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SHUFFLE

Batendo Perna

Argentina, Salta

Catedral de Salta - Argentina

Catedral de Salta - Argentina


Dia de compras em Salta. Amanhã teremos uma longa estrada pela frente e eu tinha que aproveitar a cidade grande e os os bons preços argentinos para resolver algumas pendências. As lojas abrem até as 13h e reabrem apenas as 16h, aquele famosos horário da siesta, famosa na Espanha e que a Argentina pelo jeito aderiu.

Pronto para devorar enorme sanduíche em Salta - Argentina

Pronto para devorar enorme sanduíche em Salta - Argentina


Esperando as lojas abrirem, tivemos um almoço gostoso no café do Hotel Victória Plaza na Praça 9 de Julho. O Ro ficou no hotel, enquanto eu saí para as ruas. Esta semana começaram as comemorações da Padroeira da cidade de Salta, as ruas estavam lotadas, não apenas de turistas, como também de estudantes que vieram em excursões à Catedral de Salta para homenagens, missas, etc.

Catedral em Salta - Argentina

Catedral em Salta - Argentina


Rodei o centro de Salta inteiro, consegui consertar o meu óculos de sol, comprar os cremes indicados pela dermatologista na farmácia Sudamericana, uma das mais antigas da cidade. Lá foi que descobri que os salteños tem um ritmo meio baiano para as coisas, fazem tudo com muuuita calma e ao mesmo tempo sendo super atenciosos.

Interior da Igreja de São Francisco em Salta - Argentina

Interior da Igreja de São Francisco em Salta - Argentina


Outro item da minha lista de compras eram casacos de frio próprios para montanhismo. Logo estaremos chegando no Perú onde pretendemos fazer algumas trilhas em Huaráz, na Cordilheira Branca. Encontrei uma loja de produtos argentinos muito bacana, chamada Montagne. Os produtos me pareceram compatíveis com as marcas norte-americanas mais conhecidas e os preços eram pelo menos a metade!

Entrada do Convento de San Bernardo, em Salta - Argentina

Entrada do Convento de San Bernardo, em Salta - Argentina


Fiquei umas 4 horas andando, fotografando e pesquisando lojas e farmácias, até uma depilação eu descolei. Todos os salteños foram completamente gentis e prestativos, fora que sem o Ro por perto para falar português, fui afiando ainda mais meu espanhol. Não sou do tipo gastadeira e freqüentadora de shoppings, mas sem dúvida essa pernada valeu a pena, gastei 50% do que gastaria comprando os mesmos cremes e casacos no Brasil. Vamos ver se vou ficar mais jovem e quentinha como os produtos prometem!

Fim de tarde na Plaza 9 de Julio, em Salta - Argentina

Fim de tarde na Plaza 9 de Julio, em Salta - Argentina

Argentina, Salta,

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2° dia - Taulipampa

Peru, Huaraz

Admirando a incrível paisagem do 2o dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

Admirando a incrível paisagem do 2o dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru


Começamos o dia com um revigorante café da manhã com iogurte, granola, pães, ovos, margarina e geléia de morango. Chá de coca para ajudar o organismo a acostumar com a altitude e boas histórias do nosso guia Oscar. Arrumamos as nossas malas e a estrutura é toda organizada por Tibúrcio e arrieiros.

Subindo o vale no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

Subindo o vale no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru


O segundo dia de caminhada sobe lentamente pela Quebrada Santa Cruz, caminhamos às margens do rio com paisagens maravilhosas, passando pela imensa e majestosa Lagoa Jatuncocha. Cavalos praticamente selvagens e vacas são alguns dos animais comumente encontrados pelo caminho, assim como a ave lique-lique, territorial como o quero-quero, só que um pouco maior. Um vale verde e plano, ladeado por montanhas imensas. A caminhada contra o vento dá um pouco mais de frio e trabalho, mas é super prazerosa e relaxante.

Segundo dia de caminhada no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

Segundo dia de caminhada no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru


Belíssima laguna no 2o dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

Belíssima laguna no 2o dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru


O pouco esforço que temos no segundo dia é num detour que nos leva às paisagens ainda mais impressionantes. Subimos lentamente em ziguezague os 200m de altitude para chegar ao mirante do Alpamayo. À frente já enxergamos o Nevado Paria (5.720m) e o pico super agudo do Artesonraju com 6.025m. Mas para enxergar o Alpamayo (5.947m) temos que desviar o caminho e subir um pouco mais. Neste caminho, ao lado direito está a montanha Rinrijirca – Rinri em quéchua quer dizer “orelha” e jirca é “alta”. A montanha tem umas escarpas laterais que lembram orelhas, por isso o nome, “cerro alto com orelhas” ou algo parecido.

Ponto de bifurcação no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

Ponto de bifurcação no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru


Os cactus florescem a mais de 4 mil metros de altitude, no trekking de Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru

Os cactus florescem a mais de 4 mil metros de altitude, no trekking de Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru


A vista do Almapayo é realmente fantástica, uma montanha imponente, que exige 8 dias de trekking em longo trecho de gelo e partes técnicas, para se chegar ao topo. Nós continuamos, pois o nosso principal objetivo ainda está à frente. Vamos até uma das lagoas mais lindas de toda a região, a Lagoa de Pucahirca a 4.440m de altitude. Esta lagoa é formada pelo degelo do Monte Pucahirca (5.810m) e tem um glacial que mais parece uma cachoeira de gelo, sendo despejada diretamente na lagoa. A água azul turquesa é inacreditável.

Laguna a 4.400 m de altitude, aos pés do Alpamayo, no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

Laguna a 4.400 m de altitude, aos pés do Alpamayo, no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru


Laguna a 4.400 m de altitude, aos pés do Alpamayo, no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

Laguna a 4.400 m de altitude, aos pés do Alpamayo, no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru


Descemos da lagoa felizes, pois agora o caminho é praticamente plano até o nosso segundo acampamento. O Taulipampa, fica a 4.250m, aos pés do Taulliraju (5.830m), uma das montanhas mais bonitas de todo o trekking! O seu formato lembra uma imensa catedral, toda ornamentada de rocha, nevados e glaciais, simplesmente maravilhosa!

Aproximando-se da montanha Alpamayo no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

Aproximando-se da montanha Alpamayo no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru


O Rodrigo havia carregado com ele uma cerveja desde o último acampamento até aqui, para ter o prazer de chegar da caminhada, sentar e tomar uma cervejinha. Acho que valeu à pena depois de 15km de caminhada, ainda mais com esta vista sensacional!

O magnífico local do nosso segundo acampamento no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

O magnífico local do nosso segundo acampamento no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru


O jantar teve uma sopa de entrada, seguida de um macarrão com molho de tomate, queijo ralado e salada de frutas de sobremesa. Realmente um tratamento vip! Fechamos a noite brindando com um vinho que havíamos trazido na mochila, carregada carinhosamente pelas nossas amigas mulas.

Hora do jantar na barraca-restaurante do nosso segundo acampamento no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

Hora do jantar na barraca-restaurante do nosso segundo acampamento no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru


Acho que nenhum de nossos colegas de trekking entendia como ficávamos tanto tempo conversando e dando risada dentro da barraca. Além de nos divertir, o vinho era tiro e queda para ajudar a dormir naquela altitude, à -5°C no desconforto das nossas barracas! Rsrsrs!

A maravilhosa cena das montanhas nevadas iluminadas pelo forte luar, no segundo acampamento do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

A maravilhosa cena das montanhas nevadas iluminadas pelo forte luar, no segundo acampamento do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru

Peru, Huaraz, Alpamayo, Taulipampa, Trekking, Trekking Santa Cruz

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Bonaire: Tesouro Natural

Bonaire, Rincon

A cor impressionante do mar no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire

A cor impressionante do mar no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire


Bonaire não é um paraíso apenas para mergulhadores. Aqueles que não mergulham, mas que curtem um clima tranquilo, belezas naturais, mar de águas azuis e cálidas, não irá se arrepender!

A costa entrecortada no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire

A costa entrecortada no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire


Tiramos um dia para conhecer as belezas naturais que a ilha tem em cima d´água e rumamos o norte da ilha, próximo à cidade de Rincon, onde está localizado o Parque Nacional Washington Slagbaai. Uma antiga fazenda com produção de sal, aloe vera, divi divi, uma árvore nativa e criação de cabras para exportação à Curaçao e Europa. Durante anos e anos a família Herrera trabalhou nesta fazenda, até que seu último dono, apaixonado pela terra onde cresceu e trabalhou a vida toda, decidiu negociá-la com o governo para que se tornasse um parque nacional. Boy Herrera ficou doente e morreu em 1967, em 1969 o parque nacional abria suas portas para o turismo, sendo o primeiro santuário natural das Antilhas Holandesas.

Formação rochosa no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire

Formação rochosa no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire


O parque possui uma boa infra-estrutura para os padrões da ilha. Os mergulhadores que já pagaram a taxa ambiental devem trazer o seu comprovante de pagamento e documento com foto que são isentos de pagar a entrada. Seu museu tem muitas informações sobre a história da fazenda e da criação do parque, assim como das espécies nativas da ilha. São dezenas de espécies de lagartos coloridos, iguanas e pássaros, sem contar com as espécies domesticadas introduzidas, como a cabra, o burro, etc. A flora é formada principalmente por cactáceos, algumas árvores e plantas rasteiras mais espinhentas, devido ao solo seco e a quantidade de chuva de 532mm anuais.

Lagartos coloridos, muito comuns no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire

Lagartos coloridos, muito comuns no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire


A única forma de visitar o parque é de carro e existem duas principais rotas para visitação, a trilha curta e a longa. A longa leva em torno de 2 a 3 horas parando para tirar foto nas principais atrações do parque. A rota mais curta leva em torno de uma hora e nem vale muito a pena, pois como é uma rota interna se perde a maioria das atrações.

Observando o mar no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire

Observando o mar no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire


A primeira parada é na Boka Chikitu, formações coralíneas que hoje fazem parte da costa, formam lindos splashes de água no encontro com as águas mais agitadas do mar de fora. É fácil reconhecer durante este passeio parte da história geológica da ilha, que possui formação vulcânica e afloração de rochas coralíneas até nas partes mais altas. O Seru Grandi é prova disso, um paredão de pedras com cavernas e colorações das diferentes fases geológicas da ilha.

As diferentes camadas nas encostas mostra que o mar já esteve bem mais alto no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire

As diferentes camadas nas encostas mostra que o mar já esteve bem mais alto no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire


Passamos no farol para uma vista do alto, a vista não era tão aberta e o farol está meio abandonado, mas ali a atração foi a iguana que encontramos no estacionamento. Diferente da maioria de sua espécie, ao invés de fugir ela caminhou em nossa direção, provavelmente procurando por comida. Muito simpática, mas não ganhou nem uma folhinha.

As iguanas também são muito comuns no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire

As iguanas também são muito comuns no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire


Continuamos o nosso caminho entre cactos e cerros em uma paisagem realmente diferente das que estávamos acostumados em terras, ou águas, caribenhas. Viramos a ponta norte para a costa oeste da ilha, já no mar de dentro. A paisagem muda das bokas com splashes imensos de água, para o mar tranquilo e azul perfeito para mergulho. No parque estão localizados 7 pontos de mergulho, nós infelizmente não tivemos tempo para conhecê-los. Vizinho ao Boka Katuna, um dos pontos está a Saliña Bartol, um lago salgado de águas avermelhadas devido aos crustáceos ricos em beta caroteno que vivem ali. É nestas salinas que podemos encontrar o pássaro símbolo da ilha de Boneiru, os flamingos.

Flamingos se alimentam em lago do Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire

Flamingos se alimentam em lago do Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire


Eles são tão graciosos, passam o dia ali, com suas longas patas enfiadas no lodo e cabeças submersas na água, buscando o pobre crustáceo. Ele é o responsável pela coloração das suas penas, assim como a de seus primos que vivem lá na Laguna Colorada nos altiplanos bolivianos. Adorei encontrá-los aqui! Meio maluco imaginar como podem se adaptar a 4 mil m de altitude e -20°C e ter parentes tão próximos vivendo nos 30°C em pleno Caribe!

Flamingos se alimentam em lago do Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire

Flamingos se alimentam em lago do Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire


Passamos por uma pequena Praia Wayaká, uma curta faixa de areia em frente aos pontos de mergulho e um dos melhores para snorkell. O pessoal aqui da ilha gosta de vir aqui no final de semana para um piquenique.

Pequena praia no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire

Pequena praia no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire


Nosso passeio terminou no restaurante perto da Boka Slaagbai, o único dentro do parque. De um lado, uma lagoa salgada com diversos flamingos, garças e pelicanos. De outro um mar azul turquesa inacreditável!

Paisagem do Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire

Paisagem do Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire


É, sem dúvida alguma Bonaire tem muito a oferecer para os aventureiros e turistas que preferem terra ao mar.

A bonita costa norte de Bonaire, no Parque Nacional Washington-Slagbai

A bonita costa norte de Bonaire, no Parque Nacional Washington-Slagbai

Bonaire, Rincon, Bicho, flamingos, parque nacional, Washington Slagbaai

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O Acre existe

Brasil, Acre, Rio Branco

Monumento representando a bandeira do estado, em Rio Branco, no Acre

Monumento representando a bandeira do estado, em Rio Branco, no Acre


Antigo território boliviano, o Acre foi conquistado para o Brasil pela luta dos seringueiros brasileiros que já ocupavam informalmente aquela área. Lá pelos idos de 1902 a Bolívia resolveu retomar as suas terras e assegurar a sua soberania sobre a região, porém não esperava que iria encontrar resistência destes guerreiros seringueiros. A Revolução Acreana chegou a proclamar o Estado Independente do Acre, que posteriormente foi ocupado militarmente pelo Brasil e mais tarde adquirido da Bolívia pelo governo brasileiro por 2 milhões de libras esterlinas e a garantia da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Essa luta liderada pelo gaúcho Plácido de Castro colocou o primeiro Território Federal no mapa brasileiro.

Orgulho do passado histórico! (em Rio Branco, no Acre)

Orgulho do passado histórico! (em Rio Branco, no Acre)


Mas alguém aí se perguntou por que aquele lugar esquecido por todos logo passava a ser o foco das tensões a atenções de ambos países? A resposta é simples, o Ciclo da Borracha. No início do século XX o Acre era uma potência econômica e representava 1/3 do PIB brasileiro!

Museu da Borracha, um dos mais famosos de Rio Branco, no Acre

Museu da Borracha, um dos mais famosos de Rio Branco, no Acre


Aí percebemos que o sangue quente da luta pelos seus direitos, suas terras e seus seringais já vinha de longe! Foi essa cultura e história que forjou o mártir da luta pela preservação das florestas nativas e direitos dos seringueiros, o memorável Chico Mendes.

A ecologia tem muita força no estado (em Rio Branco, no Acre)

A ecologia tem muita força no estado (em Rio Branco, no Acre)


Os 500 km de estrada entre Porto Velho e Rio Branco são relativamente tranquilos. Todo o trecho de Rondônia tem um asfalto praticamente novo e curiosamente faz parte ainda de um dos mais extensos municípios que já vimos. Sim, a área urbana de Porto Velho é pequena, mas o município se estende praticamente até a fronteira com o Acre! Vários distritos distantes da capital estão lutando por uma maior autonomia e até a emancipação, já que obviamente os planos e verbas municipais tardam em chegar até lá. Assim que cruzamos a fronteira do estado o asfalto fica completamente esburacado, deixando a viagem mais lenta e demorada.

Entrando no estado do Acre

Entrando no estado do Acre


Nossa passagem por lá incluiu uma visita à capital Rio Branco e à cidade onde nasceu o mestre Chico Mendes, a cidade de Xapuri. Rio Branco foi fundada em 1882 pelos seringueiros às margens do Rio Acre. Uma capital tranquila e bem organizada, Rio Branco pode ser bem explorada em um dia de caminhadas pelo centro e uma esticada de carro, ônibus ou táxi até o Parque Chico Mendes.

O simpático passeio em frente ao rio, em Rio Branco, no Acre

O simpático passeio em frente ao rio, em Rio Branco, no Acre


Domingo quente e ensolarado nos levou pelas ruas da Cidade-Natureza, passando pelo Palácio Rio Branco e a Praça Eurico Dutra, que oferece cursos e oficinas ambientais no coreto central. O Palácio estava fechado para visitação, mas em dias de semana as exposições sobre a história do estado dos tempos pré-colombianos até os dias de hoje, com artefatos das comunidades indígenas e informações sobre a Revolução Acreana e Chico Mendes.

O Palácio do Governo em Rio Branco, no Acre

O Palácio do Governo em Rio Branco, no Acre


Logo ao lado está a Catedral da cidade e nos arredores a Praça Plácido de Castro e a Praça da Bandeira, onde está localizado o Mercado Velho. O mercado tem lojinhas de artesanato, lanchonetes e alguns bares no casario colonial às margens do Rio Acre, no passeio conhecido como a Gameleira. Ali o povo se reúne para aquela cervejinha de final de tarde com bolinhos e pastéis. Até encontramos ali um grupo de jovens universitários americanos e europeus que está morando em Rio Branco desenvolvendo pesquisas na área ambiental. Muito bacana!

Antigo mercado em Rio Branco, no Acre

Antigo mercado em Rio Branco, no Acre


Venda de vários tipos de cipós em Rio Branco, no Acre

Venda de vários tipos de cipós em Rio Branco, no Acre


Pelas praças, parques e placas comemorativas espalhadas pela cidade logo percebemos o orgulho do povo acreano pela luta em defesa do meio ambiente, legado do seu filho Chico Mendes. “Lá no Brasil”, como dizem aqui, nós não temos tanta preocupação em lembrar dessa história tão recente que forjou a luta pelo Meio Ambiente no país.

Adendo, "Lá no Brasil" são duas horas de diferença aqui do Acre, 2 horas a menos do horário de Brasília, 1 hora a menos que o horário de Porto Velho. "Lá no Brasil" o povo acha que o Acre não existe, afinal "lá no Brasil" o povo nem faz questão de lembrar que o Acre existe. Mas vocês imaginam como e porquê esse povo se sente, além das razões geográficas óbvias, tão distantes de nós? Como você se sentiria?

Visita ao Parque Chico Mendes, em Rio Branco, no Acre

Visita ao Parque Chico Mendes, em Rio Branco, no Acre


No nosso caminho à Biblioteca da Floresta conhecemos o centro comercial da cidade, próximo à Estação Central. Na volta tentamos, sem muitas esperanças, o Museu da Borracha que estava fechado para reforma. Um simpático morador viu os dois sulistas andando pela rua e puxou conversa para nos dar dicas do que conhecer na cidade, dentre elas o Parque Chico Mendes.

Uma linda onça no pequeno zoológico no Parque Chico Mendes, em Rio Branco, no Acre

Uma linda onça no pequeno zoológico no Parque Chico Mendes, em Rio Branco, no Acre


Lá fomos nós para o programa dominical preferido dos rio-branquenses. O parque estava lotado, uma espécie de zoológico que expõe animais da fauna nativa como onças-pintadas, cobras, porco do mato, antas e pacas entre trilhas ecológicas em um bosque bem bacana. Na entrada está o memorial com informações sobre a vida e a trajetória do ambientalista.

Onça parda no pequeno zoológico do Parque Chico Mendes, em Rio Branco, no Acre

Onça parda no pequeno zoológico do Parque Chico Mendes, em Rio Branco, no Acre


Pois é minha gente, o Acre existe e tem muito mais personalidade do que muitos brasileiros por aí. Esse estado que lutou para fazer parte do Brasil e conquistar o seu lugar é também uma terra cheia de belezas e história.

Brasil, Acre, Rio Branco, Capital, Gameleira, Mercado Velho, Palácio Rio Branco

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A Poderosa Tikal

Guatemala, Flores, Tikal

Apenas os templos mais altos se erguem acima da mata que cobre Tikal, na Guatemala

Apenas os templos mais altos se erguem acima da mata que cobre Tikal, na Guatemala


Uma das maravilhas do mundo maya, Tikal foi uma das maiores cidades do período clássico desta civilização. Embora seu auge tenha acontecido durante o período clássico várias de suas construções remontam de tempos muito mais antigos, em volta de 700 anos antes de Cristo. A estrutura mais antiga é a Pirâmide (700a.C) com 32m de altura e 80m de base.

A 'pirâmide', um dos maiores edifícios de Tikal, na Guatemala

A "pirâmide", um dos maiores edifícios de Tikal, na Guatemala


No sítio arqueológico entre imensas ceibas, a árvore sagrada dos mayas, e vários macacos aranhas, foram encontradas também algumas moradias subterrâneas onde viveria não apenas o povo, mas também a nobreza da cidade nos tempos mais antigos.

A Ceiba, a bela e sagrada árvore dos mayas, em Tikal, na Guatemala

A Ceiba, a bela e sagrada árvore dos mayas, em Tikal, na Guatemala


Começamos a nossa visita acompanhados do José, guia local muito paciente que nos deu as primeiras noções da escrita maya, sufixos e prefixos desenhados junto aos nomes dos seus governantes e ao nome da própria cidade. O símbolo de Tikal é quase como um escudo e se repete em todo o sítio arqueológico, nas suas estelas e escrituras.

Nosso guia nos ensina a ler o hieroglifo de Tikal, na Guatemala

Nosso guia nos ensina a ler o hieroglifo de Tikal, na Guatemala


Com o nosso guia, caminhando pelas trilhas de Tikal, na Guatemala

Com o nosso guia, caminhando pelas trilhas de Tikal, na Guatemala


O templo mais impressionante é o Templo I, construído pelo grande Ah Cacau, governante que restaurou o exército e a grandiosidade de Tikal. Parece que aqui a regra do avô rico, pai nobre e filho pobre não se aplica, já que foi o tataratatarataraneto o mais guerreiro de toda a linhagem e seguido os passos do pai, vingou morte na guerra contra Caracol.

O magnífico Templo I, construção símbolo de Tikal, na Guatemala

O magnífico Templo I, construção símbolo de Tikal, na Guatemala


Ele teve o seu período de glória e grandeza, construindo os maiores templos e castelos, Templo I em seu nome, Templo II, também conhecido como o templo da rainha e o templo de Las Ventanas, onde ele passaria sua lua de mel com cada uma de todas as suas esposas.

O Templo I, o mais famoso das ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

O Templo I, o mais famoso das ruínas mayas de Tikal, na Guatemala


Todo o conjunto da Gran Plaza é impressionante e merece uma boa hora para ser admirado e explorado, sentar-se em uma de suas sombras apenas para sentir a grandeza, o poder e as histórias dos que passaram por ali. Ao lado do Templo I está a Acrópole Norte onde estariam enterrados, em diversas fases construtivas, todos os sacerdotes que governaram Tikal antigamente.

Templo e várias estelas em Tikal, na Guatemala

Templo e várias estelas em Tikal, na Guatemala


O Templo I, o mais famoso das ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

O Templo I, o mais famoso das ruínas mayas de Tikal, na Guatemala


A última parada é o Templo IV, o mais alto de todo o mundo maya! Na realidade quase toda a pirâmide esta desmoronada e em restauração, mas foi construída uma escada de acesso ao topo de onde podemos ter uma das mais belas vistas de Tikal.

Subindo até o alto do Templo IV, o mais alto de Tikal, na Guatemala

Subindo até o alto do Templo IV, o mais alto de Tikal, na Guatemala


As ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

As ruínas mayas de Tikal, na Guatemala


São mais de 300 degraus para chegar ao topo e de lá vemos toda a floresta de Peten e a ponta de alguns dos templos do sítio arqueológico, fazendo força para lembrar que na época não existiam árvores por aqui, toda esta mata é secundaria e foi queimada pelos mayas para a construção das pirâmides que vemos.

Admirando Tikal do seu ponto mais alto, o topo do Templo IV (na Guatemala)

Admirando Tikal do seu ponto mais alto, o topo do Templo IV (na Guatemala)


Um final de tarde maravilhoso no topo do Templo IV fechou a nossa visita. Lá no alto ainda encontramos dois brasileiros, um curitibano e outro paulista, apaixonados pela cultura Maya.

Encontros com brasileiros nas ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

Encontros com brasileiros nas ruínas mayas de Tikal, na Guatemala


Muitos visitantes que vem até Tikal gostam de ver o sol nascer ou se por lá de cima, principalmente nesta época do ano, quando o solstício de verão está se aproximando e é quando o alinhamento do sol, acontece com as pirâmides principais de Tikal. Nós cruzamos um grupo grande de estudantes de arquitetura vindos da capital que devem dormir por aqui para acompanhar o fenômeno.

Um belo piaca-pau à procura de seu almoço, durante passeio às ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

Um belo piaca-pau à procura de seu almoço, durante passeio às ruínas mayas de Tikal, na Guatemala


Encontro com o macaco-aranha, durante visita às ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

Encontro com o macaco-aranha, durante visita às ruínas mayas de Tikal, na Guatemala


A área é imensa e não existe um caminho mais curto, pode vir preparado com água e tênis para uma boa caminhada abaixo da mata e do sol escaldante. A visita dura no mínimo 3 horas, mas pode contar com 5 horas para aproveitar tudo com calma, tempo para sentir, fotografar e perguntar tudo e mais um pouco para o guia.

No alto do Templo IV, observando o mapa das ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

No alto do Templo IV, observando o mapa das ruínas mayas de Tikal, na Guatemala


Este foi o nosso penúltimo sítio arqueológico, uma pérola e um marco na arquitetura e na história dessa civilização, imperdível mesmo para os menos afeitos a história e arqueologia. Logo chegaremos a Copán para fechar com chave de ouro este extenso roteiro pelo Mundo Maya.

As ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

As ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

Guatemala, Flores, Tikal, arqueologia, maya, Mundo Maya

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Viagem ao Coração da Amazônia

Brasil, Amazonas, Tefé, Mamirauá

Sobrevoando o gigantesco rio Solimões na região de Tefé, no Amazonas

Sobrevoando o gigantesco rio Solimões na região de Tefé, no Amazonas


Quem nos segue sempre já me viu usando essa expressão: degradê cultural. Sempre à apliquei mais à cultura, pois nas nossas aulas de geografia aprendemos sobre as florestas, matas de transição e novos biomas que se seguem, mas culturalmente esquecemos que o mesmo acontece. A mescla, miscigenação e influência das diferentes origens, climas e meio ambiente vai mudando gradativamente a cultura dos habitantes dessas terras. Na nossa viagem vemos e vivemos intensamente este degradê e precisamos apurar o nosso olhar para percebê-lo e dar-lhe o devido valor. Para mim esse olhar é que torna a experiência de viajar de carro muito mais rica.

Porto de Tefé, no Amazonas

Porto de Tefé, no Amazonas


Volta e meia, porém, temos a oportunidade de sentir uma coisa diferente, algo que eu sempre fui apaixonada nas minhas viagens e que viajando de carro nós perdemos: o impacto da mudança. Pegar um avião aqui e ir para a Índia, Japão, Estados Unidos, Europa ou até mesmo algum outro canto do Brasil, nos faz sentir o impacto cultural. O tipo de comida, o clima, os sotaques e expressões regionais, a natureza, a cidade, enfim, tudo muda radicalmente!

Uma gigantesca Samaúma, na região de Tefé, no Amazonas

Uma gigantesca Samaúma, na região de Tefé, no Amazonas


Mesmo já conhecendo o norte brasileiro, voltar à Amazônia depois de uma viagem à São Paulo, foi impactante. Um impacto delicioso, diga-se de passagem. Sair da chuva de lá, para a chuva daqui, com cheiro de mato, aquele calor úmido típico do nosso inferno verde e inclusive os ventos de inverno que deixam o clima bem ameno nessa época do ano. Depois de 2 dias dirigindo de Boa Vista até Manaus era hora de desbravarmos a Floresta Amazônica de um jeito diferente, mais íntimo e muito especial.

Transporte por voadeiras, muito comum em Tefé, no Amazonas

Transporte por voadeiras, muito comum em Tefé, no Amazonas


Há mais de 10 anos eu sonho em conhecer a Reserva do Mamirauá. A primeira vez que ouvi falar sobre ela foi através de um amigo que se mudou de Curitiba para viver na floresta amazônica trabalhando nesta reserva. Ele me convidou naquela ocasião e eu, por vários motivos, acabei não conseguindo conciliar a visita, mas a vontade e a promessa de que um dia iria até lá, estava finalmente sendo cumprida.

Em Tefé, pronto para seguir para a Reserva de Mamirauá, no Amazonas

Em Tefé, pronto para seguir para a Reserva de Mamirauá, no Amazonas


Tefé, a “Princesinha do Solimões”, está no coração da Amazônia e é a Sede do Instituto Mamirauá. Há 575 km de Manaus, Tefé possui uma população de aproximados 62 mil habitantes e é a cidade mais próxima à Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Mamirauá.

Casas ribeirinhas na região de Tefé, no Amazonas

Casas ribeirinhas na região de Tefé, no Amazonas


Pegamos o vôo de Manaus a Tefé, vôo lindo sobre a floresta verde entrecortada por rios caudalosos. Adoro voar na Amazônia! Chegando ao aeroporto de Tefé fomos recebidos pela Flávia no aeroporto. O transfer nos levou ao porto de Tefé onde pegamos o barco para mais duas horas de viagem pelo Rio Japurá até a Pousada Uacari.

A caminho da Reserva de Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

A caminho da Reserva de Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas


Fomos recebidos pela equipe da pousada para uma apresentação geral do hotel, do programa e do grupo que estaria passando os próximos 5 dias conosco na pousada flutuante. Cada casal ou família tem o seu chalé com uma varanda, redes, camas com mosquiteiras, banheiro com água aquecida por placas solares e uma vista incrível para a Floresta Amazônica. Os chalés são interligados por passarelas flutuantes até o prédio principal que, além do bar e restaurante, possui também uma sala onde são dadas palestras e são projetados filmes e documentários sobre a Amazônia.

Palestra de recepção na Pousada Uacari, na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

Palestra de recepção na Pousada Uacari, na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas


Após o almoço saímos para o nosso primeiro passeio de barco. Nosso guia Adriano, começou o trabalho de educação sobre a flora e a fauna local, apresentando as árvores, pássaros e os nossos amiguinhos mais comuns por ali, os macacos de cheiro. A luz de fim de tarde nesse lugar é incrível. A floresta espelhada no rio uma das cenas inesquecíveis da várzea amazônica.

A floresta alagada na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

A floresta alagada na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas


Nós tivemos a sorte de estar lá no mesmo período que os pesquisadores do Projeto Uiareté, projeto que pesquisa as onças pintadas que vivem na várzea amazônica. À noite tivemos uma palestra com o Emiliano Ramalho, biólogo especializado em felinos e que está mapeando a área onde vivem, os hábitos alimentares e peculiaridades desta população de onças pintadas que se adaptou para viver em uma área alagada da floresta.

Encontro com macacos na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

Encontro com macacos na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas


A palestra foi incrível, difícil só é avistar essa bichinha. Elas são exímias nadadoras, se embrenham na mata caçando na água e nas árvores e descansam nos apuís de onça, figueiras com galhos robustos e praticamente horizontais. Depois disso nós não tiramos os olhos dos apuís, mas mesmo Emiliano, que passa boa parte do seu tempo procurando as onças, só consegue encontrá-las com a ajuda de suas antenas de rádio que sintonizam as coleiras com rastreador já colocadas em algumas delas.

Enttrando na belíssima Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

Enttrando na belíssima Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas


É, essa temporada aqui no Mamirauá promete! A nossa viagem ao coração da Amazônia está só começando.

Onde ficar e Como chegar

Chegando à Pousada Uacari, nossa casa pelos próximos 5 dias na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

Chegando à Pousada Uacari, nossa casa pelos próximos 5 dias na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas


A melhor forma de visitar a Reserva do Mamirauá é através dos pacotes oferecidos pela Pousada Uacari. São pacotes de 2, 5 ou 7 dias com hospedagem, alimentação e serviço de transporte, guias e barcos para explorar o local. O Uacari Lodge é um hotel flutuante que faz parte do projeto de sustentabilidade da reserva e abre as portas de um universo verde com todo o conforto, estrutura e informação possível dentro da região de várzea amazônica.

A 'frota' de barcos da Pousada Uacari, na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

A "frota" de barcos da Pousada Uacari, na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas


O acesso à Reserva Sustentável do Mamirauá se dá através de Tefé, cidade às margens do Rio Solimões. A Trip tem vôos diários para Tefé e de lá o pessoal da Pousada Uacari providenciará o seu transporte de barco para a pousada.

Descubra quanto de Mata Atlântica existe em você!

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We´ll be diving

Ilhas Virgens Britânicas, Tortola - Road Town

Visão de Road Bay, em Tortola - BVI

Visão de Road Bay, em Tortola - BVI


Temos mergulhado por todo o Caribe nos últimos 39 dias. Até hoje foram 20 mergulhos em naufrágios, paredes e recifes de corais maravilhosos. Surpresas e atrações de todos os tipos, de shark feeding, com mais de 30 tubarões, até mergulhos em sites que pareciam o aquário do “Finding Nemo”, com peixinhos pequenininhos e imensos jardins de worms e christmas trees. Conversando no skype com meu pai esses dias ele me perguntou, “vocês não enjoam de mergulhar?”, e acredito que essa pergunta passa pela cabeça de vocês todos... A resposta é muito simples: não. Não há como enjoar de um ecossistema como este, tão diverso, tão curioso e tão diferente do ambiente em que vivemos no nosso dia-a-dia.

Ana no barco que nos levou ao naufrágio do Rhone

Ana no barco que nos levou ao naufrágio do Rhone


Hoje fomos mergulhar novamente. Caminhando pela cidade chegamos à uma operadora de mergulho chamada “We be divin’.” Ela não estava em nenhum guia ou revista que recebemos aqui na cidade, mas foi novamente uma sorte imensa a termos encontrado. Sherl, a dona, além de ter nos dado uma bela consultoria sobre a melhor programação da ilha, também foi perfeita em fazer a nossa programação de mergulho. Sabíamos que o Rhone era obrigatório, uma embarcação inglesa que foi declarada “inafundável”, que possuía em torno de 200 passageiros e naufragou em 1867. Vocês já perceberam que quando algum engenheiro maluco resolve chamar um barco de “unsinkable” a natureza faz questão de mostrar que não é bem assim? Quem diria que o que afundaria o Titanic seria um iceberg? Pois bem, o que afundou o RMS Rhone foi um furacão categoria 5. Nessas horas as razões mais absurdas são ficha perto da fúria da mãe natureza. Fizemos 2 mergulhos só neste site, um mais profundo, em torno de 25m e o segundo que não passava dos 17m. Impressionante mergulhar em um naufrágio tão antigo, um mergulho na história e também em um recife artificial repleto de vida! O navio já está completamente incrustado de corais, esponjas das mais coloridas possíveis, trazendo consigo tartarugas, barracudas e todos os tipos de peixes. Vejam mais detalhes sobre a trágica história do Rhone no blog do Rodrigo.

Ana no barco que nos levou ao naufrágio do Rhone

Ana no barco que nos levou ao naufrágio do Rhone


O terceiro mergulho foi em outro ponto, um pouco mais raso, chamado “Painted Walls”. É um pequeno cânion submarino que segue de 13 a 6m de profundidade. As suas paredes são incrivelmente coloridas, parece até uma das obras do Romero Brito. A biodiversidade é tão absurda que não temos realmente como enjoar. Cada mergulho é único. A interação que você tem com aquele ambiente é diferente, principalmente por que você nunca sabe que bicho irá encontrar. Tartarugas? Tubarões? Lagostas? Polvos? O fator surpresa faz parte da emoção de cada mergulho. O Ro me perguntou se conseguia me imaginar mergulhando com ele aos 60, 70 anos de idade. Minha resposta? Yes, we’ll be diving!

PS.: terminamos o dia com mais um pôr-do-sol maravilhoso, na Smugglers Cove, praia mais a oeste da ilha e depois um delicioso jantar que mereceu um post especial, leia abaixo o post “Aventureiros se atraem”.

Ilhas Virgens Britânicas, Tortola - Road Town, BVI, dive, Mergulho, Naufrágio, RMS Rhone

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2 dias em San Antonio

Estados Unidos, Texas, San Antonio

O magnífico River Wak, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

O magnífico River Wak, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


San Antonio é uma cidade de origem espanhola que foi fundada em 1691 por um grupo de exploradores. Eles vinham reforçar a presença da Coroa Espanhola no Texas perante a vizinha francesa Louisiana. Viviam ali os indígenas Payaya, que logo entraram no esquema da época, sendo catequizados pelos padres franciscanos, que às margens do rio fundaram uma missão e a nomearam San Antonio em homenagem ao santo do dia. San Antonio cresceu e se tornou o maior povoado da capital espanhola e mais tarde do território mexicano, a Província de Tejas.

Praça central de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

Praça central de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Álamo, antiga Missão San Antonio - no início do século XIX a missão foi transformada em um forte militar e passou a chamar-se Álamo, tornando-se uma prisão durante a Guerra de Independência Mexicana e mais tarde abrigou o primeiro hospital da cidade.

Chegando ao Alamo, em San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

Chegando ao Alamo, em San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Mais tarde, já em meados do século XIX, que os ânimos se aqueceram e o Texas se proclamou independente do México. O General Santa Ana liderando um exército mexicano invadiu o Texas e sob fogo pesado, derrotou os texanos que se reuniam no forte do Álamo. Esta batalha é relembrada até os dias de hoje, pois os bravos soldados texanos lutaram até a morte, sem desistir de seu ideal, mais tarde logrado, independência do território mexicano.

O Alamo, local da mais famosa batalha para a independênica do Texas, em San Antonio, no sul do estado, nos Estados Unidos

O Alamo, local da mais famosa batalha para a independênica do Texas, em San Antonio, no sul do estado, nos Estados Unidos


Hoje o Álamo foi restaurado e se tornou um museu que conta em detalhes da sua história e batalhas que ocorreram ali, relembrando a vida e a história daqueles que viveram por se protegerem dentro de seus muros, e daqueles que morreram defendendo o ideal americano.

O pátio interno do Alamo, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

O pátio interno do Alamo, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


A poucas quadras dali encontramos o San Antonio Riverwalk, um passeio de pedestres construído ao longo de 4 quilômetros do Rio San Antonio no centro histórico da cidade. O rio era um problema para a cidade, que já havia passado por diversas enchentes relâmpagos e inclusive perdido 50 vidas em uma catástrofe em setembro de 1921. Depois disso vários planos para controle de enchentes e canalização do rio aconteceram, mas não sem o protesto dos conservacionistas da época que salvaram o rio de ser canalizado, sepultado e apartado da vida da comunidade.

A bela River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

A bela River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Foi apenas em 1938 que um projeto audacioso surgiu, o projeto de embelezamento do Rio San Antonio, que além de sistemas para o controle de enchentes propunha o Passeio del Rio um nível abaixo do nível da rua. Foram anos para que os planos passassem a ações e só em 1946 o projeto arquitetônico e comercial começaria a ganhar força e o apoio da população. Neste ano foi aberto o primeiro dos restaurantes do passeio, o Casa Rio, seguido mais tarde pelo hotel Hilton e em 1981 pelo Hyatt.

Turistas passeiam de barco pelo River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

Turistas passeiam de barco pelo River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


A bela River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

A bela River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


O charmoso passeio interliga o Álamo ao Rivercenter Mall e continua em forma de “U”, seguindo uma grande curva do rio, passando pela La Villita, centro de artesanatos e arte e outras atrações da cidade e uma infinidade de restaurantes. Tudo é comemorado nos bares e nas calçadas do Riverwalk: aniversários, nascimentos, casamentos (encontramos os noivos apavorando no pub irlandês!) e até os 4 NBA´s que ganharam o San Antonio Spurs, time de basquete da cidade que desfilou em um barco no rio depois das suas vitórias.

Distrito histórico de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

Distrito histórico de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


O magnífico River Wak, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

O magnífico River Wak, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Se você quer ver movimento e o passeio ainda mais vivo e decorado, dois grandes momentos festivos para visitá-lo são durante a Fiesta de San Antonio, na primavera, com barcos floridos flutuantes e durante o mês de dezembro, quando a decoração de luzes de natal o torna ainda mais especial.

Teatro ao ar livre na River Walk, arquibancada de um lado e o palco do outro lado do rio (em San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos)

Teatro ao ar livre na River Walk, arquibancada de um lado e o palco do outro lado do rio (em San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos)


A cidade ainda conta com uma mão cheia de atrativos, mas o maior deles é justamente se deixar embalar pela graça e pela alegria e vivacidade das ruas de San Antonio e fluir o dia ao lado das águas do Rio San Antonio. Passamos um dia inteiro e duas noites na cidade e seguimos rumo ao sul, seguindo pela rota das missões de San Antonio. Decidimos parar em ao menos uma delas, a Missão San José.

A Missão Franciscana de san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

A Missão Franciscana de san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Dentro de um parque histórico nacional, a Missão San José é conhecida como “A Rainha das Missões”, por ser a maior delas já quase totalmente restaurada. A missão foi construída em 1720 por padres franciscanos que vieram a catequizar os indígenas Coahuiltecanos. A missão funcionava como uma vila, que reunia a comunidade indígena ao redor dos ensinamentos dos hábitos, línguas, costumes e crenças dos seus novos colonizadores.

Visitando a missão franciscana de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

Visitando a missão franciscana de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Segundo historiadores os indígenas buscavam a missão como um lugar de refúgio, paz e abundância, pois aqui aprendiam novos ofícios como ferreiros, sapateiros e artesãos, cultivavam os alimentos e aprendiam a relacionar os seus deuses aos novos ensinamentos católicos. Muito deste sincretismo pode ser visto na fachada da igreja, esculpida e trabalhada por artistas indígenas que incluíram elementos do seu dia a dia ao lado dos santos católicos. Estima-se que aqui viveram ao menos 350 indígenas, que passaram a ser donos das terras em 1794. A atividade missionária se acabou oficialmente no ano de 1824 e, abandonada, o espaço se tornou casa para soldados, mendigos e bandidos. Apenas em 1930 e missão foi restaurada e se tornou parte do San Antonio Missions National Historical Park.

A Missão Franciscana de san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

A Missão Franciscana de san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


A visita guiada pela park ranger é bem interessante e dura em torno de 45 minutos, dando detalhes de como seria a vida na missão, sua construção e história. Uma curiosidade, dizem que foi nos moinhos desta missão que teriam nascido as primeiras tortilhas de farinhas da história, unindo o recém-chegado trigo à antiga receita da massa de milho utilizada pelos indígenas.

A 'janela do Rosario', na Mission san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

A "janela do Rosario", na Mission san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Guia leva grupo para conhecer a Mission de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

Guia leva grupo para conhecer a Mission de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


As missões foram mesmo uma arma poderosa utilizada pelos espanhóis na colonização e no aculturamento dos povos indígenas latino-americanos, desde a argentina, passando pelo Brasil, Paraguai e chegando até aqui, nos Estados Unidos! O lugar é lindo e transmite uma grande paz e serenidade, um dos passeios obrigatórios aqui em San Antonio!

As belas janelas da Mission de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

As belas janelas da Mission de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Outra dica, se você está vindo de Austin para San Antonio, reserve um tempinho para uma parada nos Outlets de San Marcos que estão no caminho. São dois outlets um em frente ao outro, um mais baratex com marcas básicas e outro Premium Outlet só com marcas bacanas. Nos dois você encontra bons preços e uma paradinha por lá não vai fazer mal a ninguém. Rs!
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Nós passamos pela Levis para refazer o estoque de calça jeans antes de sairmos do país, afinal depois de 3 anos elas já estavam bem batidas e carcomidas.

Cartaz explicativo na loja da Levi's, em Outlet da região de Austin, no Texas, nos Estados Unidos

Cartaz explicativo na loja da Levi's, em Outlet da região de Austin, no Texas, nos Estados Unidos


Nossa próxima parada foi a cidade de Laredo, já na fronteira com o México. Chegamos ao fim da nossa rota pelos Estados Unidos, com um aprendizado incrível sobre a sua história, suas belezas naturais e principalmente toda a sua geografia! Foram 9 meses percorrendo a América do Norte, quase 7 deles só nos Estados Unidos, totalmente fora do que havia sido planejado. Eu sempre fui crítica e inclusive tinha certo preconceito em relação aos turistas que se dedicam única e exclusivamente a conhecer os Estados Unidos, principalmente aos que não saem do eixo Miami-Orlando-Nova Iorque de compras e parques da Disney.

River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos

River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos


Hoje tenho uma visão melhor do país e vejo que o potencial turístico dos Estados Unidos é totalmente desperdiçado pela maioria dos brasileiros, que seguem repetindo suas viagens pelas grandes cidades e deixam de conhecer o que o país tem de mais rico e interessante, seus parques nacionais, paisagens únicas e melhor, tudo com muita infraestrutura e informação, fácil para todos os tipos de viajantes, até aos menos aventureiros. Hoje, depois de passar por 41 dos 50 estados americanos, digo com a boca cheia que conheço os Estados Unidos e de peito aberto, que me tornei fã desta terra, seus desertos e montanhas, florestas e cidades. Espero que a nossa viagem e os nossos posts os encoraje a viajar mais e conhecer melhor este imenso e diverso país.Valeu Tio Sam, I´ll be back!

Estados Unidos, Texas, San Antonio, Alamo, Missão, Missões, Riverwalk

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Carnaval a Cayenne

Guiana Francesa, Cayenne

Fantasia de carnaval em Cayenne, na Guiana Francesa

Fantasia de carnaval em Cayenne, na Guiana Francesa


Cayenne foi o primeiro vilarejo construído pelos franceses no século XVII. Estas terras foram disputadas pelos ingleses, holandeses e chegaram a ser ocupadas pelos portugueses durante 8 anos. Apenas no meio do século XIX os franceses retomaram o controle do território e decidiram utilizá-la como Colônia Penal Francesa. Vários presos foram trazidos da Europa, mas a maioria deles acabou vítima da malária e febre amarela, o que dificultou ainda mais o desenvolvimento de uma comunidade em torno destas colônias, formadas por funcionários e policiais. Apenas em meados do século XX a Guiana passou a receber maior imigração e começou a ter sua costa ocupada, sendo 90% do território país coberto por florestas intocadas até os dias atuais.

Desfile de carnaval em Cayenne, na Guiana Francesa

Desfile de carnaval em Cayenne, na Guiana Francesa


Chegamos à Cayenne em um período de feriado, onde os serviços e comércio estão funcionando apenas no período da manhã e ainda assim com pouco movimento. O tempo incerto e chuvoso acaba espantando as pessoas das ruas e diminuindo as nossas possibilidades de exploração, por isso estamos aproveitando bem a infra-estrutura do nosso hotel para descansar, trabalhar e encontrar soluções para as nossas questões burocráticas. Conseguimos contato com um funcionário do Consulado Brasileiro que nos confirmou que segunda-feira o consulado não irá funcionar. Para piorar um pouquinho descobri que tenho uma situação pendente no tribunal eleitoral de 2006, ocasião em que estava de férias mochilando pela Europa. Pior foi que quando eu voltei dessa viagem em liguei no TRE e me disseram que não havia o que justificar se eu havia votado no primeiro turno, desgraça! Enfim, nos resta apenas o visto para o Suriname, cujo consulado estará funcionando amanhã pela manhã.

A noite cai em desfile de carnaval em Cayenne, na Guiana Francesa

A noite cai em desfile de carnaval em Cayenne, na Guiana Francesa


Hoje a nossa grande expectativa estava voltada para o maior acontecimento da cidade, a Grande Parada de Carnaval de Cayenne. Um grande desfile de criatividade de todas as etnias e nacionalidades que compõe a Guiana Francesa. Os grupos seguem um circuito montado pelas principais avenidas da cidade, a Praça Léopold Héder fica coberta de barraquinhas que vendem doces, bebidas e comidas, foi montado também um pequeno parque de diversões e arquibancadas e um palco que ajuda a apresentar os diferentes blocos carnavalescos. Os blocos são claramente uma iniciativa popular, aqueles que conseguem algum patrocinador ou apoiador conseguem fantasias mais elaboradas, mas isso não inibe que outros mais simples também se apresentem. Divididos por interesses, grupos escolares, etnias, nacionalidades, temas, todos tem espaço para mostrar a sua criatividade e esbanjar alegria mesmo abaixo de chuva.

Desfile de carnaval em Cayenne, na Guiana Francesa

Desfile de carnaval em Cayenne, na Guiana Francesa


Nas calçadas a população acompanha sob guarda-chuvas, capas plásticas e marquises. Crianças de colo até senhoras de 70 anos se divertiam ao ver seus amigos e familiares passarem. Nós esperávamos ver um grupo de capoeiristas, onde Elza, nossa amiga francesa de Algodoal, estaria tocando. Infelizmente acabamos nos desencontrando e não conseguimos torcer por ela na avenida. O grupo brasileiro e o dominicano foram os mais animados, pelo que ouvimos falar, mas eu fiquei mesmo curiosa foi de ver um grupo chinês! Rsrsrs! Até onde vimos eles não compareceram à avenida. As festividades de carnaval continuam por aqui, outros desfiles menores e festas paralelas continuarão. Amanhã, depois do Consulado do Suriname, veremos se poderemos comemorar junto deles!

Desfile de carnaval nas ruas de Cayenne, na Guiana Francesa

Desfile de carnaval nas ruas de Cayenne, na Guiana Francesa

Guiana Francesa, Cayenne, Carnaval

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Sergipe Histórico

Brasil, Sergipe, Aracaju, São Cristóvão

Bela porta de igreja em São Cristóvão, cidade histórica e antiga capital de Sergipe

Bela porta de igreja em São Cristóvão, cidade histórica e antiga capital de Sergipe


Todo o nordeste possui uma história muito rica na colonização brasileira, porém nem todos os estados exploram isso turisticamente. Pouco ouvimos falar da participação de Sergipe e Alagoas na história do Brasil Colônia e muito menos das suas cidades históricas. Um dos fatos que me impressionou foi saber que o Quilombo de Palmares, liderada pelo ex-rei africano e escravo Zumbi, ocupava grande parte destes dois estados. Devido ao feriado natalino não pudemos conhecer o Museu dos Palmares em Maceió, mas fiquei muito curiosa e deve valer à pena a visita. Neste mesmo contexto histórico começamos o nosso dia em Aracajú, fazendo uma caminhada pelo seu centro histórico.

Palácio do governo em Aracaju - SE

Palácio do governo em Aracaju - SE


Domingo pós-feriado natalino, todas as lojas e estabelecimentos comerciais estão fechados, mas ainda podemos apreciar os prédios históricos e a decoração natalina. A imponente catedral em uma belíssima praça bem arborizada na quadra vizinha ao Palácio do Governo e à Ponte do Imperador, píer sobre o Rio Sergipe.

A 'Ponte do Imperador', um pier sobre o rio Sergipe, em Aracaju - SE

A "Ponte do Imperador", um pier sobre o rio Sergipe, em Aracaju - SE


Caminhamos mais um pouco e chegamos ao mercado municipal, sempre um ponto interessante a ser visitado em uma capital, pois ali vê-se um apanhado de toda a cultura regional, do artesanato à gastronomia. Praticamente em todos os mercados vemos isso, mas aqui me chamou a atenção como as ervas medicinais fazem parte da cultura brasileira, sendo vendidas aos quilos e para todos os males.

O Mercado Municipal de Aracaju - SE

O Mercado Municipal de Aracaju - SE


O Mercado Municipal de Aracaju - SE

O Mercado Municipal de Aracaju - SE


Aracajú passou a ser a sede do governo do estado no ano de 1855, antes disso quem tinha este papel era São Cristóvão, cidade do século XVII. Há apenas 25km da atual capital, São Cristóvão é uma cidade histórica tranqüila, com uma grande presença de elementos arquitetônicos dos idos de 1600, como as igrejas da Igreja Nossa Senhora do Amparo, Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, Nª Sª do Carmo maior e menor, entre outras.

Igreja do Amparo, em São Cristóvão, cidade histórica e antiga capital de Sergipe

Igreja do Amparo, em São Cristóvão, cidade histórica e antiga capital de Sergipe


Algumas delas estão sendo restauradas pelo IPHAN, como a própria Igreja Matriz, porém a maioria se encontra em mau estado de conservação. O grande casario que hoje abriga o Museu de Sergipe, foi um dia a sede do Governo do Estado, sendo reformado e transformado em Museu apenas em 1955. Andamos pela cidade e almoçamos no restaurante “O Sobrado”, em frente à Praça da Matriz.

Restaurante tradicional  'O Sobrado' em São Cristóvão, cidade histórica e antiga capital de Sergipe

Restaurante tradicional "O Sobrado" em São Cristóvão, cidade histórica e antiga capital de Sergipe


De volta a Aracajú fomos até a Barra dos Coqueiros, tentar desbravar o além ponte, mas encontramos apenas uma praia mais popular lotada e suja. Sabemos que lá há também um grande resort e uma estação hidroviária, de onde se deve ter uma vista privilegiada da orla de Aracajú, mas não chegamos até lá com pressa para conhecer ainda as praias da capital.

A bela e enorme árvore de Natal em Aracaju - SE

A bela e enorme árvore de Natal em Aracaju - SE


As praias são extensas e a cor do seu mar um pouco escura, devido aos dois rios que ali deságuam, mas para compensar encontramos uma orla muito organizada e limpa. É considerada por muitos a orla mais bonita do Brasil. Se é a mais bonita não sei, mas até onde conheço é sem dúvida a com maior infra-estrutura. Além de um posto do Protejo Tamar, são dezenas de restaurantes, barracas de tapioca, sorveterias, bares, parques infantis, praças, quadras esportivas e até um parque com uma lagoa artificial, realmente uma atração por si só. Fechamos a noite à moda da casa, jantando ali no restaurante Cariri, casa de forró e comida típica sergipana.

Atravessando o Velho Chico de balsa, em Penedo - AL

Atravessando o Velho Chico de balsa, em Penedo - AL

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