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Arequipa de Sillar

Peru, Arequipa

Interior do Convento de Santa Catalina, em Arequipa - Peru

Interior do Convento de Santa Catalina, em Arequipa - Peru


Arequipa é a segunda maior cidade do Perú, ficando apenas atrás da capital, Lima. Foi um dos principais centros políticos da era colonial, muito mais rica e poderosa do que a afamada cidade de Cuzco.

Interior da catedral de Arequipa - Peru

Interior da catedral de Arequipa - Peru


Buscando uma base mais ao sul de Lima escolheram a região da atual Camaná no litoral, priorizando o portos marítimos. Construíram a cidade mas logo se deram conta que estavam em uma região com poucos recursos naturais e então se mudaram para Arequipa, uma vila já existente em um vale fértil, dentre vulcões e fontes de água doce, rica em minérios e madeira. Localização estrategicamente perfeita. Ali construíram uma linda cidade e a mais bela e pomposa Plaza de Armas de todo o Perú. Sim, arrisco a dizer que é a mais bela e pomposa inclusive comparando-a com a de Lima, da qual tenho vagas lembranças de minha passagem em 2006.

A Plaza de Armas de Arequipa - Peru

A Plaza de Armas de Arequipa - Peru


Uma fonte central, circundada de jardins bem desenhados e lotados de pombos, rodeados por uma linda construção com arcos em dois andares em sillar, pedra vulcânica de coloração clara e bela textura, aliás responsável por praticamente todas as construções da cidade antiga.

Criança alimenta alguns dos milhares de pombos da Plaza de Armas de Arequipa - Peru

Criança alimenta alguns dos milhares de pombos da Plaza de Armas de Arequipa - Peru


A praça possui como principal edifício a Catedral do século XVII, reconstruída 1868 depois de um imenso incêndio em 1844. A visita guiada vale tanto pela bela aula de história de Arequipa, assim como pela bela vista da cidade em meio aos vulcões, do alto da Catedral.

O El Mistí e o Chachani vistos do alto da Catedral de Arequipa - Peru

O El Mistí e o Chachani vistos do alto da Catedral de Arequipa - Peru


Falando em antiga, não poderíamos deixar de conhecer um dos edifícios coloniais mais antigos da cidade, o Convento de Santa Catalina. Construído em 1850 por uma viúva rica, este convento da ordem carmelita recebia apenas mulheres das mais ricas famílias espanholas. Estas, no entanto, continuavam vivendo com todas as mordomias e o estilo de vida que possuíam. Inúmeras criadas e celas simples mas com requintes como o piano caríssimo trazido da Alemanha para uma madre superiora. Esse bem bom não durou para sempre, logo chegou uma freira dominicana que as colocou nos eixos.

Uma das freiras do Convento de Santa Catalina, em Arequipa - Peru

Uma das freiras do Convento de Santa Catalina, em Arequipa - Peru


O convento é uma cidade completa, capelas, igrejas, praças, banhos, cozinhas, refeitórios, padarias, farmácia, sala de produção de hóstias, além, é claro, de suas celas individuais, todas com sala, quarto e cozinha. As celas chegaram a ser comercializadas, uma vez que elas próprias as construíam no início de sua vida de reclusão. Ninguém podia entrar aí e através do locutório elas só teriam chance de falar com seus pais uma ou duas vezes ao ano, depois de passado o período de noviças, que levava até 2 anos.

Uma das celas (ou quartos) do Convento de Santa Catalina, em Arequipa - Peru

Uma das celas (ou quartos) do Convento de Santa Catalina, em Arequipa - Peru


Uma das celas mais famosas é a que guarda os objetos pessoais utilizados por uma freira que viveu e faleceu neste convento e teve seus milagres comprovados, como a cura de um câncer e outras enfermidades. Esta fortaleza também abrigou muitas famílias da elite arequipeña quando se deu a guerra com o Chile, já falada aqui neste blog, a Guerra do Pacífico. É claro que com as devidas autorizações do Arcebispo responsável.

Um dos pátios do Convento de Santa Catalina, em Arequipa - Peru

Um dos pátios do Convento de Santa Catalina, em Arequipa - Peru


Sua arquitetura, suas ruas e afrescos foram completamente restaurados, depois de um largo período de pouca preservação e abandono. Em 1970 grande parte foi aberta a visitação, ainda que existam hoje uma parte do complexo que segue isolada para as 30 freiras da ordem dominicana que seguem trabalhando e se dedicando à vida religiosa.

Uma das ruas internas do Convento de Santa Catalina, em Arequipa - Peru

Uma das ruas internas do Convento de Santa Catalina, em Arequipa - Peru


Depois deste mergulho na íntima vida de um convento, nos voltamos para o mundo exterior e logo vemos ao fundo o pomposo vulcão El Místi, que não nos deixa esquecer de fecharmos o nosso trekking para o alto dos seus 5.830m amanhã. Fechamos com uma pequena agência, confiando que nos levarão a um operador mais organizado e com experiência em alta montanha. À noite buscamos os equipamentos de frio que não tínhamos, como luvas para neve, etc. Pessoal profissional, com um grupo de 9 pessoas bem heterogêneo, vamos ver como será.

Iluminação noturna da Plaza de Armas de Arequipa - Peru

Iluminação noturna da Plaza de Armas de Arequipa - Peru

Peru, Arequipa, Catedral, Convento Santa Catalina, Plaza de Armas

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Valle de La Luna

Chile, San Pedro de Atacama

Magnífica lua cheia no Valle de la Luna, em San Pedro de Atacama - Chile

Magnífica lua cheia no Valle de la Luna, em San Pedro de Atacama - Chile


Enfim, chegamos à São Pedro do Atacama! Fizemos a nossa aduana onde encontramos um brasileiro radicado no Chile à 30 anos, trabalhando na vigilância sanitária aduaneira e mais um casal de paulistas que pegaram o carro e bateram para cá. 20 dias de férias, até aqui já foram sete. Sempre bacana encontrar pessoas com esse pique e espírito viajante!

Paisagem desértica do Valle de la Luna, em San Pedro de Atacama - Chile

Paisagem desértica do Valle de la Luna, em San Pedro de Atacama - Chile


Tão logo chegamos descobrimos que a cidade está se preparando para um feriado prolongado. Segunda-feira é dia da Virgem de Assunção, feriado no Chile, Perú e Bolívia... talvez até no Paraguai. As pousadas estavam todas com suas reservas “full” (leia com sotaque espanhol), uma das palavras inglesas que eles adotaram com gosto por aqui, “estamos full!”. Conseguimos nos hospedar hoje na La Ruca, pousadinha bacana com uma boa área social e internet, e a Léo (gerente) nos ajudou a encontrar um hostal mais simples para ficarmos sábado e domingo, dias mais lotados. Solucionado o problema, saímos para explorar.

Enorme duna no Valle de la Luna, em San Pedro de Atacama - Chile

Enorme duna no Valle de la Luna, em San Pedro de Atacama - Chile


O Vale da Lua é a mais conhecida atração, há apenas 15 minutos de carro da cidade. Um pequeno museu conta a história geológica da região e aponta as principais atrações do parque. Formações rochosas como as Três Marias, paredões areníticos e suas imensas dunas, cavernas e cânions. Ao final do dia todos fazem uma espécie de peregrinação ao topo da duna para assistir ao pôr-do-sol. É curioso como este fenômeno acontece, independente de onde esteja, o ser humano repete rituais de contemplação à mãe natureza.

Assistindo o pôr-do-sol no Valle de la Luna, em San Pedro de Atacama - Chile. A lua cheia, atrás, é testemunha!

Assistindo o pôr-do-sol no Valle de la Luna, em San Pedro de Atacama - Chile. A lua cheia, atrás, é testemunha!


Enquanto o sol se punha de um lado, a lua cheia nascia do outro, um espetáculo duplo e inesperado. Aproveitamos o holofote natural para continuarmos a explorar o Vale da Lua, agora com menos turistas e mais privacidade. Entramos em uma gruta, que aos poucos ia se estreitando até virar uma pequena caverna. Sem lanterna, sem lua, sem nada, fomos tateando para encontrar o nosso o caminho. Cruzamos com dois chilenos que nos deram a direção e seguimos apenas com a luz do celular. Quando saímos apenas a lua e as estrelas reinavam no céu, estava tudo tão claro que decidimos continuar.

Pôr-do-sol no Valle de la Luna, em San Pedro de Atacama - Chile

Pôr-do-sol no Valle de la Luna, em San Pedro de Atacama - Chile


Entramos no cânion, estreito e convidativo. Caminhamos na areia entre paredes de 20m de altura, ouvindo o estalar das pedras que começavam a se contrair pela diferença de temperatura que a noite trazia. Entramos cada vez mais, imaginando quantas gerações não passaram por ali, repetindo esse ritual, até chegar ao final em uma imensa duna! Nós dois acompanhados apenas pela lua cheia, estrelas e o contorno das montanhas.

A lua cheia ilumina o canyon no Valle de la Luna, em San Pedro de Atacama - Chile

A lua cheia ilumina o canyon no Valle de la Luna, em San Pedro de Atacama - Chile


O Rodrigo que já estava totalmente de bode por ter que compartilhar o Atacama com milhares de turistas, finalmente relaxou. Encontramos o nosso canto e um momento em que o Atacama nos recebeu de forma especial.

Noite de lua cheia no Valle de la Luna, em San Pedro de Atacama - Chile

Noite de lua cheia no Valle de la Luna, em San Pedro de Atacama - Chile


A noite, no restaurante, encontramos uma pessoa que, sem nem imaginar, ajudou a formar em nós esse espírito curioso e viajante. Uma conhecida repórter brasileira que participou de nossas vidas por muitos anos e hoje estava ali, na mesa ao lado. Engraçado, ao vivo e a cores a admiração fica ainda mais clara! Quem sabe o Atacama nos reserva mais uma grande surpresa?

Início da noite no Valle de la Luna, em San Pedro de Atacama - Chile

Início da noite no Valle de la Luna, em San Pedro de Atacama - Chile

Chile, San Pedro de Atacama,

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Monte Albán e os Zapotecas

México, Oaxaca

Os 'danzantes', os painéis mais famosos de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México

Os "danzantes", os painéis mais famosos de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México


Capital dos antigo povo Zapoteca, Monte Albán é um imenso sítio arqueológico localizado a apenas 15km do centro de Oaxaca. Este povo reinou na região dos Vales Centrais do atual estado de Oaxaca entre os anos de 400a.C a 700d.C.

Uma das 'estelas' da antiga cidade de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México

Uma das "estelas" da antiga cidade de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México


Calcula-se que no seu auge a cidade abrigou em torno de 20 mil pessoas, que tinham como atividades básicas a agricultura de milho, feijão, frutas, fibras naturais, entre outros. A caça e a coleta de materiais para manufaturas de adereços, produção de cerâmicas, confecção de tecidos, tinturas para tecidos e pinturas murais e diferentes tipos de oferendas para os seus deuses.

Ruínas da cidade zapoteca de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México

Ruínas da cidade zapoteca de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México


O nome Monte Albán foi escolhido, pois em toda a região, encontramos o mesmo tipo de árvore com flores brancas. O sítio que foi descoberto pela quantidade de montículos de terra em formato piramidal e ainda está em processo de escavação.

A árvore que deu o nome às ruínas de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México

A árvore que deu o nome às ruínas de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México


Um complexo de templos grandiosos deixou algumas pistas sobre algumas das práticas religiosas, como o conjunto de esculturas chamado de “Los Danzantes”. Homens, provavelmente prisioneiros de guerra, que eram amarrados e castrados e seu sangue seria utilizado para cerimônias de fertilidade. Entre “los danzantes” encontram-se figuras curiosas, chamadas de nadadores, justamente pela semelhança com as posições de natação. Só não consegui descobrir se estes também seriam presos e sacrificados ou se seriam apenas uma representação ritualística.

Os 'danzantes', os painéis mais famosos de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México

Os "danzantes", os painéis mais famosos de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México


Começamos o tour pela Acrópolis Sul, de onde conseguimos ter uma bela vista de todo o sítio arqueológico. Passamos por um imenso pátio e um corredor entre as bases do que um dia foram imensas colunas de um corredor de acesso à Acropolis Norte, onde estão os principais templos.

Visão geral de Monte Albán, ruínas zapotecas ao lado de Oaxaca, no México

Visão geral de Monte Albán, ruínas zapotecas ao lado de Oaxaca, no México


Passamos por um relógio de sol que marcaria os períodos para plantio e colheita e seguimos por imensas avenidas que cruzam o complexo de sul a norte, ladeada por templos, monumentos funerários, entradas de tumbas, o palácio real e o jogo de pelota.

Placa informativa em Monte Albán, demonstrando que os zapotecas conheciam muito bem os movimentos celestes (ao lado de Oaxaca, no México)

Placa informativa em Monte Albán, demonstrando que os zapotecas conheciam muito bem os movimentos celestes (ao lado de Oaxaca, no México)


O Jogo de Pelota é um elemento comum entre as civilizações meso-americanas. Utilizado para definir questões políticas, territoriais e desavenças entre a população. É um pouco difícil entender como funcionava, mas aparentemente os 4 jogadores teriam que acertar a bola com os punhos, joelhos e os quadris, e o movimento da bola representava os astros sagrados, lua, sol e Vênus. Caso uma jogada fosse feita no sentido contrário, um sacrifício era feito em honra destas divindades.

Ilustração sobre o juego de pelota, em Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México

Ilustração sobre o juego de pelota, em Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México


Uma curiosidade bacana bem explorada no museu do sítio é a atividade comercial entre os zapotecas e teotihuacanos, a maior cidade neste período em todo o México. Encontraram-se evidências de comércio e troca cultural entre os dois povos, como influência na arquitetura de um dos templos mais recentes de Monte Albán, além de oferendas e inclusive um bairro Zapoteca dentro de Teotihuacan, que está a 70km ao norte da atual Cidade do México.

Ruínas da cidade zapoteca de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México

Ruínas da cidade zapoteca de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México


Este sítio teria abandonado em meados de 900d.C. no mesmo período em que as cidades Mayas teriam entrado em colapso por mudanças climáticas, imensos períodos de seca e fome. A história desse sítio, entretanto não acabaria por aqui. No período pós-clássico, em torno de 1.200d.C. surge um novo povo dominante nesta região, os Mixtecas. Eles chegaram a ocupar e utilizar as construções dos zapotecas, inclusive utilizando as mesmas tumbas. Os Mixtecas conviveram no mesmo período dos temidos Aztecas, que mais tarde viriam a conquistá-los.

Em plena praça central de Monte Albán, cidade zapoteca de 1.500 anos atrás (ao lado de Oaxaca, no México)

Em plena praça central de Monte Albán, cidade zapoteca de 1.500 anos atrás (ao lado de Oaxaca, no México)


Monte Albán é um sítio que vale a pena ser visitado se queremos ter uma ideia mais geral da riqueza e da mescla cultural que existia dentro da América Central, em um momento em que Zapotecas, Mayas e Teotihuacanos conviveram, viram seu auge e suas ruínas.

Cenário montanhoso da longa viagem entre Oaxaca e o litoral do Pacífico, no México

Cenário montanhoso da longa viagem entre Oaxaca e o litoral do Pacífico, no México


Nosso dia continuou com uma longa jornada atravessando os Vales Centrais e as montanhas em direção ao Pacífico. Cruzamos dezenas de vilarejos em uma estrada sinuosa, entre florestas de pinos. Vimos o começo de uma procissão em um destes vilarejos no alto da montanha e já durante a noite chegamos ao nosso destino, à praia de Zipolite.

Povoado em festa no nosso caminho entre Oaxaca e Zipolite, no litoral

Povoado em festa no nosso caminho entre Oaxaca e Zipolite, no litoral

México, Oaxaca, arqueologia, Monte Albán, zapotecas

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Mundo Pequeno

Bahamas, Long Island - Stella Maris

Encontro com a Carol na competição de mergulho livre no Dean's Blue Hole - Bahamas

Encontro com a Carol na competição de mergulho livre no Dean's Blue Hole - Bahamas


Uma hora de estrada até o Dean´s Blue Hole, no sul da ilha e nós não parávamos de pensar na Carol, nossa professora de apnéia. Como ela adoraria estar lá! Imagina uma competição em um lugar maravilhoso desses com os 16 melhores do mundo!?! Achamos até estranho ela não ir, mas ela havia comentado que iria para a competição nas Ilhas Caymans, outro lugar chato. Chegando lá uma americana habitue de Long island se assustou: “Eu nunca vi esse lugar deste jeito! Sempre que venho aqui não tem um carro sequer!” E estava lotado, acho que tinham ali uns 20 carros. Campeões sarados e campeãs estilosas de diversos países que tinham acabado de ir a 58m, 60m, 114 metros! É impressionante!

Enquanto o Robert estacionava o carro, vemos uma moça com uma toalha verde e amarela escrita BRASIL! O Ro comentou, nossa, olha lá... até parece a Carol! Queríamos tanto que ela estivesse aqui que já estávamos vendo coisas. Não me agüentei, seria coincidência demais, mas tive que ir lá conferir! Corri lá e bati no vidro do carro que ela estava, mesmo que estivesse enganada eu não poderia perder essa. E adivinhem, era a Carol! Nossa professora, campeã brasileira e recordista sul-americana estava ali, representando o Brasil entre os melhores do mundo! Foi SENSACIONAL! É impressionante como esse mundo é pequeno! Nós estávamos pens, ando nela e achamos que não teria nenhuma chance de encontrá-la, só imaginando como seria legal, e lá estava ela! Linda, confiante, pois tinha acabado de fazer os seus 60 metros, rumo a um novo recorde que espera bater até o dia 27, último dia da competição. Foi uma explosão de alegria, as duas pareciam duas loucas, se abraçando e pulando no meio daquele povo. Para nós, encontrar amigos no meio da viagem já é uma forma de nos sentirmos mais em casa e para a Carol também deve ser muito bacana saber que estávamos lá, pertinho, torcendo e reconhecendo o trabalho solitário que ela faz em representar o Brasil nessa modalidade.

É isso aí Carol! Estamos torcendo muito e tenho orgulho de tê-la como professora, amiga e uma baita representante do Brasil! Pena que não conseguimos mudar o nosso vôo de volta à Nassau para poder ir torcer por você lá hoje... Vai fundo!!! Estamos torcendo por você!

Ps: e olha ela vai literalmente, pois a previsão que a Carol tem é de bater os seu próprio record de 68m!

Bahamas, Long Island - Stella Maris, Mergulho, Praia

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Ver o peso

Brasil, Pará, Belém

Venda de peixe no Mercado Ver-o-Peso, em Belém - PA

Venda de peixe no Mercado Ver-o-Peso, em Belém - PA


Belém foi fundada em 1616, porta de entrada para os Portugueses na Amazônia. Cresceu com base no trabalho escravo, exportando matérias primas para a Europa, como o cacau, peles de animais e outras riquezas amazônicas. Passou por altos e baixos econômicos, quando passou a ser uma das maiores exportadoras de látex, na época áurea do Ciclo da Borracha. Foi nesta época que foram estruturados os portos da capital paraense, que permanecem até hoje escoando produtos como estanho, soja, peixe, camarão, castanhas, entre outros.

Região do Mercado Ver-o-Peso, em Belém - PA

Região do Mercado Ver-o-Peso, em Belém - PA


Hoje fomos conferir um dos lugares mais antigos de Belém, o mercado municipal, também conhecido como Ver o Peso. Este nome surgiu pois era ali que os portugueses conferiam o peso dos produtos vendidos para calcular os impostos cobrados pela Coroa.

Região do Mercado Ver-o-Peso, em Belém - PA

Região do Mercado Ver-o-Peso, em Belém - PA


Ontem a noite retornamos ao hotel e continuamos trabalhando até tarde, aproveitando bem a internet rápida para zerar as pendências. Fui dormir às 3 da manhã e hoje as 6h30 já estávamos em pé para “Ver o peso” no melhor horário do dia. Logo cedo, quando os feirantes estão com as suas barracas recém montadas com produtos fresquinhos e o movimento está começando a esquentar.

Venda de camarão no Mercado Ver-o-Peso, em Belém - PA

Venda de camarão no Mercado Ver-o-Peso, em Belém - PA


O mercado é todo organizado, dividido por tipo de produtos. Em um prédio fica o mercado de peixes, de todos os tamanhos e espécies imagináveis. Filhote, raia, tainha, dourado, pargo e até uns pequenos tubarões. Logo ao lado encontramos as verduras, legumes e temperos.

Banca de temperos no Mercado Ver-o-Peso, em Belém - PA

Banca de temperos no Mercado Ver-o-Peso, em Belém - PA


Mais adiante grãos como a farinha de mandioca e milho, feijão, arroz, e as frutas. Ali também há uma sessão inteira de Castanha do Pará, onde os descascadores demonstram sua prática em retirar aquela casca dura, deixando só a semente. Um copinho de 200ml da castanha custa 5 reais.

A famosa Castanha-do-Pará, no Mercado Ver-o-Peso, em Belém - PA

A famosa Castanha-do-Pará, no Mercado Ver-o-Peso, em Belém - PA


O mercado tinha um furdúncio ainda maior acontecendo hoje, pois uma equipe da Record estava lá filmando cenas para os primeiros capítulos da próxima novela que irá estrear na emissora. Todos queriam aparecer, tirar fotos com a atriz (não me pergunte quem era) e xeretar o trabalho dos técnicos.

Patos e galinhas dividem a mesma gaiola no Mercado Ver-o-Peso, em Belém - PA

Patos e galinhas dividem a mesma gaiola no Mercado Ver-o-Peso, em Belém - PA


É impressionante a mistura de sabores, cores, texturas e também o lado ruim que sempre acompanha este universo, o lixo, sujeira e os maus odores das gaiolas animais. Eu me perderia por horas ali, mas ainda tínhamos coisas a serem resolvidas, prazo para entregar a Fiona no porto e o tempo era escasso.

A Praça da República e o Teatro da Paz, em Belém - PA

A Praça da República e o Teatro da Paz, em Belém - PA


Enquanto o Rodrigo ficou no hotel desembaraçando a situação da Fiona, eu passei a manhã toda batendo perna no centro atrás do que precisávamos. Lavamos roupas na lavanderia a quilo perto do cemitério, imprimimos as fotos e coloquei no correio para os nossos amigos da Ilha de Lençóis, etc, etc. Almoçamos em um grill delicioso, daqueles com bastante salada e carne grelhada e fomos explorar um pouquinho a principal praça da cidade, a Praça da República.

Estação das Docas, em Belém - PA

Estação das Docas, em Belém - PA


A praça é rodeada de edifícios antigos e monumentos pomposos que lhe dão um ar um tanto quanto europeu. Lá fica também o Teatro da Paz, famoso teatro municipal de Belém, que parecia fechado para visitação.

Teatro da Paz, em Belém - PA

Teatro da Paz, em Belém - PA


Durante a tarde o Rodrigo foi ao porto e ao barbeiro enquanto eu arrisquei um corte de cabelo em um salão do centro. Não levei muita sorte, o rapaz era empenhado, mas pouco experiente. Foi um exercício de desprendimento e paciência, mas acho que passei no teste. Depois dessa correria resolvemos ir conhecer um restaurante bem indicado em nosso guia, o Xícara da Silva. Ambiente bem aconchegante na na Av. da Doca e cardápio atrativo da cozinha “italiana contemporânea paraense”. Vale a visita, mesmo que estiver dormindo sentada.

Brasil, Pará, Belém, mercado municipal, Praça da República, Tags: América, Ver o Peso

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As Bruxas de Salém

Estados Unidos, Massachusetts, Salem

O Museu das Bruxas de Salem, em Massachusetts, nos Estados Unidos

O Museu das Bruxas de Salem, em Massachusetts, nos Estados Unidos


Salém, uma pequena cidade ao norte de Boston, ficou conhecida por ser uma das únicas cidades no continente americano que chegou a julgar e punir mulheres acusadas de bruxaria. A história ficou ainda mais conhecida depois do filme hollywoodiano “As Bruxas de Salém” lançado em 1996, baseado nesta história real.

As famosas 'Bruxas de Salem', em Massachusetts, nos Estados Unidos

As famosas "Bruxas de Salem", em Massachusetts, nos Estados Unidos


O ano foi 1692, duas jovens Betty Paris (9 anos) e Abigail Williams (11 anos) começaram a ter um comportamento estranho. Visões, suores noturnos, gritos histéricos, grunhidos, corpo contorcido e ataques epiléticos anormais eram alguns dos sintomas. Sem nenhuma doença diagnosticada pelo médico da vila, ambas foram consideradas “possuídas” pelo demônio, personagem muito presente na vida dos que viveram na Nova Inglaterra naquela época.

Bruxas, principal atrativo de Salem, em Massachusetts, nos Estados Unidos

Bruxas, principal atrativo de Salem, em Massachusetts, nos Estados Unidos


Três mulheres foram acusadas por enfeitiçar as garotas. Uma por ser mendiga, outra por ser membro de uma família rival e a terceira, a escrava da família que teria atraído as garotas a participar de rituais africanos ligados a magia negra. Toda a pesquisa histórica leva a crer que o início das acusações teve um cunho político, rivalidades entre as famílias mais fortes da cidade, que foram levados à esfera religiosa.

Condenado à morte por esmagamento, acusado de bruxaria no final do séc XVII  em Salem, em Massachusetts, nos Estados Unidos

Condenado à morte por esmagamento, acusado de bruxaria no final do séc XVII em Salem, em Massachusetts, nos Estados Unidos


As garotas passaram a ser as principais acusadoras, apontando mulheres charmosas, senhoras religiosas, velhas caquéticas e quaisquer pessoas que não as agradassem ou seguissem as regras religiosas puritanas à risca. A cena caricata de crianças apontando a vizinha velha e a chamando de bruxa, aqui se tornou realidade. A vila foi tomada por um dos casos mais notórios de histeria coletiva e levou a julgamento mais de 200 pessoas, a maioria mulheres. Destes, mais de 100 foram presos e 20 condenados à morte por enforcamento.

Pastor é enforcado por bruxaria em Salem, em Massachusetts, nos Estados Unidos

Pastor é enforcado por bruxaria em Salem, em Massachusetts, nos Estados Unidos


A cidade de Salém ainda está lá para contar a história e hoje recebe turistas por esta reputação. O Museu das Bruxas de Salém conta a história dos julgamentos e tem uma exposição bacana sobre a história e a vida daquelas mulheres que um dia foram consideradas bruxas. Eu, sem dúvida, estaria entre elas. Qualquer mulher que não seguisse a religião imposta na época e se utilizasse de conhecimentos ancestrais de medicina, com plantas e ervas, poderia ser considerada bruxa.

As famosas 'Bruxas de Salem', em Massachusetts, nos Estados Unidos

As famosas "Bruxas de Salem", em Massachusetts, nos Estados Unidos


Curiosamente a cidade se tornou uma das principais sedes dos praticantes da religião Wicca, que celebra os ciclos naturais da vida e afirmam a existência de forças sobrenaturais. O feriado mais famoso desta religião é o 31 de outubro, também conhecido como Halloween ou Dia das Bruxas, dia de fechamento do ano no calendário wicca.

O Museu das Bruxas de Salem, em Massachusetts, nos Estados Unidos

O Museu das Bruxas de Salem, em Massachusetts, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Massachusetts, Salem, Bruxas de Salém, cidade histórica, museu

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Viajando no Solimões

Brasil, Amazonas, Tefé, Coari

O barco que nos levará até Manaus se enche de redes, ainda em Tefé, no Amazonas

O barco que nos levará até Manaus se enche de redes, ainda em Tefé, no Amazonas


Tefé, a “Princesinha do Solimões”, está no coração da Amazônia há 575 km de Manaus e possui uma população de aproximados 62 mil habitantes. A 6ª maior cidade do estado está localizada em uma das principais regiões pesqueiras do Amazonas e por isso tem como ponto forte em sua economia a pesca. Um passeio pelo mercado público é uma ótima forma de conhecer as espécies amazônicas preferidas dos teefenses, principalmente tambaquis e pirarucus.

Bem cedo e os pescadores começam a chegar a Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas

Bem cedo e os pescadores começam a chegar a Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas


Ao lado do rio, o mercado de Tefé, no Amazonas

Ao lado do rio, o mercado de Tefé, no Amazonas


Sua história remonta ao período colonial e às missões jesuíticas de evangelização das tribos tupebas que já habitavam a região. As missões foram fundadas por espanhóis, mas os portugueses descumpriram o Tratado de Tordesilhas e disputaram a região. A vitória portuguesa em 1709, fez com que os índios se refugiassem nas matas e a cabeceira do Rio Tefé, área onde hoje está o município.

De barco, chegando de volta à Tefé, no Amazonas

De barco, chegando de volta à Tefé, no Amazonas


A praça central, o mercadão e o movimentado porto confirmam a importância econômica regional desta cidade, que além de ter lojas de comércio de bens de consumo, também é a sede de instituições financeiras da região, além de quartel militar das Forças Armadas, Polícia Federal e outras entidades governamentais e não governamentais, como o Instituto Mamirauá. Porta de entrada para a Reserva Sustentável do Mamirauá, Tefé possui vôos diretos de Manaus pela TRIP e pela TAM.

Igreja matriz de Tefé, no Amazonas

Igreja matriz de Tefé, no Amazonas


Outra forma de chegar e sair de Tefé é pelos barcos regionais que percorrem o Rio Amazonas parando de porto em porto no maior rio do mundo! Mais do que encontros com a vida selvagem ou a pesca da piranha, amarrar a sua rede em um dos andares do barco, deitar e ver o rio passar sem dúvida é uma das experiências mais autênticas no Amazonas.

Nosso barco para descer o Rio Solimões, ainda em Tefé, no Amazonas

Nosso barco para descer o Rio Solimões, ainda em Tefé, no Amazonas


As cidades ficam de 3 a 5 horas de navegação distantes umas das outras em um lugar onde os rios são as estradas e os barcos o único meio de transporte. Assim o povo daqui não tem outra opção senão ser paciente, amarrar sua redinha, deitar e se acostumar com um outro ritmo de vida.

Entre muitas redes, diversão ao celular, no barco em Tefé, no Amazonas

Entre muitas redes, diversão ao celular, no barco em Tefé, no Amazonas


Imaginem se alguém está doente? Pois este foi o caso da Elaine, enfermeira de 35 anos, que viajava com a sua filha Luiza de 12 anos. Elaine foi minha vizinha de rede e comentava sobre a dificuldade de conseguir um horário com o médico especialista. Na cidade em que mora e trabalha só tem atendimento de clínico geral, para fazer o exame e consultar um especialista é uma dificuldade não só para conseguir marcar um horário (dali um mês), como para chegar até lá. Imaginem se o médico não aparece? Aí ela já passou 3 dias pendurada no barco para ir, mais 4 dias para voltar, afinal rio acima é sempre mais demorado.

Trânsito intenso de motocicletas na cidade de Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas

Trânsito intenso de motocicletas na cidade de Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas


Logo atrás de nós estava uma outra moça grávida do seu quinto filho! Um baita barrigão de 8 meses, dois filhos pequenos viajando com ela e os outros dois com os avós. Os filhos são de 2 maridos diferentes, um que não prestava nada, o segundo é militar, então não pôde acompanhá-la por tanto tempo. Ela já estava se mudando para Manaus, onde dará a luz, já que na sua cidade as condições do hospital eram muito ruins e ela não confiaria em fazer a laqueadura com o médico de lá. Ela deverá ficar em Manaus por pelo menos um mês já que a gravidez dela estava complicando por problema de pressão. Já imaginaram se essa criança resolve nascer agora, ali?

Menina se despede de Tefé, antes da partida para Manaus, no Amazonas

Menina se despede de Tefé, antes da partida para Manaus, no Amazonas


Já havíamos percorrido o percurso entre Manaus e Santarém, barcos maiores e lotados, fizemos amizades, mas dormirmos dentro do carro que também estava sendo transportado no mesmo barco. Dessa vez nós chegamos cedo para garantir um bom lugar, com espaço e uma vista bonita. A primeira noite até que conseguimos nos esticar, mas no caminho o barco foi lotando e fomos sendo obrigados a nos apertar cada vez mais, quando vimos já tínhamos redes do lado, embaixo e em cima de nós! Cada um dos novos vizinhos vai te ajudando, dando uma dica de como fazer o melhor nó para prender a rede, qual é o melhor banheiro ou a hora de comer. Todos se ajudam para olhar as malas e pertences de cada um, nós deixamos a mala com um cadeado, já que estávamos carregando computador e toda a nossa tralharada.

Ainda em Tefé, pronto para a viagem de barco até Manaus, no Amazonas

Ainda em Tefé, pronto para a viagem de barco até Manaus, no Amazonas


Em cada porto é aquele entra e sai e são também as horas mais divertidas quando ambulantes entram vendendo bombons, doces de frutas regionais, salgados, tapioca, pão de queijo e tudo o que você imaginar. Elaine me dava as dicas, “compre este que é bom”, já conhecia até os vendedores certos com os produtos mais gostosos, tipo a nossa banca ali da esquina, só que a dela era flutuante e ficava a 200, 300 quilômetros de distância de casa.

A labuta nossa de cada dia, em Tefé, no Amazonas

A labuta nossa de cada dia, em Tefé, no Amazonas


Nosso barco partiu perto das seis da tarde, Rio Solimões abaixo. Mal partimos e o jantar já foi servido, o valor da passagem não inclui a rede, mas inclui todas as refeições. As comidas desses barcos geralmente são as principais causadoras de piriris destrutivos para gringos e sulistas, lembrando que sulista aqui são todos de Minas Gerais para baixo. Mas acho que demos muita sorte e pegamos um barco bem limpinho. Era só tentarmos fugir dos horários de pico e encontrávamos os banheiros sempre limpos e a comida deixávamos para o final, depois que a imensa fila havia diminuído. Levamos algumas bolachinhas também e o Ro adorava atacar um misto quente do bar lá de cima, custo extra que na opinião dele valia para fugir da fila.

Barco cheio no trecho entre Coari e Codajás, no Baixo Solimões, a caminho de Manaus, no Amazonas

Barco cheio no trecho entre Coari e Codajás, no Baixo Solimões, a caminho de Manaus, no Amazonas


Um belíssimo fim de tarde sobre o Rio Solimões, em Tefé, no Amazonas

Um belíssimo fim de tarde sobre o Rio Solimões, em Tefé, no Amazonas


Eram pouco mais de 5 horas da manhã e acordamos com o barco parando. O sol ainda nem havia nascido, a pouca luz que começava a surgir no horizonte prateava as águas do rio, em contraste com as luzes amarelas da cidade. Subi até o deck e não entendi que cidade era aquela, com tantos canos, dutos e tanques. Sozinha decidi alongar, aproveitar aquele ar fresco da manhã para fazer uma ioga e meditar... incrível como viajamos, viajamos e ainda assim não conhecemos nada. Que cidade será esta? Coari - logo alguém me respondeu – A terra do gás na Amazônia.

O sol nasce com o barco já em Coari, no nosso caminho para Manaus, no Amazonas

O sol nasce com o barco já em Coari, no nosso caminho para Manaus, no Amazonas


A plataforma de Urucu da Petrobrás, em Coari, tem uma produção de petróleo que gira em torno de 53.500 bbl/d (2007) e de gás natural chega a 10 milhões de m³/d, enviados por um gasoduto até Manaus. Junto com todo o gás encontrado aqui vem a esperança de desenvolvimento em toda a região. A 5ª maior cidade do Amazonas tem uma população de aproximadamente 77 mil habitantes, embora tenha apresentado um grande crescimento demográfico nos últimos anos, quase 35% da sua população vive na área rural do município.

Porto de Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas

Porto de Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas


O sol nasceu lindo iluminando a capital amazonense do gás e nós resolvemos sair do barco para um passeio. Deixamos as coisas aos cuidados da minha nova amiga e vizinha e fomos esticar as pernas depois de quase 12 horas dentro do barco.

Mercado de frutas e verduras em Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas

Mercado de frutas e verduras em Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas


Igreja matriz de Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas

Igreja matriz de Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas


Caminhamos do porto até a praça principal, igreja matriz e ao mercadão, que se espalhava pela rua vendendo as mais diferentes frutas amazônicas, inclusive a mamona e o noni, famoso por suas propriedades medicinais. Povo simpático e batalhador não perdia a oportunidade de conversar e vender!

Frutas típicas vendidas no mercado de Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas

Frutas típicas vendidas no mercado de Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas


Venda de Noni em Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas

Venda de Noni em Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas


Ainda no mercado, já a beira do rio, encontramos os primeiros barcos voltando da pescaria lotados de peixes de todos os tipos. Os vendedores também foram muito simpáticos e nos atenderam em meio à venda para explicar cada um dos peixes que vimos ali, da piranha ao estranho peixe com essa cabeça de mamão... como será o nome dele?!

Examinando a pescaria da noite em Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas

Examinando a pescaria da noite em Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas


Nem piranha escapa dos pescadores em Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas

Nem piranha escapa dos pescadores em Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas


É, Coari é mais um lugar com muita vida e energia incrível que nem sabíamos que existia no meio da Amazônia! Voltamos ao barco quase 9h da manhã e descendo o rio vamos cantando músicas evangélicas, conversando com os novos amigos e passando o tempo. A Eliane está com febre e desconfiando que está com dengue... nada legal, ainda bem que não é contagiosa!

O majestoso rio Solimões, no trecho entre Coari e Codajás, a caminho de Manaus, no Amazonas

O majestoso rio Solimões, no trecho entre Coari e Codajás, a caminho de Manaus, no Amazonas


Hora do café da manhã em nosso barco, ancorado em Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas

Hora do café da manhã em nosso barco, ancorado em Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas


No almoço convenci o Rodrigo a entrar no refeitório. O cardápio servido foi frango ao molho, batata, inhame e uma batata azul diferente que eu nunca tinha ouvido falar, mas muito gostosa. As meninas viram a minha cara e não só ofereceram como me ensinaram como era mais gostoso prova-la. Quando me perguntaram de onde era e eu respondi que era brasileira elas não acreditavam, pela cara e pelo sotaque. Por mais que eu seja muito brasileira, confesso que foi difícil não me sentir uma estrangeira nesse lugar. Comida nova, jeito novo, cara diferente, curiosidades que os que aqui vivem não conseguem compreender e te olham com aquele sorriso maroto, curiosos de ver alguém que não sabe o que é aquela batata ou aquela expressão que eles estão usando. Somos de outro mundo mesmo.

Relachando no teto do barco, no trecho entre Coari e Codajás, no Baixo Solimões, a caminho de Manaus, no Amazonas

Relachando no teto do barco, no trecho entre Coari e Codajás, no Baixo Solimões, a caminho de Manaus, no Amazonas


A tarde no deck foi tomando um solzinho, uma cervejinha, com mais uma parada em Codajás. Passamos por alguns encontros de rios brancos com rios negros, como o famoso encontro dos rios lá de Manaus que formam o Rio Amazonas. Enquanto víamos ao longe as margens do rio passar, voltamos à nossa rede para mais uma noite embalados pelo sacudir da rede, navegando o Solimões.

Aproveitando o amanhecer para fazer ioga, em Coari, cidade no Rio Solimões, nosso caminho para Manaus, no Amazonas

Aproveitando o amanhecer para fazer ioga, em Coari, cidade no Rio Solimões, nosso caminho para Manaus, no Amazonas

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Velejando na Grande Barreira

Belize, Tobacco Caye

Chegando á Tobacco Caye, na grande barreira de corais, em Belize

Chegando á Tobacco Caye, na grande barreira de corais, em Belize


Velejar é sempre um símbolo de liberdade, vento no rosto e um oceano inteiro para explorar. Uma vez que você tem o veleiro, é uma das formas mais baratas para viver e viajar, pois ele é seu transporte, sua casa, seu hobbie e sua vida. O principal combustível é gratuito e na falta dele um motorzinho ajuda. Os portos e marinas você pode escolher, das mais caras e bacanas às praias e ilhas mais isoladas, paradisíacas e gratuitas.

O belíssimo mar na grande barreira de corais, em Belize

O belíssimo mar na grande barreira de corais, em Belize


Gaston vive no seu veleiro The Rob há 9 anos, ele é mergulhador profissional, trabalha 2 ou 3 meses ao ano e vive velejando pelas águas do Caribe os outros 9 meses. Sua namorada está de volta à Europa por uns meses, com saudades da família e da terra firme. Eu nunca consegui me imaginar nesta vida de barco, primeiro por que enjoo pacas, fico mareada com qualquer movimento, até mesmo no carro, mas confesso a vocês que estes três dias nas águas calmas de Belize me deixaram com água na boca.

Vela içada na grande barreira de corais, em Belize

Vela içada na grande barreira de corais, em Belize


Chegando á ilhota na grande barreira de corais, em Belize

Chegando á ilhota na grande barreira de corais, em Belize


Nosso primeiro dia com Gaston começou com compras na vila de Hopkins, abastecemos o barco com comidas, bebidas, gelo e suprimentos suficientes para a nossa curta jornada à Grande Barreira de Corais de Belize. Uma vez embarcados, seriam os próximos 3 dias e 2 noites velejando de ilha em ilha, buscando os melhores lugares para snorkel, um lindo pôr do sol e águas tranquilas para descansarmos.

Vida difícil para o Chimi, a bordo do nosso veleiro na grande barreira de corais, em Belize

Vida difícil para o Chimi, a bordo do nosso veleiro na grande barreira de corais, em Belize


Todos no barco têm alguma função, Gaston é o capitão e nosso mestre cuca, eu sua assistente de cozinha, bartender e matraca de plantão. Chími, o nosso fiel companheiro guapeca é o segurança do The Rob, sempre atento a qualquer movimento estranho, além de ser ótimo localizador de golfinhos.

Vida difícil para o Chimi, a bordo do nosso veleiro na grande barreira de corais, em Belize

Vida difícil para o Chimi, a bordo do nosso veleiro na grande barreira de corais, em Belize


Já o Rodrigo...

Vida dura no veleiro na grande barreira de corais, em Belize

Vida dura no veleiro na grande barreira de corais, em Belize


... Bem o Rodrigo, é o guardião da rede e da cerveja gelada. Kkk! Brincadeira, ele também ajudou a lavar os pratos, o capitão não deixa ninguém ter moleza! Não tenho foto, mas tenho um vídeo para comprovar. Rs!

Levantamos âncora em Hopkins perto das 11 horas da manhã e o nosso primeiro porto de destino foi a pequena ilha de Tobbaco Caye. A ilha é formada por um arrecife coralíneo que aflorou no meio da Grande Barreria de Corais. A navegação direta daria em torno de 2 a 3 horas, o vento não estava ajudando muito, então em uma boa parte tivemos que apelar para o motor.

Recolhendo âncora para zarpar, na grande barreira de corais, em Belize

Recolhendo âncora para zarpar, na grande barreira de corais, em Belize


Ao invés de irmos direto à ilha fizemos uma triangulação, rumando ao norte e velejamos ladeando a barreira de corais sobre suas águas azuis até a ilha. As águas protegidas pelo imenso arrecife me pouparam bastante, mas logo ali, para o lado de fora, podíamos ver as grandes ondas que vinham do Oceano Atlântico.

Dias lindos a bordo de nosso veleiro na grande barreira de corais, em Belize

Dias lindos a bordo de nosso veleiro na grande barreira de corais, em Belize


Tobacco Caye é um destino alternativo na barreira de corais, alguns barcos turísticos saem de Dangriga, local mais próximo, para uma noite na ilha. Chegando lá pulamos na água e nadamos em direção à terra firme, cruzamos a ilha a pé em 10 minutos, passando pelas casinhas e outros turistas que acabavam de chegar para acampar.

Fazendo snorkel em Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Fazendo snorkel em Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Foi nesta ilha que fizemos um dos melhores snorkels dos 1000 dias! Uma vez que saímos da área protegida da barreira encontramos cardumes de tarpões, umas 8 arraias xitas lindas que iam e vinham com a corrente e duas tartarugas! Os coitados dos outros peixinhos mal tiveram chance, tamanha a movimentação de vida marinha por ali.

Uma sempre bela arraia chita durante snorkel em Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Uma sempre bela arraia chita durante snorkel em Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Nadando com uma tartaruga perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Nadando com uma tartaruga perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Uma linda arraia manchada nada perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Uma linda arraia manchada nada perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


O final de tarde foi em um boteco à beira mar acompanhados de Gaston e Cris, que se uniu a nós neste primeiro dia de viagem. Happy hour regado à Belikin e Rum Punch que terminou em um jantar delicioso preparado por Gaston com temperos tailandeses, histórias brasileiras e holandesas e a boa companhia canadense-quebecoise. Muita música e muita diversão na nossa primeira noite no The Rob!

Com o Gaston e o Chris durante fim de tarde em Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Com o Gaston e o Chris durante fim de tarde em Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Brincando com o cachorro do Chris em praia de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Brincando com o cachorro do Chris em praia de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Cachorro tenta se secar depois de um mergulho em Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Cachorro tenta se secar depois de um mergulho em Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Acordamos no dia seguinte prontos para levantar âncora e velejar para South Caye, próxima ilha ao sul. South Caye é uma cópia de Tobacco, mas mais chique, com dois resorts bacaníssimos, um deles é um centro de intercâmbio estudantil e recebe estudantes das linhas de oceanografia e biologia marinha. A ilha é mais cheia de firulas e regras para garantir o paraíso quase particular dos seus hóspedes, mas uma parada por ali vale a pena!

Redes convidam ao ócio criativo em ilhota na grande barreira de corais de Belize

Redes convidam ao ócio criativo em ilhota na grande barreira de corais de Belize


Aves aproveitam a sombra em ilhota na grande barreira de corais de Belize

Aves aproveitam a sombra em ilhota na grande barreira de corais de Belize


Tenho que fazer uma menção honrosa ao nosso querido Chími, que além de super companheiro é um cão super safo, criado para o mar. Gaston o salvou de uns kunas em San Blás, queriam matá-lo depois de terem levado uma mordida, trauma de outros kunas que o haviam maltratado. Ele nada com suas quatro patinhas firmemente para a terra em um comando do seu dono, é impressionantemente ágil e difícil de acompanhar! Juro, nunca vi um cãozinho tão esperto!

O Chimi aguarda a ordem de pular ao mar, no nosso caminho para ilhota na grande barreira de corais de Belize

O Chimi aguarda a ordem de pular ao mar, no nosso caminho para ilhota na grande barreira de corais de Belize


Feliz e obediente, o Chimi se atira na água em direção à terra firme, na grande barreira de corais de Belize

Feliz e obediente, o Chimi se atira na água em direção à terra firme, na grande barreira de corais de Belize


Repetimos o snorkel dando a volta em todo o arquipélago, explorando as águas mais fundas do lado de fora da barreira. Milhares de peixes, lindos corais que pareciam estar florescendo, coloridos e bem gorduchos e no final, já quase no barco, tivemos o ar da graça de uma linda arraia xita.

Nadando com arraia chita durante snorkel perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Nadando com arraia chita durante snorkel perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Arraia chita nada entre tarpoons perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Arraia chita nada entre tarpoons perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Decidimos dormir por ali mesmo, com direito a mais uma noitada de conversas, confissões e música com o Gaston. O jantar foram os peixes caçados pelo capitão, fresquinhos, coitados. Como mergulhadora acabo tendo mais pena dos peixes do que das vacas... Enfim, cada um se identifica com o que preferir.

Cardume de tarpoons nada tranquilamente nas águas claras ao lado de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Cardume de tarpoons nada tranquilamente nas águas claras ao lado de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Fiquei craque na receita de rum punch e a esta altura já nem estava precisando mais tomar remédios para enjoo, descobri que o suquinho de fruit punch tem a mesma função! Rsrs!

Indo de bote para ilhota na grande barreira de corais de Belize

Indo de bote para ilhota na grande barreira de corais de Belize


Nosso terceiro e último dia de viagem fomos conhecer o minúsculo Carrie Bow Caye. A ilha é uma base de estudos marinhos para cientistas Smithsonians, mas só descobrimos isso quando Gaston e Chími foram convidados a se retirar da ilha (leia-se expulsos aos gritos) por um cara mal educado.

Nadando nas belíssimas águas da grande barreira de corais de Belize

Nadando nas belíssimas águas da grande barreira de corais de Belize


Nos despedimos da barreira com mais um snorkel matinal e enquanto nadávamos com arraias e tarpões, Gaston caçava um peixe enorme para o jantar de retorno na Tricia. A volta foi linda e tranquila, passando ainda pelas Twin Islands, mais uma ilhota que deve ser bacana de explorar, com uma lagoa interna onde os peixe-bois de escondem.

O Gaston mostra nosso jantar fresquinho, na grande barreira de corais, em Belize

O Gaston mostra nosso jantar fresquinho, na grande barreira de corais, em Belize


Velejando na água azul-piscina da grande barreira de corais, em Belize

Velejando na água azul-piscina da grande barreira de corais, em Belize


Foram 3 dias mais do que especiais, aprendendo como é viver no mar, uma das formas mais sustentáveis de vida, utilizando quase nada de água doce, pescando apenas o que se come, produzindo a própria energia, solar ou eólica e aproveitando a vida em um paraíso tropical.

A bordo do Rob, nossa casa nesses 3 dias velejando pela grande barreira de corais de Belize

A bordo do Rob, nossa casa nesses 3 dias velejando pela grande barreira de corais de Belize


A insígnia do Rob, nosso veleiro na grande barreira de corais, em Belize

A insígnia do Rob, nosso veleiro na grande barreira de corais, em Belize


Muitas pessoas vivem assim no mundo, e nós achando que a vida na cidade e dentro do escritório é que é “normal”. Estou muito feliz e satisfeita de termos ouvido os nossos instintos e deixarmos os bons ventos nos levarem com Gaston, Chími e o The Rob pelas águas de Belize. Mais uma daquelas experiências que entram na lista das inesquecíveis nos 1000dias.

Chegando à Tobacco Caye, na grande barreira de corais, em Belize

Chegando à Tobacco Caye, na grande barreira de corais, em Belize

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O Paraíso do Mergulho

Bonaire, Kralendijk, Rincon

A visão do pier acima d'água visto de 20 metros de profundidade, no South Pier, no sul de Bonaire

A visão do pier acima d'água visto de 20 metros de profundidade, no South Pier, no sul de Bonaire


Bonaire, o paraíso do mergulho, possui 86 pontos de mergulho, 53 destes partindo da costa. O principal diferencial é a facilidade e a liberdade que nós mergulhadores temos. Como a maioria dos mergulhos é feito a partir da costa (shore dive), o que precisamos é apenas alugar um carro, equipamentos e água! Nenhum mergulho precisa ser guiado e como mergulhadores credenciados, basta pegar o mapa da ilha, fazer o seu roteiro e cair na água!

Placa sinalizadora de ponto de mergulho em South Pier, no sul de Bonaire

Placa sinalizadora de ponto de mergulho em South Pier, no sul de Bonaire


Cada ponto de mergulho tem seu nome marcado com uma pedra amarela na estrada. Todas as locadoras de automóvel já possuem carros especiais para mergulho, como SUVs e pick ups e as operadoras de mergulho já possuem um esquema fácil de recarga de tanques, com variados planos com preços diários para refil de um ou mais tanques. Nós alugamos os tanques na Caribe Inn, que já era vizinho do apartamento que alugamos na Blachi Koko. Como já estávamos com todo o equipamento, só precisamos do tanque e cinto de lastro, pagando 19 dólares o primeiro tanque do dia e 6 dólares cada refil. Há ainda aqueles que fazem por pouco mais de 30 dólares o tanque com recargas free. É preciso também pagar uma taxa ambiental obrigatória de 25 dólares, já que toda a costa da ilha é um parque nacional marinho. Assim que você paga a taxa, em qualquer operadora, receberá um tag que deve estar contigo em todos os mergulhos, de preferência preso ao seu BCD.

Praparando-se para mergulhar em Invisible, no sul de Bonaire

Praparando-se para mergulhar em Invisible, no sul de Bonaire


Selecionar os pontos de mergulho não é uma tarefa fácil, pois são muitos, todos maravilhosos e com muitas semelhanças. A maioria tem uma profundidade máxima de 30m, visibilidade de 20 ou 30 m dependendo das correntes e do clima.

Mergulhando no Hilma Hooker, que naufragou em 1985  no sul de Bonaire

Mergulhando no Hilma Hooker, que naufragou em 1985 no sul de Bonaire


Para ajudar nessa pesquisa, também coloco aqui o link de um bom site brasileiro com histórico da ilha, mapa dos pontos e boas dicas de mergulho em Bonaire. Nós conversamos com o pessoal da Caribe Inn e com os donos da nossa pousada, também mergulhadores e acabamos fazendo a seguinte seleção:

1° DIA – EIGHTEENTH PALM – 25/10

O primeiro mergulho em Bonaire, quase no centro de Kralendijk

O primeiro mergulho em Bonaire, quase no centro de Kralendijk


Foi o nosso primeiro mergulho, então resolvemos fazer exatamente em frente ao Carib Inn, meia quadra do nosso hotel, uns 50 passos do nosso quarto. O mar do caribe é um aquário maravilhoso! 20 ou 30 metros de visibilidade, milhares de christmas trees, mas também vimos muitas partes de um barco que naufragou há pouco tempo por ali, uma lixarada... mapas, pneus, etc.

Uma carta náutica de um naufrágio em Kralendijk, em Bonaire

Uma carta náutica de um naufrágio em Kralendijk, em Bonaire


Tínhamos esperança de encontrar golfinhos por ali, pois nos disseram que um dia antes o pessoal teve a sorte de fazer snorkel e nadar com eles exatamente neste ponto, mas parece que hoje resolveram se mudar.

Um enorme pneu em mergulho em Kralendijk, em Bonaire

Um enorme pneu em mergulho em Kralendijk, em Bonaire



2° DIA – WILLEMSTOREN LIGHTHOUSE E SALT PIER – 26/10

Muitas Christmas´trees em mergulho em South Pier, no sul de Bonaire

Muitas Christmas´trees em mergulho em South Pier, no sul de Bonaire


A água em Bonaire é tão quente (30, 31°C) que decidimos não usar neoprene a partir de hoje. O nosso primeiro mergulho deste dia foi no Willemstoren Lighthouse, no sul da ilha. Lá a barreira de corais muda bastante, muitos corais moles parecendo uma floresta, milhares de cardumes e tivemos a sorte até de ver uma moréia pintada! Soubemos que há uns dois anos as moréias quase se extinguiram aqui em Bonaire devido a uma enfermidade que atacou principalmente as moréias verdes.

Drum-fish em mergulho em South Pier, no sul de Bonaire

Drum-fish em mergulho em South Pier, no sul de Bonaire


O segundo mergulho à tarde foi no Salt Pier, um cenário totalmente diferente formado por uma construção que mais parece uma nave extraterrestre de filmes hollywoodianos. Entretanto a natureza é tão perfeita que se adéqua a toda essa parafernália metálica e forma um espetáculo ainda mais bonito.

Tarpoon em mergulho no South Pier, no sul de Bonaire

Tarpoon em mergulho no South Pier, no sul de Bonaire


Esponjas e corais incrustados nos pilares, milhares de cardumes de diferentes espécies e tarpons imensos formavam o cenário. Até um spotted drum fish nós encontramos, lindo! O final da tarde é um horário ainda mais bonito para este mergulho, pois a incidência da luz entre as colunas faz um show ainda mais bonito.

Passando por entre os pilares submersos de South Pier, no sul de Bonaire

Passando por entre os pilares submersos de South Pier, no sul de Bonaire



3° DIA – KARPATA E INVISIBLES – 27/10

No terceiro dia decidimos ir ao norte da ilha, escolhemos o ponto chamado Karpata. Estava cheio quando chegamos, o que só nos deu ainda mais curiosidade e vontade de mergulhar lá. Este foi o dia em que eu mais sofri para compensar a pressão nos meus canais sinusais. Com a mudança de clima a minha rinite atacou e eu fiquei toda entupida. Então o Rodrigo resolveu dar um pulinho lá nos 50m enquanto eu o acompanhava dos 10m.

Mergulhando em Karpata, no norte de Bonaire

Mergulhando em Karpata, no norte de Bonaire


Foi um bom teste para a visibilidade vertical do ponto, que não correspondeu às expectativas e por alguns minutos perdi o Rodrigo de vista. Ele voltou todo feliz com o computador marcando 50m de profundidade, nem tão feliz assim quando levou uns cascudos na cabeça! Adora quebrar regras... Do meio para o final do mergulho eu já estava conseguindo compensar melhor e consegui chegar aos 30m de profundidade e ter uma noção melhor da geografia do lugar, com canaletas de areia entre as paredes de corais bem verticais, muito bonito!

Mergulhando em Karpata, no norte de Bonaire

Mergulhando em Karpata, no norte de Bonaire


A tarde fomos para o Invisibles, ponto mais ao sul da ilha. Lá foi o local aonde mais vimos os lindos e malditos lions fishes, foram uns 8 ao total! Eles viraram uma praga aqui no Caribe, pois são um peixe intruso vindo do pacífico, venenoso e não possui predador. O nome do ponto é curioso, por que será que se chama Invisíveis? Até onde eu pude perceber pode ter duas explicações: ou é devido a uma segunda barreira de corais que está lá nos 35m de profundidade (onde mora a família inteira dos lions fishes) e se você não sabe dificilmente irá encontrá-la. Ou é pelo imenso jardim de enguias que tem na rampa de areia entre os dois conjuntos de corais. As enguias estão sempre se escondendo, quase invisíveis, mas impossível não notá-las, já que são centenas e centenas, nos olhando de longe curiosas e medrosas quando passamos. É um mergulho lindo!

Muitos Lion Fish em mergulho em Invisible, no sul de Bonaire

Muitos Lion Fish em mergulho em Invisible, no sul de Bonaire



4° DIA – HILMA HOOKER – 28/10

Explorando o naufrágio Hilma Hooker, no sul de Bonaire

Explorando o naufrágio Hilma Hooker, no sul de Bonaire


No quarto dia resolvemos fazer apenas um mergulho, pois pela manhã fomos conhecer o Parque Nacional no norte da ilha. Fechamos nossa passagem por Bonaire com chave-de-ouro, visitando o imponente naufrágio Hilma Hooker. Este navio naufragou em 1984 e levava uma carga de 7 toneladas de maconha. Sua tripulação obviamente fugiu ao ter a carga descoberta. O navio está inteiro e deitado aos 30m de profundidade logo ao lado da parede de corais.

Examinando a âncora do Hilma Hooker, no sul de Bonaire

Examinando a âncora do Hilma Hooker, no sul de Bonaire


Estes 27 anos não foram suficientes para esponjas e corais tomarem conta do seu casco, daria até para acreditar se alguém falasse que naufragou há menos tempo. No tour pelo naufrágio podemos ver o seu compartimento de cargas imenso que está aberto, mastro, escadas e até a privada do banheiro pela janela traseira. Ao lado dele me deparei com uma barracuda gigante, devia ter 1,60m pelo menos.

Uma grande barracuda nos acompanha durante mergulho no Hilma Hooker, no sul de Bonaire

Uma grande barracuda nos acompanha durante mergulho no Hilma Hooker, no sul de Bonaire


É fácil se perder no tempo neste mergulho, um naufrágio tão lindo, visibilidade e temperatura perfeitas, quando vemos já estamos quase entrando em deco. Fomos embora arrastados pela responsabilidade, pois se pudéssemos criávamos guelras e ficávamos por ali, como fizeram uns velhinhos americanos que vimos entrar, ir mais fundo e não vimos voltar. Criaram guelras, é a única explicação! Rsrs! Fechamos nossa parada de segurança nos corais mais rasos nos divertindo com o caranguejo aranha e seu amigo camarão transparente e azul.

Sessão de ioga subaquática em Invisible, no sul de Bonaire

Sessão de ioga subaquática em Invisible, no sul de Bonaire



Ao total foram apenas 6 mergulhos em 4 dias. Se dependesse apenas de mim teriam sido 16! Quatro mergulhos por dia incluindo noturnos, que são tranquilos já que o local quase não tem correnteza, é só cair na água. Rodrigo, porém estava em outro ritmo, queria ficar mais tranquilo, aproveitar a nossa estrutura para brincar de casinha. Todos os dias preparávamos um café da manhã gostoso e saudável com iogurte, granola e frutas. Um almoço e jantar de salada verde e peito de frango, comida saudável difícil de achar durante a viagem. Aproveitamos para descansar, trabalhar e assim também poupei as minhas vias aéreas que sofriam com a pressão, por causa da rinite. Nem preciso dizer que já quero voltar, ainda temos mais de 70 pontos para explorar neste pedaço de paraíso na terra.

Pôr-do-sol visto debaixo d'água! (em Invisible, no sul de Bonaire)

Pôr-do-sol visto debaixo d'água! (em Invisible, no sul de Bonaire)

Bonaire, Kralendijk, Rincon, Boneiru, Mergulho, Shore Dive

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De P4 à Campos

Brasil, São Paulo, Campos do Jordão

Depois de Agulhas Negras e a Pedra da Mina, hora de repor as energias e colocar o site em dia. Ficamos muito tempo longe de internet e por isso sem conseguir atualizar o site. Escolhemos fazer isso aqui, na cidade de Passa Quatro. A pousada em que ficamos hospedados, São Rafael, tem toda a infra-estrutura que precisamos e é uma delícia! O acolhimento e cuidado incansável da Suzana e com o bom humor e receptividade do Cézar, donos da pousada, fez nos sentirmos em casa.

Lua quase cheia no caminho de volta para Passa Quatro - MG, após a conquista da Pedra da Mina

Lua quase cheia no caminho de volta para Passa Quatro - MG, após a conquista da Pedra da Mina


A cidade possui apenas 16 mil habitantes, destes, em torno de 8 mil moram na cidade e o restante na zona rural. Mesmo assim tudo acontece em P4. Uma cidade viva, empreendedora, cheia de atrações e atividades. Para os aventureiros, a recente descoberta Serra Fina, que começou a ser explorada pelos montanhistas há aproximadamente 10 anos. Ela se tornou passagem obrigatória para os aventureiros de plantão, já que abriga a quinta maior montanha do Brasil, a Pedra da Mina, e uma das travessias mais difíceis e cênicas no Brasil. Os mountain bikers também encontram várias rotas, sendo um dos esportes preferidos da região.

Maria-Fumaça na estação de Passa Quatro - MG

Maria-Fumaça na estação de Passa Quatro - MG


Já os amantes de trens, também podem se esbaldar, conhecendo a charmosa Estação Ferroviária de Passa Quatro, que recebe a Maria Fumaça para passeios animados por entre as serras da região. Tudo isso com uma infra-estrutura turística completa, com pousadas super confortáveis e charmosas, restaurantes, cafés e até loja de equipamentos esportivos.

Maria-Fumaça na estação de Passa Quatro - MG

Maria-Fumaça na estação de Passa Quatro - MG


Ficamos realmente surpreendidos com a cidade! Conhecemos a deliciosa empada do Mauro, no La Motta, a esfiha do Seu Francisco, com clima aconchegante e familiar a convite do Cezar, e Suzana, junto com seu filho e namorada e o nosso mais novo amigo, o fotografo Valdir.

Jantar na Esfirraria de Passa Quatro - MG com o Cesar, Suzana, filho e namorada e com o Waldir

Jantar na Esfirraria de Passa Quatro - MG com o Cesar, Suzana, filho e namorada e com o Waldir


Almoçamos no restaurante da Dona Filinha, com comida caseira feita no fogão à lenha e fomos até a estação ver a partida da Maria Fumaça. Um dia de descanso, conhecendo e curtindo a vida desta pequena e agitada cidade.

Fronteira Minas-São Paulo em estrada de terra

Fronteira Minas-São Paulo em estrada de terra


Na manhã do dia 26, seguimos para Campos do Jordão. Um passeio por Capivari basta para sentirmos o clima da cidade nesta época de inverno. Paulistanos de todos os cantos aproveitam a temporada de frio para se sentir na Europa.

Capivari, Campos do Jordão - SP


A arquitetura alpina domina a paisagem, os restaurantes suíços oferecem foundues, racletes, queijos e vinhos maravilhosos. O frio chega a -3 graus na madrugada. Um pedacinho da Suíça no Brasil. Amanhã voltamos às trilhas e vamos até a famosa Pedra do Baú. Será que vou conseguir subir? Veremos amanhã.

Na muvuca em Campos do Jordão - SP

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