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Blog do Rodrigo - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Canadá Há 2 anos: Canadá

Paz em Treasure Beach

Jamaica, Treasure Beach

A linda e respeitosa árvore nas pedras de praia em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

A linda e respeitosa árvore nas pedras de praia em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica


Nosso plano original era ficar um dia inteiro em Treasure Beach e seguir viagem no dia seguinte. Ainda queremos passar em Port Antonio, na costa nordeste do país, conhecer as Blue Mountains, maior cordilheira de montanhas da Jamaica e passar um dia na capital, Kingston. Como vamos viajar para as Ilhas Cayman no dia 06, fazendo as contas, descobrimos que tínhamos um dia “sobrando”. Confabulando sobre como e onde passar esse dia, fazer um trekking nas montanhas, um dia de explorações a mais na capital ou aproveitar a praia, resolvemos apostar no que já era certo: nosso hotel em Treasure Beach estava muito gostoso e era ali que passaríamos o dia “extra”. Ótima estrutura, internet funcionando, boa comida, ótimo para colocar os posts em dia.

'Acorda, Ana!', em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

"Acorda, Ana!", em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica


Café da manhã no Jake, nosso hotel em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

Café da manhã no Jake, nosso hotel em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica


Então, aqui ficamos os primeiros dois dias do mês de Fevereiro. Nosso dia começava preguiçosamente no nosso quarto de arquitetura mourisca e vista para o mar, continuava de forma saudável com um café da manhã também com vista para o mar e se alongava com uma sessão de internet e trabalho com vista para o... mar!

Depois do café, hora do trabalho no Jake, nosso hotel em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

Depois do café, hora do trabalho no Jake, nosso hotel em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica


Nosso caminho para o mar em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

Nosso caminho para o mar em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica


O céu azul e o sol forte faziam nossa consciência doer e abandonávamos o computador para a agradável caminhada de 200 metros até a pequena praia ali perto. Aí, ficávamos um pouco na areia e outro pouco na água, tomando cuidado com as pedras, já que o litoral é bem mais rochoso por aqui.

Litoral de Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

Litoral de Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica


Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica


Ali na praia mesmo tinha um restaurante, o Jack Sprat, onde nos refestelávamos, tudo na conta do nosso quarto de hotel, pois são do mesmo dono. Eles também eram os responsáveis pela ótima trilha musical na praia, apenas reggae vintage. O fim de tarde era com um belo rum punch, já de volta no hotel, ao lado da piscina de água salgada trazida do mar. Céu entre o amarelo, o vermelho e o roxo e pelicanos fazendo acrobacias aéreas e mergulhos precisos para garantir suas refeições.

Bob Marley no Jack Sprat, famoso bar em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

Bob Marley no Jack Sprat, famoso bar em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica


Não vimos o Bob Marley, mas olha o cachorro dele aí! (em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica)

Não vimos o Bob Marley, mas olha o cachorro dele aí! (em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica)


Banho delicioso (o melhor chuveiro em 2012!), mais um pouco de internet e trabalho e o jantar, pois ninguém é de ferro. Enfim, uma saudável e tentadora rotina que mereceu mais um dia, até para poder ser chamada de rotina...

Brinde para a Jamaica, em Treasure Beach, no litoral sul da país

Brinde para a Jamaica, em Treasure Beach, no litoral sul da país


Pelicanos em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

Pelicanos em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica


Bom, esticamos o quanto pudemos, mas amanhã temos de partir. Longa viagem cruzando a ilha de oeste à leste, de sul à norte, passando por Kingston e cruzando as Blue Mountains. O objetivo é a charmosa Port Antonio, porto que recebe navegantes do mundo inteiro e um tipo de turismo que ainda não vimos no país, gente que veio para ver o país e não seus hotéis.

Reggae em praia de Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

Reggae em praia de Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

Jamaica, Treasure Beach, Praia

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Coyoacán e Xochimilco

México, Cidade do México

Os tradidionais barcos que levam as pessoas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México

Os tradidionais barcos que levam as pessoas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México


Uma grande cidade é formada por bairros com personalidade. É assim com Nova York, Paris, Rio, Buenos Aires e é assim também com a Cidade do México. Cada bairro tem vida própria, características distintas e atrai uma tribo diferente. São como pequenas cidades dentro da grande cidade.

Visitando a Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México

Visitando a Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México


Aqui na Cidade do México, já tínhamos visitado dois desses “bairros com personalidade”, entre tantos que existem. Foram o agradabilíssimo La Condesa e o boêmio Roma. Dois lugares que moraríamos tranquilamente! Mas outros dois bairros, duas das mais famosas vizinhanças da cidade, deixamos para visitar apenas hoje, na véspera de partirmos. O bairro de Coyoacán, famoso por ter sido o lugar onde moraram Frida Kahlo e Diego Rivera, e o bairro Xochimilco, último lugar na Cidade do México aonde se encontram os canais de navegação, da mesma maneira que era Tenochtitlán, a capital dos astecas.

Foto tradicional na Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México

Foto tradicional na Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México


Os dois bairros ficam na região sul da Cidade do México, facilitando que sejam conhecidos num mesmo dia. Ainda mais que estávamos acompanhados do Rodrigo, que já conhece bem os dois lugares. Aproveitou o sábado para poder nos acompanhar na programação. Mais do que isso, nos servir como guia! Assim, seguimos os três no seu carro através das freeways que cortam a cidade em direção à Coyoacán.

As típicas Catrinas mexicanas, aqui representando os artistas famosos na Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México

As típicas Catrinas mexicanas, aqui representando os artistas famosos na Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México


Logo no início do bairro de grandes casas centenárias está a casa onde viveram os consagrados artistas Frida e Diego. Hoje a tal casa (a famosa “Blue House”) é um museu, um dos mais visitados da capital mexicana, principalmente depois do sucesso do filme “Frida”, há alguns anos. Nessa casa, nasceu, viveu e morreu essa fantástica personagem que soube tirar do sofrimento inspiração para a sua arte e para a sua vida. Frida teve poliomielite quando criança, o que a deixou com uma perna mais grossa que a outra, e um terrível acidente de ônibus na adolescência que a deixou com sequelas pelo resto da vida. Além da dor quase constante e da impossibilidade de ter filhos, o acidente acabou por tirar-lhe uma perna e a vida ainda jovem, antes dos 50 anos.

A movimentada praça central de Coyoacán, bairro da Cidade do México

A movimentada praça central de Coyoacán, bairro da Cidade do México


Além de suas instigantes obras de arte (pinturas), chama a atenção a relação apaixonada e turbulenta com outra grande gênio mexicano, Diego Rivera. O casal viveu uma relação de amor e ódio, de idas e vindas e de traições e festas, divorciando-se e casando-se novamente. Apesar dos chifres recíprocos, incluindo um com León Trotski e outro com a irmã de Frida (esses foram os dois chifres mais doloridos!), o amor entre eles era claro e fica explícito não só pelas frases ditas ao longo de suas vidas, mas também pelo fato de estarem sempre se perdoando. A difícil relação acabava também por nutrir e enriquecer a arte de ambos.

Com o Rodrigo em almoço rápido em Coyoacán, bairro de Cidade do México tornado famoso por Frida e Diego Rivera

Com o Rodrigo em almoço rápido em Coyoacán, bairro de Cidade do México tornado famoso por Frida e Diego Rivera


Como boa parte dos turistas na Cidade do México, nós também fomos bater cartão na Blue House, onde se pode ver admirar quadros, fotos, objetos e textos de Frida, além de admirar a própria casa em que receberam tantos amigos ao longo da vida conjunta. Como a própria Frida nota, era difícil algum vez em que a Blue House não estivesse ocupada por hóspedes ou reuniões. Era uma casa aberta, assim como continua hoje. Só que hoje é pago. Mas vale a pena!

Porto fluvial no bairro de Xochimilco, na Cidade do México

Porto fluvial no bairro de Xochimilco, na Cidade do México


Depois da casa de Frida, pelo pouco tempo que tínhamos, tivemos de abdicar das visitas à Casa de Trotski, onde o revolucionário foi assassinado por um agente de Stálin, e da casa de Cortes, onde o conquistador morou por algum tempo após a queda de Tenochtitlán e onde os espanhóis torturaram vilmente o último imperado asteca, Cuahtemóc, para que este dissesse aonde estava o ouro asteca (o que ele não disse!). Ao invés disso, fomos à praça principal do bairro. Num sábado, ela e seus restaurantes e cafés ficam lotados, artistas populares disputando espaço com transeuntes e turistas ao redor dos coiotes que são a marca registrada do bairro (em Nahuatl, a língua asteca, Coyoacán quer dizer “Terra dos Coiotes”). Achamos espaço em um dos cafés e fizemos nosso gostoso almoço tardio ali mesmo.

Os tradidionais barcos que levam as pessoas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México

Os tradidionais barcos que levam as pessoas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México


Alimentados, seguimos então ainda mais para o sul, para o bairro de Xochimilco (“Lugar Onde as Flores Crescem”, em Nahuatl). Uma rede de canais (mais de 100 km) ainda corta o bairro, exatamente como era há 500 anos, antes de chegarem os espanhóis. Esses canais foram formados pela criação de ilhas artificiais no lago de Xochimilco. Essas ilhas foram formadas por nativos que juntavam barro e vegetação e os empilhavam nas águas rasas do lago, para depois usá-las para agricultura.

Com o Rodrigo, observando barco de Mariachis em Xochimilco, na Cidade do México

Com o Rodrigo, observando barco de Mariachis em Xochimilco, na Cidade do México


Hoje esses canais são percorridos por coloridas “trajineras”, ou gôndolas, levadas por um piloto que, ao invés de remar, empurra o chão com um longo bastão. Nos finais de semana, são os próprios mexicanos os maiores clientes desses passeios, famílias inteiras ou grupos de amigos que se reúnem para uma festa ou uma tarde animada. Afinal, as trajineras são grandes o suficiente para umas 20 pessoas, com bancos e mesas. As pessoas levam a bebida e a farofa enquanto o som fica por conta de barcos cheios de mariachis. Esses vem remando até nós, encostam no barco e oferecem seu “serviço”. Há também os barcos com comida e outros com artesanato, um verdadeiro mercado sobre as águas.

Barco de Mariachis em Xochimilco, na Cidade do México

Barco de Mariachis em Xochimilco, na Cidade do México


A gente estava bem diretoria, uma trajinera só para nós três, balde cheio de cervejas geladas. Deslizar tranquilamente pelas águas dos canais observando a paisagem à nossa volta e, sobretudo, a festa que se fazia nas outras trajineras foi muito legal, um dos muitos programas imperdíveis e inesquecíveis na Cidade do México. Mais legal e animado que andar de gôndola em Veneza! E o Rodrigo, que estava no “mood” de nos presentear, ainda pagou um barco de mariachis para uma cantoria particular. Para nos sentir mais mexicanos, só faltou o sombrero (aliás, as cervejas eram Corona!).

Passeando de barco pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México

Passeando de barco pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México


Navegamos por mais de uma hora. Na volta, já escuro, a festa continuava nos barcos, as pessoas mais animadas do que nunca. Bonito também são os barcos que se enchem de velas acesas, iluminando a noite e o canal. Uma visão que mistura o sagrado e o fantasmagórico. Que bela mistura!

Programa tradicional para quem visita a cidade, o passeio de barco nos canais de Xochimilco, bairro da  na Cidade do México

Programa tradicional para quem visita a cidade, o passeio de barco nos canais de Xochimilco, bairro da na Cidade do México


De volta à terra firme e antes de voltarmos para Santa Fé, já no segundo tempo da prorrogação, ainda fomos conhecer outro bairro famoso da capital, esse por sua vida noturna. Polanco também tem muitos restaurantes bacanas e foi num deles que fomos jantar e jogar conversa fora. Fim de um dia intenso numa cidade intensa. Resta saber se amanhã teremos pique e forças de acordar cedo para enfim pegarmos a estrada que nos levará ao norte do país, aos EUA e, eventualmente, ao Alaska. Veremos...

De noite, os barcos carregam velas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México

De noite, os barcos carregam velas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México

México, Cidade do México, Coyoacán, Frida Kahlo, Xochimilco

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Diz aí se você gostou, diz!

Providencia: Piratas e Tesouros

Colômbia, Providencia

Descobrindo uma pequena e maravilhosa baía em Isla Santa Catalina, no caribe colombiano

Descobrindo uma pequena e maravilhosa baía em Isla Santa Catalina, no caribe colombiano


Hoje não tínhamos muito tempo a perder por aqui, em Providencia. Afinal, às duas da tarde deveríamos estar no porto para embarcar de volta à San Andrés. Então, tratamos de acordar cedo e, pouco tempo depois, já estávamos correndo para Santa Isabel, a capital da ilha. Pouco mais de dois quilômetros sob sol ardente e chegamos à ponte que liga Providencia à terceira maior ilha colombiana no Caribe, Santa Catalina.

Acompanhando as cores do nascer-do-sol da janela do nosso quarto em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe

Acompanhando as cores do nascer-do-sol da janela do nosso quarto em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe


Essa ilha está bem em frente à Santa Isabel e uma charmosa ponte para pedestres com menos de duzentos metros faz a ligação com Providencia. Já tínhamos estado aqui na primeira noite e nos impressionado com a quantidade de pequenas arraias-chita que gostam de nadar sob a ponte. Agora, vínhamos conferir a mesma vista com a ajuda da luz do dia.

Ponte que liga as ilhas de Providencia e Santa Catalina, na Colômbia

Ponte que liga as ilhas de Providencia e Santa Catalina, na Colômbia


Ponte que liga as ilhas de Providencia e Santa Catalina, na Colômbia

Ponte que liga as ilhas de Providencia e Santa Catalina, na Colômbia


Nesse horário, as arraias-chita têm a concorrência de crianças, seja pescando, seja participando de uma aula de natação. Acho que, até por isso, nem eram tantas. Mas estava lá sim, marcando território. De cima da ponte, água completamente transparente sob nós, é como se fosse um gigantesco aquário.

Garotos pescam sob a ponte que liga Providencia à Santa Catalina, na Colômbia

Garotos pescam sob a ponte que liga Providencia à Santa Catalina, na Colômbia


Pequenas arraias-chita nadam sob a ponte que liga Providencia à Santa Catalina, na Colômbia

Pequenas arraias-chita nadam sob a ponte que liga Providencia à Santa Catalina, na Colômbia


Ao contrário de duas noites atrás, hoje seguimos adiante, até a ilha de Santa Catalina, um dos redutos prediletos de um dos mais famosos piratas da história, Henry Morgan. Durante duas décadas na segunda metade do séc. XVII, esse inglês foi o maior pesadelo dos barcos e cidades espanholas ao longo de todo o Caribe. De Cuba à Colômbia, ninguém estava a salvo. Foi ele que botou fogo na Cidade do Panamá, então a mais rica cidade espanhola do Novo Mundo. Esteve em Providencia e Santa Catalina várias vezes e até fundou por aqui uma “república livre dos piratas”, à qual os espanhóis trataram de destruir o quanto antes. Morgan foi condecorado várias vezes na Inglaterra, ao mesmo tempo em que era condenado à morte pelos espanhóis, que nunca conseguiram capturá-lo. Ele acabou morrendo por excesso de bebida, na Jamaica, e seus feitos nunca foram esquecidos aqui nesse pedaço de caribe colombiano, que sempre foi habitado por colonizadores ingleses, compatriotas do renomado pirata

Chegando à ilha de Santa Catalina, na Colômbia

Chegando à ilha de Santa Catalina, na Colômbia


Hoje, há várias homenagens na ilha a este famoso pirata, todas acessíveis através do único caminho que há em Santa Catalina, uma calçada que margeia sua costa sul. Para quem chega pela ponte e segue para a direita, a calçada termina no “canhão de Morgan”, uma das peças de artilharia usadas pelo antigo pirata. Além do próprio canhão e dos caranguejos que se vê no mangue atravessado pela calçada, esse lado do caminho não tem muita graça, não.

Caranguejo no manque da ilha de Santa Catalina, na Colômbia

Caranguejo no manque da ilha de Santa Catalina, na Colômbia


Melhor mesmo é seguir para o lado esquerdo. Aí, a calçada é mais longa e oferece vistas muito mais belas. Sempre ao lado do mar, é um convite a um cooper, se o calor do dia permitir. A calçada termina em uma escadaria que dá acesso a um antigo forte, agora com diversos canhões silenciosos apontados para um mar sem inimigos. De lá, cem degraus acima do nível do mar, tem-se vistas ainda mais belas das paisagens caribenhas que nos cercam.

Aproveitando uma sombra na orla da ilha de Santa Catalina, na Colômbia

Aproveitando uma sombra na orla da ilha de Santa Catalina, na Colômbia


Correndo na orla de Isla Santa Catalina, no caribe colombiano

Correndo na orla de Isla Santa Catalina, no caribe colombiano


Mas o melhor ainda está por vir. Do lado de lá, a escadaria desce para uma praia bem aprazível, ainda mais longe da civilização do que todas as praias de Providencia. E dessa praia parte uma trilha de um tesouro secreto que teria sido escondido pelo famoso pirata, tema tão recorrente em desenhos animados, livros e filmes de Sessão da Tarde.

Antigos canhões usados na defesa de Isla Santa Catalina, no caribe colombiano

Antigos canhões usados na defesa de Isla Santa Catalina, no caribe colombiano


Antigo canhão que defendia Isla Santa Catalina do ataque de piratas, no caribe colombiano

Antigo canhão que defendia Isla Santa Catalina do ataque de piratas, no caribe colombiano


Um pouco antes de iniciarmos a trilha, um barco aparece atrás da encosta. Não é o Morgan, claro! É o grupo que está participando da FAM Trip que falei no post passado, ao qual a Ana havia se juntado ontem. Estavam dando a volta em toda a ilha de barco, como parte de sua viagem e, de longe, a Ingrid, uma mergulhadora venezuelana há muito radicada na Espanha, exclama: “Ana! Você é onipresente!”.

Visita à Isla Santa Catalina, no caribe colombiano

Visita à Isla Santa Catalina, no caribe colombiano


A Ana fez, feliz, a sua social e seguimos adiante, na trilha do pirata. Passamos por outra pequena praia e dez minutos de caminho entre a mata e o mar nos levaram a uma enorme rocha no mar em forma de cabeça humana, a “Cabeça de Morgan”. O tesouro, jamais descoberto, estaria nas imediações. Bom, não demorou mais de um minuto para descobrirmos. Não um baú cheio de moedas e joias antigas, mas um verdadeiro tesouro natural, muito mais valioso: uma incrível baía de águas cristalinas, cor esmeralda, cercada de coqueiros que se debruçam sobre o mar. Uma verdadeira pintura!

Descobrindo uma pequena e maravilhosa baía em Isla Santa Catalina, no caribe colombiano

Descobrindo uma pequena e maravilhosa baía em Isla Santa Catalina, no caribe colombiano


Tenho certeza que o tal Morgan se refrescava por ali, ao lado da sua “cabeça”. E se ele o fazia, nós também! Meia hora de mergulhos, natação ou simplesmente ficar boiando de barriga para cima, no mais lindo dos lugares. Foi quando desistimos de voltar rapidamente para Cayo Cangrejo, para nadarmos até a ilha de lá. Nada poderia ser melhor do que o local onde já estávamos nadando. Nos primeiros minutos estávamos completamente a sós, nós e a cabeça vigilante. Depois, chegou um simpático casal de argentinos, agora moradores da Colômbia, muito felizes também por terem descoberto o “tesouro de Morgan”.

Refrescando-se no mar paradisíaco da Isla Santa Catalina, no caribe colombiano

Refrescando-se no mar paradisíaco da Isla Santa Catalina, no caribe colombiano


Hora de voltar, fizemos todo o caminho de volta até Santa Isabel. Aí, a Ana descolou uma carona para Cayo Cangrejo com duas outras amigas que havia feito anteriormente perto do nosso hotel. Eu segui correndo, um último esforço para me estimular a um último mergulho, agora no mar em frente à pousada, com vista para o Cayo Cangrejo. Mas não teria tempo de nadar até lá, de modo que suas famosas águas azuis, só conhecemos de longe, mesmo.

Cayo Cangrejo e o incrível mar que a cerca, em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Cayo Cangrejo e o incrível mar que a cerca, em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Os últimos minutos na ilha foram de costumeira correria, por causa do horário do barco. Conseguimos mais uma carona para nos levar até o ancoradouro, mas lá chegando, demos por falta de um de nossos inúmeros volumes. Descolei uma outra carona salvadora de volta à pousada onde, ainda na estrada, o tal volume esquecido nos esperava ansiosamente. A mesma carona me levou de volta até a metade do caminho e o último quilômetro foi correndo mesmo. No final, deu tudo certo e não perdemos o barco, com direito a despedida à bordo do nosso amigo e anfitrião Betito. Melhor ainda, a viagem de volta foi infinitamente mais tranquila que a vinda, agora navegando à favor das ondas. No final da tarde, estávamos em San Andrés e, no início da noite, devidamente instalados no mesmo pequeno hotel de três dias atrás. Temos amanhã o dia inteiro para termos um gostinho daqui. No dia seguinte, bem cedinho, voo para Cartagena. Enfim, mais de 18 meses depois, já era tempo de voltarmos à nossa querida América do Sul!

Despedida do nosso querido anfitrião em Providencia, já no barco que nos levaria de volta à San Andrés, na Colômbia

Despedida do nosso querido anfitrião em Providencia, já no barco que nos levaria de volta à San Andrés, na Colômbia

Colômbia, Providencia, história, Praia, Santa Catalina, trilha

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Reveillon no Pai Mateus

Brasil, Paraíba, Cabaceiras (Laje do Pai Mateus)

Celebrando o reveillon no Lajedo do Pai Mateus, em Cabaceiras - PB

Celebrando o reveillon no Lajedo do Pai Mateus, em Cabaceiras - PB


Este é meu quinto reveillon com a Ana. Até hoje, todos eles foram celebrados na praia, em cidades como Florianópolis, Rio ou Itaúnas. Essa tem sido nossa opção "natural" para essa data. Nossa e a de muita gente. Assim, não é muito fácil encontrar lugares livres nas pousadas na praia para comemorar a passagem de ano. De norte a sul do Brasil. E quando se acha, o preço é exorbitante, principalmente quando não reservamos com antecedência. Pela própria natureza da nossa viagem, é muito difícil planejar onde estaremos numa determinada data num futuro de um mês. Tudo isso nos fez pensar que chegou a hora de passarmos um reveillon longe do mar.

Ceia de reveillon no Hotel Fazenda Pai Mateus, em Cabaceiras - PB

Ceia de reveillon no Hotel Fazenda Pai Mateus, em Cabaceiras - PB


O local que escolhemos fica em pleno sertão paraibano. Mas não é um lugar qualquer não. Muito pelo contrário! A região da Laje do Pai Mateus, próximo a cidade histórica de Cabaceiras, a sudoeste de Campina Grande, tem sido apelidada de "a hollywood brasileira", tal a beleza cênica de suas paisagens. São dezenas de filmes nacionais que tiveram suas locações por aqui, desde os mais simples até os mais famosos, como o Auto da Compadecida.

No início da década, com a ajuda de dinheiro escandinavo, foi construído um belo hotel fazenda na região. A mais famosa das lajes daqui, a do Pai Mateus, fica dentro da propriedade deste hotel (www.paimateus.com.br). Foi aqui que decidimos passar o primeiro reveillon da nossa jornada!

Falando no Skype com a Dani, Lulu e Tia Dri (em Curitiba) no reveillon em Cabaceiras - PB

Falando no Skype com a Dani, Lulu e Tia Dri (em Curitiba) no reveillon em Cabaceiras - PB


Chegamos já no escuro, vindos da Serra do Catimbau, em Pernambuco. Então, ainda não pudemos admirar as belezas da paisagem. O hotel organizou uma ceia para os hóspedes, com direito a peru! Com a ajuda da conexão de internet que eles tem por aqui, conseguimos falar pelo Skype com dois dos meus irmãos e também com a Dani e a Luisa em Curitiba. Foi muito jóia! Viva a tecnologia! A Lulu, como ela é chamada, está enorme, linda, descobrindo a vida e os computadores.

Ceia de reveillon no Hotel Fazenda Pai Mateus, em Cabaceiras - PB

Ceia de reveillon no Hotel Fazenda Pai Mateus, em Cabaceiras - PB


Enquanto a metade sul do país já soltava rojões, nós nos dirigimos à Laje do Pai Mateus, aqui perto. Não se esqueçam que estamos uma hora atrás, aqui no Nordeste. A Laje está a dois quilômetros de carro do hotel, mais uma pequena caminhada, subindo, de 500 metros. No alto, há grandes blocos de pedra, conhecidos aqui como matacões (boulders em inglês) que parecem ter sido colocados lá por uma grande mão. Blocos de dezenas de toneladas, formas variadas esculpidas através de processos geológicos, intemperismos físicos e químicos ao longo de dezenas de milhões de anos. É um cenário alucinante, msmo quando visto de noite.

Celebrando o reveillon no Lajedo do Pai Mateus, em Cabaceiras - PB

Celebrando o reveillon no Lajedo do Pai Mateus, em Cabaceiras - PB


A mais famosa das rochas é a Pedra do Capacete, com uma enorme cavidade interna. Incrível a categoria da natureza em conseguir moldá-la. Foi ali que vimos a virada do ano, acompanhados de boa champagne, observando a queima de fogos nas cidades ao longe. Céu estrelado sobre nossas cabeças. Embaixo, um terreno que já é ocupado por pessoas há mais de trinta mil anos, segundo estudos. Tudo isso se alia para criar uma área onde os místicos vêem e sentem muita energia e, até para pessoas mais céticas como eu, pode-se sentir que algo "vibra" no ar.

Celebrando o reveillon no Lajedo do Pai Mateus, bem abaixo da Pedra do Capacete, em Cabaceiras - PB

Celebrando o reveillon no Lajedo do Pai Mateus, bem abaixo da Pedra do Capacete, em Cabaceiras - PB


Foi realmente muito especial esse nosso primeiro reveillon longe do mar...

Brasil, Paraíba, Cabaceiras (Laje do Pai Mateus), Laje do Pai Mateus

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Manaus, o Perrengue e os Jipeiros

Brasil, Amazonas, Manaus

O famoso Teatro Amazonas. Estamos mesmo de volta a Manaus, a capital do estado

O famoso Teatro Amazonas. Estamos mesmo de volta a Manaus, a capital do estado


Acordamos hoje já na encruzilhada dos rios Negro e Solimões que, juntos, formam o gigantesco Amazonas. O barco fez a curva por aqui, subiu um pouco o rio Negro e aportou em Manaus. Ainda era madrugada e nós passamos mais umas duas horas nas nossas redes, esperando o dia clarear de vez. Finalmente, recolhemos nossas coisas, dobramos as redes e descemos para terra firme. Estávamos de volta ao porto de Manaus, depois de 26 meses!

Dormindo no barco até que amanhecesse em Manaus, no Amazonas

Dormindo no barco até que amanhecesse em Manaus, no Amazonas


Chegada a Manaus, no Amazonas

Chegada a Manaus, no Amazonas


Logo numa primeira vista, ainda lá no porto, já deu para ver que coisas importantes aconteceram por aqui nesse período. Para começar, a gigantesca ponte que atravessa o Rio Negro está pronta. Da outra vez, ainda não havia sido inaugurada. Cedinho, com a luz do sol batendo em cheio, estava bem bonita. Não resistimos a umas fotos! A outra era a famosa placa que marca a altura de todas as cheias anuais do Rio Negro. Lá estava a marcação da cheia de 2012, recorde absoluto! Não estava aqui da outra vez, pois ainda era 2011...

Chegada a Manaus, no Amazonas. Ao fundo, a enorme ponte que cruza o Rio Negro

Chegada a Manaus, no Amazonas. Ao fundo, a enorme ponte que cruza o Rio Negro


Quadro com a marca das cheias do rio, no porto de Manaus, no Amazonas. O recorde foi quebrado em 2012!

Quadro com a marca das cheias do rio, no porto de Manaus, no Amazonas. O recorde foi quebrado em 2012!


Saímos do porto e a nossa primeira missão era resgatar a Fiona, lá no estacionamento do aeroporto. Com tempo de sobra e querendo economizar alguns reais, tratamos de nos informar qual ônibus nos levaria até lá. Como hoje é domingo, são menos ônibus circulando e o que vai ao aeroporto é bem raro. Acabamos pegando um que nos deixaria nas imediações. Não demorou muito e lá estávamos nós. Mas, “imediações” é modo de falar, pois ele nos deixou a dois quilômetros do lugar...

Prédio histórico em Manaus, no Amazonas

Prédio histórico em Manaus, no Amazonas


Para quem acha que nossa viagem é só alegria, aqui vai a história de um perrengue. Lá estávamos nós parados num ponto de ônibus no fim do mundo, sem muita esperança de que passasse algum logo por ali. Resolvi fazer um pouco de exercício e deixei a Ana por lá, com as malas, e fui correndo para o aeroporto. Mesmo de papete e sol quente na cabeça, não demoro mais de 15 minutos para fazer essa distância, os pouco mais de 2 quilômetros. Dito e feito: bem suado, passo pela nossa querida Fiona no estacionamento, verifico que ela está em ordem e vou pagar a fatura para tirá-la de lá. Primeira surpresa: só aceitam pagamento em dinheiro. Meus cem reais na carteira não são suficientes para a semana que ela ficou lá...

O famoso Teatro Amazonas. Estamos mesmo de volta a Manaus, a capital do estado

O famoso Teatro Amazonas. Estamos mesmo de volta a Manaus, a capital do estado


Vou aos caixas eletrônicos e, segunda surpresa, a porcaria do Itaú está fora do ar. Os outros três caixas por lá não aceitam meu cartão e nem o cartão de crédito. Procuro uma bendita loja no aeroporto que possa trocar dinheiro pelo cartão de crédito. Todos os funcionários dizem que, infelizmente, seus chefes não permitem. Não tem remédio, tenho de pegar um táxi e ir buscar a Ana que a essa altura, já deve estar bem preocupada com a demora.

Tempos movimentados no Brasil! (em Manaus, no Amazonas)

Tempos movimentados no Brasil! (em Manaus, no Amazonas)


Pois é, estava mesmo. Agora, pelo menos, estamos os dois juntos. Os dois juntos e sem dinheiro. O táxi tem de nos levar até a cidade, onde há caixas eletrônicos que funcionam. Aí, retiramos o bendito dinheiro e voltamos para o aeroporto. Resultado da brincadeira do táxi, corrida pelo preço oficial da tabela, ida e volta para a cidade: 108 reais. E não tem choro ou gritaria que resolva. Preço padrão, sem chance de negociação, já que não depende do motorista, mas da empresa. Mas nos oferecem uma vantagem: podemos pagar com cartão! A vontade, é claro, é mandar enfiar o cartão, com todo o respeito, naquele lugar. No balcão do estacionamento, agora com dinheiro, a vontade é a mesma também. E no balcão de reclamações da Infraero, uma vez mais. Ali, deixamos a sugestão de que, quem sabe, para a Copa do Mundo, não seria uma boa ideia que cartões de crédito e débito fossem aceitos num aeroporto que vai receber gente do mundo inteiro...

Delicioso café da manhã tradicional em feira de Manaus, no Amazonas

Delicioso café da manhã tradicional em feira de Manaus, no Amazonas


Enfim, perrengues acontecem. Até mesmo numa viagem dos sonhos. O ar condicionado da Fiona nos ajuda a esfriar a cabeça e voltamos ao centro da cidade, para encontrar um hotel. Encontramos um delicioso, um boutique hotel a uma quadra da praça onde está o Teatro Amazonas. Um achado, e com ótimo preço. Da outra vez que estivemos em Manaus, ela ainda não havia sido inaugurado (outra coisa que mudou!) e, dessa vez, viemos direto para cá! Muito bem instalados e já relaxados, pudemos ir aproveitar essa bela cidade.

Deliciosa tapioca com tacumá e queijo coalho, em Manaus, no Amazonas

Deliciosa tapioca com tacumá e queijo coalho, em Manaus, no Amazonas


Deliciosa tapioca com tacumá e queijo coalho, em Manaus, no Amazonas

Deliciosa tapioca com tacumá e queijo coalho, em Manaus, no Amazonas


Começamos com um passeio pela praça e ao redor do famosos teatro e seguimos para a feirinha tradicional de domingo. Especial para comer um típico café da manhã amazonense: tapioca com queijo coalho e Tucumã, uma fruta local. Uma delícia! Tão boa que mereceu repeteco! Acompanhado de suco de fruta fresca, era como se começássemos o dia novamente, agora com o pé direito.

Café da manhã na feira, em Manaus, no Amazonas

Café da manhã na feira, em Manaus, no Amazonas


Depois de mais umas voltas caminhando, entramos em contato com o Claudionor, do jipe clube da cidade. Quem tinha nos passado o contato dele foi o Ricardo, lá de Boa Vista, Roraima. Queríamos encontrar com ele para falar das condições da estrada que liga Manaus a Porto Velho, considerada uma das piores do Brasil. Nós queremos (e vamos!) ir para a Rondônia, mas como chegar lá com a Fiona tem sido nossa maior preocupação nessas últimas semanas, já que o caminho e as rotas são uma incógnita.

Propaganda dos benefícios do guaraná, em feira em Manaus, no Amazonas

Propaganda dos benefícios do guaraná, em feira em Manaus, no Amazonas


Em teoria, existe uma estrada. Até o início da década de 80, passava até ônibus por lá. Mas a estrada acabou, virou coisa de jipeiro. Tentamos a todo custo descobrir o estado atual dela pela internet, mas as informações são muito desencontradas. Sem essa estrada, a alternativa é botar a Fiona numa balsa e subir o Rio Madeira. Mas todo o processo pode demorar até 10 dias! Não temos todo esse tempo, já que temos encontro marcado com um amigo em Cusco, que é nosso próximo destino depois de Rondônia, via Acre. Outra alternativa é levar a Fiona até Santarém, seguir até Cuiabá na péssima estrada que liga as duas cidades e seguir para Porto Velho. Uma volta dos diabos! Enfim, temos mesmo é de enfrentar e passar por essa misteriosa estrada que segue diretamente para Porto Velho, aqui de Manaus. Por isso, queríamos falar com os jipeiros daqui.

Jantas com integrantes do jipe clube de Manus, no Amazonas

Jantas com integrantes do jipe clube de Manus, no Amazonas


O Claudionor nos atendeu super bem, fez festa ao telefone e logo organizou um encontro numa pizzaria, não só conosco mas com vários outros integrantes do jipe clube. De noite, veio nos encontrar no hotel e fomos seguindo ele até o restaurante. Foi um encontro joia, muita gente, muitas perguntas, muitas histórias. Todo mundo querendo saber da nossa viagem e nós querendo saber da bendita estrada. Alguns dos jipeiros já tinham feito ele por inteiro e nos deram todas as dicas. Melhor, disseram que passaríamos com certeza! Tiramos um baita peso da cabeça e finalmente ficamos seguros do caminho a seguir.

Caloroso encontro  com integrantes do jipe clube de Manus, no Amazonas

Caloroso encontro com integrantes do jipe clube de Manus, no Amazonas


Enfim, o dia que começou meio complicado terminou em pizza e festa, a Fiona o centro das atenções. Muito obrigado a todos os novos amigos de Manaus. Pela pizza e pelas dicas. BR-319, aí vamos nós! Três dias de aventura em plena selva amazônica, mas levamos comida para uma semana, just in case... Se não dermos notícias em cinco dias, nossos amigos daqui se comunicam com o jipe clube de Porto Velho e organizam um resgate, uns saindo daqui, outros de lá e nos encontram em algum lugar. Vamos que vamos!

Com o Claudionor, do jipe clube de Manaus, no Amazonas

Com o Claudionor, do jipe clube de Manaus, no Amazonas

Brasil, Amazonas, Manaus,

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Tobago Cays, Franceses e a Espaçonave Russa

São Vicente E Granadinas, Union Island, Tobago Cays

Admirando praia de Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Admirando praia de Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Logo cedo, estávamos embarcando na voadeira do “Tiger” para um dia de explorações pelo parque marítimo de Tobago Cays e outras pequenas ilhas próximas. Outra opção teria sido pegar um dos barcos grandes que fazem um day-tour parecido, mais esquematizado. No preço da passagem já estaria incluído comida e bebida também. Mas, fazendo as contas, principalmente a viagem para Granada amanhã (o mesmo Tiger vai nos levar), ficou melhor irmos no nosso “pequeno” grupo, composto por nós mesmos, hehehe. Além disso, o Tiger combinou um esquema de comermos e bebermos com outro grupo maior, todos de franceses, que seguiam em outro barco.

Saindo de voadeira de Union Island para Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Saindo de voadeira de Union Island para Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


O mar não estava para peixe, e foram uns 40 minutos de muito sacolejo para chegarmos à ilha onde foi filmado uma das cenas de “Piratas no Caribe”. Um pequeno paraíso cercado por areias brancas, mar caribenho e habitado apenas por coqueiros e caranguejos. Mas havia lá também uma outra coisa, que parecia meio fora do lugar. O Tiger logo disse: “São destroços de uma espaçonave russa”. Bem incrédulo, me aproximei. E não é que era mesmo! Claramente se via os escritos naquele estranho alfabeto cirílico, assim como as várias camadas de insulação que protegem a nave contra o choque de partículas no espaço, a velocidades muito maiores que da bala de um revólver.

Restos de nave russa em tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Restos de nave russa em tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Estava ali tentando imaginar como aquela estrovenga tinha chegado naquela ilha perdida no meio do Caribe quando nossa atenção teve de se concentrar em algo muito mais premente: o céu ameaçador anunciava a chegada de uma forte tormenta tropical. Foi só o tempo do Tiger levantar parte dos destroços da nave e encostá-los num coqueiro, fazendo um pequeno abrigo, que os fortes ventos e intensa chuva começaram. Ainda bem que não tinha sido quinze minutos antes, quando ainda estávamos em alto mar!

Protegendo-se de tormenta em abrigo improvisado com restos de nave russa em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Protegendo-se de tormenta em abrigo improvisado com restos de nave russa em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Pois bem, lá ficamos os três nessa situação realmente inusitada. Em uma ilha supostamente paradisíaca em pleno Caribe, cercados por uma forte tempestade e tendo como único abrigo os destroços de uma nave espacial! Difícil de acreditar... Ainda não sabia como a nave havia chegado aqui (de certo, o mar a trouxe de longe...), mas já sabia o porquê! Era para proteger dois manés brasileiros perdidos no meio de uma tormenta, hehehe!

Praia paradisíaca em manhã nublada em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Praia paradisíaca em manhã nublada em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


A tempestade demorou um pouco mais para ir embora do que tinha demorado para chegar. Mas, enfim, se foi... E nós pudemos caminhar um pouco pela pequena ilha, já não tão bela sob aquele céu cinzento. Começamos a conhecer também o grupo de franceses, que tinha se abrigado sob folhagens de coqueiros. Os franceses, pelo menos na nossa experiência, formam a maioria dos turistas por aqui. Talvez pela proximidade de Martinica e Guadalupe, talvez porque toda essas ilhas fizeram parte da história do país, nas suas guerras com a Inglaterra, o fato é que vimos dezenas deles, nesse último mês pelo Caribe.

Snorkel com tartarugas em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Snorkel com tartarugas em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Não demorou muito para vermos toda a ilha e logo o Tiger já estava nos levando para as próximas ilhas, bem ali do lado. Agora estávamos no coração das Tobago Cays, dezenas de iates e veleiros ancorados em suas baías protegidas. O mar estava com aquela cor verde esmeralda e, dessa vez, ao invés de nos deixar na praia, o Tiger nos deixou no meio da baía. É o melhor local possível para quem quer mergulhar com tartarugas. Nunca vimos tantas num mesmo lugar. Cheguei a enquadrar quatro na mesma foto, embora fique meio difícil de discernir todas elas na fotografia. Mas foram dezenas desses simpáticos animais. Essa espécie se alimenta de “sea grass”, e isso não falta naquela baía rasa de águas claras e tranquilas.

Snorkel com tartarugas (tem 4 delas na foto!) em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Snorkel com tartarugas (tem 4 delas na foto!) em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Depois de muita natação e perseguição às ariscas cascudas, nadamos para uma pequena ilha ali pertinho. Novo período de socialização com os franceses e tive de desenferrujar a língua novamente. Justo agora que já pensava que inglês e espanhol seriam suficientes para o resto da viagem, hehehe. Todos muito curiosos sobre a nossa viagem, explicaram que vinha numa viagem de grupo, organizada pela internet, onde se conheceram apenas no aeroporto, para um tour de duas semanas pelas ilhas do sudeste do Caribe.

Local do nosso almço em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Local do nosso almço em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


A próxima parada foi em uma ilha onde já estava preparado nosso banquete. Muito peixe, rum, batatas, saladas, arroz, frutas e o que eles chamam aqui de “lamby”. Apenas outro nome para “conch” (muito popular nas Bahamas), um tipo de marisco que vive dentro de conchas. Uma delícia! Mais uma oportunidade para socializar não só com os franceses, mas também com os rastas que organizavam o day-tour deles. Umas figuras!

Chegando à minúscula Happy Island, em frente à Union island, em São Vicente e Granadinas, no Caribe

Chegando à minúscula Happy Island, em frente à Union island, em São Vicente e Granadinas, no Caribe


Mais tempo para snorkel com peixes a arraias e seguimos para a pequena Happy Island, já bem perto de Union Island e do fim do passeio. Na verdade, a pequena ilha foi feita artificialmente, com conchas, areia e um pouco de cimento. É exatamente do tamanho de um bar e, na verdade, é um bar. Aí ficamos amigos de um simpático casal de canadenses que, além de nos pagar de surpresa nossos rum punches, ainda nos ofereceram estadia em sua cada, no Nappa Valley, a região produtora de vinhos na Califórnia, onde moram atualmente. Muito legal!

Novos amigos em Happy Island, em frente à Union Island, no sul São Vicente e Granadinas, no Caribe

Novos amigos em Happy Island, em frente à Union Island, no sul São Vicente e Granadinas, no Caribe


De volta à Union Island e á simpática e agitada Clifton, onde tivemos mais uma noite gostosa no bar da Niki (onde tínhamos conhecido a Eugenia), depois de comer outra pizza deliciosa na francesa, em companhia de uma dominicana que fazia aniversário e de um casal de franceses que estava no day-tour e que está de mudança para San Francisco. Ótima companhia, mas fomos todos dormir cedo. Amanhã é dia de viajarmos, de voadeira, para o último país desse nosso giro pelo Caribe, Granada. Serão dois dias em Carriacou e outros dois na própria Granada, de onde voamos no dia 1º para Barbados e Nova York. A tristeza de deixar o Caribe começa a bater...

Visitando loja de duas super figuras em Clifton, na Union Island, sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Visitando loja de duas super figuras em Clifton, na Union Island, sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

São Vicente E Granadinas, Union Island, Tobago Cays, Clifton, Happy Island, Praia

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Férias em Holbox

México, Holbox

Em meio às águas rasas do mar da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Em meio às águas rasas do mar da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Na manhã seguinte depois da nossa chegada à Holbox e da noite agitada de carnaval, era chegada a hora de conhecer as praias da ilha. Só tínhamos visto a costa voltada ao continente, tomada de mangues e águas escuras. Exatamente como o livro-guia havia nos prevenido. Então, sem muitas expectativas, caminhamos os pouco mais de 100 metros até lá, para dar uma olhada.

A incrível beleza das praias da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

A incrível beleza das praias da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Que lugar para armar a rede! (ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México)

Que lugar para armar a rede! (ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México)


Na verdade, não foi preciso andar tudo isso para que o queixo caísse, a respiração parasse e os olhos se arregalassem. De longe mesmo, o incrível tom de verde já saltou aos olhos. Não era aquele azul-piscina de Isla Mujeres, mas um verde esmeralda para ninguém botar defeito! Simplesmente, maravilhoso!

Descansando no paraíso! (ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México)

Descansando no paraíso! (ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México)


A diferença aqui é que as praias são infinitamente mais vazias e tranquilas que em Isla Mujeres. Fora da temporada dos tubarões-baleia, que começa em Abril, não são muitos os que vem para cá. Não sabem o que estão perdendo!

Combinação perfeita! (ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México)

Combinação perfeita! (ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México)


Relaxando, depois do almoço (ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México)

Relaxando, depois do almoço (ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México)


O mar é bem raso na primeira centena de metros, formando piscinas naturais de águas bem calmas e faixas de areia em meio ao verde, ilhas que são a imagem perfeita daquele paraíso idealizado por todos nós.

Hoteis na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Hoteis na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Pois foi nesse paraíso que viemos parar, dispostos a passar alguns dias descansando e trabalhando nos blogs. As únicas preocupações eram escolher o restaurante onde iríamos comer, o bar na beira da praia para tomarmos a cervejinha de lei e o horário da nossa caminhada na praia com direito a mergulho.

Caminhando nas águas rasas da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Caminhando nas águas rasas da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


No primeiro dia, resolvemos caminhar para o lado direito, para longe da cidade. Não conseguimos ir muito longe. Logo depois de um quilômetro, encontramos um restaurante-hotel estrategicamente colocado na ponta de uma baía. Local ideal para fotos, para comer, para um rum punch, para um mergulho, para um descanso, para ficar de barriga para o ar. Com tudo isso ali, para nós, para quê seguir mais longe?

Uma turma da pesada toma conta de um pier na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Uma turma da pesada toma conta de um pier na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Ancoradouro em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Ancoradouro em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


No dia seguinte, a caminhada foi em direção à cidade. Passamos pelo pitoresco ancoradouro, pelos pelicanos que dominam o pedaço e pelas gaivotas que azucrinam os pelicanos. A Ana encontrou uma linda menininha local e não resistiu ao seu instinto socializatório. Foi meia hora de conversa tentando entender o mundo visto por uma garotinha de 5 anos. Não um mundo qualquer, mas um mundo de areias brancas cercadas por um verde-esmeralda. Pois é, mesmo num mundo assim, também se encontram problemas e chateações. No caso da amiguinha da Ana, eles vinham na forma de um irmão mais velho, que sempre dava um caldo na jovem irmã quando ela se arriscava mais ao fundo. Irmãos...

A mais nova amiguinha da Ana na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

A mais nova amiguinha da Ana na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Finalmente, seguimos em frente, passando pela cidade e chegando à área de um parque. Aí, junto com uma garça solitária, nossa única companhia, assistimos mais um daqueles poentes cinematográficos. Depois do show cósmico, a chateação terrena: tivemos de voltar acelerados para nos livrar dos pernilongos.

Garça solitária em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Garça solitária em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Belo entardecer na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Belo entardecer na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


No nosso último dia inteiro na ilha, tentamos novamente seguir para o lado direito, dessa vez sem parar naquele restaurante “estratégico”. Meia hora de caminhada mais além nos leva até a boca de um rio. Não um rio qualquer, mas um rio que também tem águas de cor verde-esmeralda. Outro espetáculo! Para atravessá-lo, só a nado. De qualquer maneira, do lado de lá a trilha acaba e a praia fica estreita demais entre o mar e a vegetação nativa. É, temos de fazer o sacrifício de ficar por ali mesmo, naquela praia de rio ao lado do mar...

Um magnífico rio de águas verdes se encontra com o mar na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Um magnífico rio de águas verdes se encontra com o mar na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Um magnífico rio de águas verdes se encontra com o mar na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Um magnífico rio de águas verdes se encontra com o mar na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Além de nossa caminhadas pela praia, sempre íamos para a cidade, de noite. O carnaval de terça-feira já foi bem mais tranquilo que o de segunda, quando chegamos. O de quarta, então, já praticamente não houve. Mas os restaurantes estavam lá, cada um com sua especialidade.

Caminhada antes da chuva na iilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Caminhada antes da chuva na iilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Mas, numa dessa noite, ao invés de caminhar até a cidade, resolvemos tentar um café ali do lado mesmo, numa rua lateral. Que ótima pedida! Quem toma conta são duas argentinas, amigas de outras várias, que também frequentam o lugar. Como nós também gostamos e passamos a frequentar o café, acabamos falando mais “argentino” do que “mexicano” esses dias.

Nossas amigas argentinas em seu restaurante onde tomávamos nosso saudável café da manhã, na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Nossas amigas argentinas em seu restaurante onde tomávamos nosso saudável café da manhã, na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Logo nessa primeira noite, além do jantar, ainda ganhamos uma sessão de cinema, ai mesmo. O filme, um que fazia muito tempo que eu queria (re)ver: “Vicky Cristina Barcelona”. Uma delícia! Depois dessa noite, todos os nossos cafés da manhã passaram a ser aí, frutas com granola e iogurte, saúde pura, para combinar com Holbox.

Comprando côco de um vendedor e seu simpático veículo, na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Comprando côco de um vendedor e seu simpático veículo, na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Caminhando para a praia nas ruas de areia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Caminhando para a praia nas ruas de areia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Enfim, essa foi nossa difícil rotina em Holbox, por cinco noites e quatro dias inteiros. Mente, corpo e alma descansados e preparados para seguir viagem. Pois é, só mesmo o longo caminho que nos resta para nos dar forças de sair desse pequeno paraíso escondido no norte do Yucatán. Não são bobos nem nada os tubarões-baleia, que voltam para cá todos os anos, não para uma temporada rápida como a nossa, mas para uns bons dois ou três meses de vida mansa em águas cálidas...

Bizarras carapaças que se encontram nas praias da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Bizarras carapaças que se encontram nas praias da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

México, Holbox, Yucatán

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De Volta à Argentina

Bolívia, Tarija, Argentina, Tilcara

Fronteira entre Bolívia e Argentina, entre as cidades de Bermejo (BO) e Água Blanca (AG)

Fronteira entre Bolívia e Argentina, entre as cidades de Bermejo (BO) e Água Blanca (AG)


Decidimos ontem seguir viagem já hoje para a Argentina, ao invés de passar mais um dia explorando a região de Tarija. Nessa nossa nova fase da viagem, através dos diversos países da América Latina, infelizmente não temos o tempo que tínhamos no Brasil. Assim, um dia a mais por aqui significaria um dia a menos em outro lugar igualmente ou mais interessante para nós. Vai ser um dilema que continuamente vamos viver daqui para frente: ficar ou partir, ir para um lado ou para outro. Quem mandou não planejarmos o 2000dias.com?

Homenagem à Sucre, em Tarija - Bolívia

Homenagem à Sucre, em Tarija - Bolívia


Mas a manhã ainda foi na simpática Tarija! A cidade tem outros ares, ruas largas, limpas e organizadas. Bem diferente de Potosí, Sucre ou La Paz. Boas universidades trazem estudantes de todo o país a até do Brasil. E junto com os estudantes vem também a vida cultural e boêmia. Caminhando pelo centro, parecia que estávamos em alguma cidade média brasileira. Outro diferencial são os bons vinhos produzidos na região. Uma gastronomia mais requintada foi desenvolvida para acompanhar os vinhos e a consequência são os bons restaurantes! Aliás, mas do que reminiscências do Brasil, Tarija traz semelhanças é com a vizinha Argentina. Nunca tinha pensado nisso, mas faz todo sentido! Já que Jujuy é a mais boliviana das cidades argentinas, pela proximidade, o espelho seria esse: Tarija é a mais argentina das cidades bolivianas!

A Plaza de Armas, em Tarija - Bolívia

A Plaza de Armas, em Tarija - Bolívia


Passeamos por suas praças e ruas, fotografamos seu mercado e igrejas e deixamos a cidade com aquele gostinho de "quero mais". Seguimos diretamente para o sul e demos de cara com a frente fria que seguia para o norte. O encontro se deu bem no alto de uma cordilheira, nuvens ameaçadoras tentando engolir gigantescas montanhas. Paisagem digna de filmes como "O Senhor dos Anéis". Isso foi a uns 30 km ao sul de Tarija, região que deve oferecer diversas possibilidades de trekking! Mas não àquela hora! O vento que vinha das montanhas quase levantava a Fiona! E olha que a Fiona não é leve...

Família descansa na Plaza de Armas, em Tarija - Bolívia

Família descansa na Plaza de Armas, em Tarija - Bolívia


Em seguida entramos no canyon do rio Bermejo e fomos acompanhando o rio em sua lenta descida para a Argentina, por cerca de 100 quilômetros. A estrada, toda asfaltada, serpenteava por entre enormes paredões e encostas verdejantes com a vegetação, sempre com o rio encachoeirado ao lado. Muitas vezes, passamos por túneis no meio da rocha, bela obra da engenharia boliviana. Tudo muito lindo, cenário completamente diferente daquele dos últimos dias, de vegetação rasteira e grandes espaços.

Arquitetura em Tarija - Bolívia

Arquitetura em Tarija - Bolívia


Tudo tão próximo entre si, assim é a Bolívia, um mundo à parte no meio da América do Sul, com montanhas nevadas, florestas tropicais, um planalto a mais de 3 mil metros de altura e uma cultura milenar. Só faltou mesmo o mar, tomado pelo Chile há quase 150 anos. O pouco que vimos nessa semana foi apenas um aperitivo para o que nos resta ver. Logo estaremos de volta, no famosos Salar de Uyuni. E na volta da América do Norte, será a vez da região do Titicaca e de La Paz, além do norte amazônico do país.

Restaurantes no Mercado Municipal de Tarija - Bolívia

Restaurantes no Mercado Municipal de Tarija - Bolívia


Mas antes disso, muita água ainda vai passar embaixo da ponte. A começar pela Argentina! A passagem pela fronteira foi bem tranquila. Com os bolivianos, deixamos a documentação da Fiona, carimbada em vários postos de contrôle pelo país afora. Uma pena não podermos manter esse documento conosco, testemunha de nossa passagem pela Bolívia. No lado Argentino, carimbamos nossos passaportes e fizemos nova documentação para a Fiona. Depois, foi seguir em frente.

Frente fria chega à região de Tarija, vinda do sul, no dia da nossa viagem da Bolívia para a Argentina

Frente fria chega à região de Tarija, vinda do sul, no dia da nossa viagem da Bolívia para a Argentina


A paisagem mudou completamente. Agora estávamos numa planície infinita, retas a perder de vista. O tempo era chuvoso, assim como no dia em que estivemos em Puerto Iguazú. Parece ser a nossa sina, Argentina com chuva! Cinquenta quilômetros país adentro, chegamos na nossa primeira cidade de verdade, Oran. Ali nos abastecemos de dinheiro e combustível. E como a fome apertava e havia um café super charmoso ao lado do ATM, resolvemos também abastecer o estômago. Nossa... que delícia e classe de café, ali naquela cidade perdida no extremo norte do país. Realmente, estávamos na Argentina!

A estrada que liga a Bolívia à Argentina segue pelo lindo canyon do rio Bermejo, sempre com asfalto e muitos túneis

A estrada que liga a Bolívia à Argentina segue pelo lindo canyon do rio Bermejo, sempre com asfalto e muitos túneis


Aqui, tenho de render uma homenagem! Sou o primeiro a querer fazer alguma piada com os hermanos mas, ao mesmo tempo, reconheço em alto e bom tom: todas as minhas experiências aqui no país vizinho foram excelentes. Sempre um banho de cordialidade, cultura, boa educação, ótima comida e paisagens maravilhosas, urbanas ou naturais. Sempre foi um prazer enorme viajar pela Argentina e, nesses 1000dias, o país é um dos nossos principais e mais aguardados destinos!

A estrada que liga a Bolívia à Argentina segue pelo lindo canyon do rio Bermejo, sempre com asfalto e muitos túneis

A estrada que liga a Bolívia à Argentina segue pelo lindo canyon do rio Bermejo, sempre com asfalto e muitos túneis


Homenagem rendida, sigamos em frente que já começava a ficar escuro e tínhamos muita estrada pela frente! Afinal, mudamos nosso objetivo para o dia de hoje. Ao invés da cidade de Salta, fomos até Jujuy e de lá para a Quebrada Humahuaca, um longo e estreito vale na rota mais conhecida entre a Argentina e a Bolívia, usado já pelos incas e depois pelos espanhóis à caminho de Potosí. Nós viemos por outro caminho, menos conhecido, e agora resolvemos dar uma olhada nesta rota também, patrimônio mundial da Unesco.

O rio que separa a Bolívia (direita) da Argentina (esquerda)

O rio que separa a Bolívia (direita) da Argentina (esquerda)


Resolvemos usar na pequena cidade de Tilcara como base para conhecermos a Quebrada. Fica a 90 km ao norte de Jujuy. O caminho deve ser maravilhoso, mas já era de noite e não vimos a paisagem. Não faz mal, porque voltaremos por ela em alguns dias. Bem, não vimos a paisagem, mas vimos outra coisa, que há muito procurávamos: neve!!! pois é, a primeira neve dos 1000dias veio como uma enorme surpresa, já que ela é bem rara por aqui também, exceto no alto das montanhas. Nós dirigíamos ladeira acima, saindo dos 800 metros de Jujuy em direção aos 2.400 metros de Tilcara quando a chuva rala à nossa frente tomou um aspecto diferente. Pareceu engrossar um pouco, ficar mais ntensa. A Ana foi a primeira a desconfiar de algo. Foi quando eu percebi que a tal "chuva" não molhava nosso parabrisa. Aquela cortina que tanto refletia a luz do nosso farol alto não era água, mas neve! Branquinha, bem fininha, girando com o vento, linda, maravilhosa, neveeeeeeeeeeee! Saímos do carro felizes, ignorando o frio de 0 graus e gritamos felizes com a novidade. Quando menos esperávamos, lá estava ela, uma bela surpresa que esse país fascinante nos reservou logo no nosso primeiro dia por aqui! Viva o país dos hermanos!

Fronteira entre Bolívia e Argentina, entre as cidades de Bermejo (BO) e Água Blanca (AG)

Fronteira entre Bolívia e Argentina, entre as cidades de Bermejo (BO) e Água Blanca (AG)


O evento foi celebrado em grande estilo, com vinho e queijo em nosso quarto quentinho com lareira, na Pousada Con Los Angeles, em Tilcara. Cama quentinha para enfrentar as temperaturas negativas lá de fora. Fechamos com chave de ouro um dia inesquecível nesses 1000dias! Que continue assim, hehehe...

Também tem TAM na Bolívia! (em Tarija)

Também tem TAM na Bolívia! (em Tarija)

Bolívia, Tarija, Argentina, Tilcara,

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Vida Mansa em Mompós

Colômbia, Mompós

Muito estressado com a vida em Mompós, na Colômbia

Muito estressado com a vida em Mompós, na Colômbia


Chegando em Mompós, fomos logo nos instalar na simpática "Casa Amarilla", o único hostal da cidade, numa casona bem em frente ao rio. A Colômbia tem uma rede de hostais nas suas cidades mais visitadas, sempre de boa qualidade. Depois de descobrirmos isso em Cali, viramos seus "clientes".

Rua do centro histórico de Mompós, na Colômbia

Rua do centro histórico de Mompós, na Colômbia


A programação do dia não poderia ser outra: caminhamos sem rumo pelas ruas do centro histórico e também pela orla do Rio Magdalena, observando as muitas igrejas, casarões e outras construções centenárias da época de ouro dessa cidade, quando ela era o principal porto fluvial na rota entre o interior do país e Cartagena, no litoral.

Orla do Rio Magdalena em Mompós, na Colômbia

Orla do Rio Magdalena em Mompós, na Colômbia


Clima completamente diferente das outras cidades do país que conhecemos até agora. Muito calor e umidade, lembrando muito cidades brasileiras à beira dos grandes rios do país, como o São Francisco. Mas aqui, pela dificuldade de acesso, há muito menos gente e tudo é mais tranquilo.

Uma das muitas construções históricas no centro de Mompós, na Colômbia

Uma das muitas construções históricas no centro de Mompós, na Colômbia


Homenagem à Simón Bolívar em Mompós, na Colômbia

Homenagem à Simón Bolívar em Mompós, na Colômbia


Depois de muito caminhar, achamos um restaurante gostoso na beira do rio para almoçar e tomar uma merecida cerveja estupidamente gelada. Aí, ficamos vendo o rio e a vida passar, por horas. Conhecemos um simpático casal (suiça e alemão) e a conversa se estendeu indefinidamente enquanto fotografávamos pássaros, o rio e o entardecer e conversávamos sobre viagens e a vida. Não dava vontade de ir embora...

Conversando com a suiça Lili e o alemão Gandolf na orla do rio Magdalena, em Mompós, na Colômbia

Conversando com a suiça Lili e o alemão Gandolf na orla do rio Magdalena, em Mompós, na Colômbia


Mas, enfim, a América Central nos espera (assim esperamos!). Amanhã, sem muita pressa, partimos para a famosa Cartagena de Las Indias, nosso último destino na Colômbia. Chegaremos em plenas festas da cidade que celebra agora sua independência. Ali, vamos ter de encontrar um meio de enviar a Fiona para o Panamá. Dedos cruzados!

Um dos braços do Rio Magdalena, em Mompós, na Colômbia

Um dos braços do Rio Magdalena, em Mompós, na Colômbia

Colômbia, Mompós, Rio Magdalena

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Mais Arcos, Mais Urânio

Estados Unidos, Utah, Moab

Pine Tree Arch, mais um arco de pedra no nosso segundo dia de explorações no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Pine Tree Arch, mais um arco de pedra no nosso segundo dia de explorações no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Ontem de noite fomos jantar em um simpático restaurante no topo de uma colina com visão privilegiada sobre toda Moab. Acho que é a única construção que fica acima do vale onde a cidade inteira se assenta. O restaurante funciona naquela que foi a casa de Charlie Steen, o homem que mudou a história de Moab.

Trilha tomada pela neve no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Trilha tomada pela neve no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Trilha tomada pela neve no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Trilha tomada pela neve no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


No início da década de 50 o mundo vivia sob plena Guerra Fria e Estados Unidos e União Soviêtica se apressavam em construir seus arsenais nucleares, capazes de destruir o planeta várias vezes. A matéria-prima para esse arsenal era o urânio e o governo americano pagaria fortunas a quem lhe fornecesse esse metal. Diversas “interessados” nesse novo ouro cruzavam o país a sua procura e o geólogo Charlie Steen era um deles. Ele apostou todas as suas fichas aqui na região de Moab e, após dois anos de infrutíferas pesquisas, se afundava em dívidas na sua cara pesquisa. Estava a ponto de desistir quando, finalmente, seu contador Geiger apitou alto na rústica mina “Mi Vida”. Pois é, com um nome desse, a mina acabou sendo um bilhete de loteria premiado e, da noite para o dia, Steen se tornou um milionário.

A grandiosa paisagem do Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

A grandiosa paisagem do Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


A notícia se espalhou e a outrora desconhecida Moab multiplicou sua população por cinco em poucos anos. Muitos fizeram fortuna rapidamente e, em 1956, Moab foi apelidada de “a cidade mais rica dos estados Unidos”. E não era por menos: com 6 mil habitantes, contavam-se duas dúzias de milionários. Mas a maioria perdeu seu status rapidamente, assim que o boom do urânio terminou. Com exceção do primeiro deles, o simpático e excêntrico Charlie Steen.

Pine Tree Arch, mais um arco de pedra no nosso segundo dia de explorações no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Pine Tree Arch, mais um arco de pedra no nosso segundo dia de explorações no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


A sua casa, a mesma em que jantamos, era frequentada por empresários, políticos e estrelas de Hollywood. Dizem que ele costumava levar sua esposa e numerosos filhos para passear de avião todas as noites, simplesmente porque era apenas lá em cima que as antenas de sua TV podia captar os sinais das novelas e séries preferidas da família.

Observando o colossal Landscape Arch, no  Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Observando o colossal Landscape Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Enfim, o tempo passou, Steen faleceu na última década e sua casa virou restaurante, onde ontem brindamos a sua interessante e glamorosa história de vida. O urânio se foi e os arcos de pedra ficaram. Hoje, foi mais um dia para irmos nos maravilhar com essas incríveis e fotogênicas formações.

Landscape Arch, o maior arco de pedra no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Landscape Arch, o maior arco de pedra no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Dessa vez, seguimos diretamente até o fim da estrada dentro do parque, onde não havíamos chegado ontem. Desse ponto parte uma longa trilha que passa por vários atrativos, entre eles a “mãe de todos os arcos”, o monumental Landscape Arch. Até lá a trilha é mantida limpa da neve que se transforma em gelo. Afinal, é um dos pontos mais procurados no parque. Daí para frente, para quem não tem grampões ou algo parecido, é uma aventura.

Trecho extremamente escorregadio de trilha no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Trecho extremamente escorregadio de trilha no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Nós passamos pelo belo Pine Tree Arch, tiramos nossas fotos, curtimos um pouco a solidão que se acentua ainda mais pela neve que abafa os sons e seguimos para o Landscape Arch. Ao contrário do Delicate Arch, que parece ter sido colocado propositalmente sobre um pedestal no alto de uma colina, ideal para ser fotografado, o maior arco de pedra do mundo não se encontra em local tão privilegiado, o que dificulta as fotografias.

Turistas descansam sob o Navajo Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Turistas descansam sob o Navajo Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Antes, uma trilha passava por baixo dele, levando à locais que possibilitavam uma melhor “enquadramento”. Mas na década de 90, grandes pedaços do arco desabaram, algumas toneladas de pedra se espatifando no chão. Felizmente, não havia ninguém embaixo, mas alguns turistas conseguiram fotografar o evento. Depois disso, a direção do parque achou, por bem, fechar essa trilha. O desabamento, que tornou ainda mais delgado esse belo arco, foi a prova viva de que a erosão continua seu lento e contínuo trabalho. Um dia, todo o arco virá abaixo. Pode ser hoje ou daqui a 1.000 anos. Mas vai acontecer! O mesmo destino espera o Delicate, o Double ou o Pine Tree. Ao mesmo tempo, outros arcos se criarão. Volte daqui a 10 mil anos e a paisagem do Arches National Park será outra!

O Partition Arch forma uma incrível janela para a fabulosa paisagem do Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

O Partition Arch forma uma incrível janela para a fabulosa paisagem do Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Enfim, tiramos nossas fotos e seguimos adiante, enfrentando o gelo escorregadio. Mas uma passagem mais difícil fez com que a Ana, com calçados inapropriados, tivesse que voltar. A duras penas, eu segui. Fui até o Navajo Arch e, ainda mais belo, o Partition Arch. Também no alto de uma colina, forma uma janela para a paisagem deslumbrante abaixo, esse belo parque nacional coberto de neve. Valeu a pena o esforço de chegar lá!

A bela paisagem do Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

A bela paisagem do Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Voltei para reencontrar a Ana, despedimo-nos do Arches e pegamos estrada novamente. Ainda tínhamos de ver mais um parque nacional no dia de hoje: Canyonlands National Park e o famosa Mesa Arch, o sonho de todos os fotógrafos.

Landscape Arch, o maior arco de pedra no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Landscape Arch, o maior arco de pedra no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Utah, Moab, Arches National Park, Landscape Arch, Parque, trilha

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