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Edson (11/02)
Linda viagem, parabéns. A viagem que vocês estão fazendo esta servindo...
mabel (08/02)
Também gosto muito de história, mas confesso nunca ter lido nada sobre ...
MARCELO HOLANDA (08/02)
Bebel (08/02)
Q lindas as fotos, deve ter sido incrivel! Saudadessssss! Beijos Bebel...
Gil (07/02)
Olá... Amei as fotos... Já estive no Parque Estadual do Terra Ronca e ...
Enttrando na belíssima Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas
Nós, do conforto do nosso apartamento nas grandes cidades, imaginamos a Floresta Amazônica uma coisa homogênea, árvores imensas circundadas por rios caudalosos. Sabemos que o Amazonas nasce no Andes (quando sabemos!) e que ele termina no Oceano Atlântico em um tal fenômeno da pororoca onde uns surfistas doidos gostam de surfar. Ah, sabemos também que a Floresta Amazônica é o pulmão do mundo, que os americanos a colocaram no mapa “do mundo” e não no “do Brasil” e que querem cometer o absurdo de inundar uma grande porção dela para fazer uma usina hidrelétrica, a tal Belo Monte. A Amazônia, em linhas gerais, é mais ou menos isso, não é mesmo?
Sobrevoando o gigantesco rio Solimões na região de Tefé, no Amazonas
Errado. A começar pela primeira afirmação, sim a Amazônia tem árvores imensas na terra firme, mas ela é formada por um conjunto de diferentes ecossistemas onde se encontram áreas de mata mais baixa, florestas inundadas, etc. Os rios caudalosos estão lá e são as estradas desta região tão distante, onde construir qualquer rodovia seria quase uma insanidade. Ao invés disso montar um sistema de ferries eficientes e modernos seria a melhor opção, mas é claro que não deve haver interesse político para tal.
Movimento de voadeiras em Tefé, no Amazonas
Cientistas dizem que o nosso “pulmão do mundo” é uma floresta autossuficiente, ela produz a quantidade de oxigênio que consome, na realidade o seu grande pulmão não está nas árvores, mas sim nas algas e plânctons que vivem em seu enorme sistema fluvial. Os americanos estão lá sim, turistas e pesquisadores, trabalhando, pesquisando e fomentando iniciativas sustentáveis para proteção da nossa floresta. Prefiro acreditar que só estes estão por lá, mas é sempre bom ficar de olho.
Uma gigantesca Samaúma, na região de Tefé, no Amazonas
Ah! E a Belo Monte pode ser um mal necessário, a começar pelas próprias populações que vivem ao seu redor e querem uma geladeira para poder conservar a comida que trazem da vila próxima a 3 dias de barco dali. Não sou a favor, mas sim, quando vamos e conhecemos de perto a realidade deste povo vemos que não existe o certo e o errado, não existe a situação ideal, não existem verdades absolutas.
Menina se diverte em canoa durante nossa visita à comunidade localizada na Reserva de Mamirauá, perto de Tefé, no Amazonas
Entrando de canoa na floresta alagada, na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas
Várzea é o nome dado à área de floresta alagada na região do Rio Solimões. Ela vive dois períodos muito distintos, totalmente inundada na época de chuvas e seca no restante do ano. Estes dois extremos criaram fauna e flora muito específicas, espécies endêmicas se adaptaram ao regime de inundações, que nos picos pode chegar a ter de 10 a 12 metros de variação todos os anos.
Entrando de canoa na floresta alagada, na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas
A Amazônia tem vários biomas, a terra firme, a floresta de várzea, que no Rio Negro costumam chamar de floresta de igapó, que tem como principal característica o fato de ser inundada durante todo o período de chuvas, de Outubro a Março. Os homens nas comunidades ribeirinhas, macacos, lontras, onças, aranhas, besouros e todos os seres vivos que habitam a várzea tiveram que se adaptar e sabem viver meses em terra seca e meses sobre as árvores, nadando, caçando, se alimentando e se locomovendo na água.
A floresta alagada na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas
Visita à comunidade ribeirinha na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas
Sempre ouvimos dizer que na Amazônia as estradas são os rios, mas dificilmente imaginamos que assim as ruas são seus afluentes menores, os canos e igapós. Os animais se adaptaram a viver entre as copas das árvores e as águas da floresta alagada na Amazônia, mas e o homem? Quando chegamos é impossível passar por estas comunidades e não se perguntar, como eles vivem tão isolados? Como vieram parar aqui? Como conseguem sobreviver?
Arquitetura típica de uma das comunidades ribeirinhas na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas
Os ribeirinhos chegaram em diferentes levas em busca de uma oportunidade nos seringais amazônicos. Os ciclos de ocupação destas margens acompanham os ciclos da borracha, no seu auge e no seu declínio. A maioria dos ribeirinhos é originária dos estados vizinhos nordestinos, principalmente Maranhão e Ceará, povo reconhecido por desbravar e ter a coragem de enfrentar adversidades em novas fronteiras.
Visita à comunidade ribeirinha na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas
Desde a Guiana Francesa, Suriname e os confins de Roraima temos encontrado esta mesma característica nos imigrantes da mineração, construções e atividades correlatas. A sobrevivência na floresta os ensinou sobre o ciclo da vida, dos peixes, da madeira e dos frutos, mas em um ambiente tão rico quanto a floresta amazônica a sensação de que este é um bem infindável não é de toda errada. Mas como a chegada deste novo animal impactou a floresta? A caça e a extração de madeira, a pesca no período da piracema e a produção de lixo mudaram a dinâmica natural da floresta.
Família se diverte durante nossa visita à comunidade localizada na Reserva de Mamirauá, perto de Tefé, no Amazonas
Somos parte integrante da natureza, não estamos isolados dela.
Garoto nos observa durante visita a uma das comunidades ribeirinhas na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas
Nosso guia nos mostra crânios de jacaré durante visita à comunidade localizada na Reserva de Mamirauá, perto de Tefé, no Amazonas
A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá nasceu do sonho e do árduo trabalho do biólogo paraense Marcio Ayres. Com a sua paixão pelos primatas e a visão sistêmica da biota amazônica, pensando no homem como parte integrante deste ambiente, Márcio idealizou a convivência harmônica do ser humano neste meio natural e concebeu um modelo de participação comunitária em uma reserva sustentável no coração da Amazônia.
Um dos habitantes locais nos recebe na escola de uma das comunidades ribeirinhas na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas
A reserva está localizada entre os rios Solimões, Japurá e Auati-Paraná e protege 1.124.000 hectares da mata de várzea amazônica. A várzea representa 4% da Amazônia Brasileira e a Reserva do Mamirauá é a maior área de proteção deste ecossistema, não apenas no Brasil, mas no mundo.
Apresentação sobre a Reserva do Mamirauá (na Pousada Uacari, perto de Tefé, no Amazonas)
Hoje o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá desenvolve atividades por meio de projetos de pesquisa, manejo ambiental e de assessoria técnica dentro da Reserva Mamirauá e Amanã, ajudando o Governo do Estado do Amazonas na gestão destas reservas.
Palestra sobre a região amazônica, na Pousada Uacari, na Reserva do Mamirauá, egião de Tefé, no Amazonas
Basicamente eles construíram um cenário onde a interação equilibrada do homem e da natureza se tornam possíveis. A extração de madeira e a pesca fazem parte da vida na floresta amazônica, porém hoje com planos de manejo, determinando os períodos de procriação ou as árvores que já atingiram maturidade para serem retiradas dentro de determinada área. Além disso trazem programas de infraestrutura básica como novas caixas de água tratada, luz solar e geradores de energia, educação a distância para as escolas, agricultura comunitária, pecuária e até o turismo como uma fonte de renda alternativa.
Um pequeno curral flutuante, que funciona durante a cheia do rio, em comunidade localizada na Reserva de Mamirauá, perto de Tefé, no Amazonas
Se você já está curioso com tudo o que eu contei aí acima e quer saber como fazemos para visitar e conhecer este paraíso amazônico, aí vai a resposta.
Chegando à Pousada Uacari, nossa casa pelos próximos 5 dias na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas
A Pousada Flutuante Uacari está localizada dentro da Reserva Mamirauá e recebe turistas de todo o mundo curiosos não apenas com a flora e a fauna amazônica, mas também com o modelo de sustentabilidade aplicado pela reserva.
Guia nos dá explicações durante passeio de canoa motorizada pela Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas
A pousada é administrada pelos próprios moradores das comunidades, gerente e todos os seus funcionários habitam a reserva e dividem seus conhecimentos e talentos com os turistas trabalhando como guias, cozinheiros, camareiros, todos responsáveis por este negócio comunitário. Além dos salários ajudarem as respectivas famílias, o lucro da pousada é dividido pelas comunidades, que decidem como aplica-la em melhoramentos na infraestrutura das vilas.
A bela Pousada Uacari, em plena Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas
A pousada é rústica, mas possui uma boa infraestrutura, as cabanas são espaçosas, possuem chuveiro com aquecimento solar e sua própria varanda de frente para o rio e a floresta. Durante boa parte do ano a pousada ainda conta com uma piscina natural, uma área reservada por uma estrutura de redes flutua ao lado da pousada na lagoa onde está localizada. Quando nós estivemos lá a piscina estava desmontada pois a correnteza estava muito forte e muitas plantas ficavam presas nela, portanto banho era proibido, já que os jacarés são companhias certas sob os flutuantes da pousada.
Nosso quarto na Pousada Uacari, na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas
Como lá estamos isolados, as diárias incluem todas as refeições, deliciosos cafés da manhã, almoços e jantares com pratos, sucos e frutas tipicamente amazônicas. O tambaqui assado, a peixada de surubim e as sobremesas como os pavês de mandioca e graviola são imbatíveis!
Um saboroso almoço na Pousada Uacari, na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas
Ao longe, o macaco Uacari, símbolo da Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas
Então estamos hospedados em uma pousada flutuante no coração da Amazônia, com todas as mordomias rústicas possíveis e o melhor, uma floresta inteira para explorarmos. Conhecer as imensas samaúmas, aningas, paracuubas, catorés e sapucaias, ver as mungubas virando algodão e buscando o matamatá para ver se encontramos um dos mais raros primatas que vive nesta região, o Uacari-Branco.
Pintura do macaco Uacari, símbolo da Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas
Uacari foi o motivo primeiro da vinda de Marcio Ayres para cá. Um macaco de pelos claros, loiros quase brancos e de cara vermelha que o primatólogo viu pela primeira vez em um zoológico na Inglaterra! Indignado, foi pesquisá-lo e acabou desenvolvendo sua tese de doutorado sobre este animal. Marcio passou dias, meses, anos! enfiado em uma canoa, observando e estudando os uacaris que hoje dão nome à pousada e são estrelas principais das nossas buscas pela selva.
Encontro com macacos na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas
Encontro com jacaré em rio em frente à Pousada Uacari, na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas
Enquanto não o encontramos, macacos de cheiro comum e da cabeça preta, prego e o guariba (bugio gritador), animam a nossa empreitada. Com sorte ainda podemos encontrar preguiças, porcos-espinho e até um tamanduá-mirim sobre o tronco das árvores. O sonho de todos seria mesmo encontrar a majestosa onça pintada deitada preguiçosamente em um apuí de onça, mas esta sim é chance rara, quase impossível, segundo os pesquisadores da reserva.
Macaco salta sobre nós durante passeio de canoa na floresta alagada na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas
Nos canos, braços principais do Rio Japurá, seguimos na nossa voadeira buscando sinais de toda a vida que se esconde nesta imensidão verde. Nos ares e nos galhos das árvores vemos tucanos, pica-paus, o gavião preto e o gavião panema, socó boi, socó onça, o jaçanã e até um alencorne. Nas águas os botos vermelhos (ou cor-de-rosa) fazem a festa, ao lado dos jacarés e piranhas, estas mais facilmente vistas em uma pescaria esportiva. O que mais você pode esperar de uma aventura amazônica?
São inúmeras as espécies de pássaros que vivem na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas
Antiga pousada em Talkeetna, no Alaska, há mais de 60 anos recebendo alpinistas
Talkeetna entrou no meu imaginário do Alasca quando escutei pela primeira vez as histórias de montanhista do nosso primo Haroldo. Eu sempre imaginei uma cena bem bucólica de uma cidadezinha em meio a uma vasta planície despida de árvores e toda branca, salpicada de preto apenas pela linha de trem e algumas casas espalhadas. Ao fundo, o imenso Denali.
A primeira visão do Denali, a mais alta montanha da América do Norte, no Denali National Park, no Alaska
No meu mundo, durante o verão a pacata e distante cidade é invadida por aventurosos montanhistas, raros turistas curiosos e nos céus apenas aviõezinhos rodando ao redor da montanha. No inverno ela parece uma cidade fantasma. Se pudéssemos sentar do lado de fora e assistir o dia de Talkeetna ele poderia ser resumido como: curto, branco e gelado. Apenas algumas mulheres corajosas andariam de uma casa a outra para trocar pães e bolos, tomar um café com suas vizinhas e logo retornariam às suas casas.
Muita neve no Atigun Pass, ponto mais alto da Dalton Highway, com 1450 metros, na Brooks range, no norte do Alaska
Muito bem, chegamos à Talkeetna e hoje poderemos confrontar nosso imaginário com as cenas reais. A planície parece estar lá, entrecortada não por um, mas por três rios, o Susitna, o Chulitna e o Talkeetna que se encontram em algum lugar atrás das altas árvores amareladas. O branco só deve aparecer no inverno, afinal, como já descobrimos, nem todo o Alasca é coberto por neve o ano todo. O gelado, bem, o gelado continua aqui e só tende a piorar. Chegamos no começo da noite e a chuva caía sem cessar.
Até aqui do alto ela é bem verdinha
Também encontramos o trilho de trem, ele não está esteticamente localizado como nos meus sonhos, mas continua indo e vindo, trazendo turistas e moradores diariamente no verão e apenas uma vez por mês no inverno. Alguns moradores assumem a vida dupla, não podem viver em um ambiente tão gelado. Passam os meses de verão aqui e no inverno se mudam para algum lugar com sol, luz, sombra e água fresca. Hawaii, Flórida, Costa Rica, Panamá são alguns dos refúgios de verão preferido dos alascans. A temporada está no fim e os que ficam começam a se preparar para o frio. Terminar a colheita das frutas e legumes que ainda estão na horta, completar o estoque de madeira, que irá mantê-los aquecidos por todo o inverno, consertar quaisquer problemas nos encanamentos e telhados para que a casa aguente firme às nevascas, além de fazer um bom estoque de mercadorias, pois no inverno a maioria das lojas fecha e apenas alguns mercados se desdobram para se manter abastecidos.
O famoso trem da região de Talkeetna, no Alaska
Eu converso com alguns locais e tento saber qual é o dia-a-dia deles no inverno e ao invés das vizinhas correndo de uma casa à outra para trocar bolos, o que descubro é um mundo totalmente diferente. Os mais jovens e dispostos preparam os seus cachorros para fazer longas viagens em dog sledge, acampamentos no gelo, cross countries (aquele esporte em que usam umas raquetes de tênis nos pés) e nas montanhas vão esquiar e fazer snowboard. A caça é outro esporte amplamente praticado por jovens e anciãos, este tanto no verão, quanto no inverno. Aos poucos vamos nos acostumando com este conceito. A caça vem da cultura dos primeiros povos que habitam esta terra e foi transmitida aos colonizadores que aqui chegaram. Eles caçam alces, caribous e elks para o consumo da família e da comunidade e tentam aproveitar ao máximo tudo que vem do animal. A caça é regulada pelo estado e a venda da carne de caça é proibida por lei.
Muitos bares e cafés em Talkeetna, no Alaska
No verão a pequena cidade é mesmo invadida por centenas de montanhistas de vários cantos do mundo, todos com um único objetivo, chegar ao topo do Denali. Apenas 50% deles realmente conseguem. Dos trens, milhares de turistas transbordam aos borbotões e lotam os resorts, hotéis, restaurantes, lojinhas e as ruas da cidade histórica. Se tivéssemos aqui duas semanas antes, encontraríamos mais de 2 mil pessoas transitando pela rua principal. Hoje, ainda com chuva, encontramos alguns gatos pingados, lojas fechadas e avisos de encerramentos de atividades. Assim pudemos conhecer melhor a real Talkeetna, feita por gente comum, seus moradores e trabalhadores que ficarão aqui até a próxima temporada.
Cervejaria em Talkeetna, no Alaska
A cidade nasceu durante a corrida pelo ouro, quando mineiros prospectavam o Rio Susitna nos idos de 1896. Em 1915 ela se tornou base para um barco a vapor que trazia suprimentos aos mineradores e teve um boom demográfico quando entrou na rota da ferrovia que ligaria Seward a Fairbanks. Durante a construção da ferrovia em 1916 a cidade chegou a ter 1000 habitantes, mas em 1918 uma epidemia de gripe devastou boa parte da população e outra parte foi embora assim que concluiu o serviço, em 1923.
A mais antiga casa de Talkeetna, no Alaska
A cidade sobreviveu como base para caçadores, vendedores de pele, mineiros e alguns moradores que já pertenciam a este lugar. Podemos encontrar algumas pistas desta história caminhando pela cidade em menos de meia-hora. Passamos pela casa de um antigo trapper, o lugar da primeira high school e outros pontos históricos relevantes. O Talkeetna Museum e a Range Station também oferecem palestras e informações sobre a história da região, do montanhismo e sobre a montanha.
Relaxando e aproveitando a vida em Talkeetna, no Alaska
À noite percorremos os bares da cidade, procurando descobrir qual seria o bar onde o Haroldo comemorou sua conquista do Denali. Provamos a deliciosa sopa de queijo com cerveja na Denali Brewing Co. e fechamos a noite no bar mais roots da cidade, praticamente dentro do nosso motel, onde todos os boêmios da cidade terminam a sua noite, em volta do balcão ou da mesa de sinuca.
Um dos bares de Talkeetna, no Alaska, já bem tranquilo depois da temporada
É, parece que agora já posso dizer que conheci a lendária Talkeetna. Mas eu ainda fiquei com um estranho sentimento que faltou alguma coisa. Talvez o branco... não sei... Ou foram muitas árvores, muita chuva e poucos montanhistas, algo ainda me instiga. Quem sabe ainda voltarei.
Entrada da FruttiHall, em Petrolina - PE
Petrolina, cidade pernambucana que faz divisa com Juazeiro, na Bahia. Quem as divide? O nosso velho amigo rio São Francisco! Aqui ele chega caudaloso, verdinho, diferente de quando o vimos em Januária – MG e ainda mais diferente ainda do olho d´água chamado de “Nascente do Rio São Francisco”, que vimos na Serra da Canastra.
O rio São Francisco, com Juazeiro ao fundo, visto do apartamento da Iolanda, em Petrolina - PE
O Rio São Francisco aqui neste trecho é navegável e é o responsável pela prosperidade da região. A Família Coelho domina a política na região e foi um deles, Nilo Coelho, que começou a transformar esta região. Há 28 anos, ele começou o Projeto de irrigação das terras do vale com o objetivo de disseminar a fruticultura no Vale do Rio São Francisco. A partir daí tudo começou a girar, a cidade de Petrolina que possuía 60 mil habitantes, hoje possui quase 400mil e é um dos maiores pólos exportadores de frutas do Brasil.
Planta com abacaxis decorativos, na Fazenda Fruem Petrolina - PE
Não tinha melhor forma de vermos tudo isso do que na prática e foi aí que entram o Enio e a Dona Iolanda. Há 10 anos conheci o Enio através do meu amigo Dudu, hoje meu cunhado e pai de Luiza. O Enio sempre foi um cara empreendedor e na época estava fazendo o seu TCC do curso de Administração em Curitiba justamente sobre uma fazenda modelo para o cultivo de uvas no Vale do Rio São Francisco. Ele não só foi aprovado no curso, como colocou todo o seu projeto em prática!
Parreiral da FruttiHall, em Petrolina - PE
Há 7 anos Iolanda se mudou para Petrolina com o objetivo de gerenciar a fazenda e aprender tudo sobre uva! A qualidade escolhida para o cultivo inicialmente foi a Thompson, uva sem semente com alto valor agregado para o mercado internacional, uva para exportação. Irrigaram o terreno, prepararam toda a estrutura e começaram o plantio. Hoje a Fruttihall recebeu prêmios nacionais e internacionais de qualidade. Em 2009 no prêmio promovido pelo Sebrae, Ione recebeu o prêmio e teve o prazer de entregar as suas uvas ao presidente Lula!
Últimos cachos de uva da temporada, na fazenda FruttiHall, em Petrolina - PE
Há tempos eu prometia ao Enio que viríamos conhecer a fazenda dele e hoje eu cumpri a promessa, orgulhosa e emocionada de ver o Projeto de TCC pronto e tão bem sucedido! Iolanda nos apresentou toda a fazenda, explicou todo o processo de plantio e produção da uva, desde o enxerto feito no cavalo, planta forte e resistente. Até as podas, irrigação, fertilização da terra arenosa da caatinga que faz um parreiral produzir mais de 300 toneladas de uva por ano! Ah! E tudo isso não seria possível se não fossem os olhos atentos de Gandhi, boxer que cuida de todo o trabalho, verificando as mangueiras de irrigação nos seus banhos diários e fazendo parte da equipe de degustação para saber se o bricks (teor de açúcar) da uva está correto ou não.
O Ghandi se redresca na irrigação da FruttiHall, em Petrolina - PE
Provamos o fruto do cactus Coroa de Frade, pequenininho e bem gostosinho e batizamos nossos pés no Rio São Francisco dentro da fazenda Fruttihall, tradição que garante que voltaremos um dia.
Molhando os pés no São Francisco, em Petrolina - PE. Promessa de volta!
Seguimos pelo nosso tour em Petrolina, pensado nos mínimos detalhes pela nossa anfitriã. Iolanda nos levou conhecer parte do Projeto Nilo Coelho, fazendas irrigadas pelos canais do Rio São Francisco. São 25 grandes lotes de terra que foram irrigados pelo projetos, todos eles subdivididos em centenas de fazendas frutíferas. Uvas, cocos, mangas, goiabas, melão e toda a sorte de frutas que você imaginar! Como disse o Rodrigo, uma salada de frutas completa!
Últimos cachos de uva da temporada, na fazenda FruttiHall, em Petrolina - PE
Voltamos à cidade passando pelo Serrote do Urubu, uma serrinha com uma vista lindíssima do Rio São Francisco. É realmente curioso como pode um rio deste tamanho ter no seu entorno uma caatinga tão seca. O calor fortíssimo nos convidava a um mergulho no rio, mas tínhamos muito a fazer ainda.
Subindo o Serrote do Urubu, próximo à Petrolina - PE
Almoçamos rapidamente uma comidinha caseira no Ala Carte e fomos conhecer o centro da cidade. O centro antigo está sendo restaurado e já começaram a aparecer uns restaurantinhos bem gracinhas. Passamos pela Catedral, belíssima e ainda vimos do carro a Orla 2, orla mais nova à margem do rio, o campus da Universidade do Vale do São Francisco e o Parque Josepha Coelho, matriarca que multiplicou os Coelhos na região.
Rua do centro histórico em Petrolina - PE
Aproveitamos o final da tarde para trabalhar um pouco e ver o espetacular pôr-do-sol da varanda, sob o Rio São Francisco. Um bom papo e uma boa companhia como a da Iolanda não vamos querer ir embora! A noite ainda fomos até Juazeiro no Armazém Café, provar o famoso Surubim ao molho de maracujá, programa de meninas já que o Rodrigo preferiu ficar trabalhando em casa.
Na beira do rio São Francisco, em Petrolina - PE
Um dia que pareceu uma semana, graças ao Enio e obviamente à Dona Iolanda, minha mais nova amiga na terrinha! Fico sem palavras para agradecê-los e garanto, desta forma Petrolina conseguiu guardar um lugar muito especial nesses nossos 1000dias!
Pôr-do-sol no Velho Chico, em Petrolina - PE
A famosa Brooklyn Bridge, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Nova Iorque é composta por 5 principais distritos, além da famosa Ilha de Manhattan, o Bronx, o Queens, o Brooklyn e Staten Island são as outras subprefeituras que formam a cidade mais populosa dos Estados Unidos e terceira maior cidade da América, depois de São Paulo e Cidade do México. Esta é uma das maiores tristezas em ficar aqui apenas três dias nesta megalópole, pois cada uma dessas regiões possui um mundo de atrações, culturas, ruas, restaurantes e coisas para serem descobertas. Mesmo sendo a segunda vez na cidade, eu nunca consegui sair de Manhattan, pois só esta ilha já é um universo imenso a ser explorado.
Skyline do Brooklyn, vista do sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
O nosso primeiro dia foi na região do Central Park, Upper East Side, Times Square, Midtown Manhattan e Chelsea. Hoje era o dia de irmos para o sul e explorarmos a região de Lower Manhatan e do Village.
À bordo do ferry de Staten Island, observando a skyline de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Começamos o dia de hoje com um passeio diferente sugerido pelo pessoal do nosso hotel, by the way, super prestativos e bem treinados. Caímos no Westin Times Square pelo Priceline, bem localizado e super chiquetoso. Mas o cara captou o nosso estilo de viagem e já deu as dicas mais alternativas de passeios, bares e lugares.
caminhando na famosa Wall Street, ano sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Primeira parada: Ferry Station para Staten Island. Cruzamos de ferry a Upper New York Bay, na ponta sul da ilha de Manhattan. O ferry gratuito tem uma das melhores visões do skyline da região da Wall Street.
A skyline de Manhattan, vista do ferry para Staten Island, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Como não tínhamos tempo de descer e explorar o novo distrito, fizemos meia volta na estação e pegamos o mesmo ferry de volta. Todos são obrigados a descer do ferry e entrar novamente na entrada oficial, sem custo e sem stress! Só um pouco de paciência, pois a mamata já foi descoberta por todo mundo!
A Ana disputa espaço no ferry de Staten Island para poder fotografar o sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
No caminho além dos belos arranha-céus da Big Apple, vemos ao longe a Brooklyn Bridge e ainda temos uma vista privilegiada da Estátua da Liberdade. E o melhor, sem custo e sem precisar entrar em esquemões turísticos.
A Estátua da Liberdade, vista do ferry de Staten island, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Retornamos à Wall Street e caminhamos entre os prédios gigantescos até os edifícios históricos mais antigos do centro financeiro, o New York Stock Exchange e o Museum of American Finance.
A sede da Bolsa de Valores de Nova Iorque, nos Estados Unidos
Continuamos a caminhada, novamente em direção ao rio e aos piers e encontramos o novíssimo Pier 16, vizinho do famoso e comercial Pier 17. Uma reforma colocou em uso o antigo píer que se tornou um novo ponto de encontro para os jovens nova-iorquinos. Engravatados trazem suas saladas e sandubas, se espalham pelas cadeiras e pufes com uma ótima vista para o rio e fazem seu intervalo no novo refúgio urbano em meio à loucura de Wall Street.
O agradável Pier 15, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Entre o Píer 16 e o Pier 17 encontramos uma exposição de navios antigos que ajudam a remontar parte da história da marinha mercante de Nova Iorque. Aos que gostam de gift shops e muvuca turística o Pier 17 é o local perfeito. Nós passamos direto e reto pela ciclovia até chegar ao melhor ponto para vermos e fotografarmos a Brooklyn Bridge. Uma das mais antigas pontes suspensas dos Estados Unidos, sua construção foi terminada em 1883 e a o seu maior vão possui 486,3m! Uma obra de engenharia impressionante, mas que, como se pode notar, também precisa de alguns retoques esporádicos.
A famosa Brooklyn Bridge, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
O plano era atravessar a ponte e pelo menos colocar os pés no Brooklyn Bridge Park, um restaurante com uma boa vista de Manhattan, mas o nosso próximo programa tinha horário marcado e não poderíamos nos atrasar.
Pausa para descanso em frente ao pier 17, no sudeste de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
O 9/11 Memorial, ou Memorial de 11 de Setembro, já foi aberto à visitação em 12/09/12 e está localizado no mesmo local onde ocorreu o fatídico ataque às Torres Gêmeas em 2001. As visitas são gratuitas e muito concorridas, por isso a principal dica é agendar a sua visita no site da organização 9/11 Memorial (http://www.911memorial.org/) e ter os seus tickets em mãos.
Muitas obras no Ground Zero, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Toda a área está em obras e onde antes ficava o complexo das Torres Gêmeas estão sendo construídas novas torres comerciais, um hub de transporte urbano (metro) e um Performing Arts Center. No local exato onde estavam as duas torres, hoje estão duas piscinas imensas com um fundo infinito e cascatas que parecem chorar infinitamente a tragédia que aconteceu aqui. O projeto foi concebido sobre o espírito de esperança e renovação, com a água como elemento símbolo.
Piscina construída onde antes estava a Torre Norte do WTC, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Nos parapeitos destas piscinas estão inscritos em bronze o nome das quase 3.000 vítimas dos ataques terroristas de 1993 e 2001 às Torres Gêmeas, ao Pentágono e do vôo que teoricamente iria atingir a Casa Branca.
Visita ao Memorial do WTC, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
A “árvore sobrevivente” é a única forasteira entre os mais de 400 carvalhos brancos plantados ao redor das piscinas. Ela foi encontrada dentre os escombros e salva pelos bombeiros e trabalhadores. Após o resgate a replantaram em outro local até que se recuperasse para voltar ao seu solo de origem. Um símbolo de força e resistência dentro do memorial.
A única árvore sobrevivente do ataque de 11/09 em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Ao lado das piscinas o Memorial Museum está terminando de ser construído e mostrará a história dos atentados, homenageando todos que passaram por aqui. O memorial está maravilhoso, mas é uma visita pesada, principalmente para os que perderam alguém próximo durante o atentado. Muito curioso era prestar atenção nas crianças, que são sempre uma referência de tempos futuros. As crianças perguntavam aos seus pais por que havia um memorial e o que havia acontecido ali. Um fato tão marcante que para elas já virou história e o memorial logo será mais um dos tantos erguidos aos que perderam a sua vida por uma guerra na história americana.
Construção da nova torre do WTC, em Manhattan, Nova Iorque, nos Estados Unidos
Saímos do Memorial pensativos, relembrando o momento em que soubemos do ataque, como acompanhamos o desenrolar da história e contando as histórias de amigos que haviam estado, de alguma forma, próximos ao incidente. Completamente esfomeados caminhamos pelo Soho e Tribeca procurando um local para comermos e digerirmos toda essa emoção. Os prédios antigos, galerias de arte e restaurantes bistrôs e cafeterias pareciam nos seduzir pelas ruas de um dos bairros mais alternativos da ilha de Manhattan.
Caminhando pelo Soho, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Caminhando pelo Soho, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Não fosse um encontro marcado com amigos lá perto do hotel, eu convenceria o Rodrigo de passar a noite perambulando pelos bares e clubs aqui da região. A caminho do metro passamos ainda pela Washington Square, com um belo fim de tarde, música e xadrez dos amigos da melhor idade.
Músico na Washington Square, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Um dia intenso de atividades para uma visão, que eu chamaria de no mínimo, superficial, da Lower Manhattan. Nem morando em Nova Iorque seria possível acompanhar a sua evolução na mesma velocidade. Ainda assim, algo me diz que um dia voltaremos por mais tempo.
A bela Washington Square, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Essas tranquilas águas estão prestes a despencar por 200 metros! (em Prudentópolis - PR)
O Salto São Francisco fica há 50 km de Prudentópolis. A mãe de todas as cachoeiras, o salto está localizado dentro de uma unidade de preservação e possui uma infra-estrutura básica de recepção turística, guarda-parque, banheiros e trilhas bem sinalizadas.
Montanhas no entorno do Salto São Francisco, em Prudentópolis - PR
A trilha principal circunda o paredão lateral direito do cânion, com vistas espetaculares do relevo montanhoso da região. Neste caminho passamos por uma mata úmida, alimentada pelo spray da cachoeira de mais de 200m de altura! Encontramos bromélias, orquídeas, liquens e musgos, mesclados à araucárias e uma rica fauna explicada em placas informativas ao longo da trilha.
O belíssimo Salto São Francisco, em Prudentópolis - PR
São três principais mirantes, sendo o terceiro já sobre a queda com a vista frontal do vale, lindíssimo! À beira do paredão percebemos em alguns pontos que houve alguma atividade mais aventureira. Preciso confirmar a informação, mas alguns amigos de Curitiba estariam se preparando para um rapel neste próximo final de semana aqui neste salto! 200m de rapel, animal!
Tudo por uma boa foto! (no Salto São Francisco, em Prudentópolis - PR)
Adiante encontra-se a Cachoeira do Caçador, um ponto de descanso e meditação em meio à natureza. Ótima parada para nos despedirmos das cachoeiras gigantes de Prudentópolis, rumo à terra de um dos maiores conjuntos de cachoeiras do mundo, as Cataratas do Iguaçú.
Os 200 metros de queda do Salto São Francisco, em Prudentópolis - PR
Foram quase 5 horas de viagem, quando chegamos já estava escuro. No caminho descobri através de um amigo que a rede hoteleira de Foz do Iguaçú estava lotada! Apelei para o nosso guia de viagens e realmente, a maioria não tinha vagas. Férias escolares de julho em um dos principais turísticos nacionais, não deveria ser diferente. Ligando de hotel em hotel acabamos descobrindo um no centro, prédio mais antigo, mas bem razoável. Instalados, amanhã será o dia de nos aventurarmos pela fronteira Paraguaia!
À caminho do Salto São Francisco, que aparece ao fundo (em Prudentópolis - PR)
Desbravar o continente, descobrir o que nos faz ser americanos, independente de raça, crença ou riquezas, independente se está no tão sonhado primeiro mundo ou nos países emergentes e promissores lá do sul. Caetano já cantava "Soy loco por ti América", e nós concordamos, não é a toa que iremos passar os próximos 1000 dias de nossas vidas explorando todos os países da América.
A origem desta coluna está na vontade insaciável de explorar esta diversidade de histórias, lugares e culturas tão diferentes e buscar qual é o fio que hoje nos une. Perguntando: Por que você é louco pela sua cidade, pelo seu País, pela América? Está sendo montado um mapa com entrevistas por onde passarmos, buscando os diferentes traços, sotaques, regionalismos e gírias. Acompanhe no link "Soy Loco" esta descoberta, compare, aprenda e descubra quem faz o continente Americano.
Soy loco por ti América em Tibagi
Gilberto foi o nosso guia no Cânion Guartelá. Sua família chegou na região à muitos anos, fez parte da história da colonização da região e ele é um dos principais conhecedores do parque e das fazendas que estão no entorno, principalmente por sua paixão pelo cânion.
As largas avenidas de Miramar, bairro chique de Havana - Cuba
Bueno! Nossas últimas impressões do país não poderiam ser em melhor lugar: na estrada. O dia começou com a viagem de carro de Viñales para Havana, direto ao aeroporto. Depois de um mês viajando pela Jamaica de Bob Marley, Cayman Islands, as ilhas paraíso, não apenas fiscais, fechamos com chave de outro esta empreitada caribenha em um dos melhores destinos de viagem do mundo, a ilha de Cuba. Mundos completamente diferentes, o que faz a viagem ficar ainda mais intensa e interessante, indicamos o roteiro!
Transporte por caminhão, o mais popular em Cuba (estrada entre Pinar del Rio e Havana)
Pegamos um vôo direto de Havana para a Cidade do México e um trânsito de 2 horas no emaranhado de avenidas, túneis e elevados, do aeroporto para a nossa casa na megalópole em Santa Fé. Nossa “vírgula”, a casa de nosso grande amigo Rodrigo, que além de viajante e explorador incansável de destinos inusitados, é também um grande chef de cozinha. Descobrimos esse seu lado há pouco tempo, mas o fato é que quando alguém mora sozinho e longe de casa, precisa aprender a cozinhar se quer ter aquele temperinho gostoso do nosso país. Além de pão de queijo congelado, até os temperos ele traz de casa para poder matar a saudade de vez em quando. Sensacional!
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Nós chegamos junto com o Rodrigo na casa dele e nos encontramos em frente à sua vaga no estacionamento, olhando desconsolados para o pneu furado da Fiona. Estava totalmente arreado, não temos ideia de como isso aconteceu, mas o adiantado da hora nos obrigou a deixá-la mais um dia assim, amanhã resolveremos. Não conseguimos parar de falar um minuto com o Rodrigo, que decidiu fazer um jantar para nós, “chique no úrtimo”!
Chegando de volta no apartamento do curitibano Rodrigo, na Cidade do México, capital do país
O dia seguinte foi de organização, reposição de energias e trabalho. A péssima notícia é que um vírus contaminou o meu computador e o travou completamente. O nome do bicho é “Security Shield” e na verdade não é exatamente um vírus e sim um malware, um software “mal” que se instala no computador e começa a bloquear todas as ações do Windows e principais programas. Eu não consegui encontrá-lo no meu computador para excluí-lo, nem manualmente, nem com o meu anti-vírus gratuito. Assim sendo, tivemos que sair em busca de um técnico para fazer uma faxina geral no meu computador e por isso ficarei sem trabalhar pelos próximos 3 ou 4 dias. A sorte é que eu nem estou atrasada uns 20 dias nos updates do blog, né? Tudo bem, um dia eu recupero.
Caronistas, muito comum nas estradas cubanas (estrada entre Pinar del Rio e Havana)
Visitando as impressionantes ruínas do Palácio de Sans-Souci, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti
Um grande palácio que rivalizou, em grandeza e requintes, o Palácio de Versailles e a maior fortaleza do Caribe! Alguma vez você imaginou que poderia encontrar tudo isso aqui, no Haiti?
O caminho morro acima até a Citadelle, no norte do Haiti
Sim, eles existem e nós fomos lá conferir. O Palácio de San-Souci e a Citadelle Laferrière são monumentos à loucura e mania de grandeza de um dos libertadores do país, Henri Christophe. Isso em nenhum momento lhes tira a grandeza e a genialidade arquitetônica de ambos, pelo contrário, a loucura somada à beleza cênica dos seus arredores as fazem ainda mais obrigatórias em qualquer roteiro pelo país.
Família observa os visitantes que caminham de Sans-Souci à Citadelle, no norte do Haiti
Após ter lutado pela libertação do Haiti dos domínios franceses e de romper com seus colegas e líderes revolucionários, Christophe decidiu se tornar Rei do “Reino do Haiti”, no norte do país. A excentricidade do maluco não parou por aí, ele queria também se equiparar aos seus algozes franceses em título, poder e símbolos de riqueza e afundou todos os recursos que já não possuía na construção do seu castelo San-Souci e na maior fortaleza do Caribe.
Ruínas do palácio de Sans-Souci, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti
O Castelo de San-Souci foi construído entre os anos de 1810 e 1813 e era a residência oficial do Rei Christophe, sua esposa Marie-Louise e suas duas filhas. Era o maior e mais impressionante dos 9 castelos e diversas residências reais, muitos dizem que nos seus tempos áureos ele seria o equivalente caribenho do Palácio de Versalles. Em outubro de 1820 Christophe se suicidou no castelo e 10 dias depois seu filho foi assassinado por revolucionários. Vinte e dois anos mais tarde, um grande terremoto se abateu na região e deixou o castelo em ruínas e este nunca mais foi reformado.
Visitando as impressionantes ruínas do Palácio de Sans-Souci, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti
A pouco mais de 8 km montanha acima está a Citadelle Laferrière, construída entre 1805 e 1820 para defender o Haiti de invasões francesas que nunca ocorreram. Ela possui a maior coleção de armas de artilharia do século XVIII, dentre eles 365 canhões dos mais diversos calibres e suas respectivas bolas de ferro.
Galeria cheia de canhões na Citadelle, no norte do Haiti
Há uma enorme quantidade de balas de canhão, de diversos tamanhos, espalhadas por toda a Citadelle, a gigantesca fortaleza no norte do Haiti
Há uma enorme quantidade de balas de canhão, de diversos tamanhos, espalhadas por toda a Citadelle, a gigantesca fortaleza no norte do Haiti
A maior fortaleza do Caribe, e uma das maiores da América, tem 10 mil metros quadrados, 40 metros de altura e empregou mais de 20 mil trabalhadores na sua construção. A Citadelle é mamutesca e realmente impressiona pela massividade de sua estrutura, são andares e mais andares construídos no topo do Bonnet a L´Eveque, uma montanha a 970m sobre o nível do mar, com vistas maravilhosas da região.
Placa informativa com o mapa da Citadelle, no norte do Haiti
A grandiosa paisagem que se vê do alto da Citadelle, no norte do Haiti
Do castelo à Citadelle pegamos um moto-táxi (episódio detalhado abaixo), e o último quilometro deve ser feito a pé ou à cavalo. A caminhada é linda, com vistas sensacionais das montanhas, da baía de Cap-Haitien e o litoral norte do Haiti. Dizem que em dias claros se pode ver até Cuba, mas tenho minhas dúvidas.
Observando a vista do alto da Citadelle, no norte do Haiti
Observando a vista através das janelas da Citadelle, no norte do Haiti
Decidimos retornar à Milot a pé, passando pelas vilazinhas de montanha, vendo mais de perto como esse povo vive, conversando com locais e aproveitando as belíssimas vistas. A decida é dura e exige bons joelhos, no final os meus já estavam pedindo água! Mas foi um belo exercício e uma ótima forma de nos envolvermos mais com a cultura e a paisagem da região.
Família observa os visitantes que caminham de Sans-Souci à Citadelle, no norte do Haiti
O caminho morro acima até a Citadelle, no norte do Haiti
Desde 1982 as ruínas de San-Souci foram declaradas Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. São os lugares com maior potencial turístico no Haiti. O governo sabe disso e já começou a preparar a estrutura turística, colocando placas informativas, construindo instalações com centro de informações, lojas de artesanatos e banheiros na base de acesso à fortaleza.
Futuro centro de apoio aos turistas, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti
Tudo isso é parte de um plano maior para disseminar o turismo que já existe no litoral norte, trazendo os turistas de cruzeiro de Labadie, praia privada da Royal Caribbean, em day tours para cá. Ajudará a comunidade e será uma grande aventura para estes turistas que, quando aportam nesta praia, muitas vezes nem sabem que estão no Haiti.
Encontro com criança no caminho até a Citadelle, no norte do Haiti
Muita gente usa cavalos para chegar até a Citadelle, no norte do Haiti
O Castelo de San-Souci está localizado à margem da pequena e simpática cidade de Milot, a pouco mais de meia hora da capital du nord, Cap-Haitien. Milot pode ser acessada de taptap, moto-táxi ou táxi desde Cap-Haitien. Aluguel de carro no Haiti é caríssimo, algo em torno de 150 dólares. Um taxi que te levaria e ficaria a disposição cobraria algo parecido, pouco mais de 100 dólares, assim as opções que nos restavam seriam duas moto-táxis ou o popular taptap.
Um taptap nas ruas de Cabaret, cidade ao norte de Port-au-Prince, no Haiti
O taptap é um transporte “público” basicamente descrito como lotação. Entram todos nas caçambas das caminhonetes mais coloridas que já vimos, onde uma boa caixa de som não pode faltar! No taptap ouvimos kompa, reggae e até Michel Teló! Difícil é avisar o motorista para baixar o som ensurdecedor, já que não falamos creole. Com sorte alguns dos 20 outros passageiros entulhados ao nosso lado também estavam ficando surdos e resolveram esse problema por nós.
Deixando Cap-Haitien, já no Taptap cheio, seguindo em direção â Citadelle, no norte do Haiti
O taptap sai da Pont Neuf em Cap-Haitien, que está há uns 5 minutos de moto-táxi (200 gourds) do Boulevard onde está o seu hotel. Só entrar no taptap já é uma aventura, pois os motoristas te disputam a tapa, tentando organizar a fila dos carros de saída dentro do posto de gasolina ao lado da ponte. Uma vez lá dentro, vamos baldeando e aproveitando a experiência sociológica ao máximo, com os olhares curiosos de todos os haitianos para os estrangeiros branquelos dentro do taptap, cena rara.
Em Cap-Haitien, aguardando o Taptap encher para seguir em direção à Citadelle, no norte do Haiti
27 quilômetros e várias paradas depois, chegamos à cidade de Milot. O ponto final está a apenas 3 quadras do Castelo de San-Souci. Ali mesmo, ao lado da placa, embaixo da árvore do lado do alambrado, você paga o ingresso válido para o palácio e para a Citadelle. Hoje nós dispensamos acompanhamento de guias (quem nos acompanha sabe que essa é uma briga antiga, o Rodrigo odeia, eu gosto, e tentamos revezar para não dar briga), mas foi difícil fazer os meninos guias da região largarem do nosso pé, afinal eles precisam e muito de qualquer dinheiro. Enfim, quando o Rodrigo decide que não quer, não tem pena, não tem choro e nem vela... nem para mim, nem para o guia.
Ainda tentando me livrar de um insistente guia, na Citadelle, no norte do Haiti
Chegando ao palácio Sans-Souci, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti
Para ir à Citadelle precisávamos pegar uma moto-táxi para cada um (200 gourds – 4,5 dólares), mas não sem ter que lidar com uma batalha dos motociclistas. Todos queriam e precisavam trabalhar e enquanto nós estávamos tentando visitar o palácio, eles discutiam entre eles e nos exigiam uma definição. Uns 15 carinhas nos encurralaram numa placa, com os ânimos exaltados e disseram “vocês terão que escolher quem vai levá-los!”. Momento tenso. Chamaram o diretor de turismo e armaram uma reunião, nos dizendo, “conversem com o diretor!”
Ruínas do Palácio de Sans-Souci, no norte do Haiti
Era uma cena surreal, sinceramente, só não mandei todos “passear” por que vi que ali valeria a lei do mais forte. Enfim, fomos conversar com o diretor, que por sinal havíamos acabado de conhecer no taptap vindo a Milot. Ele trabalha para o Ministério de Turismo e tem, dentre as suas diversas atividades, a função de organizar a comunidade local para receber os turistas. Era o único que tinha alguma moral com a galera, discutindo em creole, francês e intermediando conosco em inglês, quem, afinal, iria nos levar montanha acima.
Motorista da moto que levou a Ana até os pés da Citadelle, no norte do Haiti
Já sabemos, mas com uma cena assim é que fica claro como 4 dólares fazem toda a diferença na vida desse povo. Foi um momento estressante para quem quer apenas aproveitar aquele cenário incrível nas montanhas haitianas, mas logo passou e estávamos nas garupas dos motociclistas que primeiro haviam nos abordado, educadamente, antes de entrarmos no castelo. O diretor nos seguiu em seu carrinho de golf, para acompanhar os primeiros turistas independentes que ele via chegar ali, bem curioso e atencioso.
Encontro com o encarregado do Ministério do Turismo, nas ruínas de Sans-Souci, no norte do Haiti
Retornamos à Cap-Haitien em um taptap que pegamos no centro da cidade, logo após termos feito um lanche rápido no restaurante do único hotel-pousada que vimos em Milot. No taptap conhecemos uma menina que, curiosa, nos perguntou de onde éramos e o que fazíamos ali. O Rodrigo se comunicou com ela em francês, eu entendendo quase tudo, mas precisando do marido para traduzir as minhas perguntas e respostas.
Fazendo amigas no Taptap que nos trazia de volta da Citadelle para Cap-Haitien, no norte do Haiti
Eis que ela nos pergunta: “Por que vocês não falam creole?” Bem... como explicar... nós falamos português, espanhol, inglês e até o francês (no caso do Rodrigo), mas creole não foi assim, uma prioridade, pois só podemos fala-lo aqui. E ela genuinamente intrigada e sem entender direito, começou a tentar me explicar algumas frases como:
“Non mwen se Ana”, “Mwen swiv brezilyen” e a expressão “Bon Bagay”, que quer dizer “gente boa”, bastante utilizada pelos militares brasileiros, por sinal. Para a leiga aqui tudo me pareceu muito com o francês, mas meio tupiniquim “Mim nome é Ana”, mais simples e curto que o francês, quem sabe até mais fácil. Gostei! Se vier morar aqui sem dúvida terei que aprender! Rs!
A popular expressão em creolle que quer dizer "boa gente", em Cap-Haitien, no norte do Haiti
O final do dia foi no bar encima do mercado no Boulevard, com vista para o mar e uma boa prestigie gelada, com uma sensação boa de missão cumprida. Um dia lindo, cheio de explorações e interações no interior do Haiti, descobrindo cada vez mais o quanto esse país tem a nos oferecer e que mesmo com tantas dificuldades, descobrir o quão sorridente e gentil seu povo é. Hey, aqui entre nós, tenho um segredo para contar a vocês, acho que estou apaixonada pelo Haiti!
No interior de uma das torres da Citadelle, no norte do Haiti
As magníficas ruínas do Aqueduto da Ilha Grande - RJ
Mais um dia de chuva... Nossa primeira intenção era subirmos o Pico do Papagaio hoje, mas ninguém merece subir quase 1000m de altura para não enxergar nada, ainda mais em um lugar lindo como este. Amanhã a previsão é de sol, então deixamos para o dia do meu aniversário este presente. Com chuva e um pouco de frio, hoje resolvemos fazer uma parte mais histórica da Ilha que ainda não conhecíamos.
Molhando os pés na Cachoeira do Poção, na Ilha Grande - RJ
Andamos pela vila e fomos direto ao Centro de Visitantes, que fica na Sede do Parque Nacional da Ilha Grande. O centro é muito bacana, tem várias informações muito interessantes sobre a história da ilha, trilhas e fica instalado onde foi um dia a lavanderia do Lazareto.
Visitando o Centro de Visitantes do INEA em Abraão, na Ilha Grande - RJ
De lá seguimos para o Circuito do Abraão, que passa pelo Mirante da Praia Preta, Mirante do Aqueduto, Poção, Aqueduto, Praia Preta, Lazareto e finalmente o Mirante do Pescador. Ilha Grande faz parte da história do Brasil desde 1700, quando fazendeiros de café e cana começaram a explorar a ilha para agricultura. Grande parte da ilha é recoberta pela Mata Atlântica, porém boa parte dela já é uma mata secundária que se refez sobre esta área de cultivo. Mais tarde D. Pedro II comprou a fazenda do Holandês para instalar o Lazareto, instalação da vigilância sanitária que funcionava como um hospital de quarentena dos imigrantes e visitantes do Brasil. Lá era feito o controle de entrada de pestes e doenças contagiosas que se alastravam pelo mundo naquela época. Todos os navios que chegavam ao Brasil aportavam no Lazareto da Ilha Grande e todos os passageiros eram examinados. Caso algum deles apresentasse alguma suspeita, era retirado para observação e instalado conforme a sua classe em um dos prédios do Lazareto. Foi no prédio de passageiros de 1ª classe também, que o próprio D. Pedro II ficou hospedado com sua família antes de ser exilado em Portugal, logo após a Proclamação da República. O Lazareto posteriormente se tornou uma prisão, conhecida como a Alcatraz Brasileira, fazendo parte do Complexo Prisional de Ilha Grande, juntamente com a C.C.D.R. de Dois Rios. Para atender a demanda de água da Vila de Abraão e do Lazareto foi construído o belíssimo Aqueduto, com rochas e óleo de baleia, e ele mesmo até hoje faz parte do sistema de abastecimento de água supre a vila.
As magníficas ruínas do Aqueduto da Ilha Grande - RJ
Dia relax, trabalhando bastante! Quero colocar uns vídeos novos, mas editar esse negócio dá trabalho! Uma amiga minha é entusiasta dos vídeos mais roots, sem edição mesmo, quem sabe começo a me desapegar desses preciosismos e começamos a postar uns vídeos brutos para vocês! Por enquanto o dia trabalhando em condições precárias, sem mesa e internet ¼ de meia boca, me renderam um vídeo quase pronto e um belo torcicolo!
O rio da Praia Preta, na Ilha Grande - RJ
No final do dia fiquei meio deprê, em outros anos essa hora eu estaria ligando para todos os meus amigos para combinar o festerê de aniversário em um bar em Curitiba. É o meu primeiro aniversário na estrada, amanhã temos a programação de subir o Pico do Papagaio, segundo ponto mais alto da Ilha Grande e depois seguir para o Rio de Janeiro. Já que estamos aqui pertinho, escolhi passar o aniversário na cidade maravilhosa, com meus queridos cunhados e sobrinha, afinal, aniversário com a família é muito mais gostoso.
O magnífico Chapadão, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN
Uma das partes mais gostosas da viagem é quando pegamos rotas diferentes, por que estrada de asfalto são todas iguais, muda um pouco a paisagem aqui e ali, mas não é tão curtida como um off-road, por exemplo. Hoje saímos de Sagi pela praia e os chapadões até a Praia da Pipa. Aquela sensação de “easy rider”, rodando pelas areias, vento, sol, mar, sempre fez parte do meu imaginário de viagem de carro pelo nordeste e aqui vamos nós!
Longas praias desertas no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN, antes de chegar à Baía Formosa
São quase 30km entre as duas cidades e na maré baixa conseguiríamos fazer praticamente todo o caminho pela areia. Passamos por Baía Formosa e ali já vimos que a maré ainda estava alta nas pedras e falésias, tivemos que entrar pela Fazenda Estrela e fazer parte da estrada entre coqueiros e alagados. Chegamos à Barra de Cunhaú, um rio largo que atravessamos numa balsa de um carro só.
Embarcando a Fiona para cruzar o rio Cunhaú, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN
Era comum seguir de carro pela areia daqui até a próxima balsa, mas a proibição foi feita e esta eu obedeço com gosto! A praia é berçário para as tartarugas marinhas que ainda estão em época de reprodução e fazem seus ninhos nestas areias. Já pensaram as coitadinhas tendo que agüentar carros e bugues?
Na balsa sobre o rio Cunhaú, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN
Por isso pegamos um trechinho de estrada até a Barrinha e dali seguimos para a próxima balsa do Rio Sibaúma, essa balsa ainda menor e quase desnecessária. A Fiona ficou até meio chateada de não ter estreado seu snorkell, mas não poderíamos burlar o ganha pão dos balseiros dali.
Cruzando o rio Sibaúma numa pequena balsa, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN
De Sibaúma até a Pipa são mais 3km sobre um chapadão maravilhoso! A vista do alto das falésias é ainda mais bonita, o verde contrastando com a terra da chapada à beira mar, fantástico!
O magnífico Chapadão, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN
Logo vemos que estamos chegando à Pipa, aumenta o movimento de carros e o golpe final, excursões da CVC por toda parte. Centenas de turistas descendo dos trenzinhos puxados por tratores, mega empreendimentos imobiliários “Pipa Beach Bungalos”, praia lotada de barracas e guarda-sóis. É o desenvolvimento chegando...
Praia próxima à Pipa, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN
A Praia da Pipa é um daqueles destinos obrigatórios para qualquer brasileiro. Um lugar especial que virou atração turística não apenas por suas belas praias, mas pela infra-estrutura turística e pelo astral das pessoas que fazem o lugar. O Rodrigo já conhecia e sugeriu que ficássemos apenas um dia e uma noite, mas eu tinha lá minhas dúvidas, queria sentir o lugar antes para decidir ficar, quem sabe, pelo menos mais uma noite.
Caminhando na Praia da Pipa - RN
É realmente estranho sair de lugares como os que temos andado, tranquilos e distantes de tanto agito e chegar à Pipa. Ficamos meio tontos com tantas coisas, mas a energia e a própria infra do lugar vai nos envolvendo e não nos deixa ir embora. As praias são bonitas, mas lotadas. Temos que treinar os olhos para ver a beleza em meio a tanta gente e tanta farofa. Chegamos à praia do centro e logo pensei, “se for só isso podemos ir amanhã”. Caminhamos até a baia dos golfinhos, praia com falésias imensas, águas tranqüilas onde os golfinhos costumam passar o dia e caçar alguns cardumes de sardinha. É uma caminhada curta para chegar até lá, aí nos perguntamos: por que as pessoas gostam tanto de ficar aglomeradas? Uma praia dessas, tão linda e tão vazia, enquanto a outra está lotada? Enfim, mistérios do ser humano.
Baía dos Golfinhos, Praia da Pipa - RN
O fim de tarde foi chegando, os bares e restaurantes começaram a abrir e as ruas começaram a ganhar vida. Lanchamos um sanduíche delicioso que não encontrávamos há muito tempo, até aqui, só cheeseburguer e olha lá! Risoterias, bares, lojas, enfim... um mundo de coisas e pessoas alternativas vindas de todos os cantos do mundo, para formar esta atmosfera “pipana”. Decidido, vamos ficar mais um dia! Já vimos lugares tão ou até mais bonitos, mas a viagem e a vida não são feitas apenas disso. Precisamos respirar um pouco desta atmosfera e nos alimentar da energia cosmopolita que transborda neste lugar.
Falésias na baía dos Golfinhos, em Praia da Pipa - RN
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