2 Blog da Ana - 1000 dias

Blog da Ana - 1000 dias

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Jericoacoara, difícil ir embora...

Brasil, Ceará, Jericoacoara

Wind surf solitário nos mares de Jericoacoara - CE

Wind surf solitário nos mares de Jericoacoara - CE


Hoje era o dia de pegarmos estrada rumo à Ubajara, mas tínhamos alguns textos e fotos para colocar em dia, já que na caminhada ficamos sem internet e com os deveres dos últimos dias atrasados. Trabalhamos e quando vimos já era quase meio-dia. Eu estava louca para ficar mais um dia, tranquila, descansando e aproveitando a praia. O dia hoje estava convidativo, céu azul e muito sol! Acho que foi isso que fez o Rodrigo aos poucos mudar de ideia e sem eu precisar falar nada me propor, que tal ficarmos mais um dia? Nem precisou falar duas vezes, fechado!

No alto da duna em Jericoacoara - CE

No alto da duna em Jericoacoara - CE


Saímos tomar um sol perto da duna, banho de mar e dar aquela relaxada, lendo nossos guias fazendo o que mais gostamos, pesquisar e planejar a viagem. Estamos ansiosos para a passagem pelas Guianas, Francesa, Inglesa e Suriname. Quase todos os relatos que encontramos de viajantes que tentaram fazer este trecho, contam que tiveram algum problema e acabaram retornando. Nós, entretanto, ainda estamos confiantes conseguiremos passar. Veremos, falta menos de um mês!

A tradicional 'peregrinação' verspertina em Jericoacoara - CE

A tradicional "peregrinação" verspertina em Jericoacoara - CE


Almoçamos no Bistrôgonoff (adorei este nome!) e fomos logo para a duna do pôr-do-sol. Finalmente conseguiremos ver o sol se pôr dignamente! Céu azul, poucas nuvens no céu, coisa rara nesta nossa passagem por Jeri.

Fim de tarde no alto da duna em Jericoacoara - CE

Fim de tarde no alto da duna em Jericoacoara - CE


Não por acaso a duna hoje está recebendo uma peregrinação muito maior do que nos outros dias. É muito bacana, vemos que os tempos passam, mas o ser humano ainda tem uma conexão com alguns rituais da natureza, como este por exemplo. A duna ficou lotada de pessoas, casais, famílias, crianças, jovens e até cachorros, só admirando a paisagem e esperando o sol tocar o mar.

Garotos dão show de piruetas na duna de Jericoacoara - CE

Garotos dão show de piruetas na duna de Jericoacoara - CE


O céu foi ficando cada vez mais vermelho, as nuvens que nem pareciam existir passaram a fazer parte show, refletindo cada raio de sol, formando o dégradé de amarelo, alaranjado, vermelho, lilás e todas as nuances de azul. Iemanjá foi saudada em Jericoacoara com este espetáculo, já que aqui não existe a tradição de festas para a rainha do mar. Alguém comentou comigo que seria comemorado em agosto, mas eu nunca ouvi falar que Iemanjá tem dois dias no ano, sabe-se lá.

Maravilhoso pôr-do-sol em Jericoacoara - CE

Maravilhoso pôr-do-sol em Jericoacoara - CE


Eu não podia deixar de homenageá-la, nossa protetora e companheira de tantas aventuras em seus domínios. À noite saímos dar uma volta na vila, só para conferir se não teria mesmo nenhuma comemoração, nada! Fui atrás de flores para jogar ao mar, missão quase impossível! A cidade é toda enfeitada apenas com folhagens, foi dificílimo encontrar uma floreira. Até que o Celso, nosso novo amigo lá da creperia, liberou que eu pegasse uma flor do seu canteiro, salve a rainha! Aí eu achei que era só andar ali uns 10m até o mar e pronto. Que nada! A maré estava baixa e aqui, tanto pela pouca profundidade quanto por estarmos próximos do equador, tivemos que andar uns 300m “mar adentro” para alcançar as primeiras ondinhas. Tudo escuríssimo, barcos e canoas “encalhadas” e alguns malucos perdidos no escuro, além de nós. O Rodrigo foi muito fofo, mesmo sem ter fé alguma, ele foi comigo até lá preocupado em não me deixar sozinha, meu herói! Iemanjá deu trabalho, mas vale à pena!

Maravilhoso pôr-do-sol em Jericoacoara - CE

Maravilhoso pôr-do-sol em Jericoacoara - CE


Nossa despedida de Jeri agora foi à altura, pôr-do-sol clássico na duna, homenagem à Iemanjá, só faltou mesmo o kite surf... Este vai ficar para uma próxima.

Autofoto assistindo ao pôr-do-dol em Jericoacoara - CE

Autofoto assistindo ao pôr-do-dol em Jericoacoara - CE

Brasil, Ceará, Jericoacoara, Praia

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Rota da Neve

Brasil, Santa Catarina, Urubici, Rio Grande Do Sul, São José dos Ausentes

Araucária, árvore típica na região de Urubici - SC

Araucária, árvore típica na região de Urubici - SC


Manhã gelada e enevoada em Urubici. A cidade já não parecia muito aconchegante com o céu nublado. Algumas horas depois, olhamos pela mesma janela e aquilo que parecia não poder piorar, ficou ainda mais fantasmagórico. Já não podíamos enxergar bem as montanhas que compunham a paisagem no vale de Urubici.

Urubici (SC) antes da neblina

Urubici (SC) antes da neblina


Urubici (SC) depois da neblina

Urubici (SC) depois da neblina


A vontade é de se fechar no hotel, com aquecimento, e não sair até os termômetros marcarem acima de 15°C, mas a viagem tinha que seguir. E já que está frio, lá vamos nós novamente em busca de neve e novas paisagens. Subimos a estrada para o Morro da Igreja, na esperança de encontrarmos ou neve, se o clima continuar frio e fechado, ou a vista da serra e da famosa Pedra Furada. A nossa sorte foi tanta que não vimos nem um, nem outro. Encontramos novamente o tempo fechado de ontem a noite, desta vez conseguindo enxergar um pouco mais, 5m à frente.

A neblina toma conta do alto do Morro da Igreja, ponto mais alto da região sul do país (em Urubici - SC)

A neblina toma conta do alto do Morro da Igreja, ponto mais alto da região sul do país (em Urubici - SC)


Nesta mesma estrada asfaltada fizemos um pequeno detour para conhecer a Cachoeira do Véu da Noiva. O nome não é por acaso, uma cascata larga, onde a água escorre pelas pedras formando um lindo véu branco.

A Cachoeira Véu a Noiva, no caminho para o Morro da Igreja, em Urubici - SC

A Cachoeira Véu a Noiva, no caminho para o Morro da Igreja, em Urubici - SC


Em cada parada a nossa pergunta é a mesma: será que vem neve? Todos estão sempre muito bem informados da previsão do tempo, acompanhando atentos ao que é um acontecimento importante para o turismo na região.

As lojas aproveitam para vender artigos para o frio, em Urubici - SC

As lojas aproveitam para vender artigos para o frio, em Urubici - SC


Melhor ainda é ouvir as histórias das neves que passaram por aqui. Em 1955 foi uma das piores nevascas registradas, com acúmulo de quase dois metros de neve. Depois disso houve várias outras, até mesmo na semana passada, sem acúmulo, todas com muitas fotos e histórias para contar.

Neve, por enquanto, só em fotos! (em Urubici - SC)

Neve, por enquanto, só em fotos! (em Urubici - SC)


Seguimos viagem em busca da neve. Urubici ainda faz parte dos nossos planos, antes ou depois dos 1000dias teremos que voltar no verão para as travessias da serra, caminhadas e quem sabe até um banho de cachoeira. Agora pegamos 70km de asfalto até Bom Jardim da Serra e vamos rumo à cidade de São José dos Ausentes.

Placa de trânsito comum na região de Urubici - SC

Placa de trânsito comum na região de Urubici - SC


Os últimos 45km de estrada de terra passam dentre campos altos, fazendas e lindos bosques de araucárias. Atravessamos a fronteira de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul por uma longa ponte sobre o Rio das Contas, assim chamado por ser o local onde se faziam os acertos de contas entre os antigos fazendeiros.

Atravessando a bucólica fronteira entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, no caminho entre as cidades mais frias do país

Atravessando a bucólica fronteira entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, no caminho entre as cidades mais frias do país


Chegamos ao Hotel Fazenda Monte Negro no final da tarde e fomos recepcionados pelo proprietário, o Seu Domingos. Um típico gaúcho, vestido em trajes tradicionais, bota, lenço chapéu e o seu casaco sobretudo preto. Não demorou muito chegou também um casal, Orlei e Ana, que nos fizeram uma bela surpresa. “Não adianta se esconderem, nós sabemos quem vocês são, de onde vocês vem e o que vocês fizeram no verão passado!” rsrsrs! Eles estavam no mesmo hotel que nós em Urubici, viram a Fiona e, curiosos, acessaram o site e ficaram sabendo tudo sobre a viagem.

Chegando ao Rio Grande do Sul, nosso 23o estado nesta viagem

Chegando ao Rio Grande do Sul, nosso 23o estado nesta viagem


Orlei é montanhista e Ana triatleta, além de fotógrafos, eles possuem uma empresa de montanhismo e técnicas verticais, a Mundo Vertical. Imaginem se não tivemos afinidade e assuntos infindáveis com o casal? Dicas de estradas, roteiros e montanhas, até descobrimos que já devemos ter cruzado a Ana nas travessias em Santa Catarina, nadadora de ponta nas provas da travessias.com. É, já nem sei que em número parei, mas essa vale entrar para a série “Aventureiros se atraem”.

Com a Ana e o Orley no restaurante do hotel na região de São José dos Ausentes - RS

Com a Ana e o Orley no restaurante do hotel na região de São José dos Ausentes - RS


A previsão do tempo não está das melhores, não apenas pelo frio, pelo qual estamos torcendo, mas também pela grande umidade e quantidade de chuva. Estamos na parte mais alta do município mais frio do Rio Grande do Sul, resta saber se chegamos na hora certa.

Brasil, Santa Catarina, Urubici, Rio Grande Do Sul, São José dos Ausentes, Estrada do Monte Negro

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22 de Abril de 1500

Brasil, Bahia, Corumbau (P.N do Descobrimento), Cumuruxatiba

Falésia colorida na Barra do Cahy, em Cumuruxatiba - BA

Falésia colorida na Barra do Cahy, em Cumuruxatiba - BA


Um dia preguiçoso, o sol nasceu um pouco preguiçoso e brigando com o vento e as nuvens para conseguir garantir o seu espaço. Saímos do Corumbau em direção à Barra do Cahy, um daqueles lugares paradisíacos com rio, praia e falésias, já que a paisagem nordestina as prefere às montanhas. Passamos por uma pequena comunidade, aldeia indígena que resiste bravamente desde os idos de 1500.

O rio Cahy, em Cumuruxatiba - BA

O rio Cahy, em Cumuruxatiba - BA


Tupiniquins que viviam tranquilos e em paz na sua taba olham para o mar e avistam algo estranho se aproximando, não sabem do que se trata, nunca viram algo parecido, tão grande e espalhafatoso. Todos correm e se armam com arcos e flechas, prevendo o perigo que se aproxima, mal sabem eles... hoje é o dia do descobrimento do Brasil.

Explorando o rio Cahy, em Cumuruxatiba - BA

Explorando o rio Cahy, em Cumuruxatiba - BA


Dezenas de caravelas portuguesas navegam em direção à costa brasileira sem saber o que irão encontrar. “Terra à vista!”, grita o marinheiro ao avistar terra e uma montanha, que por ser tempo de páscoa chamaram de Monte Pascoal. Pensavam que seriam as Índias, mas logo notam que estavam equivocados. A primeira caravela se aproxima da praia e alguns portugueses desembarcam na praia, junto à Barra do Rio Cahy e lá encontram os primeiros habitantes locais e passam a chamá-los de índios.

Mangue na Barra do Cahy, em Cumuruxatiba - BA

Mangue na Barra do Cahy, em Cumuruxatiba - BA


Os tupiniquins não sabem se devem confiar nestes homens esquisitos, vestidos de forma estranha. Há uma primeira troca de bugigangas e aos poucos os índios vão ganhando confiança. No terceiro dia dois dos líderes da tribo vão à embarcação portuguesa, desnudos, chocam parte da tripulação, ainda não acostumada ao hábito dos locais. Logo todos já estão amigos e os índios começam a ajudar os portugueses a carregar lenha para as embarcações, para produção de carvão. Assim começa a história do Brasil que todos nós já bem conhecemos, o desmatamento, a exploração da colônia, a perseguição aos nativos e o genocídio da população que ocupava as terras do novo continente.

Falésia colorida na Barra do Cahy, em Cumuruxatiba - BA

Falésia colorida na Barra do Cahy, em Cumuruxatiba - BA


Quando chegamos ao Cahy é praticamente impossível não refazermos em nossa mente toda esta história, imaginar que foi ali que tudo isso aconteceu. Na estrad que usamos para chegar lá, são centenas de hectares de pastos e eucaliptos que hoje substituem o que um dia foi a Mata Atlântica. Quanto não foi devastado? Aqui vemos claramente onde foi que tiraram os 92% da Mata Atlântica que um dia existiu no Brasil. Este é um problema que vem de longe, fomos colonizados desta forma, foi assim que nasceu a nossa cultura e o nosso povo, da extração, da exploração, difícil mudar algo que vem se enraizando há mais de 500 anos.

Praia na Barra do Cahy, em Cumuruxatiba - BA

Praia na Barra do Cahy, em Cumuruxatiba - BA


Belíssima praia, o rio ainda não “pocou”, por estar com seu volume baixo suas águas ainda não encontraram o mar. As falésias mostram que o mar tem sido bravo em conquistar mais espaço. Seguimos adiante e aproveitamos o dia em que devo me resguardar para conhecer de carro um pouco mais do litoral. Cumuruxatiba, uma vila que fica apenas 14km mais ao sul, nos lembrou muito a Ilha do Mel, praia, mata, um estilo meio alternativo das casas e pousadas. Um almoço no restaurante do Hermes e um brinde, ao descobrimento do Brasil! O sol vai ganhando ainda mais espaço e dando a promessa de que veio para ficar.

Restaurante do Hermes, em Cumuruxatiba - BA

Restaurante do Hermes, em Cumuruxatiba - BA

Brasil, Bahia, Corumbau (P.N do Descobrimento), Cumuruxatiba, Barra do Cahy, Praia, Rio

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Monterrey e Potrero Chico

México, Monterrey, Potrero Chico

Torre de igreja em Monterrey, no norte do México

Torre de igreja em Monterrey, no norte do México


Capital do estado mexicano de Nuevo León, Monterrey é a terceira maior cidade mexicana, segunda mais industrializada, gerando 7,4% do PIB nacional, e possui a maior renda per capta do país. Monterrey produz 25% do aço bruto, 75% das embalagens de vidro, 60% do cimento e 50% da cerveja de todo o país. Uma cidade grande nem sempre é muito atrativa no nosso esquema de viagem, estávamos na dúvida se deveríamos incluí-la no nosso roteiro ou não, tanto pelo cronograma que estava justo, quanto por toda a má fama em relação à violência que esta cidade carrega. Mas Monterrey estava no nosso caminho e teríamos que passar por ela de qualquer maneira.

Revoada de pássaros sobre rua histórica de Monterrey, no norte do México

Revoada de pássaros sobre rua histórica de Monterrey, no norte do México


“Você vai a Monterrey? Cuidado! A violência lá está terrível, os cartéis de drogas dominam a cidade.”, era o que escutávamos de todos os lados. Em paralelo, líamos em nosso guia de viagens (o bom e velho Lonely Planet) sobre a cidade e região, afinal algo de interessante deve haver na terceira maior cidade do país.

o velho e o novo, em Monterrey, no norte do México

o velho e o novo, em Monterrey, no norte do México


Monterrey é uma cidade grande e moderna, uma das mais americanizadas do México. A nós, turistas, acaba sendo mais interessante visitar o Barrio Antiguo e o centro, concentrado principalmente nos arredores da Gran Plaza ou Macroplaza. Uma série de praças interligadas que vão deste o Palácio Municipal, passando pela Plaza Zaragoza, o Museu de Arte Contemporânea e a Catedral que foi construída entre 1725 e 1890.

A Catedral de Monterrey, no norte do México

A Catedral de Monterrey, no norte do México


A Macroplaza foi arquitetada nos anos 80 e continua passando ainda pela Fuente de la Vida, o Museu Metropolitano de Monterrey, o Teatro da Cidade e vários prédios públicos pomposos, como o Congresso e o Palácio da Justiça. A Zona Rosa está a apenas 2 quadras dali e é a área central onde o comércio, lojinhas e uma rua peatonal fazem o burburinho nos dias de semana.

Estátuas parecem saudar a água de fonte, em passeio de Monterrey, no norte do México

Estátuas parecem saudar a água de fonte, em passeio de Monterrey, no norte do México


A culinária nortenha é conhecida por seus sabores “raros”, principalmente o famoso cabrito al pastor (cabrito assado), que é o prato mais tradicional. É claro que nós fomos provar e em um dos restaurantes mais kitschs e tradicionais da cidade, El Rey del Cabrito!

O Rei do Cabrito, local do nosso primeiro jantar mexicano desde março do ano passado!(em Monterrey, no norte do México)

O Rei do Cabrito, local do nosso primeiro jantar mexicano desde março do ano passado!(em Monterrey, no norte do México)


Delicioso jantar de carne de cabrito, em Monterrey, no norte do México

Delicioso jantar de carne de cabrito, em Monterrey, no norte do México


A originalidade e autenticidade da decoração do lugar são um ponto a ser destacado: uma floresta entre pedras e animais empalhados, bodes, onças e leões, nas paredes fotos e mais fotos do dono do restaurante ao lado de todas as celebridades que passaram por ali, de Thalía ao Seu Madruga, sensacional! O cabrito é uma delícia, ficamos com as partes mais “caretas”, perna e costela (deliciosas!), mas provar o cérebro já era demais.

Muito bem recebidos na cozinha do 'Rei do Cabrito', em Monterrey, no norte do México

Muito bem recebidos na cozinha do "Rei do Cabrito", em Monterrey, no norte do México


Pesquisando descobrimos que não apenas a cidade tem seus atrativos, como ainda mais interessantes são os arredores de Monterrey, que está situada aos pés da Sierra Madre Oriental. Esta é uma das maiores cadeias montanhosas do México, que se conecta à Sierra Madre Ocidental no centro do país e à Sierra Madre del Sur, no Pacífico, ao sul da Cidade do México. Do centro da cidade podemos ver algumas das montanhas, o Cerro de la Silla, ao leste, Cerro de la Loma Larga, ao sul e o Cerro del Obispado ao norte, alguns deles localizados no Parque Nacional Cumbres de Monterrey.

Monterrey, no norte do México, é famosa pelas montanhas que a circundam

Monterrey, no norte do México, é famosa pelas montanhas que a circundam


Monterrey também é famosa por seus magníficos cânions, que entre os meses de abril a setembro estão com os rios cheios de água e perfeitos para canyonings. O mais famoso deles é o canyoning no Matacanes que inclui hiking, rapel, duas cavernas e mais de 27 saltos de até 12m de altura. Pena que viemos fora da temporada, além de pouca água, frio. Fica anotada a dica para a volta. Além do parque nacional, ainda há o Cañon de la Huasteca, um lugar sagrado da cultura Huitchol, com rio e vias de escalada em rocha, a Cascada Cola de Caballo, a Gruta de García, com lindos espeleotemas e o paraíso dos escaladores e Potrero Chico.

Chegando à Potrero Chico, no nordeste do México

Chegando à Potrero Chico, no nordeste do México


São centenas de rotas de escalada nas paredes e encostas de Potrero Chico, no nordeste do México

São centenas de rotas de escalada nas paredes e encostas de Potrero Chico, no nordeste do México


Há tempos estávamos com vontade de escalar e recentemente passamos por Boulder, outra meca dos apaixonados por rochas. Foi lá que ficamos sabendo da existência de Potrero Chico, com suas imensas paredes de granito e mais de 600 vias de escalada. Uma estrada que corta o cânion seco dá acesso ao início de cada via. São rotas de vários níveis, inclusive para os iniciantes como nós, que há quase 2 anos não subíamos uma parede.

Escalador enfrenta os paredões de Potrero Chico, no nordeste do México

Escalador enfrenta os paredões de Potrero Chico, no nordeste do México


Dirigindo pelas trilhas de pedra de Potrero Chico, no nordeste do México

Dirigindo pelas trilhas de pedra de Potrero Chico, no nordeste do México


A apenas 45 minutos da capital está a pequena cidade de Hidalgo, a principal base para os montanhistas. Pertinho do cânion de Potrero Chico estão algumas pousadas e campings para alojar os escaladores, que vêm de todos os cantos do mundo e principalmente dos Estados Unidos e Canadá. Alguns ficam aqui por 2, 3 meses, sem precisar repetir uma via. Um programa barato e sem grandes luxos, afinal interessa mesmo apenas um e o maior deles, um cânion de granito com mais de 600m de altura.

Caminhando pelo parque de Potrero Chico, no nordeste do México

Caminhando pelo parque de Potrero Chico, no nordeste do México


Para quem quer se aventurar por um dos paraísos de escalada em rocha do mundo, a dica é voar para Monterrey e reservar um lugar na Posada El Potrero Chico (eles oferecem camping, dormitório e quartos privados). O pessoal lá irá te passar o contato de um motorista que além do transporte de Monterrey a Hidalgo, já inclui no preço as dicas e um livro com centenas de rotas locais. Ele próprio abriu várias delas e escreveu o livro, uma mão na roda!

Chegando ao alto da segunda escalada do dia em Potrero Chico, no nordeste do México

Chegando ao alto da segunda escalada do dia em Potrero Chico, no nordeste do México


Para os iniciantes e desavisados (como nós!) a dica é procurar o Edgar, jovem que vive na região, tem uma pequena tienda, pode alugar equipamentos e guiar nas vias mais fáceis. Foi o que nós fizemos, marcamos com ele no dia seguinte e fomos a algumas vias tranquilas para matarmos as saudades das rochas.

O Edgard instrui a Mili sobre como chegar ao alto da nossa segunda escalada em Potrero Chico, no nordeste do México

O Edgard instrui a Mili sobre como chegar ao alto da nossa segunda escalada em Potrero Chico, no nordeste do México


A Ana chega ao topo da primeira escalada em Potrero Chico, no nordeste do México

A Ana chega ao topo da primeira escalada em Potrero Chico, no nordeste do México


Subindo nossa primeira parede em Potrero Chico, no nordeste do México

Subindo nossa primeira parede em Potrero Chico, no nordeste do México


Fiquei feliz com o meu desempenho, subi tranquilamente as rotas que ele sugeriu. A tristeza é mesmo ter que ir embora... se pudesse ficaria uns 15 dias aqui treinando todos os dias! Foi mais ou menos o que aconteceu com Mili, alemã filha de escaladores que veio para cá há 2 meses e não conseguiu mais ir embora. Afinal, pressa para que?

A Mili abre a segunda via do dia em Potrero Chico, no nordeste do México

A Mili abre a segunda via do dia em Potrero Chico, no nordeste do México


Com nosso guia Edgard e sua namorada alemã, a Mili, em Potrero Chico, no nordeste do México

Com nosso guia Edgard e sua namorada alemã, a Mili, em Potrero Chico, no nordeste do México


No dia seguinte todos os músculos das costas, braços e dedos lembraram como estamos fora de forma para este esporte, saudades das paredes da Via Aventura! Rsrs! Bueno, seguimos viagem e ainda encontraremos escaladas pelo nosso caminho, lá na Sierra Madre Sur, em busca das montanhas nevadas mexicanas e ainda mais aventura!

Nosso cão mascote descansa sobre a corda de segurança em Potrero Chico, no nordeste do México

Nosso cão mascote descansa sobre a corda de segurança em Potrero Chico, no nordeste do México

México, Monterrey, Potrero Chico, Capital, Escalada, Montanha

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O meu paraíso: Isla Holbox

México, Holbox

A incrível beleza das praias da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

A incrível beleza das praias da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Na quina entre o Mar do Caribe e o Golfo do México, a Isla Holbox se tornou famosa por ser o endereço onde centenas (senão milhares) de tubarões baleia se congregam para procriar entre os meses de maio e julho, nas águas quentes do Caribe.

Ainda em Chiquila, onde pegamos o barco para a ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México, as informações sobre os tubarões-baleia

Ainda em Chiquila, onde pegamos o barco para a ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México, as informações sobre os tubarões-baleia


Os guias de turismo quase desencorajam os viajantes de conhecê-la, a comparando com os outros destinos turísticos da Península do Yucatán. Afinal, quem gostaria de trocar as águas azuis turquesas e cristalinas do Mar do Caribe por uma água já misturada com a mais escura e 'barrenta' água do Golfo do México?

As águas mais escuras do Golfo do México, a caminho da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

As águas mais escuras do Golfo do México, a caminho da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Além disso, a ilha é conhecida pela falta de infraestrutura, uma cidade pequena, onde as ruas ainda são de areia e você parece estar longe do mundo civilizado. (Tudo o que eu mais quero!) Por outro lado também é sabido que aqui os preços para o turismo são altíssimos, hotéis e alimentação com preços proibitivos.

Caminhando para a praia nas ruas de areia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Caminhando para a praia nas ruas de areia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Chega a ser quase um paradoxo, como um lugar sem estrutura e pouco desenvolvido turisticamente pode ser tão caro? O que os livros esqueceram de explicar é que Holbox é o novo esconderijo de muitos estrangeiros, a maioria italianos, que trouxeram junto deles sua gastronomia e bom gosto. A magia da ilha está justamente nesta mistura, um lugar que prima por manter suas tradições e simplicidade, mas que possui infraestrutura para receber até o turista mais exigente.

Em meio às águas rasas do mar da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Em meio às águas rasas do mar da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Nós mesmos, quando estávamos fechando o roteiro tivemos nossas duvidas, mas eu queria ir de qualquer forma, algo me atraia nesta ilha... Acho que justamente o fato de ser menos visitada por humanos e massivamente visitada por tubarões baleia. Mesmo adiantados na temporada, me parecia um ótimo motivo!

Que lugar para armar a rede! (ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México)

Que lugar para armar a rede! (ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México)


Assim, este foi o meu destino escolhido para as nossas "férias das férias", um lugar para ficarmos parados por alguns dias trabalhando nos blogs, aproveitando a praia e relaxando de tantos quilômetros rodados. E, depois de passar 4 dias na mais agitada Isla Mujeres, entre motos, carros, ruas já asfaltadas e o barulho da semana de carnaval, o Rodrigo acabou topando.

Bizarras carapaças que se encontram nas praias da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Bizarras carapaças que se encontram nas praias da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Cruzamos do porto de Chiquila, uma pequena cidade no extremo nordeste da Península do Yucatán. Chegamos lá no final da tarde, ainda durante a semana das festas pagãs. Não tivemos tempo e nem luz para ver a praia, então fomos direto a praça principal, onde topamos com bandinhas embalando as apresentações das estudantinas, jovens e senhores empenhados em alegrar o público local, tocando seus tambores, baterias, violinos, trompetes e violões, enquanto as mulheres dançavam e cantavam temas originais, em suas adornadas fantasias representando lendas mayas e yucatecas lindíssimas!

Animação de carnaval em Holbox, pequena ilha ao norte de Yucatán, no México

Animação de carnaval em Holbox, pequena ilha ao norte de Yucatán, no México


Apresentação de carnaval na praça central em Holbox, a pequena ilha ao norte de Yucatán, no México

Apresentação de carnaval na praça central em Holbox, a pequena ilha ao norte de Yucatán, no México


Um carnaval genuíno, feito pela comunidade, para a comunidade, mantendo as tradições, a musica instrumental, a criatividade e a dedicação da própria população, e não um punhado de caixas de som sobre uma caminhonete fazendo barulho pela cidade. Aquilo me comoveu de tal maneira, não sei se por me lembrar dos melhores carnavais brasileiros (repito, os melhores, não os maiores) ou simplesmente por que vi que eles estavam genuinamente felizes e orgulhosos por fazê-lo assim! Foi a melhor das surpresas que Holbox nos guardava.

Uma das animadas bandas que tocou no carnaval da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Uma das animadas bandas que tocou no carnaval da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


No dia seguinte, depois de horas trabalhando no quarto, saímos para a praia com poucas expectativas, pois as águas escuras não poderiam ser mais bonitas que as do mar do Caribe, certo? Errado! A primeira visão que tivemos enquanto caminhávamos uma quadra do nosso hotel para o mar foi esta.

A incrível beleza das praias da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

A incrível beleza das praias da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Daí em diante, sem fôlego e impressionada pelo tom verde esmeralda das águas, começaríamos a nossa rotina de caminhadas e explorações pela ilha.

Caminhada antes da chuva na iilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Caminhada antes da chuva na iilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Neste primeiro dia seguimos para o lado direito, caminhando pela praia cruzando iguanas, caranguejos e quase nenhum turista. Paramos para um banho de mar e um rum punch no Restaurante Arena, um dos mais bacanas da ilha.

Caminhando nas águas rasas da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Caminhando nas águas rasas da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Relaxando, depois do almoço (ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México)

Relaxando, depois do almoço (ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México)


No outro dia saímos a explorar o lado esquerdo da praia, passamos pela vila de pescadores, onde cruzamos mais o pessoal local, pescadores e mulheres trabalhando e crianças brincando na areia. Uma delas, a menina Perla que queria ir para o fundo, mas sabia que seus irmãos iriam afogá-la, essas brincadeiras que irmãos fazem.

Ancoradouro em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Ancoradouro em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Menina se diverte em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Menina se diverte em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Conversadeira, ela me contou sobre a sua família inteira, seus amiguinhos e até seu novo bebê, o priminho que nasceu há apenas 6 meses. Ela se mudou do lado oeste da ilha para cá há pouco tempo e ainda está começando a fazer novas amizades.

A mais nova amiguinha da Ana na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

A mais nova amiguinha da Ana na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Andamos mais de 4 km até a área de reserva, na ponta esquerda da ilha, onde os principais moradores são as garças, pelicanos e as pequenas golondrinas, que todos os anos vem até as areias brancas de Holbox para procriar, uma das raras espécies de aves que prefere a areia às árvores para seus ninhos.

Garça solitária em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Garça solitária em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Belo entardecer na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Belo entardecer na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


No nosso terceiro e último dia saímos caminhando para o canto direito da praia com o objetivo de ir até a Punta Mosquito, uma das praias mais bonitas da ilha e apenas acessível de barco. Havíamos conversado com algumas pessoas que nos disseram que com disposição para uma longa caminhada seria possível chegar até lá a pé. Andamos, passamos o restaurante onde havíamos parado no primeiro dia e continuamos. Andamos, andamos e andamos e logo chegamos a um rio de águas verdes transparentes. O Rodrigo passou nadando e logo vimos que não teríamos como atravessar com câmeras e mochilas sem molhá-las. Tivemos que sacrificar a Punta Mosquito e ficar por ali mesmo... Vida dura esta! Rsrsrs!

Um magnífico rio de águas verdes se encontra com o mar na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Um magnífico rio de águas verdes se encontra com o mar na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Todas as noites nós encontrávamos um restaurantinho novo para comer, mas foi em uma noite chuvosa que decidimos conhecer o restaurante vizinho ao nosso hotel, que anunciava em um quadro negro o seu jantar do dia: um prato especial + uma taça de vinho = 180 pesos mexicanos (ou algo bem próximo a isso). Descobrimos um ótimo negócio, pois além de boa musica, tempero e vinho deliciosos, encontramos um ambiente super descolado! Noite chuvosa, nada melhor que um bom filme para passar a noite, lá mesmo no restaurante as meninas projetaram Vicky, Cristina, Barcelona. Amo os filmes de Wood Allen, posso revê-los dezenas de vezes.

Nossas amigas argentinas em seu restaurante onde tomávamos nosso saudável café da manhã, na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Nossas amigas argentinas em seu restaurante onde tomávamos nosso saudável café da manhã, na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Paola e Loana são argentinas, estão viajando pela América Latina e resolveram parar um tempo em Holbox para trabalhar. Estão gerenciando este pequeno restaurante dentro de um hostel há três meses e já receberam até visitas! Sol, Maria e Alfonsina vieram de Buenos Aires para visitá-las e fecharam o grupo animado que nos fez companhia nas nossas últimas noites em Holbox.

Comprando côco de um vendedor e seu simpático veículo, na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Comprando côco de um vendedor e seu simpático veículo, na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Várias pessoas já me perguntaram se durante a viagem encontramos algum lugar que eu pensasse, 'este é o meu lugar!' A minha resposta sempre foi vaga, encontramos vários lugares lindos, mas nenhum que houvesse me tocado. Isla Holbox é aquele pedaço esquecido de paraíso que sempre esperamos encontrar. Foi um dos primeiros lugares que eu senti que poderia viver e um dos mais difíceis de dizer adeus... Então será, quem sabe, apenas um até logo.

Alvoroço de gaivotas em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Alvoroço de gaivotas em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México



Como chegar?

Em Chiquila, taxistas em seus triciclos aguardam os turistas que retornam da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Em Chiquila, taxistas em seus triciclos aguardam os turistas que retornam da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Existem ônibus que saem de Playa del Carmen até Chiquila, melhor opção que alugar um carro, já que este não pode atravessar. Se mesmo assim você for de carro, existem estacionamentos que cobram em torno de 100 pesos por dia para o carro, bem perto do píer. Existem duas companhias de barco que fazem a travessia, geralmente de hora em hora. As duas cobram o mesmo valor, 80 pesos mexicanos. Nós pagamos 60 na ida, quando ainda é fácil barganhar, já que os dois barcos estão saindo no mesmo minuto e as vendedoras estão ávidas para te ganhar. O retorno já tem horários diferentes, às vezes de 2 em 2 horas e intercalados pelas duas empresas, então é melhor deixar para comprar a volta na hora do embarque, para não ficar amarrado.

A caminho da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

A caminho da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México



Onde ficar?

Hoteis na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México

Hoteis na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México


Hospedagem na ilha realmente vai depender do seu gosto e bolso. Existem hotéis, pousadas e pequenos resorts de todos os tipos, alguns dos mais caros da região! Nós chegamos lá com a indicação do Hostal Ida e Vuelta, que oferece cabanas rústicas em um ambiente descontraído por preços bem razoáveis, mas eles já estavam lotados. Assim acabamos ficando no hotel vizinho, nada charmoso, mas com preços ótimos (300 pesos por quarto, metade do preço do anterior) e com tudo o que precisávamos: wifi, banho quente, ar-condicionado e uma boa cama. Na beira da praia estão os hotéis boutique deliciosos, com restaurante, bar, piscina, decoração super charmosa e ambiente perfeito, mas aí as tarifas e os cardápios já são em dólares e começam em no mínimo 190 dólares, podendo chegar a mais de 400 fácil, fácil.

Combinação perfeita! (ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México)

Combinação perfeita! (ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México)


Alimentação na ilha também pode ser cara, mas existem restaurantes baratos ao redor da praça e algumas boas opções como o das argentinas que comentei acima. Os locais sempre têm boas dicas, a maioria é de comida mexicana, simples, mas gostosos. Nós economizamos na hospedagem e nos demos ao luxo de aproveitar o bar e o restaurante de um destes hotéis, o Restaurante Arena, na ponta direita da praia. Lá tomei um rum punch com vista para o mar e provamos um dos melhores ceviches de pescado da vida!

México, Holbox, ilha, Isla Holbox, Praia

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Brasil no Haiti

Haiti, Port-au-Prince

Veículos do batalhão de engenharia do Brasil, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Veículos do batalhão de engenharia do Brasil, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


As Nações Unidas estiveram presentes no Haiti com diferentes missões de 1993 a 2000. Porém foi justamente no intervalo de saída da ONU, entre 2001 e 2004 que o país passou por sua mais recente crise política. Em 2001 foi eleito o presidente Jean-Bertrand Aristide, com menos de 10% da população indo as urnas. A oposição não aceitou o resultado e a partir daí um novo conflito começava.

As bandeiras da ONU, do Brasil e do Haiti tremulam na base da ONU em Port-au-Prince, capital do país

As bandeiras da ONU, do Brasil e do Haiti tremulam na base da ONU em Port-au-Prince, capital do país


O descontentamento com o governo foi se alastrando e nos anos seguintes o povo revoltado se armou para tirar o presidente do poder. As principais cidades do país estavam tomadas pelas forças revolucionárias e Aristide não teve outra opção senão sair do país. O ano era 2004, o Haiti acabava de sair de uma guerra civil. A revolução foi vitoriosa, mas encontrou um país à beira de um colapso econômico, político e social. O caos estava instalado e o novo governo provisório já não tinha mais como assegurar a ordem.

Aviso para quem deixa a base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Aviso para quem deixa a base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


O país pediu ajuda para a ONU que prontamente atendeu, entrando primeiramente com tropas americanas e elegendo o Brasil para comandar a nova missão de paz. O exército brasileiro foi muito bem recebido pelos haitianos, que mais do que ordens e regras, necessitavam de ajuda. Nosso jeito latino e caloroso de estender a mão, cuidar, tocar, e participar das soluções de problemas foi o grande diferencial para que o povo haitiano aceitasse estrangeiros na organização e reconstrução do seu país.

Monumenro aos militares brasileiros mortos no terremoto de 2010, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Monumenro aos militares brasileiros mortos no terremoto de 2010, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


A MINUSTAH – Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti – tem como principais objetivos estabilizar o país, desarmar os grupos de rebeldes e guerrilheiros, promover eleições livres e informadas e formar o desenvolvimento institucional e econômico no Haiti. Os primeiros anos sem dúvida foram os mais complexos, mas hoje com os ânimos mais calmos o principal trabalho das tropas das Nações Unidas são de segurança, dando suporte para a criação de uma nova guarda e polícia nacional, ajudando na construção da infraestrutura básica e na reorganização do país.

Chegando á base da Minustah em Port-au-Prince, no Haiti

Chegando á base da Minustah em Port-au-Prince, no Haiti


Tudo parecia estar indo bem, quando um desastre natural viria trazer novamente a tragédia e o caos para esse povo: o grande terremoto de 12 de janeiro de 2010. As tropas brasileiras sentiram o tremor desde o Campos Charlie. O Major Renato nos conta que ouviu um estrondo e sentiu o chão tremer “Pensei que era uma explosão no paiol e cheguei a me jogar no chão” nos conta enquanto caminhamos pelas ruas da base brasileira. Logo, quando olhou para trás percebeu que todos os contêineres do acampamento estavam fora do lugar, ele viu a imensa nuvem de fumaça subindo e vindo da direção do centro da cidade, foi quando finalmente se deu conta que havia ocorrido um terremoto.

Monumenro aos militares brasileiros mortos no terremoto de 2010, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Monumenro aos militares brasileiros mortos no terremoto de 2010, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


A missão que estava começando um período de transição para ser retirada do país, reafirmou seu compromisso de ajudar o Haiti e foi renovado o contrato para a permanência da MINUSTAH até que se estabilizasse a situação. O Major Renato está em sua segunda missão no Haiti, é um dos poucos oficiais brasileiros que está no país que realmente vivenciou o drama que se seguiu ao terremoto.

O Major Renato nos recebe na base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti

O Major Renato nos recebe na base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti


Dentro do Campo Charlie está montada uma verdadeira cidade que atende a todos os integrantes de diferentes países. Na nossa visita fomos à sede onde está baseada a tropa do BRAENGCOY – Companhia de Engenharia de Força de Paz. São prédios permanentes e algumas áreas provisórias com estrutura completa que reúnem as salas de comando, reunião e escritórios que organizam todos os trabalhos de engenharia que as Nações Unidas estão envolvidas.

Veículos do batalhão de engenharia do Brasil, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Veículos do batalhão de engenharia do Brasil, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


Todos os soldados brasileiros que participam da missão são voluntários e ficam alocados por 6 meses. A área de moradias é formada por dezenas de contêineres adaptados para quartos onde dormem até 4 pessoas. O campo possui a sua própria estação de tratamento de água, ambulatório e uma grande área de estacionamento com todo o maquinário utilizado nas obras. Todo este maquinário foi muito útil após o terremoto e hoje continua sendo essencial para as obras de terraplanagem e pavimentação de estradas, perfuração de poços artesianos e as mais diversas obras necessárias no país. A companhia também participa de ações sociais de distribuição de água e doações em comunidades carentes.

Conteiners em que moram os militares brasileiros na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Conteiners em que moram os militares brasileiros na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


Sempre fui curiosa para entender como funcionaria o dia a dia do exército, principalmente em uma missão como esta. O que eu percebo é que em geral nós, civis, não temos muita ideia do leque de atuação do exército no nosso país. Pensamos, o Brasil nunca entra em guerra, por que precisamos de tanto investimento nas forças militares? Bem, é sempre bom estar prevenido, mas ainda assim é importante sabermos que todos eles possuem um papel fundamental, não apenas na segurança e defesa das fronteiras como inclusive no desenvolvimento de infraestrutura do país. Rodovias, abertura de estradas, preparação do terreno e fundação para grandes obras no meio da floresta Amazônica ou onde seja, não seriam viáveis não tivesse “uma mãozinha” do exército. Resumindo, eles fazem o trabalho duro, depois as construtoras licitadas chegam e levantam as paredes.

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti


Conhecemos alguns dos integrantes do Batalhão de Engenharia do Exército quando eles estavam no seu dia de folga em uma praia na baía de Port-au-Prince. Vendo a minha curiosidade e interesse em conhecer a missão e um pouco do dia-a-dia deles aqui no Haiti, nos convidaram a visitar a sede. O Sub-Comandante Spetch que trabalha na área de comunicação do BRAENGCOY conseguiu a autorização do comandante, agendou a visita e mesmo em meio à uma inspeção da ONU, a equipe se desdobrou para atender-nos. Fomos recebidos pelo Sargento Josenilson e logo pelo Major Renato, que percorreu todo o campo conosco, explicando como funciona, quais as funções e qual era a organização do campo onde vivem os contingentes brasileiros.

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti


O Brasil tem mais de 2 mil soldados no Haiti e agora a missão de estabilização entra novamente em um período de transição, começando a diminuir as tropas. Foi um grande privilégio poder visitar e conhecer de perto o trabalho desse pessoal aqui, um orgulho para o povo brasileiro. Em um país com o histórico do Haiti, chego a achar que este é um programa quase obrigatório no roteiro. Hey comandante! Já pensou se a moda pega?

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti

Haiti, Port-au-Prince, BRAENGCOY, Exército, MINUSTAH, Missão Brasileira no Haiti

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Lagoa Verde

Brasil, Maranhão, Atins

Chegando à linda Lagoa Verde, em meio às dunas dos Lençóis Maranhenses - MA

Chegando à linda Lagoa Verde, em meio às dunas dos Lençóis Maranhenses - MA


Banho de piscina para acordar e logo o carro com o guia estava nos esperando para o passeio à Lagoa Verde. O Rodrigo havia conseguido uma negociação justamente por ter encontrado mais dois casais para se unirem ao grupo e estes quando chegaram ao Rancho do Buna e quiseram conhecê-lo. Acabaram todos deixando a pousada em que estavam e se mudaram para lá.

Vento cria curiosas linhas nas dunas na região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Vento cria curiosas linhas nas dunas na região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Partimos para o passeio, nós, Mel e Eduardo ainda um pouco ressacados da noite anterior e os nossos novos vizinhos de rancho. Mônica e Jackson, cariocas que vivem em São Paulo e Jame e Mariana, ele inglês e ela brasileira, que vivem em Londres. Aos poucos o grupo foi se entrosando e trocando informações. Jame é britânico e foi criado na África do Sul, tem um gosto por viagem e aventura parecido com o nosso, então logo já queria saber tudo sobre os 1000dias, roteiros e etc. Mariana é outra menina com uma história sensacional! Foi para Londres com 20 anos, lutadora, apostou em um sonho de fazer sua vida no exterior, passando todas as dificuldades imagináveis e hoje, formada em finanças, tem uma filhinha com Jame e trabalha em uma grande companhia na capital inglesa.

Grupo caminha por entre dunas da região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Grupo caminha por entre dunas da região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


É maravilhoso socializar com pessoas tão diferentes em um só lugar, dentro de uma Toyota no meio dos Lençóis Maranhenses. No caminho paramos no restaurante da Luzia e já fizemos nossos pedidos, a contra-gosto dos nossos guias, que queriam nos levar no Antônio, restaurante vizinho do irmão de Luzia. Nada contra Antônio, mas tuuuudo a favor dos camarões maravilhosos de sua irmã!

Almoço de despedida no restaurante da Luzia, no Canto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Almoço de despedida no restaurante da Luzia, no Canto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Seguimos para o nosso destino, a Lagoa Verde fica entre as dunas e lagoas há uns 18km de Atins, parte do trecho de carro e o outra parte vencida depois de uma hora de caminhada. Vamos entremeando as dunas, conversando e admirando a magnífica paisagem, ainda seca já que o período de chuvas está um pouco atrasado. Uma duna antes de chegarmos à Lagoa Verde, presenciamos a cena de um cabritinho recém nascido perdido, berrando ensandecidamente para encontrar a sua mãe. Ficamos todos apreensivos, tentando levá-lo ao seu encontro, mas logo a mãe apareceu! O encontro dos dois foi emocionante!

Cabra recém nascida corre para a sua mãe, perto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Cabra recém nascida corre para a sua mãe, perto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Cruzamos mais esta duna e entendemos exatamente o sentido de um oásis no deserto. A Lagoa Verde estava lá, imensa e cheia, é uma lagoa perene, ou seja, ela pode até variar de profundidade, mas nunca irá secar. Nadamos cruzando a lagoa de lado a lado, é impressionante como esta paisagem engana nas distâncias. Quanto mais nadávamos, mais distante parecia o nosso objetivo.

Banho refrescante na Lagoa Verde, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Banho refrescante na Lagoa Verde, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Outra curiosidade é que esta lagoa possui uns pequenos peixinhos que ficam nos beliscando. Como eles vieram parar aqui? Ao que tudo indica eles submergem dos lençóis freáticos! Eu nunca tinha ouvido falar nisso, mas mesmo as lagoas que secam no verão têm peixes, segundo nosso guia.

Chegando à linda Lagoa Verde, em meio às dunas dos Lençóis Maranhenses - MA

Chegando à linda Lagoa Verde, em meio às dunas dos Lençóis Maranhenses - MA


A andança de volta tinha mais um incentivo, que era logo chegar ao oásis da Luzia para comer aquele camarão grelhado divino! Ela organizou um banquete para todos nós, salada, arroz, pirão, feijão e muuuuito camarão! Desta vez já havíamos pedido para o Zé, seu marido, deixar o coco bem geladinho à nossa espera. A rede para a siesta e a cocadinha deram um toque especial à nossa inesquecível experiência gastronômica no Atins.

Recolhendo lixo na trilha da Lagoa Verde, perto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Recolhendo lixo na trilha da Lagoa Verde, perto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Amanhã vamos embora, então já estávamos em clima de despedida desse lugar tão especial. Descemos antes da pousada para fazer uma caminhada pelo igarapé, acompanhados do Jame e da Mari, fomos até o rancho por uma trilha alternativa. Passamos o fim da tarde na piscina conversando e socializando até os dedos da mão ficarem enrugados. Alguns empolgados com a possibilidade de investir em terrenos aqui, outros trocando experiências de viagem, eu aproveitando para treinar um pouco meu inglês com Jame e o Rodrigo aproveitando para dormir. Depois de um dia de muitas atividades e socializações, uma noite tranquila no Rancho do Buna nos aguarda. Boa noite.

Caminhando por igarapé em Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Caminhando por igarapé em Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Brasil, Maranhão, Atins, Camarão da Luzia, igarapé, Lagoa Verde, lagoas, Lençóis Maranhenses, parque nacional

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A Cidade dos Deuses

México, Cidade do México

Diante da grandiosidade da Pirâmide do Sol. as pessoas quase desaparecem! (em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México)

Diante da grandiosidade da Pirâmide do Sol. as pessoas quase desaparecem! (em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México)


Teotihuacán foi a maior e principal cidade da Mesoamérica no período pré-hispânico. Possuía uma população estimada entre 100 a 200 mil habitantes e mais de 21 km2 de superfície durante o seu apogeu, entre os séculos III e VII. O sítio arqueológico está localizado há 45 km do centro da Cidade do México e é destino obrigatório para qualquer turista, viajante ou passante da capital.

Pirâmides do Sol e da Lua vistas do Templo de Quetzalcóatl, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Pirâmides do Sol e da Lua vistas do Templo de Quetzalcóatl, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Pesquisadores acreditam que Teotihuacán, por sua localização geográfica estratégica, era um dos maiores centros comerciais de troca de mercadorias entre outras cidades e aos poucos sua cultura (leia-se arquitetura, religião, etc), foi influenciando as outras civilizações da época.

Contra o sol forte, nada melhor do que um sombreiro! (em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México)

Contra o sol forte, nada melhor do que um sombreiro! (em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México)


Descobertas feitas em Tikal e Monte Albán confirmam que Teotihuacán tinha uma grande influência em todas as civilizações mesoamericanas. Dentre as provas foram encontrados objetos de origem Maya ou da região do Golfo e inclusive um bairro zapoteca que fazia parte da grande metrópole.

Maquete da grande cidade de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Maquete da grande cidade de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Em nahuátl, língua azteca, Teotihuacán significaria, “A cidade em que foram feitos os Deuses” ou “A Cidade dos Deuses”. Aqui nasceu a lenda da origem do Quinto Sol, quando todos os seus Deuses teriam dado a sua vida em sacrifício para o aparecimento de uma nova civilização, a Azteca, e suas novas divindades. Assim Teotihuacán se tornou a cidade mitológica dos Aztecas, cenário da maioria das histórias em que se embasou a sua religião.

Estátua no museu do sítio arqueolõgico de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Estátua no museu do sítio arqueolõgico de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


A visita necessita no mínimo um dia completo se a intenção é percorrer todo o sítio. Nós chegamos um pouco tarde e aceleramos o passo para ver tudo. Chegamos direto no portão 3, que dá acesso direto à Pirâmide do Sol, Pirâmide da Lua, a principal parte da Calzada de los Muertos e ao museu do sítio.

Do alto da Pirâmide do Sol, admirando a Pirâmide da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Do alto da Pirâmide do Sol, admirando a Pirâmide da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


A Calzada de los Muertos é a principal avenida que cruza a cidade, no eixo norte-sul. Foi assim chamada pelos Aztecas, pois acreditavam que os grandes edifícios ao longo da avenida seriam tumbas construídas por um antigo povo de gigantes.

Caminhando em direção à Pirâmide da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Caminhando em direção à Pirâmide da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Ao extremo norte encontramos a Pirámide de La Luna, que não pode ser “escalada” até o topo. Ainda assim a vista do alto da sua plataforma é lindíssima, observamos do centro do eixo norte-sul os principais edifícios e temos uma vista privilegiada da sua irmã maior, a Pirâmide do Sol.

A incrível Pirâmide da Lua vista do alto da Pirâmide do Sol, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

A incrível Pirâmide da Lua vista do alto da Pirâmide do Sol, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Terceira maior pirâmide do mundo, a Pirámide del Sol possui 225m de base e mais de 70m de altura. Sua estrutura imponente é maciça e foi construída no ano de 150 d.C. em apenas duas etapas construtivas. Para o Rodrigo que já visitou as mais conhecidas pirâmides do mundo, ela é tão (ou mais!) impressionante que suas similares egípcias.

A massiva Pirâmide do Sol, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

A massiva Pirâmide do Sol, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Uma curiosidade é que a Pirâmide do Sol foi construída sobre uma pequena caverna, utilizada para fins rituais. A primeira grande teoria é que a pirâmide foi construída sobre uma caverna natural onde eles acreditariam ter havido a origem da vida. Outros dizem que ali haveria uma nascente de água, como principal elemento da vida, seria o grande motivo de adoração desta construção. Estudos mais recentes comprovam que a caverna é artificial e acreditam que ali teria sido uma tumba real, porém os vários saques sofridos pela cidade após o seu abandono, esta teoria ainda não pode ser comprovada. Ninguém sabe exatamente qual era a finalidade desta magnífica pirâmide, o fato é que até hoje peregrinos vêm até aqui nas datas do equinócio para meditações e energização.

A Ana e uma longa fila de pessoas sobe a Pirâmide do Sol em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

A Ana e uma longa fila de pessoas sobe a Pirâmide do Sol em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Subir os seus 248 degraus a mais de 2500m de altitude é um trabalho e tanto, mas vale à pena! A vista do alto é recompensadora, além de podermos fechar os olhos e nos imaginarmos bem re-energizados pelas boas vibrações destes antepassados americanos.

Meditação inspirada pela impressionante visão das pirâmides do Sol e da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Meditação inspirada pela impressionante visão das pirâmides do Sol e da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Fizemos um tour rápido pelo museu, que fecha às 17h, aproveitando os últimos minutos para ver a imensa maquete que representa a antiga cidade. As principais peças estão expostas no Museu de Antropologia na Cidade do México, então se você vai lá, a visita ao museu pode ser mais rápida.

Estátua no museu do sítio arqueolõgico de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Estátua no museu do sítio arqueolõgico de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Economizamos tempo de caminhada voltado de carro ao portão 1, que dá acesso à La Ciudadela, onde está o Templo da la Serpiente Emplumada. Construídos entre os anos de 150 e 250 d.C., a ciudadela foi o novo centro político, cultural e econômico da cidade de Teotihuacán.

Escultura na fachada do Templo de Quetzalcóatl, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Escultura na fachada do Templo de Quetzalcóatl, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Para a consagração deste templo foram sacrificadas mais de 100 pessoas, enterradas em grupos de 4, 8, 18 e 20 corpos, somadas aos sacrifícios infantis que foram colocados nos vértices da pirâmide.

Pessoas sacrificadas em honra à Pirâmide do Sol em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Pessoas sacrificadas em honra à Pirâmide do Sol em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Alguns guias cobram em torno de 450 pesos (aprox US$ 35,00) para acompanhar a visita e passar a visão e o conhecimento deles sobre a história deste lugar. Eu e o Rodrigo temos divergências neste ponto, mas acabamos optando pela economia e buscamos as informações em livros, no próprio sítio em placas, no museu e na nossa boa e velha amiga internet. Independente de qual seja a sua fonte de informações, não deixe de visitar uma das mais importantes cidades pré-hispânicas no México.

Criança descansa em gramado nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Criança descansa em gramado nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Voltamos à Cidade do México impressionados com esta civilização e tivemos tempo suficiente no engarrafamento para devanear sobre sua origem e seu cotidiano.

Trânsito complicado na volta de Teotihuácan para a Cidade do México

Trânsito complicado na volta de Teotihuácan para a Cidade do México


Chegamos às Lomas de Santa Fé já eram quase 21h e ainda conseguimos marcar um jantar com Javier, um amigo que nos foi apresentado via internet pelo Haroldo, primo do Rodrigo. Restaurante japonês com um bom vinho e boas companhias! Noite perfeita para fechar o dia de explorações em um dos mais impressionantes sítios arqueológicos das Américas.

Jantar com o Rodrigo, o Javier e a sua esposa, em Santa Fé, na Cidade do México

Jantar com o Rodrigo, o Javier e a sua esposa, em Santa Fé, na Cidade do México

México, Cidade do México, arqueologia, Mexico City, Teotihuacán, Teotihuacanes

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Bienvenue au Haïti

Haiti, Port-au-Prince

Detalhes de haitianos no mercado de Cabaret, antiga Duvalierville, ao norte de Port-au-Prince, no Haiti

Detalhes de haitianos no mercado de Cabaret, antiga Duvalierville, ao norte de Port-au-Prince, no Haiti


Imaginem um lugar que nada tem a perder, pois já perdeu tudo. Desastres naturais, ditaduras sangrentas e a miserável política que criou um ambiente perfeito para a opressão e manipulação de interesses que se sustenta na miséria de muitos, criando um imenso gap entre os mais ricos e os mais pobres.

Passageira do nosso ônibus aguarda em seu assento, durante nosso tempo na imigração

Passageira do nosso ônibus aguarda em seu assento, durante nosso tempo na imigração


Um país que, isolado pelo mundo branco amedrontado pela primeira República Negra do Ocidente, acabou com seus recursos naturais e hoje depende 100% de importações. No Haiti nada se produz além de boa música, belas esculturas, algumas poucas plantações de subsistência, furacões furiosos e grandes tremores de terra.

O grande terremoto não será esquecido! (Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti)

O grande terremoto não será esquecido! (Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti)


A energia elétrica do país é gerada a base de carvão natural e hoje, que já não há mais floresta, geradores a diesel são a única saída. Esta pequena patota de ricos alienados possui em suas mãos o monopólio dos negócios chaves do país, empresas de importação, venda de geradores de energia e de combustível (diesel). Tivemos a informação de que o Brasil fez um trabalho de pesquisa, planejamento, projeto e o orçamento para a construção de uma hidroelétrica no norte do país. A construção da hidroelétrica iria gerar empregos e resolver boa parte dos problemas energéticos do Haiti. Uma doação que não foi aceita pelo governo, que prefere o valor em dinheiro, pedido recusado pelo Governo Brasileiro.

Sobrevoando Port-au-Prince, no voo para Cap-Haitien, no norte do Haiti

Sobrevoando Port-au-Prince, no voo para Cap-Haitien, no norte do Haiti


Aí nos perguntamos, por que o país não vai para frente? Não há interesse econômico e político, a ganância exacerbada deve cegar a visão ou tirar o coração destes poucos haitianos no poder, que veem sua população morrendo de fome, sede, sem um teto para morar e sem um puto para viver e não fazem nada a respeito.

Nas ruas de Port-au-Prince, no Haiti, muito equilíbrio na cabeça

Nas ruas de Port-au-Prince, no Haiti, muito equilíbrio na cabeça


A história do Haiti facilita a compreensão da desgraçada cultura e psique haitiana, que mesmo quando consegue se livrar dos seus algozes franceses, cria um Imperador sedento por status e poder, que para conseguir a liberdade do país termina se afundando em dívidas internacionais. Uma Republica que nasceu falida e devedora. Já não bastassem as dificuldades de um pós-guerra, Christophe e suas manias de grandeza se unem para a construção da maior fortaleza do Caribe, a Citadelle, localizada há poucos quilômetros de seu pomposo castelo desenhado para rivalizar com, nada mais nada menos, que o Castelo de Versalles, o San-Souci. (Leia mais sobre a história no Blog do Rodrigo)

O caminho morro acima até a Citadelle, no norte do Haiti

O caminho morro acima até a Citadelle, no norte do Haiti


Esta semana faremos um passeio pelos locais que remontam esta história, das pobres vizinhanças nos arredores do bairro chique de Pétion-Ville, passando pelos escombros de Port-au-Prince, voando sobre Citadelle e chegando a um dos maiores paraísos particulares na costa norte do país.

Uma simpática jangada nos mares de Labadee, na costa norte do Haiti

Uma simpática jangada nos mares de Labadee, na costa norte do Haiti


Nós chegamos ao Haiti em um ônibus vindo de Santo Domingo. Foram 8 horas, duas delas parados na mal afamada fronteira dos dois países, em uma terra de ninguém, “esquecida por Deus”, segundo os dominicanos,“É tudo culpa do vudu”, dizem os mais religiosos.

Meninas no interior da catedral de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti

Meninas no interior da catedral de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti


Apesar de toda essa falação, não tivemos nenhum problema na fronteira, descemos do ônibus, enfrentamos as filas da imigração, cercados de sorrisos dos cambistas quando dizíamos que éramos brasileiros. Do lado de fora carros das Forças de Paz das Nações Unidas e um belo lago, azul, sobre um terreno calcário que me fez lembrar, Pedernales deve ser aqui perto! Imaginem quantas cavernas inundadas não existem na região para serem exploradas?

Condução do lado haitiano da fronteira com a Rep. Dominicana

Condução do lado haitiano da fronteira com a Rep. Dominicana


Este, porém, não era o nosso foco agora. Vínhamos com nossos olhos curiosos, ouvidos aguçados e coração aberto para ver o Haiti que a mídia não nos mostra. Um país de um povo que luta para sobreviver na adversidade e ainda chora e sorri, sonha e desespera, goza e sente dor, mantendo viva lá dentro uma esperança genuína de que dias melhores virão.

Encontro com criança no caminho até a Citadelle, no norte do Haiti

Encontro com criança no caminho até a Citadelle, no norte do Haiti

Haiti, Port-au-Prince, Caribe, história, Impressões

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Encontro marcado

Bahamas, New Providence - Nassau

Mergulho com tubarões feito em Nassau - Bahamas

Mergulho com tubarões feito em Nassau - Bahamas


Já mergulhei com tubarões, lembro da primeira vez como se fosse hoje. Foi em 2001, eu estava na Indonésia, mais precisamente em Gili Islands, Lombok. Resolvi fazer o curso de mergulho avançado para poder vê-los de perto, já que o Shark Point ficava a uns 30m de profundidade. Este seria oficialmente o meu primeiro mergulho abaixo dos 18m, mas só entre nós... oficialmente! Eu já tinha passado dos 18 no meu primeiro batismo no mar! Tsc,tsc,tsc! Acabei fazendo o Adventure Diver e o check-out do profundo foi no shark point. Lá vimos uns cinco tubarões pintados, todos entre dois e três metros, mas mantivemos uma distância respeitável. Quase me escondia atrás dos corais, para ficar bem perto sem incomodá-los, como se eles não fossem notar. Saí de lá super entusiasmada, porém demorei a ver tubarões novamente.

Os tubarões são peixes especiais, estão aqui neste planeta desde o tempo dos dinossauros. São o topo da cadeia alimentar marinha, por isso tem a maior fama de maus. Foram rotulados como assassinos por Hollywood e perseguido pelos japoneses pela sua deliciosa carne e valiosas barbatanas. Mas esquecemos que são apenas peixes, grandes, cheios de dentes, mas animais que só vão usar esta força ou por instinto de defesa, ou de sobrevivência. Não são católicos, portanto nenhum deles comete o pecado da gula ou ira, são peixes. Engraçado que dos golfinhos ninguém tem medo, esquecem das orcas, belos golfinhos assassinos.

Em 2008 voltei a encontrá-los em Fernando de Noronha, mas de volta forma diferente. Em quase todos os mergulhos encontrávamos algum tubarão: lixa, bico-fino, limão. Todos lindos, estilosos. Alguns com mais cara de mau que outros, mas não precisávamos nos assustar, era só lembrar que todos ali eram todos muito bem alimentados, já que em Noronha comida de tubarão é o que não falta.

Mergulho com tubarões feito em Nassau - Bahamas

Mergulho com tubarões feito em Nassau - Bahamas


Nas Bahamas o mergulho com os tubarões é super famoso, já foi matéria das principais revistas, Globo Repórter, etc. Não foi a toa que escolhemos este lugar para mergulhar com os tubarões. Para quem mergulha isso é óbvio, mas vale lembrar aos não mergulhadores: mesmo que você vá para um mar que dizem ser repleto de tubarões, não significa que você vá realmente encontrá-los. Você tem que estar no lugar certo, na hora certa. Pois bem, o Stuart, dono da operadora de mergulho mais famosa em Nassau, descobriu o lugar em que quase toda hora é certa e se especializou nisso. Acho até que eles já possuem um contrato com os tubarões, o que para nós telespectadores não faria diferença alguma de fosse verdade. O espetáculo tem hora para começar, os tubarões sabem que logo terão o lanche da tarde ali, na Shark Arena. Quando descemos para o primeiro mergulho já os vemos nadando a poucos metros de nós, vários e de todos os tamanhos. Curioso mergulhar ao lado deles, sabendo que ali, dentro de instantes, temos um encontro marcado.

Mergulho com tubarões feito em Nassau - Bahamas

Mergulho com tubarões feito em Nassau - Bahamas


No primeiro mergulho vamos passear na barreira de corais vizinha. De um lado um aquário marinho: lion fishes, lindos e venenosos, corais, anêmonas, moréias e vários outros lindos peixinhos. Do outro lado, um azul turquesa maravilhoso repleto de tubarões. Depois do intervalo de superfície, todos pareciam adolescentes se preparando para um primeiro encontro. Não era a toa, todos já haviam mergulhado com tubarões, assim como eu, mas nunca haviam participado de um Shark Feeding. Dois dos mergulhadores a bordo estavam fazendo o programa para virarem alimentadores de tubarão, ainda mais emocionante!

Mergulho com tubarões feito em Nassau - Bahamas

Mergulho com tubarões feito em Nassau - Bahamas


Caímos na água e fomos todos direto para a Shark Arena, formamos um círculo nas pedras já colocadas no fundo de areia. Os tubarões já sabem que terão um belo café da tarde e estão rondando só esperando a hora de atacar. Tudo é muito bem organizado, inclusive o tráfego de tubarões. Eles ficam em torno do balaio de peixe, que por sua vez fica onde o shark feeder mandar. A arena é grande e Rupert, o feeder, começa a fazer o círculo próximo aos mergulhadores e junto com a Janine, nossa fotógrafa. Eu e o Rodrigo ficamos por último no círculo, portanto tivemos tempo suficiente para acostumar com as barbatanadas e finas tiradas pelos tubarões, que variavam de 1,5m a 3m. Ficamos tanto tempo observando que comecei a tentar dar apelidos a eles. Tinham os “bebês”, pequenininhos que estavam ali aprendendo. Já alguns mais “malacos” que conheciam o procedimento, já sabiam como e quando atacar o pedaço de peixe no arpão do Rubert. Outros dois tinham anzóis e linha, um na boca o “penduradão” e outro na barbatana... “coitadinho”. O melhor de todos era o Massaranduba, não sei se este quadro do Casseta e Planeta ainda está no ar, este tinha a boca igualzinha, com os dentes sempre à mostra. Só consegui esta foto (abaixo) do outro lado da boca dele, mas já dá para ter uma ideia.

Mergulho com tubarões feito em Nassau - Bahamas

Mergulho com tubarões feito em Nassau - Bahamas


Sim, ficamos um pouco tensos no começo. O principal motivo da minha tensão? Frio e a vontade de fazer xixi, além de não podermos nos mexer para não chamar atenção dos tubarões. Sem dúvida é um mergulho completamente diferente de qualquer outro. É sensacional ter um encontro marcado com uns 30 destes peixões maravilhosos, passando a um centímetro de você e dando barbatanadas como se você fosse um coral qualquer. Não tenho palavras para descrever a sensação. Os tubarões são peixões sim, mas peixões especiais, imponentes e maravilhosos.

Mergulho com tubarões feito em Nassau - Bahamas

Mergulho com tubarões feito em Nassau - Bahamas

Bahamas, New Providence - Nassau, Mergulho

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