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On the Road

Brasil, Paraná, Curitiba

Paparicando a Luiza em Curitiba - PR

Paparicando a Luiza em Curitiba - PR


Hoje viajamos de Parati até Curitiba em uma batida só. O motivo? O casamento de um dos meus melhores amigos, Gustavo e Paula. Nos conhecemos desde os 13 anos, quando estudamos juntos no Expoente e por uma grande coincidência (ou não) descobrimos que nossas famílias se conheciam há muito tempo, do movimento espírita. Paula e Gustavo já namoravam há anos e ficaram noivos na Ilha do Mel, no mesmo dia do nosso casamento. Aquela ilha inspirou muitos casais! Tudo isso junto fez com que eu não pudesse perder este momento de jeito nenhum! Antes mesmo de viajarmos já havia prometido ao casal que viríamos de onde estivéssemos para celebrar esta união.

A Luiza, sobrinha querida, em Curitiba - PR

A Luiza, sobrinha querida, em Curitiba - PR


Foram 8 horas de estrada, chegamos direto na casa da mais nova pessoinha da família, Dona Luiza Silveira Clivatti! A Lulu está a coisa mais linda do mundo! Havíamos a encontrado na sua primeira semana de vida e depois só a vi umas duas vezes no skype, quase morreeeeendo de saudades. Nestes 2 meses a Luiza ganhou 1,5kg, está super interativa e ainda mais deliciosa. Dani e Dudu, vocês realmente fizeram um ótimo trabalho!

Paparicando a Luiza em Curitiba - PR

Paparicando a Luiza em Curitiba - PR


Paparicando a Luiza em Curitiba - PR

Paparicando a Luiza em Curitiba - PR


Chegamos em casa e fomos ao trabalho, descarregar a Fiona, lavar os 10 kg de roupa que acumulamos e organizar as coisas para o pouco tempo que temos que Curitiba. Eis que, quando eu menos esperava, recebo uma ligação do Gustavinho, um amigo de faculdade.

“Você está em Curitiba?!?! Eu vi seu carro aqui do lado da minha casa! Venha já, está rolando um churrasco da turma!”

Com amigos da faculdade, em Curitiba - PR

Com amigos da faculdade, em Curitiba - PR


Já era mais de meia-noite, mas eu não via os meus amigos há tempos. O Ro totalmente cansado, mas eu não pude deixar de ir! Foi uma maravilha! Boas risadas lembrando das nossas histórias da época. Ainda reencontrei um amigo que não via há tempos, o Marcelo, ele está trabalhando na área de turismo de aventura, rodou o Brasil e a América do Sul nos últimos 3 anos e tem altas dicas para nós. Maravilha! Vemos que nada é por acaso mesmo! Vamos ver se conseguimos nos encontrar algum dia desses para anotar as dicas. Amanhã será um dia corrido, pois logo logo estaremos on the road again!

Brasil, Paraná, Curitiba,

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Kennedy Space Center

Estados Unidos, Flórida, Cape Canaveral

Representação do espaço sideral (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Representação do espaço sideral (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


O Kennedy Space Center é parada obrigatória para qualquer pessoa viajando pela Flórida. E como a Flórida é o principal destino dos brasileiros nos Estados Unidos, eu arrisco dizer que o KSC é o único “parques de diversões” obrigatório para qualquer brasileiro na região. Homens, crianças, mulheres e idosos, muambeiros ou apenas turistas de primeira viagem, não há quem não tenha curiosidade pelo universo que habitamos. Lá neste espaço infinito pode estar a resposta para perguntas existenciais até hoje sem resposta. Quem somos? Para onde vamos? De onde viemos? Uma viagem impressionante pela história da exploração do espaço nos apresenta fatos, fotos e experiências de tirar o fôlego.

Funil de escape do motor do ônibus espacial (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Funil de escape do motor do ônibus espacial (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


A nossa visita começou pelo KSC Tour que inclui um passeio pelas dependências do Kennedy Center, com uma vista externa do VAB (Vehicle Assembly Building), o imenso edifício onde os foguetes são construídos.

Gigantesco prédio de montagem de foguetes no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA. Apenas o quadrado azul da bandeira é do tamanho de uma quadra de basquete!

Gigantesco prédio de montagem de foguetes no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA. Apenas o quadrado azul da bandeira é do tamanho de uma quadra de basquete!


O primeiro local visitado é o LC-39 Observation Gantry, onde além de um pequeno museu, está também uma torre de observação das plataformas de lançamento de foguetes, nos quatro pontos cardeais ao redor do Cape Canaveral.
Lá também está exposta uma parte do motor do foguete que lançou o Space Shuttle. Parafernália curiosa que o Rodrigo teve a ousadia de comparar com o motor da Fiona. Já pensou se ela pudesse nos levar para o espaço?

Um dos motores do foguete do ônibus espacial, no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA. Parece o motor da Fiona!

Um dos motores do foguete do ônibus espacial, no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA. Parece o motor da Fiona!


A próxima parada é o Apollo/ Saturno V Center, onde logo entramos de cabeça na aventura assistindo ao lançamento da Apollo 8 de dentro da sala de comando. Escutamos o áudio original e a sala, mesmo que vazia, reproduz as luzes, controles e até o calor, a vibração e as chamas do foguete nas janelas! Uma experiência muito real!

Sala de controle das Missões Apolo, que levaram o homem à Lua (no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Sala de controle das Missões Apolo, que levaram o homem à Lua (no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


Revivemos ali a chegada do homem à lua, os momentos de tensão e frustração das missões que falharam e vidas que foram perdidas. Na sala principal vimos a imensa Saturno V em exposição, uma nave de 110m de comprimento pendurada, com as explicações detalhadas sobre suas partes, missões, história e tripulações. Foram 12 astronautas a pisar na lua em 6 missões de grande sucesso, apenas a Apolo 13 teve que abortar e ainda assim chegou com a tripulação sã e salva à Terra.

Representação da chegada do homem à Lua (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Representação da chegada do homem à Lua (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


O ponto alto da nossa visita foi o filme Hubble 3D no Imax, que não pudemos assistir em outros lugares. Foram 43 minutos de cenas reais sobre a operação completa de treinamento da equipe que aceitou a dificílima missão de salvar o Telescópio Hubble. O telescópio que descobriu supernovas e buracos negros em galáxias muito distantes estava condenado a cair na atmosfera terrestre.

Chegando ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

Chegando ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA


Além de resgatá-lo, a equipe precisou repará-lo e fazer um up grade tecnológico, inserindo novas lentes ainda mais poderosas. Qualquer falha significaria não apenas em um terrível prejuízo financeiro, mas no fim do nosso super olho lá fora, no espaço. A história e as cenas reais filmadas em 3D, somadas às imagens do novo Hubble foram um dos momentos mais emocionantes da viagem. O mais próximo que nós poderemos chegar do espaço, desvendando nebulosas em Andrômeda e um cânion com um berço de estrelas na Via Láctea.

Foguete Apolo em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

Foguete Apolo em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA


É quando nos damos conta da nossa pequeneza... Mesmo diante das maiores belezas do Planeta Terra, seus imensos rios e montanhas, mares e continentes, vemos que somos pó.

As várias roupas de astronautas, em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

As várias roupas de astronautas, em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA


Se alguém aqui ainda achar toda essa emoção e conhecimento não são suficientes e que precisa de mais emoção, como uma montanha russa de algum outro parque da Disney, digo que vá então ao Shuttle Launch Experience. Um brinquedo de realidade virtual onde sentimos na pele como é estar dentro de um foguete na hora do lançamento. O projeto teve o acompanhamento dos astronautas que já passaram pela experiência e que garantem: é a simulação mais real que podemos vivenciar. Guiados por um dos astronautas, recebemos todas as instruções até o momento do lançamento, quando o simulador nos coloca na posição de 90 graus de inclinação e dispara em direção ao espaço.

Imagem do lançamento de um foguete Apolo (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Imagem do lançamento de um foguete Apolo (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


E aí, será que consegui convencer? Mais importante que convencer, neste caso, é saber que essa possibilidade existe. Digo isso porque, mesmo sendo apaixonados pelo espaço e super antenados em tudo que gira em torno, não havíamos programado a visita ao Kennedy Space Center. Porém passando na frente não resistimos e mudamos toda a programação.

'Jardim dos foguetes', no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

"Jardim dos foguetes", no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA


O Site do KSC é completo e dá todas as informações sobre como chegar, quanto pagar e quais as programações especiais podem ser feitas, como um almoço com um astronauta e programas especiais de vivência para as crianças. Inclua um pouco de cultura, história e emoção sobre a vida real na sua viagem para o mundo da fantasia.

Visita ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

Visita ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

Estados Unidos, Flórida, Cape Canaveral, Cabo Canaveral, espaço, Kennedy Space Center, NASA , Space Coast

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Ponta do Corumbau

Brasil, Bahia, Corumbau (P.N do Descobrimento)

A longa ponta de areia em Corumbau - BA

A longa ponta de areia em Corumbau - BA


Sorria, estamos na Bahia! Praia, coqueiros, água de coco, recepção calorosa e amistosa dos baianos e principalmente o sol não nos deixam mentir. O sol chegou e pelo jeito veio para ficar! Saímos cedo da nossa pousada para aproveitar o dia e a hora certa da maré para conhecer a tão falada Ponta do Corumbau.

Praia em Corumbau - BA

Praia em Corumbau - BA


Uma ponta de areia que se estende uns 300m mar adentro e que dá o ar da graça apenas na maré baixa. Um cenário maravilhoso, todos os tons de verde se mostram da areia à sombra do arrecife que ladeia a língua de areia.

A longa ponta de areia em Corumbau - BA

A longa ponta de areia em Corumbau - BA


À poucos quilômetros ao norte dali fica o Rio Corumbau. Às suas margens se encontra uma aldeia de índios pataxós. Conversando com os comerciantes na vila de pescadores soubemos que na aldeia existem escolas que ensinam a língua indígena falada por eles, assim como a cultura e história do seu povo. Algumas professoras brancas que já lecionaram nessas escolas acabaram se apaixonando por pataxós, casaram e hoje vivem dentro da cultura indígena. Assim começou e continua a miscigenação que faz o povo brasileiro e que não poderia ter dado mais certo!

De volta ao boteco do primeiro dia, agora com sol, em Corumbau - BA

De volta ao boteco do primeiro dia, agora com sol, em Corumbau - BA


Uma pena termos que ir embora tão cedo e não podermos aproveitar mais deste paraíso. Seguimos para Itamaraju e ainda com o sol a pino nos pusemos a trabalhar no site. Quisemos adiantar um pouco a estrada e o expediente para aproveitar bem o dia ensolarado de amanhã em novos paraísos! Amanhã bem cedo seguiremos até o Parque Nacional do Monte Pascoal e depois Caraíva! Pelo menos assim, vamos pulando de paraíso em paraíso!

Auto-foto em Corumbau -  BA

Auto-foto em Corumbau - BA


Fechamos o dia comemorando á distância o aniversário do Guto, meu cunhado, em uma pizzaria com som ao vivo direto de Teixeira de Freitas! Quando saímos de lá estava começando a esquentar, uma beleza! Pena que “balada” para nós ultimamente só se for matinê.

Brasil, Bahia, Corumbau (P.N do Descobrimento), Ponta do Corumbau, Praia

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Roliúde Nordestina

Brasil, Paraíba, Cabaceiras (Laje do Pai Mateus)

Dentro da Pedra do Capacete, no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB

Dentro da Pedra do Capacete, no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB


A região do Cariri Paraibano é velha conhecida de todos os brasileiros que prestigiam o cinema nacional. Filmes como o “Auto da Compadecida”, “Cinema, Aspirinas e Urubus” e “Canta Maria” foram filmados na região. As cidadezinhas que aparecem nos filmes, interioranas, com aquelas casinhas antigas e igreja na praça central, é exatamente a cara da cidade de Cabaceiras.

Igreja em Cabaceiras - PB

Igreja em Cabaceiras - PB


Uma área de beleza cênica ímpar no sertão do nordeste, não é a toa que a cidade é conhecida como a Roliúde Nordestina. O Museu Cinematográfico Municipal tem no seu acervo fotos, filmes e memórias dos mais de 20 filmes longas rodados na região.

Cabaceiras - PB

Cabaceiras - PB


Durante a manhã fomos conhecer o Cânion, achando que encontraríamos uma paisagem seca. Que nada! O leito de um caudaloso rio nos meses de chuva e que nesta época ainda possui algumas lagoas, que segundo Paulo, nunca secaram. Tomamos um delicioso banho de rio, com o panorama lunar formado pela erosão da água nas rochas.

Canyon do rio Soledade, região de Cabaceiras - PB

Canyon do rio Soledade, região de Cabaceiras - PB


Buraco na pedra no canyon do rio Soledade, em Cabaceiras - PB

Buraco na pedra no canyon do rio Soledade, em Cabaceiras - PB


Depois do almoço, trabalho e um passeio pela cidade de Cabaceiras, seguimos ver o pôr-do-sol na aclamada Laje do Pai Mateus. Eleito a primeira maravilha do Estado da Paraíba, o lajedo é uma imensa formação rochosa, com imensas pedras arredondadas sobrepostas.

A famosa Pedra do Capacete, no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB

A famosa Pedra do Capacete, no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB


Pai Mateus foi um curandeiro que viveu entre os anos de 1700 e 1800. Não se sabe ao certo se era um curandeiro indígena ou negro, fato é que sua história sobreviveu até hoje, assim como a sua casa sobre o lajeado de mesmo nome.

A casa de Pai Mateus, no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB

A casa de Pai Mateus, no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB


Une-se a esta história a crença popular no poder das rezadeiras, mulheres ou até mesmo homens, com o dom da cura. Avô de Ribamar, um guia local, já teria apagado fogo na caatinga, apenas com as suas preces.

Vista de dentro da Pedra do Capacete, no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB

Vista de dentro da Pedra do Capacete, no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB


O pôr-do-sol no Pai Mateus é um momento de energia e colorido especial! Os liquens alaranjados provam que o mar virou sertão, brilhando ainda mais no fim de tarde. Pedimos licença ao Pai Mateus para conhecer a sua casa e nos reenergizamos na pedra onde ele deve ter visto muitos outros momentos como este. Um elo direto entre nós, Pai Mateus e nossos mais antigos ancestrais americanos, unindo as histórias da idade da pedra e da nossa roliúde nordestina. Ah, se essas pedras falassem.

Observando o pôr-do-sol no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB

Observando o pôr-do-sol no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB

Brasil, Paraíba, Cabaceiras (Laje do Pai Mateus), auto da compadecida, cânion, Laje do Pai Mateus, matacão, roliúde nordestina, sertão, trilha

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Praias Inundadas

Brasil, Pará, Santarém, Alter do Chão

Praia e quiosques inundados pelo rio Tapajós, em Alter do Chão - PA

Praia e quiosques inundados pelo rio Tapajós, em Alter do Chão - PA


Santarém é uma grande cidade, com mais de 270 mil habitantes, às margens do Rio Amazonas. Ela fica exatamente no encontro das águas do Rio Tapajós e do Rio Amazonas, o mesmo fenômeno que vimos rio acima, entre o Solimões e o Rio Negro, aqui se repete com as águas barrentas do Amazonas e as águas mais escuro-amareladas do Tapajós.

Chegando à Santarém - PA

Chegando à Santarém - PA


A orla de Santarém é muito diferente de Manaus e mesmo de Belém, a cidade tem a sua frente voltada para o rio. Um calçadão é todo iluminado e muito simpático para um passeio durante a noite e reúne famílias e jovens com suas varas de pesca à beira do rio.

A orla de Santarém - PA

A orla de Santarém - PA


Ali encontramos restaurantes, comércio, a Igreja Matriz, praça e inclusive um píer turístico de onde saem os passeios de barco para as praias no período da seca e para as florestas inundadas agora na cheia. À noite, neste mesmo píer, funciona um restaurante-bar muito gostoso, provamos a isca de pirarucu, deliciosa!

A bela Igreja Matriz de Santarém - PA

A bela Igreja Matriz de Santarém - PA


Hoje com o dia chuvoso, caminhamos novamente pela orla, pelo centro da cidade e almoçamos em um restaurante por quilo muito gostoso, comida caseira, salada e uma grande variedade nada fácil de encontrar por estas bandas. Fizemos o check out do hotel, já nos preparando para seguir viagem. Antes, porém, precisávamos de informações e liberações do ICM-Bio para conhecer a FLONA Tapajós. Uma Florestas Nacionais das mais organizadas do Brasil, desenvolve um trabalho de manejo sustentável da floresta junto das comunidades ribeirinhas que vivem do extrativismo. Infelizmente nos desencontramos da pessoa responsável pelas visitações, que estava fora do escritório, mas conseguimos um folder e a informação que podemos pegar a liberação na secretaria de entrada.

Com chuva, no píer de Santarém - PA

Com chuva, no píer de Santarém - PA


Já eram quase três horas da tarde e o sol começou a dar o ar da graça. Estávamos na dúvida se esperávamos o amigo responsável pela FLONA, para mais detalhes, ou se pegávamos estrada. Não titubeei, praia! Há apenas 35 km de Santarém ficam as praias de água doce mais bonitas do Brasil, na cidade de Alter do Chão.

Nadando no fim de tarde no rio Tapajós, em Alter do Chão - PA

Nadando no fim de tarde no rio Tapajós, em Alter do Chão - PA


O Rio Tapajós é riquíssimo em praias, areias claras, águas limpíssimas, mornas e convidativas, ainda mais no calor. Durante o verão daqui, época de seca, os rios baixam e as praias aparecem. Infelizmente chegamos no período chuvoso, quando os rios estão cheios e as praias todas inundadas. A paisagem muda muito, as barracas de praia que normalmente estariam cheias de turistas, agora estão embaixo d´água.

A caminho da praia, remando, em Alter do Chão - PA

A caminho da praia, remando, em Alter do Chão - PA


A Ilha do Amor, praia mais conhecida bem em frente à Alter do Chão, é um istmo de areia que fica separado por um pequeno canal, que pode ser atravessado com a água nas canelas. A Lagoa Verde, Pindobal, Ponta do Cururu e outras centenas de praias podem ser exploradas ao longo do rio. Depende da disposição e do grau de aventura de cada um.

Nadando no fim de tarde no rio Tapajós, em Alter do Chão - PA

Nadando no fim de tarde no rio Tapajós, em Alter do Chão - PA


Nós chegamos, nos instalamos e logo atravessamos de canoa para um último pedacinho de praia que ainda restou na Ilha do Amor. Íamos nadando, mas como sempre sobra para mim o trabalho de levar as coisas secas enquanto o meu amor esportista nada deliciosamente até lá.

A caminho da praia, nadando, em Alter do Chão - PA

A caminho da praia, nadando, em Alter do Chão - PA


Final de tarde excepcional, o rio estava um espelho, o sol e a água em temperaturas ideais para ficarmos até o cair da noite sem sentir frio. Conhecemos um casal mineiro bom de papo que nos fez uma ótima companhia, engatei na conversa e foi difícil de parar. Cada um com seu esporte preferido, uai!

Fim de tarde no rio Tapajós, em Alter do Chão - PA

Fim de tarde no rio Tapajós, em Alter do Chão - PA


Nem preciso dizer que nós queremos voltar no verão, as praias começam a aparecer em julho e estão na melhor forma em novembro. Há quem diga que as águas ficam verdinhas, “o caribe de água doce”, mas eu? Só acredito vendo! Rsrsrs!

Voltando da praia de canoa, já de noite, em Alter do Chão - PA

Voltando da praia de canoa, já de noite, em Alter do Chão - PA

Brasil, Pará, Santarém, Alter do Chão, Rio Amazonas, Rio Tapajós

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Brasil no Haiti

Haiti, Port-au-Prince

Veículos do batalhão de engenharia do Brasil, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Veículos do batalhão de engenharia do Brasil, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


As Nações Unidas estiveram presentes no Haiti com diferentes missões de 1993 a 2000. Porém foi justamente no intervalo de saída da ONU, entre 2001 e 2004 que o país passou por sua mais recente crise política. Em 2001 foi eleito o presidente Jean-Bertrand Aristide, com menos de 10% da população indo as urnas. A oposição não aceitou o resultado e a partir daí um novo conflito começava.

As bandeiras da ONU, do Brasil e do Haiti tremulam na base da ONU em Port-au-Prince, capital do país

As bandeiras da ONU, do Brasil e do Haiti tremulam na base da ONU em Port-au-Prince, capital do país


O descontentamento com o governo foi se alastrando e nos anos seguintes o povo revoltado se armou para tirar o presidente do poder. As principais cidades do país estavam tomadas pelas forças revolucionárias e Aristide não teve outra opção senão sair do país. O ano era 2004, o Haiti acabava de sair de uma guerra civil. A revolução foi vitoriosa, mas encontrou um país à beira de um colapso econômico, político e social. O caos estava instalado e o novo governo provisório já não tinha mais como assegurar a ordem.

Aviso para quem deixa a base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Aviso para quem deixa a base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


O país pediu ajuda para a ONU que prontamente atendeu, entrando primeiramente com tropas americanas e elegendo o Brasil para comandar a nova missão de paz. O exército brasileiro foi muito bem recebido pelos haitianos, que mais do que ordens e regras, necessitavam de ajuda. Nosso jeito latino e caloroso de estender a mão, cuidar, tocar, e participar das soluções de problemas foi o grande diferencial para que o povo haitiano aceitasse estrangeiros na organização e reconstrução do seu país.

Monumenro aos militares brasileiros mortos no terremoto de 2010, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Monumenro aos militares brasileiros mortos no terremoto de 2010, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


A MINUSTAH – Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti – tem como principais objetivos estabilizar o país, desarmar os grupos de rebeldes e guerrilheiros, promover eleições livres e informadas e formar o desenvolvimento institucional e econômico no Haiti. Os primeiros anos sem dúvida foram os mais complexos, mas hoje com os ânimos mais calmos o principal trabalho das tropas das Nações Unidas são de segurança, dando suporte para a criação de uma nova guarda e polícia nacional, ajudando na construção da infraestrutura básica e na reorganização do país.

Chegando á base da Minustah em Port-au-Prince, no Haiti

Chegando á base da Minustah em Port-au-Prince, no Haiti


Tudo parecia estar indo bem, quando um desastre natural viria trazer novamente a tragédia e o caos para esse povo: o grande terremoto de 12 de janeiro de 2010. As tropas brasileiras sentiram o tremor desde o Campos Charlie. O Major Renato nos conta que ouviu um estrondo e sentiu o chão tremer “Pensei que era uma explosão no paiol e cheguei a me jogar no chão” nos conta enquanto caminhamos pelas ruas da base brasileira. Logo, quando olhou para trás percebeu que todos os contêineres do acampamento estavam fora do lugar, ele viu a imensa nuvem de fumaça subindo e vindo da direção do centro da cidade, foi quando finalmente se deu conta que havia ocorrido um terremoto.

Monumenro aos militares brasileiros mortos no terremoto de 2010, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Monumenro aos militares brasileiros mortos no terremoto de 2010, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


A missão que estava começando um período de transição para ser retirada do país, reafirmou seu compromisso de ajudar o Haiti e foi renovado o contrato para a permanência da MINUSTAH até que se estabilizasse a situação. O Major Renato está em sua segunda missão no Haiti, é um dos poucos oficiais brasileiros que está no país que realmente vivenciou o drama que se seguiu ao terremoto.

O Major Renato nos recebe na base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti

O Major Renato nos recebe na base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti


Dentro do Campo Charlie está montada uma verdadeira cidade que atende a todos os integrantes de diferentes países. Na nossa visita fomos à sede onde está baseada a tropa do BRAENGCOY – Companhia de Engenharia de Força de Paz. São prédios permanentes e algumas áreas provisórias com estrutura completa que reúnem as salas de comando, reunião e escritórios que organizam todos os trabalhos de engenharia que as Nações Unidas estão envolvidas.

Veículos do batalhão de engenharia do Brasil, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Veículos do batalhão de engenharia do Brasil, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


Todos os soldados brasileiros que participam da missão são voluntários e ficam alocados por 6 meses. A área de moradias é formada por dezenas de contêineres adaptados para quartos onde dormem até 4 pessoas. O campo possui a sua própria estação de tratamento de água, ambulatório e uma grande área de estacionamento com todo o maquinário utilizado nas obras. Todo este maquinário foi muito útil após o terremoto e hoje continua sendo essencial para as obras de terraplanagem e pavimentação de estradas, perfuração de poços artesianos e as mais diversas obras necessárias no país. A companhia também participa de ações sociais de distribuição de água e doações em comunidades carentes.

Conteiners em que moram os militares brasileiros na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Conteiners em que moram os militares brasileiros na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


Sempre fui curiosa para entender como funcionaria o dia a dia do exército, principalmente em uma missão como esta. O que eu percebo é que em geral nós, civis, não temos muita ideia do leque de atuação do exército no nosso país. Pensamos, o Brasil nunca entra em guerra, por que precisamos de tanto investimento nas forças militares? Bem, é sempre bom estar prevenido, mas ainda assim é importante sabermos que todos eles possuem um papel fundamental, não apenas na segurança e defesa das fronteiras como inclusive no desenvolvimento de infraestrutura do país. Rodovias, abertura de estradas, preparação do terreno e fundação para grandes obras no meio da floresta Amazônica ou onde seja, não seriam viáveis não tivesse “uma mãozinha” do exército. Resumindo, eles fazem o trabalho duro, depois as construtoras licitadas chegam e levantam as paredes.

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti


Conhecemos alguns dos integrantes do Batalhão de Engenharia do Exército quando eles estavam no seu dia de folga em uma praia na baía de Port-au-Prince. Vendo a minha curiosidade e interesse em conhecer a missão e um pouco do dia-a-dia deles aqui no Haiti, nos convidaram a visitar a sede. O Sub-Comandante Spetch que trabalha na área de comunicação do BRAENGCOY conseguiu a autorização do comandante, agendou a visita e mesmo em meio à uma inspeção da ONU, a equipe se desdobrou para atender-nos. Fomos recebidos pelo Sargento Josenilson e logo pelo Major Renato, que percorreu todo o campo conosco, explicando como funciona, quais as funções e qual era a organização do campo onde vivem os contingentes brasileiros.

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti


O Brasil tem mais de 2 mil soldados no Haiti e agora a missão de estabilização entra novamente em um período de transição, começando a diminuir as tropas. Foi um grande privilégio poder visitar e conhecer de perto o trabalho desse pessoal aqui, um orgulho para o povo brasileiro. Em um país com o histórico do Haiti, chego a achar que este é um programa quase obrigatório no roteiro. Hey comandante! Já pensou se a moda pega?

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti

Haiti, Port-au-Prince, BRAENGCOY, Exército, MINUSTAH, Missão Brasileira no Haiti

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Bolívar!

Venezuela, Ciudad Bolívar

Ciudad Bolívar, na beira do rio Orinoco,  Venezuela. Ao fundo, a grande ponte que atravessa o rio

Ciudad Bolívar, na beira do rio Orinoco, Venezuela. Ao fundo, a grande ponte que atravessa o rio


Bolívar é um nome comumente visto pelas ruas, placas e na história da República Boliviariana da Venezuela. O nome de um estado, o nome de uma cidade e o nome de um ideal, o herói Simón Bolívar lutou pela independência dos países sul-americanos do norte, enquanto San Martín vinha desde a Argentina consolidando esta posição nos países do sul. Seu ideal ainda é o principal combustível para a revolução socialista que iniciou Hugo Chávez, se colocando ao lado do mártir da independência como o novo herói da nação, que sonha com um país livre e independente dos domínios europeus e americanos. Fotos-montagens de Bolívar e Chávez lado a lado, estão por todas as praças do país e hoje, finalmente, chegamos ao principal quartel general deste líder latino-americano, Ciudad Bolívar.

Praça no centro histórico de Ciudad Bolívar, na Venezuela

Praça no centro histórico de Ciudad Bolívar, na Venezuela


Fundada em 1764, Santo Tomás de la Guayana de Angostura, está nas margens do principal rio do país, o Rio Orinoco. O importante porto se tornou o quartel militar de Simón Bolívar logo depois de sua chegada em 1817. Foi daqui, da antiga Angostura, que partiram as forças de Bolívar unidas à Legionários Britânicos para a batalha que libertaria a Colômbia. Foi também aqui, na Casa do Congresso em 1819, que nasceu a República da Gran Colômbia, que compreendia Venezuela, Colômbia e Equador. Em 1846 a cidade foi renomeada em homenagem ao herói nacional e passou a chamar-se Ciudad Bolívar.

Casarão histórico em Ciudad Bolívar, na Venezuela

Casarão histórico em Ciudad Bolívar, na Venezuela


Hoje a cidade é a capital do maior estado venezuelano, o Estado Bolívar, e junto à Ciudad Guayana é uma das principais cidades da região. Seu charmoso centro histórico é sempre um deleite aos turistas vindos de qualquer canto do país, ruas tranquilas e bem coloridas que se destacam perante a selva de pedras de Caracas ou as desorganizadas zonas urbanas comuns ao redor do país.

Arquitetura colorida em Ciudad Bolívar, na Venezuela

Arquitetura colorida em Ciudad Bolívar, na Venezuela


Rua no centro histórico de Ciudad Bolívar, na Venezuela

Rua no centro histórico de Ciudad Bolívar, na Venezuela


O Paseo Orinoco é um calçadão que margeia o rio, lotado de lojinhas e restaurantes, que há alguns anos atrás ainda tinha um certo charme para os turistas. Hoje a decadência já é clara, encontrar uma panificadora para o café da manhã já foi uma vitória e infelizmente resta pouco para defende-lo a não ser a beleza natural do rio.

Com o nosso amigo e carona colombiano, o Jorge, em Ciudad Bolívar, na Venezuela

Com o nosso amigo e carona colombiano, o Jorge, em Ciudad Bolívar, na Venezuela


Já estivemos aqui na nossa viagem de 2007, vindos da Gran Sabana após o trekking do Monte Roraima e 18 horas de ônibus desde Santa Elena de Uairén. Hoje a nossa chegada foi mais confortável, mas não menos cansativa. Saímos do Hato El Cedral as 6h da manhã e cruzamos a cidade de San Fernando de Apure, há 2 horas de Mantecal e seguimos rumo ao Amazonas mais duas horas, passando pelo Parque Nacional Cinaruco-Capanaparo. Uma região de pântanos, rios e florestas belíssimos!

Com o sol nascendo, deixamos os llanos rumo à Ciudad Bolívar, mais de 1.000 km adiante

Com o sol nascendo, deixamos os llanos rumo à Ciudad Bolívar, mais de 1.000 km adiante


Cruzando um importante afluente do rio Orinoco, na região de Pueto Ayacucho, fronteira de Venezuela e Colômbia

Cruzando um importante afluente do rio Orinoco, na região de Pueto Ayacucho, fronteira de Venezuela e Colômbia


Finalmente chegamos à Cidade de Puerto Paez, quase na fronteira com a Colômbia, e encontramos um dos poucos lugares onde podemos cruzar o grande Rio Orinoco. Na balsa conhecemos Jorge, um jovem colombiano que trabalha aqui com seus primos durante as suas férias da universidade. Jorge esperava o ônibus que o levaria à Ciudad Guayana e que sairia apenas às 4 horas da tarde.

Balsa para cruzar o rio Orinoco, na região de Puerto Ayacucho, na Venezuela

Balsa para cruzar o rio Orinoco, na região de Puerto Ayacucho, na Venezuela


de balsa, cruzando o rio Orinoco, na região de Puerto Ayacucho, fronteira de Venezuela e Colômbia

de balsa, cruzando o rio Orinoco, na região de Puerto Ayacucho, fronteira de Venezuela e Colômbia


Daqui ele seguiu conosco, trazendo uma visão bem interessante de quem está viajando por todo o país e vendo tudo o que está acontecendo na economia, na política, no comércio e no dia-a-dia da já nem tão nova República Boliviariana da Venezuela. Manipulação de resultados e eleitores fantasmas são só a parte bonita do que se escuta pelas ruas do país. A falta de suprimentos e itens de primeira necessidade serão o estopim de uma revolução popular que já não poderá ocultar e se enganar de que este governo está a defender os interesses da população mais pobre.

A bela paisagem da estrada entre Puerto Ayacucho e Ciudad Bolívar, na Venezuela

A bela paisagem da estrada entre Puerto Ayacucho e Ciudad Bolívar, na Venezuela


Reencontro com rios amazônicos, na estrada entre Puerto Ayacucho e Ciudad Bolívar, na Venezuela

Reencontro com rios amazônicos, na estrada entre Puerto Ayacucho e Ciudad Bolívar, na Venezuela


Foram muitos quilômetros e umas 8 horas de conversa entre Puerto Paez e Ciudad Bolivar. Chegamos a tempo de comer um prato-feito no restaurante em frente à Pousada Don Carlos, onde nos hospedamos no centro histórico. No dia seguinte aproveitamos para rever a cidade, o Paseo Orinoco e o Mirador Angostura antes de nos despedirmos de Jorge. À tarde passeamos pela Plaza Bolívar e toda a Zona Colonial totalmente reformada com suas casas coloridas na campanha para a cidade sediar os Jogos Panamericanos de 2019. Pena que a reforma é apenas de fachada, literalmente, pois das várias casas do centro que eram restaurantes e pousadas, poucas continuam em funcionamento nos dias de hoje.

Um simpático morador de Ciudad Bolívar, na Venezuela

Um simpático morador de Ciudad Bolívar, na Venezuela


Rua central de Ciudad Bolívar, na Venezuela, com o rio Orinoco ao fundo

Rua central de Ciudad Bolívar, na Venezuela, com o rio Orinoco ao fundo


Aproveitamos o dia também para fazer a troca de filtro e óleo da Fiona, que ganhou uma garibada geral enquanto nós organizávamos o nosso tour para um dos pontos altos da nossa passagem pela Venezuela, o Salto Angel! Este é o único trecho do nosso roteiro de 2007 que decidimos repetir nesta viagem. Importante dizer, que se tivéssemos tempo repetiríamos tudo! Voltamos 6 anos depois não apenas pela aventura ou beleza do Parque Nacional Canaima, mas por ter ficado entalado na nossa garganta uma visão parcial, quase nula, da maior cachoeira do mundo! Pois então vamos tentar a sorte novamente, o lugar é tão incrível que vale o investimento e todo o esforço!

Na orla do rio Orinoco, em Ciudad Bolívar, na Venezuela

Na orla do rio Orinoco, em Ciudad Bolívar, na Venezuela

Venezuela, Ciudad Bolívar, Bolívar, cidade histórica, Estrada, Rio Orinoco

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Bear Country – Be Bear Aware!

Estados Unidos, Wyoming, Yellowstone National Park, Montana, Glacier National Park

Ursa Grizzly e seu filho se alimentam ao lado de rio na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos

Ursa Grizzly e seu filho se alimentam ao lado de rio na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos


Estas placas estão espalhadas por todos os parques nacionais americanos que são habitados por

ursos

. Nós que não estamos acostumados com esse tipo de situação não temos ideia de quão comum é um encontro com um urso.

Aviso de que apenas grupos com 4 pessoas, no mínimo, podem caminhar nessa área na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Aviso de que apenas grupos com 4 pessoas, no mínimo, podem caminhar nessa área na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Em quase todos os parques eu perguntava aos rangers se deveria me preocupar, o que deveria fazer, etc. Os rangers sempre podem te ensinar como agir nestas situações, além dos panfletos e cartazes sempre oferecerem informações claras do que deve ser feito. A dica mais importante que aprendemos neste tempo andando por trilhas nesta terra de ursos é caminhar sempre fazendo barulho, falando, batendo palmas, se fazendo notado. Os ursos não gostam de ser surpreendidos, normalmente eles irão evitar o contato com o ser humano e fugir.

Um dos muitos painéis explicativos sobre ursos no Banff National Park, em Alberta, no Canadá

Um dos muitos painéis explicativos sobre ursos no Banff National Park, em Alberta, no Canadá


Mas, e se por um grande azar você cruza com ele na trilha inesperadamente? O que deve fazer? Aí vão algumas das regras básicas:

1) Não corra! Se você correr o instinto do urso será te perseguir, pois estará agindo como suas presas.
2) Fique calmo, mantenha sua mochila nas costas e afaste-se devagar para longe, sem dar as costas.
3) Não o olhe nos olhos, pois o urso pode receber o seu olhar como um desafio.
4) Se o urso estiver com um filhote nunca fique entre ele (no caso ela, a ursa) e o filhote.
5) O urso pode dar botes falsos, para te testar, eles são curiosos e podem querer se aproximar para entender melhor a situação. No caso de uma aproximação, fique parado com os braços levantados para parecer maior e fale baixo, mas de maneira firme.
6) Se o urso se aproximar e te derrubar, a posição de segurança é ajoelhado no chão com a cabeça entre os joelhos e mãos na nuca. Assim você estará protegendo seus órgãos vitais na barriga e a mochila ajudará a proteger as costas e rins.
7) Se ele não for embora e resolver te atacar, ataque-o imediatamente com um soco no focinho, dedos nos olhos e corra!

Quase todos que se aventuram para longas caminhadas e principalmente os que ficam acampados nestas áreas são orientados a carregar consigo um spray de pimenta, o famoso bear spray. Ele deve estar em um lugar de fácil acesso, pendurado no seu cinto ou na alça da mochila. Se o seu plano é se aventurar, compre um (custam entre 35 e 45 dólares) e leia o manual com atenção para saber como utilizá-lo.

Filhote de urso  observa os turistas que o fotografam, na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos

Filhote de urso observa os turistas que o fotografam, na região de Many Glacier, no Glacier Nacional Park, em Montana, nos Estados Unidos


Eu e o Rodrigo nos divertimos lendo os informativos e cartazes sobre a etiqueta e as regras de segurança no bear country. Soco no focinho e dedo no olho? Hahahaha! Surreal! Mas na hora do desespero, sabe Deus como cada um vai reagir. Então o melhor mesmo é não dar bobeira, fazer barulho e deixar bem avisado aos ursos que vivem por ali que você estará passando.

Estados Unidos, Wyoming, Yellowstone National Park, Montana, Glacier National Park, Animal, Bear, dicas, urso

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Trekking Santa Cruz

Peru, Huaraz

Início do Trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Início do Trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


O trekking pela Quebrada Santa Cruz é considerado um dos melhores e mais bonitos do mundo. Normalmente ele é feito em 4 dias de caminhada, cada dia caminhando em média 13km e o quarto dia é mais curto, com pouco mais de 5km. Nós decidimos fazê-lo em 3 dias, já que o nosso tempo é curto e precisamos chegar em Guayaquil no Equador, até o dia 09/09.

Trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


Abaixo a nossa programação:

1º DIA – Cashapampa (2.900m) a Llamacorral (3.800m) - 13km
2º DIA – Llamacorral (3.800m) a Taulipampa (4.250m) – 13km
3º DIA - Taulipampa (4.250m) – Passo Ponta Unión (4.750m) – Vaqueria – 18km

A trilha é bem marcada e pode ser feita sem guias, porém aí teríamos que carregar toda a estrutura, barraca, sacos de dormir e comida para os 3 dias ou 4 dias. Como não queríamos ter riscos de atraso, pensamos inicialmente em contratar apenas um arrieiro com uma mula. Ele cobraria em torno de 100 soles, além da alimentação e do equipamento (barraca e saco de dormir) que teria que ser alugado para ele. Teríamos também que encontrar uma solução para o transporte até o início da trilha em Cachapampa, ou táxi, mais caro, ou transporte coletivo até uma parte e uma caminhada mais longa. A outra opção era entrarmos em um grupo, termos o acompanhamento de um guia, um cozinheiro e o arrieiro carregando todo o equipamento, já incluindo os transportes. O preço foi 40 dólares por dia, por pessoa, incluindo tudo! Acabamos optando pela facilidade e agilidade e entramos no grupo da Huáscarán, formado por mais 4 pessoas, uma húngara, um alemão, uma luxemburguesa e um austríaco.

Nosso grupo almoça do lado de rio na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Nosso grupo almoça do lado de rio na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


Sem dúvida alguma foi a melhor opção! Quando chegávamos ao acampamento as barracas já estavam montadas, junto da estrutura de banheiro, tenda de cozinha e “restaurante”. Chás quentinhos, pipoca, lanches de trilha prontos, almoços saudáveis e jantares elaborados também!

Hora do almoço no trekking na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Hora do almoço no trekking na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


Na barraca, além do nosso isolante térmico, tínhamos um colchão de ar fino, mas que nos dava muito mais conforto. Uma estrutura vip, para realmente só nos preocuparmos em caminhar e aproveitar as belezas que o trekking tinha a oferecer. Além de toda a infra-estrutura, ainda tínhamos a convivência com o grupo internacional e com o nosso guia Oscar, um engenheiro agrônomo super viajado e interessantíssimo! Tibúrcio, nosso cozinheiro, estava sempre mais ocupado, preparando nossas refeições, mas sempre que tinha um tempinho gostava também de socializar e passar seus conhecimentos das montanhas e da região.

Nosso acampamento na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Nosso acampamento na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


A experiência deste trekking ficou muito mais rica, pois não se resumiu apenas em conhecer a natureza, mas também a cultura e as histórias do local, ainda com um tempero internacional especial!

Peru, Huaraz, Trekking Santa Cruz

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Iracema Falls

Brasil, Amazonas, Presidente Figueiredo

Ao lado da Cachoeira Iracema, com muita água, em Presidente Figueiredo - AM

Ao lado da Cachoeira Iracema, com muita água, em Presidente Figueiredo - AM


Você deve estar se perguntando, ué, mas vocês não voltaram para o Brasil? Qualé a desse nome em inglês, Iracema “Falls”? Pois é, isso só confirma o que todos nós sabemos na teoria, a Amazônia não é nossa!

Explorando as grutas da região da Cachoeira da Iracema, em Presidente Figueiredo - AM

Explorando as grutas da região da Cachoeira da Iracema, em Presidente Figueiredo - AM


Ok, não tenho dados suficientes para afirmar isso. Exageros à parte, a quantidade de turistas estrangeiros na Amazônia é tão grande quanto o fascínio pelo “estrangeirismo” que o nosso povo tem. Nomes americanizados com “w, y e son”, são comumente encontrados em todo lugar. Um bom exemplo é o nome do índio Willys, batizado em homenagem ao nome escrito no jipe do padre que havia vindo catequizá-los. Umas letrinhas tão diferentes, tão bunitinhas... Isso explica também a imensa placa da cachoeira que fomos conhecer hoje, “Iracema Falls”. Eles oferecem uma boa estrutura de apoio, mas o principal sem dúvida está na manutenção das trilhas, sinalizações e segurança. Fizemos um circuito circular passando por algumas grutas lindíssimas e muito úteis na hora em que começou a chover.

Clarabóia em gruta ao lado da Cachoeira Iracema, em Presidente Figueiredo - AM

Clarabóia em gruta ao lado da Cachoeira Iracema, em Presidente Figueiredo - AM


Parte da trilha segue por uma passarela de madeira que protege de erosão a área da margem. As cachoeiras da região de Presidente Figueiredo em época de chuva têm proporções amazônicas! É muita água! A Cachoeira Iracema é belíssima, larga e com um grande lago impossível de nadar ou se banhar nesta época do ano. No entanto encontramos algumas pessoas que nos disseram não ser comum esta quantidade de água. Nos períodos mais secos se pode nadar no lago e inclusive escalar a cachoeira! Inacreditável!

Cachoeira Iracema, em Presidente Figueiredo - AM

Cachoeira Iracema, em Presidente Figueiredo - AM


Seguimos caminhando por 30 minutos beirando o rio e chegamos à Cachoeira das Araras. Uma queda dupla e também com um volume de água imenso. Bela caminhada por uma floresta úmida, trilha plana, bom exercício. Paramos no meio do caminho para nos refrescarmos, o Ro em uma área mais funda e com uma forte correnteza, eu nas corredeiras mais rasas e tranqüilas. Delícia!

Nadando contra a correnteza entre as cachoeiras Iracema e das Araras, em Presidente Figueiredo - AM

Nadando contra a correnteza entre as cachoeiras Iracema e das Araras, em Presidente Figueiredo - AM


Continuamos para a próxima atração, são tantas que fica difícil escolher. Aqui ou você vem com aquele pique de quicar de cachoeira em cachoeira, ficando 10 minutos em cada uma, ou escolhe algumas das melhores, relaxa e aproveita. A maioria tem trilhas curtas e permitem passeios mais rápidos, mas as mais fáceis também são as que oferecem mais estrutura e por isso cobram entrada de 10 reais por pessoa, em média.

Descendo de bóia as corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM

Descendo de bóia as corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM


Ainda não tínhamos aproveitado as corredeiras do Urubuí e o Ro ainda estava com a ideia fixa do “body cross” nas rápidas. Almoçamos enquanto esperávamos o pessoal do bóia-cross chegar. São eles que conhecem melhor do que ninguém o local e são os mais indicados para ensinar o caminho das pedras (literalmente) para o Rodrigo. Neto foi o professor, andou para cima e para baixo com ele, mostrando cada corredeira, cada pedra e cada buraco. Pulou uma vez mostrando como deveria fazer, super paciente e dedicado ensinou passo a passo e até pulou junto com ele.

Enfrentando as corrediras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM

Enfrentando as corrediras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM


A descida foi rápida e quase indolor, não fosse uns arranhões e leves pancadas que o Ro ganhou no cotovelo, mão e quadril. Os caras são tão bons descendo as corredeiras que até parece fácil olhando de fora, mas na prática a coisa é bem diferente. Acho que o Ro sentiu isso e por isso não quis voltar lá não! Rsrsrs! Eu fiquei no bóia cross e nas minhas aulas básicas de corredeiras nível 1, até avancei para o 2, peguei um jacaré, fiquei no turbilhão e até me soltei no body cross básico, lá na parte fácil.

Divertindo-se nas corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM

Divertindo-se nas corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM


Aproveitamos até a noite cair e nos despedimos assim de Presidente Figueiredo, que ainda está no nosso caminho quando voltarmos da América do Norte pela Venezuela. Por agora podemos dizer apenas um até logo, voltaremos a explorar suas cachoeiras!

Divertindo-se nas corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM

Divertindo-se nas corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM

Brasil, Amazonas, Presidente Figueiredo, Cachoeiras

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