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A fabulosa Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Todos nós já tivemos algum contato com o Yellowstone National Park na nossa vida. Os trintões e quarentões com certeza lembram do Zé Colméia e seu amigo Catatau. Pois é, Yellowstone é o parque nacional em que esses ursos simpáticos que nos acompanharam boa parte da infância viviam. Os mais jovens já tem uma referência mais dramática, a produção hollywodiana 2012 com cenas hiper-realistas da explosão do super vulcão. Não importa qual seja a sua referência, você já o conhece e se não conheceu pessoalmente ainda, deve considerar sériamente em conhecer. Este é um daqueles lugares na terra que todos temos ver antes de morrer.
Chegando ao Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
O maior parque dos “Lower 48” (todos os estados continentais, excluindo os Alasca), está no estado de Wyoming e ainda entende sua área sobre Idaho, a sudoeste, e Montana a noroeste e norte. Localizado sobre um dos maiores vulcões do mundo, o parque possui geisers, fontes de águas termais, fumarolas e poços de lama que demonstram que ainda há atividade vulcânica na região e ele está apenas dormindo.
Lindas piscinas coloridas, de águas transparentes e ferventes, na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Calcula-se que sua última explosão foi há aproximadamente 640 mil anos, antecedida por outras duas há 1,3 e 2 milhões de anos. A próxima erupção pode ser a qualquer momento e se ela ocorrer irá afetar não apenas os Estados Unidos, mas todo o mundo. Calma! Ainda assim, não há motivo para pânico. O Yellowstone é o vulcão mais estudado e monitorado do mundo. Qualquer informação mais detalhada pode ser encontrada aqui no site oficial do Observatório Vulcânico do Yellowstone.
A magnífica erupção do Grand Geiser, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Enquanto este gigante dorme nós aproveitamos para conhecer as maravilhas criadas por ele nos últimos milhões de anos. O parque é imenso e foi dividido em 4 grandes áreas para facilitar o acesso dos milhões de turistas que visitam o parque anualmente. São necessários no mínimo 3 dias para ter uma visão geral de toda a área, mas você também pode ficar aqui um mês e ainda não ter visto tudo.
Admirados com a beleza hipnótica da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Nós tivemos três dias intensos no parque, com longos dias de verão e muita disposição para explorar todas as estradas possíveis. Fizemos algumas trilhas curtas, mas com tempo vale a pena se equipar e se aventurar em algum acampamento selvagem nas áreas mais distantes. Nos próximos posts vou tentar resumir o que vimos nestes três dias organizando-o nestas 3 áreas: Old Faithfull, Yellowstone Lake e West Thumb, The Grand Cânion of Yellowstone e Mamooth Springs.
Admirada com as lindas piscinas coloridas, de águas transparentes e ferventes, na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Fizemos o nosso tour pelo Yellowstone baseados na cidade de West Yellowstone, na saída oeste do parque, próxima ao Madison Information Center. A cidadezinha tem toda infraestrutura e várias opções de acomodações mais baratas do que os hotéis dentro do parque. Alguns dos lodges oferecem quartos com preços até bem razoáveis, mas estes são os que lotam primeiro e devem ser reservados com 2 ou 3 meses de antecedência.
Mais uma cachoeira de águas geladas no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Nós rodamos, apenas dentro do parque, mais de 500 km. E olha que praticamente não repetimos caminhos! Então para aproveitar ao máximo os seus dias no Yellowstone, vale a pena alugar um carro, abastecê-lo de lanches, água e sucos e aproveitar bem a luz que durante o verão vai quase até as nova horas da noite. Se tiver você não estiver com pressa e tiver tempo para aproveitar este paraíso natural, este mesmo roteiro feito com calma irá ocupar facilmente mais dois ou três dias.
Enorme piscina de águas ferventes na área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
A nossa experiência no Yellowstone foi fantástica! Encontro com animais e as forças mais poderosas da natureza nos renovam e fazem pensar como somos pequenos na escala de tempo e evolução. Um lugar único no mundo.
Maravilhoso entardecer na área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Veja também os posts:
- Yellowstone - Old Faithful Area
- Yellowstone Lake e West Thumb
- Grand Canyon e Mamooth Springs
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Vocês podem não acreditar, mas hoje ficamos trabalhando o dia inteirinho dentro de casa em Key Biscayne. Acho que até deixarmos tudo em dia, posts, fotos, vídeos, redes sociais, compras de equipamentos, etc, teremos mesmo que fazer esta força tarefa. Saímos apenas para dar um pulinho ali no Fill Express em Pompano Beach - Fort Lauder Dale. Compramos pela internet nesta loja lá no Brasil, porém quando as compras chegaram foi que percebemos que estavam faltando algumas peças, então resolvemos ir até lá conferir pessoalmente, já que era aqui pertinho.
Eu achei que íamos aproveitar para pegar uma praia, mas o Rodrigo realmente está determinado a trabalhar, trabalhar, trabalhar, pedi para ele dar uma voltinha na cidade para eu conhecê-la pelo menos através da janela do carro e ele já ficou meio nervoso. De volta em casa, uma hora depois, voltamos à frente do computador trabalhar. Atualizamos tudo, pesquisamos novos equipamentos e conseguimos finalmente comprá-los em outra famosa loja na internet. A loja em questão estava fechada mesmo para as compras online de sexta-feira até 8.45pm de hoje, devido ao “Pesach” um feriado judaico concomitante com a nossa Páscoa, que comemora o Êxodo, quando se deu alforria dos israelenses no Egito antigo.
Além disso, marcamos o nosso primeiro mergulho em Key Largo. Combinamos entre nós, mas não com a operadora, já que eles fechavam as 5pm e não conseguimos ligar a tempo. Depois disso o meu único pedido foi sairmos para jantar, ver o mundo, conhecer algo diferente mesmo que aqui do lado. Conseguimos sair para jantar só as 10.30pm, o que nos fez acabar no 7 Eleven comprando uma pizza, já que todos os restaurantes estavam fechados. Great Day! Mas espero que não sejam muitos como este durante a viagem.
Praia de Bathsheba, na costa leste de Barbados
Hoje fomos conhecer um lado mais “alternex” de Barbados, se é que é possível. Um país em que 90% da população é afro-descendente e nos outros 10% se misturam ingleses, irlandeses, indo-guianeses, sírios e libaneses, indianos muçulmanos e a principal religião é a Anglicana, já é bem diferente para nosotros. Lembrando que todo este caldeirão cultural está em um território de apenas 432 km2 e pouco mais de 281 mil habitantes, o equivalente à cidade paulista de Franca ou ao bairro da Lapa na cidade de São Paulo. Sim, uma ilha em que a diversidade e os contrastes são pulsantes, ainda consegue, dentro do seu universo, ter um lado ainda mais alternativo.
Pesca com rede e casa sobre o mar na bela Carlisle Bay, ao sul de Bridgetown, em Barbados
Começamos por uma das principais praias da ilha, Carlisle Bay Beach. Nada alternativa em um primeiro olhar, mas colocando uma máscara e um snorkel você vai logo descobrir. Ali, há apenas 100m da praia e 7m de profundidade está um naufrágio lindo e com um ecossistema todinho só dele. Tartarugas, anêmonas, todos os tipos e cores de peixes de corais e vida marinha ao seu alcance e o melhor, de graça!
Pronto para o snorkel em naufrágio em Carlisle Bay, ao sul de Bridgetown, em Barbados
Peixes nadam na proteção de naufrágio em Carlisle Bay, perto de Bridgetown, capital de Barbados
Fazendo snorkel em naufrágio nas águas rasas de Carlisle Bay, perto de Bridgetown, capital de Barbados
Fazendo snorkel em naufrágio nas águas rasas de Carlisle Bay, perto de Bridgetown, capital de Barbados
O mais alternativo neste programa é exatamente isso, ir, estender a sua canga, pegar a sua máscara (ou uma que você alugar por ali) e ter a experiência de descobrir sozinho o que as operadoras de mergulho cobram 150 dólares! Já pensou no desespero? Pagar um mergulho caro desses e o cara te leva ali, na praia? É de chorar em alemão!
Ponto de mergulho em Carlisle Bay, ao sul de Bridgetown, em Barbados
Após um mergulho e um torrão no sol escaldante da Carlisle Bay Beach, dirigimos rumo à costa leste de Barbados. Aqui no Caribe quase todas as ilhas têm um lado voltado ao famoso “Mar do Caribe”, de águas azuis turquesas, tranquilas e protegidas e o outro lado banhado pelo temido Oceano Atlântico, mar violento e furioso em geral evitado por seus habitantes.
Oceano Atlântico visto da St John's Parish, no caminho para Bathsheba, na costa leste de Barbados
“Don´t go there! This is the Atlantic Ocean, man!” É até engraçado, pois nós brasileiros só temos o Oceano Atlântico, ele é no nosso quintal! Em alguns lugares eles nos taxam de loucos, insanos por não ter medo de entrar nas águas agitadas, mesmo que seguras. Pois aqui em Barbados alguns loucos locais gostam desse lado da ilha. Além de terem construído suas casas, sítios e formado pequenas vilas, alguns deles enfrentam as praias de pedra para pegar ondas super radicais que quebram na Praia de Bathsheba. O melhor de tudo, você quase não vai encontrar turistas!
Chegando à Bathsheba, na costa leste de Barbados
Cruzamos a ilha passando pela St. John´s Parish e paramos na idílica igreja de mesmo nome, sobre os paredões de pedra com uma vista maravilhosa para o respeitado oceano. A igreja foi o lugar de descanso escolhido por grandes nomes, governadores de Barbados e antigos devotos desde os idos de 1640.
A tri-centenária St John's Parish, no caminho para Bathsheba, na costa atlântica de Barbados
Descemos o morro até a praia e conosco a chuva. Um casal alternex de bajans curtia a praia: ela em seu maiô anos 80 empinando sua pipa, enquanto ele com seus longos dreadlocks, surfava nas perigosas ondas atlânticas. Encontramos um restaurante localizado em um ponto estratégico no fim da praia de Bathsheba com uma vista linda, enquanto víamos a dança da chuva sobre o mar.
Pensativa, observando a praia e a chuva em Bathsheba, na costa leste de Barbados
Praia rochosa e com muitas ondas em Bathsheba, na costa leste de Barbados
Fechando o dia alternex só faltava mesmo um jerk chicken bajan beeem apimentado ao lado do karaokê com sucessos mundiais nas vozes mais corajosas de Barbados. Fechamos a nossa passagem por este país, onde as praias são só um pretexto para você conhecer uma das ilhas mais originais das West Indies.
Bela escultura comemorando o fim da escravidão, na estrada próxima à Bridgetown, capital de Barbados
Fim de tarde tranquilo na North Shore de Oahu, no Havaí
Oahu não é a maior, mas é a mais habitada e agitada das ilhas havaianas, com aproximados 1 milhão de habitantes. Nela está a capital do 50° estado americano, Honolulu, a famosa e enfervecente Waikiki e as ondas mais perfeitas do Hawaii.
Um quebra-mar forma uma piscina em Waikiki, praia de Honolulu, a capital do Havaí, na ilha de Oahu
Oahu, em havaiano, “o local de reunião” é onde a natureza exuberante do Hawaii está a poucos minutos do maior centro financeiro do Pacífico, onde fatos históricos como o ataque a Pearl Harbour mudaram a história do mundo e onde se reúnem todos os anos os maiores surfistas de todo o mundo para encarar as grandes ondas de Waimea e Pipeline.
Waikiki Beach, com a cratera de Diamond Head ao fundo, em Honolulu, a capital do Havaí, na ilha de Oahu
Fizemos um roteiro de 2 dias e meio (quase 3 vai...) por Oahu. Foi mais rápido do que gostaríamos, mas seguindo as várias dicas da Lucia Malla, do blog Uma Malla pelo Mundo, conseguimos dar uma boa rodada.
Uma das árvores gigantes e centenárias na orla de Waikiki, praia de Honolulu, a capital do Havaí, na ilha de Oahu
Havia tanto para conhecermos que foi difícil montarmos um roteiro que contemplasse tudo. Mergulhos e grandes incursões pela natureza acabaram ficando de lado, embora a ilha ofereça lugares excepcionais para todas estas atividades. Nós já havíamos mergulhado em Kona - Big Island - e Maui. Acabávamos de vir três longos dias de caminhada pela Kalalau Trail na ilha do Kauai. Estávamos mesmo sedentos e curiosos pelas grandes ondas da North Shore, que prometiam para estes dias a final do Billabong Pipe Masters e, com muita sorte, as ondas gigantes do campeonato dedicado ao surfista havaiano Eddie Aikau. Então o nosso foco foi explorarmos a costa norte e é claro, dar uma conferida na famosa gastronomia de Waikiki.
Um belo pôr-do-sol em Waikiki, a praia mais famosa de Honolulu, a capital do Havaí, na ilha de Oahu
Primeiro ½ Dia
No primeiro dia chegamos do Kauai já no meio da tarde, alugamos um carro e depois de encontrarmos um hotel aproveitamos para fazer uma longa e tranquila caminhada pelo calçadão de Waikiki, com um belo por do sol do píer principal.
Passeio em Waikiki durante o pôr-do-sol (em Honolulu, a capital do Havaí, na ilha de Oahu)
Detalhe, há semanas eu buscava um hotel na costa norte da ilha, mas nesta época de campeonato ela fica completamente lotada com meses de antecedência. Chegando aqui ainda tentamos contato com alguns lugares e até uma brasileira que vive aqui, tem um hostal e agiliza aluguéis de casas e quartos, mas nem ela pôde nos ajudar. Ficamos por Waikiki mesmo, perto do aeroporto, da praia e de todas as lojas bacanas do centro.
Fim de tarde, início de noite em Waikiki, a principal praia de Honolulu, a capital do Havaí, na ilha de Oahu
A noite fomos ao Roy´s um dos restaurantes mais bem ranqueados no trip advisor e yelp na culinária hawaiian-fusion. Uma experiência gastronômica imperdível para aqueles que curtem frutos do mar com bastante personalidade.
Nosso delicioso jantar na primeira noite em Honolulu, em Oahu, no Havaí
Segundo Dia – North Shore, Waimea e Pipeline
A nossa ansiedade para chegar à praia era tanta que escolhemos o caminho mais curto e rápido, cruzando pelo meio da ilha, passando pelas plantações de abacaxi, direto para a cidade de Haleiwa. A pequena surftown está a uma hora de Waikiki e é cheia de personalidade em seus restaurantes e surfshops. As plantações de abacaxi moveram a economia da região, mas ela ficou famosa mesmo por ser o berço do surf.
A famosa praia de Waimea num dia completamente sem ondas, na costa norte de Oahu, no Havaí
Seguimos pela Kamehameha Highway que contorna toda a costa norte, e logo chegamos à famosa praia de Waimea. Foi aqui nestas praias que trabalhou como salva-vidas o lendário surfista havaiano Eddie Aikau. Eddie trabalhava em uma fábrica de abacaxi enlatado e no seu tempo livre enfrentava as ondas de 9, 10 metros aqui em Waimea. Depois que se tornou salva-vidas não houve nenhum registro de afogamento por estas águas. Eddie morreu aos 31 anos a bordo de uma expedição que tentava mapear e refazer a rota da primeira migração polinésia ao Hawaii, em 1978. Após o barco virar a 19km da costa de Molokini, Eddie remou em sua prancha de surf para buscar ajuda. Todos os membros da equipe foram resgatados, mas ele nunca mais foi encontrado.
Hoje, a praia de Waimea nem precisava de salva-vidas! (em Oahu, no Havaí)
Sua coragem é relembrada até os dias de hoje, quando os melhores surfistas de ondas gigantes do mundo se reúnem aqui na North Shore aguardando o swell entrar e as ondas gigantes se formarem para começarem o The Quicksilver in Memory of Eddie Aikau, campeonato de ondas gigantes que só começa quando as ondas de Waimea Bay passam dos 25 ou 30 pés, mais de 8 metros! O campeonato não acontece todos os anos, o último foi em 2009 e este ano ele está de volta! “Only the bay will call the day”, dizem os surfistas que ficam a postos e ansiosos pela entrada das ondas. Nós também estávamos ansiosos, mas foi difícil acreditar que esta era a verdadeira Waimea Bay, tão reconhecida por suas ondas gigantes e perfeitas. A praia parecia uma piscina, até conversamos com os salva-vidas para saber se estávamos no lugar certo, hahaha!
Poucas ondas e muitos surfistas na praia de Pipeline, em Oahu, no Havaí
A praia de Pipeline, na north shore de Oahu, no Havaí
Adiante, já menos esperançosos, chegamos à praia de Pipeline e adivinhem? Campeonato de surf suspenso e aguardando o retorno do swell, previsto para sexta-feira, justo quando nós vamos embora!
Torneio de Pipeline parado por falta de ondas, em Oahu, no Havaí
A falta de ondas adiou por alguns dias o Pipeline, em Oahu, no Havaí
Toda a infra do campeonato estava montada, só esperando as ondas aparecerem. Alguns haules até estavam na água, tirando uma onda que estavam surfando em Pipeline, mas papo lá, papo cá, descobrimos que o point onde os profissionais estariam praticando era mais para frente, o Rocky Point. Nos mandamos para lá e ainda conseguimos ver algumas manobras legais dos que se dispuseram a entrar na água.
Surfistas fazem belas manobras nas ondas de Pipeline, em Oahu, no Havaí
Surfistas fazem belas manobras nas ondas de Pipeline, em Oahu, no Havaí
Depois de um pit stop no food truck brasileiro para matar as saudades do pastel e do guaraná foi a nossa vez de aproveitar que o mar está para peixe e caímos na água para um snorkel na Sharks Cove.
Matando as saudades de um delicioso pastel brasileiro, em Pipeline, na costa norte de Oahu, no Havaí
Local de snorkel na Shark Cove, costa norte de Oahu, no Havaí
Mais tarde, mais uma paradinha para provarmos o camarão do caminhão do Giovanni´s. Uma delícia!
O mais tradicional carrinho de camarões na costa norte de Oahu, no Havaí
No final da tarde ainda demos uma passadinha no Centro de Cultura Polinésia. Ele é imenso, tem várias atividades e um dos mais conhecidos luais da ilha. O luau é uma tradição havaiana, mas que aqui já se tornou uma atividade turística beeeem comercial. Todo o luau acontece em torno de um jantar, preparado da forma tradicional na fogueira (ou não), com danças como o hula-hula e coquetéis.
Visita ao Polynesia Cultural Center, em Oahu, no Havaí
Nós já tínhamos visto um hula bem mais roots lá na Kalalau Beach e resolvemos pular essa turistada. Nossa passagem pelo Centro de Cultura Polinésio foi rápida, circulamos pela área da entrada onde vimos algumas estátuas e uma exposição sobre os 6 principais povos da cultura polinésia, Samoa, Fiji, Aotearoa, Hawaii, Tahiti e Tonga e sua relação com o arquipélago havaiano.
Polynesia Cultural Center, em Oahu, no Havaí
Paineis informativos das culturas polinésias de diversas ilhas do Pacífico, em exposição no Polynesia Cultural Center, em Oahu, no Havaí
A noite o Rafa e o Rodrigo sucumbiram, acabados da correria da viagem e ficaram no hotel, enquanto eu e a Laura aproveitamos para fazer um programa das meninas! Saímos caminhar na avenida principal de Waikiki, olhamos vitrines, fizemos umas comprinhas básicas na Victoria Secret´s e conferimos as promoções da Billabong. A avenida de noite é bem animada, cheia de artistas locais inventando moda, músicas e alguma parafernália para ganhar um troquinho. Adorei!
Noite em rua movimentada de Waikiki, em Honolulu, em Oahu, no Havaí
Terceiro Dia – Windward Coast e North Shore
Honolulu vista do alto da cratera de Diamond Head, na ilha de Oahu, no Havaí
Começamos o nosso terceiro dia subindo o Diamond Head, uma pequena cratera vulcânica dentro da cidade de Honolulu e com vistas lindas da praia de Wailkiki. O parque tem uma boa infraestrutura e vistas lindas da cidade.
Chegando ao alto da cratera de Diamond Head, em Honolulu, na ilha de Oahu, no Havaí
Escadaria em caracol que leva ao alto da cratera de Diamond Head, em Honolulu, na ilha de Oahu, no Havaí
Rumamos novamente para a costa norte, esperançosos que as ondas entrassem no final do dia, mas desta vez resolvemos fazer o caminho mais longo e mais bonito.
A bela costa leste de Oahu, no Havaí
Seguimos pela Kanalianaole Highway, fazendo todo o contorno da costa leste da ilha e a primeira parada foi no mirante da Hanauma Bay. Ela é linda de cima, mas a o esquemão turístico era demais para o nosso colesterol.
A belíssima e concorrida Hanauma Bay, na costa leste de Oahu, no Havaí
Continuamos rumo ao norte com paradas nos mirantes do caminho, com destaque para as praias de Makapuu, cheia de locais em suas pranchas de bodyboard e adiante Lanikai Beach, ótima para a prática de wind e kite surf!
Flagrante do casal 1000dias na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann
Encontramos um restaurante japonês bem roots na cidade de Kaneohe com a ajuda do Yelp, resolvemos apostar na dica dos locais e não nos arrependemos. Ele era daqueles restaurantinhos no meio de um estacionamento e que por fora você não dá nada, mas a comida, além de barata, era deliciosa!
Pelo menos no cartaz, lá estão as famosas ondas de Pipeline, em Oahu, no Havaí
O final de tarde foi novamente no Rocky Point, atrás das grandes ondas e manobras radicais dos profissionais do surf. O mar cresceu e as ondas prometem para amanhã, quando eu e o Rodrigo já estaremos em um avião para Los Angeles. Hoje foi a nossa despedida dos nossos padrinhos, amigos e grandes companheiros de viagem. Rafa e Laura ainda poderão realizar mais um sonho e acompanhar as semi-finais do Pipe Masters! Nós vamos, mas os deixamos aqui representando o 1000dias, para nos contar tudo depois.
Surfistas aproveitam as ondas ainda pequenas da North Shore de Oahu, no Havaí
Concentração antes de enfrentar as ondas de North Shore, em Oahu, no Havaí
Se você ficar mais tempo na ilha ainda pode explorar as trilhas na North Shore, as praias do oeste da ilha, preferidas pelos locais para o surfe à movimentada Pipeline, ou ainda fazer um tour histórico por Pearl Harbour.
na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann
Kelly Slater sai com a prancha quebrada na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann
Gostou dessas últimas duas fotos? Confira aqui a cobertura fotográfica e o relato feito pela Laura, nossos olhos (e o nosso coração) no Billabong Pipe Masters, em Pipeline, Oahu – Hawaii.
Abraçando uma gigantesca sequoia no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA
O Sequoia National Park é o segundo parque mais antigo dos Estados Unidos, criado em 25 de setembro de 1890. Desde então foi aumentando a sua abrangência, ganhando as áreas da imensa General Grant Tree e Kern Canyon e uma imensa Floresta Nacional que faz as suas fronteiras com o Kings Canyon National Park.
A magnífica paisagem do Kings Canyon National Park, na Califórnia - EUA
Um dos estopins para a criação do parque foi a exploração massiva das coníferas comuns e das sequoias, principalmente na área do Hume Lake, que chegou a abrigar uma vila imensa em torno da uma madeireira. Imagens desoladoras de troncos flutuando sobre o antigo lago hoje fazem parte apenas da história deste parque. Aos poucos a natureza foi recobrando o seu espaço e as admiráveis sentinelas do tempo continuam ali para contar a história.
Natureza exuberante no Kings Canyon National Park, na Califórnia - EUA
Nesta terra de superlativos nada é grande o suficiente diante das Big Trees. As Redwoods no norte da California, são as mais altas, chegando a 112m de altura. As sequoias, por sua vez, chegam a 95m, porém sua a base pode chegar a mais de 12m de diâmetro e sua massa a mais de 1.220.000 toneladas! Além disso, elas estão entre as árvores mais antigas do mundo, podendo viver mais até 3.200 anos!
Tentando abraçar a "General Sherman", a maior árvore do mundo, no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA
As sequoias vivem no clima temperado e são encontradas em seu meio natural entre os 1.500 a 2.000 m de altitude na Sierra Nevada. Resistentes a fungos, insetos e ao fogo, sua genética se desenvolveu a ponto de tornar estas árvores praticamente imortais. Os principais motivos de morte são os tombamentos, pois suas raízes são superficiais e a erosão da terra e o próprio tamanho da árvore causam a sua queda natural. Na queda elas abrem espaço para suas irmãs e filhas crescerem mais fortes, deixando a luz do sol entrar e tirando da frente outras espécies de coníferas.
A cor avermelhada das sequoias do Sequoia National Park, na Califórnia - EUA
Quando tombados, seus troncos continuam exercendo um papel importantíssimo na floresta, pois como possuem uma decomposição extremamente lenta, eles se tornam abrigo para todos os tipos de animais que vivem nestas florestas, já que o problema não é tamanho, servem de casa inclusive para os lindos Black-Bears (ursos negros), bem comuns nesta região. Um dos túnel logs que encontramos foi utilizado como abrigo por antigos indígenas e até como estábulo para uma tropa da cavalaria americana. O mundo passa e ela ainda está ali, imóvel e implacável.
A enorme raíz de uma sequoia caída há quase 100 anos, no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA
Um dos maiores aprendizados nessa floresta é a compreensão do ciclo natural da vida, onde o fogo tem papel fundamental para a renovação e sobrevivência desta espécie. As coníferas são conhecidas pelo alto nível de combustão de suas folhas, por isso quando introduzidas em áreas não naturais, podem causar danos terríveis.
Um pinheiro normal fica minúsculo comparado a uma gigantesca sequoia, que está muito atrás, no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA
Já aqui elas fazem o seu papel, ateando fogo à mata, abrindo alamedas para o sol penetrar na floresta, matar os fungos e insetos daninhos e dar espaço para as árvores mais fortes se reafirmarem no seu meio natural. As cicatrizes destes incêndios podem ser vistos nas sequoias, fazem parte da sua vida e ajudam a semear as sementes, que após o incêndio encontram um solo virgem e bem adubado pelas cinzas, terreno ideal para as babies sequoias começarem a sua marcha rumo a eternidade.
Semente de sequoia no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA
Produtos à venda nas galerias de Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México
Três horas de estrada de Guanajuato para Guadalajara e fomos direto para Tlaquepaque. No início de século XIX era um bairro de alta classe no subúrbio da grande cidade, hoje a encantadora Talquepaque já foi engolida pela urbe de Guadalajara, mas ainda conseguiu manter seu manter o encanto de um pequeno pueblo mágico.
Catrina gigante em Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México
Suas charmosas ruas e casas em estilo colonial hoje abrigam a comunidade de artesãos das mais diversas especialidades: ferro, cerâmica, prata, tear, esculturas, móveis e o que você imaginar. Caminhar pelas ruas de Tlaquepaque é um deleite, para aqueles que curtem um artesanato então? Ela é um verdadeiro shopping-museu a céu aberto.
Área de barzinhos em Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México
Em cada esquina encontramos instalações artísticas, como uma catrina gigante pintada na parede, esculturas de ferro lhe convidando a sentar ao lado para uma foto ou até mesmo um painel do artista Diego Rivera ao lado de personagens da história mexicana.
Passeando em Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México
Para aqueles que não são shopping freaks, um dia é suficiente para explorar o bairro. Um suco ou uma cervejinha no El Parián, pátio rodeado de restaurantes, com um coreto e diversos grupos de Mariachis que podem alegrar a sua tarde, em troca de uma contribuição, é claro!
Mariachis na praça central de Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México
Um passeio pelo Jardín Hidalgo, com seus artistas de rua, mímicos e humoristas é um dos programas prediletos dos locais, que marcam presença com toda família! A igreja dedicada ao Apóstolo Pedro e o coreto dão o toque colonial à praça principal.
Coreto da praça de Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México
Apresentação em praça de Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México
Mesmo para quem não quer comprar, entrar nas lojas de artesanato é quase obrigatório. Quase todos os restaurantes são também galerias, além de um convite ao abandono da dieta. As galerias de arte são belíssimas! Não pude entrar em todas, mas a minha preferida foi a do artista plástico Rodo Padilla (www.rodopadilla.com.mx) com esculturas e algumas peças-mobílias incríveis, demonstrando a força e a alegria do povo mexicano.
Galeria de arte em Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México
DICA
Se você vai a Guadalajara, utilizar Tlaquepaque como base é, na minha opinião, a melhor opção. Um ônibus para o centro custa 15 pesos e demora em torno de 20 minutos a meia-hora ou um táxi fica em média 60 pesos. O clima tranquilo e animado das ruas dão mais liberdade para o turista que quer sentir o povo e o lugar, principalmente durante a noite. As pousadinhas são super charmosas, a maioria com jardins internos e quartos aconchegantes, podendo encontrar opções para todos os bolsos. Nós ficamos na Casa del Retoño (www.lacasadelretono.com) e indicamos!
Posando para fotos em Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México
O Restaurante Flutuante, em Teresina - PI
Fundada em 1851, Teresina foi a primeira cidade planejada do Brasil. Recebeu este nome em homenagem à esposa de D. Pedro II, Teresa Cristina, a então imperatriz brasileira. Localizada entre os rios Poty e Parnaíba é uma das únicas cidades que visitamos que respeita as margens dos rios dando espaço para a elasticidade natural que existe. A mata ciliar é tão respeitada que quase não se vê o rio, ficamos até na dúvida se não seria uma boa usar a área para quadras esportivas, pista de corrida e ciclovias, como uma área de lazer “alagável”. Rsrsrs!
Caminhando em parque de Teresina - PI
A cidade é grande, bem espalhada e possui avenidas largas que facilitam a circulação rápida na cidade. Além do centro, onde ficamos hospedados, é dividida por zonas, norte, sul, leste e oeste, sendo a zona leste a mais rica em vida social, bares, restaurantes, shoppings, etc. Eu estava super curiosa sobre esta região, pois é para lá que fica a UFPI e é também onde ficava o Nós & Elis (cenas dos próximos capítulos).
Visitando o encontro dos rio, em Teresina - PI
Teresina é considerada a capital mais quente do Brasil e o calor é um dos assuntos preferidos dos teresinenses. Eu já havia lido a respeito, porém pude confirmar pessoalmente ontem quando fui ao banheiro no Planeta Diário. Uma teresinense muito simpática olhou pra mim e logo perguntou “você não é daqui, é? Por que não tem jeito mesmo.” Rsrsrs! Eu percebi que as mulheres me olhavam diferente, não sei se querendo entender de onde sou, as roupas que uso... enfim, coisas de mulher. Aí ela desandou a falar do calor, que eu tinha muita sorte de estar aqui no inverno, que está fresco, pois se chego “em setembro, outubro, novembro ou dezembro, MEU DEUS, é um calor do B-R-O Bró!”. Eu já havia comentado essa expressão aqui no blog, acho ela ótima! Ela foi retirada justamente nos meses do ano em que o calor fica insuportável! Importante: a expressão é assim mesmo, ela deve ser soletrada antes de ser falada B-R-Ó Bró!
Corredeiras no rio Poty, em Teresina - PI
Só imagino o calor que deve ser! Agora no inverno a noite até que é suportável, mas durante o dia são 30 graus desgraçados de abafados! Bem, falando em calor, tivemos que dar uma saidinha do nosso ar condicionado no hotel para conferir as atrações da cidade. O turismo aqui é voltado apenas a negócios, mas existem alguns lugares obrigatórios na visita à capital piauiense. O Encontro dos Rios Poty e Parnaíba, fica na parte noroeste da cidade, o acesso é através de um pequeno parque, onde se encontram lojas de artesanato local e o Museu do Peixe, uma mostra das espécies de peixes que habitam os rios, simples, mas bacana para as crianças curiosas. Lá a dica é logo conseguir um bom lugar no Restaurante Flutuante que fica aportado bem no encontro e degustar as suas peixadas ou moquecas dos variados tipos de peixes. Nós, com pouca fome, provamos o delicioso bolinho de peixe e uma cervejinha para refrescar. Lá conhecemos também a lenda do Cabeça-de-Cuia, uma lenda regional super “do mal” sobre um menino que mata a mãe a pancadas e tem uma praga rogada, vira um monstro que vive nos rios Poty e Parnaíba. Ele só se livrará da maldição depois que comer 7 marias virgens, já foram 3!
Monumento no encontro dos rios, em Teresina - PI
O segundo atrativo muito conhecido na cidade é a Floresta Petrificada, fósseis de árvores encontrados ali mesmo, no centro da cidade de Teresina. Às margens do Rio Poty e vizinha do Shopping Teresina, a Floresta foi meio difícil de ser encontrada. Estacionamos no shopping, como haviam nos sugerido, mas as duas casas que parecem ser um centro de visitantes estavam fechadas. Domingão, não poderíamos esperar muito também. Saímos andando pelas trilhas que o segurança do shopping indicou, dentro da área verde que margeia o rio. Achamos tudo muito esquisito, um dos principais atrativos da cidade não ter placa alguma? Fomos lá mesmo assim e acabamos encontrando alguns fósseis imensos de madeira expostos sem qualquer explicação, placa ou sinalização. O segurança nos falou que as casinhas de informação foram desativadas há pouco tempo. Não sei se nós é que chegamos no dia errado ou se foi a falta de informações ou ainda o quanto é abandono do governo, espero que sejam as primeiras opções.
Visitando a Floresta Petrificada, em Teresina - PI
Sem mais, acabamos nos mandando para o ar condicionado novamente, mas desta vez do Shopping e do cinema. Nada mal ter uma vida urbana de vez em quando. Assistimos o filme 72 horas com o Russel Crowell, confesso que achei meio fraquinho, mas valeu para distrair e mudar um pouco a rotina.
Admirando uma rede, em Teresina - PI
Várias pessoas nos perguntaram no caminho, por que vocês vão à Teresina? Não é muito fora do caminho? Sim, Teresina é mesmo distante de tudo, mas justamente por não ser uma cidade turística foi que me senti tão à vontade. Além do que seria uma grande injustiça, pois seria a única capital brasileira que deixaríamos de conhecer. É gostoso entrarmos em uma cidade e conhecermos as pessoas normais, vivendo suas vidas e podermos fazer coisas normais também, ir e vir sem sermos abordados por guias turísticos, bugueiros e ambulantes. Fiquei ainda mais curiosa de conhecer e participar da vida desta cidade e destas pessoas, pois em cada esquina eu lembrava das cenas e histórias descritas no livro que li sobre a DistanTeresina, mas esta história merece um post à parte.
Os lagos e magníficas paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Muitos de nós ouvimos falar de Quebéc e achamos que é apenas aquela cidade francesa do Canadá. Nos meus estudos de geografia eu já havia descoberto que não, mas não tinha ideia da grandeza e beleza natural de uma das maiores províncias canadenses.
Os lagos e magníficas paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Parc National de la Mauricie está localizado à noroeste da cidade de Quebéc e compreende 546 km2 de montanhas e lagos, antes cobertas por um imenso glaciar, que no verão se tornam um paraíso para atividades como trekkings, camping, ciclismo, canoismo e pesca. Se você não quer fazer nada disso, o parque ainda é um ótimo escape de final de semana para respirar ar puro, pegar uma prainha na beira dos vários lagos e ter belas vistas dos variados mirantes ao longo da estrada que atravessa o parque.
Lendo informações sobre o processo de formação da maravilhosa paisagem no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Praia em um dos lagos do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
No centro de visitantes os park rangers são super atenciosos e nos ajudaram a montar o itinerário perfeito para o tempo que tínhamos e as atividades que queríamos fazer. Como tínhamos apenas um dia, nosso roteiro pelo parque mesclou paradas nos principais mirantes, trilhas curtas de meia hora, lagos, praias, rios e até a trilha do Lac Solitaire, com 5,5km que fizemos em pouco mais de 2 horas.
Início de trilha no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Chegando ao belíssimo Lac Solitaire, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
As montanhas da região de Mauricie foram suavemente esculpidas durante a retração do imenso glaciar que cobria esta parte do Canadá, formando vales, cachoeiras e lagos maravilhosos, das mais diferentes tonalidades.
Painel informativo sobre o processo de formação das paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá, durante a última era glacial
O Lac Solitaire, que chega a ficar congelado no inverno, foi uma parada perfeita para um banho em suas águas transparentes. O tempo não estava aberto, mas a temperatura foi ideal para a caminhada e um dia bem tranquilo e prazeroso.
Lac Solitaire, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Delicioso banho no Lac Solitaire, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Sem tempo a perder, seguimos até a cidade de Rawdon, onde passamos a noite, recarregamos as baterias e seguimos para um dos parques mais conhecidos de Quebéc, o Mont Tremblant.
Placa de boasvindas na entrada do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá
Famoso por ser uma das maiores áreas de esqui, a apenas 60 km de Montreal, o Mont Tremblant também recebe turistas durante o verão. Localizado no sul dos Laurentians, o parque protege uma área de 1.510 km2 de montanhas, florestas, 6 diferentes rios e mais de 400 lagos que são o habitat de mais de 45 espécies de mamíferos, além de pássaros, peixes, anfíbios e répteis.
No meio do caminho, tinha uma cobra! (no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá)
O pato interesseiro que tentou ficar nosso piquenique
É o primeiro parque nacional do Canadá e foi criado em 1985 pela união de vários clubes de caça que viram o hobbie ameaçado pela atividade massiva das madeireiras. Hoje a caça é proibida na área do parque e um encontro com um urso pode ser uma boa surpresa.
visitando cachoeira no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá
Rio cheio de corredeiras no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá
Nós ficamos localizados no Setor Le Diable e o roteiro incluiu o Chute du Diable e Chute Croches, duas trilhas fáceis e curtas para ver duas belas cachoeiras. A terceira trilha, La Corniche são 3,4km morro acima para uma vista sensacional do vale glacial do Lac Monroe e de toda a cordilheira verde do Mont Tremblant. É, essa paisagem deve ficar bem diferente no inverno!
A magnífica vista do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá, vista do alto de uma das trilhas mais populares
Foram dois dias intensos de contato com a natureza neste tour pelas grandes cidades do leste canadense. Um rápido e super indicado detour passando por pequenas estradas que entrecortam a colcha de retalhos que é o interior agrícola da província de Quebéc.
Algumas folhas se adiantam e já tem a cor do Outono, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Leito seco de antigo lago na parte norte do Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
O local hoje conhecido como Vale da Morte já era habitado a mais tempo do que podemos imaginar. A tribo indígena Timbisha Shoshone há muitos anos chama o imenso vale de lar. Nesta terra de extremos eles se adaptaram e aprenderam a viver com as mais altas e as mais baixas temperaturas, pouca água e fonte de alimento escassa. A sabedoria milenar deste povo os fez viver em comunhão com a natureza do vale que batizaram de Tümpisa, que significa na sua língua o “vale da vida”.
Death Valley visto do mirante Dante´s View, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Mosaico de cores no fundo do Death Valley, visto da Dante´s View, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
O Death Valley foi assim batizado após 1849, quando a Corrida pelo ouro na costa oeste começou. Os homens que se aventuravam tentaram encontrar caminhos alternativos para a atual Califórnia. Um grupo que passou pelo vale perdeu suas mulas e um homem que não aguentaram a árdua tarefa de cruzar o deserto árido e escaldante. Conta a lenda que despedindo-se do vale um deles teria dito “Goodbye Death Valley” ou “adeus vale da morte”, e o nome ficou.
Caminhando no leito seco do lago da Race Track, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Hoje o dia prometia uma longa programação, começando cedo pelo Zabriskie Point, 16km ao sul de Furnace Creek. Um mirante para uma cadeia de montanhas amareladas que mais parecem imensos sulcos na terra.
O incrível Golden Canyon, visto de Zabriskie Point, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
21 km mais ao sul subimos aos 1.669m de altitude em um dos mirantes mais famosos do parque, o Dante´s View. Lá temos uma vista maravilhosa de toda a área que conhecemos ontem, o Salar Badwaterbasin, ponto mais baixo do continente americano e toda a cadeia montanhosa que está em constante movimento. As placas tectônicas que formam o vale continuam em movimento, aqui elas se encontram e enquanto o fundo do vale desce, a Panamint Range continua se elevando.
Turistas no alto de Dante´s View, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
O retorno é por um cenário bem conhecido pelos mineradores, que no início da busca pelo ouro encontraram aqui o bórax. O ouro só foi encontrado depois, ao leste de onde hoje se localiza o parque. Por este cânion passava a Twenty Mule Team, carroagens puxadas por 20 mulas que transportavam todo o minério até a ferrovia. Hoje o parque ainda não está totalmente livre da cobiça dos mineradores, que continuam a exploração nos seus arredores e ainda brigam por ampliar suas áreas dentro das fronteiras da reserva.
As famosas charretes de vinte mulas, da época da mineração no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Fizemos um pit stop em Furnace Creek para um último banho de piscina e uma boa ducha, já que a noite será em um camping mais selvagem, longe de tudo e todos. Nos abastecemos e seguimos mais 88km ao norte, direto para o Scotty´s Castle.
O exótico Scotty´s Castle, no norte do Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
A corrida do ouro sofreu uma brusca decaída em 1912 e as empresas mineradoras começaram a buscar outra forma de ganhar dinheiro com a estrutura que haviam montado, começando a divulgar a região para o turismo. Zabriskie, vice-presidente da companhia mineradora de Borax, foi quem redirecionou o negócio com um incrível empreendedorismo e usou suas linhas férreas para colocar turistas de todos os lados aqui, no Death Valley. Isso sim é ter visão!
Ficamos minúsculos ao lado da enorme cratera do vulcão Ubehebe, no norte do Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Construído em 1920, o castelo foi parte da lenda que atraiu os primeiros turistas ao parque, Scotty e seu amigo viviam ali e recebiam curiosos que vinham de longe para ouvir suas histórias sobre aquela terra distante e sobre os aventureiros que passavam por ali. Hoje o castelo virou um museu que conta parte dessa história.
Pequeno vulcão ao lado da cratera do vulcão Ubehebe, no norte do Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
A próxima parada foi a 13km dali, no Vulcão Ubehebe. Sua primeira erupção foi apenas há 2 mil anos atrás, imagino que os Timbisha Shoshone devem ter ouvido de longe! A explosão criou um cenário de outro planeta, a cratera principal, magnífica, que desvendou as camadas de rocha multicoloridas e outras crateras menores nos seus arredores. A caminhada de uma hora ao redor da cratera vale a pena, ainda mais no final da tarde quando aquela luz mágica deixa as cores ainda mais intensas.
A impressionante cratera do vulcão Ubehebe, no norte do Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Até este ponto rodamos apenas por estradas pavimentadas e perfeitas, porém daqui em diante seguimos por estradas de terra e pedra por mais 43km para chegar ao nosso destino final no roteiro deste parque nacional, o Racetrack.
As incríveis pedras que se movem e seus rastros, na Race Track, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Quem gosta de assistir reportagens sobre natureza e fenômenos inexplicáveis já deve ter ouvido falar das “pedras que andam”. Eu já tinha ouvido falar, mas não sabia que este fenômeno acontecia aqui! Uma vez um imenso lago, hoje uma planície de argila fina e seca que abriga as tais rochas caminhantes. Nenhum cientista conseguiu explicar ainda como o fenômeno acontece, principalmente pelas marcas deixadas pelas pedras acontecerem em uma superfície completamente plana e em diferentes direções!
Leito seco de antigo lago na parte norte do Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
A teoria mais aceita é que em períodos de chuva, raros por aqui, a base do lago recebe uma fina camada de água que se congela com as baixíssimas temperaturas da noite. O movimento da pedra então seria facilitado, deslizando pelo gelo com um empurrãozinho dos fortes ventos que sopram de todas as direções com uma força tremenda! Parece até fazer sentido, mas se você pensar, que vento consegue arrastar uma pedra de 40kg?
As incríveis pedras que se movem e seus rastros, na Race Track, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Fomos montar o nosso acampamento com o resto de luz e com essa incógnita na cabeça. Camping selvagem, vento e muito frio nesta área mais alta do parque, com uns poucos vizinhos nos arredores. Comemos um miojo, que àquela altura parecia delicioso e tomamos uma deliciosa garrafa de vinho, californiano, é claro!
Felizes com o dia magnífico, acampados ao lado do Race Track, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
A lua cheia nasceu mais tarde iluminando toda a paisagem, deixando até a furtiva e curiosa raposa fácil de ser descoberta. Na lua cheia é sempre mais difícil de dormir, em uma barraca gelada então? Quase impossível. É nessa noite que nos despedimos do Tümpisa, o vale da vida que já nos deixa saudosos sem nem termos ido embora.
Noite de lua cheia e maravilhosa no acampamento ao lado do Race Track, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
A praça central da bela Quetzaltenago, mais conhecida como Xela, na Guatemala
Hoje saímos de San Marcos em direção a segunda maior cidade da Guatemala, que possui em torno de 150 mil habitantes: Quetzaltenango! O nome é tão difícil que até os habitantes, fluentes em maia e K´iqche´, decidiram apelidar-la “Xela”, encurtamento do nome indígena Xelajú.
Friozinho gostoso em Quetzaltenago, mais conhecida como Xela, na Guatemala
Xela está a 2.335m de altitude e tem um clima parecido com o de Curitiba. Frio de manhã, morno pelas 10h, 12h30 é aquele calor de rachar, 16h volta a ficar morno e no final da tarde começa a gelar. Xela estava tranquila, domingão, dia de ruas vazias, alguns turistas passeando por aí e de reunir os amigos na Praça Centro America, praça principal da cidade. Comemos um sanduíche no agitado Tejún, bar que fica na Pasaje Enriquez, entre a 12 e a 13ª Avenida.
Muita vida cultural em Quetzaltenago, mais conhecida como Xela, na Guatemala
A maioria dos turistas que vemos por aqui são estudantes de espanhol, que vem para cá passar uma temporada de 1, 3 ou 6 meses estudando a língua e absorvendo a cultura local. Por isso também a cidade tem um clima bem festivo e vários barzinhos alternativos. Ainda assim a cidade conserva a sua identidade e características guatemaltecas, sem se perder nos “internacionalismos” que sempre aparecem com o turismo.
Monumento em Quetzaltenago, mais conhecida como Xela, na Guatemala
Há um fato histórico sobre a cidade que merece destaque. No início do século passado houve um movimento de 6 estados guatemaltecos para a criação de um novo país e Xela estava na liderança deste processo. Essa era a região mais rica do país, devido à imigração européia que existia, para terem uma idéia, o primeiro banco do país nasceu aqui. Essa região era abandonada pelo poder central da Guatemala e chegou a haver uma luta entre os separatistas e o governo, com derramamento de sangue e morte. A partir daí o governo viu que a coisa era séria e resolveu direcionar recursos para saúde, estradas e infra-estrutura, acalmando os ânimos dos “revoltosos”.
Arquitetura pomposa em Quetzaltenago, mais conhecida como Xela, na Guatemala
Nos arredores de Xela está o principal motivo de estarmos aqui, o vulcão Tajumulco, ponto mais alto da América Central e amanhã, é para lá que nós vamos!
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