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SHUFFLE Há 1 ano: Maranhão Há 2 anos: Maranhão

O caminho é a viagem

Brasil, São Paulo, São Carlos, Carlos Botelho

Paisagem do Parque Carlos Botelho no estado de São Paulo

Paisagem do Parque Carlos Botelho no estado de São Paulo


Aproveitamos as mudanças todas para fazer um roteiro diferente até Ribeirão e fazer do caminho a nossa viagem. Fomos conhecer o tão esperado Parque Estadual Carlos Botelho. A Secretaria de Turismo de São Paulo tem mesmo investido na infra-estrutura e divulgação dos parques no estado, comunicação visual super alinhada e com um conteúdo sobre meio-ambiente muito bacana. Nós descobrimos este quando chegamos ao PETAR e recebemos os folhetos de lá, o Ro já queria ter conhecido no dia em que fizemos o rapel na cachoeira Arapongas.

O PECB, Parque Estadual Carlos Botelho, acolhe uma área de reserva de mata atlântica intocada com uma das maiores populações dos macacos mono-carvoeiros, considerado um dos maiores primatas das Américas! Para percorrê-lo pode-se escolher entre diversas trilhas que variam de 2 até 14km de caminhadas e nos levam para atrações como a Figueira de quase 100 anos, cachoeiras no Rio Taquaral, etc.

Placa informativa no Parque Estadual de Carlos Botelho, núcleo Sete Barras, em São Paulo

Placa informativa no Parque Estadual de Carlos Botelho, núcleo Sete Barras, em São Paulo


Neste período o parque fica muito movimentado devido às comemorações religiosas em homenagem à Bom Jesus de Iguape, que acontecem em Iguape, litoral sul de São Paulo. São centenas de romeiros que caminham pela estrada parque que cruza o PECB vindo das cidades próximas, São Miguel do Arcanjo, Capão Bonito e outras, em direção ao litoral.

Placa informativa no Parque Estadual de Carlos Botelho, núcleo Sete Barras, em São Paulo

Placa informativa no Parque Estadual de Carlos Botelho, núcleo Sete Barras, em São Paulo


Subindo mais um pouco passamos por São Carlos, conhecer a casa da minha cunhada. A Lalau e o Gera, seu marido, se mudaram para lá este ano e ainda não conhecíamos a casa. Fomos muito bem recebidos, um tira-gosto direto de Poços de Caldas e uma ótima prosa, como sempre com assuntos interessantíssimos.

Casa da Lalau e do Gêra em São Carlos - SP

Casa da Lalau e do Gêra em São Carlos - SP


Mais um pouquinho e estamos em Ribeirão, matando as saudades dos pais, sobrinhos, irmãos e primos... Ah! Isso sem falar do calor e do sol, também fazem uma falta! Um dia maravilhoso, mesmo com tantos entreveros conseguimos fazer do caminho a nossa viagem.

Vejam mais informações sobre o parque Estadual no link abaixo: http://www.ambiente.sp.gov.br/destaque/pqe_carlosbotelho.htm

Brasil, São Paulo, São Carlos, Carlos Botelho, Estrada, macacos, Parque, Parque Estadual Carlos Botelho

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Bar Harbor, Baleias e Puffins

Estados Unidos, Maine, Bar Harbor

Fotografando baleias no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Fotografando baleias no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


Mount Desert Island foi assim batizada por seu descobridor francês Samuel de Champlain´s como Île des Monts Déserts, por suas montanhas despidas de qualquer vegetação. A pronúncia correta do nome, no entanto, acaba sendo uma incógnita: “DÉH-zert” em inglês ou no afrancesado “De-ZERT”, mais parecido com sobremesa. Independente de como se pronuncia o seu nome, o fato é que a segunda maior ilha da costa leste americana é uma das grandes atrações turísticas do estado do Maine, apelidado carinhosamente de “Vacationland”.

Pier em Bar Harbor, no Maine, nos Estados Unidos

Pier em Bar Harbor, no Maine, nos Estados Unidos


No verão suas cidadezinhas charmosas ficam lotadas de turistas em busca de atividades culturais, bons restaurantes, bares e tudo isso em meio a uma natureza pujante, com atividades para todas as idades e disposições.

Coleção de placas em restaurante de Bar Harbor, no Maine - Estados Unidos

Coleção de placas em restaurante de Bar Harbor, no Maine - Estados Unidos


Hoje nós nos dividimos, eu e Bebel entramos em um whale watching tour e o Rodrigo voltou ao parque nacional subir mais algumas montanhas. O tour de avistamento de baleias saiu às 8 horas da manhã em um grande catamarã, acompanhado de biólogos especializados em baleias e pássaros, que nos ajudaram a encontrar as gigantes desses mares gelados.

Farol em ilhota do Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Farol em ilhota do Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


É sempre bacana mudar a perspectiva e ver o mundo por outro ângulo. Do alto da montanha, da costa, do porto, ao norte e ao sul e agora do mar. Toda a linha costeira que vimos ontem da Loop Road no parque, agora vemos do mar, ainda mais bonita e imponente. A praia, as encostas de pedra avermelhadas e as boias das armadilhas de pesca da região que é a maior produtora de lagostas dos Estados Unidos.

Comendo lagosta em Bar Harbor, no Maine - Estados Unidos

Comendo lagosta em Bar Harbor, no Maine - Estados Unidos


Passamos pelos famosos Faróis do Maine, construídos em atóis de pedras para sinalizar o perigo aos barcos e antigos navios que chegavam a estas terras. A viagem é mais longa do que imaginávamos e o vento frio da costa logo sobrepõe o calor do sol e nos faz lembrar que estamos na maior latitude já alcançada de carro nesta expedição. Abraçadinhas para nos proteger do vento, eu e Bebel seguimos em direção à primeira parada do passeio, a ilha de Petit Manan.

Farol em ilhota do Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Farol em ilhota do Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


A ilha foi escolhida pelos puffins, primos dos papagaios de asas curtas e bicos coloridos, como sua nova casa há pouco tempo. Um projeto para reestabelecer a população deste pássaro que havia desaparecido da costa do Maine os trouxe para a região. Os biólogos, porém, acreditavam que eles iriam escolher outras ilhas, os soltaram e eles desapareceram. Eis que alguns meses depois os encontram aninhando e se reproduzindo aqui, nesta ilha.

Puffins nadam no mar do Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Puffins nadam no mar do Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


São centenas de puffins pescando e cuidando de suas crias tão especiais: um único ovo e um único filhote são o resultado de cada temporada de reprodução. Não é a toa que os pais são muito mais do que corujas e não deixam seu filhote sozinho em momento algum.

Gaiovotas sobrevoam ilhota no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Gaiovotas sobrevoam ilhota no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


Não é permitido o desembarque na ilha, por motivos óbvios, agora ela é propriedade privada dos puffins, um refúgio da vida selvagem. Apenas uma equipe especial tem permissão para desembarcar e fazer a manutenção do segundo maior farol do Maine. O capitão do nosso barco se desdobrou em manobras para nos colocar o mais próximo possível dos nossos pequenos amiguinhos.

Os pequenos Puffins, em ilha no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Os pequenos Puffins, em ilha no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


A próxima parada é o Golfo do Maine, região onde o avistamento de baleias tem sido mais comum nas últimas semanas. Uma hora com o motor a todo vapor rumo ao alto mar. Um nevoeiro coloca em risco o sucesso do nosso passeio, mas logo enxergamos a onda de algas e plânctons, que atraem crustáceos e formam a dieta preferida das baleias.

Avistamento de baleias no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Avistamento de baleias no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


O céu azul voltou a aparecer e a nossa primeira jubarte despontou no horizonte. Lá foi o capitão se colocar ao lado da imensa baleia, identificada pelos biólogos minutos depois como uma visitante frequente dessas águas. Na última temporada ela foi avistada com um filhote e desta vez retorna sozinha a caminho da Antártida. No total conseguimos avistar 3 jubartes diferentes, mas não tivemos a sorte de ver uma minke ou uma fin-whale, também comuns na região. O passeio vale à pena e com sorte até baleia-azul pode ser encontrada.

Baleia esguicha no mar do Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Baleia esguicha no mar do Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


A única dica para aproveitar bem o tour é tomar um café da manhã bem leve e, se é da minha turma que enjoa no mar, tomar um remédio para enjoo pelo menos 40 minutos antes de entrar no barco. Vai por mim, mais da metade dos passageiros enjoou e o resultado acaba sendo ruim tanto para quem enjoa quanto para quem presencia a cena.

Observando Puffins em ilhota no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Observando Puffins em ilhota no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


No barco de avistamento de baleias, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

No barco de avistamento de baleias, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


Quando voltamos do tour encontramos Rodrigo, ainda suado das suas trilhas no Acadia National Park. Ele estava bem feliz e faceiro, pois conseguiu unir a Precipice Trail e a Behive em uma travessia especial, passando por um lago para se refrescar.

Vista do alto da Precipice Mountain, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Vista do alto da Precipice Mountain, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


caminhando na ponte de areia formada na maré baixa, conectando Bar Harbor e a ilha em frente, em Maine, nos Estados Unidos

caminhando na ponte de areia formada na maré baixa, conectando Bar Harbor e a ilha em frente, em Maine, nos Estados Unidos


Aproveitamos e atravessamos a barra de areia que emerge na maré baixa, fazendo uma passagem natural à Bar Island, de onde temos uma bela vista do porto de Bar Harbor. O Rodrigo ainda teve coragem de entrar na água gelada e tirar o mar do litoral norte dos Estados Unidos da sua lista de pendências. A tarde foi mais tranquila, já que padrinho e sobrinha preguiçosos não toparam sair de caiaque ao redor das Porcupine Islands.

A longa ponte de areia formada na maré baixa, conectando Bar Harbor e a ilha em frente, em Maine, nos Estados Unidos

A longa ponte de areia formada na maré baixa, conectando Bar Harbor e a ilha em frente, em Maine, nos Estados Unidos


Enfrentando os 15 graus do mar em Bar Harbor, em Maine, nos Estados Unidos

Enfrentando os 15 graus do mar em Bar Harbor, em Maine, nos Estados Unidos


O final da tarde foi no centro da cidade de Bar Harbor, a mais agitada da ilha. Na primeira noite logo encontramos uma apresentação de música clássica na praça central, onde famílias e casais da melhor idade se reuniram com suas cadeiras e toalhas de piquenique para aproveitar a noite quente.

Banda se apresenta no coreto da praça de Bar Harbour, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Banda se apresenta no coreto da praça de Bar Harbour, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


As lojinhas de brinquedos e souvenirs eram o principal atrativo para nossa querida sobrinha Bebel, enquanto eu e o Rodrigo nos divertíamos mais no bar irlandês na esquina do porto, ouvindo a música celta tocada em um violino folk pela filha acompanhada do pai, um mestre das guitarras e violões.

Jantando em restaurante de Bar Harbour, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos

Jantando em restaurante de Bar Harbour, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos


Um final de semana pode ser o suficiente para você se apaixonar pela Mount Desert Island, mas certamente não será o bastante para explorar todas as belezas naturais, trilhas e atrações que ela oferece.

Pai e filha dão show de música celta em pub irlandes em Bar Harbor, em Maine, nos Estados Unidos

Pai e filha dão show de música celta em pub irlandes em Bar Harbor, em Maine, nos Estados Unidos


Jantando em pub irlandes em Bar Harbor, em Maine, nos Estados Unidos

Jantando em pub irlandes em Bar Harbor, em Maine, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Maine, Bar Harbor, Acadia National Park, Baleia, parque nacional

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Praia e restinga carioca

Brasil, Rio De Janeiro, Rio de Janeiro

Os Dois Irmãos, no Leblon, Rio de Janeiro - RJ

Os Dois Irmãos, no Leblon, Rio de Janeiro - RJ


O Rio nos inspira a ter uma vida saudável! Eu estava louca para dormir até tarde, tirar o atraso do sono, no entanto acordei sozinha pouco antes da Íris nos convidar para ir à praia, tomar um banho de mar logo cedo. É claro que levantamos e lá fomos nós, acordar e curar qualquer resquício do chopp do Jobi nas águas geladas do Leblon. É uma delícia pegar praia logo cedo, praia vazia, aquele ar fresco da manhã, sol na temperatura ideal. Curtimos a praia em família, Pedro, Íris, Bebel, eu, Ro e até a Mel, cãzinha figura.

Bebel entrando no mar do Leblon, Rio de Janeiro - RJ

Bebel entrando no mar do Leblon, Rio de Janeiro - RJ


Durante a tarde fomos à Prainha, uma das praias preferidas dos surfistas e artistas globais, onde os papparazzis fazem a festa nos finais de semana. Chegamos lá já eram quase 15h, mas pudemos aproveitar um pouco do sol mais saudável do dia, lendo e descansando.

Lendo um pouquinho na Prainha, final de tarde (Rio de Janeiro - RJ)

Lendo um pouquinho na Prainha, final de tarde (Rio de Janeiro - RJ)


Uma hora mais tarde seguimos em direção à Grumari, procurando o restaurante do Bira, famoso por seus deliciosos pratos e vista belíssima que tem para a Restinga de Marambaia. A estrada que sai da prainha para Grumari está em reforma, pois teve diversos deslizamentos de terra, mas encontramos um caminho que seguia por dentro até Guaratiba, atravessando a montanha. A região é conhecida pelos diversos restaurantes de frutos do mar. Depois da Barra, seguindo em direção à Grumari não será difícil encontrar, é só seguir as placas que indicam “restaurantes”. Começamos a ter a vista maravilhosa com o sol se pondo e nós ansiosos por encontrar o tal do Bira, infelizmente foi só chegando lá que descobrimos que ele só abre de 5ª a domingo. Já tínhamos uma segunda indicação, caso isso acontecesse, o restaurante da Tia Palmira, mãe do Bira. Novamente demos com os burros n´água... estava fechado. Procurando por lá e assuntando com os moradores foi que descobrimos o Quintal da Praia, pouco antes do morro de Grumari. Aproveitamos nosso final de tarde, comendo um delicioso risoto de camarão, nossa “almojanta” do dia. Acabei tendo que relaxar e deixar o salto de asa delta para outro dia, mas desta vez não sairei do Rio sem saltar!

Final de tarde na Marambaia, no Rio Janeiro - RJ

Final de tarde na Marambaia, no Rio Janeiro - RJ


Retornamos apostando quanto tempo levaríamos. O GPS disse 40 minutos, o Rodrigo 1 hora e eu calculei que levaríamos 1h30. Fizemos todo o caminho no contra-fluxo dos moradores da Barra que vinham do centro e zona sul, mas quando chegamos ao túnel Zuzu Angel o trânsito parou e quem acertou? Euzinha, infelizmente... Sendo assim, o cansaço bateu, resolvemos ficar mais quietinhos em casa. Compartilhamos com Pedro e Íris um jantar delicioso que ela nos preparou e fomos dormir, afinal essa vida saudável não é fácil!

Brasil, Rio De Janeiro, Rio de Janeiro, Capital, cidade, Família, Praia

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Farol de São João

Brasil, Maranhão, Ilha de Lençóis

Mangue seco e lagoas na praia do Farol de São João, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Mangue seco e lagoas na praia do Farol de São João, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Nosso plano era irmos embora amanhã cedo, já tínhamos até hotel marcado em Belém. Assuntamos na vila e soubemos que o barco do Seu Mário poderia sair no domingo. Aqui em Lençóis as coisas têm tempo próprio, é difícil impor ritmo ao que já está no tempo certo, natural. Conversamos com Seu Mário, dono da venda e único barco que faz transporte de passageiros entre a ilha e o continente com certa regularidade. Ele ainda estava decidindo se iria amanhã no final da tarde ou segunda-feira cedo. Decidiu-se por segunda, junto com a maré. Embora tentemos nos ater ao nosso planejamento, em alguns lugares contratempos como estes são bem vindos.

Caminhada para o Farol de São João, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Caminhada para o Farol de São João, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Tivemos que encontrar algum outro programa para o dia de hoje, o que não falta por aqui para pessoas com disposição de andar e apaixonadas pela natureza. Já havíamos explorado bem a Ilha de Lençóis, então hoje foi o dia de visitarmos a vizinha, conhecida como Ilha de São João. São quilômetros de praia até chegarmos ao Farol de São João, passando apenas por palafitas de pescadores, usados como moradia ou apenas como ranchos de pesca.

Abrigo de pescadores na praia do Farol, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Abrigo de pescadores na praia do Farol, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Atravessamos o canal na baixa da maré, queríamos ir nadando, mas todos alertam as forças da correnteza, tanto na vazante quanto na entrante. Sendo assim atravessamos de canoa mesmo e assim garantimos as fotos do dia mais ensolarado da semana!

Correndo para as lagoas nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Correndo para as lagoas nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Caminhamos durante uma hora e meia a passos largos para chegar ao farol. Cruzamos no caminho uns 4 pescadores, praia movimentada hoje. Em toda a sua extensão encontramos novamente as redes de pesca fixadas para aproveitar a maré. Toda esta região é uma Reserva Ambiental Extrativista, muito rica em peixes de toda qualidade, tainha, corvina, xaréu, robalo, cação, é uma fartura só. Só imagino o que aconteceria se não fosse uma reserva, as grandes empresas pesqueiras estariam aqui acabando com o trabalho e a cultura dessa gente.

Pescadores atravessam terreno alagadiço, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Pescadores atravessam terreno alagadiço, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


O Farol fica em uma baixa, perto das dunas e próximo a um igarapé. Propriedade da Marinha Brasileira, “entrada proibida”, mas liberada pelos pescadores que encontramos. Eles carregavam sua pesca para o barco aportado no igarapé ao fundo, conhecido como Porto do Farol. A pequena vila parecia estar abandonada, reside ali apenas uma quantidade descomunal de muriçocas, pragas e insetos hematófagos. Não é a toa que o faroleiro e sua família não estavam.

O farol de São João, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

O farol de São João, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Foi descermos da duna que fomos atacados, pegos completamente de surpresa! 10 picadas em 30 segundos! Por aí, calculo que ficamos na vila no máximo 3 minutos, matamos um bocado deles, mas não o suficiente para nos aliviar. Foi aí que entendemos também por que os pescadores correram tanto carregando o peixe para o barco, não era o peso das caixas de peixe, mas sim as picadas das muriçocas!

Pescadores carregam o fruto do trabalho, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Pescadores carregam o fruto do trabalho, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Voltamos acelerados para as dunas, a salvo das pragas e com uma nova amiga, uma cadela fofa e tetuda. Ela nos acompanhou neste trecho da caminhada e no banho de lagoa de água doce, mas não quis caminhar os 7km de volta até Lençóis. A maré ainda mais baixa deixou a floresta morta ainda mais destacada.

Até o cão se impressiona com a vista! (nas Reentrâncias Maranhenses - MA)

Até o cão se impressiona com a vista! (nas Reentrâncias Maranhenses - MA)


Foram pouco mais de 3 horas de caminhada e o canal estava ainda mais seco. As duas ilhas praticamente se unem na maré baixa, bem por onde o Rodrigo resolveu atravessar a nado. Voltei remando com Lailson, mas a certa altura, não agüentei e também pulei na água. A Nikon que me desculpe, mas ela vai ter que aprender a nadar.

Remando de volta para a Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Remando de volta para a Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Tomamos um banho de cuia delicioso, pois a água do chuveiro estava quente. Num dia de sol como hoje ela é aquecida naturalmente na caixa d´água. Banho de cuia para despedir, almoço de despedida, já começamos a ficar com saudades...

Tomando banho de balde na pousada na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Tomando banho de balde na pousada na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


À noite fizemos nossa via sacra, passamos no Seu Mário para confirmar o retorno, no Bar do Martins para despedir das crianças, deixamos os gêmeos na Doza e fomos para casa, caminhando pelas ruas de areia, dando um alô para as cabras já com vontade de ficar.

Os gêmeos Michael e Michaela, nossos companheiros de todas as noites no bar do Martins, na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Os gêmeos Michael e Michaela, nossos companheiros de todas as noites no bar do Martins, na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Brasil, Maranhão, Ilha de Lençóis, Dunas, ilha, ilha São João, Praia, Reentrâncias Maranhenses

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Viajando no Solimões

Brasil, Amazonas, Tefé, Coari

O barco que nos levará até Manaus se enche de redes, ainda em Tefé, no Amazonas

O barco que nos levará até Manaus se enche de redes, ainda em Tefé, no Amazonas


Tefé, a “Princesinha do Solimões”, está no coração da Amazônia há 575 km de Manaus e possui uma população de aproximados 62 mil habitantes. A 6ª maior cidade do estado está localizada em uma das principais regiões pesqueiras do Amazonas e por isso tem como ponto forte em sua economia a pesca. Um passeio pelo mercado público é uma ótima forma de conhecer as espécies amazônicas preferidas dos teefenses, principalmente tambaquis e pirarucus.

Bem cedo e os pescadores começam a chegar a Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas

Bem cedo e os pescadores começam a chegar a Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas


Ao lado do rio, o mercado de Tefé, no Amazonas

Ao lado do rio, o mercado de Tefé, no Amazonas


Sua história remonta ao período colonial e às missões jesuíticas de evangelização das tribos tupebas que já habitavam a região. As missões foram fundadas por espanhóis, mas os portugueses descumpriram o Tratado de Tordesilhas e disputaram a região. A vitória portuguesa em 1709, fez com que os índios se refugiassem nas matas e a cabeceira do Rio Tefé, área onde hoje está o município.

De barco, chegando de volta à Tefé, no Amazonas

De barco, chegando de volta à Tefé, no Amazonas


A praça central, o mercadão e o movimentado porto confirmam a importância econômica regional desta cidade, que além de ter lojas de comércio de bens de consumo, também é a sede de instituições financeiras da região, além de quartel militar das Forças Armadas, Polícia Federal e outras entidades governamentais e não governamentais, como o Instituto Mamirauá. Porta de entrada para a Reserva Sustentável do Mamirauá, Tefé possui vôos diretos de Manaus pela TRIP e pela TAM.

Igreja matriz de Tefé, no Amazonas

Igreja matriz de Tefé, no Amazonas


Outra forma de chegar e sair de Tefé é pelos barcos regionais que percorrem o Rio Amazonas parando de porto em porto no maior rio do mundo! Mais do que encontros com a vida selvagem ou a pesca da piranha, amarrar a sua rede em um dos andares do barco, deitar e ver o rio passar sem dúvida é uma das experiências mais autênticas no Amazonas.

Nosso barco para descer o Rio Solimões, ainda em Tefé, no Amazonas

Nosso barco para descer o Rio Solimões, ainda em Tefé, no Amazonas


As cidades ficam de 3 a 5 horas de navegação distantes umas das outras em um lugar onde os rios são as estradas e os barcos o único meio de transporte. Assim o povo daqui não tem outra opção senão ser paciente, amarrar sua redinha, deitar e se acostumar com um outro ritmo de vida.

Entre muitas redes, diversão ao celular, no barco em Tefé, no Amazonas

Entre muitas redes, diversão ao celular, no barco em Tefé, no Amazonas


Imaginem se alguém está doente? Pois este foi o caso da Elaine, enfermeira de 35 anos, que viajava com a sua filha Luiza de 12 anos. Elaine foi minha vizinha de rede e comentava sobre a dificuldade de conseguir um horário com o médico especialista. Na cidade em que mora e trabalha só tem atendimento de clínico geral, para fazer o exame e consultar um especialista é uma dificuldade não só para conseguir marcar um horário (dali um mês), como para chegar até lá. Imaginem se o médico não aparece? Aí ela já passou 3 dias pendurada no barco para ir, mais 4 dias para voltar, afinal rio acima é sempre mais demorado.

Trânsito intenso de motocicletas na cidade de Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas

Trânsito intenso de motocicletas na cidade de Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas


Logo atrás de nós estava uma outra moça grávida do seu quinto filho! Um baita barrigão de 8 meses, dois filhos pequenos viajando com ela e os outros dois com os avós. Os filhos são de 2 maridos diferentes, um que não prestava nada, o segundo é militar, então não pôde acompanhá-la por tanto tempo. Ela já estava se mudando para Manaus, onde dará a luz, já que na sua cidade as condições do hospital eram muito ruins e ela não confiaria em fazer a laqueadura com o médico de lá. Ela deverá ficar em Manaus por pelo menos um mês já que a gravidez dela estava complicando por problema de pressão. Já imaginaram se essa criança resolve nascer agora, ali?

Menina se despede de Tefé, antes da partida para Manaus, no Amazonas

Menina se despede de Tefé, antes da partida para Manaus, no Amazonas


Já havíamos percorrido o percurso entre Manaus e Santarém, barcos maiores e lotados, fizemos amizades, mas dormirmos dentro do carro que também estava sendo transportado no mesmo barco. Dessa vez nós chegamos cedo para garantir um bom lugar, com espaço e uma vista bonita. A primeira noite até que conseguimos nos esticar, mas no caminho o barco foi lotando e fomos sendo obrigados a nos apertar cada vez mais, quando vimos já tínhamos redes do lado, embaixo e em cima de nós! Cada um dos novos vizinhos vai te ajudando, dando uma dica de como fazer o melhor nó para prender a rede, qual é o melhor banheiro ou a hora de comer. Todos se ajudam para olhar as malas e pertences de cada um, nós deixamos a mala com um cadeado, já que estávamos carregando computador e toda a nossa tralharada.

Ainda em Tefé, pronto para a viagem de barco até Manaus, no Amazonas

Ainda em Tefé, pronto para a viagem de barco até Manaus, no Amazonas


Em cada porto é aquele entra e sai e são também as horas mais divertidas quando ambulantes entram vendendo bombons, doces de frutas regionais, salgados, tapioca, pão de queijo e tudo o que você imaginar. Elaine me dava as dicas, “compre este que é bom”, já conhecia até os vendedores certos com os produtos mais gostosos, tipo a nossa banca ali da esquina, só que a dela era flutuante e ficava a 200, 300 quilômetros de distância de casa.

A labuta nossa de cada dia, em Tefé, no Amazonas

A labuta nossa de cada dia, em Tefé, no Amazonas


Nosso barco partiu perto das seis da tarde, Rio Solimões abaixo. Mal partimos e o jantar já foi servido, o valor da passagem não inclui a rede, mas inclui todas as refeições. As comidas desses barcos geralmente são as principais causadoras de piriris destrutivos para gringos e sulistas, lembrando que sulista aqui são todos de Minas Gerais para baixo. Mas acho que demos muita sorte e pegamos um barco bem limpinho. Era só tentarmos fugir dos horários de pico e encontrávamos os banheiros sempre limpos e a comida deixávamos para o final, depois que a imensa fila havia diminuído. Levamos algumas bolachinhas também e o Ro adorava atacar um misto quente do bar lá de cima, custo extra que na opinião dele valia para fugir da fila.

Barco cheio no trecho entre Coari e Codajás, no Baixo Solimões, a caminho de Manaus, no Amazonas

Barco cheio no trecho entre Coari e Codajás, no Baixo Solimões, a caminho de Manaus, no Amazonas


Um belíssimo fim de tarde sobre o Rio Solimões, em Tefé, no Amazonas

Um belíssimo fim de tarde sobre o Rio Solimões, em Tefé, no Amazonas


Eram pouco mais de 5 horas da manhã e acordamos com o barco parando. O sol ainda nem havia nascido, a pouca luz que começava a surgir no horizonte prateava as águas do rio, em contraste com as luzes amarelas da cidade. Subi até o deck e não entendi que cidade era aquela, com tantos canos, dutos e tanques. Sozinha decidi alongar, aproveitar aquele ar fresco da manhã para fazer uma ioga e meditar... incrível como viajamos, viajamos e ainda assim não conhecemos nada. Que cidade será esta? Coari - logo alguém me respondeu – A terra do gás na Amazônia.

O sol nasce com o barco já em Coari, no nosso caminho para Manaus, no Amazonas

O sol nasce com o barco já em Coari, no nosso caminho para Manaus, no Amazonas


A plataforma de Urucu da Petrobrás, em Coari, tem uma produção de petróleo que gira em torno de 53.500 bbl/d (2007) e de gás natural chega a 10 milhões de m³/d, enviados por um gasoduto até Manaus. Junto com todo o gás encontrado aqui vem a esperança de desenvolvimento em toda a região. A 5ª maior cidade do Amazonas tem uma população de aproximadamente 77 mil habitantes, embora tenha apresentado um grande crescimento demográfico nos últimos anos, quase 35% da sua população vive na área rural do município.

Porto de Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas

Porto de Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas


O sol nasceu lindo iluminando a capital amazonense do gás e nós resolvemos sair do barco para um passeio. Deixamos as coisas aos cuidados da minha nova amiga e vizinha e fomos esticar as pernas depois de quase 12 horas dentro do barco.

Mercado de frutas e verduras em Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas

Mercado de frutas e verduras em Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas


Igreja matriz de Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas

Igreja matriz de Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas


Caminhamos do porto até a praça principal, igreja matriz e ao mercadão, que se espalhava pela rua vendendo as mais diferentes frutas amazônicas, inclusive a mamona e o noni, famoso por suas propriedades medicinais. Povo simpático e batalhador não perdia a oportunidade de conversar e vender!

Frutas típicas vendidas no mercado de Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas

Frutas típicas vendidas no mercado de Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas


Venda de Noni em Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas

Venda de Noni em Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas


Ainda no mercado, já a beira do rio, encontramos os primeiros barcos voltando da pescaria lotados de peixes de todos os tipos. Os vendedores também foram muito simpáticos e nos atenderam em meio à venda para explicar cada um dos peixes que vimos ali, da piranha ao estranho peixe com essa cabeça de mamão... como será o nome dele?!

Examinando a pescaria da noite em Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas

Examinando a pescaria da noite em Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas


Nem piranha escapa dos pescadores em Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas

Nem piranha escapa dos pescadores em Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas


É, Coari é mais um lugar com muita vida e energia incrível que nem sabíamos que existia no meio da Amazônia! Voltamos ao barco quase 9h da manhã e descendo o rio vamos cantando músicas evangélicas, conversando com os novos amigos e passando o tempo. A Eliane está com febre e desconfiando que está com dengue... nada legal, ainda bem que não é contagiosa!

O majestoso rio Solimões, no trecho entre Coari e Codajás, a caminho de Manaus, no Amazonas

O majestoso rio Solimões, no trecho entre Coari e Codajás, a caminho de Manaus, no Amazonas


Hora do café da manhã em nosso barco, ancorado em Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas

Hora do café da manhã em nosso barco, ancorado em Coari, às margens do rio Solimões, no Amazonas


No almoço convenci o Rodrigo a entrar no refeitório. O cardápio servido foi frango ao molho, batata, inhame e uma batata azul diferente que eu nunca tinha ouvido falar, mas muito gostosa. As meninas viram a minha cara e não só ofereceram como me ensinaram como era mais gostoso prova-la. Quando me perguntaram de onde era e eu respondi que era brasileira elas não acreditavam, pela cara e pelo sotaque. Por mais que eu seja muito brasileira, confesso que foi difícil não me sentir uma estrangeira nesse lugar. Comida nova, jeito novo, cara diferente, curiosidades que os que aqui vivem não conseguem compreender e te olham com aquele sorriso maroto, curiosos de ver alguém que não sabe o que é aquela batata ou aquela expressão que eles estão usando. Somos de outro mundo mesmo.

Relachando no teto do barco, no trecho entre Coari e Codajás, no Baixo Solimões, a caminho de Manaus, no Amazonas

Relachando no teto do barco, no trecho entre Coari e Codajás, no Baixo Solimões, a caminho de Manaus, no Amazonas


A tarde no deck foi tomando um solzinho, uma cervejinha, com mais uma parada em Codajás. Passamos por alguns encontros de rios brancos com rios negros, como o famoso encontro dos rios lá de Manaus que formam o Rio Amazonas. Enquanto víamos ao longe as margens do rio passar, voltamos à nossa rede para mais uma noite embalados pelo sacudir da rede, navegando o Solimões.

Aproveitando o amanhecer para fazer ioga, em Coari, cidade no Rio Solimões, nosso caminho para Manaus, no Amazonas

Aproveitando o amanhecer para fazer ioga, em Coari, cidade no Rio Solimões, nosso caminho para Manaus, no Amazonas

Brasil, Amazonas, Tefé, Coari, Amazônia, barco, Rio Amazonas, Rio Solimões

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Mergulho em Guarapari

Brasil, Espírito Santo, Iriri, Guarapari

Segurando no cabo para enfrentar a forte corrente, em Guarapari - ES

Segurando no cabo para enfrentar a forte corrente, em Guarapari - ES


São Pedro nos deu uma janela no mau tempo para podermos mergulhar. A temporada de ideal para mergulhos aqui em Guarapari é de dezembro até maio, junho. Quando entram os meses de inverno, de julho a novembro os ventos e o mau tempo atrapalham muito a navegação e a visibilidade no mar.

Vista da costa capixaba a caminho do mergulho no Victory 8B, em Guarapari - ES

Vista da costa capixaba a caminho do mergulho no Victory 8B, em Guarapari - ES


Há 4 meses não havia uma saída de mergulho para o Victory 8B, um naufrágio artificial preparado para mergulho que foi afundado em julho de 2003, entre as Ilhas Rasa e Escalvada. O Victory é um navio grego que foi apreendido em 1997 no Espírito Santo por problemas com impostos e multas. Um ano e meio depois sua tripulação abandonou o navio, que mais tarde foi confiscado pela Secretaria da Fazenda e doado para o Projeto RAM, Recifes Artificiais Marinhos. Durante 3 anos ele foi preparado para o afundamento, a limpeza, a preparação e o reboque foram feitos em parcerias e convênios desenvolvidos pelos responsáveis pelo projeto, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e a Fundação Cleanup Day.

Lagosta na Ilha Escalvada, em Guarapari - ES

Lagosta na Ilha Escalvada, em Guarapari - ES


Por ser um naufrágio artificial, inicialmente o navio encontrava-se em posição de navegação, assentado a 36 metros, porém diversas ressacas mudaram a sua configuração, inclusive a mais recente delas há 2 meses, que retorceu a popa tombando a embarcação que está inclinada em torno de 45° em relação ao fundo. O naufrágio é sempre um mergulho interessante, independente da visibilidade que encontramos, pois além de um recife artificial, abrigando diversas espécies de corais, esponjas, peixes, moluscos, etc, o navio nos conta uma história, como esta que eu acabei de descrever a vocês.

Usando a lanterna no mergulho no naufrágio Victory 8B, em Guarapari - ES

Usando a lanterna no mergulho no naufrágio Victory 8B, em Guarapari - ES


Um naufrágio é quase como um “organismo vivo”, pois ele está sempre se modificando, sendo alterado com o tempo, as marés e as ressacas. Como os nossos companheiros de mergulho hoje nos disseram, o Victory hoje é um novo naufrágio. Todos eles já estavam acostumados a mergulhar aqui, conheciam-no como a palma da mão seus compartimentos e suas linhas, agora terão que redescobri-lo. Fascinante!

Tripulantes e mergulhadores do barco da Acquasub, em Guarapari - ES

Tripulantes e mergulhadores do barco da Acquasub, em Guarapari - ES


As condições deste nosso mergulho foram das mais adversas possíveis, mar batido, que complicou a navegação, muita correnteza, que nos cansou mais durante o mergulho, água muito fria, girando entre 18° e 20° e a visibilidade em torno de 5 metros. Tudo isso faz o mergulho mais estressante, mas também mais emocionante.

Nosso barco de mergulho em Guarapari - ES

Nosso barco de mergulho em Guarapari - ES


O nosso segundo mergulho foi na Escalvada, uma lage de pedra mais abrigada da corrente. A visibilidade melhorou um pouco, em torno de 8m e a temperatura da água se manteve a mesma. Fomos a 17m de profundidade e vimos lagostas, peixes trombetas, peixe morcego, cofres, anêmonas, etc.

Peixe Frade na Ilha Escalvada em Guarapari - ES

Peixe Frade na Ilha Escalvada em Guarapari - ES


Se com o tempo assim a diversidade de peixes já foi absurda, imaginem quando conseguirmos realmente enxergá-los! Rsrsrs! Valeu à pena, ficou para mim a vontade de retornar à Guarapari no verão para conhecer as maravilhas submarinas da região.

Relaxando depois do mergulho no Victory 8B, em Guarapari - ES

Relaxando depois do mergulho no Victory 8B, em Guarapari - ES

Brasil, Espírito Santo, Iriri, Guarapari, Mergulho, Naufrágio, Victory 8B

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A lenda, a praia e a lagoa da Princesa

Brasil, Pará, Algodoal

Lagoa da Princesa, em Algodoal - PA

Lagoa da Princesa, em Algodoal - PA


O dia amanheceu chuvoso, mas sem internet e com pouco tempo não podíamos perder um minuto. Nos preparamos para sair mesmo com chuva e foi só colocarmos os pés para fora da pousada que o céu ficou azul e o sol brilhou como não víamos a dias!

Praia da Princesa em Algodoal - PA

Praia da Princesa em Algodoal - PA


Cruzamos nosso primeiro “furo” como são conhecidas as barras dos igarapés aqui no Pará e seguimos andando para a Praia da Princesa. Já no barco que cruza o furo conhecemos 5 alemães, intercambistas de uma universidade alemã do curso de assistência social. Logo se uniram a nós na caminhada para a Lagoa da Princesa.

Caminhada para a Lagoa da Princesa, em Algodoal - PA

Caminhada para a Lagoa da Princesa, em Algodoal - PA


Aqui todos dizem que os caminhos para a lagoa ou a trilha para Fortalezinha são difíceis. Eles “criam dificuldades para vender facilidades”, como diz o policial corrupto do Tropa de Elite. Muitos moradores têm como renda o turismo, são guias, canoeiros, barqueiros, etc. Os furos não podem ser atravessados a nado, pois algumas pessoas já morreram, as trilhas são perigosas ou pela dificuldade de encontrar o caminho ou por ocorrerem assaltos. Enfim, depois de ouvir tudo isso é claro que você irá contratar um guia por 40 ou 50 reais ao dia. Em um país estrangeiro eu pagaria, mas aqui resolvemos ir sozinhos, pegamos algumas dicas com o pessoal da pousada, afinal não poderia ser tão complicado assim. Os alemães resolveram nos acompanhar, já que acharam que estariam sendo passados para trás por serem estrangeiros, quando o guia pediu 50 reais.

Algodoal - PA

Algodoal - PA


A Praia da Princesa possui uma lenda que muitos pescadores juram ser reais. Dois pescadores estavam na praia à noite puxando a rede, quando viram uma mulher maravilhosa se aproximar deles, olhar o que estavam fazendo e de repente desapareceu. Os dois não acreditaram, mas aquela era a mulher mais bonita que já haviam visto “parece uma princesa”. Foi mais ou menos assim que surgiu o nome da praia e a lenda de que sob estas águas existe um Reino onde vive esta princesa. A história é contada pelos pescadores como o Seu José Cristo, do bar La Dune. Seu José não só gosta de contar a história como um relato real, como já criou diversas canções sobre a Praia da Princesa, local onde nasceu e vive até hoje.

Maré baixa na Praia da Princesa, em Algodoal - PA

Maré baixa na Praia da Princesa, em Algodoal - PA


Atravessamos os primeiros quilômetros de praia até o último bar, há mais um depois do Bar das Pedras, e lá encontramos a trilha que nos leva à Lagoa da Princesa. Única lagoa perene, da ilha, difícil acreditar, já a trilha estava completamente alagada. Este é um dos motivos pelo qual está se iniciando uma campanha pelo turismo consciente da lagoa, pois é a única fonte de água para os animais da ilha durante o verão. Nesta mesma época a lagoa de águas vermelhas (cor de coca-cola), recebe milhares de turistas e a farofa rola solta, lixo e a poluição por xixi, protetores solares, etc, tornam a água cada vez menos própria para o consumo dos animais.

Banho refrescante na Lagoa da Princesa, em Algodoal - PA

Banho refrescante na Lagoa da Princesa, em Algodoal - PA


Confesso que andar até a lagoa abaixo de sol, torna-a ainda mais convidativa para o banho, por isso, não usem protetor solar e usem as dunas e moitas para o xixi. Se cruzarem as dunas e explorarem um pouco irão encontrar outras lagoas. Não precisam ir longe, na duna vizinha tem uma lagoa verdinha, ela fica ainda mais destacada, pois praticamente todas as lagoas são vermelhas.

Lagoa Verde, ao lado da Lagoa da Princesa, em Algodoal - PA

Lagoa Verde, ao lado da Lagoa da Princesa, em Algodoal - PA


Retornamos calmamente pela praia, encontramos novamente o Seu José Cristo que nos deu depoimentos e gravou uma de suas músicas para colocarmos no site. O sol aos poucos foi indo embora e nós fomos com ele. Cruzamos novamente o furo, agora a pé, longe de onde dizem ser forrado um pequeno peixe com esporão venenoso.

Na maré baixa é possível atravessar a pé o Furo da Princesa, em Algodoal - PA

Na maré baixa é possível atravessar a pé o Furo da Princesa, em Algodoal - PA


Aos poucos vamos aprendendo mais e mais sobre a cultura, as preocupações diárias e a vida de cada povoado que visitamos. É incrível a quantidade de coisas, informações, animais, histórias, personagens que existem nesse mundo e mesmo nos dedicando a explorar esse continente durante 1000dias, não chegaremos a conhecer nem a 1% delas...

Maré baixa em Algodoal - PA

Maré baixa em Algodoal - PA

Brasil, Pará, Algodoal, Ilha de Algodoal, Lagoa da Princesa, Marudá, Praia

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Jericoacoara, difícil ir embora...

Brasil, Ceará, Jericoacoara

Wind surf solitário nos mares de Jericoacoara - CE

Wind surf solitário nos mares de Jericoacoara - CE


Hoje era o dia de pegarmos estrada rumo à Ubajara, mas tínhamos alguns textos e fotos para colocar em dia, já que na caminhada ficamos sem internet e com os deveres dos últimos dias atrasados. Trabalhamos e quando vimos já era quase meio-dia. Eu estava louca para ficar mais um dia, tranquila, descansando e aproveitando a praia. O dia hoje estava convidativo, céu azul e muito sol! Acho que foi isso que fez o Rodrigo aos poucos mudar de ideia e sem eu precisar falar nada me propor, que tal ficarmos mais um dia? Nem precisou falar duas vezes, fechado!

No alto da duna em Jericoacoara - CE

No alto da duna em Jericoacoara - CE


Saímos tomar um sol perto da duna, banho de mar e dar aquela relaxada, lendo nossos guias fazendo o que mais gostamos, pesquisar e planejar a viagem. Estamos ansiosos para a passagem pelas Guianas, Francesa, Inglesa e Suriname. Quase todos os relatos que encontramos de viajantes que tentaram fazer este trecho, contam que tiveram algum problema e acabaram retornando. Nós, entretanto, ainda estamos confiantes conseguiremos passar. Veremos, falta menos de um mês!

A tradicional 'peregrinação' verspertina em Jericoacoara - CE

A tradicional "peregrinação" verspertina em Jericoacoara - CE


Almoçamos no Bistrôgonoff (adorei este nome!) e fomos logo para a duna do pôr-do-sol. Finalmente conseguiremos ver o sol se pôr dignamente! Céu azul, poucas nuvens no céu, coisa rara nesta nossa passagem por Jeri.

Fim de tarde no alto da duna em Jericoacoara - CE

Fim de tarde no alto da duna em Jericoacoara - CE


Não por acaso a duna hoje está recebendo uma peregrinação muito maior do que nos outros dias. É muito bacana, vemos que os tempos passam, mas o ser humano ainda tem uma conexão com alguns rituais da natureza, como este por exemplo. A duna ficou lotada de pessoas, casais, famílias, crianças, jovens e até cachorros, só admirando a paisagem e esperando o sol tocar o mar.

Garotos dão show de piruetas na duna de Jericoacoara - CE

Garotos dão show de piruetas na duna de Jericoacoara - CE


O céu foi ficando cada vez mais vermelho, as nuvens que nem pareciam existir passaram a fazer parte show, refletindo cada raio de sol, formando o dégradé de amarelo, alaranjado, vermelho, lilás e todas as nuances de azul. Iemanjá foi saudada em Jericoacoara com este espetáculo, já que aqui não existe a tradição de festas para a rainha do mar. Alguém comentou comigo que seria comemorado em agosto, mas eu nunca ouvi falar que Iemanjá tem dois dias no ano, sabe-se lá.

Maravilhoso pôr-do-sol em Jericoacoara - CE

Maravilhoso pôr-do-sol em Jericoacoara - CE


Eu não podia deixar de homenageá-la, nossa protetora e companheira de tantas aventuras em seus domínios. À noite saímos dar uma volta na vila, só para conferir se não teria mesmo nenhuma comemoração, nada! Fui atrás de flores para jogar ao mar, missão quase impossível! A cidade é toda enfeitada apenas com folhagens, foi dificílimo encontrar uma floreira. Até que o Celso, nosso novo amigo lá da creperia, liberou que eu pegasse uma flor do seu canteiro, salve a rainha! Aí eu achei que era só andar ali uns 10m até o mar e pronto. Que nada! A maré estava baixa e aqui, tanto pela pouca profundidade quanto por estarmos próximos do equador, tivemos que andar uns 300m “mar adentro” para alcançar as primeiras ondinhas. Tudo escuríssimo, barcos e canoas “encalhadas” e alguns malucos perdidos no escuro, além de nós. O Rodrigo foi muito fofo, mesmo sem ter fé alguma, ele foi comigo até lá preocupado em não me deixar sozinha, meu herói! Iemanjá deu trabalho, mas vale à pena!

Maravilhoso pôr-do-sol em Jericoacoara - CE

Maravilhoso pôr-do-sol em Jericoacoara - CE


Nossa despedida de Jeri agora foi à altura, pôr-do-sol clássico na duna, homenagem à Iemanjá, só faltou mesmo o kite surf... Este vai ficar para uma próxima.

Autofoto assistindo ao pôr-do-dol em Jericoacoara - CE

Autofoto assistindo ao pôr-do-dol em Jericoacoara - CE

Brasil, Ceará, Jericoacoara, Praia

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Quebrando Regras

Bolívia, Tarija

A Plaza de Armas, em Tarija - Bolívia

A Plaza de Armas, em Tarija - Bolívia


Uma cidade boliviana com ares argentinos, ruas limpas, prédios bem conservados e algumas atrações nos seus arredores. Zoológico, uma pequena cascata em Tomatillas, trilha nos arredores e um centro plano com as mesmas características principais de todos os centros. Ruas movimentadas, um intenso comércio de rua, mercado central com frutas deliciosas, cholas preparando almoços na grande praça de alimentação.

Homenagem à Sucre, em Tarija - Bolívia

Homenagem à Sucre, em Tarija - Bolívia


Andamos pela Praça de Armas e pela Praça Sucre, vimos que a proximidade com a Argentina já muda inclusive os traços da população. Tarija é uma cidade muito gostosa, sem dúvida com muitas ruazinhas, cafés e lugarzinhos a serem descobertos. Mas infelizmente não temos este tempo, precisamos seguir viagem.

Rua em Tarija - Bolívia

Rua em Tarija - Bolívia


Hoje continuamos ao sul, em direção à fronteira com a Argentina. A fronteira mais movimentada é a de Villazón (BOL) e La Quiaca (AR), porém algo nos dizia que deveríamos seguir por Bermejo. Uma estrada que beira uma área de preservação no extremo sul da Bolívia e cruza a fronteira com a Argentina na cidade de Aguas Blancas. Nossa intuição estava correta! Além de ser a indicação feita pela maioria dos “chapacos” como são chamados os naturais de Tarija, descobrimos ser esta mais uma das rotas de magnífica beleza cênica.

Chola da melhor idade descansa na Plaza de Armas, em Tarija - Bolívia

Chola da melhor idade descansa na Plaza de Armas, em Tarija - Bolívia


A maior parte da estrada foi construída no cânion do Rio Bermejo, que desce até a fronteira onde encontra o Rio Grande de Tarija. Belíssimo cânion diferente de tudo o que vimos na Bolívia até agora. Imensas florestas subtropicais aparecem conforme vamos baixando a altitude. Chegamos aos 400m acima do nível do mar, cruzando pontes e túneis que eram verdadeiras obras de engenharia, cavernas sem luz e sem fim.

A estrada que liga a Bolívia à Argentina segue pelo lindo canyon do rio Bermejo, sempre com asfalto e muitos túneis

A estrada que liga a Bolívia à Argentina segue pelo lindo canyon do rio Bermejo, sempre com asfalto e muitos túneis


No caminho encontramos uma frente fria, chuva e garoa fina se alternavam, além dos 10, 8, 6°C que faziam fora do carro! Fizemos os trâmites burocráticos na fronteira, carta verde, permissão para entrada da Fiona no país, tudo certo! Ali, conversando com os policiais da aduana argentina, decidimos que seguiríamos viagem pelo menos até Jujuy. Quando cruzamos a fronteira perdemos “automaticamente” uma hora de nossas vidas. Essa hora faz muita diferença para quem ainda pretendia dirigir mais 350km!

A estrada que liga a Bolívia à Argentina segue pelo lindo canyon do rio Bermejo, sempre com asfalto e muitos túneis

A estrada que liga a Bolívia à Argentina segue pelo lindo canyon do rio Bermejo, sempre com asfalto e muitos túneis


Fato é, nossa primeira estrada neste país e já estamos dirigindo à noite, com chuva e depois de uma tarde toda na estrada. Não é exatamente o que tínhamos em mente, mas eu adoro termos a liberdade de quebrarmos as nossas regras de vez em quando. Depois de tantas montanhas na Bolívia, chegamos a um país plano, estradas retas, uma maravilha para a pessoa aqui que enjoa nas serras e mares da vida. Pude até me dedicar à leitura do nosso guia argentino e decidir a cidade em que iríamos dormir, Tilcara!

Fronteira entre Bolívia e Argentina, entre as cidades de Bermejo (BO) e Água Blanca (AG)

Fronteira entre Bolívia e Argentina, entre as cidades de Bermejo (BO) e Água Blanca (AG)


Fizemos um pit stop estratégico para abastecer não só a Fiona mas os motoristas. A cidade de Orán é a primeira cidade maior depois da fronteira. Lá retiramos nossos primeiros pesos argentinos, enchemos o tanque de gasoil e encontramos um café lindo, super mimoso e com menu requintado, nessa cidadezinha longe de tudo! É claro, isso só nos fez lembrar que realmente estamos na Argentina!

São 90km entre Jujuy e Tilcara, os 90km que fizeram valer a pena a nossa decisão de continuar! Neste trecho da estrada tivemos a primeira neve dos 1000dias! Passamos 2 semanas atrás dos lugares mais altos e gelados do sul do Brasil, caçando a neve. Hoje, estamos andando aqui, como quem não quer nada... e bingo! A neve nos encontrou! Não é comum nevar na região de Tilcara, mas logo depois de Jujuy, passamos pela cordilheira onde fica um dos montes mais altos da região, este é o motivo da neve... pois o vento a traz lá deste cume.

Chegamos à Tilcara as 22h de um domingo e ainda assim a primeira opção de pousada estava lotada. Muito prestativa, Ana Lia nos ajudou a encontrar uma pousadinha quentinha e gostosa. Acomodados, não tínhamos outra opção a não ser comemorar a nossa viagem e primeira neve em frente da lareira.

Bolívia, Tarija,

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Amigos Santiaguinos

Chile, Santiago

Com o Pablo e a Andrea, observando a cidade de Santiago, capital do Chile, do alto do Cerro San Cristobal

Com o Pablo e a Andrea, observando a cidade de Santiago, capital do Chile, do alto do Cerro San Cristobal


Há tempos esperávamos chegar a Santiago, uma das últimas capitais que nos faltava conhecer nas Américas e Caribe. Santiago para mim não era apenas sinônimo de uma grande metrópole, mas também um lugar que encontraríamos facilmente nos seus arredores bons vinhos, águas termais, os Andes e onde teríamos o prazer de rever um dos primeiros viajantes que encontramos no caminho, o casal do América Sin Fronteras.

Com a Andrea e o Pablo, casal chileno em viagem pela América do Sul (em Ubajara - CE)

Com a Andrea e o Pablo, casal chileno em viagem pela América do Sul (em Ubajara - CE)


Pablo e Andrea, são chilenos viajados, eles também tiveram o ímpeto de pegar a sua caminhonete Toyota Hilux e viajar por toda a América do Sul por pouco mais de um ano. Nós o encontramos no Ceará em um lugar que poucos brasileiros conhecem, o Parque Nacional Ubajara. Nós passamos uma noite e um dia inteiro juntos explorando a Serra do Ipiapaba, fazendo trilhas e encontrando cachoeiras lindas, como a Cachoeira do Frade. Foi uma tarde inolvidable, peleando com o nosso espanhol que naquela época só estava engatinhando.

Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE

Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE


Com os chielenos Pablo e Andrea, na Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE (foto de America Sin Fronteras)

Com os chielenos Pablo e Andrea, na Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE (foto de America Sin Fronteras)


Pablo e Andrea continuaram a viagem rumo ao litoral do nordeste, enquanto nós seguimos para o norte, a caminho das Guianas, mas mantivemos contato e quando eles chegaram em Curitiba ficaram hospedados na casa da minha mãe, aproveitando para conhecer a cidade um pouco mais de perto. Rodaram a cidade toda com a Diana, minha cachorra que adorava passear, e foram até acompanhar um dia em uma unidade de saúde junto com a minha mãe, já que a Andrea é assistente social e tinha curiosidade de conhecer como é feito este trabalho no Brasil.

A Andrea, nossa amiga chilena, passeia com a saudosa Diana nas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011

A Andrea, nossa amiga chilena, passeia com a saudosa Diana nas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011


O Pablo, nosso amigo chileno, descansa com a saudosa Diana durante passeio pelas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011

O Pablo, nosso amigo chileno, descansa com a saudosa Diana durante passeio pelas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011


A Andrea, nossa amiga chilena, passeia com a saudosa Diana nas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011

A Andrea, nossa amiga chilena, passeia com a saudosa Diana nas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011


O Pablo, nosso amigo chileno, descansa com a saudosa Diana durante passeio pelas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011

O Pablo, nosso amigo chileno, descansa com a saudosa Diana durante passeio pelas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011


Depois disso muita estrada rolou, nós até o Alasca, eles pelo Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina e agora já estão na aventura de construir sua nova casa e ter filhos! Andrea está grávida de 5 meses e hoje eles vivem em Rengo, que está uma hora e meia ao sul de Santiago, mas não hesitou em vir até a capital para nos mostrar a cidade ao lado de Pablo.
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Nosso encontro em 3 de Fevereiro de 2011
Parque Nacional de Ubajara, Ceará - Brasil

Com o Pablo e a Andrea no Parque Nacional de Ubajara - CE

Com o Pablo e a Andrea no Parque Nacional de Ubajara - CE


Reencontro em 09 de Outubro de 2013
Cerro San Cristóbal, Santiago - Chile

Com os amigos chilenos Pablo e Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

Com os amigos chilenos Pablo e Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile


Nossa chegada à Santiago foi em uma tarde ensolarada, fomos direto para a região de Lastarria, indicada pelo Pablo por ser super central, localizada entre o Bellas Artes, o centro e Bellavista. Naquela tarde rodamos o centro, caminhando pela Alameda, uma das principais avenidas da cidade. À noite enquanto o Rodrigo descansava se recuperando de uma indisposição alimentar, eu saí com Pablo e Andrea para conhecer o agitado bairro de Bellas Artes e tomar uma cerveja acompanhado de uma porção de chorrilanas no tradicional Galindo.

O Pablo e a Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

O Pablo e a Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile


No dia seguinte eles voltaram a nos encontrar aqui no centro, mas desta vez para nos mostrar toda a cidade! Montaram um roteiro com o melhor de Santiago para vermos em um dia (que vocês podem ler aqui). Conhecer uma cidade em um dia é complicado, por isso decidimos caminhar e sentir os diferentes bairros, cerros e paisagens, com um misto de restaurantes, bares e o melhor, guiados pelos locais mais viajantes que poderíamos encontrar no Chile!

Com o Pablo e a Andrea no restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile

Com o Pablo e a Andrea no restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile


A noite nos mudamos para a casa de Maria Esther, a mãe de Pablo, na parte sul de Santiago no bairro de La Cisterna. Uma zona residencial super agradável há 20 minutos do centro em metrô e onde guardaríamos a Fiona pelos próximos 6 dias enquanto nós voávamos para a Ilha de Páscoa. Maria Esther foi a nossa super anfitriã! Nos recebeu com um belo café da tarde, palta, que nunca pode faltar na mesa, braços de princesa de manjar (nosso rocambole de doce de leite) e uma ótima conversa! Nada como conviver com pessoas que vivem na cidade para entender melhor a dinâmica do seu dia-a-dia.

Visita ao tradicional restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile

Visita ao tradicional restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile


No caminho tivemos a má sorte e péssima surpresa de encontrar novamente a Fiona com o vidro quebrado. A deixamos parada 10 minutos no estacionamento de um supermercado enquanto saímos para comprar um vinho, quando voltamos ela estava assim.

A pobre Fiona tem os vidros quebrados pela segunda vez em 5 dias, dessa vez no estacionamento de um supermercado em Santiago, capital do Chile

A pobre Fiona tem os vidros quebrados pela segunda vez em 5 dias, dessa vez no estacionamento de um supermercado em Santiago, capital do Chile


A pobre Fiona tem os vidros quebrados pela segunda vez em 5 dias, dessa vez no estacionamento de um supermercado em Santiago, capital do Chile

A pobre Fiona tem os vidros quebrados pela segunda vez em 5 dias, dessa vez no estacionamento de um supermercado em Santiago, capital do Chile


Detalhe: desta vez tínhamos TUDO dentro dela, computadores, nossos HDs com back up de fotos e vídeos de toda a viagem... TUDO! A sorte foi que o segurança do supermercado chegou e o ladrão teve tempo apenas de levar a mochila do Pablo, que tinha uma câmera digital e algumas coisas de menor valor dentro... Pablo ficou inconformado de chegarmos ao seu país, depois de tanto tempo viajando, e sermos roubados duas vezes em 5 dias! Bem, nós também ficamos... Mas enfim, tivemos sorte, nada mais foi levado e logo iríamos deixar Fiona guardada em um lugar seguro pelos próximos dias e poderíamos pegar umas férias da inseguridade do continente.

Com o Pablo, subindo de funicular o Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

Com o Pablo, subindo de funicular o Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile


Na volta à Santiago Maria Esther também nos recebeu com braços abertos, e nós, carentes de uma casa de família, aceitamos de coração! Rsrs! Pablo e Andrea estava em Rengo com um compromisso importantíssimo, neste dia eles descobriram o sexo do bebê e será um menino! Simón estará grandão na barriga da Andrea quando passarmos por Rengo para visitá-los!

Com a Maria Esther, a mãe do Pablo, que nos recebeu em casa e guardou a Fiona por lá enquanto viajávamos para a Ilha de Pascoa

Com a Maria Esther, a mãe do Pablo, que nos recebeu em casa e guardou a Fiona por lá enquanto viajávamos para a Ilha de Pascoa


Na chegada uma bela surpresa, Pablo já havia arrumado o vidro quebrado da Fiona, nos poupando tempo de passeio e deixando a Fiona linda e novinha em folha! Ficamos mais duas noites e até comemoramos com a família o aniversário da Joselin, irmã de Pablo. Nos sentimos mais do que em casa, super acolhidos por nossa família chilena. A todos, o nosso muito obrigada! Nossa futura casa já está de portas abertas para todos lá no Brasil!

Com a Andrea, subindo de funicular o Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

Com a Andrea, subindo de funicular o Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

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