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diogo (04/03)
olá ana , eu moro no vale do catimbau !todos os dias da manhã contemplo...
vanesça dias (04/03)
Thales Brandão (03/03)
Legal sua reportagem sobre o Raso da Catarina. Sou professor universitár...
Tatiana Queiroz (03/03)
Oi, Ana. Confesso que não imaginava que a região Norte tivesse tanta co...
milena (03/03)
Obrigada Ana por dividir conosco a sua experiencia. Estou pensando seriam...
Após a manhã de caminhadas pelo Rio Celeste, almoçamos rapidamente em Bijagua e pegamos a Carretera Inter-Americana em direção à Nicarágua. Os trâmites fronteiriços sempre são um pouco enrolados, a imigração da Costa Rica está em reforma e a fila de caminhões dos dois lados da fronteira deixa tudo um pouco confuso. No lado nicaragüense, uma enxurrada de guias de fronteira nos aborda oferecendo seus serviços, para ajudar a fazer os papéis de imigração e aduana por uma gorjeta. Já escolados, dispensamos a ajuda, seguimos para a imigração, compramos o seguro obrigatório, preenchemos os formulários e entramos nas filas da Polícia Federal e da Aduana. Nada muito complicado, só bastante enrolado.
Estrada entre PN Tenório, Peñas Blancas e San Juan del Sur
Aqui escurece cedo. Eram 17h30 quando nós pegamos a estrada, a nossa primeira na Nicarágua, à noite. Não gosto, não me sinto confortável, não sabemos por onde estamos passando, que tipo de gente pode haver nessas estradas, mas não tinha outro jeito. Depois de meia-hora presos no engarrafamento de caminhões, conseguimos nos liberar e seguir para a nossa primeira parada: San Juan del Sur, na costa do Pacífico.
Igreja decorada para o natal em San Juan del Sur, na Nicarágua
Falésia colorida na Barra do Cahy, em Cumuruxatiba - BA
Um dia preguiçoso, o sol nasceu um pouco preguiçoso e brigando com o vento e as nuvens para conseguir garantir o seu espaço. Saímos do Corumbau em direção à Barra do Cahy, um daqueles lugares paradisíacos com rio, praia e falésias, já que a paisagem nordestina as prefere às montanhas. Passamos por uma pequena comunidade, aldeia indígena que resiste bravamente desde os idos de 1500.
O rio Cahy, em Cumuruxatiba - BA
Tupiniquins que viviam tranquilos e em paz na sua taba olham para o mar e avistam algo estranho se aproximando, não sabem do que se trata, nunca viram algo parecido, tão grande e espalhafatoso. Todos correm e se armam com arcos e flechas, prevendo o perigo que se aproxima, mal sabem eles... hoje é o dia do descobrimento do Brasil.
Explorando o rio Cahy, em Cumuruxatiba - BA
Dezenas de caravelas portuguesas navegam em direção à costa brasileira sem saber o que irão encontrar. “Terra à vista!”, grita o marinheiro ao avistar terra e uma montanha, que por ser tempo de páscoa chamaram de Monte Pascoal. Pensavam que seriam as Índias, mas logo notam que estavam equivocados. A primeira caravela se aproxima da praia e alguns portugueses desembarcam na praia, junto à Barra do Rio Cahy e lá encontram os primeiros habitantes locais e passam a chamá-los de índios.
Mangue na Barra do Cahy, em Cumuruxatiba - BA
Os tupiniquins não sabem se devem confiar nestes homens esquisitos, vestidos de forma estranha. Há uma primeira troca de bugigangas e aos poucos os índios vão ganhando confiança. No terceiro dia dois dos líderes da tribo vão à embarcação portuguesa, desnudos, chocam parte da tripulação, ainda não acostumada ao hábito dos locais. Logo todos já estão amigos e os índios começam a ajudar os portugueses a carregar lenha para as embarcações, para produção de carvão. Assim começa a história do Brasil que todos nós já bem conhecemos, o desmatamento, a exploração da colônia, a perseguição aos nativos e o genocídio da população que ocupava as terras do novo continente.
Falésia colorida na Barra do Cahy, em Cumuruxatiba - BA
Quando chegamos ao Cahy é praticamente impossível não refazermos em nossa mente toda esta história, imaginar que foi ali que tudo isso aconteceu. Na estrad que usamos para chegar lá, são centenas de hectares de pastos e eucaliptos que hoje substituem o que um dia foi a Mata Atlântica. Quanto não foi devastado? Aqui vemos claramente onde foi que tiraram os 92% da Mata Atlântica que um dia existiu no Brasil. Este é um problema que vem de longe, fomos colonizados desta forma, foi assim que nasceu a nossa cultura e o nosso povo, da extração, da exploração, difícil mudar algo que vem se enraizando há mais de 500 anos.
Praia na Barra do Cahy, em Cumuruxatiba - BA
Belíssima praia, o rio ainda não “pocou”, por estar com seu volume baixo suas águas ainda não encontraram o mar. As falésias mostram que o mar tem sido bravo em conquistar mais espaço. Seguimos adiante e aproveitamos o dia em que devo me resguardar para conhecer de carro um pouco mais do litoral. Cumuruxatiba, uma vila que fica apenas 14km mais ao sul, nos lembrou muito a Ilha do Mel, praia, mata, um estilo meio alternativo das casas e pousadas. Um almoço no restaurante do Hermes e um brinde, ao descobrimento do Brasil! O sol vai ganhando ainda mais espaço e dando a promessa de que veio para ficar.
Restaurante do Hermes, em Cumuruxatiba - BA
As impressionantes cataratas de Niagara, em Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos
As grandes Cataratas do Niágara que estão na fronteira entre o Canadá e os Estados Unidos foram a primeira atração turística dos Estados Unidos. Formadas pelo Rio Niágara que conecta dois dos Grandes Lagos, o Lago Erie e o Lago Ontário. A cor das águas estava linda, o azul se destacava no meio da espuma branca da principal queda conhecida como Horseshoe Falls (Ferradura), que são também as mais famosas. Do lado americano vemos as American Falls e a Véu de Noiva que têm a melhor visão também do lado canadense.
O ponte internacional em Niagara Falls, que liga o Canadá aos Estados Unidos
A tradição de visitar as cataratas nasceu em 1801, quando a filha do então vice-presidente americano Aaron Burr, Theodosia, decidiu passar a sua lua de mel na região. Ela foi seguida por Jerome Bonaparte, irmão do Napoleão em 1804 e a partir daí o turismo em Niagara só cresceu e recebeu visitas de famosos como a Marlin Monroe, Princesa Diana e o Rei George V da Inglaterra. Hoje a cidade recebe mais de 50 mil recém-casados em lua de mel todos os anos!
Movimento de turistas em Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos
Você sabia?
• Que em 1848 geleiras dentro do Lago Erie bloquearam a passagem de água para o Rio Niágara? A consequência disso foi o desaparecimento temporário das Cataratas do Niágara, que “secaram” durante 30 horas!
As impressionantes cataratas de Niagara, em Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos
• Que em 1901 a Professora Annie Taylor, uma velhinha doida de 63 anos que queria ficar rica e famosa, se enfiou em um barril com o seu gato e se jogou no rio no alto das Cataratas do Niágara? A doida sobreviveu, teve mais sorte que outro maluco que na década de 90 tentou saltar de um jet sky e abrir um paraquedas.
Barco abarrotado de turistas se aproxima das Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos
As Cataratas do Niágara me surpreenderam! Fizeram a brasileira e paranaense bairrista aqui tirar o chapéu e voltar atrás quando desfazia da sua grandeza comparada às Cataratas do Iguaçú. As nossas são maiores e mais bonitas, são mesmo, mas estas também não deixam nada a desejar! Da forma como muitas pessoas, inclusive americanos e canadenses, já as haviam descrito para mim, eu achava que seriam umas cascatinhas! Não, o volume de água é imenso e o cenário é maravilhoso! Só é um pouco estranho elas estarem rodeadas de uma cidade com grandes prédios, hotéis, torres e várias construções, completamente dominadas.
Os enormes hotéis e cassinos em frente à Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos
Então, para visitar as Niagara Falls basta chegar à cidade do mesmo nome, estacionar o carro em um dos vários estacionamentos que cobram entre 15 e 20 dólares e caminhar pela avenida ao longo do rio. Se você quiser um encontro mais íntimo com a bichinha você pode pagar por um tour no barco “Maid of the Mist”, que acelera seus motores e chega bem próximo à ferradura!
Barco abarrotado de turistas se aproxima das Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos
A Fiona foi conhecer as famosas Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos
Se você tem mais uma tarde ou dois dias para explorar a região e não quer ficar se esbaldando em compras no Duty Free, pegue o carro e vá até a cidadezinha de Niagara on the Lake. Essa dica veio dos nossos amigos e de vários outros canadenses que visitam as cataratas, mas para almoçar e ter um ambiente mais tranquilo dirigem 20km ao norte.
Turistas caminham pela charmosa Niagara-on-the-Lake, no Canadá
Testando a água do lago Ontario, em Niagara-on-the-Lake, no Canadá
A cidadezinha é um charme, tem belas vistas do Lago Ontário e várias opções de restaurantes. No dia seguinte o que eu teria feito, se tivesse tempo, seria um tour pelas vinícolas ao longo das rodovias 81 e 87, degustando algumas das maravilhas de Baco produzidas na região.
Visitando as famosas Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos
Despedida do Rodrigo e da Rosana, que nos deram um lar em Porto Velho, capital de Rondônia
Rodrigo é piloto de helicóptero, tenente da FAB, foi escoteiro do Grupo Escoteiro Paraná Clube junto comigo e minhas irmãs. Há pouco mais de uma década não nos víamos e foi a tecnologia e as redes sociais que nos aproximaram novamente. Uma viagem como essa traz muitos aprendizados e um dos mais bacanas é que não interessa se você conhece ou não, ou se está muito tempo sem falar ou ver uma pessoa, sempre terá alguém disposto a nos receber de braços abertos. Rodrigo foi um desses casos, quando ele soube que passaríamos por Porto Velho já fez o convite para ficarmos na casa dele. Mantivemos contato e nós, é claro, aceitamos o convite! Meses depois estamos nós aqui, depois de 3 dias de travessia da BR-319, praticamente emendados com mais 3 dias descendo o Solimões de barco entre Tefé e Manaus.
Rosana é gaúcha e conheceu o Rodrigo em Santa Maria, enquanto ela estava na faculdade, ele estava servindo na Força Aérea da cidade. Ela é comissária de bordo, vive indo e vindo, mas sempre encontra um tempo na sua tumultuada escala para ir para casa lá em Porto Velho. Quando ela chegou fizemos uma programação para conhecer um pouco da capital rondoniense, detalhes neste post.
Com o Rodrigo e a Rosana, no parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia
Eu já estava destruída, com muita tosse e uma inflamação crescente na minha crise de rinite, foi chegarmos a Porto Velho que tive febre e caí de cama. Nosso plano inicial era passarmos um dia, talvez 2 em Porto Velho, mas este princípio de pneumonia nos obrigou a diminuir o ritmo e parar. O Rodrigo conseguiu uma consulta com a médica da FAB para mim e ela confirmou o diagnóstico que minha mãe havia feito via Skype. Com uma receita médica em mãos, compramos a amoxicilina que iria tratar a infecção e me tirar do quadro agudo.
Assim, os dois primeiros dias em Porto Velho foram de descanso e reorganização. Tiramos toneladas de barro que cobriam a Fiona com o vap do Rodrigo, ela finalmente tinha cor novamente. Depois passamos a tarde lavando a calçada que o Ro espertamente sujou com o a sujeira e o barro que vinha se acumulando desde o México! Rsrs! Ficou uma lambança só, lama por todos os lados e a varanda toda estampada com as patas do Stark e da Bela que não entendiam o que nós dois estávamos fazendo ali.
Aproveitamos e fizemos uma faxina geral na nossa casa-carro. Descarregamos toda a nossa tralha na casa do Rodrigo e demos uma bela geral na organização e na limpeza das coisas. Levamos a Fiona para a revisão dos 150 mil km na concessionária Nissan-Toyota (sim, Nissan e Toyota juntas) de Porto Velho. E ainda fizemos umas 3 máquinas de roupa. Carro limpo e revisado, roupas lavadas e eu, renovada e medicada! Numa situação dessas, depois de dias no mato, não tem coisa melhor que chegarmos em uma casa em vez de um camping ou uma pousada, muito obrigada pelo carinho e acolhida Rodrigo e Rosana!
Despedida do Rodrigo e da Rosana, que nos deram um lar em Porto Velho, capital de Rondônia
É, as vezes é bom estar de volta à civilização.
Curtindo o fim de tarde no alto da duna do pôr-do-sol em Jericoacoara - CE
Hoje foi um dia atípico, fiquei me sentindo como a Gretchen, cantando o “Piri Piri... Ai ui ÚI”! Acordei cedo e vi que ainda estava “estranha”. Tomei café e continuei “estranha”. O plano hoje era andar 10km até Mangue Seco e voltar mais 10km para Jeri. “Nem a pau Juvenal!”, foi o que meu corpo respondeu. Uma leve sensação de febre, sem alteração de temperatura e dores não muito amigas na região abdominal. Combinei com o Rodrigo, você vai e eu fico.
Subindo a duna do pôr-do-sol no fim de tarde em Jericoacoara - CE
Ele planejou que voltaria em 4 horas, 3 das quais eu continuei dormindo entregue e feliz no nosso quarto na Pousada Calanda. Na última hora levantei para escrever, pois sabia que o meu “chefe” já ia chegar e me reprimir se eu não tivesse produzido nada. Rsrs! Descobri pouco antes dele chegar que está acontecendo um surto de piriris aqui na vila, não sabem ao certo se é um vírus ou se é da água, fato é que várias pessoas relataram o mesmo sintoma agora neste início de inverno.
Pôr-do-sol em Jericoacoara - CE
O Ro chegou exatamente no tempo planejado e com a mesma notícia, havia descoberto o surto. Outra notícia intrigante dos nossos amigos aqui da pousada foi que ontem a noite houve um tremor de terra aqui na região. O pessoal de Mangue Seco sentiu mais, o chão tremeu, ouviram o som como de um trovão e as telhas tilintaram. Terremoto em Jeri? Já pensaram? Era só o que faltava... rsrsrs.
Autofoto na duna do pôr-do-sol em Jericoacoara - CE
Logo saímos para um passeio, fotos na duna do pôr-do-sol e um derradeiro banho de mar.
Correndo em disparada duna abaixo! (em Jericoacoara - CE)
Se eu estivesse mais disposta ainda me arriscaria num sand board.
Tudo o que desce, sobe! (em Jericoacoara - CE)
Sem dúvida um mergulho vai me ajudar a melhorar.
Entrando no mar no fim de tarde de Jericoacoara - CE
Almoçamos já com a noite caindo, assistindo ao belíssimo show de raios que iluminavam o céu de Jeri.
Pôr-do-sol em Jericoacoara - CE
Pois é, hoje fiquei sem muito mais o que falar. Quem quiser conhecer Mangue Seco e mais aventuras deste dia, acesse o blog do Ro. Ao menos minha homeopatia, horas de sono e muitas águas de coco me garantiram o dia de amanhã, pouco mais de 20km até Tatajuba e outros tantos por lá!
Últimas luzes em Jericoacoara - CE
O vulcão Baru, ponto mais alto do Panamá, na região de Boquete
Boquete está localizado no norte do Panamá em uma região montanhosa de matas verdejantes, rios e corredeiras. Para muitos turistas que vem ao Panamá em busca de praia e sol é só um ponto de passagem entre Boca Chica, no Pacífico e Bocas del Touro, no mar do Caribe. Porém aos poucos essa pequena cidade se tornou um pólo de imigração, principalmente de norte-americanos aposentados ou em busca de uma vida mais tranquila. Assim, enquanto andamos pela região encontramos sinalizações e placas de venda de imóveis em inglês. A infra-estrutura da pequena vila já começou a se transformar e já oferece um comércio especial, lojas especializadas em vinhos, cafés, padarias e pequenos restaurantes deliciosos. O clima frio a faz um destino turístico romântico para casais com hotéis boutiques, spas, visitas a plantações de café e jardins botânicos particulares.
O rio que corta Boquete, no Panamá
As montanhas e rios por outro lado a fazem um hot spot para aventureiros e mochileiros de todos os cantos do mundo que vem em busca de trilhas e emoção nas rápidas da região. O melhor período para visitar a região é entre janeiro e março, quando o clima está mais seco e as trilhas mais transitáveis.
Papagaio panamenho, na região de Boquete, no Panamá
As principais atividades de aventura são o trekking para o Vulcão Barú (3.475m), uma caminhada noturna que inicia à meia-noite e dura 5 horas, para ver o nascer do sol. O Sendero dos Quetzales, uma ave de longas plumas coloridas encontrada principalmente nas matas tropicais da América Central. Essa trilha está oficialmente fechada pelas autoridades, pois ano passado um guia morreu levado por um rio, depois de cruzar seus clientes são e salvos. Aqui o fenômeno de “cabeça-d´água” é muito comum nos rios, quando a chuva no alto da montanha aumenta sobremaneira o volume dos rios, pegando de surpresa quem está na parte mais baixa. São 3 cruzes de rio, sem ponte, e ainda assim algumas pessoas acabam arriscando e entrando na trilha, sabendo de todos os riscos.
Depois das águas quentes dos poços termais, nada como um rio de águas frias! (na região de Boquete, no Panamá)
Há outras trilhas e atividades como o Canopy Tree Trek, vulgo arvorismo, também disponíveis e menos arriscados para as épocas de chuva. Agora, uma das mais famosas atividades de aventura da região, e menos sujeita às intempéries, é o rafting no Rio Chiriquí e Churiquí Viejo. Várias agências de turismo de aventura operam, mas deve ser agendado com pelo menos um dia de antecedência, já que o tour parte as 7h da manhã.
Lembrança de Boquete, no Panamá
Outra curtição para os brazucas é passear pela cidade se divertindo com as placas que encontramos pela cidade da piada pronta. Eu confesso que meu botão já mudou para o espanhol, então eu nem conseguia mais achar tão engraçado. Ainda assim foi impossível não morrer de rir com o post do Eduardo no blog da sua viagem de 111dias pela América Latina (clique aqui). Vale boas gargalhadas!
Para nós, brasileiros, a cidade da piada pronta! (Panamá)
Se você gosta daquele clima de montanha, ar puro, barulho de rio e estar rodeado por natureza, seja qual for o seu estilo, vale incluir pelo menos 2 dias no seu roteiro para explorar esta região.
Gostaria apenas de fazer um registro e um agradecimento especial à Lia e ao Zé Carlos, proprietários da Pousada Casa da Geléia onde ficamos hospedados em Lençóis. Acordar todos os dias, espreguiçar na varanda com a vista linda da serra de Lençóis e curiosos para descobrir qual seria o nosso café da manhã, preparado com todo o carinho por Lia. Enquanto o Rodrigo se lambuzava com as milhares geléias “home made”, eu ficava ouvindo as histórias do Zé Carlos, paulista radicado na Bahia e que chegou em Lençóis há 35 anos!
Visão de Lençóis - BA
1975, como era Lençóis, como ele foi parar ali? O Zé Carlos deveria escrever um livro com a sua trajetória. Formado em direito na cidade de São Paulo ele não quis esperar para ver o que a ditadura faria com o Brasil, colocou o pé no mundo e morou em Paris, Canadá, Estados Unidos, terminando sua jornada com uma longa viagem por terra dos EUA até o Brasil, passando pelo Chile, Argentina e Uruguai. Partiu do Chile antevendo o período negro que se aproximava, 2 semanas antes do golpe militar que colocaria Pinochet no poder. De volta ao Brasil passou por São Paulo e foi-se embora para a Bahia, onde começou a trabalhar com turismo até que ouviu falar desta pacata cidade incrustada em meio à Chapada Diamantina, lugar belíssimo. Apaixonou-se pelo lugar e por uma donzela, Lia, com quem está casado até hoje e tem um filho chamado Lúcio.
Com o Zé Carlos e a Lia na Pousada Casa da Geléia, em Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
A convivência com esta família foi muito especial, histórias, receitas e muitas risadas. Nós costumamos dizer que nada acontece por acaso, sempre temos boas surpresas no nosso caminho e hospedar-se na Casa da Geléia sem dúvida alguma foi uma delas.
Mergulhando na Laje de Santos - SP
Penamos para acordar, mas ontem à noite o mergulho estava confirmado! Finalmente conseguimos condições climáticas favoráveis para irmos à lage. Uma rocha imensa com 550m comprimento, 185m de largura e 33m de altura, só na sua parte emersa. Ela fica localizada em alto mar a 40km da costa, por isso as boas condições do vento são essenciais para o sucesso deste mergulho.
A famosa Lage de Santos - SP
Uma navegação de pouco mais de 1h30, tomei um Dramim e me joguei na primeira cama que vi no barco. O mar estava muito batido, a navegação foi sofrida, relutei o quanto pude, afirmando a mim mesma que o enjôo era psicológico, mas foi eu chegar até a parte externa do barco que chamei o Hugo... Fiquei morrendo de vergonha, mas depois soube que pelo menos metade do barco tinha passado mal também. Uma vez ancorados o esquema é equipar rapidamente e cair na água, o mar cura qualquer enjôo e logo nos surpreende com a beleza que encontramos ali. O inverno é a melhor época para mergulhar na laje, época em que se pode avistar arraias mantas, tubarões e toda a qualidade de vida marinha.
Rumo à Lage de Santos - SP
No nosso primeiro mergulho saímos do Portinho em direção ao naufrágio. Minutos antes de entrar na água o nosso dive master me alertou: “não cheguem até o naufrágio, pois terão problemas de correnteza, se vocês pegarem ela terão problemas para retornar.” Descemos e nos unimos à outro grupo do barco em direção seguindo a parede da lage para leste, eu estava preocupada, mas atenta a qualquer corrente. Logo depois o Marcelo veio a nosso encontro e retornamos, escapando de qualquer A água estava a 19°C, com visibilidade em torno de 15m, gelada demais! Eu quase não consegui relaxar de tanto frio e lá embaixo decidi novamente não ouvir mais o Rodrigo, pois do mesmo jeito que ele não quis colocar os anoraks no PP, foi ele quem não quis usar a nossa segunda peça de roupa com mais 5mm de neoprene. Coitado, eu que sinto frio e ele que leva a culpa! Rsrsrs!
Preparando-se para o mergulho na Laje de Santos - SP
De volta ao barco, no intervalo de superfície, eu estava na dúvida se encarava o enjôo no barco ou o frio da água. O Thiago, mergulhador que estava a bordo, não estava se sentindo bem e decidiu abortar o segundo mergulho. Foi a minha salvação, pois ele me emprestou a sua segunda peça de neoprene que coube perfeitamente em mim! Fugi do enjôo e enfrentei as águas, agora mais protegida. Apenas uma pausa para um comentário: aprendi há muito tempo que nunca se deve abortar um segundo mergulho, por mais frio ou pior que possa parecer. Obviamente se você achar que pode ter qualquer risco por algum limite físico ou psicológico esta regra não se aplica, mas por preguiça ou desânimo não! Um mergulho é sempre diferente do outro e você nunca sabe o que pode encontrar lá embaixo. Eu já havia penado 1h30 para chegar até lá, para um próximo mergulho teria que passar por tudo novamente, então vamos para a água!
Peixe frade no mergulho na Laje de Santos - SP
No nosso segundo mergulho fomos para a direção oposta, navegando para sudoeste encontramos o Parcel das Âncoras, que chega a até 38m de profundidade. Foi surpreendente! A água esquentou e a corrente quente trouxe consigo uma quantidade de peixes absurda! Além disso a visibilidade chegou a bater em torno de 30 metros! Tartaruga, garoupas imensas, arraias e até um verme de fogo que eu nunca havia visto antes! Avistamos também vários cardumes, inclusive de peixe enxada! Foi maravilhoso! Difícil acreditar que tão perto teríamos condições tão diferentes. Voltando á embarcação ainda tivemos a boa notícia de que o vento havia baixado e a navegação de retorno a Santos foi muito mais tranqüila.
Arraia no mergulho na Laje de Santos - SP
Voltamos ao hotel e mais um lavar os equipamentos com água doce no chuveiro e dependurá-los na varanda... Mas todo este trabalho vale muito à pena! Estar ali, em total comunhão com a natureza é algo indescritível.
Foi uma semana intensa, puxada, mas recompensadora. Finalmente conseguimos nos desvencilhar totalmente dos compromissos e pendências em Curitiba. Pico Paraná e Lage de Santos estavam engatados na nossa garganta e finalmente foram riscados da lista. Fica para nós a sensação de dever cumprido, do alto do Pico Paraná até as profundezas da Lage de Santos só continuamos tendo certeza de que estamos no caminho certo. Que venham os próximos 830 destes 1000dias!
Venerável árvore que já era grande des a época em que a civilização maya floescia na península do yucatán (em Chiquila, costa norte do Yucatán, no México)
No nosso caminho para Chiquilá passamos por um pequeno povoado, Solferino. Curiosamente aquele lugar perdido no estado do Yucatán tinha ares diferentes, uma praça principal mais ajeitadinha que outras vilas do mesmo porte, projetos de arte infantil espalhados pelos muros da cidade e uma placa que não sairia da nossa cabeça: El Árbol Centenário.
Venerável árvore que já era grande des a época em que a civilização maya floescia na península do yucatán (em Chiquila, costa norte do Yucatán, no México)
No carnaval de Holbox eu conheci uma figura super curiosa, uma artista plástica croata que viajou o mundo com uma mochila nas costas no final da década de 70 e inicio de 80 e que a 13 anos decidiu morar aqui no México. Vera se apaixonou por esta árvore e decidiu que iria viver ali, embaixo dela.
Indo conhecer a "árvore sagrada dos mayas", em Chiquila, costa norte do Yucatán, no México
No retorno passamos novamente por esta placa e desta vez decidimos parar. A árvore centenária de Solferino é uma Ceiba, a árvore sagrada dos mayas. Com mais de 500 anos de idade esta Ceiba é uma das poucas que restou em toda a península, devido a grande exploração de madeira levada à exaustão tanto pelos mayas, quanto pelos colonizadores. A Ceiba tem um significado muito especial para os mayas, que acreditam que ela é um portal para o inframundo, uma forma de se comunicar com seus ancestrais. A Ceiba é um únicos seres vivos que está presente em todos os níveis do universo espiritual maya. Seus troncos e seus galhos seriam os pilares de sustentação do Mundo Superior e seus 13 níveis. Suas profundas raízes a sua ligação com os 9 níveis do Inframundo ou Mundo Inferior, o mundo aquático do Deus Chac, deus maya da chuva, e lugar onde todos iremos depois de morrer. Dentro das cavernas os mayas acreditavam que as estalactites eram as raízes das ceibas, que dão suporte ao mundo onde nós vivemos e fazem parte do seu universo místico durante as cerimonias e rituais.
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Coleção de flores no terreno da árvore sagrada dos mayas, em Chiquila, costa norte do Yucatán, no México
Esta Ceiba em particular tem uma história super curiosa, uma lenda que Don Garcia garante ser uma historia real, contada e vivida pelo seu avô. A árvore na época era bem menor e em certa ocasião viu passar por ali uma cobra imensa, com 8 metros de comprimento e grossa como um pé de mamão adulto. Seu avô e seu tio teriam corrido e com um espeto de ferro e arpoado a cobra contra a Ceiba, que ao passar dos anos cresceu aprisionando a cobra e o arpão de ferro. Hoje ainda podemos ver as cicatrizes do acontecido, verdade ou não sabemos agora, como nasce uma lenda.
A Fiona descansa tranquilamente sobre a quase milenar árvore do tempo dos mayas, em Chiquila, costa norte do Yucatán, no México
Don Garcia é o herdeiro destas terras, apaixonado por plantas e pela vida ele foi um dos responsáveis pela preservação deste belo exemplar da árvore sagrada. "Ao invés de cortá-lo para vender e nunca mais receber nada por ela, resolvi preservá-la para mostrar a todo mundo, e transformei o meu terreno em um jardim botânico". A simplicidade e a sabedoria de Don Garcia são cativantes. Hoje escolas e turistas vêm de toda a região para conhecer sua ceiba sagrada e o ajudam com doações a manter o seu pequeno jardim botânico. Percorremos o jardim com ele que nos mostrava, orgulhoso, todas as orquídeas e plantas que ele cultiva.
O dono do terreno onde está a árvore sagrada dos mayas e a coleção de orquídeas, em Chiquila, costa norte do Yucatán, no México
Depois da visita fomos à casa de sua vizinha, Vera. Ela nos recebeu em sua casa-atelier como sempre com muitas histórias para contar e acabou nos convencendo a tomar uma rota diferente no nosso caminho para Mérida, o caminho das salinas.
Casa e ateliê da artista plástica europeia que veio morar embaixo da árvore sagrada dos mayas, em Chiquila, costa norte do Yucatán, no México
Visita à amiga artista que mora sob a sombra da quase milenar árvore maya, em Chiquila, costa norte do Yucatán, no México
Lá fomos nós, ziguezagueando pelo norte da península, passando de pueblito em pueblito, vendo as mulheres mayas em seus trajes típicos, saias coloridas e blusas rendadas, ocupadas com os seus afazeres diários. Cozinhar o milho, ralar e preparar as tortillas, lavar as roupas, carregar a água e cuidar das crianças, carregando as menores em seus sacos nas costas ou bem encaixados em uma rede presa no cocoruco da cabeça, mestres do equilíbrio.
O agitado mar do Golfo do México, no litoral norte do Yucatán, no México
Continuamos pela rala floresta do Quintana Roo, passamos às margens da reserva do Rio Lagarto, até chegar ao mar. Aqui sim a água já esta mais barrenta, não pelo golfo, mas pelo desague do rio lagarto a poucos quilômetros dali. O vento forte nos mostra que estamos no caminho certo, dali em diante entramos em outra parte da história importante para a civilização Maya: as salinas.
O agitado mar do Golfo do México, no litoral norte do Yucatán, no México
A região norte da península é repleta de lagoas e manguezais, onde a água salgada seca rapidamente e se acumula, formando cristais de diferentes cores. O vermelho das salinas faz um lindo contraste com o azul do céu e nos recorda que estas águas são ricas em vitaminas e alimentos para algumas espécies. É nesta água extremamente salgada que vivem alguns crustáceos que são o alimento preferido dos flamingos, pássaros imponentes comumente vistos na região.
Salinas e região de flamingos no litoral norte do Yucatán, no México
O sal era um bem muito empregado pelos antigos mayas, não apenas na sua culinária e na preservação dos alimentos, mas principalmente na sua economia. Ele foi utilizado como moeda nos seus mercados e nos negócios feitos no corredor marítimo até Belize e Guatemala, aceito por todas as cidades-estados no mundo Maya.
Salinas e região de flamingos no litoral norte do Yucatán, no México
Próximos a Progresso encontramos um mirante turístico para avistamento das salinas e dos flamingos, mas não tivemos a sorte de encontrá-los. Progreso é uma das cidades litorâneas mais turísticas nas proximidades de Mérida, com seus balneários, ruínas, cenotes e grutas.
Salinas e região de flamingos no litoral norte do Yucatán, no México
É sempre interessante como uma mera mudança de estradas pode enriquecer uma viagem. Um roteiro que nos levou pelo antigo e pelo atual mundo maya, viajando por suas árvores sagradas, salinas e histórias. E você, prefere o caminho mais rápido ou o mais bonito?
Com a Carol e o Ricardo, na sua oficina, a casa da Fiona nos próximos 10 dias em Boa Vista, capital de Roraima
Depois de dar a volta à América, sair do Brasil via Paraguai, percorrer toda a Panamericana do Chile à Colômbia, embarcar o carro em um navio em uma burocracia desgraçada até o Panamá (evitando o impossível e perverso Tapón de Darién), cruzar a América Central e o México, enfrentar as filas malditas de Tijuana e todas as interstates americanas, da Califórnia à Flórida, Massachussets, Quebec, Ontario, Great Plains, Rochosas e chegar até o Alasca, finalmente estamos de volta à Boa Vista!
Festa junina em Boa Vista, capital de Roraima
Ufa, foi uma volta e tanto! Dois anos, 1 mês e 26 dias depois cá estamos nós, rodando a capital mais ao norte do Brasil! Quantas coisas não aconteceram neste tempo... e Boa Vista continua aqui, com a mesma carinha, do mesmo jeitinho, aos nossos breves olhos de turistas passantes quase nada mudou. Chegamos, rodamos as avenidas do norte da cidade e ficarmos no mesmo hotel da outra vez, um dos mais bacanas, bem localizados e ainda assim bem simplex, nosso amigo Hotel Barrudada no centro da cidade. Da janela podíamos ouvir todas as manifestações que rolavam na praça, enquanto acompanhávamos pela TV o bafafá lá em São Paulo e Rio de Janeiro! Que loucura, o Brasil indo às ruas e reclamando os direitos!
Festa junina em Boa Vista, capital de Roraima
Na nossa terceira vez em Boa Vista (segunda nesta viagem), tivemos o privilégio de sermos ciceroneados por um casal local (ou quase), os simpaticíssimos Ricardo e Carol. Fomos jantar em um restaurante tradicional da cidade, famoso por seus “frutos do rio”, iguarias amazônicas como o tambaqui na brasa, acompanhados de pirão, arroz e um bom guaraná baré! Humm! Delícia!
Jantando um bel tambaqui em Boa Vista, capital de Roraima
Depois do jantar um passeio pela Praça do Garimpeiro, onde acontecia o final da festa junina da cidade, que numa terça-feira não era das mais lotadas, mas sim, mais enfeitada que qualquer outra que eu já vi na vida! Neste nosso pouco tempo de muita conversa pudemos conhecer mais do casal.
Jantando com o Ricardo e a Carol, em Boa Vista, capital de Roraima
Festa junina em Boa Vista, capital de Roraima
Ricardo é paulista, médico empreendedor, que quer fazer a diferença no mundo de hoje. Não estes médicos que o povo pró-“mais médicos” andam dizendo que existem por aí. Ele se formou e saiu de São Paulo para uma vaga de pediatria em um hospital público aqui de Boa Vista. Começou aí e acabou entrando no programa de implementação do SAMU da cidade, além de vários programas de saúde às comunidades distantes mais carentes, tribos indígenas, etc. Depois de alguns anos batalhando e suando a camisa por seu ideal, eis que encontrou aqui o amor de sua vida, Carol! Ela é roraimense, nascida e criada em Boa Vista a fisioterapeuta especializada em assuntos femininos interessantíssimos, também tem o empreendedorismo no sangue. Além de planos de abrir vários negócios paralelos à suas carreiras na área de saúde, ambos compartilham um sonho: viajar de carro pelo mundo!
Com o Ricardo e a Carol, que nos receberam tão bem em Boa Vista, capital de Roraima
Foi este sonho que nos aproximou. Ricardo está conectado à vários overlanders no facebook e sua paixão por carros antigos, somada à paixão por viagens, fez com que se tornasse uma referência para os overlanders aqui em Boa Vista. Karin e Coen, os holandeses do Landcruising Adventure já ficaram com eles e o casal Robert e Grace do Challenging your Dreams também! A paixão do Ricardo saiu da internet e está ganhando corpo e endereço, ele está na fase final para o lançamento de uma nova Oficina Premium aqui em Boa Vista. A oficina poderá atender qualquer tipo de carro e contará com serviço super especializado para aficionados, dos colecionadores aos aventureiros. Ele está preparando lá na Garagem Roraima uma vaga especial e uma estrutura de apoio para receber o carro de overlanders em passagem por Boa Vista.
Alguns dos carros na Garagem Roraima, do Ricardo, em Boa Vista, capital de Roraima
Nós chegamos antes da inauguração, mas já pudemos “testar” as suas dependências, que serão a casa da Fiona pelos próximos 10 dias! São 10 dias de descanso para a Fiona e 10 dias em que iremos recarregar as baterias ao lado das pessoas que mais amamos lá em Ribeirão Preto e cercanias. Amanhã cedo pegamos o avião e “vuuuum”, como num passe de mágica, depois de quase 3 anos, iremos finalmente rever pessoas que para nós, durante todo este tempo, só existem no Skype! O grande acontecimento que nos move extraordinariamente em avião, é o aniversário de 80 anos do meu sogro! Uma ótima (e totalmente fundada) desculpa para esta viagem. Então que venham nossas férias das férias, momento tão esperado por este par cansado, mas sempre apaixonado de viajantes!
O famoso Guaraná Baré, em Boa Vista, capital de Roraima
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