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Blog da Ana - 1000 dias

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Soy loco por ti América

Brasil, São Paulo, São Paulo

Hoje faço aqui o pré-lançamento da nossa coluna “Soy loco por ti América”, vocês já devem ter visto a chamada na home. Com esta coluna pretendemos mostrar a todos vocês personagens que encontramos no meio do caminho, seu jeito de falar, sotaques de cada lugar desta nossa América querida. E melhor, já que estamos passando por tantos lugares na América, por que não colher depoimentos que respondem porque cada um gosta de viver ali, naquele lugarejo deste continente?
Cada vídeo desses é uma fotografia daquela cidadezinha ou região e o resultado de todos eles juntos daqui 1000dias será uma fotografia da América, o novo mundo construído por tantas raças, crenças e pessoas que de alguma forma estão interligadas, “ou não”, como diria Caetano.
Vejam o começo deste trabalho no nosso canal no youtube e conheça um pouco mais dos nossos vizinhos.

YOUTUBE – 1000DIAS - www.youtube.com/user/1000diasAmerica

Coming soon
Teremos o link para esta coluna no nosso site, onde ficará ainda mais fácil de acompanhar e assistir os vídeos do “Soy loco por ti América”.

Brasil, São Paulo, São Paulo, soy loco por ti américa

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Rota da Neve

Brasil, Santa Catarina, Urubici, Rio Grande Do Sul, São José dos Ausentes

Araucária, árvore típica na região de Urubici - SC

Araucária, árvore típica na região de Urubici - SC


Manhã gelada e enevoada em Urubici. A cidade já não parecia muito aconchegante com o céu nublado. Algumas horas depois, olhamos pela mesma janela e aquilo que parecia não poder piorar, ficou ainda mais fantasmagórico. Já não podíamos enxergar bem as montanhas que compunham a paisagem no vale de Urubici.

Urubici (SC) antes da neblina

Urubici (SC) antes da neblina


Urubici (SC) depois da neblina

Urubici (SC) depois da neblina


A vontade é de se fechar no hotel, com aquecimento, e não sair até os termômetros marcarem acima de 15°C, mas a viagem tinha que seguir. E já que está frio, lá vamos nós novamente em busca de neve e novas paisagens. Subimos a estrada para o Morro da Igreja, na esperança de encontrarmos ou neve, se o clima continuar frio e fechado, ou a vista da serra e da famosa Pedra Furada. A nossa sorte foi tanta que não vimos nem um, nem outro. Encontramos novamente o tempo fechado de ontem a noite, desta vez conseguindo enxergar um pouco mais, 5m à frente.

A neblina toma conta do alto do Morro da Igreja, ponto mais alto da região sul do país (em Urubici - SC)

A neblina toma conta do alto do Morro da Igreja, ponto mais alto da região sul do país (em Urubici - SC)


Nesta mesma estrada asfaltada fizemos um pequeno detour para conhecer a Cachoeira do Véu da Noiva. O nome não é por acaso, uma cascata larga, onde a água escorre pelas pedras formando um lindo véu branco.

A Cachoeira Véu a Noiva, no caminho para o Morro da Igreja, em Urubici - SC

A Cachoeira Véu a Noiva, no caminho para o Morro da Igreja, em Urubici - SC


Em cada parada a nossa pergunta é a mesma: será que vem neve? Todos estão sempre muito bem informados da previsão do tempo, acompanhando atentos ao que é um acontecimento importante para o turismo na região.

As lojas aproveitam para vender artigos para o frio, em Urubici - SC

As lojas aproveitam para vender artigos para o frio, em Urubici - SC


Melhor ainda é ouvir as histórias das neves que passaram por aqui. Em 1955 foi uma das piores nevascas registradas, com acúmulo de quase dois metros de neve. Depois disso houve várias outras, até mesmo na semana passada, sem acúmulo, todas com muitas fotos e histórias para contar.

Neve, por enquanto, só em fotos! (em Urubici - SC)

Neve, por enquanto, só em fotos! (em Urubici - SC)


Seguimos viagem em busca da neve. Urubici ainda faz parte dos nossos planos, antes ou depois dos 1000dias teremos que voltar no verão para as travessias da serra, caminhadas e quem sabe até um banho de cachoeira. Agora pegamos 70km de asfalto até Bom Jardim da Serra e vamos rumo à cidade de São José dos Ausentes.

Placa de trânsito comum na região de Urubici - SC

Placa de trânsito comum na região de Urubici - SC


Os últimos 45km de estrada de terra passam dentre campos altos, fazendas e lindos bosques de araucárias. Atravessamos a fronteira de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul por uma longa ponte sobre o Rio das Contas, assim chamado por ser o local onde se faziam os acertos de contas entre os antigos fazendeiros.

Atravessando a bucólica fronteira entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, no caminho entre as cidades mais frias do país

Atravessando a bucólica fronteira entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, no caminho entre as cidades mais frias do país


Chegamos ao Hotel Fazenda Monte Negro no final da tarde e fomos recepcionados pelo proprietário, o Seu Domingos. Um típico gaúcho, vestido em trajes tradicionais, bota, lenço chapéu e o seu casaco sobretudo preto. Não demorou muito chegou também um casal, Orlei e Ana, que nos fizeram uma bela surpresa. “Não adianta se esconderem, nós sabemos quem vocês são, de onde vocês vem e o que vocês fizeram no verão passado!” rsrsrs! Eles estavam no mesmo hotel que nós em Urubici, viram a Fiona e, curiosos, acessaram o site e ficaram sabendo tudo sobre a viagem.

Chegando ao Rio Grande do Sul, nosso 23o estado nesta viagem

Chegando ao Rio Grande do Sul, nosso 23o estado nesta viagem


Orlei é montanhista e Ana triatleta, além de fotógrafos, eles possuem uma empresa de montanhismo e técnicas verticais, a Mundo Vertical. Imaginem se não tivemos afinidade e assuntos infindáveis com o casal? Dicas de estradas, roteiros e montanhas, até descobrimos que já devemos ter cruzado a Ana nas travessias em Santa Catarina, nadadora de ponta nas provas da travessias.com. É, já nem sei que em número parei, mas essa vale entrar para a série “Aventureiros se atraem”.

Com a Ana e o Orley no restaurante do hotel na região de São José dos Ausentes - RS

Com a Ana e o Orley no restaurante do hotel na região de São José dos Ausentes - RS


A previsão do tempo não está das melhores, não apenas pelo frio, pelo qual estamos torcendo, mas também pela grande umidade e quantidade de chuva. Estamos na parte mais alta do município mais frio do Rio Grande do Sul, resta saber se chegamos na hora certa.

Brasil, Santa Catarina, Urubici, Rio Grande Do Sul, São José dos Ausentes, Estrada do Monte Negro

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Maracas Bay

Trinidad e Tobago, Maracas Bay

Maracas Bay, na ilha de  Trinidad

Maracas Bay, na ilha de Trinidad


Trinidad é uma grande ilha banhada pelo oceano Atlântico de um lado e pelo Mar do Caribe do outro. Depois de conhecermos a sua capital, cidade grande em pleno desenvolvimento, seus pássaros e lago de piche, chegou a hora de explorarmos suas praias. Fomos direto para uma das praias mais procuradas pelos trinidadians, Maracas Bay.

Coqueiros em Maracas Bay, na ilha de  Trinidad

Coqueiros em Maracas Bay, na ilha de Trinidad


Maracas Bay fica há apenas 45 minutos de Maraval, dependendo do trânsito que enfrentar e o tipo de condução que usar. Nós estávamos decididos a pegar um Maxi Táxi, pois queríamos mesmo ver se esse negócio funcionava, além de ser mais barato. Pegamos um route táxi até o centro de Maraval e de lá tivemos sorte de logo aparecer um Maxi que nos levou até Maraval. Digo sorte pois em um domingo nunca se sabe ao certo quanto tempo eles podem demorar, ou quantos carros estão mesmo trabalhando. A estrada de Maraval para Maracas Bay é tortuosa, vai circundando, subindo e descendo montanhas, nas encostas da ilha com paisagens magníficas. Pena que não podíamos pedir para ele parar para tirarmos fotos. A van parece mesmo as lotações brasileiras ou aqueles minibuses da Bolívia (para quem já foi lá), mas com uma música bem mais interessante.

Litoral recortado na região de Maracas Bay, na ilha de  Trinidad

Litoral recortado na região de Maracas Bay, na ilha de Trinidad


Uma hora depois chegamos à Maracas. Água verde transparente, praia lotada para padrões tribagonians, mas nada comparável às praias cariocas em um domingo normal. As famílias se espalham pela praia, trazem seus piqueniques, alguns poucos europeus se esticam em cadeiras e toalhas enquanto os homens e crianças jogam uma versão de críquete simplificada parecida com o bets.

Mistura de cricket e bets, na praia em Maracas Bay, na ilha de  Trinidad

Mistura de cricket e bets, na praia em Maracas Bay, na ilha de Trinidad


Tyricos Bay é a praia vizinha, menor e tranquila, é a preferida das famílias indianas. Eles colocam seus carros na areia da praia, montam seus piqueniques e fazem aquela disputa básica de som. Foi até uma boa forma de tentar comparar o calypso e a soca, rsrsrs!

Quase um ano depois, de volta ao mar do Caribe, em Maracas Bay, na ilha de  Trinidad

Quase um ano depois, de volta ao mar do Caribe, em Maracas Bay, na ilha de Trinidad


Mar verdinho, transparente e convidativo. Depois de um banho e alguns jacarés, voltamos para Maracas Bay e provamos algumas iguarias da culinária local, o famoso bake and shark. É um sandubão de filé de tubarão empanado com saladas e molhos a sua escolha, sendo que o pão é uma massa frita meio diferente, mas tudo muito gostoso! O Ro comeu um sanduíche recheado de saladas, em um pão frito feito de massa de batata, muito gostoso também.

Atacando um 'Bake and Shark', em Maracas Bay, na ilha de  Trinidad

Atacando um "Bake and Shark", em Maracas Bay, na ilha de Trinidad


Final da tarde rolou um happy hour no boteco mais agitado da praia, melhor lugar para observar pessoas, jovens e costumes locais. Um grupo mais animado estava dançando sem pudor algum, se mudasse a música de fundo para funk, pensaríamos que estávamos em um baile no Rio de Janeiro. Logo dois caras vieram dividir a mesa conosco, enquanto lanchavam seu bake and shark, um deles sírio que mora aqui em Trinidad e o outro nascido em Trinidad e Tobago, mas crescido e criado nos EUA. Era a segunda vez que Paul vinha para sua terra natal para visitar sua irmã e cunhado. No final eles acabaram nos oferecendo uma carona, pois iam para Maraval também, paramos no mirante e trocamos contatos, quem sabe nos veremos quando passarem pelo Brasil.

Fazendo amizades em Maracas Bay, na ilha de  Trinidad

Fazendo amizades em Maracas Bay, na ilha de Trinidad


Um domingo relax e bem à moda da casa, aproveitando para entrar um pouco mais no dia-a-dia do povo de Trinidad, conhecer sua cultura, seu lazer e estilo de vida. Baterias recarregadas para o dia de amanhã, que vamos conhecer as montanhas de Trinidad, o dia promete!

Litoral recortado na região de Maracas Bay, na ilha de  Trinidad

Litoral recortado na região de Maracas Bay, na ilha de Trinidad

Trinidad e Tobago, Maracas Bay, Porto of Spain, Praia, Trinidad, Trinidad and Tobago

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Puerto Maldonado, Amazônia Peruana

Peru, Puerto Maldonado

Fim de tarde sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Fim de tarde sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Além de importante ponto de passagem pela Carretera Interoceânica para aqueles que, como nós, estão a caminho de Cuzco, Puerto Maldonado é um dos principais pontos de partida para as aventuras amazônicas dos turistas de todas as partes do mundo que vem até o Peru e querem ver algo diferente depois de passarem por Machu Picchu.

Admirando o pôr-do-sol do alto da ponte sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Admirando o pôr-do-sol do alto da ponte sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Localizada na confluência de dois grandes rios, Tambopata e Madre de Dios, ela é a porta de entrada para reservas de turismo ecológico estruturadas para receber turistas exigentes com gosto pela aventura. Jungle Lodges de todos os preços e estruturas estão localizados ao longo dos rios e oferecem tours de 2 até 8 dias de incursão pela floresta prometendo um mergulho na fauna e na flora amazônica.

A bela ponte que atravessa o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

A bela ponte que atravessa o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


A Reserva da Tambopata, Colpa de Guacamayos e o Parque Nacional Manu são as principais atrações. Elas garantem o avistamento de ariranhas, jacarés, macacos, diversos tipos de pássaros e na época certa, uma das maiores revoadas de araras vermelhas. Os guacamayos (araras), constroem seus ninhos em buracos feitos nos barrancos do rio na época seca. Na última semana alguns turistas ainda deram sorte de cruzar com uma onça pintada, o prêmio máximo dos que se aventuram por essas terras.

Barco navega nas águas do rio Madre de Dios durante o entardecer em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Barco navega nas águas do rio Madre de Dios durante o entardecer em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Nós chegamos sem grandes expectativas, como acabamos de vir de uma temporada internados na Reserva Mamirauá, um jungle lodge do lado brasileiro, pensamos em explorar em um dia os arredores da cidade e seguirmos para Cuzco. Para sentirmos bem o clima e aproveitarmos o pouco tempo que tínhamos, resolvemos ficar hospedados no Wasaí Lodge, às margens do Rio Madre de Dios. O lodge é simples, sem muitas firulas, mas bem integrado à natureza tem casas altas em meio às árvores e com janelas apenas protegidas por telas mosquiteiras. Turistas vem e vão deste lodge que serve apenas como base para os tours e o lodge principal que está localizado no meio da floresta, rio abaixo.

Fim de tarde sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Fim de tarde sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Pelas passarelas da pousada cruzamos com uma família de preguiças que vive por aqui. Fiquei horas interagindo com uma delas, que me ensinou como o bicho preguiça de preguiçoso não tem nada. Ele saracoteou pelas árvores ao redor da pousada e até escalou por dentro o telhado da sala de estar onde eu estava usando a internet.

O simpático bicho-preguiça que vive nos jardins do nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

O simpático bicho-preguiça que vive nos jardins do nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


O ativo bicho-preguiça que vive no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

O ativo bicho-preguiça que vive no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Incrível a flexibilidade, força e tranquilidade com que ela se movimenta, suportando todo o seu peso em pequenas agarras que encontra na parede ou teto, com apenas um braço e seus três dedos! AMEI! É ou não é o bichinho mais amado da face da terra?

O ativo bicho-preguiça que vive no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

O ativo bicho-preguiça que vive no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Enquanto observava nossa amiga preguiça eu preparava um macerado de melão caetano, folhas que eu tinha pego com o Duda, irmão do Nilson Mendes lá em Xapuri. O Nilson me garantiu que o macerado desta planta com mel me curaria da rinite e dessa porcaria de pneumonia que quis me atacar. Passei a manhã fazendo esse macerado, consegui uma tigela com o pessoal da cozinha do lodge, amassei a planta e misturei com o mel. Quando estava pronto o pessoal da pousada me viu e disse que antes de tomar aquilo, que falasse com a Dona Elsa, a mãe do dono da pousada que conhece todas as receitas da floresta! Uma figura rara, Dona Elza tem 88 anos e um pique invejável! Me contou que seu marido passou mais de 20 anos lutando contra um câncer, sendo 15 deles só tomando as garrafadas que ela preparava. A garrafada pode ter diferentes ingredientes, mas mel, pisco, pau unha de gato e um melado mais comum aqui no Perú são sempre a base. Fez que fez, falou, dançou e até colocou “este chico brasileño” que ela adora para tocar: Michel Teló! Queria que eu ensinasse a dancinha e tudo. Uma loucura a veinha! Rsrs! Enfim, tomei a garrafada e ela me fez prometer que voltaria ali para as outras doses. É Donda Elsa, mal sabia eu que não poderia cumprir a minha promessa.

Socializando com um simpático bicho-preguiça no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Socializando com um simpático bicho-preguiça no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Peru, Puerto Maldonado, Amazônia, Amazônia Peruana, floresta, Tambopata, Wasaí Lodge

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Diz aí se você gostou, diz!

Estradas Equatorianas

Equador, Montañita, Quito


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As estradas equatorianas não são fáceis. Hoje percorremos uma das principais rotas entre a capital Quito e o litoral do país. Por um lado nunca nos sentimos tão em casa, pois essa via litorânea vai passando por balneários, pequenos povoados e cidades ao longo da rodovia, exatamente como o litoral brasileiro. Muitas montanhas verdes, muita banana, pássaros, gente na rua, se piscarmos o olho e nos distrairmos pensamos que estamos no Brasil.

Por outro lado a combinação disso, ao relevo completamente montanhoso, estrada curva e a pouca prática de ultrapassagens dos outros veículos, faz com que uma viagem de 400km demore de 6 a 7 horas! Além disso a sinalização é péssima e mapas rodoviários quase impossíveis de encontrar. Pegamos as dicas das cidades por onde deveríamos passar com o nosso novo amigo quiteño, Cristian. No mapa parecia lógico pegarmos a 40 e encontrarmos a Panamericana perto de Latacunga e subir para Quito. Cristian nos alertou que parte desta estrada que está no mapa mal existe, que o caminho correto é subir em direção à Manta e pegar a Rodovia 30, passando por Santo Domingo de los Colorados. Lá fomos nós entre curvas e montanhas e com muita paciência, pois a ansiedade para chegar estava grande! Hoje é o dia que encontraremos os nossos amigos e padrinhos de casamento Laura e Rafael, que chegaram em Quito ontem. Eles farão todo o trecho do Equador conosco, quando vamos conhecer os vales, vulcões e cordilheiras e fecharemos com o tão esperado live aboard em Galápagos!

Encontrando a Laura e o Rafa em Quito, no Equador

Encontrando a Laura e o Rafa em Quito, no Equador


Entrar em Quito foi outra aventura, a cidade possui uns 35km de extensão, localizada ao longo de um imenso vale na inclinação oriental do Pichincha, vulcão ativo de 4.794m de altura. Instalados em um hotel em Mariscal, ainda conseguimos aproveitar a noite para conhecer a famosa Calle La Ronda, uma rua no centro histórico cheia de restaurantes, bares e um bom agito!

Caminhando de noite pela rua Ronda, no centro de Quito - Equador

Caminhando de noite pela rua Ronda, no centro de Quito - Equador

Equador, Montañita, Quito, estradas

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Ponte de Pedra

Brasil, Goiás, Cavalcante

Sobre a bela Ponte de Pedra, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Sobre a bela Ponte de Pedra, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


Ponte de Pedra é uma das dezenas de atrações nos arredores do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Porém não é mais uma e sim uma das mais espetaculares. Um arco de pedra imenso aberto pelo lento e paciente trabalho das águas do Rio São Domingos, nos leva a um cânion estreito e maravilhoso, com um salto de aproximados 100m de altura.

Nadando no estreito canyon atrás da Ponte de Pedra, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Nadando no estreito canyon atrás da Ponte de Pedra, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


A estrada que vai de Cavalcante a Colinas do Sul e Niquelândia, dá acesso ao Sítio (ou fazenda) Renascer, onde começa a trilha, cobrando a entrada 5 reais por pessoa. A estrada de terra dentro da propriedade não está nas melhores condições, mas de 4 x 4 e um pouco de paciência conseguimos encurtar uns 5km de caminhada.

Visual da Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Visual da Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


Uma vez na trilha, nos divertimos lendo as placas colocadas em cada espécie de árvores, jatobás, candeia e diversas outras, desde a mata mais densa até o cerrado de altitude. Passamos por uma primeira cachoeira, logo no início da trilha, a Cachoeira Renascer. Acredita-se que suas águas possuem propriedades curativas, não custa tentar, né?

Água despenca em garganta na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Água despenca em garganta na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


Chegamos a pouco mais de 1.350m no alto do mirante da Ponte de Pedra e nadamos até a beirada da queda, passando pela fenda aberta pela água, saltamos dos 6m de altura no poço que antecede a garganta. Liberdade e comunhão com natureza intensas, deve ser essa a energia que todos falam que encontram aqui na Chapada dos Veadeiros.

Sobre a bela Ponte de Pedra, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Sobre a bela Ponte de Pedra, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


Com o Chico, no poço embaixo da Ponte de Pedra, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Com o Chico, no poço embaixo da Ponte de Pedra, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


No retorno para a cidade ainda paramos rapidamente para conhecer a Pousada Cayana, que possui uma imensa piscina natural, chalés de adobe e restaurante que funciona mais na alta temporada. Lugar gostoso para um final de semana tranquilo e romântico, do chalé para a prainha, da prainha ao chalé. Hummm!

Rio na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Rio na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Brasil, Goiás, Cavalcante, cachoeira, Chapada dos Veadeiros, parque nacional, Ponte de Pedra

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Praia cor-de-rosa

Bahamas, Eleuthera - Harbour Island

Um dia na praia...

Um dia na praia...


A cor da areia é rosa, um rosa bebê bem clarinho. Isso devido às conchas que se esmigalham e viram grãos cor-de-rosas, ajudando a formar esta areia colorida. O mar é azul transparente, isso por que estamos no Caribe e toda a formação da ilha é calcária, o que ajuda a filtrar a água nos seus arrecifes e praias. Em toda a praia encontramos uma alga, verdinha que parece couve refogada, beeeem fininha. São tantas algas que varrê-las já faz parte da rotina diária dos hotéis na beira da praia, todas as manhãs. Enquanto andamos observando esta cena, percebo que a praia está repleta de águas-vivas, ou “portugueses” como aprendemos por aqui e continuo rindo sozinha do nome que resolveram dar a este bicho, afinal, por que esse nome engraçado? Depois de olhar com cuidado as “portugueses” na beira da praia foi que me dei conta, não sei como isso não me ocorreu antes! Essas águas-vivas, cheias de fios daqueles bem doloridos, são conhecidas no Brasil como caravelas! Caravelas = Portugueses! Viu só, tudo tem um por que! Hahahaha! Filosofias de uma brasileira nas Bahamas... Quem agüenta?

Felizes na praia - Harbour Island - Bahamas

Felizes na praia - Harbour Island - Bahamas


Depois de andar na praia, estudar o nosso computador de mergulho da Fun Dive e cansar de me esconder do vento enrolada na toalha, resolvemos voltar à pousada e sair para uma corridinha. Uma bela forma de conhecer a Ilha. Corremos pelas novas vizinhanças, ainda não exploradas e percebi que realmente eu não estava tão “out” quando falei dos podres de ricos. Corremos pela Bay Street até chegarmos a uma praia formada na maré baixa, uma espécie de mangue seco. Digo uma espécie, pois não consigo ter certeza se é mangue ou não, já que aqui mangue não faz lama, mesmo se fizesse a lama seria rosa, e também não tem cheiro ruim. Seguindo por esta praia passamos por várias casas onde só se pode chegar de barco. Todas elas com seus barcos e iates nos seus piers privados, mesmo que vazias. É... realmente é mais fácil viver se olhamos para baixo na pirâmide, por que se olhamos para cima vemos como ainda somos pobres!

Relaxando na praias de areias rosa

Relaxando na praias de areias rosa


Mais tarde vamos para a pousada do John, figuraça, (vocês acreditam que até no enterro do Bob Marley ele foi?) ver o sol se por na baía, escrevendo os nossos posts. Jantar na Marina Valentines onde vamos deixar uma camiseta do 1000dias fazendo parte da decoração do bar, amanhã colocarei uma foto para vocês verem. Vamos ver qual será a programação do dia. Tínhamos mergulhos agendados, mas a droga do vento nordeste (eu achei que era noroeste) estragou todos os pontos de mergulho de Eleuthera... Acho que teremos que nos contentar com os corais e a praia cor-de-rosa.

Pôr-do-sol na pousada em Harbour Island - Eleuthera - Bahamas

Pôr-do-sol na pousada em Harbour Island - Eleuthera - Bahamas

Bahamas, Eleuthera - Harbour Island, Caribe, ilha, Pink Sand Beach, Praia

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O Mar de Kona

Hawaii, Big Island-Green Sand Beach, Big Island-Kona

Chegando à paradisíaca Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí

Chegando à paradisíaca Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí


Kona é a sede para a maior e mais importante prova de triátlon no mundo, afinal foi aqui que nasceu o Iron Man, prova em que os competidores passam de “meros” ciclistas, corredores ou nadadores ao status de superatletas, super heróis ou semi-deuses do esporte. Já é o 34° ano em que a Big Island, Hawaii - recebe aproximadamente 1800 atletas que irão percorrer 226 km (3.800m de natação, 180km de bike e 42km de corrida) sobre o sol escaldante e através dos campos de lava de Kona, para receber o título de IronMan (Homens de Ferro).

Manhã de muito sol e céu azul em Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí

Manhã de muito sol e céu azul em Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí


Uma curiosidade nesta história é que a famosa prova de Kona começou, na realidade, na cidade de Waikiki em 1978, quando 15 atletas aceitaram o desafio colocado pelo casal Judy e John Collins, ex-membros da marinha americana. Foi apenas em 1981 que a prova foi realocada para Kona, onde mantém intacta a sua tradição desde então.

A belíssima vista do B&B em Kona, na Big Island, no Havaí

A belíssima vista do B&B em Kona, na Big Island, no Havaí


Porém os mares de Kona não são apenas para os incansáveis e heroicos atletas. Há muito nesta costa para meros mortais como nós, que queremos um pouco de praia, sombra e água fresca.

Com as populares cadeiras-mochilas, banhistas chegam à Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí

Com as populares cadeiras-mochilas, banhistas chegam à Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí


A maioria dos vôos para a Big Island chega no aeroporto internacional de Kona, que embora não seja a capital da ilha, é a cidade com maior infraestrutura turística. A melhor forma de se movimentar por aqui é alugando um carro, percorrendo a ilha do alto do Mauna Kea aos campos de lava e vulcões do Hawaii Volcano National Park (veja um roteiro resumido de Big Island aqui).

Admirando o mar ao sul da Big Island, no Havaí

Admirando o mar ao sul da Big Island, no Havaí


Nós chegamos à Ilha pelo aeroporto internacional de Hilo, a capital da Big Island, por isso o nosso roteiro começou pela costa leste, percorreu as montanhas e vulcões e chegou à costa oeste pelo sul da ilha, explorando nos últimos dias a belíssima costa de Kona.

Nosso jipe nos leva pelo difícil caminho da Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí

Nosso jipe nos leva pelo difícil caminho da Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí


O roteiro litorâneo começou no ponto mais ao sul da ilha, não coincidentemente também referido como o ponto mais ao sul dos Estados Unidos da América. O Hawaii é o mais tropical dos estados americanos e o South Point é o ponto mais austral de todo o país.

Passeio na ponta sul da Big Island, no Havaí

Passeio na ponta sul da Big Island, no Havaí


O South Point está sobre uma longa costa de penhascos rochosos com uma bela vista do Oceano Pacífico. Pescadores locais ficam no alto dos penhascos em busca da janta do dia, enquanto turistas chegam e vão nos seus jipes abertos, alguns bravos o suficiente para saltar do alto da pedra no mar azul abaixo.

Mergulho no penhasco que forma a ponta mais ao sul dos Estados Unidos, no sul da Big Island, no Havaí

Mergulho no penhasco que forma a ponta mais ao sul dos Estados Unidos, no sul da Big Island, no Havaí


O único meio de voltar à terra firme é através de uma escada, no ponto mais ao sul da Big Island, no Havaí

O único meio de voltar à terra firme é através de uma escada, no ponto mais ao sul da Big Island, no Havaí


A poucos quilômetros dali está a estrada para Papakolea ou Green Sand Beach, uma das duas praias de areias verdes em todo o mundo. As areias verde oliva são constituídas por olivinas, minerais vulcânicos raríssimos apenas encontrados aqui e em uma praia no arquipélago de Galápagos. A praia está na baía do Pu´hu Mahana um cone de cinzas vulcânicas formado há 49 mil anos.

A bela praia de Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí

A bela praia de Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí


O seu acesso é feito por uma estrada off road (5km), quem não está acostumado a dirigir em terrenos bem esburacados e acidentados deve preferir pegar uma carona (em torno de 20 dólares por pessoa), com um dos locais que oferece transporte de carro até lá. Se você tem tempo, a melhor opção é caminhar até a praia pela mesma trilha utilizada pelos carros, sentindo o vento do litoral e com vistas lindas do Pacífico.

O difícil caminho para a Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí

O difícil caminho para a Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí


Chegando à Green sand Beach, ou praia das areias verdes, no sul da Big Island, no Havaí

Chegando à Green sand Beach, ou praia das areias verdes, no sul da Big Island, no Havaí


Nós havíamos pago um valor extra no carro alugado para poder usar o 4x4 e matar as saudades de umas estradas mais aventurescas. Foram quase 30 minutos para transpor os 5km de trilha entre pedras, buraqueiras e terra, procurando qual seria o caminho correto entre tantas trilhas erodidas. Finalmente chegamos à Papakolea, a praia de areias verdes!

Nosso jipe nos leva pelo difícil caminho da Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí

Nosso jipe nos leva pelo difícil caminho da Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí


O cenário é lindo e as areias são mesmo verdes. Vale a pena o perrengue para conferir mais esta beleza havaiana.

Como o próprio nome diz, as areias são mesmo verdes na Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí

Como o próprio nome diz, as areias são mesmo verdes na Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí


Ali perto, um pouco mais à leste, seguindo pela estrada principal está a Punaluu Beach ou Black Sand Beach, eleita uma das mais bonitas da ilha. Nós não tivemos tempo de parar, mas sabemos que além de linda, tem fácil acesso e boa infraestrutura.

Delicioso mergulho nas águas azuis do mar ao sul da Big Island, no Havaí

Delicioso mergulho nas águas azuis do mar ao sul da Big Island, no Havaí


O litoral de Kona é todo elevado, grandes montanhas que terminam no mar com lindas baías e algumas praias de pedras, parques históricos havaianos e bons pontos de mergulho. Dirigindo em direção à Kona, antes de chegar à cidade de Captain Cook, você estará próximo ao Pu´uhonua o Honaunau National Historical Park. Reserve uns 30 minutos pelo menos para ver o parque, com esculturas e cabanas havaianas tradicionais, além das várias tartarugas que costumam ser vistas por ali.

O parque histórico de Pu'uhonua, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

O parque histórico de Pu'uhonua, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


Antiga canoa havaiana no parque histórico de Pu'uhonua, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Antiga canoa havaiana no parque histórico de Pu'uhonua, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


Se você gosta de snorkel ou mergulho, a baía de Honaunau, ao lado do parque, é um dos melhores pontos de shore dive para ver vida marinha e os belíssimos corais do Pacífico. Se é mergulhador, leve equipamento e tanques de mergulho que podem ser alugados em qualquer operadora de mergulho e aproveite os corais mais saudáveis que estão ao longo da costa.

Peixes nadam por entre os corais de Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Peixes nadam por entre os corais de Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


Dirija mais 30 minutos ao norte e chegará à Kealakekua Bay para fazer um snorkel com os golfinhos. Se quiser mesmo encontrá-los, terá que incluir o local na programação do dia seguinte, as 6 da manhã, quando os golfinhos retornam da caça para descansar na baía. Nós fomos até lá cedinho, mas não os encontramos. Voltamos mais tarde e eles já estavam longe, mais perto do Captain Cook Monument. A dica é alugar um caiaque para atravessar a baía (60 dólares e 20 minutos remando) ou agendar no dia anterior um barco de turismo que te leva direto lá (150 dólares).

As belas e tranquilas águas da baía dos golfinhos, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

As belas e tranquilas águas da baía dos golfinhos, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


Ao norte da cidade de Kona estão as praias mais bonitas deste litoral. Praias de areias brancas e ares de paraíso perdido no meio do Pacífico. Só não está totalmente perdido se você for até a praia em um final de semana, quando os locais se divertem em família e grupos de amigos se reúnem para o surf ou body board. Se tiver que escolher apenas uma, a nossa dica é ir até a Kua Bay, que reúne todos os pré-requisitos para um paraíso tropical à beira mar.

Manhã de muito sol e céu azul em Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí

Manhã de muito sol e céu azul em Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí


Descolando um tubo na praia de Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí

Descolando um tubo na praia de Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí


Praia, mergulhos, sítios arqueológicos havaianos, charmosos B&B ou grandes resorts com toda a infraestrutura turística mais american que você imaginar, não interessa qual seja o estilo de férias praianas que você está procurando,, sem dúvida irá encontrar aqui em Kona.

Hospedagem
Em Kona ficamos hospedados na casa de David e Eliane, ele neozelandês e ela suíça. Eles construíram alguns quartos na sua casa, entre Captain Cook e Kona e a transformaram em um Bed & Breakfast que ajudou a pagar a faculdade dos filhos. O quarto maravilhoso tem vista para o mar e o delicioso café da manhã é servido na sua casa, com frutas, ovos, pães, ao gosto do freguês com a companhia do simpatissíssimo casal. David é pastor evangélico, tem o dom da palavra e várias histórias lindas para contar. Foi um encontro belíssimo, recomendamos!

O maravilhoso café da manhã no B&B em Kona, na Big Island, no Havaí

O maravilhoso café da manhã no B&B em Kona, na Big Island, no Havaí

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Glacier National Park

Estados Unidos, Montana, Glacier National Park

Ursa Grizzly e seu filho se alimentam ao lado de rio na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos

Ursa Grizzly e seu filho se alimentam ao lado de rio na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos


O Waterton - Glacier National Park foi o primeiro parque internacional da paz, criado em 1932 em um acordo entre os Estados Unidos e o Canadá. O nome é bem sugestivo sobre a sua origem, mas chega a ser quase propaganda enganosa para aqueles que esperam chegar aqui e verem, mesmo no verão, os glaciares. Eu não fui a única a imaginar o parque inteirinho branco e com certeza durante o inverno ele deve ficar muito mais parecido com a imagem sugerida.

Belíssimo entardecer no Lake McDonald, maior lago do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Belíssimo entardecer no Lake McDonald, maior lago do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Entrando no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Entrando no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


O seu nome tem origem na formação geológica dos vales e montanhas que compõe as paisagens do Glacier. Vales em formato de “U” são o primeiro indício da erosão feita pelos glaciares, que escorrem como rios de gelo carregando com eles pedras e todo o material mineral que compõe essas imensas montanhas. Ficam para trás vales, lagos e montanhas com formas suaves e arredondadas, brancas no inverno, verdes no verão, amareladas no outono.

Vegetação ao redor do Lake McDonald, maior lago do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Vegetação ao redor do Lake McDonald, maior lago do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


O parque possui 37 pequenos glaciares e ainda que não cubram toda a sua extensão, eles ainda fazem parte da sua paisagem. Digo “ainda”, pois infelizmente não se sabe por quanto tempo. As mudanças climáticas tem acelerado a retração dos glaciares, que estão localizados na alta montanha. O papel destes glaciares é fundamental no ciclo de vida da fauna e da flora do parque como conhecemos hoje.

Grande gelieira no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Grande gelieira no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Eles são a fonte de água para todo o ecossistema durante os meses secos do verão e estima-se que em 30 anos podem deixar de existir. No futuro as florestas verdes subirão as montanhas, não mais hostis para o seu desenvolvimento, ocupando o espaço da vegetação rasteira que é fonte de alimento para determinadas espécies. Estas terão que emigrar em busca de alimento e áreas mais frias, alterando assim toda a lógica da cadeia alimentar deste bioma. É incrível que ainda existam pessoas que não acreditem no aquecimento global. Viajando por estas áreas mais frias vemos que sim, este ciclo de aquecimento e esfriamento do globo é cíclico e natural. O que não é natural é que nós, seres humanos, possamos acompanhar a olhos vistos uma mudança que deveria acontecer em milênios, não em décadas!

A magnífica paisagem do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

A magnífica paisagem do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Para aqueles que têm tempo, a melhor forma de explorar a região é caminhando. O parque é imenso e oferece um sistema de trilhas de todos os tipos, níveis de dificuldade e paisagens. Picos e passos em altas montanhas, ao redor de lagos ou seguindo vales e cânions até lindas cachoeiras. Depende apenas da disposição e do tempo que cada um tem para explorar. O parque também oferece um sistema de transporte que corre entre os principais pontos de acesso para as trilhas, super prático inclusive para quem quer fazer circuitos encurtando ou somando mais de um roteiro.

Cachoeiras e montanhas em forma de pirâmide no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Cachoeiras e montanhas em forma de pirâmide no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Aos que tem pouco tempo para conhecer a região, como é o nosso caso, o programa mais comum é cruzar a estrada do parque apelidada de “Going to the Sun”. A estrada sobe toda a cordilheira de montanhas e tem o seu ponto mais alto a 2.025m de altitude no Logan Pass. No caminho mirantes, cachoeiras, pequenas trilhas e vários trekkers que pelo simples fato de estarem ali nos lembravam a cada minuto que deveríamos ter programado mais tempo! Enfim, não programamos por que temos um objetivo e este está cada vez mais próximo, chegar ao Alasca antes do inverno!

A estrada 'Going to the Sun', nas montanhas do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

A estrada "Going to the Sun", nas montanhas do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Atravessando as montanhas do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Atravessando as montanhas do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Sendo assim depois do ponto mais alto da estrada, escolhemos uma trilha de uma hora, para podermos pelo menos esticar as pernas e vermos mais de perto a natureza do Glacier. A trilha escolhida foi a St. Mary Falls, uma caminhada tranquila de uns 3 km até as cascatas de águas geladas.

Cachoeira de águas geladas no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Cachoeira de águas geladas no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Pela primeira vez, depois de muito pensarmos e discutirmos, achamos que seria prudente termos conosco um “bear spray”, spray de pimenta para nos proteger de um possível encontro mal sucedido com um grizzly pelas trilhas destes tantos parques nacionais por onde temos passado. O sentimento é engraçado, pois o medo de cruzarmos um urso em uma trilha e termos má sorte é tão grande quanto a vontade de encontrá-lo! Então, melhor estarmos garantidos. Na trilha, “urso” é o nosso tema preferido: em que tipo de floresta ele prefere ficar? Perto de pedras? Embaixo de troncos? Ou perto dos rios? Não sabemos, a única coisa que sabemos é que as placas dizem “Cuidado! Você está entrando em habitat de ursos. Uso de bear spray recomendado!”, senão obrigatório!

Cenário inspirador durante pequena trilha no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Cenário inspirador durante pequena trilha no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Voltamos à estrada e continuamos cruzando montanhas e lagos, agora já do outro lado da “triple divide”, divisor de águas tríplice que separa rios que correm para o Oceano Pacífico, para o Oceano Atlântico e para o Oceano Ártico! É um bom indício que estamos no caminho certo!

Muitos lagos de origem glacial no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Muitos lagos de origem glacial no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Às margens do St. Mary Lake conhecemos um motociclista canadense que fez a sua primeira viagem aos Estados Unidos. Trocamos informações e ideias sobre o nosso roteiro para o Canadá e ele acabou nos convencendo de conhecer também o lado canadense do parque. Saímos do Glacier em busca de um hotel na pequena vila de Babb, mas nada nos pareceu muito animador, então decidimos aproveitar as últimas horas de luz e voltamos ao parque, agora pela entrada do Many Glacier.

As luzes mágicas do entardecer na região de Many Glacier, no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

As luzes mágicas do entardecer na região de Many Glacier, no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Andamos menos de 15 quilômetros nesta estrada, antes mesmo de passarmos pelos portões do parque e encontramos um grupo de fotógrafos parados. Desci correndo conferir, achando que seria um alce ou elk. Quando olho para o rio, a minha reação foi automática, gritei a primeira sílaba para ao Rodrigo e logo me dei conta que não podia falar! Todos estavam no mais absoluto silêncio, só observando a mamãe grizzly e o seu filhote comendo folhas às margens do rio. Os primeiros ursos selvagens da nossa vida e damos de cara logo com dois grizzlies! Mãe e filhote a apenas 50m de distância!

Mamãe-urso se alimenta de berries na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos

Mamãe-urso se alimenta de berries na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos


Muito felizes com nosso primeiro encontro com ursos na natureza, na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos

Muito felizes com nosso primeiro encontro com ursos na natureza, na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos


Tudo fugia a qualquer regra ou situação pensada: mães com filhotes são o encontro mais perigoso! As mães ursas são super protetoras e não gostam que nenhum animal se aproxime da sua cria, muito menos uma dúzia de fotógrafos!

Urso adolescente acompanha sua mãe na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos

Urso adolescente acompanha sua mãe na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos


Todos estavam calados, só escutávamos os cliques afoitos de todas as máquinas. Mesmo todos estando em seu maior silêncio, podíamos escutar a euforia que tinham em estar ali, presenciando aquele momento raro para nós humanos e tão costumeiro na vida de dois ursos. Um momento mágico em que o tempo e o mundo pareciam ter parado só para observarmos este animal tão temido e tão adorado!

Ursa Grizzly e seu filho se alimentam ao lado de rio na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos

Ursa Grizzly e seu filho se alimentam ao lado de rio na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos


Depois de 15 minutos, todos continuaram lá enquanto eu fui arrastada pelo Rodrigo (que não me deixou nem pegar meu tripé!) para continuarmos parque adentro. Passamos a portaria ainda em estado de êxtase e quando chegamos ao lado do lodge, lá estão todos com suas máquinas apontadas para o alto da montanha. Olhamos e no alto, a uns 150 ou 200m estão agora 2 ursinhos e a mãe! Eles estavam meio escondidos pelo matagal, mas com o zoom da câmera consegui vê-los bem. A mãe grizzly com pelos meio dourados, um filhote com pelo marrom mais escuro e o outro praticamente loiro! Poderia ser um “spirit bear”, tipo raro de grizzly que tem todos os pelos bem claros. Lindos!!! Essas horas eu quero morrer de não ter uma lente com um zoom mais poderoso! 400, 500! Socorro!

Ursa com seu dois filhotes em montanha próxima ao hotel emo de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos

Ursa com seu dois filhotes em montanha próxima ao hotel emo de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos


Mamãe urso procura seus dois filhotes na relva alta na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos

Mamãe urso procura seus dois filhotes na relva alta na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos


Eu e os senhores fotógrafos levamos uma chamada da park ranger que disse estarmos fora da lei, andando sobre área restrita a ursos. Eu já estava saindo e logo entrei no carro, mas ela fez questão de falar com os senhores que ficaram para trás.

O charmoso hotel na região de Many Glacier, no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

O charmoso hotel na região de Many Glacier, no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


O céu parece em chamas no pôr-do-sol na região de Many Glacier, no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

O céu parece em chamas no pôr-do-sol na região de Many Glacier, no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Tentamos encontrar um quarto dentro dos lodges do Many Glacier, mas nenhum tinha vaga. Assim sendo, decidimos pegar estrada e cruzar a fronteira com o Canadá, rumo ao Waterton Village. Foram em torno de 80 km, chegamos pouco antes das 22h e só tivemos tempo de comprar um subway, nos acomodarmos no hostal e sonhar... com os ursos.

Cruzando a fronteira com o Canadá, ainda dentro do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Cruzando a fronteira com o Canadá, ainda dentro do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Montana, Glacier National Park, Animal, Bear, Montanha, urso

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A Mágica Guanajuato

México, Guanajuato

Lua cheia em Guanajuato, no México

Lua cheia em Guanajuato, no México


Estamos viajando há 655 dias e já vimos uma penca de cidades históricas portuguesas, espanholas, inglesas, francesas e até holandesas pelo caminho, mas Guanajuato conseguiu surpreender os dois viajantes inveterados aqui. Vamos explicar do começo para ficar mais fácil.

Caminhando com o Ricardo em Guanajuato, no México

Caminhando com o Ricardo em Guanajuato, no México


O Estado mexicano de Guanajuato possui terras ricas em ouro, prata, ferro, zinco e outros minérios. Nos tempos coloniais chegou a produzir mais de 40% de toda a prata extraída no mundo, sendo 20% nas minas de La Valenciana, nas adjacências da capital do estado de mesmo nome.

A Catedral de Guanajuato, no México

A Catedral de Guanajuato, no México


Guanajuato, cidade fundada em 1558 está no coração do estado mineiro e foi berço para o florescimento cultural entre os séculos XVIII e começo do século XIX, aportado pelos barões da prata. Esta elite política, econômica e cultural, indignada com a partilha compulsória das minas com o Rei Carlos III, teve um papel importante nas guerras de independência do país.

Guanajuato, a 'capital cervantina' no México

Guanajuato, a "capital cervantina" no México


As mansões de arquitetura colonial espanhola, belíssimas, igrejas, teatros e praças são um deleite visual. O que a fez desta cidade uma lugar único, porém, foi o resultado dessa ganância inveterada pelo vil metal. Em meados do século XX (sim, 1950... por aí), mineiros escavaram as montanhas sobre a qual a cidade foi construída, criando um verdadeiro emaranhado de túneis e avenidas subterrâneas que deixam qualquer GPS maluco.

Os famosos túneis de Guanajuato, no México

Os famosos túneis de Guanajuato, no México


Nós chegamos tentando localizar um hostel no centro histórico e em poucos minutos já havíamos cruzado a cidade por três, quatro, cinco diferentes túneis, sem conseguir ter qualquer referência de onde estávamos. A certa altura resolvemos relaxar e nos divertir, pois se perder nos subterrâneos de uma cidade histórica como essa era uma experiência completamente nova para nós dois. Andando em círculos, íamos apenas seguindo as placas que encontrávamos que apontavam Centro Histórico e quando vimos estávamos na Rua Cantarranas, exatamente onde queríamos chegar! Eu desci e sem ter onde estacionar o Rodrigo foi dar “uma volta no quarteirão” e ficou mais uma meia hora se divertindo perdido pelos túneis da cidade, até encontrar Ricardo, um guia que o levou novamente à pousada.

Os famosos túneis de Guanajuato, no México

Os famosos túneis de Guanajuato, no México


Ricardo é um personagem da cidade, de uma família tradicional da região que aparentemente levou uma rasteira política, perdendo parte da influência que possuía. Ainda assim ele conhece a todos e tem planos para se tornar o Secretário de Turismo da cidade. Simpático e com um jeito cativante, Ricardo conseguiu conquistar até o Rodrigo (que odeia guias) e rodou conosco toda a cidade. Caminhamos pelo Mercado Municipal, Calle Obregón, passando pela Plazuela de San Fernando, Plaza La Paz e a Basílica da cidade que logo irá receber a visita do Papa Bento XVI.

Movimento de fim de tarde na rua peatonal de Guanajuato, no México

Movimento de fim de tarde na rua peatonal de Guanajuato, no México


Deixamos combinado um reencontro com Ricardo, que além de nos deixar super atualizados nos acontecimentos da cidade, nos acompanhará ao Cristo Rey, um mirante nas montanhas nos arredores amanhã. O fim de tarde foi no Jardín de La Unión, praça sombreada por árvores bem podadas, rodeado de restaurantes aconchegantes, mariachis, vendedores e um dos principais pontos de encontro dos locais. Uma cidade encantadora, já vimos que vai ser difícil ir embora.

O grande Mercado de Guanajuato, no México

O grande Mercado de Guanajuato, no México

México, Guanajuato, cidade histórica, Irapuato

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