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Observando a luz do sol entrar, aos poucos, pelo fundo do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos
Acampados, passamos uma noite fria no fundo do Grand Canyon. Ontem, quando voltamos da nossa caminhada vespertina até o mirante da Clear Creek Trail, já estava escuro. Mas antes do nosso jantar, ainda caminhamos até a borda do rio Colorado. Ali passamos quase uma hora, contando as estrelas e conversando sobre esses maravilhosos últimos 1000dias que tivemos, todos os lugares que passamos e pessoas que conhecemos. Mas nem toda essa elucubração resistiu ao frio que apertava e voltamos para a nossa barraca. Com muita eficiência e nosso fogareiro novo que agora funciona, a Ana rapidamente fez nosso jantar quentinho. Uma delícia! Pura energia para recuperar as calorias que perdemos ontem e as que precisaríamos hoje. Na verdade, parte delas já usamos de noite mesmo, tentando nos esquentar dentro dos sacos de dormir. Aliás, a Ana, sempre precavida, teve o bom senso de carregar até o fundo do Grand Canyon o meu saco de dormir antigo, além do dela. Assim, enquanto eu estreava o meu novo, comprado na REI de Seattle, próprio para temperaturas mais baixas, ela se enfiava em dois sacos de dormir, mais um saco-lençol que compramos também. Mesmo assim, reclamou do frio.
Acampando no Bright Angel Canyon, no fundo do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos
Esquentando água para o chá, no acampamento no fundo do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos
Hoje, antes de iniciarmos o caminho de volta, resolvemos nos esquentar com uma caminhada matutina. Seguimos pela trilha que adentrava o canyon em que está o acampamento. É a North Kaibab Trail, que segue até o alto do North Rim, 1.750 metros acima de nós, ao longo de 22 quilômetros. Certamente, não queríamos chegar até lá, até porque o North Rim está completamente fechado pela neve e gelo. Mas seguir alguns quilômetros canyon adentro, em trecho quase plano, seria um bom exercício. Além disso, conforme haviam nos dito, o visual era muito belo, um canyon estreito com paredes com centenas de metros. É aqui que temos a verdadeira sensação de um canyon pois, no Grand Canyon propriamente dito, tudo é tão amplo e vasto que a sensação é outra.
Percorrendo trilha ao longo do Bright Angel Canyon, um dos "afluentes" do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos
Percorrendo trilha ao longo do Bright Angel Canyon, um dos "afluentes" do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos
A Ana seguiu mais lentamente, esquentando os músculos, tirando fotos e se poupando para a longa subida que nos esperava. Eu, ao contrário, me empolguei e, duma caminhada, passei a uma corrida. Correr por aquela trilha naquele canyon estreito e vazio, as primeiras luzes do sol iluminando as paredes mais altas foi, realmente, um momento mágico. Àquela hora, não havia ainda ninguém por ali, exceto o orvalho da manhã. Difícil foi tomar a dura decisão de parar e retornar. Algo dentro de mim quer sempre seguir em frente, ir até o final da trilha, qualquer que seja ela. Esses 1000ias e 1000 trilhas que temos passado tem sido um exercício contínuo de aprender a parar, respirar fundo e voltar, mesmo com a trilha me chamando a continuar. Que dureza! Enfim, já imaginei o belo desafio que seria, num mesmo dia, descer pela South Kaibab e subir pela North Kaibab. Atravessar todo o Grand Canyon em uma pernada só. Mais um desejo para a minha lista que, dificilmente, terei a chance de tentar. Mas a lista está lá, guardadinha. Crescendo a cada dia e pronta, quem sabe, para ser, hmmm... deixa prá lá.
Encontrando um pequeno cervo no fundo do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos
Despedida de amigos na trilha ao longo do Bright Angel Canyon, um dos "afluentes" do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos
Enfim, corri de volta pela trilha, encontrei a Ana e juntos, voltamos para a barraca. Como bem haviam dito nosso casal amigo de ontem, pelo menos duas noites devem ser passadas lá embaixo. Mas nós tínhamos de voltar. Desarmamos a barraca, empacotamos tudo e partimos para a dura subida. Já era quase uma da tarde e estávamos bem atrasados para a trilha, os últimos a partir no dia de hoje.
Vista do acampamento no fundo do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos
O rio Colorado no fundo do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos
Nos primeiros dois quilômetros, apenas acompanhamos o rio no seu longo caminho para o mar. Finalmente, quando chegamos no canyon lateral conhecido como Bright Angel, aí começa a subida. Como ontem, primeiro vem a subida do canyon interior, depois atravessamos o platô intermediário para, finalmente, enfrentarmos as temíveis paredes do canyon exterior.
A trilha serpenteia desfiladeiro acima, na subida do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos
A bela luz do fim de tarde bate nas paisagens grandiosas do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos
De pouquinho em pouquinho fomos subindo, o caminho de hoje num canyon bem mais fechado que o de ontem. Paisagens bem diferentes, igualmente e diferentemente belas. Hoje, por um bom trecho, seguimos ao lado de um córrego, com cachoeiras e pequenas corredeiras. Passamos também por mais acampamentos e pontos de parada intermediários. Isso é bom, pois sempre nos dá um objetivo mais próximo a ser alcançado.
Metade do caminho na subida do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos
A dura subida do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos
Apesar da saída tardia, o ritmo foi muito bom. Estamos em forma! Fomos subindo pelas encostas do canyon junto com as luzes de um sol que, cada vez mais, se aproximava do horizonte. Cruzamos com pessoas que também desciam atrasadas, elas bem mais longe do seu objetivo do que nós. Ultrapassamos pessoas que saíram bem antes, mas seguiam mais vagarosamente. Um zeloso pai carregava seu filho em uma mochila de crianças, enquanto a mãe vinha com a filha mais velha, perto de dez anos de idade. Incrível que tenham feito esse caminho. O pobre menino reclamava, chorava de frio ou de tédio. Só parava para ver, curioso, aquelas estranhas pessoas que passavam por ele. Mas logo retornou ao choro, que ecoava pelas paredes do canyon e podiam ser ouvidas por quem estava muitas voltas do ziguezague acima da família.
Trecho final da subida do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos
Já quase no alto, trecho de neve da trilha que sobre o Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos
Já sem a luz do sol, um pouco antes da noite chegar, alcançamos o trecho de neve e gelo. Realmente, para subir, eles não atrapalham tanto. Poderíamos devolver nossas correntes antiderrapantes no supermercado e receber o dinheiro de volta. Tivemos ainda tempo para umas últimas fotos e, finalmente, chegamos ao alto do canyon. Felizes, sãos e salvos. Tudo o que desce, sobe! Outro quilômetro e chegávamos a Fiona, mais uma hora (com uma parada no supermercado!) e estávamos no nosso novo hotel, já na cidade de Cameron, no nosso caminho para o Zion National Park, alguns degraus e entrávamos no nosso quarto, o ponto mais alto do dia de hoje. O jantar foi o resto do macarrão de ontem, igualmente delicioso, e os sonhos, os sonhos foram sobre o Grand Canyon, merecidamente considerado uma das sete maravilhas do mundo natural.
Já quase escuro, chegando ao alto do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos
1000dias no Maracaná, no Rio de Janeiro
Quase quatro meses depois do “fim oficial” dos 1000dias, estávamos na estrada novamente, eu, a Ana e a Fiona. O objetivo era cobrir uma importante lacuna deixada para trás no nosso roteiro, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, nas serras fluminenses. Quando passamos aí, as condições do tempo não nos permitiram realizar uma das mais belas caminhadas em terras brasileiras, um trekking de 3 dias entre as cidades de Petrópolis e Teresópolis, sempre dentro dos limites do parque e de sua natureza exuberante. Pois bem, a oportunidade perfeita para fazer isso apareceu agora, no meio do ano, e nós não titubeamos. Será uma espécie de P.S. dos 1000dias, um renascimento dos nossos sonhos de conhecer toda a América, a chance de esticarmos as pernas novamente, nós e a Fiona.
De volta ao Rio de Janeiro, rumo ao Túnel Rebouças e à Lagoa Rodrigo de Freitas
Para começar, essa é a melhor época do ano para se fazer esse trekking. O inverno é quase garantia de tempo seco e claro, embora a chance de termos de lidar com o frio seja bem maior. Além disso, amigos espanhóis que conhecemos lá no lago Titicaca estão no Brasil a turismo e nós combinamos de nos encontrar no Rio de Janeiro, cidade que tanto gostamos. Será a chance também de fazermos alguns programas na cidade que não tínhamos feito quando passamos por lá no início da nossa viagem. Aliás, para quem quiser ver ou rever as fotos e relatos daqueles dias deliciosos de Setembro de 2010 (quase 4 anos atrás!), o link para a coleção de posts está aqui.
O Corcovado e o céu azul nos dão as boas vindas ao Rio de Janeiro
Lagoa Rodrigo de Freitas em dia de céu azzul, um dos mais belos e conhecidos cartões postais do Rio de Janeiro, Ao fndo, a Pedra da Gávea, que vamos subir em alguns dias
Então, introdução feita, vamos à viagem! No dia 31 de Julho a Fiona tirou de letra os 800 kms entre Curitiba e o Rio de Janeiro e nós estávamos de volta à Cidade Maravilhosa. Da outra vez que aí estivemos, ficamos hospedados com meu irmão, lá no Alto Leblon. Dessa vez, o irmão continuou o mesmo, mas o endereço e o bairro mudaram! Fomos para o simpático Leme, espremido entre a montanha e o mar, um dos pedaços mais interessantes da orla carioca. Confesso que sempre impliquei com Copacabana, não pela incrível beleza natural, mas pela frequência de gringos e aquela desagradável fauna urbana que costuma acompanhá-los, muito interessada em seus dólares. Sempre aconselhei meus amigos estrangeiros a ficar em Ipanema/Leblon e não na chamada “princesinha do mar”. Pois bem, por ser uma continuação de Copacabana, eu imputava ao Leme, por pura ignorância, as mesmas características. Nada como uma dose de realidade para revermos nossos pré-conceitos. Esses dias no Leme me fizeram apaixonar pelo bairro que tem tudo de bom que tem Copacabana, mas sem a parte ruim. Nem preciso descrever a beleza da orla. Soma-se a isso as ruas de trás que são a própria alma carioca, bares despretensiosos, gente de bermuda e sem camisa, comércio familiar e todo mundo que se conhece. Uma delícia! Aí passamos nossos primeiros dois dias na cidade e valeu cada minuto, a convivência familiar com irmão e a afilhada (a Bebel, que viajou conosco pelo Nordeste dos EUA), os banhos de mar e a readaptação ao estilo carioca de ser.
Novo endereço no Rio, na orla do Leme, no apartamento do irmão junto com a simpática Mel
Copacabana Palace, o mais famoso hotel do Brasil, em Copacabana, no Rio de Janeiro
Como a grande maioria dos prédios da zona sul carioca, quase não há vagas na garagem. Mas isso não é problema no Leme! A Fiona ficou estacionada em plena Avenida Atlântica, um dos metros quadrados mais caros do país, em frente ao prédio e em frente ao mar. O preço? Míseros dois reais por dia, quantia que eu duplicava para dar um agrado aos guardadores de carro. Impressionante! Se fosse em Copacabana, seria mais difícil achar uma vaga, mas ali no Leme é bem tranquilo. Não só para encontrar vagas, mas também o trânsito. Quase todos os carros que vêm pela movimentada Av. Atlântica de Copacabana viram em direção ao túnel e a Botafogo. No Leme, a famosa avenida nem parece a mesma!
Fim de tarde bem tranquilo na orla do Leme, no Rio de Janeiro
Fim de tarde bem tranquilo na orla do Leme, no Rio de Janeiro
A mesma tranquilidade se v~e também nas areias e naquela que é, talvez, a calçada mais ampla da cidade. Por ela caminhei todos os dias levando a simpática Mel para passear. A Mel é a cadela viralata adotada pela família do meu irmão e que, ao menos quatro vezes por dia, precisa descer para esticar as pernas e tirar água do joelho. Uma ótima desculpa para darmos mais um passeio na orla tranquila desse bairro tão simpático!
Encontro com as amigas que conhecemos em Trancoso (BA), agora na casa de uma delas, já mãe, na Gávea, no Rio de Janeiro
Com o àlvaro e o Valentín na orla de Ipanema, no Rio de Janeiro
Mas não foi só no Leme que ficamos esses dias, claro! Fomos rever nossos amigos da cidade, como a Luciana parente e a Ana Paula Gioia, nossas amigas lá de Trancoso (post aqui). Depois de tantos anos de viagem, já deu tempo da Luciana virar mãe e engravidar novamente! São nesses momentos que percebemos como o tempo passou nesses 1000dias! Apesar de morar na Barra, a família da Luciana tem uma casa bem gostosa na Gávea e foi lá que fomos encontrá-los, contar histórias e comer uma deliciosa pizza feita em casa. delícia de programa!
Céu azul em Ipanema, no Rio de Janeiro
Com o Valentín no tradicional restaurante Cervantes, no Rio de Janeiro
Além disso, nossos amigos espanhóis, o Álvaro e o Valentin.também já estavam na cidade. Para quem quiser rever nossa convivência com eles lá no Titicaca, o post está aqui. Juntos, fomos dar uma boa caminhada em Ipanema, bairro em que ficaram hospedados seguindo nossos conselhos. Num dia de sol, Ipanema continua linda e movimentada como sempre, esporte e cerveja gelada dividindo democraticamente o mesmo espaço do calçadão e das areias. Se nós que já estamos acostumados, gostamos, imagina os amigos gringos!
O Valentín e o àlvaro no popular cervantes, no Rio de Janeiro
O delicioso e tradicional sanduíche de lombo com abacaxi, no Cervantes, no Rio de Janeiro
Outro programa repetido que fizemos com eles foi comer de madrugada no tradicional Cervantes da Barata Ribeiro, quase na fronteira entre Copacabana e o Leme. Aquele sanduíche de lombo com abacaxi é mesmo uma delícia e observar a fauna humana que enche aquele restaurante no meio da madrugada é sempre interessante. Para nós, a grande novidade foi poder voltar caminhando para casa depois do sanduíche, enquanto os dois tomaram um táxi de volta à Ipanema.
Chegando ao Maracanã, no Rio de Janeiro
Chegando ao Maracanã, no Rio de Janeiro
Por fim, nem só de programas repetidos vivemos esses primeiros dias na cidade. Aproveitamos que era final de semana e fomos levar os espanhóis num dos programas mais cariocas que existem: ir ao Maracanã. Nós não tínhamos feito isso da outra vez que estivemos aqui, pois o estádio ainda estava em reforma. Mas agora, já em épocas pós-Copa do Mundo, o Maracaná está um brinco! Eu já tinha ido lá outras vezes, muitos anos atrás, mas isso não conta, pois o estádio está mesmo novo. Para tornar tudo ainda mais interessante, quem iria jogar lá é o meu clube de coração, o atual campeão brasileiro e firme na campanha do bicampeonato, o Cruzeiro de Belo Horizonte.
Maracanã bonito e vazio para o jogo de Botafogo x Cruzeiro, no Rio de Janeiro
Maracanã bonito e vazio para o jogo de Botafogo x Cruzeiro, no Rio de Janeiro
Então, para lá seguimos de metrô, tudo muito bem organizado e tranquilo. O jogo era contra o Botafogo, meu time preferido aqui no Rio, influência nos tempos de infância desse mesmo irmão que agora mora por aqui. Imagino que em dia de clássico local, tipo Flamengo e Vasco, não seja tão tranquilo assim, mas hoje estava perfeito para levar estrangeiros para lá com suas máquinas fotográficas. O estádio também estava bem vazio e assistimos a um belo jogo onde o futuro bicampeão teve tudo para ganhar, mas acabou cedendo o empate de bobeira. Enfim, fora o gol desnecessário do alvinegro, tudo correu às mil maravilhas e foi muito legal ter ido lá. Acho que não tínhamos visto nenhuma partida de futebol nos 1000dias, portanto, era mais uma lacuna a ser sanada. Afinal, rodar esse continente, ver campeonatos de surf, provas de triatlo e até uma partida de basquete em Los Angeles, mas não ver um jogo de futebol, era constrangedor. Resolvemos isso em grande estilo, indo ao mais famoso estádio de futebol das Américas! O primeiro grande resultado do nosso P.S, hehehe.
Com o Álvaro e o Valentín, assistindo a jogo no Maracaná, no Rio de Janeiro
Cruzeiro faz gol no Botafogo no Maracaná, no Rio de Janeiro
Mas virão outros mais! Amanhã, repetimos programa novamente indo ao bairro de Santa Teresa. mas seremos mais minuciosos dessa vez! Depois, só programação “virgem”! Pedra da Gávea, Pão de Açúcar (imagina que ainda não fomos lá!!!) e, finalmente, já “aclimatados”, Serra dos Órgãos!
Com o Álvaro e o Valentín, assistindo a jogo no Maracaná, no Rio de Janeiro
Aos 2.200 metros de altitude, no cume do Cerro Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Depois da manhã em San Martín de Los Andes e de termos obtido informações sobre trekkings na região no Club Andino da cidade, estávamos prontos para partir para o sul. Seguíamos para Bariloche de volta, mas por um caminho diferente daquele que viemos. Agora, era a hora de percorrermos a Ruta de Los Siete Lagos, a mais famosa estrada turística dessa zona. Em parte asfaltada, em parte de rípio, ela vai margeando diversos lagos entre San Martín e Bariloche e daí recebe seu nome.
Visão da ruta de los siete lagos do cume do Cerro Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Mapa da nosso caminho hoje, quase metade da Ruta de Los Siete Lagos, de San Martín até o lago Falkner. Amanhã, seguiremos até Villa La Angostura
Mas hoje ela era secundária na nossa programação. Na verdade, iríamos conhecer apenas parte dela, já que só iríamos até o Lago Falkner, o terceiro da lista para quem parte de San Martín. Começamos pelo próprio lago Lácar, onde está San Martín, passamos pelo pequeno Lago Machónico e chegamos ao Falkner, que fica em frente ao Lago Villarino, o quarto da lista. A estrada passa justamente entre eles, cerca de 40 km ao sul de San Martín. Aí paramos em um rústico restaurante em frente ao Falkner que serve também de loja e administração de um camping que existe na área do lago.
Ainda dscendo o Cerro Falkner, visão do nosso camping em frente ao lago, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
A simpática loja-restaurante no camping Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Antes de subir a montanha, um lanche no restaurante do camping para ganhar energia, no parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Além da bela visão do lago em frente, também pudemos admirar a montanha ali do lado, nosso verdadeiro objetivo do dia. Com pouco mais de 2.200 metros de altura, o Cerro Falkner (tem o mesmo nome do lago!) domina a região, seu cume sem vegetação sobressaindo-se sobre os bosques abaixo. O lago está a 930 metros de altitude, então seriam quase 1.300 metros de desnível para chegarmos até seu cume na trilha indicada pelo pessoal do Club Andino.
Dia lindo sobre o Cerro Falkner no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Início da trilha para subir o Cerro Falkner, cruzando uma fazenda, no parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Trecho de mata, início da trilha para subir o Cerro Falkner, no parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Enquanto comíamos um último lanche ali no restaurante, seu dono nos deu mais informações sobre a trilha, tempo para realizá-la e onde estava seu início. Resolvemos que iríamos dormir ali no camping mesmo, mas de frente ao lago Villarino, que era gratuito, ao contrário camping do Falkner, pago. Por isso, resolvemos armar nossa barraca só na volta e deixar a Fiona no próprio restaurante, para ficarmos mais seguros, já que toda nossa bagagem estava ali.
Trecho de bosque da trilha que leva ao cume do Cerro Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Ainda sob a sombra das árvores, subindo o Cerro Falkner, no parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Eu levei a Ana e a Rowan de carro até a cabeceira da trilha, um quilômetro à frente na estrada e voltei para deixar a Fiona no restaurante. Depois, uma corrida de 5 minutos até a trilha enquanto as meninas já iniciavam a subida. Não tínhamos tempo a perder. O início da trilha é através de uma propriedade e cruzamos com vacas e cavalos. Logo depois, caminhamos um bom tempo sob um bosque e foi nesse ponto que nos reunimos novamente.
Vista que tínhamos no início da subida do Cerro Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Com o lago Falkner ao fundo, subindo o Cerro Falkner no parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Parte alta e já sem vegetação do Cerro Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
A partir daí a trilha vai alternando subidas mais suaves com outras mais íngremes, caminho bem claro para ser seguido, exceto em um ponto ou outro. Quase sempre protegidos pelas árvores, passamos em dois ou três pontos onde a vista se abre e podemos ver os lagos lá embaixo, o que nos ajuda a ter uma noção do quanto já subimos. Agora percebe-se claramente a estrada passando entre o Falkner e o Villarino, a área do camping, o restaurante e a nossa Fiona nos esperando lá embaixo.
Trecho final da subida do Cerro Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
A bela vista que se tem do alto do Cerro Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Finalmente, ainda sob a sombras das árvores, a trilha se inclina de vez. Agora sim estamos subindo! É quando percebemos que a Rowan é uma andarilha formidável. Também, treinando nas highlands da Escócia... Ela disse que sempre caminhou com seu pai, um homem alto de pernas e passadas longas. Então, para acompanhá-lo, tinha mesmo de acelerar. Pelo visto, o treinamento funcionou e a Ana, para não ficar para trás, aqui andou mais forte do que nunca nesses 1000dias!
Com a Rowan, celebrando a chegada ao cume do Cerro Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
No cume do Cerro Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Admirando a bela vista do alto do Cerro Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Por fim chegamos ao final do trecho de vegetação. Visto lá de baixo, parecia que já estaríamos muito perto do cume. Doce ilusão! Aqui do alto percebemos que ainda tinha muita subida pela frente, agora sim de forma íngreme e quase direta rumo ao cume. Talvez mais uns 400-500 metros em altitude, sem ziguezagues e sobre um solo arenoso e pouco firme. Pequenas pedras pintadas colocadas de espaço em espaço nos mostravam a rota a seguir. Sim, por que não havia mais caminho, mas um rota, uma direção a seguir. Para o alto e avante, mas seguindo as pedras brancas ou amarelas!
Início da descida do Cerro Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina. Lá embaixo, o lago Falkner
Com a Rowan, no alto do Cerro Falkner e com o lago Falkner ao fundo, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Com a Rowan, no alto do Cerro Falkner e com o lago Falkner ao fundo, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Ficamos surpresos com a quantidade de areia lá encima. Uma areia bem fina, quase um pó, acinzentada, que se misturava com as pedras e seixos do caminho. Em alguns trechos, parecia até que estávamos em uma praia! E quando ventava, ela se levantava e cobria nossos rostos, entrando nos olhos, boca e qualquer buraco que pudesse encontrar. Para a Ana que estava de lentes, uma preocupação a mais. Em compensação, talvez pela energia gasta para subir e pelo dia lindo que fazia, não sentíamos frio, mesmo com o vento e já estando acima dos 2 mil metros de altura.
Ainda no alto, descendo o Cerro Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Ainda no alto, descendo o Cerro Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
A vista, claro, foi ficando mais e mais espetacular. Os lagos pequenos lá embaixo, outros, mais distantes, aparecendo no nosso campo de visão. Bem longe, as montanhas nevadas dos Andes. Para o sul, o emblemático Cerro Tronador que, com seus 3.491 metros de altitude, bem na fronteira entre Argentina e Chile, é o mais alto da região de Bariloche. Mais alto do que ele só o vulcão Lanin, este na direção norte, com quase 3.800 metros de altura. As duas montanhas bem distantes, pois ali ao nosso lado, estava tudo abaixo de nós.
Parada para descanso e água na volta do cume do Cerro Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Trecho de bosque da trilha que leva ao cume do Cerro Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Trecho de bosque da trilha que leva ao cume do Cerro Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Finalmente chegamos ao cume. Muita celebração e depois, mais calmos, momento para fotos, para água e para as frutas que havíamos levado. Depois, com mais calma ainda, a chance de respirar fundo e contemplar aquela beleza toda. Com exceção da irritante poeira que se levantava quando o vento batia forte, sentíamos o ar puríssimo das montanhas, acompanhado também daquele frio característico das altitudes. Com os nossos músculos já relaxados depois do descanso no topo e o sol se aproximando do horizonte, estava na hora de voltarmos!
Com o dono do camping Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Fogareiro para esquentar o pequeno restaurante do camping Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Cão dorme próximo ao fogareiro para se esquentar, no restaurante do camping Falkner, no parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
A volta, claro, é muito mais fácil e rápida. Apenas algumas paradas estratégicas para fotos e água e logo já estávamos no trecho de mata. Outra hora de caminho e chegamos à estrada. Mais 15 minutos de asfalto e alcançamos o restaurante e a Fiona. Hora da merecida cerveja! E também de um pão bem gostoso que eles fazem ali mesmo. No frio de fim de tarde, um fogareiro no meio do cômodo de madeira servia para nos aquecer. Só tínhamos de disputar espaço com um cão que também buscava o calor!
A vista da nossa barraca no fim de tarde, a beira do lago Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
De volta ao acampamento, fim de tarde no lago Falkner, no parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Ficamos amigos do dono do restaurante que se surpreendeu com nossa velocidade em subir e descer o Falkner. Ele havia olhado meio incrédulo para nós, quando perguntamos sobre a trilha mais cedo. Achava que já estava muito tarde no dia para subirmos a montanha. Agora, queria saber detalhes da subida. Quando lhe contamos intrigados sobre a quantidade de areia lá em cima, ele esclareceu o mistério. Aquilo não é areia, mas cinza. Cinzas vulcânicas. Cinzas vulcânicas chilenas! Dois anos antes houve uma grande erupção do outro lado dos Andes. Os ventos trouxeram a nuvem de cinzas sobre a cordilheira, para que caíssem aqui. No próprio restaurante, um metro de cinzas cobrindo tudo. A estrada permaneceu fechada por um bom tempo, a vegetação morreu, telhados e construções caíram sob o peso das cinzas. O número de turistas reduziu-se a zero. A última temporada foi morta.
A vista da nossa barraca no fim de tarde, a beira do lago Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
O dia amanhece radianete em frente ao lago Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Pássaros sobrevoam a nossa barraca em frente ao lago Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Agora, dois anos mais tarde, a natureza e a civilização recuperavam seus espaços. O lago estava belíssimo novamente. A floresta estava verde, a grama havia renascido e coberto os campos. A estrada havia sido limpa e as construções, refeitas. O próprio restaurante era todo de maneira nova. Os turistas estavam voltando e a vida parece estar retomando seu ritmo normal. Mas as cinzas continuam no alto da montanha, um lembrete de como tudo é efêmero e a realidade que julgamos eterna pode mudar num piscar de olhos. Principalmente se há um vulcão ali do lado...
De manhã cedo, nossa barraca ainda armada em frente ao lago Falkner, no parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Depois de dormirmos acampados, manhã em frente ao lago Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Depois dessa explicação toda, ele até nos deixou tomar banho por ali, o que foi mesmo uma dádiva. E aí, nos últimos minutos de claridade, corremos para o camping e armamos nossa barraca. Noite estrelada maravilhosa, mas com muito vento. Nossa barraca de frente ao lago nos proporcionava vistas fantásticas e foi difícil decidir se estava mais bonito no finalzinho da tarde ou na manhã de hoje, cada momento com suas cores distintas.
Fiona posa para foto com o Cerro Falkner ao fundo, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
O vento levanta cinzas vulcânicas que cobrem o cume do Cerro Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Fomos acordados pelos pássaros que também já retornaram depois dos estragos do vulcão. Depois, desmontamos, dobramos e guardamos nossa “casa” na nossa querida Fiona e fomos tomar o café da manhã na praia do lago Falkner, observados de longe pelo Cerro que subimos na véspera. Hoje o vento estava mais forte do que ontem e, aqui de baixo, podíamos observar bem o cume da montanha completamente tomado pela poeira das cinzas vulcânicas. Depois da experiência de ontem, sabíamos bem o que aquilo que víamos agora significava: estivéssemos lá naquele exato momento, estaríamos fritos! Pulmões e olhos completamente tomados pela cinza. Nem sei como iríamos respirar...
Com a Rowan comendo nosso café da manhã em praia do lago Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Com a Rowan comendo nosso café da manhã em praia do lago Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Mas, felizmente, estávamos era na beira do lago, canga estendida e tomando nossa café de pão, queijo, suco e bolachas. Acho que até um golinho de vinho tinha sobrado! Vinho no café da manhã é chique no “úrtimo”, hehehe! A Rowan ainda descolou um café lá com o nosso amigo do restaurante. E assim, renovados e felizes, estávamos prontos para retomar a ruta de Los Siete Lagos e seguir para Villa Trafull e Villa La Angostura.
O café da manhã da Rowan no restaurante do camping Falkner, no parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Com a Rowan, no cume do Cerro Falkner, no Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Celebrando um ano de viagem em alto estilo, com vinho frances, num dos restaurantes da marina Port La Royale, em Marigot - Saint Martin (caribe)
O vôo de Trinidad para Sint Maarten é rápido. Um pouco mais de uma hora. Vamos voando por cima de toda a cadeia de ilhas que forma o Caribe na sua parte leste. Da janela do avião, eu e a Ana ficamos tentando recopnhecer cada uma delas, comparando sua forma com os mapas que temos. É uma brincadeira parecida com o que fazemos quando voamos de Curitiba para o Rio de Janeiro, acompanhando a orla do Atlântico. Só que ao invés de reconhecer cada praia, aqui tentamos reconhecer cada ilha, cada pequeno país no meio do oceano. É claro que a brincadeira aí no Brasil é mais fácil, já que conhecemos a grande maioria das praias in loco! Aqui, nossa única chance é reconhecer a forma da ilha no mapa.
Passando sobre a vulcânica Montserrat, durante o vôo entre Trinidad e Sint Maarten, no Caribe
Chegando mais perto de Sint Maarten, a brincadeira fica ainda mais interessante, já que o número de ilhas é maior, e pretendemos visitar quase todas elas desta vez. Uma que vai ficar para a próxima vez, mas foi a que mais me chamou a atenção foi a pequena Montserrat. Esse pequeno paraíso quase desconhecido do mundo ganhou os holofotes em 95, quando uma grande erupção vulcânica atraiu cientistas do mundo inteiro ao mesmo tempo em que destruia metade da ilha e desalojava quase toda a sua população. A capital da ilha ficou sob metros de cinzas e lavas. Ainda hoje, mais de 15 anos depois da tragédia, lá de cima, é possível perceber o tamanho do estrago. Faz a gente lembrar do quanto ainda somos insignificantes perto das grandes forças da natureza...
Vista de St. Barth, durante o vôo entre Trinidad e Sint Maarten, no Caribe
Primeira visão de St. Maarten/St. Martin, no Caribe
Um pouco depois de Montserrat (lá do alto, tudo parece pertinho!), lá estava a pequena ilha dividida entre franceses e holandeses há mais de 300 anos. Saint Martin e Sint Maarten sempre conviveram pacificamente, um caso raro numa época em que as potências européias se digladiavam por cada pedacinho de chão no nosso continente, acabando com os povos indígenas e importando milhares de escravos no processo.
Finalmente, o mar do Caribe! (pousando em St. Maarten)
Hoje, depois de séculos de convivência, a ilha atrai gente de todo o mundo em busca de suas lindas praias, seus cassinos e, principalmente, seu estilo liberal com culturas e modos de vida distintos. São cerca de 30 mil habitantes de cada lado. No lado holandes, todo mundo fala inglês. No lado francês, fala-se francês e inglês. O dólar americano vale em toda a ilha, enquanto o euro é usado em St Martin. Não há fronteiras entre os dois países e apenas algumas bandeiras marcam onde acaba Sint Maarten e onde começa St. Martin.
Subindo ao Fort Louis, em Marigot - St. Martin (Caribe)
Explorando o Fort Louis, em Marigot - St. Martin (Caribe)
Nós pousamos no principal aeroporto da ilha, no lado holandês. De lá, pegamos um táxi para Marigot, capital do lado francês, onde nos instalamos na Fantastic Guest House. Já era o meio da tarde e fomos passear na cidade com ares europeus em pleno mar do Caribe. Subimos no alto do Fort Louis que defendia Marigot dos contínuos ataques dos sempre inimigos inglêses.
Admirando o pôr-do-sol em Marigot - St. Martin (Caribe)
Pôr-do-sol no alto do forte Louis, em Marigot - St. Martin (Caribe)
Enquanto o forte não existia, os pobres habitantes de Marigot sempre foram presas fáceis dos ingleses. Mas, depois do forte, deram uma sova nos invasores, na época de Napoleão. Lá estivemos já na hora do pôr-do-sol. Um verdadeiro espetáculo! Além da belíssima vista da cidade, suas baías, portos, marinas e praias, o tempo ainda favoreceu a um inesquecível pôr-do-sol, um presente para o nosso aniversário de primeiro ano de viagem.
Pôr-do-sol em Marigot - St. Martin (Caribe)
Admirando Marigot - St. Martin (Caribe) no finzinho da tarde
Por falar nisso, de noite teve celebração. Fomos à um restaurante jóia, um dos muitos na Marina Royale. Lá, nos esbaldamos com salada, um "assortment du fromage" (a Ana ADORA!) e um cordeiro maravilhoso. Tudo regado com vinho francês. No aniversário de um ano, a gente merecia esse luxo, né?
Celebrando um ano de viagem em alto estilo, com vinho frances, num dos restaurantes da marina Port La Royale, em Marigot - Saint Martin (caribe)
Chegando à Times Square, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Uma das coisas mais interessantes dessa nossa viagem é a constante mudança de lugares, cidades e ambientes em que estamos. Um dia na praia, ou outro na montanha e depois, numa cidade. Um dia falando francês, o outro espanhol e, no seguinte, inglês. É isso que nos faz fugir da inércia e do aborrecimento, nos mantendo sempre curiosos sobre o que nos espera, sempre animados com a essa viagem tão longa.
Nosso último e delicioso pôr-do-sol no Caribe, em Dragon's Bay, em Granada
Algumas vezes, essas mudanças são radicais. Como a que ocorreu nas últimas 24 horas. Começou com um entardecer fantástico numa pequena baía na ilha de Granada, depois de mergulhar sozinhos no meio de estátuas que mais pareciam fantasmas, e terminou na sempre movimentada Times Square, no centro da capital do mundo, em meio às centenas de pessoas maravilhadas com o show de luzes na praça mais famosa de Nova Iorque.
Trabalhando no aeroporto de Barbados, antes do voo para Nova Iorque
Nós não fomos dormir tarde ontem, preocupados em madrugar para não perder o horário no aeroporto. O voo sairia às 06:50 e queríamos chegar com pouco mais de uma hora de antecipação. Acordar cedo não era a maior preocupação. O problema era acordar o dono da empresa em que alugamos o carro, vizinha do nosso hotel. Ele ficou de nos levar lá. Eram 05:20 da manhã quando eu comecei a gritar pelo seu nome, em frente ao prédio em que supostamente estaria. Só consegui acordar os vizinhos, não muito felizes com aquela gritaria tão cedo. Já estávamos desistindo e seguindo nós mesmos com o carro para o aeroporto. O problema seria aonde deixar a chave... Escrevemos o bilhete para ele e, nos momentos finais, eis que sai alguém do carro ao lado de onde tínhamos estacionado. Era o Robert, o dono da empresa! Ele tinha resolvido dormir no carro, pois imaginou que seria mais fácil para ela acordar. Pois é... que sufoco!
Embarcando para Nova Iorque no aeroporto de Barbados
Passado o susto, fomos para o aeroporto e embarcamos para Barbados. Chegamos lá um pouco antes das oito e tínhamos mais de cinco horas para o nosso voo para Nova Iorque. O tempo tinha mudado bastante de ontem e estava bem chuvoso. Isso facilitou nossa decisão de ficar no aeroporto mesmo, aproveitando a internet gratuita para trabalhar. Nota dez para esses aeroportos do Caribe, sempre com internet para nós, sem aquela frescura de ficar cobrando pela hora. Um absurdo, no mundo em que vivemos, mas que, infelizmente, ainda é a regra nos aeroportos das grandes cidades brasileiras e americanas.
Chegando em Nova Iorque, no metrô, a caminho da Times Square (Estados Unidos)
Enfim, voamos com a American, que cobra pelas refeições em seus voos, de volta à Nova Iorque. Chegamos ao JFK e seguimos de aerotrem para a Jamaica Station e daí, de metrô para Manhattan e Times Square. Foi sair da estação e cair naquele mar de luzes. Tínhamos chegado a outro mundo! Muito diferente de onde estávamos ontem, mas também cheio de encantos.
A famosa e sempre movimentada Times Square, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Não só a praça, mas também a cidade está lotada. Minha primeira vez no verão de Nova Iorque. Estranho andar aqui de bermudas e manga curta. As expectativas são enormes! Teremos três dias cheios por aqui para, no dia 5, voltar para Princeton Junction, onde a Fiona nos espera. Por hora, estamos muitíssimo bem instalados num hotelzão 4 estrelas, o Westin, na 48th com 8va Av. Localização privilegiada! Tudo por 90 dólares, proeza do priceline! Ainda mais que o simpático atendente ficou nosso amigo e ainda nos deu internet e café da manhã de cortesia. Aquela história de que nova-iorquino é antipático, bem, só se for nos filmes. Ou então, estamos com muita sorte...
Puxando uma sucuri pelo rabo no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
Bem cedo, logo após o café da manhã reforçado, já estávamos prontos para sair no caminhão pelos caminhos do Hato El Cedral, nos llanos venezuelanos. Um grande veículo, com a carroceria toda aberta para facilitar a observação da vida animal e com capacidade de levar umas vinte pessoas.
Com nosso guia Vitor, pronto para nosso passeio pelo Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
Estrada que corta o Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
Mas éramos apenas três. Eu, a Ana e o Vitor, nosso guia e motorista. Ele já trabalha no El Cedral há mais de 30 anos, muito antes que a fazenda começasse também a explorar o turismo. Acompanhou toda a evolução da fazenda, a época dos primeiros turistas, o momento em que a fazenda foi vendida para um consórcio de bancos e a fase de parceria entre o governo e uma empresa local, com participação dos funcionários. No momento em que Chávez nacionalizava os outros hatos, esse aqui já funcionava com a participação governamental. Por isso, teve um destino diferente dos outros e continua funcionando.
A paisagem grandiosa do Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
Terrenos alagados no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
Na verdade, sua gestão até está servindo de modelo para reabrir os outros. O grupo que está gerindo o El Cedral está em conversações com o estado para passar gerir os outros hatos. Pelo menos no papel, tudo parece estar se organizando e a gente só pode torcer pois, de uma maneira ou de outra, esses hatos devem funcionar, não só para o bem dos que aqui visitam, mas também dos que aqui trabalham.
São milhares de jacarés no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
Bem, começamos nosso passeio e não tardou nem um minuto para começarmos a avistar pássaros, mamíferos e répteis. A maior variedade está nos pássaros e são tantas espécies e tantos indivíduos que ficamos até tontos. Vou fazer um post só para eles, depois.
Capivara se refresca no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
Quanto aos mamíferos, há veados, tamanduás e até onças, embora essas sejam bem raras por aqui. Mas o que mais se vê, aos milhares, são as capivaras. Na estrada, na sombra das árvores, pastando nos campos e nadando nos rios e lagos. Solitárias, em famílias ou em grandes grupos, completamente à vontade num ecossistema que parece ter sido feita para elas.
Filhotes de capivara no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
Uma creche de capivaras no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
Interessante também foi ver os filhotes. Ficam organizados numa espécie de “creche”, com dois ou três adultos tomando conta de mais de uma dezena de pequenos. Mesmo na hora de atravessar um rio, estão sempre todos juntos, uma ordem quase militar.
Jacarés e tartarugas convivem pacificamente no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
Um veado adulto no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
Já os répteis, a supremacia em número fica dividida entre os jacarés, as tartarugas e as iguanas. Interessante foi ver como as pequenas tartarugas convivem bem com os ameaçadores jacarés, muitas vezes tomando sol lado a lado nas bordas de lago. Pelo visto, existe um acordo tácito de não agressão entre eles, hehehe.
Um lagarto cruza a estrada no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
Lagarto se esconde em folhagem de árvore no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
Pode existir entre eles, mas não entre jacarés e pessoas! Eu não me arriscaria a nadar nem em uma poça por aqui. Literalmente! Vi jacarés de mais de dois metros escondidos em poças d’água que eu julgaria pequenas até mesmo para lagartixas! Para onde quer que se olhe (menos para o alto das árvores, claro!), lá estão eles, nadando ou se esquentando ao sol. Dos mais pequenos a alguns com mais de quatro metros, bem gordos.
Capivara no fim de tarde no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
Nosso veículo de observação no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
Pela manhã, nosso passeio foi só de caminhão e nós só os vimos de longe, distâncias de 5 a 50 metros. Mas no passeio da tarde, fizemos também uma saída de barco. Aí, eles estavam ali do lado. Felizmente, muito mais interessados nos nacos de carne que o Vitor arremessava para eles do que em nós.
Filmando Mimujer, a obesa jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
Mimujer, uma enorme e obesa jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
No final do passeio de barco, ele até “pescou” um filhote de jacaré, que no começo resistiu bastante, mas que depois acabou se aquietando. O Vitor o trouxe à bordo e pudemos fazer aquelas fotos clássicas segurando um filhote de jacaré. Mesmo nessa idade, eles já são bem valentes, mas segurando no lugar certo, logo abaixo da garganta, ficam um pouco mais sossegados.
Um grande jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
Jacaré erra o alvo no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
Fazer isso com um pequeno é fácil. Difícil seria pegar os maiores. Tem um, na verdade “uma”, que já é bem conhecida do Vitor. Um verdadeiro monstro de gorda. Peixes a capivaras não devem ter vida fácil perto dela. Se chama “Mimujer” e quando a encontramos, estava na siesta da tarde, ignorando a carne que lhe oferecemos. De uma distância segura, fizemos nossas imagens e filmagens. Difícil imaginar um bicho desse saindo correndo atrás de mim, mas pelo sim, pelo não, melhor não arriscar muito...
O Vitor "pesca" um pequeno jacaré para nós no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
A Ana segura um filhote de jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
De todos esses 1000dias de viagem, e mais outros tantos por aí, inclusive no Pantanal brasileiro, nunca tinha visto tantos bichos na minha vida. Um espetáculo! Desculpe-me o Alaska, a Amazônia, a Costa Rica e outros, mas até agora, o título de “Animal Planet” é aqui dos llanos da Venezuela!
Tartarugas rse reúnem na margem de um lago no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
Filhote de veado no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
Uma iguana no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
E entre tantos pássaros e jacarés, tartarugas e iguanas, capivaras e veados, o grande momento do dia ficou com um encontro muito especial, com um outro animal: uma enorme sucuri vagando livre pela planície alagada!
Entrando no pântano a procura de uma sucuri, no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
Uma enorme sucuri em meio ao terreno pantanoso do Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
Desde cedo estávamos de olho nesse animal fabuloso, atormentando o Vitor para encontrar uma. Seus olhos treinados não falharam e, no meio da manhã, lá estava uma, tranquila entre o capim e a água. Já estávamos felizes em vê-la de longe, mas o Vitor propôs que nos aproximássemos. Fomos até o lado dela, mas a cobra não se mexia, ignorando nossa presença ou nosso perigo. Muitas fotos e filmagens, mas queríamos mais...
Com todo cuidado, filmando uma sucuri no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
O Vitor nos mostra como pegar uma sucuri pelo rabo no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
Pedi ao Vitor para cutucá-la e ela finalmente se mexeu. Estava indo se esconder no rio, mas o Vitor a agarrou pela cauda e a puxou para terreno aberto. Ela não gostou muito disso, mas quando se virava para enfrentá-lo, o Vitoa a puxava para o lado oposto. Aí, olhou para nós e perguntou, como se fosse a coisa mais normal do mundo: “Querem tentar?”.
A Ana mostra que não tem medo de sucuri no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
A sucuri se afasta de nós no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
“Siiiiimmmm!!!!”. E ele nos ensinou a tática e tratamos de tentar, a valente da Ana primeiro e eu logo depois. Só esse momenro já valeu nossa vinda aos llanos e todos os quilômetros a mais no nosso caminho. Como diz aquele anúncio: “Segurar uma sucuri de 4,5 metros pelo rabo, não tem preço!!!
Capivara solitária parece assistir o entardecer no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
Para finalizar o dia e tantas emoções, nada melhor que um relaxante e maravilhoso pôr-do-sol refletindo nas águas prateadas das lagoas e campos alagados. De tão bonito, até uma capivara solitária pareceu ter parado para poder admirar o espetáculo à nossa frente. Foram minutos valiosos e, finalmente, voltamos para a sede da fazenda, ainda imaginando poder assistir a outro show de revoada de pássaros, como o de ontem. Mas, como disse, pássaros é o assunto do próximo post...
O fantástico entardecer no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal
Os vulcões Concepción e Maderas, na ilha lacustre de Ometepe, na Nicarágua
Com a roupa toda limpa (San Juan del Sur é famosa como lugar para lavar roupas e telefonar barato para o exterior!), partimos hoje para um dos mais belos destinos do país: a Isla Ometepe, em pleno Lago da Nicarágua.
Costa do lago Nicarágua em San Jorge. Ao fundo, o vulcão Concepción, na ilha Ometepe
Este é o maior lago da América Central e um dos maiores de todo o continente. Embora esteja bem pertinho do Oceano Pacífico, a menos de 20 km em alguns pontos, suas águas fluem para o outro lado, para o Oceano Atlântico, através do Rio San Juan, o maior do pais. Por este rio que forma boa parte da fronteira com a vizinha Costa Rica, grandes navios chegam ao Lago Nicarágua através do porto de San Carlos.
Mapa da Nicarágua, destacando-se o grande lago da Nicarágua e a Isla Ometepe em seu interior
É exatamente por causa dessa geografia que a Nicarágua, muito mais "gorda" que o Panamá, seria, na verdade, o caminho mais curto para navios cruzando de um oceano a outro. Por muito pouco que hoje não temos o Canal da Nicarágua ao invés do famoso Canal do Panamá. Essa escolha se deu no Congresso dos Estados Unidos, no início do século passado. Coube aos americanos, os maiores incentivadores e beneficiários de um possível canal, decidir aonde investir (construir!) seu dinheiro. Na época, dois lobbies fortíssimos dentro do Tio Sam disputavam a decisão do Congresso e a balança pendia para a Nicarágua, caminho já muito usado pelos americanos desde a corrida do ouro na Califórnia, cinquenta anos antes. Na antevéspera da disputada votação, o lobby pró-Panamá (que ainda era parte da Coômbia!) deu um golpe fatal na concorrência: mandou distribuir entre os congressistas um selo oficial emitido pelo próprio governo nicaraguense mostrando a Isla Ometepe, bem no meio do lago da Nicarágua e da rota defendida pelo lobby pró-Nicarágua. O problema é que a imagem do selo mostrava também o vulcão Concepción, um dos dois na Isa Ometepe, em plena erupção! Quem iria querer investir seu dinheiro num canal ao lado de um perigoso vulcão? Não houve tempo para o lobby pró-Nicarágua reparar os estragos e o resto é história. Pouco tempo depois se "inaugurava" um novo país, o Panamá, e dez anos mais tarde lá estava a ligação entre os Oceanos Atlântico e Pacífico. O Canal da Nicarágua continuou uma ficção, embora os planos para construí-lo voltem de tempos em tempos nesses últimos 100 anos...
O imponente vulcão Concepción, o mais alto da Isla Ometepe, no lago Nicarágua
Bom, difícil imaginar tudo o que seria diferente no mundo de hoje, para melhor ou pior, caso aquele selo não tivesse sido usado como peça de (anti) propaganda. Mas uma coisa é certa: a Isla de Ometepe e toda a sua exuberante natureza agradecem! Certamente o tráfego constante de navios de grande porte por ali e o "progresso" que isso traría não teriam sido benéficos para a ilha sagrada dos dois vulcões. "Ometepe", na língia indígena, quer dizer "ilha das duas montanhas". Para quem viaja para lá, nem é preciso explicar o porquê! De longe, a silhueta dos vulcões Concepción e Maderos, quase sempre com seus cones cobertos por nuvens, logo chama a atenção. Suas encostas férteis e o pequeno istmo que os une há milênios vem atraindo as pessoas.
Brindando suco de laranja com a Ilha Ometepe ao fundo, com seus dois vulcões (Nicarágua)
Hoje, é um dos principais destinos turísticos do país, gente atrás de aventura, vida tranquila e sadia e de estar perto da natureza. O acesso é feito de barco, principalmente da pequena São Jorge, mas também da mais conhecida cidade de Granada, ao norte. Mas para quem vai de carro, é só por San Jorge mesmo. São ferries pequenos, com espaço para dois ou três carros e dois caminhões, os principais usuários do serviço. Tão pequena é a oferta que é preciso reservar um lugar com antecedência.
Com o italiano Dario, que viajou da Patagônia ao Alaska em 2003 (no seu restaurante em San Jorge, a caminho da Ilha Ometepe, no Lago Nicarágua)
Nós não sabíamos disso e fomos na raça mesmo. O próximo ferry não tinha espaço, mas o que sairia daí a 3 horas sim. Ufa! Melhor que ter de esperar até amanhã! Assim, tivemos tempo para almoçar na beira desse gigantesco lago cheio de ondas com vista para a ilha e seus vulcões. Comemos no restaurante de um italiano, o Dario. Assim que ele viu a Fiona, veio conversar conosco. Em 2003 ele fez a sua própria viagem pelas américas, também da Patagônia ao Alaska. Na verdade, começou nas Malvinas! A diferença é que fez tudo em seis meses, e de ônibus! Veio nos mostrar fotos, mapas da sua rota e até o livro que publicou na Itália.Muito jóia!!!
Livro e rota do italiano Dario pelas américas (ele tem um restaurante em San jorge, no Lago Nicaragua)
Fiona abordando o ferry Che Guevara, à caminho da Isla Ometepe, no lago Nicarágua
E assim o tempo passou rapidinho. Muito bem alimentados, embarcamos a Fiona no apertado ferry Che Guevara (tinha de ser!) e seguimos para a ilha. Para nós, que casamos em uma, é ainda mais emocionante chegar à uma ilha, principalmente tão bem conservada como essa, assim como nossa Ilha do Mel. Ainda no barco conhecemos o dono de um hotel em Santo Domingo, um dos dois pontos onde se concentram as acomodações de Ometepe. O outro é Moyogalpa, onde chega o ferry e maior cidade da ilha. Aí, quando chegamos, já acertei um guia para mim para a subida do vulcão Madeiros, depois de amanhã. Amanhã, vamos rodar a ilha de Fiona, com tranquilidade, indo a alguns de seus pontos mais famosos. Já a noite de hoje, na tranquila Santo Domingo, praia lacustre a meia hora de Moyogalpa, vamos dormir com o barulho das ondas. Ondas de lago. Ondas de água doce. Estranho, né?
Chegando à ilha Ometepe, no Lago Nicarágua
Chegando à 3a ponte, um importante ponto de referência no segundo dia da travessia Maranhão-Jalapão
Capturamos mais algumas fotos, tiradas dos vídeos que fizemos do segundo dia da travessia Maranhão-Jalapão, pelo P.N Nascentes do Parnaíba
Passando por uma das muitas grotas esburacadas, na travessia Maranhão-Jalapão
Mais uma vez, a estrela das fotos é a valente Fiona! Tem foto da ponte, das grotas e da mãe de todas as ladeiras, conhecida como Ladeira Piauí, apesar de ser no Maranhão. Aliás, havia uma Ladeira Maranhão também, a chamada Ladeira Velha. Nós chegamos até ela, (em uma de nossas "erradas" de caminho) numa antiga estrada. Amedrontadora! E hoje, intransponível
Enfrentando a Ladeira Velha, ou Ladeira Piauí, com marcha reduzida, na travessia Maranhão-Jalapão
Por fim, uma última foto, no delicioso Fervedouro do Alecrim. Estava em plena sessão de relaxamento!
Testando o Fervedouro do Alecrim, em São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO
River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Em 1821, após mais de 10 anos de lutas, o México finalmente conseguiu sua independência da Espanha. Era, de longe, a maior nação do novo mundo, seu território se estendendo desde a América Central até a atual Califórnia, Novo México e Texas. Após um breve período monárquico, proclamou-se a república e o próximo passo era definir se o sistema seria centralista, como a maioria dos países europeus, ou federalista, como a jovem e promissora nação ao norte. Na primeira opção, o controle era firmemente exercido pelo governo central, na Cidade do México. Na segunda, os estados tinham mais poderes, vivendo em relativa independência.
Chegando ao Alamo, em San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Ao mesmo tempo, independente de ser colônia ou país livre, monarquia ou república, centralista ou federalista, o México vivia um problema grave na sua fronteira norte. A região era muito pouco povoada e os ferozes índios que habitavam mais ao norte viviam fazendo incursões no território, destruindo vilas, queimando fazendas e matando e escravizando aqueles que se aventuravam por lá. A solução encontrada para essa situação, ainda em tempos espanhóis, mas muito estimulada depois da independência, foi atrair novos colonizadores, com promessas de terras baratas e isenções de impostos. Os americanos, cujas próprias terras, agora, eram muito mais caras, logo responderam à chamada, migrando em elevado número para terras texanas. Na entrada, juravam lealdade ao novo país e prometiam adotar a nova cultura.
O Alamo, local da mais famosa batalha para a independênica do Texas, em San Antonio, no sul do estado, nos Estados Unidos
Os mexicanos imaginavam que, em uma só tacada, resolveriam os dois problemas: a terra seria povoada e os americanos serviriam de “buffer” contra os ataques de índios. Mas, como se diz por aí, o tiro saiu pela culatra. Os novos colonizadores, de maneira geral, se tornaram mais parceiros do que inimigos dos índios. Passaram a comercializar com eles, vendendo armas e comprando mulas e cavalos. E adivinha aonde os índios encontravam essas mercadorias? Exatamente nas pilhagens que passaram a fazer com mais frequência em território mexicano. Ao mesmo tempo, o número de anglo-saxônicos no Texas crescia perigosamente. Em algumas áreas, sobrepujavam o de mexicanos na relação de 10 por 1. O censo da época, no estado, contabilizava pouco mais de 40 mil americanos e apenas 7.500 mexicanos. Obviamente que essa situação começou a alarmar o governo central. Ainda mais que os novos habitantes teimavam em falar inglês e viver como viviam em seu país de origem. Um informe secreto da época diz que “esses novos habitantes andam sempre com o livro da constituição em seu bolso, muito cientes de seus direitos de cidadão. O problema é que esse livro é o da constituição americana, e não o da mexicana!”.
O pátio interno do Alamo, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
No México, governos federalistas e centralistas se alternavam, mas estavam todos preocupados em reverter a situação no Texas. Novos migrantes foram proibidos e leis mexicanas passaram a ser observadas com maior vigor. Entre elas, aquela que proibia a escravidão, o que “ofendia” sobremaneira os migrantes americanos, que exigiam o sagrado direito do indivíduo pela propriedade, inclusive a propriedade de escravos. A tensão só aumentava entre os dois lados.
O Alamo, local da mais famosa batalha para a independênica do Texas, em San Antonio, no sul do estado, nos Estados Unidos
Foi nesse momento que, já no final da década de 20, que voltou ao palco a Espanha! Quem diria, ela tentava recolonizar o México, com uma nova invasão. A consequência dessa nova guerra, vencida de lavada pelos mexicanos, foi a emergência de um novo herói, o general Santa Anna, o primeiro grande caudilho do continente e a consolidação de um regime centralista. Não demorou muito, e os estados e regiões periféricas começaram a se rebelar contra o despótico poder central, entre eles o Yucatan, no sul, e o Texas, no norte.
A bela River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Depois de massacrar exemplarmente os zacatecas, na região central, que também pediam por mais autonomia, Santa Anna voltou-se para o norte, decidido a resolver a questão texana de uma vez por todas. Promulgou uma lei denominando “pirata” todos os estrangeiros pertencentes a nações não beligerantes com o México e que fossem capturados em batalha dentro do país. A pena para isso? Morte por fuzilamento, sem dó nem piedade. Um recado claro às centenas de americanos vivendo no Texas. Não haveria “prisioneiros”. Em seguida, montou um exército e marchou para o norte.
A bela River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Na prática, os texanos já viviam em independência há alguns anos. Não voltariam atrás. O avanço rápido das forças principais mexicanas surpreendeu os americanos, que até então tinham vencido as batalhas contra pequenos destacamentos. Milhares de mexicanos comandados pessoalmente por Santa Anna tomaram a cidade de San Antonio e sitiaram o forte do Alamo, onde pouco mais de uma centena de americanos se entrincheirou. A batalha que se seguiu foi um morticínio. Os americanos, na esperança de que reforços chegariam, não se renderam, até o último homem. Os mexicanos, que queriam fazer dali um exemplo, não aceitariam rendições. A resistência foi mesmo heroica e já rendeu muitos livros, lendas e filmes, como o clássico de John Wayne. Todos os defensores foram mortos, numa luta que, ao final, já era corpo à corpo. Mas o estrago no exército mexicano também foi grande, com mais de 500 mortos e centenas de feridos. Com a exceção de poucas mulheres e crianças, os sobreviventes, já feridos, foram executados. Mais um recado claro de Santa Anna para os revoltosos.
O magnífico River Wak, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Mas a mensagem teve o efeito contrário ao desejado. Os americanos, cada vez mais armados pelos seus compatriotas do outro lado da fronteira, correram às fileiras do exército da nova nação, liderada por Houston. O exército de Santa Anna, que se julgava o “Napoleão do Oeste”, foi emboscado algumas semanas mais tarde, um pouco mais ao norte, e o caudilho foi capturado pelos revoltosos. Em uma batalha que durou menos de uma hora. Encarcerado, Santa Anna foi “convencido” a ordenar a retirada de seu exército das fronteiras texanas e a reconhecer a independência do novo país. Assinado os papéis, com o rabo entre as pernas, o Napoleão do oeste foi enviado de volta a seu país. Nascia uma Nova República. De homens livres, brancos e que falavam inglês. Na constituição promulgada, lá estava o direito de se ter escravos... Não tinha mocinho nessa história.
Turistas passeiam de barco pelo River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Na nova república, duas facções disputavam o poder e foram se alternando no comando. A primeira, defendia a expulsão de todos os índios do território e o avanço das fronteiras até a Califórnia. A segunda, defendia uma convivência pacífica com os índios e a anexação do Texas aos Estados Unidos. Na alternância de poder entre esses dois grupos, viveu a nova república por dez anos. Na capital, lá estavam embaixadores franceses e americanos, representantes do governo inglês e de outra dezena de países europeus. Apenas o México teimava em não reconhecer sua independência. Obviamente, nem Santa Anna reconhecia os papéis que tinha assinado. Ao longo desse período, por várias vezes mexicanos e texanos guerrearam outra vez, a cidade de San Antonio sendo tomada duas vezes e retomada em seguida.
Caminhando pelo charmoso River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Mas as guerras mais violentas foram contra os índios da nação comanche. Carnificina dos dois lados, com tramas cheias de traições e episódios sangrentos. Tantas guerras infrutíferas assim acabaram por enfraquecer a facção que defendia a expulsão dos índios. Além disso, para custear essas batalhas, o novo país acabou se endividando muito com o vizinho poderoso ao norte. Uma solução para quitar esses débitos seria a anexação. Quando essa opção se tornou clara, embaixadores ingleses e franceses se apressaram a pressionar e convencer o México em reconhecer a independência do Texas. Queriam impedir que os Estados Unidos engolissem mais esse território e se tornasse ainda mais poderoso. É engraçado imaginar um mundo em que Inglaterra, França e EUA ainda sejam rivais na política externa. Mas assim era, as potências europeias tentando impedir que a nova nação americana se tornasse um player mundial. Enfim, de nada adiantaram seus esforços, o Texas votou pela anexação. O México, obviamente, não ficou muito feliz com isso. Mal sabia que, alguns anos depois, liderado pelo mesmo Santa Anna, a figura mais detestada da história do país segundo pesquisa recente, o país perderia mais uma enorme parte de seu território para os mesmos americanos, na guerra entre os dois países. Mas isso é um assunto para outro post...
Caminhando pelo charmoso River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Hoje, aqui em San Antonio, eu e a Ana visitamos o forte do Alamo, uma antiga missaõ franciscana transformada em quartel e fortaleza. Símbolo máximo da República do Texas e exemplo de bravura estudado, até hoje, nas escolas americanas em todo o país. O grito “Remember the Alamo” ainda é repetido pelos americanos em batalha, onde quer que estejam, uma maneira de se imbuir com o mesmo espírito patriótico e de bravura daqueles valentes soldados que resistiram até o fim. A história está muito bem contada no museu da fortaleza e atrai milhares de turistas todos os dias.
Turistas passeiam de barco pelo River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Teatro ao ar livre na River Walk, arquibancada de um lado e o palco do outro lado do rio (em San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos)
Depois dessa visita história obrigatória, seguimos para o River Walk, uma agradável área da cidade que se desenvolveu ao longo de rios e canais, uma espécie de Veneza texana. É como se fosse um “andar de baixo” da cidade, passeios e calçadas ao lado da água, com muitos bares e restaurantes ao redor. O clima é super agradável e não algo artificial como a Disneylandia ou Las Vegas. Foi realmente uma surpresa para nós, que não estávamos esperando por isso. Encantador!
Distrito histórico de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Praça central de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Aí ficamos por algumas horas, tirando fotos, observando os turistas passando em barcos lotados, aproveitando a sombras das árvores e o frescor do rio. Comemos, nos regozijamos, celebramos a vida e brindamos à bela surpresa de San Antonio e, claro, ao Alamo. Difícil imaginar que um lugar que só inspira paz e diversão, hoje, possa ter sido palco de um episódio tão violento há pouco mais de um século. Mas a fortaleza está lá, para nos lembrar e inspirar: “Remember the Alamo”. Nós lembramos. Mas, felizmente, ao invés de um rifle, tínhamos um copo nas mãos.
Monumento no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Praia em Key West
Madrugamos hoje, para dar conta do recado e da extensa programação. Às cinco estávamos de pé e às seis pegando estrada (que, na verdade, era mais uma avenida, cheia de irritantes semáforos). Nosso objetivo era chegar em Key Largo às 07:30 para mergulhar com a Ocean Divers por lá. Como tínhamos perdido o horário no dia anterior para fazer a reserva, tínhamos de chegar assim que a loja abrisse, para garantir um lugar no barco.
Key Largo é a primeira das Keys, uma sequência de ilhotas ao sul da Flórida que avançam pelo Mar do Caribe, formando a terceira maior barreira de corais do mundo (depois da australiana e da de Belize). Já foram cenário de vários filmes americanos. Uma das coisas que as faz famosas é exatamente a estrada que as liga ao continente, ponte por ponte, sempre cruzando o lindo mar esmeralda logo abaixo. Coisa de americano! Fiquei imaginando que se eles conquistassem o Brasil, logo fariam uma estrada ligando Paranaguá à Ilha do Mel e de lá para a Ilha das Peças, Superagui, Ilha do Cardoso, Ilha Cumprida e de volta para o continente. Uffff, prefiro do jeito que é hoje! Mas, aqui nas Keys, não posso reclamar não. A estrada (depois de uns 30 km de avenida irritante cheia de semáforos, a US-1 vira mesmo uma estrada) é linda, super cênica. Uma atração em si mesma.
Estrada para Key West
Pois bem, a estrada fica bonita mesmo depois de Key Largo, no trecho que vai até a última e mais famosa das Keys, Key West. Mas isso, só vimos de tarde. Lá em Key Largo conseguimos entrar no barco da Ocean Divers, que parece ser a principal operadora do local. O mergulho principal da manhã foi no Duane. Na velocíssima lancha da operadora, em meia hora já estávamos no local do mergulho. Eu e a Ana ainda nos batíamos com o equipamento recém comprado, ainda não batizado. Entre configurá-los para um mergulho recreacional, ajustá-los ao nosso tamanho e a Ana lutar contra o enjôo do barco, todos os outros mergulhadores já tinham pulado do barco e só restava a gente lá em cima. Na verdade, nós e o Marcos, o dive master que descobrimos ser meio brasileiro. Ele nos ajudou bastante e, mesmo atrasados, saltamos também para o nosso mergulho inicial da viagem.
O mergulho, depois de alguns minutos para nos ajustarmos, agora em baixo d'água, ao nosso equipamento e à corrente, foi muito jóia. É um enorme naufrágio artificial, perto dos 40 m de profundidade. A visibilidade devia ser de uns 25 m, talvez. Com tão poucos mergulhadores no local, e num barco tão grande, acabamos fazendo nosso mergulho totalmente sozinhos. E assim, vamos nos acostumando a nossa nova realidade: mergulhos sem guias. O naufrágio tem muitos peixes, mas o mais legal são as diversas penetrações possíveis. Numa delas, o ponto alto do mergulho: eu vinha atrás da Ana e ela passou sem olhar para o lado, num quarto mais escuro. Quando eu passei, apontei a lanterna e vi um monstro: um enorme Mero de mais de 200 kg, dentro de um quartinho 3x3. Visão incrível! Ele ficou lá, me olhando, meio paradão, como geralmente ficam os Meros. Chamei rapidamente a Ana para ver, mas não entrei no quarto não. Fiquei meio cabreiro com a possível reação dele. Já vi outros Meros grandes em Noronha, mas de tão perto e num espaço tão pequeno, foi a primeira vez. Valeu o mergulho!
O segundo mergulho foi de "desintoxicação", num recife rasinho. Agora, bem mais senhores dos equipamentos e da situação, aproveitamos bem o que parecia ser uma visita a um aquário.
De volta a Key Largo, após confabularmos, decidimos deixar nossas coisas num típíco hotel americano de estrada, desses que aparecem em tantos filmes e seguir para o fim das Keys, Key West. Um longa e linda viagem de 2 horas voando sobre o oceano. Seria corrido, afinal teríamos de voltar no mesmo dia, mas estávamos tão perto desse cenário maravilhoso que tínhamos de ir. Depois de tantos dias trabalhando dentro de um apartamento, decidimos que era bom para desenferrujar!
Bar na praia, em Key West
Passamos um fim de tarde bem gostoso numa prainha tranquila, bebericando num bar cheio de figuras engraçadas e interessantes, a começar pelo casal que tocava no bar. Tenho a impressão que Key West é um centro para americanos alternativos. E também para aqueles que querem uma boa vida, na cidade mais tropícal que o país deles oferece. Na hora do pôr-do-sol, resolvemos ir para o lado oeste da ilha. Já idealizei um cenário idílico, só eu, a Ana, a praia de areias brancas, o mar verde esmeralda e um coqueiro solitário. Doce ilusão. A torcida do Flamengo e a do Corinthias pensaram a mesma coisa. O centro comercial de Key West está nesta parte da ilha. São dezenas e dezenas de barzinhos sempre lotados, com música ao vivo e turistas de todas as partes. Plena quarta-feira e tudo lotado. Acho que é a vida normal da cidade. E na hora do pôr-do-sol, todos se dirigem aos piers estrategicamente construidos para este evento diário. Com estrutura para receber shows, artistas performáticos e turistas ávidos para consumir. Enfim, não foi o cenário que imaginei, mas foi bem legal. O clima é ótimo, de festa, todo mundo feliz. O pôr-do-sol é aplaudido de pé e acompanhado por toda sorte de shows, de jazz a pirofagia, de mágicos a palhaços, de dança à pura reflexão. Não poderia ter uma vibração melhor.
Pôr-do-Sol em Key West
Logo após o pôr-do-sol e após passearmos na praça dos shows, fomos disputar um lugar num dos incontáveis restaurantes. Todos servidos com a já comentada eficiência capitalista americana. Bem alimentados, enfrentamos mais 2 horas de volta para Key Largo para mais um mergulho, dessa vez no rei dos naufrágios, o Spiegel Grove.
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