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SHUFFLE Há 1 ano: Minas Gerais Há 2 anos: Minas Gerais

Um Dia Relax em Miami

Estados Unidos, Flórida, Miami

Skyline de Miami, na Flórida - Estados Unidos

Skyline de Miami, na Flórida - Estados Unidos


Um dia em Miami para resolver algumas pendências, fazer umas comprinhas rápidas e respirar um pouco antes de começarmos o nosso roteiro acelerado subindo a costa leste rumo à cidade de Nova Iorque.

Com a Su em Key Biscayne, na Flórida - Estados Unidos

Com a Su em Key Biscayne, na Flórida - Estados Unidos


Uma das principais pendengas é a solução para a identificação da Fiona, que desde a Califórnia está andando sem placa. Não sei se vocês viram ou se lembram, mas nós tivemos a nossa placa traseira roubada em Pioneertown. Um belo item de colecionador, uma placa brasileira de um carro que cruzou mais de 20 fronteiras até chegar aos Estados Unidos! Fizemos um boletim de ocorrência e o xerife nos indicou deixar a placa que restou dentro do carro. O B.O. fica pronto só em 10 dias e foi só hoje que conseguimos parar para fazer a solicitação do envio do documento por correio. Com este documento em mãos podemos dar entrada com um pedido “extra-oficial” no Detran-PR para conseguirmos uma placa nova para a Fiona. Cruzem os dedos!

Placa nova para a Fiona, feito na hora, em Miami, na Flórida - Estados Unidos

Placa nova para a Fiona, feito na hora, em Miami, na Flórida - Estados Unidos


Até aqui não tivemos problemas com as patrulhas rodoviárias, ninguém nos parou, mas dizem que no leste, principalmente ao redor de Nova Iorque, o bicho pega! Então fomos até o Bay Side Mall e providenciamos placas novinhas em folha para a Fiona! Segundo nosso amigo Marcelo o mais importante para os oficiais americanos é termos a informação correta do veículo informada, afinal, eles não saberiam mesmo qual é a placa oficial brasileira.

Com o Marcelo em Key Biscayne, na Flórida - Estados Unidos

Com o Marcelo em Key Biscayne, na Flórida - Estados Unidos


Lá almoçamos no Bubba Gump, restaurante temático do Forest Gump especializado em camarões e frutos do mar, delicioso!

Passeando em Bayside, shopping turístico em Miami, na Flórida - Estados Unidos

Passeando em Bayside, shopping turístico em Miami, na Flórida - Estados Unidos


Fiz uma visita relâmpago a uma amiga que eu não via há uns 6 anos, pelo menos! A Thaís mora nos Estados Unidos há 8 anos e se mudou para Miami há quase 2. Desde o início da viagem eu estava prometendo essa visita, pena que teve que ser assim tão rápida, já que ela estava trabalhando e nós com agenda toda embaralhada. Thaís, as portas da Fiona estão abertas e espero nos encontrarmos em uma das suas escapadas para NY!

Encontro com a Thaís em Miami, na Flórida - Estados Unidos

Encontro com a Thaís em Miami, na Flórida - Estados Unidos


Uma pesquisa rápida de preços de celular na Best Buy nos desencorajou de comprar qualquer aparelho. O custo médio de um bom smatphone desbloqueado é de 600 dólares e com tanta estrada pela frente a chance de perdermos ou “sumirem” com o celular é grande, pelo menos é o que o nosso histórico diz... já sumiram 2 aparelhos! Assim, decidi comprar o Xperia da Sony Erikson, muito bom e mais baratex se comprado pela internet. Agora falta apenas providenciar um chip da AT&T para o aparelho básico que temos. A novidade do dia foi a compra de uma nova câmera filmadora. Há anos eu estou namorando a Go Pro, porém com uma bela Flip na mão acabamos sempre postergando... Infelizmente a flip nos deixou e resolveu morar definitivamente na Islândia, então hoje eu pude matar a vontade e investi em uma Go Pro II! Ótima para filmagens no carro, em trilhas e mergulhos até 60m!

Pôr-do-sol em Key Biscayne, na Flórida - Estados Unidos

Pôr-do-sol em Key Biscayne, na Flórida - Estados Unidos


O final da tarde foi uma deliciosa reunião de família, brincando com André, Luiza e Daniel, o “trio parada dura” do Marcelo e da Su! Nos divertimos pulando e fazendo ginástica olímpica! Tenho que ir treinando! Hehehe!

André, Luiza e Daniel, filhos do Marcelo e da Su, em Key Biscayne, na Flórida - Estados Unidos

André, Luiza e Daniel, filhos do Marcelo e da Su, em Key Biscayne, na Flórida - Estados Unidos


A noite um delicioso queijos e vinhos na companhia dos amigos e as ótimas histórias dos pais da Su, que vieram fazer uma surpresa no aniversário da filha. Seu Antônio nos presenteou com o seu livro, a peça teatral “A Conspiração Maquiavélica”, que reúne personagens históricos em uma comédia curiosa! Estou louca para ler!

Com os pais da Su em Key Biscayne, na Flórida - Estados Unidos

Com os pais da Su em Key Biscayne, na Flórida - Estados Unidos


Amanhã pegamos estrada em direção à Nova Iorque no roteiro de 20 dias explorando a Costa Leste Americana.

Estados Unidos, Flórida, Miami, Amigos

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Ilhas Bermudas

Bermuda, Hamilton

Bermudas, traje oficial em Hamilton, em Bermuda

Bermudas, traje oficial em Hamilton, em Bermuda


Alguém aqui já ouviu falar das Ilhas Bermudas? Se não, certamente já ouviram falar das centenas de aviões e navios desaparecidos no Triângulo das Bermudas. Pois é, é para lá que embarcamos hoje, uma ilha no meio do Oceano Atlântico há mais de mil quilômetros do estado americano de Carolina do Norte.

Mapa mostrando o famoso 'Triângulo das Bermudas', onde navios e aviões somem sem deixar pistas, segundo a lenda...

Mapa mostrando o famoso "Triângulo das Bermudas", onde navios e aviões somem sem deixar pistas, segundo a lenda...


A ilha descoberta em 1.505 pelo espanhol Juan Bermudez foi uma colônia inglesa e é hoje um British Overseas Territory, ou seja, mais um dos vários territórios que compõe a Commonwealth Britânica, uma democracia parlamentarista sob os domínios da Rainha Elizabeth.

City Hall de Hamilton, em Bermuda

City Hall de Hamilton, em Bermuda


A arquitetura inglesa, os pubs e pints de guiness, as igrejas anglicanas e as dezenas de campos de golfe quase nos fazem pensar que estamos mesmo na Inglaterra. Mas basta olharmos para as casas coloridas, um toque caribenho, o mar azul turquesa e os homens de bermudas desfilando seus mais belos trajes sociais, que logo lembramos que estamos mesmo em Bermuda. Sim, o nome oficial em inglês é sem o “s” e falado com um sotaque capiar americano “BeRRRmiúda”.

Atrativa propaganda de bar em Hamilton, capital de Bermuda

Atrativa propaganda de bar em Hamilton, capital de Bermuda


A propósito o que veio antes? A bermuda ou Bermuda? Os mais ligeiros já perceberam, o nome da ilha veio do sobrenome do seu descobridor Juan “Bermudez”. Já a bermuda, irmã mais comprida do short, nasceu aqui mesmo quando as tropas inglesas já não tinham como se esconder do calor e resolveram inovar no modelito, cortando suas calças e criando um novo elemento indispensável no guarda roupa de muitos homens e mulheres pelo mundo. Assim a bermuda é usada por políticos, bancários, homens de negócio e até por policiais como roupa social na ilha que a criou, junto à camisas de mangas curtas e longos meiões.

Guarda de trânsito trabalhando de bermudas em Hamilton, capital de Bermuda

Guarda de trânsito trabalhando de bermudas em Hamilton, capital de Bermuda


Saímos logo cedo de Princeton - New Jersey, pegamos um trem e o aerorail para o aeroporto de Newark. Havíamos tentado reservar pousadas via internet, mas todas retornaram com negativas, estavam lotadas. O jeito foi tentar encontrar um lugar lá mesmo, fora de feriado não seria possível que não achássemos um lugarzinho na ilha.

Estátua pensativa, em parque de Hamilton, capital de Bermuda

Estátua pensativa, em parque de Hamilton, capital de Bermuda


Dica: mesmo sem um hotel agendado, nunca deixe em branco o ítem “hotel” do seu papel de imigração. Nós sempre colocamos o nome de algum hotel da ilha, mesmo que não esteja reservado. Hoje isso nos garantiu a entrada na ilha, nosso taxista nos contou que várias pessoas já foram mandadas de volta por não terem hotel marcado.

Uma das tranquilas ruas centrais de Hamilton, capital de Bermuda

Uma das tranquilas ruas centrais de Hamilton, capital de Bermuda


O vôo foi tranquilo, embora seja impossível não pensarmos que estamos passando por uma área famosa por vôos e navios desaparecidos. Seria pelo mau tempo? Ou algum campo magnético que acabava com os instrumentos das aeronaves? Certamente esta fama não nasceu do nada, mas eu é que não quero descobrir agora!

Chegando á Bermuda, em pleno Oceano Atlântico

Chegando á Bermuda, em pleno Oceano Atlântico


Chegamos na capital Hamilton em um dia nublado e com a ajuda do nosso amigo taxista encontramos logo um Bed & Breakfast super gostoso a uns 15 minutos de caminhada do centro. Bem acomodados logo saímos explorar a cidade, com seus ares britânicos passando pelo Victoria Park, pela Catedral Anglicana de Bermuda, Fort Hamilton, o Dockyard onde acabava de atracar um navio de cruzeiros, além de dar uma olhada na Reid e Front Streets, as melhores para compras e restaurantes.

Catedral Anglicana em Hamilton, capital de Bermuda

Catedral Anglicana em Hamilton, capital de Bermuda


Escultura em meio a jardim de parque em Hamilton, capital de Bermuda

Escultura em meio a jardim de parque em Hamilton, capital de Bermuda


Navio-cruzeiro ancorado em Hamilton, capital de Bermuda

Navio-cruzeiro ancorado em Hamilton, capital de Bermuda


O fim de tarde não poderia ser melhor, uma guinnes na Front Street, batendo papo com locais animados em um dos pubs em frente ao Hamilton Dockyard. Agora já podemos nos considerar praticamente bermudenses!

Bermuda, Hamilton, Bermudas, Capital, ilha, Triângulo das Bermudas

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Foi ela, a salmonela!

Brasil, Distrito Federal, Brasília

A noite de terça para quarta-feira foi interminável. Passei mal a noite toda e só as 4am que meu organismo resolveu reagir e se defender, pena que foi de uma forma violenta! Nem vale a pena entrar em detalhes, o diagnóstico foi infecção alimentar, até agora não sei se foi a salada ou o cachorro quente, mas sei que o negócio não foi fraco não! Minha sorte é que tenho linha direta com uma das melhores médicas do Brasil! “Mamãe, to dodói, o que eu faço?”

A Ana, acamada pela febre, em Brasília - DF

A Ana, acamada pela febre, em Brasília - DF


Tadinha, esteja onde estiver ela tem que fazer o diagnóstico, por telefone mesmo. E não é que sempre acerta? Infecção alimentar por salmonela ou alguma bactéria da sua trupe. Medicação homeopática, muita hidratação, alimentação de hospital, carinho e cuidado do marido, muuuito repouso e estou (quase) novinha em folha! Tenho um atraso para tirar aqui no blog, mas não se apoquentem, logo logo estará tudo no ar. Foram dois dias imprestáveis, com essa vista que vocês vêem aí na foto. Depois destes 2 dias de cama, fazendo a maior limpeza interior, estou de volta à ativa!

Brasil, Distrito Federal, Brasília,

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Sonhar a 525m de altura!

Brasil, Rio De Janeiro, Rio de Janeiro

Parte final do vôo da Ana, chegando em São Conrado, no Rio de Janeiro - RJ

Parte final do vôo da Ana, chegando em São Conrado, no Rio de Janeiro - RJ


Nos meus sonhos voar é o tema mais freqüente. Desde criança sonho que estou voando. Eu voava como Peter Pan sobre a floresta Amazônica, sobre a rua onde eu morava, sobre os Andes... Já voei em um bocado de lugares. Ultimamente, nos meus sonhos, os meus vôos têm sido mais dificultosos, mas não menos prazerosos. Para começar a voar eu preciso correr e começar a dar saltos, como os que atletas de salto em distância dão logo antes do salto final. A cada passo, mais alto eu ficava pisando nos ares, tomando impulso para alcançar a altitude ideal para o meu vôo. Sei que este é um desejo antigo para todos os humanos, um feito perseguido por muitos e por isso hoje temos várias formas de simular esta façanha. Eu já saltei de pára-quedas e paraglider, vôos deliciosos, mas em momento algum a sensação é a mesma do Peter Pan.

Após o salto de asa delta, no Rio de Janeiro - RJ

Após o salto de asa delta, no Rio de Janeiro - RJ


Depois de tanto procurar a melhor forma de materializar este sonho já tão familiar a mim, hoje decidi voar de asa delta. O Rio de Janeiro sem dúvida é um dos cenários ideais para se realizar este sonho. Depois de um passeio pelas montanhas, Corcovado e Paineiras, chegamos à praia de São Conrado, na praia do Pepino. Estava ansiosa, pois o vento não estava muito católico e obviamente dependia dele para ter sucesso nesta incursão. Agendamos com o piloto, Rodrigo decidiu não saltar, pois já havia saltado tempos atrás. Encontramos o Ricardo e seguimos para o alto da Pedra Bonita, onde se encontra a rampa de decolagem. Assisti a um casal decolar antes de mim, com o mesmo piloto, treinaram a corrida pela rampa e pegaram todas as instruções, prontos para saltar tiveram que esperar uma janela de vento para saltar. Quase 30 minutos depois retorna à rampa a asa delta e o piloto, chegou a minha vez.

Vista da Pedra Bonita, na rampa para saltos de Asa Delta, no Rio de Janeiro - RJ

Vista da Pedra Bonita, na rampa para saltos de Asa Delta, no Rio de Janeiro - RJ


Preparando-se para o salto de asa delta no Rio de Janeiro - RJ

Preparando-se para o salto de asa delta no Rio de Janeiro - RJ


O tempo estava nublando, o vento piorando, mas não queria desistir. A previsão de tempo para os próximos dias era ainda pior, chuva. Equipada e pronta, eram 17h21, tínhamos que saltar no máximo até as 17h49, horário em que a rampa fecha para decolagens. Foram quase 30 minutos de espera, o vento a favor não estava virando, para a decolagem precisávamos dele justamente no sentido oposto, ou pelo menos que ele parasse. Tínhamos que correr muito. “Posso confiar em você?” perguntou o piloto, “pode!” respondi. Pernas pra que te quero, foi uma janelinha minúscula de vento e nós corremos, corremos para voar. Até que meus sonhos mais recentes não estavam tão distantes da realidade, só faltava a asa-delta, mas a corrida eu já vinha treinando. Quando damos o primeiro passo no ar, a asa perde altitude até estabilizar e acelerar, uhhhhh, que friozinho na barriga! Parece aquela descida de montanha-russa, já saí gritando, “Wohoooooo! \o/ Delícia!”, enquanto Ricardo dizia, “Não quero nunca mais ter uma decolagem assim! Obrigado meu Deus!” Aí que eu vi que o negócio tinha sido estranho, empolgada nem percebi que passamos raspando no morrinho abaixo da rampa... já pensaram!?!

Voando e 'pilotando' asa delta no Rio de Janeiro - RJ

Voando e "pilotando" asa delta no Rio de Janeiro - RJ


Bem, nem eu! Eu só quis curtir a vista e pela primeira vez a real sensação de estar voando. Abrir os braços e sentir o vento contra o meu rosto! A praia abaixo, o Corcovado à esquerda e a Pedra da Gávea à direita... INDESCRITÍVEL! Foi uma das melhores sensações que já tive na vida! Curti cada minuto e logo estava eu com frio na barriga novamente, enquanto o Ricardo começava a preparar o pouso.

Celebrando o salto de asa delta, no Rio de Janeiro - RJ

Celebrando o salto de asa delta, no Rio de Janeiro - RJ


Foram 7 minutos que pareceram o dobro, mas que ainda assim foram poucos. Quero mais, mais e mais! Se eu estivesse morando no Rio, com certeza iria começar um curso de piloto de asa-delta. Finalmente um esporte aéreo que me tocou tanto quanto o mergulho. Ao mesmo tempo que senti toda a adrenalina, senti uma paz tão grande...

Voando de asa delta no Rio de Janeiro - RJ

Voando de asa delta no Rio de Janeiro - RJ


Mais tarde fomos comemorar o salto, o dia, a vida, no Rio Scenarium, famoso bar na Lapa. Samba, Forró, Samba Rock e tudo o que se tem direito. Todos misturados, cariocas de todas as classes, cores e credos, gringos, ticanos e portugueses, todos na mesma vibração, na mesma energia.

Balada na Lapa, no Rio Scenarium, no Rio de Janeiro - RJ

Balada na Lapa, no Rio Scenarium, no Rio de Janeiro - RJ


Foram algumas boas horas dançando e cantando, espantando todos os males, espalhando alegria. Finalizamos com o tradicional sanduíche do Cervantes! Dia perfeito para sonhar, sempre nos dizem para sonharmos alto e eu sonhei mais especificamente a 525m de altitude!

Night no Rio Scenarium, na Lapa, no Rio de Janeiro - RJ

Night no Rio Scenarium, na Lapa, no Rio de Janeiro - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Rio de Janeiro, Asa Delta, Corcovado, Cristo Redentor, Paineiras, Pedra Bonita

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O Jardim da Serra Gaúcha

Brasil, Rio Grande Do Sul, Nova Petrópolis, Gramado, Santa Catarina, São Joaquim

Maravilhada com a gigantesca araucária na região de Nova Petrópolis - RS

Maravilhada com a gigantesca araucária na região de Nova Petrópolis - RS


Nova Petrópolis é uma cidade menos conhecida na Serra Gaúcha, menos turística e justo por isso muito mais agradável aos olhos de quem procura tranqüilidade e autenticidade. Ali vemos os trabalhadores saindo das suas casas e começando o seu dia no comércio, lojas e na principal empregadora da cidade, a fábrica de sapatos Dakota.

Repolhos Ornamentais no jardim da praça central de Nova Petrópolis - RS

Repolhos Ornamentais no jardim da praça central de Nova Petrópolis - RS


A cidade possui o título de Jardim da Serra Gaúcha, não é a toa que sua praça possui os mais belos jardins de toda a região. Formados por plantas um tanto quanto exóticas, os canteiros são todos comestíveis, sendo estas 5 tipos de repolhos ornamentais. Ficamos impressionados com a beleza e a criatividade, o que até abafou o fato do principal atrativo turístico estar temporariamente desativado. O Labirinto Verde foi replantado e está em processo de reestruturação.

Estátua em homenagem ao fundador do cooperativismo no Brasil, em Nova Petrópolis - RS

Estátua em homenagem ao fundador do cooperativismo no Brasil, em Nova Petrópolis - RS


Além dos Jardins a praça principal possui uma obra que celebra o cooperativismo, aclamado pela cidade que é a Capital Nacional do Cooperativismo. Foi lá, em 1902, que formou-se a primeira Cooperativa de Crédito do Brasil e da América Latina, A Caixa Rural de Nova Petrópolis.

Como diria Napoleão, 'Do alto dessa árvore, dez séculos te contemplam!' (em Nova Petrópolis - RS)

Como diria Napoleão, "Do alto dessa árvore, dez séculos te contemplam!" (em Nova Petrópolis - RS)


Ali perto, a apenas 10 minutos, fica o magnífico pinheiro multissecular. Mãe de todas as árvores, (pai na realidade), esta imponente araucária atravessou séculos de história e está ali, firme e sem sinal algum de cansaço. Já imaginaram quantas dessas já não foram derrubadas neste século de colonização? Ainda bem que uma restou para contar a história, ah se ela falasse...

O bonde, em Gramado - RS

O bonde, em Gramado - RS


Mais tarde passamos por Gramado, apenas para nos despedirmos da cidade durante o dia. Uma volta na praça central, igreja principal, bondinho e termômetro oficiais da cidade. Almoçamos um caldo de capelleti delicioso, em frente à feira do livro e já resolvemos presentes da festinha que está por vir. Infelizmente nossa passagem pela serra teve de ser breve e objetiva. Sem dúvida alguma uma semana inteira aqui não seria suficiente para conhecer cada restaurante e todas as atrações.

Igreja em Gramado - RS

Igreja em Gramado - RS


Na estrada em direção à São Joaquim vimos um belíssimo pôr-do-sol. Amanhã acordaremos em uma das cidades mais frias do Brasil! O tempo melhorou e pelo jeito não teremos geada. Tudo bem, já passamos muito frio por aqui, nesta semana.

Locomotiva 'meio' fora dos trilhos, em Gramado - RS

Locomotiva "meio" fora dos trilhos, em Gramado - RS

Brasil, Rio Grande Do Sul, Nova Petrópolis, Gramado, Santa Catarina, São Joaquim,

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Último dia no Matutu

Brasil, Minas Gerais, Aiuruoca

Depois de um dia inteiro de caminhada, hoje resolvemos fazer um programa que exigisse menos de nossas pernas, mas não menos bonito ou interessante, afinal hoje foi o nosso último dia no Matutu. Super bem indicada a Cachoeira dos Garcias era um programa que já estava praticamente descartado, pela distância do Vale do Matutu, são 25km em direção à Aiuruoca, em um vale vizinho.

Cachoeira  dos Garcias em Aiuruoca - MG

Cachoeira dos Garcias em Aiuruoca - MG


Sem preguiça pegamos o carro e seguimos em direção à cidade. Depois do asfalto de Aiuruoca ainda andamos cerca de 10km em uma estrada de terra que está sendo toda calçada com aquelas pedras estilo “pé-de-moleque”, como as ruas de Ouro Preto. Esta mesma estrada dá acesso para outra trilha que sobe o Pico do Papagaio e a Pousada Do Lado de Lá, que se diz a mais alta do Brasil.

Pico do Papagaio visto do Vale dos Garcias em Aiuruoca - MG

Pico do Papagaio visto do Vale dos Garcias em Aiuruoca - MG


Chegando à Cachoeira dos Garcias, que fica no vale de mesmo nome, a caminhada é curta, em torno de 20 minutos e logo vemos a cachoeira mais bonita da região. É lindíssima, com um poço de água bem verde e uns 30 metros de queda. Lá no alto um grupo de Baependi estava preparando um rapel, para descerem os 30m sem se molhar, uma vez que a temperatura da água estava realmente proibitiva. Mesmo assim, adivinhem quem entrou na água?

Enfrentando as águas geladas da Cachoeira  dos Garcias em Aiuruoca - MG

Enfrentando as águas geladas da Cachoeira dos Garcias em Aiuruoca - MG


Sim, nós entramos! Verdadeiros heróis! Hahahaha! Juro, meu corpo está tentando entender ainda por que eu faço isso com ele... águas geladíssimas e depois um sol quente, a noite fria e um banho quente. Se descobrissem que ficar 2h por dia na água gelada emagrecesse 500g eu ia viver aqui, nessas cachoeiras! Pelo menos acho que essa terapia deve ajudar a diminuir celulite, pois ativa a circulação.

Enfrentando as águas geladas da Cachoeira  dos Garcias em Aiuruoca - MG

Enfrentando as águas geladas da Cachoeira dos Garcias em Aiuruoca - MG


Voltando do Vale dos Garcias, seguimos para o Vale do Matutu em busca de outra boa indicação que nos fizeram: as trutas defumadas. A Lalau comentou comigo, “não vá embora do Matutu sem provar a truta defumada!”. E assim fizemos, depois de Aiuruoca, já em direção à nossa pousada, fica o restaurante Kiko e Kika. A Kika uma veterinária carioca e o Kiko um Frances já bem brasileiro e que herdou uma técnica riquíssima de defumação de trutas. Já é a terceira geração de defumadores na família e isso, aliado ao conhecimento culinário da Kika, resultou no restaurante mais gostoso e fino da região. Comemos uma truta defumada à espanhola deliciosa e de sobremesa uma torta de amora. Huuuum, delícia! Tudo isso com a bela companhia do Kiko, Kika e do Chirrac (de Jacque Chirrac, o presidente da França), o cão da rodésia de 60kg sensacional! Caçador de leões, o Chirrac tem um olhar meio blasé e um comportamento felino, sem muita festa mesmo para os amantes de cachorros, mas quando abaixei para tirar uma foto dele, quase me derrubou pedindo carinho, tão linduuu!

Restaurante do Kiko e da Kika em Aiuruoca - MG. Ótimas trutas!

Restaurante do Kiko e da Kika em Aiuruoca - MG. Ótimas trutas!


Voltamos à pousada, adivinha quem estava lá? O Simba! Muito figura, ontem ele acompanhou a Araceli, que se mudou para a nossa pousada, e assim ele veio junto. Conhecemos no jantar uma nova hóspede também muito aventureira e viajante, a Cassie, que trouxe com ela o Sombra, um labrador preto muito fofo. Ele e o Simba não estão muito amigos ainda não, espero que amanhã fiquem em paz. O Simba, que não é bobo nem nada, logo veio se achegando no nosso quarto e dominou um tapetinho, como quem diz “posso dormir aqui hoje?”. Demos comida e deixamos ele dormir aqui dentro, no quentinho. E assim vamos nos encaminhando para o fim da nossa estada no Vale do Matutu, amanhã partiremos cedinho para a nossa próxima parada: Visconde de Mauá.

Céu estrelado e Pico do Papagaio no Vale do Matutu - MG

Céu estrelado e Pico do Papagaio no Vale do Matutu - MG

Brasil, Minas Gerais, Aiuruoca, cachoeira, Cachoeira dos Garcias, Comunidade Alternativa, Trekking, Vale do Matutu

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Caracol e ATM Cave

Belize, Caracol, San Ignacio-BEL

Contemplando as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Contemplando as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


San Ignácio é um dos destinos turísticos mais populares de Belize, logo depois das praias de águas azuis de areias branquinhas de Ambergris e San Pedro. Um roteiro pelo país não estará completo se não incluir explorações pelas matas, cavernas e rios de Cayo, tudo isso com uma boa dose da Cultura Maya!

Detalhe de esculturas em alto relevo nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Detalhe de esculturas em alto relevo nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


O estado de Cayo é a casa da maior Cidade Maya de Belize, a impressionante e imponente Caracol. San Ignacio é a melhor base para explorações desta e de outras ruínas menores nas vizinhanças como Cahal Pech e Xunantunich, além de cavernas e rios que foram frequentados pelos povos mais antigos que aqui viviam.

A mata densa que cerca as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

A mata densa que cerca as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Nossas explorações nesta região começaram pelo Blue Hole National Park, uma piscina de águas azuis que dá acesso a um pequeno sistema de caverna. Quando vimos o nome “Blue Hole”, e sabendo do seu famoso homônimo belizenho, achamos que seria algo mais impressionante, mas é uma boa parada para refrescar.

Mergulhando no pequeno cenote Blue Hole, ao sul de Belmopan, capital de Belize

Mergulhando no pequeno cenote Blue Hole, ao sul de Belmopan, capital de Belize


O parque também possui uma rede de trilhas pela floresta tropical com cavernas e mirantes que dão uma boa visão do interior de Belize.

A boca da caverna St Herman's Cave, ao sul de Belmopan, capital de Belize

A boca da caverna St Herman's Cave, ao sul de Belmopan, capital de Belize


Subindo em mirante no alto de uma colina no parque do Blue Hole, ao sul de Belmopan, capital de Belize

Subindo em mirante no alto de uma colina no parque do Blue Hole, ao sul de Belmopan, capital de Belize


Ele está localizado na Hummingbird Highway que conecta o sul à capital Belmopan, que passamos rapidamente de carro no caminho para San Ignacio. Belmopan, uma das menores capitais do mundo, foi construída em 1970 para sediar a capital do país após a destruição de Belize City e vários arquivos públicos pelos ventos de 300km/h do furacão Hattie.

Caracol


As majestosas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

As majestosas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Uma das principais cidades do Período Clássico Maya possui vestígios arqueológicos que datam até 1200 a.C. Sua fundação porém se deu no ano de 331 d.C, com influências Teotihuacanas, do México Central. Durante muito tempo a cidade era tida como um centro de menor importância no mundo maya, até a descoberta de sua relação com as mais poderosas Calakmul e Tikal.

As ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

As ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Foi no ano de 556 d.C que Tikal declarou guerra à Caracol e a derrotou. 6 anos mais tarde o Senhor das Águas de Caracol foi em busca de vingança e derrotou Tikal em uma guerra que foi responsável pelo período de declínio da poderosa cidade maya. Durante este período de quase 120 anos Tikal passou por uma diminuição populacional e teve um grande hiato na construção de novos monumentos.

Visitando as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Visitando as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


A pirâmide principal de Caracol conhecida como Caana é grandiosa! No topo dela se encontram os aposentos da família real e dos sacerdotes mayas, diferentemente de outros sítios onde as pirâmides eram usadas apenas para motivos cerimoniais. A cidade é uma das maiores em extensão, com aproximadamente 200km2. São em torno de 267 estruturas por quilômetro quadrado e entre elas 25 estelas, 28 altares, 250 enterros e 200 caches.

Detalhe das intrincadas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Detalhe das intrincadas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Um dos muitos altares nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Um dos muitos altares nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Como o sítio é mais retirado ele é também um dos menos visitados em Belize, o que faz a experiência ainda melhor. Entre árvores e pirâmides de pedras encontramos um campo de futebol da pequena vila montada dentro do sitio arqueológico. Uma grande árvore no A Group Plaza estava repleta de ninhos de um curioso pássaro, o montezuma oropendula, que para cantar quase dá uma cambalhota com seus pés presos ao galho! Seus ninhos têm mais de um metro de comprimento pendurados na árvore.

Ninhos de montezuma, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Ninhos de montezuma, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


No alto da árvore, um pássaro montezuma, com sua característica cauda amarela, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

No alto da árvore, um pássaro montezuma, com sua característica cauda amarela, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Enquanto observávamos os montezumas começamos a escutar os gritos dos bugios gritadores (howler monkeys). Seguimos seus gritos passando por uma alameda de arvores e estelas, e junto a outros turistas sortudos, ficamos observando os macacos por mais de 30 minutos, gritando sem descanso! Demais!

Um emocionante encontro com um barulhento bando de macacos bugil gritador, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Um emocionante encontro com um barulhento bando de macacos bugil gritador, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Um emocionante encontro com um barulhento bando de macacos bugil gritador, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Um emocionante encontro com um barulhento bando de macacos bugil gritador, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Localizada a 40 km de San Ignacio, a viagem para Caracol por si só já é uma aventura! O acesso é por uma estrada que corre paralela a fronteira com a Guatemala e por incidentes que ocorreram no passado com turistas, o governo oferece uma escolta militar de ida as 9h da manhã e no retorno as 14h.

A caminho das ruínas mayas de  Caracol, a famosa placa de lombada em forma de gente! (em Belize, quase na fronteira com a Guatemala)

A caminho das ruínas mayas de Caracol, a famosa placa de lombada em forma de gente! (em Belize, quase na fronteira com a Guatemala)


Escolta militar patrulha as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Escolta militar patrulha as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


A simpática escolta militar nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

A simpática escolta militar nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Nós fomos no nosso ritmo, encontramos a escolta já nas ruínas e retornamos pouco antes dela sair, sem problema algum. Na volta ainda paramos nos poços do Río On Pool, delicia para relaxar e se refrescar depois do dia de estrada e caminhada.

Delicioso banho de cachoeira em rio no caminho para as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Delicioso banho de cachoeira em rio no caminho para as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala



ATM Cave


Uma das caveiras de pessoas sacrificadas na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)

Uma das caveiras de pessoas sacrificadas na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)


A ATM, sigla para Actun Tunichil Muknal, significa a caverna do sepulcro de pedra. A caverna é um lugar sagrado para os mayas, que buscavam no inframundo o auxilio dos seus deuses durante os períodos mais difíceis de secas. Além das belíssimas formações e espeleotemas, encontramos reminiscências destes rituais feitos em honra ao Chaac, deus das águas, incluindo sacrifícios humanos! Um lugar único no mundo maya!

Espeleotemas na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)

Espeleotemas na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)


A visita dura em torno de 5 horas, pouco mais de 40 minutos de caminhada pela mata, cruzando rios e matas até a entrada da caverna. Entramos nela nadando em um pequeno poço do mesmo rio por onde iremos seguir caverna adentro. Lá, seus labirintos guardam imagens e formas impressionantes! Aos poucos os resquícios arqueológicos começam a aparecer, ferramentas de corte utilizadas para auto-mutilação pelos sacerdotes foram encontradas junto de vasos na sala do maiz. Feitas de obsidiana e jade, uma delas tem a forma de milho e pode ser vista ao longe.

Entrando na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)

Entrando na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)


Quanto mais entramos na caverna, mais complexos vão ficando os cerimoniais, inúmeros potes e jarros de cerâmica que carregavam alimentos, recolhiam a água e eram quebrados para espantar os maus espíritos. O preto da fumaça no teto, tanto dos incensos, quanto das áreas de cozinha indicam que os mayas ficavam ali por dias.

Potes e vasilhas mayas na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)

Potes e vasilhas mayas na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)


Nós vimos pelo menos 5 esqueletos no nosso caminho, mas já foram contados 14 pelos arqueólogos. Os mais impressionantes deles são o do bebê de 12 meses e o de sua mãe, que descansa inteirinho em um dos pontos mais distantes da caverna. Com a ajuda do guia entramos na realidade, entendemos o desespero pelo qual passava aquele povo, e como suas técnicas iam evoluindo conforme a seca se prolongava. Assim foi o final de várias das poderosas cidades-estado do Período Clássico, um momento de mudanças profundas para a Civilização Maya.

Esqueleto de mulher sacrificada na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)

Esqueleto de mulher sacrificada na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)


A visita a esta caverna só pode ser feita através de operadoras de ecoturismo que possuem o treinamento e a permissão para entrar na gruta. Entramos em um grupo com uma chinesa e um indiano que vivem nos Estados Unidos e um grupo de amigos belgas, que ao que tudo indica, foram os culpados por atrasar a saída do tour em mais de 2 horas. Nosso guia Francisco foi super atencioso e fez todas as explicações e suspenses dentro da caverna para entrarmos no clima.

Observando antigos potes mayas, no mesmo local onde foram encontrados, na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)

Observando antigos potes mayas, no mesmo local onde foram encontrados, na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)


Detalhe: Não é permitido o uso de câmera neste tour, pois alguns outros turistas descuidados acabaram quebrando (com suas câmeras) 2 dos crânios centenários dos pobres coitados que foram sacrificados ali. Ainda assim, são imagens inesquecíveis mesmo para os mais desmemoriados. A ATM Cave é imperdível para os apaixonados pela cultura Maya.

San Ignacio


Meninas se divertem no rio de San Ignacio, em Belize

Meninas se divertem no rio de San Ignacio, em Belize


A cidade de San Ignacio é uma das mais organizadas e orientadas ao turismo no país, mas ainda assim não possui muitos atrativos por si só, sendo somente uma boa base para explorar a região. Apenas andar pelas ruas bagunçadas, fazer um passeio pelo mercado popular no sábado e provar a culinária belizenha no favorito Hannah Restaurant já é suficiente.

Han-nah, nosso restaurante preferido em San Ignacio, em Belize

Han-nah, nosso restaurante preferido em San Ignacio, em Belize


Se você não está no clima de cidade de terceiro mundo como experiência antropológica e social, uma forma de se isolar um pouco da loucura urbana é hospedar-se em um dos vários hotéis e eco-resorts (caros) ou campings (baratos) nos arredores da cidade, às margens do rio.

O belo rio que divide San Ignacio em duas, em Belize

O belo rio que divide San Ignacio em duas, em Belize


Nós ficamos hospedados no centro, já que não queríamos gastar muito e precisávamos de internet. No hotel conhecemos Lili, John e seu pai, viajando de carro desde Washington DC ao Alaska e agora estão cruzando rumo ao Sul e eventualmente chegarão a Patagônia. Ele é fotógrafo, ela professora e participa da viagem nas suas férias e o pai aposentado é uma ótima companhia, bem falante e curioso. Sempre bacana encontrar outros viajantes expedicionários, jantamos juntos uma noite e trocamos muitas historias e experiências.

Mercado de San Ignacio, em Belize

Mercado de San Ignacio, em Belize


Rose Apple, um tipo de maçã aguada no mercado de San Ignacio, em Belize

Rose Apple, um tipo de maçã aguada no mercado de San Ignacio, em Belize


O movimentado mercado de San Ignacio, em Belize

O movimentado mercado de San Ignacio, em Belize


Fechamos aqui na região de Cayo a nossa viagem por Belize, um país muito rico e diverso culturalmente! Tivemos ótimas surpresas e muitos encontros especiais durante as nossas andanças: garifunas, velejadores, expats e locais que fizeram uma nova imagem de Belize em nossas mentes. Quando olharmos o mapa da América Central este cantinho meio britânico, meio caribenho, meio maya e meio garifuna nunca mais será o mesmo!

Entrando novamente na Guatemala, agora vindos de Belize

Entrando novamente na Guatemala, agora vindos de Belize

Belize, Caracol, San Ignacio-BEL, arqueologia, ATM Cave, Caracol, espeleologia, maya

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Glacier National Park

Estados Unidos, Montana, Glacier National Park

Ursa Grizzly e seu filho se alimentam ao lado de rio na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos

Ursa Grizzly e seu filho se alimentam ao lado de rio na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos


O Waterton - Glacier National Park foi o primeiro parque internacional da paz, criado em 1932 em um acordo entre os Estados Unidos e o Canadá. O nome é bem sugestivo sobre a sua origem, mas chega a ser quase propaganda enganosa para aqueles que esperam chegar aqui e verem, mesmo no verão, os glaciares. Eu não fui a única a imaginar o parque inteirinho branco e com certeza durante o inverno ele deve ficar muito mais parecido com a imagem sugerida.

Belíssimo entardecer no Lake McDonald, maior lago do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Belíssimo entardecer no Lake McDonald, maior lago do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Entrando no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Entrando no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


O seu nome tem origem na formação geológica dos vales e montanhas que compõe as paisagens do Glacier. Vales em formato de “U” são o primeiro indício da erosão feita pelos glaciares, que escorrem como rios de gelo carregando com eles pedras e todo o material mineral que compõe essas imensas montanhas. Ficam para trás vales, lagos e montanhas com formas suaves e arredondadas, brancas no inverno, verdes no verão, amareladas no outono.

Vegetação ao redor do Lake McDonald, maior lago do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Vegetação ao redor do Lake McDonald, maior lago do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


O parque possui 37 pequenos glaciares e ainda que não cubram toda a sua extensão, eles ainda fazem parte da sua paisagem. Digo “ainda”, pois infelizmente não se sabe por quanto tempo. As mudanças climáticas tem acelerado a retração dos glaciares, que estão localizados na alta montanha. O papel destes glaciares é fundamental no ciclo de vida da fauna e da flora do parque como conhecemos hoje.

Grande gelieira no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Grande gelieira no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Eles são a fonte de água para todo o ecossistema durante os meses secos do verão e estima-se que em 30 anos podem deixar de existir. No futuro as florestas verdes subirão as montanhas, não mais hostis para o seu desenvolvimento, ocupando o espaço da vegetação rasteira que é fonte de alimento para determinadas espécies. Estas terão que emigrar em busca de alimento e áreas mais frias, alterando assim toda a lógica da cadeia alimentar deste bioma. É incrível que ainda existam pessoas que não acreditem no aquecimento global. Viajando por estas áreas mais frias vemos que sim, este ciclo de aquecimento e esfriamento do globo é cíclico e natural. O que não é natural é que nós, seres humanos, possamos acompanhar a olhos vistos uma mudança que deveria acontecer em milênios, não em décadas!

A magnífica paisagem do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

A magnífica paisagem do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Para aqueles que têm tempo, a melhor forma de explorar a região é caminhando. O parque é imenso e oferece um sistema de trilhas de todos os tipos, níveis de dificuldade e paisagens. Picos e passos em altas montanhas, ao redor de lagos ou seguindo vales e cânions até lindas cachoeiras. Depende apenas da disposição e do tempo que cada um tem para explorar. O parque também oferece um sistema de transporte que corre entre os principais pontos de acesso para as trilhas, super prático inclusive para quem quer fazer circuitos encurtando ou somando mais de um roteiro.

Cachoeiras e montanhas em forma de pirâmide no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Cachoeiras e montanhas em forma de pirâmide no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Aos que tem pouco tempo para conhecer a região, como é o nosso caso, o programa mais comum é cruzar a estrada do parque apelidada de “Going to the Sun”. A estrada sobe toda a cordilheira de montanhas e tem o seu ponto mais alto a 2.025m de altitude no Logan Pass. No caminho mirantes, cachoeiras, pequenas trilhas e vários trekkers que pelo simples fato de estarem ali nos lembravam a cada minuto que deveríamos ter programado mais tempo! Enfim, não programamos por que temos um objetivo e este está cada vez mais próximo, chegar ao Alasca antes do inverno!

A estrada 'Going to the Sun', nas montanhas do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

A estrada "Going to the Sun", nas montanhas do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Atravessando as montanhas do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Atravessando as montanhas do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Sendo assim depois do ponto mais alto da estrada, escolhemos uma trilha de uma hora, para podermos pelo menos esticar as pernas e vermos mais de perto a natureza do Glacier. A trilha escolhida foi a St. Mary Falls, uma caminhada tranquila de uns 3 km até as cascatas de águas geladas.

Cachoeira de águas geladas no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Cachoeira de águas geladas no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Pela primeira vez, depois de muito pensarmos e discutirmos, achamos que seria prudente termos conosco um “bear spray”, spray de pimenta para nos proteger de um possível encontro mal sucedido com um grizzly pelas trilhas destes tantos parques nacionais por onde temos passado. O sentimento é engraçado, pois o medo de cruzarmos um urso em uma trilha e termos má sorte é tão grande quanto a vontade de encontrá-lo! Então, melhor estarmos garantidos. Na trilha, “urso” é o nosso tema preferido: em que tipo de floresta ele prefere ficar? Perto de pedras? Embaixo de troncos? Ou perto dos rios? Não sabemos, a única coisa que sabemos é que as placas dizem “Cuidado! Você está entrando em habitat de ursos. Uso de bear spray recomendado!”, senão obrigatório!

Cenário inspirador durante pequena trilha no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Cenário inspirador durante pequena trilha no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Voltamos à estrada e continuamos cruzando montanhas e lagos, agora já do outro lado da “triple divide”, divisor de águas tríplice que separa rios que correm para o Oceano Pacífico, para o Oceano Atlântico e para o Oceano Ártico! É um bom indício que estamos no caminho certo!

Muitos lagos de origem glacial no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Muitos lagos de origem glacial no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Às margens do St. Mary Lake conhecemos um motociclista canadense que fez a sua primeira viagem aos Estados Unidos. Trocamos informações e ideias sobre o nosso roteiro para o Canadá e ele acabou nos convencendo de conhecer também o lado canadense do parque. Saímos do Glacier em busca de um hotel na pequena vila de Babb, mas nada nos pareceu muito animador, então decidimos aproveitar as últimas horas de luz e voltamos ao parque, agora pela entrada do Many Glacier.

As luzes mágicas do entardecer na região de Many Glacier, no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

As luzes mágicas do entardecer na região de Many Glacier, no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Andamos menos de 15 quilômetros nesta estrada, antes mesmo de passarmos pelos portões do parque e encontramos um grupo de fotógrafos parados. Desci correndo conferir, achando que seria um alce ou elk. Quando olho para o rio, a minha reação foi automática, gritei a primeira sílaba para ao Rodrigo e logo me dei conta que não podia falar! Todos estavam no mais absoluto silêncio, só observando a mamãe grizzly e o seu filhote comendo folhas às margens do rio. Os primeiros ursos selvagens da nossa vida e damos de cara logo com dois grizzlies! Mãe e filhote a apenas 50m de distância!

Mamãe-urso se alimenta de berries na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos

Mamãe-urso se alimenta de berries na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos


Muito felizes com nosso primeiro encontro com ursos na natureza, na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos

Muito felizes com nosso primeiro encontro com ursos na natureza, na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos


Tudo fugia a qualquer regra ou situação pensada: mães com filhotes são o encontro mais perigoso! As mães ursas são super protetoras e não gostam que nenhum animal se aproxime da sua cria, muito menos uma dúzia de fotógrafos!

Urso adolescente acompanha sua mãe na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos

Urso adolescente acompanha sua mãe na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos


Todos estavam calados, só escutávamos os cliques afoitos de todas as máquinas. Mesmo todos estando em seu maior silêncio, podíamos escutar a euforia que tinham em estar ali, presenciando aquele momento raro para nós humanos e tão costumeiro na vida de dois ursos. Um momento mágico em que o tempo e o mundo pareciam ter parado só para observarmos este animal tão temido e tão adorado!

Ursa Grizzly e seu filho se alimentam ao lado de rio na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos

Ursa Grizzly e seu filho se alimentam ao lado de rio na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos


Depois de 15 minutos, todos continuaram lá enquanto eu fui arrastada pelo Rodrigo (que não me deixou nem pegar meu tripé!) para continuarmos parque adentro. Passamos a portaria ainda em estado de êxtase e quando chegamos ao lado do lodge, lá estão todos com suas máquinas apontadas para o alto da montanha. Olhamos e no alto, a uns 150 ou 200m estão agora 2 ursinhos e a mãe! Eles estavam meio escondidos pelo matagal, mas com o zoom da câmera consegui vê-los bem. A mãe grizzly com pelos meio dourados, um filhote com pelo marrom mais escuro e o outro praticamente loiro! Poderia ser um “spirit bear”, tipo raro de grizzly que tem todos os pelos bem claros. Lindos!!! Essas horas eu quero morrer de não ter uma lente com um zoom mais poderoso! 400, 500! Socorro!

Ursa com seu dois filhotes em montanha próxima ao hotel emo de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos

Ursa com seu dois filhotes em montanha próxima ao hotel emo de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos


Mamãe urso procura seus dois filhotes na relva alta na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos

Mamãe urso procura seus dois filhotes na relva alta na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos


Eu e os senhores fotógrafos levamos uma chamada da park ranger que disse estarmos fora da lei, andando sobre área restrita a ursos. Eu já estava saindo e logo entrei no carro, mas ela fez questão de falar com os senhores que ficaram para trás.

O charmoso hotel na região de Many Glacier, no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

O charmoso hotel na região de Many Glacier, no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


O céu parece em chamas no pôr-do-sol na região de Many Glacier, no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

O céu parece em chamas no pôr-do-sol na região de Many Glacier, no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Tentamos encontrar um quarto dentro dos lodges do Many Glacier, mas nenhum tinha vaga. Assim sendo, decidimos pegar estrada e cruzar a fronteira com o Canadá, rumo ao Waterton Village. Foram em torno de 80 km, chegamos pouco antes das 22h e só tivemos tempo de comprar um subway, nos acomodarmos no hostal e sonhar... com os ursos.

Cruzando a fronteira com o Canadá, ainda dentro do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Cruzando a fronteira com o Canadá, ainda dentro do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Montana, Glacier National Park, Animal, Bear, Montanha, urso

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Trâmites Portuários

Colômbia, Cartagena, Panamá, Colón, Cidade do Panamá

Alguns dos documentos requeridos ou processados para o  envio da Fiona da Colômbia ao Panamá

Alguns dos documentos requeridos ou processados para o envio da Fiona da Colômbia ao Panamá


Há duas formas de enviar o carro, ou por contêiner ou como carga solta, também conhecido como Ro-Ro. A princípio pensamos em fazer o transporte da Fiona por contêiner, nos diziam ser muito mais seguro. Porém, o preço é quase o dobro e aí teríamos que contratar um agente para fazer os trâmites, o que não diminuiria muito o nosso trabalho, pois precisamos estar presentes em todas as inspeções e definições no porto.

Instruções para o processo de envio da Fiona da Colômbia ao Panamá

Instruções para o processo de envio da Fiona da Colômbia ao Panamá


Do tal agente portuário, estamos esperando resposta até agora, com custos e opções. Se quiserem a indicação de alguém, Rodrigo conheceu uma agente no porto que pareceu agilizada. Embora não tenhamos contratado ela ajudou Rodrigo e Patrício nas idas e vindas entre a Sociedade Portuária e o Contecar.

Documento emitido no porto, um dos muitos no processo de envio da Fiona da Colômbia ao Panamá

Documento emitido no porto, um dos muitos no processo de envio da Fiona da Colômbia ao Panamá


Coloco abaixo uma planilha comparativa com as informações gerais. Deixando claro que esta foi a nossa experiência, para ajudar os que planejam esta viagem a ter uma noção de como funcionam as coisas. As regras podem mudar de uma hora para outra e tampouco somos especialistas em trâmites portuários. Aí vai:

TRANSPORTE DE UM CARRO ABAIXO DE 20m3
(Cubicagem média de uma van ou uma caminhonete tipo Fiona)

Dúvidas mais frequentesCarga SoltaContenedor1000dias
Empresa de CargasNaves ColômbiaSea Board MarineNaves Colômbia
Agente portuárioNão obrigatório. Se quer mesmo assim, custa em torno de US$ 165,00Agente obrigatório, honorário incluido no custo abaixo.Rodrigo Junqueira, vulgo maridão.
Tempo médios p/ trâmites (sem contar feriados e fds)4 dias4 dias11 dias
Quantos dias para ingressar o carro no porto?Dois dias antes do navio aportar.Pode-se ingressar antes, pagando a bodegagem dos dias excedentes.12 dias
Quanto tempo para o transporte?Depende do itinerário do navio, em geral 1 dia. Depende do itinerário do navio, em geral 1 dia. 1 dia
Quantos dias para desembaraçar o carro no Panamá?1 a 3 dias1 a 3 diasa confirmar
Seguro de Vida (com liberação da adm. portuária)Obrigatório. Custa em torno de 50 mil pesos para 3 dias na Liberty Seguros.Obrigatório. Custa em torno de 50 mil pesos para 3 dias na Liberty Seguros.Fizemos com Liberty por 2 dias e pedimos extensão por mais 3.
Custo de bodegagem no Contecar (primeiros 3 dias gratuitos)US$ 5,00 por dia (aprox.)Varia conforme o volume do conteiner.2 dias - 17 mil pesos
Inspeção DIANDia de entrada no porto.Dia de entrada no porto.17/nov
Inspeção Anti-NarcóticosDia de chegada do navio.Dia em que o carro é colocado no conteiner.Reagendada 3 vezes, feita no dia 20/11.
Nível de EstresseAltíssimoMédioSurreal
Pior que pode acontecerFurtos pequenos no veículo.Mais burocracia, por isso deve-se contratar o agente.Quase tudo!
Preço Médio (aproximado)US$ 900,00US$ 1.600,00US$ 900,00


DOCUMENTOS EMITIDOS NO PROCESSO

Documento colombiano da Fiona

Documento colombiano da Fiona



A sua primeira visita a Naves será bem esclarecedora e eles já lhe darão um papel com todos os procedimentos. Estes são os principais documentos emitidos durante o processo. É claro que para se chegar neles existem mais de um formulário que deve ser preenchido em cada etapa do processo, na Sociedade Portuária, DIAN e Contecar.

• Seguro de Vida - obrigatório para entrar nas dependências do porto.
• Inscrição do responsável do veículo no porto, com seguro de vida e documentação válida (passaporte) – irá liberar a entrada do responsável no porto.
• Documento de Autorização de Re-Exportação ou saída de veículo de turista (DIAN) – este é retirado com a apresentação do documento de Importação do Veículo já retirado na fronteira de entrada.
• Agendamento da inspeção do DIAN, retirado junto da autorização de re-exportação.
• Agendamento da inspeção Anti-narcóticos um dia antes da chegada do buque.
• Bill of Lading – documento que comprova o envio do carro, pagamento do frete e os impostos. Será emitido após o pagamento do frete e com o carro embarcado. Imprescindível para a retirada do carro no Panamá.

O tão desejado 'Bill of Laden', documento vital para envio da Fiona da Colômbia ao Panamá

O tão desejado "Bill of Laden", documento vital para envio da Fiona da Colômbia ao Panamá



GLOSSÁRIO PORTUÁRIO CARTAGENERO

Ro-Ro - "Roll in, Roll out" - traduzindo carro é dirigido para dentro e para fora do barco.
Contenedor – contêiner, aquela caixa grande de ferro feita para transporte de mercadorias.
Buque - Navio que levará seu carro.
Bill of Lading - Papel de Embarque, nosso amigo "Binladen".
Naviera - Companhias donas dos navios.
Cubicage - Metragem cúbica do seu carro - Altura x Comprimento x Largura.
Bodegage - Armazenagem.
Contecar - Porto a 15 km do centro antigo.
Sociedad Portuária - Sede admintrativa do porto em Manga, há 2 km do centro antigo.
El buque vá retrasar - Tudo aquilo que você não quer ouvir.
El buque fue cancelado - Fodeu! Espere o próximo navio.

A Fiona muda de navio para viajar ao Panamá

A Fiona muda de navio para viajar ao Panamá


As últimas dicas que posso dar é que vocês verifiquem com a companhia naviera que fará o seu transporte, qual é a próxima data disponível, antes de ir à Cartagena. Nós ficamos 12 dias lá não só por atrasos dos buques e festas, mas também por não ter feito esta ligação. Assim vocês poderão ficar uns dias a mais em Mompós, Medellin ou mudar o roteiro sem grandes problemas. É válida a tentativa de reserva de espaço no buque por email ou telefone, garantindo que não perderão a viagem por falta de espaço. Cheguem com pelo menos 5 dias úteis de antecedência na cidade e garantam que não há nenhum feriado no período. Se algo der errado, que não seja por falta de tempo. Espero que as informações acima tenham ajudado no planejamento da próxima aventura. No mais só posso desejar uma ótima viagem e que voltem com muitas histórias para nos contar!

Colômbia, Cartagena, Panamá, Colón, Cidade do Panamá, Cartagena de Índias, Contecar, Crossing to Colombia, Naves Colombia, Panamá

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Punta Gallinas

Colômbia, La Guajira

Meio de transporte na península de La Guajira, na Colômbia

Meio de transporte na península de La Guajira, na Colômbia


Acordamos com os primeiros raios da manhã, a noite fria do deserto dava espaço a mais um dia quente e ensolarado na península de La Guajira. Um banho frio para acordar e um desayuno típico com arepa de farinha e ovos mexidos e estávamos prontos para colocar o pé na estrada novamente!

Café da manhã na península de La Guajira, na Colômbia

Café da manhã na península de La Guajira, na Colômbia


Café da manhã com o Marco e a Elisiana, nossos amigos italianos, num rancho no norte da península de La Guajira, na Colômbia

Café da manhã com o Marco e a Elisiana, nossos amigos italianos, num rancho no norte da península de La Guajira, na Colômbia


Enquanto nos preparávamos para sair, várias mulheres e crianças chegavam ao rancho, que servia de base para o atendimento de dentistas que vieram da capital. Eles vêm uma vez ao mês ou mais, trazem todo o consultório móvel e atendem as famílias wayuus da região. Lindo trabalho!

sertão do Brasil? Não! Península de La Guajira, na Colômbia

sertão do Brasil? Não! Península de La Guajira, na Colômbia


A mais bela e sábia das árvores, na península de La Guajira, na Colômbia

A mais bela e sábia das árvores, na península de La Guajira, na Colômbia


Despedimos de Elisiana e Marcos com promessas de visitas, no Brasil e na Itália, para mostrarmos o melhor de nossa terra aos nossos novos amigos! Eles partiram de barco pela Baía Hondita e nós de Fiona rumo à Punta Gallinas, a ponta mais ao norte da América do Sul!

Braço de mar ao lado de nosso rancho na península de La Guajira, na Colômbia

Braço de mar ao lado de nosso rancho na península de La Guajira, na Colômbia


No caminho mais deserto, caatinga, praias e finalmente o Oceano Atlântico, mais conhecido por aqui como Mar do Caribe. A praia deste litoral é rodeada por corais, as areias graúdas tem forma de pequenos grãos de arroz e o mar revolto faz o espetáculo de splashes nos arrecifes.

A Fiona no topo da América do Sul, em Punta Gallinas, península de La Guajira, na Colômbia

A Fiona no topo da América do Sul, em Punta Gallinas, península de La Guajira, na Colômbia


Exatamente no ponto mais ao norte da América do Sul, em Punta Gallinas, península de La Guajira, na Colômbia

Exatamente no ponto mais ao norte da América do Sul, em Punta Gallinas, península de La Guajira, na Colômbia


O marco geográfico está sinalizado por um farol que mais parece uma antena e uma construção caindo aos pedaços, que ao menos possui um simpático mapa em pintura livre para nos lembrar aonde viemos parar.

O farol que marca o início da América do Sul, em Punta Gallinas, península de La Guajira, na Colômbia

O farol que marca o início da América do Sul, em Punta Gallinas, península de La Guajira, na Colômbia


1000dias chega à Punta Gallinas, península de La Guajira, na Colômbia, o ponto mais ao norte da América do Sul

1000dias chega à Punta Gallinas, península de La Guajira, na Colômbia, o ponto mais ao norte da América do Sul


Tina e Marcos acabavam de chegar por ali para o seu café da manhã. Tiveram muito vento no acampamento na praia de Baía Hondita e acabaram saindo mais cedo do que imaginavam. Agora sim nos despedimos do casal de aventureiros suíços, eles seguirão para o sul via Bucaramanga, enquanto nós iremos cruzar para a Venezuela, mas algo me diz que nossos caminhos ainda irão se cruzar!

O Marco e a Tina saboreiam seu café da manhã na sombra do farol de Punta Gallinas, península de La Guajira, na Colômbia, ponto mais ao norte da América do Sul

O Marco e a Tina saboreiam seu café da manhã na sombra do farol de Punta Gallinas, península de La Guajira, na Colômbia, ponto mais ao norte da América do Sul


Começamos o nosso caminho de volta, passamos novamente pelo mirante da Bahía Honda e suas ilhas e algumas horas depois chegamos à cidade de Cabo de la Vela. Uma comunidade de pescadores que vive em suas casas e pátios internos para se proteger do vento que sopra constantemente nas águas rasas deste litoral. Estes mesmos ventos atraem praticantes de kite e windsurfe, a baía rasa tem as condições perfeitas para o esporte.

O mar azul de Cabo de La Vela, litoral ocidental da península de La Guajira, na Colômbia

O mar azul de Cabo de La Vela, litoral ocidental da península de La Guajira, na Colômbia


Os wayuus sabem disso e já vemos mais estrutura turística por aqui, algumas pousadas e restaurantes simpáticos que servem PFs deliciosos de peixe fresco (o de hoje foi barracuda), arroz, patacones e pepinos, especialidades da culinária local.

Nossos guias, Edwin e Alex, na península de La Guajira, na Colômbia

Nossos guias, Edwin e Alex, na península de La Guajira, na Colômbia


Lutando contra o vento e o calor, nos refrescamos no mar e logo estamos prontos para conhecer o cartão postal da região, o Pilón de Azúcar. Uma montanha de uns 150m de altura estrategicamente localizada entre praias e baías com uma das vistas mais lindas da península.

A incrível beleza da paisagem vista do topo do Pilón de Azucar, perto de Cabo de La Vela, litoral ocidental da península de La Guajira, na Colômbia

A incrível beleza da paisagem vista do topo do Pilón de Azucar, perto de Cabo de La Vela, litoral ocidental da península de La Guajira, na Colômbia


O Pilón de Azúcar tem um significado muito especial pra os wayuus, que acreditam que as nossas almas quando morrem passam por ali. Talvez por isso no topo esteja a estátua da Virgem (não me pergunte qual delas), na interessante mistura da cultura local com a religião dominante neste povo desde os tempos coloniais.

Imagem da Virgem no topo do Pilón de Azucar, perto de Cabo de La Vela, litoral ocidental da península de La Guajira, na Colômbia

Imagem da Virgem no topo do Pilón de Azucar, perto de Cabo de La Vela, litoral ocidental da península de La Guajira, na Colômbia


A nossa jornada à Punta Gallinas chegou ao fim e agora podemos responder: o que o ponto mais ao norte da América do Sul tem de especial? O caminho para chegar até lá. As pessoas, a cultura, as paisagens e uma América diferente de tudo o que já vimos e que como sempre continua a nos surpreender.

Punta Gallinas, península de La Guajira, na Colômbia, o ponto mais ao norte da América do Sul

Punta Gallinas, península de La Guajira, na Colômbia, o ponto mais ao norte da América do Sul

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