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Blog da Ana - 1000 dias

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Dominica, o Caribe Tropical

Dominica, Roseau, Portsmouth

Entrando em piscina natural na base de uma das Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Entrando em piscina natural na base de uma das Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


Se você está procurando praias de areias brancas, resorts e bares com mulheres dançando o ula-ula você está no lugar errado. Agora, se você é apaixonado pela natureza e quer se lançar em uma aventura para descobrir vulcões, águas termais, matas tropicais, trekkings e a última população indígena remanescente no Caribe, Dominica vai te surpreender em todos os sentidos!

Praia em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe

Praia em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe


Vista da orla de Roseau, capital de Dominica

Vista da orla de Roseau, capital de Dominica


Dominica é o que poderíamos chamar de Caribe “off the beaten track”, já que não possui vôos diretos da Europa ou Estados Unidos. Aqui você não irá encontrar hordas de turistas descendo de 4 ou 5 navios e muito menos pacotes turísticos com grupos imensos instalados em beach resorts. Ainda assim o turismo é seu dom natural e desponta como uma das principais atividades econômicas da ilha.


Uma ilha de colonização inglesa que hoje é politicamente independente e comandada pelo Primeiro Ministro mais jovem do mundo! Vindo de uma família de fazendeiros rastafáris, ele a princípio teve boa aprovação popular, mas nem ele se salvou de perder-se pela ganância e poder. As recentemente alianças duvidosas com o governo chinês e venezuelano tem sido questionadas pelos eleitores mais atentos.

Delicioso banho de cachoeira na Emerald Pool, no Trois Pitons National Park, em Dominica

Delicioso banho de cachoeira na Emerald Pool, no Trois Pitons National Park, em Dominica


Nós chegamos no domingo, quando tudo está fechado. Tivemos sorte de encontrar uma pessoa da locadora de carros na saída do ferry, esperando por um casal mais organizado e que já havia feito a reserva. Não precisamos nem pagar o táxi, pegamos uma carona no transporte do car-rental. Carro alugado, tanque cheio, trash-food (a única lanchonete aberta na ilha) e uma hora depois estávamos prontos para colocar o pé na estrada!

Embarcando no moderno barco que faz o percurso entre Guadalupe e Dominica

Embarcando no moderno barco que faz o percurso entre Guadalupe e Dominica


Fomos direto para a Emerald Pool, tomar um banho de cachoeira em meio a uma floresta tropical, como um ritual de batizado em águas dominicanas. Boas vindas dadas, seguimos para o nosso roteiro nada tradicional tentando ver o máximo do país nos poucos dias que nos restaram no calendário do ferries inter-ilhas.

Delicioso banho de cachoeira em Emerald Pool, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Delicioso banho de cachoeira em Emerald Pool, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


Cruzamos o país pelas montanhas, saímos da costa oeste em direção à costa leste em uma longa e sinuosa estrada passando pelo interior de Dominica, nosso plano era cruzar o território indígena dos Caribs. Sempre lemos sobre a história deste povo de origem sul-americana que colonizou as ilhas caribenhas muito antes de Colombo ou qualquer esquadrilha francesa ou inglesa. Eles começaram a subir as ilhas desde as guianas, onde ainda hoje podem ser encontradas algumas tribos caribs ou arawaks. Na história os Caribs são índios maus, guerreiros que chegavam expulsando os pacíficos arawaks. Na atualidade vemos que a sua guerra não seria párea para as doenças e tecnologia dos europeus, que exterminaram com a população nativa, deixando pouco menos que 4 mil caribs, todos eles aqui, em Dominica.

Vista panorâmica em trilha do Trois Pitons National Park, em Dominica

Vista panorâmica em trilha do Trois Pitons National Park, em Dominica


Fim de tarde no belo litoral norte de Dominica

Fim de tarde no belo litoral norte de Dominica


Novamente o dia de domingo nos pregou uma peça, um dia em que normalmente todos estariam nas ruas, descansando e se divertindo, aqui é o dia de ir à missa e ficar dentro de casa com a família. Vimos alguns poucos caminhando pelas ruas, mas suas barracas de artesanatos e restaurantes estavam fechados. Ainda assim é muito bacana encontrar algumas caras familiares aos nativos americanos nessa Região Afro-Americana que é o Caribe.

Procissão em estrada que atravessa o território dos índios Caribs, na costa leste de Dominica

Procissão em estrada que atravessa o território dos índios Caribs, na costa leste de Dominica


À noite chegamos à Portsmouth, segunda maior cidade da ilha, sede da Escola de Medicina de Dominica. Estudantes de todos os cantos vêm parar aqui (não me perguntem como) e dão um ar um pouco mais alternativo para a pequena cidade, que fora dos tempos de provas chega a ter uma vida noturna estudantil mais agitada.

A Ana caminha no pier do nosso hotel em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe

A Ana caminha no pier do nosso hotel em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe


Trânsito nas ruas de Roseau, capital de Dominica, no Caribe

Trânsito nas ruas de Roseau, capital de Dominica, no Caribe


O segundo dia em Dominica começou no Cabrits National Park, um antigo forte inglês construído no século XVIII e que além de belas vistas e um pequeno museu, tem algumas trilhas bacanas entre a mata secundária e ruínas das antigas construções do forte.

Vista do alto do forte no Cabrits National Park, região de Portsmouth, em Dominica, no Caribe

Vista do alto do forte no Cabrits National Park, região de Portsmouth, em Dominica, no Caribe


Visita ao Fort Shirley, no Cabrits National Park, em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe

Visita ao Fort Shirley, no Cabrits National Park, em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe


Ruínas da antiga casa do comandante do forte, retomada pela floresta do Cabrits National Park, região de Portsmouth, em Dominica, no Caribe

Ruínas da antiga casa do comandante do forte, retomada pela floresta do Cabrits National Park, região de Portsmouth, em Dominica, no Caribe


Caranguejo se enrola em trilha do Cabrits National Park, em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe

Caranguejo se enrola em trilha do Cabrits National Park, em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe


Dirigimos em torno de 40 minutos rumo à Rouseau e a nossa próxima parada é na imperdível Trafalgar Falls. Duas cachoeiras de quase 60m de altura que desembocam entre paredes de pedras imensas e logo encontram uma fonte de águas termais e sulfurosas, o verdadeiro vale dos dinossauros!

Observando as majestosas Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Observando as majestosas Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


Explorando as Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Explorando as Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


A trilha é fácil até as piscinas termais, mas para ver de perto a força dessas lindas cascatas vale a pena um esforço entre as pedras imensas e escorregadias para um mergulho nas suas águas refrescantes. Se você não quer arriscar, descendo um pouco logo encontrará as águas termais mescladas com o Trois Piton River, que se origina no alto destas montanhas no famoso Boiling Lake.

Explorando as Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Explorando as Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


Banho relaxante em riacho com águas quentes no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Banho relaxante em riacho com águas quentes no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


No caminho para a capital Rouseau paramos para um lanche no Riverside Bar and Restaurant, um achado no meio desse cenário jurássico. Com vista para as paredes verdes e o rio pedimos um simples sanduíche de queijo e presunto. O que não sabíamos é que tínhamos ali um chef de cozinha de mão cheia, ele adicionou uma salada especial com um tempero delicioso! Rodrigo provou a cerveja nacional Kubuli, nome original de Dominica na língua dos Caribs que significa “grande é seu corpo”.

A cerveja nacional da Dominica, no Caribe

A cerveja nacional da Dominica, no Caribe


Eu provei a bebida nacional que é chamada de rum punch, mas é mais parecida com as nossas cachaças de frutas. Eles “temperam” o rum com maracujá, limão, amendoim, laranja e variados sabores, como fazemos com a pinga e fica uma delícia! Eu tomei um de maracujá misturado com suco e gelo, para ficar mais levinho, delícia!

Relaxando em barzinho no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Relaxando em barzinho no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


O final de tarde foi nas instalações da Dive Dominica, que será a nossa operadora de mergulho de amanhã. O Dive Resort estava lotado de mergulhadores norte-americanos, nos hospedamos no seu vizinho que nos ajudou a encontrar um guia que topou nos acompanhar na maratona matutina de trekking para o Boiling Lake as 5h30 da matina! Agora é descansar, por que o dia amanhã será longo.

Dominica, Roseau, Portsmouth, cachoeira

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A Lendária Route 66!

Estados Unidos, Arizona, Flagstaff, Seligman, Oklahoma, Elk City

Visitando museu da Rota 66 em Elk City, em Oklahoma - EUA

Visitando museu da Rota 66 em Elk City, em Oklahoma - EUA


Route 66, America´s Main Street! Uma estrada ligando Los Angeles à Chicago, 2.200 milhas (4.000km) de asfalto que uniu diferentes culturas e dois extremos de um país continental. A Route 66 foi e até hoje é símbolo de aventura e liberdade para os milhares de road trippers, seja de moto ou carro, que vêm de várias partes do mundo para fazer esta jornada.

A Rota 66 nos áureos tempos! (foto em museu de Elk City, em Oklahoma - EUA)

A Rota 66 nos áureos tempos! (foto em museu de Elk City, em Oklahoma - EUA)


Passando por antigos territórios indígenas, pequenas vilas do velho-oeste e paisagens completamente distintas, planícies intermináveis, desertos vermelhos e montanhas nevadas de Flagstaff.

Placa informativa sobre a famosa Rota 66, no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Placa informativa sobre a famosa Rota 66, no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


A Route 66 era sinônimo de aventura, mas principalmente de oportunidade para aqueles que queriam tentar a sorte na Costa Oeste. O percurso levava em torno de uma semana para ser feito, mas muitas vezes só a viagem já era o objetivo.

Representação da antiga Seligman (Arizona), cidade na famosa Rota 66, que ligava Chicago à Los Angeles

Representação da antiga Seligman (Arizona), cidade na famosa Rota 66, que ligava Chicago à Los Angeles


Hoje já muito diferente, a Route 66 é composta por trechos da I-40 (Interstate 40), uma das principais rodovias que cruza todo o centro-sul dos Estados Unidos e que temos acompanhado logo que saímos de Las Vegas. Em algumas partes ela foi incorporada e em outros ela está mantida ao lado da I-40, uma pequena pista simples, sem acostamento.

A Rota 66 passa em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos

A Rota 66 passa em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos


Hoje muitas dessas paisagens distintas já tem nome e se firmaram como grandes atrações turísticas da Route 66, como a cidade de Flagstaff, a Petrified Forest e a Meteor Crater, no Arizona, Santa Fé no New México e as imensas planícies produtivas do Texas e de Oklahoma.

Chegando à Seligman (Arizona), cidade na famosa Rota 66, que ligava Chicago à Los Angeles

Chegando à Seligman (Arizona), cidade na famosa Rota 66, que ligava Chicago à Los Angeles


Durante todo o caminho vemos marcações da velha Route 66 e alguns povoados que até hoje vivem deste turismo, como Seligman, que se diz o lugar onde nasceu a Route 66. Passamos por lá ainda antes de Flagstaff e fizemos uma parada na cidade cenográfica onde vários filmes de faroeste foram produzidos. É claro que tivemos que provar o tradicional hambúrguer de búfalo e um copo gigante de coca-cola, obrigatórios para uma american experience completa.

Comida típica em Seligman,  no Arizona,  ao longo de toda a Rota 66, e nos Estados Unidos inteiro!

Comida típica em Seligman, no Arizona, ao longo de toda a Rota 66, e nos Estados Unidos inteiro!


Hoje tivemos um longo dia de viagem saindo de Santa Fé, cruzando o norte do Texas (Amarillo), entrando em Oklahoma com parada em Elk City, no Route 66 National Museum.

Adesivos da Rota 66 em museu de Elk City, em Oklahoma - EUA

Adesivos da Rota 66 em museu de Elk City, em Oklahoma - EUA


O Museu tem carros e motos da década de 30, 40 e 50, espécimes que costumavam popular a super rodada Rota 66. Até uma vila cenográfica típica da época foi construída e faz parte da exibição do museu.

Museu da Rota 66 em Elk City, em Oklahoma - EUA

Museu da Rota 66 em Elk City, em Oklahoma - EUA


Na nossa longa viagem hoje cruzamos metade do New Mexico, o norte do Texas, todo o estado de Oklahoma e terminamos em Fort Smith, na fronteira com o Arkansas. Nos desviamos da Route 66 em Oklahoma City, quando ela inclina para o norte rumo à Chicago e nós seguimos em frente pela I-40 rumo à Memphis! See you 66, thanks for the ride!

Visitando museu da Rota 66 em Elk City, em Oklahoma - EUA

Visitando museu da Rota 66 em Elk City, em Oklahoma - EUA

Estados Unidos, Arizona, Flagstaff, Seligman, Oklahoma, Elk City, Estrada, Faroeste, Road Trip, Route 66

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Cidade grande!

Brasil, Minas Gerais, Belo Horizonte

Amo viajar pelo interior, conhecer os arraiais, as vilazinhas, conhecer a cultura e diferentes estilos de vida. Confesso, porém que estava morrendo de saudades da cidade grande!

Alameda das Palmeiras Imperiais, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte - MG

Alameda das Palmeiras Imperiais, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte - MG


Eu ainda não conhecia Belo Horizonte, ou o fazendão, como brincam aqui em Minas. É uma cidade linda, rodeada de montanhas, com muitas praças, parques, museus, barzinhos, enfim, infra-estrutura de cidade grande, mas com um charme especial. Nós ficamos hospedados na Savassi, bairro equivalente ao Batel em Curitiba. Por que é “A” Savassi e não “O” não me perguntem, para mim ainda é uma incógnita, só no último dia foi que meu cérebro registrou que é A (bairro) Savassi. Tínhamos sido gentilmente convidados a ficar na casa da Karina, Irma do Dudu e cunhada da Nana, que conhecemos em Diamantina. Ficamos totalmente sem graça de chegar lá e despejar os 100kg de pó e terra que a Fiona carregava dentro dela. Ninguém merece uma coisa dessas.

Placa informativa na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte - MG

Placa informativa na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte - MG


Segunda-feira foi o dia dos afazeres “domésticos” e de organização da bagunça. Enquanto eu levei a roupa para lavar e fui encontrando no caminho quase tudo o que eu precisava de acessórios básicos, o Rodrigo foi para a Toyota levar a Fiona para a sua revisão dos 10mil km. Almoçamos em um natureba delicioso e fomos conhecer a Praça da Liberdade e Mercado Municipal. A Praça da Liberdade tem no seu entorno o Palácio da Liberdade, antiga sede do Governo do Estado. Restaurada em 1994, a praça é uma ilha de tranqüilidade no meio de tantos prédios. Ali perto fica também o Espaço Cultural TIM-UFMG, que estamos loucos para conhecer, porém hoje estava fechado. Seguimos para o Parque e Mercado Municipal no centro. O parque estava fechado, segunda não é um bom dia para turistas em cidade grande. Dali andamos até o mercadão, descendo a Av. Augusto de Lima, entre a Rua São Paulo e Rio de Janeiro o o empacou e não saiu enquanto não conseguiu falar com sua mãe. Ele tinha uma memória antiga, dos tempos de criança, que seria ali, naquela quadra, o primeiro apartamento que seus pais viveram em BH, e não é que ele estava certo?

Mercado Municipal de Belo Horizonte - MG

Mercado Municipal de Belo Horizonte - MG


No mercadão rodamos, compramos uns beliscos e aproveitamos para provar o chopp artesanal feito na Serra do Curral. Queijos, nem pensar! Se começarmos a comprar vai ser difícil parar.

Boteco tradicional no Mercado Municipal de Belo Horizonte - MG

Boteco tradicional no Mercado Municipal de Belo Horizonte - MG


Ahhh, a cidade grande, mesmo que seja um fazendão, também faz falta!

Brasil, Minas Gerais, Belo Horizonte,

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Off Road Ilha Comprida

Brasil, São Paulo, Cananéia/Ilha Comprida

A primeira balsa da Fiona: Cananéia-Ilha Comprida

A primeira balsa da Fiona: Cananéia-Ilha Comprida


8h30 da manhã, acordamos, arrumamos as coisas e seguimos para o portinho de Cananéia, nosso objetivo: atravessar de balsa para a Ilha Comprida. Eu sempre quis saber o que havia lá. Lembro que alguma vez me disseram que não havia nada, apenas mato. A Fiona embarcou pela primeira vez em uma balsa e fomos lá conferir. O Rodrigo havia lido em um blog que poderíamos fazer os 70km de ilha pela praia, sensacional!

Cananéia vista da balsa para Ilha Comprida

Cananéia vista da balsa para Ilha Comprida


Balsa Cananéia-Ilha Comprida

Balsa Cananéia-Ilha Comprida


A Ilha Comprida tem aproximadamente 70 x 6km, super estreita, em 3 minutos saímos do mar de dentro e encontramos a praia. Alguns quiosques grandes no Boqueirão Sul, principal “praia” no sul da ilha sugerem que aqui deve lotar nos finais de semana e feriados. Digo “praia” entre aspas, pois os 70km de praia são um areião só, as linhas que dividem os bairros ou balneários são imaginárias. O dia está lindo, céu azul, sol, temperatura super agradável, a nossa única preocupação é atravessar logo esse praião antes que a maré suba!

Fiona enfrentando o mar na Juréia-Sul

Fiona enfrentando o mar na Juréia-Sul


Passamos pela barra de diversos riozinhos, mas uma delas é a referência, empolgado com a high way de areia e a paisagem quase que o Rodrigo passa reto na maior delas! Passamos pela Barra Tropical, já mais ao norte da ilha e vamos procurando a entrada para a ponte que segue para Iguape. Passamos uns 7km da sua entrada, só percebemos quando a praia começou a estreitar, a areia mais fofa começou a preocupar e as pedras no caminho não nos deixaram passar.

Casa na praia de Ilha Comprida

Casa na praia de Ilha Comprida


Fiquei impressionada com o tamanho da cidade no norte da ilha, casas grandes, super infra, cidade mesmo! Eu sempre via do avião e pensava, será possível que seja vazia mesmo? Lá de cima era tudo verde, mas depois do que vi hoje, decidi não acreditar mais no que me dizem, agora só vendo!

Brasil, São Paulo, Cananéia/Ilha Comprida, Cananéia, Estrada, litoral, off road, Praia

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Trabalho e “Repouso”

Brasil, Bahia, Caravelas, Corumbau (P.N do Descobrimento)

Dia chuvoso em Corumbau - BA

Dia chuvoso em Corumbau - BA


Nós estamos em um ritmo maluco de viagem, de 2 em 2 dias em uma cidade diferente, recentemente conseguimos parar 4 dias em Itaúnas e mais 4 em Abrolhos, o que já quebrou o ritmo e nos deixou sedentos por colocar o pé na estrada e acelerar novamente! O único probleminha é que São Pedro anda meio mal humorado. As frentes frias do sul tem nos acompanhado fielmente a cada passo da viagem e tem sido difícil nos livrarmos delas. Não podemos reclamar que quando realmente precisamos São Pedro nos ajudou, Abrolhos, por exemplo, o tempo abriu. O mesmo aconteceu quando precisamos de boas condições para o Pico da Bandeira e os mergulhos de Guarapari e Santos.

Coqueiral em Corumbau - BA

Coqueiral em Corumbau - BA


Sendo assim decidimos aproveitar os dias de chuva para trabalhar bastante, colocar os blogs e fotos em dia, trabalhar nas áreas do site que ainda não estão ativas para ver se conseguiremos colocá-las no ar logo! Isso não depende apenas de nós, depende também da equipe que está desenvolvendo o site, mas tenho fé que iremos conseguir! Enquanto isso, o corpo também resolve aproveitar para relaxar e ao invés de descansar acaba me dando mais trabalho!

Igreja a venda? (em Corumbau - BA)

Igreja a venda? (em Corumbau - BA)


Eu sou do tempo que orelha era apenas o órgão externo, a “aba” do ouvido, portanto a dor que sentimos era de ouvido. Todavia hoje as nomenclaturas médicas mudaram e a forma correta de falar é que estou sofrendo de dor de orelha. Todos estes dias de umidade pelo jeito não foram muito bons para esta minha cavidade, que acolheu com todo amor e carinho uma família de fungos que por sua vez desenvolveram algum tipo de micose. Segunda-feira eu fui até o hospital em Caravelas e o médico diagnosticou bem o meu problema, mas infelizmente se confundiu na prescrição. Além do antiinflamatório, que estava correto, ele me passou um antibiótico otológico, mas os fungos não estão nem aí para antibióticos! Assim, de domingo para cá o inchaço, surdez e a dor só aumentaram... um saco! Eu já estava com formigas me pinicando para andar, subir montanhas, andar pelas praias deste litoral baiano, imaginem agora, é um formigueiro inteiro!
Menos mau que está chovendo, aí fico de molho mesmo. Veja como as coisas mudam de perspectiva! Até pouco isso era ruim. Rsrsrs! Com chuva resolvemos seguir viagem até Itamaraju, cidade um pouco maior onde poderia ter estrutura caso necessário e também por ser próxima ao Monte Pascoal. Entre ontem e hoje o tempo deveria estar melhor e aí poderíamos conhecer mais este Parque Nacional. O tempo não mudou e subir uma montanha, por menor que seja, com chuva e dor de orelha, não dá. Decidimos voltar e seguir em direção ao Corumbau, pelo menos lá poderemos ver alguma coisa sem nos molhar tanto, enquanto esperamos o tempo mudar.

O Luz Para Todos, em Corumbau - BA

O Luz Para Todos, em Corumbau - BA


A Ponta do Corumbau é considerada por muitos a praia mais bonita do litoral sul da Bahia. Uma ponta de areia que avança ao mar, águas azuis, coqueiros, barzinhos na beira da praia e um povo caloroso e receptivo. Vive lotada em todos os feriados, no verão então nem se fala! É até difícil de acreditar, pois hoje, quarta-feira com chuva e vento sul, não foi fácil encontrarmos uma alma para nos receber na vila. As várias placas de “proibido estacionar coletivos” e de limite de decibéis para não perturbar o sossego alheio nos mostram que realmente estamos com sorte de não encontrar ninguém por aqui. Só faltou São Pedro nos acompanhar nessa. A previsão diz que amanhã teremos sol, estamos torcendo para que os garotos do tempo estejam certos desta vez!

Placa dá pista de dias mais 'movimentados' em Corumbau - BA

Placa dá pista de dias mais "movimentados" em Corumbau - BA

Brasil, Bahia, Caravelas, Corumbau (P.N do Descobrimento), chuva, orelha

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Museu de Antropologia

México, Cidade do México

O famoso 'Calendário Asteca', no Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país

O famoso "Calendário Asteca", no Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país


Chegamos finalmente a uma das mais importantes cidades da América Latina. Não apenas por sua grandiosidade e sua importância econômica, mas principalmente pelo valor antropológico que a Cidade do México representa para toda a meso-américa.

Astecas, como outras culturas pré-hispânicas, sempre foram vidradas em crãnios (Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país)

Astecas, como outras culturas pré-hispânicas, sempre foram vidradas em crãnios (Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país)


A história pré-hispânica do México é uma das mais impressionantes do continente americano. As diferentes etnias e civilizações convivendo ao mesmo tempo, com uma intensa troca, formou padrões culturais e religiosos regionais riquíssimos.

Chegando ao monumental Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país

Chegando ao monumental Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país


O Museu de Antropologia da capital mexicana é um dos melhores lugares do mundo para você ver a mais completa coleção de objetos arqueológicos e arte pré-hispânica, que abrangem sua arquitetura, história, religiões, suas tumbas e caveiras.

Representação de tempo pré-hispânico no Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país

Representação de tempo pré-hispânico no Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país


Começamos pelo começo. Como foi que o Homo Sapiens sapiens apareceu na superfície terrestre? Através da evolução darwinista, passando do Australopitecos ao Homo Erectus até chegar ao Homo Sapiens sapiens.

Rotas migratórias humanas no Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país

Rotas migratórias humanas no Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país


É uma belíssima exposição, com painéis explicativos sobre a migração dos homens através do Estreito de Bering, chegando à América do Norte e alcançando a América do Sul. Maquetes demonstram como seria a vida cotidiana destes homens, que caçavam mamutes e outros animais da grande fauna.

Os humanos já chegaram apavorando nas Américas (Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país)

Os humanos já chegaram apavorando nas Américas (Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país)


Após a introdução da origem do homem, navegamos em direção à história meso-americana, passando pelos sítios arqueológicos mais antigos do México, datados em cerca de 30 mil anos. Data anterior à antiga teoria de que o homem teria chego à América há apenas 15 mil anos. Essa anterioridade ajuda a explicar a rica história, evolução social e cultural que aconteceu para encontrarmos cidades pré-coloniais tão diversas.

Enormes esculturas de cabeças, característica dos Olmecas (Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país)

Enormes esculturas de cabeças, característica dos Olmecas (Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país)


Civilizações que andaram por aqui como os Olmecas, com suas estátuas realistas e colossais de cabeças dos seus principais personagens. Conhecemos a fantástica Sala de Teotihuacán, aprendendo sobre sua religião e observando os esqueletos de nove grandes guerreiros sacrificados para seus principais deuses. Esta foi a maior cidade da sua época num tempo em que os Mayas e os Zapotecas dos Valles Centrais, também viviam o seu apogeu.

Sacrifícios humanos em frente à templo pré-hispânico (Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país)

Sacrifícios humanos em frente à templo pré-hispânico (Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país)


Dentre as principais atrações da Sala Maya está a réplica da Tumba do Rei Pakal, encontrada em Palenque. Antes acessível para os turistas, foi fechada para visitação desde que se percebeu que a umidade exalada dos turistas estava consumindo toda a pintura mural que existia na tumba.

Réplica da tumba do rei maya Pakal, de Palenque, no Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país

Réplica da tumba do rei maya Pakal, de Palenque, no Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país


Ali pudemos observar uma réplica, com algumas das esculturas, configurações e peças originais como a máscara em jade e jóias usadas por um dos maiores Imperadores Mayas.

Objetos encontrados no túmulo do rei maya Pakal, de Palenke (Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país)

Objetos encontrados no túmulo do rei maya Pakal, de Palenke (Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país)


Continuamos a nossa corrida para ver ao menos a principal parte do museu, que sem dúvida alguma merece um dia inteiro para ser bem apreciado. Chegamos à sala dos Toltecas, com imensos e inacreditáveis murais, estátuas, totens, máscaras, caveiras e objetos ritualísticos.

Murais toltecas no Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país

Murais toltecas no Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país


Finalmente, não exatamente nesta mesma ordem, terminamos com a imensa e inacreditável Cultura Mexica, ou os nossos mais conhecidos Astecas. Guerreiros, sedentos por sacrifícios humanos para oferecer aos seus Deuses corações e sangue de seus prisioneiros. Uma maquete de como teria sido Tenochtitlán está no centro da sala, para nos lembrar que hoje estamos sobre o que antes foi um imenso lago.

Maquete de Tenochtitlán, a capital asteca, no Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país

Maquete de Tenochtitlán, a capital asteca, no Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país


Estátuas dos seus principais Deuses e governantes e uma imensa pedra talhada com o conhecido Calendário Asteca, assim chamado inadvertidamente, pois não seria realmente um calendário, senão uma mesa ou tábua de sacrifícios onde foi esculpida parte da história deste povo.

O famoso 'Calendário Asteca', no Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país

O famoso "Calendário Asteca", no Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país


Uma civilização que estava no auge quando foi abatida por um dos principais horrores do novo mundo: a colonização espanhola. Mas esse já é um papo para o próximo post. Não esqueçam quando planejarem a viagem para o México, um dia pode ser pouco para explorar toda a riqueza de informações e cultura no Museu de Antropologia Nacional.

Escultura asteca no Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país

Escultura asteca no Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país

México, Cidade do México, Antropologia, arqueologia, Mexico City, museu

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Carnaval a Cayenne

Guiana Francesa, Cayenne

Fantasia de carnaval em Cayenne, na Guiana Francesa

Fantasia de carnaval em Cayenne, na Guiana Francesa


Cayenne foi o primeiro vilarejo construído pelos franceses no século XVII. Estas terras foram disputadas pelos ingleses, holandeses e chegaram a ser ocupadas pelos portugueses durante 8 anos. Apenas no meio do século XIX os franceses retomaram o controle do território e decidiram utilizá-la como Colônia Penal Francesa. Vários presos foram trazidos da Europa, mas a maioria deles acabou vítima da malária e febre amarela, o que dificultou ainda mais o desenvolvimento de uma comunidade em torno destas colônias, formadas por funcionários e policiais. Apenas em meados do século XX a Guiana passou a receber maior imigração e começou a ter sua costa ocupada, sendo 90% do território país coberto por florestas intocadas até os dias atuais.

Desfile de carnaval em Cayenne, na Guiana Francesa

Desfile de carnaval em Cayenne, na Guiana Francesa


Chegamos à Cayenne em um período de feriado, onde os serviços e comércio estão funcionando apenas no período da manhã e ainda assim com pouco movimento. O tempo incerto e chuvoso acaba espantando as pessoas das ruas e diminuindo as nossas possibilidades de exploração, por isso estamos aproveitando bem a infra-estrutura do nosso hotel para descansar, trabalhar e encontrar soluções para as nossas questões burocráticas. Conseguimos contato com um funcionário do Consulado Brasileiro que nos confirmou que segunda-feira o consulado não irá funcionar. Para piorar um pouquinho descobri que tenho uma situação pendente no tribunal eleitoral de 2006, ocasião em que estava de férias mochilando pela Europa. Pior foi que quando eu voltei dessa viagem em liguei no TRE e me disseram que não havia o que justificar se eu havia votado no primeiro turno, desgraça! Enfim, nos resta apenas o visto para o Suriname, cujo consulado estará funcionando amanhã pela manhã.

A noite cai em desfile de carnaval em Cayenne, na Guiana Francesa

A noite cai em desfile de carnaval em Cayenne, na Guiana Francesa


Hoje a nossa grande expectativa estava voltada para o maior acontecimento da cidade, a Grande Parada de Carnaval de Cayenne. Um grande desfile de criatividade de todas as etnias e nacionalidades que compõe a Guiana Francesa. Os grupos seguem um circuito montado pelas principais avenidas da cidade, a Praça Léopold Héder fica coberta de barraquinhas que vendem doces, bebidas e comidas, foi montado também um pequeno parque de diversões e arquibancadas e um palco que ajuda a apresentar os diferentes blocos carnavalescos. Os blocos são claramente uma iniciativa popular, aqueles que conseguem algum patrocinador ou apoiador conseguem fantasias mais elaboradas, mas isso não inibe que outros mais simples também se apresentem. Divididos por interesses, grupos escolares, etnias, nacionalidades, temas, todos tem espaço para mostrar a sua criatividade e esbanjar alegria mesmo abaixo de chuva.

Desfile de carnaval em Cayenne, na Guiana Francesa

Desfile de carnaval em Cayenne, na Guiana Francesa


Nas calçadas a população acompanha sob guarda-chuvas, capas plásticas e marquises. Crianças de colo até senhoras de 70 anos se divertiam ao ver seus amigos e familiares passarem. Nós esperávamos ver um grupo de capoeiristas, onde Elza, nossa amiga francesa de Algodoal, estaria tocando. Infelizmente acabamos nos desencontrando e não conseguimos torcer por ela na avenida. O grupo brasileiro e o dominicano foram os mais animados, pelo que ouvimos falar, mas eu fiquei mesmo curiosa foi de ver um grupo chinês! Rsrsrs! Até onde vimos eles não compareceram à avenida. As festividades de carnaval continuam por aqui, outros desfiles menores e festas paralelas continuarão. Amanhã, depois do Consulado do Suriname, veremos se poderemos comemorar junto deles!

Desfile de carnaval nas ruas de Cayenne, na Guiana Francesa

Desfile de carnaval nas ruas de Cayenne, na Guiana Francesa

Guiana Francesa, Cayenne, Carnaval

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Zion National Park

Estados Unidos, Utah, Zion National Park

No final da tarde, o sol ilumina as montanhas mais altas do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

No final da tarde, o sol ilumina as montanhas mais altas do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


O estado de Utah é famoso por seus desertos, montanhas nevadas, grandes planícies de sal e incríveis parques que formam um mosaico de conservação no sul do estado, reunindo 5 parques nacionais: Zion, Bryce Canyon, Capitol Reef, Canyonlands e o Arches National Parks. O encontro de três áreas geológicas, as Montanhas Rochosas Americanas, o Colorado Plateau e a Great Basin, faz de Utah um dos principais destinos dos amantes da natureza.

Chegando a Utah, nos Estados Unidos

Chegando a Utah, nos Estados Unidos


Sua capital, Salt Lake City, é o principal centro Mormon dos Estados Unidos, construída ao redor de um lago em um cenário urbano tido como um dos mais bonitos do país. As montanhas de Salt Lake, seus resorts de ski e cidade foram sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2002.

A paisagem grandiosa de Utah, chegando à área do Zion National Park, nos Estados Unidos

A paisagem grandiosa de Utah, chegando à área do Zion National Park, nos Estados Unidos


Paisagem completamente tomada pela neve na saída do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Paisagem completamente tomada pela neve na saída do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Começamos as nossas explorações pelos parques nacionais de Utah pelo sul do Estado, no Zion National Park. Depois de dirigir um dia inteiro pelo Colorado Plateau, chegamos ao parque pelo portão leste sem saber exatamente o que esperar. Atravessamos a Zion-Carmel Highway, estrada construída entre 1920 e 1930 para abrir uma via mais direta entre o Zion e o Bryce Canyon National Parks.

Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


A paisagem nevada das dunas petrificadas de Navajo Sandstone é totalmente diferente do que já havíamos visto até agora. A Navajo Sandstone é um tipo de arenito de coloração clara e rosada e formato arredondado, como dunas molhadas esculpidas pelo vento e petrificadas. As cores variam para tons mais avermelhados, dependendo dos minerais que fluíram na água pela rocha porosa através dos milhões de anos.

Encostas voltadas para o sol ainda estão sem neve no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Encostas voltadas para o sol ainda estão sem neve no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Neve e rocha se misturam nessa época do ano nas encostas do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Neve e rocha se misturam nessa época do ano nas encostas do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Reentrância na rocha ao lado de trilha no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Reentrância na rocha ao lado de trilha no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Essas formações estão espalhadas por todo o platô do Rio Colorado e ainda mais comuns nos parques nacionais aqui no Utah, surgindo do nada no meio de desertos e criando cenários fantásticos como o que encontramos aqui. A impressão que temos é que as pedras foram esculpidas e escovadas à mão, por sua textura e perfeição. Agora imaginem tudo isso coberto de neve!

Duna petrificada e coberta pela neve no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Duna petrificada e coberta pela neve no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Sua formação geológica data da era Mesozóica, com sedimentação de mares tropicais rasos, rios, lagos e desertos há mais de 150 milhões de anos. A menor elevação do parque está a 1.117m e o ponto mais alto a 2.660m, com acesso por trilhas, a maioria fechada durante o inverno pela quantidade de neve.

Admirando a magnífica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Admirando a magnífica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Caminhando pelas inesquecíveis paisagens do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Caminhando pelas inesquecíveis paisagens do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Cruzamos as 17 milhas (27km) da estrada, incluindo o Zion - Mount Carmel Tunnel, estreito túnel cavado no arenito. O túnel é sensacional, com imensas janelas com vista para o cânion, pena que só podemos vê-las do carro, já que não existe calçada e nem acostamento para os carros. Ele funciona como um portal de entrada para o incrível mundo de Zion!

A vista de uma das 'janelas' do enorme túnel da principal estrada do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

A vista de uma das "janelas" do enorme túnel da principal estrada do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Zion Canyon tem 24km de extenção e chega a 800m de profundidade, mas diferente do seu vizinho do sul, nós chegamos nele pela sua base e podemos dirigir por uma estrada construída ao lado do rio.

O rio que formou o canyon principal do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

O rio que formou o canyon principal do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Rio corre pelo canyon do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Rio corre pelo canyon do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


O cânion é cortado pelo Virgin River e paralela ao rio corre uma estrada de 6 milhas (9,7km) que passa por algumas das principais atrações do parque. Passamos pelos Sentinelas e pela entrada da trilha das Emerald Pools (fechada), caminhamos até a Weeping Rock e chegamos ao Temple of Sinawava, o Deus Coyote dos Índios Paiute.

Admirando a magnífica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Admirando a magnífica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Turistas examinam cachoeira congelada no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Turistas examinam cachoeira congelada no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


A estrada termina, porém uma trilha continua pelo cânion, que vai se estreitando chegando em alguns pontos a apenas 6m de largura. Conseguimos caminhar apenas 2 km cânion adentro, mas infelizmente a trilha estava fechada pelas condições de neve e gelo.

Cachoeira completamente congelada no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Cachoeira completamente congelada no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Muitas trilhas fechadas por causa do gelo no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Muitas trilhas fechadas por causa do gelo no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Durante os dias que estivemos no parque percorremos a estrada mais de uma vez, na esperança que o tempo melhorasse e as trilhas abrissem para explorarmos o parque mais a fundo.

Trilha por um dos canions na parte alta do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Trilha por um dos canions na parte alta do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Pegamos temperaturas de -5, -8°C e neve todos os dias. É claro que no dia de irmos embora o sol saiu, o tempo abriu e nós não exitamos em fazer pelo menos uma trilhazinha até o mirante do cânion. A trilha do Canyon Overlook é curta (2km ida e volta, aprox.), mas tem umas passagens bem lindas e a vista do cânion com sol não tem preço!

A fantástica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

A fantástica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Infelizmente, como o tempo não ajudou, as nossas explorações pelo parque não foram tão intensas e esportivas como gostaríamos. Sinal de que teremos que voltar aqui durante a primavera, fugindo do tumulto e calor intenso do verão, para ver o degelo da neve no alto das montanhas formando as cachoeiras pelas paredes do cânion. Zion, ainda voltaremos.

Até as montanhas ficam pequenas sob o belíssimo céu do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Até as montanhas ficam pequenas sob o belíssimo céu do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos



Feliz Natal!
O Zion também foi o lugar onde passamos um dos dias mais especiais do ano: o Natal! Estes períodos de festas de final de ano durante a viagem são sempre um momento difícil para mim, pois normalmente nós estaríamos nos reunindo com as nossas famílias, pais, irmãos e sobrinhos, dando risada, contando histórias e matando as saudades. Pois é, mesmo a viagem mais perfeita tem seus momentos borocoxôs, confesso. Ainda mais para mim, pessoa social, que gosta de festa e bagunça ao seu redor o tempo todo. Bem, já que não poderíamos estar lá, tiramos uma boa parte do dia 24 para encontrar os nossos entes queridos no universo virtual. Cada um em um canto e um fuso-horário diferente, minha mãe e a minha irmã Juliane estavam em Londres, comemorando com a família do David, nosso candidato a cunhado. Também em Londres, no canto sul da cidade estava uma parte da família Junqueira, minha cunhada Lina que vive lá, seu irmão Guto e o filho mais velho, Léo. Lá no Brasil, encontramos ainda antes do jantar o meu pai em Curitiba, os meus sogros, cunhados e sobrinhos queridos todos reunidos em Ribeirão Preto. Depois de um passeio pelo parque, compramos um vinho, queijos e beliscos para a nossa “ceia” e ainda conseguimos falar com a minha irmã, cunhado e sobrinha que depois da meia-noite ainda pulava toda sapeca lá em Florianópolis. Mais tarde, para tentar me distrair das saudades, assisti a um documentário sobre o aniversariante da noite na NatGeo e um especial de natal do Shreck! Hahaha! Enfim, acompanhado do meu amado, bons queijos e vinhos desejo a todos (mesmo que atrasadinho) um Feliz Natal!

Nosso delicioso jantar que queijos e vinhos celebrando a véspera de Natal, no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Nosso delicioso jantar que queijos e vinhos celebrando a véspera de Natal, no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Utah, Zion National Park, Navajo Stone, parque nacional, Zion National Park

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Despedida em alto estilo

Turks e Caicos, Providenciale - Provo

Vista do nosso quarto em Provo - Turks e Caicos

Vista do nosso quarto em Provo - Turks e Caicos


Hoje nos despedimos de Turks and Caicos Islands, e como não poderia deixar de ser, em alto estilo. TCI tem a terceira maior barreira de corais do mundo, ficando atrás apenas da Austrália e Belize. Com tamanha parede, aqui são especializados em Wall Dive, com diversas formações, espécies, tipos de corais e esponjas. Hoje fomos mergulhar em dois dos melhores pontos de mergulho de Provo: “O Anfiteatro” e “A Chaminé”. Nos dois pontos tínhamos grandes chances de ver tubarões, raias e tartarugas, mas a principal atração são as formações de coral e o cenário especial que elas acabam criando.

O Anfiteatro é perfeito, como os romanos e gregos, palco e tudo. Todo revestido de corais negros, um tipo raro de coral, é um mergulho super psicodélico, repleto de cores e formas de outro mundo. A Chaminé é divertida, uma abertura nos corais que desce dos 15 aos 30 metros e se abre para aquela imensidão azul. A visibilidade foi a melhor destes 15 mergulhos que já realizamos até agora e o guia ninguém menos do que Dave, fotógrafo submarino e dono da Provo Turtle Divers. Como o barco estava praticamente vazio o serviço foi vip e ainda pudemos presenciar uma prática totalmente incomum: a caça de Lion fishes! Como eu já contei aqui em posts anteriores, esta é uma espécie invasora nos mares do Caribe e está quebrando todo o equilíbrio do ecossistema da região. Por isso a caça desta espécie é liberada e incentivada, mesmo com scuba, já que este peixe não possui predadores naturais aqui, vive entre 12 e 30 metros de profundidade, na maioria das vezes escondido nos corais. Então, além de admirar a beleza dos corais e procurar diferentes espécies de peixe, torcendo para um tubarão aparecer, também ajudamos a apontar os pobres Lion fishes.

Lion Fish - Foto tirada por David Volkert

Lion Fish - Foto tirada por David Volkert


A caça é relativamente simples, com um tridente longo o Dave se aproximava do Lion fish e já o acertava. Ele é um peixe meio paradão, fácil de ser caçado. Por ser um peixe com espinhos venenosos, nenhum outro peixe se aproxima e por isso não desenvolveu o instinto de fuga. O maior exemplo disso foi quando vimos dois deles nadando juntos, Dave matou o primeiro e o segundo ficou ao lado olhando e esperando para ser morto! Impressionante! Melhor ainda foi quando uma garoupa grandona ficou ao lado do Dave só esperando ele terminar o trabalho de cortar os espinhos e a cabeça do Lion e assim que ele o soltou do arpão, NHAC! A garoupa papou ele ali mesmo, era tão grande que mal cabia na sua boca! Para terminar o segundo mergulho, de lambuja ainda vimos duas tartarugas lindas e sempre com aquele ar sábio.

Garoupa Tigre - Foto tirada por David Volkert

Garoupa Tigre - Foto tirada por David Volkert


Tartaruga - Foto tirada por David Volkert

Tartaruga - Foto tirada por David Volkert


O restante do dia foi focado em organizar as coisas para a viagem amanhã cedo e trabalhar para colocar o site em dia. Temos muito trabalho pela frente e amanhã, um novo país para apresentar a vocês. E que venha Porto Rico!

Turks e Caicos, Providenciale - Provo, Mergulho

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O Contemporâneo Inhotim

Brasil, Minas Gerais, Caraça

Arte em Inhotim, Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG

Arte em Inhotim, Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG


Espetacular. Se precisarmos resumir o que achamos do Museu Inhotim em apenas uma palavra, acho que esta é a que melhor se encaixa. Eu já conhecia a fama do Inhotim há bastante tempo, pelo menos uns 4 anos, quando vi uma reportagem sobre a inauguração do museu e a exposição da artista plástica Adriana Varejão em alguma revista de bordo. Neste meio tempo o lugar cresceu e virou uma febre! Os mineiros mais descolados e que conhecem há mais tempo chegam a dizer que já virou uma “Disneylândia”. Para nós, que chegamos pela primeira vez e em um dia de semana, confesso que foi surpreendente.

A galeria de Adriana Varejão, em Inhotim, Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG

A galeria de Adriana Varejão, em Inhotim, Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG


São 16 galerias e 19 obras posicionadas estrategicamente em um Jardim Botânico de 97 hectares. No jardim encontram-se diversas coleções botânicas onde se destacam a variedade de palmeiras. A sintonia entre as obras contemporâneas e os jardins é perfeita.

O 'telescópio' em Inhotim, Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG

O "telescópio" em Inhotim, Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG


Mosaico de Anas, em Inhotim, Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG

Mosaico de Anas, em Inhotim, Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG


Obras e instalações de arrepiar, como a instalação de som da Galeria Praça, onde podemos passear entre um coral de vozes, ouvindo com detalhes cada um dos integrantes. Entre uma galeria e outra, apreciamos a curadoria botânica impecável e oxigenamos a mente, exercitando a nossa imaginação para derivações das obras que acabamos de vivenciar.

Um dos lagos de Inhotim, Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG

Um dos lagos de Inhotim, Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG


Um dos grandes destaques do Inhotim é a Galeria de Doug Aitken, com uma instalação permanente onde se pode ouvir o som da terra. Um túnel de 202m de profundidade foi perfurado e lá foram instalados microfones que amplificam os ruídos que a terra emite. É emocionante ouvir um som como este, rodeados de montanhas e tanto verde. É literalmente a força da terra e da natureza ao vivo e a cores.

A galeria do 'som da terra', em Inhotim, Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG

A galeria do "som da terra", em Inhotim, Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG


Também tem um espaço especial, a obra Nascissus Garden Inhotim (2009). São as bolas de aço inoxidável da Yayoi Kusama sobre um espelho d´água. A primeira vez que esta intervenção foi feita em 1966 na Bienal de Veneza, a artista instalou clandestinamente 1500 destas esferas metálicas em um jardim entre os pavilhões oficiais com uma placa “Seu narcisismo á venda”. Cada esfera era vendida a 2 dólares, revelando ironicamente sua crítica ao sistema da arte. Desde então, a obra viajou o mundo passando por importantes museus e espaços urbanos.

As famosas bolas flutuanyes em Inhotim, Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG

As famosas bolas flutuanyes em Inhotim, Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG


Infelizmente temos que ir embora deste lugar mágico e de sonhos. Conseguimos ver praticamente todas as obras, mas se você pretende o mesmo feito, deve chegar cedo e estar disposto a longas caminhadas. Já existe também um sistema de transporte interno, onde carrinhos de golfe encurtam os caminhos mais longos a serem percorridos. 16h30 e o museu se prepara para o encerramento das atividades. Enquanto isso nós nos preparamos para pegar mais 2h de estrada em direção ao Caraça. Quem sabe conseguiremos ver ainda hoje um lobo-guará se alimentando em frente à igreja.

Brasil, Minas Gerais, Caraça,

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