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Blog da Ana - 1000 dias

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San Salvador

El Salvador, San Salvador

Pintura na parede externa da Catedral de San Salvador, capital de El Salvador

Pintura na parede externa da Catedral de San Salvador, capital de El Salvador


San Salvador, capital de El Salvador, é uma cidade grande com mais de 3 milhões de pessoas somando sua região metropolitana, aproximadamente metade da população de todo o país. Vemos ao fundo o vulcão San Salvador com 1.960m, que quase destruiu a cidade na grande erupção de 1.917.

Vista do alto do nosso hotel em San Salvador, capital de El Salvador

Vista do alto do nosso hotel em San Salvador, capital de El Salvador


Uma forma de conhecer bem a cidade, sua história e diferentes faces é ir direto para o centro. A Igreja do Rosário é o ponto de partida deste tour. Por fora tem uma estrutura feia de cimento, escura, suja e nada convincente. Por dentro, porém, seus vitrais coloridos fazem um reflexo sobre as paredes escuras, formando um prisma colorido, uma espécie de arco-íris, que colore e dá um ar de magia ao lugar.

O belo interior da moderna Igreja do Rosário, no centro de San Salvador, capital de El Salvador

O belo interior da moderna Igreja do Rosário, no centro de San Salvador, capital de El Salvador


Caminhamos um pouco pelas ruas caóticas, sujas e lotadas, onde quase fui “atacada” por uma senhora, que deve ter visto em mim um diabo ou a mulher do seu ex-marido, por que veio correndo em minha direção, ensaiou um tapa no meu rosto e saiu sem tocar um dedo em mim, mas deixando clara sua indignação. Eu não tinha nada ou fiz nada que a pudesse ter despertado esse sentimento nesta senhora. Claro ficou que ela era meio maluca, coitada. Seguimos pelas ruas do centro histórico e comercial, passando pelas praças La Libertad e Plaza Barrios.

O Palacio Nacional, sede do governo no centro de San Salvador, capital de El Salvador

O Palacio Nacional, sede do governo no centro de San Salvador, capital de El Salvador


Na praça batemos um papo com um mendigo viajante, ele já tinha ido ao Brasil, passado por diversas cidades na América Latina e agora, estava ali, perdido na praça pedindo 5 centavos para poder comer. São cenas como esta que nos fazem pensar e querer entender quais foram os absurdos que aconteceram neste país. Um histórico de uma ditadura porca e uma guerra civil, somados à maior densidade populacional da América Central e uma pobreza absurda, só poderia dar nisso.

Trãnsito pesado na volta à San Salvador, capital de El Salvador

Trãnsito pesado na volta à San Salvador, capital de El Salvador


Milhares de camelôs trabalhando com o comércio informal, inundando as ruas de produtos e ofertas que provavelmente não tenham a mesma demanda. Eles precisam tentar ganhar a vida de alguma forma. Caminhamos mais algumas quadras, enquanto Rodrigo me conta a história de Oscar Romero, Arcebispo de El Salvador que em 1980 foi assassinado em plena missa por de manifestar contra as políticas do governo da época.

A Catedral de San Salvador, capital de El Salvador

A Catedral de San Salvador, capital de El Salvador


Chegamos à Catedral Metropolitana, os murais de sua fachada foram criados pelo famoso pintor Fernando Llort. Ele retornou ao país em 1972, depois de uma temporada estudando arquitetura e teologia na França. Suas pinturas sempre representam o cotidiano das vilas, dos campesinos e tem como um dos principais ícones a arte-religiosa. Ele criou a Naïve Art, uma marca que representa a arte moderna salvadoreña em todo o mundo e possui peças expostas no MoMA, Casa Branca e no Vaticano.

A imponente Catedral de San Salvador, capital de El Salvador

A imponente Catedral de San Salvador, capital de El Salvador


À tarde voltamos à paz e calmaria da Zona Rosa, uma grande região da cidade onde vive a maioria da população de classe média-alta e alta. Lá estão os principais shoppings, lojas, serviços, escolas e restaurantes. Um passeio pelo shopping Multiplaza nos mostra que o mundo está cada vez mais pasteurizado, ops, globalizado. Todos aqueles contrastes e aquela vida que vemos no centro, dão a vez para a cultura capitalista regida pelas mesmas marcas, mesmos sonhos e mesmos modelos da vida neste lado do planeta.

Ringue de patinação do gelo no shopping Multiplaza, em San salvador, capital de El Salvador

Ringue de patinação do gelo no shopping Multiplaza, em San salvador, capital de El Salvador

El Salvador, San Salvador,

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De Feira de Santana à Petrolina!

Brasil, Bahia, Feira de Santana, Pernambuco, Petrolina

Com o James, do hotel Kalilandia, em Feira de Santana - BA

Com o James, do hotel Kalilandia, em Feira de Santana - BA


Depois de uma viagem mega estressante ontem a noite chegamos em Feira de Santana. Estressante porque saímos um pouco atrasados do Poço Azul e acabamos pegando parte da estrada no escuro. Os últimos 80km (aprox.), sendo que seriam os mais perigosos, já que recebemos avisos e ouvimos histórias de assaltos constantes nas estradas próximas de Feira. Fomos pela BR 116, com um grande fluxo de caminhões o que é ruim, mas é bom, pois pelo menos dificulta a ação de qualquer bandido desalmado.

O escritório que muitos gostariam de trabalhar! (em Feira de Santana - BA)

O escritório que muitos gostariam de trabalhar! (em Feira de Santana - BA)


Graças aos 100 Pai Nossos que eu rezei nós chegamos bem! Rsrsrs! Bem tensa, mas bem. Fomos direto para a Pousada Kalilândia na principal praça do bairro de mesmo nome, um dos mais bacanas da cidade. Por que viemos parar em Feira de Santana? Pois é, ossos do ofício, a Fiona está prestes a completar seus 20mil km rodados e precisava cumprir a revisão na concessionária. Enquanto ela estava lá, no seu médico e salão de beleza, nós aproveitamos para nos cuidar também!

Praça em Feira de Santana - BA

Praça em Feira de Santana - BA


O Rodrigo foi ao barbeiro dar um trato completo: barba, cabelo e bigode! Tão bunitinho! Eu fui ao correio postar nossas justificativas de voto do segundo turno e encontrei no caminho uma Clínica de Terapias Corporais e Estéticas. O massagista é filho de um quiroprata e massoterapeuta com uma esteticista, especializada em drenagem linfática, massagem relaxante, entre outras. Leonardo tem o dom e depois de uma hora de massoterapia, mesclada com aromaterapia e técnicas de drenagem e acumpuntura eu saí novinha em folha! Também, depois de andar mais de 100km na Chapada, eu estava precisada!

Com o James, do hotel Kalilandia, em Feira de Santana - BA

Com o James, do hotel Kalilandia, em Feira de Santana - BA


Feira não estava nos planos, mas foi necessário, portanto acabamos adaptando o roteiro e decidimos seguir viagem para Petrolina! Não antes sem falar com o nosso amigo mega empresário das uvas na região. Infelizmente a safra já acabou e Enio já voltou para Curitiba, mas gentil como sempre, fez questão de nos receber através de sua mãe, Iolanda. Seguimos viagem para Petrolina!

Chegamos a Juazeiro em torno das 19h, mas para atravessar a ponte par Petrolina foi um parto, o trânsito nos deixou empatados por quase uma hora.
Agora, é outra coisa chegar e sermos recepcionados por alguém da cidade. Iolanda é de Curitiba, mas mora lá há 7 anos, desde que iniciaram a produção de uvas na região. Fomos super bem recebidos e ela logo nos convidou para conhecer uma das atrações da cidade, o Bodódromo!

Como Iolanda mesmo o descreveu, é a Santa Felicidade do bode, sendo que quando você escuta bode, é na realidade de carneiro que estão falando. A carne de bode é rara, porém ainda é consumida em algumas casas. No bodódromo a única iguaria de bode que se pode degustar é a lingüiça. Nós não estávamos muito dispostos depois de um dia inteiro de estrada, dizem que é muito forte, então não arriscamos. Fomos logo na especialidade da casa, mignon e picanha de carneiro! Deliciosa! Enquanto isso, conhecemos alguns amigos de Iolanda, ouvimos um pouco mais sobre a região e principalmente sobre a produção de uva no Vale do Rio São Francisco. Já vi que teremos muito a aprender amanhã. Ana Biselli, direto de Pernambuco: BOA NOITE! =)

Brasil, Bahia, Feira de Santana, Pernambuco, Petrolina, bodódromo, Fiona, Juazeiro, Kalilândia, revisão

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Circuito Praias e Trilhas

Brasil, Bahia, Itacaré

Praia da Tiririca, em Itacaré - BA

Praia da Tiririca, em Itacaré - BA


Locutor empolgado: “E começa o Circuito Praias e Trilhas de Itacaré! Os competidores estão meio abalados depois da balada que levaram hoje até as 5 da manhã, aham, quero dizer, ontem à noite. O objetivo dos dois é conhecer as praias a partir da Tiririca até São José, passando pelas praias da Costa, Ribeira e Prainha. Eles caminharão pela areia das praias embaixo de um sol descomunal, atravessarão encostas de pedras, rios e uma trilha de 3km em meio à diversa Mata Atlântica! Serão ao total 12km de pura adrenalina, emoção e principalmente muita natureza!”

Muitos surfistas na Praia da Tiririca, em Itacaré - BA

Muitos surfistas na Praia da Tiririca, em Itacaré - BA


O circuito começou as 13h30 da tarde, após uma manhã deliciosa de sono, interrompido apenas pelo café da manhã. Neste horário o mar na Tiririca estava lotado de surfistas e a praia, mesmo sendo sábado de feriado, com um número de pessoas bem razoável. Atravessamos a costa de pedras para a Praia da Costa, ninguém na areia e muito menos no mar, muito perigoso para banho.

Mar nervoso da Praia da Costa, em Itacaré - BA

Mar nervoso da Praia da Costa, em Itacaré - BA


Céu azul e sol a pino, vencemos o segundo costão de pedra, este um pouco mais íngreme, porém mais curto e chegamos à Praia da Ribeira. Esta possui vários barzinhos à beira da praia, todos cheios, caminhamos até o final da praia procurando a trilha para a Prainha e encontramos o nosso novo amigo, Vagner. Ele nos deu a dica da trilha, que fica no início da praia, seguindo o rio que sai do fundo do terreno.

Praia da Ribeira, em Itacaré - BA

Praia da Ribeira, em Itacaré - BA


A trilha pela mata é tranqüila, são 3km praticamente todos na sombra, com alguns pontos de subida. A dica é sempre seguir à direita nas bifurcações e apenas na cachoeira atravessá-la. A vista da trilha quando chegamos à fazenda, área de reserva particular à beira do morro e da praia, é maravilhosa!

Quase no final da trilha para a Prainha, em Itacaré - BA

Quase no final da trilha para a Prainha, em Itacaré - BA


Passamos reto pela Prainha chegando na entrada de um condomínio particular, o Itacaré Paradise. Entrando neste condomínio e andando pouco mais de 1km chega-se à praia de São José, outro cantinho do paraíso. Lindíssima, chiquérrima, pois o condomínio tem uma área restrita aos proprietários à beira da praia com piscina, bar, canchas, etc.

Fim de tarde na Praia São José, em Itacaré - BA

Fim de tarde na Praia São José, em Itacaré - BA


Depois de um banho e mar, emprestamos um pouquinho a ducha deles, afinal um bainho eles não poderiam negar. No retorno, mais um banho de mar e uma água de coco na Prainha para refrescar. Agora no final da tarde tinha uma luz ainda mais bonita, pena que a bateria da máquina acabou, quero voltar lá ainda para fotografá-la com essa luz. A trilha de volta foi mais rápida, apertamos o passo e chegamos rapidinho novamente na Sagi.

Chegando à bela Prainha, em Itacaré - BA

Chegando à bela Prainha, em Itacaré - BA


Depois de uma pizza no Beco das Flores, demos um passeio pela Pituba e já começo a me sentir enturmada em Itacaré. Encontramos alguns amigos que fizemos ontem, eles nos convidaram para ir para a balada, mas decidimos descansar para amanhã aproveitar ainda mais o dia e continuar com a programação do Circuito Praias e Trilhas.

Brasil, Bahia, Itacaré, mar, Praia, Prainha, Rio, São José, trilha

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Crossing Puerto Rico

Porto Rico, La Parguera

Vista do hotel em La Parguera - Litoral Sudoeste de Porto Rico

Vista do hotel em La Parguera - Litoral Sudoeste de Porto Rico


Acordamos hoje com o maior pique para um programa diferente: explorar as imensas Cavernas do Rio Camuy e conhecer o maior rádio-transmissor do mundo no Observatório de Arecibo! O que é isso? Pois é, eu também não teria idéia se não fosse o James Bond! Lembram aquela antena parabólica gigante dentro de um buraco que o 007 cai rolando para impedir o Golden Eye? Então, é lá mesmo, mas infelizmente não tivemos sucesso na empreitada, os dois parques fecham segundas e terças-feiras e precisamos mudar os planos.

Próxima parada, Cerro Punta! O pico mais alto de Porto Rico que possui em torno de 1.400m. Havíamos nos informado com a Bernice (vejam mais detalhes sobre ela no blog do Rodrigo), e ela nos disse que poderíamos ver toda a ilha lá de cima se o dia estivesse aberto. Mudamos de estrada e seguimos para La Carretera Panorâmica! Urgh, eu já embrulho só de pensar, essas rotas panorâmicas são lindas, mas tem tantas curvas que me dão o maior enjôo. Bem, lá fomos nós, de novo parecia que estávamos no Brasil, montanhas e mais montanhas com muito verde, mata, rios e bambuzais. Lindo demais! Passamos por uma das entradas do parque, que no mapa claramente estava muito distante do Cerro Punta, então seguimos adiante em busca da outra entrada. Quando vimos já estávamos lejos, muy lejos e não tinha entrada coisa nenhuma. A esta altura acho que o Ro já estava meio cansado e eu, verde, não tinha condições de interagir.

Depois de cruzarmos quase metade do país, decidimos ir para o nosso próximo destino previsto para a semana, a cidade de Parguera, um dos melhores pontos de mergulho da ilha! Juro, nossa intenção era de fazer programas diferentes, mas em uma ilha de 130 x 40km depois de 4h no volante, não tínhamos mais onde chegar senão no litoral. Amanhã já está agendado mais um mergulho em uma parede com uns 30 metros de visibilidade e à tarde, praia! Peço desculpas aos não mergulhadores, mas estamos no Caribe e temos que aproveitar. Os próximos dias atravessando Porto Rico prometem muitas trilhas, cachoeiras, observatórios e cavernas!

Placa de aviso de Tsunami em La Parguera - Litoral Sudoeste de Porto Rico

Placa de aviso de Tsunami em La Parguera - Litoral Sudoeste de Porto Rico

Porto Rico, La Parguera,

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St Barths, yes we can!

Saint Martin, Marigot, Saint Barth, Gustavia, Anse du Gouverneur, Grande Saline

Chegando à pequena praia do Gouverneur, em St. Barth - Caribe

Chegando à pequena praia do Gouverneur, em St. Barth - Caribe


St Barth é provavelmente um dos mais glamorosos lugares do jet-set internacional. Uma das ilhas preferidas das celebridades holliwodianas, este pedacinho da França no Caribe reúne tudo o que há de mais luxuoso e caro nas West Indies.

Chegando à praia da Grande Saline, em St. Barth - Caribe

Chegando à praia da Grande Saline, em St. Barth - Caribe


Sua geografia e sua história nos ajudam a entender por que. Uma ilha vulcânica com apenas 21km2 formada por um relevo montanhoso, vegetação seca, como cactos e outras plantas rasteiras e não possui fonte natural de água doce. Desta forma nenhuma plantação poderia ter sucesso. As tentativas de colonização iniciaram em 1648, os primeiros franceses logo foram massacrados pelos índios Caribs, alguns anos mais tarde franceses huguenotes se estabeleceram na região com uma atividade que não dependeria dos recursos naturais: tornaram-se um ponto de apoio aos piratas franceses que agiam na região pilhando os Galeões Espanhóis.

Marca da colonização sueca de St. Bath

Marca da colonização sueca de St. Bath


No final do século XVIII os suecos passaram a ser donos de St Bartholomeu, após uma negociação entre o Rei Luis XVI e o Rei Gustaf III. Isso explica o nome da capital, Gustavia e algumas outras marcas deixadas pelos quase 100 anos de ocupação nórdica. Mais tarde a ilha foi vendida novamente para os franceses. Em meados do século XIX, quando a escravidão foi abolida, a maioria dos habitantes africanos se mudou para outras ilhas em busca de trabalho, tornando St. Barth uma das únicas ilhas no Caribe quase sem negros na composição populacional.

O farol de Gustavia, capital de St. Barth - Caribe

O farol de Gustavia, capital de St. Barth - Caribe


Foi só no início da década de 50 que começaram a chegar os primeiros turistas e alguns habitantes mais espertos trataram de fixar algumas leis que protegesse o seu paraíso de grandes cadeias de hotéis e cassinos. Ainda assim o turismo se tornou o maior e melhor negócio nesta pequena ilha, justamente por ser exclusiva (principalmente nos preços) e por oferecer pequenos paraísos muito bem preservados.

Maravilhosa praia do Gouverneur, em St. Barth - Caribe

Maravilhosa praia do Gouverneur, em St. Barth - Caribe


Nós fomos para lá de ferry boat, que parte de St. Martin por preços mais amigos que os vôos, mas vale checar as tarifas aéreas na baixa temporada, principalmente se você sofre em dias de mar mais agitado. Vento contra e sem remédio para enjôo, minha ida foi sofrida. No ferry conhecemos Koy, um brasileiro de Floripa que mora em St Martin desde 1985, quando veio em busca de novas ondas e começou a trabalhar em uma embarcação. Ele estava guiando um grupo de 10 brasileiros para conhecer a ilha e nos deu boas dicas, algumas que seguem abaixo.

Nosso hotel em Gustava, capital de St. Bath - Caribe

Nosso hotel em Gustava, capital de St. Bath - Caribe


Uma vez em St Barth o primeiro que se deve fazer é alugar um carro. O ferry estava com uma promoção, tarifa de 30 euros/dia, se já alugássemos junto com a passagem. Ainda conseguimos negociar o segundo dia por 25 quando chegamos lá. Na hospedagem arriscamos e conseguimos pegar o último quarto no Sunset Hotel, um dos mais baratos da ilha (103 euros s/ café da manhã + impostos). Bem localizado, fica logo em frente à estação do ferry, com uma vista linda para a marina.

A marina de Gustavia, vista do nosso hotel (St. Barth - Caribe)

A marina de Gustavia, vista do nosso hotel (St. Barth - Caribe)


Carro alugado, demos a volta no litoral sul do pequeno país. Vistas espetaculares das estradas tortuosas, cada enseada um azul. Fomos à Anse de Grande Saline, uma enseada belíssima, hoje com bastante vento e, portanto com muitas ondas. Esta é a praia preferida dos naturalistas, que ficam totalmente à vontade no canto esquerdo da praia. Não se espante se vir um peladão andando na sua frente, ou tantas mulheres de top less, ao final do dia você é que estará se sentindo um ET. Como é uma área de preservação existem algumas lanchonetes e restaurantes na estrada, mas não na praia. No calor e sol caribenhos, uma água na mochila é item obrigatório.

Nosso cafofo na praia da Grande Saline, em St. Barth - Caribe

Nosso cafofo na praia da Grande Saline, em St. Barth - Caribe


Pouco depois mudamos para a Gouverneur Beach, outra praia tranquila. Achei que ia ser mais difícil encontrar nudistas aqui, mas eles também existem. O mais engraçado foi uma família que estava fazendo um book fotográfico, pai, mãe e três filhas posando para um fotógrafo, todos vestidos de branco, há 10 passos do peladão.

'Tomando sombra' na praia do Gouverneur, em St. Barth - Caribe

"Tomando sombra" na praia do Gouverneur, em St. Barth - Caribe


Aproveitamos o pôr-do-sol no Do Brazil, bar de preços astronômicos na Shell Beach. Eu ia pedir uma caipirinha, para matar as saudades, mas custaria algo em torno de 30 reais, então acabamos ficando com a boa e velha taça de vinho francês, a módicos 6 euros. Alguns iates estavam ancorados em frente à praia, iates de aproximadamente 50 milhões de dólares. Impossível não perder alguns minutos tentando imaginar como é a vida desses milionários que freqüentam St. Barth.

Belo fim de tarde na Shell Beach em Gustavia, capital de St. Barth - Caribe

Belo fim de tarde na Shell Beach em Gustavia, capital de St. Barth - Caribe


O almoço do grupo de um iate destes deve ter custado pelo menos 1500 euros no mesmo bar. Ok, isso não é nada perto do Abramovitch, bilionário russo que está ancorado aqui com seu iate de 1 bilhão e 200 milhões de dólares. Pouco excêntrico, o seu iate possui submarino, sistema antimísseis, anti-paparazzis, heliporto e tudo o que você conseguir imaginar dentro.

No bar 'Do Brazil' na Shell Beach em Gustavia, capital de St. Barth - Caribe

No bar "Do Brazil" na Shell Beach em Gustavia, capital de St. Barth - Caribe


Chega de “sofrer” pensando nos milhões alheios, resolvemos pegar nosso rumo e ver um finalzinho do pôr-do-sol no Fort Gustave. Da construção em si não sobrou muita coisa, dois canhões e um farol, mas de lá temos uma vista privilegiada da cidade de Gustavia e desta imensidão azul, dourada no fim de tarde.

Vista de Gustavia, capital de St. Barth - Caribe

Vista de Gustavia, capital de St. Barth - Caribe


A noite não podíamos deixar de conhecer o tradicional Le Select Bar. Com mais de 60 anos de história, o Le Select faz parte da vida e da tradição de muitos marinheiros e velejadores do Caribe. Seu fundador, Marius já recebeu inclusive a família real sueca como embaixador honorário da Suécia aqui. Um clima de bar de marinheiros, bandeiras e adesivos de todos os cantos do mundo trazidos por seus freqüentadores, é também um dos lugares mais baratos para um lanche e uma cervejinha a noite. Imagina se eu não ia colocar um adesivo do 1000dias ali?

O adesivo dos 1000dias no famoso  bar Le Select, em Gustava, St. Bath - Caribe

O adesivo dos 1000dias no famoso bar Le Select, em Gustava, St. Bath - Caribe


Pra variar o Ro estava caindo de sono e eu mega agitada, querendo ver a balada de St Barth. Tudo bem que temos que nos policiar com os preços, mas olhar não custa nada! RS! Rodamos a marina e chegamos ao outro lado do U, onde eu via luzes piscando, sinal de pista de dança! Chegando lá, era uma festa particular. (Fooom! Que mais eu podia esperar?! rsrs!). Logo ao lado outro bar com clima bacana, DJ muito bom e finalmente onde encontramos a pequena parte da população negra que ainda restou no país! =) Um deles é Laurent, natural de St Barth, que trabalhou para o embaixador da Angola em Paris. Adorou treinar seu português (de “Portgal”) com os dois brazucas aqui.

Magnífico pôr-do-sol em St. Barth - Caribe

Magnífico pôr-do-sol em St. Barth - Caribe


Moral da história: existem preços proibitivos sim, inclusive são eles que fazem deste lugar ainda mais um paraíso. Mas temos que lembrar que nem todo mundo que vive aqui é bilionário, então se eles conseguem viver aqui, nós também conseguimos! Pelo menos por uns dois ou três dias!

Por que será que a Shell Beach em Gustavia, tem esse nome? (St. Barth - Caribe)

Por que será que a Shell Beach em Gustavia, tem esse nome? (St. Barth - Caribe)

Saint Martin, Marigot, Saint Barth, Gustavia, Anse du Gouverneur, Grande Saline, beach, Caribbean, mar, Praia, Saint Bartholomeu, sea, St Barths

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Não acredite nos “garotos do tempo”

Brasil, São Paulo, Juréia

Estávamos com tudo programado, final de semana em Santos. Sábado mergulho na Laje já com encontro marcado com as raias mantas. Domingo íamos conhecer algumas praias alternativas no Guarujá e subiríamos segunda-feira cedo para São Paulo. Perfeito! Tudo combinado com o Rafa e a Laura que viriam de SP nos encontrar para o mergulho. Previsão do tempo: Sol entre nuvens, 18 a 23°C.

Pit-stop em Praia Grande - SP

Pit-stop em Praia Grande - SP


Já estávamos ouvindo ali pela Juréia que a previsão do tempo era ruim e que o mar ia virar, mas não era o que estávamos vendo ali na prática. A tarde veio a notícia, todas as operadoras de mergulho de Santos cancelaram as saídas para a Laje devido à confirmação de um ciclone que estava chegando do sul. Vocês já perceberam que estes “garotos do tempo” NUNCA acertam? Eu fico danada da vida quando isso acontece! Acordamos hoje cedo e estava um dia lindo! O mar ainda mais tranqüilo que ontem. Perguntei ao pessoal local se o ciclone poderia estar passando só “lá fora” no oceano, e eles me disseram que certamente não, pois assim o mar estaria virado também aqui na costa. Bem... Indignados já não tínhamos o que fazer a não ser adaptar o roteiro e anteciparmos a ida a São Paulo.

Visão de Praia Grande, no litoral sul de São Paulo

Visão de Praia Grande, no litoral sul de São Paulo


Subimos pelo litoral, passando ao lado de cada balneário e praia do litoral sul. No caminho resolvemos conhecer a Praia Grande, paramos para tomar um refresco sem esperar muito desta praia, mas fomos positivamente surpreendidos! A orla de Praia Grande é uma graça, super organizada, vários quiosques bonitinhos e um calçadão com pista de Cooper e bicicleta digno das praias do Rio de Janeiro. A praia é a cara das praias do Paraná, um areião só. E adivinhem? SOL!
Chegando em SP ficamos hospedados no apartamento da família no Jardim Paulista e podemos até brincar de casinha. Colocamos as roupas para lavar, fomos ao supermercado comprar itens para o café da manhã, nos atualizamos lendo o jornal e as revistas semanais. A noite marcamos uma balada com o Rafa e a Laura, já que o mergulho falhou. Vamos ao Casa 92, bar-balada que acabou de abrir no Largo das Batatas em Pinheiros. A noite promete!

Pontes da rodovia dos Imigrantes, que liga a capital ao litoral

Pontes da rodovia dos Imigrantes, que liga a capital ao litoral


Ah! Aqui em SP 25°C, sol sem nuvens. Previsão para o final de semana ensolarado e temperatura girando entre 19 e 25°C.

Brasil, São Paulo, Juréia, Praia Grande

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A Chuva Amazônica

Brasil, Amazonas, Mamirauá

O maravilhoso reflexo do céu nos rios que cortam a Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

O maravilhoso reflexo do céu nos rios que cortam a Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


A Amazônia abriga o sistema fluvial mais extenso e de maior massa líquida do Planeta Terra, sendo coberta pela maior floresta pluvial tropical. O Rio Amazonas drena mais de 7 milhões de metros quadrados de terras, com uma vazão anual média de 200 mil metros cúbicos por segundo.

Enorme árvore da floresta alagada na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Enorme árvore da floresta alagada na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Aqui no sul aprendemos que o nosso inverno corresponde à estação de chuvas na Amazônia, mas essa é uma visão simplista, senão incorreta. A sazonalidade da região é sim marcada pelas chuvas e inundações que ocorrem todos os anos, elevando em até 12 metros o nível dos rios. Porém ela não é homogênea, ocorrendo em diferentes períodos nas diferentes localidades amazônicas. Na região onde estamos localizados, a parte meridional do Rio Amazonas, as precipitações anuais alcançam 2.600mm, já no noroeste amazônico chega a chover mais de 3.600mm por ano e ao oeste, na região de Santarém podem ocorrer estiagens, ficando 3 ou 4 semanas sem chuva alguma.

Centenas de pássaros descansam tranquilos em lago na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Centenas de pássaros descansam tranquilos em lago na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Nós chegamos aqui no inverno amazonense, época de chuvas e de cheia na região da várzea, onde está localizada a Reserva Mamirauá. A cheia facilita o avistamento de certos tipos de vida selvagem, pois estamos mais próximos das copas de árvores. Ao mesmo tempo ficamos totalmente dependentes dos barcos para qualquer atividade, navegando sobre as trilhas que no verão são usadas para longos trekkings pela floresta.

Depois de mais um passeio, chegando de volta à Pousada Uacari, na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Depois de mais um passeio, chegando de volta à Pousada Uacari, na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Mesmo com a manhã chuvosa, pronta para mais um dia de explorações na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

Mesmo com a manhã chuvosa, pronta para mais um dia de explorações na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas


Tomamos um café da manhã logo cedo e saímos para um passeio de barco pela manhã, passando por outros rios e canos. Avistamos e identificamos uma infinidade de pássaros, tucanos, pica-paus, o gavião preto e o gavião panema, socó boi, socó onça, o jaçanã e até um alencorne.

Passeio em canoa motorizada Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas. No colo, livro para ajudar na identificação de pássaros

Passeio em canoa motorizada Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas. No colo, livro para ajudar na identificação de pássaros


São inúmeras as espécies de pássaros que vivem na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

São inúmeras as espécies de pássaros que vivem na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Aprendemos a reconhecer as imensas samaúmas, aningas, paracuubas, catorés e sapucaias, ver as mungubas virando algodão e o matamatá para ver se encontrávamos um dos mais raros primatas que vive nesta região, o Uacari-Branco.

Pintura do macaco Uacari, símbolo da Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

Pintura do macaco Uacari, símbolo da Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas


Enquanto não o encontramos, macacos de cheiro comum animaram o passeio. Ao longe cada formigueiro aéreo era potencialmente um bicho-preguiça, porco-espinho ou até um tamanduá-mirim sobre o tronco das árvores. O sonho de todos seria mesmo encontrar uma onça pintada deitada preguiçosamente em uma figueira!

Macaco caminha na copa das árvores na floresta alagada na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Macaco caminha na copa das árvores na floresta alagada na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Apresentação sobre a Reserva do Mamirauá (na Pousada Uacari, perto de Tefé, no Amazonas)

Apresentação sobre a Reserva do Mamirauá (na Pousada Uacari, perto de Tefé, no Amazonas)


A tarde foi de muita chuva e tivemos que partir para o plano B, uma palestra do Adriano sobre o Instituto Mamirauá, com números sobre a reserva, história do Instituto e detalhes que eu conto aqui.

Palestra sobre a região amazônica, na Pousada Uacari, na Reserva do Mamirauá, egião de Tefé, no Amazonas

Palestra sobre a região amazônica, na Pousada Uacari, na Reserva do Mamirauá, egião de Tefé, no Amazonas


Descansamos na rede do nosso bangalô, com vista para o rio, a floresta e a chuva amazônica que insistia em cair. A noite depois do jantar assistimos ao documentário do sertanista e indigenista brasileiro José Carlos Meirelles, especializado em tribos isoladas no Acre, trabalho incansável para o estudo e a defesa dos índios isolados.



Mais tarde ainda exploramos os decks e encontramos dois amiguinhos simpáticos, um sobre e o outro sob o nosso flutuante. Que tal?

De noite, um sapo vem nos visitar na Pousada Uacari, na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

De noite, um sapo vem nos visitar na Pousada Uacari, na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


De noire, um jacaré descansa sob uma das construções da Pousada Uacari, na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

De noire, um jacaré descansa sob uma das construções da Pousada Uacari, na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


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Brasil, Amazonas, Mamirauá, Amazônia, Birdwatching, Chuvas, Inverno, pássaros, Pousada Uacari, Reserva Sustentável Mamirauá

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Mitad del Mundo

Equador, Quito, Mitad del Mundo

Equilibrando-se sobre a Linha do Equador, em Mitad del Mundo - Equador

Equilibrando-se sobre a Linha do Equador, em Mitad del Mundo - Equador


Era o ano de 1830 quando o Equador adotou este nome. Ele se separava da Gran Colômbia, país formado pelas atuais Venezuela, Colômbia e Equador quando Simón Bolívar lutava pela independência deste território contra os colonizadores europeus. Não foi por acaso que este nome foi escolhido, uma vez que o paralelo zero cruza todo o território deste país.

Na Mitad del Mundo, sobre a linha do Equador

Na Mitad del Mundo, sobre a linha do Equador


Já estivemos antes no paralelo zero, foi na cidade de Macapá, que possui um grande monumento e um pequeno museu sobre a linha do equador. É muito bacana, mas meio acanhado comparado com o que conhecemos hoje. Nunca imaginei que a linha do equador poderia ser tão lucrativa! Bem vindo à Ciudad de la Mitad del Mundo!

Monumento oficial da Linha do Equador, em Mitad del Mundo - Equador

Monumento oficial da Linha do Equador, em Mitad del Mundo - Equador


O parque temático sobre a latitude zero tem como principal atração um grande monumento com os pontos cardeais e a famosa linha o equador. Esta foi marcada em uma expedição em meados do século XVIII composta por geólogos e estudiosos franceses e espanhóis que passaram em torno de 3 anos medindo, mapeando e estudando fauna, flora e a geografia da metade do mundo. Neste monumento está também um museu étnico sobre as etnias que formam o Equador e é cercado por outros museus artes, história, insetos e até de cidades em miniatura. A praça central possui eventos de música regional, restaurantes e milhares de lojas de bugigangas e artesanatos. Uma verdadeira cidade!

Restaurante na Mitad del Mundo - Equador

Restaurante na Mitad del Mundo - Equador


Do lado de fora, seu vizinho, o Museu Inti-ran se aliou à tecnologia para vender a verdadeira localização da latitude zero, medida por GPS! Em um espaço menor, o Inti-ran proporciona uma visita muito mais instrutiva sobre a "verdadeira metade do mundo", com demosntrações sobre as suas forças e propriedades.

A linha do Equador verdadeira? (no museu Intiran, em Mitad del Mundo - Equador)

A linha do Equador verdadeira? (no museu Intiran, em Mitad del Mundo - Equador)


Fazem o teste da água caindo na pia, no hemisfério sul o redemoinho cai em sentido horário, no norte, anti-horário e exatamente acima da linha do equador ela cai direto, sem redemoinho algum! A demonstração é simples e parece não ter truque algum... porém não convenceu o Rodrigo, meu amado cético que tem lá seu ponto quando diz que apenas 3m de distância não fariam tanta diferença em um teste como este.

O famoso teste da água na pia, no museu Intiran, em Mitad del Mundo, no Equador

O famoso teste da água na pia, no museu Intiran, em Mitad del Mundo, no Equador


Equilibramos um ovo na ponta chata de um prego e até andamos de olhos fechados pé ante pé para ver como aqui as forças centripeta e centrifuga possuem uma ação diferente no equilíbrio das coisas.

Tentando colocar o ovo em pé na Linha do Equador, no museu Intiran, em Mitad del Mundo, no Equador

Tentando colocar o ovo em pé na Linha do Equador, no museu Intiran, em Mitad del Mundo, no Equador


Eles também faem uma breve explicação sobre a cultura de tribos equatorianas, ervas, frutas e animais e tem em exposição as famosas cabeças encolhidas, tzan-tzas, das tribos amazônicas. Vale a pena a visita em ambos, para conhecer e tirar a sua própria conclusão. A minha é que a terra é tão grande que a linha deve ter pelo menos 1 km de largura! rsrsrs!

Observando as técnicas de 'encolhimento de cabeças' no museu Intiran, em Mitad del Mundo, no Equador

Observando as técnicas de "encolhimento de cabeças" no museu Intiran, em Mitad del Mundo, no Equador


Como de praxe, o tempo fechou no final da tarde, tempo chuvoso e cinzento, voltamos para casa e descobrirmos que o Christian estava tentando contato conosco para finalmente nos encontrarmos! Estávamos super curiosos para conhecer a sua família e principalmente para revê-lo! Depois de algumas horas de trabalho, ele passou no nosso hotel com sua filha Isabela e nos mostrou o caminho para a sua casa.

Jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador

Jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador


Chegamos lá e tivemos uma bela surpresa em encontrar toda a sua família, até seu pai e sua tia que já estavam indo para a cama, mudaram os planos para nos conhecer! Seu pai é um super aventureiro, fez uma viagem na década de 50 com um Ford 1928 de Quito até a Bolívia! Imaginem as estradas naquela época!? A maioria aqui no Equador eram de terra ou pedra, que coragem. Seu irmão complementou nos contando que esta viagem depois se estendeu até o Uruguai, de ônibus. Isso sim é aventura!

A ala idosa do jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador

A ala idosa do jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador


Todos se reuniram em torno da mesa, com uma deliciosa pizza, para ouvir as histórias dos aventureiros. Os seus 3 filhos e seus amigos também curiosos testaram bem o meu espanhol, disparando perguntas de todos os tipos. Que reunião especial! Estávamos sentindo muita falta deste clima falimiar. Esperamos poder encontrá-los em algum canto da viagem, em Quito ou só lá em 2014, quando prometeram que irão nos visitar no Brasil no período da Copa do Mundo! Obrigada Christian por abrir as portas da sua casa, pela recepção calorosa e pela ótima memória que teremos da nossa despedida do Equador.

A 'ala jovem' do jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador

A "ala jovem" do jantar na casa do Christian, em Quito, no Equador

Equador, Quito, Mitad del Mundo, Amigos, Ecuador, latitude zero

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Fazenda em Rio Verde

Brasil, Goiás, Rio Verde

Paisagem colorida na área rural em Rio Verde - GO

Paisagem colorida na área rural em Rio Verde - GO


Rio Verde é a capital do agro-negócio do Estado de Goiás. Uma área de solo fértil, que possui vocação para o plantio de soja, milho, feijão e culturas complementares, deixando praticamente de lado a pecuária. Recentemente a região tem passado por uma grande valorização, não apenas no custo das terras e fazendas, como também na cidade, onde os terrenos já triplicaram de valor.

Passeio na fazenda em Rio Verde - GO

Passeio na fazenda em Rio Verde - GO


Nós ficamos hospedados na fazenda onde mora o Chico, primo do Rodrigo. Chico já mora aqui há 9 anos e é formado em agronomia. Casa de fazenda, varadão gostoso com vista para o campo, cachorros, galinhas e aquela vidinha bem difícil e estressante.

Com o Chico, na triste hora da despedida da fazenda e de Rio Verde - GO

Com o Chico, na triste hora da despedida da fazenda e de Rio Verde - GO


Estamos agora na entre-safra da soja onde se produz o sorgo e o milheto, que ajudam a preparar o solo para o próximo plantio, trazendo os nutrientes que estão no solo mais profundo para a superfície e deixando a palha para ajudar a manter o solo mais úmido e protegido. Além de nutrir o solo, estas culturas são utilizadas para a produção de razão animal. Vimos também as lavouras de milho, quase prontas para a colheita, o feijão e o algodão, deixando a paisagem em degrades de palha e verde.

A bela zona rural em Rio Verde - GO

A bela zona rural em Rio Verde - GO


Depois do almoço, demos uma volta pela cidade de Rio Verde, conhecemos a praça central onde fica a Igreja Matriz, com uma arquitetura modernosa, meio esquisita. Vimos o campus das universidade onde o Chico estudou e uma nova área da cidade que está em pelo crescimento e desenvolvimento. Em pouco tempo Rio Verde estará como hoje é Ribeirão Preto em São Paulo, um pólo riquíssimo com toda a infra-estrutura para atender às demandas das famílias dos fazendeiros que vivem e investem na região.

Milharal em Rio Verde - GO

Milharal em Rio Verde - GO


Hoje resolvemos também estrear a nova churrasqueira do Chicão. Eu preparei as saladas, assamos a carne, cerveja gelada e logo os amigos estavam chegando para completar a noite de lua crescente e de estiagem, que se punha sob o milharal.

Churrasco com amigos em Rio Verde - GO

Churrasco com amigos em Rio Verde - GO

Brasil, Goiás, Rio Verde, fazenda

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Floresta Petrificada

Estados Unidos, Arizona, Petrified Forest

Troncos petrificados há mais de 200 milhões de anos no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Troncos petrificados há mais de 200 milhões de anos no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


Nossa próxima parada foi o Parque Nacional da Floresta Petrificada. Um conjunto gigantesco de madeira fossilizada, que passou por um processo muito peculiar de mineralização, tornando-se pedra!

Madeira petrificada há mais de 200 milhões de anos, no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Madeira petrificada há mais de 200 milhões de anos, no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


Olhamos por fora fica difícil de acreditar, mas todos estes troncos perfeitos hoje são rochas, pedras, minerais! E não são quaisquer calhaus, são pedras multicoloridas com verde, vermelho, amarelo, negro, azul e até branco, além do próprio tom da madeira mais escura ou mesmo clara.

Madeira petrificada há mais de 200 milhões de anos, no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Madeira petrificada há mais de 200 milhões de anos, no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


Toda esta região foi, 225 milhões de anos atrás, uma floresta de imensas coníferas parecidas com as nossas araucárias. Viviam aqui os antecessores dos dinossauros, répteis carnívoros de grande estatura e estrutura, bípedes e quadrúpedes, alguns com carapaças, outros com imensas mandíbulas e ainda assim mais próximos aos crocodilos que aos dinossauros.

Observando troncos petrificados no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Observando troncos petrificados no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


As árvores foram caindo e sendo arrastadas pela água neste grande pântano lodoso, onde nem bactéria poderia sobreviver. Durante milhões de anos foram sendo enterradas por cinzas vulcânicas ricas em minerais. A água serviu como meio de transporte destes minerais que começaram a substituir sua estrutura original (celulose), por estruturas minerais, iniciando o processo de petrificação.

Gigantesco tronco petrificado, picotado por caçadores de cristais no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Gigantesco tronco petrificado, picotado por caçadores de cristais no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


Vários destes minerais que foram se entranhando na estrutura de madeira formaram cristais e pedras semipreciosas. Assim, homens que pensaram que teriam descoberto um imenso depósito de madeira, logo se depararam com uma fonte de renda ainda maior, explorando extensivamente este tesouro da história natural.

Cristais coloridos no interior de árvores petrificadas no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Cristais coloridos no interior de árvores petrificadas no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


Anéis, colares, enfeites, mesas, cadeiras, baquetas e tudo mais o que você imaginar que pode ser feitos com pedra, são vendidos nesta região. “Um tampo de mesa que há 60 anos eu compraria por 30 dólares hoje pode custar mais de 3.000!”, me conta um senhor que vive na região e viu o Parque Nacional ser formado, dificultando a ação dos extrativistas de madeira petrificada e ao mesmo tempo valorizando o produto. Mesmo com toda a infra-estrutura e rígida legistação que protege este fósseis, atualmente são roubados do parque em torno de 12 toneladas de madeira petrificada por ano! Isso sem contar com as outra toneladas que estão fora dos limites do parque. Surreal!

Enorme árvore petrificada no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Enorme árvore petrificada no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


A trilha do Rainbow Forest Museum e Crystal Forest são lindas e em menos de 30 minutos podem ser feitas. A estrada que cruza o parque é belíssima e passa por paisagens lunares, esculpidas pelo vento, pelas águas e pelo tempo.

Caminhando no surpreendente Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Caminhando no surpreendente Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


Um dos monumentos mais impressionantes é a Agata Bridge. Uma árvore petrificada ficou sobre um solo mais débil e que aos poucos foi lavado pela erosão, formando a ponte. Ela foi uma das principais responsáveis pela criação do parque nacional.

Tronco petrificado forma ponte natural no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Tronco petrificado forma ponte natural no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


Adiante visitamos os petroglifos com idade estimada entre 650 a 2.000 anos, creditados aos primeiros grupos humanos que habitaram esta região. As ruínas do Puerco Pueblo dão algumas pistas sobre como viveu esta população a base de milho e caça, em casas construídas de pedra. Sem portas nem janelas e com entrada pelo teto, as casas foram projetadas para proteger seus moradores do intenso vento que sopra no deserto.

A mais famosa pintura rupestre americana, no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

A mais famosa pintura rupestre americana, no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


O Petrified Forest National Park é belíssimo e vale muito a visita, que começando cedo pode ser combinada com a Cratera do Meteoro. Agora, se você tem tempo e quer curtir as paisagens sem pressa, ter mais tempo para ver os museus e ainda dar uma parada no restaurante próximo a entrada norte do parque, programe-se para um dia inteiro de passeio.

Fiona nos leva através do magnífico Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Fiona nos leva através do magnífico Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


Nós já havíamos passado por outra floresta petrificada em Teresina, Piauí, mas infelizmente além de contar com poucas unidades de fósseis, ela está abandonada e não possui a infraestrutura de suporte como a que encontramos aqui. Espero que um dia o Brasil valorize e consiga cuidar de seus tesouros naturais.

Admirando a belíssima paisagem do Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Admirando a belíssima paisagem do Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Estados Unidos, Arizona, Petrified Forest, Floresta Petrificada, Natureza, Petrified Forest National Park, Route 66

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