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Blog do Rodrigo - 1000 dias

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La Escondida

México, Zipolite, Puerto Escondido

Fim de tarde bem gostoso na praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

Fim de tarde bem gostoso na praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


Após mais uma manhã maravilhosa de mergulhos em Zipolite, foi a hora de seguirmos em frente. Pelo menos, sairíamos de uma praia para ir a outra, Puerto Escondido. Melhor ainda, ali pertinho, menos de uma hora de viagem.

A praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

A praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


Puerto Escondido foi a Zipolite do passado. Não faz muito tempo, cerca de três décadas, tinha apenas 400 habitantes. Descoberta para o turismo pelos surfistas que desciam a costa vindos de Acapulco, a então escondida Puerto explodiu para o turismo, atraindo cada vez mais turistas e a infraestrutura que vem com eles, como hotéis e restaurantes. Hoje, é o principal destino na costa de Oaxaca. Para nós, vindos da pequena Zipolite, com apenas duas ruas e pouquíssimos carros (quase todos estacionados), foi um choque de civilização, a larga avenida costeira e a praia toda tomada de guarda-sóis dos hotéis e restaurantes litorâneos.

Oferta de massagem em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

Oferta de massagem em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


A gente se instalou num dos hotéis da praia de Zicatela, a mais badalada da cidade e fomos logo almoçar num delicioso restaurante indicado por uma das amigas de amigas da Ana via rede sociais. Por falar nisso, essa tem sido uma das nossas mais valiosas fontes de informação nessa viagem!

Fim de tarde bem gostoso na praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

Fim de tarde bem gostoso na praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


Do almoço para a praia, caminhar com o pé na areia e no mar. Aproveitamos o entardecer para ir até um mirante que separa Zicatela da praia do centro, também bastante movimentada. Ali, entre caminharmos um pouco mais para conhecermos a região central ou voltar e assistir o pôr-do-sol de camarote em Zicatela, optamos pela segunda opção!

A concorrida praia central de Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

A concorrida praia central de Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


Mais difícil foi escolher entre ver o espetáculo do astro-rei de dentro ou de fora d’água. Aqui, deu um rigoroso empate! Tomamos um banho delicioso nas águas douradas pelo poente e ainda subimos o pequeno barranco de areia para ver o sol se afundando nas águas do Pacífico. Espetacular!

Visitando Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

Visitando Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


De noite, ainda fomos num bar-restaurante que oferecia um show de salsa com o pé na areia. Soma-se a isso um par de coquetéis, uma boa comida mexicana e um céu estrelado e podemos dizer que tivemos uma noite memorável. Voltando para o nosso hotel caminhando pela praia, ainda dei uma procurada na famosa “escondida”, a valente índia que deu nome à cidade. Ela era uma mixteca capturada por piratas para “ajudar” na dura vida de marinheiros que cruzam os mares sem destino e sem companheiras. Mas aproveitou-se do descuido dos seus captores quando passavam por aqui, pulou na água e nadou para a praia. Os piratas foram atrás, mas não a encontraram. Sempre que voltavam àquela baía, buscavam pela índia novamente, mas a “escondida” não queria saber de vida nos mares! Enfim, nem os piratas nem nós a encontramos. Ainda bem! Vida longa e livre à valente índia mixteca!

Acompanhando pôr-do-dol na praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

Acompanhando pôr-do-dol na praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

México, Zipolite, Puerto Escondido, Praia

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Celebrando Nosso Giro na Islândia

Islândia, Reykjavik

Delicioso jantar no Perlan, restaurante giratório de arquitetura moderna em Reykjavik, capital da Islândia

Delicioso jantar no Perlan, restaurante giratório de arquitetura moderna em Reykjavik, capital da Islândia


Depois de sete dias intensos pelo país, quase 2 mil quilômetros de estradas ao redor da ilha, incontáveis cachoeiras, fontes termais, geleiras, caminhadas por montanhas e vulcões e até um mergulho em águas geladas, era a hora de comemorarmos tudo isso. Nada melhor que um bom restaurante na capital Reykjavik seguido por algumas cervejas em um pub da moda na cidade.



Tratamos de tirar a mão do bolso e investir num bom restaurante. Até então, exceto por um delicioso almoço em Myvatn, nossas refeições por aqui tinham se limitado a cafés da manhã nos hostels, lanches corridos na estrada, alguma torta em pequenos cafés. Um vinho aqui ou ali numa noite fria, comprados em supermercados. Afinal, o ritmo de viagem era frenético, muita coisa para se ver e fazer em pouco tempo. Mas não hoje! Depois de percorrermos as atrações do Golden Circle, voltamos à capital ainda com a luz do dia e tratamos de achar um bom restaurante. Para mais tarde, já tínhamos marcado encontro com o Kevin, nosso simpático e excelente guia de mergulho na fenda que divide a América da Europa. Agora, ele seria nosso guia na night de Reykjavik.

Degustando taça de vinho no Perlan, restaurante giratório de arquitetura moderna em Reykjavik, capital da Islândia

Degustando taça de vinho no Perlan, restaurante giratório de arquitetura moderna em Reykjavik, capital da Islândia


Delicioso jantar no Perlan, restaurante giratório de arquitetura moderna em Reykjavik, capital da Islândia

Delicioso jantar no Perlan, restaurante giratório de arquitetura moderna em Reykjavik, capital da Islândia


O restaurante escolhido foi o Perlan, que em islandês quer dizer “Pérola”. É uma construção moderna, toda envidraçada e que fica no alto de uma colina próxima do centro da cidade. Para melhorar, as mesas ficam em uma plataforma giratória. Assim, durante toda a refeição, temos excelentes vistas da cidade e da baía onde ela está localizada.

Delicioso jantar no Perlan, restaurante famoso em Reykjavik, capital da Islândia

Delicioso jantar no Perlan, restaurante famoso em Reykjavik, capital da Islândia


Normalmente, é preciso reserva para comer lá, mas como chegamos bem cedo, encontramos mesa. A gente, no nosso visual “mochileiro”, destoava um pouco do público presente, mas não importa, fomos logo pedindo vinho e entrada. O negócio era aproveitar aquela oportunidade única. E assim foi, um verdadeiro e saboroso banquete!

Nossa maravilhosa sobremesa no Perlan, famoso restaurante de Reykjavik, capital da Islândia

Nossa maravilhosa sobremesa no Perlan, famoso restaurante de Reykjavik, capital da Islândia


A vista estava mesmo magnífica, principalmente com as luzes de final de tarde. A comida também, até o fechamento com chave de ouro de uma sobremesa de dar água na boca, principalmente para quem gosta tanto de frutas como eu! Acompanhado de bom vinho, tudo era festa. Enfim, valeu cada centavo investido. Nossas aventuras nesse incrível país mereciam isso.

Vista de Reykjavik, capital da Islândia, do alto do restaurante giratório Perlan

Vista de Reykjavik, capital da Islândia, do alto do restaurante giratório Perlan


Vista de Reykjavik, capital da Islândia, do alto do restaurante giratório Perlan

Vista de Reykjavik, capital da Islândia, do alto do restaurante giratório Perlan


Em seguida, voltamos ao nosso hotel, deixamos o carro por lá e encontramos o Kevin na portaria. Caminhamos juntos para o centro e ele nos levou num delicioso pub irlandês. Para quem não conhece, os irlandeses se parecem com latinos, são animados, festivos, acolhedores. E assim era o pub, muita gente se confraternizando. Juntos, tomamos algumas Guinness (amo!!!) e outras cervejas irlandesas que ele conhecia. A conversa foi sobre mergulhos, sobre a vida na Islândia, sobre a história conjunta de irlandeses e islandeses. Enfim, foi muito gostoso. A melhor última noite que poderíamos ter nesse país. Amanhã, ainda tem um passeio rápido pela cidade e depois, direto para o aeroporto e para Orlando, nos EUA, onde nos espera a saudosa Fiona!

A catedral luterana de Reykjavik, capital da Islândia

A catedral luterana de Reykjavik, capital da Islândia

Islândia, Reykjavik, Arquitetura, comida

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Pinturas e Mirantes na Serra da Capivara

Brasil, Piauí, São Raimundo Nonato (P.N. Serra da Capivara)

Paisagem da Toca do Catitu II, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Paisagem da Toca do Catitu II, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


O Parque Nacional da Serra da Capivara é espetacular! Um dos mais antigos (1979) e bem organizados parques do país, atração de nível internacional, tem como principais atrativos os sinais dos mais antigos habitantes das américas além de paisagens dramáticas, grandes rochedos que se erguem sobre a caatinga e são testemunhos de outras épocas, quando a região tinha clima tropical e era habitado por preguiças gigantes e tigres dente de sabre.

Procurando a sombra durante caminhada na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Procurando a sombra durante caminhada na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


O parque é fruto da luta de uma mulher, meio brasileira meio francesa, uma heroína de nossa época, a arqueóloga Niède Guidon. Desde o início dos anos 70 ela frequentava e pesquisava os sítios arqueológicos da região e conseguiu, ainda no tempo do General Figueiredo, que um parque fosse criado para proteger os tesouros arqueológicos da Serra da Capivara. Aliás, o próprio nome da serra vem das pinturas onde os antigos moradores indentificavam capivaras, apesar de não existir nenhuma aqui por perto, nem em registros fósseis.

Pintura de veado galheiro na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Pintura de veado galheiro na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


Observando pinturas rupestres na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Observando pinturas rupestres na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


São centenas de paredões que se erguem sobre a caatinga, vários deles repletos de pinturas rupestres, algumas com 10 mil anos de idade. As pinturas retratam animais que viviam aqui naquele tempo, cenas do cotidiano daqueles povos, como rituais, caça e sexo ou desenhos abstratos que talvez nunca conheçamos o real significado. São mais de mil sítios arqueológicos, pouco mais de uma centena deles abertos à visitação. Em alguns sítios é possível passar horas admirando e tentando entender as pinturas. Em outros, passamos as mesmas horas admirando a natureza esplendorosa ao nosso redor. Por isso, é um parque que exige bastante tempo para se conhecer. O melhor a fazer e contratar um guia experiente, combinar o que se deseja ver e deixar que ele mesmo faça o roteiro para pelo menos arranhar um pouco a superfície desse verdadeiro universo de conhecimento.

Pintura Rupestre de macaco e filhote, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Pintura Rupestre de macaco e filhote, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


Foi o que fizemos. Temos três dias para passear pelo parque e contratamos o Rafael, um excelente guia, tanto no trato como no conhecimento, para nos guiar por essa região fantástica. Dissemos à ele que queríamos pinturas e paisagens, além de todo o conhecimento possível que ele pudesse passar. Formado em Geografia pela Universidade do Piauí e conhecedor da geologia, história e estórias da região, ele foi nos dando aulas e aulas enquanto andávamos pela quente caatinga ou nos refrescávamos nas sombras das tocas, ou "cuestas" onde se encontram as pinturas.

Toca com várias pinturas rupestres na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Toca com várias pinturas rupestres na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


Discutimos bastante também sobre a teoria da chegada do homem às américas. A teoria antiga e ainda vigente nos livros mais tradicionais diz que o homem chegou no nosso continente por Bering, entre Sibéria e Alaska, há uns 13 mil anos. Mas Niède diz que os homens já estavam por aqui há muito mais tempo, perto de 100 mil anos atrás. Teriam vindo da África diretamente pelo Atlântico. E também da Polinésia, pelo Pacífico. No parque há sinais indiretos da presença do homem por aqui de 50 mil anos (restos de uma fogueira). O debate é acalorado, mas de uma coisa podemos ter certeza: a teoria tradicional está completamente furada e certamente a data de chegada deve ser "empurrada" para trás. Quanto para trás, esta é a questão. E é aqui, no interior do Piauí, onde está uma das fronteiras que vão nos ajudar a entender melhor a nossa história. Nossa, do homem das américas e de toda a raça humana.

Ruínas de antigo forno de farinha sob toca na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Ruínas de antigo forno de farinha sob toca na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


No nosso primeiro dia no parque, estivemos em várias tocas para observar as pinturas. Tocas como da Roça do Brás, do Macaco, do Sítio do Meio e do Boqueirão Pedro Rodrigues, entre outras. Muitas tem o nome de seus antigos proprietários, maniçobeiros que desbravaram a região. Maniçoba é uma prima da seringueira e dela se faz borracha. Era o que impulsionava a economia da região há 100 anos. Essas pessoas muitas vezes viviam sob as tocas e ali faziam suas fogueiras e fabricavam suas farinhas. As pinturas acima não tinham muito valor para eles e muitas se perderam pelo desgaste. Foi a criação do Parque que salvou esse tesouro, para alegria da civilização e tristeza de muitos dos proprietários e antigos senhores da região.

Setas indicativas na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Setas indicativas na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


Passamos também por partes da principal trilha do parque, a Hombu, que corta vales, canyons, caatinga, tocas e leitos de antigos rios. Estivemos em mirantes que nos proporcionaram vistas fantásticas da paisagem do lugar, com suas pedras e rochedos que tanto lembram a Capadócia, exceto pelo verde da caatinga. Aliás, esse verde serviu para desmontar o mito arraigado em mim de que a caatinga é sempre seca e desfolhada. Caatinga quer dizer Floresta (tinga) Branca (Caa), mas nessa época ela é bem verdinha!

Paisagem da Toca do Catitu II, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Paisagem da Toca do Catitu II, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


Os mirantes mais belos que estivemos são o da Toca Catitu II e o do "Alto do Fundo do Baixão da Pedra Furada". Lá de cima, ficamos tentando imaginar como era a região há 10 mil anos, com rios caudalosos, mega fauna e floresta tropical. Os rochedos são testemunha disso tudo e cabe a nós tentar ouvi-los e entendê-los nas suas "lembranças", na forma de sedimentos e camadas estratigráficas.

Paisagem na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Paisagem na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


No fim do dia, ainda fomos visitar o Museu do Homem Americano, que guarda algumas das principais descobertas arqueológicas da regiãos, desde ossos humanos e de animais pré-históricos até utensílios usados por esses nossos primos distantes numa época em que o mundo era bem diferente do que conhecemos hoje.

Museu do Homem Americano em São Raimundo Nonato - PI

Museu do Homem Americano em São Raimundo Nonato - PI


Cartazes no Museu do Homem Americano em São Raimundo Nonato - PI

Cartazes no Museu do Homem Americano em São Raimundo Nonato - PI


Um dia cheio que encheu nossas mentes de indagações e admiração. E nos deixou sedentos para voltar ao parque e continuar nossas explorações...

Beijo na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Beijo na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


A famosa Pedra Furada, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

A famosa Pedra Furada, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Brasil, Piauí, São Raimundo Nonato (P.N. Serra da Capivara), arte, Parque, pinturas rupestres, Serra da Capivara, trilha

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Um Dia Difícil...

Estados Unidos, Flórida, Miami, México, Cidade do México, Jamaica, Montego Bay

Trabalhando no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos, na escala entre o México e Jamaica

Trabalhando no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos, na escala entre o México e Jamaica


Às vezes, para quem acompanha este blog, parece que tudo sempre corre às mil maravilhas na nossa viagem e que só temos bons momentos. Bom, para falar a verdade, a porcentagem de “bons momentos” realmente é bem grande no nosso dia a dia, mas também temos as nossas dificuldades, problemas e angústias. Não falamos (ou escrevemos) muito sobre eles, mas que passamos por eles, passamos.

Hoje, por exemplo, foi fuego. Acordamos cedo para pegar o táxi para o aeroporto e um trânsito mais livre que o esperado nos permitiu chegar com bastante antecedência. Era isso o que eu queria, porque ainda iria passar na imigração para conversar sobre o problema do nome e sobrenome no visto mexicano e assim, quem sabe, não ter problemas na volta.

Foi quando começaram as agruras... No balcão da Aeromexico, não conseguiam achar nossos nomes na lista do voo. Eu tinha comprado as passagens já há umas duas semanas, por internet. Fuça daqui, pesquisa dali, descobrimos que o espertão tinha sim comprado as passagens, mas para o dia 26 de Fevereiro, daqui a um mês!!! Aí, começou a corrida para tentar mudar a data das passagens, já que o voo Mexico-Miami ainda tinha vagas. A perna Miami-Jamaica, só com a American...

Entre México e Jamaica, escala no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos

Entre México e Jamaica, escala no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos


Exatamente por ser um voo compartido entre duas companhias aéreas, eu só poderia fazer a mudança de datas, dos dois trechos, com a American, no distante Terminal 1. E lá fomos nós, de ônibus, para lá. Enquanto a Ana ficou na longa fila da companhia, eu passei um bom tempo no telefone com a American. No fim, chegou a vez da Ana e foi mesmo no balcão que conseguimos resolver tudo. Pagando, é claro! A passagem que tinha saído bem baratinha, acabou ficando cara. Mas, fazer o quê?

O problema foi que acabamos voando com a American mesmo, para Miami, num voo uma hora mais cedo que o da Aeromexico. Assim, não precisamos voltar ao Terminal 2 mas, em compensação, perdi qualquer chance de falar com a imigração. Agora, isso vai ficar mesmo para a volta. Até o documento da importação temporária da Fiona eu estou levando, para mostrar à imigração na volta. Um argumento a mais para entrar, além do carimbo recente de que eu já entrei no país. Vai dar tudo certo...

Trabalhando no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos, na escala entre o México e a Jamaica

Trabalhando no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos, na escala entre o México e a Jamaica


Enfim, foi uma correria pelos corredores do aeroporto, mas chegamos em tempo para embarcar às 11 da manhã para Miami. Voo tranquilo e chegamos mais uma vez a esta cidade e aeroporto que já passamos tantas vezes nesses 1000dias. A última vez já faz quase 2 anos, em Maio de 2010, depois do primeiro tour caribenho e de volta ao Brasil para sair com a Fiona pelas estradas nacionais. Parece que foi ontem!

Passamos pela imigração americana sem problemas e nos preparamos para a longa espera até o voo para Montego Bay. Quase cinco horas de enrolações e embarcamos novamente. Miami, na próxima vez, já vai ser de Fiona!!! Ahn, aproveitamos esse tempo para comprar uma câmera nova, já que nossas queridas Nikon e Sony ficaram na manutenção na Cidade do México. Já estamos com saudades! Quem vai nos acompanhar este mês no Caribe é uma Lumix!

Era um pouco depois das nove da noite quando chegamos em Montego Bay, o principal destino turístico da Jamaica. Junto com amigos, sonhamos em comemorar aqui nossa formatura universitária, há quase 18 anos. Foi todo esse tempo que precisei esperar para que o sonho de conhecer a terra de Bob Marley se concretizasse! E, na verdade, precisei esperar um pouco mais. Na imigração, quando souberam que vínhamos do México, fomos imediatamente encaminhados para uma médica de plantão. Tudo por causa da gripe suína que voltou a matar em terras mexicanas. O problema era que a Ana estava com uma rinite fortíssima e ficamos na dúvida se a doutora gostaria disso... Bem, ela deu uma disfarçada na hora, passamos pela médica, pela imigração e estávamos de novo no Caribe!

Os infinitos corredores do aeroporto de Miami, nos Estados Unidos

Os infinitos corredores do aeroporto de Miami, nos Estados Unidos


Táxi para o hotel e lá, mais uma surpresa: desconheciam a nossa reserva, feita através do site hotel.info. A dificuldade era que não só eles estavam lotados, mas também todos os hotéis da cidade. Um festival de blues e jazz neste fim de semana trouxe milhares de pessoas à cidade. Depois de muito choro, conseguimos um quarto ali mesmo, com a promessa de pagar por ele caso não tivessem nenhuma informação do tal site até o dia seguinte.

Finalmente instalados, a rinite da Ana virou uma tremenda enxaqueca. Pelo menos, já tínhamos quarto e banheiro! E também a certeza de que o dia de amanhã será muito melhor que o de hoje e que a Jamaica sorrirá para nós, assim como todos os outros países anteriormente!

Estados Unidos, Flórida, Miami, México, Cidade do México, Jamaica, Montego Bay,

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Dificuldades e o Visto

Brasil, Amapá, Macapá

Kite surfing no Rio Amazonas, em Macapá - AP

Kite surfing no Rio Amazonas, em Macapá - AP


Hoje tiramos o dia para ficar no quarto, ar condicionado ligado, trabalhando e relaxando. Faz tempo que ansiávamos por isso. E aqui, precisando ver e resolver tantas coisas na internet, esperar pelo visto e cansados da correria dos dias anteriorres, foi o lugar perfeito para "tal dia".

Treinamento da Polícia Militar na orla em Macapá - AP

Treinamento da Polícia Militar na orla em Macapá - AP


Mas o tal relaxamento foi só físico, pois mentalmente estivemos muito ocupados! É tudo tão mais fácil quando podemos chegar nos lugares simplesmente dirigindo a Fiona. Só que existe um negócio chato chamado "fronteira". Aí, já não basta ter rodas. É preciso também vencer a burocracia. Bom, para obter o visto de entrada na Guiana já tínha feito tudo o que podia e só estava na torcida. Agora, meu "problema" era outro. Não mais as fronteiras, mas o oceano. Nosso projeto inclui todos os países e possessões do Caribe e para lá a Fiona não vai. Quase também não há problemas de vistos. Não, aqui a questão é outra! É simplesmente muito caro viajar para as ilhas caribenhas, uma à uma. Falo das passagens de avião. Lá dentro, a gente se vira, nem que tenha de passar um pouco de fome, hehehe.

Polícia Militar aproveira a 'maré baixa' do Rio Amazonhas para treinamento de cadetes, em Macapá - AP

Polícia Militar aproveira a "maré baixa" do Rio Amazonhas para treinamento de cadetes, em Macapá - AP


A dificuldade está em fazer o mais inteligente itinerário possível, dentre as dezenas de companhias aéreas, minimizando preço. Partir de onde? Com qual companhia? Quais ilhas de cada vez? Por exemplo, voar da Venezuela é caríssimo. Um montão de taxas! Até uma "taxa sobre luxo" existe. Barato é sair da Colômbia ou Panamá. Mas quem disse que suas companhias aéreas voam para as ilhas que queremos? E, para complicar, temos que pensar aonde deixar a Fiona nessas idas ao Caribe. Por exemplo: voar da Guiana, nem pensar. Dizem ser impossível encontrar lugar em Georgetown para deixar nosso carro. Faroeste total!

Cadetes da PM correm pelas ruas de Macapá - AP

Cadetes da PM correm pelas ruas de Macapá - AP


Bom, foi essa a minha diversão por algumas horas. E no final, apenas possibilidades, nada fechado. Estamos imaginando voar do Suriname para Trinidad e Tobago, de lá para San Martin (e as muitas ilhas-países à sua volta) e Antígua e Barbuda. Seriam uns dez países numa perna só, sem contar as três Guianas. Bom, tudo re-planejado, a única coisa resolvida foi esperar chegarmos ao Suriname para decidir. Afinal, não vamos comprar passagens antes de acharmos lugar seguro para a Fiona, né?

Na orla do rio Amazonas, em Macapá - AP

Na orla do rio Amazonas, em Macapá - AP


Meio da tarde, corpo descançado e cabeça quente, saímos para arejar, caminhando um pouco na orla e almoçando um Tucunaré na Manteiga, de frente para o Amazonas. Olhar essas coisas grandes da natureza sempre me acalma. Olho para eles e imagino o "grau de preocupação" do Amazonas, do sol ou da lua com os meus problemas. Absolutamente nenhum! Amanhã, o que quer que aconteça, o rio vai continuar a correr e o sol vai continuar a nascer. Inspirado por eles, por seu "despreendimento", relaxo...

Observando a orla em Macapá - AP

Observando a orla em Macapá - AP


Na volta para a pousada, duas boas notícias: a carta do seguro da Fiona (email) chegou. Não tão detalhada como eu queria, mas chegou. Chegou também a liberação da nossa entrada na Guiana. O próprio Jeff, cônsul honorário francês em Macapá me deu a notícia.

Belo fim de tarde na orla em Macapá - AP

Belo fim de tarde na orla em Macapá - AP


É, amanhã, o sol vai nascer, o Amazonas continuará a correr e nós seguiremos a longa estrada para Oiapoque, extremo norte do Amapá, fronteira com a Guiana Francesa.

Brasil, Amapá, Macapá,

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Rio Grande: História, Museus e a Lagoa

Brasil, Rio Grande Do Sul, Rio Grande

Igreja mais tradicional de Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul

Igreja mais tradicional de Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul


Chegamos ontem de tarde em Rio Grande e fomos logo procurar algum hotel para ficar. Bastaram alguns minutos dirigindo pela cidade e, principalmente, um pouco mais tarde, outros minutos caminhando pelo centro histórico, para perceber a quantidade e intensidade de história que se esconde nas antigas ruas e fachadas de Rio Grande. Nós até cogitamos nos hospedar no Hotel Paris, ele mesmo um prédio histórico e um dos mais tradicionais e antigos da cidade, mas ao final, considerando localização, conforto e barulho, acabamos nos decidindo por um melhor localizado e mais moderno. Hoje cedo, depois de uma noite bem dormida para nos recuperar da longa viagem desde o Uruguai, estávamos prontos para sair de novo pelas ruas da cidade, agora com mais tempo e disposição para explorá-la e aprender um pouco de sua rica história e tradição.

Paris Hotel, um dos mais antigos de Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul

Paris Hotel, um dos mais antigos de Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul


Prédio sede da Polícia Federal em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul

Prédio sede da Polícia Federal em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul


Rio Grande, hoje, é um dos cinco portos mais movimentados da costa brasileira. A cidade está bem próxima ao oceano, mas não de frente ao mar. As águas que se veem em Rio Grande e seu movimentado porto são da Lagoa dos Patos, o maior lago do país. Aqui começa justamente o canal que liga o enorme lago ao mar, ao mesmo tempo em que oferece porto seguro aos navios que chegam ou partem para o agitado Oceano Atlântico. Foi essa posição estratégica, na boca da Lagoa dos Patos, que atraiu portugueses e espanhóis, que tanto lutaram pela sua posse alguns séculos atrás. Venceram os portugueses, mas algumas décadas mais tarde, foi a vez de monarquistas e republicanos disputarem a posição estratégica da cidade.

Sobrado dos Azulejos, um dos prédios históricos de  Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul

Sobrado dos Azulejos, um dos prédios históricos de Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul


Detalhe do Sobrado dos Azulejos, em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul

Detalhe do Sobrado dos Azulejos, em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul


Inicialmente, como preconizava o Tratado de Tordesilhas, todo o território que hoje corresponde ao Rio Grande do Sul era considerado sujeito à coroa espanhola. O início da colonização europeia da região se deu através das missões jesuíticas, instaladas no interior do estado com o intuito de evangelizar os índios guaranis e torná-los súditos do Deus católico e do rei de Espanha. Mas o litoral gaúcho continuava desabitado, frequentado apenas por barcos que iam e voltavam do sul do continente e do já movimentado Rio da Prata. Aliás, foi aí que, no final do séc. XVII, os portugueses haviam fundado a cidade de Colonia del Sacramento. Então, cinco décadas mais tarde, em 1737, com o intuito de facilitar a comunicação e comércio entre as duas cidades portuguesas mais importantes ao sul de São Paulo, a própria Colonia e a cidade de Laguna, no sul de Santa Catarina, que expedições portuguesas fundaram o embrião de duas novas cidades, uma de cada lado do canal de ligação entre a Lagoa dos Patos e o Oceano Atlântico. Eram elas Rio Grande e São José do Norte. São as duas mais antigas cidades gaúchas se desconsiderarmos as missões jesuíticas, de origem espanhola.

Prédio do antigo Quartel General em Rio Grande, hoje alguma secretaria de governo, no sul do Rio Grande do Sul

Prédio do antigo Quartel General em Rio Grande, hoje alguma secretaria de governo, no sul do Rio Grande do Sul


Mapa mostrando o Canal São Gonçalo, ligação natural entre as duas maiores lagoas do Brasil (Patos e Mirim) e a travessia de balsa através da boca da Lagoa dos Patos, entre Rio Grande e São José do Norte (sul do Rio Grande do Sul)

Mapa mostrando o Canal São Gonçalo, ligação natural entre as duas maiores lagoas do Brasil (Patos e Mirim) e a travessia de balsa através da boca da Lagoa dos Patos, entre Rio Grande e São José do Norte (sul do Rio Grande do Sul)


O nome Rio Grande, que não só batizou a cidade como o próprio estado, era justamente uma referência a este canal de ligação, quase um rio, entre a enorme lagoa e o mar. Felizes com a ocupação do novo território, os portugueses não demoraram para criar a nova capitânia de São Pedro do Rio Grande do Sul, com a capital no povoado de Rio Grande, em 1760. Quem não estava feliz eram os rivais espanhóis, que ainda lutavam para fazer valer as letras do Tratado de Tordesilhas. Em 1763, o espanhol Pedro de Ceballos partiu de Buenos Aires com um exército e conquistou não apenas Colonia del Sacramento, mas também a própria Rio Grande. Em seguida, cruzou o canal e também expulsou os portugueses de São José do Norte. Foram esses portugueses expulsos que foram se estabelecer mais ao norte, na cidade de Viamão e, logo ao lado, em Porto dos Casais, a futura capital do estado, depois de rebatizada para Porto Alegre. Mais ao sul, após violento combate, os portugueses reconquistaram São José do Norte quatro anos mais tarde, mas a cidade de Rio Grande permaneceu em mãos espanholas por 13 anos, até 1776.

Visita ao Museu Oceanográfico em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul

Visita ao Museu Oceanográfico em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul


Visita ao Museu Oceanográfico em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul

Visita ao Museu Oceanográfico em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul


Os espanhóis quase retornaram no ano seguinte. O mesmo Pedro de Ceballos havia acabado de conquistar a Ilha de Santa Catarina, mais ao norte, e pouco antes de atacar Rio Grande, foi detido por uma carta vinda da Europa. Portugal e Espanha haviam acabado de assinar um acordo de paz e os espanhóis reconheciam a soberania portuguesa nos territórios de Santa Catarina e boa parte do Rio Grande do Sul. A cidade pode viver e se desenvolver em paz por pouco mais de meio século, embora não fosse mais a capital da província.

Borboletário em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul

Borboletário em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul


Borboletário em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul

Borboletário em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul


Então, em 1835, ela se viu envolvida novamente na guerra. Dessa vez, com o Brasil já independente, eram monarquistas contra republicanos. Foram os anos da chamada “Guerra dos Farrapos”, onde uma república independente do Rio Grande do Sul subsistiu por praticamente 10 anos contra as tropas imperiais de Dom Pedro II. Por praticamente toda a duração do conflito, as tropas separatistas gaúchas controlaram todo o interior do estado, mas Rio Grande e Porto Alegre permaneceram sempre em mãos do governo central do Império. Rio Grande até voltou a ser a capital e os combates foram renhidos na vizinha São José do Norte, que chegou a cair em mãos republicanas. O fim da guerra, em 1845, trouxe estabilidade política e social novamente à cidade.

Matando a saudade de pinguins no Museu Oceanográfico de Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul

Matando a saudade de pinguins no Museu Oceanográfico de Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul


Matando a saudade de pinguins no Museu Oceanográfico de Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul

Matando a saudade de pinguins no Museu Oceanográfico de Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul


Quando caminhamos pelo centro histórico de Rio Grande nos dias de hoje, as fachadas clássicas de construções centenárias ainda remetem a lembranças esses tempos heroicos e agitados. Rio Grande pode ter perdido a importância política que já teve, mas o pioneirismo de sua população continuou evidente por muito tempo. Por exemplo, foi aqui que foi criado o primeiro balneário do país, a Praia do Cassino, ainda no final do século XIX. Aqui também está o clube de futebol mais antigo do Brasil em atividade, algumas semanas mais velho que a Ponte Preta de Campinas, a segunda da lista. O Sport Club Rio Grande foi fundado em Julho de 1900, mas faz muito tempo que só frequenta a 2ª e 3ª divisão do futebol gaúcho. É da cidade também a minha mulher a se formar em Medicina no Brasil, Rita Lobato Velho, que se formou médica em 1887.

Um leão-marinho nada em seu tanque no Museu Oceanográfico de Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul

Um leão-marinho nada em seu tanque no Museu Oceanográfico de Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul


Um leão-marinho nada em seu tanque no Museu Oceanográfico de Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul

Um leão-marinho nada em seu tanque no Museu Oceanográfico de Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul


Depois de caminhar bastante por entre os casarões antigos da cidade, nós fomos à outra das granes atrações turísticas de Rio Grande: um complexo de museus. Em uma mesma área, estão instalados dois museus pioneiros no país, o Museu Oceanográfico e o Museu Antártico. O primeiro é considerado o mais importante do gênero na América do Sul e foi fundado em 1953. Muita informação distribuída em diversos painéis informativos, aquários e coleções de conchas e moluscos., além de réplicas de animais maiores. No aquário, eu e a Ana pudemos matar as saudades dos pinguins, que tanto vimos na nossa viagem para a Antártida, além de um solitário leão-marinho.

Poço de tartarugas no Museu Oceanográfico de Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul

Poço de tartarugas no Museu Oceanográfico de Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul


Visita ao Museu Antártico, em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul

Visita ao Museu Antártico, em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul


No Museu Antártico, um anexo do Museu Oceanográfico, podemos ler a prender sobre o programa brasileiro na Antártida. Há inclusive réplicas doas moradias e laboratórios instalados no continente antártico. Pelo menos, de como eles eram, pois a base brasileira na Comandante Ferrás foi recentemente destruída por um incêndio, um duro golpe nas nossas aspirações polares. Enquanto ela não é reconstruída, agora maior e mais moderna, só nos resta mesmo ver essas réplicas no museu de Rio Grande.

Visitando réplicas das acomodações brasileiras em sua base na Antártida, no Museu Antártico, em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul

Visitando réplicas das acomodações brasileiras em sua base na Antártida, no Museu Antártico, em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul


Veículo usado na base brasileira na Antártida, no Museu Antártico, em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul

Veículo usado na base brasileira na Antártida, no Museu Antártico, em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul


Tínhamos caminhado até lá, mas a volta para o hotel foi de táxi. Estava na hora de fazermos o check-out. Aí, já de Fiona, seguimos para o local de onde sai a balsa que atravessa o canal da Lagoa dos Patos rumo a São José do Norte. Essa não é a principal rota de quem segue para o norte do estado e para a capital. Isso seria pela BR-116, em direção a Pelotas e depois, Porto Alegre. Mas nós queríamos seguir pela BR-101, que segue ao lado do litoral, pela estreita faixa de terra que separa a Lagoa dos Patos do Oceano Atlântico. Para chegar até lá, o primeiro passo é tomar a balsa.

Balsa entre Rio Grande e São José do Norte, do outro lado do canal da Lagoa dos Patos, no sul do Rio Grande do Sul

Balsa entre Rio Grande e São José do Norte, do outro lado do canal da Lagoa dos Patos, no sul do Rio Grande do Sul


Na balsa, durante a travessia do canal da Lagoa dos Patos, entre Rio Grande e São José do Norte, no sul do Rio Grande do Sul

Na balsa, durante a travessia do canal da Lagoa dos Patos, entre Rio Grande e São José do Norte, no sul do Rio Grande do Sul


Então, lá fomos nós. Cruzamos o movimentado canal em uma balsa cheia de caminhões, Rio Grande foi ficando para trás, sua orla formada por construções antigas e desgastadas. Logo atrás, estavam o Hotel Paris e a bela Casa dos Azulejos, arquitetura típica portuguesa. Mais uma balsa no percurso da Fiona, dessa vez em terras brasileiras...

Com o Joca, na balsa entrte Rio Grande e São José do Norte, no sul do Rio Grande do Sul

Com o Joca, na balsa entrte Rio Grande e São José do Norte, no sul do Rio Grande do Sul


Chegando a São José do Norte, no sul do Rio Grande do Sul

Chegando a São José do Norte, no sul do Rio Grande do Sul


Não demorou muito e a bela fachada centenária de São José do Norte aparecia na nossa frente. Apesar da aparência charmosa, não nos detivemos muito por aí. Ainda tínhamos um longo caminho pela frente a percorrer no dia de hoje. Nossa ideia era chegar até algum dos balneários frequentados pelos habitantes de Porto Alegre, mas ainda não sabíamos qual. Com a honrosa exceção de Torres, nós, moradores dos estados mais ao norte, pouco sabemos das praias gaúchas. Também, com a beleza das praias catarinenses, para quê seguir mais ao sul? Mas agora que viemos da direção oposta, a história é outra...

Tempo para um cigarro na balsa entre Rio Grande e São José do Norte, no sul do Rio Grande do Sul

Tempo para um cigarro na balsa entre Rio Grande e São José do Norte, no sul do Rio Grande do Sul

Brasil, Rio Grande Do Sul, Rio Grande, Arquitetura, história, Lago, Lagoa dos Patos

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Pedalando Pela Orla de Maceió

Brasil, Alagoas, Maceió

Mar da praia de Pajuçara, em Maceió - AL

Mar da praia de Pajuçara, em Maceió - AL


Chegando em Maceió e lendo sobre a cidade no Guia Quatro Rodas, descubro que há uma ciclovia recém inaugurada entre Pajuçara e Jatiuca, duas das principais praias da cidade. Chegando ao Íbis, nosso hotel na cidade, descubro que ele oferece bicicletas aos hóspedes, para alugar. O Íbis fica no comecinho de Pajuçara. No fim de Jatiuca, está o Hotel Jatiuca, palco da minha primeira grande viagem, há 30 anos!

Passeando de bicicleta pela orla de Maceió - AL

Passeando de bicicleta pela orla de Maceió - AL


Pronto! Juntando uma coisa com outra com a outra, tínhamos o programa perfeito para hoje: pedalar pela linda orla da cidade. E assim o fizemos!

Já disse isso em outro post, mas não custa repetir. A cor verde do mar daqui é absolutamente impressionante. Inacreditável aos olhos de um mineiro ou uma paranaense, acostumados com os mares do sul e sudeste. Acho que, em termos de cor de mar, é o que temos de mais próximo das ilhas do caribe. A água não é transparente, como em Noronha, Abrolhos ou o mar próximo ao Recife. Mas a cor é demais da conta. As fotos do post mostram um pouco disso.

Jangadas em Maceió - AL

Jangadas em Maceió - AL


A gente passou ao lado das jangadas que levam turistas às piscinas naturais, bem mais próximas da costa do que as Galés em Maragogi. No verão de 1981, lá se vão 30 anos, meu pai trouxe toda a família para uma temporada no então novinho em folha Hotel Jatiuca. Minha primeira vez fora da região sudeste. Minha primeira viagem de avião com mais de uma hora de duração. Minha primeira vez num grande hotel com a família. Minha primeira visão de uma mar dessa cor. Enfim, guardo essa viagem num lugar especial do coração e da memória. Entre elas, o passeio de jangada até às piscinas.

Hotel Jatiuca em Maceió - AL

Hotel Jatiuca em Maceió - AL


Por isso, fiz questão de pedalar até esse hotel. Na época, lembro que era meio afastado da cidade. Hoje não, é praticamente no centro. Foi ótimo revê-lo, memórias voltaram, pude contar bastante coisa para a Ana que, nessa época, ainda crescia no ventre materno, pouco maior do que um feijão.

Admirando o mar de Ponta Verde em Maceió - AL

Admirando o mar de Ponta Verde em Maceió - AL


Na volta, paramos num lounge bar bem agitado, DJ mandando bem na beira da praia. Ali ficamos, nadamos, assistimos ao pôr-do-sol. No mar de águas mornas fiz até uma mini-travessia, empolgado com a visão de grandes bóias no mar.

Saindo do mar depois de uma 'travessia' em Ponta Verde, em Maceió - AL

Saindo do mar depois de uma "travessia" em Ponta Verde, em Maceió - AL


Resumindo, um belo dia que nos abasteceu de boas memórias para nunca mais esquecermos essa bela cidade. E ainda tem a noite...

Sol se pondo em Pajuçara, em Maceió - AL

Sol se pondo em Pajuçara, em Maceió - AL

Brasil, Alagoas, Maceió,

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Rosário e Um Pouco da História Argentina - 2a Parte

Argentina, Rosario

A cidade de Rosário, na Argentina

A cidade de Rosário, na Argentina


Rosas, um rico estancieiro e teoricamente um federalista, se tornou líder da mais rica das províncias, justamente a província de Buenos Aires, logo após ajudar as tropas federalistas a vencer as forças unitaristas. Pelos próximos 20 anos, se transformou, na prática, no líder inconteste de todo o país. Apesar de, teoricamente, presidir apenas a sua província, ninguém ousava contestá-lo. Aliás, os que ousavam, terminavam nas salas de tortura da poderosa polícia política do regime, outra invenção desse primeiro caudillo a ser imitada por muitos dos caudillos posteriores. O poder de Rosas só ruiu quando levou o seu país a uma derrota fragorosa contra inimigos externos, incluindo o Império do Brasil. Acabou se exiliando na Inglaterra, onde viveu até sua morte. Um dos principais nomes da história argentina só começou a ser reabilitado recentemente, quando Menem resolveu trazer seu corpo de volta e enterrá-lo na Argentina. Mesmo assim, ainda não encontramos nenhuma rua, avenida ou beco que fizesse homenagem a essa figura controversa.

Monumento ao General Belgrano em Rosário, na Argentina

Monumento ao General Belgrano em Rosário, na Argentina


Uma das pessoas que teve atuação decisiva para derrubar Rosas foi um antigo aliado seu e presidente da província de Entrerrios, Justo Jose Urquiza. Afastado o antigo caudillo, Urquiza se tornou o próximo líder e convocou um congresso para, finalmente, escrever uma constituição. Urquiza, assim, se tornou o primeiro presidente constitucional do país, selando também a vitória do unitarismo e de um governo centralizado. A única província que se rebelou foi justamente a de Buenos Aires, que manteve-se afastada do país até o fim de seu mandato. De qualquer maneira, hoje é muito comum ver o nome de Urquiza nas cidades argentinas.

Pescadores e pedestres ao lado do rio Paraná, em Rosário, na Argentina

Pescadores e pedestres ao lado do rio Paraná, em Rosário, na Argentina


Caminhando entre o rio Paraná e antigos armazéns, hoje tranformados em oficinas de arte, em Rosário, na Argentina

Caminhando entre o rio Paraná e antigos armazéns, hoje tranformados em oficinas de arte, em Rosário, na Argentina


O próximo presidente, agora sim com todo o país reunido, foi Bartolome Mitre. Foi em seu governo que Buenos Aires foi definitivamente escolhida para ser a capital do país. A outra séria candidata foi justamente Rosário, escolhida pelo legislativo, mas renegada pelo executivo, tanto por Mitre como pelo próximo presidente, Sarmiento. Os governos desses dois presidentes também foram marcados pela guerra mais sangrenta da história do continente, quando Brasil, Uruguai e Argentina venceram o Paraguai de outro caudillo famoso, Solano Lopez.

Grandes cargueiros navegam no rio Paraná em Rosário, na Argentina

Grandes cargueiros navegam no rio Paraná em Rosário, na Argentina


Grandes cargueiros navegam no rio Paraná em Rosário, na Argentina

Grandes cargueiros navegam no rio Paraná em Rosário, na Argentina


Enfim, Mitre também marcou seu nome na história e nas avenidas hermanas e foi sucedido por Domingo Faustino Sarmiento. Este, jornalista e escritor, investiu pesadamente em educação, mudando para sempre a face de seu país. Apesar de seu governo não ser muito popular naquela época, hoje ele é considerado como um dos melhores de todos os tempos pelos historiadores. Portanto, muito justo que encontremos tantas praças e ruas com o seu nome!

O belo passeio público nas margens do rio Paraná, em Rosário, na Argentina

O belo passeio público nas margens do rio Paraná, em Rosário, na Argentina


Agora já sabemos de onde vem todos os artistas de semáforo que operam no Brasil! (em Rosário, na Argentina)

Agora já sabemos de onde vem todos os artistas de semáforo que operam no Brasil! (em Rosário, na Argentina)


Foi justamente o ministro da educação de Sarmiento, Nicolas Avallaneda, que o sucedeu. Vindo desta área, continuou as reformas educacionais de seu predecessor. Mas, infelizmente, seu governo também é lembrado por outro “feito”. Foi ele que conquistou o “deserto” da patagônia, matando milhares de índios no processo. Até então, toda essa área era “terra de ninguém” e o país praticamente duplicou de área em seu governo. Pior para os índios, melhor para os imigrantes, que continuavam a chegar ao país aos milhares e buscavam terras para plantar. Então, sob um ponto de vista econômico e político, a tal “Campanha do Deserto” foi um grande sucesso. E assim, Avallaneda também ganhou seu quinhão de ruas e avenidas.

O belo e chique Boulevard Oroño, em Rosário, na Argentina

O belo e chique Boulevard Oroño, em Rosário, na Argentina


O belo e chique Boulevard Oroño, em Rosário, na Argentina

O belo e chique Boulevard Oroño, em Rosário, na Argentina


Por fim, que o sucedeu foi exatamente o seu ministro da guerra, que idealizou e liderou a campanha para a conquista da Patagônia. Seu nome: Julio Roca, outra figurinha fácil na lista de nomes de logradouros. Certamente falarei mais dessa “vitoriosa” campanha quando estivermos viajando pela Patagônia. Enfim, chegamos assim a virada do séc. XIX para o XX e, com isso, já podemos entender boa parte dos nomes que tanto aparecem nos catálogos de endereços. No séc. XX, o grande nome da história seria Perón, mas esse, estranhamente, não aparece tanto como esses do séc. anterior. Pelo menos, não que percebêssemos.

Frase de autoajuda, as margens do rio Paraná, em Rosário, na Argentina

Frase de autoajuda, as margens do rio Paraná, em Rosário, na Argentina


Igreja no Boulevard Oroño, em Rosário, na Argentina

Igreja no Boulevard Oroño, em Rosário, na Argentina


E assim volto ao nosso passeio em Rosário. Após uma rápida caminhada pelo centro com seus prédios de arquitetura clássica, chegamos ao grande marco da cidade e um dos principais do país: o monumento da Bandeira Nacional. Pois foi aqui que o General Belgrano criou a bandeira da Argentina, ainda no início de suas campanhas militares para libertar o país. Além da grandiosidade do próprio monumento, podemos aproveitar a vista que se tem do rio Paraná, que corre ali embaixo e nos chama para a sua orla, quase como um ímã.

Praia de riobastante movimentada,  perto da ponte que cruza o rio Paraná, em Rosário, na Argentina

Praia de riobastante movimentada, perto da ponte que cruza o rio Paraná, em Rosário, na Argentina


E para lá seguimos, não sem antes passar m outro monumento, dessa vez homenageando o próprio Belgrano. Por fim, atravessamos a rua e chegamos à Costanera, o passeio público que segue toda a orla do rio. Aí, podemos admirar os enormes cargueiros que vem do oceano e chegam até aqui, trazendo e levando produtos para todo o mundo. Além deles, há também as famílias e os pescadores que vem se divertir por esse enorme parque, a maior área verdade da cidade. Caminhar por aí é uma delícia, entre o rio e antigos armazéns que foram transformados em oficinas de arte.

Praia de riobastante movimentada,  perto da ponte que cruza o rio Paraná, em Rosário, na Argentina

Praia de riobastante movimentada, perto da ponte que cruza o rio Paraná, em Rosário, na Argentina


Nós percorremos toda a Costanera Sur, até o Boulevard Oroño, uma linda avenida que já foi o ponto mais chique da cidade há um século. Aí morava toda a classe alta da cidade, em mansões luxuosas cercadas por enormes jardins. Muitas delas continuam de pé, transformadas em universidades ou bancos. É um local onde as pessoas vem aproveitar das sombras das árvores e fazer seu exercício todo final de tarde. E depois, encontrar um bom restaurante entre os muitos que aí estão. Foi o que fizemos, nos deliciando com a comida e com a vida que passava a nossa frente. Depois, outra caminhada, já no escuro e agora pelas ruas mais centrais, de volta ao nosso hotel.

Molhando os pés no rio Paraná, em Rosário, na Argentina

Molhando os pés no rio Paraná, em Rosário, na Argentina


Rosário, na Argentina, na beira do rio Paraná

Rosário, na Argentina, na beira do rio Paraná


No outro dia pela manhã, já com a bagagem na Fiona, foi a vez de seguirmos à Costanera Norte. Aí estão as principais praias fluviais de Rosário e nós queríamos aproveitar o dia de sol intenso na cidade. Escolhemos uma das mais famosas, chamada Florida, e aí passamos umas duas horas. Deu até para lanchar e tomar uns refrescos, além de admirar a bela fauna local. Fomos também nos molhar no rio, o mesmo rio lá do nosso estado do Paraná, no Brasil. Ele não parece se importar com sua nacionalidade, se é brasileiro ou argentino. Com tranquilidade e sabedoria, simplesmente corre para o mar. Aqui ele é muito mais largo e, de onde estávamos, tínhamos uma ótima visão da bela ponte que atravessa para o outro lado. Esse não é o nosso caminho agora, já que ele segue em direção ao Uruguai. Quem sabe uma outra vez... Agora, seguimos mesmo é para o sul, rumo à capital federal, a última cidade que nos resta daquela lista das maiores cidades do país...

Feliz da vida em dia de muito sol em  praia do rio Paraná, em Rosário, na Argentina

Feliz da vida em dia de muito sol em praia do rio Paraná, em Rosário, na Argentina

Argentina, Rosario, Arquitetura, história, rua

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Caça ao Tubarão-Baleia

Galápagos, Isla Darwin, Isla Wolf

Encontro com tubarão-baleia em mergulho em Wolf, em Galápagos (foto de Henning Abheiden)

Encontro com tubarão-baleia em mergulho em Wolf, em Galápagos (foto de Henning Abheiden)


O Tubarão-Baleia é o maior peixe dos nossos oceanos. Chega a medir 15 metros de comprimento e pesar mais de 10 toneladas. Resumindo, é um ônibus abaixo d'água. Apesar desse tamanho todo, ele é completamente pacífico e inofensivo ao homem. Alimenta-se de plâncton microscópico através da filtragem de água que engole em enormes quantidades quando abre a sua boca.

O maravilhoso e gigantesco tubarão-baleia, na Isla Wolf, em Galápagos (foto retirada do vídeo de Friso Hoekstra)

O maravilhoso e gigantesco tubarão-baleia, na Isla Wolf, em Galápagos (foto retirada do vídeo de Friso Hoekstra)


O sonho de quase todos os mergulhadores é avistar uma dessas criaturas maravilhosas. Mais, é poder nadar ao lado dele por algum tempo, sentir-se minúsculo diante de um ser tão gigantesco, observar até onde a vida pode chegar. Para encontrá-los, ou se tem muita sorte em algum ponto onde não costumam frequentar ou então deve-se ir mergulhar em algumas regiões do mundo onde eles são vistos habitualmente, como na costa oeste da Austrália, nas Filipinas, em Belize ou em Galápagos.

Tubarão-baleia em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

Tubarão-baleia em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


Eles eram nosso principal objetivo nos mergulhos em Galápagos. Por aqui, é bem comum encontrá-los em Darwin e também em Wolf. Imagine então nossa ansiedade ao cair na água pela primeira vez nessas ilhas, logo após o briefing dos nossos guias nos explicando como seria o procedimento para encontrá-los e pedindo à todos que cruzassem os dedos.

Todos à espera de um tubarão-baleia em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos

Todos à espera de um tubarão-baleia em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos


Reação da Ana ao se deparar com um Tubarão-Baleia, em mergulho na Isla Wolf, em Galápagos

Reação da Ana ao se deparar com um Tubarão-Baleia, em mergulho na Isla Wolf, em Galápagos


E assim estávamos nós, fixos em nossas pedras a 15 metros de profundidade, segurando-nos para não sermos levados pela corrente, observando o azul infinito à nossa frente, maravilhados com a quantidade de tubarões-martelo que nos rodeavam. A esperança maior de observar um tubarão-baleia era em Darwin, no dia seguinte, então não estávamos tão preparados para o enorme vulto que apareceu na nossa frente, meio distante. A Glenda, nossa guia, começou a bater no seu tanque e nos apontar o gigante enquanto a gente ainda custava a crer no que via. Foi quando ela começou a nadar em direção a ele e nós fomos atrás, ainda sem saber qual deveria ser a nossa postura. Deu tempo para chegar um pouco mais perto, observar suas manchas brancas, mas ele rapidamente se foi. Um breve e inesquecível contato.

Tubarão-baleia se afasta em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

Tubarão-baleia se afasta em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


Depois desse encontro, voltamos aos nossos lugares, agora preparados para, numa próxima vez, sair em disparada em direção ao tubarão. Enquanto isso, a Laura, o Rafa e a Maria, já com ar terminando, iniciaram sua volta à superfície. Enquanto nós ficávamos lá embaixo, em vão, esperando por mais um tubarão, os três tiveram o encontro de suas vidas: imóveis na sua parada de segurança, quase foram atropelados por um tubarão-baleia que passava por ali tranquilamente. A Maria filmou tudo e, quando os encontramos, estava extasiados. A euforia durou até que chegássemos todos ao barco e pudéssemos ver o filme. Aí, ela aumentou, para eles, vendo de novo aquela criatura incrível. Para nós, além de maravilhados com aquelas cenas, sobrou uma certa inveja branca e a promessa de que não perderíamos mais uma oportunidade.

Emocionante encontro com tubarão-baleia em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

Emocionante encontro com tubarão-baleia em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


Um dos mais angustiados era o Friso, pois pedeu também o primeiro tubarão, já que tinha se desconcentrado na hora filmando alguma outra coisa. Estava decidido a ir "a revanche".

O maravilhoso e gigantesco tubarão-baleia, na Isla Wolf, em Galápagos (foto retirada do vídeo de Friso Hoekstra)

O maravilhoso e gigantesco tubarão-baleia, na Isla Wolf, em Galápagos (foto retirada do vídeo de Friso Hoekstra)


Algumas horas depois, estávamos todos nós lá embaixo de novo, dessa vez quase ignorando os tubarões-martelo. Queríamos algo maior! Dessa vez, mergulhávamos com o Edwin, enquanto a Glenda estava com os russos uns 50 metros ao nosso lado. E foi o barulho dela que ouvimos primeiro. Desesperados, tentávamos discernir alguma coisa naquele imenso azul quando, de repente, o Edwin saiu nadando que nem um louco em direção ao infinito. Mesmo sem ver nada, saímos todos atrás, até que o o gigantesco vulto apareceu. Para meu azar, eu era o que estava mais longe do "lugar certo de se estar", mas nessa hora o negócio é bater perna à força máxima, enfrentar a corrente e não pensar em mais nada. À minha frente estava o Friso, acelerando e ultrapassando outros mergulhadores que íam ficando para trás. Por fim, ele chegou ao tubarão e começou a fazer um "vôo panorâmico" sobre ele. Com sua câmera de grande angular, suas imagens ficaram absolutamente fantásticas. Um pouco atrás, eu tentava filmá-lo e ao tubarão também, mas o enorme bicho simplesmente não cabia na tela da minha câmera. Filmei o que pude e resolvi tirar fotos também, a sequência de botões a serem apertados passando pela minha cabeça enquanto eu tentava subir um pouco acima do tubarão para poder enquadrá-lo por inteiro. Tudo isso em força máxima contra a corrente, que teimava em nos levar para trás, enquanto o tubarão-baleia navegava tranquilamente contra ela.

A Ana nada ao lado de um gigantesco Tubarão-Baleia na Isla Wolf, em Galápagos (foto retirada do vídeo de Friso Hoekstra)

A Ana nada ao lado de um gigantesco Tubarão-Baleia na Isla Wolf, em Galápagos (foto retirada do vídeo de Friso Hoekstra)


A Ana em perseguição ao gigantesco tubarão-baleia em mergulho na Isla Wolf, em Galápagos

A Ana em perseguição ao gigantesco tubarão-baleia em mergulho na Isla Wolf, em Galápagos


E assim, fui subindo, subindo, até que consegui fotografá-lo quase inteiro. Ao seu lado, "pedalando" com toda a força, quase podendo tocá-lo, lá estava a Ana, minúscula, corajosa e feliz. Do outro lado, o Friso filmava tudo. E eu, quando percebi, já estava na superfície, sem ter feito nenhuma parada de segurança, meu computador apitando sem parar. Com muita força, desci. Mas o tubarão já ía longe e a Ana e o Friso voltavam, se poder caber em sua alegria.

Emocionante encontro com tubarão-baleia em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

Emocionante encontro com tubarão-baleia em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


De noite assistimos o filme. Ficou absolutamente fantástico. Vamos postá-lo em breve, mas algumas das fotos desse post foram retiradas dele. Já o meu filme e minhas fotos, coitadinha da nossa Intova, até que se esforça.

Tentando desesperadamente alcançar o tubarão-baleia para filmá-lo por baixo, na Isla Wolf, em Galápagos

Tentando desesperadamente alcançar o tubarão-baleia para filmá-lo por baixo, na Isla Wolf, em Galápagos


No dia seguinte, em Darwin, teríamos mais chances. E tivemos! Duas vezes no mesmo mergulho! Na primeira, mais uma vez o tubarão apareceu do lado errado, pelo menos para mim. Não consegui chegar muito perto e o Friso fez mais um belo filme. Quando todos voltamos aos nossos postos, exaustos, apareceu outro! Dessa vez, poucos tiveram ainda saúde de persegui-lo. Eu simplesmente esqueci do meu ar, cansaço e coração e parti à toda. Dessa vez, usando outra tática. O tubarão sempre vem contra a corrente. Ao invés de se lançar diretamente para ele, resolvi avançar contra a corrente pelas pedras, usando mais o braço do que as pernas. Passei rapidamente pela Ana e Glenda que estavam à minha frente, alinhei-me com o tubarão, que nadava uns dez metros ao meu lado, em direção ao mar aberto e, só aí, abandonei a encosta em direção à ele. Desesperadamente fui me aproximando. Ele estava mais alto e eu resolvi ir por baixo, dessa vez. Consegui filmá-lo por baixo, contra a luz do sol, um ângulo que ainda não tínhamos tido. Melhor ainda, a Glenda, de longe, conseguiu filmar a minha luta para chegar até ele. Nada com a qualidade dos filmes do Friso, mas algo para eu guardar pelo resto da vida, com certeza.

O enorme vulto de um tubarão-baleia visto por baixo, na Isla Wolf, em Galápagos (foto retidada de vídeo)

O enorme vulto de um tubarão-baleia visto por baixo, na Isla Wolf, em Galápagos (foto retidada de vídeo)


Difícil descrever a emoção. É algo que, certamente, queremos vivenciar de novo. E acho que vamos. Mas não foi mais em Galápagos. Eles resolveram não mais aparecer em nossos megulhos restantes em darwin e Wolf. Mas não podemos reclamar. Em dois dias, cinco encontros. Sensação única e inesquecível. Foi para isso que tínhamos vindo. Pagou nossa viagem, com certeza. Mas, tubarões-baleia, ainda vamos nos ver, podem ter certeza!

Galápagos, Isla Darwin, Isla Wolf, Equador, Mergulho, Tubarão baleia

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De Volta à Argentina

Bolívia, Tarija, Argentina, Tilcara

Fronteira entre Bolívia e Argentina, entre as cidades de Bermejo (BO) e Água Blanca (AG)

Fronteira entre Bolívia e Argentina, entre as cidades de Bermejo (BO) e Água Blanca (AG)


Decidimos ontem seguir viagem já hoje para a Argentina, ao invés de passar mais um dia explorando a região de Tarija. Nessa nossa nova fase da viagem, através dos diversos países da América Latina, infelizmente não temos o tempo que tínhamos no Brasil. Assim, um dia a mais por aqui significaria um dia a menos em outro lugar igualmente ou mais interessante para nós. Vai ser um dilema que continuamente vamos viver daqui para frente: ficar ou partir, ir para um lado ou para outro. Quem mandou não planejarmos o 2000dias.com?

Homenagem à Sucre, em Tarija - Bolívia

Homenagem à Sucre, em Tarija - Bolívia


Mas a manhã ainda foi na simpática Tarija! A cidade tem outros ares, ruas largas, limpas e organizadas. Bem diferente de Potosí, Sucre ou La Paz. Boas universidades trazem estudantes de todo o país a até do Brasil. E junto com os estudantes vem também a vida cultural e boêmia. Caminhando pelo centro, parecia que estávamos em alguma cidade média brasileira. Outro diferencial são os bons vinhos produzidos na região. Uma gastronomia mais requintada foi desenvolvida para acompanhar os vinhos e a consequência são os bons restaurantes! Aliás, mas do que reminiscências do Brasil, Tarija traz semelhanças é com a vizinha Argentina. Nunca tinha pensado nisso, mas faz todo sentido! Já que Jujuy é a mais boliviana das cidades argentinas, pela proximidade, o espelho seria esse: Tarija é a mais argentina das cidades bolivianas!

A Plaza de Armas, em Tarija - Bolívia

A Plaza de Armas, em Tarija - Bolívia


Passeamos por suas praças e ruas, fotografamos seu mercado e igrejas e deixamos a cidade com aquele gostinho de "quero mais". Seguimos diretamente para o sul e demos de cara com a frente fria que seguia para o norte. O encontro se deu bem no alto de uma cordilheira, nuvens ameaçadoras tentando engolir gigantescas montanhas. Paisagem digna de filmes como "O Senhor dos Anéis". Isso foi a uns 30 km ao sul de Tarija, região que deve oferecer diversas possibilidades de trekking! Mas não àquela hora! O vento que vinha das montanhas quase levantava a Fiona! E olha que a Fiona não é leve...

Família descansa na Plaza de Armas, em Tarija - Bolívia

Família descansa na Plaza de Armas, em Tarija - Bolívia


Em seguida entramos no canyon do rio Bermejo e fomos acompanhando o rio em sua lenta descida para a Argentina, por cerca de 100 quilômetros. A estrada, toda asfaltada, serpenteava por entre enormes paredões e encostas verdejantes com a vegetação, sempre com o rio encachoeirado ao lado. Muitas vezes, passamos por túneis no meio da rocha, bela obra da engenharia boliviana. Tudo muito lindo, cenário completamente diferente daquele dos últimos dias, de vegetação rasteira e grandes espaços.

Arquitetura em Tarija - Bolívia

Arquitetura em Tarija - Bolívia


Tudo tão próximo entre si, assim é a Bolívia, um mundo à parte no meio da América do Sul, com montanhas nevadas, florestas tropicais, um planalto a mais de 3 mil metros de altura e uma cultura milenar. Só faltou mesmo o mar, tomado pelo Chile há quase 150 anos. O pouco que vimos nessa semana foi apenas um aperitivo para o que nos resta ver. Logo estaremos de volta, no famosos Salar de Uyuni. E na volta da América do Norte, será a vez da região do Titicaca e de La Paz, além do norte amazônico do país.

Restaurantes no Mercado Municipal de Tarija - Bolívia

Restaurantes no Mercado Municipal de Tarija - Bolívia


Mas antes disso, muita água ainda vai passar embaixo da ponte. A começar pela Argentina! A passagem pela fronteira foi bem tranquila. Com os bolivianos, deixamos a documentação da Fiona, carimbada em vários postos de contrôle pelo país afora. Uma pena não podermos manter esse documento conosco, testemunha de nossa passagem pela Bolívia. No lado Argentino, carimbamos nossos passaportes e fizemos nova documentação para a Fiona. Depois, foi seguir em frente.

Frente fria chega à região de Tarija, vinda do sul, no dia da nossa viagem da Bolívia para a Argentina

Frente fria chega à região de Tarija, vinda do sul, no dia da nossa viagem da Bolívia para a Argentina


A paisagem mudou completamente. Agora estávamos numa planície infinita, retas a perder de vista. O tempo era chuvoso, assim como no dia em que estivemos em Puerto Iguazú. Parece ser a nossa sina, Argentina com chuva! Cinquenta quilômetros país adentro, chegamos na nossa primeira cidade de verdade, Oran. Ali nos abastecemos de dinheiro e combustível. E como a fome apertava e havia um café super charmoso ao lado do ATM, resolvemos também abastecer o estômago. Nossa... que delícia e classe de café, ali naquela cidade perdida no extremo norte do país. Realmente, estávamos na Argentina!

A estrada que liga a Bolívia à Argentina segue pelo lindo canyon do rio Bermejo, sempre com asfalto e muitos túneis

A estrada que liga a Bolívia à Argentina segue pelo lindo canyon do rio Bermejo, sempre com asfalto e muitos túneis


Aqui, tenho de render uma homenagem! Sou o primeiro a querer fazer alguma piada com os hermanos mas, ao mesmo tempo, reconheço em alto e bom tom: todas as minhas experiências aqui no país vizinho foram excelentes. Sempre um banho de cordialidade, cultura, boa educação, ótima comida e paisagens maravilhosas, urbanas ou naturais. Sempre foi um prazer enorme viajar pela Argentina e, nesses 1000dias, o país é um dos nossos principais e mais aguardados destinos!

A estrada que liga a Bolívia à Argentina segue pelo lindo canyon do rio Bermejo, sempre com asfalto e muitos túneis

A estrada que liga a Bolívia à Argentina segue pelo lindo canyon do rio Bermejo, sempre com asfalto e muitos túneis


Homenagem rendida, sigamos em frente que já começava a ficar escuro e tínhamos muita estrada pela frente! Afinal, mudamos nosso objetivo para o dia de hoje. Ao invés da cidade de Salta, fomos até Jujuy e de lá para a Quebrada Humahuaca, um longo e estreito vale na rota mais conhecida entre a Argentina e a Bolívia, usado já pelos incas e depois pelos espanhóis à caminho de Potosí. Nós viemos por outro caminho, menos conhecido, e agora resolvemos dar uma olhada nesta rota também, patrimônio mundial da Unesco.

O rio que separa a Bolívia (direita) da Argentina (esquerda)

O rio que separa a Bolívia (direita) da Argentina (esquerda)


Resolvemos usar na pequena cidade de Tilcara como base para conhecermos a Quebrada. Fica a 90 km ao norte de Jujuy. O caminho deve ser maravilhoso, mas já era de noite e não vimos a paisagem. Não faz mal, porque voltaremos por ela em alguns dias. Bem, não vimos a paisagem, mas vimos outra coisa, que há muito procurávamos: neve!!! pois é, a primeira neve dos 1000dias veio como uma enorme surpresa, já que ela é bem rara por aqui também, exceto no alto das montanhas. Nós dirigíamos ladeira acima, saindo dos 800 metros de Jujuy em direção aos 2.400 metros de Tilcara quando a chuva rala à nossa frente tomou um aspecto diferente. Pareceu engrossar um pouco, ficar mais ntensa. A Ana foi a primeira a desconfiar de algo. Foi quando eu percebi que a tal "chuva" não molhava nosso parabrisa. Aquela cortina que tanto refletia a luz do nosso farol alto não era água, mas neve! Branquinha, bem fininha, girando com o vento, linda, maravilhosa, neveeeeeeeeeeee! Saímos do carro felizes, ignorando o frio de 0 graus e gritamos felizes com a novidade. Quando menos esperávamos, lá estava ela, uma bela surpresa que esse país fascinante nos reservou logo no nosso primeiro dia por aqui! Viva o país dos hermanos!

Fronteira entre Bolívia e Argentina, entre as cidades de Bermejo (BO) e Água Blanca (AG)

Fronteira entre Bolívia e Argentina, entre as cidades de Bermejo (BO) e Água Blanca (AG)


O evento foi celebrado em grande estilo, com vinho e queijo em nosso quarto quentinho com lareira, na Pousada Con Los Angeles, em Tilcara. Cama quentinha para enfrentar as temperaturas negativas lá de fora. Fechamos com chave de ouro um dia inesquecível nesses 1000dias! Que continue assim, hehehe...

Também tem TAM na Bolívia! (em Tarija)

Também tem TAM na Bolívia! (em Tarija)

Bolívia, Tarija, Argentina, Tilcara,

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