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SHUFFLE Há 1 ano: Canadá Há 2 anos: Canadá

Trekking no Lake Louise

Canadá, Lake Louise

Vista privilegiada do Lake Louise e do hotel, vistos do alto da Beehive, , em Alberta, no Canadá

Vista privilegiada do Lake Louise e do hotel, vistos do alto da Beehive, , em Alberta, no Canadá


Principal cartão postal do Banff National Park e das Canadian Rockies, Lake Louise é um lago alpino incrustado entre montanhas com mais de 3 mil metros de altitude. Batizado de Lago Esmeralda pelo primeiro europeu que o visitou, foi rebatizado em homenagem à Princesa Louise Caroline Alberta, filha da Rainha Victoria e esposa do Governador Geral do Canadá.

Pode existir cenário mais belo para remar? (Lake Louise, em Alberta, no Canadá)

Pode existir cenário mais belo para remar? (Lake Louise, em Alberta, no Canadá)


O nome é charmoso, mas o primeiro expressaria mais a sua beleza. Sua cor varia de verde esmeralda a azul celeste, quase leitosa, que acontece pela quantidade de minerais e pó de pedra das altas montanhas varridas pelas águas lagoa adentro. Durante o verão, remadores exploram o lago em canoas e caiaques, durante o inverno ele se torna um imenso ringue de patinação com 2,5km de comprimento!

Caminhando ao redor de Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Caminhando ao redor de Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Às margens deste lago está o Chateau Lake Louise, construído no final do século XIX, que mesmo distante e sem acesso direto de trem recebia centenas de turistas aventureiros. Após dias de caminhada, cavalgadas ou dog sledge eles se hospedavam no Chateau, um luxuoso hotel de montanha para a época.

Há cem anos, essa mulher já sabia das coisas! (Lake Louise, em Alberta, no Canadá)

Há cem anos, essa mulher já sabia das coisas! (Lake Louise, em Alberta, no Canadá)


Os anos passaram, o hotel passou por reformas, incêndios e hoje o luxuoso Fairmont Chateau Lake Louise é um esqui resort e continua a receber milhares de turistas abonados todos os anos.

O famoso Chateau Lake Louise, em Alberta, no Canadá

O famoso Chateau Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Rodeado por picos nevados como Mont Temple (3.543m), o Mont Whyte (2.983m) e o Mont Niblock (2.976m), a região do Lake Louise é a porta de entrada para uma das principais áreas de montanhismo do Banff National Park. São mais de 40 trilhas sinalizadas e mapeadas em um pequeno guia disponível no centro de visitantes do parque.

Cada vez mais perto das geleiras, em caminhada na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Cada vez mais perto das geleiras, em caminhada na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Com mapa em mãos, lanches e câmera na mochila começamos a caminhada de 15 km ao redor do lago, subindo a trilha do Plain of Six Glaciers. São 5,3km de subida leve e constante entre vales, montanhas e glaciares até a Swiss Tea House. Dali, continuamos por 1,5km entre pedras e fortes ventos até o mirante do Lower Victoria Glacier, chegando pertinho do glaciar e com uma vista sensacional do vale e do Lake Louise.

Tentando abraçar a magnífica paisagem ao redor do Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Tentando abraçar a magnífica paisagem ao redor do Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Belíssima geleira no alto de montanha na região do Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Belíssima geleira no alto de montanha na região do Lake Louise, em Alberta, no Canadá


A Casa de Chá foi construída por uma família suíça que chegou à região a convite da Canadian Pacific Railway para abrir trilhas e guiar turistas para o alto das rochosas. A iniciativa aconteceu após a primeira morte em alta montanha, fatalidade ocorrida pela falta de experiência e treinamento do ávido desbravador. Até hoje a mesma família gerencia a Tea House que é uma ótima parada para uma torta acompanhada de um chá quentinho. Embora pareça longa a trilha até a casa de chás é fácil, durando de 4 a 5 horas e é uma das preferidas para famílias e senhores mais dispostos.

Chegando à uma Tea House na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Chegando à uma Tea House na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Voltando em direção à Tea House e ao Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Voltando em direção à Tea House e ao Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Obviamente nós não pararíamos por aí. Emendamos a trilha do Plain of the Six Glacier à Big Behive via Highline Trail e cruzamos para o outro lado da cadeia de montanhas esperando cruzar um urso a qualquer momento, pena (ou não!) que não aconteceu. A vista do Lake Louise e das montanhas do alto da Big Behive é fantástica!

Vista privilegiada do Lake Louise e do hotel, vistos do alto da Beehive, , em Alberta, no Canadá

Vista privilegiada do Lake Louise e do hotel, vistos do alto da Beehive, , em Alberta, no Canadá


A esplendorosa paisagem das montanhas ao redor do Lake Louise, em Alberta, no Canadá

A esplendorosa paisagem das montanhas ao redor do Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Descemos até o Agnes Lake, onde há outra casa de chás em estilo europeu, mas passamos reto. O sol estava caindo, o frio aumentando e ainda tínhamos um longo caminho pela frente. Fechamos o circuito passando pelo Mirror Lake e chegamos novamente ao Lake Louise, depois de 15 km e 5 horas de caminhada. Ótimo trekking pelas rochosas, com algumas das melhores vistas do Banff National Park.

A esplendorosa paisagem das montanhas ao redor do Lake Louise, em Alberta, no Canadá

A esplendorosa paisagem das montanhas ao redor do Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Montanhas ao redor do Lake Agnes, na caminhada que se inicia no Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Montanhas ao redor do Lake Agnes, na caminhada que se inicia no Lake Louise, em Alberta, no Canadá


No dia seguinte ainda um pouco doloridos da longa caminhada, aproveitamos as primeiras horas do dia ainda sem chuva para esticar as pernas nos 4km ao longo do Lake Morraine.

O belíssimo Lake Moraine, na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá

O belíssimo Lake Moraine, na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá


Fascinado pelas cores do Lake Moraine, na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Fascinado pelas cores do Lake Moraine, na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá


O tempo não ajuda muito nas cores das fotos, mas cá entre nós, o verde cristalino deste lago me impressionou ainda mais que a do Lake Louise. Voltamos ao mirante do Lake Morraine nos despedindo de Banff e pegamos a estrada em direção à Icefields Parkway, tema do meu próximo post.

feliz, durante passeio pelo Lake Moraine, na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá

feliz, durante passeio pelo Lake Moraine, na região de Lake Louise, em Alberta, no Canadá

Canadá, Lake Louise, Lago, parque nacional, Trekking, trilha

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Miami at night!

Estados Unidos, Flórida, Miami

Muito trabalho, pouco stress! Adoro esta frase-título de um blog que acompanho de um amigo e antigo diretor. Este é o nosso ideal e é o que estamos buscando com esse projeto. Muitos acreditam que não vamos trabalhar, que é só uma bela viagem... Mas o que estes primeiros dias de viagem aqui em Miami estão nos mostrando é que sim, vamos trabalhar muito e espero termos retorno em médio prazo... Mas com certeza estamos bem menos estressados.

Hoje, domingão, todos vêm aos clubes de golf e tênis, além da praia que estava convidativa! O acesso à Key Biscayne é uma ponte com duas pistas, portanto com o agito do final de semana, unido ao spring break, a final do Open de Tênis e ao Seaquarium lotado, ficamos simplesmente presos aqui por umas 2 horas de trânsito para qualquer lugar. Nossa programação foi trabalhar durante o dia para aproveitar Miami at night! Esperamos o Roddick ganhar o jogo, receber a premiação e mais um pouco para depois sair de casa encontrar a Juliane e o David no Nikki Beach. Saímos de casa as 5.30pm e ainda assim pegamos 1h30 de engarrafamento, no mesmo percurso que levaria normalmente 20 minutos no máximo.

Nikki Beach Club! Lá vemos de tudo! É um club ao ar livre, na beira da praia. Uma delícia! DJ tocando aquele line up mais pop possível para agradar a gregos e troianos... Ou melhor, à brasucas, colombianos, hondurenhos e ao David, único inglês que deveria estar ali. Americano mesmo acho que não tinha um. Até a nossa garçonete era brasileira, super simpática, mas que acabou confessando... Também não agüenta mais tantos brasileiros juntos. ”Hoje está demais!” disse Andressa e emendou “Eu nunca diria que vocês são brasileiros!”, também pudera... O comportamento de alguns brasileiros fora do Brasil é no mínimo embaraçoso.

Dançamos muito, aproveitamos as últimas horas com a Ju e o David que amanhã cedo já vão voar de volta para Nova Iorque. Espero poder encontrá-los logo novamente, mas agora acho que será só quando chegarmos de carro novamente nos EUA, o que deve levar pelo menos 500 dias da nossa viagem. Mais tarde, resolvemos entrar no club e aproveitar a balada noturna no Nikki. Final de noite no Fridays comendo a famosa junk food americana.

Balada no Nikki - South Beach

Balada no Nikki - South Beach

Estados Unidos, Flórida, Miami,

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Oaxaca: Cultura e Encanto

México, Oaxaca

Igreja de Santo Domingo, em Oaxaca, no México

Igreja de Santo Domingo, em Oaxaca, no México


Uma cidade mergulhada em cultura e arte, Oaxaca é a capital de um dos estados mais pobres do México. Bem... tudo depende de como medimos esta pobreza. Sim, podemos ver miséria pelas ruas, pedintes, mendigos, muito comércio informal, nada muito diferente do que encontramos nas ruas das capitais brasileiras.

Tranquilidade na praça de Oaxaca, no México

Tranquilidade na praça de Oaxaca, no México


Agora, se houvesse uma forma de transferir toda a riqueza artística que encontramos nas ruas, centenas de galerias, feiras de artesanatos, tecelagens, cafés, bistrôs, restaurantes e museus, Oaxaca seria uma das mais ricas capitais latino-americanas.

Música em mesa de bar, em Oaxaca, no México

Música em mesa de bar, em Oaxaca, no México


O orgulho da população indígena das suas diversas etnias e culturas, somada à miscigenação com os colonizadores europeus, resultou em uma explosão de criatividade, cores, sabores e sons absurda.

Arte nas ruas de Oaxaca, no México

Arte nas ruas de Oaxaca, no México


Em cada esquina do centro histórico cruzamos com artistas, poetas, pintores e escultores, instalações no meio da rua. A mais impressionante delas sem dúvida é a exposição de 2051 estátuas sobre os imigrantes do artista Alejandro Santiago. Todos os dias novos imigrantes chegam à frente da igreja de Santo Domingo, deixando a vila campesina para trás, com crianças, mulheres e idosos. Todos em busca de uma vida melhor, será que a encontraram aqui?

Muita arte nas ruas de Oaxaca, no México

Muita arte nas ruas de Oaxaca, no México


Dúvida não resta de que a Praça Santo Domingo foi o lugar perfeito para esta exibição. No coração cultural da cidade, a praça é rodeada por ateliers, galerias, lojas especializadas em arte e cultura indígena, bons bistrôs e cafés, a mais linda igreja da cidade e a obrigatória Casa da Cultura de Oaxaca.

O magnífico interior da igreja de Santo Domigo, em Oaxaca, no México

O magnífico interior da igreja de Santo Domigo, em Oaxaca, no México


A Igreja Santo Domingo foi construída entre 1570 e 1608, sua fachada construída em estilo barroco, e os filos de ouro do seu interior adornam todo o revestimento das paredes ao teto desenhado em alto relevo. Uma igreja impressionante, que em minha opinião só pode ser comparada à Igreja da Companhia de Jesus em Quito, outra obra de arte religiosa fantástica da América Latina, do que vimos até agora.

O magnífico interior da igreja de Santo Domigo, em Oaxaca, no México

O magnífico interior da igreja de Santo Domigo, em Oaxaca, no México


O Museo de las Culturas de Oaxaca é aquele tipo de museu que não só ultrapassa todas as nossas expectativas, como nos deixa envergonhados de não saber de sua existência antes de chegar à cidade. Uma coleção arqueológica imensa que reúne a história de diversas cidades Mayas dos arredores de Oaxaca, nos leva à uma viagem à vida e à rica história desse povo.

Os incríveis 'códices' deixados pelas civilizações pré-colombianas e seu triste fim causado pelos colonizadores (no Museu de Cultura de Oaxaca, no México)

Os incríveis "códices" deixados pelas civilizações pré-colombianas e seu triste fim causado pelos colonizadores (no Museu de Cultura de Oaxaca, no México)


Passamos pelas histórias dos Zapotecas, seus códices que ajudaram os arqueólogos a decifrarem sua história, datas e acontecimentos, até a chegada dos Aztecas, que reutilizaram suas ruínas deixando aí um dos maiores tesouros já encontrados na história da arqueologia.

Objetos pessoas zapotecas encontrados em Monte Albán, expostos agora no Museu de Cultura de Oaxaca, no México

Objetos pessoas zapotecas encontrados em Monte Albán, expostos agora no Museu de Cultura de Oaxaca, no México


Os tesouros da Tumba 7 do Monte Albán são as principais peças arqueológicas do museu, dignas dos ricos tesouros encontrados nos filmes do Indiana Jones! Colares de pérolas, jade, turquesas, corais, âmbar, ouro, prata, conchas marinhas datadas do século XIV, ao lado de um crânio humano incrustado de turquesas, usado para rituais e cerimoniais. Lindo e ao mesmo tempo assustador.

O famoso crânio mixteca encontrado na Tumba 7 de Monte Albán, exposto no Museu de Cultura de Oaxaca, no México

O famoso crânio mixteca encontrado na Tumba 7 de Monte Albán, exposto no Museu de Cultura de Oaxaca, no México


Outros setores do museu figuram artes da era colonial, até os tempos de hoje, traçando uma linha do tempo através da arte, comidas, bebidas, música e a medicina. Tudo isso em um prédio magnífico que um dia foi o monastério de Santo Domingo, no edifício adjacente.

Antigo convento e hoje Museu da Cultura em Oaxaca, no México

Antigo convento e hoje Museu da Cultura em Oaxaca, no México


O ar boêmio e festivo da cidade fica ainda mais claro nos finais de tarde do Zócalo. A praça fica ao lado da Catedral da Oaxaca, possui um coreto com música ao vivo praticamente todas as tardes, bares e restaurantes ao redor e muita gente, locais, curiosos e turistas dando vida ao local.

Muita dança ao redor do coreto na praça central de Oaxaca, no México

Muita dança ao redor do coreto na praça central de Oaxaca, no México


A Catedral foi construída entre 1533 e o século XVIII ente diversos terremotos. A Catedral possui uma lindíssima fachada barroca, mas o seu interior é menos pomposo e impressionante que a Igreja de Santo Domingo.

Palácio governamental e a bandeira mexicana (em Oaxaca, no México)

Palácio governamental e a bandeira mexicana (em Oaxaca, no México)


Mais algumas voltinhas pelo Zócalo e vemos a Iglesia de La Compañia, mais minimalista e muito bonita e o Teatro Macedonio Alcalá, além da Basílica de La Soledad. Nós ficamos dois dias, provamos a deliciosa culinária oaxaqueña-fusion, com direito a molhos a base de grilos picantes, pato e até a um delicioso vinho mexicano.

Delicioso jantar de despedidas da incrível Oaxaca, no México

Delicioso jantar de despedidas da incrível Oaxaca, no México


Nestes dois dias ainda tivemos algumas tarefas burocráticas, como visitar a Secretaria de Migração do México e o Consulado dos EUA, para solucionar a questão dos vistos do Rodrigo. Enquanto caminhávamos pela cidade, a Fiona ficou sendo paparicada na Concessionária Toyota Oaxaca, na sua revisão dos 70 mil km. Ficou novinha em folha, ganhou novas pastilhas de freio dianteiras, óleo, etc, e recebeu um banho e lubrificação completos, como ela não via à muito tempo!

Fim de tarde em Oaxaca, no México

Fim de tarde em Oaxaca, no México


Ficaríamos pelo menos uma semana explorando esse lugar maravilhoso, seus museus, galerias, cafés e gastronomia, mas infelizmente 1000dias estão correndo e o Alasca nos chama!

México, Oaxaca, Artes, Cidade Colonial, cidade histórica, cultura

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Vivre Montreal!

Canadá, Montreal

Paz e amor no Museu de Belas Artes de Montreal, no Canadá

Paz e amor no Museu de Belas Artes de Montreal, no Canadá


Hoje o clima esportivo tomou conta do casal, colocamos nossos tênis e papetes e rumamos em direção ao Mont-Royal. Hospedados no canto oeste do centro não estávamos muito distantes do parque. Ao invés de pegarmos um metro, como indicado pela recepcionista do nosso hotel, fomos caminhando pela região dos museus, passando em frente ao Museu de Belas Artes de Montreal e pela Igreja de Saint Andrew et Saint Paul. Louca para entrar no museu, com uma exposição de Pop-Art em exibição, acabei cedendo ao céu azul e ao maridão para seguirmos no plano original.

Fachada do imponente Museu de Belas-Artes de Montreal, no Canadá

Fachada do imponente Museu de Belas-Artes de Montreal, no Canadá


Subimos a ladeira e alguns bons lances de escadas, entre ciclistas, corredores, turistas e locais que faziam a sua peregrinação diária a um dos lugares mais especiais na cidade de Montreal, o Kondiaronk Belvédère. Deste mirante podemos ver toda a cidade e nos imaginar na pele do Jacques Cartier quando, do alto deste morro, olhando o Rio São Lourenço decidiu chamar a cidade de Ville-Marie du Mont-Royal. Exploramos bem as trilhas do parque, indo até a cruz e procurando um caminho para o Plateau Mont-Royal.

História da criação da cidade, no topo do Mont Royal, em Montreal, no Canadá

História da criação da cidade, no topo do Mont Royal, em Montreal, no Canadá


Vista do alto do Mont Royal, em Montreal, no Canadá, com o estádio Olímpico ao fundo

Vista do alto do Mont Royal, em Montreal, no Canadá, com o estádio Olímpico ao fundo


Aos domingos nos arredores do Plateau du Mont-Royal jovens fazem piqueniques e se divertem com apresentações de música e danças, encontro conhecido como “tam tams”. Pena que não pudemos esperar até o domingo.

No topo do Mont Royal, em Montreal, no Canadá

No topo do Mont Royal, em Montreal, no Canadá


Caminhamos pela vizinhança de uma das mais jovens vizinhanças de Montreal em busca de um Sport Bar, queríamos acompanhar as provas dos nossos nadadores brazucas. Rodrigo estava afoito e não queria perder a prova de forma alguma! Encontramos um bar, tomamos uma jarra de cerveja em troca das telas de televisão, torcendo ao lado de dois simpáticos torcedores franceses.

Cruz no topo do Mont Royal, em Montreal, no Canadá

Cruz no topo do Mont Royal, em Montreal, no Canadá


O final de tarde do dia de andanças foi nas charmosas ruas do Quartier Latin e The Village, também repleta de restaurantes, aqui já mais frequentado por locais. Tomamos um vinho e fizemos uma refeição deliciosa no meio do burburinho jovem nos arredores do Teatro Saint-Denis e da Praça Émilie-Gamelin.

Muita arte pelas ruas de Montreal, no Canadá

Muita arte pelas ruas de Montreal, no Canadá


Charmosa rua para pedestres no bairro Plateau Mont Royal, em Montreal, no Canadá

Charmosa rua para pedestres no bairro Plateau Mont Royal, em Montreal, no Canadá


Montreal possui muitas vizinhanças interessantes, o Bairro Italiano com ótimas cafés e restaurantes e o alternativo Mile End. Difícil de imaginar essa cidade tão alegre e viva durante o inverno, vivendo em seus túneis e shoppings subterrâneos para se esconder da neve e do frio.

Charmosa rua para pedestres no bairro Plateau Mont Royal, em Montreal, no Canadá

Charmosa rua para pedestres no bairro Plateau Mont Royal, em Montreal, no Canadá


Sem ver esta parte eu digo tranquilamente que poderia morar em Montreal, aqui eu tive esse sentimento mais do que em qualquer outra cidade na América do Norte. O clima cultural, alternativo e os espaços ao ar livre são mesmo um convite. Quem sabe ainda voltaremos para conhecer a Montreal branca e silenciosa do inverno canadense.

Fim de tarde com Olimpiadas e vinho em Montreal, no Canadá

Fim de tarde com Olimpiadas e vinho em Montreal, no Canadá


No dia seguinte relaxamos e decidimos aproveitar essa cidade em que moraríamos para ter um pouco da sensação de estarmos aqui, em um domingo tranquilo. Acordamos tarde, trabalhamos no site pela manhã e saímos depois do meio-dia para um almoço na movimentada Rue Crescent. Vários bares e restaurantes ficam lotados o dia inteiro, emendando o almoço, happy hour e balada no ritmo frenético dos montrealers.

Restaurantes cheios em Montreal, no Canadá

Restaurantes cheios em Montreal, no Canadá


Sentíamos a obrigação, como viajantes, de visitar algum museu ou grande atração da cidade. Porém a nossa vontade como meros seres humanos era de não fazer nada. Aí, para não ficar assim, sem fazer nada mesmo, fomos a um dos maiores cinemas do Centre Ville para assistir o Batman – O Cavalheiro das Trevas. Adorei o filme, só é impossível não pensar na tragédia de Aurora, aqui no Colorado. Qual será que foi o momento que aquele coringa assassino começou a atirar no cinema? Que horror!

Ruas cheias no centro de Montreal, no Canadá

Ruas cheias no centro de Montreal, no Canadá


Saímos do cinema e encontramos a Rue Sainte-Catherine fechada para os agitos do verão, lojas em liquidação e um burburinho que parecia até desproporcional. Procurei shows, festas, promoções, para ver se entendia a situação. Mas não! Era apenas a alegria mais pura e verdadeira de poder colocar uma sainha, blusinha e sandália e caminhar livremente pelas ruas que fazia as meninas e os meninos lotarem estes três quarteirões.

Ruas cheias no centro de Montreal, no Canadá

Ruas cheias no centro de Montreal, no Canadá


Passamos novamente pela Rue Crescent, bares e baladas para todos os estilos faz deste um dos melhores "points" noturnos de Montreal, mas a minha rinite e o cansaço bateram mais forte e acabamos nos rendendo, prometendo noites mais agitadas na próxima parada: Quebéc City!

Canadá, Montreal, América Francesa, Quebec

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Santa Lúcia, a Helena do Caribe!

Santa Lúcia, Castries, Soufriere

Visita à ponta sul de Santa Lúcia, em Vieux Fort

Visita à ponta sul de Santa Lúcia, em Vieux Fort


Santa Lúcia, também conhecida como a “Helena de Tróia do Caribe”, já trocou de bandeira e administração entre a França e a Inglaterra 14 vezes! Antes dos franceses aportarem em “suas” novas terras, os indígenas caribes também já haviam expulsado os arawaks, que já habitavam a ilha há mais de 2 mil anos.

Praia de Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe

Praia de Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe


Soufriere e os coqueirais, no sul de Santa Lúcia, no Caribe

Soufriere e os coqueirais, no sul de Santa Lúcia, no Caribe


Esse troca-troca fez de Santa Lúcia uma mescla especial, adicionando ainda neste caldeirão cultural a força e o ritmo dos africanos trazidos para trabalhar nas plantações de cana de açúcar. Embora inglês seja o idioma oficial, o Patois (leia-se “pátoa”), ou “french creole” é falado por 95% da população. No mapa do país cidades e marcos geográficos possuem nomes franceses, pronunciados com sotaque inglês “apatoado”.

Vista de Castries, capital de Santa Lúcia

Vista de Castries, capital de Santa Lúcia


Vista para a Piton do nosso hotel em Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe

Vista para a Piton do nosso hotel em Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe


A capital e maior cidade da ilha é Castries, seguida por Vieux-Fort ao sul, aonde chegam os principais vôos internacionais. Castries é a sede do governo e econômica do país, recebe os vôos entre ilhas caribenhas e barcos vindos de outras ilhas. Chegamos de ferry-boat, pegamos um táxi direto ao aeroporto para alugar um carro e seguimos para o sul da ilha. Já era tarde, mas tiramos o dia para deslocamentos. No caminho para Soufrière subimos e descemos montanhas, vimos o sol se por entre as árvores da mata tropical e perdemos lindas vistas das baías de Marigot e Canaries. Saberíamos que valeria a pena, amanhã queríamos acordar e estar em mais um desses pedaços de paraíso na terra.

Dirigindo em Soufriere, região das montanhas Piton, no sul de Santa Lúcia, no Caribe

Dirigindo em Soufriere, região das montanhas Piton, no sul de Santa Lúcia, no Caribe


No caminho cruzamos Anse La Raye, uma vila de pescadores conhecida por suas feiras e festas animadas. A rua estava fechada para carros. Famílias, jovens e crianças circulavam animados, muita música e bebida embalava o a noite de domingo. Olhamos em volta e não encontramos nenhum turista, nenhum mulato, muito menos um branco. Por um momento parecia que havíamos nos transportado para a África.

As famosas montanhas Piton, em Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe

As famosas montanhas Piton, em Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe


Chegamos à Soufrière e logo nos hospedamos no Hummingbird Beach Resort, a beira da baía e com preços bem palatáveis, nossa casa pelos próximos 3 dias. Na praia à frente a Power Soca rolava solta e animava os jovens e crianças, na festa que acontece a cada quinze dias na praia de Soufrière Bay. Novamente cruzamos o Atlântico, mas aqui a sensação continuou. Não por acaso todos nos notam, principalmente se eu me deixava embalar pela soca ou pelo calypso, dançando como as mais comportadas delas, mas não como uma branca. A soca é uma dança sensual se não sexual, quase como o funk pancadão carioca. As mulheres empinam o bumbum colocam a cabeça até o chão e sacodem loucamente suas nádegas avantajadas.

Suculentas frutas-pão, no resort Jalousy, em Soufriere, no sul de Santa Lúcia

Suculentas frutas-pão, no resort Jalousy, em Soufriere, no sul de Santa Lúcia


Booma, cantor de Power Soca local nos recepcionou na festa e fez companhia, contando histórias da sua vida de malandragens e viagens. Ele confessa, não quer ver suas filhas dançando assim. Um piton, a cerveja nacional, para entrarmos no clima da festa, enquanto a lua minguante iluminava o suficiente para termos ideia da paisagem que nos aguardava.

A cerveja nacional de Santa Lúcia

A cerveja nacional de Santa Lúcia


Fim de tarde em Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe

Fim de tarde em Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe

Santa Lúcia, Castries, Soufriere, Caribbean, Island Hooping, Música

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Cartagena

Colômbia, Cartagena

Nas muralhas de Cartagena, na Colômbia

Nas muralhas de Cartagena, na Colômbia


Cartagena, nosso portal de saída e de entrada da América do Sul, sempre foi ambos, um paraíso e um pesadelo. Foram 18 meses explorando a América do Norte e finalmente era hora de chegarmos e enfrentarmos as burocracias portuárias para desembaraço da Fiona no Porto de Cartagena. Foram 18 meses viajando e finalmente era hora de sentirmos de perto a simpatia dos colombianos, a alegria do mundo latino que na Colômbia ganha força e nos recebe como se estivéssemos pisando novamente em casa.

Arte nas ruas de Cartagena, na Colômbia

Arte nas ruas de Cartagena, na Colômbia


Trabalhadores na cidade murada de Cartagena, na Colômbia

Trabalhadores na cidade murada de Cartagena, na Colômbia


Uma das portas da cidade murada de Cartagena, na Colômbia

Uma das portas da cidade murada de Cartagena, na Colômbia


Viajar por lugares onde já estivemos é sempre um prazer imenso! Imaginem vocês o que é estar em lugares novos todos os dias por mais de 1000dias?! Excitante, aventuresco, maravilhoso, um sonho! Mas isso nos exige um esforço de adaptação, que a esta altura já é natural e trabalha no nosso inconsciente. Mas nestes raros casos em que retornamos a um lugar que já visitamos, só de vermos as mesmas ruas, já sabermos onde fica o mercado, o bar, o restaurante e aquela rua lá no centro, nos acolhe e traz à nossa mente um conforto, quase como se estivéssemos de volta ao nosso lar.

As ruas charmosas da cidade amuralhada de Cartagena, na Colômbia

As ruas charmosas da cidade amuralhada de Cartagena, na Colômbia


Uma soneca em uma das janelas da muralha de Cartagena, na Colômbia

Uma soneca em uma das janelas da muralha de Cartagena, na Colômbia


Vendedora de frutas em Cartagena, na Colômbia

Vendedora de frutas em Cartagena, na Colômbia


Passeamos pela antiga Cartagena buscando os caminhos e lugares que já havíamos visitado, a Esquina San Diegana, a muralha e o Café del Mar. Neste ano e meio o nosso hotel mudou de dono e de nome, alguns restaurantes abriram, a praça centenário está quase terminando de ser reformada e a Batalha de Flores ainda nem começou. As ruas de Cartagena estavam mais vazias, mais tranquilas que nas animadas Festas Novembrinas que presenciamos naquele 2011, mas o espírito festivo e aqueles sorrisos gostosos que tínhamos guardados na memória continuam os mesmos.

Nosso bar do coração em Cartagena, na Colômbia

Nosso bar do coração em Cartagena, na Colômbia


Vendedora de doces em Cartagena, na Colômbia

Vendedora de doces em Cartagena, na Colômbia


A Ana tenta (e não consegue!) equilibrar a bacia de doces na cabeça, nas ruas de Cartagena, na Colômbia

A Ana tenta (e não consegue!) equilibrar a bacia de doces na cabeça, nas ruas de Cartagena, na Colômbia


Foram 5 dias em Cartagena, 2 deles em Playa Blanca enquanto esperávamos a liberação do contêiner da Evergreen no porto. Ficamos hospedados no Hostel Mamallena (70 mil pesos por casal em quarto com banheiro privado, wifi, lavanderia e bar), no bairro de Getsemaní, um hostel que recebe mochileiros do mundo inteiro, naquele clima de festa e animado, com novas descobertas a cada 2 minutos.

Nosso hostal em Cartagena, na Colômbia

Nosso hostal em Cartagena, na Colômbia


Cores fortes nas ruas de Cartagena, na Colômbia

Cores fortes nas ruas de Cartagena, na Colômbia


Comércio de chamadas telefônicas em Cartagena, na Colômbia

Comércio de chamadas telefônicas em Cartagena, na Colômbia


Os anfitriões mais divertidos e curiosos da pousada eram os animais que conviviam com tamanha fauna de viajantes na mais completa harmonia. Um coelho que agia como se fosse um cachorro, pulando no colo de todos, pedindo carinho e devorando todas as plantas do jardim, quando não estava fugindo do gatinho de apenas 3 meses em uma perseguição endoidada por toda a pousada. O gato negro e sábio dividia o espaço harmoniosamente com o pastor dinamarquês, branco, lindo e paciente com os filhotes que lhe importunavam assim como todos os bebês.

Amizade entre o cão e o coelho no Hostal Mamallena, em Cartagena, na Colômbia

Amizade entre o cão e o coelho no Hostal Mamallena, em Cartagena, na Colômbia


O gatinho sempre de olho no papagaio, no Hostal Mamallena, em Cartagena, na Colômbia

O gatinho sempre de olho no papagaio, no Hostal Mamallena, em Cartagena, na Colômbia


Dois dos mascotes do Hostal Mamallena, em Cartagena, na Colômbia

Dois dos mascotes do Hostal Mamallena, em Cartagena, na Colômbia


Em meio a tudo isso Alex, o papagaio, tentava se adaptar ao seu novo lar. Ele ainda não fala e é menos social que o coelho e o gato, caminhava por tudo e quando precisava sabia chamar a nossa atenção para ajudá-lo a subir na próxima árvore. Senti que ele, mesmo jovem, tem aquele espírito mais rabugento, talvez por ter perdido parte da sua asa e não poder voar... talvez simplesmente por que faz parte da sua personalidade.

Rua em Cartagena, na Colômbia

Rua em Cartagena, na Colômbia


Marcos e Tina chegaram um dia antes que nós e aproveitaram para conhecer bem a cidade. Enquanto Marcos e Rodrigo iam ao porto e ao DIAN para tirar os documentos e agilizar a papelada, eu e Tina passávamos o dia na pousada, trabalhando nos nossos blogs, trocando figurinhas e histórias de vida, entre o Brasil e a Suíça.

Com os suiços Marco e Tina, logo após recuperarmos os carros no porto em Cartagena, na Colômbia

Com os suiços Marco e Tina, logo após recuperarmos os carros no porto em Cartagena, na Colômbia


Aproveitamos as comidas de rua em uma praça de Getsemaní, tostones con todo, brochetas de pollo y carne, pastelitos de maíz e as preferidas empanadas argentinas eram nosso jantar ao lado dos locais enquanto uma academia de Rumba embalava as noites de terças e quintas dando aula de aeróbica e dança em frente à igreja. Eu até me animei e prestei o papelão de tentar acompanha-los, ótimo para dar umas risadas e perder várias calorias.

vendedor de mamoncillo, em Cartagena, na Colômbia

vendedor de mamoncillo, em Cartagena, na Colômbia


Na nossa última noite conseguirmos encontrar o Elith, um amigo colombiano que conhecemos aqui, reencontramos em Nova Iorque e voltamos a rever em terras colombianas. Essa América é muito pequena mesmo!

Reencontro com nosso amigo Elith, agora em Cartagena, na Colômbia

Reencontro com nosso amigo Elith, agora em Cartagena, na Colômbia


Eis que, com muita paciência e perseverança, finalmente Fiona e Bode (leia-se Boudi, o namorado suíço-americano da Fiona), estavam liberados!

Abrindo o contêiner da Fiona, no porto de Cartagena, na Colômbia

Abrindo o contêiner da Fiona, no porto de Cartagena, na Colômbia


Já desembarcada, a Fiona terá de esperar mais um doa no porto de Cartagena, na Colômbia

Já desembarcada, a Fiona terá de esperar mais um doa no porto de Cartagena, na Colômbia


Aparentemente o processo foi demorado, mas indolor. Rodrigo está cada vez mais experiente com os portos latinos e desta vez passou pelo processo sem tantas agonias. Hora de colocar o pé na estrada outra vez, agora rumo à Venezuela, mas não sem algumas surpresas pelo caminho.

Reencontro com o Marco e a Tina na estrada entre Cartagena, e Santa Marta, na Colômbia

Reencontro com o Marco e a Tina na estrada entre Cartagena, e Santa Marta, na Colômbia

Colômbia, Cartagena, cidade histórica, fronteira

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De P4 à Campos

Brasil, São Paulo, Campos do Jordão

Depois de Agulhas Negras e a Pedra da Mina, hora de repor as energias e colocar o site em dia. Ficamos muito tempo longe de internet e por isso sem conseguir atualizar o site. Escolhemos fazer isso aqui, na cidade de Passa Quatro. A pousada em que ficamos hospedados, São Rafael, tem toda a infra-estrutura que precisamos e é uma delícia! O acolhimento e cuidado incansável da Suzana e com o bom humor e receptividade do Cézar, donos da pousada, fez nos sentirmos em casa.

Lua quase cheia no caminho de volta para Passa Quatro - MG, após a conquista da Pedra da Mina

Lua quase cheia no caminho de volta para Passa Quatro - MG, após a conquista da Pedra da Mina


A cidade possui apenas 16 mil habitantes, destes, em torno de 8 mil moram na cidade e o restante na zona rural. Mesmo assim tudo acontece em P4. Uma cidade viva, empreendedora, cheia de atrações e atividades. Para os aventureiros, a recente descoberta Serra Fina, que começou a ser explorada pelos montanhistas há aproximadamente 10 anos. Ela se tornou passagem obrigatória para os aventureiros de plantão, já que abriga a quinta maior montanha do Brasil, a Pedra da Mina, e uma das travessias mais difíceis e cênicas no Brasil. Os mountain bikers também encontram várias rotas, sendo um dos esportes preferidos da região.

Maria-Fumaça na estação de Passa Quatro - MG

Maria-Fumaça na estação de Passa Quatro - MG


Já os amantes de trens, também podem se esbaldar, conhecendo a charmosa Estação Ferroviária de Passa Quatro, que recebe a Maria Fumaça para passeios animados por entre as serras da região. Tudo isso com uma infra-estrutura turística completa, com pousadas super confortáveis e charmosas, restaurantes, cafés e até loja de equipamentos esportivos.

Maria-Fumaça na estação de Passa Quatro - MG

Maria-Fumaça na estação de Passa Quatro - MG


Ficamos realmente surpreendidos com a cidade! Conhecemos a deliciosa empada do Mauro, no La Motta, a esfiha do Seu Francisco, com clima aconchegante e familiar a convite do Cezar, e Suzana, junto com seu filho e namorada e o nosso mais novo amigo, o fotografo Valdir.

Jantar na Esfirraria de Passa Quatro - MG com o Cesar, Suzana, filho e namorada e com o Waldir

Jantar na Esfirraria de Passa Quatro - MG com o Cesar, Suzana, filho e namorada e com o Waldir


Almoçamos no restaurante da Dona Filinha, com comida caseira feita no fogão à lenha e fomos até a estação ver a partida da Maria Fumaça. Um dia de descanso, conhecendo e curtindo a vida desta pequena e agitada cidade.

Fronteira Minas-São Paulo em estrada de terra

Fronteira Minas-São Paulo em estrada de terra


Na manhã do dia 26, seguimos para Campos do Jordão. Um passeio por Capivari basta para sentirmos o clima da cidade nesta época de inverno. Paulistanos de todos os cantos aproveitam a temporada de frio para se sentir na Europa.

Capivari, Campos do Jordão - SP


A arquitetura alpina domina a paisagem, os restaurantes suíços oferecem foundues, racletes, queijos e vinhos maravilhosos. O frio chega a -3 graus na madrugada. Um pedacinho da Suíça no Brasil. Amanhã voltamos às trilhas e vamos até a famosa Pedra do Baú. Será que vou conseguir subir? Veremos amanhã.

Na muvuca em Campos do Jordão - SP

Brasil, São Paulo, Campos do Jordão,

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Kalinas, Creoles e Maroni

Guiana Francesa, Saint Laurent, Yalimopo

Entrada da antiga prisão em St. Laurent, na Guiana Francesa

Entrada da antiga prisão em St. Laurent, na Guiana Francesa


Hoje nos aproximamos da fronteira com o Suriname, ou seja, do fim da nossa viagem pela Guiana Francesa. Despedi-me de Yalimopo com uma sensação horrível de estar deixando para trás um lugar que merecia muito mais do que 1 ou 2 dias. Vivenciar a cultura kalina sem dúvida seria uma experiência maravilhosa, mas para isso mais 2 ou 4 dias não iam fazer nem cócegas. Primeiro por que eu não falo francês, embora entenda e arranhe umas três frases, não sou capaz de me comunicar com fluência. A segunda língua que eu poderia tentar é o próprio kalina, mas acho que ficaria só na tentativa, rs! Fiquei muito curiosa sobre a música, o artesanato, a sabedoria em torno da natureza, rios, mar, tartarugas e os festivais, enfim, tudo o que rodeia esta etnia indígena que chegou aqui nas Américas muito antes de nós. Eu me sinto totalmente brasileira, sul-americana, mas não posso querer ganhar deles nessa.

Com o Silvan, em Yalimopo, na Guiana Francesa

Com o Silvan, em Yalimopo, na Guiana Francesa


Durante o café da manhã conseguimos conversar um pouco mais com o Silvan, o gerente da pousada onde ficamos hospedados. Ele é um kalina (lê-se kaliná), nos contou mais sobre os animais que vivem ali, os projetos que desenvolvem para a proteção da fauna e flora e educação ambiental da comunidade. Conseguimos gravar um depoimento dele para o Soy loco por ti América, em francês! Muito bacana, pelo menos levaremos conosco uma lembrança mais roots aqui da Guiana Francesa, algo que me parece realmente mais genuíno e que sempre me lembrará que devo voltar.


A estrada de Yalimopo para Saint Laurent du Maroni é mais movimentada, passamos por diversos vilarejos e inclusive na entrada da Comunidade do Laos chamada Javouhey, em homenagem à freira francesa que os trouxe para cá. Como já havíamos conhecido sua prima-irmã, Cacao, seguimos para a fronteira. Chegamos a St. Laurent com chuva, conseguimos reservar uma vaga no Hotel Star e logo fomos nos informar da balsa que nos atravessará amanhã para o Suriname. Novamente chegamos àquele clima de cidade fronteiriça e portuária, muita pobreza, lixo nas ruas, pessoas zanzando de um lado para o outro em águas internacionais. Na cidade já vemos que nossos próximos dias serão mais trabalhosos para nos comunicarmos, o holandês e o sranan tongo estão em todas as rodas de conversas nos bares e mercados.

Igreja em St. Laurent, na Guiana Francesa

Igreja em St. Laurent, na Guiana Francesa


Aproveitamos a chuva para dar uma volta de carro e fomos até a cidade vizinha, há 16km dali, St Jean du Maroni. À margem do rio a vila fica em torno de uma base militar, possuía um zoológico que queríamos visitar, mas descobrimos que foi fechado. Encontramos um restaurante simpático à beira do Rio Maroni onde almoçamos defronte ao nosso próximo país.

St. Jean, região de St. Laurent du Maroni, na Guiana Francesa. O outro lado do rio é o Suriname

St. Jean, região de St. Laurent du Maroni, na Guiana Francesa. O outro lado do rio é o Suriname


Foi ali também que recebemos a notícia de um dos piores desastres naturais já acontecidos nos últimos tempos, o terremoto seguido pelo tsunami no Japão. 8,9 pontos na escala Richter é de chorar em alemão! Eu fiquei paralisada em frente à TV vendo aquelas cenas terríveis de destruição que acabavam de chegar à TV Francesa. Chorei, impossível não chorar e instantaneamente começar a rezar por aqueles que ainda poderiam estar vivos em algum lugar no meio daquela confusão. Infelizmente, além disso, não há mais o que eu poderia fazer naquele momento.

Ouvindo as notícias do terremoto e tsunami no Japão (em St. Jean, região de St. Laurent du Maroni, na Guiana Francesa)

Ouvindo as notícias do terremoto e tsunami no Japão (em St. Jean, região de St. Laurent du Maroni, na Guiana Francesa)


Voltamos à St Laurent, nos instalamos no hotel e depois de outra rodada de chuva, #prayingforjapan, seguimos para um lugar que iria nos apresentar mais algumas décadas de tristezas e histórias gravadas em suas paredes. St Laurent du Maroni começou a ser construída nos idos de 1860 e foi a maior colônia penal da Guiana Francesa. A colônia foi ficando tão absurdamente populada que, tempos mais tarde, se tornou uma cidade, com direito à uma prefeitura especial. Os presos do Camp de La Transportation eram divididos em 3 níveis, o terceiro eram os presos novatos, com menos de dois anos de casa, eles eram responsáveis pelo trabalho pesado, basicamente cortar madeira no meio da floresta para abastecer a cidade.

Ruínas da antiga prisão em St. Laurent, na Guiana Francesa

Ruínas da antiga prisão em St. Laurent, na Guiana Francesa


O segundo já podia trabalhar em serviços menos pesados, como a manutenção da cidade. Os presidiários do primeiro escalão já poderiam aspirar trabalhos melhores, como empregados nas casas da comunidade e até enfermaria, o que também facilitava muito as tentativas de fuga. Só depois da Segunda Guerra Mundial é que foi decretado o fim dos Bagnes (prisões em francês), demorando ainda quase 10 anos para os últimos “transportados” serem devolvidos à terra natal com a ajuda do Exército da Salvação Francês. Hoje estes prédios estão sendo restaurados, em um deles funciona uma biblioteca municipal e em outros, oficinas de teatro para a comunidade.

Estátua representando prisioneiro desenganado, em St. Laurent, na Guiana Francesa

Estátua representando prisioneiro desenganado, em St. Laurent, na Guiana Francesa


À noite conseguimos reencontrar a nossa amiga lá de Algodoal, Marjorie. Francesa que mora aqui em St Laurent há 4 anos, Marjorie está se preparando para retornar à França. Fomos jantar em um restaurante de comida creole, onde o principal atrativo são as carnes de caça, permitida em diferentes níveis aqui na Guiana Francesa. Alguns animais podem ser caçados apenas para subsistência e outros têm permissão inclusive para a comercialização. Nós provamos a carne de tatu, parecida com a carne de porco. Só é estranho, pois vem com casca e tudo, aquela carapaça toda de bolinhas que vemos por fora. O Rodrigo provou uma carne de um roedor, tipo uma cotia, acho que gostou, pois comeu o prato inteirinho.
Esticamos a noite em um barzinho creole na vizinhança mais pobre, à beira do Rio Maroni. Marjorie nos contou suas experiências com a população aqui na região. Ela é psicóloga e atende pessoas das mais diferentes culturas que habitam a região. Homens e mulheres franceses, creoles, indígenas, surinameses que enfrentam as dificuldades de um país (ou departamento) em que as culturas tão diferentes. Coisas que parecem simples, como por exemplo, o de pessoas que imigraram para cá há mais de 20 anos e não falam uma palavra em francês, assim como seus filhos, que por sua vez acabam não conseguindo acompanhar a escola. Ou então os índios, que são tão adaptáveis que estão perdendo sua cultura, língua e tradições. Todos eles convivem lado a lado, porém com pouca interação entre os grupos. O que para nós viajantes é uma riqueza imensa, na prática é um problema social difícil de ser resolvido. Como preservar estas culturas tão distintas, suas línguas e costumes e ainda assim criar uma identidade única para o país? É uma questão que só o tempo poderá responder.

Pequena praia em St. Laurent, na Guiana Francesa

Pequena praia em St. Laurent, na Guiana Francesa

Guiana Francesa, Saint Laurent, Yalimopo, amerindians, bagne, Camp de La Transportation, Chez Judith & Denis, índios, presídio, Saint Laurent du Maroni

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Um dia de Indiana Jones

Guiana, Georgetown, Kaiteur Falls

Observando de perto Kaiteur Falls, na Guiana

Observando de perto Kaiteur Falls, na Guiana


Hoje tivemos o nosso dia de Indiana Jones. Tudo bem, sem tantas lutas e perseguições, mas com aquela mesma sensação imaginamos que ele tem quando está sobrevoando uma floresta intocada e descobrindo pela primeira vez uma magnífica cachoeira, nunca antes vista pelo homem branco. Sim, homem branco, pois somos recebidos por um guianês de origem indígena, contratado pelo parque nacional para nos guiar pela floresta. Quase como o Indiana, que sempre tem um africano ou índio que conhece os caminhos e o leva até o tesouro.

O avião que nos levou à Kaiteur Falls, na Guiana

O avião que nos levou à Kaiteur Falls, na Guiana


Sobrevoamos a Amazônia Guianesa quase na fronteira com o Brasil. A primeira visão que temos da cachoeira é no sobrevôo, espetacular que o nosso piloto faz pela direita e pela esquerda para todos poderem ver e fotografá-la. As vistas aéreas são sempre privilegiadas, sensacional conseguirmos ter a noção da amplitude e grandeza deste cenário.

Sobrevoando a magnífica Kaiteur Falls, na Guiana

Sobrevoando a magnífica Kaiteur Falls, na Guiana


O pouso é na pequena pista de pouso do Parque Nacional da Kaiteur Falls. A trilha para a cachoeira começa na própria pista e no caminho o nosso guia vai nos passando algumas informações básicas sobre a vegetação local. Sobre um imenso platô formado por um tipo especial de conglomerado rochoso, único na América do Sul.

Parque Nacional de Kaiteur Falls, na Guiana

Parque Nacional de Kaiteur Falls, na Guiana


A mata é repleta de bromélias gigantes e de árvores conhecidas como “rubber trees”, comumente confundidas com a seringueiras. Estas possuem o nome “rubber” que significa borracha, devido à elasticidade da sua madeira. As bromélias são casa para os pequenos “golden frogs”, sapinhos minúsculos (em média 17mm) e de coloração amarela. Este minúsculo sapo possui um veneno letal, 160 mil vezes mais potente que a cocaína.

Um dos sapos mais venenosos do mundo, em Kaiteur Falls, na Guiana

Um dos sapos mais venenosos do mundo, em Kaiteur Falls, na Guiana


Caminhamos apenas 15 minutos e chegamos ao primeiro mirante. É de tirar o fôlego. Milhares de litros de água despejados de 266m de altura, fazem Kaiteur a maior cachoeira em uma única queda d´água do mundo!

Kaiteur Falls, na Guiana

Kaiteur Falls, na Guiana


Mais dois mirantes fazem parte do tour, sendo a terceira parada sobre a própria cachoeira. Dali é onde temos uma das melhores visões do cânion formado pelo mesmo rio. Um espetáculo á parte, que sozinho já valeria a viagem. Todo o cenário lembra muito a região da Chapada Diamantina, porém em uma escala amazônica. Os rios são imensos, as montanhas mais altas e, portanto, as cachoeiras e os cânions ainda mais imponentes!

Kaiteur Falls, na Guiana

Kaiteur Falls, na Guiana


Assim como Indiana Jones, tivemos que fazer tudo correndo e ir embora voando, literalmente. Mais uma vez com aquela visão sensacional da selva amazônica, Kaiteur Falls e a maravilhosa Guiana.

O rio e a floresta na parte baixa de Kaiteyr Falls, na Guiana

O rio e a floresta na parte baixa de Kaiteyr Falls, na Guiana


PS: O nosso herói em questão também nunca tem que esperar durante 3 hora no aeroporto para o avião dele decolar, mas isso é um detalhe básico, truque de edição.

Estudando o mapa da Guiana no aeroporto, esperando avião para Kaiteur Falls

Estudando o mapa da Guiana no aeroporto, esperando avião para Kaiteur Falls

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Força estranha...

Brasil, Paraná, Curitiba

Queijos e vinho na última noite em Curitiba

Queijos e vinho na última noite em Curitiba


Mais um dia em Curitiba... Acho que as saudades dos amigos e a vontade que, lá no fundo, a família tem de ficarmos aqui, está agindo de alguma forma estranha. Chegamos a Curitiba faz uma semana, nosso plano era irmos embora dia 16/05, mas é impressionante como sempre aparece alguma coisa para resolvermos. Ficamos trabalhando de ontem para hoje até as 3 horas da manhã, a Fiona já está toda carregada. Estávamos prontos para ir embora cedo, mas além da internet 3G da TIM parar de funcionar, me ligaram de lá com uma conta absurdamente cara, avisando que são cobranças acumuladas de 3 meses. Isso tudo unido ao tempo ruim, frio e chuvoso que tira o ânimo de qualquer um de ir para cavernas, praias e montanhas... Somos aventureiros, mas não temos nada especial e diferente dos outros seres humanos para combater o frio.

Sendo assim, resolvemos ficar e resolver as últimas pendengas. Fomos visitar o Alcides e a Cida, nossos anjos da guarda no Summerville, prédio em que morávamos. O Alcides nos ajudou a perfurar mais uma tampa para a caixa de mergulho e a Cida nos entregou a maldita conta da TIM e uma boa notícia: minha nova carteira de motorista AB! Agora sou motociclista de verdade! Rsrsrs!

Como não somos de ferro, resolvemos aproveitar a nossa última noite para curtir esse friozinho bom para tomar um vinho e comer uns queijos, meu vício. Só nós dois, o casal que vive 24h grudado, mas que nem por isso está aproveitando para namorar e curtir um ao outro. Amanhã vamos para o PETAR logo cedo, não deixaremos essa força estranha que nos prende a Curitiba ganhar novamente!

Brasil, Paraná, Curitiba,

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