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Taganga

Colômbia, Taganga

A simpática vila de Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia

A simpática vila de Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia


Taganga, vila de pescadores que se tornou refúgio hippie e nos tempos mais modernos o esconderijo dos turistas mais antenados, mergulhadores alternativos e mochileiros quebrados, num bom sentido, é claro! Rsrs!

Comércio de bolsas em Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia

Comércio de bolsas em Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia


A pequena baía de Taganta não possui uma praia espetacular, mas suas águas verdes transparentes dão acesso à outras praias mais tentadoras. As pequenas guesthouses, hostels, restaurantes e bares dão o clima ideal de backpackers paradise no Caribe Colombiano. Daqui é fácil organizar excursões para o Parque Nacional Tayrona, cursos de mergulho por um ótimo preço e passeios de barco pelas praias próximas, com a galera, se você está nos seus dias mais sociáveis, ou mesmo sozinho, se quiser um pouquinho de paz e isolamento.

A praia de Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia

A praia de Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia


De táxi está a menos de 30 minutos do centro de Santa Marta, perto o suficiente para um dia de explorações no centro histórico da irmã mais velha, mas longe o suficiente para se afastar dos perigos, estresses e destemperos da cidade grande.

A pacata vila de Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia

A pacata vila de Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia


Taganga já estava no nosso radar, mas ela veio mesmo para o nosso mapa enquanto cruzávamos Santa Marta e tínhamos aquele misto de preguiça com desespero ao nos depararmos com uma cidade grande após um chá de cadeira do porto de Cartagena. Assim estes viajantes inveterados aqui também resolveram trocar a bela Santa Marta por uma noite tranquila na pacata e alternativa Taganga.

A praia de Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia

A praia de Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia


Nos hospedamos no simpático Pelicano Hostal, jantamos em um restaurante palestino simples e delicioso, aprendendo mais sobre a visão dos que estão do lado de lá da Faixa de Gaza e conseguiram escapar para cá em busca de uma vida mais pacífica, ainda que não deixando de lado a luta pelo seu ideal. Nas paredes do restaurante vemos notícias, bandeiras, fotos e mensagens lutando por paz na Faixa de Gaza e se as paredes não são suficientes, o dono pode te explicar melhor.

A bela e tranquila praia de Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia

A bela e tranquila praia de Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia


A manhã seguinte foi de explorações rápidas na praia e nas calçadas hippies de Taganga enquanto nos preparávamos para a nossa incursão ao Parque Nacional Tayrona, a quase 2 horas dali. Queria ter tempo de ficar e aproveitar, andar de barco e mergulhar, mas foco! Esta tarde estaremos caminhando em um dos parques nacionais mais lindos da Colômbia e logo logo você irá nos encontrar lá. Até breve!

A baía de Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia

A baía de Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia

Colômbia, Taganga, Alternativo, Praia, Tayrona

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Dive in Bermuda

Bermuda, Hamilton

Posando para fotos no deck de navio afundado no litoral sul de Bermuda

Posando para fotos no deck de navio afundado no litoral sul de Bermuda


Uma ilha isolada no meio do Oceano Atlântico nas bordas de uma cratera vulcânica submarina criada no mesmo processo que formou a cadeia montanhosa que cruza o centro do Oceano Atlântico de norte a sul. Águas azuis turquesa, cristalinas e algumas das melhores histórias de naufrágios e desaparecimentos de aviões e navios do mundo. Alguém duvida que Bermuda seria um ótimo lugar para mergulhar? Pois é, eu sou a viciada no universo sub e encanei que queria mergulhar lá. O Rodrigo estava meio preguiçoso, agora, querem aventura mais incrível do que mergulhar no Triângulo das Bermudas?!

O belo mar do litoral sul de Bermuda

O belo mar do litoral sul de Bermuda


Logo no primeiro dia entrei em contato com as operadoras de mergulho da ilha que me informaram que fazem saídas todos os dias que o vento permite. Perdemos o primeiro dia de mergulho, mas de hoje não iria passar! Equipamentos em mãos e um táxi direto para Somerset Bridge e logo estávamos prontos para descobrir as belezas submarinas de Bermudas.

Felizes, voltando de mergulhos no litoral sul de Bermuda

Felizes, voltando de mergulhos no litoral sul de Bermuda


Naufrágios são uma de nossas paixões e sabemos que existem vários naufrágios do final dos anos 1800s ao redor da ilha e é claro, eu queria visitar algum deles! Colocamos uma pressão mas os pontos de mergulho são escolhidos pelo capitão, que adora tirar um sarro da cara dos turistas que quase sempre fazem a mesma pergunta: os naufrágios têm alguma coisa a ver com a lenda do Triângulos das Bermudas? Podem rir da minha cara, mas essa porcaria de lenda não surgiu à toa e se estou aqui eu tinha que perguntar!

Canyon de coral no litoral sul de Bermuda

Canyon de coral no litoral sul de Bermuda


Fato é que eles nos olham com uma cara de “claro que não sua besta!” e dizem que não existe nenhum fundamento para essas histórias fantasiosas. Enfim, os naufrágios que vamos ver aqui foram afundados propositalmente para os mergulhos recreacionais.

Imaginando-se no Titanic, em pequeno barco afundado no litoral sul de Bermuda

Imaginando-se no Titanic, em pequeno barco afundado no litoral sul de Bermuda


Navegamos para a costa sul da ilha direto para os dois dos principais naufrágios da ilha: o Forceful e o King. Os dois barcos rebocadores foram afundados por um time de mergulhadores locais em 2008. Forceful tem 75 pés (22,8m aprox.) e está a 20m de profundidade em pé ao lado de uma parede de corais. O King, também um rebocador (tugboat), tem 55 pés (aprox. 16,7m) e está deitado de lado em meio à um cânion coralíneo.

Um dos muitos barcos afundados no litoral sul de Bermuda

Um dos muitos barcos afundados no litoral sul de Bermuda


Na cabine de comando de um barco afundado no litoral sul de Bermuda

Na cabine de comando de um barco afundado no litoral sul de Bermuda


Descemos com o grupo até a base de areia, passando pela hélice de 5 pás, exploramos a cabine do capitão, ótimo lugar para tirar uma foto e entramos em todas as salas e buracos que encontramos. Os naufrágios servem como recifes artificiais, mas como são recentes ainda não encontramos muitos corais ou peixes.

Explorando barco afundado no litoral sul de Bermuda

Explorando barco afundado no litoral sul de Bermuda


Depois do Forceful seguimos as instruções do dive master e fomos até o King sozinhos e tivemos todo o naufrágio para nós. Eles podem ser naufrágios “artificiais” mas ninguém me tira o prazer de saber que estamos mergulhando no Triângulo das Bermudas! Rs!

Aproximando-se de mais um barco afundado no litoral sul de Bermuda

Aproximando-se de mais um barco afundado no litoral sul de Bermuda


Lap top na cabina de barco afundado no litoral sul de Bermuda. será que ainda funciona?

Lap top na cabina de barco afundado no litoral sul de Bermuda. será que ainda funciona?


O segundo mergulho foi nos recifes apelidados de Three Sisters. Os 3 recifes que afloram na superfície têm uma formação parecida com Pedras Secas em Noronha. Muitos canions, arcos e cavernas com peixes de todos os tipos se escondendo nas pequenas grutas que se formam. Os corais berudenses são estranhos, tem uma cobertura esverdeada e sem muitas cores, mas a paisagem é muito bacana para um mergulho longo e tranquilo.

Atravessando túnel de coral no litoral sul de Bermuda

Atravessando túnel de coral no litoral sul de Bermuda


Mergulhando bem próximo à superfície e às ondas, no litoral sul de Bermuda

Mergulhando bem próximo à superfície e às ondas, no litoral sul de Bermuda


Eu adoraria continuar mergulhando e descobrindo os naufrágios mais antigos nos arredores de Bermudas, mas ainda tínhamos muito para descobrir em cima d´água. Aproveitamos que já estávamos a meio caminho e seguimos de ônibus, carregando roupas e equipamentos de mergulho, até o Westend Dockyard. Pegamos o ônibus na estrada principal, sem tokens, mas com o valor exato da passagem, como manda a regra. O que ainda não sabíamos é que eles só aceitam moedas, nada de notas! Quase não pudemos entrar, mas no final o cobrador se compadeceu dos turistas desavisados e nos deixou subir mesmo assim! =)

Dockyards, na ponta oeste de Bermuda

Dockyards, na ponta oeste de Bermuda


O Royal Naval Dockyard foi construído no começo do século XIX e foi a maior base naval britânica fora do Reino Unido. Desde a guerra de 1812 entre os EUA e a Inglaterra, até a Segunda Guerra Mundial esta foi uma base importantíssima para a defesa do Atlântico Oeste, conhecido como Gibraltar do Oeste.

Antigo forte inglês em Dockyards, na ponta oeste de Bermuda

Antigo forte inglês em Dockyards, na ponta oeste de Bermuda


Navios-cruzeiro aportados em Dockyards, na ponta oeste de Bermuda

Navios-cruzeiro aportados em Dockyards, na ponta oeste de Bermuda


Hoje a grande fortaleza é o novo terminal de cruzeiros na ponta oeste da ilha. O Dockyard possui restaurantes, lojas de artesanatos, praia particular com aluguel de jet-skis e equipamentos para snorkel e caiaque. A estrutura é imensa e muito bem organizada, então aproveitamos para provar uma cerveja artesanal local e ainda pegamos uma prainha do outro lado da muralha.

Turistas nadam em praia artificial em Dockyards, na ponta oeste de Bermuda

Turistas nadam em praia artificial em Dockyards, na ponta oeste de Bermuda


No final da tarde cortamos caminho e voltamos para Hamilton no último ferry boat que cruza direto do Dock para a capital e logo fizemos amizade com duas bermudenses super divertidas que nos deram ótimas dicas da ilha. Afinal, quer conhecer a verdadeira Bermuda, pergunte aos locais!

Novas amigas no ferry entre Dockyards e Hamilton, em Bermuda

Novas amigas no ferry entre Dockyards e Hamilton, em Bermuda


Quem quiser ver de perto os naufrágios, dá uma olhadinha nesse vídeo que encontrei.

Bermuda, Hamilton, Forceful, Mergulho, Naufrágio, Royal Naval Dockyard

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Laguna de Chaxa

Chile, San Pedro de Atacama

Flamingo na Laguna Chaxa, no deserto do Atacama - Chile

Flamingo na Laguna Chaxa, no deserto do Atacama - Chile


No Salar do Atacama, perto do povoado de Toconao, encontra-se um dos lugares mais impressionantes da região. A Lagoa Chaxa (leia-se tcháqsá), está localizada no Setor Soncor do salar e dentro da área da Reserva Nacional Los Flamencos. A 2300msnm são mais de 320 mil hectares onde podemos observar os cristais de sal formados pela evaporação das águas salgadas subterrâneas. Todo o setor é alimentado pelas águas de lençóis freáticos andinos, que infiltram nas montanhas mais altas e afloram nessa baixada formando a Lagoa Chaxa.

O salar do Atacama, no deserto do Atacama - Chile

O salar do Atacama, no deserto do Atacama - Chile


Os cristais de sal possuem diferentes formas, sendo predominante aqui as “crostas de cloruros”, que são aflorações rugosas e de até 70cm de altura. Essa morfologia varia conforme os componentes minerais do sal e da velocidade de evaporação da água. Todo esse ambiente não é muito propício ao desenvolvimento de uma flora variada, entretanto existem alguns tipos de gramíneas e arbustos nos seus arredores.

Laguna Chaxa, no deserto do Atacama - Chile

Laguna Chaxa, no deserto do Atacama - Chile


O horário preferido dos tours para este passeio é o final da tarde, pois além do espelho d´água proporcionar um colorido espetacular, é o horário de alimentação da principal atração do parque: os flamingos.

Flamingos na Laguna Chaxa, no deserto do Atacama - Chile

Flamingos na Laguna Chaxa, no deserto do Atacama - Chile


São três tipos de flamingos encontrados neste parque, o Flamingo Andino (Parina Grande), o Flamingo Chileno (Flamenco Chileno) e o Flamingo James (Parina Chica). Não é fácil diferenciá-los, uma dica é prestar atenção nas pernas e joelhos, o andino é mais claro e tem pernas brancas, o chileno possui os joelhos avermelhados e o james a perna toda mais rosada. Eles se alimentam de um pequeno crustáceo, parecido com um camarão, que possui em torno de 1,5cm e se adaptou completamente às águas geladas e salgadas destas lagoas. Este pequeno ser é o principal responsável pelo espetáculo de hoje.

Turistas caminham no Salar do Atacama - Chile

Turistas caminham no Salar do Atacama - Chile


A população destas espécies não passa de 200 mil exemplares, sendo o andino o mais raro, com apenas 40 mil indivíduos. Além dos flamengos encontram-se ainda outras espécies de pássaros e animais. Encontramos no meio do sal uma (das duas) espécie endêmica de lagarto que existe no parque.

Pequeno lagarto sobrevive no deserto do Atacama - Chile

Pequeno lagarto sobrevive no deserto do Atacama - Chile


A caminhada de 500m tem várias placas explicativas e leva a dois mirantes, onde, em pleno feriado nacional, todos os turistas se apinham para tentar enxergar os flamingos se alimentando tranquilamente na lagoa. O sol aos poucos vai refletindo nas nuvens e no espelho de água, formando desenhos e uma paleta de cores inacreditável.

Incrível entardecer na Laguna Chaxa, no deserto do Atacama - Chile

Incrível entardecer na Laguna Chaxa, no deserto do Atacama - Chile


São milhares tons de azul, amarelo, laranja e rosa se mesclando com o cenário das montanhas nevadas e do salar. Aos poucos o sol vai se pondo e as aves vão deixando o céu ainda mais colorido.

Flamingos sobrevoam a Laguna Chaxa, no deserto do Atacama - Chile

Flamingos sobrevoam a Laguna Chaxa, no deserto do Atacama - Chile


Saímos dali estupefatos com o espetáculo que tínhamos acabado de presenciar, dirigíamos ainda meio abestalhados quando, olhando na direção oposta ao sol, vemos um fio brilhante saindo detrás de um vulcão...

Lua cheia nasce no deserto do Atacama - Chile

Lua cheia nasce no deserto do Atacama - Chile


... imaginem a nossa reação... sem palavras.

Chile, San Pedro de Atacama, Laguna de Chaxa, Salar de Atacama

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Rumo a São Salvador!

Brasil, Bahia, Morro de São Paulo, Salvador

Primeira Praia, em Morro de São Paulo - BA

Primeira Praia, em Morro de São Paulo - BA


Um dia de viagem de um lugar tão bacana, precisa de uma despedida à altura. Mesmo morrendo de sono, acordamos cedo e fomos nadar da praia até a Ilha do Caité, também conhecida entre nós como a Ilha do Paulinho. Há muitos anos atrás o Rodrigo viajou para cá e fez esta mesma travessia, que da praia parece muito próxima do que realmente é. Maré vazia e vazante, nadamos aproximadamente 400m e logo chegamos neste banco de areias e coral em frente à terceira praia. Exploramos a ilha, suas mini-piscinas naturais e seus corais, escrevemos nossos nomes e apreciamos Morro de São Paulo de um novo ângulo, sabe que dali ela fica ainda mais simpática, parece uma pequena vila.

Tomando banho na Primeira Praia, em Morro de São Paulo - BA

Tomando banho na Primeira Praia, em Morro de São Paulo - BA


Começamos a nadar novamente para a praia e ao lado dos meus pés, ainda nos corais rasos, eu avistei uma cobra do mar, amarela pintada de marrom. Eu nunca tive medo de cobra no mar, sei que são do bem, ainda mais quando eu estou toda equipada para mergulho autônomo. Porém desta vez foi diferente, a vi ali ao meu lado passando por onde eu andava. Tentei manter a calma, mas ela rapidamente se virou para a minha direção! Eu, que estava vagarosa e cuidadosa com os corais, não levei um minuto para estar no fundo, nadando para bem longe dela!

Com o Tasso, da Pousada Porto dos Milagres, em Morro de São Paulo - BA

Com o Tasso, da Pousada Porto dos Milagres, em Morro de São Paulo - BA


Voltamos para a vila já para nos preparar para a ida à Salvador. Conversamos longamente com o Tarso, dono da pousada onde estávamos hospedados, enquanto tomávamos uma caipirinha de tangerina deliciosa preparada por Renato. Tarso nos contou como eram os seus tempos de infância e adolescência na vila de pescadores de Morro de São Paulo. Tempos estes em que os veranistas, arretados, tiveram que fazer uma vaquinha para comprar um trator para cuidar do lixo e um gerador de eletricidade. Hoje a pousada dele fica onde era a casa que seu pai comprou de um pescador e ele diz que prefere Morro como é hoje, tem mais agito, pessoas para conversas e meninas para observar.

Igreja matriz de Valença - BA

Igreja matriz de Valença - BA


Pegamos a barca de Morro para Valença e só no caminho descobrimos que ela parava mesmo era no atracadouro e dali deveríamos pegar um ônibus para Valença. Fomos nós, busão acima e estrada abaixo até o estacionamento da Fiona. Fui dirigindo até o ferry-boat para Salvador, achei que seria mais perto, mas foi uma longa viagem, que começou em Morro as 16h e só terminou na casa de Mônica as 22h. Long way, mas não vejo a hora de matar as saudades dessa terra, ainda mais tão bem acolhidos por minha mainha baiana, mesmo depois de 11 anos longe!

O rio que corta  Valença - BA

O rio que corta Valença - BA

Brasil, Bahia, Morro de São Paulo, Salvador, Praia

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Aurora das Cavernas

Brasil, Tocantins, Aurora do Tocantins

Saindo da Gruta das Rãs, em Aurora do Tocantins - TO

Saindo da Gruta das Rãs, em Aurora do Tocantins - TO


Aurora do Tocantins é uma cidadezinha que possui em torno de 3.500 habitantes. Seu principal atrativo turístico é o Rio Azuis, conhecido como “menor rio do mundo”, mas hoje comprovadamente, o menor rio do Brasil, com 143m, por onde passamos ontem. Aurora recebeu este nome porque a região é circundada por cordilheiras, causando o aparecimento do sol mais tarde.

Gruta do Sabiá, em Aurora do Tocantins - TO

Gruta do Sabiá, em Aurora do Tocantins - TO


Lá mesmo o pessoal da região comentou conosco que o município possuía muitas cavernas, a maioria delas ainda em processo de mapeamento e topografia, quase desconhecidas pelos eco-turistas. É claro que não poderíamos perder.

Explorando a Gruta do Sabiá, em Aurora do Tocantins - TO

Explorando a Gruta do Sabiá, em Aurora do Tocantins - TO


Fomos conversar com o responsável pelas prospecções de cavernas, o Anselmo. Sergipano, já viajou o mundo, morou em Brasília e veio para aqui em Aurora justamente pela paixão que tem pelas cavernas. Espeleólogo e artista plástico ele faz uma pesquisa de cores das cavernas e aplica os novos conhecimentos em seus quadros onde representa as cores das cavernas e os seus guardiões.

Formação na Gruta do Sabiá, em Aurora do Tocantins - TO

Formação na Gruta do Sabiá, em Aurora do Tocantins - TO


Tudo isso, porém é apenas o seu hobbie, pois no momento ele também atua como Secretário do Meio Ambiente da cidade, desenvolvendo o turismo e trabalhando para a conscientização da preservação deste patrimônio natural até então desconhecido pelos moradores da região. Quando Anselmo chegou ali viu pela geografia que poderia encontrar algo novo, assuntou e aos poucos os moradores e fazendeiros começaram a apontar a ele os buracos que conheciam.

Explorando a Gruta das Rãs, em Aurora do Tocantins - TO

Explorando a Gruta das Rãs, em Aurora do Tocantins - TO


“A região é cheia de buracos, mas ninguém tinha coragem de entrar neles.”, então Anselmo entrou. Hoje ele nos apresentou dois dos seus xodós, a Gruta do Sabiá e a Gruta das Rãs. Cavernas secas, abafadas e de formação muito lenta. O calcário precisa da ajuda da água para trabalhar as formações como estalagmites e estalactites, portanto apenas no período chuvoso, que vai de outubro a março, é que se pode ver o gotejamento dentro da caverna.

Entrada da Gruta do Sabiá, em Aurora do Tocantins - TO

Entrada da Gruta do Sabiá, em Aurora do Tocantins - TO


A Gruta do Sabiá tem um acesso super fácil e dentro de um terreno particular onde Anselmo está montando um centro de pesquisas. São diversos salões, mas a maioria deles com acessos estreitos e quebra-corpos mais complicados. Para entrar no salão da Cidade Branca, por exemplo, é preciso um bocado de flexibilidade e nem pense em entrar lá se você tem qualquer tipo de claustrofobia, pois os espaços diminutos e abafados podem pregar peças.

Passando por quebra-corpo na Gruta do Sabiá, em Aurora do Tocantins - TO

Passando por quebra-corpo na Gruta do Sabiá, em Aurora do Tocantins - TO


A Gruta das Rãs já é maior, possui um lago na sua parte mais profunda, que ainda não foi totalmente prospectado para saberem se possui alguma outra conexão, se é apenas um afloramento ou se um rio temporário a mantém. O nome não é a toa, encontramos diversos tipos de rãs dentro da caverna, das transparentes, que aparecem mais no mês de setembro, até as amigas verdinhas e listradas. Formações belíssimas de calcário adornam a caverna dos pés a cabeça.

Uma rã na gruta batizada em sua homenagem, em Aurora do Tocantins - TO

Uma rã na gruta batizada em sua homenagem, em Aurora do Tocantins - TO


Os morcegos hematófagos também dão o ar da graça, olhem que fofinhos.

Morcego hematófago na Gruta das Rãs, em Aurora do Tocantins - TO

Morcego hematófago na Gruta das Rãs, em Aurora do Tocantins - TO


O único contra-tempo que temos ali são os nossos velhos amigos, já quase esquecidos, carrapatos. Como “os buracos” ficam em propriedades particulares, a maioria fazendas de gado, os pequenos aracnídeos aparecem para nos incomodar.

Trilha em fazenda onde está a Gruta das Rãs, em Aurora do Tocantins - TO

Trilha em fazenda onde está a Gruta das Rãs, em Aurora do Tocantins - TO


Quem diria que aqui, no sul do Tocantins, encontraríamos um lugar como este? Esse Brasil está sempre nos surpreendendo. Teríamos mais dezenas de grutas e cavernas para explorar, mas infelizmente nosso tempo está correndo e precisamos ir. Fechamos o passeio com um mergulho no Balneário da Serra Dourada, uma praia de rio de águas verdinhas e refrescantes!

O refrescante Rio Palmas, no Balneário Douradas, em Aurora do Tocantins - TO

O refrescante Rio Palmas, no Balneário Douradas, em Aurora do Tocantins - TO


Rumamos ao sul, agora para São Domingos. Vamos ao encontro da mãe de todas as cavernas, aonde os rios se perdem na terra ronca!

Belíssima Gruta das Rãs, em Aurora do Tocantins - TO

Belíssima Gruta das Rãs, em Aurora do Tocantins - TO

Brasil, Tocantins, Aurora do Tocantins, Cavernas, espeleologia

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Canoa Quebrada

Brasil, Ceará, Canoa Quebrada

Jangada em falésia de Canoa Quebrada - CE

Jangada em falésia de Canoa Quebrada - CE


Um navegador português aportou neste litoral após ter sua embarcação avariada nos arrecifes próximos à praia. Sem mais, entregou-a de presente a um pescador da região, que nunca havia visto uma embarcação como aquela antes. E foi assim que passou a chamar aquela praia onde foi presenteado com uma “Canoa Quebrada.”

Jangadas em Canoa Quebrada - CE

Jangadas em Canoa Quebrada - CE


Ao lado da capital Fortaleza e da sua prima do litoral norte, Jericoacoara, Canoa Quebrada é um dos principais destinos turísticos do estado do Ceará. Conhecida por suas falésias vermelhas e pela aura que um dia a fez um dos preferidos destinos hippies no Brasil da década de 70. A comunidade ficava isolada pelas dunas, aonde só se chegava a pé depois de uma longa subida pela areia. A criação de porcos vivia dentre as casas e ruas da pequena e tranquila vila de pescadores.

Praia em Canoa Quebrada - CE

Praia em Canoa Quebrada - CE


Era essa a praia que gostaríamos de encontrar, mas já vínhamos sendo avisados que Canoa Quebrada não era mais a mesma. Quando Rodrigo esteve aqui em 1993 o asfalto já estava chegando à comunidade, e no seu retorno em 2000 ele já ficara saudoso dos tempos passados. Infelizmente eu me pego sempre chegando atrasada nestes lugares, mas nem por isso vou deixar de conhecê-los.

Passarela sobre as falésias em Canoa Quebrada - CE

Passarela sobre as falésias em Canoa Quebrada - CE


Chegando à vila vemos aquela agitação, carros, ônibus da CVC e bugues cadastrados levando turistas para cima e para baixo. Pousadas lotadas, ruas sujas, lixo por todo o lado... É, o desenvolvimento chegou por aqui. A passarela aparentemente foi uma tentativa de diminuir o fluxo de pessoas andando sobre as falésias, pois a erosão é claramente notada, além das pichações totalmente descabidas e desnecessárias nesta paisagem maravilhosa. Ainda assim, o fluxo de pessoas e bugues sobre as falésias continua e a própria acaba sendo um monumento um tanto quanto esdrúxulo em meio àquela paisagem. Nas praias barracas abarrotadas de pessoas, músicas de gosto duvidoso, muvuca e farofas. Mesmo assim quis retornar hoje à praia na maré baixa para ver a mudança da paisagem.

falésias rabiscadas em Canoa Quebrada - CE

falésias rabiscadas em Canoa Quebrada - CE


Dia chuvoso, nuvens escuras, sem luz o mar fica um verde-acinzentado, mas é caminhando lá na baixa da maré que começamos a ver a beleza desta praia. Abstraia as barracas e a farofa. Distancie-se das falésias. Ouça o barulho das ondas e se transporte ao momento em que o português chegou aqui, com sua caravela quebrada. Um lugar maravilhoso, com suas dunas ao fundo, lagoas formadas na maré baixa e arrecifes aflorados. Caminhamos uns 200m para a direita e logo encontramos um outro ambiente, onde pessoas lêem seus livros tranquilamente na praia. Outros brincam com suas miniaturas de jangadas na lagoinha e onde as barracas tocam bossa nova e o melhor da música popular brasileira. Chegamos ao paraíso! Pensamos. Vamos ficar, buscar a máquina fotográfica, sair nadando até os arrecifes e voltar. Tomar um suco de acabaxi e aproveitar este dia aqui na Lazy Day, nome convidativo da barraca com pufes e espreguiçadeiras muito acolhedores.

Pequenas jangadas em Canoa Quebrada - CE

Pequenas jangadas em Canoa Quebrada - CE


Aí, novamente me pergunto, porque as pessoas gostam tanto de se aglomerar? É impressionante como aqui testemunhamos o processo de seleção natural. Só chegam a esta parte da praia as pessoas com este outro astral. Tão longe, tão perto.

Barraca Lazy Days em Canoa Quebrada - CE

Barraca Lazy Days em Canoa Quebrada - CE


Eu que estava achando um azar vermos a praia com chuva passei a achar maravilhoso! O Sonhador, artesão local, me contou que há 2 anos e meio não chovia aqui, assim esta era uma chuva bendita! Ela traria fartura na pesca do camarão, hoje vendido a 30 reais/kg e nos tempos de fartura por 5. Além disso, os cajueiros ficarão abarrotados de caju, sustento de muitas famílias que vendem o fruto e a castanha. Ao saber disso, o cinza para mim ficou azul e a chuva de “chata” tornou-se abençoada.

A Ana no mar de Canoa Quebrada - CE

A Ana no mar de Canoa Quebrada - CE


Como sempre precisamos saber olhar para as coisas, sem preconceitos, dando tempo para que elas se mostrem como são verdadeiramente. Canoa Quebrada não pôde escapar dos malefícios do desenvolvimento, mas dentro dela ainda encontramos aquela vila de pescadores tão sonhada. Só quem quiser ver, verá.

Brasil, Ceará, Canoa Quebrada, Praia

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Songs of Freedom

Jamaica, Port Antonio, Kingston

Beija-Flor de rabo comprido no alto das Blue Mountains, na Jamaica

Beija-Flor de rabo comprido no alto das Blue Mountains, na Jamaica


O dia hoje começou com a viagem de Port Antonio para Kingston cruzando as magníficas Blue Mountains. Uma cordilheira no leste da Jamaica que chega a 2.200m de altitude no seu ponto mais alto. Inclusive escalar este pico, é um dos trekkings feitos na região, mas não animamos para esta empreitada, muitas nuvens no topo e tínhamos apenas mais dois dias na ilha. Deixamos o trekking de lado e aproveitamos o nosso penúltimo dia na fantástica Winnifred Beach e o outro seria para cruzar as famosas Blue Mountains, a tempo de conhecer um pouquinho da capital.

Distância para Kingston, capital da Jamaica

Distância para Kingston, capital da Jamaica


A estrada é bem sinuosa, sai do nível do mar e sobe, entre vales e montanhas, vilas interioranas, algumas com apenas 10 casas ou uma casa, sem vila. No início da estrada vamos margeando um rio e cruzando belíssimas cachoeiras no caminho e aos poucos subimos, encontrando um clima mais ameno e temos uma bela vista da costa e do mar. A viagem dura em torno de 2 horas até o ponto mais alto, quando cruzamos para o outro lado da serra e finalmente podemos ver Kingston.

Atravessando as Blue Mountains entre Buff Bay e Kingston, na Jamaica

Atravessando as Blue Mountains entre Buff Bay e Kingston, na Jamaica


Neste ponto topamos com o Gap´s Café and Restaurant, estrategicamente colocado no alto das Blue Mountains, com uma vista magnífica e uma varanda super convidativa para desfrutarmos o silencio da montanha acompanhado de um belo rum punch.

Pit-stop em restaurante no alto das Blue Mountains, com magnífica vista para Kingston, capital da Jamaica

Pit-stop em restaurante no alto das Blue Mountains, com magnífica vista para Kingston, capital da Jamaica


Ao lado do bebedouro dos beija-flores estava Joseph, sua esposa e filho, uma família super viajada e simpática de Kingston que já nos deram algumas dicas do que ver e conhecer na cidade.

Vista de Kingston, na costa sul da ilha desde o alto das Blue Mountains, na Jamaica

Vista de Kingston, na costa sul da ilha desde o alto das Blue Mountains, na Jamaica


Descemos em mais uma hora de estrada e fomos direto para o Bob Marley Museum. O museu está fechado aos domingos, mas tínhamos esperança que por ser véspera do aniversário de Bob, hoje ele estivesse funcionando. Chegando lá conversei com o segurança, expliquei a situação e ele nos deixou entrar. O Legend´s Café na entrada e a parte interna do museu infelizmente estavam fechados, mas pudemos conhecer os arredores, ver as fotos e os murais, da antiga casa do Bob Marley e sua gravadora de discos. Nos jardins da casa conhecemos o Mickey Mystic, cantor jamaicano que freqüentava a família, jogava futebol e era amigo de Bob Marley.

Antiga residência e gravadora, hojje retransformada no Bob Marley Museum em Kingston, capital da Jamaica

Antiga residência e gravadora, hojje retransformada no Bob Marley Museum em Kingston, capital da Jamaica


Além de nos contar algumas histórias rápidas, Mickey fez a nossa passagem por ali ficar ainda mais especial, nos mostrando um pouco da sua música, ao vivo e a cores. Reggae puro e raiz! Vou ver se consigo dar um upload do CD do Mickey para vocês conhecerem. Sucesso ao Mickey Mystic!

Nosso amigo Mickey Mystic tocando um reggae no Bob Marley Museum em Kingston, capital da Jamaica

Nosso amigo Mickey Mystic tocando um reggae no Bob Marley Museum em Kingston, capital da Jamaica


Comentei com ele como estava triste de ir embora justo no dia do Bob Marley Celebration, pois haveria uma grande festa em Nine Mille, lugar onde nasceu e foi enterrado o Bob Marley. E mais uma vez Mickey fez a diferença na nossa história, nos convidando para o show que aconteceria em homenagem ao rei do reggae, no Emancipation Park, na noite de hoje.

Visitando o Bob Marley Museum em Kingston, capital da Jamaica

Visitando o Bob Marley Museum em Kingston, capital da Jamaica


Nós deixamos o nosso carro no hotel em West Kings, Uptown e saímos caminhando para sentir melhor a cidade. Kingston é uma cidade engraçada, bem espalhada e com sua arquitetura bem horizontal, alguns poucos prédios em Downtown, ruas largas e poucas calçadas, nada agradáveis para pedestres. Fomos à primeira dica de Joseph, o Truck´s Stop para provar o tradicional Jerk Pork jamaicano. Dali, decidimos ir direto para o Emancipation Park, caminhando por loooongos quarteirões sem nenhum charme ou atrativo.

Nos jardins do Bob Marley Museum em Kingston, capital da Jamaica

Nos jardins do Bob Marley Museum em Kingston, capital da Jamaica


A fama de Kingston não é nada boa no quesito segurança, mas chegando ao parque tivemos uma ótima surpresa! Um imenso show aberto ao público, gratuito, lotado de famílias, homens, mulheres, crianças e idosos literalmente celebrando o aniversário de nascimento de um dos maiores heróis deste país. Bob Marley não só fez a música jamaicana quebrar fronteiras, mas lutou por suas crenças e seus ideais.

Placa informativa no Bob Marley Museum em Kingston, capital da Jamaica

Placa informativa no Bob Marley Museum em Kingston, capital da Jamaica


O Bob Marley Celebration Day comemorou o aniversário de 67 anos do cantor e foi simplesmente espetacular! O show contou com artistas como Kymani Marley, Freddy McGregor, Judy Mowatt, Protégé, Alaine, Coco-Tea, Romaine Virg, I-Octane and Jermaine Edwards. Milhares de pessoas cantando todas as músicas, em uma só voz... Dançando e celebrando a vida de um dos maiores cantores da história, que com a sua música espalhou a mensagem de amor, paz e justiça, seja ela política, racial ou social.



Chorei, emocionada, quando a multidão cantou Redemption Song... fantástico! Era esta a imagem que eu tinha da Jamaica, pessoas felizes, cantando em paz e harmonia e é esta a imagem que levarei comigo. Amanhã partimos para as Ilhas Cayman, um paraíso dos mergulhadores.

Vejam também o post do Rodrigo com histórias sobre os Rastafáris.

Jamaica, Port Antonio, Kingston, Blue Mountains, Bob Marley, Bob Marley Celebration

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Piri Piri Piri Pi Piripi

Brasil, Ceará, Fortaleza, Jericoacoara

Curtindo o fim de tarde no alto da duna do pôr-do-sol em Jericoacoara - CE

Curtindo o fim de tarde no alto da duna do pôr-do-sol em Jericoacoara - CE


Hoje foi um dia atípico, fiquei me sentindo como a Gretchen, cantando o “Piri Piri... Ai ui ÚI”! Acordei cedo e vi que ainda estava “estranha”. Tomei café e continuei “estranha”. O plano hoje era andar 10km até Mangue Seco e voltar mais 10km para Jeri. “Nem a pau Juvenal!”, foi o que meu corpo respondeu. Uma leve sensação de febre, sem alteração de temperatura e dores não muito amigas na região abdominal. Combinei com o Rodrigo, você vai e eu fico.

Subindo a duna do pôr-do-sol no fim de tarde em Jericoacoara - CE

Subindo a duna do pôr-do-sol no fim de tarde em Jericoacoara - CE


Ele planejou que voltaria em 4 horas, 3 das quais eu continuei dormindo entregue e feliz no nosso quarto na Pousada Calanda. Na última hora levantei para escrever, pois sabia que o meu “chefe” já ia chegar e me reprimir se eu não tivesse produzido nada. Rsrs! Descobri pouco antes dele chegar que está acontecendo um surto de piriris aqui na vila, não sabem ao certo se é um vírus ou se é da água, fato é que várias pessoas relataram o mesmo sintoma agora neste início de inverno.

Pôr-do-sol em Jericoacoara - CE

Pôr-do-sol em Jericoacoara - CE


O Ro chegou exatamente no tempo planejado e com a mesma notícia, havia descoberto o surto. Outra notícia intrigante dos nossos amigos aqui da pousada foi que ontem a noite houve um tremor de terra aqui na região. O pessoal de Mangue Seco sentiu mais, o chão tremeu, ouviram o som como de um trovão e as telhas tilintaram. Terremoto em Jeri? Já pensaram? Era só o que faltava... rsrsrs.

Autofoto na duna do pôr-do-sol em Jericoacoara - CE

Autofoto na duna do pôr-do-sol em Jericoacoara - CE


Logo saímos para um passeio, fotos na duna do pôr-do-sol e um derradeiro banho de mar.

Correndo em disparada duna abaixo! (em Jericoacoara - CE)

Correndo em disparada duna abaixo! (em Jericoacoara - CE)


Se eu estivesse mais disposta ainda me arriscaria num sand board.

Tudo o que desce, sobe! (em Jericoacoara - CE)

Tudo o que desce, sobe! (em Jericoacoara - CE)


Sem dúvida um mergulho vai me ajudar a melhorar.

Entrando no mar no fim de tarde de Jericoacoara - CE

Entrando no mar no fim de tarde de Jericoacoara - CE


Almoçamos já com a noite caindo, assistindo ao belíssimo show de raios que iluminavam o céu de Jeri.

Pôr-do-sol em Jericoacoara - CE

Pôr-do-sol em Jericoacoara - CE


Pois é, hoje fiquei sem muito mais o que falar. Quem quiser conhecer Mangue Seco e mais aventuras deste dia, acesse o blog do Ro. Ao menos minha homeopatia, horas de sono e muitas águas de coco me garantiram o dia de amanhã, pouco mais de 20km até Tatajuba e outros tantos por lá!

Últimas luzes em Jericoacoara - CE

Últimas luzes em Jericoacoara - CE

Brasil, Ceará, Fortaleza, Jericoacoara, duna, Praia

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Memphis, King e o Blues!

Estados Unidos, Tennessee, Memphis

Museu Nacional dos Direitos Civis, em Memphis, no Tennessee - EUA

Museu Nacional dos Direitos Civis, em Memphis, no Tennessee - EUA


Saímos cedo de Fort Smith em direção à Memphis, nas margens do Rio Mississipi. A cidade foi fundada em 1819 e batizada em homenagem à Mênfis egípcia, que se localizava as margens do Rio Nilo. Cidade que estava no centro da comercial dos Estados Unidos, devido à sua localização estratégica entre o sul agrícola, sendo um dos maiores mercados de algodão, madeira e escravos dos Estados Unidos, fornecendo escravos para quase todos os estados do sul do país.

Chegando ao estado do Tennessee, perto de Memphis, nos Estados Unidos

Chegando ao estado do Tennessee, perto de Memphis, nos Estados Unidos


Toda essa riqueza trouxe consigo um grande investimento em cultura e educação entre 1910 e 1950 e não por acaso a cidade se tornou o berço para manifestações dos direitos civis dos negros e trabalhadores. Incrível relembrar que na década de 60, há apenas 50 anos atrás, existia uma imensa parte dos Estados Unidos que lutava pela segregação racial, da forma hipócrita, racista e preconceituosa que se pode imaginar.

Museu Nacional dos Direitos Civis, em Memphis, no Tennessee - EUA

Museu Nacional dos Direitos Civis, em Memphis, no Tennessee - EUA


Bancos dos ônibus e balcões de bares que não podiam ser divididos entre brancos e negros, se houvesse apenas um branco querendo se sentar, todos os negros deveriam levantar-se. O episódio de Rosa Parks em 1955 ficou conhecido, pois ela se negou a liberar uma fileira inteira no ônibus para apenas um homem branco. “Estou cansada de ser tratada como um ser inferior”, teria dito Rosa, que foi presa por desobediência. A partir daí Memphis, Atlanta e outras cidades americanas se tornaram palco para diversas manifestações pacíficas lideradas pelo Pastor e o mais jovem ganhador do Nobel da Paz, Martin Luther King.

Luther King em um de seus memoráveis discursos

Luther King em um de seus memoráveis discursos


King era seguidor das ideias de desobediência civil não violentas, iniciadas por Mahatma Gandhi. A organização da Conferência de Liderança Cristã do Sul (CLCS, ou em inglês, SCLC, Southern Christian Leadership Conference) da qual ele foi presidente, ganhou força e grande cobertura da mídia e obteve êxito na maioria de suas reivindicações.

Fomos prestar nossas homenagens a Martin Luther King em Memphis, no Tennessee - EUA

Fomos prestar nossas homenagens a Martin Luther King em Memphis, no Tennessee - EUA


King tinha apenas 38 anos quando foi assassinado com um tiro na cabeça, quando se preparava para um jantar na noite anterior à mais uma manifestação. O local foi o Motel Lorraine, que hoje se tornou o Museu Nacional de Direitos Civis, com uma bela explanação sobre a luta dos afro-americanos contra o racismo, discriminação e a favor da liberdade e igualdade de direitos.

Motel Lorraine, onde Martin Luther King foi assassinado, em Memphis, no Tennessee - EUA

Motel Lorraine, onde Martin Luther King foi assassinado, em Memphis, no Tennessee - EUA


O direito ao voto, o fim da segregação racial e das discriminações no trabalho foram algumas das vitórias obtidas. A maior parte destes direitos foi, mais tarde, agregada à lei americana com a aprovação da Lei de Direitos Civis (1964), logo após a morte de King.

O famoso motel onde Luther King fo iassassinado. Hoje virou museu, em Memphis, no Tennessee - EUA

O famoso motel onde Luther King fo iassassinado. Hoje virou museu, em Memphis, no Tennessee - EUA


A visita ao museu vale muito à pena, desde do vídeo “A testemunha”, documentário gravado com os companheiros de King que estavam com ele no momento do seu assassinato, até as diversas salas recheadas de informações, vídeos e relatos das histórias vividas na época. O quarto onde King estava, assim como a sacada ainda estão lá, como homenagem póstuma e para que a sua vida não tenha sido levada em vão.

O espetacular pôr-do-sol em Memphis, no Tennessee - EUA

O espetacular pôr-do-sol em Memphis, no Tennessee - EUA


Encontramos um hotel no centro de Memphis e ainda com todas as histórias e discursos de Martin Luther King na cabeça saímos andando pela cidade. Vimos o sol se pôr no famoso Rio Mississipi e chegamos à Beale Street, local onde nasceu um dos mais aclamados gêneros musicais no mundo, o Blues.

Bonde passa pela charmosa Main Street, em Memphis, no Tennessee - EUA

Bonde passa pela charmosa Main Street, em Memphis, no Tennessee - EUA


O ritmo afro-americano surgiu dos cânticos religiosos cantados por escravos libertos que incluíam em suas letras palavras de protesto e contra a escravidão. O ritmo e teor melancólico do blues trazem consigo essa tristeza, sofrimento e as angústias desse povo. O blues não só influenciou outros estilos musicais como o Jazz e o R&B como foi base para a criação de novos estilos como o Rock and Roll.

Guitarras expostas em loja da Beale Street, em Memphis, no Tennessee - EUA

Guitarras expostas em loja da Beale Street, em Memphis, no Tennessee - EUA


Um dos jovens que andou aqui pela Beale Street e também recebeu esta influência foi ninguém menos que Elvis Presley! Percorrendo a cidade até a Main Street passamos pela estátua do Rei e a loja do alfaiate que fez seu primeiro figurino. Elvis dizia, “Hoje não posso te pagar, mas quando ficar rico comprarei todos os seus ternos!”, a parceria deu certo e os dois juntos lançaram e tendências da moda mundial.

A famosa estátua de Elvis Presley em Memphis, no Tennessee - EUA

A famosa estátua de Elvis Presley em Memphis, no Tennessee - EUA


Envolvidos neste clima vamos ao que interessa! Provamos as famosas Southern Pork Ribs no Irish Pub e saímos em busca do som que está sendo produzido hoje, aqui e agora pelos artistas e músicos em Memphis. Esses caras têm a grande oportunidade de beber na fonte onde nasceu o blues!

banda de blues em bar da Beale Street, em Memphis, no Tennessee - EUA

banda de blues em bar da Beale Street, em Memphis, no Tennessee - EUA


Ah, se as paredes falassem. Quantas histórias, quantos encontros, quanta música poderíamos escutar! Fechamos os olhos com uma Guiness na mão e deixamos nos levar em uma viagem musical no túnel do tempo, enquanto o blues rola solto aqui, na Beale Street.

Caminhando na noite agitada da Beale Street, em Memphis, no Tennessee - EUA

Caminhando na noite agitada da Beale Street, em Memphis, no Tennessee - EUA

Estados Unidos, Tennessee, Memphis, Blues, Martin Luther King, Música

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O caminho foi a viagem, o meio e o fim.

Brasil, São Paulo, São Paulo

Dos jardins ao centro, uma leitura básica e superficial da divisão social paulista a partir do metrô.

Linha Amarela – Nova Estação de Metrô da Faria Lima – proletariado curioso da Faria Lima, uma vez que este metrô está apenas em fase de teste. Realmente é um metrô de primeiro mundo, novinho, funcional e muito seguro. Achei curioso que nenhuma cadeira tem apoio no chão, são todas afixadas pela lateral ou barras elevadas, o que facilitará e muito a manutenção e limpeza do trem. Na estação as portas de vidro separam o trilho da plataforma, pensando na segurança dos usuários suicidas ou da muvuca em polvorosa por não perder o próximo trem.

A nova e moderna linha de metrô amarela, em São Paulo

A nova e moderna linha de metrô amarela, em São Paulo


Linha Verde – Paulista – estudantes de classe média-alta e trabalhadores engravatados. Todos apressados, muito ocupados, mas sempre com aquele tom blasé de quem se sente mais importante do que realmente é. O metrô condiz com a educação deste público, limpo, bem conservado, campanhas publicitárias bem direcionadas sobre cultura e marcas da moda.

Linha Vermelha e Linha Azul - Sé e República – classe média baixa, a famosa e tão falada classe C em ascensão. O metrô lotado já é mais sujo, pichações e as campanhas acompanham o interesse do povo. Show sertanejos, hip hop e shoppings populares. São milhares de pessoas preocupadas em sobreviver. Guerreiros dispostos a brigar por seu espaço, seja ele no mercado de trabalho ou até mesmo no trem lotado. Na Praça da Sé vemos o desdobramento disso, vendedores ambulantes, artistas solitários fazendo apresentações para um grupo de pessoas, manifestação no prédio do governo.

Catedral da Sé, em São Paulo

Catedral da Sé, em São Paulo



E no caminho, apenas em minha mente, o som de Caetano Veloso...

É que quando eu cheguei por aqui, eu nada entendi,
Da dura poesia concreta de suas esquinas,
Da deselegância discreta de suas meninas...”.

Permeando o caminho: um almoço no Bar da Dona Onça, no Copan, prédio de Oscar Niemayer.

O famoso prédio Copan

O famoso prédio Copan


Compras rápidas nas lojas de fotografia na 7 de Abril. Caminhar pelo Viaduto do Chá,

Vista a partir do Viaduto do Chá, no centro de São Paulo

Vista a partir do Viaduto do Chá, no centro de São Paulo

Viaduto do Chá

Viaduto do Chá


Pateo do Collegio, local onde foi fundada a cidade de São Paulo até chegar na “Sé Square”, como dizia a placa indicativa turística.

Pátio do Colégio, onde começou a cidade de São Paulo

Pátio do Colégio, onde começou a cidade de São Paulo


Pátio do Colégio, onde começou a cidade de São Paulo

Pátio do Colégio, onde começou a cidade de São Paulo

Brasil, São Paulo, São Paulo, Capital, centro, Metrô, Metropole

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