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Blog da Ana - 1000 dias

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A Poderosa Tikal

Guatemala, Flores, Tikal

Apenas os templos mais altos se erguem acima da mata que cobre Tikal, na Guatemala

Apenas os templos mais altos se erguem acima da mata que cobre Tikal, na Guatemala


Uma das maravilhas do mundo maya, Tikal foi uma das maiores cidades do período clássico desta civilização. Embora seu auge tenha acontecido durante o período clássico várias de suas construções remontam de tempos muito mais antigos, em volta de 700 anos antes de Cristo. A estrutura mais antiga é a Pirâmide (700a.C) com 32m de altura e 80m de base.

A 'pirâmide', um dos maiores edifícios de Tikal, na Guatemala

A "pirâmide", um dos maiores edifícios de Tikal, na Guatemala


No sítio arqueológico entre imensas ceibas, a árvore sagrada dos mayas, e vários macacos aranhas, foram encontradas também algumas moradias subterrâneas onde viveria não apenas o povo, mas também a nobreza da cidade nos tempos mais antigos.

A Ceiba, a bela e sagrada árvore dos mayas, em Tikal, na Guatemala

A Ceiba, a bela e sagrada árvore dos mayas, em Tikal, na Guatemala


Começamos a nossa visita acompanhados do José, guia local muito paciente que nos deu as primeiras noções da escrita maya, sufixos e prefixos desenhados junto aos nomes dos seus governantes e ao nome da própria cidade. O símbolo de Tikal é quase como um escudo e se repete em todo o sítio arqueológico, nas suas estelas e escrituras.

Nosso guia nos ensina a ler o hieroglifo de Tikal, na Guatemala

Nosso guia nos ensina a ler o hieroglifo de Tikal, na Guatemala


Com o nosso guia, caminhando pelas trilhas de Tikal, na Guatemala

Com o nosso guia, caminhando pelas trilhas de Tikal, na Guatemala


O templo mais impressionante é o Templo I, construído pelo grande Ah Cacau, governante que restaurou o exército e a grandiosidade de Tikal. Parece que aqui a regra do avô rico, pai nobre e filho pobre não se aplica, já que foi o tataratatarataraneto o mais guerreiro de toda a linhagem e seguido os passos do pai, vingou morte na guerra contra Caracol.

O magnífico Templo I, construção símbolo de Tikal, na Guatemala

O magnífico Templo I, construção símbolo de Tikal, na Guatemala


Ele teve o seu período de glória e grandeza, construindo os maiores templos e castelos, Templo I em seu nome, Templo II, também conhecido como o templo da rainha e o templo de Las Ventanas, onde ele passaria sua lua de mel com cada uma de todas as suas esposas.

O Templo I, o mais famoso das ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

O Templo I, o mais famoso das ruínas mayas de Tikal, na Guatemala


Todo o conjunto da Gran Plaza é impressionante e merece uma boa hora para ser admirado e explorado, sentar-se em uma de suas sombras apenas para sentir a grandeza, o poder e as histórias dos que passaram por ali. Ao lado do Templo I está a Acrópole Norte onde estariam enterrados, em diversas fases construtivas, todos os sacerdotes que governaram Tikal antigamente.

Templo e várias estelas em Tikal, na Guatemala

Templo e várias estelas em Tikal, na Guatemala


O Templo I, o mais famoso das ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

O Templo I, o mais famoso das ruínas mayas de Tikal, na Guatemala


A última parada é o Templo IV, o mais alto de todo o mundo maya! Na realidade quase toda a pirâmide esta desmoronada e em restauração, mas foi construída uma escada de acesso ao topo de onde podemos ter uma das mais belas vistas de Tikal.

Subindo até o alto do Templo IV, o mais alto de Tikal, na Guatemala

Subindo até o alto do Templo IV, o mais alto de Tikal, na Guatemala


As ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

As ruínas mayas de Tikal, na Guatemala


São mais de 300 degraus para chegar ao topo e de lá vemos toda a floresta de Peten e a ponta de alguns dos templos do sítio arqueológico, fazendo força para lembrar que na época não existiam árvores por aqui, toda esta mata é secundaria e foi queimada pelos mayas para a construção das pirâmides que vemos.

Admirando Tikal do seu ponto mais alto, o topo do Templo IV (na Guatemala)

Admirando Tikal do seu ponto mais alto, o topo do Templo IV (na Guatemala)


Um final de tarde maravilhoso no topo do Templo IV fechou a nossa visita. Lá no alto ainda encontramos dois brasileiros, um curitibano e outro paulista, apaixonados pela cultura Maya.

Encontros com brasileiros nas ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

Encontros com brasileiros nas ruínas mayas de Tikal, na Guatemala


Muitos visitantes que vem até Tikal gostam de ver o sol nascer ou se por lá de cima, principalmente nesta época do ano, quando o solstício de verão está se aproximando e é quando o alinhamento do sol, acontece com as pirâmides principais de Tikal. Nós cruzamos um grupo grande de estudantes de arquitetura vindos da capital que devem dormir por aqui para acompanhar o fenômeno.

Um belo piaca-pau à procura de seu almoço, durante passeio às ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

Um belo piaca-pau à procura de seu almoço, durante passeio às ruínas mayas de Tikal, na Guatemala


Encontro com o macaco-aranha, durante visita às ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

Encontro com o macaco-aranha, durante visita às ruínas mayas de Tikal, na Guatemala


A área é imensa e não existe um caminho mais curto, pode vir preparado com água e tênis para uma boa caminhada abaixo da mata e do sol escaldante. A visita dura no mínimo 3 horas, mas pode contar com 5 horas para aproveitar tudo com calma, tempo para sentir, fotografar e perguntar tudo e mais um pouco para o guia.

No alto do Templo IV, observando o mapa das ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

No alto do Templo IV, observando o mapa das ruínas mayas de Tikal, na Guatemala


Este foi o nosso penúltimo sítio arqueológico, uma pérola e um marco na arquitetura e na história dessa civilização, imperdível mesmo para os menos afeitos a história e arqueologia. Logo chegaremos a Copán para fechar com chave de ouro este extenso roteiro pelo Mundo Maya.

As ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

As ruínas mayas de Tikal, na Guatemala

Guatemala, Flores, Tikal, arqueologia, maya, Mundo Maya

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A capital, Porto Velho

Brasil, Rondônia, Porto Velho

O gostoso parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia

O gostoso parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia


Sempre fui curiosa para conhecer o estado de Rondônia. Um estado mais novo do que eu, com 70% da superfície coberta pela Floresta Amazônica, os outros 30% são uma zona de cerrados que cobrem a área do chapadão, onde estão a Serra dos Pacaás Novos e Chapada dos Parecis. Só poderia ser um lugar especial.

Fim de tarde no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia

Fim de tarde no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia


O antigo Território Federal do Guaporé tinha como principal atividade a extração de borracha e castanha do pará. Ok, castanha do Brasil como querem os nortistas, pois como se pode perceber ela nasce em toda a região norte, não apenas no Pará! Foi apenas depois da chegada da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré que o território passou a ter maior importância, estratégica e econômica. A estrada foi construída para fazer o escoamento de mercadorias da região e principalmente um acesso da Bolívia ao Oceano Atlântico. A ferrovia entrou como premissa para que a Bolívia “cedesse” o território do Acre ao Brasil.

Homenagem prestada à ferrovia Madeira-Mamoré, em em Porto Velho, capital de Rondônia

Homenagem prestada à ferrovia Madeira-Mamoré, em em Porto Velho, capital de Rondônia


Assim nasceu Porto Velho. A pequena vila que se tornou a capital era o local do velho porto de escoamento de mercadoria no Rio Madeira, afluente do Rio Amazonas que por sua vez desagua no Oceano Atlântico. Hoje, Rondônia possui o terceiro maior PIB da Região Norte, depois do Amazonas e Pará, tem uma extensão cinco vezes maior do que a Croácia e o maior percentual de evangélicos do Brasil.

A usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia

A usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia


A ferrovia trouxe o desenvolvimento ao antigo Território de Guaporé e Marechal Cândido Rondon trouxe o telégrafo, interligando as regiões mais remotas e isoladas do país. Não à toa em 1956, Rondon foi homenageado emprestando seu nome ao território, que em 1982 se tornou o estado de Rondonia. A segunda onda de ocupação ocorreu na década de 70 quando o governo militar fez uma distribuição de terras na região, na mesma época da construção da Transamazônica, com o intuito de ocupar o território e diminuir chances de problemas fronteiriços.

O esforço e os incentivos fiscais do governo federal em povoar a região começava a dar frutos. A abertura da fronteira agrícola, que avança velozmente desde o Mato Grosso, e a exploração de madeira e minérios fez com que algumas unidades de conservação ambiental fossem criadas a partir do final da década de 70. Quem diria que ali, no distante e pouco conhecido estado de Rondônia pode estar a maior reserva de diamantes do mundo? A Reserva Indígena Roosevelt possui mais de 2,7 milhões de hectares e pertence aos 1.200 índios cinta-larga que habitam a área. Já se sabe que o potencial desse garimpo é imenso e está entre os 5 maiores do mundo, o topo da lista só seria garantido após um estudo mais detalhado que não foi, e espero, não será feito em território indígena. Enquanto alguns enxergam riqueza, eu enxergo destruição de uma cultura, de uma floresta e toda sua biodiversidade, além da chegada dos piores problemas sociais que existem em torno desta atividade.

Enquanto isso não acontece, a terceira onda de ocupação explora os recursos hídricos da região, que veio recentemente com a construção das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. Um dos maiores tributários do Rio Amazônas, o Rio Madeira é o de maior velocidade entre os rios amazônicos. Mesmo sem um grande desnível, Santo Antônio foi construída na maior cachoeira do Rio Madeira. São 14m de desnível. Tão pouco, não é mesmo? Sim, mas com a velocidade do rio e a tecnologia de novas turbinas ela será capaz de gerar energia elétrica para 44 milhões de pessoas.

A usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia

A usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia


135 km rio acima a Hidrelétrica de Jirau também está em construção. Nem quero dar uma de eco-chata aqui falando de impacto ambiental das represas e novos espelhos d´água destas duas represas imensas que acabam de ser construídas. Basta falar do impacto social que elas tiveram na região, que ávida pelo desenvolvimento, nem parou para pensar no que aconteceria com a chegada de milhares de novos trabalhadores para a construção da Usina. Atrás deles prostituição, alcoolismo e o tráfico de drogas, seguido pelo desemprego, afinal a construção pode durar 10 anos, mas quando ela acaba nenhum deles será mais necessário ali, nem os homens, nem as putas e muito menos os traficantes.
Ainda assim rodamos Porto Velho, uma capital nova, planejada e bem tranquila. A criminalidade infelizmente já deu sinais de vida, segundo nosso amigo Rodrigo que vive no centro da cidade, mas ainda não é comparável com o que vemos nas grandes cidades do sul e sudeste.

Antiga locomotiva da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia

Antiga locomotiva da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia


Você deve estar se perguntando. Por que alguém iria querer conhecer Porto Velho? Voltamos então à toda história contada acima e o mais louco é que, talvez por ela ser tão recente, ela é facilmente reconhecida quando rodamos pela cidade. O povo meio agauchado, misturado com goianos, mato-grossenses e toda qualidade de brasileiros empreendedores que você imaginar. Os nomes dos botecos, restaurantinhos e padarias te dão uma pista de quem são, de onde vieram e que tipo de comida você vai poder provar.

Com o Rodrigo e a Rosana, no parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia

Com o Rodrigo e a Rosana, no parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia


Os pontos turísticos incluem a Praça da Caixa d´Água, que obviamente está no ponto mais alto da cidade e possui 3 grandes e antigas caixas d´água que abasteciam a capital.

A praça das caixas d'água, uma das atrações turísticas em Porto Velho, capital de Rondônia

A praça das caixas d'água, uma das atrações turísticas em Porto Velho, capital de Rondônia


O Parque Ferrovia Madeira-Mamoré é o mais bonito, à beira do rio. Tem galpões culturais com feira de artesanatos, uma antiga locomotiva em exposição e um passeio peatonal delicioso, perfeito para um fim de tarde tranquilo às margens do rio, com direito a um belo por do sol alaranjado.

Antiga locomotiva da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia

Antiga locomotiva da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia


Há alguns quilômetros dali, outro lugar bacana de visitar é o Mirante da Usina de Santo Antonio, de onde podemos ver a barragem de Santo Antônio ao lado de uma daquelas igrejinhas super charmosinhas, cena bucólica do interior.

Antiga igreja usada pelos trabalhadores da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia

Antiga igreja usada pelos trabalhadores da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia


À noite a dica é conferir a culinária típica no Canto do Tucunaré, restaurante famoso por sua caldeirada deste peixe amazônico. Nas paredes vários quadros de grandes artistas e celebridades brasileiras que já estiveram lá provando a caldeirada de tucunaré e um dos melhores pirões que já comi na vida!

Com o amigo Rodrigo, no tradicional reataurante Remanso do Tucunaré, em Porto Velho, capital de Rondônia

Com o amigo Rodrigo, no tradicional reataurante Remanso do Tucunaré, em Porto Velho, capital de Rondônia


Se você passar por Porto Velho, tire um dia para conhecer a segunda mais nova capital brasileira e conhecer um pouco mais da nossa cultura e história.

Brasil, Rondônia, Porto Velho, Canto do Tucunaré, Capital, Mirante da Usina de Santo Antonio

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Bem vindos à Petrolina!

Brasil, Pernambuco, Petrolina

Entrada da FruttiHall, em Petrolina - PE

Entrada da FruttiHall, em Petrolina - PE


Petrolina, cidade pernambucana que faz divisa com Juazeiro, na Bahia. Quem as divide? O nosso velho amigo rio São Francisco! Aqui ele chega caudaloso, verdinho, diferente de quando o vimos em Januária – MG e ainda mais diferente ainda do olho d´água chamado de “Nascente do Rio São Francisco”, que vimos na Serra da Canastra.

O rio São Francisco, com Juazeiro ao fundo, visto do apartamento da Iolanda, em Petrolina - PE

O rio São Francisco, com Juazeiro ao fundo, visto do apartamento da Iolanda, em Petrolina - PE


O Rio São Francisco aqui neste trecho é navegável e é o responsável pela prosperidade da região. A Família Coelho domina a política na região e foi um deles, Nilo Coelho, que começou a transformar esta região. Há 28 anos, ele começou o Projeto de irrigação das terras do vale com o objetivo de disseminar a fruticultura no Vale do Rio São Francisco. A partir daí tudo começou a girar, a cidade de Petrolina que possuía 60 mil habitantes, hoje possui quase 400mil e é um dos maiores pólos exportadores de frutas do Brasil.

Planta com abacaxis decorativos, na Fazenda Fruem Petrolina - PE

Planta com abacaxis decorativos, na Fazenda Fruem Petrolina - PE


Não tinha melhor forma de vermos tudo isso do que na prática e foi aí que entram o Enio e a Dona Iolanda. Há 10 anos conheci o Enio através do meu amigo Dudu, hoje meu cunhado e pai de Luiza. O Enio sempre foi um cara empreendedor e na época estava fazendo o seu TCC do curso de Administração em Curitiba justamente sobre uma fazenda modelo para o cultivo de uvas no Vale do Rio São Francisco. Ele não só foi aprovado no curso, como colocou todo o seu projeto em prática!

Parreiral da FruttiHall, em Petrolina - PE

Parreiral da FruttiHall, em Petrolina - PE


Há 7 anos Iolanda se mudou para Petrolina com o objetivo de gerenciar a fazenda e aprender tudo sobre uva! A qualidade escolhida para o cultivo inicialmente foi a Thompson, uva sem semente com alto valor agregado para o mercado internacional, uva para exportação. Irrigaram o terreno, prepararam toda a estrutura e começaram o plantio. Hoje a Fruttihall recebeu prêmios nacionais e internacionais de qualidade. Em 2009 no prêmio promovido pelo Sebrae, Ione recebeu o prêmio e teve o prazer de entregar as suas uvas ao presidente Lula!

Últimos cachos de uva da temporada, na fazenda FruttiHall, em Petrolina - PE

Últimos cachos de uva da temporada, na fazenda FruttiHall, em Petrolina - PE


Há tempos eu prometia ao Enio que viríamos conhecer a fazenda dele e hoje eu cumpri a promessa, orgulhosa e emocionada de ver o Projeto de TCC pronto e tão bem sucedido! Iolanda nos apresentou toda a fazenda, explicou todo o processo de plantio e produção da uva, desde o enxerto feito no cavalo, planta forte e resistente. Até as podas, irrigação, fertilização da terra arenosa da caatinga que faz um parreiral produzir mais de 300 toneladas de uva por ano! Ah! E tudo isso não seria possível se não fossem os olhos atentos de Gandhi, boxer que cuida de todo o trabalho, verificando as mangueiras de irrigação nos seus banhos diários e fazendo parte da equipe de degustação para saber se o bricks (teor de açúcar) da uva está correto ou não.

O Ghandi se redresca na irrigação da FruttiHall, em Petrolina - PE

O Ghandi se redresca na irrigação da FruttiHall, em Petrolina - PE


Provamos o fruto do cactus Coroa de Frade, pequenininho e bem gostosinho e batizamos nossos pés no Rio São Francisco dentro da fazenda Fruttihall, tradição que garante que voltaremos um dia.

Molhando os pés no São Francisco, em Petrolina - PE. Promessa de volta!

Molhando os pés no São Francisco, em Petrolina - PE. Promessa de volta!


Seguimos pelo nosso tour em Petrolina, pensado nos mínimos detalhes pela nossa anfitriã. Iolanda nos levou conhecer parte do Projeto Nilo Coelho, fazendas irrigadas pelos canais do Rio São Francisco. São 25 grandes lotes de terra que foram irrigados pelo projetos, todos eles subdivididos em centenas de fazendas frutíferas. Uvas, cocos, mangas, goiabas, melão e toda a sorte de frutas que você imaginar! Como disse o Rodrigo, uma salada de frutas completa!

Últimos cachos de uva da temporada, na fazenda FruttiHall, em Petrolina - PE

Últimos cachos de uva da temporada, na fazenda FruttiHall, em Petrolina - PE


Voltamos à cidade passando pelo Serrote do Urubu, uma serrinha com uma vista lindíssima do Rio São Francisco. É realmente curioso como pode um rio deste tamanho ter no seu entorno uma caatinga tão seca. O calor fortíssimo nos convidava a um mergulho no rio, mas tínhamos muito a fazer ainda.

Subindo o Serrote do Urubu, próximo à Petrolina - PE

Subindo o Serrote do Urubu, próximo à Petrolina - PE


Almoçamos rapidamente uma comidinha caseira no Ala Carte e fomos conhecer o centro da cidade. O centro antigo está sendo restaurado e já começaram a aparecer uns restaurantinhos bem gracinhas. Passamos pela Catedral, belíssima e ainda vimos do carro a Orla 2, orla mais nova à margem do rio, o campus da Universidade do Vale do São Francisco e o Parque Josepha Coelho, matriarca que multiplicou os Coelhos na região.

Rua do centro histórico em Petrolina - PE

Rua do centro histórico em Petrolina - PE


Aproveitamos o final da tarde para trabalhar um pouco e ver o espetacular pôr-do-sol da varanda, sob o Rio São Francisco. Um bom papo e uma boa companhia como a da Iolanda não vamos querer ir embora! A noite ainda fomos até Juazeiro no Armazém Café, provar o famoso Surubim ao molho de maracujá, programa de meninas já que o Rodrigo preferiu ficar trabalhando em casa.

Na beira do rio São Francisco, em Petrolina - PE

Na beira do rio São Francisco, em Petrolina - PE


Um dia que pareceu uma semana, graças ao Enio e obviamente à Dona Iolanda, minha mais nova amiga na terrinha! Fico sem palavras para agradecê-los e garanto, desta forma Petrolina conseguiu guardar um lugar muito especial nesses nossos 1000dias!

Pôr-do-sol no Velho Chico, em Petrolina - PE

Pôr-do-sol no Velho Chico, em Petrolina - PE

Brasil, Pernambuco, Petrolina, fazenda de uva, Frutihall, Rio São Francisco

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As Pedras de Jeri

Brasil, Ceará, Fortaleza, Jericoacoara

Sol e sombras no mar de Jericoacoara - CE

Sol e sombras no mar de Jericoacoara - CE


Ontem , depois de uma pizza rápida e tardia saímos dar uma voltinha no centrinho ver o agito noturno. Uma noite animada, ruas lotadas de “ralizeiros”, prato cheio para as solteiras de plantão. O corredor das barracas de caipirinha é convidativo, eu tive que provar, capiroska de umbu-cajá e siriguela deliciosas!

O 'corredor das caipirinhas' em Jericoacoara - CE

O "corredor das caipirinhas" em Jericoacoara - CE


Hoje já acordei meio baqueada, difícil acreditar que fosse das bebidas alcoólicas, já que não abusei, mas algo não estava certo. Bem, vamos caminhar, o tempo está meio incerto, porém não podemos ficar aqui sentados esperando que a chuva caia. Saímos conhecer o lado pedregoso de Jeri, onde fica um dos seus principais cartões postais, a Pedra Furada.

Praia em Jericoacoara - CE

Praia em Jericoacoara - CE


A trilha por si só já é uma atração, belíssima encosta dos serrotes virada para o mar faz uma vista deslumbrante, mesmo com as arrepiantes nuvens negras que passam ao largo deixando uma esperança de que o sol triunfe! Um jardim de cactos com o mar, um verde-prateado incomum, resultado da refração da luz do céu de chuva. Tudo ao redor queria se mostrar especial, até um lagarto verdíssimo exibido, que parou quando viu que eu estava fotografando e ficou posando para os cliques.

Calango esverdeado em Jericoacoara - CE

Calango esverdeado em Jericoacoara - CE


Chegamos à Pedra Furada, formação rochosa que se destaca em meio à paisagem não só pelo grande furo, como também pela coloração avermelhada da rocha. Praia de tombo, meio chata para banho, muitas pedras e ondas altas no raso. Logo fiz amizade com a Gigi, lindona que veio firme e forte pela trilha nos ombros do pai e chegou junto conosco, toda simpática.

A famosa Pedra Furada, em Jericoacoara - CE

A famosa Pedra Furada, em Jericoacoara - CE


Nova amiguinha da Ana, em Jericoacoara - CE

Nova amiguinha da Ana, em Jericoacoara - CE


Fiquei ali curtindo a paisagem, lendo um livro, enquanto o Ro subiu uma pirambeira para tirar fotos. Não demorou muito a chuva chegou e todos logo tentaram se abrigar nas pedras ao redor. Enquanto havia vento funcionou, quando o vento parou a chuva não perdoou, pelo menos conseguimos salvar os eletrônicos de serem molhados.

Pequena praia da Pedra Furada, em Jericoacoara - CE

Pequena praia da Pedra Furada, em Jericoacoara - CE


Uns 20 minutos depois, a chuva baixou e conseguimos continuar caminhando, vimos a Pedra do Frade e fomos até a praia do Preá, longa faixa de areia com 9km de extensão. Voltamos pelos pastos montanha acima, vi o farol e prosseguimos pela estrada com vista para as dunas e a vila de Jericoacoara.

No alto do Morro do farol, em Jericoacoara - CE

No alto do Morro do farol, em Jericoacoara - CE


Foi um dia delicioso de caminhadas, mas eu só conseguia pensar em chegar logo na pousada. Aquele mau estar infelizmente não havia passado, pelo contrário, só estava piorando. Estranho é foi que eu e o Ro comemos as mesmas coisas e ele não ficou mal... melhor para ele.

Voltando para Jericoacoara - CE

Voltando para Jericoacoara - CE


Saímos comer um crepe gostoso no final da tarde e marcamos um jantar mais tarde para comemorar o aniversário da nossa querida Dona Helen. No caminho presenciamos uma das rodas de capoeira mais profissionais que já vi na vida! Eu sempre gosto de assistir às rodas e logo percebi que esta tinha algo diferente. Na apresentação dos participantes vimos que eram mestres de diferentes escolas da região, do Preá a Tatajuba. Mestres se desafiando e até deixando suas diferenças aparecerem na jinga que deixaram o mestre, que liderava a roda, aperreado. Ele precisou dar um basta nas provocações para a arte e a dança continuar sem virar luta. A quem estava de fora, sem entender muito, só posso dizer que foi emocionante!

A tradicional roda de capoeira no fim de tarde de Jericoacoara - CE

A tradicional roda de capoeira no fim de tarde de Jericoacoara - CE


Na pousada, no horário que deveria ser de trabalho, eu capotei, em prol de um bem maior: ver se o corpo conseguiria se recuperar do baque “pirirístico.” 3 horas de sono mais tarde, me senti mais disposta e saímos jantar. Uma massa leve e um brinde com um delicioso Maipo Cabernet Sauvignon, aos 77 anos de minha sogra querida, um exemplo de força e vivacidade!

Celebrando o aniversário da Ixa, em Jericoacoara - CE

Celebrando o aniversário da Ixa, em Jericoacoara - CE


Até que eu nem tava com uma cara tão mal, né? Pois é, noite de sábado ainda mais agitada em Jeri, Forró “For All”, DJ recém chegado da Europa para uma festinha na ponta da praia, além das barracas de caipirinha, festa de encerramento do rally no Sky e bares com samba e mpb. Quem diria e eu vou ter que ficar de fora dos embalos do sábado à noite. Amanhã veremos se valeu à pena.

Brasil, Ceará, Fortaleza, Jericoacoara, Dunas, pedra furada, Praia, trilha

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Vídeo: Rota BR-174!

Brasil, Amazonas, Manaus

Maravilhoso pôr-do-sol nos alagados entre Roraima e Amazonas

Maravilhoso pôr-do-sol nos alagados entre Roraima e Amazonas



Rota BR-174 de BoaVista à Manaus - esta estrada é longa e cheia de histórias. São mais de 600km entre as cidades de Boa Vista à Manaus, passando pela Reserva Indígena Waimiri Atroari e a cidade de Presidente Figueiredo, até chegar ao Amazonas. Confira um pouco desta história!

Brasil, Amazonas, Manaus, BR 174, Estrada, ópera, Road Trip, Teatro Amazonas

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Topo do Mundo

Brasil, Minas Gerais, Belo Horizonte

Sol da manhã na Pousada Mirante da Serra, em Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG

Sol da manhã na Pousada Mirante da Serra, em Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG


Nos dias em que temos que pegar estrada, o nosso desafio é sempre ter algo interessante para falar, além de “fizemos as malas, arrumamos as coisas e pegamos estrada para “x” lugar”. Bem, hoje além de toda esta função, finalizamos os afazeres “do lar”: buscamos as roupas na lavanderia, levamos a Fiona par um último ajuste no eixo dianteiro e fomos buscar uma encomenda no mercado municipal.

Partida do nosso hotel em BH - MG.

Partida do nosso hotel em BH - MG.


Para quebrar o dia conseguimos marcar de almoçar com amigos em um restaurante oriental-vegeteba delicioso. Encontramos novamente com a Karina e a Sandra e ainda conhecemos a sua mãe, responsável por estes dois filhos jóias que conhecemos, a Ká e o Dudu. Além delas, finalmente consegui reencontrar um amigo que conheci há exatos 5 anos na viagem que fiz para a Bolívia e o Perú, o Zé Elias. Estávamos em um micro-ônibus de La Paz para Copacabana, eu e Luiz Henrique e ouvimos os mineiros falando: Zé, Ronaldo e Mércio. A sintonia foi tanta, que mudamos parte do nosso itinerário de viagem para acompanhá-los até o Cânion Colca e às Linhas de Nazca. O Zé tem uma academia e uma agência de aventura, organiza corridas de aventura, dá consultoria de viagem para mochileiros, muito bacana! (www.brouaventuras.com.br) Foi ótimo reencontrá-lo e de quebra ainda ganhamos um fogareiro para as nossas incursões para montanha, valeu Zé!

Curtindo o visual na Pousada Mirante da Serra, em Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG

Curtindo o visual na Pousada Mirante da Serra, em Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG


Ainda faltava hoje encontrarmos algo interessante para contar, então pegamos estrada de BH rumo ao Topo do Mundo. Chegamos no final da tarde na cidadezinha chamada Brumadinho na Serra da Moeda. Fica a 30 minutos de BH e foi muito recomendado por várias pessoas que conhecemos durante a viagem aqui em Minas. Subimos bastante, mas quando transpusemos as montanhas foi que conseguimos entender a fama! Um lugar super charmoso, com uma vista maravilhosa! Lá em cima as atrações são duas, o restaurante Topo do Mundo, que só funciona de sexta a domingo, e a pousada Estalagem do Mirante. A pousada é um charme, chalés de montanha, com todo o conforto e vista até onde os olhos conseguirem enxergar. O por do sol estava meio esfumaçado, infelizmente, pois haviam muitas queimadas nas fazendas próximas.

Belo visual da Pousada Mirante da Serra, em Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG

Belo visual da Pousada Mirante da Serra, em Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG


A noite comemoramos os nossos 150 dias de estrada, tomamos um belo vinho e jantamos à luz de velas no restaurante da pousada. Um destino romântico que vale a pena ser visitado, pelo menos por uma noite, só se preparem pois vocês não vão querer ir embora. Aqui já estamos mais perto do nosso próximo destino, o Museu Inhotim.

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Velejando na Grande Barreira

Belize, Tobacco Caye

Chegando á Tobacco Caye, na grande barreira de corais, em Belize

Chegando á Tobacco Caye, na grande barreira de corais, em Belize


Velejar é sempre um símbolo de liberdade, vento no rosto e um oceano inteiro para explorar. Uma vez que você tem o veleiro, é uma das formas mais baratas para viver e viajar, pois ele é seu transporte, sua casa, seu hobbie e sua vida. O principal combustível é gratuito e na falta dele um motorzinho ajuda. Os portos e marinas você pode escolher, das mais caras e bacanas às praias e ilhas mais isoladas, paradisíacas e gratuitas.

O belíssimo mar na grande barreira de corais, em Belize

O belíssimo mar na grande barreira de corais, em Belize


Gaston vive no seu veleiro The Rob há 9 anos, ele é mergulhador profissional, trabalha 2 ou 3 meses ao ano e vive velejando pelas águas do Caribe os outros 9 meses. Sua namorada está de volta à Europa por uns meses, com saudades da família e da terra firme. Eu nunca consegui me imaginar nesta vida de barco, primeiro por que enjoo pacas, fico mareada com qualquer movimento, até mesmo no carro, mas confesso a vocês que estes três dias nas águas calmas de Belize me deixaram com água na boca.

Vela içada na grande barreira de corais, em Belize

Vela içada na grande barreira de corais, em Belize


Chegando á ilhota na grande barreira de corais, em Belize

Chegando á ilhota na grande barreira de corais, em Belize


Nosso primeiro dia com Gaston começou com compras na vila de Hopkins, abastecemos o barco com comidas, bebidas, gelo e suprimentos suficientes para a nossa curta jornada à Grande Barreira de Corais de Belize. Uma vez embarcados, seriam os próximos 3 dias e 2 noites velejando de ilha em ilha, buscando os melhores lugares para snorkel, um lindo pôr do sol e águas tranquilas para descansarmos.

Vida difícil para o Chimi, a bordo do nosso veleiro na grande barreira de corais, em Belize

Vida difícil para o Chimi, a bordo do nosso veleiro na grande barreira de corais, em Belize


Todos no barco têm alguma função, Gaston é o capitão e nosso mestre cuca, eu sua assistente de cozinha, bartender e matraca de plantão. Chími, o nosso fiel companheiro guapeca é o segurança do The Rob, sempre atento a qualquer movimento estranho, além de ser ótimo localizador de golfinhos.

Vida difícil para o Chimi, a bordo do nosso veleiro na grande barreira de corais, em Belize

Vida difícil para o Chimi, a bordo do nosso veleiro na grande barreira de corais, em Belize


Já o Rodrigo...

Vida dura no veleiro na grande barreira de corais, em Belize

Vida dura no veleiro na grande barreira de corais, em Belize


... Bem o Rodrigo, é o guardião da rede e da cerveja gelada. Kkk! Brincadeira, ele também ajudou a lavar os pratos, o capitão não deixa ninguém ter moleza! Não tenho foto, mas tenho um vídeo para comprovar. Rs!

Levantamos âncora em Hopkins perto das 11 horas da manhã e o nosso primeiro porto de destino foi a pequena ilha de Tobbaco Caye. A ilha é formada por um arrecife coralíneo que aflorou no meio da Grande Barreria de Corais. A navegação direta daria em torno de 2 a 3 horas, o vento não estava ajudando muito, então em uma boa parte tivemos que apelar para o motor.

Recolhendo âncora para zarpar, na grande barreira de corais, em Belize

Recolhendo âncora para zarpar, na grande barreira de corais, em Belize


Ao invés de irmos direto à ilha fizemos uma triangulação, rumando ao norte e velejamos ladeando a barreira de corais sobre suas águas azuis até a ilha. As águas protegidas pelo imenso arrecife me pouparam bastante, mas logo ali, para o lado de fora, podíamos ver as grandes ondas que vinham do Oceano Atlântico.

Dias lindos a bordo de nosso veleiro na grande barreira de corais, em Belize

Dias lindos a bordo de nosso veleiro na grande barreira de corais, em Belize


Tobacco Caye é um destino alternativo na barreira de corais, alguns barcos turísticos saem de Dangriga, local mais próximo, para uma noite na ilha. Chegando lá pulamos na água e nadamos em direção à terra firme, cruzamos a ilha a pé em 10 minutos, passando pelas casinhas e outros turistas que acabavam de chegar para acampar.

Fazendo snorkel em Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Fazendo snorkel em Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Foi nesta ilha que fizemos um dos melhores snorkels dos 1000 dias! Uma vez que saímos da área protegida da barreira encontramos cardumes de tarpões, umas 8 arraias xitas lindas que iam e vinham com a corrente e duas tartarugas! Os coitados dos outros peixinhos mal tiveram chance, tamanha a movimentação de vida marinha por ali.

Uma sempre bela arraia chita durante snorkel em Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Uma sempre bela arraia chita durante snorkel em Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Nadando com uma tartaruga perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Nadando com uma tartaruga perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Uma linda arraia manchada nada perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Uma linda arraia manchada nada perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


O final de tarde foi em um boteco à beira mar acompanhados de Gaston e Cris, que se uniu a nós neste primeiro dia de viagem. Happy hour regado à Belikin e Rum Punch que terminou em um jantar delicioso preparado por Gaston com temperos tailandeses, histórias brasileiras e holandesas e a boa companhia canadense-quebecoise. Muita música e muita diversão na nossa primeira noite no The Rob!

Com o Gaston e o Chris durante fim de tarde em Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Com o Gaston e o Chris durante fim de tarde em Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Brincando com o cachorro do Chris em praia de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Brincando com o cachorro do Chris em praia de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Cachorro tenta se secar depois de um mergulho em Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Cachorro tenta se secar depois de um mergulho em Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Acordamos no dia seguinte prontos para levantar âncora e velejar para South Caye, próxima ilha ao sul. South Caye é uma cópia de Tobacco, mas mais chique, com dois resorts bacaníssimos, um deles é um centro de intercâmbio estudantil e recebe estudantes das linhas de oceanografia e biologia marinha. A ilha é mais cheia de firulas e regras para garantir o paraíso quase particular dos seus hóspedes, mas uma parada por ali vale a pena!

Redes convidam ao ócio criativo em ilhota na grande barreira de corais de Belize

Redes convidam ao ócio criativo em ilhota na grande barreira de corais de Belize


Aves aproveitam a sombra em ilhota na grande barreira de corais de Belize

Aves aproveitam a sombra em ilhota na grande barreira de corais de Belize


Tenho que fazer uma menção honrosa ao nosso querido Chími, que além de super companheiro é um cão super safo, criado para o mar. Gaston o salvou de uns kunas em San Blás, queriam matá-lo depois de terem levado uma mordida, trauma de outros kunas que o haviam maltratado. Ele nada com suas quatro patinhas firmemente para a terra em um comando do seu dono, é impressionantemente ágil e difícil de acompanhar! Juro, nunca vi um cãozinho tão esperto!

O Chimi aguarda a ordem de pular ao mar, no nosso caminho para ilhota na grande barreira de corais de Belize

O Chimi aguarda a ordem de pular ao mar, no nosso caminho para ilhota na grande barreira de corais de Belize


Feliz e obediente, o Chimi se atira na água em direção à terra firme, na grande barreira de corais de Belize

Feliz e obediente, o Chimi se atira na água em direção à terra firme, na grande barreira de corais de Belize


Repetimos o snorkel dando a volta em todo o arquipélago, explorando as águas mais fundas do lado de fora da barreira. Milhares de peixes, lindos corais que pareciam estar florescendo, coloridos e bem gorduchos e no final, já quase no barco, tivemos o ar da graça de uma linda arraia xita.

Nadando com arraia chita durante snorkel perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Nadando com arraia chita durante snorkel perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Arraia chita nada entre tarpoons perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Arraia chita nada entre tarpoons perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Decidimos dormir por ali mesmo, com direito a mais uma noitada de conversas, confissões e música com o Gaston. O jantar foram os peixes caçados pelo capitão, fresquinhos, coitados. Como mergulhadora acabo tendo mais pena dos peixes do que das vacas... Enfim, cada um se identifica com o que preferir.

Cardume de tarpoons nada tranquilamente nas águas claras ao lado de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Cardume de tarpoons nada tranquilamente nas águas claras ao lado de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Fiquei craque na receita de rum punch e a esta altura já nem estava precisando mais tomar remédios para enjoo, descobri que o suquinho de fruit punch tem a mesma função! Rsrs!

Indo de bote para ilhota na grande barreira de corais de Belize

Indo de bote para ilhota na grande barreira de corais de Belize


Nosso terceiro e último dia de viagem fomos conhecer o minúsculo Carrie Bow Caye. A ilha é uma base de estudos marinhos para cientistas Smithsonians, mas só descobrimos isso quando Gaston e Chími foram convidados a se retirar da ilha (leia-se expulsos aos gritos) por um cara mal educado.

Nadando nas belíssimas águas da grande barreira de corais de Belize

Nadando nas belíssimas águas da grande barreira de corais de Belize


Nos despedimos da barreira com mais um snorkel matinal e enquanto nadávamos com arraias e tarpões, Gaston caçava um peixe enorme para o jantar de retorno na Tricia. A volta foi linda e tranquila, passando ainda pelas Twin Islands, mais uma ilhota que deve ser bacana de explorar, com uma lagoa interna onde os peixe-bois de escondem.

O Gaston mostra nosso jantar fresquinho, na grande barreira de corais, em Belize

O Gaston mostra nosso jantar fresquinho, na grande barreira de corais, em Belize


Velejando na água azul-piscina da grande barreira de corais, em Belize

Velejando na água azul-piscina da grande barreira de corais, em Belize


Foram 3 dias mais do que especiais, aprendendo como é viver no mar, uma das formas mais sustentáveis de vida, utilizando quase nada de água doce, pescando apenas o que se come, produzindo a própria energia, solar ou eólica e aproveitando a vida em um paraíso tropical.

A bordo do Rob, nossa casa nesses 3 dias velejando pela grande barreira de corais de Belize

A bordo do Rob, nossa casa nesses 3 dias velejando pela grande barreira de corais de Belize


A insígnia do Rob, nosso veleiro na grande barreira de corais, em Belize

A insígnia do Rob, nosso veleiro na grande barreira de corais, em Belize


Muitas pessoas vivem assim no mundo, e nós achando que a vida na cidade e dentro do escritório é que é “normal”. Estou muito feliz e satisfeita de termos ouvido os nossos instintos e deixarmos os bons ventos nos levarem com Gaston, Chími e o The Rob pelas águas de Belize. Mais uma daquelas experiências que entram na lista das inesquecíveis nos 1000dias.

Chegando à Tobacco Caye, na grande barreira de corais, em Belize

Chegando à Tobacco Caye, na grande barreira de corais, em Belize

Belize, Tobacco Caye, barco, Carrie Bow Caye, Grande Barreira de Corais, Great Barrier, Sailing, South Caye, The Rob, Veleiro

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Livingston

Guatemala, Rio Dulce, Livingston

Aa tranquilidade de praia em Livingston, no litoral caribenho da Guatemala

Aa tranquilidade de praia em Livingston, no litoral caribenho da Guatemala


A épica viagem para as distantes terras do Caribe guatemalteco finalmente estava no nosso horizonte. Não é apenas a distância que a faz épica, mas a mistura de cenários e culturas, um mosaico intrigante de rios e lagos, mayas e garifunas, populações há muito isoladas pela geografia do paraíso onde escolheram viver e que aos poucos começa a entrar no mapa turístico da América Central.

Mar de Livingston, no litoral caribenho da Guatemala

Mar de Livingston, no litoral caribenho da Guatemala


O Caribe guatemalteco é uma pontinha de terra que se estende espremida entre Belize e Honduras. Puerto Barrios é a maior cidade da região, único porto do país para o Atlântico. A cidade portuária não tem nada a oferecer a nós, turistas e viajantes, a não ser que você esteja vindo de Honduras e queira utilizá-la como ponto de embarque para Punta Gorda, sua vizinha do outro lado da Baía de Amatique, em Belize.


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Seja via Puerto Barrios, ou via Rio Dulce, você não pode passar por aqui sem dar uma paradinha na parte mais interessante deste litoral, a cidade garifuna de Livingston. Localizada na foz do Rio Dulce, Livingston pode ser acessada apenas de barco. A cidade de mais de 25 mil habitantes é majoritariamente garifuna, mas já possui uma boa mescla de indígenas mayas quec'chis e alguns estrangeiros mais aventurosos.

Centenas de pelicanos nos recebem no porto de Livingston, no litoral da Guatemala

Centenas de pelicanos nos recebem no porto de Livingston, no litoral da Guatemala


Os garifunas chegaram neste litoral desde a ilha de St. Vicent, africanos fugidos dos navios negreiros que se mesclaram com os Caribs e Arawaks, indígenas que populavam as ilhas do Caribe antes dos espanhóis chegarem e exterminarem com todos eles. Pouco restou desta cultura, 3 mil Caribs perdidos na selvagem Dominica e um pouco do seu DNA nas misturanças com os europeus e principalmente com esta nova etnia que se formou entre africanos, indígenas e até alguns náufragos europeus. Em meados de 1700 os garifunas foram expulsos pelos ingleses da ilha de St. Vincent e foram despachados para a ilha de Roatan, em Honduras. Os que sobreviveram às doenças e maus tratos formaram uma nova comunidade, aceita pelos espanhóis, e que começou a se espalhar pelo litoral caribenho de Belize à Nicarágua.

Visual de praia de Livingston, no litoral caribenho da Guatemala

Visual de praia de Livingston, no litoral caribenho da Guatemala


Uma das melhores formas de começar a explorar a região e se embrenhar na cultura garifuna, é fazendo a caminhada para os Siete Altares. Um rio cristalino que corre para o mar e forma 7 piscinas naturais miraculosamente frescas em meio ao quente litoral guatemalteco. No período de seca o rio para de correr, mas alguns poços ainda ficam convidativos a um tchibum, principalmente depois de 9 km de caminhada.

Caminhando em praia de Livingston, no litoral caribenho da Guatemala

Caminhando em praia de Livingston, no litoral caribenho da Guatemala


Um dos 'Siete' altares, no rio que está quase seco nessa época do ano, em Livingston, no litoral da Guatemala

Um dos "Siete" altares, no rio que está quase seco nessa época do ano, em Livingston, no litoral da Guatemala


A maior parte do caminho é pela praia e vai passando por vilas mayas e garifunas, pescadores e agricultores que vivem nos arredores de Livingston. Logo depois que cruzamos um primeiro grande rio chegamos à praia Salvador Gaviota, onde há um hotel-restaurante perfeito para uma parada na ida e na volta. Ceviche de pescado e uma Gallo gelada ajudam a repor as energias e dar mais gás para continuar.

Um convidativo pier em praia de Livingston, no litoral da Guatemala

Um convidativo pier em praia de Livingston, no litoral da Guatemala


Chegando aos Siete Altares encontramos o dono da propriedade deitado na sua rede, tranquilo, assistindo televisão. À sua volta cartazes que explicam tudo o que todos os turistas que chegam lá devem lhe perguntar. De onde vem o povo garifuna, qual é a origem da sua língua, como se formou, etc, etc. Ele já deve ter respondido estas questões tantas vezes que acabou preferindo escrever e deixar aí, para que todos possam ler e deixem ele tranquilo. Kkk! Assim acabou fazendo um mini-museu caseiro com mais informações sobre os garifunas que em qualquer outro lugar da cidade. Ele foi casado com uma antropóloga americana que veio para cá estudar o seu povo e por isso tem tanto conhecimento formal e dados sobre os garifunas.

Informações sobre o povo e a cultura garifuna no parque Sete Altares, em Livingston, no litoral caribenho da Guatemala

Informações sobre o povo e a cultura garifuna no parque Sete Altares, em Livingston, no litoral caribenho da Guatemala


Cutuca daqui, cutuca de lá e o Rodrigo conseguiu arrancar um papo dele, com perguntas cujas respostas não estavam nos cartazes. Aqui descobrimos que os Black Caribs conviveram também com a extinta cultura arawak, mantendo termos da sua língua no novo idioma garifuna que se formava. Curioso é que como sobraram apenas mulheres arawaks, pois os homens morreram em batalhas, apenas mulheres utilizam estas palavras, e os termos dos índios Caribs ficaram exclusivos aos homens garifunas, mantendo a tradição oral passada de pai para filho e mãe para filha.

No parque Siete Altares, informações sobre a língua garifuna, em Livingston, no litoral da Guatemala

No parque Siete Altares, informações sobre a língua garifuna, em Livingston, no litoral da Guatemala


Um dos 'Siete' altares, no rio que está quase seco nessa época do ano, em Livingston, no litoral da Guatemala

Um dos "Siete" altares, no rio que está quase seco nessa época do ano, em Livingston, no litoral da Guatemala


No dia seguinte, depois da minha aula de tambor garifuna com a Blanca no Ubafu, voltamos à praia Salvador Gaviota. Caminhada um pouco mais curta e desta vez a maior parte pela vila, para ver uma nova vizinhança. As praias aqui não são exatamente um grande atrativo, já que estamos na boca de um rio e as águas verdes-azuladas do Caribe acabam ficando mais barrentas e cheias de galhos.

Atravessando ponte sobre a foz de um rio, no nosso caminho para Siete Altares, em Livingston, no litoral da Guatemala

Atravessando ponte sobre a foz de um rio, no nosso caminho para Siete Altares, em Livingston, no litoral da Guatemala


No caminho de volta fomos parados por mais um garifuna curioso com os 'gringos' que passavam por lá. Ele é filho do historiador da vila e está assumindo seu posto tratando de registrar as memórias dos seus antepassados e as atuais, acompanhando as pesquisas de uma antropóloga brasileira que vem regularmente à Livingston para escrever o livro do seu PhD sobre a cultura garifuna.

Ponte sobre foz de rio em praia de Livingston, no litoral da Guatemala

Ponte sobre foz de rio em praia de Livingston, no litoral da Guatemala


Nem só pessoas frequentam as praias de Livingston, no litoral da Guatemala. Qualquer semelhança com a B. Bardot em Búzios, na década de 60, é mera coincidência!

Nem só pessoas frequentam as praias de Livingston, no litoral da Guatemala. Qualquer semelhança com a B. Bardot em Búzios, na década de 60, é mera coincidência!


Foram duas noites e quase três dias rodeados por gente interessante de uma cultura que poucos imaginam existir na nossa imensa América. Feliz a hora em que decidimos incluir Livingston no nosso roteiro, um lugar distante cheio de histórias e aprendizados.

Pôr-do-sol em praia de Livingston, no litoral da Guatemala

Pôr-do-sol em praia de Livingston, no litoral da Guatemala

Guatemala, Rio Dulce, Livingston, Antropologia, Caribe, Garifuna, Lago Izabal

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La Ceiba e Las Salinas

México, Holbox

Venerável árvore que já era grande des a época em que a civilização maya floescia na península do yucatán (em Chiquila, costa norte do Yucatán, no México)

Venerável árvore que já era grande des a época em que a civilização maya floescia na península do yucatán (em Chiquila, costa norte do Yucatán, no México)


No nosso caminho para Chiquilá passamos por um pequeno povoado, Solferino. Curiosamente aquele lugar perdido no estado do Yucatán tinha ares diferentes, uma praça principal mais ajeitadinha que outras vilas do mesmo porte, projetos de arte infantil espalhados pelos muros da cidade e uma placa que não sairia da nossa cabeça: El Árbol Centenário.

Venerável árvore que já era grande des a época em que a civilização maya floescia na península do yucatán (em Chiquila, costa norte do Yucatán, no México)

Venerável árvore que já era grande des a época em que a civilização maya floescia na península do yucatán (em Chiquila, costa norte do Yucatán, no México)


No carnaval de Holbox eu conheci uma figura super curiosa, uma artista plástica croata que viajou o mundo com uma mochila nas costas no final da década de 70 e inicio de 80 e que a 13 anos decidiu morar aqui no México. Vera se apaixonou por esta árvore e decidiu que iria viver ali, embaixo dela.

Indo conhecer a 'árvore sagrada dos mayas', em Chiquila, costa norte do Yucatán, no México

Indo conhecer a "árvore sagrada dos mayas", em Chiquila, costa norte do Yucatán, no México


No retorno passamos novamente por esta placa e desta vez decidimos parar. A árvore centenária de Solferino é uma Ceiba, a árvore sagrada dos mayas. Com mais de 500 anos de idade esta Ceiba é uma das poucas que restou em toda a península, devido a grande exploração de madeira levada à exaustão tanto pelos mayas, quanto pelos colonizadores. A Ceiba tem um significado muito especial para os mayas, que acreditam que ela é um portal para o inframundo, uma forma de se comunicar com seus ancestrais. A Ceiba é um únicos seres vivos que está presente em todos os níveis do universo espiritual maya. Seus troncos e seus galhos seriam os pilares de sustentação do Mundo Superior e seus 13 níveis. Suas profundas raízes a sua ligação com os 9 níveis do Inframundo ou Mundo Inferior, o mundo aquático do Deus Chac, deus maya da chuva, e lugar onde todos iremos depois de morrer. Dentro das cavernas os mayas acreditavam que as estalactites eram as raízes das ceibas, que dão suporte ao mundo onde nós vivemos e fazem parte do seu universo místico durante as cerimonias e rituais.
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Coleção de flores no terreno da árvore sagrada dos mayas, em Chiquila, costa norte do Yucatán, no México

Coleção de flores no terreno da árvore sagrada dos mayas, em Chiquila, costa norte do Yucatán, no México


Esta Ceiba em particular tem uma história super curiosa, uma lenda que Don Garcia garante ser uma historia real, contada e vivida pelo seu avô. A árvore na época era bem menor e em certa ocasião viu passar por ali uma cobra imensa, com 8 metros de comprimento e grossa como um pé de mamão adulto. Seu avô e seu tio teriam corrido e com um espeto de ferro e arpoado a cobra contra a Ceiba, que ao passar dos anos cresceu aprisionando a cobra e o arpão de ferro. Hoje ainda podemos ver as cicatrizes do acontecido, verdade ou não sabemos agora, como nasce uma lenda.

A Fiona descansa tranquilamente sobre a quase milenar árvore do tempo dos mayas, em Chiquila, costa norte do Yucatán, no México

A Fiona descansa tranquilamente sobre a quase milenar árvore do tempo dos mayas, em Chiquila, costa norte do Yucatán, no México


Don Garcia é o herdeiro destas terras, apaixonado por plantas e pela vida ele foi um dos responsáveis pela preservação deste belo exemplar da árvore sagrada. "Ao invés de cortá-lo para vender e nunca mais receber nada por ela, resolvi preservá-la para mostrar a todo mundo, e transformei o meu terreno em um jardim botânico". A simplicidade e a sabedoria de Don Garcia são cativantes. Hoje escolas e turistas vêm de toda a região para conhecer sua ceiba sagrada e o ajudam com doações a manter o seu pequeno jardim botânico. Percorremos o jardim com ele que nos mostrava, orgulhoso, todas as orquídeas e plantas que ele cultiva.

O dono do terreno onde está a árvore sagrada dos mayas e a coleção de orquídeas, em Chiquila, costa norte do Yucatán, no México

O dono do terreno onde está a árvore sagrada dos mayas e a coleção de orquídeas, em Chiquila, costa norte do Yucatán, no México


Depois da visita fomos à casa de sua vizinha, Vera. Ela nos recebeu em sua casa-atelier como sempre com muitas histórias para contar e acabou nos convencendo a tomar uma rota diferente no nosso caminho para Mérida, o caminho das salinas.

Casa e ateliê da artista plástica europeia que veio morar embaixo da árvore sagrada dos mayas, em Chiquila, costa norte do Yucatán, no México

Casa e ateliê da artista plástica europeia que veio morar embaixo da árvore sagrada dos mayas, em Chiquila, costa norte do Yucatán, no México


Visita à amiga artista que mora sob a sombra da quase milenar árvore maya, em Chiquila, costa norte do Yucatán, no México

Visita à amiga artista que mora sob a sombra da quase milenar árvore maya, em Chiquila, costa norte do Yucatán, no México


Lá fomos nós, ziguezagueando pelo norte da península, passando de pueblito em pueblito, vendo as mulheres mayas em seus trajes típicos, saias coloridas e blusas rendadas, ocupadas com os seus afazeres diários. Cozinhar o milho, ralar e preparar as tortillas, lavar as roupas, carregar a água e cuidar das crianças, carregando as menores em seus sacos nas costas ou bem encaixados em uma rede presa no cocoruco da cabeça, mestres do equilíbrio.

O agitado mar do Golfo do México, no litoral norte do Yucatán, no México

O agitado mar do Golfo do México, no litoral norte do Yucatán, no México


Continuamos pela rala floresta do Quintana Roo, passamos às margens da reserva do Rio Lagarto, até chegar ao mar. Aqui sim a água já esta mais barrenta, não pelo golfo, mas pelo desague do rio lagarto a poucos quilômetros dali. O vento forte nos mostra que estamos no caminho certo, dali em diante entramos em outra parte da história importante para a civilização Maya: as salinas.

O agitado mar do Golfo do México, no litoral norte do Yucatán, no México

O agitado mar do Golfo do México, no litoral norte do Yucatán, no México


A região norte da península é repleta de lagoas e manguezais, onde a água salgada seca rapidamente e se acumula, formando cristais de diferentes cores. O vermelho das salinas faz um lindo contraste com o azul do céu e nos recorda que estas águas são ricas em vitaminas e alimentos para algumas espécies. É nesta água extremamente salgada que vivem alguns crustáceos que são o alimento preferido dos flamingos, pássaros imponentes comumente vistos na região.

Salinas e região de flamingos no litoral norte do Yucatán, no México

Salinas e região de flamingos no litoral norte do Yucatán, no México


O sal era um bem muito empregado pelos antigos mayas, não apenas na sua culinária e na preservação dos alimentos, mas principalmente na sua economia. Ele foi utilizado como moeda nos seus mercados e nos negócios feitos no corredor marítimo até Belize e Guatemala, aceito por todas as cidades-estados no mundo Maya.

Salinas e região de flamingos no litoral norte do Yucatán, no México

Salinas e região de flamingos no litoral norte do Yucatán, no México


Próximos a Progresso encontramos um mirante turístico para avistamento das salinas e dos flamingos, mas não tivemos a sorte de encontrá-los. Progreso é uma das cidades litorâneas mais turísticas nas proximidades de Mérida, com seus balneários, ruínas, cenotes e grutas.

Salinas e região de flamingos no litoral norte do Yucatán, no México

Salinas e região de flamingos no litoral norte do Yucatán, no México


É sempre interessante como uma mera mudança de estradas pode enriquecer uma viagem. Um roteiro que nos levou pelo antigo e pelo atual mundo maya, viajando por suas árvores sagradas, salinas e histórias. E você, prefere o caminho mais rápido ou o mais bonito?

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Início do Inverno

Brasil, Maranhão, São Luís

Praia com muita chuva em São Luís - MA

Praia com muita chuva em São Luís - MA


O início do inverno aqui no Maranhão atrasou um pouco, por isso não pegamos as lagoas nos Lençóis cheias. Já estamos em uma área de transição para o clima amazônico, onde o inverno é a estação chuvosa, período de alta precipitação durante 6 meses do ano. Azar por um lado (lagoas vazias), sorte por outro, não precisamos ficar embaixo de chuva o dia inteiro, certo? Errado. Nós pegamos uma das primeiras grandes chuvas da estação! Começou ontem à tarde, quando ainda estávamos na estrada, e ainda não acabou, durando algo em torno de 36 horas! Segundo o Jornal Nacional, choveu em um dia o equivalente à chuva de 10 dias!

Aproveitando a chuva para trabalhar no hotel em São Luís - MA

Aproveitando a chuva para trabalhar no hotel em São Luís - MA


Não há situação mais convidativa do que esta para nos mantermos secos, dentro do hotel, colocando o nosso trabalho em dia. Passamos a manhã e o início da tarde esperando uma trégua, até que o estômago falou mais alto e decidimos sair assim mesmo para explorar um pouco da cidade.

Monumento em praia de São Luís - MA

Monumento em praia de São Luís - MA


São Luis possui uma extensa faixa litorânea que segue da Praia da Ponta d´Areia, região com muitos hotéis, restaurantes e bares, pela Praia São Marcos, a preferida por jovens e surfistas e a popular Praia de Calhau, que possui diversas barracas e restaurantes à beira mar e lota aos finais de semana. Sabemos disso apenas por que somos bem informados, pois com a chuva a praia estava completamente vazia! Encontramos alguns poucos corajosos que enfrentavam a aguaceira para um joguinho de futebol, outros correndo e ou apenas passeando na praia, tomando banho de mar e aproveitando cada milímetro de água que caía. Eu entendo, depois de passar 6 meses num calor absurdo deve ser uma delícia poder se esbaldar em um belo banho de chuva.

Carros enfrentam ruas alagadas em São Luís - MA

Carros enfrentam ruas alagadas em São Luís - MA


No caminho de volta as ruas estavam completamente alagadas e a tempestade só aumentava. Sem muita opção, resolvemos pegar um cineminha no Shopping São Luis. Assistimos o Santuário, de James Cameron. O filme é um conjunto de clichês e situações inverossímeis que chega a ser engraçado, ainda mais para nós que gostamos de escaladas e mergulho em cavernas. Imagino os nossos instrutores de cave como devem ter se retorcido na cadeira ao assisti-lo. Se abstrairmos tudo isso, restam algumas cenas bonitas em 3D.

Almoçando em barraca coberta e confortável na praia em São Luís - MA

Almoçando em barraca coberta e confortável na praia em São Luís - MA


Retornamos ao hotel com a esperança de sair para conhecer um bar do centro antigo, mas a chuva não nos deu um minuto de trégua. As ruas estavam ainda mais cheias de água e acabamos ficando por ali mesmo, rendidos ao room service e rezando para que o tempo melhore.

Cruzamento alagado em São Luís - MA

Cruzamento alagado em São Luís - MA

Brasil, Maranhão, São Luís, chuva, Praia de Calhau, Santuário

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