2 Blog da Ana - 1000 dias

Blog da Ana - 1000 dias

A viagem
  • Traduzir em português
  • Translate into English (automatic)
  • Traducir al español (automático)
  • Tradurre in italiano (automatico)
  • Traduire en français (automatique)
  • Ubersetzen ins Deutsche (automatisch)
  • Hon'yaku ni nihongo (jido)

lugares

tags

arqueologia cachoeira Caribe cidade histórica Estrada mar Mergulho Montanha parque nacional Praia Rio roteiro Trekking trilha

paises

Alaska Anguila Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Galápagos Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Venezuela

mais vistos

mais comentados

novos comentários

arquivo

SHUFFLE Há 1 ano: São Paulo Há 2 anos: São Paulo

Cave Dive in Florida!

Estados Unidos, Flórida, Peacock

Passagem por 'janela' em caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Passagem por "janela" em caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


Após as noções básicas dadas no post anterior, você pode me perguntar agora: então porque vocês se metem em uma coisa dessas? Somamos a paixão por explorar, à paixão por mergulhar e a curiosidade imensa pela espeleologia e o resultado já é quase convincente. Quando adicionamos ainda o fato de estarmos em um lugar completamente diferente de qualquer outro que você já imaginou e que poucos terão a oportunidade de conhecer, encontramos motivos suficientes para entrar de cabeça neste novo mundo submarino.

Felizes e prontos para nosso primeiro mergulho numa caverna de verdade, em Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos

Felizes e prontos para nosso primeiro mergulho numa caverna de verdade, em Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos


A Flórida é um dos principais pontos de mergulho em caverna do mundo. Suas terras são um verdadeiro queijo suíço, formados por calcário e dezenas, talvez centenas de nascentes de água. A temperatura média da água é de 20 a 22°C, as cavernas tem um grande potencial de suspensão e algumas podem ter um alto fluxo de água, leia-se correnteza.

Lagoa e entrada de caverna tomada por algas, em Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos

Lagoa e entrada de caverna tomada por algas, em Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos


Nossa aventura começa em um lugar chamado Luraville, próximo à cidade de Live Oak, no norte da Flórida. Chegamos ao Dive Outpost ontem à noite e fomos muito bem recepcionados por Tim.

Com o Tony, nosso guia nas cavernas alagadas em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Com o Tony, nosso guia nas cavernas alagadas em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


Além de providenciar os tanques de nitrox (mistura especial com 32% de oxigênio), Tim conseguiu agilizar uma peça fundamental: um instrutor para nos guiar nos nossos primeiros mergulhos em cavernas naturais. Até aqui só tivemos a oportunidade de mergulhar algumas vezes na Mina da Passagem em Mariana, Minas Gerais.

Nossa pousada em Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos

Nossa pousada em Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos


Tony chegou cedo e tivemos bastante tempo para conversar, nos conhecer, revisar equipamentos e configuração técnica de todo o nosso material. Depois de tudo pronto, seguimos para o Peacock Springs State Park, há apenas 8km dali.

Advertência na entrada do parque de Peacok, na Flórida, nos Estados Unidos

Advertência na entrada do parque de Peacok, na Flórida, nos Estados Unidos


Ansiosos e concentrados nos equipamos e caímos na água. Impossível esconder a tensão. Podemos até tentar esconder dos outros, mas não de nós mesmos. Após o treinamento e muito estudo, sabemos exatamente onde estamos nos metendo e agora é hora de colocar todo o conhecimento adquirido em prática!

Carregando equipamento de mergulho em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Carregando equipamento de mergulho em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


Peacock é um dos sistemas de caverna mais visitados do mundo e já foi inteiramente explorado. Veja o mapa.. No primeiro mergulho navegamos pelo Peanut Tunnel, que tem este nome por seu formato ser parecido com o de um amendoim. Lá dentro encontramos nos primeiros metros alguns peixes e até uma espécie de peixe cego, onde já não existe luz. Nenhuma vida, seguimos a Golden Line uns 400m adentro, chegando a 16m de profundidade. Foram 76 minutos de mergulho, passando pelas paisagens mais alienígenas que já imaginei.

Fim do primeiro mergulho em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Fim do primeiro mergulho em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


É impressionante, mesmo amando tudo em alguns momentos eu pensava, o que é mesmo que estou fazendo aqui? Pois quando realizamos que estamos a 400m da entrada de uma caverna, mergulhados em uma água gelada, dependendo 100% do equipamento e que acima de você existe mais água, muita rocha e provavelmente uma floresta, é simplesmente inacreditável.

Passagem por 'janela' em caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Passagem por "janela" em caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


O segundo mergulho do dia foi também na Peacock I, mas seguindo pelo Túnel Principal. Embora tenha este nome não quer dizer que apenas este tenha a Golden Line. Este é o túnel mais amplo e que provavelmente foi explorado primeiro, o Peanut que fizemos no primeiro mergulho, também é todo cabeado com a Golden Line.

Mergulhando na caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Mergulhando na caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


Com salões maiores, cânions submarinos e passagens belíssimas onde as bolhas d´água formam verdadeiros espelhos no teto, este túnel foi o nosso preferido. Tivemos uma experiência diferente neste segundo mergulho, por que já estávamos mais tranquilos, pois já tínhamos quebrado o gelo no primeiro mergulho. Depois por que ele é muito mais cênico, as paisagens são ainda mais lunares, se é que podemos sonhar em uma lua cheia de água.

Saindo da caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Saindo da caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


Dois pontos altos desde percurso são o encontro com o Pothole Sink, uma abertura no teto que deixa um fecho de luz entrar e refletir o azul da água mineral onde estamos imersos. Nadamos mais ou menos 250m e chegamos ao Olsen Sink, uma abertura natural onde emergimos, olhamos ao redor e estamos em meio a uma mata verde. A luz e as cores são tão lindas depois que cruzamos toda esta escuridão!

Com o guia Tony durante mergulho na caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Com o guia Tony durante mergulho na caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


Aqui estamos, sobrevivemos à nossa primeira experiência em cavernas naturais, ainda mais impressionados com o que vimos. Era tudo aquilo que imaginávamos e um pouco mais! Agora podemos nos considerar mergulhadores de caverna, iniciantes, tudo bem, mas temos que começar algum dia, afinal! Abaixo segue vídeo desta experiência para vocês também terem o gostinho de como é se aventurar nas cavernas submersas da Flórida.



Ah! Vale lembrar: uma das melhores partes do mergulho em caverna é que não precisamos subir em um barco e perder tempo com a navegação, ainda mais para quem sofre com enjoos e fica mareado, como eu! A segunda maior vantagem é que não precisamos lavar os equipamentos, eles já ficaram o tempo todo mergulhados em água mineral.

Parque de Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos

Parque de Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Flórida, Peacock, Caverna, dive, Mergulho, Peacock Springs

Veja todas as fotos do dia!

Participe da nossa viagem, comente!

Encontro Inusitado

Colômbia, Cali

Ontem saímos apenas para um almoço rápido na Avenida 6, local onde se encontram umas 20 salserias mais populares de Cali. Depois de um dia inteiro fechada no quarto do Hostal Iguana trabalhando, finalmente saí para o mundo! Mal sabia eu, a surpresa que o mundo nos reservava.

Estávamos tomando o nosso café da manhã tranquilamente na área comum do hostal e encontramos uma figura tomando uma cerveja que começou a puxar papo. Nicolas é um bogotano bem viajado, morou em Londres e conhece bastante o seu próprio país. Começamos a contar da viagem para ele, que ficou deslumbrado com a ideia e começou a nos dar várias dicas sobre o país. Logo aparece Viviana, também colombiana, jornalista super viajada que conhecia cada cidadezinha da Colômbia. Os dois sentaram e começaram a nos dar uma aula de geografia, turismo e estradas do país. Íamos de Cali para Medellín, cidade de Bottero, artes e muita história. Em 20 minutos todo o nosso roteiro já era outro! “Medellín é uma cidade grande como qualquer outra, se vocês tem que escolher, sigam pela rota de Bucaramanga, conheçam a Villa de Leyva e outras cidades históricas, são maravilhosas!”, diziam Nicolas e Viviana. Mompós também é obrigatório! Lá vocês vão encontrar os Sangacintos, gaiteiros de música folclórica colombiana, eles abrem a sua casa para você e armam a festa para mostrar a sua música.” Meia-hora depois chegou Andres, namorado de Viviana.

A esta altura já sabíamos que eles todos são de Bogotá e estão de passagem por Cali, em uma turnê da banda rock The Hall Effect. Andres é o baterista, Nicolas engenheiro de som, Douglas, que apareceu mais tarde, é o baixista, Cha Ry o guitarrisca e Oscar o vocal. Mari é uma amiga de longa data de todos eles e está de férias acompanhando a turnê. Angelo e Joana são fãs e patrocinadores da banda, pois entraram com o transporte para toda a turnê pelo país.

A The Hall Effect é a única banda de rock que canta em inglês no país, considerada a melhor banda de rock de toda a Colômbia! Eles já fizeram turnês européias, passando por Londres e França e seu produtor é o mesmo cara que produziu discos do Paralamas do Sucesso e do Pinky Floid! Chegaram a tocar junto com o pessoal do Sepultura! Sensacional!

Começamos a combinar de encontrá-los em Bogotá, quando Viviana e Andrés surgiram com o convite para irmos com eles ao Festival Hot en Paraíso, primeiro festival de piscina da Colômbia. Os festivais aqui geralmente acontecem em praças públicas, são gratuitos e não é permitida a venda de comida e bebida alcoólica. Este é o primeiro com um conceito diferenciado, mais parecido com os festivais que temos no Brasil. Andrés ligou na mesma hora para o produtor do festival, que é o manager da banda e bingo, já tínhamos ingressos VIPs para o festival! Foi tudo tão rápido, que nem dava para acreditar! Teríamos que acordar as 2 da madrugada para pegar estrada até Girardot, onde vai acontecer o festival. Eu vi que o Rodrigo ainda estava meio atordoado, pensando... “Ai meu Deus! Onde eu fui me meter?”, mas ele viu que do jeito que tudo aconteceu, não tinha chance de não irmos.

Eles foram tocar à meia-noite em um bar de Cali enquanto nós tentávamos descansar para sairmos dirigindo as 2am. O festival começa as 12h, eles devem tocar as 15h, por isso o Ro queria sair mais tarde. Porém precisávamos entrar com eles no festival, pegar as pulseiras e ter certeza que chegaremos a tempo, enfim ficou combinado que depois do show eles passam na pousada e nós vamos juntos para Girardot!

Caraca, é impressionante como um encontro inusitado de almas como este pode mudar os nossos planos em tão pouco tempo! Um brinde ao festival e à música colombiana!

Colômbia, Cali, Hostal Iguana, Música, Rock, The Hall Effect

Veja todas as fotos do dia!

Participe da nossa viagem, comente!

Obama Beach

Haiti, Cabaret

A linda praia de Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti

A linda praia de Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti


Ontem chegamos à Port-au-Prince, mais especificamente ao distrito de Pétion-Ville. Nosso encontro com Lana e Erick foi muito especial e depois de uma hora conversando sobre a vida e um possível roteiro pelo país, eles nos convidaram a viajar com eles para conhecer uma praia ao norte de Port-au-Prince, no litoral oeste da ilha, a Obama Beach.

A deliciosa e pacata praia de Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti

A deliciosa e pacata praia de Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti


O nosso roteiro pelo Haiti estava desenhado para uma semana, 2 dias em Port-au-Prince, 2 dias em Jacmel, cidade histórica do litoral sul haitiano, e no dia 24 voaríamos para a cidade de Cap-Haitien no norte. A única amarra que tínhamos era este vôo, já que fizemos a compra das passagens assim que chegamos à Rep. Dominicana. Então, por que não ir ao sabor do vento e nos deixar levar pelas oportunidades que surgirem durante a viagem?

Jangada singra os mares perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti

Jangada singra os mares perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti


Vamos todos à Obama Beach! Uma praia de pedras roliças e águas cristalinas na grande baía de Port-au-Prince, pouco mais de 60km do centro da cidade. Transporte público aqui é complicado e bastante desorganizado, nem todos os destinos possuem ônibus de linha. Daqui à Jacmel seria mais fácil, porém até a Obama Beach seria uma aventura! Moto-táxi, 2 ou 3 tap-taps, caminhonetes que servem a comunidade como lotações, e ainda assim não sei se conseguiríamos chegar.

O trânsito sempre complicado de Port-au_Prince, capital do Haiti

O trânsito sempre complicado de Port-au_Prince, capital do Haiti


Para a nossa grande sorte o convite veio acompanhado de uma carona com a Elsie, amiga haitiana que mora em Vermont - EUA. Ela está de férias aqui no calor do Haiti visitando a família enquanto Vermont está embaixo de neve. Sua filha Maya vive em Port-au-Prince e acaba de abrir uma academia de yoga.

Tarde gostosa com amigos no hotel Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti

Tarde gostosa com amigos no hotel Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti


O carro de Elsie foi lotado, ela e Maya na frente, Jerome (namorado de Maya), Erick e Lana no meio e eu e o Rodrigo lembrando os tempos de infância no chiqueirinho. Foi pouco mais de uma hora de viagem passando pelas ruas tumultuadas do centro da capital, paisagens áridas e devastadas dos arredores da cidade, até ficarmos entre as montanhas e ao mar. Existem várias praias bacanas de grandes hotéis e resorts nesta costa, mas são caros mesmo para quem quer apenas passar o dia. Eles parecem criar um mundo particular para fugir da realidade das ruas. O Obama Beach é diferente, simples e acessível a todos, tem um restaurante aberto ao público e praia liberada para quem quiser. Seu nome vem mesmo de onde você imagina, o dono é fã do Obama e resolveu homenageá-lo no seu empreendimento.


Visualizar Obama Beach Hotel em um mapa maior

Chegamos ao Obama Beach Hotel ainda pela manhã e demos de cara com um grupo de brasileiros! Eram mais de 15 homens de todos os cantos do país, Piauí, Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e por aí vai. O grupo de oficiais está aqui pela missão de paz brasileira no Haiti. Eu confesso que nunca acompanhei muito as atividades do nosso Exército, mas sempre fiquei de olho no trabalho deste pessoal, afinal a Missão de Paz da ONU do Haiti, comandada pelo Exército Brasileiro, é um case de sucesso e sempre foi motivo de orgulho para o nosso país.

Brasão do batalhão de engenharia brasileira no MINUSTAH, as forças de paz da ONU no país (perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti)

Brasão do batalhão de engenharia brasileira no MINUSTAH, as forças de paz da ONU no país (perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti)


Confraternização com militares brasileiros da força de paz da ONU, na praia Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti

Confraternização com militares brasileiros da força de paz da ONU, na praia Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti


Durante a missão eles ficam 6 meses no Haiti e não podem se movimentar pelo país se não estiverem em grupo, mesmo quando estão de folga. O pessoal do batalhão de engenharia da missão estava aproveitando o dia de folga para relaxar na praia, fazendo um churrasquinho, tomando uma cervejinha e nos receberam de braços abertos! Nem preciso dizer que em dois minutos já estávamos em casa! Ouvir todos eles contando suas experiências aqui no Haiti, com os diferentes sotaques de norte a sul do país, mas em bom e claro português, enquanto comia uma carninha preparada por churrasqueiros que entendem do negócio, arrozinho e farofa brasileiros!?! Foi como chegar ao paraíso!

Confraternização com militares brasileiros da força de paz da ONU, na praia Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti

Confraternização com militares brasileiros da força de paz da ONU, na praia Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti


Conversamos sobre o cotidiano deles durante a missão, as obras que estão realizando e inclusive que já realizaram no Brasil. Esse pessoal da engenharia do exército trabalha duro, abre mata e prepara a parte mais difícil do terreno para depois as construtoras licitadas chegarem com estrada pronta e florestas arrancadas para começar a construção. Alguns deles trabalharam na implementação de uma das obras mais polêmicas no Brasil, a “transposição” do Rio São Francisco. “Eu sou contra”, logo disse, mas com paciência eles me explicaram que logo de início o termo utilizado está errado, não é uma transposição e sim uma obra de canalização de 1% do fluxo do rio, seguida pela obra de desassoriamento do rio, esta sim criada pela falta de práticas ambientais corretas dos proprietários e agricultores que vivem ao longo do rio. Enfim, uma troca de experiências sensacional!

Confraternização com militares brasileiros da força de paz da ONU, na praia Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti

Confraternização com militares brasileiros da força de paz da ONU, na praia Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti


Eles também adoraram saber do nosso projeto, os dois malucos que saíram dirigindo e passando por cada um dos seus estados, até chegar ao Alasca e agora retornar ao Brasil, mas não sem antes vir conhecer o Haiti. De todas estas conversas nasceu um convite para visitarmos o BRAENGCOY, a sede do batalhão no Campo Charlie, local onde estão baseadas a maior parte das tropas brasileiras. Mais uma grande oportunidade: conhecer o trabalho dos brasileiros que ajudam a reconstruir o Haiti!

Um verdadeiro churrasco brasileiro na praia Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti

Um verdadeiro churrasco brasileiro na praia Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti


Tentei, mas confesso que foi bem difícil, dividir a atenção entre os nossos novos amigos haitianos e os novos amigos brasileiros! Rs! Eles logo tiveram que regressar à base, assim como Elsie, Maya e Jerome tinham que voltar à Port-au-Prince. Logo Lana e Erick, eu e Rodrigo estávamos praticamente sozinhos no hotel, dividindo o telhado seco com mais meia dúzia de locais quando um grande temporal despencou dos céus. Depois que o pior passou, eu, Lana e Erick nos mandamos para a praia, tomar um banho de mar na chuva! Maravilhoso! Nadamos nas águas quentes, sentindo a chuva fria nos refrescar. O alarido do temporal silenciava nossa mente, enquanto o prateado chuviscado das nuvens e das águas se mesclavam com a imensa mancha marrom de toda a terra que erodia para o mar. Que momento!

Fim de tarde na praia de Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti

Fim de tarde na praia de Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti


A noite continuou intensa, um jantar maravilhoso acompanhado de várias Prestiges e de longas conversas com Lana e Sara, uma jovem americana que está trabalhando em um start-up aqui no país. Sara se foi e eu e Lana continuamos, noite adentro, falando de nossos medos, nossas alegrias e nossas inseguranças. Essas conexões mais profundas as vezes acontecem com algumas pessoas que cruzamos na viagem. Pessoas que como nós estão longe de seus amigos e familiares e que também precisam conversar. Alguma energia especial nos uniu e nos deu aquela amizade instantânea e profunda para falarmos por uma noite inteira sobre assuntos que as vezes outros não poderiam compreender.

Fim de tarde na praia de Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti

Fim de tarde na praia de Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti


O dia seguinte foi de paz, uma praia vazia, um mar azul tranquilo após a tormenta, seguido de um omelete de café da manhã dos mais deliciosos que já comi na minha vida! E olhem que eu não sou muito de ovo, muito menos de manhã.

A Ana tem todo o mar para si na praia Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti

A Ana tem todo o mar para si na praia Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti


As 10h30 o carro que nos levaria de volta à cidade já estava lá nos esperando. Na volta paramos no mercado de rua de Cabaret, uma loucura sem tamanho de gente vendendo todos os 130 tipos de manga produzidos no país, além de melancias, abacaxis e toda a sorte de frutas e verduras que você imaginar.

O movimentado mercado de Cabaret, antiga Duvalierville, ao norte de Port-au-Prince, no Haiti

O movimentado mercado de Cabaret, antiga Duvalierville, ao norte de Port-au-Prince, no Haiti


O movimentado mercado de Cabaret, cidade ao norte de Port-au-Prince, no Haiti

O movimentado mercado de Cabaret, cidade ao norte de Port-au-Prince, no Haiti


Detalhes de haitianos no mercado de Cabaret, antiga Duvalierville, ao norte de Port-au-Prince, no Haiti

Detalhes de haitianos no mercado de Cabaret, antiga Duvalierville, ao norte de Port-au-Prince, no Haiti


À tarde Lana e Erick foram para as montanhas e nos convidaram novamente a acompanhá-los, mas desta vez achamos que seria melhor deixá-los descansar e aproveitar o seu momento sozinhos, enquanto nós sairíamos para explorar Pétion-Ville e descansávamos no conforto do Le Perroquet.

Com o Eric, numa tarde gostosa com os amigos no hotel Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti

Com o Eric, numa tarde gostosa com os amigos no hotel Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti


Quem diria que Obama Beach nos reservaria tantas surpresas e tantas emoções? Difícil adivinhar, mas cada vez mais confio no fluxo da vida, mesmo que não pareça claro, de que estamos seguindo pelo caminho certo.

Com um dos simpáticos funcionários do Hotel Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti

Com um dos simpáticos funcionários do Hotel Obama, perto de Cabaret, antiga Duvalierville, no litoral central do Haiti

Haiti, Cabaret, Amigos, Cabaret, Obama Beach, Praia

Veja todas as fotos do dia!

Diz aí se você gostou, diz!

Crossing Puerto Rico

Porto Rico, La Parguera

Vista do hotel em La Parguera - Litoral Sudoeste de Porto Rico

Vista do hotel em La Parguera - Litoral Sudoeste de Porto Rico


Acordamos hoje com o maior pique para um programa diferente: explorar as imensas Cavernas do Rio Camuy e conhecer o maior rádio-transmissor do mundo no Observatório de Arecibo! O que é isso? Pois é, eu também não teria idéia se não fosse o James Bond! Lembram aquela antena parabólica gigante dentro de um buraco que o 007 cai rolando para impedir o Golden Eye? Então, é lá mesmo, mas infelizmente não tivemos sucesso na empreitada, os dois parques fecham segundas e terças-feiras e precisamos mudar os planos.

Próxima parada, Cerro Punta! O pico mais alto de Porto Rico que possui em torno de 1.400m. Havíamos nos informado com a Bernice (vejam mais detalhes sobre ela no blog do Rodrigo), e ela nos disse que poderíamos ver toda a ilha lá de cima se o dia estivesse aberto. Mudamos de estrada e seguimos para La Carretera Panorâmica! Urgh, eu já embrulho só de pensar, essas rotas panorâmicas são lindas, mas tem tantas curvas que me dão o maior enjôo. Bem, lá fomos nós, de novo parecia que estávamos no Brasil, montanhas e mais montanhas com muito verde, mata, rios e bambuzais. Lindo demais! Passamos por uma das entradas do parque, que no mapa claramente estava muito distante do Cerro Punta, então seguimos adiante em busca da outra entrada. Quando vimos já estávamos lejos, muy lejos e não tinha entrada coisa nenhuma. A esta altura acho que o Ro já estava meio cansado e eu, verde, não tinha condições de interagir.

Depois de cruzarmos quase metade do país, decidimos ir para o nosso próximo destino previsto para a semana, a cidade de Parguera, um dos melhores pontos de mergulho da ilha! Juro, nossa intenção era de fazer programas diferentes, mas em uma ilha de 130 x 40km depois de 4h no volante, não tínhamos mais onde chegar senão no litoral. Amanhã já está agendado mais um mergulho em uma parede com uns 30 metros de visibilidade e à tarde, praia! Peço desculpas aos não mergulhadores, mas estamos no Caribe e temos que aproveitar. Os próximos dias atravessando Porto Rico prometem muitas trilhas, cachoeiras, observatórios e cavernas!

Placa de aviso de Tsunami em La Parguera - Litoral Sudoeste de Porto Rico

Placa de aviso de Tsunami em La Parguera - Litoral Sudoeste de Porto Rico

Porto Rico, La Parguera,

Veja mais posts sobre

Veja todas as fotos do dia!

Participe da nossa viagem, comente!

10.000 a.C.

Brasil, Minas Gerais, Januária (P.N Cavernas do Peruaçu)

Entrando no Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Entrando no Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Imaginem o mundo há 10.000 anos, como ele era? Quando estamos no escritório, em casa, nas cidades, shoppings, enfim, nas nossas vidas cotidianas, logo imaginamos o Discovery Channel, o NatGeo ou ainda lembramos daquele filme de mesmo nome lançado recentemente. Puxamos na nossa imaginação todas as referências que temos do mundo antes dele ser ocupado pelo homo sapiens sapiens. Será que ainda existiam os dinossauros? Eras glaciais? Homens das cavernas? Aí até os Flintstones aparecem na memória! Fazendo este exercício percebemos como estes míseros 10 mil anos estão distantes da nossa realidade.

Gigantesca clarabóia na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Gigantesca clarabóia na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Há 10 mil anos estava terminando a última era Glacial e o mundo já era habitado pela nossa espécie. Eles lutavam para sobreviver ao frio, utilizando as cavernas como abrigo. As cavernas por sua vez possuem outra perspectiva do tempo e do mundo. A terra existe há 4,5 bilhões de anos, desde então passou por diversas eras geológicas, se transformando e evoluindo com a passagem dos milhões de anos, até hoje. As cavernas presenciaram e fazem parte desta história, pois o processo de formação destas cavidades segue há alguns milhões de anos.

Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Todo este processo fica claro quando entramos em um monumento natural como a Caverna do Janelão no Vale do Peruaçu. É monumental, sensacional, fantástico! São paredes de mais de 100m de altura, formações espeleológicas gigantescas, como o cogumelo ou a perna da bailarina, que está no Guiness Book por ser a maior estalactite do mundo com 28m de comprimento.

Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


O maior estalagtite do mundo, a 'Perna da Bailarina', na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

O maior estalagtite do mundo, a "Perna da Bailarina", na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


A natureza vem trabalhando há 2 ou 3 milhões de anos esculpindo nesta rocha calcária as mais variadas formas, túneis e salões que hoje nos deixam boquiabertos por sua grandeza. Ali dentro devem ter passado dinossauros, preguiças gigantes e toda a grande fauna que um dia já habitou o nosso continente. Soubemos que em uma fazenda próxima ainda se encontra um fóssil de uma preguiça gigante! Que achado!

Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Não é a toa também que ali, a apenas 45 minutos de caminhada, encontramos também curiosos painéis de pinturas rupestres, que um dia tiveram um significado completamente diferente para os nossos antepassados e hoje contam parte da história recente do nosso país.

Pinturas rupestres no 'Painel', no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Pinturas rupestres no "Painel", no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Sabe-se que os nossos índios não chegaram a conhecer estes homens das cavernas. Como será que eles eram? O que será que se passava pela cabeça destes homens, mulheres e crianças que viviam em um mundo completamente diferente do nosso? Como eles se abrigavam o frio, o que eles comiam? Como se comunicavam? O que será que esses símbolos significavam para eles?

Pinturas rupestres no 'Painel', no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Pinturas rupestres no "Painel", no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Todas essas perguntas surgem quando nos deparamos com um lugar como este. O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu possui potencial imenso para se tornar um dos principais parques de pesquisa geológica e antropológica no Brasil. E agora, depois de visitar um lugar como este, fica muito mais fácil responder a aquela pergunta. Imaginem o mundo há 10.000 anos, como ele era? Boa parte das respostas surgirá. Intuitivamente, pois em algum lugar dentro de você estas lembranças, seja em memória genética ou espiritual, existem.

Mirante do Buraco dos Macacos, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Mirante do Buraco dos Macacos, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Brasil, Minas Gerais, Januária (P.N Cavernas do Peruaçu), Caverna do Janelão, Cavernas, espeleologia, parque nacional, Peruaçú

Veja todas as fotos do dia!

Quer saber mais? Clique aqui e pergunte!

Roteiro na República Dominicana

República Dominicana, Santo Domingo, Jarabacoa, Samana, Punta Cana

Playa Frontón, o melhor segredo da península de Samaná, litoral norte da República Dominicana

Playa Frontón, o melhor segredo da península de Samaná, litoral norte da República Dominicana


Para quem nunca ouviu falar da República Dominicana, este é um país localizado na ilha de Hispaniola no Caribe, mais conhecida como o lugar onde fica a praia e os Resorts All Inclusive de Punta Cana. Sim, Punta Cana não está em uma ilha perdida no meio do Caribe, ela faz parte de um dos maiores países caribenhos com uma história e cultura riquíssimas, montanhas, cavernas secas e inundadas e inclusive praias ainda mais bonitas do que aquela dos resorts.

Vista do alto do Pico Duarte, na República Dominicana

Vista do alto do Pico Duarte, na República Dominicana


A ilha de Hispaniola é uma das duas ilhas do Caribe dividida por dois diferentes países: a República Dominicana e o Haiti. Nós programamos 20 dias na ilha e dividimos nosso tempo entre ambos, mas 20 dias foram poucos para ver tudo! Confesso a vocês que na nossa correria habitual não tivemos tempo de preparar este roteiro, chegamos lá com uma ideia do que gostaríamos de conhecer, mas foi assuntando com os locais que fechamos os detalhes e o roteiro final.


Roteiro na Rep. Dominicana e Haiti, clique para ver o mapa ampliado

Nosso roteiro começou pela capital Santo Domingo, a primeira cidade das Américas ainda existente. Não sei se vocês lembram ou sabem disso, mas, depois de gritar “Terra à vista!”, foi nesta ilha que os espanhóis desembarcaram pela primeira vez no continente americano. A cidade tem edifícios coloniais belíssimos na charmosa Zona Colonial, dentre os vários “primeiros” do país estão a primeira casa onde viveu Cristóvão Colombo nas Américas e a primeira Catedral do continente.

As pombas não parecem se importar muito com o imponente Colombo, na Zona Colonial de Santo Domingo, capital da República Dominicana

As pombas não parecem se importar muito com o imponente Colombo, na Zona Colonial de Santo Domingo, capital da República Dominicana


A charmosa arquitetura da Zona Colonial, centro histórico de Santo Domingo, capital da República Dominicana

A charmosa arquitetura da Zona Colonial, centro histórico de Santo Domingo, capital da República Dominicana


Santo Domingo é o hub para todo o transporte rodoviário da ilha, daqui saem os ônibus para Punta Cana, Santiago, segunda maior cidade do país, e ao Haiti. Nossa curiosidade e ansiedade de chegar neste país não nos deixou esperar nem mais um dia! Após explorações e um mergulho nos arredores de Santo Domingo, nos mandamos para a controversa capital haitiana, a cidade de Port-au-Prince. “O que vocês vão fazer lá?”, escutávamos de todos os lados. “É perigoso, é feio, não tem nada para fazer e ver no Haiti!” e nós apenas respondíamos, ok, queremos ver isso com os nossos olhos. Programamos 7 noites e 8 dias no Haiti e, mesmo sem falar creole e nem francês, se pudesse mudaria tudo para ficar mais tempo no país. Não se preocupe, detalharei tudo nos próximos posts!

Detalhes de haitianos no mercado de Cabaret, antiga Duvalierville, ao norte de Port-au-Prince, no Haiti

Detalhes de haitianos no mercado de Cabaret, antiga Duvalierville, ao norte de Port-au-Prince, no Haiti


Voltando à República Dominicana, entramos pelo norte do país, utilizando a simpática cidade de montanha de Jarabacoa como base. Dela partimos para um trekking de 2 dias até o cume do Pico Duarte (3.086m), ponto mais alto do Caribe. Além da montanha a região possui lindas cachoeiras, raftings, parapente e uma infinidade de atividades em meio à natureza. Lá mesmo alugamos um carro e rumamos ao norte para conhecer as mais lindas praias do país.

Mulas descansam na área do refúgio do Pico Duarte, na República Dominicana

Mulas descansam na área do refúgio do Pico Duarte, na República Dominicana


Exploramos a costa de carro em um dia, apressadíssimos para chegar no que seria a cereja do bolo, a Península de Samaná. Foram dois dias e duas noites que desbancaram qualquer mordomia que um hotel all inclusive possa dar até ao mais preguiçoso dos turistas. Na boa, quem veio à Punta Cana e não dirigiu mais 3 horinhas para chegar até aqui não sabe o que perdeu.

As incríveis cores da Playa Rincón, perto de La Galera, na península de Samaná, na costa norte da República Dominicana

As incríveis cores da Playa Rincón, perto de La Galera, na península de Samaná, na costa norte da República Dominicana


Voltamos a Jarabacoa e Santo Domingo, de onde pegamos um ônibus para conhecer, afinal, a tão afamada Punta Cana. Tínhamos que ir até lá conferir, mesmo sabendo que não era muito a nossa praia. Não pagamos a tarifa mais barata que achamos e mesmo assim caímos em um dos dos hotéis mais pops, o Bávaro Dominican Beach. Pense em alguém que queria morrer... EU! Sinceramente, eu não nasci para isso não... se é para ficar preso em um hotel all inclusive, que seja um 5 estrelas, bem chique! Não pode bancar um 5 estrelas, como nós? Então invista direito estes dólares e encontre melhores restaurantes, praias e paisagens mais paradisíacas, entre em contato com a cultura local e seja feliz sem regras estúpidas, bebidas talibãs e buffets pasteurizados.

Chegando ao litoral na costa norte da República Dominicana

Chegando ao litoral na costa norte da República Dominicana


Depois deste breve “rolé” pela ilha de Hispaniola fechamos, nos 1000dias, todos os países do Caribe. Estas Ilhas-países são um pedacinho da África no continente americano, com o seu melhor e o seu pior. Pobreza, corrupção, distorções e contrastes sociais, que nos deixam tão embasbacados quanto a criatividade e a alegria do seu povo, a qualidade da sua música, seus vulcões, mergulhos e a beleza de suas praias. Caribe, agora que já te conheço só posso dizer que quero voltar e será logo!

A grandiosa paisagem que se vê do alto da Citadelle, no norte do Haiti

A grandiosa paisagem que se vê do alto da Citadelle, no norte do Haiti

República Dominicana, Santo Domingo, Jarabacoa, Samana, Punta Cana, Caribe, Montanha, Pico Duarte, Praia, Punta Cana, República Dominicana, roteiro, Samaná

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

Amanhecer na montanha

Brasil, Minas Gerais, Passa Quatro (Pedra da Mina)

Nascer-do-sol no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG

Nascer-do-sol no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG


Amanhecemos com a luz do sol penetrando suavemente pelas paredes da barraca. Acordei o Ro e o convidei para sair ver o sol nascer, lá de cima da Pedra da Mina. Ele resmungou, virou para o lado e voltou a dormir. Uma hora depois, enquanto eu sonhava que estava descendo a montanha montada em um elefante, ele me acorda com o mesmo objetivo: “Vamos! Levanta! Venha ver o sol nascendo, está maravilhoso!” Estava muito frio, perto dos zero graus, com certeza, mas depois de todo o esforço eu não perderia esta cena por nada!

Ana saindo da barraca durante o nascer-do-sol na Pedra da Mina em Passa Quatro - MG

Ana saindo da barraca durante o nascer-do-sol na Pedra da Mina em Passa Quatro - MG


O nascer do sol em cima de uma montanha é mágico. Ele nasceu atrás do Pico Agulhas Negras e começa a iluminar aos poucos as outras montanhas e o mar de nuvens que está aos nossos pés.

Mar de nuvens sob nossos pés no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG

Mar de nuvens sob nossos pés no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG


Aos poucos as luzes das cidades do Vale do Paraíba se apagam e o ar gelado começa a amornar. Eu volto para a barraca, pois morno era algo em torno de 5 graus. Dali, da nossa janela, ainda vejo o mar de nuvens enquanto espero o Rodrigo escrever no livro de registro do cume da Pedra da Mina, logo depois será a minha vez.

Ana se esquentando no sleeping no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG

Ana se esquentando no sleeping no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG


É curioso ler o que cada um que chegou ali em cima estava sentindo naquele momento. Vemos da mais simples assinatura, até um recado para os filhos amados ou um agradecimento especial a Deus. Pessoas que chegaram ali de diferentes maneiras, pela travessia ou usando a mesma trilha que nós, uma, duas, três, até, cinco vezes. O melhor foi o recado dos bombeiros que estavam trabalhando no resgate do perdido na semana passada. Algo simples e objetivo como “Passamos novamente por aqui e ainda não encontramos o indivíduo.”

Nossa barraca quentinha no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG

Nossa barraca quentinha no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG


Com o sol mais alto, já perto das 8h da manhã, tomamos do o café da manhã com o Alessandro e começamos a nos preparar para a descida.

Nascer-do-sol no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG

Nascer-do-sol no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG


Foram mais 7h de caminhada, desta vez principalmente descendo as mesmas pirambeiras que subimos ontem. Para mim a descida sempre é um pouco mais sofrida, pois não tem preparo físico que resolva o meu problema nos joelhos.

Ana curtindo a vista no início da longa dscida da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG

Ana curtindo a vista no início da longa dscida da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG


Além disso, tive que lidar com a dor das bolhas nos calcanhares. Mas o que interessa é que valeu a pena! Havíamos nos prometido que na volta iríamos entrar no rio, em um poço de água gélida e transparente, eu estava mesmo precisando de um banho!

Paisagem maravilhosa no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG

Paisagem maravilhosa no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG


Uma excursão como esta sempre vale para nos testar, fisicamente e psicologicamente. Às vezes me pergunto se não estou ficando velha. Mas depois que encaro uma dessas vejo que tudo depende do desafio que é colocado e da forma como você se comporta perante ele. A minha resposta? Não... a vida está apenas começando!

De manhazinha no topo da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG

De manhazinha no topo da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG

Brasil, Minas Gerais, Passa Quatro (Pedra da Mina), Montanha, Pedra da Mina, Serra Fina, Trekking

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

Floresta Petrificada

Estados Unidos, Arizona, Petrified Forest

Troncos petrificados há mais de 200 milhões de anos no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Troncos petrificados há mais de 200 milhões de anos no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


Nossa próxima parada foi o Parque Nacional da Floresta Petrificada. Um conjunto gigantesco de madeira fossilizada, que passou por um processo muito peculiar de mineralização, tornando-se pedra!

Madeira petrificada há mais de 200 milhões de anos, no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Madeira petrificada há mais de 200 milhões de anos, no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


Olhamos por fora fica difícil de acreditar, mas todos estes troncos perfeitos hoje são rochas, pedras, minerais! E não são quaisquer calhaus, são pedras multicoloridas com verde, vermelho, amarelo, negro, azul e até branco, além do próprio tom da madeira mais escura ou mesmo clara.

Madeira petrificada há mais de 200 milhões de anos, no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Madeira petrificada há mais de 200 milhões de anos, no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


Toda esta região foi, 225 milhões de anos atrás, uma floresta de imensas coníferas parecidas com as nossas araucárias. Viviam aqui os antecessores dos dinossauros, répteis carnívoros de grande estatura e estrutura, bípedes e quadrúpedes, alguns com carapaças, outros com imensas mandíbulas e ainda assim mais próximos aos crocodilos que aos dinossauros.

Observando troncos petrificados no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Observando troncos petrificados no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


As árvores foram caindo e sendo arrastadas pela água neste grande pântano lodoso, onde nem bactéria poderia sobreviver. Durante milhões de anos foram sendo enterradas por cinzas vulcânicas ricas em minerais. A água serviu como meio de transporte destes minerais que começaram a substituir sua estrutura original (celulose), por estruturas minerais, iniciando o processo de petrificação.

Gigantesco tronco petrificado, picotado por caçadores de cristais no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Gigantesco tronco petrificado, picotado por caçadores de cristais no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


Vários destes minerais que foram se entranhando na estrutura de madeira formaram cristais e pedras semipreciosas. Assim, homens que pensaram que teriam descoberto um imenso depósito de madeira, logo se depararam com uma fonte de renda ainda maior, explorando extensivamente este tesouro da história natural.

Cristais coloridos no interior de árvores petrificadas no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Cristais coloridos no interior de árvores petrificadas no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


Anéis, colares, enfeites, mesas, cadeiras, baquetas e tudo mais o que você imaginar que pode ser feitos com pedra, são vendidos nesta região. “Um tampo de mesa que há 60 anos eu compraria por 30 dólares hoje pode custar mais de 3.000!”, me conta um senhor que vive na região e viu o Parque Nacional ser formado, dificultando a ação dos extrativistas de madeira petrificada e ao mesmo tempo valorizando o produto. Mesmo com toda a infra-estrutura e rígida legistação que protege este fósseis, atualmente são roubados do parque em torno de 12 toneladas de madeira petrificada por ano! Isso sem contar com as outra toneladas que estão fora dos limites do parque. Surreal!

Enorme árvore petrificada no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Enorme árvore petrificada no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


A trilha do Rainbow Forest Museum e Crystal Forest são lindas e em menos de 30 minutos podem ser feitas. A estrada que cruza o parque é belíssima e passa por paisagens lunares, esculpidas pelo vento, pelas águas e pelo tempo.

Caminhando no surpreendente Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Caminhando no surpreendente Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


Um dos monumentos mais impressionantes é a Agata Bridge. Uma árvore petrificada ficou sobre um solo mais débil e que aos poucos foi lavado pela erosão, formando a ponte. Ela foi uma das principais responsáveis pela criação do parque nacional.

Tronco petrificado forma ponte natural no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Tronco petrificado forma ponte natural no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


Adiante visitamos os petroglifos com idade estimada entre 650 a 2.000 anos, creditados aos primeiros grupos humanos que habitaram esta região. As ruínas do Puerco Pueblo dão algumas pistas sobre como viveu esta população a base de milho e caça, em casas construídas de pedra. Sem portas nem janelas e com entrada pelo teto, as casas foram projetadas para proteger seus moradores do intenso vento que sopra no deserto.

A mais famosa pintura rupestre americana, no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

A mais famosa pintura rupestre americana, no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


O Petrified Forest National Park é belíssimo e vale muito a visita, que começando cedo pode ser combinada com a Cratera do Meteoro. Agora, se você tem tempo e quer curtir as paisagens sem pressa, ter mais tempo para ver os museus e ainda dar uma parada no restaurante próximo a entrada norte do parque, programe-se para um dia inteiro de passeio.

Fiona nos leva através do magnífico Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Fiona nos leva através do magnífico Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


Nós já havíamos passado por outra floresta petrificada em Teresina, Piauí, mas infelizmente além de contar com poucas unidades de fósseis, ela está abandonada e não possui a infraestrutura de suporte como a que encontramos aqui. Espero que um dia o Brasil valorize e consiga cuidar de seus tesouros naturais.

Admirando a belíssima paisagem do Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Admirando a belíssima paisagem do Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Estados Unidos, Arizona, Petrified Forest, Floresta Petrificada, Natureza, Petrified Forest National Park, Route 66

Veja mais posts sobre Floresta Petrificada

Veja todas as fotos do dia!

Diz aí se você gostou, diz!

Baía La Mixteca

México, Puerto Escondido

A praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

A praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


Puerto Escondido está localizado na costa do Pacífico, no estado mexicano de Oaxaca. Chegamos no início da tarde e nos hospedamos na Playa Zicatela, onde está a maior parte do agito, hotéis e restaurantes. Encontramos muitos italianos morando por aqui, abrindo seus negócios, como em todo este trecho da costa mexicana.

Cactus no mirante da  praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

Cactus no mirante da praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


Seu nome origina de uma antiga história de piratas. Andrés Drake, irmão do famoso pirata Francis Drake, aportou nesta baía deserta para um período de descanso longe das autoridades. Sem mais nada de interessante para fazer na vida e se aproveitando do seu status de pirata, algumas semanas antes, ele e sua tripulação raptaram uma índia mixteca de uma vila próxima.

Almoço de peixe e camarão em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

Almoço de peixe e camarão em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


Foi ali, nesta baía deserta, que a índia conseguiu escapar do navio e nadar até a costa, escondendo-se na densa floresta ao longo da praia. Os piratas a procuraram diversas vezes, porém nunca puderam encontrá-la, passando a chamar o local de “Baía de La Escondida”. Com o passar dos anos o nome foi mudando, passando por Puerto La Escondida e finalmente Puerto Escondido.

A famosa 'mão na rocha', na praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

A famosa "mão na rocha", na praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


Durante muito tempo a baía foi inabitada, por dificuldades como água potável, etc. Uma vila começou a se desenvolver formalmente apenas nos anos 30 do século passado e nos anos 70 possuía apenas 400 habitantes. Hoje a cidade já possui em torno de 20 mil habitantes e se tornou o principal destino turístico na costa de Oaxaca.

Fim de tarde bem gostoso na praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

Fim de tarde bem gostoso na praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


Calçadão, estacionamentos e palmeiras ao longo da avenida principal mostram que o desenvolvimento chegou para ficar. Restaurantes imensos na beira da praia oferecem cadeiras e guarda-sóis e alguns bares noturnos que garantem uma boa salsa. O centro da cidade fica há uns 20 ou 30 minutos de caminhada, ocupando o morro que está no canto direito da praia. A praia do centro é exatamente o pequeno porto natural que era utilizado pelos piratas, dividido por uma bela formação rochosa da praia de Zicatela.

A concorrida praia central de Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

A concorrida praia central de Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


Na nossa corrida habitual, infelizmente não tivemos muito tempo para explorar seus arredores. Caminhamos ao longo da praia até o mirante entre a Zicatela e a Praia do Centro e aproveitamos para dar um clássico tchibum de final de tarde. Uma amiga de uma amiga de uma amiga que já morou aqui e conheci pelo facebook (só podia ser coisa de internet!) já tinha nos dado a dica: o pôr-do-sol de Puerto é maravilhoso, não percam! Quem nos acompanha aqui sempre sabe, este é um dos espetáculos naturais mais bacanas e já vimos muuuuitos pores-do-sol, mas este é realmente magnífico! Pudemos ver até a última unha de sol baixar direto na água, em um vermelho intenso radiante e sem uma nuvem no horizonte para atrapalhar. Valeu a dica Chiara!

Visitando Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

Visitando Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


Outra dica da Chiara foi o almoço na Cantina Vasco, com um saudável prato de dourado “a la plancha” com esses pequenos camarões aí, óh. Um deleite!

Almoço de peixe e camarão em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

Almoço de peixe e camarão em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


Fechamos a noite com uma boa salsa com o pé na areia e várias caipirinhas a “la mexicana”, com rum no lugar da cachaça. Não é aquela Brastemp, mas já ajuda a matar um pouco as saudades de casa.

México, Puerto Escondido, , México, Oaxaca, Pacífico, Praia, Puerto Escondido

Veja todas as fotos do dia!

Gostou? Comente! Não gostou? Critique!

Que Mala Suerte!

Argentina, Belén, Purmamarca

Desânimo, entre as cidades de Amaicha e Santa Maria, na Argentina

Desânimo, entre as cidades de Amaicha e Santa Maria, na Argentina


Hoje saímos para 10h de estrada. Saímos as 9h planejando chegar até as 19h em Susques, cidade mais próxima da fronteira com o Chile no Paso de Jama. A falta de combustível quase nos pegou ontem, mas em Belén conseguimos encontrar combustível e garantir os nossos 30 litros extras.

Batizando o triângulo da Fiona entre as cidades de Amaicha e Santa Maria, na Argentina

Batizando o triângulo da Fiona entre as cidades de Amaicha e Santa Maria, na Argentina


Não muito longe dali, entre as cidades de Santa Maria e Amaicha tivemos uma outra surpresa. Um pneu arrebentado! Ele não apenas furou, ele desmontou completamente! É claro que a primeira tentativa foi trocarmos o pneu, porém logo descobrimos que o nosso step estava travado embaixo do carro. Usamos uma trava de segurança que destrava com uma chave tetra. Esta porém não conseguia destravá-lo. Entrou tanta terra na trava que não exixtia forma de abri-lo. Tentamos tirar a terra, usamos o nossos compressor de ar, tentamos de tudo.

Pneu destruído entre as cidades de Amaicha e Santa Maria, na Argentina

Pneu destruído entre as cidades de Amaicha e Santa Maria, na Argentina


Ficamos completamente presos na estrada e com sorte, entre 2 cidades, a 10km de Santa Maria e a 6km e Amaicha. O Rodrigo pegou uma carona para Santa Maria, maior cidade onde tinha mais chances de encontrar uma loja de pneus aberta. Nada feito, encontrou uma borracharia que veio com ele uma meia hora depois para retirar a nossa roda, levá-la até a cidade, colocar um pneu menor para podermos nos mover dali. Acabamos comprando este pneu, que não vale 1 centavo, mas na necessidade passa a custar caro. É a oportunidade...

Finalmente, a Fiona está na estrada novamente, chegando em Salta - Argentina

Finalmente, a Fiona está na estrada novamente, chegando em Salta - Argentina


Outro senhor que parou para nos ajudar havia dado seu endereço em Amaixha e disse que poderia nos ajudar com a trava. Com o nosso pneu meia sola fomos até lá. Nessas idas e vindas e enquanto esperava nós já estavamos quase conseguindo abrir a trava... mas a única solução foi usar uma bela serra elétrica, que de forma rápida e eficaz, depois de 5 horas, conseguiu nos liberar desta trava desgraçada.

Tentando de todos os jeitos tirar a trava do estepe, entre as cidades de Amaicha e Santa Maria, na Argentina

Tentando de todos os jeitos tirar a trava do estepe, entre as cidades de Amaicha e Santa Maria, na Argentina


Trocamos o pneu e seguimos com o nosso step, já um número menor que o nosso TL 50/50, até Salta. Conseguimos fechar à Salta as 19h30, 30 minutos antes de fechar a loja de pneus. Encontramos o nosso pneu, mas de outra marca... mesmas especificações, qualidade conhecida, sem muita opção trocamos um e acabamos conseguindo negociar o nosso step original no negócio para ficarmos com os 2 pneus traseiros novos, o que é mais seguro e nos garante um step idêntico.

Na oficina em que serramos a trava do estepe da Fiona, para finalmente podermos utilizá-lo! (em Amaicha - Argentina)

Na oficina em que serramos a trava do estepe da Fiona, para finalmente podermos utilizá-lo! (em Amaicha - Argentina)


Rodamos atrás de combustível novamente, o diesel da YPF continua escasso... Já eram quase 21h quando conseguimos sair de tanque cheio direto para Purmamarca, na entrada da estrada para o Paso de Jama. Quanto mais próximos do paso nós dormimos melhor, pois a fila de caminhões mais tarde fica impossível.

A Fiona de pneu novo, em Salta - Argentina

A Fiona de pneu novo, em Salta - Argentina


Já em Purmamarca demoramos para encontrar um hostel ou pousada que aceitasse cartão. O único ATM (banco 24h) estava fechado e queríamos sair cedo. Tanto procuramos que acabamos encontrando uma pousada deliciosa! Marques de Tojo, seu funcionário foi totalmente atencioso, viu a nossa cara de cansados e sabendo da situação negociou um belo desconto. Ai ai, não tem coisa melhor do que chegar em um hotel quentinho, cama gostosa, banho delicioso e poder descansar! Amanhã pegamos estrada e vamos ver afinal o Paso de Jama. Tá difícil, mas chegaremos ao Chile!

Um dos mais populares carros na história da Argentina! (chegando em Salta)

Um dos mais populares carros na história da Argentina! (chegando em Salta)

Argentina, Belén, Purmamarca,

Veja mais posts sobre

Veja todas as fotos do dia!

Não se acanhe, comente!

Página 1006 de 113
Blog da Ana Blog da Rodrigo Vídeos Esportes Soy Loco A Viagem Parceiros Contato

2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet