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Blog da Ana - 1000 dias

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3 dias em Las Vegas

Estados Unidos, Nevada, Las Vegas

A conhecida placa de boasvindas à Las Vegas, em Nevada, nos Estados Unidos

A conhecida placa de boasvindas à Las Vegas, em Nevada, nos Estados Unidos


Para alguns Las Vegas é a Disneyland dos americanos adultos e carentes. Milhares de cassinos, discotecas, casas de strip-tease e modernosos bordéis. É claro que esta imagem não surgiu do nada, todo estereótipo tem alguma (ou toda) razão de ser. Ao mesmo tempo Las Vegas possui uma infra-estrutura imensa e oferece um conjunto de atrações, restaurantes, shows e uma das maiores redes de hotéis de luxo com preços super acessíveis, pois todos estão esperando por estes turistas viciados em jogos, que entrarão no hotel e ficarão entre o quarto, os restaurantes e o as mesas de jogo.

Cena comum em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

Cena comum em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos


Obviamente este não era o nosso caso. Nós viemos para ficar 3 noites em um programa bem familiar, eu, marido, irmã e cunhado. Tudo bem que minha irmã não é bem do tipo careta, muito menos meu cunhado, que já esteve aqui em Las Vegas duas ou três vezes na despedida de solteiro de seus amigos. Desta vez ele decidiu que viria relaxar e conhecer a cidade. Oi!?! O que será que ele fez nas outras vezes mesmo?

Com a Ju e o David no cassino do MGM Grand Hotel, em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

Com a Ju e o David no cassino do MGM Grand Hotel, em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos


Já que eles decidiram o ponto de encontro, deixamos o roteiro na mão deles, que nos serviram de guia durante os três dias. É claro que eu já tinha algumas dicas, principalmente do blog Aprendiz de Viajante , que já esteve lá pelo menos 8 vezes e tem várias informações e curiosidades sobre a cidade.

A arquitetura de Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

A arquitetura de Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos


Devido a não compatibilidade de gostos entre Vegas e nós, somados à necessidade de trabalhar, a nossa rotina diária foi basicamente dormir bem pela manhã para recuperar as noites mal dormidas nos campings do Death Valley, passar o final da manhã e a tarde trabalhando no planejamento da viagem e no final da tarde e a noite sair para conhecer a cidade. Para a Juli e o David foi ótimo, pois eles puderam se curtir bastante e aproveitar os poucos dias do ano que conseguem se encontrar. Eles ficaram hospedados no MGM Grand Hotel e Cassino, um dos maiores hotéis do mundo com mais de 6 mil quartos.

Os enormes hoteis de Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

Os enormes hoteis de Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos


Nosso primeiro dia ainda conseguimos dar uma espiadela no final da festa da piscina do Hard Rock Hotel, onde ficamos hospedados. Estava cheia e seguia muito daquela caricatura americana, as meninas sem noção, as que fazem uma linha blazê com seus copos de champagne, os sarados, os manos, as peitudas barbies e as gordinhas sem vergonha. Todas com pelo menos uma coisa em comum, aquele biquíni imenso meio fora de propósito. Infelizmente esta não era a famosa Rehab, que só volta à ativa no calendário das festas a partir de 21 de Abril, essa sim dizem que é pra quebrar tudo!

Sinceridade em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

Sinceridade em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos


Na primeira noite fizemos um passeio pela strip, conhecemos o MGM e fomos parar no quarto da Ju e do David, que nos receberam com “uns bons drink”, ótimo papo e boas risadas. Foi ótimo para matar um pouco as saudades. Parênteses para a família: a Juliane está linda, feliz e o David continua apaixonado e um ótimo partido! Hahaha! Ele só não gostou muito da ideia de embebedarmos os dois e aproveitarmos, já que estamos em Las Vegas, para assinar os papéis ali mesmo, nós e o Elvis de testemunhas! Hahaha!

Encontro com Elvis Presley nas ruas de Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

Encontro com Elvis Presley nas ruas de Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos


Nosso segundo dia fomos assistir, também no MGM, o Burlesque Show do Crazy Horses, uma companhia francesa que tem uma filial em Vegas. O show é uma obra de arte sensual, 12 mulheres com corpo escultural, usando seus diferentes figurinos e um tapa sexo, apresentam vários atos com diferentes temas. São cenas bonitas, nada pejorativas e provocativas no ponto exato. O show é só para maiores, mas não tem limite de idade, várias senhoras e seus senhores estavam lá conferindo, no gargarejo.

Esperando o show começar em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

Esperando o show começar em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos


O terceiro dia saímos mais cedo e fizemos um passeio com a Juli e David no Old Town onde está a famosa Fremont Street Experience. Foi ali que toda esta história começou, quando os homens vinham de longe cruzando os EUA em busca do sonho dourado da Costa Oeste americana.

Casino na tradicional rua Fremont, em Las Vegas, em Nevada, nos Estados Unidos

Casino na tradicional rua Fremont, em Las Vegas, em Nevada, nos Estados Unidos


Um dos mais famosos anúncios luminosos de Las Vegas, em Nevada, nos Estados Unidos

Um dos mais famosos anúncios luminosos de Las Vegas, em Nevada, nos Estados Unidos


Margaritas cremosas e drinks bombásticos em copos gigantes, casas só para rapazes e os bons e velhos cassinos por todos os lados. Esse dia com um colar brega no pescoço, um copão de brain freeze sentei numa caça-níqueis apostei! Tinha que entrar no clima de Vegas! Joguei oitenta centavos e recuperei pelo menos a metade.

A Ana se arrisca em cassino de Las Vegas, em Nevada, nos Estados Unidos

A Ana se arrisca em cassino de Las Vegas, em Nevada, nos Estados Unidos


Dali nos mandamos para a

placa oficial

de boas vindas à Vegas, onde turistas fazem fila para tirar fotos e inventar as mais diferentes poses para se sentir ainda mais em Vegas.

Las Vegas, em Nevada, nos Estados Unidos

Las Vegas, em Nevada, nos Estados Unidos


Tivemos apenas 40 minutos para nos arrumar e chegar à strip, agora na parte norte, onde está o verdadeiro agito da cidade.

Show de águas e luzes em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

Show de águas e luzes em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos


Passamos pelos mega kitchies Luxor e Paris e pelos gigantes Cosmopolitan, Cesar´s, Belaggio, Venetian e vizinhança. Jantamos e fomos direto para uma das maiores atrações da nossa temporada, o espetáculo Mysterious do Cirque du Soleil, no Treasure Island Hotel.

A pequena Veneza de Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

A pequena Veneza de Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos


Cirque du Soleil dispensa apresentações, eu já estive em outros dois espetáculos no Brasil e eles continuam surpreendendo sempre, sou fã incondicional! Durante quase duas horas mergulhamos em um mundo de fantasia completamente diferente de tudo o que vivemos, e olhe que temos vivido intensamente!

Show do Cirque de Soleil em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

Show do Cirque de Soleil em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos


O final da noite foi no bar do Cosmopolitan após o show de águas do Belaggio. De alguma forma era difícil entender que ali eu teria que me despedir da minha irmã mais uma vez, dizendo aquele tedioso “até não sei quando”. A última vez que nos vimos pessoalmente (amo skype), foi no nascimento da Luiza (sobrinha) em Julho de 2010. Quem sabe quando será a próxima...

Com a Ju na night de Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

Com a Ju na night de Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos


Hora da despedida da Ju e do David em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

Hora da despedida da Ju e do David em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos


Eu e o Ro saímos do Cosmopolitan com a intenção de ir para uma boate, dançar até cair... mas confesso que essa despedida me pegou desprevenida e a energia toda de repente foi embora, junto com a minha irmã. Até logo Ju! Adeus Las Vegas!

Caminhando pelas ruas de Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

Caminhando pelas ruas de Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Nevada, Las Vegas, Cirque du Soleil, Crazy Horses, Freemont Street

Veja todas as fotos do dia!

Não nos deixe falando sozinhos, comente!

Caracol e ATM Cave

Belize, Caracol, San Ignacio-BEL

Contemplando as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Contemplando as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


San Ignácio é um dos destinos turísticos mais populares de Belize, logo depois das praias de águas azuis de areias branquinhas de Ambergris e San Pedro. Um roteiro pelo país não estará completo se não incluir explorações pelas matas, cavernas e rios de Cayo, tudo isso com uma boa dose da Cultura Maya!

Detalhe de esculturas em alto relevo nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Detalhe de esculturas em alto relevo nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


O estado de Cayo é a casa da maior Cidade Maya de Belize, a impressionante e imponente Caracol. San Ignacio é a melhor base para explorações desta e de outras ruínas menores nas vizinhanças como Cahal Pech e Xunantunich, além de cavernas e rios que foram frequentados pelos povos mais antigos que aqui viviam.

A mata densa que cerca as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

A mata densa que cerca as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Nossas explorações nesta região começaram pelo Blue Hole National Park, uma piscina de águas azuis que dá acesso a um pequeno sistema de caverna. Quando vimos o nome “Blue Hole”, e sabendo do seu famoso homônimo belizenho, achamos que seria algo mais impressionante, mas é uma boa parada para refrescar.

Mergulhando no pequeno cenote Blue Hole, ao sul de Belmopan, capital de Belize

Mergulhando no pequeno cenote Blue Hole, ao sul de Belmopan, capital de Belize


O parque também possui uma rede de trilhas pela floresta tropical com cavernas e mirantes que dão uma boa visão do interior de Belize.

A boca da caverna St Herman's Cave, ao sul de Belmopan, capital de Belize

A boca da caverna St Herman's Cave, ao sul de Belmopan, capital de Belize


Subindo em mirante no alto de uma colina no parque do Blue Hole, ao sul de Belmopan, capital de Belize

Subindo em mirante no alto de uma colina no parque do Blue Hole, ao sul de Belmopan, capital de Belize


Ele está localizado na Hummingbird Highway que conecta o sul à capital Belmopan, que passamos rapidamente de carro no caminho para San Ignacio. Belmopan, uma das menores capitais do mundo, foi construída em 1970 para sediar a capital do país após a destruição de Belize City e vários arquivos públicos pelos ventos de 300km/h do furacão Hattie.

Caracol


As majestosas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

As majestosas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Uma das principais cidades do Período Clássico Maya possui vestígios arqueológicos que datam até 1200 a.C. Sua fundação porém se deu no ano de 331 d.C, com influências Teotihuacanas, do México Central. Durante muito tempo a cidade era tida como um centro de menor importância no mundo maya, até a descoberta de sua relação com as mais poderosas Calakmul e Tikal.

As ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

As ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Foi no ano de 556 d.C que Tikal declarou guerra à Caracol e a derrotou. 6 anos mais tarde o Senhor das Águas de Caracol foi em busca de vingança e derrotou Tikal em uma guerra que foi responsável pelo período de declínio da poderosa cidade maya. Durante este período de quase 120 anos Tikal passou por uma diminuição populacional e teve um grande hiato na construção de novos monumentos.

Visitando as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Visitando as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


A pirâmide principal de Caracol conhecida como Caana é grandiosa! No topo dela se encontram os aposentos da família real e dos sacerdotes mayas, diferentemente de outros sítios onde as pirâmides eram usadas apenas para motivos cerimoniais. A cidade é uma das maiores em extensão, com aproximadamente 200km2. São em torno de 267 estruturas por quilômetro quadrado e entre elas 25 estelas, 28 altares, 250 enterros e 200 caches.

Detalhe das intrincadas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Detalhe das intrincadas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Um dos muitos altares nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Um dos muitos altares nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Como o sítio é mais retirado ele é também um dos menos visitados em Belize, o que faz a experiência ainda melhor. Entre árvores e pirâmides de pedras encontramos um campo de futebol da pequena vila montada dentro do sitio arqueológico. Uma grande árvore no A Group Plaza estava repleta de ninhos de um curioso pássaro, o montezuma oropendula, que para cantar quase dá uma cambalhota com seus pés presos ao galho! Seus ninhos têm mais de um metro de comprimento pendurados na árvore.

Ninhos de montezuma, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Ninhos de montezuma, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


No alto da árvore, um pássaro montezuma, com sua característica cauda amarela, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

No alto da árvore, um pássaro montezuma, com sua característica cauda amarela, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Enquanto observávamos os montezumas começamos a escutar os gritos dos bugios gritadores (howler monkeys). Seguimos seus gritos passando por uma alameda de arvores e estelas, e junto a outros turistas sortudos, ficamos observando os macacos por mais de 30 minutos, gritando sem descanso! Demais!

Um emocionante encontro com um barulhento bando de macacos bugil gritador, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Um emocionante encontro com um barulhento bando de macacos bugil gritador, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Um emocionante encontro com um barulhento bando de macacos bugil gritador, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Um emocionante encontro com um barulhento bando de macacos bugil gritador, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Localizada a 40 km de San Ignacio, a viagem para Caracol por si só já é uma aventura! O acesso é por uma estrada que corre paralela a fronteira com a Guatemala e por incidentes que ocorreram no passado com turistas, o governo oferece uma escolta militar de ida as 9h da manhã e no retorno as 14h.

A caminho das ruínas mayas de  Caracol, a famosa placa de lombada em forma de gente! (em Belize, quase na fronteira com a Guatemala)

A caminho das ruínas mayas de Caracol, a famosa placa de lombada em forma de gente! (em Belize, quase na fronteira com a Guatemala)


Escolta militar patrulha as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Escolta militar patrulha as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


A simpática escolta militar nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

A simpática escolta militar nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Nós fomos no nosso ritmo, encontramos a escolta já nas ruínas e retornamos pouco antes dela sair, sem problema algum. Na volta ainda paramos nos poços do Río On Pool, delicia para relaxar e se refrescar depois do dia de estrada e caminhada.

Delicioso banho de cachoeira em rio no caminho para as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Delicioso banho de cachoeira em rio no caminho para as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala



ATM Cave


Uma das caveiras de pessoas sacrificadas na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)

Uma das caveiras de pessoas sacrificadas na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)


A ATM, sigla para Actun Tunichil Muknal, significa a caverna do sepulcro de pedra. A caverna é um lugar sagrado para os mayas, que buscavam no inframundo o auxilio dos seus deuses durante os períodos mais difíceis de secas. Além das belíssimas formações e espeleotemas, encontramos reminiscências destes rituais feitos em honra ao Chaac, deus das águas, incluindo sacrifícios humanos! Um lugar único no mundo maya!

Espeleotemas na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)

Espeleotemas na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)


A visita dura em torno de 5 horas, pouco mais de 40 minutos de caminhada pela mata, cruzando rios e matas até a entrada da caverna. Entramos nela nadando em um pequeno poço do mesmo rio por onde iremos seguir caverna adentro. Lá, seus labirintos guardam imagens e formas impressionantes! Aos poucos os resquícios arqueológicos começam a aparecer, ferramentas de corte utilizadas para auto-mutilação pelos sacerdotes foram encontradas junto de vasos na sala do maiz. Feitas de obsidiana e jade, uma delas tem a forma de milho e pode ser vista ao longe.

Entrando na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)

Entrando na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)


Quanto mais entramos na caverna, mais complexos vão ficando os cerimoniais, inúmeros potes e jarros de cerâmica que carregavam alimentos, recolhiam a água e eram quebrados para espantar os maus espíritos. O preto da fumaça no teto, tanto dos incensos, quanto das áreas de cozinha indicam que os mayas ficavam ali por dias.

Potes e vasilhas mayas na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)

Potes e vasilhas mayas na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)


Nós vimos pelo menos 5 esqueletos no nosso caminho, mas já foram contados 14 pelos arqueólogos. Os mais impressionantes deles são o do bebê de 12 meses e o de sua mãe, que descansa inteirinho em um dos pontos mais distantes da caverna. Com a ajuda do guia entramos na realidade, entendemos o desespero pelo qual passava aquele povo, e como suas técnicas iam evoluindo conforme a seca se prolongava. Assim foi o final de várias das poderosas cidades-estado do Período Clássico, um momento de mudanças profundas para a Civilização Maya.

Esqueleto de mulher sacrificada na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)

Esqueleto de mulher sacrificada na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)


A visita a esta caverna só pode ser feita através de operadoras de ecoturismo que possuem o treinamento e a permissão para entrar na gruta. Entramos em um grupo com uma chinesa e um indiano que vivem nos Estados Unidos e um grupo de amigos belgas, que ao que tudo indica, foram os culpados por atrasar a saída do tour em mais de 2 horas. Nosso guia Francisco foi super atencioso e fez todas as explicações e suspenses dentro da caverna para entrarmos no clima.

Observando antigos potes mayas, no mesmo local onde foram encontrados, na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)

Observando antigos potes mayas, no mesmo local onde foram encontrados, na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)


Detalhe: Não é permitido o uso de câmera neste tour, pois alguns outros turistas descuidados acabaram quebrando (com suas câmeras) 2 dos crânios centenários dos pobres coitados que foram sacrificados ali. Ainda assim, são imagens inesquecíveis mesmo para os mais desmemoriados. A ATM Cave é imperdível para os apaixonados pela cultura Maya.

San Ignacio


Meninas se divertem no rio de San Ignacio, em Belize

Meninas se divertem no rio de San Ignacio, em Belize


A cidade de San Ignacio é uma das mais organizadas e orientadas ao turismo no país, mas ainda assim não possui muitos atrativos por si só, sendo somente uma boa base para explorar a região. Apenas andar pelas ruas bagunçadas, fazer um passeio pelo mercado popular no sábado e provar a culinária belizenha no favorito Hannah Restaurant já é suficiente.

Han-nah, nosso restaurante preferido em San Ignacio, em Belize

Han-nah, nosso restaurante preferido em San Ignacio, em Belize


Se você não está no clima de cidade de terceiro mundo como experiência antropológica e social, uma forma de se isolar um pouco da loucura urbana é hospedar-se em um dos vários hotéis e eco-resorts (caros) ou campings (baratos) nos arredores da cidade, às margens do rio.

O belo rio que divide San Ignacio em duas, em Belize

O belo rio que divide San Ignacio em duas, em Belize


Nós ficamos hospedados no centro, já que não queríamos gastar muito e precisávamos de internet. No hotel conhecemos Lili, John e seu pai, viajando de carro desde Washington DC ao Alaska e agora estão cruzando rumo ao Sul e eventualmente chegarão a Patagônia. Ele é fotógrafo, ela professora e participa da viagem nas suas férias e o pai aposentado é uma ótima companhia, bem falante e curioso. Sempre bacana encontrar outros viajantes expedicionários, jantamos juntos uma noite e trocamos muitas historias e experiências.

Mercado de San Ignacio, em Belize

Mercado de San Ignacio, em Belize


Rose Apple, um tipo de maçã aguada no mercado de San Ignacio, em Belize

Rose Apple, um tipo de maçã aguada no mercado de San Ignacio, em Belize


O movimentado mercado de San Ignacio, em Belize

O movimentado mercado de San Ignacio, em Belize


Fechamos aqui na região de Cayo a nossa viagem por Belize, um país muito rico e diverso culturalmente! Tivemos ótimas surpresas e muitos encontros especiais durante as nossas andanças: garifunas, velejadores, expats e locais que fizeram uma nova imagem de Belize em nossas mentes. Quando olharmos o mapa da América Central este cantinho meio britânico, meio caribenho, meio maya e meio garifuna nunca mais será o mesmo!

Entrando novamente na Guatemala, agora vindos de Belize

Entrando novamente na Guatemala, agora vindos de Belize

Belize, Caracol, San Ignacio-BEL, arqueologia, ATM Cave, Caracol, espeleologia, maya

Veja todas as fotos do dia!

A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

Santiago em um dia

Chile, Santiago

Arte nas ruas de Santiago, capital do Chile

Arte nas ruas de Santiago, capital do Chile


Uma cidade circundada por montanhas e no meio dela prédios, rios, história, poluição, cultura, pobreza, música e injustiças, todos os contrastes de uma típica capital latino americana. A leste está a Cordilheira dos Andes, na divisa com a Argentina, à oeste a Cordilheira Costanera, ambas fazem de Santiago um caldeirão de asfalto estampado no coração do Chile.

Santiago, capital do Chile, em frente ao Museu de Bellas Artes

Santiago, capital do Chile, em frente ao Museu de Bellas Artes


Vista de Santiago, capital do Chile, na subida do Cerro San Cristobal

Vista de Santiago, capital do Chile, na subida do Cerro San Cristobal


São 5,5 milhões de habitantes divididos basicamente em dois “Chiles”, “o Chile dos que vivem pra lá da Plaza Itália e o dos que vivem para cá”. Isso me disse uma amiga que nasceu, cresceu e ainda vive em Santiago. Ao norte estão os bairros mais ricos, edifícios comerciais modernos, grandes shoppings, restaurantes bacanas e boutiques. Ao sul os bairros de classe média com toda a infraestrutura, problemas e o dia a dia normal de uma grande cidade.

Passeio no centro financeiro de Santiago, capital do Chile

Passeio no centro financeiro de Santiago, capital do Chile


Com a dica do nosso amigo viajante e local, Pablo, elegemos a região de Lastarria como base. Ao lado do Parque Forestal, Lastarria é um bairro super central localizado entre o Bellas Artes, o centro, arredores da Plaza de Armas e Bella Vista. Ficamos hospedados no Hostal Forestal onde encontramos o primeiro brazuca dos muitos que ainda estavam por vir. Impressionante como vemos turistas brasileiros em Santiago! E a temporada de esqui nem está aberta. Naquela tarde caminhamos descompromissadamente até a Plaza de Armas vendo o agito dos ambulantes, evangélicos fervorosos pregando para alguns curiosos, casais de namorados sentados no banco da praça e uma senhora simpática, que nos olhou encantada num momento romântico do casal aqui.

Caminhando pelo Parque Forestal, em Santiago, capital do Chile

Caminhando pelo Parque Forestal, em Santiago, capital do Chile


É claro que essa primeira andadinha ajudou a nos familiarizarmos com a cidade, mas o roteiro de visita mesmo, teve um pique um pouquinho diferente. Decidimos andar por Santiago e conhecer os pontos mais importantes da cidade em um dia! A cidade é bem plana e super fácil de andar, bicicletas podem ser uma opção, embora dificulte a entrada em alguns lugares. Nosso tour em Santiago foi todo pensado por um casal de amigos, Pablo que nasceu e viveu quase toda a sua vida na capital, e Andrea, que nasceu em Rengo, mas fez a faculdade em Santiago. Começamos o dia perto das 10h da manhã (por que também ninguém é de ferro), cruzando o bairro de Bellas Artes, região repleta de restaurantes e museus, alamedas e passeios, duas Faculdades de Direito e uma vida noturna bem agitada.

Prédio do Museu de Bellas Artes, em Santiago, capital do Chile

Prédio do Museu de Bellas Artes, em Santiago, capital do Chile


O Pablo e a Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

O Pablo e a Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile


Nosso destino, La Chascona, nada mais nada menos do que a casa do mais famoso escritor e poeta chileno, Prêmio Nobel de Literatura, Pablo Neruda. A casa em que Neruda viveu de 1955 até 1973, o ano de sua morte.

La Chascona, a casa de Neruda no bairro de Bella Vista, em Santiago, capital do Chile

La Chascona, a casa de Neruda no bairro de Bella Vista, em Santiago, capital do Chile


La Chascona foi uma das três casas de Neruda e está localizada aos pés do Cerro San Cristóbal, no Barrio Bellavista. Em 1953 o poeta comprou o terreno e iniciou a construção da casa com projeto de um arquiteto catalão Germán Rodriguez Ariaz. O nome La Chascona foi dado em homenagem à sua então amante Matilde Urrutia, uma bela mulher de cabelos rebeldes e avermelhados. Matilde era estudante de música, ela e Pablo se conheceram em 1946, mas o romance começou apenas 3 anos mais tarde em terras mexicanas. A casa foi o esconderijo amoroso do casal e em 1955 se tornou a vivenda oficial do poeta, após a separação de sua então esposa Delia del Carril. Lá Neruda viveu até a sua morte, 12 dias depois do Golpe Militar Chileno.

La Chascona, a charmosa casa de Pablo Neruda em Santiago, capital do Chile

La Chascona, a charmosa casa de Pablo Neruda em Santiago, capital do Chile


A versão oficial da sua morte foi um câncer com o qual ele lutava há alguns anos. Porém existem fortes evidências de que sua morte foi acelerada, o motivo seria a sua ligação ao Partido Comunista. Às vésperas de sua morte a La Chascona foi invadida pelos militares e destruída, moveis, vidros e tudo o que viram pela frente. Matilde decidiu então, fazer o seu velório ali mesmo em meio ao vandalismo militar, como primeiro ato de protesto ao governo golpista.

La Chascona, a charmosa casa de Pablo Neruda em Santiago, capital do Chile

La Chascona, a charmosa casa de Pablo Neruda em Santiago, capital do Chile


Agora, anos mais tarde e longe das garras de Pinochet e seus comparsas, este assunto já poderia ter sido esclarecido, porém a família preferia não revolver esta história. Entretanto soubemos recentemente que independente disso o povo e a história devem saber a verdade e então será feita a exumação do corpo para estudo e fechamento do caso.

Visitando La Chascona, a casa de Neruda em Santiago, capital do Chile

Visitando La Chascona, a casa de Neruda em Santiago, capital do Chile


A casa é uma obra de arte, um museu com coleções de peças de arte de todos os cantos do mundo por onde viajou o diplomata e poeta. A sala em forma de barco demonstra a paixão de Neruda pelo mar e pelo bar, com um balcão de cobre vindo de um antigo barco francês. As peças coloridas demonstram a alegria e a visão positiva da vida que Neruda compartilhava com amigos e mulheres. Bem humorado ele inventou uma porta falsa de acesso direto do seu quarto para a sala para poder surpreender seus convidados, que se serviam de sal e pimenta em saleiros que diziam “marijuana” e “morfina”. Sua sala com pinturas de amigos modernistas como Diego Rivera tem uma linda vista para o bairro, enquanto o bar, na parte alta do terreno presta homenagem aos seus poetas preferidos. No seu escritório de trabalho e sala de leitura vemos parte da sua coleção de livros, prêmios e fotos com alguns dos seus amigos como Vinícius de Morais e Jorge Amado. É, ele soube viver.

Descansando na estação Mapocho, antiga estação de trens de Santiago, hoje transformada em grande espaço de eventos, no Chile

Descansando na estação Mapocho, antiga estação de trens de Santiago, hoje transformada em grande espaço de eventos, no Chile


A visita dura em torno de 40 minutos e é feita com um áudio-guia que conta tudo sobre a casa, a vida e a história de Neruda. Detalhe, não é permitido tirar fotos dentro da casa... então vocês terão que ir até lá para conferir.

A bela fachada do Museu de Bellas Artes, em Santiago, capital do Chile

A bela fachada do Museu de Bellas Artes, em Santiago, capital do Chile


Próxima parada: Cerro San Cristóbal! A maior montanha no centro de Santiago é também um dos seus principais parques, com zoológico e tudo. Do alto, uma bela vista de toda a região e a Virgen de la Inmaculada Concepción, um símbolo da cidade. Subimos o cerro em um funicular e atravessamos o foggy espesso que paira pela cidade.

Em dia de muito fog e poluição, quase não se vê as montanhas andinas que circundam Santiago, capital do Chile, do topo do Cerro San Cristobal

Em dia de muito fog e poluição, quase não se vê as montanhas andinas que circundam Santiago, capital do Chile, do topo do Cerro San Cristobal


Essa mistura de poeira e poluição fica presa pelos ares frios trazidos pelos Andes. Lá do alto podemos ver a zona central e uma sombra dos Andes detrás da cortina de fumaça. Os ventos são importantíssimos para a cidade de Santiago, ainda mais em um dia como hoje, quem está lá embaixo mal pode se dar conta da qualidade do ar que está respirando. A tarde, porém, a camada de ar mais próxima ao chão se aqueceu, subiu e a inversão térmica limpou o céu da cidade, liberando vistas maravilhosas das montanhas ao nosso redor.

A famosa estátua de Nossa senhora no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

A famosa estátua de Nossa senhora no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile


Descemos o Cerro San Cristóbal a pé em uma deliciosa caminhada, com novos ângulos e novas vistas da cidade a cada curva. Demoramos quase uma hora na descida e, com ajuda de Pablo e Andrea, aos poucos fomos entendendo melhor sobre a cidade e suas peculiaridades.

Com os amigos chilenos Pablo e Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

Com os amigos chilenos Pablo e Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile


O almoço foi em um restaurante tradicional a duas quadras do funicular, o Venezia. Este restaurante de comida típica chilena tem pratos como la Cazuela de Pollo e o Charquicán, uma sopa de lentilhas com charqui ou algum tipo de linguiça, muito saboroso! Eu ainda provei um clássico encontrado em vários países latinos, a Palta a la Reina, abacate recheado com frango temperado. O Venezia é tão antigo e tradicional, que era frequentado pelo mais ilustre morador do bairro, que tem seu lugar preferido marcado em uma placa de honra.

Visita ao tradicional restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile

Visita ao tradicional restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile


A mesa preferida de Pablo Neruda no restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile

A mesa preferida de Pablo Neruda no restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile


Para fazer a digestão continuamos a caminhada, agora ao longo do Parque Forestal, com uma parada rápida no Museu de Belas Artes e seguindo até o antigo Mercado Central. Um dos melhores lugares da cidade para comer marisco fresco em um ambiente descontraído e muito charmoso.

Venda de patas de caranguejo no Mercado Central de Santiago, capital do Chile

Venda de patas de caranguejo no Mercado Central de Santiago, capital do Chile


O imponente saguão do Mercado Central, em Santiago, capital do Chile

O imponente saguão do Mercado Central, em Santiago, capital do Chile


Despedida da Andrea, em Santiago, capital do Chile

Despedida da Andrea, em Santiago, capital do Chile


Lá nos despedimos de Andrea, que seguia para uma consulta médica, e nós continuamos para o mais autêntico e real La Vega Central, um mercadão com centenas de bancas de frutas, verduras e legumes, cereais, queijos e artesanatos. Chama a atenção a quantidade e variedade de azeitonas, além das lindas alcachofras e das frutas secas como o huesillo (pêssego seco), que é parte integrante de uma das sobremesas mais queridas por aqui, o mote com huesillo. Mote é a versão cozida de diversos grãos, neste caso o grão de trigo. Eu não gosto desse tipo de fruta em calda, mas o Rodrigo provou e adorou.

Passeio no mercado La Vega, em Santiago, capital do Chile

Passeio no mercado La Vega, em Santiago, capital do Chile


Passeio no mercado La Vega, em Santiago, capital do Chile

Passeio no mercado La Vega, em Santiago, capital do Chile


Passeio no mercado La Vega, em Santiago, capital do Chile

Passeio no mercado La Vega, em Santiago, capital do Chile


Voltamos pelo mercado das flores, visitamos a Estación Mapocho, uma antiga estação ferroviária super fotogênica que foi fechada após danos feitos por terremotos e o abandono da linha férrea. Hoje ela é um espaço de eventos bacaníssimo.

caminhando na estação Mapocho, antiga estação de trens de Santiago, hoje transformada em grande espaço de eventos, no Chile

caminhando na estação Mapocho, antiga estação de trens de Santiago, hoje transformada em grande espaço de eventos, no Chile


Dali ao La Piojera, um dos bares mais tradicionais da cidade, em funcionamento há mais de 70 anos! Um beco que acaba em um galpão de cadeiras simples, paredes desenhadas e balcão de madeira é popular por seu drink super alcoólico, o terremoto. Assim batizado após o terremoto que abalou a cidade em 1985, o coquetel leva vinho pipeño (ou vinho branco), sorvete de abacaxi, Fernet, Granadina, Rum e Conhac! A terra tremeu, mas nem tanto, pois dividimos um copão desses para nós três! Kkk!

O tradicional bar La Piojera, em Santiago, capital do Chile

O tradicional bar La Piojera, em Santiago, capital do Chile


Produção em série de 'Terremotos', no balcão do La Piojera, bar tradicional de Santiago, capital do Chile

Produção em série de "Terremotos", no balcão do La Piojera, bar tradicional de Santiago, capital do Chile


Servindo o famoso 'Terremoto', drinque típico do La Piojera, bar tradicional de Santiago, capital do Chile

Servindo o famoso "Terremoto", drinque típico do La Piojera, bar tradicional de Santiago, capital do Chile


Achando que a tarde acabava em um bar, é? Ainda não! Continuamos a nossa caminhada até a Plaza de Armas, visitamos rapidinho a Catedral e descemos pelo Paseo Ahumada, um calçadão comercial cheio de lojas e vendedores, festas, artistas de rua e muita gente.

Caminhando pela Calle Ahumada, no centro de Santiago, capital do Chile

Caminhando pela Calle Ahumada, no centro de Santiago, capital do Chile


Demos a sorte de encontrar ali duas das principais expressões culturais populares desta região no Chile: la cueca, a dança nacional que imita o cortejo de um galo à uma galinha, e os chinchineros que são praticamente uma orquestra de tambores ambulante! Além de tocar o tambor com pés e mãos, eles dançam e giram enlouquecidamente no meio da gente impressionada com as suas peripécias. Um show à parte.

Show de cueca, dança típica, na calle Ahumada, no centro de Santiago, capital do Chile

Show de cueca, dança típica, na calle Ahumada, no centro de Santiago, capital do Chile


Os famosos músicos que cantam e dançam ao mesmo tempo, típicos de Santiago, capital do Chile

Os famosos músicos que cantam e dançam ao mesmo tempo, típicos de Santiago, capital do Chile


Aqui para estes lados do continente o sol se põe mais tarde, já eram mais de 19h e o sol estava se pondo naquele dia perfeito em terras santiaguinas. Do alto do Cerro Santa Lucia vimos o pôr do sol sobre os arranha-céus da capital chilena, luz linda, ao fundo o cerro San Cristóbal e agora totalmente visíveis, a incrível e nevada Cordilheira dos Andes.

Subindo o Cerro Santa Lucia, em Santiago, capital do Chile

Subindo o Cerro Santa Lucia, em Santiago, capital do Chile


Vista de Santiago, capital do Chile, do alto do Cerro Santa Lucia

Vista de Santiago, capital do Chile, do alto do Cerro Santa Lucia


Depois de um banho rápido e uma descansadinha no hotel, se você ainda tiver pique a noite pode continuar nos bares de Bellas Artes, que mesmo em uma quarta-feira estavam bem movimentados e cheio de jovens descolados! Nós fomos direto ao Galindo, um dos clássicos santiaguinos. Provamos a chorrillana, prato local de batata frita com carne desfiada, cebola e ovos, para acompanhar uma cerveja stout encorpada e cheia de personalidade.

Muito romantismo no alto do Cerro Santa Lucia, em Santiago, capital do Chile

Muito romantismo no alto do Cerro Santa Lucia, em Santiago, capital do Chile


Uau! Achou que Santiago não teria nada para conhecer?! Aí está a sugestão de um dia explorando a cidade de Santiago. Tudo isso ainda sem contar com a infinidade de museus que você pode visitar, restaurantes para descobrir e wine tastings para se embebedar. Mas se você é dos nossos e gosta de caminhar, anota esse roteiro aí que não irá se arrepender!

Vista de Santiago, capital do Chile, do alto do Cerro Santa Lucia

Vista de Santiago, capital do Chile, do alto do Cerro Santa Lucia

Chile, Santiago, Capital, Cerro San Cristobal, Cerro Santa Lucia, La Chascona, La Vega Central, Metropole, Pablo Neruda

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Strathcona Park

Canadá, Campbell River

Trilha cheia de maravilhosos lagos no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Trilha cheia de maravilhosos lagos no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Até chegarmos à Ilha de Vancouver mal tivemos tempo de ler sobre o lugar, afinal uma viagem de carro longa como essa precisa de um certo jogo de cintura. Os guias até nos servem de suporte, mas vocês tem que concordar que com tantos destinos novos e diários, temos que encontrar outra forma de nos programar. A minha preferida é a mais simples e a mais antiga de todas elas: abrindo um mapa.


Mapa de Vancouver Island

Um mapa turístico ou um mapa rodoviário fazem bem o papel. Aqui no Canadá e Estados Unidos então é super fácil, pois além de encontrarmos centros turísticos em todos os lugares e dentro deles mapas e muitas informações, nós compramos um mapa rodoviário especial Parques Nacionais e Aventura, da National Geographic! Ele cobre principalmente os Estados Unidos, o sul do Canadá e ainda dá uma palhinha do México. Bem completo ele é perfeito para o nosso tipo de viagem, já que estamos sempre nos caminhos entre os Parques Nacionais e principais áreas naturais da região.

O belíssimo cenário do Buttle Lake, no Strathcona Provincial Park, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá

O belíssimo cenário do Buttle Lake, no Strathcona Provincial Park, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá


No fundo, o Mt Washington e suas pistas de esqui (ainda sem neve!), visto do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

No fundo, o Mt Washington e suas pistas de esqui (ainda sem neve!), visto do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Vancouver Island é uma ilha imensa, com mais de 460km de comprimento e 80km de largura, tem 34 mil km2. A parte oeste da ilha é a menos habitada e acessada basicamente por ferries e barcos, à exceção da região de Tofino que podemos chegar de carro. Já a costa leste, mais protegida e próxima do continente, existe uma estrada que conecta a capital Victória no extremo sul da ilha, até as distantes cidades do norte como Port Hardy, Holberg e Winter Harbour.

Início do Buttle Lake, no Strathcona Provincial Park, no interior da  Vancouver Island, costa oeste do Canadá

Início do Buttle Lake, no Strathcona Provincial Park, no interior da Vancouver Island, costa oeste do Canadá


Explorar a ilha em 5 ou 6 dias, prazo definido pelo casal, não é tarefa fácil, pois além de grande há muito para ser visto, então recorremos à velha tática do mapa! No ferry mesmo consegui um mapa meio genérico e tentei pegar umas dicas com os nossos amigos ilhéus que moram no norte da ilha. As dicas que vieram foram razoáveis, confesso que esperava mais. Tofino todo mundo que viaja por esses lados já ouviu falar, a praia dos surfistas e “aparentemente” tem um parque legal nas proximidades. Um tour para avistar baleia, ok, este também já estava agendado. Victoria, a capital do estado, é óbvio que não poderia faltar. Mas deve haver algum lugar bacana para trilhas?, eu perguntei. Eles, como bons lenhadores, falaram que caminham por tudo, “Em uns lugares da ilha você encontra umas árvores imensas que são necessários 10 homens para abraçá-las”! Mas deu para sentir que não sabiam muito o que me indicar. Bom, olhei o mapa e vi uma mancha verde no meio da ilha, apontei ao Rodrigo e disse, é para lá que vamos! Sem dúvida encontraremos algo bacana.

Fiona no Strathcona Provincial Park, no interior da  Vancouver Island, costa oeste do Canadá

Fiona no Strathcona Provincial Park, no interior da Vancouver Island, costa oeste do Canadá


O Strathcona Provincial Park é imenso e tem mais de um acesso. Aos que vem do norte da ilha a primeira entrada é a área do Buttle Lake. Aos que vem do sul a principal área para explorações é o Forbbiden Plateau, com o acesso feito pelo Mount Washington. Vindos de Port Hardy no final do dia, decidimos nos hospedar na cidade de Campbell River, há menos de 30 km do Buttle Lake.

Strathcona Lodge, bem ao lado do Buttle Lake, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá

Strathcona Lodge, bem ao lado do Buttle Lake, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá


Sem um centro de visitantes, a dica é parar no Strathcona Lodge, onde além de belas vistas do lago, você conseguirá um mapa básico e informações sobre o parque, estradas e trilhas da área. Christine, uma das diretoras do lodge, conhece o lugar como a palma da mão e é super disponível para orientar os turistas sobre tempos de caminhadas e dicas da região. Com apenas um dia para explorar a área a nossa programação foi dirigir na estrada que contorna o Buttle Lake e fazer algumas trilhas curtas para esticar as pernas.

Um canyon e uma cachoeira direto para o Buttle Lake, no Strathcona Provincial Park, no interior da  Vancouver Island, costa oeste do Canadá

Um canyon e uma cachoeira direto para o Buttle Lake, no Strathcona Provincial Park, no interior da Vancouver Island, costa oeste do Canadá


O cenário de lagos e montanhas é sensacional, um dos mais bonitos do parque! A estrada tem várias paradas e vistas maravilhosas do lago. Ao longo da rodovia é fácil encontrar áreas de camping, piquenique e trilhas curtas na floresta e para algumas cachoeiras.

O belíssimo cenário do Buttle Lake, no Strathcona Provincial Park, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá

O belíssimo cenário do Buttle Lake, no Strathcona Provincial Park, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá


Nós seguimos as dicas de Christine e fomos até a Myra Falls, onde fizemos duas trilhas para conhecer a Upper Myra Falls (8km ida e volta) e a Lower Myra Falls (pouco mais de 1 km ida e volta). A primeira tem uma caminhada bonita pela floresta e a vista da cachoeira de um mirante, mas a segunda que está mais próxima da estrada é ainda mais bonita!

caminhada em meio à mata no Strathcona Provincial Park, no interior da  Vancouver Island, costa oeste do Canadá

caminhada em meio à mata no Strathcona Provincial Park, no interior da Vancouver Island, costa oeste do Canadá


Uma das mais belas cachoeiras do Strathcona Provincial Park, no interior da  Vancouver Island, costa oeste do Canadá

Uma das mais belas cachoeiras do Strathcona Provincial Park, no interior da Vancouver Island, costa oeste do Canadá


O segundo dia de explorações foi na área do Forbidden Plateau. O nome é estiloso, mas o plateau não é nada proibitivo, pelo contrário, suas pradarias e lagos oferecem trilhas super agradáveis de todos os níveis de dificuldade. Aos hikers que gostam de travessias e longas jornadas, pode-se cruzar o parque todo até o Buttle Lake, passando pelo alto de montanhas nevadas em 3 ou 4 dias de caminhada.

O mapa das trilhas no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

O mapa das trilhas no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Cada lago é um novo cartão postal, no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Cada lago é um novo cartão postal, no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


O centro de visitantes normalmente estaria fechado nesta época, mas o dia estava tão bonito que uma voluntária resolveu ir até lá e fez a sua boa ação ajudando as dezenas de turistas que aproveitavam o sol na segunda-feira de Thanksgiving.

Pássaros nos acompanham no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Pássaros nos acompanham no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Nós fechamos um roteiro para explorar bem a região, em uma caminhada de umas 5 ou 6 horas percorremos 18 quilômetros de trilhas, passando pelo Paradise Meadows, Helen Mackenzie e Battleship Lake, entre florestas e lagos fomos nos aproximando das altas montanhas.

caminhada pelos lagos do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

caminhada pelos lagos do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Cada lago é um novo cartão postal, no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Cada lago é um novo cartão postal, no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Chegamos ao Lago Croteau e ainda decidimos continuar para o Kwai Lake para conectar à trilha que nos levaria para o outro lado do Lake Helen Mackenzie. Uma caminhada belíssima, com a temperatura ideal, céu azul e paisagens ainda mais bonitas neste início de outono. Folhas amarelas e vermelhas mescladas ao verde das coníferas, refletidos nos lagos e contrastados pelo azul do céu, simplesmente fantástico.

Trilha cheia de maravilhosos lagos no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Trilha cheia de maravilhosos lagos no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Logo tudo isso estará coberto por neve e a área se tornará um dos principais centros de esqui da ilha, estrelando o Mount Washington. Não importa a época que você venha, conhecer o Strathcona Park é uma das melhores formas de conhecer os lagos, montanhas e florestas da Columbia Britânica.

Relaxando em um dos muitos lagos do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Relaxando em um dos muitos lagos do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Canadá, Campbell River, Ilha de Vancouver, Parque Estadual, Strathcona Provincial Park, Trekking, trilha, Vancouver Island

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Bar Harbor, Baleias e Puffins

Estados Unidos, Maine, Bar Harbor

Fotografando baleias no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Fotografando baleias no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


Mount Desert Island foi assim batizada por seu descobridor francês Samuel de Champlain´s como Île des Monts Déserts, por suas montanhas despidas de qualquer vegetação. A pronúncia correta do nome, no entanto, acaba sendo uma incógnita: “DÉH-zert” em inglês ou no afrancesado “De-ZERT”, mais parecido com sobremesa. Independente de como se pronuncia o seu nome, o fato é que a segunda maior ilha da costa leste americana é uma das grandes atrações turísticas do estado do Maine, apelidado carinhosamente de “Vacationland”.

Pier em Bar Harbor, no Maine, nos Estados Unidos

Pier em Bar Harbor, no Maine, nos Estados Unidos


No verão suas cidadezinhas charmosas ficam lotadas de turistas em busca de atividades culturais, bons restaurantes, bares e tudo isso em meio a uma natureza pujante, com atividades para todas as idades e disposições.

Coleção de placas em restaurante de Bar Harbor, no Maine - Estados Unidos

Coleção de placas em restaurante de Bar Harbor, no Maine - Estados Unidos


Hoje nós nos dividimos, eu e Bebel entramos em um whale watching tour e o Rodrigo voltou ao parque nacional subir mais algumas montanhas. O tour de avistamento de baleias saiu às 8 horas da manhã em um grande catamarã, acompanhado de biólogos especializados em baleias e pássaros, que nos ajudaram a encontrar as gigantes desses mares gelados.

Farol em ilhota do Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Farol em ilhota do Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


É sempre bacana mudar a perspectiva e ver o mundo por outro ângulo. Do alto da montanha, da costa, do porto, ao norte e ao sul e agora do mar. Toda a linha costeira que vimos ontem da Loop Road no parque, agora vemos do mar, ainda mais bonita e imponente. A praia, as encostas de pedra avermelhadas e as boias das armadilhas de pesca da região que é a maior produtora de lagostas dos Estados Unidos.

Comendo lagosta em Bar Harbor, no Maine - Estados Unidos

Comendo lagosta em Bar Harbor, no Maine - Estados Unidos


Passamos pelos famosos Faróis do Maine, construídos em atóis de pedras para sinalizar o perigo aos barcos e antigos navios que chegavam a estas terras. A viagem é mais longa do que imaginávamos e o vento frio da costa logo sobrepõe o calor do sol e nos faz lembrar que estamos na maior latitude já alcançada de carro nesta expedição. Abraçadinhas para nos proteger do vento, eu e Bebel seguimos em direção à primeira parada do passeio, a ilha de Petit Manan.

Farol em ilhota do Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Farol em ilhota do Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


A ilha foi escolhida pelos puffins, primos dos papagaios de asas curtas e bicos coloridos, como sua nova casa há pouco tempo. Um projeto para reestabelecer a população deste pássaro que havia desaparecido da costa do Maine os trouxe para a região. Os biólogos, porém, acreditavam que eles iriam escolher outras ilhas, os soltaram e eles desapareceram. Eis que alguns meses depois os encontram aninhando e se reproduzindo aqui, nesta ilha.

Puffins nadam no mar do Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Puffins nadam no mar do Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


São centenas de puffins pescando e cuidando de suas crias tão especiais: um único ovo e um único filhote são o resultado de cada temporada de reprodução. Não é a toa que os pais são muito mais do que corujas e não deixam seu filhote sozinho em momento algum.

Gaiovotas sobrevoam ilhota no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Gaiovotas sobrevoam ilhota no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


Não é permitido o desembarque na ilha, por motivos óbvios, agora ela é propriedade privada dos puffins, um refúgio da vida selvagem. Apenas uma equipe especial tem permissão para desembarcar e fazer a manutenção do segundo maior farol do Maine. O capitão do nosso barco se desdobrou em manobras para nos colocar o mais próximo possível dos nossos pequenos amiguinhos.

Os pequenos Puffins, em ilha no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Os pequenos Puffins, em ilha no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


A próxima parada é o Golfo do Maine, região onde o avistamento de baleias tem sido mais comum nas últimas semanas. Uma hora com o motor a todo vapor rumo ao alto mar. Um nevoeiro coloca em risco o sucesso do nosso passeio, mas logo enxergamos a onda de algas e plânctons, que atraem crustáceos e formam a dieta preferida das baleias.

Avistamento de baleias no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Avistamento de baleias no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


O céu azul voltou a aparecer e a nossa primeira jubarte despontou no horizonte. Lá foi o capitão se colocar ao lado da imensa baleia, identificada pelos biólogos minutos depois como uma visitante frequente dessas águas. Na última temporada ela foi avistada com um filhote e desta vez retorna sozinha a caminho da Antártida. No total conseguimos avistar 3 jubartes diferentes, mas não tivemos a sorte de ver uma minke ou uma fin-whale, também comuns na região. O passeio vale à pena e com sorte até baleia-azul pode ser encontrada.

Baleia esguicha no mar do Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Baleia esguicha no mar do Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


A única dica para aproveitar bem o tour é tomar um café da manhã bem leve e, se é da minha turma que enjoa no mar, tomar um remédio para enjoo pelo menos 40 minutos antes de entrar no barco. Vai por mim, mais da metade dos passageiros enjoou e o resultado acaba sendo ruim tanto para quem enjoa quanto para quem presencia a cena.

Observando Puffins em ilhota no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Observando Puffins em ilhota no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


No barco de avistamento de baleias, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

No barco de avistamento de baleias, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


Quando voltamos do tour encontramos Rodrigo, ainda suado das suas trilhas no Acadia National Park. Ele estava bem feliz e faceiro, pois conseguiu unir a Precipice Trail e a Behive em uma travessia especial, passando por um lago para se refrescar.

Vista do alto da Precipice Mountain, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Vista do alto da Precipice Mountain, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


caminhando na ponte de areia formada na maré baixa, conectando Bar Harbor e a ilha em frente, em Maine, nos Estados Unidos

caminhando na ponte de areia formada na maré baixa, conectando Bar Harbor e a ilha em frente, em Maine, nos Estados Unidos


Aproveitamos e atravessamos a barra de areia que emerge na maré baixa, fazendo uma passagem natural à Bar Island, de onde temos uma bela vista do porto de Bar Harbor. O Rodrigo ainda teve coragem de entrar na água gelada e tirar o mar do litoral norte dos Estados Unidos da sua lista de pendências. A tarde foi mais tranquila, já que padrinho e sobrinha preguiçosos não toparam sair de caiaque ao redor das Porcupine Islands.

A longa ponte de areia formada na maré baixa, conectando Bar Harbor e a ilha em frente, em Maine, nos Estados Unidos

A longa ponte de areia formada na maré baixa, conectando Bar Harbor e a ilha em frente, em Maine, nos Estados Unidos


Enfrentando os 15 graus do mar em Bar Harbor, em Maine, nos Estados Unidos

Enfrentando os 15 graus do mar em Bar Harbor, em Maine, nos Estados Unidos


O final da tarde foi no centro da cidade de Bar Harbor, a mais agitada da ilha. Na primeira noite logo encontramos uma apresentação de música clássica na praça central, onde famílias e casais da melhor idade se reuniram com suas cadeiras e toalhas de piquenique para aproveitar a noite quente.

Banda se apresenta no coreto da praça de Bar Harbour, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Banda se apresenta no coreto da praça de Bar Harbour, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


As lojinhas de brinquedos e souvenirs eram o principal atrativo para nossa querida sobrinha Bebel, enquanto eu e o Rodrigo nos divertíamos mais no bar irlandês na esquina do porto, ouvindo a música celta tocada em um violino folk pela filha acompanhada do pai, um mestre das guitarras e violões.

Jantando em restaurante de Bar Harbour, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Jantando em restaurante de Bar Harbour, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


Um final de semana pode ser o suficiente para você se apaixonar pela Mount Desert Island, mas certamente não será o bastante para explorar todas as belezas naturais, trilhas e atrações que ela oferece.

Pai e filha dão show de música celta em pub irlandes em Bar Harbor, em Maine, nos Estados Unidos

Pai e filha dão show de música celta em pub irlandes em Bar Harbor, em Maine, nos Estados Unidos


Jantando em pub irlandes em Bar Harbor, em Maine, nos Estados Unidos

Jantando em pub irlandes em Bar Harbor, em Maine, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Maine, Bar Harbor, Acadia National Park, Baleia, parque nacional

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Trekking Santa Cruz

Peru, Huaraz

Início do Trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Início do Trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


O trekking pela Quebrada Santa Cruz é considerado um dos melhores e mais bonitos do mundo. Normalmente ele é feito em 4 dias de caminhada, cada dia caminhando em média 13km e o quarto dia é mais curto, com pouco mais de 5km. Nós decidimos fazê-lo em 3 dias, já que o nosso tempo é curto e precisamos chegar em Guayaquil no Equador, até o dia 09/09.

Trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


Abaixo a nossa programação:

1º DIA – Cashapampa (2.900m) a Llamacorral (3.800m) - 13km
2º DIA – Llamacorral (3.800m) a Taulipampa (4.250m) – 13km
3º DIA - Taulipampa (4.250m) – Passo Ponta Unión (4.750m) – Vaqueria – 18km

A trilha é bem marcada e pode ser feita sem guias, porém aí teríamos que carregar toda a estrutura, barraca, sacos de dormir e comida para os 3 dias ou 4 dias. Como não queríamos ter riscos de atraso, pensamos inicialmente em contratar apenas um arrieiro com uma mula. Ele cobraria em torno de 100 soles, além da alimentação e do equipamento (barraca e saco de dormir) que teria que ser alugado para ele. Teríamos também que encontrar uma solução para o transporte até o início da trilha em Cachapampa, ou táxi, mais caro, ou transporte coletivo até uma parte e uma caminhada mais longa. A outra opção era entrarmos em um grupo, termos o acompanhamento de um guia, um cozinheiro e o arrieiro carregando todo o equipamento, já incluindo os transportes. O preço foi 40 dólares por dia, por pessoa, incluindo tudo! Acabamos optando pela facilidade e agilidade e entramos no grupo da Huáscarán, formado por mais 4 pessoas, uma húngara, um alemão, uma luxemburguesa e um austríaco.

Nosso grupo almoça do lado de rio na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Nosso grupo almoça do lado de rio na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


Sem dúvida alguma foi a melhor opção! Quando chegávamos ao acampamento as barracas já estavam montadas, junto da estrutura de banheiro, tenda de cozinha e “restaurante”. Chás quentinhos, pipoca, lanches de trilha prontos, almoços saudáveis e jantares elaborados também!

Hora do almoço no trekking na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Hora do almoço no trekking na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


Na barraca, além do nosso isolante térmico, tínhamos um colchão de ar fino, mas que nos dava muito mais conforto. Uma estrutura vip, para realmente só nos preocuparmos em caminhar e aproveitar as belezas que o trekking tinha a oferecer. Além de toda a infra-estrutura, ainda tínhamos a convivência com o grupo internacional e com o nosso guia Oscar, um engenheiro agrônomo super viajado e interessantíssimo! Tibúrcio, nosso cozinheiro, estava sempre mais ocupado, preparando nossas refeições, mas sempre que tinha um tempinho gostava também de socializar e passar seus conhecimentos das montanhas e da região.

Nosso acampamento na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Nosso acampamento na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


A experiência deste trekking ficou muito mais rica, pois não se resumiu apenas em conhecer a natureza, mas também a cultura e as histórias do local, ainda com um tempero internacional especial!

Peru, Huaraz, Trekking Santa Cruz

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Caye Caulker

Belize, Caye Caulker

A belíssima e pitoresca Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

A belíssima e pitoresca Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


Em tempos de globalização é difícil encontrarmos lugares totalmente autênticos e originais. Em Belize isso não é diferente, um dos poucos países na América que possui praias paradisíacas e o inglês como língua oficial atrai centenas de europeus e americanos em busca de um paraíso tropical para a sua aposentadoria.

O belo mar que circunda San Pedro, na grande bareira de corais de Belize

O belo mar que circunda San Pedro, na grande bareira de corais de Belize


Ambergris e sua capital San Pedro, a Isla Bonita de Madona, já tiveram seus tempos de glória, hoje são um dos destinos mais turísticos, apinhados de hotéis, restaurantes, construções despropositadas, além de gringos por todos os lados. A ilha perdeu a sua calma e tranquilidade para as ruas de asfalto e um monte de concreto.

Praia em San Pedro, cheia de restaurantes, piers e lojas, em Belize

Praia em San Pedro, cheia de restaurantes, piers e lojas, em Belize


Hoje Caye Calker é o que Ambergris foi há uns 20 anos, mais relaxada, com alguns poucos expats fazendo as honras da casa em seus hotéis e guesthouses na beira da praia, sem deixar que ela perca o seu charme. As ruas de areia, os piers de madeira, o tempero local e as casinhas coloridas detrás dos coqueiros ainda guardam a alma caribenha e o ritmo descompassado de um típico paraíso tropical.

A belíssima e pitoresca Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

A belíssima e pitoresca Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


As lojas e restaurantes locais ainda são maioria e os poucos veículos que cruzam a ilha são simpáticos carrinhos de golfe. A ilha é rodeada por manguezais e praias cobertas de plantas marinhas, o que não a torna muito atrativa para banhistas.

O estreito canal de mar que divide em duas a ilha de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

O estreito canal de mar que divide em duas a ilha de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


Trânsito de carros de golfe em Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

Trânsito de carros de golfe em Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


A única praia da ilha foi formada na década de 60 pelo Furacão Hattie que cortou a ilha ao meio, criando a praia conhecida como “The Split”. É lá na Split que está o maior agito de todas as tardes, com músicas, bebidas e um belo por do sol.

O incrível pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

O incrível pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


O sol toca o mar no final de tarde em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

O sol toca o mar no final de tarde em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


Já que Caye Caulker não é uma ilha de muitas praias, o mergulho faz as vezes de anfitrião para os que são do mar. Este é o caye mais central para os mergulhos nos arrecifes e no famoso Blue Hole! Assunto e fotos suficientes para um post exclusivo, aqui.

O estreito canal de mar que divide em duas a ilha de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

O estreito canal de mar que divide em duas a ilha de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


O melhor lugar para o café da manhã é o Amor y Café, que só abre até meio-dia e tem um cardápio delicioso de frutas, iogurtes, smoothies, além dos american breakfasts preferidos pelos gringos.

O melhor café da manhã em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

O melhor café da manhã em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


Nas aventuras gastronômicas não deixem de provar os pratos naturebas com tempero local do Bambooze e o buffet de comida cubana vizinho, o único da ilha. Eles ficam o dia inteiro assando o porco em uma fogueira em frente ao restaurante e o espeto é adaptado com a direção de um carro na ponta. É claro que essa cena mereceu uma foto especial. =)

Preparando o jantar (o pobre porco) em rua de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

Preparando o jantar (o pobre porco) em rua de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


Ficamos hospedados no tranquilo Sea Beeezzzzz, pousada do simpático casal belizenho-americano, em uma casa colonial inglesa, logo depois do cemitério.

Nosso caminho do dia a dia, atravessando o cemitério em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

Nosso caminho do dia a dia, atravessando o cemitério em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


Nosso hotel em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

Nosso hotel em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


No final do dia de mergulhos nos despediríamos de Caye Caulker em um jantar com a turma de mergulhadores, mas o cansaço do dia que começou as 4h30 da manhã foi tanto que capotamos e acabamos perdendo o horário. 3 dias no paraíso, com direito à prainha, festa na Split, interação com os locais, aventuras gastronômicas e momentos para relaxar e curtir a arte del dolce far niente!

Litoral de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

Litoral de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize



Como chegar?

Nosso barco entre Corozal e San Pedro, já na grande barreira de corais de Belize

Nosso barco entre Corozal e San Pedro, já na grande barreira de corais de Belize


Barcos saem regularmente de Belize City em direção à Caye Caulker e San Pedro. Se você chegar de avião na principal cidade do país, não perca tempo, pegue um táxi para o terminal de barcos e embarque direto para o paraíso. Se você está descendo do México para Belize, a sua primeira parada será a cidade de Corazal, aí a melhor opção é pegar a lancha que sai as 7h da manhã em direção a San Pedro e lá trocar de barco para Caye Caulker. Mais de uma companhia faz este segundo trecho, o preço é igual. Subimos no barco às 10h e em 30 minutos já estávamos na ilha.

O sol nasce na baía de Corozal, em Belize

O sol nasce na baía de Corozal, em Belize

Belize, Caye Caulker, Ambergris, Cayes, ilha, San Pedro

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Mt. Shasta: a Montanha Sagrada

Estados Unidos, Califórnia, Mount Shasta

Por detrás das nuvens aparece o gigantesco Mount Shasta, com mais de 4.300 metros de altitude, na Califórnia, nos Estados Unidos

Por detrás das nuvens aparece o gigantesco Mount Shasta, com mais de 4.300 metros de altitude, na Califórnia, nos Estados Unidos


A montanha sagrada para as nações indígenas, um vórtex energético da terra, o chákra base do planeta, é por estas e outras teorias energéticas que o Mount Shasta se tornou conhecido na comunidade holística. Alguns dizem que a sua energia é um portal para outras dimensões, lá estão cidades lamurianas subterrâneas, discos voadores são avistados e encontros com seres fantásticos são relatados.

Delicadeza da neve nas folhas de Outono, em parque municipal em Mount Shasta, na Califórnia, nos Estados Unidos

Delicadeza da neve nas folhas de Outono, em parque municipal em Mount Shasta, na Califórnia, nos Estados Unidos


Impressão digital de um anjo, em Mount Shasta, na Califórnia, nos Estados Unidos

Impressão digital de um anjo, em Mount Shasta, na Califórnia, nos Estados Unidos


Poucos ouviram falar, mas os que conhecem sabem que esta montanha possui algo de especial. Pessoas que são atraídas por ela sem um motivo claro, e então relatam todos os tipos de experiências extrasensoriais. A nossa chegada até o Mount Shasta também não foi das mais normais. Quando faço um roteiro, normalmente estou procurando pelos parques nacionais e antes de incluí-los no cronograma, leio, faço uma breve pesquisa para definir a rota.

Desde pequenas, as árvores precisam aprender a conviver com a neve em Mount Shasta, na Califórnia, nos Estados Unidos

Desde pequenas, as árvores precisam aprender a conviver com a neve em Mount Shasta, na Califórnia, nos Estados Unidos


Fizemos um desvio razoável para chegarmos até aqui e quando chegamos o Rodrigo me perguntava, mas porque o Mount Shasta? Onde você leu sobre ele? Quem te indicou? E eu tinha certeza que estava indicado no Lonely Planet e visto no nosso mapa de estradas e parques nacionais. Lá perto, porém, descobri que o parque na realidade é uma floresta nacional, como várias que já ignoramos no roteiro. Buscando informações no Lonely Planet, não encontrei o que eu havia lido, apenas uma citação rápida. Fato foi que chegamos à montanha e logo fomos surpreendidos não apenas por sua beleza e tamanho, mas pela energia especial que existe no lugar.

Inventando uma trilha pela neve da floresta do Mount Shasta, na Califórnia, nos Estados Unidos

Inventando uma trilha pela neve da floresta do Mount Shasta, na Califórnia, nos Estados Unidos


Por detrás das nuvens aparece o gigantesco Mount Shasta, com mais de 4.300 metros de altitude, na Califórnia, nos Estados Unidos

Por detrás das nuvens aparece o gigantesco Mount Shasta, com mais de 4.300 metros de altitude, na Califórnia, nos Estados Unidos


O Mount Shasta (4.322m) é um dos mais altos estratovulcões do mundo e o segundo vulcão mais alto da Cascade Range, atrás apenas do Mount Rainier. Ele está protegido pela Shasta-Trinity National Forest, formadas no início do século XX. Durante os anos de 1945 e 1948 o Mount Shasta e o Shasta Lake formavam o Mount Shasta National Park, que depois foi englobada pelo sistema de Florestas Nacionais.

Trilha ao pés do Mount Shasta, na Califórnia, nos Estados Unidos

Trilha ao pés do Mount Shasta, na Califórnia, nos Estados Unidos


Passeio pela floresta nevada do Mount Shasta, na Califórnia, nos Estados Unidos

Passeio pela floresta nevada do Mount Shasta, na Califórnia, nos Estados Unidos


Após o encontro com os aventureiros da Lost World Expedition, nós pegamos estrada em direção a Shasta City. Eu conhecia o roteiro no mapa, mas nem imaginava como seria a paisagem do caminho. A estrada sinuosa cruza todo o Gold Country, região onde foi descoberto ouro nos idos de 1848. Foi a descoberta deste ouro que acelerou a colonização e o desenvolvimento da costa oste. A Gold Rush não apenas fundou o 31° estado americano, ela movimentou o mundo, criando rotas de imigração entre a América e Ásia, caminhos alternativos para a travessia ao oeste pela América Central e inclusive acendeu a discussão da abertura do Canal do Panamá. Difícil acreditar que foi nesta pacata região onde tudo começou! Montanhas e mais montanhas cobertas por carvalhos e uma vegetação rasteira, não mais as coníferas que já estamos tão acostumados.


Roteiro entre Arcata, Mount Shasta e Lassen Volcanic

Cruzando a Sierra Nevada em direção à mount Shasta, na Califórnia, nos Estados Unidos

Cruzando a Sierra Nevada em direção à mount Shasta, na Califórnia, nos Estados Unidos


Pegamos a 299 pensando que seria uma estrada grande e movimentada. não abastecemos o carro antes de sair de Arcata e Eureka e quase ficamos sem combustível no caminho! Com menos de 20km de alcance na marca da Fiona, desviamos para uma pequena vila que salvou o nosso dia. Chegamos à Shasta City já era noite e estava nevando, jantamos em um restaurante bem simpático em frente ao Alpine Inn.

Aqui nasce o rio Sacramento, em Mount Shasta, na Califórnia, nos Estados Unidos

Aqui nasce o rio Sacramento, em Mount Shasta, na Califórnia, nos Estados Unidos


Na manhã seguinte fomos até o Sacramendo Headwaters Park, o principal parque da cidade que protege a cabeceira do Rio Sacramento. As águas puríssimas são orgulho dos habitantes da cidade, que enchem seus galões de água em um dos únicos rios de toda a nação em que se pode beber água direto da fonte, energizada pela montanha.

As águas puras que saem de antigos túneis de lava e dão início ao rio Sacramento, em Mount Shasta, na Califórnia, nos Estados Unidos

As águas puras que saem de antigos túneis de lava e dão início ao rio Sacramento, em Mount Shasta, na Califórnia, nos Estados Unidos


O dia estava prometendo melhorar e esperançosos seguimos para o alto da montanha que ainda parecia encoberta. Como montanha sagrada, o Mount Shasta é um local de energização e oração para pessoas de todas as crenças e atrai mestres e gurus de todo o mundo. É comum encontrar grandes símbolos desenhados na base da montanha e grupos reunidos para orações e rituais. Nós chegamos e logo encontramos um casal, ela cubana e ele americano. Ela apaixonada pelo Brasil, falava português e adorou encontrar brasileiros por ali! Espiritualista não hesitou em me contar suas conexões espirituais da umbanda e outras vidas, incomum para a maioria das pessoas, mas não para mim, que compartilho da mesma crença. Como ela soube/sentiu isso tão rápido? Emocionada com o nosso encontro em um local tão especial, ela foi a primeira pessoa a nos ensinar sobre a magia e a energia desta montanha.

Caminhando pela floresta nevada do Mount Shasta, na Califórnia, nos Estados Unidos

Caminhando pela floresta nevada do Mount Shasta, na Califórnia, nos Estados Unidos


Voltei ao carro, vesti todas as camadas de roupa possíveis para enfrentar os -5°C e munidos de botas, luvas e gorros nos embrenhamos na natureza selvagem do Mount Shasta, que coberto de neve, fazia todos os caminhos parecerem possíveis. Atentos, esperamos pela janela entre as nuvens e finalmente conseguimos avistar toda a montanha, linda e majestosa. Realmente eu não sei como, mas eu sei por que viemos parar aqui. Mesmo o Rodrigo, que é super racional e cientificista, não pôde resistir aos encantos e à energia do Mt Shasta e no final agradeceu ao meu sexto sentido que nos trouxe até aqui.

A neve cai durante passeio pela floresta gelada do Mount Shasta, na Califórnia, nos Estados Unidos

A neve cai durante passeio pela floresta gelada do Mount Shasta, na Califórnia, nos Estados Unidos


Fiz as minhas orações e meditações e nos despedimos da montanha em direção ao seu vizinho mais a oeste, o Lassen Volcanic National Park. Este sim, um dos mais antigos parques nacionais dos Estados Unidos, em 2016 completará o seu centenário. Sua última erupção foi em 1915 e dados apontam que ele deve ser o próximo vulcão a entrar em erupção aqui nos Estados Unidos continentais. Viajamos de Shasta pela CA-89 com neve e gelo ao lado da pista. Chegando a menos de 20km do parque tivemos a confirmação que o parque estava fechado para a temporada de inverno. Entre dezembro e abril alguns tours de cross country são guiados pelos park rangers no parque nevado. Infelizmente não conseguimos nem ver a montanha de longe, tamanho o mau tempo e a neve que estava prevista para a região. Assim, acabamos resolvendo seguir direto para Susanville, a maior cidade no caminho para o nosso próximo destino, o Lake Tahoe.

Caminhando pela floresta nevada do Mount Shasta, na Califórnia, nos Estados Unidos

Caminhando pela floresta nevada do Mount Shasta, na Califórnia, nos Estados Unidos


A Fiona está cada vez mais craque para rodar na neve! (na região do Mount Shasta, na Califórnia, nos Estados Unidos)

A Fiona está cada vez mais craque para rodar na neve! (na região do Mount Shasta, na Califórnia, nos Estados Unidos)

Estados Unidos, Califórnia, Mount Shasta, Espiritualidade, Gold Country, Lassen Volcanic National Park, Shasta City, Susanville

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Cidade grande!

Brasil, Minas Gerais, Belo Horizonte

Amo viajar pelo interior, conhecer os arraiais, as vilazinhas, conhecer a cultura e diferentes estilos de vida. Confesso, porém que estava morrendo de saudades da cidade grande!

Alameda das Palmeiras Imperiais, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte - MG

Alameda das Palmeiras Imperiais, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte - MG


Eu ainda não conhecia Belo Horizonte, ou o fazendão, como brincam aqui em Minas. É uma cidade linda, rodeada de montanhas, com muitas praças, parques, museus, barzinhos, enfim, infra-estrutura de cidade grande, mas com um charme especial. Nós ficamos hospedados na Savassi, bairro equivalente ao Batel em Curitiba. Por que é “A” Savassi e não “O” não me perguntem, para mim ainda é uma incógnita, só no último dia foi que meu cérebro registrou que é A (bairro) Savassi. Tínhamos sido gentilmente convidados a ficar na casa da Karina, Irma do Dudu e cunhada da Nana, que conhecemos em Diamantina. Ficamos totalmente sem graça de chegar lá e despejar os 100kg de pó e terra que a Fiona carregava dentro dela. Ninguém merece uma coisa dessas.

Placa informativa na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte - MG

Placa informativa na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte - MG


Segunda-feira foi o dia dos afazeres “domésticos” e de organização da bagunça. Enquanto eu levei a roupa para lavar e fui encontrando no caminho quase tudo o que eu precisava de acessórios básicos, o Rodrigo foi para a Toyota levar a Fiona para a sua revisão dos 10mil km. Almoçamos em um natureba delicioso e fomos conhecer a Praça da Liberdade e Mercado Municipal. A Praça da Liberdade tem no seu entorno o Palácio da Liberdade, antiga sede do Governo do Estado. Restaurada em 1994, a praça é uma ilha de tranqüilidade no meio de tantos prédios. Ali perto fica também o Espaço Cultural TIM-UFMG, que estamos loucos para conhecer, porém hoje estava fechado. Seguimos para o Parque e Mercado Municipal no centro. O parque estava fechado, segunda não é um bom dia para turistas em cidade grande. Dali andamos até o mercadão, descendo a Av. Augusto de Lima, entre a Rua São Paulo e Rio de Janeiro o o empacou e não saiu enquanto não conseguiu falar com sua mãe. Ele tinha uma memória antiga, dos tempos de criança, que seria ali, naquela quadra, o primeiro apartamento que seus pais viveram em BH, e não é que ele estava certo?

Mercado Municipal de Belo Horizonte - MG

Mercado Municipal de Belo Horizonte - MG


No mercadão rodamos, compramos uns beliscos e aproveitamos para provar o chopp artesanal feito na Serra do Curral. Queijos, nem pensar! Se começarmos a comprar vai ser difícil parar.

Boteco tradicional no Mercado Municipal de Belo Horizonte - MG

Boteco tradicional no Mercado Municipal de Belo Horizonte - MG


Ahhh, a cidade grande, mesmo que seja um fazendão, também faz falta!

Brasil, Minas Gerais, Belo Horizonte,

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Red Rocks e Death Valley

Estados Unidos, Califórnia, Death Valley, Mojave

Solo desértico do Death Valley National Park, na Califórinia - EUA. É o lugar mais seco do país.

Solo desértico do Death Valley National Park, na Califórinia - EUA. É o lugar mais seco do país.


Imensas paredes de arenito formam o Red Rock State Park, cruzado pela rodovia 14, no nosso caminho para o Death Valley. O tom avermelhado é resultado da oxidação do ferro encontrado na composição do solo da região.

Chegando ao Red Rock Canyon State Park, perto de Mojave, na Califórinia - EUA

Chegando ao Red Rock Canyon State Park, perto de Mojave, na Califórinia - EUA


A erosão feita pela água e pelo vento transformou o paredão que um dia já esteve no fundo do mar em uma verdadeira catedral. A belíssima formação rochosa foi um convite a conhecermos um pouco mais do parque, do outro lado da estrada.

Enormes colunas de pedra no Red Rock Canyon State Park, perto de Mojave, na Califórinia - EUA

Enormes colunas de pedra no Red Rock Canyon State Park, perto de Mojave, na Califórinia - EUA


O guarda-parque que estava distante logo veio falar conosco curioso com a Fiona e nos deu a dica de uma trilha rápida para vermos o parque mais de perto. O vento ainda estava forte, mas as paisagens sensacionais fazem os 3 km de caminhada valerem à pena!

Explorando o Red Rock Canyon State Park, perto de Mojave, na Califórinia - EUA

Explorando o Red Rock Canyon State Park, perto de Mojave, na Califórinia - EUA


Chegamos ao Death Valley pela Panamint Springs, passando pela Father Crowley Vista e fomos seriamente impactados pela grandiosidade do lugar. É sério, a primeira imagem que tivemos do famoso Death Valley, sobre o Rainbow Canyon foi simplesmente inacreditável!

Chegando ao Death Valley National Park, na Califórinia - EUA

Chegando ao Death Valley National Park, na Califórinia - EUA


Fizemos um almoço rápido na Panamint Springs onde começamos a entender como funcionam as coisas por aqui. Já faz mais de um mês que todos os quartos nas vilas dentro do Death Valley estão lotados, a opção é dirigir mais 85 km e dormir em Beaty, cidade mais próxima do parque, ou entrar na dança e acampar em algum dos RV Parks e Campings do Parque Nacional.

Acampamento de traillers no Death Valley National Park, na Califórinia - EUA

Acampamento de traillers no Death Valley National Park, na Califórinia - EUA


No caminho cruzamos o vale acompanhando de longe uma pequena tempestade de areia que lutava para atravessar a cadeia de montanhas.

Nuvem de areia no Death Valley National Park, na Califórinia - EUA

Nuvem de areia no Death Valley National Park, na Califórinia - EUA


Nossa próxima parada foi no Stovepipe Wells Village, onde confirmamos a lotação na pousada, garantimos um lugar no camping, compramos alguns víveres, sanduíche de pão integral 9 grãos com roastbife, uma cervejinha, suco, água e um passe que nos dá direito ao uso da piscina (gelada) e o chuveiro (quente) até as 11pm. É insano pensar esta estrutura turística existe e está em funcionamento desde 1920, quando a corrida pelo ouro na costa oeste americana entra em decadência e as estruturas construídas na região começam a redirecionar as atividades.

Solo desértico do Death Valley National Park, na Califórinia - EUA. É o lugar mais seco do país.

Solo desértico do Death Valley National Park, na Califórinia - EUA. É o lugar mais seco do país.


Prontos para passar a nossa primeira noite na Fiona, aproveitamos os últimos raios de sol para conhecer as Mesquite Dunes. A própria imagem do deserto, as Mesquite Dunes estão a apenas 5 minutos de carro do Stovepipe Wells.

Belíssimo luar sobre as dunas de 'Mesquite Dunes', no Death Valley National Park, na Califórinia - EUA

Belíssimo luar sobre as dunas de "Mesquite Dunes", no Death Valley National Park, na Califórinia - EUA


Vistas do alto parecem um pequeno amontoado de areias, mas começamos a caminhar e nos perdemos entre as dunas, enquanto o sol é substituído pela lua cheia. Na noite clara e iluminada, os ventos mais brandos e quentes nos deram as boas vindas aos viajantes no Death Valley.

Caminhada noturna no campo de dunas 'Mesquite Dunes', no Death Valley National Park, na Califórinia - EUA

Caminhada noturna no campo de dunas "Mesquite Dunes", no Death Valley National Park, na Califórinia - EUA


Por um segundo olhamos ao redor e relembramos da nossa passagem pelos Lençóis Maranhenses, Galos e Galinhos , no Rio Grande do Norte, Valle de La Luna no Atacama ou até mesmo das gigantes de Huacachina no Perú, noites mágicas dessa jornada através das Américas.

Com Júpiter e Vênus sobre uma das dunas de 'Mesquite Dunes', no Death Valley National Park, na Califórinia - EUA

Com Júpiter e Vênus sobre uma das dunas de "Mesquite Dunes", no Death Valley National Park, na Califórinia - EUA

Estados Unidos, Califórnia, Death Valley, Mojave, deserto, Dunas, Road Trip, Stove Pipe Wells

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