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Por um Novo Haiti

Haiti, Port-au-Prince, Cap-Haitien

Meninas no interior da catedral de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti

Meninas no interior da catedral de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti


O Haiti é o país das oportunidades. Um país que está começando a ser reconstruído e que precisa de tudo o que você imaginar. A sensação é que qualquer coisa que fizermos irá ajudar, qualquer negócio pode ser bem sucedido. Ninguém melhor do que os próprios haitianos que saíram para o mundo, para voltarem à sua pátria, conhecendo a sua cultura, sua língua e sua dinâmica para ajudarem a nova revolução cultural e econômica do país. Sentimos um clima de mudança no ar, uma energia renovadora e positiva.

Encontro com criança no caminho até a Citadelle, no norte do Haiti

Encontro com criança no caminho até a Citadelle, no norte do Haiti


Nas nossas andanças nesta semana que passamos pelo Haiti conhecemos algumas histórias que nos deram base para afirmar o que estou dizendo acima. Pessoas empreendedoras, pró-ativas e que acima de tudo, acreditam em um Haiti melhor.

Detalhes de haitianos no mercado de Cabaret, antiga Duvalierville, ao norte de Port-au-Prince, no Haiti

Detalhes de haitianos no mercado de Cabaret, antiga Duvalierville, ao norte de Port-au-Prince, no Haiti


O primeiro deles foi Erick, sócio do Le Perroquet B&B, onde ficamos hospedados em Port-au-Prince. Erick é filho de um americano e uma haitiana e viveu boa parte da sua vida nos Estados Unidos e depois na Indonésia. Em Bangcoc ele conheceu Lana, uma russa que trabalhava com turismo. Os dois se casaram e há um ano foram convocados a voltar ao Haiti, por seu tio, dono do hotel que ocupava o mesmo edifício. Ele foi até Bali convidá-los a participar da mudança que está ocorrendo no Haiti: “O país precisa de vocês.”

Família observa os visitantes que caminham de Sans-Souci à Citadelle, no norte do Haiti

Família observa os visitantes que caminham de Sans-Souci à Citadelle, no norte do Haiti


Erick e Lana deixaram sua vida, já bem estabilizada e confortável em Bali e agora estão no Haiti gerenciando o hotel em Pétion-Ville. Rapidamente o lugar se tornou um hub de artistas locais que se reúnem nas noites de sexta-feira para jazz e jam sections, além de viajantes alternativos e voluntários que visitam e trabalham no país. Erick sabe que o turismo é uma das principais vocações do Haiti e tem planos para ajudar a desenvolvê-lo. O Haiti é caro para o turista mais aventureiro, mochileiros e viajantes alternativos que têm pique e estão dispostos a se aventurar para conhecer a cultura de um país exótico e tão belo. Seu plano é torná-lo acessível para este público. Analisando o mercado e conhecendo a realidade do país, Erick está desenvolvendo um projeto para montar uma rede de hostels para backpackers, com parceiros que organizem e operem tours pelos principais pontos turísticos. Estamos torcendo e esperamos voltar logo para conferir os resultados!

Com a Lana e o Eric, donos do hotel Le Perroquet, em Pétion-Ville, no subúrbio da capital Port-au-Prince, no Haiti

Com a Lana e o Eric, donos do hotel Le Perroquet, em Pétion-Ville, no subúrbio da capital Port-au-Prince, no Haiti


Nesta mesma onda, Philipe, um haitiano que viveu anos na França retornou com sua esposa suíça ao Haiti. O Lakai é um restaurante super bacana no boulevard du Cap-Haitien, com ambiente perfeito e pratos deliciosos! Ele já retornou há quase 15 anos e nos contou que tudo parecia ir bem, até que a natureza lhes pregou uma peça com o terremoto de 2010, voltando a frear as mudanças no país. Ainda assim ele mantém viva a esperança de que o Haiti irá se reerguer e está fazendo a sua parte. Assim como Maya, filha da nossa amiga Elsie, que vive nos Estados Unidos. Maya tem cidadania americana e haitiana e perante tantas dificuldades poderia escolher viver nos EUA, mas preferiu voltar ao Haiti e abrir a sua própria escola de yoga em Pétion-Ville. Um exemplo para os jovens que acreditam no seu potencial de mudança.

O grande terremoto não será esquecido! (Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti)

O grande terremoto não será esquecido! (Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti)


Com o Felipe, dono do nosso bar preferido em Cap-Haitien, o La Kay (Haiti)

Com o Felipe, dono do nosso bar preferido em Cap-Haitien, o La Kay (Haiti)


Eu acho maravilhoso encontrarmos haitianos com amor por sua terra e sua cultura realizando projetos em meio a tantas adversidades, trabalhando e acreditando em um futuro melhor. Mas não são apenas os haitianos que estão apostando nesta mudança. Conversando com Lana e Erick soubemos também dos planos do seu amigo Chris. Chris, que já opera voos de paraglider e é também mergulhador, está desenvolvendo um projeto de turismo de olho neste mesmo público que acabo de citar. Paragliding e scuba-diving aliados à planos de educação ambiental, criando nas comunidades locais uma nova consciência ecológica que ajudaria a restaurar a fauna e flora marinha da região da baía de Port-au-Prince. Seu projeto está no começo e o principal é que ele consiga ter nas comunidades o apoio e a mão de obra para seus novos empreendimentos, dando uma nova renda aos pescadores e barqueiros que já não tem mais o que tirar das águas pobres da baía. Um projeto sensacional e que une o útil ao agradável!

A deliciosa e pacata praia de Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti

A deliciosa e pacata praia de Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti


Também na costa norte da baía de Port-au-Prince, conhecemos Sara, uma jovem do mundo, atualmente está trabalhando em um start-up de uma engarrafadora de água aqui no país. Um projeto privado que dará acesso a água potável aos haitianos por um custo muito menor do que o atual. A empresa irá perfurar poços artesianos e envasar a água em diversas localidades, diminuindo o custo de transporte e aumentando o acesso a água potável à população. O projeto ajudará a resolver o sério problema de fornecimento de água no país e não deixará de ser rentável para a companhia. Simples e perfeito!

Com um dos simpáticos funcionários do Hotel Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti

Com um dos simpáticos funcionários do Hotel Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti


Esses são alguns dos casos de pessoas que conhecemos no nosso curto tempo no país. Sem contar as dezenas de voluntários que estão no Haiti há 3, 6, 10 anos, trabalhando nas mais diferentes ONGs. São organizações sociais e ambientais que combatem a pobreza, trazem atendimento médico, projetos educacionais e uma nova consciência ambiental para o povo haitiano. É uma luta diária e sem dúvida nada fácil, mas que traz uma grande força e renovação para o país.

Orla de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti

Orla de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti


O investimento do governo em educação já surte efeito, com centenas de crianças uniformizadas pelas ruas de Port-au-Prince, Cap-Haitien, Cabaret e Milot. A quantidade que nos espanta, e quando perguntamos todos reconhecem a educação como o principal foco do governo. A organização e planejamento urbano também está em desenvolvimento. Vemos as obras e confirmamos a sensação em uma conversa com um urbanista europeu especializado em países subdesenvolvidos, que foi contratado pelo governo para desenvolver planos urbanos das cidades haitianas. Tudo isso além da estrutura turística, que começa a ser montada no norte e se espalhará por todos os pontos com potencial turístico. Na Citadelle a nova estrutura será inaugurada em três meses.

Encontro com o encarregado do Ministério do Turismo, nas ruínas de Sans-Souci, no norte do Haiti

Encontro com o encarregado do Ministério do Turismo, nas ruínas de Sans-Souci, no norte do Haiti


Futuro centro de apoio aos turistas, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti

Futuro centro de apoio aos turistas, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti


Ok, há muito para ser feito, mas vocês hão de convir comigo que tudo isso reunido nos dá uma boa imagem do movimento que está acontecendo no país. Eu mesma, convivendo e vendo o grau de necessidade, embebida de tanta criatividade e empreendedorismo, já estou com planos para Haiti. Há pessoas que vêm até aqui e só enxergam a pobreza e a miséria. Mas há aqueles que vêm e encontram soluções, transformam todos estes problemas em oportunidades. Oportunidade de fazer a diferença, de sentir que está construindo algo maior, não apenas para si, mas para toda uma comunidade. É com este espírito que nos despedimos do Haiti, com uma vontade imensa de voltar e fazer parte desse momento, de vermos um país tão lindo ressurgir das cinzas e dividir com o mundo não mais suas tristezas, mas toda a arte, alegria e o que eles tem de melhor: a força e vontade de viver!

Família observa os visitantes que caminham de Sans-Souci à Citadelle, no norte do Haiti

Família observa os visitantes que caminham de Sans-Souci à Citadelle, no norte do Haiti

Haiti, Port-au-Prince, Cap-Haitien, Empreendedorismo, Personagens, Pessoas

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Batendo Perna

Argentina, Salta

Catedral de Salta - Argentina

Catedral de Salta - Argentina


Dia de compras em Salta. Amanhã teremos uma longa estrada pela frente e eu tinha que aproveitar a cidade grande e os os bons preços argentinos para resolver algumas pendências. As lojas abrem até as 13h e reabrem apenas as 16h, aquele famosos horário da siesta, famosa na Espanha e que a Argentina pelo jeito aderiu.

Pronto para devorar enorme sanduíche em Salta - Argentina

Pronto para devorar enorme sanduíche em Salta - Argentina


Esperando as lojas abrirem, tivemos um almoço gostoso no café do Hotel Victória Plaza na Praça 9 de Julho. O Ro ficou no hotel, enquanto eu saí para as ruas. Esta semana começaram as comemorações da Padroeira da cidade de Salta, as ruas estavam lotadas, não apenas de turistas, como também de estudantes que vieram em excursões à Catedral de Salta para homenagens, missas, etc.

Catedral em Salta - Argentina

Catedral em Salta - Argentina


Rodei o centro de Salta inteiro, consegui consertar o meu óculos de sol, comprar os cremes indicados pela dermatologista na farmácia Sudamericana, uma das mais antigas da cidade. Lá foi que descobri que os salteños tem um ritmo meio baiano para as coisas, fazem tudo com muuuita calma e ao mesmo tempo sendo super atenciosos.

Interior da Igreja de São Francisco em Salta - Argentina

Interior da Igreja de São Francisco em Salta - Argentina


Outro item da minha lista de compras eram casacos de frio próprios para montanhismo. Logo estaremos chegando no Perú onde pretendemos fazer algumas trilhas em Huaráz, na Cordilheira Branca. Encontrei uma loja de produtos argentinos muito bacana, chamada Montagne. Os produtos me pareceram compatíveis com as marcas norte-americanas mais conhecidas e os preços eram pelo menos a metade!

Entrada do Convento de San Bernardo, em Salta - Argentina

Entrada do Convento de San Bernardo, em Salta - Argentina


Fiquei umas 4 horas andando, fotografando e pesquisando lojas e farmácias, até uma depilação eu descolei. Todos os salteños foram completamente gentis e prestativos, fora que sem o Ro por perto para falar português, fui afiando ainda mais meu espanhol. Não sou do tipo gastadeira e freqüentadora de shoppings, mas sem dúvida essa pernada valeu a pena, gastei 50% do que gastaria comprando os mesmos cremes e casacos no Brasil. Vamos ver se vou ficar mais jovem e quentinha como os produtos prometem!

Fim de tarde na Plaza 9 de Julio, em Salta - Argentina

Fim de tarde na Plaza 9 de Julio, em Salta - Argentina

Argentina, Salta,

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Santa Cruz e Santiago

Galápagos, Santa Cruz, Isla Santiago

Tartaruga amedrontada se encolhe, na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

Tartaruga amedrontada se encolhe, na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


“Good morning ladies and gentleman! This is your wake up call. Now it´s 6:45 in the morning and it´s time to wake up. Today is your first beautiful day in the Paradise Island!”

Ainda não sabíamos, mas este seria o nosso despertador pelos próximos 7 dias. O simpaticíssimo Capitán Victor usava o sistema de áudio do barco para os principais anúncios e todos os dias nos acordava com uma música diferente esta simpática chamada.

Chegando à Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

Chegando à Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


Durante a noite o barco fez a sua primeira viagem, de San Cristóbal até o Canal de Itabaca, entre as ilhas de Baltra e Santa Cruz, ilha mais populosa do arquipélago. Galápagos é uma província do Equador e possui em torno de 24 mil habitantes. A 1000km do continente, o arquipélago é formado por 58 ilhas, das quais apenas 4 são habitadas.


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Habitadas por seres humanos, vamos deixar claro. Pois as Ilhas Galápagos possuem uma imensa biodiversidade e uma fauna endêmica muito peculiar, incluindo as ilustres e gigantescas tartarugas de Galápagos.

Junto com as tartarugas gigantes de Galápagos, na Ilha de Santa Cruz

Junto com as tartarugas gigantes de Galápagos, na Ilha de Santa Cruz


O principal lugar para visitá-las é um rancho dentro da área do Parque Nacional de Galápagos. Elas são imensas, podem medir até 1,80m e pesar até 255kg! As tartarugas são herbívoras e vivem enfiadas nos lamaçais da parte alta da ilha, onde o clima é mais ameno. Já da estrada, de dentro do ônibus, podíamos avistá-las enormes no meio da vegetação.

Tartaruga gigante busca alimento na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

Tartaruga gigante busca alimento na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


Esta espécie de tartaruga está dividida em 11 subtipos e sua população não ultrapassa 15 mil indivíduos. Esta variedade morfológica foi notada por Darwin na sua passagem pelas ilhas em 1835, e por isso as lindas tortugas foram argumento da sua teoria da evolução das espécies.

Grupo de tartarugas gigantes chafurda na lama na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

Grupo de tartarugas gigantes chafurda na lama na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


Estima-se que sua população antes da colonização era em torno de 250 mil, porém elas foram parte do cardápio de piratas, navegadores, colonizadores e inclusive moradores até pouco tempo, estando hoje ameaçadas de extinção.

A mais bela das tartarugas gigantes em foto tradicional na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

A mais bela das tartarugas gigantes em foto tradicional na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


Além do rancho, nosso tour por Santa Cruz incluiu uma passagem pelos imensos túneis de lava, caminhos abertos na rocha pela lava vulcânica. Estes túneis foram encontrados pois o teto de um destes túneis desabou com o peso de uma vaca que pastava pela região, dando acesso à essa imensa caverna impressionante!

Túnel feito pela lava na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

Túnel feito pela lava na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


Ainda conhecendo um pouco da geologia da ilha, passamos pelos “Gemelos”, dois antigos caldeirões de lava, hoje parecidos com imensas crateras com um micro-clima próprio, muito verde e uma flora especial.

Os 'Gemelos', antigas caldeiras de lava na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

Os "Gemelos", antigas caldeiras de lava na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


Este é o único dia em que teremos um desembarque terrestre. Novas regras do parque: barco de mergulho pode fazer apenas um desembarque terrestre, 3 mergulhos por dia e nenhum noturno. Então não vamos perder tempo, aos mergulhos!

Voltando para nosso barco após visita à Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

Voltando para nosso barco após visita à Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


Nossos primeiros mergulhos oficiais do live aboard aconteceram na Ilha de Santiago em um ponto chamado “Cousin Rock”.

Nossa guia Glenda nos explica o próximo mergulho, em Isla Santiago, em Galápagos (foto de Maria Edwards)

Nossa guia Glenda nos explica o próximo mergulho, em Isla Santiago, em Galápagos (foto de Maria Edwards)


Foram dois mergulhos com a profundidade variando entre 18 e 26m, temperatura 20°C para já ir nos acostumando com o frio que vem pela frente. A visibilidade mais uma vez nos deixou na mão, 7 a 10m.

Estrela-do-mar em mergulho em Santiago, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

Estrela-do-mar em mergulho em Santiago, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


Confesso que não era bem o que estávamos esperando do mergulho aqui. Mas a vida marinha abundante não nos deixa perder a viagem, leões marinhos, várias tartarugas, barracudas, estrelas do mar belíssimas, cardumes de peixe anjo (King Angel Fish), papagaios e até um peixe escorpião.

Tartaruga em mergulho em Santiago, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

Tartaruga em mergulho em Santiago, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


Dois leões marinhos curiosos com a nossa presença em Cousin Rock, na Isla Santiago - Galápagos

Dois leões marinhos curiosos com a nossa presença em Cousin Rock, na Isla Santiago - Galápagos


Dia super produtivo e cansativo. O melhor de tudo é sair do mergulho, tomar uma ducha quentinha e ter um jantar delicioso nos esperando! Detalhe: cada noite um grupo é convidado a sentar-se na mesa com o capitán! Ontem a noite fomos nós, boa comida e ótima conversa para matarmos muitas curiosidades sobre as ilhas, a rotina da equipe e os nossos próximos dias “in the Paradise Island!”

Todos jantando no salão das refeições do nosso barco, ao largo da Ilha de Santiago, em Galápagos

Todos jantando no salão das refeições do nosso barco, ao largo da Ilha de Santiago, em Galápagos

Galápagos, Santa Cruz, Isla Santiago, Cousin Rock, Ecuador, Equador, Mergulho

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La Goma...

Guatemala, Antigua

Banho de sol na manhã do primeiro dia do ano em Antigua, na Guatemala

Banho de sol na manhã do primeiro dia do ano em Antigua, na Guatemala


Rodrigo foi deitar perto das 4am, eu ainda encontrei uns vizinhos de hostal acordados e emendei a madrugada batendo papo com uns chilenos viajantes e três guatemaltecos super curiosos sobre a nossa viagem e as histórias do caminho. Ficamos ali batendo papo e vendo os outros hóspedes chegarem da festança naquele estado lastimável, “adorando el diós porcelana”, como disse a nossa amiga! Hahaha! Quando vi já eram 5h30 e faltava pouco para o sol nascer... Aí já viram! O primeiro dia do ano começou de goma (ressaca) e com um dos meus pecados favoritos, a gula!

Café da manhã em hotel de Antigua, na Guatemala

Café da manhã em hotel de Antigua, na Guatemala


Acordamos a tempo de aproveitar o nosso desayuno super especial no Hotel Camiño Real, que o Rodrigo ganhou no sorteio de ontem. Nos esbaldamos em um verdadeiro banquete, com direto à banda de Marimbas, frutas, iogurte com granola, sucos naturais, pães, panquecas, crepes e tudo o que você pode imaginar. Detalhe: ainda deixamos metade do buffet intocado, o café da manhã tradicional chapín inclui ainda ovos, tortillas de milho, tutu de feijão, lingüiças fritas e outros preparados de milho especiais.

Café da manhã chique, ao som de marimba, em hotel de Antigua, na Guatemala

Café da manhã chique, ao som de marimba, em hotel de Antigua, na Guatemala


Caminhamos um pouco pela cidade que estava entregue à goma, vazia e toda fechada para o feriado. Ainda antes do meio dia, trocamos de pousada para uma vizinha que passada a nochevieja já oferecia quartos muito melhores pela metade do preço. Confortavelmente instalados, meu maridão não teve dúvida, se jogou na cama e apagou completamente. Eu descansei um pouco e aproveitei para colocar uma das resoluções de ano novo já em prática: deixar o site em dia!

Ruas tranquilas no primeiro dia do ano em Antigua, na Guatemala

Ruas tranquilas no primeiro dia do ano em Antigua, na Guatemala


Ok, não tão em dia assim, mas já tirei um atraso... um dia eu chego lá.

Café da manhã em hotel de Antígua, prêmio ganho em rifa na noite de reveillon (Guatemala)

Café da manhã em hotel de Antígua, prêmio ganho em rifa na noite de reveillon (Guatemala)

Guatemala, Antigua, Cidade Colonial, cidade histórica, réveillon

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Entre montanhas e lobos

Brasil, Rio De Janeiro, Itatiaia (P.N. do Itatiaia)

Vista do alto da serra de Mauá - RJ

Vista do alto da serra de Mauá - RJ


Pé na estrada logo cedo, subindo dos vales de Visconde de Mauá para as Montanhas de Itatiaia. Os vales vistos lá de cima são maravilhosos! Como o Ro gosta de espalhar por aí, eu adoro dormir no carro, aquele sacolejo para mim é quase como um ninar. Como era uma das primeiras estradas de asfalto que pegamos, estava com saudades desse soninho... rsrsrs! Fui meio dormindo até chegarmos à estrada que sobe para o Parque Nacional de Agulhas Negras, estrada de terra em péssimo estado. Não tem sono que resista a esses buracos.

Paisagem no alto da serra em Mauá - RJ

Paisagem no alto da serra em Mauá - RJ


Subimos até o parque ainda com esperanças de subir o Agulhas hoje mesmo. O Rodrigo tinha na memória que era uma subida rápida, 1h de trilha mais 1h30 de rocha. Chegamos ao parque perto das 12h30 e logo conhecemos o Denilson, guarda do parque que logo barrou a nossa entrada. Hahaha! Vocês precisavam ver a cara do Rodrigo... coitado. Já subiu umas 5 vezes essa montanha e agora o guarda dizia que ele não poderia entrar? Ficou passado... até o Denilson mostrar para ele que em 2008 foram implementadas novas regras no parque, ele não relaxou.

Hoje, para subir o Agulhas Negras, você é obrigado a possuir equipamento de escalada (corda de 30m, mosquetão, freio 8 e cadeirinha) ou contratar o serviço de um guia que leve o equipamento. Além disso, a estimativa de tempo para ascensão do Agulhas Negras, por pessoas normais, é de 5 a 6 horas, 3 para ir e 2 para voltar. Bem, nos rendemos e ligamos para o cunhado do Denilson, o Tadeu, que irá nosso guiar amanhã.

Descendo do parque encontramos o único ponto em que pegava uma internet 1G, ponto de onde ligamos para o Tadeu. Demos uma parada ali para mandar os posts de Mauá que estavam prontos, quer escritório mais bonito?

Tentando acessar a internet a 2.500 m de altitude em Itatiaia - RJ

Tentando acessar a internet a 2.500 m de altitude em Itatiaia - RJ


Descemos a estrada em busca de uma pousada. A que o Ro queria ficar era a Alsene, a pousada mais alta do Brasil a 2400m e que está embargada. O ICMBio alega que eles estão despejando esgoto irregular nos rios. Tem uma conversa de que alguém grande está envolvido em um projeto para um centro de treinamento e que ela será toda reformada. Aí, quem sabe, o Ibama libere!

8km montanha abaixo encontramos a Pousada dos Lobos. Chegando na pousada eu logo desconfiei: bandeira hasteada, a logo uma flor de lis e o nome sugestivo, o dono é um escoteiro! Bingo! Infelizmente o Marcelo não estava lá, mas encontrei várias coisas que me lembraram muito meu período no escotismo, muito gostoso.

Pousada dos Lobos em Itatiaia - RJ

Pousada dos Lobos em Itatiaia - RJ


Na pousada recortes de jornal lembram a neve que caiu no Agulhas Negras em 1985 por 9 horas ininterruptas! Bonecos de neve e a paisagem branquinha a -13°C! Brrrr! No mural ao lado, impressos de emails trocados entre o Marcelo e montanhistas e clientes esclarecendo o embargo que ocorreu na Pousada. Ficaram 6 meses fechados pelo mesmo motivo alegado contra a Alsene, com uma diferença, o Marcelo apresentou pelo menos dois laudos técnicos que provavam o contrário, sugerindo que o Ibama teria utilizado amostras duvidosas no laudo emitido contra a Pousada dos Lobos. É indignante ver o abuso de poder desses caras...

Chegando lá conhecemos os dois casais que vão subir o Agulhas conosco amanhã. Isabela e o Alex moram no Guarujá, ela gaúcha e ele, que também já foi escoteiro, é de Santa Catarina. O outro casal, Irecê e a Miriam acabaram de chegar do Caribe e vieram direto para este frio! E olha que coincidência, eles são de Curitiba! Mais bacana foi que eles nos reconheceram da matéria da Gazeta do Povo! “É nóis na fita!”

Pôr-do-sol na Pousada dos Lobos em Itatiaia - RJ

Pôr-do-sol na Pousada dos Lobos em Itatiaia - RJ


Depois de um jantar movimentado, sobre montanhas e trilhas, nos aquecemos na lareira do quarto nos preparando para a trilha de amanhã.
E que venha o Agulhas Negras!

Lareira no quarto da Pousada dos Lobos na região de Itatiaia - RJ

Lareira no quarto da Pousada dos Lobos na região de Itatiaia - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Itatiaia (P.N. do Itatiaia), Montanha

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A bordo do Titan

Brasil, Bahia, Caravelas, Abrolhos

Fotos de despedida do grupo que esteve em Abrolhos, em Caravelas - BA

Fotos de despedida do grupo que esteve em Abrolhos, em Caravelas - BA


Abrolhos para nós não foi apenas um encontro com as baleias, os pássaros ou uma rotina de mergulhos maravilhosos. Depois de 200 dias de viagem conhecemos muitas pessoas, tivemos e continuamos tendo uma convivência de casal muito profunda, mas esta foi a primeira vez que nós estivemos de forma tão intensa com um grupo de pessoas. Foram 4 dias inteiros em um ambiente “confinado” com 21 pessoas a bordo. Cada uma delas com seu papel e do seu jeitinho guardou um lugar especial neste período.

O deck superior do barco em direção à Abrolhos - BA

O deck superior do barco em direção à Abrolhos - BA


Durante a nossa navegação em direção a Abrolhos cruzamos a rota das baleias jubarte, quando deveríamos estar todos a postos para a observação deste ser tão majestoso e nos intervalos aproveitamos para interagir com os nossos novos amigos. Hígia e Fábio, acompanhado pelo seu pai, são um casal de cariocas muito divertido e com um pique para esportes de aventura muito parecido com o nosso.

Com a Higia no deck do barco em Abrolhos - BA

Com a Higia no deck do barco em Abrolhos - BA


Também conhecemos Cinthia e Mitchel, paranaenses de Foz do Iguaçú mais conhecidos como Dinda e Dindo. Eles são amigos de infância do Thomas e Laila, donos da Apecatu, e padrinhos da filhinha fofíssima deles. Mitchel também foi escoteiro em Foz, é advogado e atualmente mora em Curitiba. Adivinha se não trocamos altas figurinhas sobre os bons tempos escoteiros? Cinthia também morou em Curitiba, mas hoje vive em Key West, por pouco não a encontramos lá em abril! Já ficou combinado que encontraremos quando voltarmos lá de Fiona!

Nossa sala de estar no barco em Abrolhos - BA

Nossa sala de estar no barco em Abrolhos - BA


Nancy, paulista que vive no Rio, se tornou voluntária do Sea Shepherd enquanto pesquisava mais sobre tubarões, já que seu filho João de 6 anos é aficionado pelo tema. Imaginem se o João não se tornou a principal atração do barco, sempre animado, companheiro e entusiasmando o Caio, biólogo voluntário do Sea Shepherd, a nos ensinar mais sobre os cetáceos e os tubarões. Pinguim, representante mor do Sea Shepherd no Titan, além de estar fazendo o check out sua turma do curso de mergulho avançado, dividiu conosco seu conhecimento e experiência que possui sobre o mar e os projetos para proteção dos animais marinhos no Brasil.

O João lendo um livro sobre tubarões, no barco em direção à Abrolhos - BA

O João lendo um livro sobre tubarões, no barco em direção à Abrolhos - BA


Destaco aqui três pessoas que participaram do live aboard e foram exemplo de vivacidade e vontade de viver! Nadja, mineira forte que tem dentre seus hobbies ser presidente de um motoclub e mergulhar em Abrolhos pelo menos uma vez por ano. Ela sempre comentava de sua filha, que tem a minha idade e um gosto por aventura parecido com meu. Antônio, que me lembrou muito o meu pai e fez pensar que ele adoraria estar lá conosco. Vovozinho, pai de Fábio, que acabou de ser vovô e por isso recebeu este apelido carinhoso do filho e da nova nora.

O grupo que visitou a ilha de Siriba em Abrolhos - BA

O grupo que visitou a ilha de Siriba em Abrolhos - BA


Todo este povo não estaria lá, vivendo aquela delícia de rotina de mergulhos e baleias se não fosse a tripulação do Titan. Dingão, mestre da embarcação, sempre atencioso e disposto a ajudar. Nosso querido Augusto, também chamado de Jaburu, pelos homens, ou Jabulani desde a copa. A mulherada preferia chamá-lo de Sereio, por que será?

No bote a caminho da ilha Santa Bárbara em Abrolhos - BA

No bote a caminho da ilha Santa Bárbara em Abrolhos - BA


O Augusto é pau para toda obra, lançada do meio campo, cobrava o escanteio e cabeceava para o gol, ajudava o Dingão, Manú, e toda a operação de mergulho, inclusive a todos nós na hora de equiparmos para cair na água. Manú, nossa chef de cozinha que cuidou com todo o carinho da nossa alimentação durante os 4 dias. Eu queria poder levar a Manú conosco na Fiona, já especializada a preparar tudo “on the move”, pratos deliciosos e super saudáveis! Isso sem citar as sobremesas divinas, mousses, brigadeirão, pavês, gelado de coco... hummm, quero todas as receitas!

Trabalhando no nosso barco em Abrolhos - BA

Trabalhando no nosso barco em Abrolhos - BA


Na operação de mergulho contávamos com o Renato, instrutor responsável do Titan, publicitário que já fez de tudo na vida, desde atender contas em agência, até ser dono de panificadora e lan houses. Chutou o balde para viver em paz, veio de Brasília para trabalhar com o que gosta em Abrolhos. Nosso companheiro para todas as horas, Maurício, dive master que nos acompanhou em todos os mergulhos, eu fui a única a fazer os 3 noturnos e ele estava sempre lá, mostrando o caminho. Estava lá também a Aline mergulhadora que está em estágio para dive master, sempre ajudando e aprendendo com Renato e Maurício.

Maurício, um dos dive-masters do nosso barco, em Caravelas - BA

Maurício, um dos dive-masters do nosso barco, em Caravelas - BA


Finalmente Laila e Thomas, idealizadores da Apecatu e que colocaram toda esse projeto em funcionamento para nós podermos aproveitar. Eles se conheceram em Foz, moraram em São Paulo, onde se formaram e decidiram ter uma vida diferente, empreender em um pedacinho do paraíso na terra. Mais um exemplo de que sempre pode-se ter a opção, nós escolhemos o tipo de vida que queremos levar.

Com a Laila, que organizou a viagem à Abrolhos, em Caravelas - BA

Com a Laila, que organizou a viagem à Abrolhos, em Caravelas - BA


Adoramos ter participado desses 4 dias na vida de cada um de vocês, novos amigos que esperamos reencontrar em breve! Conhecemos um pouquinho da história de cada um, ainda mais sabendo que estávamos todos lá unidos por uma mesma paixão: a natureza, o mar, o mergulho e lugares únicos na terra.

Pôr-do-sol em Caravelas - BA

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Cumpleaños en Popayán

Colômbia, Popayan

Belo e vistoso grafite no centro histórico de Popayan, na Colômbia

Belo e vistoso grafite no centro histórico de Popayan, na Colômbia


Popayán, por seu patrimônio histórico e arquitetônico, é uma das principais cidades turísticas no sul da Colômbia. Conhecida por ser a Cidade Branca, suas fachadas super lineares e quase idênticas, guardam interiores com charmosos pátios, riquíssimos em cores, plantas e fontes de água. Fundada em 1537, a sua arquitetura é bem característica das cidades espanholas dos séculos XVI e XVII, onde há uma praça central, a Plaza Mayor, onde estão localizados a sede administrativa, política, comercial e religiosa da cidade. Seu nome de origem indígena vem dos nomes dos antigos casarios que já existiam na região chamados Pupayam, sede do cacique de Payán.

Na praça central da charmosa Popayan, na Colômbia

Na praça central da charmosa Popayan, na Colômbia


A cidade é conhecida por seus festivais de música religiosa que acontece na semana santa e conta com 6 museus de história, personagens importantes da cidade e de artes moderna e religiosa. Porém hoje, mais do que entrar em diversos museus e igrejas, nós quisemos aproveitar o calor colombiano para caminhar pelas ruas de pedra, entre os edifícios históricos e simplesmente sentir a cidade. Os habitantes de Popayán parecem ter um ritmo próprio, mais ou menos como o estereótipo que temos dos baianos no Brasil, sem pressa, sem stress. Entramos em 3 ou 4 lojas buscando mapas rodoviários do país e era difícil fazê-los realmente entender, o que é mesmo um mapa de carreteras, afinal?

Popayan, a 'cidade branca' da Colômbia

Popayan, a "cidade branca" da Colômbia


As pessoas indo e vindo nas ruas em ritmo de festa pareciam saber que hoje comemorávamos os 42 anos de aventuras e peripécias de Rodrigo. Com certeza ele nunca imaginou que estaria comemorando seu aniversário em uma cidadezinha no sul da Colômbia... Provavelmente por isso é que estava feliz! Este ineditismo faz parte do seu espírito, da sua forma de ver e viver a vida. É isso aí meu amor! Espero poder passar os próximos 50 anos ao seu lado, nutrindo o nosso amor e a minha alma com esta energia renovadora!

Puente de la Custodia, uma das atrações de Popayan, na Colômbia

Puente de la Custodia, uma das atrações de Popayan, na Colômbia


Caminhamos pela cidade, encontramos um café delicioso no centro e brindamos com a nossa primeira Club Colômbia, enquanto a Colômbia fazia 2 x 1 na Bolívia pelas eliminatórias da Copa do Mundo. Ah, então era este o motivo da festa toda que víamos nas ruas? Rsrs!

Feliz, celebrando os 42 anos em Popayan, na Colômbia

Feliz, celebrando os 42 anos em Popayan, na Colômbia


Descobrimos que aqui na Colômbia eles também têm algo parecido com pão de queijo, as almojabanas, como o pan de yuca no Equador. As almojabanas porém são um pouco mais doces, o Ro, bom mineiro devorador de pão de queijo que é, logo deu seu veredito: precisamos ensiná-los a usar o polvilho azedo! Quem vê até pensa que é o mestre cuca! Rsrs!

Feliz por encontrar Almojabanas, o pão de queijo da Colômbia, em Popayan

Feliz por encontrar Almojabanas, o pão de queijo da Colômbia, em Popayan


No final da tarde a cidade de repente ficou escura e o nosso passeio foi encurtado, caiu um pé d´água fenomenal! Perfeito para nos enfiarmos na nossa pousada para mais uma sessão de trabalho de posts e fotos. Ainda abaixo de chuva saímos para um jantar especial. Jantamos em um bar-restaurante na parte moderna da cidade, um bairro mais bacana. O bolo do Rodrigo? Uma bela salada de frutas com sorvete, a cara dele!

Aniversário com salada de frutas em Popayan, na Colômbia

Aniversário com salada de frutas em Popayan, na Colômbia

Colômbia, Popayan, aniversário, Arquitetura, cidade branca

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Road Trip Mulegê

México, Loreto, Santa Rosalía

Litoral entre Loreto e Mulegé, no Mar de Cortez, na baja California - México

Litoral entre Loreto e Mulegé, no Mar de Cortez, na baja California - México


Hoje fizemos uma road trip belíssima entre Loreto, Mulegê e Santa Rosalía, a região famosa por abrigar as praias mais bonitas na Baja Califórnia Sur. Os cactos quase não se moviam, as águas tranquilas das baías protegidas na costa de Mulegê, encrespavam timidamente, mostrando um branquinho ali e outro aqui, mas o vento gelado que soprava intermitentemente vindo do sul não queria se render.

A magnífica praia de Requesón, próxima a Mulegé, na Baja Califórnia - México

A magnífica praia de Requesón, próxima a Mulegé, na Baja Califórnia - México


Era o paraíso para kite surfers, sem dúvida, a água estava morna, as baías rasas e o vento forte, mas este esporte nós ainda não aprendemos. Caminhamos pela Playa Requesón, nome bem representativo da língua branca de areia em meio ao mar azul-esverdeado. Um dos campings sites preferidos para os imensos trailers norte-americanos, que chegam a se unir em U formando barreiras contra o vento.

Praia Requesón ocupada por trailers de americanos, região de Mulegé, na Baja California - México

Praia Requesón ocupada por trailers de americanos, região de Mulegé, na Baja California - México


Eles descem dos EUA e passam uma semana, 15 dias acampando nas praias mais belas da Baja Califórnia, e esta está nas TOP 5 com certeza! Rotina “chata”: acordam, preparam seu café da manhã, os corajosos saem dar uma nadada, outros se preparam para a pescaria. Depois do almoço, veem o tempo passar tomando uma cervejinha na praia enquanto seus cachorros interagem e mesmo ceguinhos entram na água procurando por peixes.

Paciente cão tenta pescar no Mar de Cortez, praia de Requesón, em Mulegé, na Baja California - México

Paciente cão tenta pescar no Mar de Cortez, praia de Requesón, em Mulegé, na Baja California - México


É, não temos sorte com o tempo... Eu tentei convencer o Rodrigo a acampar aqui, mas o vento frio não o encorajou e a vontade de mantermos o rumo para o norte foi mais forte. Passamos pela praia de Buenaventura e paramos para um refresco no restaurante envidraçado na beira do mar.

Encontro com um simpático grupo de americanos em restaurante em praia próxima à Mulegé, na Baja California - México

Encontro com um simpático grupo de americanos em restaurante em praia próxima à Mulegé, na Baja California - México


Daqui a Mulegê são diversas baías e praias, todas tomadas por trailers e casas ambulantes, uma verdadeira colônia sobre rodas! Playa Coyote, El Burro, Concepción e Playa Santispac. Uma paisagem mais bela do que a outra, mas ainda, a previsão de vento não era boa... Óh céus, óh azar!

Litoral do Mar de Cortez chegando em Mulegé, na Baja California - México

Litoral do Mar de Cortez chegando em Mulegé, na Baja California - México


Chegamos à Mulegê, um oásis de águas e palmeiras verdes, a tempo de visitar o farol e o porto no encontro do Rio Mulegê com o mar. Ao longo do rio várias casas e campings nos convidavam a ficar, mas quando o Rodrigo coloca algo na cabeça, ninguém tira! Nos dirigimos para o alto, onde fomos conhecer a famosa Misión de Santa Rosalía de Mulegê.

O farol de Mulegé, na Baja California - México

O farol de Mulegé, na Baja California - México


Um verdadeiro oásis na região de Mulegé, na Baja California - México

Um verdadeiro oásis na região de Mulegé, na Baja California - México


Construída em um morro, tem uma vista deslumbrante do oásis, um palmeiral e o rio. A missão estava fechada, mas só os seus arredores e a vista já valem a visita. Indo até lá, não deixem de bater o sino, com a corda acessível pela parede principal. A cerimônia de sorte foi inventada pelo Rodrigo e logo vendida como verdade para as turistas italianas que passavam por ali! Rsrsrs!

Missión Santa Rosalía, em Mulegé, na Baja California - México

Missión Santa Rosalía, em Mulegé, na Baja California - México


Já estava anoitecendo, mas ainda pegamos estrada para Santa Rosalía, 60 km ao norte. Paisagens lindas no deserto e um pôr do sol maravilhoso na estrada. O Rodrigo encasquetou que seria melhor dormir lá. Foi a dica de um dos americanos que encontramos no caminho, pois achava a cidade mais interessante.

Dirigindo no final da tarde entre Mulegé e Santa Rosalía, na Baja California - México

Dirigindo no final da tarde entre Mulegé e Santa Rosalía, na Baja California - México


A primeira vista temos gosto um pouco diferentes, cidade mineradora e com um clima de faroeste, ainda mais chegando à noite. Vários hotéis estavam lotados, mas encontramos uma vaga no mais bacana deles, o Hotel Francês! Um hotel construído em 1886, como antigo alojamento para as meretrizes da cidade, vulgo bordel. Paredes recobertas com tecidos, os móveis antigos e as histórias guardadas por estas paredes já fizeram a jornada valer à pena!

O lobby do Hotel Frances, em Santa Rosalía, na Baja California - México

O lobby do Hotel Frances, em Santa Rosalía, na Baja California - México



Dica aos Road tripers!

A Fiona atravessa a Baja California - México (região de Mulegé)

A Fiona atravessa a Baja California - México (região de Mulegé)


Se você vier para uma road trip, com bom tempo este trecho que fizemos em uma dia pode durar uma semana! Vale à pena parar em cada uma das praias, acampar ou mesmo se hospedar por uns dias em uma casa de aluguel na Playa Buenaventura, e relaxar aproveitando o sol, a água morna e os encantos de Mulegê. Segue site (em inglês) com o resumo sobre cada uma das praias - http://www.baja.org/lugares/bajacalifornia/bccamping.htm.


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Caye Caulker

Belize, Caye Caulker

A belíssima e pitoresca Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

A belíssima e pitoresca Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


Em tempos de globalização é difícil encontrarmos lugares totalmente autênticos e originais. Em Belize isso não é diferente, um dos poucos países na América que possui praias paradisíacas e o inglês como língua oficial atrai centenas de europeus e americanos em busca de um paraíso tropical para a sua aposentadoria.

O belo mar que circunda San Pedro, na grande bareira de corais de Belize

O belo mar que circunda San Pedro, na grande bareira de corais de Belize


Ambergris e sua capital San Pedro, a Isla Bonita de Madona, já tiveram seus tempos de glória, hoje são um dos destinos mais turísticos, apinhados de hotéis, restaurantes, construções despropositadas, além de gringos por todos os lados. A ilha perdeu a sua calma e tranquilidade para as ruas de asfalto e um monte de concreto.

Praia em San Pedro, cheia de restaurantes, piers e lojas, em Belize

Praia em San Pedro, cheia de restaurantes, piers e lojas, em Belize


Hoje Caye Calker é o que Ambergris foi há uns 20 anos, mais relaxada, com alguns poucos expats fazendo as honras da casa em seus hotéis e guesthouses na beira da praia, sem deixar que ela perca o seu charme. As ruas de areia, os piers de madeira, o tempero local e as casinhas coloridas detrás dos coqueiros ainda guardam a alma caribenha e o ritmo descompassado de um típico paraíso tropical.

A belíssima e pitoresca Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

A belíssima e pitoresca Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


As lojas e restaurantes locais ainda são maioria e os poucos veículos que cruzam a ilha são simpáticos carrinhos de golfe. A ilha é rodeada por manguezais e praias cobertas de plantas marinhas, o que não a torna muito atrativa para banhistas.

O estreito canal de mar que divide em duas a ilha de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

O estreito canal de mar que divide em duas a ilha de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


Trânsito de carros de golfe em Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

Trânsito de carros de golfe em Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


A única praia da ilha foi formada na década de 60 pelo Furacão Hattie que cortou a ilha ao meio, criando a praia conhecida como “The Split”. É lá na Split que está o maior agito de todas as tardes, com músicas, bebidas e um belo por do sol.

O incrível pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

O incrível pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


O sol toca o mar no final de tarde em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

O sol toca o mar no final de tarde em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


Já que Caye Caulker não é uma ilha de muitas praias, o mergulho faz as vezes de anfitrião para os que são do mar. Este é o caye mais central para os mergulhos nos arrecifes e no famoso Blue Hole! Assunto e fotos suficientes para um post exclusivo, aqui.

O estreito canal de mar que divide em duas a ilha de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

O estreito canal de mar que divide em duas a ilha de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


O melhor lugar para o café da manhã é o Amor y Café, que só abre até meio-dia e tem um cardápio delicioso de frutas, iogurtes, smoothies, além dos american breakfasts preferidos pelos gringos.

O melhor café da manhã em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

O melhor café da manhã em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


Nas aventuras gastronômicas não deixem de provar os pratos naturebas com tempero local do Bambooze e o buffet de comida cubana vizinho, o único da ilha. Eles ficam o dia inteiro assando o porco em uma fogueira em frente ao restaurante e o espeto é adaptado com a direção de um carro na ponta. É claro que essa cena mereceu uma foto especial. =)

Preparando o jantar (o pobre porco) em rua de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

Preparando o jantar (o pobre porco) em rua de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize


Ficamos hospedados no tranquilo Sea Beeezzzzz, pousada do simpático casal belizenho-americano, em uma casa colonial inglesa, logo depois do cemitério.

Nosso caminho do dia a dia, atravessando o cemitério em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

Nosso caminho do dia a dia, atravessando o cemitério em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


Nosso hotel em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize

Nosso hotel em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize


No final do dia de mergulhos nos despediríamos de Caye Caulker em um jantar com a turma de mergulhadores, mas o cansaço do dia que começou as 4h30 da manhã foi tanto que capotamos e acabamos perdendo o horário. 3 dias no paraíso, com direito à prainha, festa na Split, interação com os locais, aventuras gastronômicas e momentos para relaxar e curtir a arte del dolce far niente!

Litoral de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize

Litoral de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize



Como chegar?

Nosso barco entre Corozal e San Pedro, já na grande barreira de corais de Belize

Nosso barco entre Corozal e San Pedro, já na grande barreira de corais de Belize


Barcos saem regularmente de Belize City em direção à Caye Caulker e San Pedro. Se você chegar de avião na principal cidade do país, não perca tempo, pegue um táxi para o terminal de barcos e embarque direto para o paraíso. Se você está descendo do México para Belize, a sua primeira parada será a cidade de Corazal, aí a melhor opção é pegar a lancha que sai as 7h da manhã em direção a San Pedro e lá trocar de barco para Caye Caulker. Mais de uma companhia faz este segundo trecho, o preço é igual. Subimos no barco às 10h e em 30 minutos já estávamos na ilha.

O sol nasce na baía de Corozal, em Belize

O sol nasce na baía de Corozal, em Belize

Belize, Caye Caulker, Ambergris, Cayes, ilha, San Pedro

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Sucre

Bolívia, Sucre

Mirante ao lado da Igreja de La Recoleta, em Sucre - Bolívia

Mirante ao lado da Igreja de La Recoleta, em Sucre - Bolívia


Sucre, primeira capital da Bolívia, perdeu seu posto para La Paz quando esta se tornou um ponto estratégico para o escoamento da produção do minério extraído em Oruro e Potosí. Ainda é a capital constitucional, porém La Paz é que abriga de fato todo o poder político do país. Fundada em 1538, a cidade trocou de nome algumas vezes, La Plata, Chuquisaca, Simón Bolívar até chegar à homenagem final ao primeiro presidente eleito pelo congresso, o General Antonio José de Sucre.

Homenagem ao grande nome da independência da américa espanhola, em Sucre - Bolívia

Homenagem ao grande nome da independência da américa espanhola, em Sucre - Bolívia


Nos idos de 1824, Sucre lutou ao lado de Simón Bolivar na Guerra pela Independência do Perú, do qual a Bolívia ainda fazia parte. Um ano mais tarde no Alto Perú foi proclamada a República da Bolívia. O primeiro presidente aclamado pelo congresso foi Simón Bolívar, que estava distante do país. Assim sendo Sucre assumiu o comando da nova república em dezembro de 1825 até o abril de 1828. Toda esta história nos foi contada em detalhes no Museu da Independência, por um guia muito esclarecido e apaixonado pela história do seu país. (Entrada: 15 bolivianos - 2,2 dólares aprox.).

Simon Bolivar entre todas as bandeiras da história da Bolívia, na Casa de La Libertad, em Sucre - Bolívia

Simon Bolivar entre todas as bandeiras da história da Bolívia, na Casa de La Libertad, em Sucre - Bolívia


Conhecida como “A cidade branca”, Sucre possui como lei a pintura das casas e prédios do centro histórico todos os anos, de branco, obviamente. Atingida por uma grande peste nos idos de antigamente, acreditava-se que as paredes caiadas diminuíam a disseminação da doença. O que antes era uma necessidade pela limpeza e higiene, hoje se tornou um marco arquitetônico da cidade.

Entrada do museu eclesiástico, em Sucre - Bolívia

Entrada do museu eclesiástico, em Sucre - Bolívia


A visita ao Mercado Municipal, independente da cidade, é sempre obrigatória. Ali vemos a cara do país, trabalhadores e consumidores, além de toda a qualidade de artesanatos, frutas, verduras, legumes, cereais, carnes e comidas típicas. Confesso que a área de restaurantes e lanchonetes não nos apeteceu muito o estômago, muitas carnes, embutidos e frituras, mas a apresentação de dança de um maluco borracho até que foi engraçada.

Abundância de frutas no mercado em Sucre - Bolívia

Abundância de frutas no mercado em Sucre - Bolívia


Outro lugar bacana de conhecer é a Casa de Cultura, pertinho da praça principal. Está acontecendo esta semana uma amostra de cinema e artes com a temática “Direitos Humanos”. Um concurso fotográfico foi lançado pelo Departamento de Imigrações da Espanha em parceria com o Governo Boliviano, mostrando a realidade e a ilusão dos processos migratórios. A exposição mostrou os trabalhos premiados, a maioria abordando a decisão das mulheres migrarem do campo para a cidade, ou mesmo da cidade para outros países, em busca de melhores condições para a sua família.

Exposição fotográfica em Sucre - Bolívia

Exposição fotográfica em Sucre - Bolívia


Nessa mesma onda, fomos ao Teatro 3 de Fevereiro para assistir ao média metragem de produção espanhola “Diversidad”. Ele fala sobre a cidade de Nova Iorque como principal receptora de imigrantes de todo o mundo, como essas diferentes culturas e religiões convivem. Bacana, mas eu esperava algo mais “latino”, aí ficamos para assistir a segunda sessão, filme documentário peruano “Operación El Diablo”.

Cholas descansam no mercado em Sucre - Bolívia

Cholas descansam no mercado em Sucre - Bolívia


O filme documentou toda a luta dos campesinos peruanos para salvar uma montanha, sua água e o seu estilo de vida, que estavam prestes a ser destruídos por uma mineradora americana. Um padre foi elegido como mediador entre a comunidade campesina e os órgãos governamentais que liberavam a exploração do monte. Esta luta teve vários desdobramentos e inclusive se iniciou uma perseguição, com requintes do serviço de inteligência militar e espionagem, aos chefes campesinos e a todos os que lutaram ao seu lado. Descobre-se que uma prática terrível havia sido implementada pelas empresas de segurança contratadas por estas mineradoras, que torturaram e até mataram vários dos ambientalistas.

Exposição fotográfica em Sucre - Bolívia

Exposição fotográfica em Sucre - Bolívia


Aqui conhecemos uma Bolívia melhor e mais desenvolvida. São muitos museus, casas culturais, universidades e claramente gente politizada e formadora de opinião. Além de capital constitucional, Sucre é o berço da história e da cultura boliviana.

Iluminação noturna da bela igreja de São Francisco, em Sucre - Bolívia

Iluminação noturna da bela igreja de São Francisco, em Sucre - Bolívia

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