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Henrique (27/05)
como vocês fizeram para chegar à fábrica? Porque ele fica a 30km de Se...
Daniel (25/05)
Essa viagem de vcs é simplesmente um sonho!!! Parabéns pela iniciativa!...
fatima marques (24/05)
Ola Ana estou indo com meu marido em agosto para islsndia e ficamos muito...
Ahab (24/05)
Estou pesquisando sobre a praia e caí aqui. Simplesmente lindo esse luga...
Paulo Pereira (22/05)
Já nem sei o que diga. As vossas fotos e os artigos transportam-nos para...
Bicicleya estacionada em praia de Livingston, no litoral caribenho da Guatemala
Nós chegamos a Livingston de Rio Dulce e logo fomos cercados por garotos querendo vender Deus e o mundo, pousadas, passeios, restaurantes, artesanato, qualquer ajudinha terá um bom preço, situação bem comum nos lugares turísticos aqui na América Central. Às vezes passamos batido e escapamos deles, mas desta vez dois, bem insistentes e simpáticos nos acompanharam e garantiram que não teríamos que pagar nada pela simpatia. Um era maya e o outro garifuna, além do espanhol se viravam no inglês e foram muito prestativos.
O rio Dulce é a principal "estrada" na região de Livingston, no litoral da Guatemala
Eles nos levaram até o Nostra Casa Hostal, a casa de um nova iorquino casado com uma guatemalteca que fica na beira do rio. A pousada é simples, mas bem simpática. A casa possui 2 quartos extras que são alugados a turistas, compartilhando o mesmo banheiro da família. A cozinha e a palapa em frente ao rio a noite viram uma pizzaria, a melhor da cidade. O café da manhã não está incluído, mas os sucos, vitaminas e os sonhos recheados de frutas que eles fazem são deliciosos!
TRabalhando no quintal da nossa pousada em Livingston, no litoral da Guatemala
Todo o lugar está sob os auspícios do casal e nas nossas conversas ficamos curiosos em saber como ele havia vindo parar aqui. Perguntamos e sem titubear, com seu jeito acertivo e acelerado (bem diferente do ritmo livingstoniano), ele nos respondeu:
"Eu trabalhava em um grande banco em Manhattan, na Wall Street. Andava em porches e ferraris, ternos Armanis e Guccis. Vi toda a crise se formar, acompanhei de dentro o que aconteceu e eu não conseguia concordar com o que os mercado financeiro, os bancos, os Estados Unidos estavam fazendo com o mundo. Foi horrível! Resolvi sair deste mundo, vendi meu apartamento, doei quase tudo o que tinha e saí viajar. Em 15 dias de viagem pela Guatemala cheguei aqui e decidi que era onde eu ia morar. Passei a vida procurando o mundo perfeito, a mulher perfeita e, quase aos 50 anos, eu ainda era solteiro, estava estressado e não era feliz, pois é claro, isso tudo não existe!
Hoje estou vivendo com a minha mulher guatemalteca, que não é perfeita mas temos um relacionamento divertido. A pousada e a pizzaria não me deixarão rico, mas com o pouco dinheiro que faço eu pago as minhas contas e vivo tranquilo, sem pressão. Não sei quanto tempo ficarei aqui, cheguei há três anos e até agora não pensei em voltar. Minha família toda pensa que eu sou louco por ter trocado que eu tinha lá em Nova Iorque pela vida que tenho hoje, mas o que interessa é que eu estou feliz. A vida pode ser simples."
Eu fiquei ali, parada e estupefata perante tal depoimento. Era claro que ele não pertencia aquele lugar, mas eu não imaginava a rica história e experiência de vida que estava por escutar. Nunca é tarde para alguém decidir mudar, ver o mundo, ter uma nova vida, valorizar as coisas simples e cultivar o que realmente lhe faz feliz.
Em dia de muito sol, delicioso mergulho em praia de Livingston, no litoral da Guatemala
Curtindo o céu do Parque Estadual da Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG
Sol, céu azul, montanhas no horizonte e um belo café da manhã no Eco Hostel, assim começou o segundo dia da nossa Maratona Serra do Cipó. Difícil levantar nessa cama tão gostosa, mas as atrações do dia nos aguardam! São as cachoeiras de Congonhas e do Tabuleiro, a maior de Minas Gerais e 3ª maior do Brasil!
Cachoeira do Tabuleiro vista por baixo, no Parque Estadual da Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG
Apenas 20 minutos de carro e mais uma hora de caminhada e chegamos à Cachoeira de Congonhas. São 107m de queda e uma água com tonalidade amarelada, pois possui muito ferro na sua composição. Ferro, o mesmo minério que está tão cobiçado pelas mineradoras que estão começando a explorar a região.
Cachoeira Congonhas, no Parque Estadual da Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG
Será que estas cachoeiras amareladas estão fadadas ao desaparecimento? Até acho que existe uma lógica, estas águas correm por vias subterrâneas que contém ferro, mas infelizmente é uma incógnita. Não existe no mundo ainda tecnologia e estudos capazes de responder a esta pergunta.
No caminho para a Cachoeira Congonhas, no Parque Estadual da Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG
Terminamos a caminhada ao meio-dia e seguimos para o tão esperado Parque Estadual do Tabuleiro. Caminhada de reconhecimento até o mirante, onde vemos por que o Tabuleiro é conhecido como o Coração da Serra do Espinhaço. Os imensos paredões rochosos formam um coração perfeito vistos de longe.
Cachoeira do Tabuleiro, em forma de coração, no Parque Estadual da Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG
A cachoeira de 273m está esplendorosa, dominando a altura e muitas vezes sendo dominada pelo vento, que a transforma em uma dançante cortina d´água. Nosso objetivo é percorrer a trilha, uma pirambeira desgraçada, nadar no poço e retornar subindo esta pirambeira o mais rápido possível, pois hoje temos que seguir viagem até a cidade de Serra do Cipó.
Cachoeira do Tabuleiro vista por baixo, no Parque Estadual da Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG
Começamos a descer a piramba perto das 13h, meu joelho pra variar parece pior que o da minha avozinha, sofrendo, dolorido, a cada degrau de pedra. Desço com calma, um pouco atrás do Fabrício e do Rodrigo, mas a trilha é recompensadora! A cachoeira vista do mirante é esplendorosa, mas embaixo é onde conseguimos sentir o seu poder, além de admirar a paisagem e dançar com o vento junto da sua cortina d´água. A queda que se forma sobre as pedras nos últimos 30 metros repentinamente desaparece, quando um tufão resolve levar a água para passear. Aos poucos o Tabuleiro rega as bromélias que vivem no seu paredão, dá água às plantas à sua margem e lava a alma dos transeuntes desavisados.
Bromélias crescem nos paredões da Cachoeira do Tabuleiro, no Parque Estadual da Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG
A água estava gelada, segundo um turista mineiro que encontramos, devia estar uns 2 graus, imaginem! 14 graus está de bom tamanho, muito fria, mas o nosso corpo, como sempre, se adapta. Objetivo cumprido, terminamos a trilha antes das 16h, aproveitando a cachoeira por mais de uma hora.
Ana do lado de lá do poço da Cachoeira do Tabuleiro, no Parque Estadual da Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG
Retornamos à pousada, almoçamos aquela comidinha caseira da Lelé e logo nos aprontamos para sair. Todos os acertos e ainda aproveitando a internet para resolver pendências do site, ainda saímos no escuro rumo à cidade de Serra do Cipó. Segundo dia da maratona concluído com êxito! Amanhã, 20km de descidas, será que meu joelho vai aguentar?
Com a Lelé, que tomou conta da gente no Eco Hostel de Tabuleiro - MG
A incrível beleza das praias da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Na quina entre o Mar do Caribe e o Golfo do México, a Isla Holbox se tornou famosa por ser o endereço onde centenas (senão milhares) de tubarões baleia se congregam para procriar entre os meses de maio e julho, nas águas quentes do Caribe.
Ainda em Chiquila, onde pegamos o barco para a ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México, as informações sobre os tubarões-baleia
Os guias de turismo quase desencorajam os viajantes de conhecê-la, a comparando com os outros destinos turísticos da Península do Yucatán. Afinal, quem gostaria de trocar as águas azuis turquesas e cristalinas do Mar do Caribe por uma água já misturada com a mais escura e 'barrenta' água do Golfo do México?
As águas mais escuras do Golfo do México, a caminho da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Além disso, a ilha é conhecida pela falta de infraestrutura, uma cidade pequena, onde as ruas ainda são de areia e você parece estar longe do mundo civilizado. (Tudo o que eu mais quero!) Por outro lado também é sabido que aqui os preços para o turismo são altíssimos, hotéis e alimentação com preços proibitivos.
Caminhando para a praia nas ruas de areia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Chega a ser quase um paradoxo, como um lugar sem estrutura e pouco desenvolvido turisticamente pode ser tão caro? O que os livros esqueceram de explicar é que Holbox é o novo esconderijo de muitos estrangeiros, a maioria italianos, que trouxeram junto deles sua gastronomia e bom gosto. A magia da ilha está justamente nesta mistura, um lugar que prima por manter suas tradições e simplicidade, mas que possui infraestrutura para receber até o turista mais exigente.
Em meio às águas rasas do mar da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Nós mesmos, quando estávamos fechando o roteiro tivemos nossas duvidas, mas eu queria ir de qualquer forma, algo me atraia nesta ilha... Acho que justamente o fato de ser menos visitada por humanos e massivamente visitada por tubarões baleia. Mesmo adiantados na temporada, me parecia um ótimo motivo!
Que lugar para armar a rede! (ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México)
Assim, este foi o meu destino escolhido para as nossas "férias das férias", um lugar para ficarmos parados por alguns dias trabalhando nos blogs, aproveitando a praia e relaxando de tantos quilômetros rodados. E, depois de passar 4 dias na mais agitada Isla Mujeres, entre motos, carros, ruas já asfaltadas e o barulho da semana de carnaval, o Rodrigo acabou topando.
Bizarras carapaças que se encontram nas praias da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Cruzamos do porto de Chiquila, uma pequena cidade no extremo nordeste da Península do Yucatán. Chegamos lá no final da tarde, ainda durante a semana das festas pagãs. Não tivemos tempo e nem luz para ver a praia, então fomos direto a praça principal, onde topamos com bandinhas embalando as apresentações das estudantinas, jovens e senhores empenhados em alegrar o público local, tocando seus tambores, baterias, violinos, trompetes e violões, enquanto as mulheres dançavam e cantavam temas originais, em suas adornadas fantasias representando lendas mayas e yucatecas lindíssimas!
Animação de carnaval em Holbox, pequena ilha ao norte de Yucatán, no México
Apresentação de carnaval na praça central em Holbox, a pequena ilha ao norte de Yucatán, no México
Um carnaval genuíno, feito pela comunidade, para a comunidade, mantendo as tradições, a musica instrumental, a criatividade e a dedicação da própria população, e não um punhado de caixas de som sobre uma caminhonete fazendo barulho pela cidade. Aquilo me comoveu de tal maneira, não sei se por me lembrar dos melhores carnavais brasileiros (repito, os melhores, não os maiores) ou simplesmente por que vi que eles estavam genuinamente felizes e orgulhosos por fazê-lo assim! Foi a melhor das surpresas que Holbox nos guardava.
Uma das animadas bandas que tocou no carnaval da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
No dia seguinte, depois de horas trabalhando no quarto, saímos para a praia com poucas expectativas, pois as águas escuras não poderiam ser mais bonitas que as do mar do Caribe, certo? Errado! A primeira visão que tivemos enquanto caminhávamos uma quadra do nosso hotel para o mar foi esta.
A incrível beleza das praias da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Daí em diante, sem fôlego e impressionada pelo tom verde esmeralda das águas, começaríamos a nossa rotina de caminhadas e explorações pela ilha.
Caminhada antes da chuva na iilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Neste primeiro dia seguimos para o lado direito, caminhando pela praia cruzando iguanas, caranguejos e quase nenhum turista. Paramos para um banho de mar e um rum punch no Restaurante Arena, um dos mais bacanas da ilha.
Caminhando nas águas rasas da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Relaxando, depois do almoço (ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México)
No outro dia saímos a explorar o lado esquerdo da praia, passamos pela vila de pescadores, onde cruzamos mais o pessoal local, pescadores e mulheres trabalhando e crianças brincando na areia. Uma delas, a menina Perla que queria ir para o fundo, mas sabia que seus irmãos iriam afogá-la, essas brincadeiras que irmãos fazem.
Ancoradouro em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Menina se diverte em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Conversadeira, ela me contou sobre a sua família inteira, seus amiguinhos e até seu novo bebê, o priminho que nasceu há apenas 6 meses. Ela se mudou do lado oeste da ilha para cá há pouco tempo e ainda está começando a fazer novas amizades.
A mais nova amiguinha da Ana na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Andamos mais de 4 km até a área de reserva, na ponta esquerda da ilha, onde os principais moradores são as garças, pelicanos e as pequenas golondrinas, que todos os anos vem até as areias brancas de Holbox para procriar, uma das raras espécies de aves que prefere a areia às árvores para seus ninhos.
Garça solitária em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Belo entardecer na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
No nosso terceiro e último dia saímos caminhando para o canto direito da praia com o objetivo de ir até a Punta Mosquito, uma das praias mais bonitas da ilha e apenas acessível de barco. Havíamos conversado com algumas pessoas que nos disseram que com disposição para uma longa caminhada seria possível chegar até lá a pé. Andamos, passamos o restaurante onde havíamos parado no primeiro dia e continuamos. Andamos, andamos e andamos e logo chegamos a um rio de águas verdes transparentes. O Rodrigo passou nadando e logo vimos que não teríamos como atravessar com câmeras e mochilas sem molhá-las. Tivemos que sacrificar a Punta Mosquito e ficar por ali mesmo... Vida dura esta! Rsrsrs!
Um magnífico rio de águas verdes se encontra com o mar na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Todas as noites nós encontrávamos um restaurantinho novo para comer, mas foi em uma noite chuvosa que decidimos conhecer o restaurante vizinho ao nosso hotel, que anunciava em um quadro negro o seu jantar do dia: um prato especial + uma taça de vinho = 180 pesos mexicanos (ou algo bem próximo a isso). Descobrimos um ótimo negócio, pois além de boa musica, tempero e vinho deliciosos, encontramos um ambiente super descolado! Noite chuvosa, nada melhor que um bom filme para passar a noite, lá mesmo no restaurante as meninas projetaram Vicky, Cristina, Barcelona. Amo os filmes de Wood Allen, posso revê-los dezenas de vezes.
Nossas amigas argentinas em seu restaurante onde tomávamos nosso saudável café da manhã, na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Paola e Loana são argentinas, estão viajando pela América Latina e resolveram parar um tempo em Holbox para trabalhar. Estão gerenciando este pequeno restaurante dentro de um hostel há três meses e já receberam até visitas! Sol, Maria e Alfonsina vieram de Buenos Aires para visitá-las e fecharam o grupo animado que nos fez companhia nas nossas últimas noites em Holbox.
Comprando côco de um vendedor e seu simpático veículo, na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Várias pessoas já me perguntaram se durante a viagem encontramos algum lugar que eu pensasse, 'este é o meu lugar!' A minha resposta sempre foi vaga, encontramos vários lugares lindos, mas nenhum que houvesse me tocado. Isla Holbox é aquele pedaço esquecido de paraíso que sempre esperamos encontrar. Foi um dos primeiros lugares que eu senti que poderia viver e um dos mais difíceis de dizer adeus... Então será, quem sabe, apenas um até logo.
Alvoroço de gaivotas em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Como chegar?
Em Chiquila, taxistas em seus triciclos aguardam os turistas que retornam da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Existem ônibus que saem de Playa del Carmen até Chiquila, melhor opção que alugar um carro, já que este não pode atravessar. Se mesmo assim você for de carro, existem estacionamentos que cobram em torno de 100 pesos por dia para o carro, bem perto do píer. Existem duas companhias de barco que fazem a travessia, geralmente de hora em hora. As duas cobram o mesmo valor, 80 pesos mexicanos. Nós pagamos 60 na ida, quando ainda é fácil barganhar, já que os dois barcos estão saindo no mesmo minuto e as vendedoras estão ávidas para te ganhar. O retorno já tem horários diferentes, às vezes de 2 em 2 horas e intercalados pelas duas empresas, então é melhor deixar para comprar a volta na hora do embarque, para não ficar amarrado.
A caminho da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Onde ficar?
Hoteis na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Hospedagem na ilha realmente vai depender do seu gosto e bolso. Existem hotéis, pousadas e pequenos resorts de todos os tipos, alguns dos mais caros da região! Nós chegamos lá com a indicação do Hostal Ida e Vuelta, que oferece cabanas rústicas em um ambiente descontraído por preços bem razoáveis, mas eles já estavam lotados. Assim acabamos ficando no hotel vizinho, nada charmoso, mas com preços ótimos (300 pesos por quarto, metade do preço do anterior) e com tudo o que precisávamos: wifi, banho quente, ar-condicionado e uma boa cama. Na beira da praia estão os hotéis boutique deliciosos, com restaurante, bar, piscina, decoração super charmosa e ambiente perfeito, mas aí as tarifas e os cardápios já são em dólares e começam em no mínimo 190 dólares, podendo chegar a mais de 400 fácil, fácil.
Combinação perfeita! (ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México)
Alimentação na ilha também pode ser cara, mas existem restaurantes baratos ao redor da praça e algumas boas opções como o das argentinas que comentei acima. Os locais sempre têm boas dicas, a maioria é de comida mexicana, simples, mas gostosos. Nós economizamos na hospedagem e nos demos ao luxo de aproveitar o bar e o restaurante de um destes hotéis, o Restaurante Arena, na ponta direita da praia. Lá tomei um rum punch com vista para o mar e provamos um dos melhores ceviches de pescado da vida!
A fazenda em Ribeirão Preto - SP
Para mim não existe mais Ribeirão Preto sem a fazenda. Esta vinda para Ribeirão já não foi completa, pois por uma grande ironia do destino, os pais do Rodrigo viajaram para visitar a outra filha que mora na Europa, apenas 10 dias antes de chegarmos aqui. Não conseguimos chegar antes... E eles pensavam que chegaríamos depois, quando já estariam de volta.
Tempo de flores na fazenda em Ribeirão Preto - SP
Por isso a nossa passagem pôde ser mais rápida por aqui, mas ainda assim tínhamos que ir até a fazenda. Jorge e Néia, primos do Ro que moram lá, nos convidaram para um almoço. Aperitivo enquanto Néia chegava com Júlia e Lucca da escola e logo estávamos com toda a família em um almoço delicioso.
Com o Jorge na fazenda em Ribeirão Preto - SP
A fazenda, um dia uma grande produtora de café, hoje está arrendada e produz principalmente cana. Jorge é agrônomo e administra a fazenda, além de ótimas conversas, tivemos boas discussões sobre o código florestal e a aplicação prática para os agricultores. Sempre existem os dois lados e pior, neste caso há a máxima verdadeira, quantas bocas o mundo deve alimentar. Bem, longo assunto para um curto post, a edição verde da Época desta semana trata sobre este assunto, está bem interessante.
Caminhando no terreiro de café em Ribeirão Preto - SP
Após o almoço, todos estavam se arrumando para a festa junina da escola das crianças, ao mesmo tempo o grupo de motociclistas da Cláudia e do Betinho, outro casal de primos do Ro, chegava à fazenda para o final de semana.
Com a Néia, Jorge, Maria Júlia e Lucca, na fazenda em Ribeirão Preto - SP
Com a Cláudia e Betinho na fazenda em Ribeirão Preto - SP
Este grupo de motociclistas de Valinhos está se programando para fazer uma viagem ao Deserto do Atacama. Aventureiros, apaixonados por estradas, viagens sobre duas rodas. Foi ótimo encontrá-los, conversamos, trocamos informações e perguntas sobre as nossas paixões em comum.
Com a turma de motoqueiros amigos da Cláudia e Betinho, na fazenda em Ribeirão Preto - SP
Logo tivemos que seguir viagem para São Carlos, outra base da família Junqueira. Lá moram Lalau, irmã do Ro, Gera, seu marido e os filhos João Pedro e Antônio. Conversamos com os meus sogros e a Lina pelo skype enquanto Lalau preparava um brodo delicioso. Fomos buscar Antonio e os amigos no shopping, despedir do João que foi em uma festa e logo o Gera chegava em casa do trabalho. Tomamos um vinho dividindo histórias, nos atualizando sobre a família, os campeonatos de tênis dos sobrinhos, os trabalhos de Gera e Lalau e matando as saudades. Mais uma vez, uma delícia sermos recebidos com aquele sorriso gostoso, aquela saudade da família... e cada vez mais perto de Curitiba. Já já chegamos lá.
Lucca, pronto para a festa junina, em Ribeirão Preto - SP
Garotos se divertem pulando da ponte em em Ponte Alta do Tocantins, entrada do Jalapão - TO
Ponte Alta, o portal de entrada para o Jalapão, seria para nós apenas uma cidade de passagem. Nós estávamos vindo da Cachoeira da Velha em direção a Palmas, paramos apenas para fotografar a antiga ponte, construída em 1968, quando vimos um show de saltos e malabarismos.
Ponte Alta do Tocantins, entrada do Jalapão - TO
Os habitantes desta pequena cidade nascem de olho naquela ponte, acredito eu, que ela deva ser até um rito de passagem, de afirmação no grupo, principalmente para os meninos. Vemos as crianças brincando em volta, os adolescentes pulando do andar da ponte e os jovens, um pouco mais velhos, já demonstrando toda a sua coragem do alto da ponte!
Tentando chegar à plataforma da torre da ponte em Ponte Alta do Tocantins, entrada do Jalapão - TO
Já não bastassem os 15m de altura, eles têm que subir por uma estreita rampa, com madeiras de apoio falhas e que balança quando passa algum carro. Lá do alto saltam em pé e alguns mais habilidosos dão lindas mortais, de frente E de costas! Dá um frio na barriga só de olhar!
Garotos se divertem pulando da ponte (um deles está dando um mortal!) em em Ponte Alta do Tocantins, entrada do Jalapão - TO
É claro que o Rodrigo não poderia ficar apenas olhando. Nós petiscamos algo de almoço e enquanto isso ele decidiu, foi até lá. Saltou duas vezes da ponte para esquentar e depois, de sandália no pé, encarou a tábua aos 15m.
Escalando a torre da ponte em Ponte Alta do Tocantins, entrada do Jalapão - TO
“Foi mais difícil subir do que saltar”, disse ele, que escalou de joelhos, bem agarradinho quando passava um carro. Lá do alto foi só alegria. Depois de uns 5 minutos respirando e observando, ÚÚÚHÚÚÚÚÚÚÚÚ! Tchibúm! Lá estava o meu amor na água, lépido e faceiro.
Saltando do alto da torre da ponte em Ponte Alta do Tocantins, entrada do Jalapão - TO
Praia em Montañita, no Equador
Bem vindos à Montañitas! A Jericocacara equatoriana com um clima alternativo, pousadas “pé na areia” e uma badalada vida noturna. A apenas 2h30 de carro ao norte de Guayaquil é um dos paraísos turísticos para jovens descolados, artistas mambembes (vulgos hipongas) e muitos surfistas! Nesta época a temporada de boas ondas está começando no Pacífico e, chova ou faça sol, o mar fica lotado de surfistas buscando a melhor onda.
Surfista em Montañita, no Equador
São dezenas de pousadas para os gostos mais variados e todas em geral com um custo baixo (15, 20 dólares por pessoa), justamente pela alta oferta. As pousadas no centro estão mais “empilhadas”, muito próximas do agito e dificilmente conseguirá dar sossego para um bom descanso. Pouco mais de 1km a frente existem outras opções de pousadas à beira mar, mais silenciosas e com um clima mais relax. Elas ficam bem em frente ao melhor pico de surf, pelo menos era o que víamos depois das 16h, quando a maré subia e as ondas ficavam disputadas.
Surfistas em Montañita, no Equador
Nós chegamos em uma semana fria em que os dias ficaram com muita nebulosidade, vento e garoa fina. Clima perfeito para nos abancarmos na varanda da nossa pousada à beira mar e tirar o atraso dos nossos blogs e fotos. Nossa rotina nestes dois dias foi esta, trabalhamos o dia inteiro de frente pro mar, não podemos reclamar! O Rodrigo ainda deu uma corridinha e entrou no mar, mas eu aproveitei o tempo preguiçoso para continuar em franca recuperação das baterias peruanas.
Trabalhando em Montañita, no Equador
A noite fazíamos uma caminhada de uns 15 minutos até o centro de Montañitas para a refeição do dia. A cidade oferece várias opções, saladas, crepes, carnes, pescados, restaurantes bem bacaninhas e convidativos. Na segunda noite até rolou uma festa de música eletrônica que fomos conferir. Estava bem vazia, pois haviam poucos turistas na cidade, mas a galerinha local agitou e aproveitou bastante, enquanto nós matamos a curiosidade de conhecer um pouco mais do que curtem os jovens equatorianos.
Varanda do nosso hostal em Montañita, no Equador
Uma pena não termos nos encontrado com o sol, sem dúvida alguma a praia ficaria ainda mais bonita e convidativa. Ainda assim foi uma ótima base para descansarmos, trabalharmos e nos prepararmos para os próximos dias de viagem pelo Equador. Afinal, muitas cidades históricas, caminhadas em vulcões e mergulhos nos esperam!
Nadando no mar em Montañita, no Equador
Cayo Cangrejo e o incrível mar que a cerca, em Providencia, ilha colombiana no Caribe
Providência, também conhecida como Old Providence, é a irmã menor e mais tranquila do arquipélago. Enquanto San Andrés possui grandes resorts, hotéis e uma muita infraestrutura, Providência é tudo aquilo que você pode imaginar de um paraíso perdido no meio do Caribe. Praias de areias branquinhas repletas de coqueiros, rodeadas por um mar de cores que variam do verde esmeralda ao azul turquesa e alguns dos melhores pontos de mergulho do arquipélago.
Vita do alto do Morro do Pico, montanha mais alta de Providencia, ilha colombiana no Caribe
Território em disputa entre a Colômbia e a Nicarágua, não apenas por questões geográficas, mas pela exploração de riquezas naturais recém descobertas nas águas de Providência: o petróleo. Vemos pela ilha placas e murais pintados nos muros de casas que dizem “Old Providence, not Oil Providence.”
Campanha contra a exploração de petroleo em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe
Betito me diz que uma parcela da população da ilha acredita que seria positiva a exploração do mineral, pela geração de emprego e desenvolvimento econômico. Outra parte, na qual ele se inclui, prefere que a ilha continue como é, tranquila e intocada, preservando a natureza como seu bem maior e inalienável. “Já imaginou que pesadelo? Se explorarmos o petróleo a ilha será entregue aos americanos, seus grandes resorts e perderíamos a nossa cultura e a nossa tradição.”
Passeio em três em uma moto nas estradas de Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe
Jogo de damas depois do almoço, em Providencia, ilha colombiana no Caribe
A ilha está localizada a 230 km da costa da Nicarágua e por isso recentemente passou por um processo de disputa, que gerou um novo acordo um tanto quanto esdrúxulo, mantendo as ilhas como território colombiano, mas determinando que as faixas de mar ao redor delas são nicaraguenses. Hoje pescadores que vivem apenas do mar podem ter problemas legais de pescar em águas nicaraguenses, já imaginaram?
Ponte que liga as ilhas de Providencia e Santa Catalina, na Colômbia
A ilha possui duas principais cidades, Santa Isabel e Água Dulce, também conhecida pelos nativos como Fresh Water Bay. Santa Isabel é a sede administrativa e possui algumas pousadas e um dos melhores hotéis da ilha há apenas 3km de distância, na área de Cayo Cangrejo.
Igreja em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe
Porém é em Água Dulce, uma vila ainda mais tranquila e isolada, que está a maior concentração de infraestrutura turística com diversos hotéis à beira da praia, alguns restaurantes e centros de mergulho.
Restaurante praiano em meio a coqueiros em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe
Praia em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe
Nós chegamos à Providência de Catamarã em torno das 10h da manhã e, ainda mareada, fomos em busca de um café da manhã e informações para decidirmos onde iríamos nos alojar. Eu trazia comigo as várias informações valiosas enviadas pela nossa amiga Fabiola Sad que conhece a ilha como a palma da mão! Vale a pena dar uma olhada no Blog dela Mochilando por Aí onde ela dá várias dicas próprias de quem viveu por quase 3 meses nesse paraíso caribenho colombiano. O plano inicial era ficarmos em Fresh Water Bay, porém no restaurante conhecemos Betito, um personagem da ilha que além de ser um pescador sub de mão cheia e barqueiro para passeios ao redor da ilha, possui uma pousada em frente ao Cayo Cangrejo. Papo vai, papo vem, decidimos ir até lá e conferir. Muito bem instalados com uma das melhores vistas da ilha, resolvemos ficar por ali mesmo e de moto sairíamos explorar as suas principais atrações.
Cayo Cangrejo, pequena ilha ao lado de Providencia, no caribe colombiano
Uma pequena ilha rodeada por águas rasas perfeitas para um snorkel, fica a uns 600m da costa de Providência. Nós planejamos sair a nado ou a caiaque para conhecer o pequeno cayo e provar os drinks vendidos no bar por uma das filhas de Betito, porém a nossa programação intensa não nos deixou e tivemos que nos contentar com a bela vista que tínhamos da nossa janela e do píer em frente a nossa pousada.
Chegando à ilha de Santa Catalina, na Colômbia
A pequena Isla Santa Catalina está há 5 minutos do centro de Santa Isabel, conectada à ilha principal por uma ponte colorida onde os locais pescam ao lado das arraias xitas à luz do luar e dos postes de luz. Do outro lado um passeio à beira mar nos leva à trilha do Morro do Forte, com canhões que defenderam a ilha de piratas ingleses, e as mais belas vistas do canal que separa as duas ilhas.
Ponte que liga as ilhas de Providencia e Santa Catalina, na Colômbia
Garotos pescam sob a ponte que liga Providencia à Santa Catalina, na Colômbia
Continuando por esta trilha passamos pela pequena Fort Beach e seguimos o caminho onde o Morgan, o pirata, escondeu seus tesouros e deixou histórias misteriosas para as gerações vindouras. A natureza gravou sua passagem pela ilha, a Morgan´s Head é o ponto final da trilha e das nossas explorações por Santa Catalina. A cabeça do pirata indica um dos maiores tesouros da ilha, que não são os baús de ouro escondidos por Morgan, mas uma pequena baía de águas azuis turquesa, rodeada por coqueiros, perfeita para um banho refrescante depois da caminhada.
Antigo canhão que defendia Isla Santa Catalina do ataque de piratas, no caribe colombiano
Refrescando-se no mar paradisíaco da Isla Santa Catalina, no caribe colombiano
Lá conhecemos o casal argentino que vive em Bogotá, Osmar e Ana, que tiraram um final de semana para conhecer o Caribe colombiano. Simpatia pura! Espero encontra-los em Mar del Plata ainda nessas andanças pela América.
Correndo na orla de Isla Santa Catalina, no caribe colombiano
Nadando com tubarões em Providencia, ilha colombiana no Caribe
Um dos melhores mergulhos do Caribe sul, a ilha de Providencia te garante encontros com tubarões, arraias, tartarugas, grandes peixes e um cenário maravilhoso, repleto de corais e peixinhos coloridos neste grande aquário natural que é o Mar do Caribe. A Felipe Diving foi a operadora que contratamos, eles tem bons equipamentos, um barco simples mas rápido e garantem os melhores pontos de mergulho da ilha. (Preço: em torno de 100 dólares para uma saída com dois tanques). Confira mais fotos e detalhes dos nossos mergulhos neste post.
Preparando-se para mergulhar em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe
Auto-retrato no alto do Morro do Pico, ponto mais alto de Providencia, ilha colombiana no Caribe
O Morro do Pico (400m) é o ponto mais alto da ilha. Enquanto eu mergulhava o Rodrigo foi conferir as paisagens, lagartixas azuis e uma das vistas mais impressionantes de Providencia. A trilha tem seu início no sul da ilha e leva em torno de duas horas ida e volta. Confira no post no Blog do Rodrigo a aventura completa.
O belíssimo lagarto Azul, muito comum na trilha para o Morro do Pico, ponto mais alto de Providencia, ilha colombiana no Caribe
Banquete de frutos do mar em restaurante em Providencia, ilha colombiana no Caribe
Providencia possui uma culinária baseada no seu bem mais precioso, o mar. Os frutos do mar são frescos e deliciosos! Um restaurante imperdível na ilha é o Divino Niño, que prepara lagostas, peixes frescos na brasa e camarões, conchas, lulas e polvo com um tempero delicioso, à beira do mar. O prato misto completo é grande o suficiente para duas pessoas e inclui ainda tostones, feitos com banana e o tradicional arroz de coco.
Depois do mergulho, esbaldando-se com um peixe em Providencia, ilha colombiana no Caribe
A carne de iguana também faz parte da culinária tradicional. Detalhe, a época de caça para os nativos é justamente antes do período de desova, já que as ovas são uma iguaria apreciada por eles. Mas obviamente este é o mesmo motivo pelo qual a carne de iguana se tornou uma raridade nas cozinhas da ilha.
Preparando o almoço em restaurante em Providencia, ilha colombiana no Caribe
Onde Ficar?
Acompanhando as cores do nascer-do-sol da janela do nosso quarto em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe
Repetindo a prática de indicar os lugares que gostamos, fica aqui a dica de hospedagem na ilha de Providência. O Betito é um local figurassa, super agilizado, pescador submarino de coração e pai de 8 filhos, duas delas que acabaram de sair da faculdade e o ajudam a gerenciar a pousada.
O quarto do nosso hotel em Providencia, ilha colombiana no Caribe
O Betito´s Place fica em frente ao Cayo Cangrejo, no alto do monte com uma vista lindíssima para o mar e as suas 7 cores. Logo em frente está o Deep Blue Hotel Resort que além de uma cozinha de nível internacional (e de preços intergaláticos), possui um píer e internet que pudemos usar sem problemas. Ele organiza também um passeio em lancha para o Cayo Cangrejo e outros cayos próximos para snorkel e avistamento de aves, ou ainda empresta o caiaque para você exercitar os braços atravessando o canal.
Como chegar?
Sala de embarque em San Andrés para quem viaja para Providencia, ilhas colombianas no Caribe
Para chegar a Providência existem duas maneiras: avião ou catamarã. O avião parte do aeroporto de San Andrés e dura apenas 15 minutos, custando em torno de 150 dólares ida e volta por pessoa. O catamarã da companhia El Sensation sai para a ilha três vezes por semana, terças, quintas e sábados e custa 69 mil pesos colombianos ida e volta. A viagem de ida dura 3h30 a 4h, o barco é confortável e tem ar condicionado (gelado, leve um casaquinho). Agora, para quem tem facilidade de enjoar é bom ir preparado, pois serão 3 horas de mar torturante! O mar aberto é geralmente bem agitado e o barco não para um minuto! Eu passei muito mal mesmo tomando um remédio para enjôo, acho que foi uma das piores viagens de barco da minha vida. A volta já é mais tranquila e dura apenas 2h, pois vamos a favor da maré e do vento.
Despedida do nosso querido anfitrião em Providencia, já no barco que nos levaria de volta à San Andrés, na Colômbia
Dia chuvoso em Corumbau - BA
Nós estamos em um ritmo maluco de viagem, de 2 em 2 dias em uma cidade diferente, recentemente conseguimos parar 4 dias em Itaúnas e mais 4 em Abrolhos, o que já quebrou o ritmo e nos deixou sedentos por colocar o pé na estrada e acelerar novamente! O único probleminha é que São Pedro anda meio mal humorado. As frentes frias do sul tem nos acompanhado fielmente a cada passo da viagem e tem sido difícil nos livrarmos delas. Não podemos reclamar que quando realmente precisamos São Pedro nos ajudou, Abrolhos, por exemplo, o tempo abriu. O mesmo aconteceu quando precisamos de boas condições para o Pico da Bandeira e os mergulhos de Guarapari e Santos.
Coqueiral em Corumbau - BA
Sendo assim decidimos aproveitar os dias de chuva para trabalhar bastante, colocar os blogs e fotos em dia, trabalhar nas áreas do site que ainda não estão ativas para ver se conseguiremos colocá-las no ar logo! Isso não depende apenas de nós, depende também da equipe que está desenvolvendo o site, mas tenho fé que iremos conseguir! Enquanto isso, o corpo também resolve aproveitar para relaxar e ao invés de descansar acaba me dando mais trabalho!
Igreja a venda? (em Corumbau - BA)
Eu sou do tempo que orelha era apenas o órgão externo, a “aba” do ouvido, portanto a dor que sentimos era de ouvido. Todavia hoje as nomenclaturas médicas mudaram e a forma correta de falar é que estou sofrendo de dor de orelha. Todos estes dias de umidade pelo jeito não foram muito bons para esta minha cavidade, que acolheu com todo amor e carinho uma família de fungos que por sua vez desenvolveram algum tipo de micose. Segunda-feira eu fui até o hospital em Caravelas e o médico diagnosticou bem o meu problema, mas infelizmente se confundiu na prescrição. Além do antiinflamatório, que estava correto, ele me passou um antibiótico otológico, mas os fungos não estão nem aí para antibióticos! Assim, de domingo para cá o inchaço, surdez e a dor só aumentaram... um saco! Eu já estava com formigas me pinicando para andar, subir montanhas, andar pelas praias deste litoral baiano, imaginem agora, é um formigueiro inteiro!
Menos mau que está chovendo, aí fico de molho mesmo. Veja como as coisas mudam de perspectiva! Até pouco isso era ruim. Rsrsrs! Com chuva resolvemos seguir viagem até Itamaraju, cidade um pouco maior onde poderia ter estrutura caso necessário e também por ser próxima ao Monte Pascoal. Entre ontem e hoje o tempo deveria estar melhor e aí poderíamos conhecer mais este Parque Nacional. O tempo não mudou e subir uma montanha, por menor que seja, com chuva e dor de orelha, não dá. Decidimos voltar e seguir em direção ao Corumbau, pelo menos lá poderemos ver alguma coisa sem nos molhar tanto, enquanto esperamos o tempo mudar.
O Luz Para Todos, em Corumbau - BA
A Ponta do Corumbau é considerada por muitos a praia mais bonita do litoral sul da Bahia. Uma ponta de areia que avança ao mar, águas azuis, coqueiros, barzinhos na beira da praia e um povo caloroso e receptivo. Vive lotada em todos os feriados, no verão então nem se fala! É até difícil de acreditar, pois hoje, quarta-feira com chuva e vento sul, não foi fácil encontrarmos uma alma para nos receber na vila. As várias placas de “proibido estacionar coletivos” e de limite de decibéis para não perturbar o sossego alheio nos mostram que realmente estamos com sorte de não encontrar ninguém por aqui. Só faltou São Pedro nos acompanhar nessa. A previsão diz que amanhã teremos sol, estamos torcendo para que os garotos do tempo estejam certos desta vez!
Placa dá pista de dias mais "movimentados" em Corumbau - BA
A combinação perfeita em Tulum: ruínas mayas e o mar caribenho! (na península do Yucatán, no México)
Após um passeio pelas incríveis ruínas de Chichén Itzá, Uxmal e as Grutas de Lol-Tún (veja post anterior), chegou a vez de viajarmos pelas ruínas mayas no atual estado mexicano de Quintana Roo. A propósito, poucos sabem que Chichén não faz parte deste estado, já que a maioria visita estas ruínas vindos em tours da cidade de Cancún ou Playa del Carmen. Entretanto é aqui em Quintana Roo que estão duas ruínas muito especiais, Cobá e Tulum, cada uma com suas histórias e encantos.
RUÍNAS DE COBÁ
A mais alta das pirâmides em Cobá, que pode ser subida por turistas (na península do Yucatán, no México)
A uma hora de Valladolid, no caminho para Tulum e já no estado de Quintana Roo estão as ruínas de Cobá. O complexo foi descoberto pelos “chicleteros”, trabalhadores que extraíam a borracha do Zapote Chico, árvore que deu origem à goma de mascar Adams.
A mata densa que tomou conta das ruínas de Cobá, na península do Yucatán, no México
Passando por túnel sob as ruínas mayas de Cobá, na península do Yucatán, no México
Cobá teve o seu apogeu entre os anos de 800 e 1.100 d.C. e chegou a abrigar uma população de 40 mil habitantes. Das ruínas mayas aqui citadas é a menos turística e por isso mesmo guarda um charme especial. Além do Templo de las Iglesias e do Conjunto de las Pinturas, o templo mais impressionante é o Nohoch Mul, ou grande pirâmide. Esta é a maior pirâmide maya no Yucatán, com 42 metros de altura! Lá do alto podemos ver as colinas que margeiam a Ruta Puuc.
Pela lateral, o Rodrigo ultrapassa vários turistas na subida à mais alta das pirâmides de Cobá, na península do Yucatán, no México
Um pequeno Juego de Pelotas, com seus aros característicos nas laterias, nas ruínas mayas de Cobá, na península do Yucatán, no México
Turistas usam a corda para descer a pirâmide de Cobá, na península do Yucatán, no México
As estruturas estão espalhadas por uma grande área, conectadas por sacbeob, caminhos brancos mayas. A mata secundária é bem crescida para o pobre solo da região e faz a caminhada ainda mais prazerosa dos dias quentes. Há também a opção de alugar bicicletas ou ainda pagar um bici-táxi para dar a volta por todo o sítio. Nós aproveitamos para caminhar na mata e fazer um pouco de exercício.
Bicitaxis levam turistas pelas longas alamedas das ruínas mayas de Cobá, na península do Yucatán, no México
Junto com a Val, caminhando pelas longas alamedas de Cobá, antiga cidade maya na península do Yucatán, no México
Ficamos hospedados na vila de Cobá, um quilômetro antes da entrada do sítio arqueológico. A vila é pequenininha e nada turística, encontramos um hostal familiar onde pudemos trocar receitas com a filha mais velha, que nos ensinou bastante sobre a culinária local, temperos e molhos. Numa caminhada rápida pela pequena vila eu e a Val ainda pudemos ver o final de um casamento que estava acontecendo na igrejinha, foi sensacional. A propósito, a Vila de Cobá foi eleita pela Valéria a melhor hospedagem da viagem!
Com a Val, no topo da mais alta pirâmide da cidade maya de Cobá, na península do Yucatán, no México
RUÍNAS DE TULUM
A Cidade Maya de Tulum foi ocupada entre os anos de 1200 e 1521 d.C, no período conhecido como pós-clássico. Seu nome na língua maya quer dizer “muro”, mas este foi o nome dado pelos exploradores no século XX. A cidade era chamada por seus habitantes de Zama, ou “entardecer”, mal sabiam os mayas que este seria mesmo o entardecer de sua civilização, já que esta foi uma das últimas cidades mayas a ser abandonada, 75 anos depois da chegada dos espanhóis.
A combinação perfeita em Tulum: ruínas mayas e o mar caribenho! (na península do Yucatán, no México)
O sítio Arqueológico não é muito extenso, mas é excepcional, pois são as únicas ruínas mayas na beira do mar. Sua localização estratégica fazia de Tulum um importante porto para os mayas, que interligavam suas rotas comerciais com as cidades mais ao sul, passando por Belize e até Honduras.
Mar do Caribe visto do alto das ruínas mayas de Tulum, no México
Imaginem qual não foi a surpresa do navegador espanhol Juan de Grijalva quando passou por este litoral em 1518 e avistou uma imensa cidade amuralhada, com edifícios coloridos em vermelho, azul e amarelo e uma chama no topo de um mirante! Que privilégio esses navegadores tiveram! Segundo alguns arqueólogos esta chama seria de um farol, outros acreditam que era uma capela.
Visitando as ruínas mayas de Tulum, em frente ao mar do Caribe, no México
Os templos ainda possuem alguns estucos e estelas, fachadas decoradas e além do Kukulcán (a serpente emplumada), aqui se encontraram também referências ao Deus do Vento e outro chamado pelos arqueólogos de Deus Descendente. As águas azuis do Mar do Caribe e as pequenas praias de areias brancas completam um cenário magnífico, entre ruínas e iguanas. Imperdível!
Iguanas, os atuais moradores das ruínas mayas de Tulum, no sul do México
As impessionantes ruínas mayas de Tulum, em frente ao mar caribenho, na península do Yucatán, no México
Justamente por sua localização este é um dos sítios mais visitados no estado de Quintana Roo, próximo à Playa del Carmen, do Povoado de Tulum e a apenas 1h40 de Cancún. Fomos cedo para tentar evitar a superlotação, mas acho que todos pensaram igual. Nós contratamos um guia para dar uma melhor ideia da cultura maya in loco. É sempre mais fácil e faz a visita render bastante, já que ele sabe os principais pontos e passa várias informações interessantes.
A impressionante cor do mar do caribe, em Tulum, no México
As impessionantes ruínas mayas de Tulum, em frente ao mar caribenho, na península do Yucatán, no México
Nesta série de posts sobre as ruínas mayas espero ter conseguido resumir um pouco da história e da nossa experiência nestes 4 sítios arqueológicos da Península do Yucatán. Para mim foi uma experiência riquíssima! Saímos daqui muito mais íntimos desta civilização tão próxima e ao mesmo tempo tão distante de nós. Mas a nossa passagem pelo Mundo Maya não para por aqui, ainda iremos encontrá-los mais ao sul em Belize, Guatemala e Honduras!
Uma das muitas estelas expostas na cidade maya de Cobá, na península do Yucatán, no México
E aí, gostaram do passeio pelas ruínas mayas de Quintana Roo? Confiram também as antigas cidades Mayas de do estado vizinho de Yucatán.
A Serra do Espírito Santo se erodindo, alimentando as dunas do Jalapão - TO
Hoje fomos visitar duas das principais atrações do Jalapão: o Maciço do Espírito Santo e as Dunas. Há aproximadamente 40 minutos da cidade de Mateiros, a entrada para a trilha do Espírito Santo é bem sinalizada, possui uma área de estacionamento e apenas um pequeno trecho de areia que um carro baixo pode querer agarrar.
Fiona nos espera no pé da Serra do Espírito Santo, no Jalapão - TO
Só a estrada para lá já é um desbunde. Chapadas imensas com paredões coloridos entre cerrados, capins dourados e sempre vivas.
A vastidão do Jalapão - TO
A subida da chapada leva em torno de meia hora, a trilha é um pouco íngreme e vai ziguezagueando a encosta, com bancos para descanso e até cordas bem colocadas para auxiliar na subida e principalmente com as pedras soltas na descida. Lá em cima são mais 3 quilômetros de caminhada até o mirante. No alto vemos uma grande planície cerrada, vistas para todos os lados até cruzarmos efetivamente o chapadão para o outro lado da montanha e começarmos a avistar as dunas.
Serra do Espírito Santo e dunas do Jalapão - TO
O processo de erosão do maciço Espírito Santo está acontecendo em uma velocidade impressionante, o que parece quase um desastre da natureza, ao mesmo tempo forma uma das paisagens mais maravilhosas do Jalapão. Uma montanha escarpada colorida de vermelho, amarelo e branco, tons mais escuros e veias desgastadas pelo vento que a deixam com um visual similar à do Grande Cânion dos Estados Unidos.
No mirante do Espírito Santo, ponto de observação das dunas do Jalapão - TO
O desgaste desta encosta arenítica forma abaixo delas as famosas dunas do Jalapão, nossa próxima parada. São mais 15 minutos de carro até a entrada das dunas, em frente ao único bar que você verá do lado esquerdo da estrada. A tiazinha do bar vem abrir as porteiras e cobrar 5 reais por pessoa e dar as dicas de qual trilha seguir. Ali encontramos uma família do interior de São Paulo que está morando em Palmas, Lúcio, Daniela e seus filhos Felipe e Enzo. Eles estavam em uma caminhonete 4 x 2 e pediram resgate caso atolassem no areal. É claro! Vamos que vamos! Lúcio passou voando nas areias mais fofas, teve que ter braço forte e não precisou de resgate nenhum! Carros baixos já teriam problemas.
As famosas dunas avernelhadas do Jalapão - TO
Uma trilha de uns 500m nos levam a um dos cenário mais sensacionais da região. As dunas avermelhadas sugerem finalmente a imagem de deserto que fazemos do Jalapão. Um riacho que logo à frente vai encontrar o Rio Novo, forma um pequeno oásis na base das dunas. Ali vemos ao vivo e a cores o processo geológico de formação das dunas e erosão do maciço. Aquilo que a terra leva milhões de anos para construir e alguns chegam e conseguem destruir em minutos.
As famosas dunas avernelhadas do Jalapão - TO
O Naturatins, órgão governamental que trabalha junto ao ICM-Bio e à Secretaria de Meio Ambiente, fiscalizando e orientando, colocou uma placa na base das dunas solicitando que o paredão não seja utilizado para subidas ou descidas nas dunas. Este deslizamento de areia está causando o processo de assoreamento do riozinho abaixo dela e por conseqüência, do Rio Novo. Ainda assim chegamos lá e o paredão estava todo pisado, de cima abaixo, de um lado a outro. Pena ver que ainda existem pessoas sem consciência ambiental e o mínimo de respeito.
Explorando as dunas do Jalapão - TO
Esperamos que esta consciência mude, para que as gerações futuras possam ter o mesmo privilégio de chegar a um lugar em que o tempo é contado em cada grão de areia em que pisamos.
As planícies do Jalapão vistas do alto da Serra do Espírito Santo, no Jalapão - TO
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