1 Blog do Rodrigo - 1000 dias

Blog do Rodrigo - 1000 dias

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Um Dia Para Não Esquecer - 2a Parte

Brasil, Maranhão, Carolina (P.N. Chapada das Mesas)

Magnífico visual de final de tarde na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Magnífico visual de final de tarde na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Recentemente inaugurada, a tirolesa dos 1.200 metros é uma das grandes atrações do Complexo Turístico da Pedra Caída. O início é do alto de um morro de onde se tem uma visão panorâmica de boa parte da região da Chapada das Mesas e o percurso cruza todo o vale, inclusive passando por cima do canyon da Pedra Caída. São cerca de 1 min e 20 segundos de descida à toda velocidade, preso a dois cabos de aço, tempo suficiente para gritar bastante, admirar a paisagem e até tirar fotos ou filmar.

A famosa tirolesa dos 1.200 metros, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

A famosa tirolesa dos 1.200 metros, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Tirolesa gigante (no alto, à direita) com o visual da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Tirolesa gigante (no alto, à direita) com o visual da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Além da coragem de enfrentar a descida, o outro obstáculo é a coragem de enfrentar a subida. Um infindável ziguezague de rampas nos levam morro acima, num percurso que dura de 20 min a uma hora, dependendo do pique e disposição de quem sobe. No caminho, vários banquinhos colocados em locais estratégicos para quem quiser descansar e/ou admirar a paisagem que fica cada vez mais ampla. Depois de todo esse esforço e de um tempo lá encima para admirar as enormes "mesas", montanhas com o topo plano que caracterizam esta região, é hora da descida. A Ana foi primeiro, com a filmadora, gritando vale abaixo. Pouco depois foi a minha vez. O frio na barriga é logo substuído pela sensação de estar voando. A tensão só volta no final do percurso, na hora dos freios funcionarem. Eles funcionam e tudo acaba bem, hehehe!

A longa subida para o alto da tirolesa dos 1.200 metros, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

A longa subida para o alto da tirolesa dos 1.200 metros, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Início da tirolesa dos 1.200 metros, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Início da tirolesa dos 1.200 metros, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Terminado a nossa programação no complexo, tudo devidamente pago, aceleramos a Fiona em direção ao Portal Da Chapada, uma formação rochosa a meio caminho da cidade de Carolina. Era o finalzinho da tarde e queríamos chegar lá encima em tempo de assistir o pôr-do-sol e observar a Chapada das Mesas colorida pelas luzes do fim do dia.

Descendo a tirolesa dos 1.200 metros, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Descendo a tirolesa dos 1.200 metros, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Chegando ao fim da tirolesa de 1.200 metros, em Carolina, região da Chapada das Mesas - MA

Chegando ao fim da tirolesa de 1.200 metros, em Carolina, região da Chapada das Mesas - MA


O acesso fica ao lado da estrada que liga Carolina à Imperatriz. Daí em diante, uma ladeira de quase 600 metros de areia fofa, mais uma trilha de 200 metros. A primeira parte, trabalho para a super Fiona, que também merecia sua parcela de divertimento neste dia inesquecível. Não foi fácil, mas ela chegou lá no alto, poupando-nos um bom tempo e esforço. Daí para o Portal, foram mais 5 minutos de caminhada. Chegamos na janela de pedra na hora certa para poder admirar o espetáculo do final de tarde.

Morro do Chapéu visto do alto do Portal da Chapada, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Morro do Chapéu visto do alto do Portal da Chapada, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


O Portal da Chapada, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

O Portal da Chapada, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Além de fotos de todos os ângulos, ainda pudemos praticar nossas "habilidades alpinísticas", escalando o Portal para termos uma vista ainda mais privilegiada. Foi o final de dia perfeiro para um dia perfeito! Deu um pouco de trabalho para desescalar, ou descer da pedra, mas nada que não tivesse valido à pena.

Admirando a paisagem do alto do Portal da Chapada, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Admirando a paisagem do alto do Portal da Chapada, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


Amanhã, seguimos para a cidade de Riachão, ainda na região da Chapada das Mesas. Sempre no rumo do Jalapão, vindos do norte, pela Chapada das Mangabeiras. Muita aventura pela frente, hehehe.

Pôr-do-dol na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Pôr-do-dol na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Brasil, Maranhão, Carolina (P.N. Chapada das Mesas), Chapada das Mesas, Parque, Pedra Caída, Portal da Chapada, Tirolesa

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Presenteados! Duas vezes!

Estados Unidos, Utah, Zion National Park, Bryce Canyon

A fantástica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

A fantástica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


O pedido para Papai Noel fez efeito e hoje o dia nasceu radiante, muito sol e céu azul. Isso não significa calor, muito pelo contrário, mas a luz do sol ajuda a tornar tudo ainda mais bonito. Bastava caminhar no pátio do nosso hotel para já admirarmos as montanhas do Zion contra o céu azul, de um lado enquanto, do outro, a pequena Springdale e nosso próprio hotel, também com montanhas ao fundo, formavam outro cenário especial. Nosso 25 de Dezembro começava bem!

Céu azul no nosso último dia no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Céu azul no nosso último dia no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


O dia amanheceu lindo no nosso hotel, ao lado do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

O dia amanheceu lindo no nosso hotel, ao lado do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Não perdemos tempo e fomos logo para o parque, dessa vez diretamente à parte alta. Até o mesmo ponto onde chegamos ontem, de onde nem tínhamos saído da Fiona, por causa da neve que caía. Ele fica logo na saída do túnel com janelas, para quem vem da parte baixa. Daí sai uma trilha de pouco mais de um quilômetro que sobe as encostas de pedra até um mirante de onde se pode descortinar todo o canyon de Zion. É a vista mais clássica do parque.

Reentrância na rocha ao lado de trilha no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Reentrância na rocha ao lado de trilha no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Reentrância na rocha ao lado de trilha no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Reentrância na rocha ao lado de trilha no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Como a trilha não passa ao lado de precipícios, ele se manteve aberta esses dias. Mas de nada adiantaria ter seguido até o mirante ontem, já que as nuvens teriam bloqueado a visão. Hoje não! Além disso, com a maioria das pessoas celebrando a data especial em casa, junto da família, o caminho estava quase vazio. Encontramos mais cabras montanhesas do que gente, no dia de hoje.

Cabras montesas em seu ambiente predileto, no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Cabras montesas em seu ambiente predileto, no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Admirando as montanhas do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos, num dia de sol

Admirando as montanhas do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos, num dia de sol


A própria trilha já é linda, serpenteando por pequenos desfiladeiros e tocas naturais na encosta de pedra. Mas nada que se compare ao que vamos ver no final, uma fantástica vista do grandioso vale pelo qual desce o túnel e a estrada em caracol, com enormes paredes de pedra por todos os lados. Lá no mirante, estamos numa posição privilegiada, mais acima, bem em frente a este cenário de cinema. É de perder o fôlego. Só ficamos pensando: “Nossa... porque esse lugar não é tão famoso como o Grand Canyon?”.

Ao final de um quilômetro de caminhada, um mirante para o Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Ao final de um quilômetro de caminhada, um mirante para o Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Admirando a magnífica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Admirando a magnífica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Pois é, ele não é. Talvez por isso pudemos caminhar de lá para cá, tentando tirar fotos que mostrassem parte daquela beleza toda quase sem a concorrência de outros turistas. Os que lá estavam, pelo menos naquele momento, se preocupavam mais com um grande grupo de cabras montesas que caminhavam tranquilamente a uma centena de metros dali, numa encosta rochosa. Era o local que eu iria querer viver se fosse uma delas, com certeza!

Ao lado de um dos muitos penhascos do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Ao lado de um dos muitos penhascos do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Caminhando pelas inesquecíveis paisagens do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Caminhando pelas inesquecíveis paisagens do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Ficamos uma meia hora por ali, respirando o ar fresco e quase mágico que subia por aquele enorme vazio à nossa frente. A cada ângulo, para cada lado, uma nova foto incrível. Foi aí, nesse momento, depois de dois dias no parque, é que conseguimos ter uma ideia da real beleza do Zion em todo o seu esplendor. Absolutamente fantástico! Obrigado, Papai Noel!

A fantástica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

A fantástica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


A fantástica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

A fantástica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Tanto nos empolgamos que resolvemos descer de novo por aquele túnel nosso velho conhecido e seguir uma derradeira vez até o fundo do canyon, onde termina a estrada cênica. Infelizmente, por lá as trilhas continuavam fechadas. Mas uma última visão das enormes paredes de pedra, das formações rochosas e do rio gelado que esculpiu tudo aquilo mais do que valeu o “esforço” de dirigirmos até lá essa última vez. Um dia voltaremos, durante meses mais quentes, e essas mesmas paredes estarão lá, nos aguardando...

A vista mais clássica do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

A vista mais clássica do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Formações rochosas no fundo do canyon do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Formações rochosas no fundo do canyon do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Hora de seguir em frente. O Zion é apenas o primeiro parque dos tantos que existem em Utah que queríamos conhecer. Para isso, subimos pelo túnel pela zilhonésima vez, passamos pelo campo de dunas petrificadas, deliciosamente pintadas de amarelo e branco e saímos do parque pela mesma portaria que havíamos entrado dois dias antes. A quantidade de neve ao redor da estrada era ainda maior, um cenário que havíamos imaginado para o Alaska e não para cá.

Neve e rocha se misturam nessa época do ano nas encostas do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Neve e rocha se misturam nessa época do ano nas encostas do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Paisagem completamente tomada pela neve na saída do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Paisagem completamente tomada pela neve na saída do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Nosso próximo destino, não muito longe dali, era o Bryce Canyon National Park. Entre um parque e outro, vamos ganhando cada vez mais altitude e isso só pode significar uma coisa: mais frio! O rio congelado que corria ao nosso lado (ou “não corria”) era a prova viva disso. O termômetro, mesmo em plena luz do dia, mergulhava nas temperaturas negativas. Uma boa amostra do que nos esperava à frente.

A bela paisagem pintada de vermelho, amarelo e branco, no caminho entre o Zion e o Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos

A bela paisagem pintada de vermelho, amarelo e branco, no caminho entre o Zion e o Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Um pouco antes de chegar no Bryce, passamos por outra área de proteção, chamada Red Rock Canyon (existem dezenas com esse nome nos Estados Unidos!). Para nós, foi um contraste, nossos olhos acostumados com o solo amarelado dos últimos dias. Agora, a mistura era de vermelho e branco, pois a neve não quer nem saber se estamos em um deserto. Acima dos 2 mil metros de altitude, ela cai mesmo. Seja numa floresta de pinheiros, seja em torres de pedra vermelha como aquelas ali do Red Rock Canyon. Região lindíssima em que, ainda na década de 30, os americanos fizeram questão de fazer um túnel na estrada, bem embaixo de uma das formações.

Túnel na rocha no Red Rock Canyon, pouco antes de chegar ao Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Túnel na rocha no Red Rock Canyon, pouco antes de chegar ao Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos


É como se fosse um portal para o que nos espera adiante, uma terra de fábulas conhecida como Bryce Canyon. Era o final do dia e, logo antes da entrada do parque, existe um grande complexo de hotéis, todos do mesmo dono. Na verdade, uma família, herdeiros do pioneiro que, 80 anos atrás, abriu a área ao turismo. O que começou como uma simples choupana, hoje são três grandes prédios com capacidade de receber centenas de visitantes.

Paisagem completamente gelada ao chegarmos ao Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Paisagem completamente gelada ao chegarmos ao Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Quando chegamos ali, tempo nublado outra vez, quase fim do dia, ficamos naquela dúvida: a gente se instala agora ou damos um pulinho rápido no parque? Por instinto, acabamos seguindo. Queríamos saber que estradas estavam abertas e o que poderia ser feito no dia seguinte, para já nos planejarmos com antecedência.

Parte da estrada está fechada pela neve no Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Parte da estrada está fechada pela neve no Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Só que, a esta hora, já não havia ninguém na portaria e a centro de visitantes estava fechado. Mas, como já estávamos lá, porque não seguir até algum dos mirantes à frente, pelo menos para ter uma primeira visão do canyon, Com o tempo do jeito que estava, não daria para ver muito, mas qualquer coisa já seria lucro. Não tínhamos ideia do que nos esperava... Papai Noel ainda não havia terminado conosco.

O sol de fim de tarde ilumina as paredes mais altas do Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos

O sol de fim de tarde ilumina as paredes mais altas do Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Normalmente, é a Ana que opera a máquina fotográfica. Eu também tiro minhas fotos, claro, mas na nossa “divisão de tarefas” para cobrir a viagem e o blog, ela fica mais com as fotos enquanto sou eu que escolho quais serão guardadas e/ou enviadas para o site. Também sou eu que coloco as legendas e palavras-chave nas fotos. Um trabalhão danado, algo que consome mais meu tempo do que escrever os próprios blogs. Afinal, dependendo do dia que temos, podem ser mais de trezentas fotos. Daí, guardo um terço disso e envio para o site metade do que guardamos, talvez.

Chegamos ao Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos, bem na hora mágica das últimas luzes do sol. Fantástico!

Chegamos ao Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos, bem na hora mágica das últimas luzes do sol. Fantástico!


Enfim, fica a Ana fotografando e o chato aqui, atrás dela, falando para ela não fotografar tanto. Afinal, quanto mais fotos, mais trabalho para mim. Três ou quatro “clics” seguidos me irritam, hehehe.

Chegamos ao Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos, bem na hora mágica das últimas luzes do sol. Fantástico!

Chegamos ao Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos, bem na hora mágica das últimas luzes do sol. Fantástico!


Conto tudo isso porque foi engraçado que, ao atravessar a mata antes de chegarmos ao primeiro mirante, conversávamos animadamente sobre algum assunto qualquer quando, quase sem perceber, por instinto, gritei: “Pega a câmera!!! Agora!”. Foi só depois de falar isso é que consegui racionalizar o que estava vendo à frente: por uma fresta nas nuvens, passava uns poucos raios de luz do sol. Aquela luz mágica do fim de tarde. A luz incidia diretamente nas paredes mais altas do Bryce Canyon, colorindo-as de forma espetacular.

O sol de fim de tarde ilumina as paredes mais altas do Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos

O sol de fim de tarde ilumina as paredes mais altas do Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Era uma visão surreal. Todo o resto na sombra, quase já sem cor. Mas, no meio de tudo aquilo, paredes com um tom fortíssimo de amarelo. Não poderia ser mais mágico! Sabe aquelas pinturas ou fotografias em preto e branco, em que apenas o tema central é colorido, destacando-se ainda mais? Era isso que se passava a nossa frente, nesse momento. Mas o tal quadro ou fotografia não media alguns centímetros de lado, mas muitos quilômetros! Um dos momentos mais fantásticos que tivemos aqui nos estados Unidos!

O solo amarelado, ainda mais realçado pela luz de fim de tarde, no Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos

O solo amarelado, ainda mais realçado pela luz de fim de tarde, no Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Lá no alto, naquela fresta nas nuvens que agora se fechava, Papai Noel sorria para nós. Aqui em baixo, sem conseguir falar ou respirar, admirávamos cada segundo desse rápido momento de pura magia. Amanhã, temos um encontro marcado com aquela floresta de pedra tomada pela neve logo abaixo de nós, enormes e desenhadas torres rochosas construídas e moldadas ao longo de milênios. Mas o rápido momento que tivemos hoje, no mirante conhecido como “Sunset Point” já marcou o Bryce Canyon para sempre em nossas memórias.

Chegando ao fantástico e gelado Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Chegando ao fantástico e gelado Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Utah, Zion National Park, Bryce Canyon, Parque, trilha

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Adrenalina em Ginnie Springs (Vídeo!)

Estados Unidos, Flórida, Ginnie Springs

O feliz reencontro com a luz solar no final do mergulho em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

O feliz reencontro com a luz solar no final do mergulho em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos


Depois dos dois mergulhos na caverna de Peacock, estávamos prontos para algo mais radical: um mergulho em Ginnie Springs. Essa é, talvez, a mais famosa caverna para mergulho no mundo. Um local de incrível beleza que tem como principais características um forte fluxo de água e uma cor cristalina.

Entrada de caverna alagada, no rio transparente de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

Entrada de caverna alagada, no rio transparente de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos


Saímos de Peacock cedinho, juntos com o Tony, nosso guia de ontem e de hoje também. Foram quarenta minutos de estrada, passando ao lado de várias outras fontes e cavernas alagadas. A Flórida é um verdadeiro queijo suíço, embora pouca gente que mora aqui saiba disso. Mas quem sabe, sabe aproveitar! Alguns dos melhores mergulhadores de caverna do mundo estão baseados aqui. Foram eles que, ao custo de muito aprendizado, desenvolveram os protocolos e equipamentos que fizeram da atividade algo bem mais seguro do que costumava ser nos primórdios.

Junto com Larry Green, um dos mais experientes mergulhadores de caverna do mundo, em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

Junto com Larry Green, um dos mais experientes mergulhadores de caverna do mundo, em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos


Um desses pioneiros é Larry Green, de quem já tínhamos ouvido muito falar, no Brasil. Por isso mesmo, foi joia encontrá-lo em Ginnie. Tivemos nosso momento de fãs e até pedimos para tirar uma foto com ele. Afinal, foi o Larry que ensinou muita gente que depois nos ensinaria a mergulhar em cavernas. Encontrá-lo foi o sinal que aquele era mesmo o nosso dia de conhecer a famosa Ginnie Springs.

Mergulhadores se preparam para mergulhar em caverna alagada em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

Mergulhadores se preparam para mergulhar em caverna alagada em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos


O rio que passa pela caverna e fora dela é lindo, água transparente com uma tonalidade azul-esverdeada. Parece muito com os rios de Bonito, no Mato Grosso do Sul. Não com tantos peixes mas, em compensação, com uma enorme caverna para ser explorada.

Aviso ao lado do rio em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

Aviso ao lado do rio em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos


Antes de cairmos naquela água linda e tentadora, o Tony nos chamou para uma rápida e séria conversa. Disse que, ao contrário de ontem, as coisas aqui são mais tensas. Há uma forte correnteza dentro da caverna. Tão forte que é inútil nadar contra ela. Seria um desperdício de energias e do precioso ar que levamos. Na verdade, ao invés de nadar, a gente deve “se arrastar” contra ela. Segurando nas pedras e puxando, encontrando mais pedras e bordas nas paredes e puxando novamente. Força toda nos braços, as pernas são apenas auxiliares. E assim vamos seguindo caverna adentro, até atingir a famosa “regra do terço”.

Com nosso guia Tony no rio de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

Com nosso guia Tony no rio de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos


Essa regra diz que devemos gastar apenas um terço do nosso ar enquanto entramos numa caverna. Depois, temos dois terços para voltar. Mais um dos protocolos de segurança. Se isso já funciona bem numa caverna “normal”, sem fluxo de água, imagina numa como essa daqui, onde fazemos toda a força para entrar e depois, para voltar, a própria corrente nos traz, enquanto deslizamos tranquilamente pelos túneis, praticamente sem fazer esforço. Aliás, essa é outra regra de ouro no mergulho em cavernas: sempre entramos CONTRA a corrente, se houver alguma, e voltamos à favor dela.

O rio de águas claras de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

O rio de águas claras de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos


O Tony também sugeriu que não levássemos a máquina fotográfica, para podermos nos concentrar na caverna. Afinal, para entrar nela, as duas mãos estariam sempre em uso. Tanto para nos puxar contra a correnteza como para iluminar o caminho. E assim foi, a câmera ficou para trás, nada de nos distrair num ambiente desses.

Nascente de água em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

Nascente de água em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos


Foi a melhor coisa que fizemos! Por mais que ele tivesse avisado, a entrada na caverna foi realmente tensa. Eu me desdobrava entre ficar me puxando pelas paredes dos túneis e iluminar a paisagem ao meu redor. A respiração fica mais ofegante e, depois de um tempo, mais de duzentos metros caverna adentro, a gente fica se perguntando: “Nossa! Que lugar fantástico! Mas o que eu estou fazendo aqui???”. Pois é, tão longe do sol e do ar, no meio de um rio subterrâneo que corre embaixo de ouro rio, algumas toneladas de rochas entre nós e a vida lá fora, não é a toa que temos esse tipo de pensamento. “Será que já não está na hora de voltar?”. Pois é, depois da quinta vez que pensei isso, preocupado e, ao mesmo tempo, brincando com meus próprios medos, finalmente o Tony fez meia volta. Ufa!!!

Nadando para a plataforma no final de merguulho em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

Nadando para a plataforma no final de merguulho em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos


Aí, como diz mais uma das regras do mergulho em cavernas, o último a entrar (eu) é o primeiro a sair. Deixei que o rio me levasse enquanto eu só manobrava para ficar próximo da corda guia. Abençoada corda guia, nossa bendita ligação com o mundo exterior. Finalmente, relaxei e aproveitei aquela “corrida”, fazendo curvas ora fechadas, ora abertas, admirando o maravilhoso visual ao meu redor.

O belo rio de águas transparentes em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

O belo rio de águas transparentes em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos


Voltamos para a luz e para a vida e lá descansamos um pouco. Estávamos prontos para um novo mergulho, nos mesmo túnel, mas entrando por uma boca mais radical, com corrente mais forte. Mas, dessa vez, já “experiente”, decidi levar a câmera. Tinha de registrar aquilo!

Mergulhando na caverna alagada de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

Mergulhando na caverna alagada de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos


Dessa vez, deixei os medos do lado de fora, afinal só tenho mãos para carregar uma lanterna e uma máquina fotográfica! Do jeito que dava, fui filmando a Ana na minha frente, se agarrando e se puxando parede adentro dos túneis. Foto, só no finalzinho do mergulho. E do lado de fora da caverna, na maravilhosa água cristalina e iluminada do rio.

Mergulhando na caverna alagada de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

Mergulhando na caverna alagada de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos


Foi uma experiência fantástica, uma das mais vibrantes desses 1000dias. Agradecemos ao Tony, que nos levou em segurança por esses ambientes alienígenas. E eu agradeço à Ana, que conseguiu juntar minhas confusas imagens e montar um filme bem joia. Quero só ver o que nossos filhos vão achar da arte dos pais, hehehe!



Como estamos ficando viciados em adrenalina, amanhã tem mais! Vamos trocar as cavernas alagadas do norte da Flórida pelas montanhas–russas de Orlando, cidade para qual ainda viajamos hoje de noite. Estamos hospedados do lado do parque da Universal e amanhã, seremos crianças novamente!

Fim de mergulho em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

Fim de mergulho em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Flórida, Ginnie Springs, Caverna, Mergulho, Parque

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Ambientando-se

Paraguai, Asunción, Jesús, Villarrica

A bela igreja de pedra da época dos jesuítas, em Villarrica - Paraguai

A bela igreja de pedra da época dos jesuítas, em Villarrica - Paraguai


Aos poucos, vamos nos ambientando no novo país. No começo tudo é novidade, estradas, paisagens, pessoas, língua, cultura, comida. Mas não demora muito e as coisas vão se encaixando, vamos formando uma imagem, uma lógica, a gente se acostuma com o ritmo do dia, com as marcas que vemos nas placas e luminosos, com as cédulas do dinheiro, com o valor do dinheiro, com o custo das refeições, etc...

Sentimento patriótico no dia da semifinal da Copa América (em Villarrica - Paraguai)

Sentimento patriótico no dia da semifinal da Copa América (em Villarrica - Paraguai)


Engraçado é que são os pequenos gestos que nos fazem sentir cada vez mais integrados à nova realidade. Coisas como abastecer o carro pela primeira vez, pagar pedágio na estrada, entrar numa farmácia, ouvir as músicas e notícias tocadas nas rádios locais.

Fiona em Villarrica - Paraguai

Fiona em Villarrica - Paraguai


Hoje amanheceu bastante chuvoso a assim continuou o resto do dia. Até desistimos de passar num bonito Parque Nacional aqui perto de Villarrica, no nosso caminho até o aeroporto em Assunción. Uma pena, pois tínhamos ouvido falar muito bem de Ybycui, cheio de trilhas e cachoeiras. A vantagem foi poder dormir um pouco mais. Depois, voltamos à igreja de pedra que tínhamos visto ontem, de noite. Imagem já familiar que nos fez sentir em casa.

Vendedor de frutas em Villarrica - Paraguai

Vendedor de frutas em Villarrica - Paraguai


Compramos frutas na rua enquanto admirávamos bandeiras paraguaias espalhadas por todas as ruas. Além da Copa Améria, o que tem fortalecido o patriotismo por aqui é a comemoração do bicentenário do país, este ano. A independência foi ploclamada em 1811, sem guerra. Os paraguaios queriam se livrar ao mesmo tempo dos espanhóis e dos argentinos, que viam o país como uma província deles.

As famosas 'chipas' paraguaias (em Villarrica - Paraguai)

As famosas "chipas" paraguaias (em Villarrica - Paraguai)


Depois, ainda antes da viagem, abastecemos o carro (falando nisso, a marca Petrobrás é bem forte por aqui) e paramos numa "Chiperia". Para minha surpresa e alegria, como bom mineiro que sou, descobri que "chipas" se parecem com pão de queijo. Já virei fã, hehehe!

Chegando ao aeroporto em Asunción - Paraguai

Chegando ao aeroporto em Asunción - Paraguai


Por fim, viagem para o aeroporto, cruzando a periferia de Asunción. Fomos levar a Patrícia que retornava hoje à Curitiba. Nossa, parece que foi ontem que a própria Patrícia nos levou ao aeroporto de Curitiba, bem no início da viagem, quando fomos para o Caribe pela primeira vez nesses 1000dias. Início de Abril do ano passado. Podem checar nos arquivos! Ela teve de acelerar, já que estávamos bem atrasados. Hoje, foi o contrário, nós a levamos e tínhamos todo o tempo do mundo. Despedidas calorosas, memórias e fotografias conjuntas e estávamos sós novamente, eu e a Ana. Mas foi uma semana e tanto! Até a próxima, sogrinha querida!!!

Despedida calorosa entre mãe e filha no aeroporto em Asunción - Paraguai

Despedida calorosa entre mãe e filha no aeroporto em Asunción - Paraguai


Hora de achar hotel em Asunción. Em plena época da Expo-Paraguay, o maior evento do país, não foi tarefa fácil. Mas, com a ajuda Centro de Informações do aeroporto, conseguimos o último quarto num hotel jóia, o Portal del Sol, no distrito onde estão shoppings, restaurantes e vida noturna da cidade. Muito bem instalados, já podemos planejar o dia de amanhã, quando pretendemos explorar o centro dessa bela cidade às margens do rio Paraguay.

O Itaú sabe falar guarani! (em Asunción - Paraguai)

O Itaú sabe falar guarani! (em Asunción - Paraguai)

Paraguai, Asunción, Jesús, Villarrica,

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Navajo Land

Estados Unidos, Arizona, Monument Valley

Quadro exposto no Museu Navajo, no Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos

Quadro exposto no Museu Navajo, no Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos


Hoje o nosso destino era o famoso Monument Valley, localizado no norte do Arizona, bem no coração da terra dos Navajos, ou “Navajo Country” Essa é a tribo mais numerosa de indígenas americanos da atualidade, com cerca de 300 mil membros, língua e cultura próprias e um território que se estende por três estados americanos. Além do Arizona, o Navajo Country também incorpora áreas do Novo México e Utah, além da famosa fronteira quádrupla, ou “Four Courners”, ponto imaginário onde se encontram esses três estados e também o Colorado.

Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos

Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos


Ao visitar o Monument Valley hoje, fizemos uma interessante parada no Museu da Nação Navajo. É ali que se compra o ingresso para visitar o Monument Valley, que é gerido pelos Navajos, já que se localiza em território sagrado para a tribo, local ancestral que os Navajos tèm ocupado e venerado por centenas de anos. Não foi o nosso primeiro contato com essa etnia, mas certamente o mais esclarecedor. Já tínhamos dormido em um dos mais importantes trading posts dos Navajo, na saída do Grand Canyon. Depois, ao viajar entre Arizona e Utah, dirigimos por horas através de sua reserva e de paisagens belíssimas. Mas era só agora que tínhamos a oportunidade e tempo de aprender um pouco mais da história sofrida desse povo.

Mapa da Nação Navajo, em quadro exposto no Museu Navajo, no Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos

Mapa da Nação Navajo, em quadro exposto no Museu Navajo, no Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos


Registros arqueológicos e estudos linguísticos indicam que os Navajo chegaram à região há cerca de 600 anos, vindos do noroeste da América do Norte. Chegaram como um povo nômade, mas o contato com os pueblos (vamos conhecer melhor essa cultura no Mesa Verde National Park, amanhã) os transformaram em um povo agricultor, principalmente de feijão e milho. Com a chegada dos espanhóis no México e o crescimento do comércio, agora os Navajo passaram a ser grandes criadores de cabras e ovelhas, assim como hábeis artesãos de algodão e lã.

Rain God Mesa, no centro do Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos

Rain God Mesa, no centro do Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos


Infelizmente, nem só de comércio se dava o “choque de civilizações”. Ao contrário, a principal faceta dessa relação era a guerra. Primeiro, contra os espanhóis, depois com os mexicanos e, por fim, com os novos senhores daquelas terras, os americanos. Enquanto com os dois primeiros, houve um certo equilíbrio de forças, com perdas e massacres para ambos os lados, contra os americanos e sua onda ocupatória e expansionista, o povo Navajo não resistiu mais de duas décadas. Novos colonos não paravam de chegar e, atrás deles, a cavalaria americana. Em 1863, os últimos bandos de Navajos foram derrotados e toda a etnia completamente subjugada. O que se seguiu foi um dos mais tristes capítulos da ocupação do oeste americano, a chamada “Long Walk”, ou longa marcha, em que 9.000 mil índios Navajo, a maioria mulheres e crianças, foram expulsos de suas terras ancestrais e obrigadas a caminhar cerca de 500 quilômetros até sua nova reserva, no Novo México. Foi um massacre, tanto a caminhada como o período em que ficaram em sua nova reserva, centenas deles sucumbindo à doenças e à fome generalizada. Por fim, quatro anos mais tarde, foi-lhes permitido retornar para uma área próxima do Monument Valley e, com o tempo, voltaram para cá também. Apesar de toda a área ser transformada em uma reserva, os conflitos com rancheiros e empresas de mineração continuaram por décadas, até quase a metade do século XX.

As belas paisagens do Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos

As belas paisagens do Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos


A situação melhorou um pouco com a importante participação Navajo na 2ª Guerra Mundial. Os índios empregados no exército desenvolveram um código que jamais seria quebrado pelas forças japonesas. Imagina... se navajo já é difícil, imagina navajo em código! Os japoneses não tinham a menor chance. Com isso, as diversas divisões do exército podiam se comunicar por rádio e telex sem que suas mensagens fossem quebradas, Em cada regimento, um navajo para poder fazer a transcrição das mensagens!

Participação dos navajos na 2a Guerra Mundial, em quadro exposto no Museu Navajo, no Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos

Participação dos navajos na 2a Guerra Mundial, em quadro exposto no Museu Navajo, no Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos


Hoje, eles são os senhores dessa terra, com seu próprio governo e até polícia. A língua e a cultura são valorizadas e um conselho tenta conciliar as ricas tradições com as exigências da sociedade moderna. As cicatrizes da opressão a que foram submetidos ainda estão aí, mas nenhuma sociedade pode sobreviver olhando apenas para o passado. Esse, claro, não pode ser esquecido, e é essa a função do museu que visitamos hoje. Mas são os desafios do século XXI e como dar oportunidade à nova geração que está crescendo, sem deixar que sejam navajos, mas ao mesmo tempo não fiquem presos ao passado que é a grande questão que se coloca. Para os Navajo, para os Maori, para os Guaranis ou para os Bosquímonos...

Carro de polícia da Nação Navajo, no Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos

Carro de polícia da Nação Navajo, no Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Arizona, Monument Valley, história, Navajo

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Brownsberg

Suriname, Brownsberg

Chegando à Irene Val (Cachoeira da Irene), na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname

Chegando à Irene Val (Cachoeira da Irene), na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname


Conforme tínhamos combinado, o Sven já estava logo cedo no nosso hotel para, juntos, viajarmos para a Reserva Natural de Brownsberg, um pouco mais de 100 km ao sul de Paramaribo. Apesar da moça da Stinasu não ter falado muito bem das condições da estrada, foi uma grata surpresa ver que existem sim boas estradas no país. Não demorou muito para deixarmos a cidade para trás, o centro, a periferia, seus templos cristãos, islâmicos e até um hindu, que ainda não tínhamos conseguido ver.

A represa de Brokopondo, ao lado da Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname

A represa de Brokopondo, ao lado da Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname


A reserva fica ao lado de uma enorme represa, a Brokopondo, construída na década de 60 e que se transformou no maior lago do país. A empresa que a construiu é uma mineradora de Bauxita, principal responsável pelo PIB do país. Hoje, a energia de Brokopondo não só mantém a mineradora funcionando, como fornece toda a energia da capital Paramaribo.

Estradas alagadas na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname

Estradas alagadas na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname


O asfalto nos leva até Brownswerk, uma das muitas vilas construídas para abrigar os desalojados pela barragem. De lá começa uma estrada de terra e muito barro, própria para carros 4x4, que sobe em direção a um platô onde está a sede do parque. São 13 quilômetros de muita patinação e habilidade para quem se arrisca a ir num carro não tracionado.

Conversando com o Sven no mirante de Mazaroni, na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname

Conversando com o Sven no mirante de Mazaroni, na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname


No parque recebemos um mapa com as diversas trilhas e montamos nossa programação. Começamos o dia de hoje com uma trilha curta até um mirante com uma bela vista para a represa lá embaixo. Para mim, mais impressionante que o lago é a vasta e densa mata que o cerca. Só faltou o céu azul para transformar aquilo tudo numa pintura. Ao contrário, o tempo fechou e caiu um pé d'água. Ficamos sob um abrigo do mirante e, quando a chuva parou, eu e a Ana partimos para novas trilhas enquanto o Sven ficou por ali mesmo.

'Leo Val', ou Cachoeira do Leo, na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname

"Leo Val", ou Cachoeira do Leo, na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname


Nosso objetivo agora eram duas cachoeiras, ou "Val", como se diz aqui. Descendo uma pirambeira pela mata, chegamos primeiro na Val do Leo, uma queda d'água de uns 20 metros escondida no meio das folhagens. Já havia pessoas se banhando ali e nem ficamos muito tempo. A próxima, muito mais abaixo, era a Val da Irene. O caminho até lá é muito jóia, serpenteando entre enormes árvores, ouvindo macacos e pássaros o tempo todo. Aliás, falando em macacos, eram os mesmos bugios gritadores da Ilha Grande, com aquele som característico de uma serra elétrica estridente.

Uma das gigantescas figueiras na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname

Uma das gigantescas figueiras na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname


Achamos a Val da Irene mais bonita e convidativa. Tiramos fotos e fomos tomar um banho. Foi bem a conta para que chegasse mais pessoas por ali. Aí, já era hora da longa subida de volta para chegarmos ao acampamento e nos instalarmos no nosso hut, o que ainda não tínhamos feito. Um terço da subida vencida e encontramos o Sven, a caminho da Irene. Outro terço e fomos apanhados por mais uma daquelas chuvas amazônicas. Em poucos minutos, já estávamos em sopa, nós e nossas roupas e botas, infelizmente.

Admirando a Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname

Admirando a Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname


Banhando-se na Irene Val (cachoeira da Irene), na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname

Banhando-se na Irene Val (cachoeira da Irene), na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname


De volta ao acampamento, já sem chuva, descobrimos que tínhamos ganho não só um quarto, mas uma casa inteira, com oito quartos e quatro banheiros, além de sala e cozinha. Estávamos chiques!

Nosso belo refúgio particular na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname

Nosso belo refúgio particular na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname


De noite, um delicioso jantar no restaurante do acampamento, comida quentinha para nos reanimar depois do banho frio. Arroz, vegetais, legumes e uma carne de um tipo de galináceo que tem lá em cima. Tudo muito bem temperado. Hmmmmmm! Depois, a Parbo de lei e eu fui me recolher, um pouco antes da meia-noite. Já a Ana, saudosa de uma boa noitada de socialização, esticou até às três da manhã, ficando muito amiga do Rocky e do Wilfred, que tomam conta do parque, e da Karen, uma simpática belga que também está visitando Bownsberg. Restou a ela poucas horas para se preparar para o longo dia de amanhã...

Noitada no acampamento da Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname (com o Wilfred, Karen e Rocky)

Noitada no acampamento da Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname (com o Wilfred, Karen e Rocky)

Suriname, Brownsberg,

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Explorando a Península Valdés

Argentina, Península Valdés

Observando a fauna e o mar na Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

Observando a fauna e o mar na Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


Deixamos a bela surpresa que foi Las Grutas para trás hoje de manhã e continuamos a rumar para o sul, agora sim em direção a uma atração turística de nível internacional que já vem atraindo estrangeiros desde que Charles Darwin passou por aqui, em meados do século XIX. Estou falando da Península Valdés e nós já estamos em plena Patagônia, nome dado a toda a região sul da Argentina e do Chile e que inclui alguns dos cenários mais espetaculares desse continente, principalmente ao redor da Cordilheira dos Andes, que marca a fronteira desses dois países. Aliás, a pequena Las Grutas já faz parte da Patagônia e quando entramos oficialmente nessa região dois dias atrás, vindos dos Pampas, tivemos de fazer uma longa parada na “fronteira”, detidos no controle fitossanitário. Tínhamos comprado muitas frutas em Tandil, ainda nos Pampas, e é proibido entrar na Patagônia com elas. Não teve remédio: ali mesmo na estrada, tivemos de comer todo o nosso estoque que era planejado para dois dias inteiros. Melhor do que jogar fora, não é? Tudo pela boa causa de manter a Patagônia livre de doenças que já existem no norte do país.

Mapa mostrando a localização da Península Valdés na Argentina, já dentro da região patagônica (em marrom)

Mapa mostrando a localização da Península Valdés na Argentina, já dentro da região patagônica (em marrom)



O GoogleMaps mostra nosso caminho entre Las Grutas e a Península Valdés, mas sua estimativa de tempo está redondamente enganada! As estradas são ótimas e fizemos o percurso em menos de 4 horas!

A Patagônia é o sonho de consumo de turistas e aventureiros do mundo inteiro e nas estradas cada vez mais desertas aqui do sul, quando cruzamos alguém, é quase certo que sejam eles. Hoje, num posto de gasolina a meio caminho entre Las Grutas e a Península Valdés, cruzamos e socializamos com um enorme caminhão-hotel trazendo dezenas de turistas alemães. Passam meses viajando pela América do Sul sempre dormindo no seu caminhão ou em tendas. Turistas vão entrando e saindo ao longo da rota, cada um fazendo o trecho que estiver mais interessado. São várias as empresas que oferecem esses longos tours, não só aqui na América do Sul, mas também na África e na Ásia. É uma aventura no “mundo selvagem” do imaginário dos gringos do primeiro mundo, principalmente europeus. Aqui na Patagônia certamente encontraremos vários deles. Hoje foi um da mais famosa empresa alemã nesse segmento, a Rotel Tours, e eles vinham lá da Terra do Fogo, com uma parada na Península Valdés, claro!

A caminho da Península Valdés, no litoral da patagônia argentina, encontro com um gigantesco caminhão-hotel com viajantes alemães

A caminho da Península Valdés, no litoral da patagônia argentina, encontro com um gigantesco caminhão-hotel com viajantes alemães


A caminho da Península Valdés, no litoral da patagônia argentina, encontro com um gigantesco caminhão-hotel com viajantes alemães

A caminho da Península Valdés, no litoral da patagônia argentina, encontro com um gigantesco caminhão-hotel com viajantes alemães


A caminho da Península Valdés, no litoral da patagônia argentina, uma janela de posto de gasolina repleta de adesivos de expedicionários e viajantes

A caminho da Península Valdés, no litoral da patagônia argentina, uma janela de posto de gasolina repleta de adesivos de expedicionários e viajantes


Enfim, foram pouco mais de 350 km de estrada desde Las Grutas até a entrada da Península Valdés, na altura da pequena e simpática cidade de Puerto Pirâmides. Aproveitando que estamos quase no verão por aqui e o dia fica claro até perto das 10 da noite, nós resolvemos seguir diretamente para a península e aproveitar cada minuto de claridade que ainda tínhamos. Era pouco mais de meio dia e a nossa primeira parada foi no Centro de Visitantes, bem no pequeno e estreito istmo que liga Valdés ao continente. Há um pequeno museu por aí, um torre de observação e muitas informações sobre roteiros que poderíamos seguir na península. Encontrar um hotel para dormirmos ficou para depois...

Encontro com um carro muito maior do que a Fiona, de expedicionários alemães, na Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

Encontro com um carro muito maior do que a Fiona, de expedicionários alemães, na Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


Encontro com um carro muito maior do que a Fiona, de expedicionários alemães, na Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

Encontro com um carro muito maior do que a Fiona, de expedicionários alemães, na Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


Com pouco mais de 3.600 quilômetros quadrados de área separados do continente pelos golfos de San Jose, ao norte, e Nuevo, ao sul, a Península Valdés se liga ao resto da Argentina por uma estreita ponte de terra chamada Istmo Carlos Ameghino. Logo que a estrada atravessa este istmo e chega ao corpo principal da península o asfalto termina e todos os caminhos se tornam de terra. A partir daí são cerca de 70 km até a costa leste da península, onde estão as atrações principais de Valdés. A estrada logo se bifurca, uma seguindo para a parte sul do litoral e outra para o norte. Esta última se bifurca um pouco mais adiante, uma seguindo para o litoral central e outra para o norte. Nós resolvemos seguir para o litoral central onde está uma importante pinguinera e também os cenários de litoral mais belos. Daí uma estrada segue pelo próprio litoral até a ponta norte, famosa pelo avistamento de baleias. Aí a estrada se encontra com a outra que seguia diretamente para esse lado da península, formando uma espécie de looping. Foi o caminho que resolvemos fazer hoje já que no sul a principal atração é uma pinguinera que fica dentro de uma estância privada e que cobra entrada. Para quem quer ver muitos pinguins e não liga de pagar, é a melhor opção. Mas para quem acaba de chegar da Antártida e viu por lá mais de 1 milhão dessas simpáticas aves, nossa prioridade foi outra.

As rústicas estradas da Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

As rústicas estradas da Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


As rústicas estradas da Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

As rústicas estradas da Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


O interior da península é essencialmente plano e as paisagens mais bonitas realmente são aquelas do litoral. A atração dessa parte de Valdés são os encontros com a vida animal, que vou falar no próximo post, além de alguns dos terrenos mais baixos de todo o continente, as salinas. Muitos deles estão bem abaixo do nível do mar. Inclusive, quando estive aqui 21 anos atrás, o guia do nosso tour disse que a Salina Grande tinha o recorde de altitude negativa da América do Sul, 41 metros abaixo do nível do mar. Pois é, recentemente ela perdeu o seu posto de campeã para outra salina, aqui mesmo na Argentina, mas bem longe da Península Valdés. É a Laguna Carbón, pertinho de Puerto Julián, mais de 1.000 km ao sul, também ao lado do litoral patagônico. As medições feitas ali indicam a altitude de – 102 metros. Isso lhe dá não apenas o recorde da América do Sul, mas de toda a América, bem mais baixo que o Death Valley, onde estivemos nesses 1000dias, lá na Califórnia. Na verdade, é o recorde de todo o hemisfério sul e também do hemisfério ocidental do planeta, só ficando atrás de seis depressões na Ásia. A mais profunda é o famoso Mar Morto, fronteira de Israel e Jordânia, com mais de 400 metros abaixo do nível do mar. Enfim, passamos ao lado das salinas aqui na Península Valdés e vamos tentar ver essa tal de Laguna Carbón também, quando estivermos mais ao sul do continente.

Mapa rodoviário (as estradas são todas de terra) da Península Valdés, na Argentina. Nós percorremos as partes central e norte da península, de P. Cantor ao farol na ponta norte e depois nos hospedamos em Punta Piramides

Mapa rodoviário (as estradas são todas de terra) da Península Valdés, na Argentina. Nós percorremos as partes central e norte da península, de P. Cantor ao farol na ponta norte e depois nos hospedamos em Punta Piramides


Uma depressão no interior da Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina, é um dos pontos mais baixos do continente sulamericano

Uma depressão no interior da Península Valdés, no litoral da patagônia argentina, é um dos pontos mais baixos do continente sulamericano


Fora isso, as salinas e os animais, muita paciência para vencer os quilômetros de terra da larga estrada que corta o interior, sempre cercados por uma vegetação baixa e sem acidentes geográficos. Quando Fernão de Magalhães passou por aqui em 1520 no seu caminho para ser o primeiro europeu a chegar ao Oceano Pacífico, a península era ocupada pelos índios aonikenk, um ramo dos tehuelches, os habitantes da Patagônia. Era um povo nômade que vivia da caça da rica fauna da península. Por outros dois séculos e meio eles puderam continuar com seu estilo de vida por aqui, tendo algum contato ocasional com navios que vinham em busca dos lobos marinhos, cuja pele sempre foi muito valiosa. Essa situação começou a mudar com a expedição liderada pelo espanhol Basilio Villarino em 1778. A ideia era iniciar a colonização da região. Foi quando foi dado o nome que ainda hoje tem a península, uma homenagem ao ministro da Espanha que mandou organizar a expedição. No início, a relação entre europeus e indígenas foi amistosa, mas não demorou para que os nativos percebessem que os novos colonizadores em breve iriam querer todas aquelas terras. Eles então se organizaram e, em 1810, aproveitando-se do período de festas religiosas entre os europeus, atacaram o povoado destruindo tudo e expulsando ou matando a todos que pudessem. Com isso, ganharam mais meio século de tranquilidade, mas também eles acabaram vencidos mais tarde, já no contexto das sangrentas guerras patagônicas empreendidas pelos governos argentinos já em meados da segunda metade do século para a ocupação do território.

O belíssimo visual do litoral da Península Valdés, na  patagônia argentina

O belíssimo visual do litoral da Península Valdés, na patagônia argentina


O belíssimo visual do litoral da Península Valdés, na  patagônia argentina

O belíssimo visual do litoral da Península Valdés, na patagônia argentina


Sem os nativos e ocupada apenas por algumas grandes estâncias, o tempo praticamente parou por aqui. Até que se percebeu o verdadeiro tesouro natural que era a península. Os turistas começaram a chegar, mas a criação de parques e reservas ajudou a preservar a região. Por fim, em 1999, a Unesco declarou a Península Valdés um patrimônio da humanidade e o estímulo de preservação aumentou ainda mais. Por isso as estradas ainda são de terra. Por isso também não foi levado a cabo um projeto para a criação de um canal marítimo cortando o Istmo Carlos Ameghino nem outro da construção de uma grande usina de geração de energia aproveitando as enormes diferenças de maré entre o Golfo Nuevo e o Golfo San José. Viva a força do turismo!

Na Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina, encontro com a Carol, valente ciclista brasileira que vem pedalando desde São Paulo e vai até Ushuaia, ida e volta!

Na Península Valdés, no litoral da patagônia argentina, encontro com a Carol, valente ciclista brasileira que vem pedalando desde São Paulo e vai até Ushuaia, ida e volta!


Na Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina, encontro com a Carol, valente ciclista brasileira que vem pedalando desde São Paulo e vai até Ushuaia, ida e volta!

Na Península Valdés, no litoral da patagônia argentina, encontro com a Carol, valente ciclista brasileira que vem pedalando desde São Paulo e vai até Ushuaia, ida e volta!


Bom, não encontramos nenhum nativo no interior da ilha, mas no meio daquele calorzão (a gente no conforto do ar condicionado da Fiona) e daquela poeira toda, eis que cruzamos um valente ciclista vindo em direção contrária, enfrentando todos aqueles quilômetros de estrada de terra. Mais tarde, já caminhando pelo litoral central da península, eis que encontramos outra ciclista. Mas esta estava descansando, a bicicleta guardada no alojamento dos guarda-parques. Era a Carol Emboaba, uma brasileira que veio pedalando desde Curitiba e que ainda vai até Ushuaia para depois voltar pelo Chile. Uma verdadeira guerreira! Para quem quiser acompanhá-la no facebook, basta procurar por “Giramérica”. Ele nos contou que o outro maluco que cruzamos no caminho também é brasileiro, o Pedro, e que saiu de Santa Catarina. Poucos dias atrás os dois se conheceram algumas centenas de quilômetros ao norte daqui e pedalaram esses dias juntos. Agora, acabavam de se separar, cada um no seu ritmo. Aqui na Argentina, são sempre muito bem recebidos em postos de bombeiros ou de guarda-parques, como aqui, recebendo habitação, chuveiro e muitas vezes até comida. Isso sim é valentia! E isso sim é viajar barato!!! Aliás, no final do dia, já escuro, quando chegamos a Puerto Pirâmides para encontrar hotel, fomos primeiro no quartel dos bombeiros encontrar o Pedro para lhe entregar um bilhete da Carol. Ele já estava muito bem instalado por lá, pronto para pedalar mais uns cem quilômetros amanhã, faça chuva ou faça sol e, principalmente, enfrentando o impiedoso vento patagônico. Mais uma vez a nossa reverência: é de se tirar o chapéu!

Caminhando em trilha na Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

Caminhando em trilha na Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


Um magnífico pôr-do-sol na Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

Um magnífico pôr-do-sol na Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


Voltando para a Península Valdés, passamos a tarde explorando o litoral central e lá pelas 5 da tarde nos mandamos para o norte, na esperança de avistar orcas, pois este seria o melhor horário. Passamos mais umas horas por lá (como é bom um dia que só termina as 10 da noite!!!) e voltamos no fim das luzes. Ao cruzar novamente a península rumo ao istmo e a Puerto Pirâmides, fomos agraciados por um pôr-do-sol magnífico, tão belo como aqueles assistidos por incontáveis gerações de aonikenks. Nessa terra que parece parada no tempo um momento como esse nos liga diretamente a outras eras e povos que aqui viveram e viam o mesmo que estamos vendo agora. Ficou até mais fácil de entender porque eles lutaram tanto para manter a terra de seus ancestrais. Infelizmente, eles se foram. Felizmente, a terra e suas belezas ficaram.

Um magnífico pôr-do-sol na Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

Um magnífico pôr-do-sol na Península Valdés, no litoral da patagônia argentina

Argentina, Península Valdés, Estrada, geografia, história, Patagônia

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Andrés Carne de Res

Colômbia, Bogotá

Saindo do famoso Andrés Carne de Res, em Chia, próximo de Bogotá, na Colômbia

Saindo do famoso Andrés Carne de Res, em Chia, próximo de Bogotá, na Colômbia


O programa de hoje era ir, no início da tarde, para um famoso (talvez, o MAIS famoso) restaurante da Colômbia, o "Andrés Carne de Res". Combinamos com o Angelo dele passar em casa lá pelas três da tarde. Segundo ele disse ontem, para conseguir entrar no restaurante, só chegando bem cedo.

Com a Clara e a Amelie em Bogotá, na Colômbia, antes de ir no Andrés Carne de Res

Com a Clara e a Amelie em Bogotá, na Colômbia, antes de ir no Andrés Carne de Res


O Andrés Carne de Res original fica em Chia, uma pequena cidade a uns 30 min de Bogotá. Nasceu para atender os camioneiros que ali passavam, rumo ou vindos do norte da Colômbia. A sua carne e a sua comida foram ficando cada vez mais famosos, atraindo cada vez mais gente. Ao dono, Andrés, foi aproveitando a fama para investir no restaurante, atraindo cada vez mais gente das classes média e alta e, em seguida, turistas também. O restaurante acabou se tornando um verdadeiro complexo, com lojas, estacionamentos, pistas de dança e um ambiente e arquitetura que já fazem valer a viagem.

Com o Douglas e a Clara no Andrés Carne de Res, em Chia, próximo de Bogotá, na Colômbia

Com o Douglas e a Clara no Andrés Carne de Res, em Chia, próximo de Bogotá, na Colômbia


Além disso, claro, a comida continuou excelente. O resultado é casa cheia todos os 4 dias que abre na semana. Mas na quinta, hoje, é seu dia mais tranquilo. Chegar no meio da tarde é meio "exagerado". Só que o Angelo teve uns problemas na empresa e não pode vir assim tão cedo. O resultado foi que eu pude trabalhar bastante até o meio da tarde, enquanto a Ana se divertia com a Amelie. E aí, já de noite, convidamos o casal que nos trata como se fôssemos irmãos, o Douglas e a Clara, para irem conosco ao Andrés. Eles aceitaram, deixamos a Amelie na casa da mãe da Clara e fomos para Chia, onde chegamos no famoso restaurante perto da 10 da noite.

Até bruxa tinha no Andrés Carne de Res, em Chia, próximo de Bogotá, na Colômbia

Até bruxa tinha no Andrés Carne de Res, em Chia, próximo de Bogotá, na Colômbia


Foi um programa muito gostoso, literalmente. Comida maravilhosa e muita dança, de salsa à rumba, passando por rock, lambada e samba na pista de dança. A decoração extremamente minuciosa e vintage do restaurante é realmente, como nos haviam dito, umas das grandes atrações. Só faltou ver aquele lugar bombando, como costuma ser nos finais de semana. Aí, seriam umas 500 pessoas, e não as 100 que lá haviam hoje. Em compensação, seria mais difícil ir embora num horário civilizado, como nós fomos. Afinal, amanhã temos vôo para Aruba. O táxi vai passar em casa às 11 da manhã e ainda temos de arrumar tudo para a viagem. Assim, chegar em casa por volta da três foi uma boa pedida. Mas, fica o conselho: quem passar por Bogotá num final de semana, quiser comer bem, ver gente bonita e alegre e tiver um pouco de dinheiro para gastar, vá ao Andrés Carne de Res!

Decoração vintage do Andrés Carne de Res, em Chia, próximo de Bogotá, na Colômbia

Decoração vintage do Andrés Carne de Res, em Chia, próximo de Bogotá, na Colômbia

Colômbia, Bogotá, Chia

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Curitiba, (pen)Última Vez

Brasil, Paraná, Curitiba, Ilha do Mel

Com os cunhados e a sobrinha na casa da Tia Dri, em Curitiba, no Paraná

Com os cunhados e a sobrinha na casa da Tia Dri, em Curitiba, no Paraná


A festa do casamento foi até às seis da manhã de hoje. Uma das grandes vantagens de se casar na Ilha do Mel é que por lá não há carros e nem Lei Seca. Assim, bebemos e nos divertimos o quanto queremos e não corremos o risco de sermos atropelados por algum bêbado e nem de trombar nosso próprio carro em algum poste. A sobriedade deve ser mantida até o limite de ainda termos a capacidade de encontrar o caminho de volta para a nossa pousada naquele emaranhado de trilhas que existe na ilha. Como o sol já havia raiado, o dia iluminado ajuda bastante nessa tarefa!

Deixando a Ilha do Mel, no litoral do Paraná

Deixando a Ilha do Mel, no litoral do Paraná


Partindo da Ilha do Mel, no litoral do Paraná

Partindo da Ilha do Mel, no litoral do Paraná


Acordamos perto do meio dia e fomos despertar de verdade num delicioso banho de mar na Praia de Fora. De corpo e alma lavados, era a hora de partirmos e deixarmos para trás mais uma vez esse lugar que tanto amamos. Mas ainda vamos voltar! Nossos 1000dias começaram aqui e terminarão aí também!

Com a vó Odila e a tia Dri, no apartamento delas em Curitiba, no Paraná

Com a vó Odila e a tia Dri, no apartamento delas em Curitiba, no Paraná


Com a irmã Daniella, na casa da Tia Dri, em Curitiba, no Paraná

Com a irmã Daniella, na casa da Tia Dri, em Curitiba, no Paraná


Com amãe e a irmã na casa da Tia Dri, em Curitiba, no Paraná

Com amãe e a irmã na casa da Tia Dri, em Curitiba, no Paraná


Pegamos a barca de volta ao continente e voltamos para Curitiba. Amanhã embarcamos de volta para Bariloche, onde nos espera a Fiona. Antes disso, ainda deu tempo de um último evento social, uma última despedida. Fomos jantar na casa da Tia Dri, irmã mais nova da Patrícia. Lá também estavam nossa queridíssima vó Odila, a Dani (irmã da Ana) e o Dudu (marido da Dani) e, claro, a Luiza, filha dos dois e nossa sobrinha querida.

Reencontro com a sobrinha Luiza na casa da Tia Dri, em Curitiba, no Paraná

Reencontro com a sobrinha Luiza na casa da Tia Dri, em Curitiba, no Paraná


A sobrinha Luiza não para de crescer! (casa da Tia Dri, em Curitiba, no Paraná)

A sobrinha Luiza não para de crescer! (casa da Tia Dri, em Curitiba, no Paraná)


Muita festa, muita bagunça, mais uma despedida. Essa é nossa última passagem por Curitiba antes do fim dos 1000dias. Ao longo de toda essa expedição, passamos por aqui cinco vezes, sempre procurando alguma maneira de colocá-la na rota de nossos ziguezagues pelas Américas. Além de termos de resolver algumas burocracias, o razão principal para isso é clara: reencontrar nossos familiares queridos.

Dani e a Luiza, que está chegando! (Maio de 2010)

Dani e a Luiza, que está chegando! (Maio de 2010)


Luiza com mamãe e titias, em Curitiba - PR (Julho de 2010)

Luiza com mamãe e titias, em Curitiba - PR (Julho de 2010)


Todas essas passagens por Curitiba, além de servir para revermos familiares e amigos, tem uma outra função: mostrar que o tempo está passando. Na estrada, sem muito tempo para acompanhar notícias do país ou do mundo, sempre em lugares diferentes, vivemos numa espécie de “lapso temporal”. É claro que sabemos que os dias do mês e da semana estão passando, mas nada na prática indica que o próprio tempo anda. No espelho, estamos sempre iguais. Adultos não mudam de um mês par o outro, não envelhecem de um ano para o outro. Pelo menos, não na nossa idade. Perdemos a referência, simplesmente nos movemos no espaço sem nos mover no tempo. Uma situação ideal!

Paparicando a Luiza em Curitiba - PR (Setembro de 2010)

Paparicando a Luiza em Curitiba - PR (Setembro de 2010)


Tios orgulhosos, em Curitiba - PR (Junho de 2011)

Tios orgulhosos, em Curitiba - PR (Junho de 2011)


Mas, não é bem assim. E percebemos isso claramente nas nossas passagens e repassagens por Curitiba. Isso porque aqui está o nosso “relógio”. Ele atende pelo nome de Luiza, esse pequeno ser que ainda morava no confortável ventre de sua mãe quando iniciamos os 1000dias e que, a cada vez que a vemos, está maior, mais pesada, mais inteligente, mais sapeca. Com uma luva de película, é um verdadeiro tapa na cara a cada vez que a vemos: sim, o tempo está passando!

Almoço com a Luiza, em Curitiba - PR (Julho de 2011)

Almoço com a Luiza, em Curitiba - PR (Julho de 2011)


A Luiza, nossa linda sobrinha, em Curitiba, no Paraná (Setembro de 2013)

A Luiza, nossa linda sobrinha, em Curitiba, no Paraná (Setembro de 2013)


Bom, amanhã partimos para os últimos quatro meses de viagem. Muita coisa pela frente ainda, todo o cone sul do nosso continente, as paisagens patagônicas, montanhas, geleiras, etc... Mais um tempo para “não” passar. Pelo menos, até voltarmos de vez à Curitiba e vermos a Luiza de novo. Enfim, nada mais justo... uma viagem maravilhosa dessa tem de ter o seu preço.

Brincando com a sobrinha Luiza na casa da Tia Dri, em Curitiba, no Paraná

Brincando com a sobrinha Luiza na casa da Tia Dri, em Curitiba, no Paraná


Brincando com a sobrinha Luiza na casa da Tia Dri, em Curitiba, no Paraná

Brincando com a sobrinha Luiza na casa da Tia Dri, em Curitiba, no Paraná

Brasil, Paraná, Curitiba, Ilha do Mel,

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O Dia das Cachoeiras

Brasil, Mato Grosso, Chapada dos Guimarães

A famosa cachoeira do Véu da Noiva, cartão postal mais conhecido da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso

A famosa cachoeira do Véu da Noiva, cartão postal mais conhecido da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso


O dia começou cedo novamente. Ontem, foi o dia das cavernas e hoje, o das cachoeiras. Outra vez, estávamos com o Sergio, nosso guia paulistano, mas cidadão da Chapada de coração, já há mais de duas décadas. A trilha das cachoeiras fica dentro da área do parque e para percorrê-la, é obrigatória a companhia de um guia. Como o Gabriel e a Luisa, o casal que nos acompanhou ontem, já tinha feito essa trilha, fomos apenas com o Sergio para a trilha.

Entrando no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso

Entrando no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso


Mas a primeira parada do dia não foi essa trilha que percorre sete quedas d’água, e sim o principal cartão postal da região, a cachoeira do Véu da Noiva. Aí sim, é possível ir sem guia, mas o Sergio foi conosco, já que passaria todo o dia com a gente. Fomos as primeiras pessoas do dia a entrar lá hoje, praticamente acordando o guarda na portaria.

Chegando na cachoeira do Véu da Noiva, na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso

Chegando na cachoeira do Véu da Noiva, na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso


A famosa cachoeira do Véu da Noiva, cartão postal mais conhecido da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso

A famosa cachoeira do Véu da Noiva, cartão postal mais conhecido da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso


O Véu da Noiva já vem atraindo visitantes desde o início do século passado. Foi sua imagem que popularizou a Chapada dos Guimarães em todo o país, atraindo gente de longe, como o próprio Sergio, que viu sua foto num calendário e decidiu que queria conhecer aquele lugar. Os visitantes vinham para o mirante da cachoeira e também desciam até o lago lá embaixo, para um mergulho.

O vale da cachoeira do Véu da Noiva, na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso

O vale da cachoeira do Véu da Noiva, na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso


Trilha das cachoeiras, no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso

Trilha das cachoeiras, no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso


A atração ficou tão popular que até batizados evangélicos eram realizados lá embaixo. Infelizmente, a beleza e significado do lugar começou a atrair um outro “público” também. Não foram poucas as pessoas que escolheram o Véu da Noiva para um último mergulho, diretamente dessa para outra vida. Mas não foi um caso de suicídio que levou a atração a ser interditada por mais de um ano. Foi mesmo uma cerimônia de batismo. Uma grande rocha se soltou do topo da cachoeira e, ao se despedaçar lá embaixo, uma lasca atingiu uma pessoa com a força de uma bala. A cachoeira ficou fechada por um bom tempo e só foi reaberta recentemente. Mas agora, apenas o acesso ao mirante é permitido. Nada mais de mergulhos ou batismos lá embaixo.

Uma Sempre-Viva, no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso

Uma Sempre-Viva, no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso


Flora exuberante na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso

Flora exuberante na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso


Para nós, foi mais do que o suficiente. A imagem lá de cima é mesmo belíssima e pudemos tirar nossas fotos tranquilamente, sem ter de disputar os melhores ângulos com outros turistas. A cachoeira não tem culpa das histórias que se passaram por lá e continua linda como sempre. Em seguida, aí sim, seguimos para outra entrada do parque, onde está a tal trilha das cachoeiras.

A magnífica cachoeira das Andorinhas, na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso

A magnífica cachoeira das Andorinhas, na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso


Um banho gelado na cachoeira das Andorinhas, uma das mais bonitas no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso

Um banho gelado na cachoeira das Andorinhas, uma das mais bonitas no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso


São várias delas, todas no mesmo rio. Seguimos diretamente para as duas que estão mais abaixo no curso da água, a Andorinhas e a Independência, para depois, com tranquilidade, percorrermos a trilha rio acima, passando por todas as outras, como a Prainha, o Degrau ou a Cachoeira Do Pulo.

Um banho gelado na cachoeira das Andorinhas, uma das mais bonitas no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso

Um banho gelado na cachoeira das Andorinhas, uma das mais bonitas no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso


Um banho gelado na cachoeira das Andorinhas, uma das mais bonitas no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso

Um banho gelado na cachoeira das Andorinhas, uma das mais bonitas no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso


Estamos em plena onda de frio aqui na Chapada. As pessoas podem não acreditar, mas pode fazer muito frio aqui na Chapada dos Guimarães, em pleno Mato Grosso. Ao mesmo tempo em que cidades paranaenses e catarinenses enfrentavam temperaturas negativas, nossas noites por aqui beiravam os 5 graus, principalmente com o efeito do vento. A consequência disso foi que a água do rio estava bem fria também, mas o dia lindo foi um estímulo para o mergulho, mesmo em águas geladas.

Um banho gelado na cachoeira das Andorinhas, uma das mais bonitas no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso

Um banho gelado na cachoeira das Andorinhas, uma das mais bonitas no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso


Cachoeira do Degrau, na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso

Cachoeira do Degrau, na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso


Tomamos um banho logo na primeira parada, na cachoeira das Andorinhas, a maior delas. Depois, uma a uma, fomos conhecendo, fotografando e, onde houvesse coragem e disposição, mais um mergulho.

Cachoeira do Pulo, na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso

Cachoeira do Pulo, na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso


Uma das mais belas cachoeiras na trilha das cachoeiras, no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso

Uma das mais belas cachoeiras na trilha das cachoeiras, no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso


Por fim, já lá no alto, deixamos as cachoeiras para trás e fomos conhecer a Casa de Pedra, uma espécie de caverna aberta, um refúgio perfeito para antigos animais e índios que passaram por aqui há milhares de anos. Um convite a descansar e contemplar, observar, refletir ou simplesmente, tirar uma pestana ao embalo dos barulhos da natureza ali do lado.

Chegando à Casa de Pedra, no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso

Chegando à Casa de Pedra, no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso


Descanso na bela formação conhecida como Casa de Pedra, no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso

Descanso na bela formação conhecida como Casa de Pedra, no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso


Da Casa de Pedra de volta para a Fiona e ao reencontro do Gabriel e da Luisa. Eles nos acompanhariam na nosso último passeio na Chapada dos Guimarães, as paisagens grandiosas da Cidade de Pedra, uma despedida em alto estilo desse lugar mágico no coração do Brasil.

Romantismo na bela formação conhecida como Casa de Pedra, no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso

Romantismo na bela formação conhecida como Casa de Pedra, no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso

Brasil, Mato Grosso, Chapada dos Guimarães, cachoeira, Parque, trilha, Véu da Noiva

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