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José Linhares (01/06)
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Nery (01/06)
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Piroca de Fantasma é Geladinha (28/05)
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Evânia Prince Boeri de Souza (27/05)
Olá!!!! Só estou passando pra dizer que a BR-174 já está toda asfalta...
Camila Yoshida (27/05)
Bonitaa, adorei as dicas!! Estou indo pro Peru no sabado, vamos ficar bas...
A bela ponte coberta de Woodstock, em Vermont, nos Estados Unidos
As Green Mountains é parte da dos Montes Apalaches que se estendem de Quebec (Canadá) ao Alabama, com seus diferentes nomes. Aqui, no estado de Vermont elas não são meros acidentes geográficos. A beleza de suas paisagens foi inspiração para o nome do 14° estado americano. Batizado ainda nos tempos coloniais do francês Verts Monts, que faz referência as mais de 2 mil montanhas verdes acima dos 600m de altitude, sendo o seu ponto mais alto o Mount Mansfield, com 1.340m. Porém, nem sempre foram verdes estas montanhas, que foram desmatadas por madeireiras durante todo o século XIX. Hoje mais de 75% do estado já foi recuperado e é coberto por florestas secundárias.
Viajando pela belíssima Rota 100, através das Green Mountains, no sul de Vermont, nos Estados Unidos
Esta região é um dos principais destinos de inverno da costa leste americana. Famílias e praticantes dos esportes de inverno lotam as dezenas de estações de esqui, enquanto no verão hikers são convidados a explorar as trilhas dentre as florestas de maple trees e cascatas geladas, a única pista que resta do inverno gelado que um dia passou por essas bandas.
Killdeer Farm, a fazenda dos pais do Joe em Norwich, ao norte de Woodstock, no estado de Vermont, nos Estados Unidos
Nossa viagem começa pela Rota 100, estrada cênica que cruza as Green Mountains com belas vistas, pequenas vilas e cidades com a típica organização americana. Difícil de acreditar que todo este verde fica coberto de neve. Enquanto seguimos pela Rota 100 vemos os diversos resorts de esqui, lojas de aluguel de equipamentos de inverno e as famosas cadeirinhas dos teleféricos das estações de esqui, todos fechados durante o verão.
Viajando pela belíssima Rota 100, através das Green Mountains, no sul de Vermont, nos Estados Unidos
A pequena cidade de Woodstock é uma das preferidas dos amantes de atividades ao ar livre. Atenção! Não confundir com a histórica Woodstock do estado de Nova Iorque, onde aconteceu o lendário festival de música no final dos anos 60.
Woodstock, em Vermont, a "mais bela pequena cidade" dos Estados Unidos
Sua ponte coberta é um dos principais charmes de Woodstock, que foi considerada uma das mais bonitas dentre as pequenas cidades dos Estados Unidos. Sua localização a torna uma ótima base para explorar as trilhas e arredores, além dos restaurantes e lojinhas em torno do agradável parque da cidade.
A ponte coberta de Woodstock, em Vermont, nos Estados Unidos
Visitando a charmosa Woodstock, em Vermont, nos Estados Unidos
O estado é também um refúgio dos americanos mais “alternativos”, lugar aonde, antigamente, muitos hippies vieram viver em comunidades, plantando e promovendo uma vida mais natural. Viva a sociedade alternativa! Foi em uma dessas comunidades que Jake e Liz, pais do nosso mais novo amigo Joe, se conheceram.
Visitando a Killdeer Farm com a Liz e o Jake, os pais do Joe, em Norwich, ao norte de Woodstock, no estado de Vermont, nos Estados Unidos
Ele serviu na Europa como militar, virou hippie e viajou pelo mundo, saindo da Europa ao sudeste Asiático de carro, passau por lugares como a Turquia, Índia e o Paquistão. Mais tarde participou do movimento contra as guerras, se envolvendo com protestos políticos e chegou a ficar preso por quase um mês! Bons tempos aqueles... rsrs! Liz viajou para a China Comunista nos anos 70 com um grupo de fazendeiros comunitários para conhecer e aprender as técnicas do modelo comunista. Naquela época luz era algo raro por aqueles países, na sua memória ficou a imagem de uma China escura e bem restrita.
Killdeer Farm, a fazenda dos pais do Joe em Norwich, ao norte de Woodstock, no estado de Vermont, nos Estados Unidos
Hoje os dois continuam trabalhando na terra, possuem uma fazenda e uma loja de produtos orgânicos divina! Fomos convidados para um almoço delicioso com produtos frescos vindos direto da horta! Ouvimos suas histórias e experiências enquanto nos fartávamos com suas batatinhas, vagens, tomates cerejas da nova estufa, pães integrais e o famoso queijo de Vertmont.
Tomates orgânicos na Killdeer Farm, a fazenda dos pais do Joe em Norwich, ao norte de Woodstock, no estado de Vermont, nos Estados Unidos
Neste movimento crescente para a alimentação saudável, com base em alimentos naturais orgânicos e produtos locais, o turismo rural em Vermont ganhou um novo espaço e Liz mau conseguia ficar parada, mesmo no seu dia de folga.
Produção de flores na Killdeer Farm, a fazenda dos pais do Joe em Norwich, ao norte de Woodstock, no estado de Vermont, nos Estados Unidos
Clientes surgiam nas porteiras da Killdeer Farm o tempo todo em busca dos seus produtos. Acompanhamos Jake ao outro lado da fazenda, vimos a plantação de feijão, os vários tipos de abobrinhas e outras verduras, enquanto ele corria para lá e para cá na organização do novo tubo de irrigação da fazenda. O verão é o momento de fazer acontecer, pois daqui a pouco tudo estará coberto de neve novamente.
Killdeer Farm, a fazenda dos pais do Joe em Norwich, ao norte de Woodstock, no estado de Vermont, nos Estados Unidos
Tomates orgânicos na Killdeer Farm, a fazenda dos pais do Joe em Norwich, ao norte de Woodstock, no estado de Vermont, nos Estados Unidos
Killdeer Farm, a fazenda dos pais do Joe em Norwich, ao norte de Woodstock, no estado de Vermont, nos Estados Unidos
Na loja dos Killdeer garantimos o nosso maple syrup, pois aqui temos certeza que fizemos a escolha certa! O Maple Syrup é o produto mais anunciado na estrada. O açúcar preferido dos americanos é um produto da seiva da Maple Tree, árvore da famosa folha da bandeira do Canadá. Para produzir 1 galão de syrup são necessários 40 galões de seiva, que é fervida em imensos tachos sob altas temperaturas. Vermont é considerada a capital do Syrup nos Estados Unidos. Além de ser reconhecido por produzir as melhores qualidades de maple syrup, o estado é o recordista também na quantidade. São produzidos de 400 a 500 mil galões, equivalente a mais de 1 milhão e 800 mil litros, por ano!
Loja em Norwich, ao norte de Woodstock, que vende os produtos da fazenda do Jake e da Liz, no estado de Vermont, nos Estados Unidos
Os deliciosos e sadios produtos da Killdeer Farm, do Jake e da Liz, à venda na loja da fazenda em Norwich, ao norte de Woodstock, no estado de Vermont, nos Estados Unidos
Os deliciosos e sadios produtos da Killdeer Farm, do Jake e da Liz, à venda na loja da fazenda em Norwich, ao norte de Woodstock, no estado de Vermont, nos Estados Unidos
Foram dois dias pelas estradas cênicas de Vermont. Ficamos surpreendidos pela simpatia do povo e a beleza dessas terras, mesmo sem os tons amarelos e avermelhados do outono. Nos despedimos dos montes verdes e seguimos à New Hampshire para as mais geladas White Mountains.
A afilhada atazana o tio durante visita à fazenda dos pais do Joe em Norwich, ao norte de Woodstock, no estado de Vermont, nos Estados Unidos
ONDE FICAR?
Nosso charmoso Inn em West Dover, pequena cidade em Vermont, nos Estados Unidos
Na Rota 100 não será difícil encontrar hospedagem, tudo irá depender da sua pressa e até onde quer chegar. Como começamos tarde, no primeiro dia ficamos hospedados em um charmoso Inn na cidade de Dover: o West Dover Inn. Importante, se você estiver por aqui nas semanas de férias de inverno vale a pena reservar com antecedência.
Maravilhoso pôr-do-sol nos alagados entre Roraima e Amazonas
A estrada de hoje é longa e cheia de histórias. São mais de 600km, praticamente toda asfaltada, o que não significa que esteja em boas condições de uso. A BR 174 liga a cidade de Boa Vista à Manaus, passando por diversos municípios do estado de Roraima até chegar ao Amazonas.
Trecho de terra na estrada que liga Roraima ao Amazonas
Nosso plano inicial era entrar no estado do Pará pela Perimetral Norte, estrada que já existe no mapa pelo menos desde 2005. Na prática ela vai apenas até o município de Entre-Rios e uma usina hidrelétrica alguns quilômetros adiante. Ainda tínhamos esperança, mas confirmamos esta informação nos postos do Ibama e no posto de gasolina que cruza a perimetral. Sendo assim vamos ao Plano B, que sempre foi o mais certo e infalível, seguiremos até Manaus e iremos para Santarém de balsa pelo Rio Amazonas.
Um dos muitos grandes rios no o sul de Roraima, na viagem para Presidente Figueiredo - AM
No caminho nos despedimos do hemisfério norte, cruzamos a linha do Equador e voltamos ao Hemisfério Sul! Na mesma latitude de Macapá, onde começamos toda esta travessia das Guianas há exatos 54 dias atrás. Continuamos nosso caminho para a fronteira do estado do Amazonas.
Marco da linha do Equador, durante viagem entre Boa Vista, em Roraima e Presidente Figueiredo - AM
Fomos parados duas vezes para fiscalização, a primeira uma blitz da vigilância sanitária, que está tentando formar uma barreira para o alastramento de pragas e doenças relacionadas à mosca da carambola e algumas primas próximas. Ele aproveitou para pregar a palavra de Deus e Jesus, boas palavras são sempre bem vindas. Poucos quilômetros a frente fomos parados para a fiscalização do IBAMA, que procura e apreende o tráfico de animais selvagens, plantas, etc. O pessoal do Ibama, polícia florestal, foram muito simpáticos e nos deram mais informações sobre a estrada.
Uma das barreiras sanitárias entre Roraima e o Amazonas
Exatamente após o posto do Ibama fica a entrada da Reserva Indígena Waimiri Atroari. Esta reserva tem uma história forte e muito triste. As negociações e estudos para a construção desta rodovia se iniciou em 1970, porém ela cruza pelo meio da Reserva Indígena. Na época os Waimiris foram contra a construção e se armaram para defender seu território. 200 soldados do exército brasileiro foram mortos por flechas envenenadas, mas no lado dos índios as baixas foram muito maiores, mais de 1100 índios morreram ou pelos soldados ou por doenças trazidas com estes. Após 12 anos de batalhas e conversações os índios finalmente aceitaram negociar, porém impuseram algumas condições, algumas delas nos dizem respeito como o horário de tráfego na estrada, das 6h às 18h, deve-se evitar fotografar, filmar e parar na estrada dentro da reserva.
Entrada da reserva indígena entre Roraima e Amazonas
A reserva Waimiri Atroari possui em torno de 25 mil km2, 14 aldeias indígenas e vimos também uma mineiradora de nióbio, mineral duro como aço, porém de uma leveza incrível. É um mineral raro utilizado para a construção de satélites, entre outras coisas. Espero que os índios levem alguma nesta sociedade. Aos poucos a população está se restabelecendo, esta se resumia a 374 habitantes em 1986 e hoje soubemos que já nasceu o milésimo Waimiri!
Paisagem no sul de Roraima, na viagem para Presidente Figueiredo - AM
Estávamos ainda no prazo, mas não podíamos demorar, caso contrário passaríamos pela reserva fora do horário permitido. Não paramos, não fotografamos (muito) e nem filmamos (nada demais), mas impossível não registrar as cenas maravilhosas do imenso arco-íris e do pôr-do-sol sensacional que nos acompanharam no final da tarde.
Lindo arco-íris no finzinho da tarde, na estrada entre Roraima e Amazonas
Hoje nosso objetivo era a cidade de Presidente Figueiredo, lugar que eu já planejava conhecer desde a primeira vez que estive em Manaus, há quase 10 anos atrás. No meio da bacia amazônica, Presidente Figueiredo é uma cidade orientada para o turismo em torno dos seus balneários e cachoeiras. Objetivo cumprido e o melhor, sempre com novas histórias para contar.
Fim de tarde na estrada entre Roraima e Amazonas
Observando o Cachoeirão, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
Acordamos cedo na Igrejinha e aproveitamos o nosso último café da manhã no Vale do Pati. Mais uma manhã de despedidas começa, adeus aos atletas cariocas, adeus à João e um até logo para Camila e Iara, que encontraremos logo mais na trilha do Cachoeirão.
Partida da Igrejinha para mais um dia de caminhadas no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
Mochilas nas costas e pé da trilha, na estrada que cruza o vale do Pati por baixo em direção à Toca do Gavião, lugar onde deveríamos ter dormido esta noite. Ontem como chegamos tarde optamos por dormir ali no João mesmo, mas a programação inicial era dormirmos na toca.
Caminhando no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
Ainda bem que não deu certo, diga-se de passagem, o lugar era bacana, uma boa toca, mas não tinha aquele colchão gostoso que tínhamos no João e quando chegamos lá vimos que outros 4 caras tinham dormido lá na mesma noite, deixando o cheiro de xixi como lembrança. Maravilha...
Colada ao chão, num dos mirantes do Cachoeirão, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
Deixamos nossas mochilas em um bosque logo que chegamos aos gerais e seguimos mais leves pela trilha do Cachoeirão, uma queda com mais de 300m de altura. Já tínhamos a informação que o poço no alto do Cachoeirão tinha água, estávamos loucos por um mergulho depois daquela caminhada abaixo do sol escaldante.
Lago "encantado" acima do Cachoeirão, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
A vista do alto do Cachoeirão é fantástica, um cânion maravilhoso, um lago imenso e alguns filetes de água escorrendo, refrescando as borboletas e andorinhas do vale.
Vista do Vale do Cachoeirão, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
Eu estava super corajosa, depois de uns 10 minutos olhando para baixo deitada na pedra, consegui até sentar à beira do precipício para umas fotinhos. Wohoooo! Sensacional!
Pendurada a mais de 350 metros de alura, no Cachoeirão, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
Nos refrescamos no lago sobre a cachoeira e trocamos várias experiências de viagem com Camila, colombiana, e Iara, soteropolitana, que havíamos conhecido na Igrejinha, ótimas companheiras de caminhada. Nos separamos no bosque, onde pegamos as nossas mochilas e seguimos cruzando os Gerais do Rio Preto em direção ao Morro do Beco.
Tomando banho no lago "encantado" acima do Cachoeirão, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
Com o Lúcio e amigas no alto do Cachoeirão, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
Esta caminhada é longa, em torno de uns 10km, mas é uma das melhores que fizemos. Plana, com vistas indescritíveis do Vale do Pati de um lado e dos Gerais do outro. A vegetação dos Gerais parecem uma pintura, com capins dourados mesclados ao verde e às poucas flores vermelho-escuras. Me lembrou muito a cena final do filme Gladiador, quando o herói tem a visão da esposa e filho, e vai sobrevoando os campos voltando para casa.
Gerais do Rio Preto, próximo ao Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
Logo chegamos ao Morro do Beco, não antes de cruzarmos com uma caranguejeira e uma cobra d´água encontradas pelo Lúcio, ECA! Nossa estrada hoje é longa, pois seguimos ainda para Mucugê. Nos despedimos do nosso “guia da guarda”, que nos cuidou e tratou como ninguém!
Saindo dos Gerais do Rio Preto, em direção à Guiné, na Chapada Diamantina - BA
Chegamos à Mucugê já no início da noite, encontramos uma bela pousada, comemos uma pizza muito saborosa depois de uma voltinha pela praça da cidade. É uma cidadezinha histórica muito bem preservada e que ainda não foi dominada totalmente pelo turismo e investidores de fora, por isso ali achei mais fácil identificarmos a cultura e as raízes do seu povo do que em Lençóis. A dica é visitar na época de São João, a cidade estará lotada de turistas, mas dizem que é a melhor Festa Junina da Chapada!
Reencontro com a Fiona, próximo à Guiné, na Chapada Diamantina - BA
E lá vamos nós, por que amanhã tem mais!
De camarote, em rochedo do Izta, admirando o maravilhoso vulcão Popo, perto de Amecameca, na região central do México
Popocatépetl (5.465m) e Itzaccíhuatl (5.230m) são, consecutivamente, a segunda e a terceira maiores montanhas do México. Popoca “fumegante”, tepétl “montanha”, em nahuátl, ou simplesmente El Popo, como chamado carinhosamente, é um vulcão ativo com mais de 730 mil anos de idade. Um dos vulcões mais ativos do México teve pelo menos 15 grandes erupções desde a chegada dos espanhóis e desde 1994, quando sua atividade voltou a ser constante, está proibida a aproximação da montanha, pelos efeitos tóxicos dos gases emitidos constantemente.
Chegando perto do vulcão Popo, que solta funaça há 15 anos, na região de Amecameca, no centro do México (foto de Geraldo Ozorio)
Itzaccíhuatl, Itzac “branca”, cíhuatl “mulher”, está conectado ao Popo pelo Paso de Cortéz e seu nome se refere ao formato da montanha, que lembra uma mulher deitada, coberta por um manto de neve. O Itza é formado por uma série de vulcões cônicos sobrepostos, apresentando vários picos. O mais alto deles é o peito da mulher deitada, “El Pecho” com 5.230m, seguido por “La Cabeza” e “Los Pies”. Os múltiplos vulcões estão extintos desde a última grande era glacial.
Izta, a mulher de branco deitada, vulcão próximo à Amecameca, na região central do México
Reza a lenda que Itzaccíhuatl era uma linda princesa asteca apaixonada por Popo, o mais bravo guerreiro do seu reino. O imperador prometeu a mão de sua filha a Popocatepétl se ele retornasse da Guerra de Oaxaca com a batalha vencida e a cabeça de seu inimigo. Ainda durante a batalha, um dos guerreiros inimigos que tinha ódio a Popo, veio ao imperador e lhe disse que Popo havia morrido. Itza entrou em depressão, chorando incessantemente e sem se alimentar direito, desfaleceu de desgosto. No dia do seu enterro Popo retornou vitorioso da guerra e encontrou a sua amada morta. Furioso e desconsolado ele a levou para o alto de uma montanha e prometeu velar por seu sono eternamente. Os Deuses, emocionados por tamanho amor, os transformaram em montanhas, Itza, a mulher branca, deitada e velada pelo guerreiro Popo, que envia sinais de que está sempre desperto cuidando de sua amada. E o salafrário mentiroso que provocou tudo isso, o que aconteceu com ele? Onde está? Vocês devem estar se perguntando. Ele é o Pico de Orizaba, que pode ver à distância os dois amantes eternamente unidos pelos Deuses.
Quadro representando a lenda de criação dos vulcões Popo e Itza, um guerreiro e uma mulher deitada, em exposição no centro de visitantes do parque onde estão esses dois vulcões, perto de Amecameca, na região central do México
Achei linda essa história! A lenda tem algumas variações, mas esta foi a que mais se repetiu em nossas pesquisas. Algumas dizem que o “salafrário” seria o Nevado de Toluca, e que Popo lhe teria cortado a cabeça. É possível... Apenas os Deuses devem saber.
Do alto do Izta, a visão da maior montanha mexicana, o Pico Orizaba, na região central do país
Popo e Itza passaram a fazer parte dos 1000dias, dentro do roteiro de aclimatação para a escalada que Gera e Rodrigo farão nos próximos dias ao ponto mais alto do país, o Pico de Orizaba (5.636m).
Aos pés do fumegante vulcão Popo, no dia da nossa subida ao Izta, perto de Amecameca, na região central do México
Localizados no Eixo Neovulcânico dentro do Parque Nacional Itzaccihuátl – Popocatepétl, a cidade mais próxima para explorar o parque é a pequena Amecameca, que está a pouco mais de 70km da capital mexicana. Vários ônibus conectam a Ciudad de Mexico a Amecameca do TAPO – Terminal de Autobuses de Pasajeros del Oriente, e de lá táxis podem te levar ao parque, ou ainda várias operadoras turísticas na Cidade do México organizam excursões guiadas.
Uma bela visão do Izta, a terceira mais alta montanha do país, na região de Amecameca, no centro do México (foto de Geraldo Ozorio)
O Gera e a Valéria, os novos passageiros da Fiona, a caminho do vulcão Izta, perto de Amecameca, na região central do México
O centro de visitantes antes servia como abrigo aos montanhistas que queriam ter uma primeira noite na altitude, já que ele está localizado próximo dos 3 mil metros. Hoje vimos que foi proibido o pernoite no salão, que além de uma bela vista do Popo, possui uma pequena exposição sobre o parque nacional e seus dois principais atrativos.
Subindo o vulcão Iztaccihuatl e com visão para o vulcão Popocatépetl, perto de Amecameca, na região central do México
O mapa da trilha que sobe a mulher deitada, o vulcão Iztaccihuatl, perto de Amecameca, na região central do México
Deixamos o carro no estacionamento do La Joya, ponto onde iniciamos a caminhada nos arredores do Itzaccíhuatl. Antes, umas quesadillas de milho negro moído, que resulta em uma massa azulada, feita à mão, assadas na chapa do fogão a lenha e recheada com os mais diversos sabores, pelas tiazinhas que vivem ali na região. Uma delícia! Ali se reúnem todos os montanhistas antes da escalada, muitos mexicanos vindos de diferentes cantos do Estado do México, porque hoje é sábado.
Preparando quesadillas em um restaurante aos pés do vulcão Izta, perto de Amecameca, na região central do México
Preparando quesadillas em um restaurante aos pés do vulcão Izta, perto de Amecameca, na região central do México
Gera e Rodrigo aceleram para o seu treino e aclimatação e eu e a Val subimos bem tranquilas, mais falantes do que nunca, parando a cada passo para aproveitar a incrível paisagem e recuperar o fôlego da matraquisse aos 4 mil metros de altitude.
durante a subida do vulcão Izta, temos vistas magníficas do vulcão Popocatéptl, perto de Amecameca, na região central do México
Descendo uma das encostas do Iztaccihuatl, perto de Amecameca, na região central do México
Assim que alcançamos o primeiro portal começamos a ter a presença contínua de um dos maiores personagens desta história, Popocatepétl, com seu formato cônico e caldeira fumegante, o vulcão mais clássico e perfeito que poderíamos imaginar. Passamos o Vale Feliz em direção ao segundo portal e depois de uma longa e íngreme subida temos a vista de boa parte da cordilheira do Itza, um lindo e profundo vale abaixo e o Popo do outro lado.
Subindo o vulcão Iztaccihuatl e com visão para o vulcão Popocatépetl, perto de Amecameca, na região central do México
Encontramos uma bela pedra, plana e com vista para todos os lados, perfeita para descansarmos e deixarmos o tempo passar, enquanto Rodrigo e o Gera se embrenhavam montanha acima. Eles foram longe, o Ro chegou até o primeiro glaciar, o Glaciar de Ayoloco, no começo da Panza, a barriga da Julieta mexicana.
Para chegar ao cume do Izta, é preciso atravessar essa grande geleira (perto de Amecameca, na região central do México)
Dois alpinistas atravessam a geleira que dá acesso ao cume do Iztaccihuatl, vulcão próximo à Amecameca, na região central do México
Cruzamos vários grupos subindo, famílias, escolares, locais e estrangeiros, todos equipados com seus piolets e crampons para os trechos de gelo, bem intencionados de chegar ao cume. Era difícil imaginar onde todos conseguiriam encontrar um lugar para acampar esta noite, mas animação não faltava.
O refúgio de alta altitude no vulcão Iztaccihuatl, na região de Amecameca, no centro do México (foto de Geraldo Ozorio)
Com o Gera no alto do vulcão Izta, com o Popo ao fundo, na região de Amecameca, no centro do México (foto de Geraldo Ozorio)
Retornamos já com a luz de final de tarde e logo fomos alcançadas pelos montanhistas, Rodrigo e Gera, que se sentiam bem preparados para os desafios que estavam por vir. Mais um lindo dia nas montanhas mexicanas, finalizando com chave de ouro a temporada de aclimatação e descobertas das belezas naturais no altiplano mexicano.
Nas encostas do Izta, com o Gera e a Val, com o Popo ao fundo, perto de Amecameca, na região central do México
Uma belíssima lua cheia nasce perto de Amecameca, na região central do México
A noite de comemorações e breves despedidas foi em uma pequena lanchonete em Amecameca, com direito a Pozole, uma sopa de milho e vegetais, Panbazo, uma massa de pão frita e recheada com queijo, frango e nata e uns tacos enfrijollados dos mais tradiças impossíveis!
A Valéria se refstelando com comida típica mexicana na cidade de Amecameca, na região central do país
Amanhã o Rodrigo segue para Puebla, onde terá um último dia de descanso antes da ascensão do Orizaba. Enquanto isso eu, a Val e o Gera pegamos um ônibus para a Cidade do México. O Gera retorna a casa, rever a esposa Rosa antes da subida do Orizaba e nós seguiremos com as nossas explorações turísticas da região. Serão quase 3 dias de separação do casal que convive 24 horas por dia, 7 dias por semana, nos últimos 1000dias, a maior delas! Mas tenho certeza que iremos sobreviver.
O casal 1000dias com o vulcão Popocatépetl ao fundo, perto de Amecameca, na região central do México
Gaiola-armadilha para lagostas na praia de Long Bay, em Negril, na Jamaica
Começamos o dia animados, finalmente vamos conhecer a verdadeira Jamaica! Fizemos nosso check out do hotel e fomos direto para o aeroporto, onde estão os escritórios das principais locadoras de carro. Aí vai uma dica, se você for pegar o carro e devolver em Montego Bay, no centro ou mesmo na Hip Strip poderá encontrar locadoras locais mais baratas. Agora no nosso caso queremos entregar o carro em Kingston, portanto fomos em busca de locadoras com escritórios aqui e na capital. Fizemos uma breve pesquisa de preços e fechamos com a Island, maior locadora jamaicana, que ganhava em preço da Avis, Budget e outras internacionais.
Alugando carro em Montego Bay, na Jamaica
Em posse do nosso novo meio de transporte na Jamaica, um Toyota Yaris, o mais barato que eles tinham, colocamos logo o pé na estrada. Aqui as distâncias são todas pequenas, pode-se cruzar a ilha de Montego Bay à Kingston em apenas três horas e meia. O nosso roteiro começou pelo litoral ainda mais a oeste, em uma das principais praias da região: Negril.
Nosso carro na Jamaica, alugado em Montego Bay
São 82km, passando por baías, pequenas vilas espalhadas ao longo da estrada. Pelo horário, encontramos muitas famílias saindo da missa dominical, todos em sua melhor roupa. As vovós em seus vestidos brancos e azuis com chapéus no estilo elizabetano, resquícios da antiga colonização britânica que passou pela ilha.
Um dos muitos resorts em Montego Bay, na Jamaica
Chegamos à Negril no início da tarde e resolvemos explorá-la antes de nos fixarmos em um hotel. Negril é dividida entre Long Bay, uma estreita faixa de areia com mais de 12km de extensão e em West End, passando a vila na beira do Rio Negril. No West End ficam algumas opções de acomodação, hotéis um pouco mais baratos em cima do morro e distantes da praia ou os chiques resorts construídos sobre os paredões de pedra, na beira do mar.
O belo mar em frente ao Rockhouse, em Negril, na Jamaica
Rockhouse era a dica do Lonely Planet, cabanas e quartos de frente para o mar, acesso para banho por escadas colocadas nas pedras e um restaurante com uma bela vista. A diária: US$ 360,00 o quarto mais barato com vista para o jardim, ou seja, sem vista. Decidimos almoçar ali, aproveitar um pouco do ambiente e voltar para encontrar as opções mais econômicas indicadas pelo guia, na beira da praia.
A praia de Long Bay, em frente ao nosso hotel em Negril, na Jamaica
Encontramos algo bem mais palatável, ainda caro para o nosso padrão, mas na beira da praia, com bar, piscina e uma boa infra-estrutura. O Sea Splash acaba de ser comprado por Jim, norte americano que depois de 4 anos viajando pelo mundo, encontrou o seu lugar. Jim está fazendo uma bela reforma no hotel, deixando o bar e o restaurante, de frente para a praia, ainda mais convidativos.
Pôr-do-sol na praia de Long Bay, em Negril, na Jamaica
Fomos direto para a praia, pedimos uma cerveja e ficamos curtindo o pôr-do-sol. Tínhamos apenas uma real preocupação, conseguir conectar-nos à internet para dar os parabéns à Dona Nilza, mãe do Rodrigo. Hoje é aquele típico dia em que adoraríamos conseguir nos tele-transportar para comemorar esse dia tão especial ao seu lado. Ou, se o tele-transporte fosse bem grande, trazer toda a família para cá, por que não? De certa forma o skype nos ajuda nisso, podemos mostrar um pouco da praia e do pôr-do-sol com o qual estávamos comemorando o seu aniversário.
Conversando por Skype com os pais no dia do aniversário materno, desde Negril, na Jamaica
Pescadores tirando suas lagostas frescas do mar, turistas caminhando entre rastafáris e vendedoras de cangas, artesanatos e tudo mais o que você imaginar. Praia delimitada por raias e bóias para a proteção dos banhistas contra barcos e Jet skis. O turismo veio mesmo para ficar, até mesmo aqui, que na minha santa ignorância achei que seria algo mais alternativo. Deve ter sido, só que lá nos anos 70!
Winston, nosso amigo rasta, no pôr-do-sol na praia de Long Bay, em Negril, na Jamaica
À noite caminhamos pouco mais de um quilômetro, à luz da meia lua amarela de estiagem, para encontrar um show de reggae no Alfred´s Bar. 500 Jamaican Dollars para entrar e uma banda local de reggae tocando clássicos em três diferentes vozes. O ambiente era um pouco esquisito, diversos turistas americanos e suas acompanhantes jamaicanas, mas a linda noite e o nosso primeiro show de reggae na Jamaica valeram à pena. A propósito, Negril é muito mais astral, clima praiano e relaxado, se pudéssemos voltar no tempo, teria feito um dia menos em MoBay e vindo um dia antes para cá. Ainda não conseguimos fugir dos lugares mais turísticos, mas então vamos logo assumir que caímos numa “turistada” e aproveitar!
Fim de tarde na praia de Long Bay, em Negril, na Jamaica
Depois das cachoeiras, voltamos ao hotel, trabalhamos um pouco, enquanto aguardávamos pelos nossos “anfitriões” em Carrancas, Quilia e Rodrigo. Rodrigo é amigo do Aroldo e da Nê lá de Perdões e que administra uma fazenda aqui em Carrancas. Ambos estavam trabalhando durante o dia todo, mas havíamos combinado de nos encontrar à noite, antes de seguirmos viagem para São Tomé.
Rodrigo apareceu aqui na nossa pousada perto das 20h e já engatamos numa prosa boa. Bem que Quilia havia falado que ele era “gente boa dimais, engraçado dimais!”. Não demorou muito sugeri que fôssemos jantar em algum lugar por aqui mesmo. Mineiro é um povo muito hospitaleiro, então logo Rodrigo falou “Se tivessem avisado antes a gente fazia uma carne procês lá em casa, uai, assava uma carne e tomava uns lá”. Foi a nossa oportunidade! Estávamos super curiosos para conhecer a fazenda, muito falada pela Ne e pelo Aroldo.
“Ara”, não deu dois minutos e já estava tudo armado! Rodrigo convidou o Quilia e rumamos para a casa dele, na fazenda Serra das Bicas. Cervejinha de cá, pinguinha de lá e enquanto isso descongelava a carne.
O Quilia, cozinheiro experiente, acertou em cheio o tempero. Novamente nos esquentamos ao lado do fogão à lenha em meio a vários causos contados pelo Rodrigo. Eu parecia uma criança de 5 anos perguntando tudo sobre a fazenda. Porque? Como? Quando? Onde? E assim meus conhecimentos sobre esse mundo rural, ou melhor, agropecuário estão aumentando significativamente!
Pra variar, engatei na prosa e o Ro teve que me puxar para ir embora... Mas, como dizem os mineiros... “fazê u quê?”
Praia do Havaizinho, em Itacaré - BA
Locutor empolgado: Bom dia amigos! E começa agora o segundo dia do Circuito Praias e Trilhas de Itacaré! Hoje os competidores devem conhecer as belas praias do sul e as Cachoeiras do Tejuípe! O desafio será enfrentar uma cachoeira mega populada, descer a pé para a praia do Itacarezinho, continuar por trilha até a Praia da Engenhoca, passando pela Gamboa e pelo também famoso Hawaizinho. O retorno pela trilha da Engenhoca ainda terá como gran finale uma corrida pelo asfalto para buscar a Fiona 1km morro acima! A competição se encerrará hoje, mas teremos novas edições do Circuito Praias e Trilhas em diversas praias da América!
Equilibrando-se em coqueiro no caminho para Havaizinho, em Itacaré - BA
O circuito começou bem, carros lotavam a entrada de todas as praias e inclusive da cachoeira. Mesmo em dia de votação as praias não têm descanso! Feriadão é assim mesmo, traz todo o povo para a sessão farofa da semana. Tentando fugir da muvuca nossa estratégia foi invertermos o roteiro, que logicamente começaria pelas praias e terminaria na cachoeira. Fomos direto para a água doce e pegamos a Cachoeira do Tejuípe ainda menos “crawdeada”, como dizem por aí.
Cachoeira do Tijuípe, movimentada num feriado, em Itacaré - BA
Tinham só umas 30 pessoas se refrescando por ali. Nós resolvemos continuar a trilha e explorar rio acima um outro recanto na mesma fazenda. Foram apenas uns 500m e logo chegamos à Cachoeira do Gravatá, um lugar lindíssimo, um lago imenso de águas deliciosas e o principal, não havia ninguém! Missão cumprida! Conseguimos aproveitar o banho de cachoeira como rezam os mandamentos dos 1000dias!
Refrescando-se na Cachoeira do Gravatá, em Itacaré - BA
Seguimos para Itacarezinho e a estrada que leva até a praia estava fechada, por isso descemos em torno de 1km em uma pirambeira com a fantástica vista para a maior praia de Itacaré!
A praia de Itacarezinho, em Itacaré - BA
Praia linda, infra-estrutura maravilhosa, restaurante e bar com espreguiçadeiras e cabanas de palha para os visitantes, só faltou um pouquinho de tino comercial do dono, que fechou tudo isso bem no feriado. O Rodrigo aproveita o mar por mim e por ele já que eu ainda estou resguardando as orelhas.
Muitos coqueiros no caminho entre Itacarezinho e Havaizinho, em Itacaré - BA
A terceira etapa do circuito continuava por uma trilha de uns 30 minutos entre morros e coqueiros até a praia do Hawaizinho, passando pela Gamboa. Mesmo para os mais preguiçosos este programa vale muito a pena, o cenário da trilha é dos mais bonitos de Itacaré!
Trilha entre Itacarezinho e Havaizinho, em Itacaré - BA
Chegamos no Hawaizinho e encontramos o tio do coco, refri e cocadas. Estávamos preocupados se conseguiríamos justificar nosso voto e assuntamos com ele sobre a eleição. Foi muito bacana, quando perguntei a ele quem era o seu candidato ele logo defendeu que seria para o partido que ajudou os moradores da região a lutar pela liberação de todas estas praias que estamos conhecendo hoje. Segundo ele todos estes terrenos foram vendidos a um imenso grupo de hotelaria português que estava construindo ali um mega empreendimento hoteleiro. A primeira pergunta que nos fazemos é: Ué, pode-se construir em uma APA (Área de Preservação Ambiental) que se tornou Patrimônio da Biosfera?
Vendedor de cocadas em Itacaré - BA
E o sábio tio da cocada responde, “Quem tem dinheiro pode tudo, minha fia! Pagaram 1 milhão para o prefeito liberar o alvará.” O resort proibiu a entrada de qualquer turista ou até moradores antigos da região que usavam essas trilhas há mais de 80 anos. Foi o PT que ajudou a embargar a obra e proibir, pelo menos por enquanto, que as praias fossem fechadas e o hotel concluído. Ainda bem que sempre tem um conflito de interesses, quem mandou os portugas não comprarem a oposição também, não é mesmo?
Praia do Havaizinho, em Itacaré - BA
Depois de adquirirmos um pouco mais de conhecimento sobre a região e uma cocada, continuamos mais 20 minutos até a praia da Engenhoca, onde está o esqueleto do elefante branco. Nada a ver um prédio imenso de concreto como aquele ali no meio do paraíso. Um final de tarde delicioso, mais um tchibum do Ro em nossa homenagem e caminhamos para encerrar o circuito Praias e Trilhas de Itacaré.
Praia da Engenhoca, em Itacaré - BA
Hoje no nosso roteiro gastronômico fomos conhecer o restaurante “À Brasileira”, onde um misto de culinária contemporânea com toques bem brasileiros dão um sabor especial aos pratos. Risoto 3 queijos com raspas de limão e capim santo. Hummm, delícia! Pronta para mais uma baladinha no Cabana Corais, mas hoje sem o Rodrigo que me acompanhou até o esquenta no Jungle. Dali ele me despachou para a baladinha junto com a Rebeca.
Com a Bianca e a Rebeca, em Itacaré - BA
Como os amigos estão longe é ainda mais gostoso quando encontramos alguém com a mesma energia para nos acompanhar. A Rebeca além de uma ótima amiga é uma companheira de balada divertidíssima! É, com essa dupla jornada em Itacaré nem eu estava contando!
Escalando um coqueiro na praia da Engenhoca, em Itacaré - BA
Canal de mar em frente à trilha de Metlakatla, na área de Prince Rupert, na British Columbia, oeste do Canadá
Prince Rupert está localizada no litoral norte da British Columbia, uma região rica em história e cultura das primeiras nações que habitaram este continente. A cidade, localizada na Kaien Island, nasceu quando foi escolhida como destino final de um dos entroncamentos da Canada Pacific Railway, em 1906. Desde então a pequena cidade portuária se desenvolveu em torno da extração de madeira, transportes e da grande indústria pesqueira.
Orla de Prince Rupert, na British columbia, oeste do Canadá
Os Tsimshians são o principal grupo indígena que habita a região, diversas tribos da mesma etnia são proprietárias de uma longa faixa de terras e ilhas e hoje cada uma delas trabalha para resgatar a sua arte e cultura. No início do século o estilo de vida seminômade, baseado em suas vilas invernais e acampamentos de pesca no verão, lhes foi totalmente extirpado e sua cultura praticamente extinguida. Crianças foram arrancadas de seus pais, enviadas a internatos e reformatórios bem distantes de suas terras natais, para que não pudessem retornar. Nestas escolas onde seriam “civilizados”, eles tinham suas línguas lavadas com sabão para aprenderem a falar apenas o inglês. Suas vestes tradicionais foram substituídas pelas roupas europeias, cabelos cortados e durante anos seriam forçados a entrar nos moldes e costumes instituídos pelo governo canadense. A sociedade tribal perdeu suas raízes, sua cultura e seu vínculo com a história. Esta parece distante uma realidade distante, mas aconteceu até meados dos anos 70! Aquelas crianças hoje são pais de uma nova geração que já nasceu em um período de conscientização e resgate cultural. Hoje o Governo Canadense percebeu o grande crime que cometeu e trabalha para recompensar e dar suporte para que as First Nations resgatem sua dignidade e cultura.
Caminhando por ponte de areia formada na maré baixa em Metlakatla, na área de Prince Rupert, na British Columbia, oeste do Canadá
A Comunidade Tsimshian de Metlakatla, ilha vizinha a Prince Rupert, foi formada em 1862 pelo pastor anglicano William Duncan, reunindo Tsimshians de diferentes tribos em torno de um sonho progressista. Em um período em que os estrangeiros vinham e se apossavam das terras e das ricas águas deste povo, ele tinha ideias como criar indústrias e uma comunidade sustentável, 100% indígena. Em 1879 a população de Metlakatla era de 1.100 pessoas e possuía uma das maiores igrejas ao norte de São Francisco. Suas ideias independentes começaram a ser mal vistas pela igreja Anglicana, como por exemplo, a criação de uma versão da bíblia na língua Tsimshian. Ele acabou sendo expulso desta igreja e mais tarde criou sua própria chamada Independent Native Church. Em 1887 ele e mais 800 indígenas deixaram a região da Velha Metlakatla e fizeram uma épica jornada de canoa para o Alasca, onde fundaram a Nova Metlakatla.
A maré começa a subir em Metlakatla, na área de Prince Rupert, na British Columbia, oeste do Canadá
Hoje a vila possui menos de 100 habitantes e, ainda que bem dependente da cidade de Prince Rupert, é um dos mais bem sucedidos exemplos de autogestão e desenvolvimento dentre as nações indígenas canadenses. Nós conhecemos melhor esta história através de Cory, um dos seus integrantes, uma pessoa muito especial, um novo amigo que fizemos na passagem por esta região.
Litoral de Metlakatla, na área de Prince Rupert, na British Columbia, oeste do Canadá
Sua mãe ainda tem as memórias do período de internato e depois de ter passado por um difícil período de adaptação e discriminação em uma escola de ensino médio comum, conseguiu fazer o seu caminho de volta à sua comunidade de origem. Cory foi criado em Metlakatla, estudou, saiu, conheceu o mundo e retornou à sua comunidade com novas ideias e projetos. Segundo ele o Canadá está apenas engatinhando nestas políticas se comparados às comunidades Maoris na Nova Zelândia.
Ponte pênsil na trilha de Metlakatla, na área de Prince Rupert, na British Columbia, oeste do Canadá
As reservas indígenas possuem uma grande riqueza natural e aos poucos estão desenvolvendo as ferramentas certas para explorá-las da melhor forma possível. A Companhia de Desenvolvimento de Metlakatla é proprietária dos ferries que fazem o transporte da população, possui uma cooperativa de pesca e estuda a exploração comercial seus direitos sobre as terras e ricas águas da região. Dentre os projetos de desenvolvimento turístico da comunidade está a Metlakatla Wilderness Trail, projeto encampado por Cory, onde viemos a nos conhecer.
Caminhando na trilha de Metlakatla, na área de Prince Rupert, na British Columbia, oeste do Canadá
Ponte pênsil para torre de observação na trilha de Metlakatla, na área de Prince Rupert, na British Columbia, oeste do Canadá
A trilha explora mais de 10km de praias e ilhas entre a floresta úmida da Costa Oeste Canadense, com uma flora e fauna riquíssimas! Um ecossistema totalmente diferente do que nós estamos acostumados no mundo tropical, com imensas coníferas, cedros vermelhos, sitka spruces e hemlok´s que são casa para ursos, lobos, porcos-espinhos, veados, pássaros e diversos animais marinhos.
Crânio de urso em altar improvisado na trilha de Metlakatla, na área de Prince Rupert, na British Columbia, oeste do Canadá
Eestrela-do-mar em terra firme! Esperam pacientemente a volta da água do mar, na maré alta (Metlakatla, na área de Prince Rupert, na British Columbia, oeste do Canadá)
A trilha foi muito bem formatada para todos os tipos de turistas, desde os mais comedidos, que vem nos cruzeiros e querem uma caminhada curta no meio da natureza, até os mais aventureiros. São longos 10km (20km ida e volta), a maior parte dela sobre passarelas de madeira que preservam o frágil solo que dá os nutrientes e a base para o crescimento da floresta. Pontes pênseis atravessam os riachos e uma torre de observação dá uma ótima visão sobre copa das árvores desta densa floresta.
Trilha pela mata de Metlakatla, na área de Prince Rupert, na British Columbia, oeste do Canadá
Fim da trilha nada! É só a metade do caminho, pois ainda tem a volta na trilha de Metlakatla, na área de Prince Rupert, na British Columbia, oeste do Canadá
Nós fomos até o final, é claro e ainda fizemos alguns detours nas penínsulas que se formam na maré baixa, para conhecer melhor as praias deste litoral. Algumas praias de pedra e outras de areia nos mostram peculiaridades da geografia do litoral que sofre influencias dos rios Skeena e Nass, dois grandes rios que fazem destas águas uma das mais ricas em salmão em toda a região.
A maré começa a subir em Metlakatla, na área de Prince Rupert, na British Columbia, oeste do Canadá
Tivemos muita sorte, pois teoricamente a trilha já estava fechada para a temporada, mas na prática ainda tinha toda a infraestrutura lá! Com os dois últimos dias secos e de sol Cory, acabou abrindo uma exceção e liberou a nossa entrada na trilha. Ele não apenas salvou o nosso dia, como cumpriu com excelência o seu trabalho de embaixador do povo e da cultura Tsimshian.
Máscara Tsimshian no Northern BC Museum, em Prince Rupert, na British Columbia, oeste do Canadá
Prince Rupert que era apenas um porto de acesso às Gwaii Hannas, no nosso caminho para Vancouver, se tornou o nosso destino. Toda a curiosidade que eu havia nutrido pela cultura dos Haidas e pelo Parque Nacional Haida Gwaii, foi substituída por uma grande admiração da mais acessível e interessante nação Tsimshian, que não deixa nada a desejar aos primos distantes que estão na moda. A trilha foi mais do que uma caminhada pela magnífica Pacific Rain Forest, ela foi a porta de entrada para conhecermos uma nova cultura que não pode passar pelos viajantes, despercebida.
Diversão no balanço, quase ao final da trilha de Metlakatla, na área de Prince Rupert, na British Columbia, oeste do Canadá
Dunas de areia na Foz do Rio São Francisco, divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe (município de Piaçabuçu - AL)
O Rio São Francisco tem a sua nascente, na Serra da Canastra. Ela parece uma poça de água com 2 x 2m, se muito. Há menos de um quilômetro dali, ainda na parte alta do parque já o reencontramos mais largo e bonito, pois recebe águas de afluentes também formados na mesma bacia.
Nascente do Rio São Francisco, no Parque da Serra da Canastra - MG
Ali mesmo, no Parque Nacional da Serra da Canastra todas as suas moléculas de água passam pela sua primeira grande emoção, a Casca D´Anta. Uma queda d´água imponente, possui 186m de altura e um poço que chega a ter mais de 30m de profundidade! Ali já podemos ver todo o potencial deste rio, que mesmo tão jovem já nos dá este belíssimo espetáculo.
Enfrentando as águas geladas do poço da Casca d'Anta, próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG
Adiante encontramos novamente o SanFran, como gostamos de apelidá-lo, na cidade de Januária. Ficamos hospedados às margens do rio, conhecemos suas praias e mesmo possuindo quase um quilômetro entre suas margens, os moradores antigos nos contam que infelizmente, ele já não tem a mesma navegabilidade de antes. A principal mudança durante todos estes anos foi a diminuição do rio, que comparado com o que já foi, hoje é apenas um pequeno córrego. Além do desmatamento da mata ciliar, que levou o rio ao assoreamento, isso se deve também à Represa de Três Marias, próxima à cidade de mesmo nome.
A Ana se refrescando no Rio São Francisco, em Januária - MG
Seguimos viagem e chegamos à Petrolina, onde o Velho Chico está forte, caudaloso, impressionante com suas águas verdes e infelizmente impróprias para banho em alguns pontos. Conhecemos os projetos de irrigação que utilizam suas águas e que fizeram da região um caso de sucesso na fruticultura brasileira. Vendo tudo isso chegamos a pensar que o projeto de transposição do rio pode ser uma ótima saída para o sertão nordestino.
O rio São Francisco, com Juazeiro ao fundo, visto do apartamento da Iolanda, em Petrolina - PE
Eis que nesta retrospectiva chegamos ao presente. Estamos novamente às margens do Rio São Francisco, agora na cidade de Piaçabuçu, Alagoas. Entramos em um tour que deve nos levar conhecer um momento mágico para qualquer rio e ainda mais emocionante em se tratando de um rio como o São Chico. Vamos vê-lo morrer, não uma morte simples e inglória, pois depois de todos estes quilômetros percorridos, formando cachoeiras, praias, canais de irrigação, represas, trazendo alimento, transporte e vida por onde passa, ele finalmente irá encontrar-se com o mar.
Margem do São Francisco pouco antes da sua foz, na divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe (município de Piaçabuçu - AL)
O rio da unidade nacional, como também é chamado, por ser o único rio 100% brasileiro, nasce e morre dentro do nosso território. O local de sua morte é também conhecido como “O Encontro”. Um cenário magnífico, formado por mangues, coqueiros, dunas, lagoas, o rio e o mar. A sensação é indescritível, saber que agora SanFran ganhou o Atlântico e através dele o mundo! Ali fica clara a nossa pequeneza perante a mãe natureza. Nós, meros mortais, ficamos comovidos, embalados pela trilha sonora épica providenciada pelo pessoal da embarcação.
Lagoa e duna próxima à Foz do Rio São Francisco, divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe (município de Piaçabuçu - AL)
O barco só consegue chegar há 2km do encontro, por isso depois de um passeio pelas dunas para ver a paisagem do alto, eu e o Rodrigo corremos pela margem do rio até a sua efetiva foz. Ali se forma um mini-delta, se é que podemos chamá-lo assim, encontramos mais lagoas e uma energia ainda mais vibrante.
Nadando numa pequena lagoa bem na Foz do Rio São Francisco, divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe (município de Piaçabuçu - AL)
O retorno foi outra aventura, embarcação com a caixa de marcha quebrada. 45 pessoas dentro de um mesmo barco, sol a pino e a correnteza nos levando aos poucos para os bancos de areia do Sergipe.
Nosso barco de resgate trazendo-nos de volta da Foz do São Francisco (Piaçabuçu - AL)
Foi uma hora de espera pelo resgate, enquanto alguns se indignavam, outros aproveitavam para curtir um pouco mais deste visual maravilhoso, afinal pessoal, é Natal! Chegamos à Piaçabuçu são e salvos e reenergizados com este encontro.
Último mergulho no Rio São Francisco após visita à foz do rio, divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe (município de Piaçabuçu - AL)
Maré baixa na Praia do Forte - BA
Acordamos cedo para tomar café com Mônica e Lívia. Dona Dori já havia preparado a banana da terra quentinha, suco de laranja, pães, biju daquele jeitinho que só ela faz. Um café da manhã como este já é muito especial por si só, mas hoje ele recebeu um lugar ainda mais especial por ser o último café da manhã que tomaremos em família por um bom tempo, e foi com a minha família baiana. Despedidas feitas, com o coração na mão, deixamos Salvador.
O Farol de Itapoã, em Salvador - BA
A Fiona passou por um banho completo ontem, com produtos da melhor qualidade e direito até a uma borrifada com vaselina para proteger o motor e borrachas da sua parte inferior, da barriga da Fiona. Feito isso, hoje tivemos uma manhã de reorganização da nossa casa, todas as bagagens e equipamentos.
Merecido banho completo da Fiona em Salvador - BA
Pegamos a estrada para a Praia do Forte, chegamos no início da tarde. Eu já havia vindo para a Praia do Forte, mas foi em um congresso que o Ro participou, ficamos hospedados em um resort e caminhamos um dia até a praia da vila. Sendo assim eu não considerava conhecer e hoje tive certeza de que não conhecia. A vila muito organizada me lembrou muito a Rua das Pedras em Búzios, repleta de lojas bacanas e restaurantes super charmosos.
Igreja da Praia do Forte - BA
Eu imaginava a vila completamente diferente, com cara de vila de pescadores mesmo, mas o que fez o investimento de tantos resorts na cidade. Esta é outra prova de que uma prefeitura pode, e muito, investir corretamente o dinheiro que recebe em carga tributária destes empreendimentos, ruas calçadas, bem sinalizadas, bem organizadas e limpas, pelo menos por onde os turistas passam.
Entardecer na Praia do Forte - BA
A região da Praia do Forte oferece opções variadas de atividades, desde o Projeto TAMAR, atração principal da vila, até passeio de canoa no rio, snorkel nas piscinas naturais e uma visita ao único Castelo Medieval brasileiro. Nós fechamos o dia com um belo pôr-do-sol, matando as saudades da natação nas águas verdes e calmas na praia do resort.
Pôr-do-sol na Praia do Forte - BA
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