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Luis (15/09)
Que perrengue heim! Eu e minha mulher subimos o PP em maio. Subida ótima...
Luis (15/09)
Uma dica: da próxima vez tome Meclin duas horas antes de sair. É muito ...
Luis (15/09)
Olá Ana, eu de novo. Pois bem, estamos saindo de Santos dia 9 de outubro...
Luis (15/09)
Olá Ana, eu e minha mulher estamos indo para o Peruaçu e depois Jalapã...
lalau (14/09)
vocês estào no rumo da Pousada dos Veadeiros, será assim que se chama?...
O antigo porto de Cayenne, na Guiana Francesa
Segunda-feira, 6h40 da madruga e eu já estava na fila do Consulado do Suriname. Não era a nossa última saída, mas a melhor solução para a minha entrada no Suriname e para a continuação da viagem. A esta hora da manhã eu já era a terceira pessoa na fila, o segundo era um viajante mochileiro alemão muito figura. Nós havíamos visto ele em Cacao e hoje viemos a nos encontrar e saber mais sobre os planos.
Place du Coq, em Cayenne - Guiana Francesa
O consulado só abria as 9h, então ficamos ali sentados por horas conversando sobre viagens, planos e nossas experiências. Ele viaja com 15 dólares por dia, 5 para alimentação, 5 para transporte e 5 para dormir. Geralmente dorme acampado, já conseguiu acampar no centro de Atenas, na Grécia, sobre a laje de um prédio e ao lado do aeroporto JFK em Nova Iorque. Tudo depende da sua disposição e do tipo da viagem de decide fazer. Ele consegue viajar em torno de 6 meses por ano e trabalha os outros 6 meses como instrutor de esportes de aventura, professor de ioga, etc. Da Guiana ele seguirá para o Suriname, Guiana Inglesa, Barbados, NY e de lá voltará para casa, depois de uma longa viagem pela América do Sul. Adoro encontrar pessoas com este espírito aventureiro e que encontram as mais diversas formas de realizar seus planos e sonhos.
Baía em Cayenne, na maré baixa (Guiana Francesa)
Assim o tempo passou rapidinho e quando vimos eu já estava com as fotos (obrigatórias para o visto) e documentos preenchidos em mãos, começando a ser chamada para o processo do visto. Eles nos chamam para conferência dos documentos, revisam os mesmos, pedem ajustes se necessário e voltam a atender. Depois de pagos os 42 euros, ganhamos a confirmação do retorno para buscar o passaporte (com ou sem visto), geralmente 28h depois. Como é carnaval o visto ficaria pronto apenas na quinta-feira. Enquanto eu estava na fila, porém, o Rodrigo havia ficado para conversar com um contato que nos foi passado, que poderia agilizar o processo. Feito todo o procedimento normal, este contato foi providencial, pois conseguiu antecipar a entrega do visto, deixando-o pronto em uma hora! Tenho visto! Desta forma já estamos com o pé lá no Suriname.
O visto do Suriname, obtido em Cayenne - Guiana Francesa
Almoçamos em uma delicatessen aqui no centro de Cayenne e fomos conhecer o antigo porto da cidade. Um espaço infelizmente pouco aproveitado pela cidade, em meio ao manguezal, garças, colhereiras e alguns poucos pescadores.
Colhereiros e garças aproveitam a maré baixa em Cayenne para se alimentar na lama deixada para trás pelo mar, na Guiana Francesa
Mais tarde conseguimos encontrar a nossa amiga Elza, saindo de sua aula de capoiera foi nos encontrar na pizzaria em Remirè-Montjoly. Um distrito vizinho de Cayenne próximo da praia onde moram pessoas mais abonadas, professores e funcionários do governo que podem pagar aluguéis mais salgados para morar pertinho do mar. Elza é agrônoma e trabalha para o governo francês no desenvolvimento da agricultura na Guiana Francesa. Ela está há 4 meses aqui, veio à trabalho mas também por que queria resgatar um pouco das raízes de sua família. Sua avó morou aqui na Guiana Francesa, criou seus filhos e retornou à França. Ela nos convidou para uma festa típica guianesa que acontece somente durante o carnaval. Juma festa de máscaras, as mulheres devem vestir-se completamente, sem deixar aparecer um centímetro de seu corpo, todas mascaradas, omitindo suas identidades. Os homens não usam fantasia alguma, no entanto são obrigados a aceitar os pedidos de dança feitos por qualquer mulher, assim como pagar a elas bebidas sem nunca descobrir sua identidade. Quando eles perguntarem a elas o seu nome, todas devem responder alterando sua voz “Je sui Touloulou.” Esta é a brincadeira da festa e todos a respeitam, segundo Elza, todos que decidem participar da festa entram e saem sem saber quem é a mulher com quem estão dançando ou conversando. Fiquei curiosíssima, amanhã terá uma festa touloulou, o difícil será convencer o Rodrigo a participar!
Com a Elza e sua super vespa, depois do jantar em Montjoly, região de Cayenne - Guiana Francesa
Museus de Lendas e Tradições, em antiga prisão somozista em León, na Nicarágua.
Hoje cedo fomos ao Museu de Histórias y Leyendas. Dona Carmen, a idealizadora, artista e executora de quase todas as peças em exposição. Ela faleceu há apenas 1 mês e seus filhos herdaram o museu e a tarefa de manter o seu sonho, de manter a história e crenças do seu povo e de construir um espaço de atividades para pessoas da terceira idade. Há pouco tempo o museu saiu de sua casa para o local atual, antiga prisão, construída em 1921. Por esta prisão passaram centenas de presos políticos que foram torturados e mortos durante a Era Somoza.
O museu reúne em cada uma das antigas celas, estátuas e imagens que representam lendas nicaragüenses. A história como a de La Llorona, que suas lágrimas teriam formado o Lago de Manágua, a lenda da bruxa que transformava as pessoas mal quistas em porcos ou da índia que se apaixonou por um espanhol e foi separada de seu amor.
Visita à antiga prisão somozista em León, na Nicarágua.
Conhecemos também La Gigantona, representação de uma mulher espanhola, e o boneco que representa o nicaragüense, pequeno e cabeçudo, sinal de inteligência dos nativos. Nos meses de dezembro os nicas e as gigantonas saem às ruas bailando ao som de tambores e no dia 7 de dezembro é quando acontece a grande reunião de Las Gigantonas, quando um júri elege a mais bonita e hermosa de todas elas.
Personagens legendárias em museu de León, na Nicarágua.
Uma cena que está terminando de ser montada, super curiosa, é a de um índio que teria morrido lutando por sua liberdade contra os espanhóis, porém sua alma ficou vagando em uma carroça pelas ruas de León como “um espanto”. Depois da meia-noite se alguém estivesse na rua e visse a sua carruagem, teria sua alma levada, virando um fantasma também.
Dona Carmen fez um trabalho muito bonito e que ficou ainda mais especial sendo abrigado em, um lugar histórico que estava abandonado e retornou à vida, guardando a memória dos tempos de luta contra a ditadura.
O belo mar que cerca San Pedro, na grande barreira de corais, em Belize
Você já pensou em fazer uma viagem para Belize, aquele pequeno país de língua inglesa cravado no meio da América Latina?
Se esta viagem não estava nos seus planos, aqui vão alguns motivos para você mudar de ideia:
O belo mar que circunda San Pedro, na grande bareira de corais de Belize
O litoral norte de Belize é repleto de cayes, ilhas formadas pelo afloramento coralíneo, rodeadas de praias de areias brancas e um mar azul caribenho maravilhoso. A ilha mais desenvolvida e agitada é Ambergris, onde está a famosa San Pedro. Já ouviram a Madona cantar à Isla Bonita? É lá mesmo. Mas, na nossa humilde opinião, depois desta propaganda toda a ilha ficou exageradamente desenvolvida e perdeu o charme em algum lugar entre as ruas de asfalto e tanto concreto.
Praia em San Pedro, cheia de restaurantes, piers e lojas, em Belize
A nossa preferida para alguns dias no paraíso foi Caye Caulker, que já não é tão autêntica e roots quanto era antes, mas ainda tem o passo mais relaxado e o charme caribenho. Possui infraestrutura local e alguns gringos que já começam a chegar como expats (perigo!). As praias não são seu forte, pois a ilha é rodeada por corais ou plantas marinhas, mas um mergulho dos decks ou na praia da “The Spit” são perfeitos para refrescar e entrar no clima. Daqui saem os passeios mais baratos para o famoso Blue Hole e alguns dos melhores lugares de mergulho do país, quase metade do preço que a turística San Pedro.
A belíssima e pitoresca Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize
O famoso Blue Hole, em Belize, fica bem mais impressionante quando é visto de cima, como nessa foto da internet
Cartão postal de Belize, o Blue Hole está localizado na segunda maior barreira de corais do mundo, atrás apenas da sua prima australiana. O Blue Hole está distante da costa e mesmo dos cayes, então um passeio de barco para visitá-lo é uma atividade relativamente cara e que não será tão recompensadora se você não é mergulhador. O mergulho no Blue Hole é bacana pela experiência de estarmos em um sistema de cavernas antiquíssimo, imaginar que tudo aqui já foi uma imensa caverna seca com suas grandes estalactites e que agora está tudo abaixo d´água.
Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize
Para ter esta vista linda do Blue Hole aí é só sobrevoando mesmo e não vimos nenhum pacote turístico organizado sendo vendido pelas ruas. Os mergulhos nos recifes ao seu redor são belíssimos, garantem um incrível encontro com curiosos tubarões caribenhos em suas águas azuis cristalinas, e fazem valer a pena o valor que pagamos pelo passeio.
Um caribbean gray reef shark se aproxima de nós durante mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize
Uma forma mais criativa e especial de conhecer a Grande Barreira de Corais é velejando! Lembrando que o Blue Hole está em um arrecife dentro da área da barreira, mas não sobre a barreira. Se quer ver onde as tranquilas águas caribenhas de Belize se transformam em mar aberto e no grande Oceano Atlântico, vale a pena se aventurar e velejar até as pequenas ilhas paradisíacas de Tobacco Caye e South Caye. O snorkel é sensacional e a experiência única!
Velejando na água azul-piscina da grande barreira de corais, em Belize
Autoretrato de uma bela menina garifuna, em Livingston, no litoral da Guatemala
A cultura Garifuna é um dos pontos altos da viagem cultural por Belize. Os Garifunas, ou “Black Caribs” como são conhecidos, são um grupo étnico formado pela mistura de negros africanos com os índios Caribes e Arawaks, nativos das ilhas caribenhas. Eles se orgulham por nunca terem sido escravos, têm um idioma próprio que reúne palavras de diversos dialetos africanos e dos indígenas carib e arawak. Sua origem vem da ilha de St. Vincent, onde negros fugidos dos navios negreiros se miscigenaram com os indígenas que lá viviam. Mais tarde foram expulsos pelos ingleses e enviados à ilha de Roatán, em Honduras, de onde começaram a migrar e colonizar a costa caribenha dos países vizinhos.
Frente do nosso hotel em Hopkins, no litoral sul de Belize
As principais cidades ou vilas garifunas em Belize são Dandriga, Hopkins e Punta Gorda, todas ao sul de Belize City. Dangriga não é muito atrativa turisticamente, mas lá é o coração da cultura, onde os famosos tambores garifunas de Belize nasceram e se desenvolveram. Punta Gorda está no extremo sul do país, é meio fora de mão, a não ser que você vá emendar uma viagem para Guatemala pelo litoral. Assim escolhemos a menor e convidativa Hopkins, uma vila de pescadores garifunas, com uma infraestrutura turística bem básica, mas suficiente. Lá está um centro cultural onde se pode ouvir também os tambores e trocar uma ideia com os locais, que lhe contarão com orgulho sua história e algumas das palavras do seu idioma.
Meninas garifunas vendem artesanato para turistas em Hopkins, no litoral sul de Belize
As majestosas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala
Belize está na região que um dia foi dominada pela cultura Maya, uma das principais cidades no período clássico da história maya é a imponente e fascinante Caracol. San Ignacio é a cidade base para explorações nesta e em outras ruínas menores como Cahal Pech e Xunantunich, que estão na região, além de cavernas e rios que foram frequentados pelos povos mais antigos que aqui viviam.
Detalhe de esculturas em alto relevo nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala
Um dos passeios imperdíveis é o tour pela ATM Cave, sigla para Actun Tunichil Muknal, que significa a caverna do sepulcro de pedra. Além das belíssimas formações e espeleotemas, encontramos reminiscências de rituais mayas para o Deus Chaac, deus das águas, incluindo sacrifícios humanos! Uma aventura totalmente Indiana Jones! Como diria um amigo, unbelizable!
Esqueleto de mulher sacrificada na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)
Ao norte do país estão ainda a mais turística Altum Ha as ruínas de Lamanai, acessadas por um lindo passeio de barco que termina nas ruínas. Ao sul visitamos ainda o pequeno sítio arqueológico de Lubaantun e as simpáticas Vilas de Toledo.
A pitoresca vila de Santa Helena, perto do Rio Blanco National Park, no sul de Belize
Toledo é estado onde a floresta úmida permite que a população maya mantenha suas tradições e modo de vida. São várias vilazinhas que se dividem nos diferentes grupos mayas, como San Antonio, de maioria Mopán ou Blue Creek, onde encontramos mais os Keq´chís. Ao norte, próximos da fronteira com o México estão ainda os mayas yucatecos, somando um total de 11% de mayas puros em Belize.
Com a Ofelia, a dona de casa que nos acolheu em Blue Creek, vilarejo maya no sul de Belize
É bem interessante ver como se compõe a população de Belize, formada por 34% de Mestizos (mayas + espanhóis), 25% Creole (africanos + mayas + europeus), 11% de Mayas, 6% por Garifunas, 15% espanhóis, 3.6% de menonitas (canadenses e americanos), 3% indianos e 3% de outras origens. Curioso é que essa diversidade toda é fácil de ser vista e se mantém viva através das línguas faladas no país: inglês, como língua oficial, creole como extra-oficial, dialetos mayas e o espanhol no norte.
A simpática equipe de garis de Placencia, no litoral sul de Belize
O país que já chegou a abrigar mais de 3 milhões de habitantes no auge da dominação maya, hoje é um tranquilo país de apenas 300 mil habitantes. Belize City, sua principal cidade, centro financeiro e econômico do país é também uma das cidades mais violentas e dispensáveis do roteiro. Se você voar para Belize chegará lá, mas já pode tentar organizar no mesmo dia de pegar um barco para Caye Caulker ou um ônibus para San Ignácio.
O belo rio que divide San Ignacio em duas, em Belize
A cidade foi a capital do país até meados da década de 60 quando foi devastada por um furacão, gatilho para a construção de uma nova capital no interior, mais protegida das intempéries naturais. Belmopán é uma cidade puramente administrativa sem nenhum atrativo turístico a caminho de San Ignácio e à fronteira com a Guatemala. Se você tiver mais uns dias de férias, vale a pena cruzar a fronteira e conferir Flores, o lago El Petén e Tikal, mais uma das impressionantes ruínas mayas.
Meninas se divertem no rio de San Ignacio, em Belize
E então? Ficou convencido de conhecer as maravilhas de Belize? Se ficou curioso e quer ver mais detalhes confira no Blog do Rodrigo nosso roteiro detalhado ou aguarde e logo verás minha série de posts sobre a nossa passagem por Belize.
Vida difícil para o Chimi, a bordo do nosso veleiro na grande barreira de corais, em Belize
Milhares de moinhos aproveitando o vento que nunca para em Mojave, na Califórnia, nos Estados Unidos
Pense num lugar que venta. Agora multiplique por dez! Você está perto de imaginar o que encontramos por aqui. Ventos que eram capazes de balançar a Fiona e nos fazer perder o rumo caminhando entre o carro e o próximo lugar fechado disponível. Não é a toa que toda a região é coberta de cata-ventos das plantas de energia eólica que abastecem a região.
Milhares de moinhos aproveitando o vento que nunca para em Mojave, na Califórnia, nos Estados Unidos
Nós tivemos que repetir parte da estrada que já havíamos percorrido a caminho do Sequoia National Park até a cidade de Mojave, no meio do Deserto de Mojave. A escolhemos como base para quebrar o nosso caminho para o Death Valley, pois é a cidade mais próxima do Red Rock State Park, que pretendemos visitar amanhã.
O Space Ship 1, avião para levar turistas ao espaço, com patrocínios de grandes empresas (em Mojave, na Califórnia, nos Estados Unidos)
A cidade não tem nada muito interessante, a não ser por um detalhe, Mojave é a casa do Spaceship One. Foi a primeira nave privada a enviar um astronauta para o espaço, fazendo duas viagens no período de 15 dias.
O Space Ship 1, avião para levar turistas ao espaço (no aeroporto de Mojave, na Califórnia, nos Estados Unidos)
A Spaceship One não chega a sair da atmosfera, vai até aproximadamente 15km de altura onde o foguete Knight Rider One se desprende e faz um voo sub-orbital, passa cerca de três minutos no espaço e volta planando lá de cima. Haja coragem para subir num negócio desses!
O Space Ship 1, avião para levar turistas ao espaço (no aeroporto de Mojave, na Califórnia, nos Estados Unidos)
Pudemos ver o Spaceship One “em pessoa” em exposição no aeroporto de Mojave. A
Nave experimental no aeroporto de Mojave, na Califórnia, nos Estados Unidos
Quadro mostrando família de nativos em sua habitação, no Museu de Anchorage, no Alaska
Anchorage, a capital econômica do Alasca, nem precisa rivalizar politicamente com Juneau, a capital oficial do 49° Estado Americano. Com seus mais de 380 mil habitantes, na cidade e zona metropolitana, Anchorage é maior cidade da América do Norte acima do 60° paralelo, enfim, ela é maior, mais importante e ponto.
Entrando no Museu de Anchorage, no Alaska
Um lugar com todos os luxos de uma grande cidade e a poucos quilômetros de uma imensa área natural que oferece trekkings, caminhadas no gelo, caiaque e toda a variedade de atividades de aventura que você imaginar. Nós estávamos ansiosos pela nossa passagem por Anchorage, que também é a porta de entrada da Península do Kenai. É aqui que a maioria dos turistas organizam tours para os glaciares, encontros com ursos e todo um mundo novo nos parques nacionais do sul do Alasca.
Representação do Denali, em quadro do Museu de Anchorage, no Alaska
Um fator, no entanto, é imprescindível para que possamos aproveitar todas estas atividades ao ar livre: o clima. Estamos em um período de mudança de estação, o curto espaço entre o verão para o inverno, e nesta região toda a transição é chuvosa. A chuva começou já na descida do Denali e se estende até Homer, cidade mais ao sul na Península do Kenai, e a previsão não é melhorar. Assim tivemos que adaptar as nossas expectativas, planos e aproveitamos para mergulhar um pouco mais na cultura dos povos do norte.
Esquimó em suas vestimentas típicas, no Museu de Anchorage, no Alaska
Embora loirinha, de origem meio italiana, meio portuguesa, eu sinto uma ligação muito forte com os povos indígenas mais antigos no nosso continente, talvez algo de outras vidas. A curiosidade começou quando passei pela Bolívia e o Perú em 2005 e só aumentou durante os 1000 dias, quando viemos conhecendo o degrade de culturas que se desenvolveu em cada região da América. Aqui essa curiosidade ficou ainda mais aguçada, pois as nações indígenas que vivem hoje no Alasca são os descendentes mais próximos dos primeiros homens e mulheres que cruzaram o Estreito de Bering.
Painéis informativos no Museu de Anchorage, no Alaska
A teoria mais aceita afirma que há 15 mil anos estas populações mongóis cruzaram da Sibéria à América lutando para sobreviver durante a última grande era glacial. Desde então cada tribo desenvolveu sua língua, cultura e tecnologias próprias para sobreviver nestas terras tão frias. Caça, pesca, diferentes tipos de casas, roupas de peles de animais e alimentação.
Ao todo são 11 diferentes etnias que podem ser divididas em 5 grandes grupos: os Inupiak no norte, Yup´ik no sudoeste, Athabascans no centro, os Unangax e Alutiiq na Península do Alasca e nas Aleutas, e os Eyak, Tinglíts, Haída e Tsimshiam no afastado sudeste. Lembrando que este povo ainda se espalhou pelos vizinhos dos Northwestern Territorries, Yukon e ao sul nas Ilhas de Haida Gwaii, os três pertencentes ao Canadá. 5,2% da população do Alasca falam 11 diferentes línguas, sendo destes mais de 22 dialetos, pertencentes a duas principais famílias linguísticas: Eskimo-Aleut e Na-Dene.
Arte esquimó no Museu de Anchorage, no Alaska
O Museu de História e Cultura de Anchorage é um dos melhores lugares para aprendermos mais sobre essa cultura, com uma quantidade infinita de informações. No primeiro andar do museu encontramos obras de arte de diferentes artistas que remontam a história das primeiras expedições europeias que chegaram por estas bandas. Todas as expedições possuíam um desenhista e naturalista contratatos e ele era o responsável por registrar as cenas mais importantes da expedição, animais, plantas e a cultura do povo que encontravam. Esta sala foi a minha preferida, pois os desenhos hiper-realistas e muito bem feitos ilustravam o estilo de vida dos Tinglíts no final do século XVIII. Grandes exploradores movidos pela curiosidade e a sede por outro, pele e riquezas dos novos reinos do além mar.
Quadro mostrando os primeiros exploradores do Ártico, no Museu de Anchorage, no Alaska
Ainda no primeiro andar uma exposição dos principais artistas alascans com óleos sobre tela que registram paisagens icônicas do estado, como o Denali, as montanhas amarelas e vermelhas dos meses de outono ou cenas cotidianas dos caçadores athabascans e pescadores tinglíts. Através da arte vamos conhecendo as práticas do povo como a técnica de caça do caribou, encurralando a manada em um lago para os caçadores, em suas canoas, arpoarem os animais menos ágeis neste ambiente. Do caribou eles utilizam tudo, os chifres para talhar colheres e ferramentas, a pele para botas, o revestimento dos intestinos para tecer capas de chuva impermeáveis.
Roupa impermeável feita com intestino de Caribou, no Museu de Anchorage, no Alaska
Estas ferramentas, vestimentas decoradas e utensílios podem ser vistos em uma exposição feita em parceria com o Instituto Smothsonian e chefes das 11 etnias que enviaram as peças ao museu, compreendendo que é importante informar e preservar a população para que a cultura possa ser respeitada e preservada.
Quadro com as belas paisagens do Alaska, no Museu de Anchorage, no Alaska
Ainda no segundo andar há uma extensa exposição sobre a história do Alasca explorada de cabo a rabo pelo meu curioso marido, que tem uma ótima memória para fatos históricos. A história do Alasca-Russo e da Segunda Guerra Mundial, quando os japoneses invadiram duas ilhas das Aleutas, mais detalhes no Blog do Rodrigo.
O principal governador russo do Alaska, no Museu de Anchorage, no Alaska
Nós até agora só cruzamos a região central, chegamos bem próximos da área dos Inupiaks, mas infelizmente nem chegaremos perto das Aleutas ou do território Yup´ik. Esse roteiro ficará para a nossa Expedição Ártica. O final da nossa viagem será conhecendo melhor as terras dos povos Tinglíts e Haídas na nossa passagem pela Inside Passage na Alaska Maritime Highway.
VIAJANTES DE ENCONTRAM
Com o Jorge e a Meli, ao lado da "casa" deles, a simpática Lunita, em Anchorage, no Alaska
Na nossa segunda noite na cidade finalmente conseguimos encontrar os nossos amigos viajantes Kombianos - Colombianos em Kombi! Eles estão há 4 anos na estrada, começaram o roteiro pelos países vizinhos, Bolívia e Perú, desceram à Argentina, Chile, viajaram 4 meses pelo Brasil e depois de retornar a casa decidiram sair novamente rumo ao Alasca. No início cada trecho da viagem tinha um tempo definido, mas depois de 2 anos na estrada decidiram: “não teremos mais prazos!” Meli é médica e Jorge é advogado, o filho de Jorge já veio visitá-los inúmeras vezes e eles também já retornaram à Colômbia outras tantas. Ao que tudo indica a vida deles será na estrada! Sem planos de longo prazo, apenas uma coisa está decidida, os filhos nascerão na estrada! Agora passarão um mês ou dois em Vancouver e estão começando a aventar a possibilidade de cruzar para o Japão e para a Rússia. Que delícia!
Encontro com os colombianos Jprge e Meli, em Anchorage, no Alaska
Nós vínhamos nos acompanhando mais de perto ultimamente para ver onde conseguiríamos nos encontrar. Já nos conhecíamos através dos grupos de “viajeros latinos”, composto principalmente pelos nossos hermanos argentinos. Eles vestem o espírito de Che Guevara e colocam o pé na estrada mesmo!
A famosa "Lunita", carro que os colombianos estão viajando pela América (em Anchorage, no Alaska)
Meli e Jorge estão hospedados na casa de um casal de amigos, Robert e Janet, que nos convidaram para um jantar muito especial. Robert é americano e Janet conterrânea dos kombianos, de Cali, mas já vive há anos aqui no Alasca. Robert é fotógrafo e já viajou muito pelos confins do Alasca e Bering.
Encontro com os colombianos Jprge e Meli, na casa do Robert e da Janeth, em Anchorage, no Alaska
Foi um verdadeiro encontro de almas viajantes, todos com histórias ótimas de suas aventuras! Difícil foi ir embora... Fica a promessa do reencontro no Brasil e pelas estradas da América.
Viajeros de Sur America (foto de Rob Stapleton, em Anchorage - Alaska)
Surreal! Passar 40 dias pelo Caribe e chegar a Curitiba com temperatura girando em torno de 10°C, com sensação térmica de 6! Chegamos hoje depois de 10 horas em trânsito e fomos calorosamente recepcionados pelo Dr. Mário Sérgio, meu pai. Como é gostoso chegar “em casa”. Nossa casa hoje não é mais Curitiba e sim a Fiona, mas chegar a um lugar que conhecemos, encontrar a família, os amigos, é definitivamente o que faz nos sentirmos em casa.
Temos milhares de tarefas para fazer nos poucos dias que programamos aqui em Curitiba, dá uma olhada na agenda de hoje:
11h - Buscar a Fiona – ela passou essa temporada na casa de amigos ali no Ahú.
11h30 - Levar a máquina fotográfica para o conserto - as praias do Caribe são lindas, mas cheias de areia, que são um suplício para os eletrônicos. Provavelmente um grão de areia entrou e travou a lente dela. Por isso vocês devem ter achado as fotos piorzinhas ultimamente, na última semana fotografamos tudo com o nosso celular, de dia até que vai, mas a noite ficamos todos com olhos vermelhos e luz beeem mais ou menos.
12h30 - Almoço na casa da mãe - arroz, feijão, farofa e bife acebolado. Tem coisa melhor que a comida de casa?
14h30 - Reunião na Acquanauta - eles continuam nos dando uma super consultoria na configuração dos nossos equipamentos de mergulho.
17h30 - Reunião na Race - empresa que está desenvolvendo o nosso site. Ees passaram por alguns probleminhas, o que atrasou a entrada do site, mas agora temos várias páginas “quase” prontas e espero adiantarem bastante coisa até pegarmos a estrada no domingo.
20h30 - Jantar - nachos deliciosos na nova casa da Dani e do Dudu, irmã e cunhado. A Dani está maravilhosa com uma barrigona de 32 semanas, mas ainda bem que a Luiza está lá dentro bem quentinha.
Para terminar o dia, 8°C a noite, vento e sensação térmica de 4. Ai que saudade do Caribe.
Configurando o equipamento, com a Carol
Testando o equipamento,na Acquanauta
Atravessando a Ponte das Américas, sobre o Canal do Panamá, na chegada à Cidade do Panamá, a capital do país
Chegamos novamente à Cidade do Panamá! Um momento chave da viagem e que nos exige tempo, paciência e um certo planejamento para que as coisas funcionem bem. Daqui vamos enviar a Fiona para Cartagena, na Colômbia e finalmente retornar à nossa querida América do Sul. Mas antes disso temos uma pendência importantíssima para resolver no nosso roteiro, a nossa visita aos dois últimos países que faltam para completarmos todo o Caribe: República Dominicana e Haiti!
Vista da Cidade do Panamá, a capital do país, do alto do nosso hotel na cidade
A Ilha de Hispaniola é um destino que nos escapou várias vezes durante a viagem, seja por cronograma ou por budget ou ainda detalhes como surtos de cólera no Haiti pós terremoto. Este foi um dos poucos momentos no planejamento da viagem em pensávamos em pegar pacotes CVC desde o Brasil, para baratear custo de passagem e hotéis, mas aí teríamos que voar do Brasil. Então pensamos em voar desde o Suriname, México, Miami, Nova Iorque e até do Canadá! Sim, as vezes é mais barato comprar um pacotão em um destes lugares do que organizar a sua própria viagem, mas está no nosso sangue e foi difícil se render. Assim decidimos voar da Cidade do Panamá, um ótimo hub para o Caribe, próximo, fácil e barato. Passagens compradas, teremos 20 dias para explorar a ilha, passando pelos dois países! Estou ansiosíssima como se estivéssemos saindo de férias, muito curiosa com o que iremos encontrar no Haiti!
Vista da Cidade do Panamá, a capital do país, do alto do nosso hotel na cidade
Paralelo a isso seguimos com os trâmites da travessia do carro a Cartagena. Há mais de um mês estamos em contato com Tea, a agente aduaneira panamenha que tem orientado viajantes nestes trâmites há anos. E você sabe como é, um indica para outro, que indica para outro e no buzz a Tea acaba tendo quase um monopólio deste interessante mercado. Estamos agendando o envio para o dia 12 de Maio e até lá temos que encontrar alguém para dividir o container conosco, cruzem os dedos!
Preparando a bagagem para deixar a Fiona na Cidade do Panamá, a capital do país
Tudo lindo e resolvido para viajarmos, deixando a Fiona em algum estacionamento barato da cidade e eis que recebemos um e-mail da Tea. Ela nos alertava das leis panamenhas que proíbem que você saia do país sem o seu veículo, isso por que se o carro fica no Panamá teríamos que pagar impostos sobre ele. Mas nós vamos sair e voltar, não devemos pagar impostos e não queremos correr o risco de sermos barrados na aduana de saída, como fazemos?
Vista da Cidade do Panamá, a capital do país, do alto do nosso hotel na cidade
Quando entramos vindos da Costa Rica o passaporte do Rodrigo foi carimbado pela aduana. Segundo eles nós não poderíamos sair sem dar baixa deste carimbo, agora, como se faz isso se o carro ficará aqui? É claro que não somos os primeiros a ter este problema e para isso já foi criada uma solução burocrática, mas relativamente fácil, o Bond ou porto seco. A Kinte é um bond localizado no centro da Cidade do Panamá e possui, dentro de seu depósito de cargas, agentes aduaneiros que fazem a inspeção do carro ou carga para armazenagem pelo período necessário. Pagamos US$ 7,50 por dia (o que não é mal, quase o preço de um estacionamento), mais uma taxa de serviço e emissão de documentos. Aí é mais a chatice das burocracias, documentações, idas e vindas à aduana central, etc.
Rua da Cidade do Panamá, a capital do país
Neste dia descobrimos uma coisa que não sabíamos, aqui na zona central da Cidade do Panamá é comum todos compartirem táxis, são como táxis coletivos e também não existem centrais de táxi para que você possa ligar e chamar um. Tem que ser na sorte! Agora imaginem, nós quase perdendo o horário da aduana e tendo que achar um táxi coletivo que vai para o mesmo lado? Surreal! Fomos e voltamos às voltas desta burocracia com os nervos à flor da pele, mas logo estávamos com tudo resolvido, em um hotelzinho no centro, perto de Santa Fé, dentro da piscina e com uma cerveja na mão! Tudo pronto para a nossa última grande aventura em terras caribenhas, Hispaniola, aí vamos nós!
Chegando à Santo Domingo, capital da República Dominicana
Ponte que leva ao Forte dos Três Reis Magos, em Natal - RN
O litoral do Rio Grande do Norte, mais especificamente a região onde hoje é Natal, era habitada pelos índios potiguares, que antes mesmo da chegada dos nossos colonizadores lusitanos, já era frequentada por comerciantes franceses. A primeira tentativa, frustrada, de conquista deste litoral foi em 1535. Depois disso os portugueses só retornaram em 1597, com o objetivo de construir um forte que afastasse os franceses e os hostis potiguares desta baia. O Forte começou a ser construído no dia dos Reis Magos 06 de janeiro de 1958 e marcou o início da colonização portuguesa no estado do Rio Grande do Norte. No natal de 1599 foi fundada a cidade de Natal, que foi assim nomeada devido à festividade.
Os três reis magos, no forte que leva seu nome, em Natal - RN
A estrutura do forte é a original, construído com pedras trazidas como lastro pelas caravelas portuguesas em uma troca muito justa, traziam pedras e levavam madeiras de lei, pau-brasil, jacarandá, etc. A fortaleza já passou por algumas reformas, sendo a última delas na década de 60, quando foram reformados o telhado e as paredes. Ele tinha estrutura para abrigar até 120 pessoas, no entanto viviam efetivamente entre 80 e 100 homens do exército português, entre soldados e comandantes. Havia uma cisterna para captação da água da chuva, que era consumida apenas pelos oficiais. Os recrutas deveriam beber a água do poço da capela central, uma água salobra, devido à mistura das águas do rio e do mar.
Capela dentro do Forte dos Três Reis Magos, em Natal - RN
A localização da fortaleza era seu principal diferencial estratégico, protegido por arrecifes naturais na foz do Rio Potengi, principal acesso à terra firme. Conta a história que o nível do mar nas marés de lua chegava a ser 6m mais alta que a atual.
Futebol ao pé do Forte dos Três Reis Magos, em Natal - RN
Na sua construção alguns detalhes interessantes como portas baixas e afuniladas para dificultar o ataque externo, já que os soldados portugueses mediam entre 1,40 e 1,60m em média e seus principais rivais, os holandeses, já possuíam uma estatura média mais elevada. A defesa do forte era feita por canhões, que tinham um alcance próximo a 800m, justamente a distância da entrada do rio. Caso os adversários alcançassem a terra e tentassem adentrar o forte, os meliantes seriam recebidos com água e óleo quentes. Ainda assim, se conseguissem entrar, sua primeira tentativa seria subir para desativar os canhões, porém logo seriam arremessados em um vão com 5m de queda livre na escada do “menos um”.
Forte dos Três Reis Magos, em Natal - RN. Ao fundo, a bela ponte sobre o rio Potengi
O forte foi tomado uma única vez, em 1633 quando aconteceu a invasão holandesa. Natal passou a chamar-se Nova Amsterdam e o forte também foi rebatizado. O ano de 1654 os portugueses retomaram as capitanias nordestinas, começando por Pernambuco e o forte foi simplesmente devolvido aos lusos sem que nenhuma batalha fosse necessária. Hoje ele é aberto à visitação, com uma das vistas mais bonitas da nova ponte e da foz do Rio Potengi, vale a pena conhecê-lo.
Segurando o chapéu novo, em Natal - RN
Ah! By the way, foi ali também que finalmente consegui encontrar um chapéu de palha (quase) como eu estava procurando, só fiquei chocada que ao lado dos chapéus, em cada banquinha, havia uns consolos de madeira de todos os tamanhos! Quando perguntamos à vendedora se havia algum motivo, tradição, sei lá, ela disse que “não, é por que tem muita gente que compra mesmo!” Hahaha!
São quatro as espécies de macaco que habitam o Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Nós tivemos uma certa dificuldade de encontrar informações das formas de transporte e de como chegar a Estación Sirena, no coração do Parque Nacional Corcovado. Dirigimos até Puerto Jiménez e lá encontramos um anjo, o guia local Nito, que nos deu a letra completa de como seria mais fácil, prático e barato para chegar ao parque no tempo que tínhamos disponível.
Chegando ao Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Existem três maneiras de chegar ao Parque Nacional Corcovado: de avião ($$$), de barco ($) ou a pé (sem guia é grátis).
A PÉ
A aventura já começa cedo para os que estão com pique de caminhar para chegar até a estação Sirena, coração do Parque Nacional Corcovado. São 3 trilhas com diferentes níveis de dificuldade;
Árvore multi-centenária no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
La Leona/ Sirena - Esta trilha é a mais utilizada pelos turistas que estão baseados em Puerto Jimenez. O ponto forte dela é a possibilidade de avistar animais, principalmente pumas, durante o caminho. Uma amiga nossa fez e teve a sorte de ver um! A trilha para lá começa na cidade de Carate, ponto até onde a estrada chega, dando a volta à península depois e Puerto Jiménez. De Carate são 3km (1h de caminhada) até a Estación La Leona e de lá mais 15km de trilha (5h de caminhada) até a Estación Sirena.
No meio da mata, o barulho inconfundível de um pica-pau, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Los Patos/ Sirena - a cidade mais próxima é La Palma, vila anterior à cidade de Puerto Jiménez. De La Palma a Los Patos são em torno de 5h de caminhada e mais 8 horas de trilhas entre Los Patos e La Sirena. Esta trilha cruza o parque, atravessando montanhas e praticamente toda a península de sul ao norte.
Um lindo grilo amarelo no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
San Pedrillo/ Sirena – É a trilha mais longa e menos utilizada, por dificuldades como maré e a praia, já que a maior parte da caminhada é pelas areias da praia de La Llorona, que adiante se torna Playa Sirena. São 25km de trilha a partir da Estación San Pedrillo e para chegar lá é outra longa caminhada de Bahía Drake a Los Planes Ranger Station e depois até San Pedrillo. Esta estação é uma das mais movimentadas devido à sua facilidade de acesso via marítima, recebendo muitos barcos dos lodges de Sierpe e Bahía Drake e pela quantidade de turistas o avistamento de animais tem sido cada vez menos comum. Sinceramente, acho que quase ninguém usa este caminho e eu não recomendo.
Cobra venenosa se move nas folhagens da floresta do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
BARCO
Desembarcando rm praia do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Os barcos partem da vilazinha de Bahía Drake, que está no norte da Península de Osa com acesso por uma estrada off-road. Também existe a opção de chegar de barco pela cidade de Sierpe. O custo varia de 25 a 30 dólares por viagem (50 a 60 dólares ida e volta). Os barcos não são uma linha pública, então devem ser agendados com pelo menos um dia de antecedência. Eles partem de Bahía Drake as 6am e retornam as 13h30, variando um pouco com os horários da maré.
AVIÃO
Caminhando na pista do aeroporto da estação Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Os vôos partem do pequeno aeroporto de Puerto Jimenez, é a forma mais rápida e também a mais cara de chegar até lá. Nós vimos aviões indo e vindo do parque com “wealthy americans” em suas Indiana Jones Adventures. Deve ser lindo sobrevoar o parque, mas sem dúvida você perde muito do contato com a natureza se comparado com o barco ou o trekking.
Um cateto (porco do mato) caminha tranquilamente pela floresta do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Entrada no Parque: US$ 10,00 por pessoa, por dia. Se você vai pernoitar pagará dois dias, além da taxa de camping. Você precisa comprar um boleto de entrada no parque, geralmente incluso nos preços dos tours de um dia. Se você vai organizar a sua própria viagem, como nós fizemos, pode comprá-los através da Cabinas Murillo, que é um hostel, agência de turismo e o escritório bancário da vila de Bahía Drake ou direto no escritório do Parque Nacional em Puerto Jiménez.
Guaxinim cruza pista do aeroporto da estação Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Camping Estación Sirena: se você quer ver vida selvagem vale a pena dormir pelo menos uma noite na Estación Sirena, assim terá mais chances de ver animais no amanhecer e entardecer. A maioria dos turistas vem para day tours, mas a quantidade de pessoas acampando também é grande, reservar com antecedência é recomendável. (Oficina da Área de Conservación do Osa: 2735-5580).
AS várias barracas no lodge Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica. A nossa é a primeira da direita, em primeiro plano
A infraestrutura inclui banheiros simples, área de cozinha (leve seu fogareiro e panelas) e uma área coberta para camping. Você pode acampar com uma barraca nesta área ou ao lado da casa, mas o melhor esquema é levar seu colchonete e uma mosquiteira para se proteger dos mosquitos e ficar mais fresco, pois o calor é insuportável. Também existem dormitórios disponíveis no parque por US$12,00 por pessoa. Reserve com antecedência, pois costuma lotar.
Mapa de trilhas da área de Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
As trilhas ao redor da Estación Sirena são curtas e relativamente simples. Andamos uns 10km ao redor, indo e vindo pelas trilhas de Los Pavos, Guanacaste, Rio Claro, Espaveles, Ollas e Sirena. Só nos faltou a trilha do Corcovado que não estava muito bem sinalizada e não prometia muitos animais.
Catitu e anta dividem o mesmo espaço no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Uma vez lá sua rotina será caminhar pelas trilhas procurando as 4 diferentes espécies de macacos que vivem no parque, catetos (um tipo de porco do mato) e queixadas (porco do mato mais bravo, tipo javali), porco-espinho, tamanduás, antas e o tão esperado puma. Aos amantes dos pássaros, araras, tucanos, pica-paus e centenas de outras espécies são facilmente avistados, assim como cobras e as diversas espécies de insetos, grilos imensos, aranhas coloridas, lacraias e centopeias.
Lagarta se esgueira pelo solo da floresta, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Tours e Guias
Uma das muitas autoestradas de formigas no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Guias não são obrigatórios para dentro do parque, mas eles podem facilitar muito a sua vida, cozinhando, mostrando os caminhos (nem sempre bem sinalizados) e encontrando os animais que você está lá para ver. Novamente ir com ou sem guia é uma decisão de cada um, obviamente eles tem uma prática muito maior de como encontrar os animais, sabem por onde os bandos andam e se comunicam entre eles para garantir que os seus clientes tenham a melhor experiência.
Macacos transitam com desenvoltura pelas copas das árvores no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
A princípio tentamos organizar um guia para acompanhar-nos no primeiro dia, mas não conseguimos. Acabamos indo sozinhos, confiando no instinto que desenvolvemos nestes 1000dias e, claro, assuntando com os guias e grupos para tentar ver o que eles estavam vendo. Tivemos sorte e, mesmo sem um briefing completo sobre os animais e as plantas da região, vimos quase todos os animais vistos por todos. Só nos faltou o puma, que passou em frente à estação se exibindo para os sortudos que estavam lá descansando. E nós estávamos na trilha procurando por ele... =/
Do alto de um "mirante", observando a longa praia do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Várias agências de Puerto Jiménez e Bahía Drake podem organizar todo o passeio para você, incluindo transporte (van até o princípio da trilha, ou barco de Bahía Drake se você não quiser caminhar), equipamentos de camping, alimentação e guia. Em Bahía Drake a maior agência é o Manolo Tours ou a Cabinas Murillo.
Em Bahía Drake, esperando o barco para o Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Visual totalmente caribenho na ilha de San Andrés, na Colômbia
San Andres e Providência são as duas principais ilhas do arquipélago colombiano no litoral do Caribe nicaraguense. Um paraíso longe de tudo e todos, onde a cultura caribenha do africano mesclado ao inglês britânico resulta nos creoles mais relaxados e vida boa que já conhecemos.
San Andrés, ilha colombiana no Caribe
Resquícios dos seus primeiros colonizadores ainda podem ser vistos na arquitetura inglesa das casas do centro de San Andres. Nas vizinhanças mais antigas somos recebidos com um sorriso gostoso e acolhedor dos locais, que preferem o inglês ao espanhol. O creole inglês, quebrado e misturado ao espanhol começa a se diluir em meio à quantidade de imigrantes colombianos que vem do continente em busca de tranquilidade e qualidade de vida.
Vendedora de goiabada em San Andrés, ilha colombiana no Caribe
De volta ao caribe, na ilha colombiana de San Andrés
O clima tropical é quase um convite à arte do dulce fare niente! Queremos apenas andar pelo malecón, pegar uma prainha na estreita faixa de areias brancas e águas azuis turquesas e provar os temperos locais do arroz com coco e mero à moda creole acompanhado de tostones e um belo copo de águila gelada.
Deliciosa refeição de rua em San Andrés, ilha colombiana no Caribe: Peixe, arroz de coco e patacones
Nos dias de muito vento fugimos da praia e enfrentamos bravamente o mar do sul para conhecer alguns dos mais de 60 pontos de mergulho nos arredores de San Andres. Nós tiramos um dia para explorar o mundo sub da ilha com a equipe da San Andrés Divers.
O grande grupo prepara-se para mergulhar em San Andrés, ilha no caribe colombiano
Fomos com um grupo de mergulhadores liderados por Kike, colombiano que vive na ilha e trabalha para o Ministério do Turismo. Ele é o organizador e cicerone da FAM Trip (viagem de familiarização) que convidou operadoras de turismo brasileiras, francesas, americanas e espanholas especializadas em mergulho, para conhecer alguns dos melhores pontos dos mares da Colômbia.
A caminho do mergulho com arraias, em San Andrés, no caribe colombiano
Cardume de peixes azuis durante mergulho em San Andrés, ilha no caribe colombiano
Encontro com peixe anjo durante mergulho em San Andrés, ilha no caribe colombiano
Os mergulhos tiveram boa visibilidade e uma rica fauna caribenha, muitos peixinhos coloridos, moreias e corais de todas as cores e formas. No primeiro deles caímos sobre um pequeno veleiro naufragado que já começa a criar e abrigar uma nova vida marinha.
Um veleiro naufragado em San Andrés, ilha no caribe colombiano
O Blue Hole e outros pontos da costa norte, onde estão os melhores mergulhos, infelizmente estavam inacessíveis pelo vento norte que estava soprando.
Lion Fish, cada vez mais comum no Caribe, em San Andrés, ilha colombiana na região
A programação da FAM Trip continuou e nós fomos convidados a acompanhá-los com uma parada para almoço no restaurante do Hotel Caribe Sea Flower, com um buffet muito gostoso, quase em frente ao cais mais movimentado da ilha, o Cais da Casa da Cultura. De lá partem tours em lanchas para os diversos cayos, onde estão as praias mais bonitas de San Andres. O ponto alto da programação foi o Tour Manta Raia, uma visita ao Cayo do Aquário Natural onde se concentram dezenas de sting rays (raia águia) de todos os tamanhos e temperamentos. Elas já sabem que a esta hora terão um lanchinho, peixe fresco, na mão dos turistas que são encorajados a tocar, abraçar e se divertir com as grandes e dóceis arraias fêmeas.
Muitas arraias em ponto conhecido de San Andrés, ilha no caribe colombiano
Muitas arraias em ponto conhecido de San Andrés, ilha no caribe colombiano
Fechamos o dia com uma festa promovida pelo Capitán Rum, o aniversariante do dia que além de trabalhar com o pessoal da FAM Trip, decidiu comemorar o aniversário com uma cervejinha e música na caixa entre o Aquário e a praia de San Luis.
O capitão do barco, celebrando seu aniversário a caminho do mergulho com arraias em San Andrés, no caribe colombiano
Praia em San Andrés, a principal ilha colombiana no Caribe
Lá nos despedidos de Kike, Angela, Ingrid, David, George, Sandro, Rodrigo, Renata, Germán e Nicolas e Sebastian que nos acolheram tão bem em San Andrés e Providência. Muito obrigada pessoal, nos encontramos em outros mares do mundo!
A caminho do mergulho com arraias em San Andrés, no caribe colombiano
A caminho do mergulho com arraias, em San Andrés, no caribe colombiano
Nenhuma visita ao arquipélago estará completa sem alguns dias na tranquila e ainda mais distante ilha de Providencia, e é para lá que nós vamos no próximo post!
De volta ao Caribe na ilha de San Andrés, na Colômbia
Onde Ficar?
Nós geralmente não damos dicas de estadia, afinal nosso intuito não é montar um guia completo de viagens, mas quando gostamos de algum lugar não custa deixar aqui a dica, né? A pousadinha da Cli é muito gracinha, bem localizada há apenas uma quadra e meia da praia e uma das mais baratas que encontramos no centro. O valor para o casal foi de 60 dólares e o quarto tem ar condicionado, frigobar e wifi gratuita. Ela pode ajudar a comprar as passagens para Providência e dar dicas para percorrer a ilha.
Posada Nativa Cli´s Place – Tel. 314 512-6957. Endereço: Avenida 20 de Julio No.3-47 Int 4.
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