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Nelly (25/11)
Liiiindos!!!! Maravilhoso, o sol não ajudou, mais garanto que alegreia s...
Nelly (25/11)
Amiiiiga, liiindo, liiiindo, liiindo, parabéns para vcs guerreiros de co...
Giuliano Jacobucci (25/11)
Olá, Estava procurando informações sobre o Parque Nacional Cavernas d...
Juliana (25/11)
Ana estou a procura do nome e telefone de uma baiana que tem foto postada...
khoyó (24/11)
"Bunito de mais" esse Mangue seco!!! Que lindo ficou a foto da Tiêta. Fe...
O gostoso parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia
Sempre fui curiosa para conhecer o estado de Rondônia. Um estado mais novo do que eu, com 70% da superfície coberta pela Floresta Amazônica, os outros 30% são uma zona de cerrados que cobrem a área do chapadão, onde estão a Serra dos Pacaás Novos e Chapada dos Parecis. Só poderia ser um lugar especial.
Fim de tarde no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia
O antigo Território Federal do Guaporé tinha como principal atividade a extração de borracha e castanha do pará. Ok, castanha do Brasil como querem os nortistas, pois como se pode perceber ela nasce em toda a região norte, não apenas no Pará! Foi apenas depois da chegada da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré que o território passou a ter maior importância, estratégica e econômica. A estrada foi construída para fazer o escoamento de mercadorias da região e principalmente um acesso da Bolívia ao Oceano Atlântico. A ferrovia entrou como premissa para que a Bolívia “cedesse” o território do Acre ao Brasil.
Homenagem prestada à ferrovia Madeira-Mamoré, em em Porto Velho, capital de Rondônia
Assim nasceu Porto Velho. A pequena vila que se tornou a capital era o local do velho porto de escoamento de mercadoria no Rio Madeira, afluente do Rio Amazonas que por sua vez desagua no Oceano Atlântico. Hoje, Rondônia possui o terceiro maior PIB da Região Norte, depois do Amazonas e Pará, tem uma extensão cinco vezes maior do que a Croácia e o maior percentual de evangélicos do Brasil.
A usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia
A ferrovia trouxe o desenvolvimento ao antigo Território de Guaporé e Marechal Cândido Rondon trouxe o telégrafo, interligando as regiões mais remotas e isoladas do país. Não à toa em 1956, Rondon foi homenageado emprestando seu nome ao território, que em 1982 se tornou o estado de Rondonia. A segunda onda de ocupação ocorreu na década de 70 quando o governo militar fez uma distribuição de terras na região, na mesma época da construção da Transamazônica, com o intuito de ocupar o território e diminuir chances de problemas fronteiriços.
O esforço e os incentivos fiscais do governo federal em povoar a região começava a dar frutos. A abertura da fronteira agrícola, que avança velozmente desde o Mato Grosso, e a exploração de madeira e minérios fez com que algumas unidades de conservação ambiental fossem criadas a partir do final da década de 70. Quem diria que ali, no distante e pouco conhecido estado de Rondônia pode estar a maior reserva de diamantes do mundo? A Reserva Indígena Roosevelt possui mais de 2,7 milhões de hectares e pertence aos 1.200 índios cinta-larga que habitam a área. Já se sabe que o potencial desse garimpo é imenso e está entre os 5 maiores do mundo, o topo da lista só seria garantido após um estudo mais detalhado que não foi, e espero, não será feito em território indígena. Enquanto alguns enxergam riqueza, eu enxergo destruição de uma cultura, de uma floresta e toda sua biodiversidade, além da chegada dos piores problemas sociais que existem em torno desta atividade.
Enquanto isso não acontece, a terceira onda de ocupação explora os recursos hídricos da região, que veio recentemente com a construção das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. Um dos maiores tributários do Rio Amazônas, o Rio Madeira é o de maior velocidade entre os rios amazônicos. Mesmo sem um grande desnível, Santo Antônio foi construída na maior cachoeira do Rio Madeira. São 14m de desnível. Tão pouco, não é mesmo? Sim, mas com a velocidade do rio e a tecnologia de novas turbinas ela será capaz de gerar energia elétrica para 44 milhões de pessoas.
A usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia
135 km rio acima a Hidrelétrica de Jirau também está em construção. Nem quero dar uma de eco-chata aqui falando de impacto ambiental das represas e novos espelhos d´água destas duas represas imensas que acabam de ser construídas. Basta falar do impacto social que elas tiveram na região, que ávida pelo desenvolvimento, nem parou para pensar no que aconteceria com a chegada de milhares de novos trabalhadores para a construção da Usina. Atrás deles prostituição, alcoolismo e o tráfico de drogas, seguido pelo desemprego, afinal a construção pode durar 10 anos, mas quando ela acaba nenhum deles será mais necessário ali, nem os homens, nem as putas e muito menos os traficantes.
Ainda assim rodamos Porto Velho, uma capital nova, planejada e bem tranquila. A criminalidade infelizmente já deu sinais de vida, segundo nosso amigo Rodrigo que vive no centro da cidade, mas ainda não é comparável com o que vemos nas grandes cidades do sul e sudeste.
Antiga locomotiva da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia
Você deve estar se perguntando. Por que alguém iria querer conhecer Porto Velho? Voltamos então à toda história contada acima e o mais louco é que, talvez por ela ser tão recente, ela é facilmente reconhecida quando rodamos pela cidade. O povo meio agauchado, misturado com goianos, mato-grossenses e toda qualidade de brasileiros empreendedores que você imaginar. Os nomes dos botecos, restaurantinhos e padarias te dão uma pista de quem são, de onde vieram e que tipo de comida você vai poder provar.
Com o Rodrigo e a Rosana, no parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia
Os pontos turísticos incluem a Praça da Caixa d´Água, que obviamente está no ponto mais alto da cidade e possui 3 grandes e antigas caixas d´água que abasteciam a capital.
A praça das caixas d'água, uma das atrações turísticas em Porto Velho, capital de Rondônia
O Parque Ferrovia Madeira-Mamoré é o mais bonito, à beira do rio. Tem galpões culturais com feira de artesanatos, uma antiga locomotiva em exposição e um passeio peatonal delicioso, perfeito para um fim de tarde tranquilo às margens do rio, com direito a um belo por do sol alaranjado.
Antiga locomotiva da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia
Há alguns quilômetros dali, outro lugar bacana de visitar é o Mirante da Usina de Santo Antonio, de onde podemos ver a barragem de Santo Antônio ao lado de uma daquelas igrejinhas super charmosinhas, cena bucólica do interior.
Antiga igreja usada pelos trabalhadores da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia
À noite a dica é conferir a culinária típica no Canto do Tucunaré, restaurante famoso por sua caldeirada deste peixe amazônico. Nas paredes vários quadros de grandes artistas e celebridades brasileiras que já estiveram lá provando a caldeirada de tucunaré e um dos melhores pirões que já comi na vida!
Com o amigo Rodrigo, no tradicional reataurante Remanso do Tucunaré, em Porto Velho, capital de Rondônia
Se você passar por Porto Velho, tire um dia para conhecer a segunda mais nova capital brasileira e conhecer um pouco mais da nossa cultura e história.
Há vários meses decidimos a nossa data de partida. Já tínhamos uma ideia de que seria em março ou abril, mas ela foi fixada assim que vimos que a contagem dos 1000 dias para o fim do mundo iniciaria no dia 27 de Março de 2010.
Durante os meses de preparação, conversamos com alguns aventureiros que já tinham empreitado outras expedições parecidas com a nossa, sempre buscando informações e mais que isso, aquelas dicas valiosas que só quem já fez algo assim poderia dar. Uma das dicas que não saiu da minha cabeça foi sobre a data de partida: "na hora de partir você verá que nunca está tudo pronto, sempre haverá alguma coisa que poderia ter ficado melhor, mesmo eu que sou super organizado quando vi estava esquecendo meu capacete", disse o Dr. Clodoaldo Braga, motociclista radical que já possui 2 livros escritos sobre suas aventuras, uma até a Patagônia e outra até o Alaska. Outro causo que ele me contou e me marcou foi sobre a partida da Família Portela, que saiu de barco para costear a América num veleiro. Ele contou que o Portela atrasou 2 dias a sua partida da data programada, pois havia decidido que não sairia enquanto não tivesse certeza de que tudo estava pronto. Decisão sábia esta, ainda mais se tratando de uma viagem de barco, que tem uma logística ainda mais complicada. Eu ouvi com muita atenção a tudo isso mas não imaginei o quanto seriam úteis estas informações.
Nossa partida aconteceu no dia 28 de março de 2010, com 1 dia dia de atraso. Mesmo calculando, planejando e trabalhando muito não conseguimos terminar toda a nossa mudança a tempo de partirmos no dia planejado. Isso tudo unido à vontade de São Pedro, que mandou 22mm de chuva justo no sábado em que subiríamos o Pico Marumbi, nos fez atrasar a nossa partida.
Bem, já vemos o quanto temos a aprender com essa viagem, logo no primeiro dia um grande aprendizado. Podemos dar várias explicações, mas acredito que nenhuma delas explicará tão bem e de forma tão simples quando esta: saímos quando deveríamos ter saído, na hora certa.
Catedral de Brasília - DF
Brasília é linda durante o dia, mas, na minha humilde opinião, é ainda mais bonita à noite. Não porque ontem à noite foi a minha última (e única) chance de conhecer Brasília nessa passagem. Sim porque os prédios monumentais criados pelo arquiteto Oscar Niemeyer ficam ainda mais bonitos iluminados, além da cidade ficar mais tranqüila e o clima muito mais agradável.
O Itamaraty, em Brasília - DF
Eu ainda estava com dores e meio fraca, mas não ia embora de Brasília sem andar pela Praça dos 3 Poderes, fotografar e colocar tudo aqui no post para vocês. Todos temos um lado muito patriótico que sempre aflora em momentos especiais como os jogos de futebol, basquete, vôlei, só não imaginei que conhecer a nossa jovem capital também me faria ficar emocionada.
O Congresso visto da Praça dos Três Poderes, em Brasília - DF
O STF, na Praça dos Três Poderes, em Brasília - DF
Outra emoção é voltar a viajar e conhecer com o meu amor, que já estava se acostumando a ficar longe de mim nas suas andanças por Brasília.
>>> Ver post “Água Mineral” no blog do Ro.
Palácio da Alvorada, em Brasília - DF
Mais uma noite de descanso e seguimos hoje para a cidade de Chapada Gaúcha, no norte de Minas Gerais. Atravessamos o Distrito Federal e Goiás até o norte de Minas para conhecer o Parque Nacional Grande Sertão Veredas. Já entramos em contato com o José, do ICMBio que faz a administração do parque e conseguimos a autorização para entrar no parque. Amanhã será um dia de muitas andanças para explorar estas veredas, fotografar os buritis e quem sabe dar sorte de ver uma sucuri, emas e outras espécies selvagens.
Dia chuvoso em Corumbau - BA
Nós estamos em um ritmo maluco de viagem, de 2 em 2 dias em uma cidade diferente, recentemente conseguimos parar 4 dias em Itaúnas e mais 4 em Abrolhos, o que já quebrou o ritmo e nos deixou sedentos por colocar o pé na estrada e acelerar novamente! O único probleminha é que São Pedro anda meio mal humorado. As frentes frias do sul tem nos acompanhado fielmente a cada passo da viagem e tem sido difícil nos livrarmos delas. Não podemos reclamar que quando realmente precisamos São Pedro nos ajudou, Abrolhos, por exemplo, o tempo abriu. O mesmo aconteceu quando precisamos de boas condições para o Pico da Bandeira e os mergulhos de Guarapari e Santos.
Coqueiral em Corumbau - BA
Sendo assim decidimos aproveitar os dias de chuva para trabalhar bastante, colocar os blogs e fotos em dia, trabalhar nas áreas do site que ainda não estão ativas para ver se conseguiremos colocá-las no ar logo! Isso não depende apenas de nós, depende também da equipe que está desenvolvendo o site, mas tenho fé que iremos conseguir! Enquanto isso, o corpo também resolve aproveitar para relaxar e ao invés de descansar acaba me dando mais trabalho!
Igreja a venda? (em Corumbau - BA)
Eu sou do tempo que orelha era apenas o órgão externo, a “aba” do ouvido, portanto a dor que sentimos era de ouvido. Todavia hoje as nomenclaturas médicas mudaram e a forma correta de falar é que estou sofrendo de dor de orelha. Todos estes dias de umidade pelo jeito não foram muito bons para esta minha cavidade, que acolheu com todo amor e carinho uma família de fungos que por sua vez desenvolveram algum tipo de micose. Segunda-feira eu fui até o hospital em Caravelas e o médico diagnosticou bem o meu problema, mas infelizmente se confundiu na prescrição. Além do antiinflamatório, que estava correto, ele me passou um antibiótico otológico, mas os fungos não estão nem aí para antibióticos! Assim, de domingo para cá o inchaço, surdez e a dor só aumentaram... um saco! Eu já estava com formigas me pinicando para andar, subir montanhas, andar pelas praias deste litoral baiano, imaginem agora, é um formigueiro inteiro!
Menos mau que está chovendo, aí fico de molho mesmo. Veja como as coisas mudam de perspectiva! Até pouco isso era ruim. Rsrsrs! Com chuva resolvemos seguir viagem até Itamaraju, cidade um pouco maior onde poderia ter estrutura caso necessário e também por ser próxima ao Monte Pascoal. Entre ontem e hoje o tempo deveria estar melhor e aí poderíamos conhecer mais este Parque Nacional. O tempo não mudou e subir uma montanha, por menor que seja, com chuva e dor de orelha, não dá. Decidimos voltar e seguir em direção ao Corumbau, pelo menos lá poderemos ver alguma coisa sem nos molhar tanto, enquanto esperamos o tempo mudar.
O Luz Para Todos, em Corumbau - BA
A Ponta do Corumbau é considerada por muitos a praia mais bonita do litoral sul da Bahia. Uma ponta de areia que avança ao mar, águas azuis, coqueiros, barzinhos na beira da praia e um povo caloroso e receptivo. Vive lotada em todos os feriados, no verão então nem se fala! É até difícil de acreditar, pois hoje, quarta-feira com chuva e vento sul, não foi fácil encontrarmos uma alma para nos receber na vila. As várias placas de “proibido estacionar coletivos” e de limite de decibéis para não perturbar o sossego alheio nos mostram que realmente estamos com sorte de não encontrar ninguém por aqui. Só faltou São Pedro nos acompanhar nessa. A previsão diz que amanhã teremos sol, estamos torcendo para que os garotos do tempo estejam certos desta vez!
Placa dá pista de dias mais "movimentados" em Corumbau - BA
Desfile de "carnaval" nas festas de independência de Cartagena, na Colômbia
As festas novembrinas marcam as comemorações da Independência de Cartagena. São 5 dias de pura rumba, as festas mais esperadas do ano, como o carnaval no Brasil. Cada dia de festa é marcado por uma programação especial.
Desfile de "carnaval" nas festas de independência de Cartagena, na Colômbia
O primeiro dia é marcado pelas festas populares, com apresentações de cada comunidade, organizada pelas escolas e instituições comunitárias. Todas as crianças e jovens fantasiados, em coreografias lindas e bem ensaiadas, representando temas escolhidos pelo grupo e por sua região.
Desfile de "carnaval" nas festas de independência de Cartagena, na Colômbia
O segundo dia é conhecido como a Batalha de Flores. Durante a tarde toda a Av. Santander, que fica entre o mar e as muralhas da cidade antiga, recebe milhares de curiosos, pessoas que querem conhecer as Reinas (rainhas ou misses) de cada estado, e fazer aqui a sua escolha para a próxima Reina de Colômbia que os representará no Miss Universo.
Desfile de "carnaval" nas festas de independência de Cartagena, na Colômbia
É um grande desfile e uma das festas mais bonitas. As ruas do centro ficam lotadas de locais e turistas em festa, jogando espuma, tinta, água, farinha e o que mais tiverem à mão, em todos os transeuntes. Eu fui um dos alvos preferenciais dos sprays de espumas, pelo menos o cheirinho dele é bom! Rsrs!
Desfile de "carnaval" nas festas de independência de Cartagena, na Colômbia
O terceiro dia de festa é quando acontece a eleição da Rainha de Cartagena. Um desfile parecido com o nacional, porém menor e com as rainhas de cada bairro. Caminhamos pela Plaza San Domingo e pelas estreitas ruas do centro antigo, dançando, conhecendo e fotografando o que podíamos com a nossa camerazinha menor. A bebedeira, a espuma e a multidão não são amigas dos fotógrafos... por isso deixamos as fotos oficiais da cidade para depois.
Pracinha no interior da cidade mudada, em Cartagena, na Colômbia
Em todos os cantos do centro histórico encontravam-se barzinhos, bailes e muita festa! Encontramos até um bloco de carnaval, perfeito! Já estávamos indo embora quando vimos um bar, La Esquina San Diegana, próxima a Plaza San Diego. Um bar minúsculo, cheeeeio de gente! Um bar sem um turista e cheio de famílias, jovens, tiozinhos, tiazinhas e vovozinhos com aquela salsa mais raiz impossível. Salsa, rumba, cumbia, merengue e toda a sorte de músicas latinas.
Arriscando passos de salsa no bar Esquina Sandiegana, na cidade murada de Cartagena, na Colômbia (foto de Christian Mendoza)
Finalmente encontramos um bar latino autêntico, original, sem maquiagens e conceitos... ele é o que é, feito pelo povo, para o povo. Alegria e a rumba explodindo, e é claro que quando eu entrei no bar percebi uns olhares daqueles que dizem “o que esta gringa está fazendo aqui?!” Mas não me encolhi. Salsa no pé, águila na mão e rumbora! Depois de muitas espumadas, o Rodrigo começou a conversar com dois amigos que estavam no canto e puxaram papo em inglês.
Com nossos amigos colombianos no bar Esquina Sandiegana, na cidade murada de Cartagena, na Colômbia (foto de Christian Mendoza)
Elith é colombiano e mora em NY e Chris é aqui de Cartagena. Elith é um mestre em danças latinas, dom natural. Ele me tirou para dançar e me ensinou todos os ritmos, uma aula por música. Este bar era tudo o que eu sempre sonhei, ainda com um professor de dança? Incrível!
Bailando salsa com o Elith no bar Esquina Sandiegana, na cidade murada de Cartagena, na Colômbia (foto de Christian Mendoza)
O quarto e o quinto dia de festa o povo já não agüenta mais, então tudo já parecem um pouco mais tranquilo. Aí vem o dia da ballenata, passeio de barcos com as rainhas pela baía e a noite um baile especial.
Desfile entre os muros de Cartagena e o mar, na Colômbia
No quinto dia é feita a eleição e a definição da grande vencedora e enquanto as rainhas estão sendo julgadas no centro de convenções, cada bairro faz o seu próprio carnaval. O mais conhecido é o de La Popa, bairro no pé do morro onde está o convento. Dizem que é lotado, uma loucura! A esta altura nós já não tínhamos mais pique algum, até que festamos bastante para quem nem imaginava chegar em Cartagena nas maiores festas do ano!
Desfile de "carnaval" nas festas de independência de Cartagena, na Colômbia
Ciudad Bolívar, na beira do rio Orinoco, Venezuela. Ao fundo, a grande ponte que atravessa o rio
Bolívar é um nome comumente visto pelas ruas, placas e na história da República Boliviariana da Venezuela. O nome de um estado, o nome de uma cidade e o nome de um ideal, o herói Simón Bolívar lutou pela independência dos países sul-americanos do norte, enquanto San Martín vinha desde a Argentina consolidando esta posição nos países do sul. Seu ideal ainda é o principal combustível para a revolução socialista que iniciou Hugo Chávez, se colocando ao lado do mártir da independência como o novo herói da nação, que sonha com um país livre e independente dos domínios europeus e americanos. Fotos-montagens de Bolívar e Chávez lado a lado, estão por todas as praças do país e hoje, finalmente, chegamos ao principal quartel general deste líder latino-americano, Ciudad Bolívar.
Praça no centro histórico de Ciudad Bolívar, na Venezuela
Fundada em 1764, Santo Tomás de la Guayana de Angostura, está nas margens do principal rio do país, o Rio Orinoco. O importante porto se tornou o quartel militar de Simón Bolívar logo depois de sua chegada em 1817. Foi daqui, da antiga Angostura, que partiram as forças de Bolívar unidas à Legionários Britânicos para a batalha que libertaria a Colômbia. Foi também aqui, na Casa do Congresso em 1819, que nasceu a República da Gran Colômbia, que compreendia Venezuela, Colômbia e Equador. Em 1846 a cidade foi renomeada em homenagem ao herói nacional e passou a chamar-se Ciudad Bolívar.
Casarão histórico em Ciudad Bolívar, na Venezuela
Hoje a cidade é a capital do maior estado venezuelano, o Estado Bolívar, e junto à Ciudad Guayana é uma das principais cidades da região. Seu charmoso centro histórico é sempre um deleite aos turistas vindos de qualquer canto do país, ruas tranquilas e bem coloridas que se destacam perante a selva de pedras de Caracas ou as desorganizadas zonas urbanas comuns ao redor do país.
Arquitetura colorida em Ciudad Bolívar, na Venezuela
Rua no centro histórico de Ciudad Bolívar, na Venezuela
O Paseo Orinoco é um calçadão que margeia o rio, lotado de lojinhas e restaurantes, que há alguns anos atrás ainda tinha um certo charme para os turistas. Hoje a decadência já é clara, encontrar uma panificadora para o café da manhã já foi uma vitória e infelizmente resta pouco para defende-lo a não ser a beleza natural do rio.
Com o nosso amigo e carona colombiano, o Jorge, em Ciudad Bolívar, na Venezuela
Já estivemos aqui na nossa viagem de 2007, vindos da Gran Sabana após o trekking do Monte Roraima e 18 horas de ônibus desde Santa Elena de Uairén. Hoje a nossa chegada foi mais confortável, mas não menos cansativa. Saímos do Hato El Cedral as 6h da manhã e cruzamos a cidade de San Fernando de Apure, há 2 horas de Mantecal e seguimos rumo ao Amazonas mais duas horas, passando pelo Parque Nacional Cinaruco-Capanaparo. Uma região de pântanos, rios e florestas belíssimos!
Com o sol nascendo, deixamos os llanos rumo à Ciudad Bolívar, mais de 1.000 km adiante
Cruzando um importante afluente do rio Orinoco, na região de Pueto Ayacucho, fronteira de Venezuela e Colômbia
Finalmente chegamos à Cidade de Puerto Paez, quase na fronteira com a Colômbia, e encontramos um dos poucos lugares onde podemos cruzar o grande Rio Orinoco. Na balsa conhecemos Jorge, um jovem colombiano que trabalha aqui com seus primos durante as suas férias da universidade. Jorge esperava o ônibus que o levaria à Ciudad Guayana e que sairia apenas às 4 horas da tarde.
Balsa para cruzar o rio Orinoco, na região de Puerto Ayacucho, na Venezuela
de balsa, cruzando o rio Orinoco, na região de Puerto Ayacucho, fronteira de Venezuela e Colômbia
Daqui ele seguiu conosco, trazendo uma visão bem interessante de quem está viajando por todo o país e vendo tudo o que está acontecendo na economia, na política, no comércio e no dia-a-dia da já nem tão nova República Boliviariana da Venezuela. Manipulação de resultados e eleitores fantasmas são só a parte bonita do que se escuta pelas ruas do país. A falta de suprimentos e itens de primeira necessidade serão o estopim de uma revolução popular que já não poderá ocultar e se enganar de que este governo está a defender os interesses da população mais pobre.
A bela paisagem da estrada entre Puerto Ayacucho e Ciudad Bolívar, na Venezuela
Reencontro com rios amazônicos, na estrada entre Puerto Ayacucho e Ciudad Bolívar, na Venezuela
Foram muitos quilômetros e umas 8 horas de conversa entre Puerto Paez e Ciudad Bolivar. Chegamos a tempo de comer um prato-feito no restaurante em frente à Pousada Don Carlos, onde nos hospedamos no centro histórico. No dia seguinte aproveitamos para rever a cidade, o Paseo Orinoco e o Mirador Angostura antes de nos despedirmos de Jorge. À tarde passeamos pela Plaza Bolívar e toda a Zona Colonial totalmente reformada com suas casas coloridas na campanha para a cidade sediar os Jogos Panamericanos de 2019. Pena que a reforma é apenas de fachada, literalmente, pois das várias casas do centro que eram restaurantes e pousadas, poucas continuam em funcionamento nos dias de hoje.
Um simpático morador de Ciudad Bolívar, na Venezuela
Rua central de Ciudad Bolívar, na Venezuela, com o rio Orinoco ao fundo
Aproveitamos o dia também para fazer a troca de filtro e óleo da Fiona, que ganhou uma garibada geral enquanto nós organizávamos o nosso tour para um dos pontos altos da nossa passagem pela Venezuela, o Salto Angel! Este é o único trecho do nosso roteiro de 2007 que decidimos repetir nesta viagem. Importante dizer, que se tivéssemos tempo repetiríamos tudo! Voltamos 6 anos depois não apenas pela aventura ou beleza do Parque Nacional Canaima, mas por ter ficado entalado na nossa garganta uma visão parcial, quase nula, da maior cachoeira do mundo! Pois então vamos tentar a sorte novamente, o lugar é tão incrível que vale o investimento e todo o esforço!
Na orla do rio Orinoco, em Ciudad Bolívar, na Venezuela
Fim de tarde na Praia do Leão em Fernando de Noronha - PE
Corveta pela manhã e uma tarde na Praia do Leão para relaxar. Depois de um pit stop na pousada e um açaí delicioso pegamos um táxi direto para lá. O mirante da Praia do Leão é maravilhoso, podemos avistar do alto toda a praia e as Ilhas da Viuva e a ilha que nomeia a praia. Alguns dizem que Ilha do Morro da Leão tem o formato de um leão marinho e seria este o motivo da praia ter este nome. Tenho minhas dúvidas, pois senão poderia ser Praia da Foca, já que esses bichos deitados são todos meio parecidos.
Admirando a paisagem da Praia do Leão em Fernando de Noronha - PE
A maré estava baixa e pude conhecer desta vez os travertinos formados pelos corais à beira mar. Depois da caminhada ladeira abaixo, fizemos um snorkell delicioso na Ilha da Viúva, treinando as técnicas de apnéia para ver as lagostonas há 10m de profundidade. Foram umas boas braçadas. A luz de fim de tarde no Leão é uma das mais bonitas de Noronha.
Fim de tarde na Praia do Leão em Fernando de Noronha - PE
Aproveitamos o pôr-do-sol para voltar caminhando até a BR, ao lado da Pousada Maravilha, onde pegamos um busão para a Floresta Velha.
Últimas luzes na Praia do Leão em Fernando de Noronha - PE
Mais tarde comemos uma pizza maravilhosa, sequinha e fininha no bar do reggae e fomos atraídos direto para a apresentação de Maracatu no Bar do Cachorro. Eu não sabia, mas o Maracatu tem ligação com os ritualismos do Candomblé, fiquei super curiosa, vou pesquisar mais. A apresentação foi linda, um show de percussão, dança e simbolismos. Chegamos no final, mas ainda deu tempo de entrar na roda e cirandar!
Apresentação de Maracatu no Bar do Cachorro, em Fernando de Noronha - PE
A bela igreja metodista de Asheville, na Carolina do Norte, Estados Unidos
Apelidada “Land of the sky” ou “Terra do céu”, Asheville é uma cidade de pouco mais de 80 mil habitantes no estado americano de North Carolina. Situada estrategicamente entre o famoso Great Smoky Mountains National Park e o Shennandoah National Park, seus arredores já foram cenário para filmes como “O Último dos Moicanos” e até hoje atrai artistas, músicos e pessoas apaixonadas pela natureza, o que a torna um lugar alternativo e bem cosmopolita.
A pomposa arquitetura do centro histórico de Asheville, na Carolina do Norte, Estados Unidos
Asheville figura em uma ampla lista de rankings, citando apenas alguns deles como uma das "25 Melhores Destinos de Artes da América" (Revista AmericanStyle), "A nova “freak capital”dos EUA" pela revista Rolling Stone, "Nova Meca New Age" (CBS News) e em 2007, Asheville foi nomeada uma das sete principais lugares para se viver nos EUA pelo Ranking de cidades da Frommer.
Caminhando pelo centro histórico de Asheville, na Carolina do Norte, Estados Unidos
Nós chegamos em um dia de chuva e cinzento, mas as suas ruas, bares e restaurantes estão sempre cheios e divertidos com pessoas de todas as tribos e idades. Paramos no delicioso Salsa´s Mexican Caribbean Restaurant, restaurante que mistura o melhor das duas cozinhas, mexicana e caribenha, sempre com uma exposição interessante de artistas contemporâneos da região e um público bem antenado.
Restaurante em Asheville, na Carolina do Norte, Estados Unidos
A comida é divina e muito criativa, além de ter uma boa relação custo x benefício. Nada melhor que uma boa cerveja artesanal para acompanhar uma delícia apimentada dessas. Eu provei a Pale Ale da High Lander Brewing Company, saborosa e no ponto certo para não brigar com o sabor da comida. Ótima sugestão do nosso simpático garçom.
Deliciosa e apimentada comida mexicana requintada, em Asheville, na Carolina do Norte, Estados Unidos
Uma das milhares de cervejas artesanais americanas, em Asheville, na Carolina do Norte, Estados Unidos
A arquitetura da cidade vai do art decó ao neogótico em seus edifícios históricos, igrejas e monumentos. A chuva deu um intervalo e conseguimos andar nas ruas arborizadas, sempre cruzando um músico mambembe tocando sob uma marquise na sua viagem particular.
A pomposa arquitetura do centro histórico de Asheville, na Carolina do Norte, Estados Unidos
À noite, não poderíamos perder a chance de ouvir uma legítima Jam Section de cordas, em uma das principais representantes da Folk Music Americana. Fomos ao mais indicado bar em Downtonw Asheville, o Jacskon Pub. Cada músico traz o seu instrumento de corda como o violino, violão, contrabaixo e o indispensável banjo! Os músicos estavam se divertindo aos montes, solos alucinados cada vez mais acelerados faziam o público ir ao delírio! Mais tarde uma banda de jovens tomou o palco e fez uma apresentação maravilhosa, essa sim era profissional! É sempre bacana ver jovens se interessando, revivendo e aprimorando tradições.
Balada com jam session com muita música Folk, em Asheville, na Carolina do Norte - EUA
Asheville é o nosso ponto de partida para conhecermos a região dos Apalaches e da Blue Ridge Parkway, a road trip mais famosa no leste dos Estados Unidos.
Cachoeira da Velha, no Rio Novo, no Jalapão - TO
Adoooro acampar, mas eita coisa difícil de convencer o Rodrigo a fazer. Para a minha surpresa, desta vez quem surgiu com a proposta foi ele! Uma praia deserta às margens do Rio Novo no Jalapão, cenário perfeito para um acampamento. Lá fomos nós, já no final da tarde de ontem, torcendo para conseguir chegar ainda com um pouco de luz.
Noite de acampamento na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO
Além de ser um lugar mágico a Prainha do Rio Novo também está em uma localização estratégica, ao lado da Cachoeira da Velha. Este trecho entre Mateiros e Ponte Alta que começamos ontem tem muitas atrações e tínhamos duas opções, ou rodamos 40 km até as Dunas e voltamos dormir em Mateiros, ou seguimos mais 65 km adiante e dormimos na Prainha, já curtimos os arredores, conhecemos a Cachoeira da Velha cedo e continuamos viagem para Palmas. Esta foi mais uma das super dicas do Luis, leitor e aventureiro que esteve no Jalapão alguns meses antes de nós.
Flores no cerrado, no Jalapão - TO
Estava anoitecendo quando montamos o acampamento e não tivemos um segundo para explorar o rio e ver qual era a sua natureza: pedras, pura areia, galhos? Teremos que descobrir. O Luis comentou que ficou tomando banho até tarde da noite por lá, quer dizer, perigoso não devia ser. Nós estávamos completamente sozinhos e numa escuridão total. Acampamento montado, inclusive com uma varandinha gostosa, fui logo preparar o nosso jantar.
Cozinhando na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO
Não tínhamos muita opção nos mercados de Mateiros, nos restou um macarrão ao molho tomate, sem queijo ralado. Sobremesa, uvas e chocolate, mas estava tão gostoso! Só o fato de estarmos ali, longe de tudo e todos, com uma comida quentinha, às margens do rio, céu estrelado, esperando a lua nascer, já deixava tudo muito mágico.
Acampamento em noite de lua cheia, na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO
A lua cheia só nasceu as perto das onze horas. Depois de um breve cochilo, o casal teve que se encorajar para sair da barraca e tomar banho de rio. Como eu já disse aqui no blog, to ficando velha e medrosa. Sei que na região tem alguns macacos, mas os barulhos que eu ouvia eram de bichos pisando nas folhagens. Sei também que um cerradão desses tem muita onça, vai que ela resolve ir ali para beber água? E as cobras com seus hábitos noturnos? Teria alguma sucuri à espreita no rio? Sabe lá, como dizem, é aí que a onça bebe água! É claro que nada aconteceu, tomamos um delicioso banho de rio à luz da lua! Será que alguém pode apagar a luz?
Noite clara de lua cheia, na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO
Vocês sabem aquele momento mais frio da noite? Minutos antes do sol nascer, aquele frio gelado inexplicável nos fez entrar dentro dos sacos de dormir. Este é um dos momentos do dia e do mundo que só sabemos que existe se viramos uma noite a céu aberto ou se acampamos, pois nota-se a diferença claramente! Minutos antes do sol nascer, o ar gela. Quando você acorda cedo em casa, mesmo madrugando, não sabe exatamente qual era a temperatura antes. Enfim, amanhecemos e começamos o dia com aquele solzinho gostoso entrando na barraca.
De manhã bem cedo, em acampamento na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO
Fomos acordar e tirar a preguiça no rio, sem nem pestanejar! Rio Novo maravilhoso, que ainda guardava duas outras praias lindas rio abaixo. Após nadarmos e explorarmos bem cada praia, levantamos acampamento e seguimos viagem para a nossa vizinha, a Cachoeira da Velha.
Nadando na prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO
Saímos na hora certa, quando vinha chegando um pessoal de excursão para lotar a nossa prainha particular. Menos de um quilômetro depois está a entrada para a Cachoeira da Velha.
No mirante da Cachoeira da Velha, no Rio Novo, no Jalapão - TO
Uma grande queda d´água, belíssima, com o Espírito Santo ao fundo. Foi construída uma passarela suspensa sobre o capim dourado e as sempre vivas, estrutura que certamente facilitou o acesso. O mirante para a ainda tem uma escada que nos leva a outros pontos de vista, mais próximos ao rio. A cachoeira é tão forte que não se pode banhar, para quem quer caminhar, dali mesmo parte uma trilha para a Prainha, beirando o leito do rio.
Árvore cresce no meio da Cachoeira da Velha, no Rio Novo, no Jalapão - TO
E essa foi a nossa despedida do Jalapão, com direito a camping selvagem às margens do rio, praias e até uma cachoeira velha no Rio Novo. Momentos especiais para a coleção do nossos 1000dias.
Rio Novo, um pouco acima da Cachoeira da Velha, no Jalapão - TO
Um dia na praia...
A cor da areia é rosa, um rosa bebê bem clarinho. Isso devido às conchas que se esmigalham e viram grãos cor-de-rosas, ajudando a formar esta areia colorida. O mar é azul transparente, isso por que estamos no Caribe e toda a formação da ilha é calcária, o que ajuda a filtrar a água nos seus arrecifes e praias. Em toda a praia encontramos uma alga, verdinha que parece couve refogada, beeeem fininha. São tantas algas que varrê-las já faz parte da rotina diária dos hotéis na beira da praia, todas as manhãs. Enquanto andamos observando esta cena, percebo que a praia está repleta de águas-vivas, ou “portugueses” como aprendemos por aqui e continuo rindo sozinha do nome que resolveram dar a este bicho, afinal, por que esse nome engraçado? Depois de olhar com cuidado as “portugueses” na beira da praia foi que me dei conta, não sei como isso não me ocorreu antes! Essas águas-vivas, cheias de fios daqueles bem doloridos, são conhecidas no Brasil como caravelas! Caravelas = Portugueses! Viu só, tudo tem um por que! Hahahaha! Filosofias de uma brasileira nas Bahamas... Quem agüenta?
Felizes na praia - Harbour Island - Bahamas
Depois de andar na praia, estudar o nosso computador de mergulho da Fun Dive e cansar de me esconder do vento enrolada na toalha, resolvemos voltar à pousada e sair para uma corridinha. Uma bela forma de conhecer a Ilha. Corremos pelas novas vizinhanças, ainda não exploradas e percebi que realmente eu não estava tão “out” quando falei dos podres de ricos. Corremos pela Bay Street até chegarmos a uma praia formada na maré baixa, uma espécie de mangue seco. Digo uma espécie, pois não consigo ter certeza se é mangue ou não, já que aqui mangue não faz lama, mesmo se fizesse a lama seria rosa, e também não tem cheiro ruim. Seguindo por esta praia passamos por várias casas onde só se pode chegar de barco. Todas elas com seus barcos e iates nos seus piers privados, mesmo que vazias. É... realmente é mais fácil viver se olhamos para baixo na pirâmide, por que se olhamos para cima vemos como ainda somos pobres!
Relaxando na praias de areias rosa
Mais tarde vamos para a pousada do John, figuraça, (vocês acreditam que até no enterro do Bob Marley ele foi?) ver o sol se por na baía, escrevendo os nossos posts. Jantar na Marina Valentines onde vamos deixar uma camiseta do 1000dias fazendo parte da decoração do bar, amanhã colocarei uma foto para vocês verem. Vamos ver qual será a programação do dia. Tínhamos mergulhos agendados, mas a droga do vento nordeste (eu achei que era noroeste) estragou todos os pontos de mergulho de Eleuthera... Acho que teremos que nos contentar com os corais e a praia cor-de-rosa.
Pôr-do-sol na pousada em Harbour Island - Eleuthera - Bahamas
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