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SHUFFLE Há 1 ano: Santa Lúcia Há 2 anos: Santa Lúcia

Praia, Pitons e o Maravilhoso Snorkel

Santa Lúcia, Soufriere

As famosas montanhas Piton, em Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe

As famosas montanhas Piton, em Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe


Dentre todas as ilhas caribenhas, Santa Lúcia foi aquela em que os eternos rivais, franceses e ingleses, mais lutaram pela posse, resultando em dezenas de trocas de soberania. Como nas ilhas vizinhas, os índios Caribs conseguiram impedir os espanhóis de se instalarem, mas não resistiram à “onda” seguinte, 150 anos mais tarde, de colonizadores franceses. Estes fundaram diversas viras no litoral caribenho de Santa Lúcia, inclusive a cidade de Soufriere. Mais para o norte, foram colonizadores ingleses que se instalaram.

Vista para a Piton do nosso hotel em Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe

Vista para a Piton do nosso hotel em Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe


Dirigindo em Soufriere, região das montanhas Piton, no sul de Santa Lúcia, no Caribe

Dirigindo em Soufriere, região das montanhas Piton, no sul de Santa Lúcia, no Caribe


A partir da segunda metade do séc XVIII os ingleses viram na ilha um grande valor estratégico, principalmente por estar tão próxima da principal ilha francesa da região, Martinica. Assim, diversas vezes conquistaram Santa Lucia, mas por força de tratados ou negociações, acabavam por devolvê-la novamente aos franceses. Assim foi durante a Guerra dos 7 Anos, Revolução Americana, Revolução Francesa e Guerras Napoleônicas. A posse definitiva para a Inglaterra só veio em 1814. Mas os costumes franceses na população já estavam tão arraigados que quase todas as cidades ainda mantém seu nome francês enquanto que a língua oficial da ilha só foi mudada na metade do século. Mesmo assim, até hoje, quando conversam entre si, a língua mais falada em Santa Lúcia é o “patois”, uma espécie de francês creolle.

A deliciosa praia de Chastanet, em Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe

A deliciosa praia de Chastanet, em Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe


São franceses também os nomes das mais famosas montanhas de Santa Lúcia e do leste do Caribe: a Petit Piton e a Gros Piton. De origem vulcânica, tem uma forma piramidal quase perfeita, se erguendo a 750 metros de altura, dois enormes “icebergs verdes”.. Ficam na costa sudoeste da ilha, próximas à cidade de Soufriere e são o mais famoso cartão postal do país.

Snorkel em meio a cardume na praia de Chastanet, em Soufriere, sul de Santa Lúcia

Snorkel em meio a cardume na praia de Chastanet, em Soufriere, sul de Santa Lúcia


Maravilhoso snorkel na praia de Chastanet, em Soufriere, sul de Santa Lúcia

Maravilhoso snorkel na praia de Chastanet, em Soufriere, sul de Santa Lúcia


Acordamos hoje ansiosos para vê-las sob a luz solar (só a tínhamos visto de noite, maravilhosas!) e fotografá-las. Não nos decepcionamos! O dia estava lindo e, a todo momento, onde quer que estivéssemos, parávamos para vê-las e admirá-las “Puxa vida! Estamos mesmo aqui, em Santa Lúcia!” – foi minha exclamação ao longo do dia...

Maravilhoso snorkel na praia de Chastanet, em Soufriere, sul de Santa Lúcia

Maravilhoso snorkel na praia de Chastanet, em Soufriere, sul de Santa Lúcia


Logo no nosso café da manhã, já pudemos admirar a “Petit”, porque a “Gros” se escondia atrás dela. Depois, no nosso caminho para praia de Chastanet, passando por uma estrada bem alta, ali tivemos a melhor visão, dessa vez das duas montanhas. Foi só quando chegamos à bela praia que elas sumiram, escondidas por um rochedo. Mas não por muito tempo!

Snorkel na praia de Chastanet, em Soufriere, sul de Santa Lúcia, com vista para as montanhas Piton

Snorkel na praia de Chastanet, em Soufriere, sul de Santa Lúcia, com vista para as montanhas Piton


A praia é mesmo bela, mas melhor ainda é o snorkel que se pode fazer ali. Perfeito! Temperatura e visibilidade ideais, peixes coloridos e cardumes, diversos tipos de corais e de crustáceos. Além disso, a profundidade variava dos dois metros aos trinta metros. Ou seja, tinha para todo gosto! Obviamente que fui me divertir nas grandes profundidades! Com uma água limpa dessa, sem perceber e já estava ultrapassando os vinte metros. Muito legal!

Atravessando caverna submarina durante snorkel na praia de Chastanet, em Soufriere, sul de Santa Lúcia

Atravessando caverna submarina durante snorkel na praia de Chastanet, em Soufriere, sul de Santa Lúcia


Uma sereia na saída de caverna submarina durante snorkel na praia de Chastanet, em Soufriere, sul de Santa Lúcia

Uma sereia na saída de caverna submarina durante snorkel na praia de Chastanet, em Soufriere, sul de Santa Lúcia


Mas o melhor ainda estava por vir. Primeiro, nadamos até o fim do rochedo para, mais uma vez, admirar as Pitons. Visão inspiradora! Depois, no próprio rochedo, descobrimos várias cavernas submarinas. Agora, minha diversão passou a ser atravessá-las. Primeiro, com cuidado, vendo se o fôlego era suficiente. Depois, já mais seguro, parando no meio para tirar fotos. Um espetáculo! Uma delas não tinha saída. Então, nadava o mais para dentro que podia e, de lá, ao olhar para a saída, aproveitava aquela visão mágica. Mas não podia me enrolar muito não, pois o ar me esperava lá do lado de fora! Enfim, foram quase duas horas de muita diversão (e muito fôlego!).

Praia de Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe

Praia de Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe


Admirando a magnífica Petit Piton, em Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe

Admirando a magnífica Petit Piton, em Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe


No finalzinho da tarde fomos até a cidade, caminhar pelo centro. Mais vistas incríveis da Petit Piton, dessa vez com uma luz ainda mais bonita. E na praça central da cidade, um momento de silêncio para as várias pessoas que foram ali guilhotinadas. Afinal, em 1792 a ilha ainda era francesa e estávamos em plena revolução! Ai daqueles suspeitos de conspirar contra o novo regime...

Praça central em Soufriere, onde ocorriam as execuções por guilhotina durante a Revolução Francesa (em Santa Lúcia, no Caribe)

Praça central em Soufriere, onde ocorriam as execuções por guilhotina durante a Revolução Francesa (em Santa Lúcia, no Caribe)

Santa Lúcia, Soufriere, história, Mergulho, Pitons, Praia

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Fumacinha, Inatingível

Brasil, Bahia, Ibicoara (P.N. Chapada Diamantina), Igatu (P.N. Chapada Diamantina)

Cachoeira do Encontro, no rio da Cachoeira da Fumacinha, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Cachoeira do Encontro, no rio da Cachoeira da Fumacinha, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


A Cachoeira da Fumacinha fica no fundo de um comprido canyon na região de Brejão, distante quase 35 km de Ibicoara. Um trilha de cerca de 2 km leva até o leito de pedras do rio. Daí para frente, é por aí mesmo, de pedra em pedra, através de cada curva do canyon, até a cachoeira. Para conseguir fazer esse trajeto, o rio não pode estar muito cheio e nem as pedras podem estar molhadas.

Eram cinco da manhã quando partimos de Ibicoara, o dia começando a clarear e nuvens pesadas no céu, as montanhas escondidas na neblina. Pouco mais de meia hora mais tarde, já sob uma garoa fina, já estávamos na casa do Seu Luís, dono da fazenda Brejão. Era lá que deveríamos ter dormido, se tivéssemos conseguido organizar tudo ontem. Na casa, organizaram um café da manhã para nós enquanto a chuva caía mais forte lá fora, para preocupação do nosso guia Janu. Eram quase sete horas quando a chuva parou e a gente seguiu vale adentro, ainda de carro, alguns quilômetros até o início da trilha.

Rio avermelhado da Cachoeira da Fumacinha, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Rio avermelhado da Cachoeira da Fumacinha, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


Os 2 km de trilha passaram rápido e chegamos ao rio de águas bem avermelhadas, quase negras. Ele estava bem volumoso. Mais tarde, o Janu me disse que nunca havia subido o rio com tanta água. Já não chovia, mas as pedras estavam extremamente escorregadias. Fomos seguindo bem lentamente o Janu, que escolhia o melhor caminho sobre as pedras. Após termos de cruzar o rio algumas vezes e tirar as botas e meias para fazer isso, resolvemos seguir descalços mesmo. Além de escorregar bem menos, evitava o trampo de tirá-las e recolocá-las.

Um dos poços no rio da Cachoeira da Fumacinha, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Um dos poços no rio da Cachoeira da Fumacinha, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


O ritmo aumentou bastante então, mas muitas horas já tinham se passado. Chegamos ao maior do poços do rio e o Janu disse que era melhor voltar, que não teríamos tempo de chegar. A paisagem era linda, paredes de pedra gigantes e o rio caudaloso, com pequenas quedas aqui e ali. Conversamos e decidimos seguir por mais uma hora. Não daria tempo de chegar, mas certamente poderíamos aproveitar mais aquele cenário grandioso.

Nadando na Cachoeira do Encontro, no rio da Cachoeira da Fumacinha, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Nadando na Cachoeira do Encontro, no rio da Cachoeira da Fumacinha, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


Seguimos então até a Cachoeira do Encontro, onde o canyon bifurcava. Até lá, tinham sido quatro horas de caminhada. Segundo o Janu, 3/4 do caminho. O rio cheio e as pedras escorregadias nos atrasaram muito. Ele disse também que, mesmo em condições ideais, o melhor mesmo é vir preparado para dormir no caminho, em uma toca. Enfim, ali lanchamos e tomamos um belo banho. A Cachoeira da Fumacinha, linda pelas fotos que vimos, resolveu se guardar desta vez. Um estímulo a mais para voltarmos a essa região maravilhosa chamada Chapada Diamantina.

Caminhando ao longo do  rio da Cachoeira da Fumacinha, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Caminhando ao longo do rio da Cachoeira da Fumacinha, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


A volta foi mais rápida que a vinda e menos de 3 horas mais tarde já estávamos na casa do seu Luís novamente. Ali almoçamos e tivemos uma gostosa conversa com ele. Seu Luís nos contou que toda aquela região tinha sido desbravada pelo seu trisavô. As terras foram sendo divididas pela família até que seu pai ficou com a fazenda em que estávamos, a Brejão. O pai acabou vendendo a fazenda mas, anos mais tarde, Seu Luís conseguiu recomprá-la. Tem muita coisa lá dos tempos antigos. Inclusive, a tradição centenária de fazer uma pinga de alambique envelhecida no carvalho. Uma delícia! Ao final da conversa, eu que já tinha encomendado a pinga na noite anterior, quando voltávamos do Buracão, ganhei de presente uma garrafa dela. Hmmmmm! Estamos bem servidos por um bom tempo!

Caminhando ao longo do  rio da Cachoeira da Fumacinha, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Caminhando ao longo do rio da Cachoeira da Fumacinha, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


Voltamos para Ibicoara, deixamos o Janu por lá e seguimos de volta para Mucugê e de lá, para Igatu, a "cidade fantasma" da Chapada, toda de pedra. Já chegamos anoitecendo e fomos direto para a Pousada Pedras de Igatu, tão bem recomendada pela Mônica. Aproveitamos seu charme e conforto para descansar e nos recarregar para o dia seguinte, tão cheio de programações: explorar Igatu, visitar o Poço Azul e seguir até Feira de Santana, para fazer a revisão dos 20 mil km da Fiona.

Pé de abacaxi, na trilha para a Cachoeira da Fumacinha, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Pé de abacaxi, na trilha para a Cachoeira da Fumacinha, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Brasil, Bahia, Ibicoara (P.N. Chapada Diamantina), Igatu (P.N. Chapada Diamantina), cachoeira, Chapada Diamantina, Fumacinha, Parque, Trekking, trilha

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Carros, Escravos e Estrelas

Ilhas Virgens Americanas, St John - Cruz Bay

Pôr-do-Sol em Maho Beach - St John - USVI

Pôr-do-Sol em Maho Beach - St John - USVI


Em alguns lugares dá para se virar muito bem sem carro. Ilha do Mel, por exemplo. Ou então em locais onde há um bom sistema de transporte público, como as capitais européias. Mas em outros, carros são essenciais. Esse é o caso da St. John. A pé, não dá para ir muito longe. De táxi, enfiam a faca. Então, a solução é simples: alugar um carro!

Nosso carro em USVI

Nosso carro em USVI


E foi o que fizemos, alugamos um belo de um Jeep Patriot e ganhamos asas (ou rodas). A vida ficou fácil e confortável, o ar condicionado do carro funcionando de oásis para cruzar a montanhosa e ensolarada ilha de St. John. De dentro do nosso "carrinho" a cada curva uma nova vista incrível: praias, montanhas, marzão e céu azuis.

Coral Bay, St. John - USVI

Coral Bay, St. John - USVI


A primeira parada foi num restaurante à beira mar, só para tomar uma cervejinha. O restaurante estava fechado mas o simpático dono nos serviu assim mesmo. Com aquela vista que tínhamos, a cerveja desceu ainda mais redonda.

Visita a Annanberg Plantation

Visita a Annanberg Plantation


Em seguida, fomos visitar as ruínas de uma plantation da época dos dinamarqueses. As ruínas estão muito melhor preservadas do que aquelas que visitamos em North Caicos. Aí, mais uma vez, fiquei tentando me convencer que os dinamarqueses também tiveram escravos. É tão estranho para mim imaginar isso. Sempre os tive como um exemplo de civilidade. Será que os escravos deles também eram açoitados? Falavam dinamarquês? Não sei, mas o que deu para perceber é que tinham de trabalhar bastante, plantando cana de açúcar nas encostas íngrimes das montanhas daqui. Com esse calor, deveria ser horrível. Pelo menos tinham uma bela vista do mar, logo abaixo! O fato é que depois do fim da escravidão essas plantations todas foram à falência e os dinamarqueses resolveram vender as ilhas.

Visita a Annanberg Plantation

Visita a Annanberg Plantation


Ainda com os escravos na cabeça, fomos fazer uma caminhada até uma praia maravilhosa. E mais maravilhoso ainda foi o snorkel que fizemos. Arraias, tartarugas, muitos peixes e centenas de estrelas. Até achei uma rara estrela de seis pontas. Será que dá sorte? Fiquei brincando também numa parte mais profunda, cerca de 20 metros. Visibilidade de 30 metros. É engraçado a sensação de estar lá embaixo, sozinho, naquele silêncio. É completamente diferente da sensação do mergulho com garrafas. No snorkel, a essa profundidade, não temos só a sensação, temos é a certeza de que estamos num mundo que não é o nosso. Ao mesmo tempo, há uma estranha calma no local. Difícil explicar, só indo lá para ver.

Pôr-do-Sol em Maho Beach - St John - USVI

Pôr-do-Sol em Maho Beach - St John - USVI


Após o snorkel, seguimos para outra praia assistir a um pôr-do-sol cinematográfico. Além do sol, a água do mar tem uma cor que não consigo descrever, de tão bonita. Fiquei muito impressionado mesmo com a beleza das praias daqui e de como elas são vazias. Será que o mundo e os americanos ainda não descobriram St. John?

Pôr-do-Sol em Maho Beach - St John - USVI

Pôr-do-Sol em Maho Beach - St John - USVI


De volta ao hotel, nossa última noite nessa ilha incrível, dormi embalado com os muitos punchs de amora e rum, cortesia do hotel, pensamentos embaralhados com as lembranças do estranho mundo das estrelas do mar, ou do também estranho mundo de escravos negros com senhores dinamarqueses, obrigados a passarem o dia plantando cana sob o sol inclemente enquanto, metros abaixo, lá estava o paraíso, praias com areias brancas, águas transparentes e estrelas do mar sem entender porque aqueles homens preferiam as encostas do que as águas refrescantes. Estranho mundo, esse.

Ilhas Virgens Americanas, St John - Cruz Bay, Praia, trilha

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Baleias, Trilha da Lagoinha e o Arante

Brasil, Santa Catarina, Florianópolis

Depois de quase duas horas de caminhada, a chegada à praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Depois de quase duas horas de caminhada, a chegada à praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


A ilha de Florianópolis é o paraíso para os amantes de trilhas. Algumas melhor sinalizadas, outras nem tanto, algumas através dos vários costões beira-mar, ligando duas praias, outras atravessando o sertão da ilha ou contornando suas lagoas. A trilha de Naufragados, aquela da Costa da Lagoa, ou ainda as que ligam Ingleses à Brava ou a Mole à Joaquina estão entre as mais belas e conhecidas, mas nenhuma delas alcança a fama e a beleza da Trilha da Lagoinha do Leste, na costa sul da ilha.

Trilha da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina (mapa do site ecohospedagem)

Trilha da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina (mapa do site ecohospedagem)


Mapa da trilha entre a praia do Matadeiro, a Lagoinha do Leste e o Pântano do Sul, no sul de Florianópolis, Santa Catarina (mapa do site francisdiogenes)

Mapa da trilha entre a praia do Matadeiro, a Lagoinha do Leste e o Pântano do Sul, no sul de Florianópolis, Santa Catarina (mapa do site francisdiogenes)


A praia da Lagoinha do Leste permanece isolada da civilização, protegida por morros e costões de pedra. É a maior praia da ilha sem acesso por estradas e há mais de uma geração atrai aventureiros, mochileiros e surfistas que caminham até ela para passar o dia ou mesmo uma semana, acampados. Pela dificuldade de acesso, a praia mantem-se vazia, mesmo durante a temporada. Felizmente, desde 1991 toda a área foi transformada em uma reserva, o que impossibilita a construção de estradas e casas no local. Pelo menos por enquanto, esse paraíso parece protegido da especulação imobiliária e das “benesses” da civilização.

Praia da Armação, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Praia da Armação, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Ponte que liga a praia da Armação à praia do Matadeiro, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Ponte que liga a praia da Armação à praia do Matadeiro, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


A caminho da praia do Matadeiro, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

A caminho da praia do Matadeiro, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Pode-se chegar lá caminhando e de barco. Nessa segunda opção, parte-se do Pântano do Sul, mas o desembarque na praia é bem precário, já que a rebentação é forte. O melhor mesmo é ir caminhando e as trilhas chegam pelos dois lados da praia. A trilha mais curta vem do Pântano do Sul. Uma caminhada quase sempre sob a mata, subindo e descendo o morro que separa as duas praias. Deve demorar um pouco menos de uma hora, pelo menos para os não tão apressadinhos. A trilha mais bela, e bem mais longa também, vem do lado norte, saindo da praia do Matadeiro. Por aí, são pouco mais de duas horas de caminhada, quase sempre nos costões e trechos de vegetação baixa. Com isso, temos sempre uma visão mais ampla, seja das praias e ilhas mais afastadas, seja dos imponentes costões de pedra. O mais bonito é a chegada, ver a praia quase deserta e com ares de virgem lá de cima, a longa faixa de areia com mais de um quilômetro de extensão espremida entre o mar e a lagoa por trás. Aliás, é esta lagoa, formada por pequenos rios que descem das encostas, que dá nome à praia.

Chegando à praia do Matadeiro, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Chegando à praia do Matadeiro, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Começo da trilha entre a praia do Matadeiro e a praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Começo da trilha entre a praia do Matadeiro e a praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Estando de carro, nossa tendência é sempre querer voltar pelo mesmo caminho, já que o carro nos espera no início da trilha. Mas hoje quisemos fazer diferente e encarar o transporte público da cidade. Isso nos daria a chance de fazer as duas trilhas de acesso à praia. Fomos de carro até a praia da Armação, onde se pode deixar o carro. Daí, uma curta caminhada nos leva até a praia do Matadeiro, onde tomamos a bela trilha até a Lagoinha. Depois de algumas horas curtindo o paraíso, seguimos em frente, subindo e descendo o morro para chegar ao Pântano do Sul. Quem nos aguarda aí é o famoso Arante, um dos mais tradicionais restaurantes de Florianópolis. Depois do devido tempo para matar a sede e a fome, descolamos algum ônibus que nos deixe próximos da praia da Armação. Aí, é só caminhar de volta para a Fiona. Para quem tem um dia inteiro à disposição, não poderia haver melhor programa!

Vista do costão na trilha da Lagoinha, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Vista do costão na trilha da Lagoinha, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Ao longe, as dunas da Joaquina vistas da trilha da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Ao longe, as dunas da Joaquina vistas da trilha da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Trilha da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Trilha da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Pois bem, planos feitos, mãos à obra. São 22 km ou pouco mais de meia hora do centro até a praia da Armação. Esse é um dos bairros pitorescos de Florianópolis e um dos meus preferidos. Já fiquei hospedado aí algumas vezes, principalmente quando vinha fazer a travessia da Lagoa do Peri. Ela é a “irmã mais nova” da Lagoa da Conceição, tão bela como a outra, mas muito menos desenvolvida turisticamente. A mata Atlântica ao seu redor está bem conservada e a água é muito boa para nadar. Mas hoje, a lagoa do Peri não era o nosso destino. Passamos diretamente por ela rumo à Armação, um dos mais antigos e prósperos povoamentos da ilha.

Vegetação ao longo da trilha da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Vegetação ao longo da trilha da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Vegetação ao longo da trilha da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Vegetação ao longo da trilha da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Vegetação ao longo da trilha da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Vegetação ao longo da trilha da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Infelizmente, pelo menos para nossa cultura atual, essa prosperidade está ligada à caça às baleias. O próprio nome da praia vem dessa atividade. “Armação” era o nome que se dava ao conjunto de construções e maquinaria usada na dissecação e aproveitamento dos pobres cetáceos. A “armação” instalada aqui foi a primeira da ilha e a segunda do estado, ainda no séc. XVIII, em tempos do Brasil colonial. A armação prosperou, um igreja hoje ainda de pé foi construída e uma vila cresceu ao redor dela, atraindo famílias em busca de emprego.

Trilha da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Trilha da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Admirando o belo cenário da trilha da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Admirando o belo cenário da trilha da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


O belo cenário da trilha da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

O belo cenário da trilha da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


As baleias eram arpoadas e capturadas em alto mar e trazidas para a praia vizinha, onde eram mortas. Não demorou muito para que ela fosse chamada de “Praia do Matadeiro”, nome que persiste até hoje. Depois, o cetáceo era “processado” na armação. Uma baleia de 30 toneladas chega a ter 6 mil litros de óleo, na época muito usado como combustível para iluminação. As barbatanas e nadadeiras seguiam diretamente para a Europa, onde viravam piteiras, tabaqueiras, guarda-chuvas, bengalas e outros itens de “primeira necessidade”. A carne, que não é muito saborosa para nossos padrões ocidentais, servia de alimento aos escravos. Ainda não haviam descoberto o mercado japonês...

Vista do costão de pedras na trilha da Lagoinha, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Vista do costão de pedras na trilha da Lagoinha, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


O belo cenário da trilha da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

O belo cenário da trilha da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Meio século de riquezas minguou com a escassez das baleias, cada vez mais próximas da extinção, e com a concorrência inglesa instalada nas ilhas do Atlântico Sul. Eles matavam as baleias por lá, antes que elas viajassem para cá. Já a partir da metade do séc. XIX, a armação era um negócio decadente. Mas a comunidade já estava instalada por aqui e passaram a viver de outras coisas, como agricultura e pesca. Nos últimos 30 anos, foi o turismo que passou a ser a força econômica dominante e as baleias até começaram a voltar, atraindo ainda mais turistas. A igreja construída há 250 anos continua sendo o centro da vila e nossa Fiona ficou aí pertinho.

Depois de quase duas horas de caminhada, a chegada à praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Depois de quase duas horas de caminhada, a chegada à praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Alegria na chegada à praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Alegria na chegada à praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


A lagoa que dá nome à praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

A lagoa que dá nome à praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Nós atravessamos o rio que desagua a Lagoa do Peri no mar e uma pequena trilha nos levou à praia do Matadeiro. Hoje, além do nome, nada lembra seu passado sangrento. Ao contrário, é um poço de tranquilidade, poucas casas, mar calmo e distante do trânsito. Alguns restaurantes e música no final de tarde. Uma delícia de programa para passar o dia.

Onda deixa uma cabeleira para trás ao estourar na praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Onda deixa uma cabeleira para trás ao estourar na praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Grandes ondas na praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Grandes ondas na praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Mas, para nós, o programa era outro. No final da praia, lá está a placa indicando o início da trilha. Não tem como errar. Depois, é só ir seguindo o caminho. Aos poucos, a vista se abre e passamos a ver a praia e a ilha do Campeche e até as dunas da Joaquina, ao longe. Vamos contornando a costa, subindo levemente, o mar ficando para baixo, a vista mais e mais bela, os costões de pedra mais imponentes. Aqui e ali, alguma bifurcação, mas são apenas variantes do mesmo caminho, todas as trilhas se encontrando mais adiante.

A praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

A praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Chegando à praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Chegando à praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Por fim, já altos o suficientes para cruzar o morro, avistamos a Lagoinha pela primeira vez. É um colírio para os olhos, a praia de areias claras espremida pelas montanhas cobertas de florestas. Achamos um bom mirante e aí ficamos por um bom tempo, apenas admirando aquela visão fantástica à nossa frente. As ondas são mesmo fortes, mas a lagoa atrás da praia inspira calma e tranquilidade. Uns poucos felizardos estão lá embaixo, perdidos no meio daquela vastidão selvagem e natural.

Na praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Na praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Refrescando-se na lagoa da praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Refrescando-se na lagoa da praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Refrescando-se na lagoa da praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Refrescando-se na lagoa da praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Devagar, vamos descendo. Não porque a trilha é difícil, mas porque as opções e tentações para fotografar são muitas. Enfim, chegamos às areias e seguimos diretamente para a lagoa. As águas são cristalinas e não resistimos a um bom banho de água doce. Daí para o sol, ara esquentarmos novamente, e para o mar, com a água muito mais fria. Depois, lagoa novamente. Só precisamos tomar cuidado para não pisar no fundo e levantar sedimentos. Boiando na água e mirando o céu, ouvindo o barulho das ondas ao fundo e cercados pela mata Atlântica, a sensação é a de total integração com a natureza. Não é difícil entender porque as pessoas acampam por aqui, para passar dias no meio dessa natureza pujante. Nessa época do ano, é preciso trazer toda a comida e bebida, mas na temporada, tem até uma vendinha.

A água cristalina da lagoa da praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

A água cristalina da lagoa da praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Curtindo a praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Curtindo a praia da Lagoinha do Leste, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Bom, depois de nos esbaldarmos por algumas horas e explorarmos a praia de ponta a ponta, era hora de seguirmos para o Pântano do Sul. A trilha, com muita sombra, é uma pirambeira só até um mirante, bem no ponto mais alto do caminho. Mas a vegetação cresceu e quase não nos deixa ver a Lagoinha lá embaixo. Em compensação, a vista da praia do Pântano do Sul, do outro lado, é bem ampla. Vinte minutos de caminhada e já chegamos na areia, quase ao lado do famoso restaurante Arante.

Mirante no ponto mais alto da trilha entre a Lagoinha do Leste e o Pântano do Sul, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Mirante no ponto mais alto da trilha entre a Lagoinha do Leste e o Pântano do Sul, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


A primeira visão da praia do Pântano do Sul, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

A primeira visão da praia do Pântano do Sul, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


A primeira visão da praia do Pântano do Sul, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

A primeira visão da praia do Pântano do Sul, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Esse restaurante é praticamente uma instituição de Florianópolis. Instalado “com o pé na areia”, o restaurante tem mais de 50 anos de idade e, na década de 70, virou ponto de referência para estudantes que iam acampar no Pântano do Sul. Para avisar os amigos que chegariam mais tarde aonde já estavam acampados, eles deixavam bilhetes pregados nas paredes do restaurante. Aos poucos, a moda pegou e todo mundo queria deixar por lá o seu “recadinho” também, seja um agradecimento, poesia, desenho ou filosofia barata. De frente ao mar, a paisagem realmente nos estimula a isso. Virou uma tradição! O restaurante é grande, muitas salas, muitas paredes, um teto enorme. Mas é difícil encontrar algum lugar para deixarmos nossos bilhetes. Por sorte, já tem vários por lá apodrecendo, caindo e abrindo espaço para os mais novos.

Fim de tarde na praia Pântano do Sul, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Fim de tarde na praia Pântano do Sul, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Restaurante Arantes, na praia do Pântano do Sul, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Restaurante Arantes, na praia do Pântano do Sul, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Paredes e teto cobertos de bilhetes, tradição no restaurante Arantes, na praia do Pântano do Sul, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Paredes e teto cobertos de bilhetes, tradição no restaurante Arantes, na praia do Pântano do Sul, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Obviamente, mais interessante que deixar nossos recados, é ler os antigos. Ficamos lá garimpando e, com a ajuda de um garçom bem simpático, achamos umas preciosidades. Mas nem só de bilhetes vive o Arante. Além da vista, a culinária também é muito saborosa, embora o preço já reflita um pouco a fama que ele tem. Barato mesmo, só a cachaça, que é de graça! Como passar por lá e não tomar esse tesouro? Além de esquentar o corpo, ainda nos inspira a escrever mais, hehehe.

No tradicional restaurante Arantes, na praia do Pântano do Sul, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

No tradicional restaurante Arantes, na praia do Pântano do Sul, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Cerveja Devassa no restaurante Arantes, na praia do Pântano do Sul, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Cerveja Devassa no restaurante Arantes, na praia do Pântano do Sul, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina


Bom, depois de pingas e cervejas, pastéis e bolinhos de peixe e camarão, hora de encarar o transporte urbano. Não demorou muito e ainda ficamos amigos de uma simpática paraense que veio lá do outro lado do Brasil se instalar nessa ilha que ela adora. Só reclamou um pouco do frio. Comparado com Belém, parece até o polo norte! A conversa durou até chegarmos ao nosso ponto e, poucos minutos mais tarde, já estávamos a bordo da Fiona, voltando para o centro e felizes da vida com o dia pleno que tínhamos tido. Que delícia de ilha!

Tomando uma pinguinha no tradicional restaurante Arantes, na praia do Pântano do Sul, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Tomando uma pinguinha no tradicional restaurante Arantes, na praia do Pântano do Sul, na costa sul de Florianópolis, em Santa Catarina

Brasil, Santa Catarina, Florianópolis, Armação, história, Lagoinha do Leste, Matadeiro, Pântano do Sul, Praia, trilha

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Flores da Pennsylvania

Estados Unidos, Delaware, Newark, Pennsylvania, Longwood Gardens

As maravilhosas flores na estufa do Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

As maravilhosas flores na estufa do Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos


O ponto alto do nosso passeio ao parque de Longwood Gardens foi, sem dúvida, a hora passada dentro da fantástica estufa do Jardim Botânico.

A magnífica estufa do Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

A magnífica estufa do Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos


O belo interior da estufa de Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

O belo interior da estufa de Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos


Os parques, fontes, caminhos bucólicos e a casa de Pierre Du Pont também são lindos, mas foi a gigantesca estrutura de vidro criada para abrigar as mais belas e interessantes flores do planeta que mais chamaram minha atenção.

As maravilhosas flores na estufa do Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

As maravilhosas flores na estufa do Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos


As maravilhosas flores na estufa do Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

As maravilhosas flores na estufa do Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos


Engraçado que, quando eu entrei, tinha grandes expectativas, mas a primeira impressão foi: “É só isso?”. Tinha achado o salão envidraçado bonito, mas não muito grande. Mal sabia que ele era apenas o começo daquele verdadeiro castelo de cristal.

coleção de orquídeas no Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

coleção de orquídeas no Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos


As maravilhosas flores na estufa do Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

As maravilhosas flores na estufa do Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos


Bastaram alguns minutos para minhas expectativas serem ultrapassadas de longe. Tudo muito bem decorado e arranjado entre jardins e fontes. Mas as estrelas, claro, são as flores.

Um florido bonsai no Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

Um florido bonsai no Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos


De todas as cores e formas, perfumes e lugares. Delicadas, grandes, desérticas, tropicais e até carnívoras. Um espetáculo!

Flôr de cactus no Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

Flôr de cactus no Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos


Plantas Carnívoras em Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

Plantas Carnívoras em Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos


Coleções de orquídeas, de bromélias, de bonsais. E o Oscar nos explicou que estão sempre mudando. Ele já visitou várias vezes e tem sempre novidades.

Interior da gigantesca estufa de Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

Interior da gigantesca estufa de Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos


Enfim, para aqueles que gostam de flores e também para os que não gostam (aqui, vão aprender a apreciar!), é um programa obrigatório. Nosso muito obrigado ao bilionário visionário Pierre Du Pont por nos deixar esse legado. Isso sim que é saber investir! Patrimônio da Pennsylvania, do Delaware (viu, Oscar!), dos Estados Unidos e de toda a humanidade!

As maravilhosas flores na estufa do Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

As maravilhosas flores na estufa do Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

Estados Unidos, Delaware, Newark, Pennsylvania, Longwood Gardens, Longwood Gardens

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Um Dia Mais Mundano

Brasil, Bahia, Caravelas, Abrolhos

Bico de proa do barco em direção à Abrolhos - BA

Bico de proa do barco em direção à Abrolhos - BA


Hoje foi dia de chuva. Bastante chuva. Conforme a previsão. Além disso, o ouvido da Ana não melhorou. Passamos o dia na pousada. Rearrumamos a Fiona. Sempre que encerramos uma temporada de mergulhos é tempo de rearrumação da Fiona.

Chegando em Abrolhos - BA

Chegando em Abrolhos - BA


Ficamos aproveitando a internet para botar coisas em dia e planejar os próximos. Há muita coisa para fazer na região, mas a maioria pede dias de sol. Amanhã, a previsão é de mais chuva. Depois melhora. Se rumarmos para o norte agora, muita coisa fica para trás e não poderemos voltar. Se ficarmos aqui esperando, o tempo vai passando. Esse é o nosso dilema.

Pronta para o mergulho noturno em Abrolhos - BA

Pronta para o mergulho noturno em Abrolhos - BA


Início de mergulho noturno em Abrolhos - BA

Início de mergulho noturno em Abrolhos - BA


Por fim, resolvemos avançar um pouco. Até Itamaraju. Fica perto o suficiente de atrações como o Corumbau e o Parque do Monte Pascoal, já significa um avanço rumo ao norte e, se decidirmos voltar para Curumuxatiba, nem é tão fora de mão, só um pouco.

Refrescando-se no mar em Abrolhos - BA

Refrescando-se no mar em Abrolhos - BA


Itamaraju é daquelas cidades maiores que ficam na BR-101 nas quais eu jamais imaginei parar na minha vida. Cidades como Teixera de Freitas, Eunápolis ou Itabuna. São cidades de passagem cujo único significado para mim é que estou chegando perto da praia, de Porto Seguro, de Ilhéus, de Caravelas, etc...

Mergulhando no mar em Abrolhos - BA

Mergulhando no mar em Abrolhos - BA


Refrescando-se no mar em Abrolhos - BA

Refrescando-se no mar em Abrolhos - BA


Pois bem, paguei minha língua e viemos dormir em Itamaraju. Encontramos uma cidade simpática com um povo amável que quer sempre ajudar e um hotel jóia, bem profissional. Um belo lugar para se pernoitar a caminho de algum lugar mais longe e evitar de se dirigir de noite por essas estradas.

Atobá na ilha de Santa Bárbara em Abrolhos - BA

Atobá na ilha de Santa Bárbara em Abrolhos - BA


Atobá na ilha de Santa Bárbara em Abrolhos - BA

Atobá na ilha de Santa Bárbara em Abrolhos - BA


O chato é que, de noite, o ouvido da Ana piorou. Ela falou com a Patrícia, sua mãe e médica também e juntas, descobriram que o médico de Caravelas fez o diagnóstico correto mas receitou o remédio errado. Amanhã cedinho, vamos à uma farmácia e tudo vai se resolver!

Veleiro em baía de Abrolhos - BA

Veleiro em baía de Abrolhos - BA


O belo e forte luar refletido no mar em Abrolhos - BA

O belo e forte luar refletido no mar em Abrolhos - BA


Não podemos controlar o tempo (tarefa de São Pedro), mas posso controlar as fotos que coloco no meu post. Assim, resolvi ilustrar esse com belas fotos ainda não usadas de nossa estadia em Abrolhos. Para amanhã, fotos fresquinhas!

O João fotografando, em Abrolhos - BA

O João fotografando, em Abrolhos - BA


João tirando fotos em Caravelas - BA

João tirando fotos em Caravelas - BA

Brasil, Bahia, Caravelas, Abrolhos,

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Animadas, Tristes Despedidas

Antártida, Atlântico Sul Antártida

Entre os muitos novos amigos a bordo do Sea Spirit, já no coquetel de despedidas da viagem

Entre os muitos novos amigos a bordo do Sea Spirit, já no coquetel de despedidas da viagem


Infelizmente, o tempo passa. Para mim então, um nostálgico convicto, quase doentio, é mais triste ainda. Enfim, temos de lidar com isso e nos preparar para o que vem e não para o que já se foi. Nessa nossa longa viagem de 1000dias por Toda América estamos constantemente encerrando ciclos e etapas e iniciando os próximos passos que, ao final, completarão nosso grande sonho de conhecer todo o continente. Agora, por exemplo, estamos terminando uma das mais empolgantes e antecipadas etapas de nossa grande aventura: a viagem à Antártida. Três semanas de júbilo total conhecendo regiões do nosso planeta com as quais eu sonhava desde criança. Foi simplesmente espetacular! Mas está terminando e temos de nos preparar e nos alegrar com o que vem pela frente: Argentina de norte a sul, Chile de sul a norte, nosso simpático vizinho Uruguai e o litoral sul do Brasil. Não dá para reclamar do que nos espera, certo?

Com nossa amiga Kim na nossa última tarde a bordo do Sea Spirit, já bem próximos da América do Sul

Com nossa amiga Kim na nossa última tarde a bordo do Sea Spirit, já bem próximos da América do Sul


No caminho de volta para a América do Sul, cozinheiro prepara deliciosas guloseimas para os passageiros do Sea Spirit

No caminho de volta para a América do Sul, cozinheiro prepara deliciosas guloseimas para os passageiros do Sea Spirit


Enfim, antes de começar esses novos ciclos, temos de finalizar o último, a nossa viagem à Antártida. Por incrível que pareça, Malvinas, Geórgia do Sul, a península antártica e até mesmo a Drake Passage já estão no nosso retrovisor. Nesse longo caminho, aprendemos muito, nos extasiamos com paisagens inesquecíveis e também fizemos dezenas de novos amigos. Amigos que seguirão, cada um, os seus caminhos. Gente que durante 3 semanas convivia conosco 24 horas por dia e que, provavelmente, nunca mais veremos nessa nossa curta passagem pela vida. Então, durante esses últimos momentos navegando em alto-mar no confortável e cada vez mais querido Sea Spirit, nossa casa flutuante nesses 20 dias, foi o tempo que tivemos para muitas despedidas. Animadas, intensas e tristes despedidas.

Última atividade do grupo de caiaque, a lavagem de todo o nosso equipamento antes de guardá-lo para o próximo grupo, a bordo do Sea Spirit, já a caminho da América do Sul

Última atividade do grupo de caiaque, a lavagem de todo o nosso equipamento antes de guardá-lo para o próximo grupo, a bordo do Sea Spirit, já a caminho da América do Sul


Última atividade do grupo de caiaque, a lavagem de todo o nosso equipamento antes de guardá-lo para o próximo grupo, a bordo do Sea Spirit, já a caminho da América do Sul

Última atividade do grupo de caiaque, a lavagem de todo o nosso equipamento antes de guardá-lo para o próximo grupo, a bordo do Sea Spirit, já a caminho da América do Sul


O processo já começou ainda antes de entrarmos na Drake Passage, com os últimos icebergs da Antártida na nossa alça de mira. Pouco depois de voltarmos da praia de Brown Bluff, no dia 20, foi a hora do grupo de caiaque se reunir pela penúltima vez. Todos trouxemos nossos equipamentos, as roupas e o colete, e fizemos uma sessão conjunta de “lavação”. A ideia era tirar toda a água salgada, secar os equipamentos e deixá-los prontos para a próxima turma de passageiros do Sea Spirit que vão embarcar no navio dia 23, em Ushuaia. Estranho deixar para trás roupas que estiveram conosco nas nossas cabines por tanto tempo.

A Anna coloca suas roupas de caiaque para secar, depois de uma lavada geral, a bordo do Sea Spirit, já a caminho da América do Sul

A Anna coloca suas roupas de caiaque para secar, depois de uma lavada geral, a bordo do Sea Spirit, já a caminho da América do Sul


Depois de lavadas, nossas roupas de caiaque secam no varal a bordo do Sea Spirit, já a caminho da América do Sul

Depois de lavadas, nossas roupas de caiaque secam no varal a bordo do Sea Spirit, já a caminho da América do Sul


No dia seguinte foi a vez da última reunião. A Val, eficiente como sempre, já tinha preparado um vídeo com os melhores momentos da nossa convivência, desde as primeiras aulas sobre como usar o equipamento e o próprio caiaque até a hora da lavação das roupas, na véspera, passando por cada uma das nossas sete saídas. Foi emocionante ver e rever nossas imagens remando entre focas e pinguins, icebergs e paisagens deslumbrantes. Adicione a isso uma trilha sonora emocionante e o clima de despedida e temos a receita perfeita para muitas lágrimas. Parabéns à nossa guia por conseguir montar e editar esse vídeo com tanta presteza!

Visitando a sala de comando da casa de máquinas do Sea Spirit, durante nossa travessia da Drake Passage

Visitando a sala de comando da casa de máquinas do Sea Spirit, durante nossa travessia da Drake Passage


Visitando a Sala de Máquinas do Sea Spirit e seus possantes motores, durante nossa travessia da Drake Passage

Visitando a Sala de Máquinas do Sea Spirit e seus possantes motores, durante nossa travessia da Drake Passage


A nossa navegação pela Drake Passage foi, como dizem os americanos, um “piece of cake”, o que nos permitiu aproveitar ao máximo as últimas horas no Sea Spirit. Eu e a Ana até pudemos fazer um tour pela impressionante Casa de Máquinas do navio. Essa não era uma atividade oferecida aos passageiros, mas nada que uma boa conversa não possa solucionar. Assim, guiados pelo vice-comandante do navio, um simpático ucraniano, passamos uma hora passeando pelo porão do Sea Spirit por entre potentes motores, geradores e maquinaria pesada. Ver aquilo tudo de perto nos ajuda a entender a força desse navio que nos levou com tanta segurança e conforto através dos mares mais imprevisíveis do planeta.

Visitando a Sala de Máquinas do Sea Spirit e seus possantes motores, durante nossa travessia da Drake Passage

Visitando a Sala de Máquinas do Sea Spirit e seus possantes motores, durante nossa travessia da Drake Passage


Visitando a Sala de Máquinas do Sea Spirit e seus possantes motores, durante nossa travessia da Drake Passage

Visitando a Sala de Máquinas do Sea Spirit e seus possantes motores, durante nossa travessia da Drake Passage


O Sea Spirit foi construído em 1991, na Itália, e hoje navega com bandeira das Bahamas. Tem pouco mais de 90 metros de comprimento por 15 metros de largura e pesa 4.200 toneladas. Convertido para navio polar no início desse século, ganhou reforço nos cascos e estabilizadores que o ajudam a navegar de forma mais suave em águas bravias. Comporta até 114 passageiros (na nossa viagem, éramos pouco mais de 70) e um número um pouco menor de tripulantes. Os possantes motores que vimos hoje levam toda essa massa a uma velocidade próxima dos 15 nós. Para quem não sabe, um nó equivale a uma milha náutica por hora. A milha náutica tem 1.852 metros, portanto 15 nós = 15 x 1,852 = 27,8 km/h. Para um barco desse tamanho, não deixa de ser impressionante. Para quem ficou curioso sobre esse número esdrúxulo da milha náutica, ele equivale à extensão de um minuto de arco (minutos são a divisão de 1 grau, que tem 60 minutos) da Linha do Equador ou dos meridianos da Terra. Conta rápida: a linha do Equador tem aproximadamente 40 mil km (uma volta na Terra!). Divida isso por 360 (número de graus de uma circunferência) e depois por 60 (número de minutos em cada grau) e (bingo!) vc vai chegar ao valor da milha náutica!

Uma espécie de leilão de ítens de viagem é realizado no Sea Spirit durante nossa tranquila passagem pela Drake Passage

Uma espécie de leilão de ítens de viagem é realizado no Sea Spirit durante nossa tranquila passagem pela Drake Passage


Preparativos para mais um coquetel a bordo do Sea Spirit no nosso caminho entre a Antártida e a América do Sul

Preparativos para mais um coquetel a bordo do Sea Spirit no nosso caminho entre a Antártida e a América do Sul


Último dia para visitar a lojinha do Sea Spirit, antes de chegarmos à América do Sul

Último dia para visitar a lojinha do Sea Spirit, antes de chegarmos à América do Sul


Bom, além dessa nossa visita à sala de máquinas, o resto do tempo foi dedicado à leitura, contemplação e muita socialização no navio em diversos eventos. Um dos mais animados foi um leilão de “memorabilia” da viagem, itens simples como adesivos, bonés e camisas até os mais valiosos, como o mapa em que o comandante do navio foi marcando toda a nossa rota ao longo do caminho. O dinheiro arrecadado foi todo doado para causas sociais e ambientais e os valores pagos chegaram a 1.500 dólares! Foi uma diversão para todos e muito difícil nos conter de também fazer lances. Ao final, me arrependi de não ter comprado ao menos algum dos itens mais baratos, que saíram por 50 dólares, mas que valiam mais do que isso, computado o valor sentimental. Para quem não comprou nada, sempre havia a chance de uma última visita à lojinha do navio, claro!

O valente capitão do Sea Spirit se prepara para um discurso durante coquetel de despedidas

O valente capitão do Sea Spirit se prepara para um discurso durante coquetel de despedidas


Com a sulafricana Kim e a neozelandesa Cheli durante coquetel de despedida no Sea Spirit

Com a sulafricana Kim e a neozelandesa Cheli durante coquetel de despedida no Sea Spirit


A Ana e a Kim fazem em merecido agrado na Cheli, a líder da nossa expedição à Antártida

A Ana e a Kim fazem em merecido agrado na Cheli, a líder da nossa expedição à Antártida


Tão animado como o leilão foram os coquetéis. Com direito a discurso de despedida do capitão do navio e também da nossa querida e eficiente Cheli, a neozelandesa líder da expedição. Depois muita bebida para os convivas e a chance de, uma vez mais, conversar e dar risadas com nossos guias que se tornaram grandes amigos. Faço especial menção ao Damien, nosso guia de história, e ao Jim, nosso ornitólogo, que tanto nos ensinou e inspirou sobre os pássaros antárticos.

Com a Val, nossa guia de caiaques, durante coquetel no Sea Spirit

Com a Val, nossa guia de caiaques, durante coquetel no Sea Spirit


Durante coquetel no Sea Spirit a caminho da América do Sul, entre nosso guia histórico, o Damien, e nosso ornitólogo, o Jim

Durante coquetel no Sea Spirit a caminho da América do Sul, entre nosso guia histórico, o Damien, e nosso ornitólogo, o Jim


Com o Collin, nosso guia de cetáceos e que treinou a famosa baleia Keiko (a Free Willy dos cinemas) a se readaptar à vida selvagem

Com o Collin, nosso guia de cetáceos e que treinou a famosa baleia Keiko (a Free Willy dos cinemas) a se readaptar à vida selvagem


Outra menção especial ao Collin, nosso guia de cetáceos. Com poucos dias de viagem descobri que ele tinha sido o treinador da Keiko, mas conhecida como Free Willy, astro dos cinemas. Foi ele que ensinou ela a se readaptar à vida selvagem, antes que ela fosse solta na Islândia, numa história emocionante e dramática muito mais incrível que a história fictícia do filme. Exemplo clássico da realidade superando a arte. Eu fiquei emocionado de ouvir a história dele sobre quando nadou com ela em águas abertas para se aproximar de um bando de orcas selvagens. Seu maior medo naquele momento não era estar no meio de orcas, mas o de ser atingido pelas centenas de pássaros que mergulhavam como balas no mar em busca de um cardume de peixes que por ali passava. Imagina só a cena! Também o Collin se emocionava com o meu interesse pelo assunto e com o tanto que eu já sabia de orcas e de vida marinha. Depois de muitos drinques, dizia para a Ana que estava impressionado pela quantidade e qualidade das minhas perguntas.

O Gunnar, nosso querido amigo brasileiro a bordo do Sea Spirit

O Gunnar, nosso querido amigo brasileiro a bordo do Sea Spirit


Último jantar a bordo do Sea Spirit, quase chegando a Ushuaia, na Terra do Fogo

Último jantar a bordo do Sea Spirit, quase chegando a Ushuaia, na Terra do Fogo


O australiano Lochi ganha mais um pouco de vinho no nosso último jantar no Sea Spirit

O australiano Lochi ganha mais um pouco de vinho no nosso último jantar no Sea Spirit


Bom, além dos nossos guias, também foi a hora de nossas últimas conversas com os outros passageiros. Kim, Brian, Anna, Anne, Lochi, Jeff, o brasileiro Gunnar, Sail, o escultor e artista Bart, entre outros, todos personagens marcantes dessas 3 semanas de viagem. Talvez ainda cruzemos com alguns deles em terra firme nesse dia que teremos em Ushuaia, mas tratamos de aproveitar esses últimos momentos em nosso lar comum, o Sea Spirit.

Um último e merecdido drinque de champagne a bordo do Sea Spirit, já quase chegando de volta à América do Sul

Um último e merecdido drinque de champagne a bordo do Sea Spirit, já quase chegando de volta à América do Sul


Aproveitamos também a tarde magnífica de céu azul, cada vez mais próximos da América do Sul, para fazer um último brinde em grande estilo, eu e a Ana, com champagne. Felizmente, entre nós não é o caso de uma despedida. Apenas o coroamento de mais uma etapa vencida e bem vivida, a realização de nosso sonho polar. Agora, é respirar fundo e partir para as próximas aventuras!

Um último e merecdido drinque de champagne a bordo do Sea Spirit, já quase chegando de volta à América do Sul

Um último e merecdido drinque de champagne a bordo do Sea Spirit, já quase chegando de volta à América do Sul

Antártida, Atlântico Sul Antártida, mar, Sea Spirit

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Brasília by Night. Com a Ana!!!

Brasil, Distrito Federal, Brasília

A Ana já está de pé, após a gripe, em Brasília - DF

A Ana já está de pé, após a gripe, em Brasília - DF


Final de tarde, começo da noite. A Ana já está boa o suficiente para sair do hotel, embora com algum sacrifício. Vale à pena, afinal é sua última chance. Amanhã cedo partimos para o Grande Sertão Veredas, em Minas.

Missa na igreja Dom Bosco, em Brasília - DF

Missa na igreja Dom Bosco, em Brasília - DF


Vamos primeiro para a rua das farmácias, atrá de medicações. Ali perto, na igreja Dom Bosco, há uma missa. Sem a luz do dia, os vitrais azuis perdem muito do seu efeito. Em compensação, o gigantesco lustre está aceso.

O Congresso no início da noite, em Brasília - DF

O Congresso no início da noite, em Brasília - DF


De lá para a esplanada e prédios governamentais. É a chance da Ana praticar a arte de tirar fotos no escuro. Com e sem tripé.

Catedral de Brasília - DF

Catedral de Brasília - DF


Por fim, demos um pulo no Palácio da Alvorada. Coincidentemente, minutos depois, passaram pela portaria uma comitiva cubana e, logo depois, com pressa pelo atraso, a comitiva no nosso grande líder, o sapo barbudo. Agora, nossa visita ao mundo político de Brasília está completo: Lula, Sarney, Collor e outras divindades menores...

Palácio da Alvorada, em Brasília - DF

Palácio da Alvorada, em Brasília - DF


Melhor de tudo: tudo fica muito mais interessante quando se está acompanhado da nossa cara-metade. Seja bem vinda, minha linda!

Observando o Palácio do Planalto, em Brasília - DF

Observando o Palácio do Planalto, em Brasília - DF

Brasil, Distrito Federal, Brasília,

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Negril e o Encontro com o Reggae

Jamaica, Montego Bay, Negril

Fim de tarde com banda de música no Rick's Cafe, em West End, em Negril, na Jamaica

Fim de tarde com banda de música no Rick's Cafe, em West End, em Negril, na Jamaica


Ontem pela manhã, ainda em Montego Bay, fizemos o check-out do hotel e, com mala e cuia, fomos ao aeroporto. Não para pegar um avião, mas um carro que nos levasse ao redor da Jamaica. Entre as muitas opções, escolhemos a Island Rental. Como já ocorreu outras vezes nessa viagem, resolveram dizer que o seguro do meu cartão não era válido no país e que deveria contratar um seguro. Segundo eles, apenas cartões americanos e canadenses cobrem a Jamaica. Resolvi peitar dessa vez, dizendo que meu cartão era válido no mundo. Ela me deixou sentar num computador com internet para provar o meu ponto. Não demorou muito para eu lhe mostrar que o cartão era válido sim, em todo o planeta. Tudo devidamente traduzido no Google Translator. Mas aí, ela disse que queria ver o nome da Jamaica na lista de países. Apenas “mundo” não era suficiente. Consegui então um telefone gratuito da Mastercard na Jamaica. Aí, para surpresa dela, confirmaram: “Sim, o seguro oferecido pelo cartão é válido na Jamaica, por 31 dias!”. Pronto! Conseguimos economizar 12 dólares ao dia, pelos próximos 8 dias! E a moral dos cartões brasileiros aumentou um pouquinho aqui na Jamaica...

Alugando carro em Montego Bay, na Jamaica

Alugando carro em Montego Bay, na Jamaica


Nosso carro na Jamaica, alugado em Montego Bay

Nosso carro na Jamaica, alugado em Montego Bay


Dirigindo do lado esquerdo na estrada (mão inglesa), atravessamos Montego Bay e pegamos a estrada para Negril, bem na pontinha oeste da ilha. Viagem curta, em menos de uma hora estávamos aqui. Ao contrário de Montego Bay, aqui só há uma e longa praia, no lado norte da cidade, chamada Long Bay. Todos os hotéis dividem irmãmente a praia, que é aberta e pública. Fica uma coisa muito mais natural e democrática que as pequenas praias fechadas de Mo-Bay. Atravessando a cidade, tem uma outra área de hotéis, mas ficam sobre pequenos penhascos, sem praia. Foi para lá que seguimos primeiro, para uma gostosa refeição no famoso Rockhouse Café, vista maravilhosa do mar azul. Hotel caríssimo, mas almoço bem em conta, ótima sugestão do guia.

O belo mar em frente ao Rockhouse, em Negril, na Jamaica

O belo mar em frente ao Rockhouse, em Negril, na Jamaica


Voltamos para Long Bay e nos instalamos no Sea Splash, hotel recentemente comprado pelo muito simpático americano Jim, que o está reformando. Com um enorme deck bem em frente à praia, faixa de areia de uns poucos 10 metros, o mar estava sempre logo ali, bem apetitoso. Essa seria a nossa casa pelos próximos dois dias!

A praia de Long Bay, em frente ao nosso hotel em Negril, na Jamaica

A praia de Long Bay, em frente ao nosso hotel em Negril, na Jamaica


Além da praia, outra coisa que melhorou bastante com relação à Montego Bay foi a trilha musical. Por aqui o reggae impera. A começar do hotel, onde um rastafári de quase dois metros de altura, o Winston, é o competente dj. Só música de primeira qualidade, desde os clássicos jamaicanos até a bossa brasileira, em nossa honra. Voltando à praia, aqui é possível fazer longas caminhadas – a praia tem 12 km de extensão. Areia bem fininha, parece uma manteiga em nossos pés. A quantidade de turistas impressiona, a grande maioria gente da melhor idade, americanos e canadenses, muitos “ligeiramente” acima do peso.

Gaiola-armadilha para lagostas na praia de Long Bay, em Negril, na Jamaica

Gaiola-armadilha para lagostas na praia de Long Bay, em Negril, na Jamaica


Vimos isso bem de perto, literalmente, hoje cedo. Isso porque resolvemos ir até o fim da praia, distante 6 km do nosso hotel. Quase chegando, de repente nos descobrimos no meio de um resort naturista, centenas de pelados a nossa volta. Mas aqui, ao contrário da simpática Tambaba, na Paraíba, ou Zipolite, no México, a densidade demográfica era enorme. O único trecho da praia que não é público. Nós, tão perto do nosso objetivo final, resolvemos seguir, mesmo depois que um segurança veio falar conosco. Seriam 150 dólares para comprar o passe para o dia. Nossa, não pagaria nem morto! Mesmo assim, deixou que visitássemos a área. Fomos e voltamos rapidinho, lugar esquisito para burro. Se eu fosse um naturista, gostaria de praias onde pudesse ter sossego, respirar, ter espaço. Definitivamente, não aqui!

Fim de tarde na praia de Long Bay, em Negril, na Jamaica

Fim de tarde na praia de Long Bay, em Negril, na Jamaica


Fim de tarde na praia de Long Bay, em Negril, na Jamaica

Fim de tarde na praia de Long Bay, em Negril, na Jamaica


Voltando ao dia de ontem, ao mesmo tempo em que o sol se punha de forma espetacular no mar do Caribe, falávamos por Skype com a família. Aniversário da mãe, que delícia poder ver os entes queridos, mesmo estando tão longe. Viva a internet! E olha que esse foi o único momento que ela funcionou aqui no hotel. Um presente!

Conversando por Skype com os pais no dia do aniversário materno, desde Negril, na Jamaica

Conversando por Skype com os pais no dia do aniversário materno, desde Negril, na Jamaica


Já mais de noite, fomos a um pequeno show de reggae. Caminhando pela praia mesmo, iluminada pela lua e estrelas num céu quase sem nuvens. Show bem mais ou menos. O que o fazia especial era que estávamos na Jamaica, ouvindo reggae. Uma das mil coisas a se fazer antes de morrer!

Winston, nosso amigo rasta, no pôr-do-sol na praia de Long Bay, em Negril, na Jamaica

Winston, nosso amigo rasta, no pôr-do-sol na praia de Long Bay, em Negril, na Jamaica


O dia de hoje começou parecido com o de ontem. Mergulho no mar, banho de piscina, tranquilidade total no deck do hotel em frente à praia, só observando a fauna local (inclusive na caminhada que descrevi acima). Aí, já de tarde, fui trabalhar um pouco no quarto enquanto a Ana sentiu uma daquelas vontades incontroláveis de socializar e ficou no deck mesmo. Bendita decisão! Quase duas horas depois ela foi me chamar para apresentar seus novos amigos!

A maravilhosa praia de Long Bay, em Negril, na Jamaica

A maravilhosa praia de Long Bay, em Negril, na Jamaica


Conheceu um grupo de americanos totalmente figuras, que já frequentam Negril e a Jamaica há mais de uma década. Entre cinquentenários e sexagenários, tinha mais de 200 anos ali na nossa frente, nas figuras do Bert, Peter, Bob e Howard. Ficamos especialmente amigos dos dois primeiros, o Bert a cara e o jeito do meu primo Chico, quando tiver 62 anos.

Com nosso amigo amigo Bert, no Rick's Cafe, em West End, em Negril, na Jamaica

Com nosso amigo amigo Bert, no Rick's Cafe, em West End, em Negril, na Jamaica


Bons conhecedores do país e de Negril, resolveram nos adotar pelo resto do dia. No final da tarde nos levaram ao Rick´s Café, segundo eles o mais famoso da cidade e o mais movimentado pôr-do-sol. Lá fomos no nosso carro, para o lado de West End, sobre os penhascos. A maior atração do Rick´s são exatamente esses penhascos, pontos perfeitos para um bom mergulho no mar. Enfim, uma espécie de Acapulco da Jamaica, só que com o mar bem azul. Centenas de pessoas vão para lá todos os dias, no fim de tarde, inclusive de barcos, para acompanhar os valentes que saltam fazendo piruetas de até 30 metros de altura. Aqui o mar é mais profundo que em Acapulco, assim como mais largo também. Mas a beleza do local e das águas torna o evento igualmente espetacular. O último saltador, um negão com percentual de gordura negativo no corpo, faz uma sessão de alongamento que anima as mulheres presentes, escala o trampolim mais alto, fica pendurado lá encima fazendo poses (mulherada vai ao delírio!) e depois dá um salto fantástico, salto mortal e tudo, entrando como um míssil na água. Espetacular!

Chegando ao famoso Rick's Cafe, em Negril, na Jamaica

Chegando ao famoso Rick's Cafe, em Negril, na Jamaica


Voltamos para o nosso hotel para descansar um pouco e nossos amigos nos levam então a um verdadeiro show de reggae, agora com cantores de primeira qualidade. O Chico, quer dizer, o Bert, nem nos deixa pagar. Diz que amigos são para isso! O show, o ambiente, as bandas, tudo é infinitamente melhor do que ontem. Agora sim nos sentíamos na Jamaica, Red Stripe na mão e reggae da melhor qualidade ali na frente, o palco a poucos metros de nós, espaço para todo mundo sem nenhum tipo de empurra-empurra. E nem sabíamos que o melhor ainda estava para acontecer...

Demonstração de coragem antes do incrível salto no Rick's Cafe, em West End, em Negril, na Jamaica

Demonstração de coragem antes do incrível salto no Rick's Cafe, em West End, em Negril, na Jamaica


Pois é, a banda de encerramento do show era o Mighty Diamonds. Confesso que nunca tinha ouvido falar, ignorante que sou, mas a partir de hoje virei fã para sempre. É, talvez, a mais antiga banda de reggae em atividade, tendo sido formada no final da década de 60. Três velhinhos incríveis, um deles o arquétipo do jamaicano, bem negro, cabelos longos cheios de dreads. Todos com cabelos embranquecidos pelo tempo, aquela vibe boa do reggae. Eu e a Ana mal acreditávamos na experiência que estávamos tendo, a sorte de estarmos lá naquele momento mágico. Ficamos imaginando como vários dos nossos amigos adorariam estar ali, curtindo também, e tentamos aproveitar por todos eles ao mesmo tempo. O único porém da história foi que, justo antes de sairmos para o show, a máquina fotográfica reclamou da bateria e, enfim, ficamos sem fotos, apenas memórias que nos acompanharão para sempre, com toda a certeza.

Salto com piruetas de 30 metros de altura no Rick's Cafe, em West End, em Negril, na Jamaica

Salto com piruetas de 30 metros de altura no Rick's Cafe, em West End, em Negril, na Jamaica


Sem dúvida, só este show já valeu nossa viagem à Jamaica. Mas ainda temos muito para ver e amanhã seguiremos viagem. Vamos para a costa sul do país, à praia conhecida como Treasure Beach, muito mais tranquila que as concorridas Mo-Bay e Negril. No caminho, passamos por uma das mais belas cachoeiras da Jamaica, que atende pelo curioso nome de Ys Falls.

Fim de tarde disputado e fotografado no Rick's Cafe, em West End, em Negril, na Jamaica

Fim de tarde disputado e fotografado no Rick's Cafe, em West End, em Negril, na Jamaica



P.S Para quem se interessar, taí o link para a página oficial do Mighty Diamonds: http://www.themightydiamonds.net/

Jamaica, Montego Bay, Negril, Might Diamonds, Praia, reggae

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Os Incríveis Chutes du Carbet

Guadalupe, Tròis Rivières, Grande Anse, Parc National de Guadeloupe

Caminhada até os Chutes du Carbet, no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

Caminhada até os Chutes du Carbet, no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe


Nosso dia começou de maneira meio estranha. Eram duas da manhã, a Ana já no sétimo sonho na cama ao meu lado, eu trabalhando um pouco no computador com as fotos dos últimos dias quando tive a nítida impressão de alguém abrir a porta dos fundos do nosso chalé. Levantei-me na hora para ir averiguar e aporta estava fechada. Mas não trancada! Sai do lado de fora, olhei e nada. “Deve ter sido o vento”, imaginei. Pois logo pela manhã haviam carros de polícia na porta do gite em que estávamos. Durante a madrugada, alguém entro no chalé ao lado do nosso e, enquanto a moça lá dormia, o invasor pegou seu lap top e carteira. Ela acordou com ele lá dentro ainda, mas rapidamente o gatuno se mandou. Essa é a vantagem de trabalhar até tarde! A simpaticíssima proprietária do gite, uma belga que falava muito bem espanhol, estava consternada. Enfim...

O oceano visto do alto do Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

O oceano visto do alto do Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe


Agora, com ela de olho em sua propriedade, voltamos para a praia para mais uma caminhada e mergulho saudáveis, sensação de estar na nossa querida Praia Vermelha, lá em Ubatuba. Sempre com a ressalva de que aqui, a água é muito mais transparente! Foram quarenta minutos de máximo aproveitamento, mas tínhamos de seguir viagem, pois ainda havia muito por ver em Basse Terre.

A primeira visão da majestosa 2a Queda dos Chutes du Carbet, no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

A primeira visão da majestosa 2a Queda dos Chutes du Carbet, no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe


Queríamos seguir para a ponta sul da ilha e, aconselhados pela nossa amiga belga, fomos seguindo no sentido horário, dando a volta em Basse Terre. Logo estávamos na costa ocidental dessa “asa” esquerda da ilha, Grande Terre do outro lado do braço de mar.

Mapa em 3-D do arquipélago de Guadalupe

Mapa em 3-D do arquipélago de Guadalupe


Na verdade, Guadalupe não é apenas uma ilha, mas um arquipélago. A ilha principal é dividida em duas “asas”, Basse Terre, montanhosa, do lado oeste, e Grande Terre, plana, do lado leste. À sudeste está Marie Galante (que nome lindo!), bem grandinha também. Ao sul de Basse Terre estão as Les Saintes, muito populares entre turistas, e do lado leste esta La Désirade, a menos visitada de todas. Nosso plano é dar um pulinho em Marie Galante, um bate e volta de um dia. O que mais me atraiu foi o fato de que a ilha só recebe turistas que falam francês, pois ninguém fala inglês por lá. Mas ainda não sabemos que vamos ter tempo...

Local perfeiro para descanso e reflexão no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

Local perfeiro para descanso e reflexão no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe


Apesar de formarem uma mesma ilha atualmente, Basse Terre e Grande Terre tem histórias completamente distintas. Elas se encontram em arcos ou fissuras diferentes, no encontro de placas tectônicas que formaram quase todas as ilhas caribenhas. O arco externo, onde está Grande Terre, foi muito ativo antigamente e a ilha foi formada há muito mais tempo que Basse Terre. Tanto que houve tempo da erosão acabar com suas montanhas a ponto da ilha ficar submersa e servir de base para uma enorme formação coralínea. Depois, com o recuo do nível dos mares, ela emergiu novamente. Enquanto isso, Basse Terre foi formada muito mais recentemente (em tempos geológicos!) e por isso é cheia de altas montanhas, ainda sujeita a grandes terremotos e erupções vulcânicas que continuam transformando sua paisagem. Quis o destino que essas duas ilhas se unissem por um istmo, formando a tal “borboleta”. Os nomes é que parecem trocados, afinal Grande Terre é baixa e Basse Terre é alta... Mas é que a origem dos nomes está ligada à existência de ventos (muito fortes em Grande Terre a baixos em Basse Terre) e não às montanhas. Logo se vê que quem as nomeou eram marujos e não alpinistas!

Visita ao Parque Nacional em Basse Terre,região dos Chutes du Carbet, em Guadalupe, no Caribe

Visita ao Parque Nacional em Basse Terre,região dos Chutes du Carbet, em Guadalupe, no Caribe


Nós percorremos toda a costa ocidental de Basse Terre até o sul, quando entramos, por uma pequena estrada, no Parc National de Gaudeloupe uma outra vez. Fomos em direção aos famosos Chutes du Carbet, nome dado a três enormes cachoeiras que despencam quase cem metros no caminho das montanhas para o mar. Paisagem digna das nossas Chapadas, só que em plena mata tropical. De um mirante se pode observar duas dessas cachoeiras (estão no mesmo rio!). Só que o tempo nublado tampou a mais alta delas, e só pudemos ver o 2º salto. Uma agradável caminhada de 30 minutos pela mata, subindo e descendo escadas nos leva até a base dela, de onde ela fica ainda mais impressionante.

Grand Etáng, um grande lago no meio da mata do Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

Grand Etáng, um grande lago no meio da mata do Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe


Existe uma caminhada mais longa, que dura todo o dia, partindo do outro lado da montanha. A trilha leva ao alto do vulcão La Soufrière, que domina o sul da ilha e, na descida, passa por dois dos saltos dos Chutes du Carbet. Infelizmente, na nossa programação, não cabia essa caminhada. Uma tristeza! Vimos um grande grupo, já no final de tarde, todos com suas mochilas, entre os 50 e 60 anos, terminando essa caminhada. Os rostos indicavam uma sensação de conquista e o prazer de um dia duro na natureza. Todos, assim como a grande maioria dos turistas que vemos por aqui, franceses. É realmente um mundo completamente diferente das outras ilhas caribenhas que conhecemos, dominadas por turistas americanos e ingleses. Quanto à caminhada, um excelente motivo para programarmos outra viagem para Guadalupe...

Nadando em deliciosa piscina natural no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

Nadando em deliciosa piscina natural no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe


Depois de voltarmos para a entrada do parque, ainda tivemos tempo e disposição para descer 400 metros de pirambeira pela mata para chegarmos á Basin Paradise, uma belíssima piscina natural alimentada por uma cachoeira, cenário idílico no meio da mata tropical. Meia hora de prazer na água refrescante olhando aquela floresta ao nosso redor e tentando nos convencer que estávamos em pleno Caribe, numa pequena ilha perdida no meio do oceano. Nessa nossa vida de constante movimentação, temos que, de tempos em tempos, fazer uma “zoom out” virtual e nos olhar lá de cima, do espaço, para realmente entendermos aonde estamos. Uma espécie de contextualização geográfica, para valorizarmos ainda mais cada momento que estamos vivendo!

Banho refrescante na Basin Paradise, no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

Banho refrescante na Basin Paradise, no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe


Voltamos pirambeira acima até o carro e voltamos para a estrada principal, na costa. De lá para a ponta sul de Basse Terre, para a pequena cidade de Tròis Rivières, de onde saem os barcos para as ilhas de Les Saintes. Elas estavam ali, ao nosso alcance. Mas foi o mais perto que pudemos chegar delas. Outro motivo para voltar à Guadalupe...

Preparando uma macarronada em Tròis Rivières, no sul de Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

Preparando uma macarronada em Tròis Rivières, no sul de Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe


Dessa vez, tivemos mais trabalho para arrumar algum gite para dormir. Não temos mapas dessas cidades, nem GPS, nem endereços. São poucas as placas de propaganda, então não é fácil chegar até eles. Enfim, achamos e nos instalamos. Depois, corremos no mercado antes que fechasse. O menu de hoje foi uma bela macarronada, a Ana matando sua saudade de um fogão. Uma delícia o nosso lanchinho por aqui! Agora, uma boa noite de sono para, amanhã, visitarmos rapidamente a praia de areias negras aqui do lado e seguirmos viagem para o outro lado da “borboleta”, onde não há montanhas, mas venta bastante...

Deliciosa macarronada preparada pela Ana em Tròis Rivières, no sul de Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

Deliciosa macarronada preparada pela Ana em Tròis Rivières, no sul de Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

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