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Blog da Ana - 1000 dias

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Barbados de Norte a Sul!

Barbados, Dover, Speightstown

Placa informativa em estrada no norte de Barbados

Placa informativa em estrada no norte de Barbados


Barbados é uma das poucas ilhas nesta região do Caribe que possui formação coralínea, no topo de uma montanha submarina que está em ascensão. Praias de areia branca como talco na costa oeste e paredões de pedra cobertos por uma mata verdejante na costa oeste, praias de coral e ondas agressivas para os surfistas mais corajosos. Conhecer Barbados é fácil, uma ilha com apenas 432 km2 que pode ser explorada em dois ou três dias, dependendo da sua pressa. Quer deitar, relaxar e aproveitar cada praia e cada momento para descansar? Aí pode planejar pelo menos uma semana no país.

Mesmo com chuva, o mar do caribe é lindo! (em Speightstown, no oeste de Barbados)

Mesmo com chuva, o mar do caribe é lindo! (em Speightstown, no oeste de Barbados)


A ilha está praticamente toda ocupada e oferece uma infraestrutura variada ao turismo. Nós gostamos de entrar mais na vida da ilha, a primeira opção de hospedagem era um hostal em Dover Beach, porém como estamos na baixa temporada, ele estava fechado. Um senhor chegou a nos oferecer um quarto na sua casa por 60 dólares por dia, porém sem internet, nossa ferramenta de trabalho. Andamos um pouco mais e chegamos ao Lawrence Gap, uma região turística à beira de uma pequena baía e rodeada de bares e restaurantes frequentados por ambos, turistas e locais, uma mistura perfeita.

River Bay, na costa nordeste de Barbados

River Bay, na costa nordeste de Barbados


Lawrence Gap está a apenas 10 minutos de caminhada da Dover Beach, tem restaurantes e lanchonetes de comida local e internacional (até uma churrascaria brasileira!), lojas de conveniência e uma vida noturna bem agitada.

Dia de sol na praia tipicamente caribenha de Dover, na costa sul de Barbados, no Caribe

Dia de sol na praia tipicamente caribenha de Dover, na costa sul de Barbados, no Caribe


A melhor forma de explorar Barbados é alugando um carro, depender de tour ou excursões pode tirar o gostinho da descoberta e a interação com os lugares e as pessoas. Se movimentar na ilha não é muito complicado, o mapa oferecido nos hotéis e oficinas de turismo é bem esclarecedor e lembre-se, você está numa ilha, não será muito fácil se perder.


Exibir mapa ampliado

A Costa Oeste da ilha é onde estão localizados os mega resorts, hotéis luxuosos, resorts boutiques e restaurantes mais bacanas. É onde está a casa do famoso jogador de golfe Tiger Woods. Se você quer praia, sombra e água fresca e não tem restrições de budget este é o seu lugar. Espalhada ao longo de Paynes Bay até Godings Bay, são em torno de 7 praias principais entre as duas maiores cidades da região, Holetown e Speightstown.

Morgan Lewis Mill, o último moinho em funcionamento em Barbados e todo o leste do Caribe

Morgan Lewis Mill, o último moinho em funcionamento em Barbados e todo o leste do Caribe


As vilas não são nada charmosas, cruzadas pela movimentada estrada, o charme fica reservado aos all inclusive hotels. No meio da confusão encontramos um clube de golfe e um centro comercial com vitrines da Louis Vuitton, Cartier e Cia, um contraste quase chocante com a vizinhança bajan.

Chuva no nosso restaurante em Speightstown, no oeste de Barbados

Chuva no nosso restaurante em Speightstown, no oeste de Barbados


Em um dia chuvoso mal conseguimos ver as praias, que possuem poucos acessos públicos e estão tapadas pelos resorts, não é bem o tipo de vizinhança que mais nos agrada. Almoçamos em restaurante de comida local, provando o marlin grelhado ao molho bajan e fruta-pão cozida, prato típico da ilha.

Banks, a cerveja mais popular em Barbados

Banks, a cerveja mais popular em Barbados


A culinária bajan teve influencia inglesa e indiana, portanto pratos apimentados são comuns. Os pratos locais preferidos são o sanduíche de peixe-voador, em falta no momento, pois os peixes se mudaram para a costa de Trinidad e foram substituídos pelo Marlin. O outro prato local é a Macarroni Pie, torta de macarrão com um tempero especial bajan, assada com queijo.

Flying fish e torta de macarrão com queijo, comida típica de Barbados em Bathsheba, na costa leste da ilha

Flying fish e torta de macarrão com queijo, comida típica de Barbados em Bathsheba, na costa leste da ilha


Os restaurantes variam de preço, da barraquinha de Macarroni Pie a 4 dólares o pedaço até refeições completas por 50 dólares por pessoa nos restaurantes de Laurence Gap. Dizem que um dos melhores restaurantes é o Cliff, o mais caro da ilha. Nem preciso dizer que nós não fomos até lá para conferir, até por que aqui no Caribe quando dizemos que é caro, é caro mesmo!

Com chuva, socializando com um pescador na costa norte de Barbados

Com chuva, socializando com um pescador na costa norte de Barbados


Continuamos dirigindo até o North Point e começamos a entender melhor a geologia e geografia da ilha que a partir daqui possui grandes encostas e pouquíssimas praias.

North Point, o extremo norte de Barbados

North Point, o extremo norte de Barbados


No caminho de volta fizemos um loop pelo interior da ilha, passando pelo Cherry Tree Hill, com uma linda vista da costa e pelo Morgan Lewis Mill, antigo moinhos de açúcar. Tambpem vale a pena uma visita a St. Nicholas Abbeyl, antiga fazenda de cana do final do século XVII, com uma imponente casa em estilo colonial inglês que recebe turistas para visitas, oferece restaurante e rum tastings.

A mais antiga Plantation da ilha, St Nicholas Abbey, em Barbados

A mais antiga Plantation da ilha, St Nicholas Abbey, em Barbados


Barbados, nossa vigésima ilha caribenha, suas praias lindas de águas cristalinas são um belo motivo para conhecê-la. Chegando lá, porém, você descobrirá que as praias não são o seu principal atrativo. Seu povo, sua mistura de ritmos, cores e sabores é que a torna ainda mais especial.

Fim de tarde visto do quarto do nosso hotel em Dover, praia na costa sul de Barbados

Fim de tarde visto do quarto do nosso hotel em Dover, praia na costa sul de Barbados

Barbados, Dover, Speightstown, Caribe, Culinária, ilha, Praia

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Lake Tahoe

Estados Unidos, Califórnia, Lake Tahoe

O magnífico Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

O magnífico Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


O Lake Tahoe está localizado a 1.897m de altitude no alto da Sierra Nevada, na fronteira entre a Califórnia e o estado de Nevada. Com 35km de extensão e 19km de largura é o maior lago alpino da América do Norte, com mais de 116 km de praias e baías e 490km2 de superfície.

Pássaros voam sobre o Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Pássaros voam sobre o Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Emerald Bay, canto mais famoso do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Emerald Bay, canto mais famoso do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Estes não são seus únicos superlativos, ele se destaca também por ser o segundo lago mais profundo da América do Norte, com 501 metros de profundidade, atrás apenas do Crater Lake que visitamos há pouco. A temperatura das suas águas transparentes e profundas cria correntes verticais, mantendo o lago acima do ponto de congelamento mesmo durante o inverno. No verão as praias lotam, seus ventos atraem kite e wind surfers, além banhistas e toda a sorte de esportes.

Muita neve em marina no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Muita neve em marina no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Seu nome, como muitos outros aqui nos EUA, derivou da palavra indígena “washo”, que na língua dos Washoe, nativos que habitavam a região, significa “lago”. Aí já viu, na falha da pronuncia dos colonizadores, de washo para tahoe foi um pulo. Em meados do século XIX a região foi explorada por garimpeiros em busca de ouro na Sierra Nevada. Na falta do ouro a extração de madeira se tornou a principal atividade e praticamente extinguiu toda a floresta nativa da área. Em 1864 foi fundada a cidade de Tahoe City como uma área de resort para a vizinha Virginia City, começando aí a sua longa trajetória como um dos principais destinos turísticos tanto de Nevada, quanto da Califórnia.

Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


São pelo menos 12 grandes áreas de esqui nas montanhas ao redor do lago, a mais popular delas é o Heavelny Mountain Resort no sul do lago, onde estão grandes hotéis e logo ali, na esquina com Nevada, os cassinos. O North Tahoe por sua vez, tem o charme e o encanto que falta no sul.

Carro fantasiado de morro de neve ao lado do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Carro fantasiado de morro de neve ao lado do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Tahoe City possui toda a infraestrutura de serviços, além de inns, hotéis e restaurantes mais selecionados. Um almoço na marina às margens do Lake Tahoe e com vista para a Heavenly Mountain é sem dúvida uma ótima forma de se sentir mais íntimo do lago.

Muita neve em marina no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Muita neve em marina no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Brunch com vista para o Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Brunch com vista para o Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Há poucos quilômetros dali está o Squaw Valley, que foi a sede dos Jogos Olímpicos de Inverno em 1962. A vila olímpica hoje virou uma vila turística aos pés de uma das mais disputadas montanhas de esqui. Os alojamentos foram transformados em hotéis, toda a estrutura foi reaproveitada e hoje é uma das áreas mais bacanas do norte.

A Vila Olímpica no Squaw Valley, no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

A Vila Olímpica no Squaw Valley, no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


As cadeirinhas esperam os esquiadores no Squaw Valley, no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

As cadeirinhas esperam os esquiadores no Squaw Valley, no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Homewood é uma pequena vila ao sul de Tahoe City, na margem oeste do lago, que possui uma estrada off-road belíssima. Logo no início está um sno-park para as brincadeiras e aluguel de equipamentos de neve, mas o bacana está em se aventurar pela estrada de snow mobile, cross country skies ou sapatos de neve e explorar as belezas naturais da região.

A bela paisagem tomada pela neve na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

A bela paisagem tomada pela neve na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Socializando com uma esquiadora cross-country, na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Socializando com uma esquiadora cross-country, na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Veículo com esquis, próprio para a neve, na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Veículo com esquis, próprio para a neve, na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Chegamos ao Lake Tahoe pela cidade de Trukee, ao norte do lago. A cidade, cortada por um trilho de trem ao longo da avenida principal, está repleta de restaurantinhos e inns super bacanas. Casas com telhados branquinhos, jardins cobertos de neve a neve caindo foram um mágico convite para pararmos por algumas horas e almoçarmos por ali.

Neve até onde a vista alcança, próximo à Susanville, na Sierra Nevada, Califórnoa, nos Estados Unidos

Neve até onde a vista alcança, próximo à Susanville, na Sierra Nevada, Califórnoa, nos Estados Unidos


A Ana derruba um bloco de nece de cima de uma árvore em uma estrada próxima à Susanville, na Sierra Nevada, Califórnoa, nos Estados Unidos

A Ana derruba um bloco de nece de cima de uma árvore em uma estrada próxima à Susanville, na Sierra Nevada, Califórnoa, nos Estados Unidos


No restaurante conhecemos Don e Barbara, nossos vizinhos de mesa, ele trabalha com mineração e ela agente de viagens e cruzeiros. Eles já viajaram o mundo em navios e adoraram ouvir sobre as nossas aventuras. A tarde que a princípio seria de explorações ao redor do lago acabou se tornando uma ótima oportunidade de socialização, fomos convidados a acompanhá-los no vinho, champagne e dá-lhe risadas e muitas histórias!

Nossos amigos Don e Barbara, que nos ofereceram vinho e champagne em um restaurante de Truckee, na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Nossos amigos Don e Barbara, que nos ofereceram vinho e champagne em um restaurante de Truckee, na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Estamos aqui no final da baixa temporada, quando todos os resorts ainda estão fechados esperando o acumulo de neve e a abertura oficial da temporada de inverno. O lado bom é que todos os preços ainda estão mais baixos e conseguimos nos hospedar no Squaw Valley Lodge, em frente à montanha nevada e à gôndola de esqui por um precinho bem camarada para os padrões de Tahoe. Acabamos não alugando nenhum equipamento de neve e deixamos para estrearmos no esqui lá no Utah ou Colorado. A neve chegou mais cedo este ano e os locais pareciam bem felizes de poderem estrear algumas das montanhas antes das hordas de turistas chegarem.

As pistas de esqui ainda estão fechadas no Squaw Valley, no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

As pistas de esqui ainda estão fechadas no Squaw Valley, no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Fiona enfrenta estradas cobertas pela neve na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Fiona enfrenta estradas cobertas pela neve na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


A melhor forma de conhecer a região é dirigindo ao redor do lago parando nos seus vários mirantes e atrações. A principal delas é a Emerald Bay, uma baía de águas esverdeadas que foi o cenário escolhido por Mrs. Lora Knight para a construção do seu pequeno castelo no ano de 1929.

Despedida do belo Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Despedida do belo Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Na orla do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Na orla do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


A casa apelidada de Vikingsholm foi construída em estilo escandinavo e ali, às margens do lago e nesta baía, por lembrá-la dos fiordes noruegueses. O acesso ao castelo é feito por uma trilha de pouco mais de 3km. O engenheiro e o arquiteto tiveram um trabalho e tanto, pois uma das exigências dela foi que nenhuma árvore fosse retirada do terreno, mantendo-o o mais intocado possível. Cenário de filme!

Vikingsholm Castle, na Emerald Bay, sul do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Vikingsholm Castle, na Emerald Bay, sul do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Entrada do Vikingsholm Castle, na Emerald Bay, sul do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Entrada do Vikingsholm Castle, na Emerald Bay, sul do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos


Continuamos a viagem, parando nos inúmeros mirantes ao redor do lago, passamos pela cidade de South Tahoe e cruzamos a fronteira com Nevada. Do lado de lá cassinos, imensos hotéis e centros de convenções parecem um mau presságio, mas alguns quilômetros depois chegamos ao Lake Tahoe State Park, que possui uma das vistas mais bonitas do lago! Chegamos lá no final da tarde, com o céu avermelhado em degrades de alaranjado, rosa, lilás e azul. Um pôr do sol sensacional!

Um maravilhoso fim de tarde no Lake Tahoe, visto do lado de Nevada, nos Estados Unidos

Um maravilhoso fim de tarde no Lake Tahoe, visto do lado de Nevada, nos Estados Unidos


Um maravilhoso fim de tarde no Lake Tahoe, visto do lado de Nevada, nos Estados Unidos

Um maravilhoso fim de tarde no Lake Tahoe, visto do lado de Nevada, nos Estados Unidos


Seja no verão ou no inverno, apaixonados por trilhas, caminhadas, esportes aquáticos ou de neve, o Lake Tahoe é um destino obrigatório na Califórnia. Mesmo para os mais preguiçosos, sua beleza cênica serve como inspiração para sair e explorar um dos recantos mais belos da Sierra Nevada. Só pesquisem bem e façam as suas reservas na alta temporada, pois sem dúvida você não será o único.

Celebrando a vida no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Celebrando a vida no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Califórnia, Lake Tahoe, North Tahoe, South Lake Tahoe, Squaw Valley, Tahoe City

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Névoa nos Ausentes

Brasil, Rio Grande Do Sul, São José dos Ausentes

A Ana caminha pela neblina nos campos mais altos do estado do Rio Grande do Sul, na região de São José dos Ausentes

A Ana caminha pela neblina nos campos mais altos do estado do Rio Grande do Sul, na região de São José dos Ausentes


São José dos Ausentes é uma cidadezinha do Rio Grande do Sul, a mais fria do estado. Durante esta semana fria e úmida. A Rádio Nevasca de São Joaquim está anunciando neve para domingo pela manhã e geada na segunda-feira cedo. Olhando para fora da janela não é difícil de acreditar, pois está tudo completamente branco, mal conseguimos enxergar o galpão que fica há 50m da casa principal.

Hotel Fazenda Monte Negro, na região de São José dos Ausentes - RS

Hotel Fazenda Monte Negro, na região de São José dos Ausentes - RS


Não foi a toa que a cidade foi assim batizada. Nos tempos da colônia tentaram ocupar a região, um dos maiores latifúndios da região sul. Foi construída uma vila com uma pequena igreja, que depois de alguns invernos rigorosos foram abandonados pelos seus moradores. “Naquela época o frio era ainda mais intenso do que nos tempos de hoje”, nos conta o Seu Domingos, proprietário da pousada.

Lareira acolhedoura do hotel Monte Negro, na região de São José dos Ausentes - RS

Lareira acolhedoura do hotel Monte Negro, na região de São José dos Ausentes - RS


Abandonada, a terra dos “ausentes” foi levada a leilão por três vezes, até que o Seu José Antônio Manuel Velho arrematou-a e passou a desenvolver atividades pecuárias no local. Anos depois Manuel Velho foi morto em uma emboscada, tiro de fuzil e luneta há 3 mil metros de distância, atingido na copa do chapéu. Existe até um poema com 123 versos que conta a sua história, a ser resgatado pelo Seu Domingos.

Na beira do canyon Monte Negro em dia de muita neblina na região de São José dos Ausentes - RS

Na beira do canyon Monte Negro em dia de muita neblina na região de São José dos Ausentes - RS


Afinal, além de frio, o que viemos procurar em São José dos Ausentes? Fácil, aqui começa a região dos “perais de serra”, os tão famosos cânions do Rio Grande do Sul. Há apenas 5 km da pousada ficam o Cânion e o Pico do Monte Negro, ponto mais alto do estado.

Placa indicativa do Pico do Monte Negro, na região de São José dos Ausentes - RS

Placa indicativa do Pico do Monte Negro, na região de São José dos Ausentes - RS


Em um dia tão fechado de cerração não se pode avistar nada, mas ainda assim o Rodrigo decidiu sacudir a poeira e dar uma “corridinha” até o cânion. Foram 10 km de corrida, ida e volta, e eu fui atrás como equipe de terra, levando luvas, casacos, gorros e tudo que pudessem salvar meu marido de uma hipotermia.

Correndo num fim de tarde fantasmagórico nos campos de altitude, na região de São José dos Ausentes - RS

Correndo num fim de tarde fantasmagórico nos campos de altitude, na região de São José dos Ausentes - RS


No cânion não pudemos enxergar absolutamente nada. Só deixamos a nossa imaginação criar o desenho do tal cânion que nos disseram existir ali na frente. Na trilha, enquanto eu procurava o Rodrigo gritando o seu nome, o ouvia responder perto, mas não conseguia enxergá-lo. O cenário dos campos de araucárias cobertos de neblina nos transportava ao filme “A Bruxa de Blair”, sinistro!

Paisagem nublada e gelada na região de São José dos Ausentes - RS

Paisagem nublada e gelada na região de São José dos Ausentes - RS


Retornamos ao nosso Hotel Fazenda (e Spa de Engorda) Monte Negro. Uma rodada de chimarrão e pinhão assado no fogão à lenha abrem o nosso apetite todas as noites. Aí vem a deliciosa comida gaúcha, churrasquinho, comida tropeira e saladas ali da horta. Com toda essa comida boa e tempo chuvoso, realmente fica difícil mantermos a forma. Amanhã o tempo promete abrir e a previsão continua de neve para domingo, veremos!

Com a família proprietária do Hotel Fazenda Monte Negro, na região de São José dos Ausentes - RS

Com a família proprietária do Hotel Fazenda Monte Negro, na região de São José dos Ausentes - RS

Brasil, Rio Grande Do Sul, São José dos Ausentes, Estrada do Monte Negro

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Trabalho e “Repouso”

Brasil, Bahia, Caravelas, Corumbau (P.N do Descobrimento)

Dia chuvoso em Corumbau - BA

Dia chuvoso em Corumbau - BA


Nós estamos em um ritmo maluco de viagem, de 2 em 2 dias em uma cidade diferente, recentemente conseguimos parar 4 dias em Itaúnas e mais 4 em Abrolhos, o que já quebrou o ritmo e nos deixou sedentos por colocar o pé na estrada e acelerar novamente! O único probleminha é que São Pedro anda meio mal humorado. As frentes frias do sul tem nos acompanhado fielmente a cada passo da viagem e tem sido difícil nos livrarmos delas. Não podemos reclamar que quando realmente precisamos São Pedro nos ajudou, Abrolhos, por exemplo, o tempo abriu. O mesmo aconteceu quando precisamos de boas condições para o Pico da Bandeira e os mergulhos de Guarapari e Santos.

Coqueiral em Corumbau - BA

Coqueiral em Corumbau - BA


Sendo assim decidimos aproveitar os dias de chuva para trabalhar bastante, colocar os blogs e fotos em dia, trabalhar nas áreas do site que ainda não estão ativas para ver se conseguiremos colocá-las no ar logo! Isso não depende apenas de nós, depende também da equipe que está desenvolvendo o site, mas tenho fé que iremos conseguir! Enquanto isso, o corpo também resolve aproveitar para relaxar e ao invés de descansar acaba me dando mais trabalho!

Igreja a venda? (em Corumbau - BA)

Igreja a venda? (em Corumbau - BA)


Eu sou do tempo que orelha era apenas o órgão externo, a “aba” do ouvido, portanto a dor que sentimos era de ouvido. Todavia hoje as nomenclaturas médicas mudaram e a forma correta de falar é que estou sofrendo de dor de orelha. Todos estes dias de umidade pelo jeito não foram muito bons para esta minha cavidade, que acolheu com todo amor e carinho uma família de fungos que por sua vez desenvolveram algum tipo de micose. Segunda-feira eu fui até o hospital em Caravelas e o médico diagnosticou bem o meu problema, mas infelizmente se confundiu na prescrição. Além do antiinflamatório, que estava correto, ele me passou um antibiótico otológico, mas os fungos não estão nem aí para antibióticos! Assim, de domingo para cá o inchaço, surdez e a dor só aumentaram... um saco! Eu já estava com formigas me pinicando para andar, subir montanhas, andar pelas praias deste litoral baiano, imaginem agora, é um formigueiro inteiro!
Menos mau que está chovendo, aí fico de molho mesmo. Veja como as coisas mudam de perspectiva! Até pouco isso era ruim. Rsrsrs! Com chuva resolvemos seguir viagem até Itamaraju, cidade um pouco maior onde poderia ter estrutura caso necessário e também por ser próxima ao Monte Pascoal. Entre ontem e hoje o tempo deveria estar melhor e aí poderíamos conhecer mais este Parque Nacional. O tempo não mudou e subir uma montanha, por menor que seja, com chuva e dor de orelha, não dá. Decidimos voltar e seguir em direção ao Corumbau, pelo menos lá poderemos ver alguma coisa sem nos molhar tanto, enquanto esperamos o tempo mudar.

O Luz Para Todos, em Corumbau - BA

O Luz Para Todos, em Corumbau - BA


A Ponta do Corumbau é considerada por muitos a praia mais bonita do litoral sul da Bahia. Uma ponta de areia que avança ao mar, águas azuis, coqueiros, barzinhos na beira da praia e um povo caloroso e receptivo. Vive lotada em todos os feriados, no verão então nem se fala! É até difícil de acreditar, pois hoje, quarta-feira com chuva e vento sul, não foi fácil encontrarmos uma alma para nos receber na vila. As várias placas de “proibido estacionar coletivos” e de limite de decibéis para não perturbar o sossego alheio nos mostram que realmente estamos com sorte de não encontrar ninguém por aqui. Só faltou São Pedro nos acompanhar nessa. A previsão diz que amanhã teremos sol, estamos torcendo para que os garotos do tempo estejam certos desta vez!

Placa dá pista de dias mais 'movimentados' em Corumbau - BA

Placa dá pista de dias mais "movimentados" em Corumbau - BA

Brasil, Bahia, Caravelas, Corumbau (P.N do Descobrimento), chuva, orelha

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Nova Etapa!

Brasil, Paraná, Curitiba

Chegando ao ponto mais alto da estrada, na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru

Chegando ao ponto mais alto da estrada, na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru


Depois de um rápido pit stop em Curitiba para rever a família, amigos, alimentar a alma e resolver questões burocráticas da viagem estamos novamente na estrada! A Fiona fez uma das revisões mais importantes do seu ciclo de vida, depois de rodar 150 mil quilômetros até o Alasca, por mais de 700 cidades e todos os países do continente americano. O único país onde ela não colocou suas 4 patas tracionadas foi o Uruguai, que estará fechando o tour americano do 1000dias, depois da nossa passagem pela Patagônia Argentina e Chilena.

Começamos o nosso roteiro rasgando o oeste de Santa Catarina e Rio Grande do Sul com uma rápida parada na cidade de imigrantes austríacos de Treze Tílias, o Salto Yucumã e nos 7 Povos das Missões, algumas das ruínas mais antigas no Brasil. Daí cruzaremos à Argentina em busca das incríveis paisagens da Cordilheira dos Andes, de Copiapó à Santiago e a região dos lagos. Da capital chilena deixaremos a Fiona por alguns dias para desbravar a porção insular do Chile no meio do Pacífico: a Ilha de Páscoa! Um sonho antigo que só cresceu ainda mais depois da nossa passagem pelo Hawaii. Vamos ver se encontramos as similaridades destes povos, que dizem terem chegado à América antes mesmo dos nossos índios. Será mesmo?!


Roteiro Base - Chile, Argentina e Uruguai

Na volta à Santiago o caminho óbvio seria seguirmos em um grande zigzag entre a Carretera Austral, no Chile, e a Ruta 40, na Argentina até a Patagônia, porém esta etapa da viagem, nos reserva uma grande surpresa! Esta surpresa tem dimensões continentais, temperaturas que variam de 10°C na costa durante o verão e o recorde de temperatura negativa de -89,2°C no interior, durante o inverno. Lá os ventos podem chegar a 320km/h nas regiões costeiras e a sua altitude média é a maior do mundo, 2.000m, sendo o ponto mais alto 5.140m! 98% deste território está coberto por gelo, incluindo mais de 145 lagos e imensos rios subterrâneos que somam 70% de toda a água doce do planeta! OK, chega, já foram dicas demais... E aí, já conseguiu descobrir aonde vamos?!

O roteiro do nosso barco, saindo de Buenos Aires, passando pelas Malvinas, Geórgia do Sul e Antártida e chegando em Ushuaia

O roteiro do nosso barco, saindo de Buenos Aires, passando pelas Malvinas, Geórgia do Sul e Antártida e chegando em Ushuaia


Serão 22 dias de expedição, passando pelas Ilhas Falklands (ou Malvinas, se você está do lados dos nossos hermanos argentinos), South Georgia e Península Antártica! Embarcamos em Buenos Aires e desembarcamos em Ushuaia! Já deu para imaginar a mecânica e o trabalho que estamos tendo para encaixar tudo isso no roteiro, não é mesmo?! O carro estará em Buenos Aires e nós lá na Terra do Fogo! Porém não existe chance alguma de não levarmos a Fiona com as próprias rodas até o ponto mais ao sul do Continente Americano, então voltaremos a Buenos Aires e seguiremos para a nossa “Expedição Patagônia”. Se vocês tiverem dicas de roteiros e lugares alternativos e/ou obrigatórios nessa viagem, por favor, nos enviem para incluirmos no roteiro!

E então?! Prontos para mais 150 dias de aventuras e viagens pelo continente americano? Pé na estrada e vamos que vamos!

Brasil, Paraná, Curitiba, Estrada, Patagônia, roteiro

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John People

Brasil, Paraíba, João Pessoa

Barcos se aglomeram em piscina natural na costa de João Pessoa - PB

Barcos se aglomeram em piscina natural na costa de João Pessoa - PB


Corrida na orla pela manhã, sol rachando, mas estou decidida a entrar em forma. Caminhamos e corremos no total quase 8km, aproveitando para conhecer as orlas das praias de Cabo Branco, Tambaú e Manaíra. A orla está bem organizada, mas totalmente voltada ao turismo, repleta de hotéis, restaurantes e ambulantes. Aproveitamos para dar uma olhadinha na organização e estrutura do Estação Verão, que hoje abrirá uma série de shows com a Margareth Menezes, como atração principal! É claaaro que nós vamos conferir.

Água de coco depois do cooper, na praia de Cabo Branco, em João Pessoa - PB

Água de coco depois do cooper, na praia de Cabo Branco, em João Pessoa - PB


No início da tarde, enquanto o Rodrigo dormia, aproveitei para resolver umas pendengas, dentre elas encaminhar a situação do nosso celular, levado por Lampião na Grota do Angico. Obrigações resolvidas; vamos fazer o que mais gostamos: turismo!

Monumenro ao sol nascente, na praia de Manaíra, em João Pessoa - PB

Monumenro ao sol nascente, na praia de Manaíra, em João Pessoa - PB


João Pessoa começou a ser construída nas proximidades do Rio Paraíba, há quase 8km da linha litorânea. O centro antigo possui aquele casario colonial e várias igrejas. Destacam-se as Igrejas do Carmo, que está em restauração e a de São Francisco, dentro do convento do mesmo nome.

Visitando a Igreja do Carmo, em João Pessoa - PB

Visitando a Igreja do Carmo, em João Pessoa - PB


Filippéa de Nossa Senhora das Neves foi fundada em 5 de Agosto de 1585 e tornou-se Frederica, sob administração holandesa (1638), posteriormente recebeu o nome do rio que a banha, Parahyba, até se tornar João Pessoa, sobrenome de uma antiga família de muito poder político na região. Hoje já possui apelidos preguiçosos como Jampa ou engraçadinhos como o título deste post.

A belíssima Igreja de São Francisco, em João Pessoa - PB

A belíssima Igreja de São Francisco, em João Pessoa - PB


Fim de tarde no Convento São Francisco, que além da igreja abriga também um museu de arte sacra e arte regional. Ali estudaram em torno de 30 internos, sua arquitetura datada do final do século XVI é belíssima e permanece até hoje com diversas áreas ainda conservadas. A igreja possui um altar barroco todo entalhado em madeira maravilhoso, mas eu gostei mesmo foi do altar principal com um teto decorado e apenas uma cruz de madeira sobre a parede branca, como sempre menos é mais.

Um dos altares da Igreja São Francisco, em João Pessoa - PB

Um dos altares da Igreja São Francisco, em João Pessoa - PB


Vimos o sol se por do alto do coro da igreja, avistando a torre da Catedral, uma das mais antigas igrejas da Paraíba, esta, porém já perdeu as suas características originais devido às diversas reformas realizadas.

Enorme janela da Igreja São Francisco, em João Pessoa - PB

Enorme janela da Igreja São Francisco, em João Pessoa - PB


Pit stop no hotel, lanche rápido no Capim Fashion, bazar montado na orla no estilo Mercado Mundo Mix, e seguimos o fluxo no calçadão, acompanhando a galera que vai conferir o show da Margareth Menezes. O show foi animadíssimo, milhares de pessoas agitaram as areias de João Pessoa, dançando ao som da cantora baiana. O repertório super diversificado incluiu de Ivete Sangalo a Lobão e Marcelo D2. Até o Secretário de Cultura paraibano fez a sua participação especial no show, com o seu principal sucesso “Mama África”. Foi Chico Cesar promovendo cultura, deu uma palhinha na sua terra natal e saiu muito aplaudido pelo público.

Chico Cezar sobe ao palco no show da Margareth Menezes em João Pessoa - PB

Chico Cezar sobe ao palco no show da Margareth Menezes em João Pessoa - PB


Acaba por aqui a nossa passagem por John People, foi breve, mas já nos mostrou como esta capital oferece opções para seus visitantes. Da visita ao convento, passando pelo museu de arte contemporânea até o show de música baiana, a eclética capital paraibana mostra por que já faz parte dos roteiros nordestinos sem deixar nada a desejar comparada às suas principais rivais regionais.

Animação no show da Margareth Menezes em João Pessoa - PB

Animação no show da Margareth Menezes em João Pessoa - PB

Brasil, Paraíba, João Pessoa, coqueiros, Ponta do Seixas, Praia, Tabatinga

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Serra das Confusões

Brasil, Piauí, Caracol (P.N. Serra das Confusões)

Com o Naldo no canyon do Riacho do Boi, no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí

Com o Naldo no canyon do Riacho do Boi, no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí


Saímos cedinho de Petrolina, 6h30 da manhã. A viagem de Petrolina à Caracol é longa, pouco mais de 500km sertão adentro, passando por diversas vilazinhas escondidas no mundo. Eu não conseguia parar de pensar, como eles vieram parar aqui?

Chegamos longe! Fronteira de Pernambuco e Piauí

Chegamos longe! Fronteira de Pernambuco e Piauí


O Estado do Piauí foi colonizado de dentro para fora, os bandeirantes procuravam terras para criação de gado, mas não deu muito certo, já que o clima semi-árido não ajudava muito. A primeira cidade fundada foi Oieras, em 1740 sendo definida como capital do estado. Mais tarde Teresina foi fundada, sendo a primeira capital planejada do país. Este povo que vemos sobrevivendo neste interiorzão, com pouca água, um calor imenso, foi aos poucos se fixando neste processo de colonização.

Cena comum nas estradas do interior do Piauí e do Nordeste

Cena comum nas estradas do interior do Piauí e do Nordeste


Caatinga é, em tupi, floresta branca, devido à coloração das árvores quando estão completamente secas. O período chuvoso começou em novembro e deve ir até fevereiro, período chamado pelos piauienses de inverno. São temperaturas de 36°C, mas ainda assim tivemos a sorte de ver parte desta caatinga toda verde e até florida, já que a primeira chuva aconteceu há uns 20 dias.

Paisagem do Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí

Paisagem do Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí


Em meio à esta Caatinga, encontra-se o Parque Nacional da Serra das Confusões, parque formado em 1998, sendo hoje a maior reserva de caatinga no Brasil. O plano de manejo do parque ainda não está pronto, pela informação que recebemos do nosso guia, e a estruturação está começando agora, com a construção das primeiras portarias. Dentro do Parque encontram-se ainda algumas comunidades como o Barreiro e o Capim, famílias que estão aguardando suas indenizações para se mudarem da área de reserva.

Chegando ao Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí

Chegando ao Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí


Chegamos à tarde em Caracol e tentamos contato direto com Adão, guia do aprque que nos foi indicado pelo Luis, aventureiro que conhecemos aqui no site. Infelizmente o Adão estava acamado e pediu então que seu filho Naldo nos acompanhasse. Fomos direto para o Parque conhecer uma das suas mais famosas atrações, o Riacho do Boi.

canyon do Riacho do Boi, no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí

canyon do Riacho do Boi, no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí


Um cânion estreito formado por paredes de mais de 20m de altura. Estas fendas abrigam centenas de andorinhas, que deixam o local com um aroma sui generis. Descemos para o riacho por uma escada colocada por um padre italiano que viveu na região, antes destas escadas, uma raiz imensa era utilizada para acesso ao local.

Saindo do canyon do Riacho do Boi no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí

Saindo do canyon do Riacho do Boi no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí


O calor era grande e o Rodrigo queria muito ir até um riacho ou um ponto com água para se refrescar. Caminhamos mais uns 45 minutos pelo leito de um rio intermitente, que aparece apenas por alguns dias do ano quando se dá o período de chuvas. Lá, no final do leito areado deste rio fica a Gruta Escondida, um olho d´água que brota da terra. O Naldo nos disse que teria água e queria cumprir a promessa! No meio do sertão encontrar um olho d´água destes é uma benção! Entretanto, estamos vindo do Velho Chico e de 10 dias na Chapada Diamantina, acho que o Ro esperava encontrar um rio, mesmo que com pouca água, mas um rio. Vi a carinha de desânimo dele, que foi intimado a entrar (por mim, é claro) no olho d´água, uma vez que nos fez andar até lá.

Olho d'água no Riacho do Boi, no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí

Olho d'água no Riacho do Boi, no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí


Um belo banho, jantar gostoso na pousada da Ednéia e capotamos logo cedo, afinal a Serra das Confusões ainda guarda muitas surpresas para nós!

Fim de tarde no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí

Fim de tarde no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí

Brasil, Piauí, Caracol (P.N. Serra das Confusões),

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Diving in Providencia!

Colômbia, Providencia

Muitos tubarões durante mergulho em Felipe's Point, em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Muitos tubarões durante mergulho em Felipe's Point, em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Providencia está localizada à beira de um abismo submarino, situação ideal para encontrar uma grande biodiversidade marinha. Encontros com tubarões e peixes de grande porte são certos e fazem desta pequena ilha um dos paraísos dos mergulhadores aqui na Colômbia.

Encontro com tubarões durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Encontro com tubarões durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Com a ajuda de Betito eu agendei um mergulho com o pessoal da Felipe Diving, baseados na Fresh Water Bay. Com um pouco de dor de ouvido o Rodrigo preferiu não arriscar e trocou os mares pelas montanhas, visitando o ponto mais alto da ilha, “O Pico”. Enquanto ele conferia a natureza exuberante, lagartixas azuis e os morros escarpados de Providência, eu desci às águas profundas no ponto conhecido como Felipe´s Point com a promessa de encontrar alguns tubarões.

Muitos tubarões durante mergulho em Felipe's Point, em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Muitos tubarões durante mergulho em Felipe's Point, em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Um tubarão se aproxima durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Um tubarão se aproxima durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Gata escaldada, nunca alimento esperanças concretas de encontrar esses animais, afinal eles exercem o seu direito de ir e vir nesse imenso mar azul. Mas aqui foi diferente, eles moram nos arredores deste arrecife à beira de um paredão de 500m de profundidade e não tem medo dos mergulhadores que volta e meia vêm os visitar. Black tip sharks e Gray Reef Sharks são os mais comuns nessas águas, eles variam de 1,5m a 3m e são super curiosos, indo e vindo ao redor dos mergulhadores.

Muitos tubarões durante mergulho em Felipe's Point, em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Muitos tubarões durante mergulho em Felipe's Point, em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Chegamos a quase 40m de profundidade e ficamos cercados por mais de 10 tubarões, lindos, majestosos e imponentes. Aos poucos percebo que eles estão ficando mais agitados e demorei a entender o motivo. Felipe e seu irmão, que nos guiavam no mergulho, estavam caçando lion fishes (peixes-leão), que são uma praga invasora aqui no Caribe.

Mergulhando junto com tubarões em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Mergulhando junto com tubarões em Providencia, ilha colombiana no Caribe


A memória dos tubarões nem depende do seu aguçado olfato, pois já registrou que esses mergulhadores são fonte de alimento, e sabem disso antes mesmo de eles começarem a caçar. Em poucos minutos o show começa e Felipe, sem roupas especiais de proteção e sem medo algum, começa a provocar os tubarões com um lion fish em seu arpão. Os tubarões ficam bem atiçados e chegam cada vez mais próximos do grupo, que extasiado assistia à cena, impressionados com o que estávamos presenciando.

Alimentando tubarões com lion fish durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Alimentando tubarões com lion fish durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Alimentando tubarões com lion fish durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Alimentando tubarões com lion fish durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Um dos mergulhadores usava um bastão com uma Go Pro acoplada na ponta, semelhante ao arpão que alimentava os tubarões. Um deles se confundiu e quase levou a Go Pro pensando que era um peixe. Todos os mergulhadores do grupo eram muito experientes, o que garantiu a segurança de todos, mas essa prática é muito delicada e muda o hábito alimentar do animal, que passa a ver nós, humanos/mergulhadores como fonte de alimento. Por isso eu sou contra o shark feeding, embora, de um jeito meio torto, ele cumpra o seu papel de educar e mostrar ao ser humano que os tubarões são animais que merecem ser respeitados e preservados. É importante saber que um mergulho com shark feeding deve ser feito com muita cautela, cumprindo normas de segurança e principalmente com o conhecimento prévio de todos os envolvidos e um briefing detalhado para garantir a segurança.

Fotografando tubarões durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Fotografando tubarões durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe


No nosso segundo mergulho também encontramos tubarões, arraias, barracudas, muitos lion fishes, lagostas e um cenário espetacular com cavernas e cânions, entre o azul e uma colorida barreira de corais.

Encontro com barracuda durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Encontro com barracuda durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Tive uma sorte imensa de cair em um grupo especial de mergulhadores convidados pelo Ministério do Turismo Colombiano para divulgar o turismo de mergulho no país. A viagem de familiarização trouxe representantes de operadoras de turismo brasileiras, francesas, americanas e espanholas especializadas em mergulho, para conhecer alguns dos melhores pontos dos mares da Colômbia em San Andres e Providencia, Cartagena, Islas Rosário e Santa Marta. O pessoal da FAM Trip me acolheu e garantiu que nós tivéssemos também a melhor experiência nas ilhas, provando o melhor da culinária e dos mares do Caribe. Após o mergulho fomos até a praia de Suroeste e almoçamos no Divino Niño, restaurante de frutos do mar preparados na brasa à beira da praia. Esta dica valiosa da nossa amiga Fabiola Sad já estava no nosso roteiro e ficou ainda melhor na companhia dessa galera animada!

Celebrando o incrível mergulho com tubarões em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Celebrando o incrível mergulho com tubarões em Providencia, ilha colombiana no Caribe


À tarde o grupo todo saiu mergulhar enquanto eu aproveitei para fazer um rápido tour de volta à ilha na garupa do Betito. Segundo eles o mergulho foi lindo, viram mais tubarões, tartarugas e ainda tiveram a sorte de cruzar com um cardume de golfinhos! Mergulho excepcionais que sem dúvida estão entre os melhores do Caribe!

Um Cristo submarino em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Um Cristo submarino em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Colômbia, Providencia, dive, Felipe Diving, Mergulho, San Andres y Providencia

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San Miguel de Allende

México, San Miguel de Allende

As cores da catedral de San Miguel de Allende, no México

As cores da catedral de San Miguel de Allende, no México


Antes um Pueblo Mágico, hoje Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco, San Miguel de Allende é uma das mais belas cidades coloniais no México central. Fundada em 1.542 pelo monge franciscano Frei Juan de San Miguel, recebeu um novo endereço assim que fontes de água termal foram descobertas pelos astutos cachorros do Frei San Miguel.

Templo de San Francisco, em San Miguel de Allende, no México

Templo de San Francisco, em San Miguel de Allende, no México


Anos mais tarde teve um papel importante na Guerra da Independência mexicana, sendo a terra natal de um dos líderes da independência, Ignácio de Allende. Allende foi capturado no período da guerra quando marchava aos EUA para buscar armas, foi fuzilado e decapitado. A sua cabeça foi exposta na Alhóndiga de Granaditas, uma das praças centrais de Guanajuato, a capital do estado. Em 1826 o povoado de San Miguel foi elevado à cidade, que em sua homenagem aderiu ao nome do herói local, tornando-se San Miguel de Allende.

Caminhando em praça de San Miguel de Allende, no México

Caminhando em praça de San Miguel de Allende, no México


Nos idos de 1900 a cidade foi sendo abandonada e quase se transformou em um pueblo fantasmo, porém já em 1926 foi declarada monumento histórico nacional, devido ao seu valor histórico de origem colonial. A arquitetura Barroca-Neoclássica foi redescoberta por artistas de outras partes do mundo, que se mudaram e começaram movimentos culturais, formando dois dos mais conhecidos institutos de arte do país, o Instituto Allende e a Escuella de Bellas Artes.

Igreja da 3a ordem, em San Miguel de Allende, no México

Igreja da 3a ordem, em San Miguel de Allende, no México


Pátio do nosso hotel, um antigo convento em San Miguel de Allende, no México

Pátio do nosso hotel, um antigo convento em San Miguel de Allende, no México


Assim, após a Segunda Guerra Mundial, a charmosa cidade de San Miguel de Allende se tornou um refúgio para soldados americanos fora de serviço, que viam na cidade mexicana uma ótima opção de vida, clima ameno, águas termais e atividades educacionais ligadas ao Instituto Allende. Hoje grande parte da população da cidade é formada por expatriados americanos, canadenses, europeus, o que traz para cidade um ar mais cosmopolita, restaurantes para todos os gostos e bolsos, galerias de arte e um ar sempre festivo.

Venda de bonecas nas ruas de San Miguel de Allende, no México

Venda de bonecas nas ruas de San Miguel de Allende, no México


Sobre as festas da cidade, “Todas las semanas del año San Miguel tenemos fiestas, nos gusta mucho las fiestas!” me contou Dona Maria, na sua lavanderia. Segundo ela a mais bonita acontece durante o último final de semana de setembro e comemora o dia do padroeiro da cidade, San Miguel Arcángel. Todas as ruas ficam enfeitadas, todas as igrejas e os santos recebem roupas especiais feitas a mão pelas artesãs da cidade, que a cada ano se superam na beleza e criatividade. Deve ser uma festa linda!

Fogos de artifício em noite de festa em San Miguel de Allende, no México

Fogos de artifício em noite de festa em San Miguel de Allende, no México


A igreja parece se indendiar, mas são apenas fogos de artifício em noite de festa em San Miguel de Allende, no México

A igreja parece se indendiar, mas são apenas fogos de artifício em noite de festa em San Miguel de Allende, no México


Nós tivemos a sorte de chegar à cidade exatamente na semana de festividades de aniversário de Ignácio Allende, com direito a parada militar, bandas marciais com escolares de todas as idades, festas e queimas de fogos. A demonstração do poder militar em um país tão assolado pela guerra do narcotráfico é até tocante, mas o sentimento era de pura alegria e orgulho.

Desfile militar em dia de festas em San Miguel de Allende, no México

Desfile militar em dia de festas em San Miguel de Allende, no México


Soldados desfilam fortemente armados em veículo militar em dia de festa na cidade de San Miguel de Allende, no México

Soldados desfilam fortemente armados em veículo militar em dia de festa na cidade de San Miguel de Allende, no México


As crianças com seus uniformes para ocasiões de festa, tocando maravilhosamente nas bandas marciais eram um show a parte! A praça estava toda decorada com estátuas e faixas para o herói da cidade.

Dia de festas e desfiles em San Miguel de Allende, no México

Dia de festas e desfiles em San Miguel de Allende, no México


Dia de festas e desfiles em San Miguel de Allende, no México

Dia de festas e desfiles em San Miguel de Allende, no México


Assim, nos deixamos levar pelas festas e histórias, sem um guia na mão e pontos certos para as próximas fotografias, sem muitos planos e roteiros.

Rua colorida do centro histórico de San Miguel de Allende, no México

Rua colorida do centro histórico de San Miguel de Allende, no México


Para mim, a melhor forma de conhecer uma cidade é assim, caminhando, sentindo, conversando com seus moradores e nos deixando levar pelo seu próprio ritmo. Principalmente se é uma cidade pequena, onde o principal atrativo é a cidade em si, sua arquitetura e o seu povo. San Miguel é uma cidade que nos permite fazer isso, afinal em uma viagem tão longa, é importante nos deixarmos simplesmente viver.

O público aompanha interessado a queima de fogos de artifício em noite de festa na cidade de San Miguel de Allende, no México

O público aompanha interessado a queima de fogos de artifício em noite de festa na cidade de San Miguel de Allende, no México

México, San Miguel de Allende, Cidade Colonial, cidade histórica, Ignácio Allende, Patrimônio Histórico da Humanidade

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Laguna de Chaxa

Chile, San Pedro de Atacama

Flamingo na Laguna Chaxa, no deserto do Atacama - Chile

Flamingo na Laguna Chaxa, no deserto do Atacama - Chile


No Salar do Atacama, perto do povoado de Toconao, encontra-se um dos lugares mais impressionantes da região. A Lagoa Chaxa (leia-se tcháqsá), está localizada no Setor Soncor do salar e dentro da área da Reserva Nacional Los Flamencos. A 2300msnm são mais de 320 mil hectares onde podemos observar os cristais de sal formados pela evaporação das águas salgadas subterrâneas. Todo o setor é alimentado pelas águas de lençóis freáticos andinos, que infiltram nas montanhas mais altas e afloram nessa baixada formando a Lagoa Chaxa.

O salar do Atacama, no deserto do Atacama - Chile

O salar do Atacama, no deserto do Atacama - Chile


Os cristais de sal possuem diferentes formas, sendo predominante aqui as “crostas de cloruros”, que são aflorações rugosas e de até 70cm de altura. Essa morfologia varia conforme os componentes minerais do sal e da velocidade de evaporação da água. Todo esse ambiente não é muito propício ao desenvolvimento de uma flora variada, entretanto existem alguns tipos de gramíneas e arbustos nos seus arredores.

Laguna Chaxa, no deserto do Atacama - Chile

Laguna Chaxa, no deserto do Atacama - Chile


O horário preferido dos tours para este passeio é o final da tarde, pois além do espelho d´água proporcionar um colorido espetacular, é o horário de alimentação da principal atração do parque: os flamingos.

Flamingos na Laguna Chaxa, no deserto do Atacama - Chile

Flamingos na Laguna Chaxa, no deserto do Atacama - Chile


São três tipos de flamingos encontrados neste parque, o Flamingo Andino (Parina Grande), o Flamingo Chileno (Flamenco Chileno) e o Flamingo James (Parina Chica). Não é fácil diferenciá-los, uma dica é prestar atenção nas pernas e joelhos, o andino é mais claro e tem pernas brancas, o chileno possui os joelhos avermelhados e o james a perna toda mais rosada. Eles se alimentam de um pequeno crustáceo, parecido com um camarão, que possui em torno de 1,5cm e se adaptou completamente às águas geladas e salgadas destas lagoas. Este pequeno ser é o principal responsável pelo espetáculo de hoje.

Turistas caminham no Salar do Atacama - Chile

Turistas caminham no Salar do Atacama - Chile


A população destas espécies não passa de 200 mil exemplares, sendo o andino o mais raro, com apenas 40 mil indivíduos. Além dos flamengos encontram-se ainda outras espécies de pássaros e animais. Encontramos no meio do sal uma (das duas) espécie endêmica de lagarto que existe no parque.

Pequeno lagarto sobrevive no deserto do Atacama - Chile

Pequeno lagarto sobrevive no deserto do Atacama - Chile


A caminhada de 500m tem várias placas explicativas e leva a dois mirantes, onde, em pleno feriado nacional, todos os turistas se apinham para tentar enxergar os flamingos se alimentando tranquilamente na lagoa. O sol aos poucos vai refletindo nas nuvens e no espelho de água, formando desenhos e uma paleta de cores inacreditável.

Incrível entardecer na Laguna Chaxa, no deserto do Atacama - Chile

Incrível entardecer na Laguna Chaxa, no deserto do Atacama - Chile


São milhares tons de azul, amarelo, laranja e rosa se mesclando com o cenário das montanhas nevadas e do salar. Aos poucos o sol vai se pondo e as aves vão deixando o céu ainda mais colorido.

Flamingos sobrevoam a Laguna Chaxa, no deserto do Atacama - Chile

Flamingos sobrevoam a Laguna Chaxa, no deserto do Atacama - Chile


Saímos dali estupefatos com o espetáculo que tínhamos acabado de presenciar, dirigíamos ainda meio abestalhados quando, olhando na direção oposta ao sol, vemos um fio brilhante saindo detrás de um vulcão...

Lua cheia nasce no deserto do Atacama - Chile

Lua cheia nasce no deserto do Atacama - Chile


... imaginem a nossa reação... sem palavras.

Chile, San Pedro de Atacama, Laguna de Chaxa, Salar de Atacama

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