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Dia Cheio!

Suriname, Paramaribo

Placas de rua em Paramaribo, no Suriname

Placas de rua em Paramaribo, no Suriname


Hoje tiramos o dia para definir a nossa vida nos próximos 30 dias. Logo cedo o Rodrigo foi até o Stinazu, que funciona como uma agência governamental de turismo. Lá já agendamos o nosso tour para O Parque Nacional de Brownsberg e pagamos as taxas de entrada do parque e deixamos reservado o nosso alojamento para a próxima noite. Ontem durante a caminhada havíamos encontrado o Sven, um alemão que conhecemos no consulado do Suriname em Cayenne, sabíamos que ele vinha para cá, mas foi uma bela surpresa trombar com ele na rua em Parbo. Sven é o próprio mochileiro, professor de yoga e instrutor de atividades de aventura durante 6 meses no ano, os outros 6 meses ele viaja com 15 euros por dia. Fiel ao seu budget, não gasta mais de 5 euros para dormir, outros 5 para comer e 5 para transporte. Assim ele tem as histórias mais engraçadas de viagem, já acampou nos lugares mais malucos como no topo e um prédio no centro de Atenas ou ao lado do aerporto JFK em NY. Durante esta viagem ele escreveu seu segundo livro, primeiro que deverá publicar, e eu tenho a sensação que terá muito sucesso, pois é super criativo, imaginativo e consegue expor suas idéias de forma clara. Estamos na torcida para que seja um best seller na Alemanha! Amanhã cedo ele vai pegar uma carona conosco até Brownsberg.

Flores, influência holandesa em Paramaribo, no Suriname

Flores, influência holandesa em Paramaribo, no Suriname


Passamos uma boa parte do nosso dia caminhando pelas ruas de Parbo, segunda-feira, comércio aberto, vários cassinos, ruas movimentadas, trânsito maluco. É até engraçado, onde todo esse povo estava ontem? Nosso objetivo era encontrar uma farmácia, ontem durante a caminhada havíamos procurado, mas não vimos nenhuma nas ruas. Perguntamos no hotel e o cara da recepção já adiantou, aqui as farmácias não são como as que vocês estão acostumados, com aquela cruz. Nos deu o endereço de duas no centro, não muito distantes do hotel. Saímos andando, agora com o signo certo, procurávamos por algo escrito “Apotek”.

Um dos muitos cassinos em Paramaribo, no Suriname

Um dos muitos cassinos em Paramaribo, no Suriname


Mais de uma hora de caminhada e nada! Parece que não existem apoteks por aqui. O mapa que estávamos usando estava em uma escala muito menor, então o caminho que havíamos imaginado era pelo menos o dobro. Finalmente encontramos uma, fechada, só abriria as 16h. Seguimos para a segunda indicada e estava aberta, uma botica das antigas! Vários frascos de vidro, tubos de ensaio e todos os instrumentos de manipulação química, além daquele cheiro típico de farmácia antiga, muito legal! Problema é que como todos são manipulados eles só vendem com receita médica. Where the hell eu vou encontrar um médico (particular) agora? Tinha a opção de conseguir uma receita brasileira traduzida para o inglês, mas esta só amanhã. Todo esse empenho para isso? Caraca... Chegamos passados no hotel e enquanto esperávamos uma coca-cola no bar, a solução PULOU em nossa frente. Raul é surinamês, trabalha no bar hotel, reclamávamos de alguma coisa e para a nossa surpresa ele falou em português conosco! Casado com uma brasileira que trabalha levando mercadorias para as vilas mineradoras no sul do país (viagem de 4 horas de carro + 4 horas de barco + outro carro 4x4, longe pra burro!), contou que as farmácias brasileiras aqui são as melhores! Nós não havíamos visto um brasileiro ainda, mas descobrimos que ficava a apenas alguns minutos daqui o bairro brasileiro de Paramaribo. 10% da população do Suriname é brasileira, diz Raul, “esse bairro é um pequeno Pará, lá tudo é brasileiro, farmácia, supermercado, restaurantes, salão de beleza, etc”. Ele mesmo comprou remédio para malária (!!!!!) para sua esposa semana passada lá, não pedem receita e tem tudo o que precisar. Foi a nossa solução! Lá os empreendimentos são uma sociedade entre os chineses, que possuem o capital, e os brasileiros, que conhecem os fornecedores e a clientela final. Realmente o Brasil domina a vizinhança!

Atravessando a Onafhankelijkheidsplein em Paramaribo, no Suriname

Atravessando a Onafhankelijkheidsplein em Paramaribo, no Suriname


Voltamos ao hotel para as definições de viagem. Passamos horas pesquisando os melhores preços de vôos para o Caribe, nas diversas cias aéreas e todas as possíveis combinações. Já tínhamos roteiro e países definidos, mas os custos poderiam alterar o planejamento. Trinidad e Tobago será o nosso primeiro destino e de lá voaremos para St. Maarten, St Martin, hub para ilhas ainda menores, Anguila, St. Barth, St. Kitts and Nevis, Saba e St. Eustatius.

Mapa do Caribe mostrando todos os países e 'quase-países' da região

Mapa do Caribe mostrando todos os países e "quase-países" da região


Ufa! São algumas das ilhas mais hypes do Caribe, parte das antilhas holandesas e antigas colônias francesas e britânicas. Não vejo a hora de sair dessa chuva e cair no sol, praia e sombra e água fresca! Rsrsrs! Depois de extensa e exaustiva pesquisa conseguimos definir o itinerário, quinta-feira embarcamos para a cidade de Port of Spain em Trinidad! Mas o Suriname ainda tem muito a nos mostrar, amanhã vamos às florestas equatoriais úmidas de Brownsberg.

Suriname, Paramaribo,

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Diz aí se você gostou, diz!

Canyonlands National Park

Estados Unidos, Utah, Moab

Nem Grand Canyon nem Monument Valley, é 'apenas' o Canyonlands National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Nem Grand Canyon nem Monument Valley, é "apenas" o Canyonlands National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


O Canyonlands não poderia ter um nome mais adequado: a terra dos cânions. Formados pelas águas do Rio Colorado e do Rio Verde, os incríveis cânions que cortam as terras deste parque nacional formam paisagens difíceis de serem assimiladas pelos nossos olhos e mentes limitados. Torres de pedra e sulcos profundos na rocha avermelhada criam uma textura difícil de ser capturada pela câmera e ainda mais difícil de ser traduzida em palavras.

O sol de fim de tarde ilumina as belíssimas paisagens do Canyonlands National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

O sol de fim de tarde ilumina as belíssimas paisagens do Canyonlands National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


A água, escultor primordial da natureza, aqui encontrou um terreno fértil para uma das suas obras primas.

Saboreando as maravilhosas paisagens do Canyonlands National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Saboreando as maravilhosas paisagens do Canyonlands National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Os rios dividem o parque em 4 distritos: o Island in the Sky, The Needles, The Maze e os próprios rios. A região conhecida como The Needles, uma hora ao sul, é a mais indicada para os que procuram bons hikings pelos cânions e paisagens deste parque. Há ainda uma unidade afastada e de difícil acesso, chamada Horseshoe Canyon Unit, a noroeste do parque. Foi nesta região que aconteceu a história real contada no filme 127 horas, quando um hiker se perdeu fora das fronteiras do parque e ficou preso em uma rocha, tendo que escolher por amputar o próprio braço para sair, buscar ajuda e conseguir sobreviver.

A magnífica visão do alto do Mesa Arch, no Canyonlands National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

A magnífica visão do alto do Mesa Arch, no Canyonlands National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Nós visitamos apenas o Island in the Sky District, que como diz o próprio nome, parece uma ilha flutuante sobre os cânions do Rio Verde, Rio Colorado e seus afluentes. A parte alta do parque possui vistas maravilhosas de toda a sua extensão, passando por mirantes como o Buck Canyon Overlook, que nos deu o ar da graça com uns derradeiros raios de sol que surgiram no horizonte.

Nem Grand Canyon nem Monument Valley, é 'apenas' o Canyonlands National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Nem Grand Canyon nem Monument Valley, é "apenas" o Canyonlands National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


No Grand View Point Overlook (1.853m) podemos ver o encontro do Rio Verde e do Rio Colorado. É aqui que nasce o poderoso Rio Colorado que mais ao sul vai formar o Grand Canyon.

Fim de tarde gelado no Canyonlands National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Fim de tarde gelado no Canyonlands National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Talvez você nunca tenha ouvido falar do Canyonlands, mas sem dúvida já viu uma das suas principais atrações aí mesmo, na tela do seu computador. Uma das fotos de fundo de tela oferecidas pelo Windows é a imagem do famoso Mesa Arch, um cenário de torres de pedra e cânions incríveis, emoldurados por um arco de pedra iluminado pelos primeiros raios da manhã.

Fotografando sob o Mesa Arch, no Canyonlands National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Fotografando sob o Mesa Arch, no Canyonlands National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Caminhando sobre o fantástico Mesa Arch, no Canyonlands National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Caminhando sobre o fantástico Mesa Arch, no Canyonlands National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


A nossa ideia inicial era começarmos o dia lá, para pegarmos a luz no Mesa Arch, mas o dia amanheceu nublado e com neve, então invertemos a programação. Ainda assim, sem luz alguma, o Mesa Arch é um dos cenários mais impressionantes do parque.

Observando a paisagem do Canyonlands National Park por debaixo do famoso Mesa Arch, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Observando a paisagem do Canyonlands National Park por debaixo do famoso Mesa Arch, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Com os últimos raios de luz, já abrandados pelas nuvens, ainda conseguimos ver o brilho das águas do Rio Verde, no Green River Overlook. Estes últimos minutos em lusco-fusco tornaram mágica a nossa passagem pelas paisagens em preto e branco do Canyonlands National Park.

As infinitas paisagens do Canyonlands National Park iluminadas pelas luzes do crepúsculo )perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos)

As infinitas paisagens do Canyonlands National Park iluminadas pelas luzes do crepúsculo )perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos)

Estados Unidos, Utah, Moab, cânion, Canyonlands National Park, Mesa Arch, parque nacional

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Terra em Movimento

Brasil, Paraná, Superagui, Barra do Ararapira

Atravessando a Barra da Lagoa, na Praia Deserta - Superagui

Atravessando a Barra da Lagoa, na Praia Deserta - Superagui



Lugar onde aparentemente o tempo parou, Superagui e sua praia deserta de 30km acompanham as mudanças do mundo de outra forma. Quando saímos de bicicleta para o nosso próximo destino, a Barra do Ararapira, todos já nos avisaram "iiihhh, saiam cedo que a Barra mudou muito, vocês não conseguirão passar de bicicleta por lá." E já programaram com o Dico, Presidente da Associação de Moradores, para nos buscar de barco onde o mar já havia avançado.

Viemos pedalando nesta praia deserta e dentre diversos pensamentos eu observava como a praia desta vez estava limpa. Em outra ocasião, em setembro de 2006, provavelmente por conta de outra maré, a praia deserta mais parecia um lixão a céu aberto, com toneladas de lixo, de garrafas pet até sofás, vindos dos navios que estão a caminho de Paranaguá.

Posando para foto na Praia Deserta - Superagui

Posando para foto na Praia Deserta - Superagui


Atravessando as bikes de voadeira, na Barra do Ararapira

Atravessando as bikes de voadeira, na Barra do Ararapira


Na voadeira para a Barra do Ararapira

Na voadeira para a Barra do Ararapira



Na Barra do Ararapira logo nos encontramos com Seu Rubens, um dos líderes da comunidade que ainda hoje briga para manter a vila de pescadores em pé, já que o mar está avançando sobre ela. Barreiras de contenção, dragas, diversos planos já foram traçados e estão aguardando aprovação de verba da diretoria do Parque Nacional ou mesmo da Secretaria do Meio Ambiente. Eu logo pensei no aquecimento global depois de ver todo o aquele lixo, hoje senão na praia, com certeza no mar e a barra sendo engolida. A experiência e sabedoria dos 63 anos de Seu Rubens dizem, "aquecimento global é besteira, isso é o ciclo da própria natureza." Conta ele que a Barra realmente já mudou muito desde que ele nasceu. Uma pequena Ilha que vemos entre Paraná e São Paulo não existia, era um grande banco de areia, idêntico à coroa que vemos hoje na maré seca. "Não demora muito tudo isso aqui vai fechar até o Cardoso e virar uma coisa só", esta é a teoria-prática de Seu Rubens que hoje acompanha o tempo de uma forma diferente da nossa.

Barco na Barra do Ararapira

Barco na Barra do Ararapira

Praia na Barra do Ararapira

Praia na Barra do Ararapira

Dico,Ana e o Seu Rubens - Barra do Ararapira

Dico,Ana e o Seu Rubens - Barra do Ararapira



Aqui o tempo é medido pelo movimento da terra, pelas mudanças que fazem parte do ciclo normal da natureza, não pelo tempo que deixamos de ter na correria do dia a dia. Não pelo tempo que nos engole e nos faz perder o sono e a conexão com o real fluxo da vida.

Brasil, Paraná, Superagui, Barra do Ararapira, Praia

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Topo do Mundo

Brasil, Minas Gerais, Belo Horizonte

Sol da manhã na Pousada Mirante da Serra, em Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG

Sol da manhã na Pousada Mirante da Serra, em Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG


Nos dias em que temos que pegar estrada, o nosso desafio é sempre ter algo interessante para falar, além de “fizemos as malas, arrumamos as coisas e pegamos estrada para “x” lugar”. Bem, hoje além de toda esta função, finalizamos os afazeres “do lar”: buscamos as roupas na lavanderia, levamos a Fiona par um último ajuste no eixo dianteiro e fomos buscar uma encomenda no mercado municipal.

Partida do nosso hotel em BH - MG.

Partida do nosso hotel em BH - MG.


Para quebrar o dia conseguimos marcar de almoçar com amigos em um restaurante oriental-vegeteba delicioso. Encontramos novamente com a Karina e a Sandra e ainda conhecemos a sua mãe, responsável por estes dois filhos jóias que conhecemos, a Ká e o Dudu. Além delas, finalmente consegui reencontrar um amigo que conheci há exatos 5 anos na viagem que fiz para a Bolívia e o Perú, o Zé Elias. Estávamos em um micro-ônibus de La Paz para Copacabana, eu e Luiz Henrique e ouvimos os mineiros falando: Zé, Ronaldo e Mércio. A sintonia foi tanta, que mudamos parte do nosso itinerário de viagem para acompanhá-los até o Cânion Colca e às Linhas de Nazca. O Zé tem uma academia e uma agência de aventura, organiza corridas de aventura, dá consultoria de viagem para mochileiros, muito bacana! (www.brouaventuras.com.br) Foi ótimo reencontrá-lo e de quebra ainda ganhamos um fogareiro para as nossas incursões para montanha, valeu Zé!

Curtindo o visual na Pousada Mirante da Serra, em Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG

Curtindo o visual na Pousada Mirante da Serra, em Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG


Ainda faltava hoje encontrarmos algo interessante para contar, então pegamos estrada de BH rumo ao Topo do Mundo. Chegamos no final da tarde na cidadezinha chamada Brumadinho na Serra da Moeda. Fica a 30 minutos de BH e foi muito recomendado por várias pessoas que conhecemos durante a viagem aqui em Minas. Subimos bastante, mas quando transpusemos as montanhas foi que conseguimos entender a fama! Um lugar super charmoso, com uma vista maravilhosa! Lá em cima as atrações são duas, o restaurante Topo do Mundo, que só funciona de sexta a domingo, e a pousada Estalagem do Mirante. A pousada é um charme, chalés de montanha, com todo o conforto e vista até onde os olhos conseguirem enxergar. O por do sol estava meio esfumaçado, infelizmente, pois haviam muitas queimadas nas fazendas próximas.

Belo visual da Pousada Mirante da Serra, em Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG

Belo visual da Pousada Mirante da Serra, em Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG


A noite comemoramos os nossos 150 dias de estrada, tomamos um belo vinho e jantamos à luz de velas no restaurante da pousada. Um destino romântico que vale a pena ser visitado, pelo menos por uma noite, só se preparem pois vocês não vão querer ir embora. Aqui já estamos mais perto do nosso próximo destino, o Museu Inhotim.

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St Barths, yes we can!

Saint Martin, Marigot, Saint Barth, Gustavia, Anse du Gouverneur, Grande Saline

Chegando à pequena praia do Gouverneur, em St. Barth - Caribe

Chegando à pequena praia do Gouverneur, em St. Barth - Caribe


St Barth é provavelmente um dos mais glamorosos lugares do jet-set internacional. Uma das ilhas preferidas das celebridades holliwodianas, este pedacinho da França no Caribe reúne tudo o que há de mais luxuoso e caro nas West Indies.

Chegando à praia da Grande Saline, em St. Barth - Caribe

Chegando à praia da Grande Saline, em St. Barth - Caribe


Sua geografia e sua história nos ajudam a entender por que. Uma ilha vulcânica com apenas 21km2 formada por um relevo montanhoso, vegetação seca, como cactos e outras plantas rasteiras e não possui fonte natural de água doce. Desta forma nenhuma plantação poderia ter sucesso. As tentativas de colonização iniciaram em 1648, os primeiros franceses logo foram massacrados pelos índios Caribs, alguns anos mais tarde franceses huguenotes se estabeleceram na região com uma atividade que não dependeria dos recursos naturais: tornaram-se um ponto de apoio aos piratas franceses que agiam na região pilhando os Galeões Espanhóis.

Marca da colonização sueca de St. Bath

Marca da colonização sueca de St. Bath


No final do século XVIII os suecos passaram a ser donos de St Bartholomeu, após uma negociação entre o Rei Luis XVI e o Rei Gustaf III. Isso explica o nome da capital, Gustavia e algumas outras marcas deixadas pelos quase 100 anos de ocupação nórdica. Mais tarde a ilha foi vendida novamente para os franceses. Em meados do século XIX, quando a escravidão foi abolida, a maioria dos habitantes africanos se mudou para outras ilhas em busca de trabalho, tornando St. Barth uma das únicas ilhas no Caribe quase sem negros na composição populacional.

O farol de Gustavia, capital de St. Barth - Caribe

O farol de Gustavia, capital de St. Barth - Caribe


Foi só no início da década de 50 que começaram a chegar os primeiros turistas e alguns habitantes mais espertos trataram de fixar algumas leis que protegesse o seu paraíso de grandes cadeias de hotéis e cassinos. Ainda assim o turismo se tornou o maior e melhor negócio nesta pequena ilha, justamente por ser exclusiva (principalmente nos preços) e por oferecer pequenos paraísos muito bem preservados.

Maravilhosa praia do Gouverneur, em St. Barth - Caribe

Maravilhosa praia do Gouverneur, em St. Barth - Caribe


Nós fomos para lá de ferry boat, que parte de St. Martin por preços mais amigos que os vôos, mas vale checar as tarifas aéreas na baixa temporada, principalmente se você sofre em dias de mar mais agitado. Vento contra e sem remédio para enjôo, minha ida foi sofrida. No ferry conhecemos Koy, um brasileiro de Floripa que mora em St Martin desde 1985, quando veio em busca de novas ondas e começou a trabalhar em uma embarcação. Ele estava guiando um grupo de 10 brasileiros para conhecer a ilha e nos deu boas dicas, algumas que seguem abaixo.

Nosso hotel em Gustava, capital de St. Bath - Caribe

Nosso hotel em Gustava, capital de St. Bath - Caribe


Uma vez em St Barth o primeiro que se deve fazer é alugar um carro. O ferry estava com uma promoção, tarifa de 30 euros/dia, se já alugássemos junto com a passagem. Ainda conseguimos negociar o segundo dia por 25 quando chegamos lá. Na hospedagem arriscamos e conseguimos pegar o último quarto no Sunset Hotel, um dos mais baratos da ilha (103 euros s/ café da manhã + impostos). Bem localizado, fica logo em frente à estação do ferry, com uma vista linda para a marina.

A marina de Gustavia, vista do nosso hotel (St. Barth - Caribe)

A marina de Gustavia, vista do nosso hotel (St. Barth - Caribe)


Carro alugado, demos a volta no litoral sul do pequeno país. Vistas espetaculares das estradas tortuosas, cada enseada um azul. Fomos à Anse de Grande Saline, uma enseada belíssima, hoje com bastante vento e, portanto com muitas ondas. Esta é a praia preferida dos naturalistas, que ficam totalmente à vontade no canto esquerdo da praia. Não se espante se vir um peladão andando na sua frente, ou tantas mulheres de top less, ao final do dia você é que estará se sentindo um ET. Como é uma área de preservação existem algumas lanchonetes e restaurantes na estrada, mas não na praia. No calor e sol caribenhos, uma água na mochila é item obrigatório.

Nosso cafofo na praia da Grande Saline, em St. Barth - Caribe

Nosso cafofo na praia da Grande Saline, em St. Barth - Caribe


Pouco depois mudamos para a Gouverneur Beach, outra praia tranquila. Achei que ia ser mais difícil encontrar nudistas aqui, mas eles também existem. O mais engraçado foi uma família que estava fazendo um book fotográfico, pai, mãe e três filhas posando para um fotógrafo, todos vestidos de branco, há 10 passos do peladão.

'Tomando sombra' na praia do Gouverneur, em St. Barth - Caribe

"Tomando sombra" na praia do Gouverneur, em St. Barth - Caribe


Aproveitamos o pôr-do-sol no Do Brazil, bar de preços astronômicos na Shell Beach. Eu ia pedir uma caipirinha, para matar as saudades, mas custaria algo em torno de 30 reais, então acabamos ficando com a boa e velha taça de vinho francês, a módicos 6 euros. Alguns iates estavam ancorados em frente à praia, iates de aproximadamente 50 milhões de dólares. Impossível não perder alguns minutos tentando imaginar como é a vida desses milionários que freqüentam St. Barth.

Belo fim de tarde na Shell Beach em Gustavia, capital de St. Barth - Caribe

Belo fim de tarde na Shell Beach em Gustavia, capital de St. Barth - Caribe


O almoço do grupo de um iate destes deve ter custado pelo menos 1500 euros no mesmo bar. Ok, isso não é nada perto do Abramovitch, bilionário russo que está ancorado aqui com seu iate de 1 bilhão e 200 milhões de dólares. Pouco excêntrico, o seu iate possui submarino, sistema antimísseis, anti-paparazzis, heliporto e tudo o que você conseguir imaginar dentro.

No bar 'Do Brazil' na Shell Beach em Gustavia, capital de St. Barth - Caribe

No bar "Do Brazil" na Shell Beach em Gustavia, capital de St. Barth - Caribe


Chega de “sofrer” pensando nos milhões alheios, resolvemos pegar nosso rumo e ver um finalzinho do pôr-do-sol no Fort Gustave. Da construção em si não sobrou muita coisa, dois canhões e um farol, mas de lá temos uma vista privilegiada da cidade de Gustavia e desta imensidão azul, dourada no fim de tarde.

Vista de Gustavia, capital de St. Barth - Caribe

Vista de Gustavia, capital de St. Barth - Caribe


A noite não podíamos deixar de conhecer o tradicional Le Select Bar. Com mais de 60 anos de história, o Le Select faz parte da vida e da tradição de muitos marinheiros e velejadores do Caribe. Seu fundador, Marius já recebeu inclusive a família real sueca como embaixador honorário da Suécia aqui. Um clima de bar de marinheiros, bandeiras e adesivos de todos os cantos do mundo trazidos por seus freqüentadores, é também um dos lugares mais baratos para um lanche e uma cervejinha a noite. Imagina se eu não ia colocar um adesivo do 1000dias ali?

O adesivo dos 1000dias no famoso  bar Le Select, em Gustava, St. Bath - Caribe

O adesivo dos 1000dias no famoso bar Le Select, em Gustava, St. Bath - Caribe


Pra variar o Ro estava caindo de sono e eu mega agitada, querendo ver a balada de St Barth. Tudo bem que temos que nos policiar com os preços, mas olhar não custa nada! RS! Rodamos a marina e chegamos ao outro lado do U, onde eu via luzes piscando, sinal de pista de dança! Chegando lá, era uma festa particular. (Fooom! Que mais eu podia esperar?! rsrs!). Logo ao lado outro bar com clima bacana, DJ muito bom e finalmente onde encontramos a pequena parte da população negra que ainda restou no país! =) Um deles é Laurent, natural de St Barth, que trabalhou para o embaixador da Angola em Paris. Adorou treinar seu português (de “Portgal”) com os dois brazucas aqui.

Magnífico pôr-do-sol em St. Barth - Caribe

Magnífico pôr-do-sol em St. Barth - Caribe


Moral da história: existem preços proibitivos sim, inclusive são eles que fazem deste lugar ainda mais um paraíso. Mas temos que lembrar que nem todo mundo que vive aqui é bilionário, então se eles conseguem viver aqui, nós também conseguimos! Pelo menos por uns dois ou três dias!

Por que será que a Shell Beach em Gustavia, tem esse nome? (St. Barth - Caribe)

Por que será que a Shell Beach em Gustavia, tem esse nome? (St. Barth - Caribe)

Saint Martin, Marigot, Saint Barth, Gustavia, Anse du Gouverneur, Grande Saline, beach, Caribbean, mar, Praia, Saint Bartholomeu, sea, St Barths

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Roteiro na Gran Sabana

Venezuela, Gran Sabana

Em um mirante, admirando diversos tepuis, incluindo o Monte Roraima, na Gran Sabana, na Venezuela

Em um mirante, admirando diversos tepuis, incluindo o Monte Roraima, na Gran Sabana, na Venezuela


A Gran Sabana, um dos destinos mais distantes e complicados para a maioria dos turistas que visitam o país, é também o mais próximo e convidativo destino para os brasileiros na Venezuela. O platô de 1.400m de altitude combina savanas, cachoeiras, chapadas (tepuis) e cenários incríveis, a menos de 200km da fronteira brasileira.

A grandiosa paisagem da Gran Sabana e seus tepuis, na Venezuela

A grandiosa paisagem da Gran Sabana e seus tepuis, na Venezuela


Seu atrativo mais famoso entre os aventureiros é o Monte Roraima, que nós já visitamos em 2007. Um trekking de 6 dias nos leva à uma das terras mais antigas do mundo, uma vastidão de pedras e cristais no topo do tepui que faz fronteira entre o Brasil, Venezuela e Guiana. O Rodrigo contou detalhes desta viagem lá no blog, veja neste link.

Entrada para o Monte Roraima, na vila de Paraitepui, na Gran Sabana, na Venezuela

Entrada para o Monte Roraima, na vila de Paraitepui, na Gran Sabana, na Venezuela


Vindo do Brasil por terra a viagem começaria em Boa Vista, a 200 km da fronteira. A primeira cidade do lado da Venezuela é Santa Helena de Uairén, boa base para se abastecer de comida, combustível e mapas da região. O câmbio praticado atualmente é de 14 bolívares para 1 real ou 30 bolívares por 1 dólar. A cidade tem vários hoteizinhos bem justos, nós ficamos no Três Nações. Lá também existem várias agências que podem organizar o trekking para o Monte Roraima, incluindo uma passadinha na Quebrada de Jaspe, cachoeira linda e bem refrescante depois de 6 dias de caminhada.

Delicioso banho de cachoeira na Gran Sabana, na Venezuela

Delicioso banho de cachoeira na Gran Sabana, na Venezuela


Nós começamos o nosso roteiro pela Gran Sabana saindo da cidade de El Callao, ao norte, portanto para a maioria dos brazucas este roteiro deverá ser invertido. Após a noite na comunidade indígena Riwo Riwo, no Salto Aponwao, voltamos à 10, estrada principal e escolhemos como primeira parada o Salto La Golondrina, logo depois dos Rápidos de Kamoirán (KM 172). Sua entrada não está muito bem marcada, mas ele fica do lado esquerdo em uma entrada de terra bem clara. Quase todas as cachoeiras na 10 tem um acesso bom, bem próximo da estrada e em bom estado. Esta é uma das únicas que está a uns 3 km do asfalto por uma via de terra bem ruinzinha, um carro alto é bem-vindo.

Tours vindos de Santa Elena  se dirigem ao Salto Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela

Tours vindos de Santa Elena se dirigem ao Salto Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela


Uma das muitas cachoeiras ao longo da estrada que cruza a Gran Sabana, na Venezuela

Uma das muitas cachoeiras ao longo da estrada que cruza a Gran Sabana, na Venezuela


A estrutura é muito bacaninha, com camping, banheiros, loja de artesanatos e área de piquenique. São duas principais cachoeiras, La Golondrina e El Paraíso, duas grandes quedas d´água que dependendo do volume de água do rio não facilitam o banho. Na parte de cima o rio forma uma prainha gostosa onde demos o nosso primeiro mergulho para começar bem o dia!

Pelo visto, é comum as pessoas usarem as cachoeiras da Gran Sabana, na Venezuela, como banheiro...

Pelo visto, é comum as pessoas usarem as cachoeiras da Gran Sabana, na Venezuela, como banheiro...


Refrescando-se em um delicioso rio próximo a estrada que corta a Gran Sabana, na Venezuela

Refrescando-se em um delicioso rio próximo a estrada que corta a Gran Sabana, na Venezuela


Ah! Merú em na língua pemón significa cachoeira, por isso é comum vermos os nomes como Kouchik Merú, Kamá Merú, etc.

Pelo visto, é comum as pessoas usarem as cachoeiras da Gran Sabana, na Venezuela, como banheiro...

Pelo visto, é comum as pessoas usarem as cachoeiras da Gran Sabana, na Venezuela, como banheiro...


Nossa segunda parada foi no Kawí Merú, no KM 197. A primeira cachoeira que podemos ver do alto da trilha cai em um poço fundo e de difícil acesso. A princípio ficamos desanimados, mas continuamos a trilha até o final e lá encontramos a cascata mais linda do Kawí Merú.

Delicioso banho de cachoeira na Gran Sabana, na Venezuela

Delicioso banho de cachoeira na Gran Sabana, na Venezuela


Uma cachoeira não muito alta que cai sobre uma grande laje de jaspe, rocha vermelha comum na região. A água é uma delícia e, mesmo acabando de sair da água da La Golondrina, nós não pudemos nos segurar! Voltamos para a água e ficamos mais de meia hora nos deliciando, brincando na hidromassagem natural!

Delicioso banho de cachoeira na Gran Sabana, na Venezuela

Delicioso banho de cachoeira na Gran Sabana, na Venezuela


A Kamá Merú (KM 202) é um salto grande, no mesmo estilo do Salto Aponwao, lindo de ver, mas impossível de nadar. Com a dica de uns brasileiros que conhecemos no Salto Kawí, nós fizemos um detour e fomos ao Mirante dos Tepuis, entre a Kamá Merú e a Quebrada Pacheco. Em dias limpos pode se ver daqui toda a linha de tepuis até o Monte Roraima! E mesmo com o dia um pouco nublado como hoje, valeu a pena a parada, a vista é maravilhosa e dá uma ótima dimensão da grandiosidade da savana.

Uma das muitas cachoeiras ao longo da estrada que cruza a Gran Sabana, na Venezuela

Uma das muitas cachoeiras ao longo da estrada que cruza a Gran Sabana, na Venezuela


Em um mirante, admirando diversos tepuis, incluindo o Monte Roraima, na Gran Sabana, na Venezuela

Em um mirante, admirando diversos tepuis, incluindo o Monte Roraima, na Gran Sabana, na Venezuela


Aceleramos o passo e apenas vimos da estrada a concorrida Quebrada Pacheco e o Balneário Soroape (KM 238). As águas verdes do Rio Soroape e a sua distância da estrada, deixam o segundo lugar mais bonito e convidativo.

Chalés de uma pousada na Gran Sabana, na Venezuela

Chalés de uma pousada na Gran Sabana, na Venezuela


Passamos a famosa ponte de ferro e continuamos em direção à vila de San Francisco de Yuruaní, no KM 250. Lá é uma boa parada para almoço, lanche da tarde ou para comprar artesanatos locais. Daqui sai a estrada que vai até a vila de Paraitepui, onde começa a caminhada do Monte Roraima. Querendo aproveitar a estrada ainda com luz, nós continuamos e paramos em um mirante pouco depois da entrada da Quebrada de Jaspe (KM 273), nossa velha conhecida de 2007.

Chalés de uma pousada na Gran Sabana, na Venezuela

Chalés de uma pousada na Gran Sabana, na Venezuela


É sempre possível achar flores na Gran Sabana, na Venezuela

É sempre possível achar flores na Gran Sabana, na Venezuela


As nuvens de chuva na savana, mescladas com o sol baixando fizeram um espetáculo à parte no fim de tarde da Gran Sabana!

Uma bomba atômica parece explodir nos céus da Gran Sabana, na Venezuela

Uma bomba atômica parece explodir nos céus da Gran Sabana, na Venezuela


Quanto mais descíamos, mais ansiosos ficávamos sabendo que estávamos chegando pertinho novamente do nosso Brasil! Há exatos 23 meses saímos do Brasil rumo ao Alasca e finalmente está chegando a hora de voltarmos à terrinha!

O Brasil aparece na placa! (atravessando a Gran Sabana, na Venezuela)

O Brasil aparece na placa! (atravessando a Gran Sabana, na Venezuela)


Não importa de que lado você venha, norte ou sul, ou mesmo quanto tempo você tenha, um, dois, 3 dias para explorar a Gran Sabana ou uma semana para ir ao topo do Monte Roraima, não deixe de conhecer este paraíso natural do nosso vizinho bolivariano do norte.

Admirando uma mágica mistura de sol e chuva no céu de fim de tarde da Gran Sabana, na Venezuela

Admirando uma mágica mistura de sol e chuva no céu de fim de tarde da Gran Sabana, na Venezuela

Venezuela, Gran Sabana, Cachoeiras, Monte Roraima, roteiro, Santa Helena de Uairén

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Meia Maratona do Espelho

Brasil, Bahia, Caraíva

Praia do Satú, em Caraíva - BA

Praia do Satú, em Caraíva - BA


Não sou corredora e não tenho nenhuma intenção de um dia me tornar maratonista. Adoraria, acho louvável o empenho e a paixão pelo esporte que alguns, como do próprio Rodrigo. Nos esportes eu já percebi que o meu corpo é mais preparado para as competições de resistência e distância e não as de explosão. Por exemplo, na natação eu gosto de participar das travessias, 1500m, não nas competições de 100 ou 50m. Meu joelho é meio bichado, portanto eu escolhi a caminhada ao invés da corrida. Posso andar quilômetros, ainda mais se for no plano ou na praia. Sendo assim hoje resolvemos fazer uma caminhada até a famosa Praia do Espelho. São 10km até o Espelho e mais uns 2km até Curuípe, Praia dos Amores e a Praia do Otero das Brisas. Ida e volta são 24km, mais que uma meia maratona, é uma meia bombada!

Subindo as falésias do Espelho, em Caraíva - BA

Subindo as falésias do Espelho, em Caraíva - BA


Uma das principais preocupações para uma atividade como esta é o horário da maré. Precisamos sair quando a maré ainda está baixando, para conseguirmos ir e voltar sem ficar presos por algum rio ou falésia. Saímos em torno das 10h, atravessamos o rio a nado e logo ganhamos parceiros de caminhada. O casal de cachorros que apelidamos de “Dogo” e “Doga” veio nos seguindo da pousada até o rio e até ali não estávamos acreditando muito. Quando eles atravessaram o rio nadando e continuaram caminhando pelos próximos 2km foi que vimos que estavam mal intencionados.

Início da caminhada de Caraíva para o Espelho - BA

Início da caminhada de Caraíva para o Espelho - BA


Há 3km de Caraíva, caminhando pela praia chegamos à Praia do Satú. Primeiro lugar com vida depois de uma extensa praia pela qual vamos passando apenas pelos cercados de fazendas de coco. O Satu já mora lá há muitos anos e há algum tempo abriu uma barraca que funciona no verão. Chegamos lá com a maré ainda baixa e encontramos algumas crianças brincando nas piscinas naturais. Mais alguns metros e chegamos à barraca do Satú, nesta época ainda fechada.

Praia do Satú, em Caraíva - BA

Praia do Satú, em Caraíva - BA


Continuamos a caminhada, agora com mais um companheiro, que apelidamos de “Doguinho”, o cachorro branquinho ali do Satú que resolveu dar uma voltinha conosco. Passamos por paisagens sensacionais! Lagoas deliciosas para um banho, arrecifes e falésias douradas maravilhosas.

Rio colorido pouco antes das falésias do Espelho, em Caraíva - BA

Rio colorido pouco antes das falésias do Espelho, em Caraíva - BA


Depois das lagoas parte da caminhada acontece pelo alto das falésias, subimos e continuamos por trilhas seguindo as placas da Praia do Espelho. Quando cruzamos toda a falésia pelo alto a primeira vista que temos novamente da costa é impressionante! Um mar azul, transparente e uma vista de tirar o fôlego.

A Ana e os cachorros, na caminhada entre Caraíva e o Espelho - BA

A Ana e os cachorros, na caminhada entre Caraíva e o Espelho - BA


Aí, só faltam alguns quilômetros para descermos das falésias do Espelho e chegarmos à Praia de Curuípe, que são chamadas de Praia do Espelho. Pousadas chiquérrimas ficaram muito conhecidas pelo clima romântico e pelo turismo mais selecionado que proporcionam. Também pudera, custam 20 reais a porção da batata frita na barraca mais simples da praia. Mas vale a pena, o lugar é mágico, rio desaguando no mar, pousadinhas à beira da praia com um lounge super gostoso para casais, famílias e até para os solteiros que querem descansar.

Rio na praia de Coruípe em Trancoso - BA

Rio na praia de Coruípe em Trancoso - BA


Já desconfiávamos, não tínhamos certeza, mas procurando um pouquinho logo encontramos Luciana, Ana e Graci, nossas amigas cariocas na barraca que as homenageava, a Barraca 3 Meninas. Tomamos um drink, trocamos mais histórias e experiências de viagem e os planos do roteiro próximo, quem sabe não nos encontramos novamente!?

Com as amigas Ana, Gracie e Luciana em Coruípe, Trancoso - BA

Com as amigas Ana, Gracie e Luciana em Coruípe, Trancoso - BA


Eu estava só um pouco apreensiva com os nossos amigos dogs, pois não sabíamos se iam querer voltar conosco. O Doguinho e o Dogo estava li por perto, mas a Doga já havia sumido! Fazer o que, precisamos ir, o Dogo não abandonou a sua leal companheira, mas o Doguinho veio conosco, super companheiro. Ficou na dúvida se deveria atravessar o primeiro rio, mas quando eu o carreguei no colo tomou confiança e seguiu conosco!

Descendo as falésias do Espelho, em Caraíva - BA

Descendo as falésias do Espelho, em Caraíva - BA


A volta foi um perrengue maior, maré alta, areia mais fofa, nos exigiu mais paciência e força para caminhar. Mesmo com o mar alto conseguimos passar por tudo sem muitos problemas, viemos viajando nas nuvens de chuva que nos assombravam e nas corridas que o Doguinho dava para caçar siris. Peguei uma carona com uma menina barqueira no Rio Caraíva que estava completamente cheio e com uma corrente forte, eu passaria nadando fácil, mas a mochila e a máquina fotográfica corriam perigo de vida.

A jovem índia faz força para cruzar de barco o rio d Caraíva - BA

A jovem índia faz força para cruzar de barco o rio d Caraíva - BA


Uma “almojanta” na Duca, com aquela comida vegetariana maravilhosa e a famosa nega maluca de sobremesa, afinal depois de uma caminhada dessas o doce estava liberado! Apertei a Duca para contar, mas a receita é segredo de estado! Aproveitamos para nos informar e descobrimos que além de muito exercício fizemos também uma boa ação para a comunidade, levamos os dois cachorros que estavam aqui de volta para casa! Sim, o Dogo e a Doga eram lá de Curuipe e estavam de passagem, importunando os moradores de Caraíva. O único porém foi que o Doguinho lá do Satú não quis ficar por lá e veio até aqui conosco... Puxa, já chegou até o rio com a maré cheia, tive que dar uma carona para ele no barco, né?

Com a Duca, em Caraíva - BA

Com a Duca, em Caraíva - BA


Saldo do dia: 24km, uma bolha no dedão e um dog a menos na vila, nossa meia boa ação do dia.

Autofoto no Espelho, em Caraíva - BA

Autofoto no Espelho, em Caraíva - BA

Brasil, Bahia, Caraíva, bar da praia, Duca, mar, Rio, vegetariana

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Doce Rotina...

Chile, Iquique

Fiona chega ao Oceano Pacífico, em Iquique, no norte do Chile

Fiona chega ao Oceano Pacífico, em Iquique, no norte do Chile


Domingo nublado e preguiçoso em Iquique. Depois da correria para atravessar do Atacama ao Uyuni e voltar ao Chile, precisávamos de um dia tranquilo para respirar, descansar e trabalhar um pouco no site. Pode parecer que não, mas ficamos angustiados em não mantê-lo atualizado. Então, tiramos o dia de hoje para fazer isso e cuidar do nosso bem (material) mais precioso, nossa filha e companheira, Fiona.

O esperado banho para tirar o sal e a lama da travessia do salar de Uyuni (em Iquique, no norte do Chile)

O esperado banho para tirar o sal e a lama da travessia do salar de Uyuni (em Iquique, no norte do Chile)


A coitada, depois de cruzar tantos salares ela estava com uma crosta de sal de uns 2cm em toda a lataria e uns 5 a 8cm na frente e região dos pneus e rodas. Assim que o nosso principal objetivo do dia (fora do hotel) era colocá-la limpa e sem sal. Fomos ao posto para a ducha externa, ficamos meia hora na fila, depois ao shopping para tentar assistir um filme enquanto faziam a lavagem interna. Ai que prazer ver a nossa casinha limpa!

O esperado banho para tirar o sal e a lama da travessia do salar de Uyuni (em Iquique, no norte do Chile)

O esperado banho para tirar o sal e a lama da travessia do salar de Uyuni (em Iquique, no norte do Chile)


Sem um filme que nos interessasse, aproveitei o tempo para ir ao salão. Detalhe que cortei o cabelo há menos de 2 meses, mas as condições adversas já o deixaram parecendo uma vassoura, com pontas duplas, triplas e até quíntuplas. Esse é o tipo de preocupação que nunca precisei ter na vida e que surgiu na viagem. Até agora a solução foram os cortes mais freqüentes, xampus especiais de nutrição e todos os tipos de hidratação possível. Coisas de mulher. Assim rodamos um pouco por Iquique fazendo coisas da vida comum e cotidiana, que delícia! Nessa vida cigana, fica cada vez mais claro que as situações “normais” e rotineiras fazem nos sentirmos mais em casa.

Chile, Iquique,

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Pedalando em Maceió

Brasil, Alagoas, Maceió

Praia de Pajuçara em Maceió - AL

Praia de Pajuçara em Maceió - AL


Algumas cidades foram feitas para a bicicleta, cidades planas, cidades praianas, grandes ou pequenas. Maceió é uma delas, basta um pouco de disposição e uma magrela para conhecer a sua orla de cabo a rabo. Ficamos no Ibis na Praia da Pajussara e eles, já sabendo disso, disponibilizam bicicletas a módicos 5,00 por hora para os hóspedes. Não pensamos duas vezes.

Passeando de bicicleta em Maceió - AL

Passeando de bicicleta em Maceió - AL


Saímos da ponta da Pajussara, percorremos toda ela, forrada de bares e barracas de praia, dos mais simples aos mais sofisticados. Passamos para a Ponta Verde, praia preferida de muito por aqui, e fomos sair lá na praia da Jatiúca, praia longa, mais aberta e com ondas. As tribos se dividem por praia, por barraca, nesta ficam os surfistas, no meio da Praia Verde muitas famílias, já na ponta a galerinha jovem mais descolada, onde fica o Lopana, um lounge bar à beira mar delicioso.

Praia de Ponta Verde em Maceió - AL

Praia de Ponta Verde em Maceió - AL


Um dos mares mais verdes que já vi, um “eletric green” que chega a ofuscar os olhos! Tudo isso por que nestes dias anda ventando demais e ele ainda está meio sujo. O Rodrigo tem boas lembranças da Jatiúca, onde esteve antes de eu nascer, com toda a sua família! Almoçamos em um restaurante no caminho e pegamos um final de tarde delicioso no Lopana, com direito a um banho de mar, uma caipirinha de morango e um DJ ótimo embalando o pôr-do-sol. Que delícia!

Fim de tarde na orla de Maceió - AL

Fim de tarde na orla de Maceió - AL


Dia 23 de Dezembro e nós aqui, neste calor, praia, sol... Nem parece que amanhã é natal! Confesso que preferi a praia aos shoppings lotados para compras de última hora. Estou começando a entender o clima natalino aqui do nordeste.

Jangadas em Maceió - AL

Jangadas em Maceió - AL

Brasil, Alagoas, Maceió, bicicletas, bike, Jatiuca, Pajussara, Ponta Verde, Praia

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Old Town Quito

Equador, Quito

Quito, capital americana da cultura (Equador)

Quito, capital americana da cultura (Equador)


Quito é uma cidade imensa e bastante espalhada, com bairros, ruas, restaurantes e arquitetura para todos os gostos e estilos. Porém se tem uma coisa os seus quase 2 milhões de habitantes não discordam, é sobre a beleza e do centro histórico e sua arquitetura colonial. Uma das principais perguntas que todos nos fazem aqui é, se já conhecemos Cuenca, qual é a cidade que achamos mais bonita?

Centro de Quito, no Equador, com a estátua da Virgen sobre a colina Panecillo ao fundo

Centro de Quito, no Equador, com a estátua da Virgen sobre a colina Panecillo ao fundo


Difícil dizer, mas se eu tiver que escolher apenas uma eu escolho Quito. Embora Cuenca me pareça mais limpa e bem conservada, os edifícios antigos do centro histórico de Quito são imponentes e guardam em cada detalhe muita história.

A famosa estátua da Virgen de Quito, sobre o Panecillo, no Equador

A famosa estátua da Virgen de Quito, sobre o Panecillo, no Equador


Começamos o nosso tour a pé pelo centro na famosa Plaza Grande, onde encontramos a Catedral de Quito e as prédios da Sede do Governo. Sentamos-nos um minuto em um dos concorridos bancos, entre pombas, velhos e crianças e finalmente nos sentimos no coração da cidade. Olhamos para a direita e encontramos o antigo Monastério Jesuíta, que foi ao mesmo tempo monastério, prisão e uma fábrica de tabaco. Ao mesmo tempo em que as prostitutas rondavam a prisão, os policiais espancavam algum preso e o tabaco queimava na fábrica, os monges tentavam se concentrar em seus estudos celibatários. Que ambiente perfeito para se formar um padre! Se algum saia dali ileso, esse sim tinha segurança de seus votos! Hoje esta casa foi transformada em Centro Cultural possui exposições lindíssimas.

Uma araucária no centro de Quito!!! (no prédio da antiga universidade)

Uma araucária no centro de Quito!!! (no prédio da antiga universidade)


Seguimos em frente e chegamos à Igreja Compañia de Jesús, votada uma das 7 maravilhas de Quito e a preferida de todos os seus moradores. Construída entre os anos de 1605 a 1765, possui um estilo barroco exagerado, com paredes com decoração no estilo mordejo-mourisco-persa (formas geométricas) e teto em mordejo-mourisco-árabe (formas circulares), toda laminada em ouro! A última parte a ficar pronta foi a sua fachada. Confesso que eu nunca havia visto tanto ouro na vida! Uma pena que não podemos fotografá-la por dentro, mas é mais um motivo para você ir logo visitá-la! Ok, ok, se estiver muito curioso, dá uma olhadinha neste link aqui, sempre tem alguém que desrespeita a regra.

A bela igreja do Monasterio de San Francisco, em Quito, no Equador

A bela igreja do Monasterio de San Francisco, em Quito, no Equador


À esta igreja está ligada a Santa de Quito, Santa Mariana, aprendiz da ordem jesuíta já que esta não admitia mulheres. Ela foi canonizada em 1950, pois teria curado as moléstias da cidade de Quito 3 meses após sua morte. A igreja também guarda uma réplica do quadro de Nossa Senhora La Dolorosa, cujo milagre que ocorreu em 1906, quando 32 alunos do colégio viram durante 15 minutos a imagem da santa piscando, como se estivesse ali, viva.

Nosso guia da maravilhosa igreja da Companhia de Jesus, em Quito, no Equador

Nosso guia da maravilhosa igreja da Companhia de Jesus, em Quito, no Equador


Saímos da igreja bestas depois de uma aula de história e arquitetura dada por um de seus guias e logo encontramos Maria. A partir daqui ela segue o tour conosco, tentando recuperar parte da história que perdeu no dia em que rodou por aqui com os russos. Também para uma sueca, que fala fluentemente dinamarquês e inglês, conhecer a história de um país espanhol contada em russo, fica difícil!

Com a Maria no centro de  Quito, no Equador. Ao fundo uma belíssima foto do Panecillo com o imponente Cotopaxi atrás

Com a Maria no centro de Quito, no Equador. Ao fundo uma belíssima foto do Panecillo com o imponente Cotopaxi atrás


Junto com Maria fomos a Igreja e ao Museu São Francisco, que possui uma coleção divina de arte sacra da escola Quiteña e muitas histórias e lendas a seu respeito. Uma delas conta que o empreiteiro que foi contratado para construir o pátio central ficou tão desesperado quando viu que não conseguiria entregar no prazo estabelecido, que fez um pacto com o demo. Entregaria a sua alma ao diabo se conseguisse terminar a construção antes do primeiro raio de sol do dia combinado. Conta a lenda que todos os diabinhos vieram durante a noite e trabalharam incessantemente, porém o empreiteiro ligeiro e temente por sua alma retirou uma pedra do lugar, não deixando a obra pronta e salvando a sua alma. Esse passou a perna do capeta!

Um dos pátios do monastério de San Francisco, em Quito, no Equador

Um dos pátios do monastério de San Francisco, em Quito, no Equador


O dia estava lindo, porém já começava a tarde e o tempo começou a fechar. Aceleramos o nosso passo para visitar a o mirante da Estátua da Virgem, com uma linda vista do centro histórico e do sul da cidade. Lá do alto em um dia limpo é possível enxergar boa parte da Avenida dos Vulcões. Para chegar até a Virgem o indicado é pegar um táxi, já que a vizinhança no caminho do centro para lá não é das mais confiáveis.

Quito vista do alto do Panecillo, no Equador

Quito vista do alto do Panecillo, no Equador


Na volta paramos na Praça São Domingos, com uma linda exposição de fotos da cidade e seus arredores, caminhamos até um centro comercial ao lado do centro cultural onde encontramos um lugar super charmoso para almoçar.

Igreja de Santo Domingo, em Quito, no Equador

Igreja de Santo Domingo, em Quito, no Equador


O tempo fechou, mas mesmo com tantas nuvens hoje tivemos uma trégua da chuva e conseguimos caminhar até o limite norte do centro histórico onde está a Basílica do Voto Nacional em estilo gótico, com mais de 100m de altura, lindíssima!

A catedral gótica de Quito, no Equador

A catedral gótica de Quito, no Equador


Nosso plano inicial era almoçar com Christian e assistir ao jogo do Equador e Venezuela pelas eliminatórias da Copa juntos, mas infelizmente ele não conseguiu se liberar to trabalho. Assim sendo decidimos ir a caminho do nosso hotel e dar uma espiadinha na festa da torcida no bairro La Mariscal. Fomos a Plaza Foch e não acreditamos no que vimos. Parecia um jogo de semi-finais da Copa do Mundo! A praça estava lotada e Quito estava em festa pelos 2 x 0, que já se desenhavam.

La Mariscal lotada para ver o jogo de Equador x Venezuela, pelas eliminatórias da Copa do Brasil (em Quito, no Equador)

La Mariscal lotada para ver o jogo de Equador x Venezuela, pelas eliminatórias da Copa do Brasil (em Quito, no Equador)


Enquanto Rodrigo ficava impaciente com a barulheira e festança nas ruas, eu e Maria preparávamos a nossa despedida super especial na República do Cacao. Uma loja deliciosa de chocolates, tortas e tudo que você imaginar de chocolate com cacau 100% equatoriano, um dos melhores do mundo!!! Depois do brasileiro, é claro, rsrs!

A loja/restaurante preferida da Ana em La Mariscal, em Quito, no Equador

A loja/restaurante preferida da Ana em La Mariscal, em Quito, no Equador


Dividimos uma sobremesa deliciosa e provamos dos chocolates especiais, com 60, 70 e 85% de cacau, com frutas de todos os tipos e sabores. Uma doce despedida da doce Maria, que agora ruma ao Brasil para fechar a sua viagem de 5 meses pelo mundo.

Com a Maria, se deliciando na 'Republica del Cacao', em Quito, no Equador

Com a Maria, se deliciando na "Republica del Cacao", em Quito, no Equador


Nosso plano inicial era seguir viagem amanhã mesmo, em direção à Colômbia passando pela Mitad del Mundo, porém nos informamos por aqui e como todas as estradas neste país, parece que esta é um pouco lenta. Decidimos então que amanhã vamos conhecer tranquilamente Mitad del Mundo e finalmente conseguiremos fazer um encontro com Christian e a família Ponce!

O saboroso balcão da Republica del Cacao, em La Mariscal (em Quito, no Equador)

O saboroso balcão da Republica del Cacao, em La Mariscal (em Quito, no Equador)

Equador, Quito, Arquitetura, centro histórico, Ecuador, Virgen

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