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Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Chile Há 2 anos: Chile

Newseum

Estados Unidos, District of Columbia, Washington

Maravilhosa foto vencedora do prêmio Pullitzer de Fotografia, no Museu da Imprensa em Washington DC, capital dos Estados Unidos

Maravilhosa foto vencedora do prêmio Pullitzer de Fotografia, no Museu da Imprensa em Washington DC, capital dos Estados Unidos


A cidade de Washington DC abriga mais de 70 museus sobre todas as áreas e temas que você possa imaginar! Dentre estes setenta e tantos museus se destacam os 18 museus gratuitos do Instituto Smithsonian, criado pelo inglês James Smithson “para o aumento e difusão do conhecimento”. A maioria destes museus estão no National Mall, entre o Capitólio e o Washington Monument e sem dúvida merecem uma visita.

Smithsonian Castle, em Washington DC, capital dos Estados Unidos

Smithsonian Castle, em Washington DC, capital dos Estados Unidos


Os destaques são o National Air and Space Museum e o Natural History Museum que já visitamos em 2007. Outros museus imperdíveis aqui em DC são a National Gallery of Art, com coleções maravilhosas de artistas de todo o mundo, e o Museu do Holocausto, este mais pesado, triste, mas na minha opinião a visita é obrigatória. Não teríamos tempo para explorar a lista completa dos museus. Foi conversando com os amigos MauOscar, e sua longa lista de museus visitados na cidade, que definimos qual seria o o nosso eleito: o Newseum.

Examinando jornais do mundo inteiro no Museu da Imprensa em Washington DC, capital dos Estados Unidos

Examinando jornais do mundo inteiro no Museu da Imprensa em Washington DC, capital dos Estados Unidos


Como o próprio nome já sugere, o Newseum é um museu da história da imprensa mundial e como a imprensa conta a história diariamente, o Newseum é um museu de história contada pelas capas dos mais importantes jornais de todo o mundo há mais de 500 anos!

Primeira Página de jornal histórica, no Museu da Imprensa em Washington DC, capital dos Estados Unidos

Primeira Página de jornal histórica, no Museu da Imprensa em Washington DC, capital dos Estados Unidos


São 35 mil capas de jornais, 8.861 artefatos e 3.800 imagens que remontam mais de 500 anos de história mundial. A nova sede do museu, que começou na cidade de Rosslyn – Virgínia em 1997 e seu mudou para DC em 2006, expõem todo este material em 7 andares e diferentes exposições fixas e temporárias.

Primeira Página de jornal histórica, no Museu da Imprensa em Washington DC, capital dos Estados Unidos

Primeira Página de jornal histórica, no Museu da Imprensa em Washington DC, capital dos Estados Unidos


A minha preferida foi a Galeria Pulitzer de Fotografias, com mais de 1.000 imagens organizadas cronologicamente e com as respectivas hitórias, do fotógrafo, da foto e do personagem ou cena fotografada. Imagens maravilhosas, fortes e, obviamente, sempre muito significativas. A galeria também expões entrevistas com 74 fotógrafos ganhadores do Pulitzer.

Museu da Imprensa em Washington DC, capital dos Estados Unidos

Museu da Imprensa em Washington DC, capital dos Estados Unidos


A Galeria do 9/11 (11 de Setembro 2011) apresenta cenas, relatos e histórias dos jornalistas que cobriram os fatos ao vivo, suas experiências traumáticas e cenas dos bastidores. A notícia e a realidade nua e crua. Na entrada da sala de vídeo tem uma caixinha de lenço, eu entrei e a princípio não entendi bem aquela caixa aparentemente fora de lugar. Compreendi apenas quando saí da sala com os olhos inchados e o nó na garganta.

Parte da torre que estava sobre o WTC, derrubado no 11/09, no Museu da Imprensa, em Washington, nos EUA

Parte da torre que estava sobre o WTC, derrubado no 11/09, no Museu da Imprensa, em Washington, nos EUA


Outra sessão interessantíssima é a Galeria do Muro de Berlim – “Uma barreira que não podia conter a informação”. A exposição mostra como a informação chegava na Alemanha Oriental, apesar da repressão exercida pelo governo comunista. As cenas emocionantes da queda do muro em 1989 ficam ainda mais fortes e emocionantes ao lado do concreto real exposto na sala. São mais de 3 toneladas de muro original, com seus pixados coloridos, imagens e palavras de protesto e indignação. Só no lado da Alemanha Ocidental, é claro.

Em frente {a pedaços do Muro de Berlin, no Museu da Imprensa, em Washington, nos EUA

Em frente {a pedaços do Muro de Berlin, no Museu da Imprensa, em Washington, nos EUA


Salas interativas, dois estúdios de televisão que transmitem ao vivo para todo o país e um mundo de informações e fatos contados pelos melhores jornalistas de todos os tempos. A visita ao Newseum é deliciosa, cativante e envolvente. Quando você menos esperar terá passado horas dentro do museu sem nem notar, mas algo dentro de você terá mudado. Uma coisa que muitos até sabem, mas poucos dão importância: a noção de que hoje e a todo momento estamos vendo, vivendo e fazendo parte desta história.

Caminhando em Washington DC, capital dos Estados Unidos

Caminhando em Washington DC, capital dos Estados Unidos

Estados Unidos, District of Columbia, Washington, museu, Newseum

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De Feira de Santana à Petrolina!

Brasil, Bahia, Feira de Santana, Pernambuco, Petrolina

Com o James, do hotel Kalilandia, em Feira de Santana - BA

Com o James, do hotel Kalilandia, em Feira de Santana - BA


Depois de uma viagem mega estressante ontem a noite chegamos em Feira de Santana. Estressante porque saímos um pouco atrasados do Poço Azul e acabamos pegando parte da estrada no escuro. Os últimos 80km (aprox.), sendo que seriam os mais perigosos, já que recebemos avisos e ouvimos histórias de assaltos constantes nas estradas próximas de Feira. Fomos pela BR 116, com um grande fluxo de caminhões o que é ruim, mas é bom, pois pelo menos dificulta a ação de qualquer bandido desalmado.

O escritório que muitos gostariam de trabalhar! (em Feira de Santana - BA)

O escritório que muitos gostariam de trabalhar! (em Feira de Santana - BA)


Graças aos 100 Pai Nossos que eu rezei nós chegamos bem! Rsrsrs! Bem tensa, mas bem. Fomos direto para a Pousada Kalilândia na principal praça do bairro de mesmo nome, um dos mais bacanas da cidade. Por que viemos parar em Feira de Santana? Pois é, ossos do ofício, a Fiona está prestes a completar seus 20mil km rodados e precisava cumprir a revisão na concessionária. Enquanto ela estava lá, no seu médico e salão de beleza, nós aproveitamos para nos cuidar também!

Praça em Feira de Santana - BA

Praça em Feira de Santana - BA


O Rodrigo foi ao barbeiro dar um trato completo: barba, cabelo e bigode! Tão bunitinho! Eu fui ao correio postar nossas justificativas de voto do segundo turno e encontrei no caminho uma Clínica de Terapias Corporais e Estéticas. O massagista é filho de um quiroprata e massoterapeuta com uma esteticista, especializada em drenagem linfática, massagem relaxante, entre outras. Leonardo tem o dom e depois de uma hora de massoterapia, mesclada com aromaterapia e técnicas de drenagem e acumpuntura eu saí novinha em folha! Também, depois de andar mais de 100km na Chapada, eu estava precisada!

Com o James, do hotel Kalilandia, em Feira de Santana - BA

Com o James, do hotel Kalilandia, em Feira de Santana - BA


Feira não estava nos planos, mas foi necessário, portanto acabamos adaptando o roteiro e decidimos seguir viagem para Petrolina! Não antes sem falar com o nosso amigo mega empresário das uvas na região. Infelizmente a safra já acabou e Enio já voltou para Curitiba, mas gentil como sempre, fez questão de nos receber através de sua mãe, Iolanda. Seguimos viagem para Petrolina!

Chegamos a Juazeiro em torno das 19h, mas para atravessar a ponte par Petrolina foi um parto, o trânsito nos deixou empatados por quase uma hora.
Agora, é outra coisa chegar e sermos recepcionados por alguém da cidade. Iolanda é de Curitiba, mas mora lá há 7 anos, desde que iniciaram a produção de uvas na região. Fomos super bem recebidos e ela logo nos convidou para conhecer uma das atrações da cidade, o Bodódromo!

Como Iolanda mesmo o descreveu, é a Santa Felicidade do bode, sendo que quando você escuta bode, é na realidade de carneiro que estão falando. A carne de bode é rara, porém ainda é consumida em algumas casas. No bodódromo a única iguaria de bode que se pode degustar é a lingüiça. Nós não estávamos muito dispostos depois de um dia inteiro de estrada, dizem que é muito forte, então não arriscamos. Fomos logo na especialidade da casa, mignon e picanha de carneiro! Deliciosa! Enquanto isso, conhecemos alguns amigos de Iolanda, ouvimos um pouco mais sobre a região e principalmente sobre a produção de uva no Vale do Rio São Francisco. Já vi que teremos muito a aprender amanhã. Ana Biselli, direto de Pernambuco: BOA NOITE! =)

Brasil, Bahia, Feira de Santana, Pernambuco, Petrolina, bodódromo, Fiona, Juazeiro, Kalilândia, revisão

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Pedalando em Maceió

Brasil, Alagoas, Maceió

Praia de Pajuçara em Maceió - AL

Praia de Pajuçara em Maceió - AL


Algumas cidades foram feitas para a bicicleta, cidades planas, cidades praianas, grandes ou pequenas. Maceió é uma delas, basta um pouco de disposição e uma magrela para conhecer a sua orla de cabo a rabo. Ficamos no Ibis na Praia da Pajussara e eles, já sabendo disso, disponibilizam bicicletas a módicos 5,00 por hora para os hóspedes. Não pensamos duas vezes.

Passeando de bicicleta em Maceió - AL

Passeando de bicicleta em Maceió - AL


Saímos da ponta da Pajussara, percorremos toda ela, forrada de bares e barracas de praia, dos mais simples aos mais sofisticados. Passamos para a Ponta Verde, praia preferida de muito por aqui, e fomos sair lá na praia da Jatiúca, praia longa, mais aberta e com ondas. As tribos se dividem por praia, por barraca, nesta ficam os surfistas, no meio da Praia Verde muitas famílias, já na ponta a galerinha jovem mais descolada, onde fica o Lopana, um lounge bar à beira mar delicioso.

Praia de Ponta Verde em Maceió - AL

Praia de Ponta Verde em Maceió - AL


Um dos mares mais verdes que já vi, um “eletric green” que chega a ofuscar os olhos! Tudo isso por que nestes dias anda ventando demais e ele ainda está meio sujo. O Rodrigo tem boas lembranças da Jatiúca, onde esteve antes de eu nascer, com toda a sua família! Almoçamos em um restaurante no caminho e pegamos um final de tarde delicioso no Lopana, com direito a um banho de mar, uma caipirinha de morango e um DJ ótimo embalando o pôr-do-sol. Que delícia!

Fim de tarde na orla de Maceió - AL

Fim de tarde na orla de Maceió - AL


Dia 23 de Dezembro e nós aqui, neste calor, praia, sol... Nem parece que amanhã é natal! Confesso que preferi a praia aos shoppings lotados para compras de última hora. Estou começando a entender o clima natalino aqui do nordeste.

Jangadas em Maceió - AL

Jangadas em Maceió - AL

Brasil, Alagoas, Maceió, bicicletas, bike, Jatiuca, Pajussara, Ponta Verde, Praia

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O caminho foi a viagem, o meio e o fim.

Brasil, São Paulo, São Paulo

Dos jardins ao centro, uma leitura básica e superficial da divisão social paulista a partir do metrô.

Linha Amarela – Nova Estação de Metrô da Faria Lima – proletariado curioso da Faria Lima, uma vez que este metrô está apenas em fase de teste. Realmente é um metrô de primeiro mundo, novinho, funcional e muito seguro. Achei curioso que nenhuma cadeira tem apoio no chão, são todas afixadas pela lateral ou barras elevadas, o que facilitará e muito a manutenção e limpeza do trem. Na estação as portas de vidro separam o trilho da plataforma, pensando na segurança dos usuários suicidas ou da muvuca em polvorosa por não perder o próximo trem.

A nova e moderna linha de metrô amarela, em São Paulo

A nova e moderna linha de metrô amarela, em São Paulo


Linha Verde – Paulista – estudantes de classe média-alta e trabalhadores engravatados. Todos apressados, muito ocupados, mas sempre com aquele tom blasé de quem se sente mais importante do que realmente é. O metrô condiz com a educação deste público, limpo, bem conservado, campanhas publicitárias bem direcionadas sobre cultura e marcas da moda.

Linha Vermelha e Linha Azul - Sé e República – classe média baixa, a famosa e tão falada classe C em ascensão. O metrô lotado já é mais sujo, pichações e as campanhas acompanham o interesse do povo. Show sertanejos, hip hop e shoppings populares. São milhares de pessoas preocupadas em sobreviver. Guerreiros dispostos a brigar por seu espaço, seja ele no mercado de trabalho ou até mesmo no trem lotado. Na Praça da Sé vemos o desdobramento disso, vendedores ambulantes, artistas solitários fazendo apresentações para um grupo de pessoas, manifestação no prédio do governo.

Catedral da Sé, em São Paulo

Catedral da Sé, em São Paulo



E no caminho, apenas em minha mente, o som de Caetano Veloso...

É que quando eu cheguei por aqui, eu nada entendi,
Da dura poesia concreta de suas esquinas,
Da deselegância discreta de suas meninas...”.

Permeando o caminho: um almoço no Bar da Dona Onça, no Copan, prédio de Oscar Niemayer.

O famoso prédio Copan

O famoso prédio Copan


Compras rápidas nas lojas de fotografia na 7 de Abril. Caminhar pelo Viaduto do Chá,

Vista a partir do Viaduto do Chá, no centro de São Paulo

Vista a partir do Viaduto do Chá, no centro de São Paulo

Viaduto do Chá

Viaduto do Chá


Pateo do Collegio, local onde foi fundada a cidade de São Paulo até chegar na “Sé Square”, como dizia a placa indicativa turística.

Pátio do Colégio, onde começou a cidade de São Paulo

Pátio do Colégio, onde começou a cidade de São Paulo


Pátio do Colégio, onde começou a cidade de São Paulo

Pátio do Colégio, onde começou a cidade de São Paulo

Brasil, São Paulo, São Paulo, Capital, centro, Metrô, Metropole

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Dog Sled no Sol Ártico!

Groelândia, Ilulissat

Nosso 'motorisra' nos levar para passear de dogsleding em Ilulissat, na Groelândia

Nosso "motorisra" nos levar para passear de dogsleding em Ilulissat, na Groelândia


A paisagem se transforma quando o sol resolve dar o ar da graça acima do círculo polar ártico. As cores se destacam, contrastando com o branco e os tons de azul do céu, do mar e das geleiras formam um verdadeiro arco-íris polar, colorindo o cenário frio e sem cor dos últimos dias.

Pequenos icebergs compões a magnífica paisagem da praia de Ilulissat, na Groelândia

Pequenos icebergs compões a magnífica paisagem da praia de Ilulissat, na Groelândia


O mar gelado em frente ao nosso hotel em Ilulissat, na Groelândia

O mar gelado em frente ao nosso hotel em Ilulissat, na Groelândia


Um dos fatos impressionantes sobre Ilulissat é o número de cachorros que vivem aqui. A cidade de quase 5.000 habitantes possui em torno de 3.500 cachorros! Huskies groenlandeses puros são um orgulho para os inuits, que por muito tempo dependeu apenas deles para o seu transporte. Hoje além do turismo, os trenós puxados por cachorros ainda são utilizados pela população mais tradicional para caça e pesca no gelo.

Cães em disparada, puxando o nosso trenó em Ilulissat, na Groelândia

Cães em disparada, puxando o nosso trenó em Ilulissat, na Groelândia


Muny, nosso motorista do dog sled, nos conta que trabalhou duro para comprar os seus 15 cães. Faz 6 meses que ele está com a sua matilha que custou em torno de 1.500 dólares, um valor alto para os inuits. A raça pura conhecida como Greenlandic Huskie é muito forte e está super acostumada com o frio.

Cães em disparada, puxando o nosso trenó em Ilulissat, na Groelândia

Cães em disparada, puxando o nosso trenó em Ilulissat, na Groelândia


Eles comem uma vez ao dia, a base da sua alimentação é o peixe e eventualmente ração. Ficamos preocupados, pois ouvimos falar de criadores que machucam os animais e fazem dieta forçada para que eles trabalhem mais. Aqui não é o caso, segundo Muny, os cachorros ficam muito felizes, pois além de ganharem uma refeição extra no dia de trabalho, vão poder correr e se exercitar em vez de ficarem parados.

Passeio de dogsleding nas lindas paisagens de Ilulissat, na Groelândia

Passeio de dogsleding nas lindas paisagens de Ilulissat, na Groelândia


A matilha sempre tem um líder, geralmente o que escuta melhor os comandos do dono, no nosso caso é uma fêmea menorzinha que tem bom ouvido e puxa o grupo. O passeio é animal, foi amor ao primeiro solavanco! O trenó desliza fácil sobre a neve e pega velocidade facilmente. No caminho os nossos cães se embananaram com os cães do trenó que estávamos ultrapassando, um nó difícil de soltar, ainda mais em movimento!

A inspiradora pista de dogsleding na periferia de Ilulissat, na Groelândia

A inspiradora pista de dogsleding na periferia de Ilulissat, na Groelândia


Percorremos a avenida de trenós em direção às montanhas em um circuito de pouco mais de uma hora, beirando as montanhas e chegando até o aeroporto. Uma pausa para os cachorros descansarem, beberem um pouquinho de neve, enquanto nós tomamos um chazinho quente. O vento gelado judia das pontas, dedos, nariz e orelhas ficam logo amortecidos, mas a diversão é tanta quase nem sentimos! Passeios mais longos exigem o aluguel de roupa feita com a pele de foca, uma facada, mas é necessária se você não quiser voltar para casa feito um greenlandic picolé!

Felizes da vida, andando de dogsleding nas planícies geladas de Ilulissat, na Groelândia

Felizes da vida, andando de dogsleding nas planícies geladas de Ilulissat, na Groelândia


Viajando com tempo podem ser planejados passeios de trenós por 3, 5 e até 7 dias, passando por vilas inuits mais afastadas, dormindo no gelo e incluindo outras paisagens e atividades como pesca no gelo, etc. Deve ser uma experiência de outro mundo, passar horas e horas deslizando sobre um deserto de gelo, isolados de tudo! Mais um item para o bucket list!

Aproveitando o lindo dia para passear de dogsleding em Ilulissat, na Groelândia

Aproveitando o lindo dia para passear de dogsleding em Ilulissat, na Groelândia


Os melhores meses para o dog sledding são fevereiro, março e abril, mas vale uma visita ao site www.greenland.com/us para conferir a disponibilidade dependendo da região que você irá visitar. Indo para a costa leste rola até tirar uma carteira de motorista de dog sled. Não será muito útil no Brasil, mas com certeza será divertido!

Meio de transporte moderno em Ilulissat, na Groelândia

Meio de transporte moderno em Ilulissat, na Groelândia


O planejamento do dia começava com um passeio de barco pela Disko Bay até a boca do Icefjörd, mas por incrível que pareça o clima não estava do nosso lado. Dia lindo, mas com um forte vento norte, que torna a navegação entre os icebergs muito mais perigosa. O barco cancelou o passeio. Impossível conter a frustração, tudo o que eu conseguia pensar era que com certeza voltarei para a Groelândia muito antes do que eu estava imaginando!

Barco navega entre blocos de gelo em Ilulissat, na Groelândia

Barco navega entre blocos de gelo em Ilulissat, na Groelândia


Andamos pela cidade com um final de tarde maravilhoso! Os icebergs em frente à praia da Zion´s Church estavam lindíssimos!

Passeio na 'praia' gelada de Ilulissat, na Groelândia

Passeio na "praia" gelada de Ilulissat, na Groelândia


Cruzamos a baía congelada no porto de Ilulissat caminhando entre os pescadores e estivadores, que se preparavam para a próxima pescaria.

Trabalhando no porto de Ilulissat, na Groelândia

Trabalhando no porto de Ilulissat, na Groelândia


De repente me bateu um desespero, uma vontade imensa de sair andando e fazer o tempo parar! Um país tão imenso, tão selvagem e nós não conseguimos nem começar a explorá-lo! “Aqui na Groelândia é assim, você faz o que o clima permitir”, me disse Tânia da agência de turismo, em algum momento do nosso dia.

Caminhada pela praia congelada de Ilulissat, na Groelândia

Caminhada pela praia congelada de Ilulissat, na Groelândia


Enquanto o Rodrigo foi para o hotel, eu enfrentei o frio e continuei caminhando. O vento forte e cambaleante não me intimidava mais e a cada minuto eu me dava mais conta de que eu simplesmente não queria ir embora. Serão as lembranças da minha vida de esquimó? Ou a minha passagem pela Groelândia com a frota Viking? Hahaha! Difícil adivinhar, só sei que nos veremos novamente e não irá demorar.

Pôr-do-sol majestoso às 10:20 da noite em Ilulissat, na Groelândia

Pôr-do-sol majestoso às 10:20 da noite em Ilulissat, na Groelândia


Em um dos entardeceres mais lindos que já vi na vida, o sol se despede detrás das montanhas na Disko Bay.

Maravilhoso fim de tarde junto aos iglus modernos do nosso hotel em Ilulissat, na Groelândia

Maravilhoso fim de tarde junto aos iglus modernos do nosso hotel em Ilulissat, na Groelândia

Groelândia, Ilulissat, Ártico, Dog Sled, Iceberg

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Projeto Peixe-Boi

Brasil, Pernambuco, Itamaracá, Paraíba, Jacumã (Tambaba)

Visitando o Projeto Peixe-Boi, na ilha de Itamaracá - PE

Visitando o Projeto Peixe-Boi, na ilha de Itamaracá - PE


O Projeto Peixe-boi no ICM Bio luta para preservá-lo e retirá-lo da lista de animais em extinção. São 3 espécies de Peixe-Boi encontradas no mundo, o marinho, o amazônico e o africano. Eles variam de 2 a 5m de comprimento e podem pesar até 700kg! Mesmo tão grandes e gordos, são animais herbívoros, se alimentam de frutos e plantas ás margens dos manguezais, comendo até o equivalente a 10% do seu peso por dia. Gostam de águas quentes e por isso são encontrados na costa brasileira entre os estados de Sergipe e Amapá, já tendo desaparecido do litoral do Espírito Santo e Bahia.

Peixe_Boi submerso em seu tanque, na ilha de Itamaracá - PE

Peixe_Boi submerso em seu tanque, na ilha de Itamaracá - PE


O peixe-boi não possui predadores e por isso é um ser completamente pacífico, se aproxima das embarcações e costas sem medo algum. Assim o animal mais perverso deste planeta, o ser humano, utiliza como método de caça a asfixia do animal. São colocados tampões nas imensas narinas do peixe-boi e ele acaba morrendo com falta de ar. Desta forma são melhor aproveitados o couro para bolsas e outros utensílios e sua carne, que faz parte do cardápio de caiçaras e famílias ribeirinhas da Amazônia.

Ossada de baleia no Projeto Peixe-Boi, na ilha de Itamaracá - PE

Ossada de baleia no Projeto Peixe-Boi, na ilha de Itamaracá - PE


O projeto vem obtendo sucesso, já reintroduziu ao meio ambiente diversos filhotes capturados acidentalmente em redes de pesca. Há também um trabalho de conscientização ambiental realizado com pescadores e populações que ainda possuem a cultura do abate e consumo do Peixe-Boi.

As muralhas da enorme Fortaleza de Orange, na ilha de Itamaracá - PE

As muralhas da enorme Fortaleza de Orange, na ilha de Itamaracá - PE


Conhecer o projeto já é bacana, ainda mais com o tempo nublado e meio chuvoso que amanheceu hoje. Fomos caminhando até o Projeto Peixe-Boi e de lá seguimos para o Forte Orange, grande fortaleza do exército que está fechada há 3 meses para escavações e restaurações. Infelizmente a impressão que fiquei da Ilha de Itamaracá não foi das melhores, muito lixo e sujeira nas ruas, falta de organização. Para não irmos embora com essa má impressão resolvemos explorar um pouco mais a ilha e dar um pulinho nas praias do norte. Fomos até o pontal, mar verdinho e céu bem azul, parece ser melhor opção que o sul da ilha.

Passeando nas praias de Itamaracá - PE durante a maré baixa

Passeando nas praias de Itamaracá - PE durante a maré baixa


Seguimos viagem para o litoral sul paraibano. O exército trabalha na duplicação da BR101 e quando entramos para a estrada de Conde sentimos que estamos mais perto de casa. Um cenário muito parecido com o interior de SP e do PR, dentre plantações de cana de açúcar, eucalipto e até bambu! Essa foi nova, nunca tinha visto, acabei descobrindo que o bambu é utilizado para a fabricação de papelão.

Praia na ilha de Itamaracá - PE

Praia na ilha de Itamaracá - PE


Conde é uma cidade sem praias, mas incluem-se nos limites do seu município as praias de Jacumã, Tabatinga, Coqueiro e Tambaba, famosa por ser uma praia naturista defendida por lei. Fomos direto ao mirante da Praia de Tambaba, uma vista belíssima das praias e falésias.

Mirante da praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Mirante da praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB


Almoçamos no Restaurante Arca do Bilú, personagem da região, mas infelizmente não o encontramos, provavelmente estava surfando. Logo nos instalamos na Pousada dos Mundos em Tabatinga, à margem de um rio é próxima ao mar. Já com o sol se pondo tomamos um belo banho triplo, mar, rio e piscina! Vida boa sim, mas muito trabalho também! Aproveitamos a noite para colocar fotos, blogs e posts da Gazeta do Povo em dia. Amanhã teremos um dia cheio, Tambaba (?!), Coqueiro e caiaque no fim de tarde.

Brasil, Pernambuco, Itamaracá, Paraíba, Jacumã (Tambaba), Conde, Ilha de Itamaracá, Praia, Tabatinga

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Paseo Carmelita

Paraguai, Asunción

Máximas de bar, em pub irlandes no Paseo Carmelita, em Asunción - Paraguai

Máximas de bar, em pub irlandes no Paseo Carmelita, em Asunción - Paraguai


Como toda cidade grande Asunción possui dois (ou mais) grandes centros: o centro histórico, onde está localizado o centro político e o comércio popular de rua e a região de classe média-alta, que compreende a os bairros de Villa Morra, Carmelitas, San Jorge e Ycua Sati. Esta é uma área mais residencial cortada por largas avenidas que facilitam o trânsito e entremeada de ruas charmosas, mais estreitas e bem arborizadas. Nas avenidas principais se instalaram lojas de marcas internacionais, shoppings de alto nível, bares e restaurantes de todos os tipos. Já nas ruas menores podem-se encontrar alguns bistrôs, boutiques, etc. A região de Ycua, no cruzamento das avenidas España e Santa Teresa estão o Sheraton e o Ibis e à direita hotéis menores, mais aconchegantes como o Pelican, Los Alpes ou Portal do Sol, onde ficamos hospedados. O bairro nos lembrou o Jardim Europa em São Paulo, casas imensas, poucos prédios e muito verde.
Depois de um dia cheio de história, conhecendo o centro antigo, decidimos conhecer a noite de Asunción. Pesquisei na internet, conversei com alguns amigos e até me cadastrei no Couch Surfing procurando por paraguaios animados para nos apresentar as baladas da capital. Entretanto o contato que consegui foi através dos nossos amigos viajantes chilenos do América Sin Fronteras (http://amsinfronteras.blogspot.com/ ). Ela os hospedou quando passaram aqui em Asunción e nos deu ótimas dicas. Pena que não pôde nos acompanhar, mas foi por uma causa nobre, viajou hoje a noite para Buenos Aires para ver a final da Copa América – Paraguay x Uruguay.

Banda cover do The Cure, em pub irlandes no Paseo Carmelita, em Asunción - Paraguai

Banda cover do The Cure, em pub irlandes no Paseo Carmelita, em Asunción - Paraguai


Fomos ao Paseo Carmelita, notadamente o shopping mais badalado da cidade. Além de ter tudo o que um shopping normal teria, possui também uma área de restaurantes e bares voltados para a rua. Só ali tínhamos duas opções de balada, um Tributo aos The Cramberies, no Flow Bar e outro era um Tributo ao The Cure, no Kilkenny Pub. Ficamos com a segunda opção, já que a primeira estava com uma faixa etária incompatível e umas meninas meio histéricas na platéia. Um pub irlandês não era exatamente o que imaginávamos de uma night paraguaia, mas foi muito bacana para desmistificar a imagem que, sem querer, fazemos deste povo. Sim, ali há todos os tipos que encontramos em todas as cidades grandes, roqueiros cabeludos ou na linha inglês fashion e “despretencioso”, as patricinhas, a namorada do tecladista e os apaixonados pela banda inglesa que acompanhavam o show como se fora um concerto da banda original.

Banda cover do The Cure, em pub irlandes no Paseo Carmelita, em Asunción - Paraguai

Banda cover do The Cure, em pub irlandes no Paseo Carmelita, em Asunción - Paraguai


Com tantas figurinhas carimbadas, faltava apenas encontrarmos brasileiros no bar, outra raça que está em todo lugar e... bingo! Sentou em nossa mesa um casal, ele mineiro e ela gaúcha, se conheceram aqui no primeiro ano de mestrado. Este é um mercado que eu desconhecia, mestrado intensivo de férias para brasileiros. As grades dos cursos são feitas dentro do currículo brasileiro e alguns cursos chegam a ser lecionados em português. São professores de universidades brasileiras contratados pelas hermanas paraguaias. Renata, psicóloga, já defendeu sua tese e veio apenas buscar sua documentação. Hugo, educador físico e professor universitário, irá defender na semana que vem, boa sorte!

O Kilkenny, pub irlandes, estava lotado! (no Paseo Carmelita, em Asunción - Paraguai)

O Kilkenny, pub irlandes, estava lotado! (no Paseo Carmelita, em Asunción - Paraguai)


Assim nos despedimos da capital e amanhã seguiremos viagem para Filadélfia. Que venga el Chaco Paraguayo!

Paraguai, Asunción,

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Peña de Bernal

México, Bernal

O imenso monolito conhecido como Peña de Bernal, no México

O imenso monolito conhecido como Peña de Bernal, no México


Continuamos na nossa rota pelos Pueblos Mágicos Mexicanos, rumo à Cidade do México. Depois de passarmos por Real de Catorce simplesmente apaixonamos e resolvemos riscar do roteiro as grandes cidades como San Luis Potosí e Queretaro, já que não teríamos tempo suficiente para conhecer tudo.

Bernal, no México

Bernal, no México


Tempo? Temos 1000dias! Já estamos estourando deliberadamente o nosso “prazo” de 1000dias e ainda estamos com pressa? É, eu também acho isso intrigante, mas o fato é que mesmo viajando, livres e descompromissados, a vida vai nos colocando surpresas pelo caminho. E a surpresa que está vindo por aí não poderia ser melhor: esta semana recebemos a visita de uma grande amiga minha, Valéria, amiga da vida inteira! Há tempos a Val está tentando nos encontrar, mas estava difícil conseguir sincronizar as agendas de trabalho e férias dentro dos roteiros desejados. Aqui no México finalmente as agendas coincidiram! Ela está chegando hoje na Cidade do México e nós estamos acelerando para encontrá-la.

Charmosa entrada de residência na pequena Bernal, Pueblo Mágico no México

Charmosa entrada de residência na pequena Bernal, Pueblo Mágico no México


O detalhe é que não bastava uma, tivemos que combinar aqui outra surpresa, na realidade um sonho do Rodrigo que está próximo a se realizar: subir o vulcão Orizaba, o ponto mais alto do México. Quem irá acompanha-lo é o Gera, amigo do seu irmão Guto, um montanhista brasileiro que vive aqui no México. Eu normalmente estaria nesta empreitada junto com eles, mas com a chegada da Val, decidi acompanhar a minha amiga nos roteiros turísticos e fizemos um combinado perfeito, separando o Clube das Lulus e dos Bolinhas, afinal depois de tanto tempo longe, nós teremos muito papo para colocar em dia.

Propaganda de restaurante em Bernal, no México

Propaganda de restaurante em Bernal, no México


O Orizaba está localizado a oeste do Distrito Federal e até lá o Rodrigo tem que se aclimatar. O planejamento foi um pouco trabalhoso, mas no final não poderia ter ficado mais perfeito! Os Pueblos Mágicos que estamos visitando são, geralmente, próximos a lindas áreas naturais e acima dos 2 mil metros.

Igreja do Pueblo Mágico de Bernal, no México

Igreja do Pueblo Mágico de Bernal, no México


San Sebastián de Bernal, no estado de Queretaro, é um pueblo mágico e seu principal cartão postal é um antigo vulcão que se solidificou há mais de 10 milhões de anos e foi levado pela erosão, restando apenas uma rocha única do magma sólido, um monolito a 2.510m de altitude sobre o nível do mar.

Bernal, no estado de Queretaro, com a famosa pedra ao fundo, no México

Bernal, no estado de Queretaro, com a famosa pedra ao fundo, no México


A Peña de Bernal, com 350m de altura, é considerada o terceiro maior monolito do mundo, atrás apenas da Pedra de Gibraltar e do Pão de Açúcar no Rio de Janeiro. Nós ficamos na maior dúvida, pois outras pedras igualmente grandes nos vêm à memória, mas várias fontes confirmam a versão do governo mexicano.

Peña de Bernal, no México

Peña de Bernal, no México


Dizem que a cidade foi construída sobre uma imensa pedra de quartzo, antes minerada pelos espanhóis, hoje procurada por diferentes grupos por ser um local de energia muito especial. Verdade ou não, há milhares de anos o local recebe milhares de peregrinos de origem Otomí-chichimeca que no sincretismo da religião indígena e católica, carregam lindas cruzes milagrosas nas suas peregrinações anuais para pedir por proteção e rezar pela água escassa nos desertos desta região.

Vegetação semidesértica ao redor da Peña de Bernal, no México

Vegetação semidesértica ao redor da Peña de Bernal, no México


Cactos florido na região de Bernal, no México

Cactos florido na região de Bernal, no México


Depois de uns dias sem muitos exercícios, hoje começamos o treino para o Orizaba. A subida da Peña de Bernal é bem tranquila e tem vistas maravilhosas! Subimos por uma trilha e depois pelos caminhos de pedra até o último mirante. Parei por um momento, fechei os olhos e senti uma energia muito especial por estar ali, em um dia ensolarado, em um lugar sagrado de uma natureza super distinta e especial.

Meditação na Peña de Bernal, no México

Meditação na Peña de Bernal, no México


Para subir até o topo só com equipamento de escalada, já que as escadas de ferro que existiam foram retiradas. O Rodrigo até tentou encarar um “free style” no começo, onde ainda encontrava alguns degraus, mas depois de ver a cara da esposa preocupada ele resolveu voltar.

Pausa na subida da Peña de Bernal, no México

Pausa na subida da Peña de Bernal, no México


Amanhã continuamos o treinamento, enquanto a Valéria já começa suas explorações pela capital mexicana, Zócalo e arredores. Nosso encontro será no dia seguinte na cidade de Toluca, não vejo a hora de encontrar a minha amiga! Enfim, exercitados e felizes, retornamos para mais algumas horas de estrada, cruzando DF em direção ao nosso próximo pueblo mágico.

Caminhada na famosa Peña de Bernal, no México

Caminhada na famosa Peña de Bernal, no México

México, Bernal, cidade histórica, Peña de Bernal, Pueblo Mágico, San Sebastián de Bernal

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Cachoeira do Buracão

Brasil, Bahia, Ibicoara (P.N. Chapada Diamantina)

Cachoeira do Buracão vista de cima, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Cachoeira do Buracão vista de cima, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


A Chapada Diamantina é muito extensa, pode-se dizer que é uma continuação da Serra do Espinhaço que visitamos lá em Minas Gerais, região onde também foi encontrado muito diamante. Esta é conhecida com uma das únicas cordilheiras brasileiras, não pela altitude alcançada, mas pela sua extensão. O sul da Chapada Diamantina ainda não era muito explorado turisticamente e há apenas alguns anos foram incluídos nos roteiros duas novas cachoeiras, consideradas das mais bonitas da chapada, a Cachoeira do Buracão e a da Fumacinha. Elas ficam próximas da cidadezinha de Ibicoara, que possui uma estrutura turística ainda bem precária se comparada com Lençóis, por isso a maior parte dos passeios parte das outras cidades-base como Mucugê ou Lençóis.

Nossa pousada em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA

Nossa pousada em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA


Depois de uma manhã de descanso para recuperar um pouco as minhas forças, e enquanto o Rodrigo explorava o Parque Municipal de Mucugê, onde está a Cachoeira do Tiburtino, seguimos viagem para Ibicoara. Lá fomos direto à associação de guias e encontramos o Janú, que topou nos levar até o Buracão. Janú, já foi Secretário do Meio Ambiente na cidade de Ibicoara, sempre engajado para a conscientização ambiental da comunidade contra as queimadas criminosas, caça e outras atividades ilegais. Ele também trabalhou na criação do Parque Municipal do Buracão, já que a cachoeira fica fora do Parque Nacional da Chapada Diamantina, área expropriada de um investidor que nem sabia de sua existência.

Parte de cima da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Parte de cima da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


Rodamos em torno de 40 minutos de carro e mais 2km a pé por uma trilha plana e super tranqüila às margens do Rio Espalhado até chegar à entrada do Cânion do Buracão. O estreito cânion com paredões de quase 100m de altura forma um cenário espetacular, digno de filmes do Indiana Jones!

Canyon da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Canyon da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


A queda d´água fica ao fundo deste cânion, conseguimos avistá-la por cima e depois descemos uma fenda e para chegar à cachoeira ou atravessamos a pinguela e vamos beirando os altos paredões, ou pode-se ir nadando. Saltamos ali mesmo, do alto dos 6m da pinguela nas águas escuras do Rio Espalhado e fomos nadando direto pelo cânion até o poço principal. Sensacional!

Com o Janu no canyon da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Com o Janu no canyon da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


Nadamos até a queda de 85m da Cachoeira do Buracão, com um barulho ensurdecedor! O Rodrigo foi explorando o poço ia ficando cada vez mais fundo, 10, 12, 15m até o ponto mais fundo, que segundo Janú chega a 40m de profundidade!

Cachoeira do Buracão vista por baixo, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Cachoeira do Buracão vista por baixo, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


A previsão de tempo não estava nos ajudando muito, a chuva se aproximava, estávamos vendo as nuvens escuras e raios, a preocupação é que chovesse na cabeceira do rio e uma tromba d´água nos pegasse ali dentro do cânion. Quando estávamos ao lado da queda começamos a perceber o volume de água aumentando, o vento e o barulho também estavam cada vez mais fortes. Aproveitamos o bastante, mas logo fomos embora, afinal para não queremos dar sorte ao azar!

O canyon estreito que leva à Cachoeira do Buracão, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

O canyon estreito que leva à Cachoeira do Buracão, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


No retorno ainda fomos conhecer a comunidade de Brejões, que fica no caminho da nossa atração de amanhã, a Cachoeira da Fumacinha. Conhecemos o Seu Luiz, dono da propriedade que produz cana e uma cachaça de alambique de mais de 100 anos de tradição. Envelhecida em barris de carvalho e com um baixo teor alcoólico, mesmo que eu não sou muito de cachaça, achei deliciosa! Deixamos tudo combinado para o nosso café da manhã e almoço de amanhã, que teremos mais 8h de caminhada para chegar à Fumacinha, considerada por muitos a cachoeira mais bonita da Chapada!

Nadando na Cachoeira do Buracão, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Nadando na Cachoeira do Buracão, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

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Vizcaíno à Tijuana

México, Sierra de San Francisco, Ensenada, Tijuana

Em Guerrero Negro, já mais 'perto' de Tijuana, na Baja California - México

Em Guerrero Negro, já mais "perto" de Tijuana, na Baja California - México


Foram dois dias de longa estrada, atravessando o Deserto de Vizcaíno, parte da Reserva de la Biosfera de El Vizcaíno, uma das maiores reservas naturais do mundo, com mais de 2 milhões de hectares.

Uma estranha planta muito comum nos desertos da Baja California - México

Uma estranha planta muito comum nos desertos da Baja California - México


A diversidade natural da reserva vai desde um dos desertos mais áridos do mundo que abriga pinturas rupestres e um belíssimo patrimônio histórico, até praias, mangues e lagoas que formam o Santuário de Baleias, que em 1993 tornou-se parte do Patrimônio da Humanidade.

Vista a partir da Cueva Ratón da Sierra de San Francisco, na Baja California - México

Vista a partir da Cueva Ratón da Sierra de San Francisco, na Baja California - México


Nossa viagem começou com uma visita rápida à Gruta El Ratón, onde antigos colonizadores e jesuítas que se impressionaram com o desenho e um “ratão” encontrado dentre as pinturas rupestres desta gruta.

Incríveis pinturas rupestres na Cueva Ratón, na Sierra de San Francisco, na Baja California - México

Incríveis pinturas rupestres na Cueva Ratón, na Sierra de San Francisco, na Baja California - México


As características das pinturas aqui são parecidas com as que vimos em Santa Marta, representações de homens e mulheres com mais de 2m de altura, veados, borregos e outros animais da região. Detalhe que o dito “ratón” é interpretado atualmente como um puma, inclusive em um dos desenhos mais curiosos é justamente o de um puma, negro, atacando um veado, pintado em vermelho.

Pinturas rupestres na Cueva Ratón, na Sierra de San Francisco, na Baja California - México

Pinturas rupestres na Cueva Ratón, na Sierra de San Francisco, na Baja California - México


Seu Refúgio foi nosso guia para os não mais de 20 minutos de visita. Não seria necessário, porém, como o turismo é uma das únicas fontes de renda do povoado de San Francisco, o guia é obrigatório. Ele nos garantiu que poderia nos levar para o cânion em 2 dias, pena que ficou para uma próxima vez. Ele saiu bem feliz do nosso encontro, pois ainda ganhou um par de tênis em ótimo estado! Companheiro de muitas caminhadas, como Machu Picchu, Monte Roraima e outras, eu já estava aposentando-o depois de perder 5 unhas do pé na subida do ao Chirripó. Ele encolheu para mim, mas o pé de anjo do Seu Refúgio com certeza está mais curtido que o meu.

Refugio, nosso guia na Cueva Ratón, na Sierra de San Francisco, na Baja California - México

Refugio, nosso guia na Cueva Ratón, na Sierra de San Francisco, na Baja California - México


Demos um até logo para o Rancho San Francisco, seu cânion magnífico e ao Seu Refúgio e pegamos estrada em direção a San Quintín, onde dormimos por uma noite, após cruzar a fronteira interestadual entre a Baja Califórnia Sur e sua irmã do norte. Neste trecho da viagem as barreiras policiais se tornam mais frequentes e mais rígidas, todos os carros são revistados e passam por farejadores moleculares de drogas. Como sempre os policiais mexicanos são super atenciosos e educados e ficam curiosos com a nossa viagem, hoje até fotos um deles pediu para tirar conosco!

Um dos muitos postos de vistoria do exército na Baja California - México

Um dos muitos postos de vistoria do exército na Baja California - México


A paisagem do deserto seco e desolado aos poucos vai se transformando e dá espaço para uma imensa área montanhosa. A altitude, o clima mais ameno, o sol e o empurrãozinho da tecnologia de irrigação, tornaram esta região a principal produtora de uvas no México. Aqui são produzidos os melhores vinhos mexicanos, de diferentes cortes, variedades e ótima qualidade!

Região de San Tomás, área de produção dos melhores vinhos do México (próximo à Enseñada, na Baja California)

Região de San Tomás, área de produção dos melhores vinhos do México (próximo à Enseñada, na Baja California)


Cruzamos todo o vale de Santo Tomás à Ensenada onde paramos para almoçar e provar um dos seus seletos vinhos. Curioso é que os rótulos mexicanos, mesmo aqui na fonte, conseguem ser mais caros que muitos argentinos e chilenos, mas se queríamos provar, aqui era o lugar!

Tomando um bom vinho mexicano em Enseñada, na Baja California, no México

Tomando um bom vinho mexicano em Enseñada, na Baja California, no México


Em Ensenada já notamos como estamos próximos da fronteira com os Estados Unidos. Os preços sobem e são colocados em dólares. A arquitetura “prática”, as ruas mais organizadas, os navios de cruzeiros e restaurantes bacanas na principal rua do centro turístico são algumas das características da influência norte-americana por aqui. Ainda assim a simpatia do povo mexicano não nos deixa esquecer que estamos em território latino.

Delicioso almoço e ótimo vinho em Enseñada, na Baja California, no México

Delicioso almoço e ótimo vinho em Enseñada, na Baja California, no México


Os quilômetros finais desta jornada rumo à Tijuana são mais do que recompensadores. Uma linda estrada cênica margeia os altos e coloridos penhascos à beira do Oceano Pacífico. O tempo fechou e um toró nos pegou na entrada da cidade, que não poderia ter melhor trilha sonora “Welcome o Tijuana... com el coyote no hay aduana”.

Dirigindo no centtro de Tijuana, na fronteira do México com os Estados Unidos

Dirigindo no centtro de Tijuana, na fronteira do México com os Estados Unidos


Uma das cidades conhecidas por seu alto nível de periculosidade nos recebeu à noite e embaixo de chuva de braços abertos. Ainda saímos de carro a buscar uma churrascaria brasileira que nos foi indicada. Rodamos por mais de uma hora e acabamos caindo no Fridays mesmo, assim já vamos acostumando com os fast foods que nos aguardam pela frente. Amanhã enfrentaremos a aduana, já que nos 1000dias no hay coyote e já perdemos as contas das aduanas! Cruzem os dedos!

Chegando em Tijuana e na fronteira com os Estados Unidos!!!

Chegando em Tijuana e na fronteira com os Estados Unidos!!!

México, Sierra de San Francisco, Ensenada, Tijuana, Antropologia, Baja California, deserto, Estrada, Vizcaino

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