1 Blog do Rodrigo - 1000 dias

Blog do Rodrigo - 1000 dias

A viagem
  • Traduzir em português
  • Translate into English (automatic)
  • Traducir al español (automático)
  • Tradurre in italiano (automatico)
  • Traduire en français (automatique)
  • Ubersetzen ins Deutsche (automatisch)
  • Hon'yaku ni nihongo (jido)

lugares

tags

Arquitetura Bichos cachoeira Caverna cidade Estrada história Lago Mergulho Montanha Parque Patagônia Praia trilha vulcão

paises

Alaska Anguila Antártida Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Falkland Galápagos Geórgia Do Sul Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Islândia Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Uruguai Venezuela

arquivo

SHUFFLE Há 1 ano: Estados Unidos Há 2 anos: Estados Unidos

Alta Gracia, Jesuítas e o Chê

Argentina, Alta Gracia

Trecho de carta de Guevara em sua antiga casa em Alta Gracia, na Argentina

Trecho de carta de Guevara em sua antiga casa em Alta Gracia, na Argentina


Menos de uma hora ao sul da cidade de Córdoba, em uma das muitas regiões serranas da província de Córdoba, está a pequena Alta Gracia, Patrimônio Cultural da Humanidade. Mais uma para aquela “lista” de que falei alguns posts atrás (veja aqui), outra atração hermana tão pouco conhecida de nós, brasileiros. Com certeza, com um título desses, valia um pequeno desvio na nossa rota rumo à Buenos Aires!

Tajamar, a represa construída pelos jesuítas em Alta Gracia, na Argentina

Tajamar, a represa construída pelos jesuítas em Alta Gracia, na Argentina


Patrimônio Cultural da Humanidade, a Estâncoa Jesuítica de Alta Gracia, na Argentina

Patrimônio Cultural da Humanidade, a Estâncoa Jesuítica de Alta Gracia, na Argentina


São duas as grandes atrações na pacata cidade: primeiro, justamente a que fez Alta Gracia atrair a atenção da UNESCO, é o seu valor histórico e arquitetônico. Aí ficava, e na verdade é esta a sua origem, uma das mais belas Estâncias Jesuíticas criadas para abastecer de alimentos a cidade de Córdoba, onde ficava a principal sede dessa Ordem na América do Sul.

Patrimônio Cultural da Humanidade, a Estâncoa Jesuítica de Alta Gracia, na Argentina

Patrimônio Cultural da Humanidade, a Estâncoa Jesuítica de Alta Gracia, na Argentina


Patrimônio Cultural da Humanidade, a Estâncoa Jesuítica de Alta Gracia, na Argentina

Patrimônio Cultural da Humanidade, a Estâncoa Jesuítica de Alta Gracia, na Argentina


A segunda atração é mais recente. Para cá se mudaram os pais do pequeno Ernesto Guevara, na sua infância, para ajudar na saúde problemática do filho que era asmático. O ar serrano faria bem aos seus pulmões, foi a recomendação médica. O pequeno Ernesto passou aqui sua infância e parte da adolescência, antes de começar suas lendárias viagens pelo país e continente até se transformar no mais famoso, amado e sanguinário revolucionário do séc. XX. A casa onde morou a família Guevara foi transformada em museu e atrai visitas de admiradores de todo o mundo.

A casa onde viveu na infância Ernesto Che Guevara, em Alta Gracia, na Argentina

A casa onde viveu na infância Ernesto Che Guevara, em Alta Gracia, na Argentina


Quarto de pequeno Guevara, em Alta Gracia, na Argentina

Quarto de pequeno Guevara, em Alta Gracia, na Argentina


Nós chegamos à cidade pouco depois do meio dia, justamente quando fechava o horário de visitas da Estância Jesuítica. Só pudemos conhecer os prédios do lado de fora, a Torre do Relógio e a represa construída para fornecer água às plantações e aos moinhos para fazer a farinha. Ela é conhecida pelo nome de Tajamar e é uma delícia caminhar pela sua orla, sempre na sombra das árvores.

Um jovem Che Guevara viajando de bicicleta pela Argentina, em museu em Alta Gracia, na Argentina

Um jovem Che Guevara viajando de bicicleta pela Argentina, em museu em Alta Gracia, na Argentina


Quanto à própria Estância, a igreja e o museu, só iriam reabrir depois das duas da tarde e aproveitamos esse tempo para ir conhecer a casa onde viveu Chê. A cidade é bem tranquila, lembra muito as cidades serranas brasileiras, ar puro e pouco movimento nas ruas. Em cinco minutos, a Fiona nos levou até a simpática casa, um garoto de bronze sentado na mureta, assim como costumava ficar o pequeno Ernesto.

Guevara atravessando rio amazônico de balsa com seu companheiro, foto em museu de Alta Gracia, na Argentina

Guevara atravessando rio amazônico de balsa com seu companheiro, foto em museu de Alta Gracia, na Argentina


A casa é pequena, uns poucos cômodos e o quintal ainda caracterizados como na época em que a família lá vivia. As paredes repletas de fotografias antigas, mapas das viagens de Chê e trechos de seus discursos mais famosos. Além disso, uma motocicleta do mesmo modelo daquela em que ele iniciou seu primeiro giro pela América do Sul, na companhia de um grande amigo. História retratada no belo filme “Diários de Motocicleta”.



Já houve tempo em que eu fui mais fã de Che Guevara. Mas a idade e o melhor conhecimento de tudo o que ele fez acabaram com aquela imagem pueril que eu tinha do revolucionário idealista que lutava pelo bem dos pobres e oprimidos. Enfim, conheci também o lado sanguinário irracionalmente racional desse incansável lutador. Hoje, entre a sua soma de defeitos e soma de qualidades, acabo pendendo para o primeiro, mas isso não impede que eu continue admirando muito do que fez e, principalmente, a força de suas convicções.

Mapa mostrando as viagens de Che Guevara pela América Latina, em museu de Alta Gracia, na Argentina

Mapa mostrando as viagens de Che Guevara pela América Latina, em museu de Alta Gracia, na Argentina


Exemplar da mesma motocicleta que Che Guevara iniciou sua mítica viagem pela América Latina, em Alta Gracia, na Argentina

Exemplar da mesma motocicleta que Che Guevara iniciou sua mítica viagem pela América Latina, em Alta Gracia, na Argentina


Como não poderia deixar de ser, principalmente em meio a essa nossa jornada pelas Américas, impossível eu não me curvar a este lado “viajante” de Chê Guevara. Eu já sabia muito sobre aquela viagem de moto que inspirou o filme, mas aqui no museu pudemos ler sobre as outras que fez. Ele começou cedo, viajando de bicicleta por seu próprio país. Viagens longas, próprias de um sonhador e aventureiro. Ver uma foto sua, quando ainda se parecia um de nós, é emocionante.

Trecho da última carta  de Che Guevara a seus filhos, em museu de Alta Gracia, na Argentina

Trecho da última carta de Che Guevara a seus filhos, em museu de Alta Gracia, na Argentina


Mais tarde, rodou a América Latina três vezes. Foi a Machu Picchu na década de 50! Tentou subir o Monte Orizaba, montanha mais alta do México, exatamente como eu fiz. Que interessante deve ter sido ver a América da década de 50, suas estradas, sua cultura, seus problemas. É uma história que eu já conhecia, por alto, mas ver as fotos e estar aqui no mesmo lugar que ele viveu, nos faz chegar muito mais perto daquela realidade.

Visita de Fidel e Chavez ao museu de Che Guevara em Alta Gracia, na Argentina

Visita de Fidel e Chavez ao museu de Che Guevara em Alta Gracia, na Argentina


A Ana e o Ernestito, o pequeno Guevara na sua antiga casa em Alta Gracia, na Argentina

A Ana e o Ernestito, o pequeno Guevara na sua antiga casa em Alta Gracia, na Argentina


Quem também esteve por aqui foi seu companheiro Fidel Castro, acompanhado de um ainda saudável e sorridente Chavez. Interessante ver a foto do Fidel e vários dos amigos de infância do Chê, todo mundo tentando falar e ninguém ouvido ninguém, tudo aqui na mesma varanda onde tiramos a foto da Ana e do garoto Ernesto olhando a vida passar na rua em frente.

Visitando a Estância Jesuítica em Alta Gracia, na Argentina

Visitando a Estância Jesuítica em Alta Gracia, na Argentina


Visitando a Estância Jesuítica em Alta Gracia, na Argentina

Visitando a Estância Jesuítica em Alta Gracia, na Argentina


Enfim, deixo aqui minhas mais sinceras homenagens a este Chê viajante e aventureiro, numa época quando viajar era muito mais romântico do que hoje, em que se pode chegar de estrada asfaltada a quase todos os cantinhos do nosso continente. Quanto ao Chê revolucionário, como já disse, admiro a convicção, mas compadeço-me das centenas de vítimas e mesmo de seus filhos, que trocaram o pai por uma bela carta, sinceros conselhos e boas intenções. Mas, como diz o ditado, de boas intenções o inferno está cheio...

Visitando a Estância Jesuítica em Alta Gracia, na Argentina

Visitando a Estância Jesuítica em Alta Gracia, na Argentina


Quarto dos antigos missionários que viviam na Estância Jesuítica de Alta Gracia, na Argentina

Quarto dos antigos missionários que viviam na Estância Jesuítica de Alta Gracia, na Argentina


Chega de Chê, que depois de 50 anos, ainda disputa a liderança na venda de camisetas com outro ícone pop, Bob Marley, e voltemos aos jesuítas. Foram eles que colonizaram essa terra, domesticaram suas águas e a transformaram num celeiro para Córdoba e para o país. Agora sim, a igreja e o museu estavam abertos e para lá fomos eu e a Ana, ávidos por uma arquitetura colonial.

Visão da torre do relógio e do Tajamar, de dentro da Estância Jesuítica em Alta Gracia, na Argentina

Visão da torre do relógio e do Tajamar, de dentro da Estância Jesuítica em Alta Gracia, na Argentina


As arcadas e colunas da Estância Jesuítica de Alta Gracia, na Argentina

As arcadas e colunas da Estância Jesuítica de Alta Gracia, na Argentina


Passeamos um bom tempo pelas arcadas e jardins das construções do séc. XVII, deliciamo-nos com suas pinturas, afrescos e livros ali expostos e nos imaginamos vivendo naquele tempo e naquela realidade. Não custa muito tempo para concordar com a UNESCO na sua intenção de preservar tudo aquilo!

As arcadas e colunas da Estância Jesuítica de Alta Gracia, na Argentina

As arcadas e colunas da Estância Jesuítica de Alta Gracia, na Argentina


Um dos belos afrescos na Estância Jesuítica de Alta Gracia, na Argentina

Um dos belos afrescos na Estância Jesuítica de Alta Gracia, na Argentina


Por fim, era a hora de algo mais mundano mesmo: cuidarmos do estômago! Um lanche rápido seguido de espetacular “postre” (sobremesa!) e estávamos “listos” (prontos!) para seguir em frente, rumo à Villa Nueva, onde um grande amigo que ainda não conhecemos pessoalmente (viva a Internet!!!)nos espera de braços abertos!

Sobremesa irresistível em Alta Gracia, na Argentina

Sobremesa irresistível em Alta Gracia, na Argentina

Argentina, Alta Gracia, Arquitetura, história

Veja todas as fotos do dia!

Não se acanhe, comente!

Mont-Tremblant

Canadá, Parc National du Mont-Tremblant, Ottawa

A magnífica vista do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá, vista do alto de uma das trilhas mais populares

A magnífica vista do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá, vista do alto de uma das trilhas mais populares


Não há canadense da parte leste do país que não conheça a região do Mont-Tremblant. Se não esteve por lá pessoalmente, certamente já ouviu muito falar e tem amigos que frequentam. Mas boa parte dessa fama vem do inverno. Mont-Tremblant, está entre as mais altas montanhas desse lado do país, e é a mais famosa e concorrida estação de esqui nas cercanias das grandes metrópoles de Montreal e Toronto.

Placa de boasvindas na entrada do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá

Placa de boasvindas na entrada do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá


Só que agora estamos em pleno verão e não há vestígio de neve aqui por perto, nem mesmo no alto das montanhas. Mas o Parc National du Mont Tremblant não vive só do inverno. Ao contrário, atrai milhares de amantes da natureza também no verão. Eles vem atrás de suas trilhas e caminhos por entre as montanhas, seus rios encachoeirados e os grandes lagos que, nessa época do ano, formam praias propícias aos esportes náuticos ou simplesmente a um bom banho.

visitando cachoeira no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá

visitando cachoeira no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá


Depois do cansativo e intenso dia de ontem, hoje acordamos meio tarde e viemos para cá com uma certa preguiça. No caminho, grandes hotéis e resorts que ficam lotados no inverno, dezenas de pistas de esqui logo ali atrás, descendo as montanhas da cordilheira Laurentides. Agora no verão, sem a neve, só podemos ver aquelas faixas de terra descendo a encosta por entre as árvores e, ali perto, a fileira de cadeirinhas paradas, esperando a primeira nevasca.

visitando cachoeira no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá

visitando cachoeira no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá


A entrada do parque e os estacionamentos estavam muito mais concorridos que no parque de ontem. É o preço da fama. No Centro de Visitantes, diversos excursionistas, dos 12 ao 60 anos, tratavam de conseguir seus papéis que lhe permitiriam acampar nos diversos campings do parque. Esse tipo de atividade, trekking por trilhas de parques nacionais, é infinitamente mais popular aqui na América do Norte do que no Brasil. São famílias inteiras ou grupos de amigos que vem passar o fim de semana no meio da natureza e usufruir da ótima estrutura dos parques, ao invés de se enfurnar em shoppings, bares ou na frente do computador. Muito legal!

Caminhando no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá

Caminhando no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá


Para nós, que só tínhamos algumas horas no parque, não era preciso burocracia. O guarda-parque, de forma mais titubeante que a excelente guarda-parque de ontem, nos apontou algumas possibilidades no mapa de trilhas do Mont-Tremblant e para lá fomos nós, no nosso turismo-relâmpago através da exuberante natureza de Quebec.

Rio cheio de corredeiras no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá

Rio cheio de corredeiras no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá


Ao contrário de ontem, hoje deixamos a trilha mais longa para o final e começamos esquentando nossas baterias em trilhas mais curtas. Mas foi só darmos os primeiros passos por entre a floresta e respirar o ar puro das montanhas que a preguiça ficou para trás, substituída pela energia própria de um lugar maravilhoso como esse. Bastou uma rápida olhada no mapa de trilas do parque para perceber que, também aqui, seriam necessárias semanas de explorações. Realmente, não deve ser um lugar chato de se viver, se pudéssemos pular os seis meses de temperaturas polares...

Rio cheio de corredeiras no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá

Rio cheio de corredeiras no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá


As primeiras duas trilhas foram para ver cachoeiras, ou “Chutes”, como chamam por aqui (já tínhamos aprendido isso em Guadalupe!). Primeiro, a Chute du Diable, no rio de mesmo nome, com águas bem escuras. Eram dezenas de pessoas fazendo a pequena caminhada que chega até um mirante de onde se observa a queda d’água. Ali, não se pode nadar, mas ao longo do caminho ao lado do rio, aí sim, nas diversas piscinas naturais que se formam. Mas nós estávamos mais no pique de andar do que nadar e seguimos para a próxima trilha, Chutes Croches. Menos vistosas que a Chute du Diable, também eram menos concorridas. Na verdade, mais corredeiras do que cachoeiras. O que nos impressionou aqui foi a verdadeira teia de trilhas e caminhos de bicicleta que encontramos. Todas muito bem cuidadas e sempre com alguém a percorrê-las.

A magnífica vista do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá, vista do alto de uma das trilhas mais populares

A magnífica vista do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá, vista do alto de uma das trilhas mais populares


Com tanta gente fazendo exercício, ficamos até mais animados para fazer a Trilha du Corniche, que nos levava para o alto de uma montanha com uma belíssima vista dos arredores, montanhas em frente e o grande Lac Monroe abaixo de nós. Apesar de em menor número, também aqui encontramos outros andarilhos. Entre eles, um casal com seu filho de seis anos, enfrentando os quase 200 metros de desnível do caminho, além da filhinha de apenas um, que seguia na mochila nas costas do pai. Começam cedo, aqui no Canadá!

Mirante em trilha no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá

Mirante em trilha no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá


Depois das fotos e piquenique lá encima, voltamos para o vale e seguimos para uma das praias do lago. Foi só o tempo de dar uma olhada e não nos animarmos a nadar entre a pequena multidão, para nos decidirmos a seguir viagem. Afinal, ainda queríamos chegar à Ottawa, a capital do país.

A magnífica vista do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá, vista do alto de uma das trilhas mais populares

A magnífica vista do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá, vista do alto de uma das trilhas mais populares


E assim fizemos. Bem no final do dia, já estávamos entrando na periferia da cidade. Ali, paramos no estacionamento de um McDonald’s para aproveitar a internet de graça e, rapidamente, via PriceLine, a Ana encontrou um hotel para nós no centro da cidade, para onde a Fiona e o GPS nos levariam com um pé nas costas. Viva a tecnologia! Meia hora mais tarde e já estávamos confortavelmente instalados na capital do país, prontos para um dia de explorações urbanas amanhã. E assim, de cidade para parque para cidade, vamos conhecendo um pouco do enorme Canadá...

Cachoeira no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá

Cachoeira no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá

Canadá, Parc National du Mont-Tremblant, Ottawa, cachoeira, Parque, trilha

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

Deixando Tudo Para Trás

Brasil, Paraná, Curitiba, Ilha do Mel

Na barca, voltando da Ilha

Na barca, voltando da Ilha


Hoje, dia 01/04, foi um dia bem representativo do difícil processo de deixar tudo para trás, para poder seguir em frente. Começamos o dia com uma manhã linda, céu azul, a Ilha do Mel bonita e serena como poucas vezes vi. Despedimo-nos do Zeco e da sua Pousada Grajagan, que consideramos nossa segunda casa. Antes fosse mesmo! Que delícia! Depois, caminhando rapidamente para o pier para não perder a balsa das 8 da manhã, encontramos o André, do restaurante Marisol (onde tantas vezes almojantamos no final da tarde, aqueles pratos fartos que dão para 4 pessoas - delícia!), que nos acompanhou na travessia para Pontal, sobre um mar que mais parecia um tapete. Lá, encontramos a Lúcia, do Portal do Mel Estacionamento, que sempre cuida muito bem do nosso carro e que fez muita festa para gente, principalmente depois de saber da nossa viagem. Ela adorou a Fiona adesivada.

Depois de nos despedirmos, nós já estávamos em frente ao balneário Atami, no caminho de volta para Curitiba quando a Lúcia apareceu no meu retrovisor, a toda, fazendo sinal e mandando eu encostar. Eu tinha esquecido nosso computador no estacionamento e ela veio atrás de mim para devolver. Que amor! Muito obrigado, Lúcia!!!

Em Curitiba, dei uma última passada no nosso antigo apartamento, todo pintado e preparado para o próximo felizardo que for alugá-lo. Quem me dera fosse eu! Tenho muita dificuldade de deixar minhas coisas para trás. Principalmente aquelas que me trazem tantas boas lembranças. Aproveitei para me despedir do casal de zeladores, Alcides e Cida, que cuidaram tão bem da gente nos últimos 5 anos. Do apartamento, tive de ir na concessionária verificar uma questão da Fiona. No caminho, passei pela loja que tinha comprado o meu Fox, fiel companheiro de tantas viagens. Cheguei lá e o carro tinha sido revendido no dia anterior mas, por sorte minha, o novo proprietário só iria buscá-lo hoje. Desse modo, ainda pude dar um "último abraço" no companheiro de aventuras. E ainda tirei uma foto com a Fiona e o Fox juntos. Passado e futuro, mas o mesmo espírito!

Despedida do Fox, chegada da Fiona.

Despedida do Fox, chegada da Fiona.


De lá para a casa da Patícia, minha querida sogra. Ficamos lá arrumando e rearrumando as malas, decidindo o que ía e o que ficava. Soma-se a isso a reunião que tivemos com os desenvolvedores do nosso site e mais a visita ao apartamento novo da Dani e do Dudu (cunhados e pais da nossa sobrinha que está quase chegando) e ficamos bem apertados para chegar a tempo ao aeroporto. Principalmente com a pane nos semáforos em todo o centro de Curitiba. A Patrícia se esgueirava pelo trânsito engarrafado e eu ligava e atazanava o pessoal da TAM. Resultado, chegamos no último minuto possível, literalmente no ÚLTIMO minuto possível, a Ana segurando a moça do check-in enquanto eu carregava a nossa enorme bagagem por um aeroporto lotado, véspera de feriado, com cara de rodoviária.

Enfim, tudo está bem quando termina bem. Nós, nas nossas apertadas poltronas do avião, muitas das nossas coisas (inclusive a Fiona!) nos esperando em Maio, e muitas outras coisas, queridas para sempre, nos esperando em algum lugar da nossa memória.

Em tempo: no nosso embarque internacional, já em Guarulhos, a Ana apelidou o vidro que separa os viajantes internacionais dos nacionais de "Muro de Berlim". Ao mesmo tempo tão perto e tão longe uns dos outros. Nessa hora, estávamos do "lado certo" do muro. Mas, depois, quando entramos no avião, fomos parar do lado "errado" de outro muro de Berlin. Uma fina divisória separa os que viajam amontoados na classe econômica dos que que viajam confortavelmente na business class. Um desses, o nosso eterno ídolo do tênis, Gustavo Kuerten, que viajava para jogar e se divertir em Miami.

Brasil, Paraná, Curitiba, Ilha do Mel, Praia

Veja todas as fotos do dia!

Quer saber mais? Clique aqui e pergunte!

Adeus Fiona e a Deliciosa Tarde Preguiçosa

Argentina, Buenos Aires

Almoçando em restaurante de Palermo, bairro de Buenos Aires, na Argentina

Almoçando em restaurante de Palermo, bairro de Buenos Aires, na Argentina


Depois dos nossos brindes na Recoleta, voltamos para nosso hotel em Palermo, onde já havíamos desocupado o quarto e eles só guardavam nossa bagagem. Era chegada a hora de irmos conhecer o Marcelo e a Carola, os “Periodistas Viajeros” (o site e as viagens deles são ótimos! Confira aqui!), que haviam se oferecido para guardar a Fiona enquanto viajamos para a Antártida. Por enquanto, só nos conhecíamos pelas redes sociais. A ideia era irmos ao seu apartamento e depois segui-los até a casa da Paula, mãe da Carola, num condomínio fechado em Pilar, pequena cidade da grande Buenos Aires, a 50 quilômetros do centro, direção norte.



Eles moram em Belgrano, outro bairro super gostoso de Buenos Aires, não muito longe de Palermo. Não há grandes atrações turísticas por lá, mas é o tipo do bairro que eu adoraria morar, se um dia viesse para cá. Ruas largas, tranquilas e arborizadas, boa infraestrutura de escolas, comércio, restaurantes e praças e sem movimento de tráfego pesado e turistas abobalhados. Enfim, logo os encontramos, eles nos receberam super bem e já estávamos na estrada para Pilar. Quarenta minutos mais tarde, antes da hora do rush, chegávamos ao chique e tranquilo condomínio, como tantos que também existem ao redor das grandes metrópoles brasileiras. Depois que passamos da portaria, muitas crianças brincando nas ruas, casas sem grades e com vastos jardins, nenhum prédio no horizonte, clima de vida quase rural.

O Marcelo e a Carola, os Periodistas Viajeros, nos trazem de volta de Pilar para Buenos Aires, num dia com muita chuva (Argentina)

O Marcelo e a Carola, os Periodistas Viajeros, nos trazem de volta de Pilar para Buenos Aires, num dia com muita chuva (Argentina)


O Marcelo e a Carola, os Periodistas Viajeros, nos trazem de volta de Pilar para Buenos Aires, num dia com muita chuva (Argentina)

O Marcelo e a Carola, os Periodistas Viajeros, nos trazem de volta de Pilar para Buenos Aires, num dia com muita chuva (Argentina)


A noite foi de queijos e vinhos ao ar livre, no fundo da casa. Como não poderia deixar de ser, muita conversa sobre viagens. Eles também viajam muito, mas são viagens mais curtas, já que tem que trabalhar também. Como o próprio nome do site deles indica, são jornalistas, ele muito interessado em questões políticas. Fomos dormir tarde, céu estrelado e acordamos com o tempo virado, chuva forte. Como chegamos por lá quase no escuro e pela manhã chovia muito, nem tiramos fotos. Mas na volta, quando viermos pegar a Fiona, não perderemos mais essa chance!

Loja em Palermo, bairro de Buenos Aires, na Argentina

Loja em Palermo, bairro de Buenos Aires, na Argentina


Testando vestidos em lojinha de Palermo, em Buenos Aires, na Argentina

Testando vestidos em lojinha de Palermo, em Buenos Aires, na Argentina


Então, a Fiona ficou por lá guardadinha e segura da silva, com boa parte da nossa bagagem e nós voltamos com eles para o centro, hoje cedo, embaixo ainda de muita chuva. Eles direto para o trabalho e nós para o nosso mesmo hotel, em Palermo, onde havia ficado nossa bagagem para as próximas 3 semanas, muita roupa de frio para o que nos espera. Tínhamos reservado um quarto para mais uma noite, pois é amanhã que nos mudamos para o hotel já incluído no pacote para a Antártida, no centro da cidade. Como continuava a chover, aproveitamos para continua a organização de nossas coisas para a viagem.

Uma gostosa e preguiçosa tarde em restaurante de Palermo, bairro de Buenos Aires, na Argentina

Uma gostosa e preguiçosa tarde em restaurante de Palermo, bairro de Buenos Aires, na Argentina


Finalmente, no meio da tarde, a chuva amainou um pouco e a gente aproveitou para caminhar um pouco por Palermo na região do bairro conhecida como Soho. Muita gente de guarda-chuva nas ruas e ao redor da praça Armênia, onde visitamos algumas lojas e encontramos um restaurante gostoso para comer e tomar vinho, só para ficar vendo a chuva cair e o tempo passar. Uma delícia!

Tarde de chuva em Palermo, bairro de Buenos Aires, na Argentina

Tarde de chuva em Palermo, bairro de Buenos Aires, na Argentina


Tarde de chuva em Palermo, bairro de Buenos Aires, na Argentina

Tarde de chuva em Palermo, bairro de Buenos Aires, na Argentina


Por fim, de volta para nosso hotel, na rua Malabaia. Só para descansar mais um pouco, recuperar as energias e sair novamente, de noite. A região ao redor da Plaza Armênia é cheia de bares e restaurantes interessantes e a noite prometia. Acho que Belgrano seria mesmo nossa segunda opção para morar aqui em Buenos Aires. A primeira, sem dúvida, seria Palermo, numa das inúmeras ruas tranquilas, mas sempre próximo de restaurantes e praças.

Uma gostosa e preguiçosa tarde em restaurante de Palermo, bairro de Buenos Aires, na Argentina

Uma gostosa e preguiçosa tarde em restaurante de Palermo, bairro de Buenos Aires, na Argentina


Amanhã de noite, já estaremos com nosso grupo de viagem, então hoje era nossa última chance a sós. Além disso, tínhamos outro motivo para celebrar. Acabamos de ser convidados para sermos padrinhos de casamento dos nossos amigos queridos, os mesmos que já viajaram conosco no Havaí, Cuba e Galápagos, durante esses 1000dias. O casamento será no início de Dezembro, ainda durante nossa viagem e acho que eles estavam meio desconfiados que não iríamos. Então, nos deram o cheque mate: “Vocês serão nossos padrinhos!”. É... agora não tem mais jeito de não ir, hehehe! Mas, iríamos de qualquer maneira, claro! Ainda mais porque eles vão se casar exatamente no lugar que casamos, na mesma praia da mesma Ilha do Mel, festa na mesma pousada. Tem jeito de não ir? A Ilha do Mel, mais uma vez, entrará no roteiro dos 1000dias!

Almoçando em restaurante de Palermo, bairro de Buenos Aires, na Argentina

Almoçando em restaurante de Palermo, bairro de Buenos Aires, na Argentina

Argentina, Buenos Aires, Palermo, Pilar

Veja mais posts sobre Palermo

Veja todas as fotos do dia!

Participe da nossa viagem, comente!

A Volta ao Brasil Pelo Rio Amazonas (1990)

Peru, Iquitos

O movimentado porto de Iquitos, na beira do rio Amazonas, no Peru (foto de Julho de 1990)

O movimentado porto de Iquitos, na beira do rio Amazonas, no Peru (foto de Julho de 1990)


Várias vezes durante os 1000dias passamos pela região amazônica. Com a Fiona ou de barco, quase sempre no Brasil, mas também em outros países, já que esse incrível ecossistema se estende por uma vasta região da América do Sul, incluindo países como as Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Bolívia e Peru. Neste último, passamos pela cidade de Puerto Maldonado quando percorríamos a rodovia interoceânica, a estrada que liga o Acre com Cusco, no Peru. Mas a nossa experiência amazônica peruana foi meio conturbada, já que a Ana adoeceu na cidade e ficamos mais entre hospitais e farmácias do que entre árvores e macacos (veja o post aqui). De qualquer maneira, a cidade-símbolo da Amazônia peruana não é Puerto Maldonado, mas Iquitos, mais ao norte, muito maior e mais isolada. Iquitos é a maior cidade do mundo onde não se pode chegar por estradas. Incrustrada no meio da selva e na orla do maior rio do planeta, com mais de 300 mil habitantes, ali só se chega de avião ou de barco.


O nosso roteiro pela América do Sul em 1990. O trechos entre Bauru e Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e entre Puno, Cusco e Arequipa, no Peru, foram de trem. Os outros trechos, de ônibus. Para retornar de Lima, avião para Iquitos e barco até Tabatinga, no Amazonas

Talvez por isso, ela nunca esteve no roteiro da Fiona ou dos 1000dias. Mas eu já estive lá uma outra vez, durante meu primeiro mochilão pelo continente, em Julho de 1990. Eu viajava com meu primo Haroldo e o amigo Marcelo e já relatei outras partes dessa mesma viagem aqui no site dos 1000dias, especialmente aqueles trechos interessantes do continente em que eu e a Ana não passamos dessa vez. Foi assim com a nossa passagem pelo Trem da Morte, quando subimos a montanha Chacaltaya, ao lado de La Paz, e quando percorremos a Trilha Inca, a caminho de Machu Picchu. Depois de conhecer as ruínas arqueológicas mais famosas do continente, nós fomos para Arequipa, no sul do Peru e, de lá, para a capital, Lima. Daí seguimos para Huaraz, na belíssima Cordillera Blanca, e Trujillo, no norte. Durante os 1000dias nós estivemos em todos esses lugares e por isso não relato aqui como foi a nossa experiência por eles naquele tempo. Faltava, então, retornar ao Brasil e foi então que passamos por Iquitos, numa travessia que incluiu aviões e barcos, não só para conhecer Iquitos, mas também as maiores cidades da região norte do nosso país.

Em 1990, nós voltamos do Peru para o Brasil de barco pelo rio Amazonas, saindo de Iquitos (onde só se chega voando ou navegando!) para Tabatinga, no Amazonas, fronteira com Leticia, na Colômbia

Em 1990, nós voltamos do Peru para o Brasil de barco pelo rio Amazonas, saindo de Iquitos (onde só se chega voando ou navegando!) para Tabatinga, no Amazonas, fronteira com Leticia, na Colômbia


Já naquele tempo, a viagem a Machu Picchu era uma espécie de batismo de fogo para jovens estudantes brasileiros que pretendiam conhecer o mundo. O roteiro era quase sempre o mesmo, seguindo por terra (trem e ônibus) do Brasil ao Peru, através da Bolívia, e retornando pelo mesmo caminho. Alguns viajantes preferiam (se pudessem!) voar na volta, tanto de La Paz como de Lima, para aqueles poucos que esticavam a viagem até lá. Na época, nós quisemos fugir um pouco desse lugar-comum e inovar. Numa época sem internet, debruçados sobre mapas e guias, idealizamos uma volta alternativa, de barco, pela região amazônica. Bastaria chegar até Iquitos e, de lá, navegando pelo rio Amazonas, chegar até Manaus e Belém. Planos feitos, mãos a obra. Quando passamos por Lima, ainda antes de seguirmos para o norte do país, conseguimos comprar passagens aéreas para Iquitos. Nosso problema, além do dinheiro, era o tempo, pois tínhamos de retornar às aulas universitárias do início do 2º semestre. Uma corrida só! O bom de passagens aéreas, de trem ou de ônibus, é que podemos marcar datas e, quase sempre, confiar nelas. Estávamos para aprender que o mesmo não se pode dizer das viagens de barco, especialmente na região amazônica.

Chegando no aeroporto de Iquitos, no meio da amazônia peruana (foto de Julho de 1990)

Chegando no aeroporto de Iquitos, no meio da amazônia peruana (foto de Julho de 1990)


Uma deliciosa casa de sucos e saladas de frutas em Iquitos, no Peru (foto de Julho de 1990)

Uma deliciosa casa de sucos e saladas de frutas em Iquitos, no Peru (foto de Julho de 1990)


Na data marcada, voamos para Iquitos. Aí conhecemos um outro Peru, completamente diferente daquele pelo qual vínhamos viajando nas últimas semanas. Somem os Andes, entra a floresta amazônica. Desaparece o frio, um calo úmido ocupa seu lugar. A típica fisionomia andina dos indígenas também é substituída pelos traços conhecidos dos índios amazônicos. O único elo é a língua espanhola. Aliás, que estranho que foi para nós, já no aeroporto, nos sentir na Amazônia, mas escutar todo mundo falar espanhol. O cérebro quase entra em parafuso. Iquitos, como eu já disse, é uma grande metrópole, cerca de 300 mil habitantes, e está completamente isolada das outras cidades do país e do planeta, pelo menos por vias terrestres.

O Haroldo observa o movimentado porto de Iquitos, na beira do rio Amazonas, no Peru (foto de Julho de 1990)

O Haroldo observa o movimentado porto de Iquitos, na beira do rio Amazonas, no Peru (foto de Julho de 1990)


Barco lotado chega a Iquitos, na beira do rio Amazonas, no Peru (foto de Julho de 1990)

Barco lotado chega a Iquitos, na beira do rio Amazonas, no Peru (foto de Julho de 1990)


Naquela época, o turismo do ayahuasca (o famoso chá psicodélico amazônico), que atrai tanta gente a Iquitos nos dias de hoje, ainda não havia se desenvolvido e nosso principal objetivo na cidade era tomar o barco em direção ao Brasil. Mal encontramos uma pousada e corremos ao porto para tentar descobrir horários e comprar passagens. Foi quando descobrimos que, teoricamente, há barcos todo o tempo, mas que na prática, só saem quando estiverem cheios, de carga e de pessoas. Há vários barcos descendo o rio, mas o problema é acertar qual vai sair primeiro. Ficamos sempre com medo de nos comprometer com algum (pagar!) para depois descobrir que outros vão sair antes. Viagens marcadas para hoje podem muito bem esperar uma semana para zarpar. É o ritmo amazônico, mas nós não tínhamos tempo para nos adaptar a ele. O resultado é que íamos constantemente ao porto em busca de informações mais precisas e na torcida (e desespero!) para que zarpássemos o quanto antes. E entre uma visita e outra, fomos relaxando e curtindo o tempo naquela cidade tropical.

Embarcando no barco Iris, em Iquitos, no Peru, rumo a Tabatinga, no Brasil (foto de Julho de 1990)

Embarcando no barco Iris, em Iquitos, no Peru, rumo a Tabatinga, no Brasil (foto de Julho de 1990)


Foram quase três dias de espera até que nosso barco, o Íris, zarpasse. Nesse tempo, nunca tomei tantos suco e comi salada de frutas na minha vida. Uma delícia! Saúde pura! A cidade e sua praça central, a sempre presente “Plaza de Armas”, parecem bastante o Brasil. Além da língua, claro, a diferença está na quantidade impressionante de moto-táxis nas ruas da cidade. Centenas, milhares! Na verdade, são triciclos, e acho que todo mundo se locomove dessa maneira por ali, inclusive nós. Deve ser mais barato levar esses veículos para lá, todos de barco, já que não há estradas. Sem contar o próprio combustível, já que são muito mais econômicos que carros. Por fim, o próprio calor amazônico, uma constante por ali. No triciclo, estamos sempre com um ar condicionado natural, o vento! Não só os veículos são abertos, mas os restaurantes, sempre com grandes terraços e sob a sombra de árvores. Até as igrejas, onde assistimos a um coral amazônico, são mais amplas, abertas e tropicais.

Navegando na parte peruana do rio Amazonas, de Iquitos, no Peru, a Tabatinga, no Brasil  (foto de Julho de 1990)

Navegando na parte peruana do rio Amazonas, de Iquitos, no Peru, a Tabatinga, no Brasil (foto de Julho de 1990)


Mas, por fim, partimos, com dois dias de atraso desde a primeira promessa do capitão. Para nós, acabou saindo mais barato investirmos em uma cabine do que comprar três redes para dormir em um dos dois decks do barco. Para os três, foi a primeira experiência no rio Amazonas, que tanto havia frequentado nossas aulas de geografia durante a adolescência. A emoção de estar lá, vendo-o com os próprios olhos, é até difícil de descrever. O rio é absolutamente enorme, mesmo estando a mais de 1.000 quilômetros da foz. Uma massa de água, imparável, rasgando a floresta ao meio. Uma hora depois de partirmos, a calma de navegar quase sozinhos no meio do rio e da floresta contrastava com o caos reinante no porto de Iquitos. Ali, um movimentado porto amazônico, barcos chegam e saem todo o tempo em docas improvisadas nas encostas do rio. Todo o tempo, centenas de pessoas entram e saem dos barcos, chegam e partem da cidade, rio acima ou rio abaixo. Um verdadeiro formigueiro humano que, depois de algumas visitas ao porto, passamos a compreender. Dentro do caos, uma certa ordem. Mas apenas aos olhos mais treinados.

Navegando por pequenos braços do rio Amazonas, na região de Iquitos, no Peru (foto de Julho de 1990)

Navegando por pequenos braços do rio Amazonas, na região de Iquitos, no Peru (foto de Julho de 1990)


Vitórias-régia em pequenos braços do rio Amazonas, na região de Iquitos, no Peru (foto de Julho de 1990)

Vitórias-régia em pequenos braços do rio Amazonas, na região de Iquitos, no Peru (foto de Julho de 1990)


Agora ali, no meio do rio, a calma é verdadeira. Sempre há botos cinza a nos guiar. O local mais gostoso do barco é o telhado, longe da confusão dos decks e da música alta. Por falar nisso, a cabine é terrivelmente barulhenta, quase em cima do motor. Abafada também, só ficamos ali de noite. A comida servida no barco não é das melhores, mas trouxemos bastante frutas da cidade. O banheiro é quase inusável e o melhor a fazer, se conseguirmos, é segurar. Os passageiros são quase todos peruanos e muitos deles nem sabem o que é ou onde é o Brasil, mesmo estando em um barco que vai descer o rio até a fronteira. “Brasil? Es uma ciudad?”.

Navegando por pequenos braços do rio Amazonas, na região de Iquitos, no Peru (foto de Julho de 1990)

Navegando por pequenos braços do rio Amazonas, na região de Iquitos, no Peru (foto de Julho de 1990)


Passageiros fazem força para tentar desatolar nosso barco do leito do rio Amazonas, na região de Iquitos, no Peru (foto de Julho de 1990)

Passageiros fazem força para tentar desatolar nosso barco do leito do rio Amazonas, na região de Iquitos, no Peru (foto de Julho de 1990)


Muitas vezes, o barco sai do curso principal do rio para entrar em algum afluente. Aí, em algum pequeno povoado ou fazenda, entram e saem pessoas, é descarregado ou carregado algo. É quando nos sentimos mais pertos da infinita floresta que nos rodeia. Pequenas canoas transitam para lá e para cá. Casas são flutuantes ou se sustentam sobre palafitas. São verdadeiramente os trechos mais interessantes da viagem, mas foi aí também que tudo mudou. O barco fez uma aproximação errada da orla do rio e simplesmente atolou. Pois é, atolados no rio mais caudaloso do mundo, parecia até piada. Piada também foi quando quase todos os passageiros desceram e tentaram empurrar o barco. Ele, obviamente, nem se mexeu. Para nós, ao menos, foi divertido, nadar no rio Amazonas que ali não tinha nem um metro de profundidade. A diversão acabou e o barco, muito carregado de combustível, continuava atolado. Chegou um rebocador para ajudar e nada. Chegou outro e nada. Estávamos completamente presos no meio do nada, centenas e centenas de quilômetros de florestas para todos os lados.

O sol nasce no rio Amazonas, durante nossa navegação entre Iquitos, no Peru, e Tabatinga, no Brasil (foto de Julho de 1990)

O sol nasce no rio Amazonas, durante nossa navegação entre Iquitos, no Peru, e Tabatinga, no Brasil (foto de Julho de 1990)


Foi quando um outro barco que seguia para a fronteira passou por ali. Com ajuda de barquinhos, todos os passageiros e suas bagagens foram transferidos. Só que agora, não tínhamos nem cabines e nem redes. A solução foi dormir no piso mesmo, embaixo das dezenas de redes penduradas no convés. Foram “apenas” mais 18 horas de viagem e não tinha outra solução. Melhor do que ficar ali, parados na floresta. Agora, mais do que nunca, com exceção de umas poucas horas de sono durante a noite, ficávamos no telhado do barco admirando a beleza grandiosa ao nosso redor. O nascer-do-sol sobre o rio Amazonas foi absolutamente espetacular e inesquecível, as água do rio pintadas de fogo pela luz da aurora. Que incrível!

O sol nasce no rio Amazonas, durante nossa navegação entre Iquitos, no Peru, e Tabatinga, no Brasil (foto de Julho de 1990)

O sol nasce no rio Amazonas, durante nossa navegação entre Iquitos, no Peru, e Tabatinga, no Brasil (foto de Julho de 1990)


Por fim, chegamos à Santa Rosa, uma pequena vila peruana construída sobre uma ilha do rio na chamada “fronteira tríplice”. Dou outro lado do rio, Colômbia e Brasil, Leticia e Tabatinga. Na pequena Santa Rosa, fizemos nossos papéis de saída e brincamos bastante com duas simpáticas e espertas meninas que haviam viajado conosco. Ficamos também impressionados com as cores de uma espécie de papagaio que vivia na casa do policial da fronteira. Verde, vermelho e amarelo! Uma ave tricolor ali na tríplice fronteira. Papéis prontos, atravessamos o rio de voadeira e voltamos, enfim, ao Brasil. Tabatinga não é a mais bela das cidades, muito pelo contrário. Mas era o primeiro pedacinho do Brasil em que pisávamos depois de 30 dias de andanças por Bolívia e Peru. Típica cidade de fronteira, uma tensão quase constante no ar. Tráfico de drogas e mercadorias são comuns por ali, mas para quem não está metido nisso, a preocupação maior é o forte calor. Estamos sempre procurando algum ventilador para nos aliviar um pouco.

Um papagaio todo colorido em Santa Rosa,  fronteira entre Peru e Brasil, no rio Amazonas (foto de Julho de 1990)

Um papagaio todo colorido em Santa Rosa, fronteira entre Peru e Brasil, no rio Amazonas (foto de Julho de 1990)


Fazendo amizade com simpáticas crianças peruanas na fronteira entre Peru e Brasil, no rio Amazonas (foto de Julho de 1990)

Fazendo amizade com simpáticas crianças peruanas na fronteira entre Peru e Brasil, no rio Amazonas (foto de Julho de 1990)


Tabatinga está grudada em Leticia. Juntas, são quase 100 mil habitantes. Mas Leticia é infinitamente mais turísticas, uma das cidades mais procuradas na Colômbia por visitantes estrangeiros. Todos em busca de uma experiência na exótica Amazônia. Nós, depois de mais de dois dias navegando nas águas do maior rio do mundo e dos três dias esperando em Iquitos, já estávamos satisfeitos com a experiência. O que precisávamos mesmo era sair dali, pois o semestre letivo já começava a 4 mil quilômetros de distância, lá na UNICAMP, interior de São Paulo. Checando preços e alternativas, descobrimos que o barco e o avião custariam mais ou menos a mesma coisa até Manaus. Com a diferença de que uma viagem demoraria três dias e a outra, três horas. Com a pressa que estávamos, não foi difícil escolher. Voamos no dia seguinte, na extinta Varig. O mesmo raciocínio valeu para o trecho entre Manaus e Belém, alguns dias mais tarde. Só que dessa vez, voamos na extinta Vasp. As passagens podiam ser pagas em três vezes sem juros! Nos últimos 20 anos, nós nos esquecemos disso, mas a inflação daquela época era de 10% ao mês! Pagar em três vezes era um senhor desconto! Foi assim que voltamos à nossa Campinas, depois de um belo giro por Bolívia, Peru e Amazônia, um super primeiro mochilão que me fez pegar gosto pela coisa e que, para sempre, me serviria de referência nas muitas viagens que se seguiram nos anos e décadas seguintes. Como se diz por aí: “a primeira vez, a gente nunca esquece!”.

A fronteira tríplice entre Brasil (Tabatinga), Peru (Santa Rosa) e a famosa Leticia (Colômbia), na amazônia. Foi por aí que voltamos ao Brasil na viagem de 1990, vindos de barco de Iquitos, na amazônia peruana

A fronteira tríplice entre Brasil (Tabatinga), Peru (Santa Rosa) e a famosa Leticia (Colômbia), na amazônia. Foi por aí que voltamos ao Brasil na viagem de 1990, vindos de barco de Iquitos, na amazônia peruana



P.S Para quem se interessar, os relatos dessa viagem de 1990 que estão no site dos 1000dias são:

1 - A viagem no Trem da Morte
2 - A subida do Chacaltaya, em La Paz
3 - A Trilha Inca até Machu Picchu
4 - Viajando pelo rio Amazonas do Peru ao Brasil (este post!)

Peru, Iquitos, Colômbia, Leticia, Rio, Rio Amazonas, Tabatinga, viagem, ViagemAntiga

Veja todas as fotos do dia!

A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

Tarde Franciscana

Brasil, Minas Gerais, Januária (P.N Cavernas do Peruaçu)

Barracas na praia do Rio São Francisco, em Januária - MG

Barracas na praia do Rio São Francisco, em Januária - MG


Depois dos dias agitados no parque, eu e a Ana resolvemos passar uma tarde mais tranquila. O local escolhido foi a bela praia em frente ao nosso hotel.

Praia? Em pleno norte de Minas Gerais? Exatamente! Afinal, Januária fica ao lado do Rio Sâo Francisco. O mesmo rio que vimos nascer na Serra da Canastra, há poucos dias. Pois bem, aqui ele já é um adolescente, pronto para virar adulto. Com cerca de duzentos metros de largura, pelo menos nessa época do ano, suas água tranquilas seguem pacientemente em direção ao norte, para deixar Minas para trás e enfrentar o sertão baiano.

Rodrigo se refrescando no Rio São Francisco em Januária - MG

Rodrigo se refrescando no Rio São Francisco em Januária - MG


Esse rio sempre foi o meio de ligação e transporte através das regiões que passa. Também é fonte de alimentação, por meio da pesca, e de desenvolvimento, através da irrigação que usa as suas águas e da energia gerada pelas usinas hidroelétricas em seu curso. Mas, nessas últimas décadas, parece que abusaram um pouco do Velho Chico, usaram demas as suas águas, exploraram demasiadamente as suas margens, sobrepescaram seus peixes, represaram-no diversas vezes.

O Rio São Francisco em Januária - MG

O Rio São Francisco em Januária - MG


O rio assoreou e hoje é bem mais raso do que era antes. Até há 25 anos atrás, um charmoso barco importado do Mississipi, o Benjamim Guimarães, fazia o transporte de passageiros e carga desde Pirapora-MG até Juazeiro-BA. Além de pessoas da região, afortunados turistas tiveram a sorte de fazer esse trajeto, uma viagem que marcou a vida de muita gente. Uma dessas pessoas foi a minha irmã, quando eu ainda era um jovem adolescente. Lembro-me de, na época, prometer a mim mesmo que um dia seria a minha vez. Pois bem, o tempo passou, eu cresci, chegou a minha vez, o barco ainda está lá, em Pirapora mas o rio já não é mais o mesmo, não comporta mais barcos daquele porte. Motivo de tristeza e vergonha para nós, brasileiros. Deixar isso acontecer com um patrimônio nosso...

Barraca na praia do Rio São Francisco, em Januária - MG

Barraca na praia do Rio São Francisco, em Januária - MG


Bom, pelo menos o rio continua aqui e hoje pudemos passar uma agradável tarde em sua praia, bebericando uma cerveja e nos refrescando em suas águas. A praia é do lado de lá do rio. O dono de uma das barracas, o Primo, veio nos buscar de voadeira e ficamos em sua barraca nos deliciando com músicas dos anos 70 e 80. Talvez, foi isso que me estimulou a lembar do passado glorioso do Velho Chico.

Barraca na praia do Rio São Francisco, em Januária - MG

Barraca na praia do Rio São Francisco, em Januária - MG


Na volta, não pude resistir a tentação do desafio. Afinal, se resistisse, não seria eu... Voltei nadando, cruzando o Velho Chico mais uma vez, sem ajuda de pontes ou barcos. A distância não é longa e só precisamos tomar conta da corrente, para que ela não nos leve muito rio abaixo. Foi uma delícia de travessia. Apesar de tudo, o São Francisco continua o Velho Chico!
Obrigado, velho amigo. Obrigado por essa tarde de pernas para o ar...

De pernas para o ar no Rio São Francisco em Januária - MG

De pernas para o ar no Rio São Francisco em Januária - MG

Brasil, Minas Gerais, Januária (P.N Cavernas do Peruaçu), Rio São Francisco

Veja todas as fotos do dia!

A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

Sobre Rodas

Porto Rico, San Juán, La Parguera

Mapa de Porto Rico

Mapa de Porto Rico


Estamos de carro novamente! Dessa vez, dirigindo do lado certo da estrada, he he he. Deixamos San Juan um pouco depois das 11 da manhã. Pelo avançado da hora, desistimos de fazer El Yunque hoje e deixamos ele para depois, sexta ou sábado. É um parque nacional numa das áreas montanhosas de Porto Rico, cheio de cachoeiras, piscinas naturais e flora e fauna abundante. Tem fama de ser lindo e, até por isso, participa da eleição das Sete Maravilhas Naturais do mundo. Estou bem ansioso para conhecê-lo e por isso vamos nos programar de chegar lá bem cedinho.

Assim, resolvemos inverter o nosso trajeto e seguir em direção ao oeste, primeiro. Ali está outra das atraçoes da ilha que queria muito ver: o maior e mais famoso radiotelescópio do mundo, Arecibo. Já apareceu em vários filmes de Hollywood, inclusive do 007. Basicamente, é um telefone para conversar com ETs. Só ainda não conseguimos que alguém atendesse a linha do lado de lá...

Arecibo só abre à tarde para visitação. De manhã, o programa era visitar umas cavernas ali perto. O problema é que, no meio do caminho, checamos que os dois parques são fechados às terças. Que beleza!

Partimos então para o plano C, ir direto ao litoral sudoeste do país, onde há o melhor ponto de mergulho. Sim, eu sei, vocês já estão pensando: "Mergulho, de novo? Esses caras só sabem fazer isso?" Pois é... mas é que estamos no Caribe, fazer o quê? Os Andes e as Montanhas Rochosas vão chegar...

Bom, além do melhor ponto de mergulho, vamos também numa das praias mais bonitas do país e em Ponce, a cidade com o centro histórico mais belo de Porto Rico. Depois, tentamos Arecibo novamente, El Yunque e uma ilha, Culebra, lá no outro lado do país, litoral leste.

E assim fizemos. Cruzamos o país no nosso Hyunday, enfrentendo muitas montanhas e estradas apertadas e curvilíneas, dessas que só passam um carro por vez. Cruzar com caminhão ou ônibus escolar é um stress. Com jeitinho, vai. A parte central da ilha é toda cheia de montanhas, a mais alta delas chegando a cerca de 1.400 metros de altura. Passamos ali do lado. A vista, quando as nuvens permitiam, era deslumbrante: montanhas com uma vegetação luxuriante, rios de águas bem transparentes, um convite para o banho. Mas acabamos não parando já que queríamos chegar aqui a tempo de marcar o mergulho para amanhã.

Placa de aviso de Tsunami em La Parguera - Litoral Sudoeste de Porto Rico

Placa de aviso de Tsunami em La Parguera - Litoral Sudoeste de Porto Rico


E "aqui" é La Parguera, uma vilazinha bem simpática, cheia de pousadas, hotéis e botecos que devem ferver nos feriados ou no verão. Mas hoje está tudo bem tranquilo, meio que com cara de abandonado. A cidade não tem praias, mas está numa baía, cercada por mangues. Amanhã vou ver melhor, tirar fotos e poder descrever mais precisamente. O que já deu para ver é que é uma região passível de sofrer terremotos e tsunamis! Deu para ver na foto, né?

Amanhã, teremos um dia corrido. Mergulho de manhã, praia (meia hora daqui) de tarde e Ponce (meia hora também, mas na direção oposta!) de noite. No outro dia, Arecibo e as cavernas. Depois, para o leste e avante! Tudo isso é possível porque temos rodas! Dá uma liberdade... E não saiu caro: menos de 50 dólares por dia, incluindo todo o seguro e o GPS também.

Porto Rico, San Juán, La Parguera,

Veja todas as fotos do dia!

Não se acanhe, comente!

Friozinho em Pernambuco

Brasil, Pernambuco, Triunfo, Serra Talhada, Gravatá

Região serrana em Gravatá - PE

Região serrana em Gravatá - PE


Para nós, no sul, é sempre estranho pensar num clima frio no nordeste. Não combina com aquela imagem que vemos na TV do árido dertão. Pois bem, Pernambuco e os recifences também tem a sua versão de Campos de Jordão. Na verdade, mais de uma. São cidades serranas que no inverno tem mínimas de até 10 graus e que, mesmo no verão, durante a noite tem clima muito agradável, compatível com um bom vinho e mesmo um fondue!

Hotel em Triunfo - PE

Hotel em Triunfo - PE


O ponto mais alto do estado, com quase 1.300 metros de altitude, fica na cidade de Triunfo, a quase 500 km de Recife. E foi para lá que nós seguimos depois de nossa visita ao Vale dos Dinossauros, perto de Sousa, no sertão paraibano. Com uma combinação de estradas de asfalto em bom e mal estado e também de estradas de terra cruzando a serra entre os dois estados, chegamos em Triunfo já de noite. Três estados num só dia, já que tínhamos amanhecido em Juazeiro do Norte, no Ceará.

Casario colorido em Triunfo - PE

Casario colorido em Triunfo - PE


Em Triunfo ficamos no hotel do Sesc, no alto do morro. Friozinho gostoso que a Ana aproveirou para usar manga comprida! De manhã cedo, até umas dez da manhã, tudo o que víamos era neblina. Impossível se imaginar em pleno sertão pernambucano! Aí, finalmente, ela se levantou e pudemos observar o centro da cidade lá embaixo. Ainda demos uma volta de carro por lá para fotografar o belo casario colorido, marca registrada da cidade.

Museu em Serra Talhada - PE

Museu em Serra Talhada - PE


Nosso próximo objetivo foi a cidade vizinha de Serra Talhada. Para chegar lá descemos uma bonita serra. A temperatura muda bruscamente enquanto descemos e logo voltamos àquele calor característico do sertão. Em Serra Talhada queríamos visitar o museu do Cangaço para aprender mais de Lampião e Maria Bonita. Mas demos azar de chegar lá perto do meio dia, horário que o museu fecha. Só deu para dar uma olhadinha em algumas fotos da época.

Pub trazido da Inglaterra em nosso hotel em Gravatá - PE

Pub trazido da Inglaterra em nosso hotel em Gravatá - PE


Aí, uma longa viagem em direção ao leste, atravessando boa parte deste comprido estado. Chegamos a 80 km de Recife, na cidade de Gravatá. Esta é a "Campos de Jordão" preferida dos pernambucanos. Muitos hoteis e resorts que lotam na temporada (inverno!). Nós escolhemos o Hotel Highlander, em meio a uma linda paisagem serrana. Já no final de tarde, fizemos amizade com o simpático proprietário do hotel, o Fonseca, e com ele tivemos uma longa conversa sobre viagens, hotéis e outros assuntos. Muito jóia!

Com o Cláudio Fonseca, o simpaticíssimo proprietário do Hotel Highlander, em Gravatá - PE

Com o Cláudio Fonseca, o simpaticíssimo proprietário do Hotel Highlander, em Gravatá - PE


Por fim, com o frio aumentando e para comemorar nossos 19 meses de casados, comemos um fondue de queijo acompanhado de um bom vinho chileno. Uma ótima e estratégica passagem pelas montanhas de Pernambuco para nos preparar para outra longa temporada praiana que começa amanhã num lugarzinho bem "mais ou menos": Fernando de Noronha.

Celebrando o 19o mês de casamento com um fondue de queijo em Gravatá - PE

Celebrando o 19o mês de casamento com um fondue de queijo em Gravatá - PE

Brasil, Pernambuco, Triunfo, Serra Talhada, Gravatá, Lampião, Maria Bonita

Veja todas as fotos do dia!

A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

O Campeonato que Não Vimos...

Hawaii, Oahu-North Shore

Com o Rafa em praia de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann

Com o Rafa em praia de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann


Hoje bem cedo, antes do sol nascer, seguíamos com tristeza para o aeroporto de Honolulu, para embarcar para Los Angeles. Tristeza por deixar o Havaí, tristeza pela separação do casal amigo, Laura e Rafa, que voariam de tarde para a Big Island e tristeza por perdermos essa chance de ouro de ver o torneio de Pipe Master, na praia de Pipeline, na costa norte de Oahu. O destino nos pregou essa peça! O mar esteve calmo enquanto estivemos aqui e, justo hoje, dia do nosso voo, o swell resolveu aparecer de novo. Não conseguimos mudar nosso voo e ficamos só na vontade. Ao contrário do Rafa e da Laura, que ainda tinham essa manhã aqui na ilha. Eles nos deixaram no aeroporto e seguiram para Pipeline, dedos cruzados para que as ondas aparecessem mesmo. Enquanto isso, nós, no avião, na maior curiosidade para saber o que tinha acontecido.

Assistindo ao pôr-do-sol em Honolulu, em Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann

Assistindo ao pôr-do-sol em Honolulu, em Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann


Pois bem, dias depois conseguimos nos comunicar com o casal novamente. O campeonato tinha acontecido sim, e tinha sido um show. Eu pedi que a Laura me enviasse algumas fotos e contasse algo daquele dia, para eu poder escrever um post. Mas, gostei tanto do relato dela, sua emoção e suas palavras, que prefiro que ela mesmo conte a história, As excelentes fotos são todas dela também! Divirtam-se! Volto no final do texto...

“Chegamos às 7h pra conseguirmos estacionar relativamente perto da praia. . Seguimos pro North Shore logo depois de tê-los deixado no aeroporto as 5h30.

As 7h da matina: evento ainda em stand by e mar flat…mas a praia começando a lotar com a promessa do swell. Chegamos à praia às 7h e pegamos um bom lugar pra assistir ao campeonato. Cavamos vários canais na areia pra nos protegermos de uma ou outra onda mais forte que resolvesse encharcar a plateia na areia (valeu a pena, nossa estrutura segurou uns 3 episódios!!!).

As 8h30 anunciavam no alto-falante: confirmada a final com início às 9h! As ondas apareceram, mas não tinham o tamanho que imaginávamos… Confesso que fiquei um pouco decepcionada. Mas ficamos firmes pra ver o que rolaria.

Gabriel Medina (um dos dois atletas brasileiros) concentra antes do início de sua bateria. A esta altura, logo antes do início do campeonato, como que por mágica, o mar cresceu, Muito. Mesmo.

Gabriel Medina, surfista brasileiro, se prepara para sua bateria na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann

Gabriel Medina, surfista brasileiro, se prepara para sua bateria na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann


Josh Kerr, confiante, entrando pra disputar a primeira bateria do dia.

Josh Kerr, surfista australiano na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann

Josh Kerr, surfista australiano na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann


Aliás, vale informar que, pra nossa alegria, a primeira bateria do dia teve a disputa entre EUA, AUS E BRA. Disputaram Josh Kerr (australiano), Kelly Slater (americano) e o Medina (brasileiro).

Brasil, Austrália e EUA representados em bateria na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann

Brasil, Austrália e EUA representados em bateria na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann


Kelly Slater, seguido por uma multidão de fãs enlouquecidos, chega pra bateria.

O grande Kelly Slater na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann

O grande Kelly Slater na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann


Josh Kerr volta pra areia logo após o início da bateria. Depois de uma queda homérica (daquelas que fazem a multidão na praia se calar completamente) ele sai da água sentindo muita dor no pescoço e nos braços. Todos se preocuparam e os médicos o aconselharam a ir pro hospital. Mas 5 minutos depois ele decidiu que voltaria pra finalizar a bateria e, foi assim que, remando com apenas um dos braços na maior parte do tempo, ele não só finalizou como ganhou esta bateria… Logo em seguida ele foi pro hospital e, medicado, voltou para, na fase "mata-mata", eliminar Kelly Slater do campeonato (ainda com formigamento, contrariando ordens médicas e e remando com um braço só. O aussie é guerreiro…virei fã ;-)

Eis o momento da vaca histórica que quebrou o Josh Kerr (australiano). Juro, com os corais super rasos e considerando o tempo que ficou embaixo d'água, não sei como o cara sobrevive. O preparo deles é absurdo. Conheci um ninja de verdade ;-)

Josh Kerr cai em onda na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann

Josh Kerr cai em onda na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann


Kelly entubando uma.

Tubo de Kelly Slater na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann

Tubo de Kelly Slater na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann


e mais uma.

na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann

na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann


E o mar continua crescendo. Volume de água absurdo, Todos entrando e saindo de tubos violentos e tal...

Damo Hobgood em ação na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann

Damo Hobgood em ação na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann


Vaca atrás de vaca e os caras não desistiam… Tá aí o Kelly, no meio da primeira bateria do dia, pedindo outra prancha pra continuar surfando.

Kelly Slater sai com a prancha quebrada na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann

Kelly Slater sai com a prancha quebrada na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann


Miguel Pupo entubando na sua primeira bateria do dia.

O surfista brasileiro Miguel Pupo em ação na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann

O surfista brasileiro Miguel Pupo em ação na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann


50: Pessoal não tira os olhos da água durante o campeonato

Platéia atenta no torneio de Pipe Masters na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann

Platéia atenta no torneio de Pipe Masters na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann


Medina se joga dropando a ondinha

Pupo dsce onda na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann

Pupo dsce onda na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann


Mais uma do Medina (o cara tem 18 aninhos… pensa só). Os surfistas brasileiros estão sendo chamados no meio profissional de "BRAZILIAN STORM". Eles surfam com explosão, muitas manobras, muitos aéreos… enfim, deixam os outros atletas boquiabertos com o estilo brasileiro (e bem agressivo) de surfar.

Pupo em ação na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann

Pupo em ação na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann


Pupo concentra antes de sua segunda bateria.

Concentração do surfista brasileiro Miguel Pupo antes de entrar no mar na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann

Concentração do surfista brasileiro Miguel Pupo antes de entrar no mar na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann


Miguel Pupo encara a parede de água salgada.

Pupo enfrenta o mar na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann

Pupo enfrenta o mar na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann


Pupo e Kelly Slater procurando a onda perfeita pra pontuar no final da bateria mata-mata (BR x EUA). Infelizmente o Pupo foi eliminado, mas com estilo.

Pupo e Slater buscam a melhor onda na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann

Pupo e Slater buscam a melhor onda na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann


Fãs de todas as idades assediam Slater sempre que entra ou sai da água. E ele, super solícito, para para fotos, autógrafos e tudo mais.

Fãs correm em direção a Slater na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann

Fãs correm em direção a Slater na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann


Pupo sai da água aplaudido pelo público após ter sido eliminado por Kelly Slater.

Pupo sai do mar na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann

Pupo sai do mar na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann


Platéia não paga ingresso e tem os melhores lugares ;-)

na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann

na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann



- O Josh Kerr - australiano que se machucou - que está nas fotos - foi pra final. Só perdeu, por pouco, pro campeão - o Joel Parkinson. Mas esta bateria final não assistimos…

- Uma curiosidade. O Medina, quando foi eliminado, foi pela diferença de 1 ponto. Só que aconteceu algo muito inusitado - que com certeza influenciou a pontuação final dele: lembram da foto d Kelly Slater com a prancha quebrada? Pois é: o Medina passou por cima da outra metade da prancha - que estava boiando por lá - quando saída de um tubo. E, claro, caiu. Deu pena dele, kkk.

Nosso vôo pra Big Island seria as 16h e combinamos de sair da praia as 13h pra, com uma margem de manobra, voltarmos pra Honolulu, devolvermos o carro e fazermos o check in. Mas tava difícil de ir embora… a final estava prevista para as 15h - quando a maré estaria cheia e as ondas perfeitas. Estávamos percebendo que a cada bateria as ondas cresciam, chegando à 5m. E sabíamos que ia melhorar… protelamos mais um pouco mas o Rafa, em um dado momento, me puxou pelo braço, me mandou desligar a câmera e, cabisbaixos, tivemos que ir.

A experiência foi emocionante. o Rafa, que sempre surfou de brincadeira e dizia quo os surfistas profissionais tinham a vida que qualquer um pediu à Deus: viajando constantemente para lugares paradisíacos e vivendo em contato com a natureza e do surf. Mas saiu de lá com um outra impressão: a de que estes atletas trabalham muito duro pra conseguirem o preparo necessário pra enfrentar a natureza desta maneira. Arriscam, diariamente, suas vidas pelo esporte. É quase como se, lá na água, não fossem humanos.
Entendemos a aura de encantamento que esses caras causam. E é merecido, viu?

E então, o casal mais desorientado (no bom sentido) possível, atravessou a ilha sem problemas até Honolulu. Comemorei o feito uma vez que estávamos sem GPS (que foi de volta pra Fiona com vcs). Fomos entregar o carro na locadora quando percebemos que precisaríamos encher o tanque antes… Perguntamos por um posto de gasolina ali perto e saímos novamente (aí já com o tempo apertado). Só que, sem GPS, fizemos algo de errado e, quando percebemos, estávamos em uma estrada. E nada de retorno. E a mão suando… 40 minutos depois voltamos - de tanque cheio - e devolvemos a viatura. O voo estava um pouquinho atrasado, então deu tudo certo. Estávamos exaustos e, enquanto o Rafa esperava, fui comprar um presente pro meu tio. De repente ouço chamarem nosso voo. Passo minha mochila pelo detector, entro na sala de embarque… e nada do Rafa. A fila d pessoas já embarcando e eu procurando a figura. E nada. Fiquei preocupada. Terminando o embarque eu peço pro segurança me deixar sair pra procurá-lo. Saio gritando: Apaaaaa, Apaaaa (bem louca pelo aeroporto). E nada. F... - pensei - vamos perder o voo…

Aos 45 do segundo tempo encontro a belezura deitada num canteiro de flores, dormindo profundamente… Devia estar sonhando com a final - sei lá. Só sei que acordou no susto pra embarcar. E deu tudo certo!! Seguimos pra big Island - que vcs já conhecem - pra ver coisas ainda mais incríveis!!!!!

E foi assim nosso dia em Oahu sem vcs. Fizeram falta.”

Nossa fotógrafa em ação durante o Pipe Masters, na praia de Pipeline, em Oahu, no Havaí

Nossa fotógrafa em ação durante o Pipe Masters, na praia de Pipeline, em Oahu, no Havaí


Um muito obrigado à Laura pelo relato e fotos tão legais. Nós não estivemos lá pessoalmente, mas através dos seus olhos, pudemos ao menos captar um pouco da emoção. Muito joia! Que venham muitas outras viagens juntos!

Nosso delicioso jantar na primeira noite em Honolulu, em Oahu, no Havaí

Nosso delicioso jantar na primeira noite em Honolulu, em Oahu, no Havaí

Hawaii, Oahu-North Shore, surfe

Veja todas as fotos do dia!

Diz aí se você gostou, diz!

Chegando ao Glacier National Park

Estados Unidos, Montana, Glacier National Park

As calmas águas do Lake McDonald, maior lago do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

As calmas águas do Lake McDonald, maior lago do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Nossos quase três dias em Yellowstone só não foram perfeitos porque faltou uma “coisinha”: nosso esperado encontro com ursos na natureza. Por enquanto, só vimos esses magníficos animais naquele parque estilo Simba Safari nas Black Hills, em South Dahota, e aqueles ursos pretos que “trabalhavam” num circo, no Maine. Muito interessante, mas assim não vale! Está faltando o urso solto, feliz, lépido e saltitante, dono do seu próprio nariz, na natureza.

Passeando com o cachorro no Lake McDonald, maior lago do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Passeando com o cachorro no Lake McDonald, maior lago do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Yellowstone não foi nossa última chance desse esperado encontro. Na verdade, haverá muitas outras possibilidades, por todo o vasto norte do continente, daqui até o Alaska. A começar pelo Glacier National Park, para onde viajamos hoje, na fronteira entre o estado americano de Montana e Alberta, já no Canadá.

Caiaque no Lake McDonald, maior lago do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Caiaque no Lake McDonald, maior lago do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Nós tínhamos dormido na cidade de Livingston, ao norte de Yellowstone, bem no centro-sul de Montana. Hoje atravessamos todo o estado, de sul a norte, até o Glacier. Como Wyoming, é um estado de paisagens espetaculares e selvagens, poucas cidades e muita natureza, ampla e vasta. Um colírio para os olhos!

Vegetação ao redor do Lake McDonald, maior lago do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Vegetação ao redor do Lake McDonald, maior lago do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Como em quase todos os parques nacionais americanos, há uma estrada cênica que atravessa o Glacier, no sentido leste-oeste, ligando suas duas principais portarias. Essa estrada, conhecida como “Going to the Sun road” , é considerada uma das mais belas de todo o país. Depois de confabularmos, achamos melhor chegarmos ao parque pela sua entrada oeste. Aí, amanhã, percorremos a tal estrada do sol e já estaremos ao lado da estrada que faz a ligação com o Canadá. Pois é, parece que foi ontem que deixamos esse país, lá perto de Vancouver, e já estamos chegando de novo. É o tempo voando...

As calmas águas do Lake McDonald, maior lago do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

As calmas águas do Lake McDonald, maior lago do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Chegamos bem no finalzinho do dia no parque. Foi o tempo de entrarmos usando nosso super passe anual válido para todos os parques do país (já pagou seu valor umas quatro vezes!) e irmos até o Lake McDonald, o maior da região. As águas estavam calmas, e o lago mais parecia um gigantesco espelho do que qualquer outra coisa. As montanhas, florestas e o céu de fim de tarde refletidos estavam simplesmente fantásticos.

Montanhas ao fundo do Lake McDonald, maior lago do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Montanhas ao fundo do Lake McDonald, maior lago do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Inspirados pelo momento, até compramos uma cerveja gelada para saboreá-la naqueles minutos mágicos. Enquanto isso, outros afortunados também estavam por lá, passeando com seus cães, remando seus caiaques ou simplesmente sentados, como nós, admirando aquela beleza toda. Foi realmente incrível...

Deliciosa cerveja no Lake McDonald, no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Deliciosa cerveja no Lake McDonald, no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


A gente ainda tentou achar um quarto no lodge em frente ao lago, mas estava lotado. Voltamos os poucos quilômetros até a saída do parque e paramos no primeiro motel. Ficamos amigos da simpática e curiosa proprietária, que adorou a nossa viagem. Além de fazer muitas perguntas, também nos deu muitas respostas, pois não era só ela que perguntava, hehehe. Ela conhece muito bem toda essa região e nos ajudou a montar nosso pequeno roteiro para ver um pouco do Glacier National Park e também o Waterton, o parque canadense que é contínuo ao Glacier. Melhor de tudo, ela falou que ursos são bem comuns por aqui e nos apontou onde seria mais fácil encontrá-los. Será que agora vai?

Belíssimo entardecer no Lake McDonald, maior lago do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Belíssimo entardecer no Lake McDonald, maior lago do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Montana, Glacier National Park, Lago, Parque

Veja todas as fotos do dia!

A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

Página 517 de 161
Blog da Ana Blog da Rodrigo Vídeos Esportes Soy Loco A Viagem Parceiros Contato

2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet