento que mataria de vez a bactéria. E adivinhem se não era o bom e velho ciprofloxacino? Mesmo amigo que me salvou de uma bactéria peruana em Huaráz a mais de um ano atrás. Mesmo bem, minha homeopata mamãe me indicou tomar o remédio, já que vou abusar nas montanhas incas daqui pra frente. Amanhã o Gustavo chega e começam as nossas explorações pela região de Cuzco e o Vale Sagrado. É a minha prova de fogo! E depois dessa tenho certeza que essas bactérias peruanas não me pegam mais!

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Sete Cidades

Brasil, Piauí, Teresina, Piripiri (P.N. Sete Cidades)

Formações rochosas no Parque Nacional de Sete Cidades - PI

Formações rochosas no Parque Nacional de Sete Cidades - PI


O Parque Nacional das Sete Cidades está localizado próximo à cidade de Piripiri, no interior do Piauí e no mês de junho deste ano ele completará 50 anos de fundação. Um monumento natural formado há milhões de anos pela ação da natureza, erosão, ventos e água. As formações possuem o aspecto de casco de tartaruga, como as que vimos no parque do Catimbau, porém em maior número e concentração.

A famosa Pedra da Tartaruga, no Parque Nacional de Sete Cidades - PI

A famosa Pedra da Tartaruga, no Parque Nacional de Sete Cidades - PI


Pesquisadores antigos defendiam a teoria de que as formações rochosas seriam ruínas fenícias. Rochas areníticas desenhadas em formatos de tartaruga, elefante, cachorro e tantas outras quanto pudermos imaginar. São sete agrupamentos de rochas, cada cidade possui suas esculturas naturais: O Beijo, Três Reis Magos, Mapa do Brasil já visitados há mais de 5 mil anos pelos homens pré-históricos que passavam por esta região.

A mão de seis dedos, no Parque Nacional de Sete Cidades - PI

A mão de seis dedos, no Parque Nacional de Sete Cidades - PI


Pinturas rupestres pertencem à tradição agreste e são similares às encontradas no Lagedo Soledade, mãos carimbadas e algumas formas de contagem e desenhos geométricos. Ainda não foram feitas escavações no local, porém há potencial, já que pinturas chegam a tocar o chão, o que sugere que há mais história escondida por trás daquela camada de terra ali depositada.

Pinturas rupestres no Parque Nacional de Sete Cidades - PI

Pinturas rupestres no Parque Nacional de Sete Cidades - PI


Do mirante podemos ver todo o complexo das Sete Cidades e a vegetação, que segundo Carminha, nossa guia, é verde quase o ano todo, já que a região possui muitas nascentes. Ao lado do Centro de Visitantes mesmo existe uma piscina “natural” utilizada pelo hotel e por alguns turistas mais afoitos. A piscina em si não é natural, mas sim a água dela que brota em um olho d´água vizinho. Nós mesmos queríamos nos refrescar, mas a pressa nos fez passar esta, que estava lotada de estudantes do Maranhão que vieram visitar o parque.

Visitando o Parque Nacional de Sete Cidades - PI

Visitando o Parque Nacional de Sete Cidades - PI


Carminha também me fez uma boa propaganda das Opalas, pedra semi-preciosa encontrada apenas em minas aqui no Piauí, na cidade de Pedro II e na Austrália. A Opala é uma pedra furta cor e por isso pode ser trabalhada em diversas cores, predominando o azul e o branco. Quase não compro souvenirs, pois não temos como carregá-los. Por isso o meu ponto fraco são os artesanatos pequenos e que vou usar muito, como um brinco de opala! Rsrsrs! Afinal, onde mais vou encontrar um destes? Rsrsrsrs!

Com a nossa guia, Carminha, na famosa Pedra da Tartaruga, no Parque Nacional de Sete Cidades - PI

Com a nossa guia, Carminha, na famosa Pedra da Tartaruga, no Parque Nacional de Sete Cidades - PI


Saímos de Piripiri com roupas lavadas e prontos para uma viagem de 2 horas até Teresina, um “pequeno” detour no nosso roteiro. Chegamos e logo nos localizamos na cidade. Teresina é uma cidade planejada, cortada por dois rios, Poty e Parnaíba, acaba sendo mais fácil mesmo. Fomos direto para o Ibis básico, garantia de uma boa cama e um bom chuveiro, estamos precisando. Como hoje não havíamos almoçado, pouco depois saímos para jantar na super rede de restaurantes e Churrascaria Favorito. Impressionante, no mapa que peguei no hotel tem uns 5 Favoritos só na Zona Leste! Nunca vi isso nem em São Paulo! (não contam franquias como Mc Donalds!)

Explorando o Parque Nacional de Sete Cidades - PI

Explorando o Parque Nacional de Sete Cidades - PI


Depois do jantar, decidimos dar uma voltinha a pé pela zona leste, vimos um botecão com música sertaneja, não muito no nosso gosto musical. Demos a volta no quarteirão e acabamos caindo no Jóquei Clube, onde estava tendo o pré-carnaval animadíssimo! Era a eleição do rei e da rainha do carnaval da terceira idade! Várias senhorinhas vestidas de passistas e outras fantasias carnavalescas, todas entre 60 e 80 anos e com muito samba no pé! A Elke Maravilha estava no júri, aquela peça de sempre, foi a primeira a mudar o voto para a senhorinha mais engraçada e menos provável, que estava com uma peruca de balões de festa! Hahaha! Acabou ganhando uma senhorinha linda, 71 anos, passista perfeita de escola de samba.

Concurso de Rainha 3a idade do Carnaval , em Teresina - PI

Concurso de Rainha 3a idade do Carnaval , em Teresina - PI


Bem, vamos procurar a nossa turma, continuamos andando. Subimos alguns quarteirões e chegamos finalmente ao Água de Chocalho, bar com música e comidas regionais, forró, etc. Lotado e com uma longa fila de espera. Acabamos indo para o Planeta Diário, um pub que nos foi indicado no hotel e por um novo amigo da fila do Chocalho. O pub tem o nome inspirado no jornal do Superman, o “Daily Planet”.

No bar Planeta Diário, em Teresina - PI

No bar Planeta Diário, em Teresina - PI


Fizemos um “esquenta” na parte de fora do bar, vendo o movimento e sentindo o clima dos jovens teresinenses. Povo animado, o lugar lotou já era mais de meia-noite quando entramos e estava tocando uma banda ótima Mary Jane, se não me engano. A mulher manda muito bem! Uma presença de palco fenomenal, tem pinta de estrela. Depois um DJ e outra banda com uma cantora ótima, músicas bem escolhidas. Nos divertimos demais! Mesmo assim confesso, que não é nenhum Nós & Elis, mas essa história eu conto para vocês amanhã.

Palco do Planeta Diário, em Teresina - PI

Palco do Planeta Diário, em Teresina - PI

Brasil, Piauí, Teresina, Piripiri (P.N. Sete Cidades), Parque Nacional de Sete Cidades, trilha

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