1 Blog da Ana - 1000 dias

Blog da Ana - 1000 dias

A viagem
  • Traduzir em português
  • Translate into English (automatic)
  • Traducir al español (automático)
  • Tradurre in italiano (automatico)
  • Traduire en français (automatique)
  • Ubersetzen ins Deutsche (automatisch)
  • Hon'yaku ni nihongo (jido)

lugares

tags

arqueologia cachoeira Caribe cidade histórica Estrada mar Mergulho Montanha parque nacional Praia Rio roteiro Trekking trilha

paises

Alaska Anguila Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Galápagos Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Venezuela

mais vistos

mais comentados

novos comentários

arquivo

SHUFFLE Há 1 ano: Tocantins Há 2 anos: Tocantins

1000dias, chova ou faça sol!

Brasil, Rio De Janeiro, Rio de Janeiro

Vista a partir de Santa Tereza, no Rio de Janeiro - RJ

Vista a partir de Santa Tereza, no Rio de Janeiro - RJ


O Rio é uma cidade que não se pode dizer que conhece se não visitar também as famosas noites cariocas. São muitas as opções, de barracões das escolas de samba, funk, até boates luxuosas e a alternativa Lapa. Obviamente, pelo nosso perfil, nossa escolha foi conhecermos o lugar mais badalado da Lapa (vide post de ontem) e hoje encontrar amigos em um boteco no no Leblon. Avançamos na noite e assim esticamos o sono pela manhã também. Portanto os nossos dias no sábado e no domingo foram mais curtos. No sábado, para curar a ressaca, tivemos um dia light, delicioso! Tomamos um café da manhã gostoso em casa, saímos caminhar no calçadão entre Leblon e Ipanema, fizemos um lanche no Talho Capixaba e compramos baguetes para o café da tarde. Jogamos na mega-sena, afinal precisamos de algum income durante a viagem, nada mal de for um income de 52 milhões! À noite, já renovados, fomos até o Belmonte, bar que serve uma das melhores empadas do Rio e aquele chopp gelado e cremoso!

Night no Belmonte do Leblon, no Rio de Janeiro - RJ, com o Fabinho e Denise

Night no Belmonte do Leblon, no Rio de Janeiro - RJ, com o Fabinho e Denise


Lá encontramos o Carlos, amigo paraense, mas que já é praticamente carioca. Da última vez que tivemos aqui o Carlos e a Carol, sua esposa, nos apresentaram a Lapa, foi uma noite divertidíssima! Encontramos também um amigo de faculdade do Rodrigo, o Fabinho e a Denise, sua namorada. Uma saidinha despretensiosa para tomar um chopp com os amigos terminou fechando o bar as 3h30 da manhã. A esta altura da noite, além de ainda nos impressionarmos com o ventilador verde de 88 mil reais que estava à venda na loja de design portuguesa da esquina, combinamos também que se não chovesse no dia seguinte subiríamos a Pedra da Urca as 9h da manhã. Aham, vai esperando!

Acordei em torno das 8h20, rezando para estar chovendo... não estava. Perguntei ao Rodrigo se ele ia ligar à Denise e ao Fábio e (aleluia) ele também preferiu esperar o contato do casal. Como ninguém se pronunciou consegui dormir as minhas saudáveis oito horas, até quase uma da tarde! Ai ai... A chuva que tanto vimos na previsão do tempo finalmente chegou, o que para mim também foi um alívio, pois não fomos para Petrópolis fazer a Serra dos Órgãos porque acreditamos na previsão! Infelizmente um programa que ficará para a lista “Tudo o que a gente queria fazer e não fez.” Então vamos aproveitar a cidade maravilhosa, que continua assim mesmo com chuva.

O bonde de  Santa Tereza, no Rio de Janeiro - RJ

O bonde de Santa Tereza, no Rio de Janeiro - RJ


Rumamos ao bairro de Santa Tereza, bairro antigo muito indicado pelos guias de viagem estrangeiros como o local alternativo para se hospedar no Rio. Além de um belo hotel e um casario antigo que aos poucos está sendo comprado e reformado, principalmente por gringos, o bairro possui diversos restaurantes e bares deliciosos. Caminhamos pela rua Aprazível, nos refrescando na garoa, voltamos pela rua do bonde até o restaurante onde almoçamos com a ótima companhia do Fabinho e da Denise. Boa forma de passar o tempo em um dia cinza como este.

Com a Denise em Santa Tereza, no Rio de Janeiro - RJ

Com a Denise em Santa Tereza, no Rio de Janeiro - RJ


De volta à casa da família no Leblon ainda assistimos a um filme chamado “Is anybody there?”, muito bacana. Hora de se despedir do Rio, arrumar as malas e ficar prontos para viajar. Amanhã Búzios! Afinal chova ou faça sol, os 1000dias têm que continuar!

Brasil, Rio De Janeiro, Rio de Janeiro, Ipanema, Leblon, Santa Tereza

Veja mais posts sobre Ipanema

Veja todas as fotos do dia!

Não se acanhe, comente!

Península do Maraú

Brasil, Bahia, Barra Grande (Península do Maraú)

A piscina natural em Taipus de Fora, Barra Grande - BA

A piscina natural em Taipus de Fora, Barra Grande - BA


O que você quer? Praias com piscinas naturais? Amigos na beira da praia, lagoa à beira mar rica em lanolina, cachoeiras deliciosas ou um prato de palmito de açaí preparado na manteiga com manjericão? Tanto faz, aqui na região do Maraú você encontra tudo!

O dia foi tão intenso que fica até difícil saber por onde começar. Respira, pensa, se acalma e começa do começo. Hoje foi a nossa despedida da Barra Grande, já saímos de mala e cuia em direção à Valença. Nossa primeira parada foi bem cedo em Taipus de Fora, conhecida praia da região que atrai turistas de todo o mundo por suas maravilhosas piscinas naturais.

A piscina natural em Taipus de Fora, Barra Grande - BA

A piscina natural em Taipus de Fora, Barra Grande - BA


Na maré baixa os arrecifes afloram formando piscinas transparentes e repletas de vida. Ali os terrenos estão valorizando numa velocidade impressionante, uma vez que os europeus estão investindo muito e comprando tudo! Resorts e pousadas formam uma pequena vila 100% movida pelo turismo, até operadora de mergulho autônomo já existe para os rasos corais. Fizemos um snorkel e encontramos todos os tipos de peixes, lagartas, ouriços e afins, muito lindo! A única dica é olhar a tábua das marés e chegar na hora que ela estiver mais baixa, quando a visibilidade da água fica melhor e as piscinas mais tranquilas.

Mergulhando nas piscinas naturais da Praia de Taipus de Fora, em Barra Grande, Península do Maraú - BA

Mergulhando nas piscinas naturais da Praia de Taipus de Fora, em Barra Grande, Península do Maraú - BA


Mergulhando nas piscinas naturais da Praia de Taipus de Fora, em Barra Grande, Península do Maraú - BA

Mergulhando nas piscinas naturais da Praia de Taipus de Fora, em Barra Grande, Península do Maraú - BA


Na beira da praia encontramos os nossos amigos mineiros e baianos, tomamos uma bela água de coco regada a piadas futebolísticas, divertido demais da conta, sô! Estávamos indo embora quando vimos os belgas que havíamos conhecido no rafting andando na praia. O Rodrigo tinha feito a propaganda daqui, eles estavam com tempo e acabaram aparecendo, muito bacana!

Com os amigos belgas em Taipus de Fora, Barra Grande - BA

Com os amigos belgas em Taipus de Fora, Barra Grande - BA


Despedidas feitas, seguimos viagem por uma estrada de areia corta a península entre as lagoas e o mar. Paramos na Lagoa do Cassange, onde demos um mergulho nas suas águas ricas em lanolina. O cabelo realmente fica uma delícia, mas não ousei colocar os pés no chão, o Rodrigo já havia tentado e até ele, “cara durão”, achou nojento.

Sinalização da Lagoa Azul na Península do Maraú - BA

Sinalização da Lagoa Azul na Península do Maraú - BA


Próxima parada: Cachoeira do Tremembé! Fica já na BA que vem de Itacaré, perto de onde começa a BR de terra que cruza toda a Península do Maraú. Tremembé é um povoado que tem em torno de 1000 habitantes e fica às margens de um rio. Chegando lá já fomos recebidos por um guia local, o Valney, que nos levou para conhecer as duas cachoeiras mais bonitas da região. Atravessamos o primeiro rio, que estava cheio de gente, e seguimos direto para a Cachoeira do Tremembé.

Cachoeira do Tremembé, na Baía de Camamu - BA

Cachoeira do Tremembé, na Baía de Camamu - BA


A ilha, formada pelo próprio rio que se divide em dois um pouco acima, já foi uma madeireira movida à água e possui até uma mini usina hidrelétrica, que gera energia para o seu consumo. Atravessamos o terreno e cruzamos um seringal lindo, acenamos ao “gringo descolado” que estava sozinho no restaurante tomando uma cervejinha e chegamos ao começo do braço de mar que forma a Baía de Camamu. É maravilhoso! O rio deságua no mar nesta cachoeira, região de mangue e água salobra, formando uma imensa área perfeita para umas braçadas. Nadamos do píer até a cachoeira, cenário é simplesmente sensacional!

Vista do alto da Cachoeira do Tremembé, na Baía de Camamu - BA

Vista do alto da Cachoeira do Tremembé, na Baía de Camamu - BA


Os mineiros haviam indicado ao Ro provar a geleia de pitanga ali da Ilha e assim começou: Cosme e Damião, irmãos gêmeos disseram que não tinha geleia, mas tinha uma caipirinha de pitanga. Depois do banho fomos até o restaurante tomar e demos de cara com quem comandando o local? Nilton, um personagem com uma história de vida sensacional! Achamos que ele era um “gringo descolado”, que nada! Seus olhos azuis e pele branca são brasileiras mesmo, catarinenses de Chapecó.

Com o Nildo, no seu restaurante, na ilha Veneza, na Baía de Camamu - BA

Com o Nildo, no seu restaurante, na ilha Veneza, na Baía de Camamu - BA


Trabalhou anos na Sadia e de lá saiu para o mundo. Morou em todos os lugares que você imaginar, o primeiro restaurante e primeira escuna de Porto Seguro foram dele, antes mesmo da vila virar uma cidade. Perguntamos de Caraíva, morou também, já tinha uma pousada lá quando a Duca chegou em 79. Depois destas e muitas histórias eu já estava calculando uns 107 anos! O cara é o Matusalém, cheio de histórias para contar! Ele preparou para nós, dois pratos com o seu delicioso palmito retirado da palmeira do açaí, a salada fria com pimenta doce e o palmito quente preparado na manteiga com manjericão, dos deuses! Fizemos até uma foto especial em homenagem à Dona Nilza, minha sogra, que sem dúvida alguma adoraria estar ali saboreando estas delícias, já que o palmito e principalmente a pitanga fazem parte de suas iguarias preferidas!

Brinde à Dona Nilza, com a refeição de seus sonhos (no restaurante do Nildo, na ilha Veneza, na Baía de Camamu - BA)

Brinde à Dona Nilza, com a refeição de seus sonhos (no restaurante do Nildo, na ilha Veneza, na Baía de Camamu - BA)


O palmito do açaí é ainda mais macio que o jussara e deve ser cortado quando tem em torno de 4 anos. Ainda mais fantástico é saber que estamos comendo tudo o que ele produz ali, o palmito que planta, o manjericão tirado do pé, a pitanga que acabara de ser colhida e até a pinga de alambique da melhor qualidade! Isso é saúde! Aquilo ali fica lotado no verão, ele contrata de 15 a 20 pessoas para ajudá-lo e mal consegue sair da cozinha! Difícil imaginar, mais uma vez fomos privilegiados em poder chegar a um lugar como este, praticamente sozinhos.

Pinga artesanal de pitanga, no restaurante do Nildo, na ilha Veneza, na Baía de Camamu - BA

Pinga artesanal de pitanga, no restaurante do Nildo, na ilha Veneza, na Baía de Camamu - BA


Hora de seguir viagem, mas ainda fomos dar uma conferida em um outro lugar que o Valney nos falou, a Cachoeira do Demé. Cachoeira lindíssima com águas deliciosas e até uma passagem por baixo das águas, como um pequeno túnel, delícia! Essa foi em homenagem à Rebeca, que nos indicou esta cachoeira como a sua preferida!

Embaixo da Cachoeira do Demé, em Tremembé, na Península do Maraú - BA

Embaixo da Cachoeira do Demé, em Tremembé, na Península do Maraú - BA


Lindíssima mesmo, bela despedida da região do Maraú para seguirmos à Valença, Boipeba e Morro de São Paulo. Nunca imaginei que cruzaria tantos rios e cachoeiras aqui no litoral na Bahia e isso que deixamos de conhecer várias no caminho. Hoje o menu do dia foi completo! E aí, o que você quer?

Nadando no poço da Cachoeira de Tremembé, na Baía de Camamu - BA

Nadando no poço da Cachoeira de Tremembé, na Baía de Camamu - BA

Brasil, Bahia, Barra Grande (Península do Maraú), cachoeira, Cassange, Lagoa, mergulho livre, piscinas naturais, Praia, snorkel, Taipus de Fora, Tremembé

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

Yellowstone em 3 dias

Estados Unidos, Wyoming, Yellowstone National Park

A fabulosa Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

A fabulosa Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Todos nós já tivemos algum contato com o Yellowstone National Park na nossa vida. Os trintões e quarentões com certeza lembram do Zé Colméia e seu amigo Catatau. Pois é, Yellowstone é o parque nacional em que esses ursos simpáticos que nos acompanharam boa parte da infância viviam. Os mais jovens já tem uma referência mais dramática, a produção hollywodiana 2012 com cenas hiper-realistas da explosão do super vulcão. Não importa qual seja a sua referência, você já o conhece e se não conheceu pessoalmente ainda, deve considerar sériamente em conhecer. Este é um daqueles lugares na terra que todos temos ver antes de morrer.

Chegando ao Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Chegando ao Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


O maior parque dos “Lower 48” (todos os estados continentais, excluindo os Alasca), está no estado de Wyoming e ainda entende sua área sobre Idaho, a sudoeste, e Montana a noroeste e norte. Localizado sobre um dos maiores vulcões do mundo, o parque possui geisers, fontes de águas termais, fumarolas e poços de lama que demonstram que ainda há atividade vulcânica na região e ele está apenas dormindo.

Lindas piscinas coloridas, de águas transparentes e ferventes, na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Lindas piscinas coloridas, de águas transparentes e ferventes, na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Calcula-se que sua última explosão foi há aproximadamente 640 mil anos, antecedida por outras duas há 1,3 e 2 milhões de anos. A próxima erupção pode ser a qualquer momento e se ela ocorrer irá afetar não apenas os Estados Unidos, mas todo o mundo. Calma! Ainda assim, não há motivo para pânico. O Yellowstone é o vulcão mais estudado e monitorado do mundo. Qualquer informação mais detalhada pode ser encontrada aqui no site oficial do Observatório Vulcânico do Yellowstone.

A magnífica erupção do Grand Geiser, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

A magnífica erupção do Grand Geiser, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Enquanto este gigante dorme nós aproveitamos para conhecer as maravilhas criadas por ele nos últimos milhões de anos. O parque é imenso e foi dividido em 4 grandes áreas para facilitar o acesso dos milhões de turistas que visitam o parque anualmente. São necessários no mínimo 3 dias para ter uma visão geral de toda a área, mas você também pode ficar aqui um mês e ainda não ter visto tudo.

Admirados com a beleza hipnótica da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Admirados com a beleza hipnótica da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Nós tivemos três dias intensos no parque, com longos dias de verão e muita disposição para explorar todas as estradas possíveis. Fizemos algumas trilhas curtas, mas com tempo vale a pena se equipar e se aventurar em algum acampamento selvagem nas áreas mais distantes. Nos próximos posts vou tentar resumir o que vimos nestes três dias organizando-o nestas 3 áreas: Old Faithfull, Yellowstone Lake e West Thumb, The Grand Cânion of Yellowstone e Mamooth Springs.

Admirada com as lindas piscinas coloridas, de águas transparentes e ferventes, na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Admirada com as lindas piscinas coloridas, de águas transparentes e ferventes, na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Fizemos o nosso tour pelo Yellowstone baseados na cidade de West Yellowstone, na saída oeste do parque, próxima ao Madison Information Center. A cidadezinha tem toda infraestrutura e várias opções de acomodações mais baratas do que os hotéis dentro do parque. Alguns dos lodges oferecem quartos com preços até bem razoáveis, mas estes são os que lotam primeiro e devem ser reservados com 2 ou 3 meses de antecedência.

Mais uma cachoeira de águas geladas no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Mais uma cachoeira de águas geladas no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Nós rodamos, apenas dentro do parque, mais de 500 km. E olha que praticamente não repetimos caminhos! Então para aproveitar ao máximo os seus dias no Yellowstone, vale a pena alugar um carro, abastecê-lo de lanches, água e sucos e aproveitar bem a luz que durante o verão vai quase até as nova horas da noite. Se tiver você não estiver com pressa e tiver tempo para aproveitar este paraíso natural, este mesmo roteiro feito com calma irá ocupar facilmente mais dois ou três dias.

Enorme piscina de águas ferventes na área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Enorme piscina de águas ferventes na área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


A nossa experiência no Yellowstone foi fantástica! Encontro com animais e as forças mais poderosas da natureza nos renovam e fazem pensar como somos pequenos na escala de tempo e evolução. Um lugar único no mundo.

Maravilhoso entardecer na área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Maravilhoso entardecer na área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos



Veja também os posts:
- Yellowstone - Old Faithful Area
- Yellowstone Lake e West Thumb
- Grand Canyon e Mamooth Springs

...

Estados Unidos, Wyoming, Yellowstone National Park, National Park, parque nacional, roteiro, vulcão, West Yellowstone, Yellowstone Area

Veja mais posts sobre National Park

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

5 dias no Mamirauá

Brasil, Amazonas, Tefé, Mamirauá

Menina se diverte em canoa durante nossa visita à comunidade localizada na Reserva de Mamirauá, perto de Tefé, no Amazonas

Menina se diverte em canoa durante nossa visita à comunidade localizada na Reserva de Mamirauá, perto de Tefé, no Amazonas


Uma viagem para o explorar a Amazônia parece algo próximo de uma expedição aos confins do mundo. Um inferno verde, quente e úmido, cheio de insetos, aranhas, cobras e animais peçonhentos, onde em cada esquina encontraríamos tribos indígenas canibais e rios cheios de piranhas. Se você quiser que seja assim, primeiro contrate a produção da Discovery Channel, depois lembre-se de dar um ar de dramaticidade para tudo aquilo que está vivenciando e ainda assim faltará a parte dos índios canibais, pois estes, se um dia existiram, hoje estão em falta.

Uma gigantesca Samaúma, na região de Tefé, no Amazonas

Uma gigantesca Samaúma, na região de Tefé, no Amazonas


São várias as formas para conhecer a Amazônia, lembrando que é a maior floresta do mundo e ela não é homogênea. Formada por diversos tipos de florestas, rios em diferentes biomas é quase impossível ver tudo em apenas uma viagem (a não ser que a sua viagem dure 1000dias!). Nós fizemos várias incursões ao longo do maior rio do mundo, de Tefé à Ilha do Marajó, passando por Alter do Chão, Manaus, Belém e a Transamazônica e cruzando de Pacaraima, no norte de Roraima, até Rio Branco, no Acre e Puerto Maldonado no Perú. Ainda assim posso dizer que não conhecemos nem 5% das belezas que a região possui.

Sobrevoando o gigantesco rio Solimões na região de Tefé, no Amazonas

Sobrevoando o gigantesco rio Solimões na região de Tefé, no Amazonas


A maioria destes roteiros partem das grandes cidades e no fim ainda sentíamos a necessidade de ir mais longe e conhecer mais a fundo essa região. Existem alguns hotéis de selva bem agringalhados que te levam ao coração da floresta, mas se você quer conhecer a Amazônia na sua forma mais genuína, intensa e ainda confortável, o lugar para isso é a Reserva Sustentável do Mamirauá e sua pousada flutuante, o Uacari Lodge.

Chegando à Pousada Uacari, nossa casa pelos próximos 5 dias na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

Chegando à Pousada Uacari, nossa casa pelos próximos 5 dias na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas


Já comentei sobre a floresta e sobre o Instituto Mamirauá, hoje vou contar como foi o nosso roteiro durante os quatro dias que ficamos hospedados no coração da reserva. A pousada Uacari oferece pacotes de 2, 5 e 7 dias incluindo hospedagem, alimentação e todos os passeios guiados durante a estadia. Nós escolhemos o pacote de 4 noites, que se inicia sempre nas segundas-feiras e termina nas sextas, incluindo transfer do aeroporto de Tefé até a pousada flutuante.

A caminho da Reserva de Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

A caminho da Reserva de Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas



Dia 1 - Segunda-feira - 01/07/13


Voar sobre a floresta amazônica é uma experiência única. Só lá do alto temos a dimensão da grandiosidade da maior floresta do mundo. O verde entrecortado por sinuosos rios negros e solimões abre em nosso imaginário histórias, lendas, imagens que antes só víamos em documentários. Incrível a biodiversidade que se esconde sob esse tapete verde.

Sobrevoando o gigantesco rio Solimões na região de Tefé, no Amazonas

Sobrevoando o gigantesco rio Solimões na região de Tefé, no Amazonas


Uma hora depois chegamos à Tefé, localizada no coração da Amazônia, a 520km de Manaus. Lá fomos recebidos pelo pessoal da Uacari que logo nos conduziu para o embarcadeiro onde subimos em uma lancha rápida para mais uma hora e meia de viagem Rio Solimões acima, entrando no Rio Japurá onde flutua a pousada.

A bela Pousada Uacari, em plena Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

A bela Pousada Uacari, em plena Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas


Fomos recebidos pela equipe da pousada, todos moradores das comunidades ribeirinhas da reserva. Depois de acomodados em nossos bangalôs, saímos em um passeio de voadeira pelo cano principal da reserva.

Guia nos dá explicações durante passeio de canoa motorizada pela Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

Guia nos dá explicações durante passeio de canoa motorizada pela Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas


Adriano, nosso guia, foi ótimo não apenas apontando espécies de árvores, frutos e animais no caminho, mas explicando suas conexões e como funciona este ecossistema. Hoje avistamos vários macacos de cheiro se alimentando nas árvores inundadas à beira do rio e diferentes pássaros.

Fruta muito comum nessa época do ano na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

Fruta muito comum nessa época do ano na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas


A noite tivemos uma palestra com o Biólogo e Pesquisador Emiliano Ramalho sobre o Projeto Uiareté, sobre as onças da várzea amazônica. Muito boa!
Veja mais sobre a nossa chegada ao coração da amazônia aqui.

Dia 2 - Terça-feira - 02/03/13


Mesmo com a manhã chuvosa, pronta para mais um dia de explorações na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

Mesmo com a manhã chuvosa, pronta para mais um dia de explorações na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas


Tomamos um café da manhã logo cedo e saímos para um passeio de barco pela manhã, passando por outros rios e canos. Avistamos e identificamos uma infinidade de pássaros, tucanos, pica-paus, o gavião preto e o gavião panema, socó boi, socó onça, o jaçanã e até um alencorne. Leia mais...

Dia 3 - Quarta-feira - 03/07/13


Visita à comunidade ribeirinha na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Visita à comunidade ribeirinha na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Hoje é dia de visita a uma comunidade ribeirinha. Depois do café da manhã subimos no nosso único meio de transporte, o barco, e seguimos para a Comunidade Vila Alencar. Uma vila com não mais de 20 casas suspensas, tipo palafitas, uma escola, um barzinho palafita e até um curral flutuante! A vida desses brasileiros teve que se adaptar ao ritmo da floresta, 6 meses seca, 6 meses inundada. Leia mais...

Dia 4 - Quinta-feira - 04/07/13


Entrando de canoa na floresta alagada, na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Entrando de canoa na floresta alagada, na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Acordamos na paz da Floresta Amazônica, mas uma coisa ainda nos incomodava. Eu não queria ir embora sem encontrar um Uacari! Leia mais...

Dia 5 - Sexta-feira - 05/07/13


Nosso último e magnífico nascer-do-sol na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Nosso último e magnífico nascer-do-sol na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Dia de despedir-nos do Mamirauá, mas não antes sem dar um último passeio pelos arredores da pousada. Café da manhã com frutas, pão e chá e logo estávamos sobre a nossa canoinha com o grande Izael. Leia mais...

Mais detalhes sobre a Reserva Sustentável do Mamiraúa e essa viagem incrível nos posts:
- Viagem ao Coração da Amazônia
- Reserva do Mamirauá

Brasil, Amazonas, Tefé, Mamirauá, Amazônia, Pousada Uacari, Reserva Sustentável do Mamirauá, Rio Japurá, Rio Solimões, Uacari Branco, Varzea, Vila Alencar

Veja todas as fotos do dia!

Diz aí se você gostou, diz!

Lake Tahoe

Estados Unidos, Califórnia, Lake Tahoe

O magnífico Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

O magnífico Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


O Lake Tahoe está localizado a 1.897m de altitude no alto da Sierra Nevada, na fronteira entre a Califórnia e o estado de Nevada. Com 35km de extensão e 19km de largura é o maior lago alpino da América do Norte, com mais de 116 km de praias e baías e 490km2 de superfície.

Pássaros voam sobre o Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Pássaros voam sobre o Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Emerald Bay, canto mais famoso do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Emerald Bay, canto mais famoso do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Estes não são seus únicos superlativos, ele se destaca também por ser o segundo lago mais profundo da América do Norte, com 501 metros de profundidade, atrás apenas do Crater Lake que visitamos há pouco. A temperatura das suas águas transparentes e profundas cria correntes verticais, mantendo o lago acima do ponto de congelamento mesmo durante o inverno. No verão as praias lotam, seus ventos atraem kite e wind surfers, além banhistas e toda a sorte de esportes.

Muita neve em marina no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Muita neve em marina no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Seu nome, como muitos outros aqui nos EUA, derivou da palavra indígena “washo”, que na língua dos Washoe, nativos que habitavam a região, significa “lago”. Aí já viu, na falha da pronuncia dos colonizadores, de washo para tahoe foi um pulo. Em meados do século XIX a região foi explorada por garimpeiros em busca de ouro na Sierra Nevada. Na falta do ouro a extração de madeira se tornou a principal atividade e praticamente extinguiu toda a floresta nativa da área. Em 1864 foi fundada a cidade de Tahoe City como uma área de resort para a vizinha Virginia City, começando aí a sua longa trajetória como um dos principais destinos turísticos tanto de Nevada, quanto da Califórnia.

Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


São pelo menos 12 grandes áreas de esqui nas montanhas ao redor do lago, a mais popular delas é o Heavelny Mountain Resort no sul do lago, onde estão grandes hotéis e logo ali, na esquina com Nevada, os cassinos. O North Tahoe por sua vez, tem o charme e o encanto que falta no sul.

Carro fantasiado de morro de neve ao lado do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Carro fantasiado de morro de neve ao lado do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Tahoe City possui toda a infraestrutura de serviços, além de inns, hotéis e restaurantes mais selecionados. Um almoço na marina às margens do Lake Tahoe e com vista para a Heavenly Mountain é sem dúvida uma ótima forma de se sentir mais íntimo do lago.

Muita neve em marina no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Muita neve em marina no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Brunch com vista para o Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Brunch com vista para o Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Há poucos quilômetros dali está o Squaw Valley, que foi a sede dos Jogos Olímpicos de Inverno em 1962. A vila olímpica hoje virou uma vila turística aos pés de uma das mais disputadas montanhas de esqui. Os alojamentos foram transformados em hotéis, toda a estrutura foi reaproveitada e hoje é uma das áreas mais bacanas do norte.

A Vila Olímpica no Squaw Valley, no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

A Vila Olímpica no Squaw Valley, no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


As cadeirinhas esperam os esquiadores no Squaw Valley, no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

As cadeirinhas esperam os esquiadores no Squaw Valley, no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Homewood é uma pequena vila ao sul de Tahoe City, na margem oeste do lago, que possui uma estrada off-road belíssima. Logo no início está um sno-park para as brincadeiras e aluguel de equipamentos de neve, mas o bacana está em se aventurar pela estrada de snow mobile, cross country skies ou sapatos de neve e explorar as belezas naturais da região.

A bela paisagem tomada pela neve na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

A bela paisagem tomada pela neve na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Socializando com uma esquiadora cross-country, na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Socializando com uma esquiadora cross-country, na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Veículo com esquis, próprio para a neve, na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Veículo com esquis, próprio para a neve, na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Chegamos ao Lake Tahoe pela cidade de Trukee, ao norte do lago. A cidade, cortada por um trilho de trem ao longo da avenida principal, está repleta de restaurantinhos e inns super bacanas. Casas com telhados branquinhos, jardins cobertos de neve a neve caindo foram um mágico convite para pararmos por algumas horas e almoçarmos por ali.

Neve até onde a vista alcança, próximo à Susanville, na Sierra Nevada, Califórnoa, nos Estados Unidos

Neve até onde a vista alcança, próximo à Susanville, na Sierra Nevada, Califórnoa, nos Estados Unidos


A Ana derruba um bloco de nece de cima de uma árvore em uma estrada próxima à Susanville, na Sierra Nevada, Califórnoa, nos Estados Unidos

A Ana derruba um bloco de nece de cima de uma árvore em uma estrada próxima à Susanville, na Sierra Nevada, Califórnoa, nos Estados Unidos


No restaurante conhecemos Don e Barbara, nossos vizinhos de mesa, ele trabalha com mineração e ela agente de viagens e cruzeiros. Eles já viajaram o mundo em navios e adoraram ouvir sobre as nossas aventuras. A tarde que a princípio seria de explorações ao redor do lago acabou se tornando uma ótima oportunidade de socialização, fomos convidados a acompanhá-los no vinho, champagne e dá-lhe risadas e muitas histórias!

Nossos amigos Don e Barbara, que nos ofereceram vinho e champagne em um restaurante de Truckee, na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Nossos amigos Don e Barbara, que nos ofereceram vinho e champagne em um restaurante de Truckee, na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Estamos aqui no final da baixa temporada, quando todos os resorts ainda estão fechados esperando o acumulo de neve e a abertura oficial da temporada de inverno. O lado bom é que todos os preços ainda estão mais baixos e conseguimos nos hospedar no Squaw Valley Lodge, em frente à montanha nevada e à gôndola de esqui por um precinho bem camarada para os padrões de Tahoe. Acabamos não alugando nenhum equipamento de neve e deixamos para estrearmos no esqui lá no Utah ou Colorado. A neve chegou mais cedo este ano e os locais pareciam bem felizes de poderem estrear algumas das montanhas antes das hordas de turistas chegarem.

As pistas de esqui ainda estão fechadas no Squaw Valley, no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

As pistas de esqui ainda estão fechadas no Squaw Valley, no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Fiona enfrenta estradas cobertas pela neve na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Fiona enfrenta estradas cobertas pela neve na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


A melhor forma de conhecer a região é dirigindo ao redor do lago parando nos seus vários mirantes e atrações. A principal delas é a Emerald Bay, uma baía de águas esverdeadas que foi o cenário escolhido por Mrs. Lora Knight para a construção do seu pequeno castelo no ano de 1929.

Despedida do belo Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Despedida do belo Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Na orla do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Na orla do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


A casa apelidada de Vikingsholm foi construída em estilo escandinavo e ali, às margens do lago e nesta baía, por lembrá-la dos fiordes noruegueses. O acesso ao castelo é feito por uma trilha de pouco mais de 3km. O engenheiro e o arquiteto tiveram um trabalho e tanto, pois uma das exigências dela foi que nenhuma árvore fosse retirada do terreno, mantendo-o o mais intocado possível. Cenário de filme!

Vikingsholm Castle, na Emerald Bay, sul do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Vikingsholm Castle, na Emerald Bay, sul do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Entrada do Vikingsholm Castle, na Emerald Bay, sul do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Entrada do Vikingsholm Castle, na Emerald Bay, sul do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Continuamos a viagem, parando nos inúmeros mirantes ao redor do lago, passamos pela cidade de South Tahoe e cruzamos a fronteira com Nevada. Do lado de lá cassinos, imensos hotéis e centros de convenções parecem um mau presságio, mas alguns quilômetros depois chegamos ao Lake Tahoe State Park, que possui uma das vistas mais bonitas do lago! Chegamos lá no final da tarde, com o céu avermelhado em degrades de alaranjado, rosa, lilás e azul. Um pôr do sol sensacional!

Um maravilhoso fim de tarde no Lake Tahoe, visto do lado de Nevada, nos Estados Unidos

Um maravilhoso fim de tarde no Lake Tahoe, visto do lado de Nevada, nos Estados Unidos


Um maravilhoso fim de tarde no Lake Tahoe, visto do lado de Nevada, nos Estados Unidos

Um maravilhoso fim de tarde no Lake Tahoe, visto do lado de Nevada, nos Estados Unidos


Seja no verão ou no inverno, apaixonados por trilhas, caminhadas, esportes aquáticos ou de neve, o Lake Tahoe é um destino obrigatório na Califórnia. Mesmo para os mais preguiçosos, sua beleza cênica serve como inspiração para sair e explorar um dos recantos mais belos da Sierra Nevada. Só pesquisem bem e façam as suas reservas na alta temporada, pois sem dúvida você não será o único.

Celebrando a vida no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Celebrando a vida no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Califórnia, Lake Tahoe, North Tahoe, South Lake Tahoe, Squaw Valley, Tahoe City

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

Colón

Panamá, Colón

A Ana espera no táxi enquanto eu percorro os meandros da burocracia panamenha para tentar retirar a Fiona do porto, em Colón

A Ana espera no táxi enquanto eu percorro os meandros da burocracia panamenha para tentar retirar a Fiona do porto, em Colón


Chegando a Colón nos despedimos dos nossos amigos Andy, Alex e Ben que seguiram direto para Cidade do Panamá. A cidade feia e suja não impressiona... É exatamente como todos a haviam descrito. Um panamenho nos avisou: “Sabe o Rio de Janeiro? Pega só a parte ruim, esta é Colón.”

Colón, no Panamá, em tempos de celebraçao da independência do país

Colón, no Panamá, em tempos de celebraçao da independência do país


Nos aventuramos pelas ruas de uma das cidades mais violentas das Américas, até chegar ao nosso hotel. Casas caindo aos pedaços, lixo, bueiros entupidos e ruas inundadas em quaisquer dez minutos de chuva. Becos escuros, crianças desnudas no meio da imundice e do descaso. A cidade que já foi uma “Tacinha de Ouro” nos tempos da administração americana do Canal do Panamá, hoje parece ter sido completamente abandonada pelo poder público. “Olha, acho que era até melhor quando os americanos estavam aqui”, nos disse Júlio, o taxista. Preocupados com a malária e outras doenças, as bases militares norte-americanas asfaltaram, sanearam, combateram os mosquitos e faziam a limpeza e manutenção das cidades ao longo do canal.

Típico ônibus urbano em Colón, no Panamá

Típico ônibus urbano em Colón, no Panamá


O povo passa fome ao mesmo tempo em que vê o porto cada vez mais movimentado, o canal em ampliação e os ricos recursos nacionalizados se esvaindo nas mãos e bolsos dos políticos. Nada é reinvestido para o povo, nada garante que tenham as condições mínimas de saúde e moradia. A falta de emprego e esperança traz consigo o aumento da criminalidade. É um círculo vicioso que parece não ter fim...

Uma das entradas da gigantesca Zona Livre de Colón, no Panamá

Uma das entradas da gigantesca Zona Livre de Colón, no Panamá


A Zona Franca de Colón foi a primeira no mundo e é uma das principais atividades econômicas da cidade. Chato é que fecha aos sábados, domingos e feriados... vai entender! Acaba que nem dá ânimo de entrar ou ficar um dia a mais na cidade para comprar. Os navios aportam ali, as hordas de turistas entram, compram e seguem viagem. Nós chegamos com outra missão, retirar a Fiona do Porto de Manzanillo, mas essa é uma outra história.

A cidade de Colón (Panamá) faz justa homenagem a um de seus mais ilustres filhos

A cidade de Colón (Panamá) faz justa homenagem a um de seus mais ilustres filhos

Panamá, Colón,

Veja mais posts sobre

Veja todas as fotos do dia!

Diz aí se você gostou, diz!

Royal BC Museum

Canadá, Victoria

Totens indígenas expostos no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Totens indígenas expostos no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


O Royal British Columbia Museum é parada obrigatória na cidade de Victoria. Super completo e ao mesmo tempo leve, dinâmico e bem ilustrativo, o museu provincial tem atrações para todos os gostos e idades.

Observando um gigantesco mapa da British Columbia no Royal BC Museum, em Victoria, capital da província, no oeste do Canadá

Observando um gigantesco mapa da British Columbia no Royal BC Museum, em Victoria, capital da província, no oeste do Canadá


Além de uma imensa exposição sobre a história da British Columbia, ele possui um Cinema Imax com vários filmes interessantíssimos. Nós começamos a nossa visita pegando um cineminha e assistimos o filme documentário To the Arctic.

Imagens dos antigos habitantes da província, expostas no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Imagens dos antigos habitantes da província, expostas no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


O filme mostra a vida dos ursos polares sob a perspectiva de uma mãe com dois filhotes. A narração é feita por ninguém mais, ninguém menos que a gloriosa Merl Streep e a emocionante trilha sonora foi dirigida por Poul McCartney. O documentário é de uma beleza escandalosa, a mensagem é simples e clara: tudo isso irá acabar.

Um mamute nos recepciona na seção de História Natural do excelente Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Um mamute nos recepciona na seção de História Natural do excelente Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


O aquecimento global é sentido dia a dia nas terras geladas do Ártico. Ironicamente até o degelo forma paisagens maravilhosas, formando infinitas cachoeiras ao longo da parede de gelo que retrai aceleradamente a cada ano que passa. Os ursos polares se adaptaram a viver neste ambiente e precisam do gelo para poder se deslocar em busca de alimento. Na luta pela sobrevivência, batalhas dentro da própria espécie são travadas, como um urso polar macho que persegue os filhotes da ursa polar, em busca de alimento.



Saindo do cinema ouvimos um menininho de 6 anos dizendo: “todo mundo deveria assistir a este filme, em sua própria língua!”. Quer dizer, quanto tempo será que demorará para cada um de nós entender que a mudança não irá acontecer de cima para baixo? Não adianta esperarmos que os governos façam alguma coisa, pois é tão complexo que mesmo com toda a boa vontade política (que ainda não existe), eles não teriam este poder. A mudança tem que acontecer nos nossos menores hábitos de consumo energético, quantitativo e qualitativo. O problema somos nós, que continuamos alimentando uma sociedade consumista. Temos que buscar um equilíbrio, a sustentabilidade e perceber que somos também a solução e que sim, fazemos a diferença. O Ártico irá acabar e não serão apenas os ursos polares que irão morrer e extinguir-se, sem ele toda a vida no planeta como nós conhecemos hoje será destruída.

A antiga exploração de baleias, em foto no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

A antiga exploração de baleias, em foto no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


Eu nem preciso dizer que chorei no filme desde a primeira cena. Lágrimas emocionadas pela beleza tocante de uma terra distante que pouco conhecemos. Lágrimas de tristeza de saber que tudo isso irá desaparecer.

Gigantescos carangueijos expostos no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Gigantescos carangueijos expostos no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


Atordoados, continuamos a nossa visita pelo museu, passando pelos cenários hiper-realistas da era colonial, com cinemas, salões, hotéis, garimpos, minas de ouro, moinhos de água, florestas e praias. Aprendemos sobre a geografia, fauna, flora e a história desde os primeiros exploradores da região até a atualidade.

Assistindo a filme em réplica de cinema antigo, no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Assistindo a filme em réplica de cinema antigo, no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


Antiga propaganda sobre viagens na Inside Passage, no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Antiga propaganda sobre viagens na Inside Passage, no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


Tão impressionante e tocante como filme, para mim, é a parte da exposição sobre as nações indígenas, chamadas aqui de First Nations, as primeiras nações que residiam aqui no Canadá, incluindo a Costa do Pacífico. Uma diversidade imensa de culturas das diferentes etnias que compunham a complexa sociedade sobre estas terras há mais de 10 mil anos!

Gravura de antigo líder indígena exposta no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Gravura de antigo líder indígena exposta no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


Totens indígenas expostos no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Totens indígenas expostos no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


As hierarquias e políticas tribais, guerras pelos recursos naturais e a arte que se desenvolveu em torno deste povo está toda descrita pelas paredes, murais, fotos, máscaras e totens aqui presentes. E esta é apenas a exposição permanente! As exposições continuam, teríamos que passar, só aqui dentro, pelo menos mais dois dias completos para conseguir ver tudo, quem sabe numa próxima.

Imagens dos antigos habitantes da província, expostas no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Imagens dos antigos habitantes da província, expostas no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Canadá, Victoria, Aquecimento Global, British Columbia, Circulo Polar Ártico, Columbia Britânica, museu, To the Arctic

Veja todas as fotos do dia!

Gostou? Comente! Não gostou? Critique!

Diário de Bordo - Travessia

Colômbia, Cartagena, Panamá, San Blás

Adeus à Cartagena, na Colômbia. Próxima parada: Arquipélago de San Blás, no Panamá

Adeus à Cartagena, na Colômbia. Próxima parada: Arquipélago de San Blás, no Panamá


PRIMEIRO DIA – 20/11/11

Embarcamos no Lycka na Marina do Pescador, em Manga. Lá já conhecemos nossos companheiros de travessia: Ben e Alex, australianos, Andy, alemão, Johan espanhol amigo do capitão Marc e Glória, fechando a tripulação.

Os passageiros são levados para o veleiro que nos levará ao Panamá (na marina de Cartagena, na Colômbia)

Os passageiros são levados para o veleiro que nos levará ao Panamá (na marina de Cartagena, na Colômbia)


Estava um final de tarde lindo na baía de Cartagena. Contornamos a península de Boca Grande, até a saída onde ainda existe a muralha submarina que fechou a entrada da armada inglesa em Cartagena. Atravessamos por um pequeno rombo feito na muralha para que as embarcações pequenas pudessem usar esta saída. A Boca Chica é o canal de entrada para o porto, mais fácil de defender e por onde a Fiona deverá sair rumo ao Panamá amanhã.

Fim de tarde, deixando a cidade de Cartagena, na Colômbia, rumo ao Panamá!

Fim de tarde, deixando a cidade de Cartagena, na Colômbia, rumo ao Panamá!


No horizonte a chuva já se anunciava. Um show de luzes e relâmpagos animaram as primeiras socializações com os viajantes do barco. Primeiro dia, só com remédios para enjôo e muito vento na cara.

Passando pela Sociedade Portuária de Cartagena, na Colômbia (vista do veleiro que nos levará ao Panamá)

Passando pela Sociedade Portuária de Cartagena, na Colômbia (vista do veleiro que nos levará ao Panamá)


Só saí da parte da frente do veleiro para jantar e depois quando começou a chover. Entrei no quarto quase chorando, pensando que ia morrer, de tão mareada e enjoada que eu estava. A noite foi dura, mar agitado e banheiro bem movimentado a um metro da minha orelha. Dormi apenas uma hora, é a aventura começou!

Feliz com o início da viagem de veleiro de Cartagena, na Colômbia, até o Panamá

Feliz com o início da viagem de veleiro de Cartagena, na Colômbia, até o Panamá



SEGUNDO DIA – 21/11/11

Nem sinal de terra à vista no primeiro dia de navegação entre Cartagena (Colômbia) e San Blás (Panamá)

Nem sinal de terra à vista no primeiro dia de navegação entre Cartagena (Colômbia) e San Blás (Panamá)


Uma noite, um dia inteiro e outra noite de navegação. Navegamos o dia inteiro, sem avistar nenhum outro barco e com uma rápida visita de lindos golfinhos saltitantes. A medida do impossível, vou aproveitando para socializar com Johan, que me contava suas histórias e a boa vida na Costa Brava espanhola e com Glória, nossa sub-capitã, cozinheira e nova amiga colombiana.

Golfinhos nos acompanham em mar aberto no primeiro e longo dia de travessia de veleiro de Cartagena (Colômbia) até o arquipélago de San Blás (Panamá)

Golfinhos nos acompanham em mar aberto no primeiro e longo dia de travessia de veleiro de Cartagena (Colômbia) até o arquipélago de San Blás (Panamá)


Estas foram as duas piores noites de sono da minha vida. O vento e a chuva agitou o mar entre Cartagena e o Arquipélago de San Blás. Apesar do pesadelo que todos passaram enquanto todos os objetos caíam durante a noite: CDs, livros, copos, pratos, lixo e tudo o que imaginar voando pela cabine principal. Eu já fui mais “esperta” nesta noite e diminuí o intervalo dos remédios para enjôo, conseguindo dormir um pouco mais.

Vista a partir do nosso quarto da parte interna do veleiro que nos levou da Colômbia para o Panamá

Vista a partir do nosso quarto da parte interna do veleiro que nos levou da Colômbia para o Panamá

Colômbia, Cartagena, Panamá, San Blás, América Central, Diário de Bordo, travessia, Veleiro

Veja mais posts sobre América Central

Veja todas as fotos do dia!

Não se acanhe, comente!

80 anos

Brasil, São Paulo, Ribeirão Preto

O aniversariante durante festa na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

O aniversariante durante festa na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo


Desde que decidimos estender a nossa viagem e priorizar o roteiro, em revelia aos 1000 dias estipulados no início do nosso planejamento, nós sabíamos que este dia ia chegar. Dia 20 de Junho de 2013, o dia em que comemoramos os 80 anos do homem que, de certa forma, tornou possível tudo o que estamos vivendo hoje. Há 80 anos nascia o meu sogro, Gustavo Afonso Junqueira.

O aniversariante e os sete irmãos, na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

O aniversariante e os sete irmãos, na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo


Seu Gustavo, pai de Lina, Lalau, Pedro, Guto, Rodrigo e Paulinho, completa hoje 80 anos de alegrias, 80 anos de sucessos e realizações, 80 anos de ótimos exemplos, 80 anos de muitas histórias, muitas viagens, muitos ensinamentos aos seus filhos que não apenas o respeitam, mas o têm como um exemplo de homem, pai, filho, profissional e amigo. Para mim bastou uma noite na companhia do Seu Gustavo e minha sogra Dona Nilza para entender e absorver todo o sentimento que o Rodrigo expressa por eles. Foi em Curitiba há quase 7 anos, fomos à uma apresentação de jazz e um jantar deliciosos, quando tive o prazer de conhece-los. Anos mais tarde, à beira da Praia Grande na Ilha do Mel, tive o prazer maior ainda de ser recebida de braços abertos pelo patriarca e pela matriarca da Família Briza Junqueira, minha nova família com quem casei de coração aberto e sorriso no rosto, orgulhosa por passar a fazer parte dela.

Reencontro com os pais na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

Reencontro com os pais na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo


Não fosse o Seu Gustavo, e claro! a Dona Nilza, este sonho que estamos vivendo hoje, simplesmente não seria realidade. Depois de 3 anos sem encontra-los, motivos para pegarmos um avião em Boa Vista e voarmos até Campinas (seguidos de 3 horas de carro até Ribeirão Preto) não faltavam! No aeroporto de Campinas Lalau, irmã do Ro vinda de São Carlos e minha mãe, vinda de Curitiba, já nos esperavam, tão ansiosas quanto nós! Foi a primeira emoção! Foram mais de 9 horas entre Boa Vista e Campinas, com paradas em Manaus e Brasília, mas ainda assim o avião nos pareceu quase uma máquina encantada! Como assim entramos em um trambolho voador e caímos aqui, ao lado das pessoas que amamos!? É mágico!

Levantando voo em Boa Vista, capital de Roraima, às margens do Rio Branco

Levantando voo em Boa Vista, capital de Roraima, às margens do Rio Branco


As 3 horas de viagem em que Lalau dirigiu na madrugada entre Campinas e Ribeirão passaram voando. Eram muitas histórias, muitas curiosidades, muitos assuntos para colocarmos em dia. Chegamos em casa as 3 da manhã e no dia seguinte, as 9h, como num passe de mágica, acordamos para tomar o café da manhã com a família! O momento preferido do meu amor, Rodrigo, que ama tomar um suco de laranja fresquinho, um iogurte com granola e morangos picados, seguidos por um pãozinho francês com requeijão. Parece que tudo aqui tem um sabor diferente, é o sabor de estar casa! Até os morangos são mais vermelhos e docinhos! Dona Nilza e Seu Gustavo estavam na mesa e aos poucos foram recebendo seus filhos, netos e nora, que acordavam um a um e aos poucos iam preenchendo a casa novamente. Casa cheia!

Família reunida na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

Família reunida na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo


Demos aquele abraço gostoso, os primeiros parabéns ao aniversariante do dia, do mês, do ano! Porém hoje o dia prometia, não apenas nós, mas mais de 80 pessoas vindas de todos os cantos do Brasil logo se reuniriam na fazenda em uma grande festa para comemorar o aniversário. Hora de rever toda a família, tios, primos, filhos dos primos e amigos que sob as jabuticabeiras brindaram e se emocionaram com as palavras do jornalista e poeta da família, que em forma de conto bíblico narrou a trajetória do pai.

Tradicional pose para fotos, durante festa na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

Tradicional pose para fotos, durante festa na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo


Foram momentos especiais que durariam mais dois dias, indo e vindo entre Ribeirão Preto e a Fazenda Cruzeiro, cercado de pessoas queridas que não precisam de minutos para estarem íntimas novamente, mesmo depois de 3 anos sem se ver. Família é isso, tem lugar mais confortável no mundo que estar entre aqueles que amamos?

Reencontro com primos e irmãos na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

Reencontro com primos e irmãos na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo


Essa imersão familiar só me deixou ainda mais saudosa de Curitiba, que não entrou nos nossos planos de “férias das férias”, já que estaremos passando por lá de carro em alguns meses. Logo será a minha vez de reencontrar meu pai, irmã, sobrinha, tios, primos e amigos!

Fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

Fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo


Seu Gustavo e Dona Nilza como sempre muito ativos, seguem as comemorações dos 80 anos em uma programação intensa e nós iremos acompanha-los! De Ribeirão seguiremos com eles e Lina, minha cunhada, para a Praia de Picinguaba, no litoral norte de São Paulo. Fecharemos a nossa curta temporada paulista em um novo reencontro familiar na casa de nossos primos em Ilhabela, contando os dias para voltarmos a encontra-los em um futuro não muito distante, ao final dos 1000dias. Até lá terei tempo para me inspirar novamente e tentar ser mais inventiva, pois terei que escrever mais um post comemorativo de 80 anos, né Dona Nilza?

Fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

Fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

Brasil, São Paulo, Ribeirão Preto, 80 anos, aniversário, Família

Veja todas as fotos do dia!

Gostou? Comente! Não gostou? Critique!

Nós & Elis, a gente era feliz - e sabia.

Brasil, Piauí, Teresina

Dedicatória de Joca Oeiras no livro que organizou

Dedicatória de Joca Oeiras no livro que organizou


Nós & Elis, mais que um bar foi um espaço cultural que fez parte da história de uma geração de jovens estudantes, artistas, políticos e formadores de opinião piauienses. O espaço foi inaugurado em 1984, ano da votação da emenda Dante de Oliveira, que estabelecia eleições diretas para presidente. Embalado pelo Diretas Já, por um sonho de democracia e liberdade de expressão, o Nós & Elis foi palco para muitas discussões políticas e culturais. O seu criador, Elias Ximenes Prado Júnior era um idealista fervoroso. economista formado na UNB, deixava claro mesmo para sua esposa que a política vinha em primeiro lugar na sua vida, “pois tinha uma missão de ajudar o seu povo a ter uma vida melhor”. Além disso, era um apaixonado pela arte e cultura e enxergava o potencial dos jovens artistas piauienses, que não possuíam um espaço onde fossem reconhecidos.

Elias Ximenes Prado Junior, proprietário do 'Nós e Elis' (foto presente no livro)

Elias Ximenes Prado Junior, proprietário do "Nós e Elis" (foto presente no livro)


Aí nasceu o Nós & Elis um bar onde muitos se conheceram, apaixonaram, casaram, indignaram, choraram, beberam e comemoraram a vida. Onde os artistas tinham liberdade de desenvolver a sua arte, onde as composições próprias eram bem vindas, desde que passassem pelo crivo de Elias. Era a sua casa, sempre de portas abertas a todos que quisessem entrar, mas se alguém desrespeitasse algum artista ou seus ideais políticos, sem nenhuma cerimônia era expulso pelo dono do bar e convidado a nunca mais retornar. Ali Elias construiu um espaço para expor as suas ideias, discuti-las com jovens engajados e que muitas vezes compartilhavam do mesmo sonho, pavimentando o seu caminho para um futuro político, unindo o útil ao agradável.

Vários artistas e personagens ficaram marcados na história do Nós & Elis, dentre eles Geraldo Brito, Roraima, Paulo Aquino, Netinho da Flauta, músicos, Kenard Kruel, jornalista e boêmio, Vera Mascarenhas, esposa de Elias e tantas outras pessoas que hoje nos contam a história deste lugar, que nunca conheci e nunca poderei conhecer, mas sinto como se fosse freqüentadora assídua e parte desta história. Todos eles estão presentes no livro organizado por Joca Oeiras, um jornalista paulista radicado em Oeiras, interior do Piauí. O coletivo de autores reúne dezenas de histórias que gravitam em torno da memória e das saudades deixadas pelo Nós & Elis.

Capa do livro 'Nós e Elis', de Joca Oeiras

Capa do livro "Nós e Elis", de Joca Oeiras


O testemunho de Natércia Rangel sobre Netinho foi para mim um dos pontos altos do livro, que de repente abre um parênteses do Nós & Elis e nos conta notícias deste amigo tão querido, vindas de um mundo que não vemos, porém no qual acredito muito, o mundo espiritual. Natércia descreve a “Viagem de Netinho” desde o início, sua vida, sua passagem e como está “do lado de lá”. Uma homenagem sensacional a um personagem tão presente na vida deste grupo de amigos.

Quando chegamos a Teresina eu logo me senti em casa, vi a placa da UFPI e pensei, o Nós & Elis é para lá! Logo passamos pela Av. Frei Serafim e visualizei o fusca de Kenard Kruel voando pelas ruas, calçadas e canteiros com Paulo Moura ao volante (que não sabia dirigir) e William Melo Soares, poeta, pedindo para descer e salvar a sua vida. Os logradouros já me eram familiares, a Primeiro de Maio e a Av. Miguel Rosa, o Teatro 4 de Setembro, etc. A cidade já possuía outra atmosfera, eu sabia que ali existia um grupo de artistas, intelectuais e pessoas que faziam, e ainda fazem de Teresina um lugar especial. A minha agonia era de não saber onde encontrá-los, imaginar que poderiam estar reunidos em uma mesa de bar ou na casa de um deles ali ao lado. Ou ainda, nesta nova fase, cuidando de suas vidas, cada um na sua casa, com sua família, filhos, esposas, seus livros e violões.

Joca Oeiras em suas pesquisas para a edição do livro 'Nós e Elis' (foto retirada do livro)

Joca Oeiras em suas pesquisas para a edição do livro "Nós e Elis" (foto retirada do livro)


Existem alguns lugares no mundo que tenho saudades sem ter conhecido e que sei que nunca mais poderei conhecê-los. As 7 Quedas, as Estátuas de Buda explodidas pelos Talibãs no deserto de Bamyian, o Rio de Janeiro boêmio de Tom e Vinícius e o Nós & Elis, de Elias Prado, GB e tantos outros. Fica aqui o registro e o meu agradecimento a Joca Oeiras e a todos que compartilharam comigo suas memórias, ou melhor, as nossas memórias de um tempo em que a gente era feliz - e sabia.

Eu e meu livro, presenteado por Joca e Bill, em Oeiras - PI

Eu e meu livro, presenteado por Joca e Bill, em Oeiras - PI

Brasil, Piauí, Teresina, Joca Oeiras, Nós & Elis

Veja todas as fotos do dia!

Diz aí se você gostou, diz!

Página 665 de 113
Blog da Ana Blog da Rodrigo Vídeos Esportes Soy Loco A Viagem Parceiros Contato

2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet