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Angela (16/04)
Oi Ana, gosto muito do seu blog , dos seus comentarios , das fotos , tudo...
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RONY VON DOS REIS DE CAMARGOS (12/04)
Que belíssima aventura, o tipo de coisa que sonhamos, mas poucos tem ím...
Gaúcho (07/04)
Olá amigos Vou pro Jalapao na prox semana e a idéia é acampar. Gostar...
khadun (26/03)
eu e meus amigos gostamos muito de viajar de moto, moro em santos estado ...
Observando o Cachoeirão, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
Acordamos cedo na Igrejinha e aproveitamos o nosso último café da manhã no Vale do Pati. Mais uma manhã de despedidas começa, adeus aos atletas cariocas, adeus à João e um até logo para Camila e Iara, que encontraremos logo mais na trilha do Cachoeirão.
Partida da Igrejinha para mais um dia de caminhadas no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
Mochilas nas costas e pé da trilha, na estrada que cruza o vale do Pati por baixo em direção à Toca do Gavião, lugar onde deveríamos ter dormido esta noite. Ontem como chegamos tarde optamos por dormir ali no João mesmo, mas a programação inicial era dormirmos na toca.
Caminhando no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
Ainda bem que não deu certo, diga-se de passagem, o lugar era bacana, uma boa toca, mas não tinha aquele colchão gostoso que tínhamos no João e quando chegamos lá vimos que outros 4 caras tinham dormido lá na mesma noite, deixando o cheiro de xixi como lembrança. Maravilha...
Colada ao chão, num dos mirantes do Cachoeirão, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
Deixamos nossas mochilas em um bosque logo que chegamos aos gerais e seguimos mais leves pela trilha do Cachoeirão, uma queda com mais de 300m de altura. Já tínhamos a informação que o poço no alto do Cachoeirão tinha água, estávamos loucos por um mergulho depois daquela caminhada abaixo do sol escaldante.
Lago "encantado" acima do Cachoeirão, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
A vista do alto do Cachoeirão é fantástica, um cânion maravilhoso, um lago imenso e alguns filetes de água escorrendo, refrescando as borboletas e andorinhas do vale.
Vista do Vale do Cachoeirão, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
Eu estava super corajosa, depois de uns 10 minutos olhando para baixo deitada na pedra, consegui até sentar à beira do precipício para umas fotinhos. Wohoooo! Sensacional!
Pendurada a mais de 350 metros de alura, no Cachoeirão, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
Nos refrescamos no lago sobre a cachoeira e trocamos várias experiências de viagem com Camila, colombiana, e Iara, soteropolitana, que havíamos conhecido na Igrejinha, ótimas companheiras de caminhada. Nos separamos no bosque, onde pegamos as nossas mochilas e seguimos cruzando os Gerais do Rio Preto em direção ao Morro do Beco.
Tomando banho no lago "encantado" acima do Cachoeirão, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
Com o Lúcio e amigas no alto do Cachoeirão, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
Esta caminhada é longa, em torno de uns 10km, mas é uma das melhores que fizemos. Plana, com vistas indescritíveis do Vale do Pati de um lado e dos Gerais do outro. A vegetação dos Gerais parecem uma pintura, com capins dourados mesclados ao verde e às poucas flores vermelho-escuras. Me lembrou muito a cena final do filme Gladiador, quando o herói tem a visão da esposa e filho, e vai sobrevoando os campos voltando para casa.
Gerais do Rio Preto, próximo ao Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
Logo chegamos ao Morro do Beco, não antes de cruzarmos com uma caranguejeira e uma cobra d´água encontradas pelo Lúcio, ECA! Nossa estrada hoje é longa, pois seguimos ainda para Mucugê. Nos despedimos do nosso “guia da guarda”, que nos cuidou e tratou como ninguém!
Saindo dos Gerais do Rio Preto, em direção à Guiné, na Chapada Diamantina - BA
Chegamos à Mucugê já no início da noite, encontramos uma bela pousada, comemos uma pizza muito saborosa depois de uma voltinha pela praça da cidade. É uma cidadezinha histórica muito bem preservada e que ainda não foi dominada totalmente pelo turismo e investidores de fora, por isso ali achei mais fácil identificarmos a cultura e as raízes do seu povo do que em Lençóis. A dica é visitar na época de São João, a cidade estará lotada de turistas, mas dizem que é a melhor Festa Junina da Chapada!
Reencontro com a Fiona, próximo à Guiné, na Chapada Diamantina - BA
E lá vamos nós, por que amanhã tem mais!
Praça Delícia, em Ponce - Porto Rico
A programação de hoje era intensa: dirigir 150km de Ponce até as Cavernas do Rio Camuy e o Observatório de Arecibo e depois dirigir até Fajardo mais 200km. Começamos o dia cedo, conhecendo a Praça das Delícias em Ponce e sua famosa Casa de Bombas, antes sede dos bombeiros da cidade, hoje é um pequeno museu em sua homenagem. Ao lado fica a Catedral de Nossa Senhora de Guadalupe, construída em 1931 onde ficava a primeira capela construída pelos espanhóis nos idos de 1660. Tomamos um gostoso café da manhã na padoca ali perto e pegamos estrada.
Museu dos bombeiros, na praça central de Ponce - Porto Rico
Eu estava empolgada com as trilhas, algo diferente no meio do Caribe. Nos preparamos para a caminhada, chegamos ao parque e seguimos comprar os tickets de entrada, 12 dólares cada um! Foi aí que começamos a nos dar conta da estrutura que os caras montaram. Eu e o Ro loucos para andar até lá, mas tínhamos que esperar chamarem a nossa senha. Já achei estranho, mas ok, estão preservando a caverna. Chamaram a nossa senha e primeiro passamos por uma sala de cinema com todas as instruções de segurança e depois de pegarmos os nossos capacetes entramos em um trenzinho que desceu uma rua toda pavimentada até a boca da caverna. Vimos por dentro e por fora a sua entrada natural, mas entramos por um bunker, escadas, luzes e até anúncio do restaurante mais próximo tinha lá... fiquei chocada. O choque só passou depois que vi a beleza do lugar. A Cueva Clara é magnífica, foi construída pelas águas do Rio Camuy, o terceiro rio subterrâneo mais longo do mundo. A guia deu informações bacanas sobre a caverna, no final acabei achando que valeu a pena. É um jeito totalmente exagerado de preservar um meio natural, mas aos poucos vou acostumar com o american way.
Cueva Clara, no parque Cuevas Del Rio Camuy, em Porto Rico
A próxima atração foi completamente diferente, o Observatório de Arecibo, que possui o maior rádio-telescópio do mundo. Mais uma sala de cinema para um filme explicativo do observatório, feito por engenheiros, com certeza. Me senti no filme do James Bond, mas no filme a antena era muito mais poderosa, estava muito mais maquiada e produzida, como podem ver na foto faltou uma faxina geral.
Rádio telescópio de Arecibo, em Porto Rico. O maior do mundo.
Depois de mais 200km de estrada chegamos em Fajardo, procuramos os hotéis mais próximos mas acabamos vendo que a região portuária fica abandonada durante a noite. Encontramos uma pousadinha chamada Passion Fruit em Las Croabas e é daqui que estou escrevendo mais este post, podre de cansada deste dia cheio de atividades, estradas e novidades. Nos restam apenas 3 dias em Porto Rico e muito para conhecermos... fica sempre aquela sensação de que poderíamos ficar mais.
Salinas Grandes, próximo ao Paso de Jama, fronteira entre Argentina e Chile
Acordamos cedo depois de uma noite curta mas bem dormida. Tomamos um delicioso café da manhã nos sentindo muito bem acolhidos no Hotel Marquês de Tojo. Faço questão de falar dele aqui pois pesquisamos bem e foi o único que além de aceitar cartão de crédito, nos recebeu de forma muito especial no final de um dia de cão.
Nosso hotel em Purmamarca - Argentina
Logo cedo a recepção do hotel nos ajudou e ligou para a Gendarmeria do Paso de Jama para confirmar se estava aberto e tivemos um balde de água fria. SIM, está aberto, mas apenas entre as 8h30 e 10h30. Daqui não chegaríamos a tempo... já eram 8h30 e levaríamos em torno de 3 horas até lá. Tá difícil... Enfim, aproveitamos para dar uma volta em Purmamarca, sacar dinheiro no ATM, tirar umas fotos da praça e pegamos o carro em direção à Susques.
Purmamarca - Argentina. Ao lado das montanhas coloridas
Chegando novamente às Salinas Grandes, no caminho para o Paso de Jama, entre Argentina e Chile
O trecho até lá é lindo, como tudo por aqui. Pegamos estrada tranquilos e aproveitando o tempo paramos mais uma vez no belíssimo salar que já havíamos visitado. A Salina Grande, com suas piscinas de evaporação e imensas pilhas de sal.
Exploração de sal nas Salinas Grandes, próximo ao Paso de Jama, fronteira entre Argentina e Chile
Susques é um lugarejo no estado de Salta na Argentina, que fica a 130km da fronteira com o Chile. Está a 4100m de altitude e neste inverno foi registrada a mínima de -20°C, no mês de julho, quando o paso ficou fechado por quase um mês.
Chegando em Susques, última cidade antes do Paso de Jama, fronteira entre Argentina e Chile
Lá ficamos em um hotel muito bacaninha, com uma boa infra para os viajantes e trabalhadores das minas na região. O Hotel Unquilar também é parada de muitos brasileiros em expedição ao Atacama. Os vidros de todos os lugares neste trecho estão cobertos por adesivos de expedições, principalmente de motociclistas.
Lua cheia e noite gelada em Susques, última cidade antes do Paso de Jama, entre Argentina e Chile
Sem pressa aproveitamos o caminho, visitamos a vila, que mais parece um faroeste das alturas. Casas de adobe, poucas pessoas nas ruas e todas olhando os forasteiros chegando na cidade. Falamos com a polícia local e confirmamos a abertura do paso e horários e fomos ao hotel, trabalhar muuuito e colocar o site e o sono em dia!
Venda de roupa em Purmamarca - Argentina
Buenas, amanhã pegaremos a estrada e chegaremos ao Chile nem que seja no lombo de uma llama!
Lhamas passeiam tranquilamente na estrada que corta a puna em direção ao Paso de Jama, entre Argentina e Chile
De bondinho, atravessando as montanhas nevadas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
Aspen, a cidade dos ricos e famosos onde a beleza e o glamour dos seus frequentadores são o seu principal cartão postal, antes mesmo do motivo que os levou originalmente até lá, foi a cidade onde decidimos passar o nosso Reveillón. Eu confesso nunca ter me comovido com essa fama da cidade de ares suíços nas montanhas nevadas do Colorado, mas aqui por estas bandas não tive dúvida que seria o melhor lugar para encontrarmos uma boa festa de Ano Novo.
Bondinhos trazem esquiadores e equis para o alto da montanha, em Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
Suas montanhas nevadas foram descobertas pelos mineradores de prata no final do século XIX e usadas como campo de treino para os soldados americanos durante a Segunda Guerra Mundial. Quem diria então, que estas mesmas paisagens se tornariam uma das principais comunidades de ski do mundo?
No alto das montanhas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos, a mais de 3 mil metros de altitude
O esporte de inverno preferido dos americanos endinheirados teve origem nos países nórdicos há mais de 4 mil anos. A palavra ski é norueguesa e significa “pedaço de madeira dividido”, referindo-se aos pedaços de madeira que ajudavam na locomoção dos norsemen durante os invernos tenebrosos daquele canto do mundo.
Cena típica nas ruas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
Foram os australianos e os americanos, porém, que colocaram o esporte em evidência, criando os primeiros clubes de esqui e as primeiras competições organizadas em 1861 na cidade de Kiandra, Austrália. Aqui em Aspen, após o término da Segunda Guerra Mundial, a estrutura turística para a prática do esporte foi iniciada por militares com olhos treinados e bom faro para o negócio. Logo grandes hotéis e resorts apareceram e estava feita a fama de um dos maiores centros de esqui do mundo.
No alto da montanha, em Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
Hoje os principais Resorts de Ski nesta região são o próprio Aspen Mountain e o seu vizinho Snowmass Village, um paraíso para os adeptos do snowboard e do ski. Chegamos na altíssima temporada e provavelmente no feriado mais concorrido do ano. Ótimo para vermos o movimento e termos uma experiência de inverno completa nos Estados Unidos, certo? Bem, quase, depende de quanto você está disposto a investir nesta brincadeira. A começar pelo hotel, bacana mesmo é ficar hospedado no resort de ski, no pé da montanha, que para a noite de Réveillon chega a custar até 2.400 dólares. Um pacote de 3 dias de aula para adultos iniciantes: 429 dólares por pessoa. Ah, tudo isso tudo isso sem os impostos! Sem contar que ninguém vai ter aulas de esqui sem o seu equipamento básico pessoal, calças, jaquetas, luvas e óculos de neve, que ficariam por baixo mais uns 500 dólares, comprando os mais baratinhos. Enfim, este não é um investimento para quem quer apenas testar uma vez, ou você está disposto a gastar, aprender e praticar, ou meu filho... esquece, um dia de aula não irá te fazer esquiar. Uma senhora com quem conversei deu a explicação mais simples e clara que eu já ouvi. Esquiar é um esporte de memória muscular, é como andar de bicicleta, o corpo demora a aprender se equilibrar na bicicleta, mas uma vez que aprende não esquece nunca mais.
Preparando-se para descer de snow board as montanhas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
Viemos para Aspen decididos a aprender a esquiar, pelo menos tentar, mas depois de ver estes preços decidimos postergar e tentar encontrar alguma montanha mais amiga dos iniciantes lá para os lados de Boulder.
Cena comum nas ruas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
Ok, agora até parece que o mundo acabou... sem esqui, sem hotel, o que afinal viemos fazer em Aspen?
A bela estrada que segue ao lado do rio Colorado, no leste de Utah, nos Estados Unidos
Bem, o nosso último dia do ano começou do mesmo jeito que 80% dos nossos últimos 1000dias, com uma deliciosa viagem de carro saindo das planícies geladas do deserto de Utah e cruzando as montanhas do Colorado. Cenários lindos, acompanhados pelos nossos familiares que, cada um em seu fuso horário, nos ligava no skype para comemorar o ano novo. Já sabendo dos preços salgadíssimos de Aspen, o nosso plano era ficarmos hospedados em Glenwood Springs, a 40 minutos de lá e aproveitarmos a virada no meio dos ricos, chiques e famosos.
Muita neve forma uma incrível paisagem invernal em estrada no leste de Utah, a caminho do Colorado, nos Estados Unidos
A nossa passagem por Glenwood Springs acabou sendo mais rápida do que esperávamos, mas não poderia ter sido mais certeira. Logo na entrada da cidade encontramos uma Concessionária da Toyota e a Fiona vinha pedindo para darmos uma passada lá, era o filtro de combustível que precisava ser trocado. Dia 31 de Dezembro, as 17h e a oficina havia acabado de fechar, já sem esperanças o Rodrigo voltou ao carro ainda no estacionamento da concessionária, quando vimos um mecânico com uniforme da Toyota passando ao lado do carro. Foram 15 minutos e logo a Fiona estava pronta! Seu charme encantou o chefe da oficina que nunca tinha visto uma Toyota como ela em toda a sua vida, quanto menos ter a oportunidade de mexer em uma delas!
A Fiona nos leva confortavelmente através da neve e frio de estrada no leste de Utah, a caminho do Colorado, nos Estados Unidos
Ele ganhou o dia e nós também! Enquanto isso eu conversava com uma das vendedoras mais animadas e inteiradas das baladas de Aspen, para entender como as coisas funcionavam por lá. Geneva não apenas nos deu toda a letra como encontrou um hotel para ficarmos em uma vila mais próxima a Aspen e tão animada quanto! “O negócio é o seguinte, vocês vão para Aspen, veem a festa e se não estiverem a fim de pagar 200 dólares para entrar em uma balada, fiquem por Basalt mesmo, no Brick Poney que os cowboys lá são sempre animados!” Fechado! A Toyota de Glenwood Springs e sua equipe agilizadíssima resolveram a nossa vida.
Última noite do ano, caminhando nas ruas enfeitadas e nevadas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
Assim fizemos, Basalt é uma gracinha, a cidade alternativa da região com bons cafés, restaurantes e até um Whole Foods não poderia ser melhor opção! Pagamos justos 130 dólares na diária (menos que isso seria mesmo impossível) e ficamos super bem localizados. Perto das 20h fomos para Aspen e chegamos à praça principal no momento dos fogos de artifício! Os fogos iluminavam a montanha nevada ao fundo, as casinhas e chalés com suas luzinhas de Natal fechavam o cenário lúdico e encantado da pequena cidade de Aspen.
Reveillon em Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
Neste momento eu estava conectada com a minha tia e a minha avó no skype e ainda pude mostrar a elas um pouco dos fogos que estávamos assistindo, um momento inesquecível para mim, ouvindo a minha avózinha de 82 anos dizer: “Viram só? Agora eu posso dizer que já estive em Aspen!” Priceless!
Última noite de 2012 na iluminada e gelada Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
A nossa ceia de Reveillón foi em uma animada taverna franco-suíça, com um founde de queijo divino, acompanhados por um bom vinho e uma sobremesa bem brasileira, doce de leite feito na munheca (sem panela de pressão!) pela assistente brasileira do chef! Hummm, delicioso!
Muito estilo na última refeição do ano, em Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos. Fondue com vinho!
A virada foi em Basalt, no point indicado pela Geneva, afinal bebida e direção não combinam! Levamos nosso super espumante vindo do Napa Valley e entramos na festa dos cowboys e esquiadores mais descolados de Aspen. Gente bonita e bem doida, todos loucos para cair na pista e dançar até dizer chega.
Celebrando os últimos minutos de 2012vna pequena basalt, ao lado de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
Celebrando os últimos minutos de 2012vna pequena basalt, ao lado de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
O dia seguinte foi de ressaca nas alturas. Depois de passear pela cidade durante a manhã, subimos o tão falado bondinho até o topo da Ajax, uma das pistas mais famosas das montanhas de Aspen. O cenário lá em cima é indescritível, a montanha nevada salpicada de pequenos esquiadores, que descem coloridos e ágeis em seus esquis e snowboards pelas pistas nevadas, sem titubear.
Centenas de esquiadores disputam as pistas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
Centenas de esquiadores disputam as pistas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
Um passe para estas pistas pode custar 600 dólares ou mais por ano e te dão direito a 14 dias na pista... uma loucura. É, definitivamente este esporte é para quem pode. Assim, é claro que todos eles ficam loucos pra aproveitar ao máximo, sobem no teleférico e descem pelas pistas quantas vezes as pernas aguentarem!
Bate´papo animado antes da longa descida de esqui até a cidade de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
Lá no alto uma super estrutura de bar, restaurante, lojas e até massagem. Almoçamos no topo da estação de esqui com vistas lindas para as montanhas e só tentando imaginar se um dia nos sentiríamos parte dessa elite invernal. Quem sabe na próxima encarnação, nesta acho que não vim com muita paciência para isso. Ainda não desistimos das aulas de esqui, quem sabe as montanhas andinas serão mais receptivas com estes viajantes.
Admirando a beleza das montanhas que circundam Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
Mangue seco e lagoas na praia do Farol de São João, nas Reentrâncias Maranhenses - MA
Nosso plano era irmos embora amanhã cedo, já tínhamos até hotel marcado em Belém. Assuntamos na vila e soubemos que o barco do Seu Mário poderia sair no domingo. Aqui em Lençóis as coisas têm tempo próprio, é difícil impor ritmo ao que já está no tempo certo, natural. Conversamos com Seu Mário, dono da venda e único barco que faz transporte de passageiros entre a ilha e o continente com certa regularidade. Ele ainda estava decidindo se iria amanhã no final da tarde ou segunda-feira cedo. Decidiu-se por segunda, junto com a maré. Embora tentemos nos ater ao nosso planejamento, em alguns lugares contratempos como estes são bem vindos.
Caminhada para o Farol de São João, nas Reentrâncias Maranhenses - MA
Tivemos que encontrar algum outro programa para o dia de hoje, o que não falta por aqui para pessoas com disposição de andar e apaixonadas pela natureza. Já havíamos explorado bem a Ilha de Lençóis, então hoje foi o dia de visitarmos a vizinha, conhecida como Ilha de São João. São quilômetros de praia até chegarmos ao Farol de São João, passando apenas por palafitas de pescadores, usados como moradia ou apenas como ranchos de pesca.
Abrigo de pescadores na praia do Farol, nas Reentrâncias Maranhenses - MA
Atravessamos o canal na baixa da maré, queríamos ir nadando, mas todos alertam as forças da correnteza, tanto na vazante quanto na entrante. Sendo assim atravessamos de canoa mesmo e assim garantimos as fotos do dia mais ensolarado da semana!
Correndo para as lagoas nas Reentrâncias Maranhenses - MA
Caminhamos durante uma hora e meia a passos largos para chegar ao farol. Cruzamos no caminho uns 4 pescadores, praia movimentada hoje. Em toda a sua extensão encontramos novamente as redes de pesca fixadas para aproveitar a maré. Toda esta região é uma Reserva Ambiental Extrativista, muito rica em peixes de toda qualidade, tainha, corvina, xaréu, robalo, cação, é uma fartura só. Só imagino o que aconteceria se não fosse uma reserva, as grandes empresas pesqueiras estariam aqui acabando com o trabalho e a cultura dessa gente.
Pescadores atravessam terreno alagadiço, nas Reentrâncias Maranhenses - MA
O Farol fica em uma baixa, perto das dunas e próximo a um igarapé. Propriedade da Marinha Brasileira, “entrada proibida”, mas liberada pelos pescadores que encontramos. Eles carregavam sua pesca para o barco aportado no igarapé ao fundo, conhecido como Porto do Farol. A pequena vila parecia estar abandonada, reside ali apenas uma quantidade descomunal de muriçocas, pragas e insetos hematófagos. Não é a toa que o faroleiro e sua família não estavam.
O farol de São João, nas Reentrâncias Maranhenses - MA
Foi descermos da duna que fomos atacados, pegos completamente de surpresa! 10 picadas em 30 segundos! Por aí, calculo que ficamos na vila no máximo 3 minutos, matamos um bocado deles, mas não o suficiente para nos aliviar. Foi aí que entendemos também por que os pescadores correram tanto carregando o peixe para o barco, não era o peso das caixas de peixe, mas sim as picadas das muriçocas!
Pescadores carregam o fruto do trabalho, nas Reentrâncias Maranhenses - MA
Voltamos acelerados para as dunas, a salvo das pragas e com uma nova amiga, uma cadela fofa e tetuda. Ela nos acompanhou neste trecho da caminhada e no banho de lagoa de água doce, mas não quis caminhar os 7km de volta até Lençóis. A maré ainda mais baixa deixou a floresta morta ainda mais destacada.
Até o cão se impressiona com a vista! (nas Reentrâncias Maranhenses - MA)
Foram pouco mais de 3 horas de caminhada e o canal estava ainda mais seco. As duas ilhas praticamente se unem na maré baixa, bem por onde o Rodrigo resolveu atravessar a nado. Voltei remando com Lailson, mas a certa altura, não agüentei e também pulei na água. A Nikon que me desculpe, mas ela vai ter que aprender a nadar.
Remando de volta para a Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA
Tomamos um banho de cuia delicioso, pois a água do chuveiro estava quente. Num dia de sol como hoje ela é aquecida naturalmente na caixa d´água. Banho de cuia para despedir, almoço de despedida, já começamos a ficar com saudades...
Tomando banho de balde na pousada na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA
À noite fizemos nossa via sacra, passamos no Seu Mário para confirmar o retorno, no Bar do Martins para despedir das crianças, deixamos os gêmeos na Doza e fomos para casa, caminhando pelas ruas de areia, dando um alô para as cabras já com vontade de ficar.
Os gêmeos Michael e Michaela, nossos companheiros de todas as noites no bar do Martins, na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA
Inspirando-se no Malecón para fazer música (em Havana - Cuba)
Plaza de la Revolución, com os herois Che Guevara e Camilo Cienfuegos, em Havana - Cuba
A capital cubana é imensa, plana e espalhada. A maioria das casas de família bacanas para hospedagem fica no bairro do
Chegando à Plaza de la Revolución, em Havana - Cuba
Saímos caminhando pelo bairro do El Vedado, antiga vizinhança “americana” na capital cubana. Primeira parada,
O maior cemitério do país, a Necrópolis Cristóbal Colón, em Havana - Cuba
Uma história curiosa é a da Señora Amelia Goyri, mulher que morreu (1901) no parto e foi enterrada com seu filho entre as pernas, como mandava a tradição da época. Anos depois foi feita a exumação do cadáver e, além deste ainda se encontrar em perfeito estado, segurava o bebê em seus braços. Depois disso seu marido quase enlouqueceu, tendo a certeza que sua esposa estava viva quando foi enterrada. Outros preferiram encontrar na possível tragédia um milagre e a Señora Amelia foi aclamada pela população a santa das mulheres que querem engravidar, grávidas e dos bebês recém nascidos. O ritual que fazia seu esposo é repetido até hoje por seus seguidores, que batem a argola metálica da tampa de seu túmulo, dão uma volta ao seu redor e saem sem nunca dar as costas para uma dama.
O túmulo da milagrosa Amelia Goyri, na Necrópolis Cristóbal Colón, em Havana - Cuba
Seguimos no tour a pé pelo bairro do El Vedado, largas avenidas, muros socialistas e carros antigos, até chegar à
Monumento ao heroi da independência josé Martí, na Plaza de la Revolución, em Havana - Cuba
Impressionados com a extensão das largas avenidas da cidade, continuamos caminhando, passando pela rodoviária e seguimos em direção ao
Fotos históricas da chegada dos guerrilheiros ao saguão do Hotel Habana Libre, em Havana - Cuba
Mais algumas quadras e chegamos ao
O famoso Hotel Nacional, em Havana - Cuba
Um dos programas obrigatórios em Havana é caminhar pelo famoso e extenso
Trânsito na famosa avenida Malecón, em Havana - Cuba
Quando o mar está mais agitado as imagens deste trecho da cidade ficam clássicas e ainda mais divertidas! As ondas se chocam contra as pedras e o muro fazendo splashes sensacionais e molhando os desavisados. As vezes uma pista da avenida tem que ser fechada para os carros não levarem um banho. É um programa de família, namorados e amigos se encontrar no Malecón para pescar, namorar, jogar conversa fora e quem sabe ainda tomar um delicioso banho de mar.
A orla do Malecón em Havana - Cuba
O Malecón tem em torno de 7km, pegamos um táxi para acelerar o passeio e paramos no
Prédio do Capitólio Nacional, no centro de Havana - Cuba
Queríamos algo mais local e acabamos caindo no Paladar El Guajiro, levados pelo Álvaro, músico que trabalha ali ao lado no Gran Teatro de La Habana. Fomos caminhando e conversando com ele, que com um papo amigo, dizendo “eu trabalho com música, não sou guia, não quero o dinheiro de vocês. Vou mostrar um bom restaurante porque são amigos brasileiros...”
Interagindo com os cidadãos de Havana - Cuba
Bom, chegando lá o cara já se convidou para almoçar conosco, o restaurante era caro, 20 CUCs por prato! O Rodrigo se indignou com o preço e resolveu não comer. Para piorar o conto, o cara começou a contar uma história triste, que era pai de 3 (depois mudou para 4 filhos) e que preferia pegar os 20 CUCs do prato dele e dar de comer para toda a família. O cara é tão profissa em embromar turistas, que mesmo vendo o que estava acontecendo, nos sentimos praticamente obrigados a dar o dinheiro para ele. Demos 10 e ele ainda reclamou que eram 20!!!! Cara, pense num stress! Ódio de nós mesmos! Caímos pela primeira e última vez. Pelo menos o prato de peixe e lagosta estava delicioso e aos poucos vamos entendendo como as coisas funcionam.
Rua na região do Capitolio, no centro de Havana - Cuba
Meio ressacados do assalto, decidimos relaxar e aproveitar o pique que ainda nos restava para conhecer a
Chegando à Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba
A Fortaleza chegou a abrigar mais de mil soldados, que acabaram criando uma tradição chamada
Guarda vestido para a cerimônia do "canhonaço", na Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba
Fica aí a dica para um walking tour pela cidade de Havana, dia longo e cheio de boas imagens, cenários e histórias. Nosso plano era ainda aproveitar a noite no Jazz Café, mas os “véios” aqui acabaram se rendendo ao conforto da casa da hospitaleira Dona Margarita para uma longa noite de sono.
Visão noturna de Havana - Cuba, do alto da Fortaleza de San Carlos
Cachoeira do Capivari, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO
O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros foi criado em 1961 e possui 65.514 hectares. As cidades base para conhecer a região da são as cidades de Cavalcante, ao norte, Alto Paraíso e São Jorge, esta última mais próxima da portaria do parque.
Vista de Cavalcante, na Chapada dos Veadeiros - GO
Uma coisa que logo descobrimos por aqui é que as principais atrações da não estão dentro do parque e sim nos seus arredores. É meio complicado de entender, como lugares tão maravilhosos podem ser vizinhos de um Parque Nacional e não pertencerem a ele? Uma situação complicada, parque antigo e formado para preservar principalmente o entorno do Rio Preto, principal rio do parque nacional, que era explorado por garimpeiros.
Trilha para a Cachoeira Sta Bárbara, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO
Hoje as regras do parque são uns dos maiores entraves para o desenvolvimento turístico. Este Parque Nacional possui algumas regras diferentes dos demais e por motivos que ainda desconhecemos o ICM Bio acaba dificultando o acesso às suas atrações. A única portaria existente fica na cidade de São Jorge e há anos está planejada uma portaria para a cidade de Cavalcante, que ainda não foi aberta. A nossa primeira ideia era fazer uma travessia do parque entre Cavalcante e São Jorge, mas quando chegamos aqui nos deparamos com todas as restrições burocráticas. O parque exige o acompanhamento de guias, entrar no parque por trilhas “alternativas” pode nos custar multas de R$ 900,00 por pessoa e o guia ainda teria sua carteirinha de guia suspensa por 6 meses. Deste modo as trilhas não possuem manutenção e qualquer tentativa fica realmente travada.
Cachoeira Ave Maria, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO
Sendo assim tivemos que procurar uma nova programação. O Marcelo, dono da Pousada Sol da Chapada, onde estamos hospedados, nos ajudou a montar um roteiro com as principais atrações do entorno.
Cachoeira no Canyon do Capivari, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO
Hoje fomos conhecer a Cachoeira Santa Bárbara. Dentro do território Kalunga, na Comunidade do Engenho. Águas límpidas, transparentes, que dependendo da incidência da luz ficam azulzinhas. Caminhada fácil de uns 20 minutos e chegamos às águas já mais frias das que andávamos acostumados.
A bela Cachoeira Santa Bárbara, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO
Depois seguimos para a Cachoeira da Capivara, aonde acontece o encontro das águas dos rios Capivari e Tiririca. Este encontro forma uma linda cachoeira e abaixo dela o cânion do rio Capivara, entre paredões de pedra estreitos, com uma paisagem fantástica.
Canyon do Capivari, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO
Após estas trilhas e banhos revigorantes voltamos ao Engenho para um almoço delicioso no restaurante de Januária. A Comunidade Kalunga é formada por negros, descendentes de antigos escravos que foram trazidos para a região para o garimpo e fundições que cunhavam moedas no tempo do Brasil Colônia. Reza a lenda que algumas destas comunidades mais distantes foram formadas por escravos fugidos, que se isolaram completamente do mundo a ponto de temer o cadastramento do Programa Luz para Todos, achando que teria ainda alguma ligação com a escravidão.
Com a Januária, na Comunidade do Engenho, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO
O Engenho é uma comunidade mais próxima da cidade, apenas 30km, portanto o que encontramos ali é uma vila de kalungas já bem modernos, vivendo em seus sítios e casas de adobe ou até alvenaria, luz, eletrodomésticos e tudo. “Hoje todos querem ser kalungas”, nos disse nosso guia, pois são a menina dos olhos do governo. Além da demarcação do território, existem diversos programas para a manutenção de seus costumes, além de auxílios para estudo e etc. Vários descendentes tinham vergonha de assumir sua origem e este orgulho está sendo resgatado. Ao mesmo tempo, pessoas que nunca viveram dentro da comunidade e já nem tem raízes, querem encontrar um bisavô, tataravô kalunga para receber o auxílio do governo.
Comunidade do Engenho, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO
Ainda assim quem gosta de explorar e conhecer comunidades mais isoladas, pode ir até o Vão do Moleque ou até o Vão de Almas e irá encontrar kalungas que mantém seu estilo de vida e até desconfiam do turismo, pois querem só continuar levando a sua vidinha tranquila. O turismo comunitário é sempre uma situação delicada, ainda mais em lugares que não estão acostumados e/ou preparados para receber o turista. Não pela infra-estrutura, mas principalmente pela invasão de novos costumes, que podem alterar o modo de vida da comunidade.
Almoço na comunidade do Engenho, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO
A Chapada dos Veadeiros é um território imenso, suas belezas naturais e culturais merecem atenção, não apenas do governo, como de nós turistas. Muitos destes lugares só serão preservados de tiverem a atenção do eco-turista, que ajudará a trazer renda para territórios antes queimados e transformados em pasto. Cavalcante está trabalhando para isso, já possui infra-estrutura e atrações lindíssimas que estão apenas começando a ser exploradas. Nós estamos fazendo a nossa parte, mas eles ainda estão esperando por você.
Explorando o Canyon do Capivari com o nosso guia, o Pedrão, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO
Dia chuvoso em Corumbau - BA
Nós estamos em um ritmo maluco de viagem, de 2 em 2 dias em uma cidade diferente, recentemente conseguimos parar 4 dias em Itaúnas e mais 4 em Abrolhos, o que já quebrou o ritmo e nos deixou sedentos por colocar o pé na estrada e acelerar novamente! O único probleminha é que São Pedro anda meio mal humorado. As frentes frias do sul tem nos acompanhado fielmente a cada passo da viagem e tem sido difícil nos livrarmos delas. Não podemos reclamar que quando realmente precisamos São Pedro nos ajudou, Abrolhos, por exemplo, o tempo abriu. O mesmo aconteceu quando precisamos de boas condições para o Pico da Bandeira e os mergulhos de Guarapari e Santos.
Coqueiral em Corumbau - BA
Sendo assim decidimos aproveitar os dias de chuva para trabalhar bastante, colocar os blogs e fotos em dia, trabalhar nas áreas do site que ainda não estão ativas para ver se conseguiremos colocá-las no ar logo! Isso não depende apenas de nós, depende também da equipe que está desenvolvendo o site, mas tenho fé que iremos conseguir! Enquanto isso, o corpo também resolve aproveitar para relaxar e ao invés de descansar acaba me dando mais trabalho!
Igreja a venda? (em Corumbau - BA)
Eu sou do tempo que orelha era apenas o órgão externo, a “aba” do ouvido, portanto a dor que sentimos era de ouvido. Todavia hoje as nomenclaturas médicas mudaram e a forma correta de falar é que estou sofrendo de dor de orelha. Todos estes dias de umidade pelo jeito não foram muito bons para esta minha cavidade, que acolheu com todo amor e carinho uma família de fungos que por sua vez desenvolveram algum tipo de micose. Segunda-feira eu fui até o hospital em Caravelas e o médico diagnosticou bem o meu problema, mas infelizmente se confundiu na prescrição. Além do antiinflamatório, que estava correto, ele me passou um antibiótico otológico, mas os fungos não estão nem aí para antibióticos! Assim, de domingo para cá o inchaço, surdez e a dor só aumentaram... um saco! Eu já estava com formigas me pinicando para andar, subir montanhas, andar pelas praias deste litoral baiano, imaginem agora, é um formigueiro inteiro!
Menos mau que está chovendo, aí fico de molho mesmo. Veja como as coisas mudam de perspectiva! Até pouco isso era ruim. Rsrsrs! Com chuva resolvemos seguir viagem até Itamaraju, cidade um pouco maior onde poderia ter estrutura caso necessário e também por ser próxima ao Monte Pascoal. Entre ontem e hoje o tempo deveria estar melhor e aí poderíamos conhecer mais este Parque Nacional. O tempo não mudou e subir uma montanha, por menor que seja, com chuva e dor de orelha, não dá. Decidimos voltar e seguir em direção ao Corumbau, pelo menos lá poderemos ver alguma coisa sem nos molhar tanto, enquanto esperamos o tempo mudar.
O Luz Para Todos, em Corumbau - BA
A Ponta do Corumbau é considerada por muitos a praia mais bonita do litoral sul da Bahia. Uma ponta de areia que avança ao mar, águas azuis, coqueiros, barzinhos na beira da praia e um povo caloroso e receptivo. Vive lotada em todos os feriados, no verão então nem se fala! É até difícil de acreditar, pois hoje, quarta-feira com chuva e vento sul, não foi fácil encontrarmos uma alma para nos receber na vila. As várias placas de “proibido estacionar coletivos” e de limite de decibéis para não perturbar o sossego alheio nos mostram que realmente estamos com sorte de não encontrar ninguém por aqui. Só faltou São Pedro nos acompanhar nessa. A previsão diz que amanhã teremos sol, estamos torcendo para que os garotos do tempo estejam certos desta vez!
Placa dá pista de dias mais "movimentados" em Corumbau - BA
A praia de pedras da "spit" de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska
Homer é a cidade mais ao sul da Península de Kenai. Uma vila de pescadores habitada há milhares de anos por populações indígenas, russos e os novos colonizadores americanos. Dizem que a história do Alasca começou pelo litoral, grupos de pescadores que se fartavam nas ricas águas do Golfo do Alasca e aos poucos foram se espalhando de Bering, de península às ilhas e até a Costa do Canadá.
Dia nublado, especial para fotos em PB, em Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska
Uma de suas peculiaridades é uma língua de terra e pedras formada pela ação de uma gigantesca massa de gelo que escavou os vales e montanhas nas retrações dos glaciares. A spit é uma antiga moraine, grande pilha de sedimentos carregados pela geleira, que hoje está rodeada pelo mar, formando um porto natural perfeito.
A cidade de Homer e sya londa "spit", na Península do Kenai, no sul do Alaska, vistos do alto do mirante
Praia formada pela "spit" de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska
Além do porto de Homer, marinas, restaurantes e um grande hotel estão localizados na ponta da spit. Chegamos a Homer com muita chuva, que aos poucos foi diminuindo e deu espaço a um fim de tarde seco e claro e ainda conseguimos ver alguns leões marinhos na praia enquanto as nuvens aos poucos revelavam a grandiosa paisagem de montanhas, fiordes e glaciares do outro lado da Kachemak Bay.
Maré baixa em praia de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska
Maré baixa na praia do Farol em Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska
Na temporada são famosos os passeios de barco para avistamento de baleias, leões marinhos e puffins ou longas remadas de caiaque para explorar as belezas naturais dos fiordes do Kachemak Bay State Park ou da vila de pescadores de Seldovia. No outono os barcos já não estão mais operando, os ventos e as chuvas já não são o melhor cenário para hikings ou longas jornadas de caiaque. Então nós aproveitamos para sair e explorar as principais estradas cênicas da região.
Paisagem colorida em dia de sol em Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska
Antes uma parada no Three Sisters Café, um clássico gastronômico de Homer, que encontramos graças ao nosso novo Alaska App. Localizado no pequeno centro histórico o café tem sanduíches, quiches e tortas com ingredientes naturais e um ambiente aconchegante e super eclético, reunindo todas tribos de cidade, dos trabalhadores do porto aos jovens escolares e tiozinhos aposentados. Um achado!
O aconchegante ambiente do Cafe Three Sisters, nossa padaria predileta em Homer, no sul do Alaska
Marina na "spit" de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska
Começamos as explorações pela East End Road com vistas sensacionais da Kachemak Bay e dois grandes glaciares, o Grewingle Glacier e o Portlock Glacier, que escorrem como rios até o mar, formando santuários para diversas espécies marinhas e de aves. A East Road é a continuação da Sterling Highway, da Alaska 1 e que por sua vez é a continuação da Alaska Highway. Depois de um detour para as terras geladas do norte, voltamos à nossa rota original e decidimos ver o que existe no final do nosso caminho.
A fiona chega ao fim do fim do fim da estrada, na região de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska
Dirigimos ao longo da Kachemak Bay, passando por pequenas vilas, paisagens bucólicas de campos vermelhos e amarelos que logo estarão cobertos de neve. A estrada que é de asfalto, logo fica mais precária e vira uma estrada de terra. Descemos um morro de curvas acentuadas e aos poucos as paisagens do fim da América vão se revelando, curva a curva.
A praia que marca o fim do fim do fim da estrada, em Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska
Uma praia de pedras negras, uma baía na maré vazante, paredes de turfa, solo rico em matéria orgânica e que congela a cada inverno, formando uma parede com textura de madeira, despedaçada aos poucos pela ação das marés. A estrada aparentemente acaba ali, mas o homem, não satisfeito foi mais longe, pela areia da praia continuou e chegou à vila de Kachemak Silo. Quem diria, no fim, do fim, do fim da América encontramos uma vila, russa! No caminho uma Nikita, loira de olhos azuis, nos confirma que estávamos no caminho certo. Ali é o fim da linha e daqui em diante qualquer passo que dermos estaremos mais próximos de casa.
A praia de pedras da "spit" de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska
Emocionados, damos meia volta e começamos o nosso caminho de volta, mas ainda em negação, continuamos às voltas tentando encontrar caminhos alternativos, vamos até a North Fork Loop, 22km de paisagens campestres e vistas do lado oeste da península. Cruzamos a Skyline Drive, onde encontramos a melhor vista da cidade e da Spit. Emoção curiosa esta, queremos muito voltar, mas ao mesmo tempo algo dentro de nós teima em continuar. Continuaremos então, agora ao sul, até o fim da estrada.
Admirando o mar de Homer, na Península do Kenai, no sul do Alaska
Placa informativa em estrada no norte de Barbados
Barbados é uma das poucas ilhas nesta região do Caribe que possui formação coralínea, no topo de uma montanha submarina que está em ascensão. Praias de areia branca como talco na costa oeste e paredões de pedra cobertos por uma mata verdejante na costa oeste, praias de coral e ondas agressivas para os surfistas mais corajosos. Conhecer Barbados é fácil, uma ilha com apenas 432 km2 que pode ser explorada em dois ou três dias, dependendo da sua pressa. Quer deitar, relaxar e aproveitar cada praia e cada momento para descansar? Aí pode planejar pelo menos uma semana no país.
Mesmo com chuva, o mar do caribe é lindo! (em Speightstown, no oeste de Barbados)
A ilha está praticamente toda ocupada e oferece uma infraestrutura variada ao turismo. Nós gostamos de entrar mais na vida da ilha, a primeira opção de hospedagem era um hostal em Dover Beach, porém como estamos na baixa temporada, ele estava fechado. Um senhor chegou a nos oferecer um quarto na sua casa por 60 dólares por dia, porém sem internet, nossa ferramenta de trabalho. Andamos um pouco mais e chegamos ao Lawrence Gap, uma região turística à beira de uma pequena baía e rodeada de bares e restaurantes frequentados por ambos, turistas e locais, uma mistura perfeita.
River Bay, na costa nordeste de Barbados
Lawrence Gap está a apenas 10 minutos de caminhada da Dover Beach, tem restaurantes e lanchonetes de comida local e internacional (até uma churrascaria brasileira!), lojas de conveniência e uma vida noturna bem agitada.
Dia de sol na praia tipicamente caribenha de Dover, na costa sul de Barbados, no Caribe
A melhor forma de explorar Barbados é alugando um carro, depender de tour ou excursões pode tirar o gostinho da descoberta e a interação com os lugares e as pessoas. Se movimentar na ilha não é muito complicado, o mapa oferecido nos hotéis e oficinas de turismo é bem esclarecedor e lembre-se, você está numa ilha, não será muito fácil se perder.
Exibir mapa ampliado
A Costa Oeste da ilha é onde estão localizados os mega resorts, hotéis luxuosos, resorts boutiques e restaurantes mais bacanas. É onde está a casa do famoso jogador de golfe Tiger Woods. Se você quer praia, sombra e água fresca e não tem restrições de budget este é o seu lugar. Espalhada ao longo de Paynes Bay até Godings Bay, são em torno de 7 praias principais entre as duas maiores cidades da região, Holetown e Speightstown.
Morgan Lewis Mill, o último moinho em funcionamento em Barbados e todo o leste do Caribe
As vilas não são nada charmosas, cruzadas pela movimentada estrada, o charme fica reservado aos all inclusive hotels. No meio da confusão encontramos um clube de golfe e um centro comercial com vitrines da Louis Vuitton, Cartier e Cia, um contraste quase chocante com a vizinhança bajan.
Chuva no nosso restaurante em Speightstown, no oeste de Barbados
Em um dia chuvoso mal conseguimos ver as praias, que possuem poucos acessos públicos e estão tapadas pelos resorts, não é bem o tipo de vizinhança que mais nos agrada. Almoçamos em restaurante de comida local, provando o marlin grelhado ao molho bajan e fruta-pão cozida, prato típico da ilha.
Banks, a cerveja mais popular em Barbados
A culinária bajan teve influencia inglesa e indiana, portanto pratos apimentados são comuns. Os pratos locais preferidos são o sanduíche de peixe-voador, em falta no momento, pois os peixes se mudaram para a costa de Trinidad e foram substituídos pelo Marlin. O outro prato local é a Macarroni Pie, torta de macarrão com um tempero especial bajan, assada com queijo.
Flying fish e torta de macarrão com queijo, comida típica de Barbados em Bathsheba, na costa leste da ilha
Os restaurantes variam de preço, da barraquinha de Macarroni Pie a 4 dólares o pedaço até refeições completas por 50 dólares por pessoa nos restaurantes de Laurence Gap. Dizem que um dos melhores restaurantes é o Cliff, o mais caro da ilha. Nem preciso dizer que nós não fomos até lá para conferir, até por que aqui no Caribe quando dizemos que é caro, é caro mesmo!
Com chuva, socializando com um pescador na costa norte de Barbados
Continuamos dirigindo até o North Point e começamos a entender melhor a geologia e geografia da ilha que a partir daqui possui grandes encostas e pouquíssimas praias.
North Point, o extremo norte de Barbados
No caminho de volta fizemos um loop pelo interior da ilha, passando pelo Cherry Tree Hill, com uma linda vista da costa e pelo Morgan Lewis Mill, antigo moinhos de açúcar. Tambpem vale a pena uma visita a St. Nicholas Abbeyl, antiga fazenda de cana do final do século XVII, com uma imponente casa em estilo colonial inglês que recebe turistas para visitas, oferece restaurante e rum tastings.
A mais antiga Plantation da ilha, St Nicholas Abbey, em Barbados
Barbados, nossa vigésima ilha caribenha, suas praias lindas de águas cristalinas são um belo motivo para conhecê-la. Chegando lá, porém, você descobrirá que as praias não são o seu principal atrativo. Seu povo, sua mistura de ritmos, cores e sabores é que a torna ainda mais especial.
Fim de tarde visto do quarto do nosso hotel em Dover, praia na costa sul de Barbados
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