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Blog da Ana - 1000 dias

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Frida e Xochimilco

México, Cidade do México

Trajineras no embarcadeiro principal de Xochimilco, Cidade do México

Trajineras no embarcadeiro principal de Xochimilco, Cidade do México


Não tem melhor sensação para nós, que vivemos em lugares novos e diferentes todos os dias, que poder revisitar lugares que já conhecemos. Ter aquela impressão de estarmos em um lugar familiar, ainda mais se estamos falando de Coyoacán e Xochimilco!

Mariachis animam a festa nas trajineras de Xochimilco, Cidade do México

Mariachis animam a festa nas trajineras de Xochimilco, Cidade do México


Os dois dos meus bairros preferidos na Cidade do México são os lugares perfeitos para um programa de domingo festivo, onde encontramos os mexicanos no seu estado mais natural de felicidade!

Viva la Vida! Famosa obra de Frida Kahlo em exposição na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.

Viva la Vida! Famosa obra de Frida Kahlo em exposição na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.


Na nossa primeira passagem por aqui eu estava acompanhada do meu amado marido e do queridíssimo Rodrigo Marc, nosso anfitrião na Cidade do México. Hoje, 10 meses depois, volto fazendo as vezes de anfitriã à minha grande amiga Valéria! Enquanto preparávamos o seu roteiro pela Cidade do México ela foi certeira em me dizer: não abro mão do Museu da Frida e de Xochimilco! Adoro gente que sabe o que quer, principalmente se tem bom gosto!

Amigas entre as catrinas de Diogo e Frida, na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.

Amigas entre as catrinas de Diogo e Frida, na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.


Depois de uma rápida viagem de ônibus entre Amecameca e a Cidade do México, nos instalamos no Hostal La Buena Vida, muito bem selecionado pela Val! O hostal fica no bairro de La Condessa, um dos mais lindos e seguros da capital, além de bem localizado.

na Cidade do México

na Cidade do México


Catrina moderna na janela do Hostal La Buena Vida, na Cidade do México

Catrina moderna na janela do Hostal La Buena Vida, na Cidade do México


Suco de laranja natural de café da manhã em Amecameca, no México

Suco de laranja natural de café da manhã em Amecameca, no México


Dali pegamos um metro para Coyoacán e para não perdermos muito tempo tomamos um táxi para a Praça Hidalgo, o centro dos acontecimentos no bairro artístico onde viveu Frida Kahlo, seu esposo Diego Riveras, o amigo comunista León Trótski e outros coyotes como Hernán Cortéz.

Bondinho de Coyoacán, bairro da Cidade do México, capital do país

Bondinho de Coyoacán, bairro da Cidade do México, capital do país


A praça estava completamente lotada, era dia de comemorações da Cultura Boliviana, com direto a danças típicas das culturas andinas, trajes incas e as belezas do povo indígena que pertence a esta terra a mais tempo que quaisquer espanhol ou português.

Tempus, cerveja artesanal mexicana. Cidade do México

Tempus, cerveja artesanal mexicana. Cidade do México


Mercado Artesanal de Coyoacán, bairro da Cidade do México, capital do país

Mercado Artesanal de Coyoacán, bairro da Cidade do México, capital do país


Passamos pela igreja, tivemos um delicioso almoço na praça e o primeiro brinde das amigas, com uma boa cerveja artesanal local. Há anos não viajávamos juntas, a última vez deve ter sido pré-Rodrigo, lá pelo começo de 2006. Delícia sentar, tomar uma cerveja e lembrar as nossas histórias, tão antigas quanto a minha data de nascimento.

Ekeko, Festival da Cultura Boliviana em Coyoacán, bairro da Cidade do México, capital do país

Ekeko, Festival da Cultura Boliviana em Coyoacán, bairro da Cidade do México, capital do país


Caminhamos pelas ruas de Coyoacán até a Casa Azul, mais conhecida nos dias de hoje como Museu Frida Kahlo. A casa continua lá, mas a coleção de obras é sempre incrementada e novas exposições são montadas no museu, como a exposição feita em parceria com a Revista Vogue sobre a moda vestida por Frida.

Casa Azul, Museu Frida Kahlo. Coyoacán, Cidade do México.

Casa Azul, Museu Frida Kahlo. Coyoacán, Cidade do México.


Frida Kahlo, fotografia exposta na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.

Frida Kahlo, fotografia exposta na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.


Não mostram apenas suas peças mais famosas, vestidos imortalizados em fotos e autorretratos da artista, como também alguns dos mais inusitados apetrechos como sua perna de pau, seus sapatos de madeira adornados e as cintas ortopédicas que tinha que usar para sustentar a sua coluna.

Autoretrato de Frida Kahlo em exposição na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.

Autoretrato de Frida Kahlo em exposição na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.


Retrato, no atelier de Frida Kahlo na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.

Retrato, no atelier de Frida Kahlo na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.


Na casa, as obras mais amadas: Viva la Vida, o retrato do seu pai, o autorretrato de Frida e algumas das dores mais uterinas possíveis, de uma mulher que não pôde ter filhos. Imagens das suas angústias pós acidente.

Obras de Frida Kahlo em exposição na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.

Obras de Frida Kahlo em exposição na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.


Obras de Frida Kahlo em exposição na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.

Obras de Frida Kahlo em exposição na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.


Nossa única decepção foi encontrar a lojinha da marca Frida Kahlo tão desfalcada, pois já estávamos preparadas para umas comprinhas especiais! Rsrs!

Sábia frase da Frida nas paredes da Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.

Sábia frase da Frida nas paredes da Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.


No final da tarde, saímos ainda com luz para pegar a festa de domingo nos canais de Xochimilco. Entramos em uma trajinera com o pequeno Jorge, de 11 anos. Tão pequenininho que ficamos com pena... Ficamos quase 20 minutos engarrafados na saída do porto principal, já estávamos quase voltando e pedindo um adulto, quando recebemos uma visita inusitada que mudaria a nossa tarde!

Trajineras e canoas mercantes, nos canais de Xochimilco, Cidade do México

Trajineras e canoas mercantes, nos canais de Xochimilco, Cidade do México


Sebastian saltou em nosso barco, depois de 3 horas passeando com seus primos Martin e Oscar, Pablo e Catalina, decidiu pegar uma carona com as duas brasileiras perdidas que acabavam de chegar aos canais de Xochimilco. Argentino com raízes mexicanas, Sebástian estava impressionado com a alegria e a beleza da cultura do povo mexicano e empolgado foi embora conosco, canais adentro, enquanto seus primos o perseguiam em sua trajinera!

Ana e Valéria na sua trajinera nos canais de Xochimilco, Cidade do México

Ana e Valéria na sua trajinera nos canais de Xochimilco, Cidade do México


Nos engatamos com os mariachis que nos fizeram duas belas canções, La Mañacita?? E El Cielito Lindo. Las Mañanitas é a música de aniversário mais cantada aqui no México, mais que Cumpleaños Feliz! Adoro!

Mariachis animam a festa nas trajineras de Xochimilco, Cidade do México

Mariachis animam a festa nas trajineras de Xochimilco, Cidade do México


Demorou quase 40 minutos para que eles nos alcançassem, até que, com seu barqueiro cansado, todos decidiram saltar para o nosso barco e, por que não, fazer ainda mais festa! Cata, uma russa que está no México a 2 meses, fala 8 idiomas fluentemente, além de arranhar em outros 10, é tradutora profissional e lutadora de luta livre russa aposentada. Ela tem apenas 21 anos, mas já descobriu a alegria de não chegar em casa toda arrebentada todos os dias! Rsrs!

Canais de Xochimilco, reminescências da antiga cidade asteca na moderna Cidade do México

Canais de Xochimilco, reminescências da antiga cidade asteca na moderna Cidade do México


Pablo é argentino, mas mora aqui no México, é o sortudo que conheceu a Cata por internet, seu novo amor e (se tudo der certo), futuro marido. Martín é mexicano, assim como seu filho Oscar, eles vivem aqui mesmo em Xochimilco e tem negócios pelo país. Eles nos acolheram e divertiram a nossa tarde, que virou noite sem nem percebermos! Em minutos tínhamos som, mil tipos de rum e vodka no barco, bons amigos e muita diversão!

Mariachis animam a festa nas trajineras de Xochimilco, Cidade do México

Mariachis animam a festa nas trajineras de Xochimilco, Cidade do México


Um dia inesquecível, daqueles que só vivemos se deixamos fluir, atraindo boas energias e boas pessoas para alegrar a nossa festa e mostrar de que se trata a hospitalidade mexicana! Ándale!

México, Cidade do México, Coyoacán, Frida Kahlo, museu, Xochimilco

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Ao Ponto de Origem

Brasil, Paraná, Curitiba

Voltar para o nosso ponto de origem, nossa casa, a cidade onde nascemos, é sempre uma loucura, uma mistura de sensações. Os motivos são diversos:

1) Não faz mais parte do itinerário normal dos 1000dias, temos que pegar uma longa estrada de volta por onde já passamos.
2) Sempre nos programamos para ficar 2 ou 3 dias e acabamos ficando mais, porque não estamos programados? Não, pelo maldito clima do sul, chuva e frio, que sempre nos deixam na expectativa que o dia seguinte será melhor que o anterior.
3) Sempre tentamos subir o Pico Paraná e não conseguimos pelo motivo descrito no item acima.
4) Sempre tentamos encaixar o mergulho na Lage de Santos e não conseguimos, também pelo motivo descrito no item 2.
5) Sempre ficamos com a sensação que estamos ficando mais atrasados no itinerário, mas ao final tudo sempre dá certo.

Mas, como tudo na vida tem sempre um lado bom:

1) Vemos a família, matamos as saudades da mãe, pai, irmã, cunhado, tia, avó e principalmente da sobrinha, queridíssima Lulu.

Luiza, a vovó e a bisa, em Curitiba - PR

Luiza, a vovó e a bisa, em Curitiba - PR


2) Podemos resolver algumas burocracias de forma mais fácil, pois já conhecemos os caminhos mais fáceis. Reuniões sobre o site, multas, bancos e chatisses do Detran, essas coisas.

Ana com o pai em Curitiba - PR

Ana com o pai em Curitiba - PR


3) Podemos lavar a roupa na casa da mãe sem quererem cobrar 450 reais pela máquina.

A Luiza no colo da bisavó, em Curitiba - PR

A Luiza no colo da bisavó, em Curitiba - PR


4) Ter um dia de princesa, com direito a fazer a mão, pé e cortar o cabelo.

Com a Marta, em Curitiba - PR

Com a Marta, em Curitiba - PR


5) Posso ir fazer uma drenagem linfática para desobstruir o meu frágil sistema linfático.

Para finalizar, é uma loucura também, porque não é o que a maioria das pessoas está esperando... Alguns amigos chegam a dizer que teremos que zerar a contagem dos dias sempre que pisarmos em Curitiba. Olha que nós não achamos má ideia, ao invés de 1000 serão 1200 dias! Que tal?

Brasil, Paraná, Curitiba,

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Ai ai aiaiaiái está chegando a hora...

Ilhas Virgens Britânicas, Virgin Gorda - Spanish Town

Parece que foi ontem que começamos a planejar a viagem, os três meses de preparativos e planejamento e estes primeiros 40 dias no Caribe. Agora já estamos chegando ao fim, daqui 5 dias estaremos no Brasil, pegando estrada com a Fiona!

Táxi em Virgin Gorda - BVI

Táxi em Virgin Gorda - BVI


Nos despedimos do Caribe na ilha mais roots, com mergulhos maravilhosos e hoje um dos melhores snorkels no principal cartão-postal das BVIs, The Baths. Uma praia com boulders de granito com mais de 4 metros de altura/ diâmetro, formando uma paisagem super característica. Cada uma dessa BIG rocks possui buracos feitos pelas lavas dos vulcões que formaram a ilha, resultando em grutas, cavernas lindíssimas acima e abaixo do mar.

The Baths, principal atração de Virgin Gorda e de BVI

The Baths, principal atração de Virgin Gorda e de BVI


Dali até a Devil´s Cove colocamos o nosso fôlego a prova explorando todas elas, ainda mais bonitas quando inundadas, com corais, espojas e seus cardumes. Pra variar sempre querendo a nossa professora ao lado para mais dicas e mais segurança para ir ainda mais fundo. (Carol, cadê você!?!).

Caverna formada por grandes rochas em Virgin Gorda - BVI

Caverna formada por grandes rochas em Virgin Gorda - BVI


Depois de tantas ilhas, países, culturas, surpresas, mergulhos, pessoas especiais, pôr-do-sol, podemos dizer que já somos Island Hoppers super descolados. Conseguimos colecionar aprendizados importantíssimos para a viagem de carro e para as próximas vindas ao Caribe, mas principalmente para a vida! Afinal, é por isso que estamos aqui!

Devil's Bay, ao lado de The Baths, em Virgin Gorda - BVI

Devil's Bay, ao lado de The Baths, em Virgin Gorda - BVI

Ilhas Virgens Britânicas, Virgin Gorda - Spanish Town, British Virgin Islands, BVI, Praia

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Vizcaíno à Tijuana

México, Sierra de San Francisco, Ensenada, Tijuana

Em Guerrero Negro, já mais 'perto' de Tijuana, na Baja California - México

Em Guerrero Negro, já mais "perto" de Tijuana, na Baja California - México


Foram dois dias de longa estrada, atravessando o Deserto de Vizcaíno, parte da Reserva de la Biosfera de El Vizcaíno, uma das maiores reservas naturais do mundo, com mais de 2 milhões de hectares.

Uma estranha planta muito comum nos desertos da Baja California - México

Uma estranha planta muito comum nos desertos da Baja California - México


A diversidade natural da reserva vai desde um dos desertos mais áridos do mundo que abriga pinturas rupestres e um belíssimo patrimônio histórico, até praias, mangues e lagoas que formam o Santuário de Baleias, que em 1993 tornou-se parte do Patrimônio da Humanidade.

Vista a partir da Cueva Ratón da Sierra de San Francisco, na Baja California - México

Vista a partir da Cueva Ratón da Sierra de San Francisco, na Baja California - México


Nossa viagem começou com uma visita rápida à Gruta El Ratón, onde antigos colonizadores e jesuítas que se impressionaram com o desenho e um “ratão” encontrado dentre as pinturas rupestres desta gruta.

Incríveis pinturas rupestres na Cueva Ratón, na Sierra de San Francisco, na Baja California - México

Incríveis pinturas rupestres na Cueva Ratón, na Sierra de San Francisco, na Baja California - México


As características das pinturas aqui são parecidas com as que vimos em Santa Marta, representações de homens e mulheres com mais de 2m de altura, veados, borregos e outros animais da região. Detalhe que o dito “ratón” é interpretado atualmente como um puma, inclusive em um dos desenhos mais curiosos é justamente o de um puma, negro, atacando um veado, pintado em vermelho.

Pinturas rupestres na Cueva Ratón, na Sierra de San Francisco, na Baja California - México

Pinturas rupestres na Cueva Ratón, na Sierra de San Francisco, na Baja California - México


Seu Refúgio foi nosso guia para os não mais de 20 minutos de visita. Não seria necessário, porém, como o turismo é uma das únicas fontes de renda do povoado de San Francisco, o guia é obrigatório. Ele nos garantiu que poderia nos levar para o cânion em 2 dias, pena que ficou para uma próxima vez. Ele saiu bem feliz do nosso encontro, pois ainda ganhou um par de tênis em ótimo estado! Companheiro de muitas caminhadas, como Machu Picchu, Monte Roraima e outras, eu já estava aposentando-o depois de perder 5 unhas do pé na subida do ao Chirripó. Ele encolheu para mim, mas o pé de anjo do Seu Refúgio com certeza está mais curtido que o meu.

Refugio, nosso guia na Cueva Ratón, na Sierra de San Francisco, na Baja California - México

Refugio, nosso guia na Cueva Ratón, na Sierra de San Francisco, na Baja California - México


Demos um até logo para o Rancho San Francisco, seu cânion magnífico e ao Seu Refúgio e pegamos estrada em direção a San Quintín, onde dormimos por uma noite, após cruzar a fronteira interestadual entre a Baja Califórnia Sur e sua irmã do norte. Neste trecho da viagem as barreiras policiais se tornam mais frequentes e mais rígidas, todos os carros são revistados e passam por farejadores moleculares de drogas. Como sempre os policiais mexicanos são super atenciosos e educados e ficam curiosos com a nossa viagem, hoje até fotos um deles pediu para tirar conosco!

Um dos muitos postos de vistoria do exército na Baja California - México

Um dos muitos postos de vistoria do exército na Baja California - México


A paisagem do deserto seco e desolado aos poucos vai se transformando e dá espaço para uma imensa área montanhosa. A altitude, o clima mais ameno, o sol e o empurrãozinho da tecnologia de irrigação, tornaram esta região a principal produtora de uvas no México. Aqui são produzidos os melhores vinhos mexicanos, de diferentes cortes, variedades e ótima qualidade!

Região de San Tomás, área de produção dos melhores vinhos do México (próximo à Enseñada, na Baja California)

Região de San Tomás, área de produção dos melhores vinhos do México (próximo à Enseñada, na Baja California)


Cruzamos todo o vale de Santo Tomás à Ensenada onde paramos para almoçar e provar um dos seus seletos vinhos. Curioso é que os rótulos mexicanos, mesmo aqui na fonte, conseguem ser mais caros que muitos argentinos e chilenos, mas se queríamos provar, aqui era o lugar!

Tomando um bom vinho mexicano em Enseñada, na Baja California, no México

Tomando um bom vinho mexicano em Enseñada, na Baja California, no México


Em Ensenada já notamos como estamos próximos da fronteira com os Estados Unidos. Os preços sobem e são colocados em dólares. A arquitetura “prática”, as ruas mais organizadas, os navios de cruzeiros e restaurantes bacanas na principal rua do centro turístico são algumas das características da influência norte-americana por aqui. Ainda assim a simpatia do povo mexicano não nos deixa esquecer que estamos em território latino.

Delicioso almoço e ótimo vinho em Enseñada, na Baja California, no México

Delicioso almoço e ótimo vinho em Enseñada, na Baja California, no México


Os quilômetros finais desta jornada rumo à Tijuana são mais do que recompensadores. Uma linda estrada cênica margeia os altos e coloridos penhascos à beira do Oceano Pacífico. O tempo fechou e um toró nos pegou na entrada da cidade, que não poderia ter melhor trilha sonora “Welcome o Tijuana... com el coyote no hay aduana”.

Dirigindo no centtro de Tijuana, na fronteira do México com os Estados Unidos

Dirigindo no centtro de Tijuana, na fronteira do México com os Estados Unidos


Uma das cidades conhecidas por seu alto nível de periculosidade nos recebeu à noite e embaixo de chuva de braços abertos. Ainda saímos de carro a buscar uma churrascaria brasileira que nos foi indicada. Rodamos por mais de uma hora e acabamos caindo no Fridays mesmo, assim já vamos acostumando com os fast foods que nos aguardam pela frente. Amanhã enfrentaremos a aduana, já que nos 1000dias no hay coyote e já perdemos as contas das aduanas! Cruzem os dedos!

Chegando em Tijuana e na fronteira com os Estados Unidos!!!

Chegando em Tijuana e na fronteira com os Estados Unidos!!!

México, Sierra de San Francisco, Ensenada, Tijuana, Antropologia, Baja California, deserto, Estrada, Vizcaino

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3° dia - Punta Unión

Peru, Huaraz

Com o Tiburço, na passagem pelo paso de 4.750 metros no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru

Com o Tiburço, na passagem pelo paso de 4.750 metros no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru


Hoje acordamos cedo, depois de uma noite mal dormida. Novamente não sei se foi a altitude ou a ansiedade de saber que teria que levantar cedo. 5h30 estávamos em pé para a caminhada. Será um dia longo, pois faremos 2 dias de trekking em um. Sairemos do acampamento em Taulipampa 4.250m, cruzando o Passo Ponta Unión a 4.750m, descendo novamente a 3.350m e subindo a Vaqueria a pouco mais de 3.700m. São 18km com muita inclinação, pedras, vales e paciência.

A magnífica paisagem no início do último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru

A magnífica paisagem no início do último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru


Nosso plano inicial era sairmos sozinhos, levando nossa mochila. Oscar e Tibúrcio conversaram e decidiram colocar à nossa disposição uma mula para levar a mochila e os alguns equipamentos de cozinha, já adiantando um pouco a parte do Tibúrcio na montagem do próximo acampamento. Hoje o almoço é um lanche de pão com queijo já preparado com antecedência por ele, portanto poderia sair cedo para nos acompanhar sem atrapalhar o restante do grupo.Tibúrcio, com seu físico totalmente adaptado à altitude e acostumado com as montanhas da região, sem peso, poderia fazer esta trilha de 4 dias em apenas 1. Ele foi abrindo o caminho e tocando a mula. O primeiro desafio do dia o passo Ponta Unión, subindo em ziguezague uma imensa ladeira que costeia o Taulliraju, por pouco não chegamos no cume! Pelo menos é a impressão que dá! Hahaha!

Lagunas com águas mais escuras do outro lado do paso, no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru

Lagunas com águas mais escuras do outro lado do paso, no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru


Já no começo da caminhada comecei a sentir um desconforto, dores abdominais... mas fui negociando com a barriga durante todo o caminho. Não havia de ser nada, pensava. Subimos em 2 horas... pra variar, Tibúrcio poderia ter feito em 45 minutos, Rodrigo também. E eu, que não ando devagar, ao lado desses caras fico sempre parecendo a lesma da vez, lesma com dor de barriga. Maravilha.

Lagunas com águas mais escuras do outro lado do paso, no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru

Lagunas com águas mais escuras do outro lado do paso, no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru


Chegamos ao paso, lugar lindo! Mais parece um portal que nos transporta para outro mundo. Uma fenda na rocha nos leva de paisagens nevadas e lagoas de degelo da Quebrada Santa Cruz, para uma paisagem mais sombria, de montanhas escarpadas negras e tempo acinzentado. Uma fina precipitação de neve gelava o nosso nariz. Aceleramos o passo, para esquentar e ganharmos tempo, queremos estar em Vaqueria até as 14h, quando é garantido que teremos ônibus. Sacamos uma foto ou outra e logo começamos a ouvir o tilintar das mulas que traziam os equipamentos de um segundo grupo.

Uma neve fina caía na passagem pelo paso de 4.750 m último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru

Uma neve fina caía na passagem pelo paso de 4.750 m último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru


Durante uma hora eu consegui me antecipar à elas, descendo enlouquecidamente um caminho de pedras, mantendo uma distância segura das mulas. Elas não deviam estar acreditando na polaca que parecia querer apostar corrida com elas... Do alto de sua experiência, sabiam que algum momento iriam me passar. Dito e feito. Já quase no pé da trilha, onde se iniciava o novo vale, as mulas me alcançaram e passaram a ser minhas companheiras. Caminhamos juntas e até fiz amizade com o arrieiro que as pastoreava soltando palavras de ordem em quéchua. Simpático e curioso, queria saber de onde era, se já era casada, se era com ele (Rodrigo, que já estava uns 5 minutos à frente), por quê? Ele parecia tão mais velho... vai explicar! Jovens são sempre curiosos, em português, espanhol, inglês ou quéchua, uma vontade de viver incrível! rsrsrs!

Belíssimas paisagens no alto do vale que conhecemos no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru

Belíssimas paisagens no alto do vale que conhecemos no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru


Pouco a frente Rodrigo decidiu me esperar e me despeço do novo amigo. Caminhamos, caminhamos, caminhamos e caminhamos. Longo trecho plano e com muitas pedras. Passamos por um lindo bosque de papillónes e algumas lagoas. A paisagem mudou muito e o clima ameno facilita a caminhada. O que continua atrapalhando são as dores, mas sou boa negociadora, vou um pouco mais devagar em alguns trechos, mas vou!

Atravessando bosque no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru

Atravessando bosque no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru


Ao meio-dia chegamos ao 3º acampamento, onde o nosso grupo irá dormir. Lá estava Tibúrcio nos aguardando, enfastiado de não ter o que fazer. Não titubeou em oferecer ajuda para levar a nossa mochila. Recusamos, mas êita nego que gosta de caminhar! Ele não nos deu opção, pegou a mochila e começou a andar. Menos peso, caminhamos mais rápido.

Com o Tiburço, cozinheiro e nosso guia e companheiro no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru

Com o Tiburço, cozinheiro e nosso guia e companheiro no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru


O último trecho de Huaripampa já é habitado. Vamos passando por sítios de camponeses trabalhando em suas criações de abelha, plantações de cevada e em meio aos animais, porcos, burros, vacas, galinhas, patos e os sempre fiéis e amigos perros. Este trecho parecia interminável, as unhas já pediam socorro dentro da bota e minha barriga então? Infelizmente não era uma dor que se resolvesse em um matinho ou banheiro... era algo estranho, diferente.

Finalmente cruzamos o rio de Huaripampa em direção à Colchapampa e ali nos despedimos de Tibúrcio, nosso protetor, que nos alimentou das melhores energias possíveis (literalmente), sempre disposto a ajudar!

Agora, sem as mulas, carregando o peso no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru

Agora, sem as mulas, carregando o peso no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru


Essa subida final, que ele nos disse que levaria uns 20 ou 30 minutos, foi de matar! Deve ter levado isso mesmo, talvez 40’, mas o foi interminável. Uma subida íngreme, com mais calor e mais dor, além do estresse de chegar a tempo para não perdermos o coletivo de Yungay. Chegamos no alto as 13h50, sentamos em uma varanda da pacata vila e esperamos... Esperamos por umas 2 horas e nem sinal de coletivos. Domingo, será que encontraremos mesmo algum? Eis que surge um carro, com pneus baixos e dois caras meio esquisitos, todos sérios, para quem pedimos carona. Depois de conseguirem emprestado uma bomba manual para encher o pneu, nos mandaram subir e lá fomos nós. 70 ou 80km de estrada de terra entre Vaqueria e Yungay, estrada belíssima, mas ruim pra burro. O nosso “motorista” estava socando o bambu, inclusive nas curvas fechadas do ziguezague que desceram uns 1000m de altura até a Lagoa Llanganuco.

Chegando a famosa laguna Llanganuco, no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru

Chegando a famosa laguna Llanganuco, no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru


Ficamos na dúvida se era uma carona ou um transporte, mas na despedida ele logo esclareceu, 10 soles por pessoa. Mais 5 soles por pessoa de Yungay a Huaráz em um coletivo pinga pinga com um mané bêbado que deixou seu celular repetindo 1000 vezes a versão latina-eletrônica do Kaoma, parada de sucesso nas rádios destes países. Infelizmente pelo tardar da hora não pudemos parar e conhecer o Campo Santo, antiga cidade de Yungay que ficou soterrada por uma imensa avalanche do Huascarán. Essa catástrofe natural foi causada por um terremoto de 7,9 pontos na escala Richter e matou em torno de 50 mil pessoas, em 1970. Os poucos que sobreviveram, foram os que correram para a montanha onde ficava o cemitério... que ironia.

A laguna llanganuco, último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru

A laguna llanganuco, último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru


Chegamos a Huaraz, sem banho há 3 dias, de mala e cuia, e paramos para um jantar rápido. Após aplacar a fome, só queríamos saber de chegar ao hostal. Podres e acabados, mas com a sensação de dever cumprido! Cordillera Blanca, nossa história só começou. Ainda voltaremos para explorar as dezenas de montanhas e trilhas que ficaram para trás.

DICA
Tibúrcio também pode trabalhar como freela, sendo guia e cozinheiro e se duvidar até arrieiro! Ele prefere as montanhas, sua preferida é o Huáscaran (6.700m), mas conhece estes vales e trekkings de ponta cabeça! Ele prometeu que logo irá aparecer aqui no site para deixar seus contatos, já que nem caneta levamos para a trilha. Fica aqui a dica!

MUDANÇA DE PLANOS
Hoje, quando chegamos à civilização, conseguimos conectar no wifi do restaurante e, ainda podres e acabados, recebemos uma notícia desoladora. O nosso live aboard para Galápagos foi cancelado! O barco é novo, tão novo que nem pôde sair do estaleiro, aparentemente na ficou pronto e por isso ficamos sem Galápagos. Estamos planejando essa viagem há uns 3 meses, pelo menos, pois além da antecedência para comprar esse pacote, temos 3 amigos que irão (ou iriam) nos encontrar lá. Rafa e Laura, um casal de amigos e Haroldo, primo, todos nossos padrinhos de casamento, estavam loucos tentando entrar em contato consoco para nos passar a péssima notícia.

Segunda a agência de turismo, os outros barcos estão lotados, portanto temos as seguintes opções: 1) Postergar a data do live aboard. 2) Ir para um resort de terra e fazer dive trips com a equipe do hotel, recebendo um ressarcimento, já que o valor é mais baixo. 3) Pedir todo o dinheiro de volta e cancelar a programação.

Para nós nenhuma das 3 é opção que se preze! Galápagos é ponto obrigatório na viagem, ainda mais algo tão planejado, em uma agenda tão suada para reunir os amigos! Sinceramente... dessa não precisávamos.

Peru, Huaraz, Punta Unión, Trekking, Trekking Santa Cruz

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Pachamama

Argentina, Humahuaca

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina


Tivemos sorte de chegar em um dia importante no calendário deste povo, que comemorava o final de um ciclo e início de um novo ano. Na praça central de Humahuaca encontramos vários grupos fazendo oferendas à Pachamama. O Rodrigo curioso foi ver e me falou, aquele pessoal ali está fazendo alguma coisa parecida com macumba. Eu que adoooro tudo isso foi logo ver o que estava acontecendo.

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina


Pachamama, na crença andina, é a mãe terra. A divindade responsável por tudo que existe na vida. Ela é muito protetora e fiel mas também cobra de vingativa quando se sente desrespeitada. Acredita-se que Pachamama tem uma presença sobrenatural nesta região e todos os anos no início do mês de agosto é feita uma cerimônia onde as pessoas oferecem seu respeito, amor, dignidade e agradecimento à mãe terra, pedindo por proteção, saúde e tempos melhores para o seu povo e sua família.

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina


A cerimônia é preparada com antecedência e faz oferendas diretamente à mãe terra. Na praça principal de Humahuaca foi cavado um buraco na terra, onde a divindade recebe diretamente as oferendas. Todos podem participar, fazendo uma fila e sempre em duplas. Dentre as oferendas estão cigarros de tabaco, um chá com diversas ervas, folhas de coca, planta sagrada dos povos ancestrais andinos, álcool, elemento da saúde. O papel picado, a cerveja, vinho são oferecidos como símbolo da alegria.

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina


Sempre me senti atraída por estes conhecimentos e crenças da cultura andina. Os xamãs possuem uma visão mais ampla do mundo e da natureza. Uma visão de integração entre nós, seres humanos, e a mãe terra. Lembro quando tinha 14 anos, participei de um congresso holístico e vi uma palestra de um xamã onde ele explicava em linhas gerais, fazendo um paralelo entre o nosso corpo e a terra. O solo é como os nossos músculos, nos dá a base e a força, os rios são como as nossas veias, limpam e purificam, as árvores os nossos pulmões... Assim, quando poluímos os rios, a terra fica doente, nosso sangue está doente... Está tudo interligado.

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina


Não tive dúvida, entrei na fila para participar da cerimônia. Minha dupla foi um argentino, artista muito espiritualizado que também estuda o xamanismo. Nós nos ajoelhamos em frente ao poço das oferendas, pedimos permissão à Pachamama, jogando folhas de coca, para lhe entregarmos nossas oferendas. Enquanto vamos derramando os diferentes tipos de bebida, vinho, cerveja, álcool, etc, pedimos perdão, fazemos nossas preces e pedidos e agradecemos à proteção da mãe terra. Durante toda a cerimônia é feita uma defumação com uma planta, que alguns dizem ser alucinógena. Ao final brindamos e bebemos algumas bebidas licorosas que eles nos dão em copinhos e recebemos os confetes da alegria na nossa cabeça.

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina


É uma cerimônia forte e muito simbólica. Saí dali com uma ótima sensação de bem estar, não só pelo incenso e pelas bebidas, mas sem dúvida por toda a energia positiva da natureza canalizada naquele ato. Começamos um novo ano reenergizados para os próximos 550 dias de estrada, de paz com a vida e em sintonia com a mãe terra, Pachamama.

Mais informações sobre a cerimônia podem ser encontradas neste link: http://www.tilcarajujuy.com.ar/general/calendario/pachamama/pachamama1.htm

Argentina, Humahuaca,

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Carolina

Brasil, Tocantins, Araguaína, Maranhão, Carolina (P.N. Chapada das Mesas)

Carolina - MA e a Chapada das Mesas ao fundo, visto de Filadelfia - TO

Carolina - MA e a Chapada das Mesas ao fundo, visto de Filadelfia - TO


Quarto e último dia de viagem, finalmente chegamos ao nosso destino tão esperado, a Chapada das Mesas. Saímos sem pressa, a viagem de Araguaína à Carolina é de apenas 100 km. Atravessamos a fronteira dos estados em uma balsa entre as cidades de Filadélfia, Tocantins e Carolina, já no Maranhão.

Travessia entre Filadelfia - TO e Carolina - MA

Travessia entre Filadelfia - TO e Carolina - MA


Na balsa já notamos que algo havia mudado, acesso alagado, será cheia do rio? Vimos algumas placas e ouvimos conversas dos barqueiros indignados, por que perderam o seu principal ganha pão. A região possuía muitas praias, a maioria acessível de barco a partir deste rio, o Rio Tocantins. Acontece que há apenas 2 meses as praias foram inundadas pela represa da nova Hidrelétrica de Estreito. Perdem os barqueiros, ganham os balneários à beira das dezenas de rios e cachoeiras da região, afinal sem área de lazer o povo não vai ficar.

Represa transbordando em Filadelfia - TO

Represa transbordando em Filadelfia - TO


Chegamos à Carolina, nos hospedamos na Pousada do Lajes, cujos donos são um paranaense de Cascavel e uma goiana. A pousada fica há 2 km da cidade na estrada para Riachão. Além dela há algumas outras acomodações no centro, Hotel Lírio e uma pousada mais simples. Aqui já deu para perceber que o melhor mesmo é estar de carro, caso contrário você já deverá ter em mente que irá contratar uma agência de eco-turismo para te levar a todas as atrações. A pioneira na região, é a Cia do Cerrado , dos mesmos donos da Pousada do Lajes.

Mesa em laje alagada nas Cachoeiras Gêmeas, região de Carolina, na Chapada das Mesas - MA

Mesa em laje alagada nas Cachoeiras Gêmeas, região de Carolina, na Chapada das Mesas - MA


Aproveitamos a tarde para conhecer o Balneário Itapecuru onde estão localizadas as Cachoeiras Gêmeas. Uma imensa estrutura montada às margens do rio, bar, restaurante, banheiros e mesas espalhadas por todos os lados. Chegar aqui em dia de semana é tranquilo, tudo isso parece até exagero. Porém em finais de semana e principalmente feriados o lugar já chegou a receber mais de 40 ônibus de turistas!

Curtindo as Cachoeiras Gêmeas, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Curtindo as Cachoeiras Gêmeas, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


O rio estava cheio, passando sobre o concreto colocado ás margens do rio para fixação de mesas. Não é exatamente o tipo de lugar que estávamos esperando encontrar, mas confesso que como eu não estou nas minhas condições normais de temperatura e pressão, foi mais fácil assim. Ah, aproveitando o ensejo, descobri com a minha médica particular vipérrima, Dra Patrícia (mamãe) que estou com uma reação alérgica (tipo uma sinusite ou rinite), deve ser culpa destes ares condicionados podres e sem limpeza que existem por aí.

Curtindo as Cachoeiras Gêmeas, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Curtindo as Cachoeiras Gêmeas, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


O lugar antes tinha uma pequena hidrelétrica que foi desativada em 1996, então parte desta infra-estrutura já existia. Agora esta pequena barragem foi aberta e a cachoeira ficou com ainda mais volume. Como não é gripe (não estou com febre, etc), dar uma nadadinha pode até ajudar a desobstruir das vias respiratórias! Hehehe! Água deliciosa e as cachoeiras lindas! Deste jeito vou ficar boa logo!

Nadando no lago abaixo das Cachoeiras Gêmeas, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Nadando no lago abaixo das Cachoeiras Gêmeas, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA



Como Chegar

Via Aérea – vôos diários da Gol e Tam para Imperatriz (MA) ou de BRA via Araguaína (TO)
Via Rodoviária – Ônibus vans e carros via Imperatriz (MA) – 220k m, Araguaína (TO) – 98 km.
Via ferroviária – Pela estrada de ferro São Luis/ Carajás descendo em Açailândia (MA), 300 km.

Obs: combinando com antecedência a Pousada do Lajes deve conseguir organizar um transfer das cidades de acesso acima citadas.

Brasil, Tocantins, Araguaína, Maranhão, Carolina (P.N. Chapada das Mesas), parque nacional

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Isla Mujeres

México, Isla Mujeres

Última visão das praias paradisíacas da Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Última visão das praias paradisíacas da Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Isla Mujeres era um destino há muito tempo esperado por nós. Não apenas por suas belas águas azuis, mas por que aqui decidimos que iríamos diminuir um pouco o ritmo de viagem, ficar por uns dias “parados”, aproveitando para descansar e ter mais tempo para trabalhar nas fotos e relatos da viagem.

Chegando à paradisíaca Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Chegando à paradisíaca Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Uma ilha com 7km de comprimento e 650m de largura, a pequena Isla Mujeres é o minucípio mais a leste no território mexicano. Um destino em expansão na turística costa de Quintana Roo, é uma opção mais tranquila à movimentada Playa del Carmen e Cancún, mas que ainda oferece um bastante infraestrutura turística para todos os bolsos e gostos.

Muitas cores em praia de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Muitas cores em praia de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


A rua principal é uma miniatura da 5ª Avenida de Playa del Carmen, com lojinhas de badulaques turísticos, restaurantes italianos, tailandês, argentino, japonês, francês, cubano, caribenho e, com sorte, até um tempero local, maya ou yucateco, você pode encontrar. Todos os restaurantes são bem justos, mas o meu preferido foi o Olívia, um restaurante mediterrâneo com pratos deliciosos, mesas em um jardim e um clima bem romântico.

Pôr-do-sol sobre Cancún, visto de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Pôr-do-sol sobre Cancún, visto de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


As praias de areias brancas e águas tranquilas estão no noroeste e norte da ilha, tomadas por hotéis e restaurantes à beira mar. A praia da Ponta Norte, como é conhecida, é a mais convidativa para um banho de sol e de mar.

cenário paradisíaco em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

cenário paradisíaco em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Chegando à paradisíaca Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Chegando à paradisíaca Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


As costas leste e sul são formadas por rochedos e penhascos com lindas vistas mas nenhuma praia. Na Punta Sur está uma pequena ruína maya para a deusa da fertilidade Ix Chel, a mesma deusa adorada na ilha de Cozumel. Inclusive dizem que foi das imagens da deusa feminina que os espanhóis teriam tirado o seu nome atual: Isla Mujeres. A ruína foi destruída pelo furacão Gilbert em 1988, ficando apenas a sua fundação e uma vista linda para o oceano.

Escultura marca a ponta sul de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Escultura marca a ponta sul de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


A grande beleza de Isla Mujeres, portanto, não está em suas praias, e sim no oceano que a rodeia. Mergulho, portanto, é uma das melhores pedidas aos visitantes vidrados no mundo sub. Na nossa rotina de trabalho, tiramos apenas um dia para mergulhar e por isso escolhemos um dos pontos mais especiais, o Cañonero C58.

Naufrágio repleto de peixes em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Naufrágio repleto de peixes em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


Naufrágio repleto de peixes em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Naufrágio repleto de peixes em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


Muitos peixes em naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Muitos peixes em naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


O naufrágio está deitado a 24m de profundidade, por alguma razão desconhecida, é a casa de dezenas de arraias xitas! Nós nunca havíamos mergulhado com uma quantidade tão grande de xitas, indo e vindo, nadando em cardumes ao redor deste naufrágio! Sem dúvida o melhor mergulho da região, selecionado não por nós, mas pelas operadoras de mergulho com as que conversamos.

Maravilhosa arraia-chita nada próxima de nós durante mergulho em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Maravilhosa arraia-chita nada próxima de nós durante mergulho em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


Dezenas de arraias-chita circundam naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Dezenas de arraias-chita circundam naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


Maravilhosa arraia-chita nada próxima de nós durante mergulho em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Maravilhosa arraia-chita nada próxima de nós durante mergulho em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


Nosso segundo mergulho foi no El Granpín, um arrecife de corais mais raso, a 13m de profundidade, que ainda pudemos ver peixe leão, uma barracuda, uma tartaruga e uma xita.

Queen Angel Fish e tartaruga socializam embaixo de um coral no nosso segundo mergulho do dia em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Queen Angel Fish e tartaruga socializam embaixo de um coral no nosso segundo mergulho do dia em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


Outro ponto famoso é o Museu Submarino de Cancún, com as esculturas do artista inglês Jason deCaires Taylor. Nós já estivemos em outro museu parecido lá em Granada, mas se você ainda não viu algo parecido, vale a pena conferir!

Um incrível mergulho em naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Um incrível mergulho em naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


Dezenas de arraias-chita circundam naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Dezenas de arraias-chita circundam naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


O Parque Nacional Isla Contoy é um ótimo lugar para avistamento de aves e snorkel e a excursão de um dia te leva para um dia inteiro de passeio incluindo almoço.

Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Durante a temporada dos tubarões-baleia (maio a julho) algumas empresas também operam barcos para um dos locais onde os maiores peixes do oceano se reúnem. A atividade é super controlada e fiscalizada, com apenas 10 pessoas por barco e apenas 2 snorkelers por vez podem descer do barco com colete salva-vidas e guia para nadar com os tubarões. Foi a forma que eles encontraram de controlar a atividade para não espantar os tubarões. O snorkel com os tiburones-ballena é um dos nossos sonhos, mas parece que nós chegamos um pouco adiantados. =/

Wind surf em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Wind surf em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Nós chegamos à ilha no Carnaval, quando a cidade toda se enfeita e as estudantinas se reúnem em diferentes temas e coreografias, dançando pela cidade para alegrar os foliões mais desavisados. Bloquinhos de jovens, crianças e até senhoras fazem a festa, rodando em suas pick ups tunadas e enfeitadas, com equipamento de som tocando em alto e bom som as principais marchinhas do carnaval isleño.

Fantasias de carnaval em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Fantasias de carnaval em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Dança e folia no carnaval de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Dança e folia no carnaval de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Celebrando o carnaval em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Celebrando o carnaval em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Durante a noite, na praça, a prefeitura organiza um show com danças das estudantinas mais antigas, incluindo as senhoras da terceira idade, como rainhas de carnaval. Os shows de música trazem artistas desconhecidos para a maioria, um argentino que fazia uma linha meio Wando meio Frank Aguiar em ritmo de bachata em playback e uma guitarra, uma loucura! Kkk! A grande atração noturna na praça eram mesmo as marquesitas, um tipo de biju feito com pura farinha de trigo e recheada com nutela, nutela e banana ou morando, uma perdição. Não é a toa que o meu pecado capital no carnaval foi a gula! Kkk!

Uma legítima marquesita, guloseima irresistível para a Ana! (em Holbox, ilha ao norte do Yucatán, no México)

Uma legítima marquesita, guloseima irresistível para a Ana! (em Holbox, ilha ao norte do Yucatán, no México)


Foram 4 dias de uma rotina de trabalho, intercalados por caminhadas pela praia, corridas, sessões de yoga e festinhas de carnaval. Para trabalhar confesso a vocês que nesta época a ilha não é das mais agradáveis, pois as barulheiras da cidade e dos carros de carnaval me deixavam meio atordoada, mas nada que um belo banho de mar não resolvesse! Rsrs!

Corridinha básica na Isla Mujeres, na costa caribenha no sul do México

Corridinha básica na Isla Mujeres, na costa caribenha no sul do México


Se você está buscando por um lugar onde possa mergulhar, pegar uma prainha, onde pode caminhar a (quase) todo lugar, longe da loucura de Cancún e ainda encontrar infraestrutura, e algum agito, Isla Mujeres é uma boa pedida.

Onde Ficar?

Isla Mujeres tem varias opções de hospedagem, mas justamente por seu crescimento e recente sucesso dentre os turistas “mais alternativos” de Cancún ou Playa del Carmen, a procura é grande e os preços são salgados (acima de 130 dólares por quarto). Resolvemos, então buscar um hostal, bem indicado em guias de turismo, na beira da praia, mas sempre lotado, muito festivo para o nosso gosto e contraindicado pelos amigos brasileiros da Expedição 4x1, que tiveram um computador “extraviado” no local. Porém foi a partir deste hostal que conseguimos uma ótima indicação de hospedagem: a Casa Naranja.

Despedida do Alejandro e da Casa Naranja, nossa pousada na Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Despedida do Alejandro e da Casa Naranja, nossa pousada na Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


A Casa Naranja é uma pequena guesthouse com 3 ou 4 quartos de casal cada um com seu banheiro, uma sala e cozinha comuns, para os que gostam de cozinhar e matar a saudade do próprio tempero. Um clima bem tranquilo, ótima localização, bem perto do centro, e ainda assim, silenciosa durante a noite. Alejandro, argentino radicado em Isla Mujeres, é uma pessoa super querida e conhece bem a região e nos ajudou bastante com suas dicas para fecharmos o roteiro da viagem.

Despedida do Alejandro e da Casa Naranja, nossa pousada na Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Despedida do Alejandro e da Casa Naranja, nossa pousada na Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe



Chegando lá.

Ferry para Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Ferry para Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Isla Mujeres está na costa de Quintana Roo a meia hora de barco de Cancún. Sem carro a travessia pode ser feita de portos próximos ao centro de Cancún em diferentes horários. A ilha também é famosa com excursões de um dia, em tours operados por agências de turismo na cidade.

Barco lotado em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Barco lotado em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


A ilha é pequena e quase não exige carro para se movimentar, mas nós não deixaríamos a Fiona no continente, sozinha por 4 ou 5 dias. Então fomos até o porto de Puerto Juarez, poucos quilômetros ao norte de Cancún, abriga o porto de ferry boats que atravessam para Isla Mujeres.


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A travessia dura em torno de uma hora e é uma das partes mais bonitas de todo o passeio, atravessando todos os tons de azul possíveis de um mar caribenho.

No caminho para Isla Mujeres, um mar que parece uma piscina, no litoral sul do México, do lado do Caribe

No caminho para Isla Mujeres, um mar que parece uma piscina, no litoral sul do México, do lado do Caribe

México, Isla Mujeres, Cañonero C58, Carnaval, Casa Naranja, Mergulho, Parque Nacional Isla Contoy, Praia, Quintana Roo

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Reducción Jesuítica

Paraguai, Jesús

As incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai

As incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai


Os brasileiros, de forma geral, conhecem o Paraguai apenas por suas muambas falsificadas, eletrônico baratos e narcotráfico fronteiriço. Os mais escolados já ouviram falar da terrível Guerra do Paraguai, também conhecida como Guerra da Tríplice Aliança, quando por sonhos megalomaníacos do ditador paraguaio, a economia crescente deste país foi completamente destruída pelos aliados Brasil, Argentina e Uruguai. Desde então o Paraguai não se recuperou economicamente e por isso está no topo da lista dos países mais pobres da América Latina, logo após a Bolívia.

Carro paraguaio circula em Ciudad de Leste - Paraguai

Carro paraguaio circula em Ciudad de Leste - Paraguai


O nosso conhecimento sobre o país vizinho também não ia muito além da imagem de Ciudad Del Este, por isso mesmo planejamos ao menos uma semana dentro dos 1000dias para explorar e conhecer melhor a história e cultura deste país.

Plantações floridas embelezam a estrad paraguaia entre Santa Rita e Trinidad, no sul do país

Plantações floridas embelezam a estrad paraguaia entre Santa Rita e Trinidad, no sul do país


Começamos hoje a nossa expedição em territórios guaranis, mal entramos no Paraguai e já vemos um país diferente. Basta atravessar a zona de comércio fronteiriço e a própria Ciudad Del Este se mostra um ambiente mais agradável, uma cidade normal onde as pessoas trabalham, estudam e tocam suas vidas.


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Percorremos 245 km pela Rota 6, estrada que corta a região sul do país, quase até a fronteira com a Argentina. Uma região de muito campos, lindas plantações de canola, araucárias hermanas e alguns pueblos no meio do caminho. Nosso destino é a cidade de Trinidad, comunidade que guarda um dos maiores sítios históricos do Paraguai: as Missões Jesuíticas.

As incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai

As incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai


As missões, aqui conhecidas como reducción jesuítica, são velhas conhecidas brasileiras, nesta região os padres jesuítas foram acolhidos pelos índios guaranis, que aos poucos conseguiram estabelecer uma relação produtiva com os novos colonizadores.

Ruínas da igreja maior da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai

Ruínas da igreja maior da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai


Os jesuítas espanhóis trouxeram o formato europeu para a construção das vilas, que, segundo um historiador local, era muito parecido com o formato utilizado pelos guaranis. Nas suas aldeias eles possuíam as ocas em torno de uma praça central, um local de culto, o lugar onde as mulheres cozinhavam e assim por diante. Aqui porém os edifícios eram construídos de pedras areníticas e uma argamassa feita de argila, conchas e ossos triturados.

Vendo do alto as incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai

Vendo do alto as incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai


A religião guarani também acreditava em uma entidade maior que moraria em uma espécie de paraíso e em uma entidade maligna que moraria em um “inferno”. Os nomes eram outros, mas a linha de raciocínio não era tão distante. Quando perguntamos para este guia se esta nova cultura e religião seriam impostas, ele nos respondeu, “É claro que há os que defendem os jesuítas e os que são contra, mas cada missão possuía de 2 a 3 padres para trabalhar com até 5 mil índios, então a lógica diz que nada ali era imposto”. Segundo ele os índios perceberam que dentro da estrutura das missões tinham mais qualidade de vida, comida, limpeza, aprendiam novos trabalhos, música, arte e o principal, possuíam segurança. Além da perseguição de outras tribos inimigas, eles tinham que se preocupar com os sanguinários Bandeirantes Paulistas, que vinham à região em busca de escravos.

Esculturas decorativas nas paredes da igreja maior, nas incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai

Esculturas decorativas nas paredes da igreja maior, nas incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai


Foram mais de 30 missões formadas entre o Rio Grande do Sul, Argentina e Paraguai. Os Jesuítas possuíam o ideal de vida em uma sociedade com base comunitária e auto-sustentável. Os seus preceitos porém iam de encontro com os interesses dos colonizadores, que queriam escravizar a população indígena. As missões prosperaram durante o século XVIII e deixaram o governo espanhol temeroso de seu poder nesta colônia. Em 1764 as missões jesuíticas foram perseguidas e expulsas da região, não sem resistência e morte dos que as habitavam.

Visitando as incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai

Visitando as incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai


Hospedados no hotel em frente às ruínas, à noite ainda tivemos uma bela surpresa, uma apresentação de música e slide-show, com o acompanhamento deste historiador que nos contou de forma apaixonada como era a vida nas missões.

Iluminação noturna valoriza ainda mais as incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai

Iluminação noturna valoriza ainda mais as incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai


Estas construções ficaram abandonadas durante séculos e há alguns anos se iniciou o trabalho de restauração das ruínas jesuíticas, sendo Trinidad uma das maiores já existentes. Transformada em Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco em 1993, caminhar entre as ruínas de Trinidad nos faz viajar no tempo e na história.

Iluminação noturna valoriza ainda mais as incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai

Iluminação noturna valoriza ainda mais as incríveis ruínas da Missão de Trinidad, no sul do Paraguai

Paraguai, Jesús, Missões Jesuítas, Paraguay

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Santuário do Caraça

Brasil, Minas Gerais, Caraça

Céu noturno no Caraça - MG

Céu noturno no Caraça - MG


Ontem chegamos ao Caraça já eram quase 20h. Fomos à espera do famoso lobo-guará, amigo dos padres do Caraça que o alimentam todos os finais de tarde. A comida fica em uma bandeja atrás da igreja do Santuário do Caraça, mas infelizmente ele não apareceu. Acho que já tinha comido o suficiente um pouco mais cedo.

A Ana esperando a aparição dos lobos no Caraça - MG

A Ana esperando a aparição dos lobos no Caraça - MG


O Santuário do Caraça foi fundado em 1774 pelo Irmão português Lourenço de Nossa Senhora. Quando ele morreu deixou o santuário em seu testamento à Coroa Portuguesa que mais tarde doou para a Congregação da Missão, responsável hoje pela RPPN – Reserva Natural do Patrimônio Particular Santuário do Caraça. Lá funcionou um Colégio e Seminário durante 150 anos, um dos melhores do país, formando diversos Presidentes de Província e 2 Presidentes do Brasil. Em 1968 aconteceu um incêndio do colégio, 90 crianças estavam no prédio, no entanto nenhuma ficou ferida. Desde então o colégio deixou de funcionar, toda a estrutura antiga foi restaurada e hoje é utilizada para receber visitantes e peregrinos.

Igreja do Santuário do Caraça - MG

Igreja do Santuário do Caraça - MG


Vitrais no Interior da Igreja do Santuário do Caraça - MG

Vitrais no Interior da Igreja do Santuário do Caraça - MG


O Caraça possui uma área com mais de 10 mil hectares preservados, onde se encontram cachoeiras, piscinas naturais e diversos picos, dentre eles o mais alto da Serra do Espinhaço. Aqui devo fazer uma observação importante! Quando estivemos em Milho Verde soubemos que o Pico do Itambé seria o mais alto do Espinhaço com 2055m. Agora, com novas informações recebidas aqui no Caraça, descobrimos que esta informação estava errada. A montanha mais alta desta serra é o Pico do Sol, com 2072m de altitude.

Um dos vales do Caraça - MG

Um dos vales do Caraça - MG


Deixamos o pico para a volta, conhecemos apenas uma das cachoeiras, a Cascatona, a 6km da sede. A Cascatona é linda, imensa e a trilha muito gostosa. A volta é um pouco cansativa, uma bela subida, mas quase sempre na sombra.

Parte de baixo da Cascatona, no Caraça - MG

Parte de baixo da Cascatona, no Caraça - MG


No retorno ainda esticamos para o Cruzeiro, conhecemos o museu e o calvário onde esteve D. Pedro II em uma de suas incursões ao Caraça. Existem relatos de D. Pedro II em seu diário sobre o Caraça e suas lembranças de quando seu pai D. Pedro I esteve aqui, já o achando muito antigo. Andou por todas as trilhas, teve aulas em grego, latim, francês, espanhol e discutiu com o professor de Direito Canônico, alegando que muitas vezes havia abuso de autoridade por parte dos eclesiásticos. Além de um patrimônio natural o Caraça também é patrimônio histórico mineiro e nacional!

Santuário do Caraça - MG visto do Cruzeiro

Santuário do Caraça - MG visto do Cruzeiro


“Só o Caraça vale toda a viagem à Minas Gerais.” - D. Pedro II.
Continuamos no nosso cronograma de viagem infelizmente acelerados, para podermos fazer a América caber nos 1000dias. Finalizamos o dia viajando para Mariana e jantando em Ouro Preto. Lá encontramos o Lulu, nosso sobrinho que está viajando com a escola em um roteiro muito parecido com o nosso nos últimos 3 dias. Ao final os 30 jovens fizeram um ensaio em coro de duas músicas que serão apresentadas na peça de final de ano. Fiquei até emocionada! Nossa próxima aventura: um mergulho na Mina da Passagem aqui em Mariana.

Com o sobrinho Luís Paulo em Ouro Preto - MG

Com o sobrinho Luís Paulo em Ouro Preto - MG

Brasil, Minas Gerais, Caraça, Santuário do Caraça

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