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Pousada na Praia do Rosa (05/12)
Um dos mais importantes dos sítios arqueológicos do vale sagrado, o mai...
Pousada Praia do Rosa (05/12)
Breno (24/11)
Hahahhahaa, ri muito do post! Obrigado! Prabens pela trip!...
Deus Carmo (14/11)
Muito bom mesmo seu blogue, fugindo daqueles sobre Cuba. As dicas são mu...
Marcus Mello (14/10)
Floresta petrificada em Teresina, Piauí, Brasil 27 de fevereiro de 2020...
Vista do Vale do Pati do alto do Morro do Castelo, na Chapada Diamantina - BA
O Vale do Pati pode ser visto como uma grande cidade rural, que um dia possuiu mais de 7 mil moradores, uma sede administrativa, escola, igreja e ruas totalmente em função da produção de café. Após a crise de 1929 a produção de café praticamente se extinguiu e com isso a cidade se esvaziou. No Pati moram hoje 11 famílias, quase todas aparentadas pelo que conseguimos descobrir. O João abre a igrejinha sempre que recebe novos visitantes, um ritual bacana para os andarilhos e aventureiros. No altar desta igreja se encontram diversas imagens que foram presenteadas por peregrinos e amigos da Igreja Senhor do Bonfim.
A Igrejinha do Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
Hoje a situação dos moradores do Vale do Pati está indefinida, pois com a formação do Parque Nacional da Chapada Diamantina a área deveria ser desocupada. Porém estas 11 famílias lá instaladas possuem as suas raízes e a história de seus antepassados plantadas profundamente nestas terras. Eles não querem deixá-las e aos nossos olhos não teria motivo algum para tal, sendo que não devastam mais para o plantio e todos fornecem hoje, uma infra-estrutura que o Parque Nacional não fornece: hospedagem, alimentação, manutenção de trilhas e todo o apoio que o turista necessita. Por que o Parque não formaliza a situação destas famílias, mantendo-os na área como prestadores de serviço, que já o são? Enfim, é uma idéia, não conhecemos todos os meandros da situação, mas estamos torcendo para que ela se resolva da melhor forma para todos.
Descendo o rio Pati, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
Hoje foi um dia de pouca caminhada, andamos apenas uns 10km descendo o rio e subindo morros para explorar ainda mais de perto as belezas do Vale do Pati. Depois de um belo alongamento e um café da manhã delicioso que Lúcio preparou saímos para a trilha, digo ruas, do Pati. O dia amanheceu encoberto e por isso ao invés de subirmos o Morro do Castelo e depois subirmos pelo Rio Pati e Cachoeira do Funil fizemos o inverso. Torcendo para que mais tarde o sol se abrisse para termos a vista do vale do alto do morro.
Fazendo alongamento antes da caminhada, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
Começamos descendo o Rio Pati, conhecendo suas cachoeiras e a principal delas, a Cachoeira do Funil. Belíssima, mas sem dúvida alguma a mais gelada que pegamos aqui na Bahia. Refrescados nesta fresca e nublada manhã, seguimos descendo o rio até encontrar a trilha para o Morro do Castelo.
A Cachoeira do Funil, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
Subimos muito, segundo Lúcio é uma trilha muito parecida com a trilha do Morro da Gávea-RJ, aquela que não pudemos fazer por que estava chovendo. O castelo é um lugar meio mágico, assim que chegamos no alto damos de cara com uma baita boca de caverna!
Entrada da Gruta do Castelo, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
Atravessamos a gruta e encontramos ainda dois mirantes de onde podemos avistar todo o Vale do Pati, os Gerais do Rio Preto e os Gerais do Vieira. Vimos até a Cachoeira do Calixto lá de cima. Simplesmente maravilhoso!
Vista do Vale do Pati do alto do Morro do Castelo, na Chapada Diamantina - BA
Um almoço tardio com direito até a saladinha de rúcula com tomate cereja (chique demais!) e começamos a nossa caminhada de volta. O ritmo da caminhada estava bom, mas nos demos ao luxo de aproveitar bem cada vista, cada parada, cada conversa. O Lúcio além de ótimo guia e chef de cozinha é um companheiro e tanto para todos os assuntos, música, política, educação, meio ambiente... o que você quiser. Já começava a baixar o sol e nós subindo a estrada que nos levava da casa do Seu Wilson, onde nem pudemos parar, até a Igrejinha. Uma ladeira interminável me surpreendia a cada passo, já que sem luz eu não conseguia avistá-la tão bem.
Vista de um dos mirantes do Morro do Castelo, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
Há pouco menos de 1 km da Igrejinha, ainda no alto, tivemos uma visão linda dos vagalumes dominando o vale. Chegamos ao lado do cemitério e fomos recebidos por dois cariocas que também estavam rodando o vale. Quer dizer, rodando uma pinóia, eu estava aqui me sentindo a exploradora, forte, caminhando um monte todos os dias... o que? Um deles, Adriano é ciclista, veio para a competição que teve na Chapada semana passada. Guilherme é um ultra-maratonista que já fez provas básicas de 217km! Só para aquecer eles fizeram a trilha da Fumaça por baixo, subiram a fenda e cruzaram até o Capão em apenas um dia. É, tem louco para tudo!
Casas ao lado da grejinha, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
Dia maravilhoso, só poderia terminar muito bem. Um belo macarrão ao pesto com castanha de caju, de dar água na boca e um colchão macio e quentinho nos esperando para sanarmos todas as dores e cansaços dessa empreitada.
Observando a Cachoeira do Calixto ao longe, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA
A cidade de Huaraz, no Peru, vista do alto da Cordillera Negra
Ontem, durante as três horas de viagem de Huaraz até a atual cidade de Chavín, eu já não estava me sentindo muito bem, mas foi na hora do almoço que eu não piorei de vez. As dores que eu comecei a sentir na caminhada estavam cada vez maiores e a infecção alimentar começava a ficar mais clara. Tomei chás com ervas medicinais preparados pela dona do restaurante, depois tomei um paracetamol para a febre que parecia começar a subir, entramos no carro e pegamos mais 3 horas de estrada. Foi uma tortura, cada buraco parecia piorar ainda mais a dor... o coitado do Rodrigo tendo que agüentar os meus gemidos, dirigindo e preocupado o meu estado.
Já próximos de Huaraz pedi para que parasse em um posto de saúde e eles nos encaminharam para o Hospital de Recuay. Preferi ir a um hospital de uma cidade menor, do que pegar uma fila imensa no hospital de Huaraz. Eu estava com 39,5°C de febre, já tinha tomado outro paracetamol e parecia não fazer efeito. Estava claro, eu tinha uma infecção alimentar, causada por algum alimento ou água consumida durante a trilha. Todos comeram o mesmo que eu, o que me fez desconfiar mais da água, que poderia ter sido mal fervida ou até mesmo enquanto eu escovei os dentes direto no rio. Sabe Deus!
A Cordillera Negra, na região de Huaraz - Peru
Me deram uma injeção para baixar a temperatura e o antibiótico para a infecção. Fomos para o hostal, tomei um banho e dormi, acordando pelo menos umas 5 vezes durante a noite com as dores e principais sintomas da infecção. No dia seguinte eu fiquei o dia inteiro mal... a febre, mesmo depois da injeção, não cedeu e ficava variando entre 38 e 39°C, muito forte essa tal bactéria peruana! O Rodrigo comentou com a dona de nossa pousada que não titubeou em chamar à pousada um médico de sua confiança. Dr. Jorge Ramirez veio até a pousada, examinou e modificou a medicação, receitou a sulfa (ou bactericin) + paracetamol duplo se a febre subisse dos 38°C. Totalmente entregue, dormi o dia inteiro, tentando recuperar as energias. O Ro, meu amado protetor, conseguiu providenciar a medicação, uma sopinha de frango e muito gatorade! Enquanto isso o Rodrigo, além de cuidar de mim, teve que ficar lidando com a situação de Galápagos, verificando novas possibilidades, conversando com os padrinhos e decidindo o novo roteiro.
Região desértica na viagem entre Huaraz, na cordilheira, e Trujillo, no litoral norte do Peru
No dia seguinte amanheci melhor, já bem mais disposta. As idas ao banheiro diminuíram e as dores também. Consegui até subir para tomar um café da manhã, interagir com uns turistas ingleses e tomar uma sopinha de frango feita pela Dona Nely, dona da pousada. Ganhamos um tempinho com a história do cancelamento de Galápagos, mas já usamos bem esse tempo para a minha recuperação. Agora, mesmo meio baleada, precisávamos continuar a viagem!
O monte Huscarán, o mais alto da Cordillera Blanca, visto do alto da Cordillera Negra, na região de Huaraz - Peru
Pegamos a estrada para Trujillo pela Cordillera Negra. Lindas paisagens e vistas panorâmicas da vizinha Cordillera Blanca e vários povoados no caminho. Foram em torno de 6 horas de viagem até Trujillo, pude descansar mais um pouco e aproveitar, agora melhor, a companhia no meu marido amado. Instalados no Hostal Colonial, decidimos ficar um dia a mais em Trujillo e conhecer os templos e civilizações das redondezas, que antes iriam passar batido. Amanhã mais um dia mergulhados na história incrível desse imenso sítio arqueológico que é o Perú.
Mercado de Otavalo - Equador
(Foto: Laura Schunemman)
Otavalo é uma tradicional cidade da região da serra equatoriana, a 2.550m de altitude e apenas 100km ao norte de Quito. A cidade de aproximados 40 mil habitantes é famosa por sua imensa Feira de Artesanatos que acontece todos os sábados, onde você pode encontrar tudo o que imagina! Artesanatos em couro, lã de llama e alpaca, prata, comidas típicas, badulaques e quinquilharias, souvenirs e até o famoso Chapéu Panamá.
O famoso mercado de Otavalo, no Equador
Aqui vale um adendo, este modelo atribuído ao vizinho centro-americano na realidade sempre foi produzido aqui, pelos habilidosos artesãos equatorianos. Feito em palha de uma palmeira encontrada nessa região, o chapéu foi assim batizado, pois o Panamá importava o produto e o vendia aos borbotões. É claro que não podíamos perder a chance de ter um chapéu panamá, do original!
Chapéu novo comprado no mercado de Otavalo, no Equador
No caminho para o Mercado Central, também conhecido como o mercado de comidas e alimentos, Laura e Rafael resolveram provar uma comidinha local, os Chochos. Vendido em um carrinho parecido com os de cachorro-quente, os Chochos são uma salada de lentilhas, tomates, frango desfiado, vinagrete, guacamole e um molho especial mais apimentado. Eu sempre desconfio desses carrinhos, mas resolvi provar, e não é que era bom!?!
Carrinho de lanches em Otavalo, no Equador
Assim fomos empolgados para o Mercado Central, onde finalmente achamos a famosa yuca in natura, um tipo de batata muito usada na culinária equatoriana. Ela é um tubérculo que fica entre uma batata e uma mandioca, cor e sabores da batata, formato, tamanho e textura da mandioca, uma delícia!
Mercado de Comidas em Otavalo, no Equador
Percorrer os corredores do mercado central de qualquer cidade para mim é sempre uma experiência sensacional, por mais parecidos que possam parecer, ali sempre conseguimos captar o ritmo da cidade, a cultura e a cordialidade das pessoas.
Crianças brincam no Mercado de Comidas em Otavalo, no Equador
Os otavaleños são conhecidos por manterem muito das suas tradições. As suas roupas tradicionais são usadas no cotidiano normal, no trabalho, em casa, na saída para compras, médicos e supermercados. A cada esquina encontramos crianças, jovens e idosas com seus longos vestidos negros de corte reto, sobre as blusas brancas de mangas e golas bordadas e os colares de miçangas douradas cobrindo todo o pescoço. Tanto homens quanto mulheres usam uma única trança comprida, sempre acompanhada do tradicional chapéu panamá de feltro.
Mercado de Otavalo - Equador
Um dia é pouco, mas foi o suficiente para nos apaixonarmos pela cultura da cidade e nos encantarmos com a beleza dos seus arredores. Se tiver tempo venha para ficar pelo menos 3 dias, explorar melhor as trilhas dos páramos de Otavalo. Lagunas de Mojanda, San Pablo e as vilas indígenas de Peguche, Ilumán e Cotacachi.
Caminhando em rua de Otavalo - Equador
Nós, na correria que nos é habitual, elegemos uma rápida passagem pela Laguna Cuicocha, uma cratera vulcânica inundada espetacular! Ao fundo vemos o Volcán Cotacachi (4.939m) nevado e a trilha que margeia a cratera/ lagoa da Reserva Ecológica Cotacachi-Cayapas.
A Laguna Cuicocha, uma antiga caldeira de vulcão, na região de Otavalo, no Equador
Essa pressa toda era por que ainda queríamos chegar à Mindo e ver o Parque Mitad del Mundo, já na Panamericana. Nos informamos e para não repetir caminho resolvemos pegar uma estrada diferente. Embora de terra, ela era mais curta e deveria nos levar à Mindo por um caminho mais bonito.
A verdejante e tropical área ao norte de Quito, no Equador
Resultado? Demos uma volta imensa para chegar a Mindo, sob uma neblina que não nos deixava enxergar 2 metros à frente na estrada... quanto menos a vista maravilhosa que a estrada prometia. Nos apontaram a estrada errada, não a que escolhemos em nosso mapa. A estrada curva e esburacada foi dando lugar à mais bifurcações e desvios e quando vimos já era noite. Anoiteceu antes mesmo de chegarmos à estrada de Mindo e da Mitad del Mundo. Nós já sabíamos que as estradas aqui eram embaçadas, mas hoje descobrimos que são muito mais do que imaginávamos! Nunca desconfie quando alguém te disser que levará 3 ou 4 horas para andar 100km. Aqui no Equador é a mais pura verdade!!! Enfim, depois do chá de Fiona que demos no Rafa e na Laura, nos restou voltarmos para Quito e encontrar um bom restaurante para matarmos a fome.
Atravessando uma fortíssima neblina na região ao norte de Quito, no Equador
A nossa primeira opção foi o super indicado La Chosa, tradicional restaurante de comida equatoriana. Chegamos perto das 22h, hora em que a cozinha encerra. Então aproveitamos para conhecer a região de Mariscal, também conhecida aqui como Gringolândia. Próximo da Praça Foch são dezenas de opções de bares e restaurantes “gringolikes” bem animados. Fomos direto para o Tapas y Vinos, indicado por um amigo de Curitiba. Eles oferecem menus de degustação de tapas e vinhos com as opções de rótulos variando com o preço. Em um dia tranquilo deve ser uma ótima opção, mas em uma sexta-feira a noite confesso que não foi a experiência mais agradável. Garçons muito disputados, as tapas não estavam frescas e nem todos os rótulos oferecidos estavam disponíveis. Nos arredores centenas de gringos, bares e boates bombando a versão reggaeton de “Baby” do Justin Bieber. Socorro! Hora de ir dormir, amanhã temos mais estradas equatorianas pela frente.
Jantando em restaurante na Plaza Foch, em Mariscal, Quito - Equador
Ontem, a caminho de Passa Quatro passamos por Itamonte para colocar gasolina na Fiona. No posto o Ro comentou que iríamos subir a Pedra da Mina e que precisávamos achar um guia. O cara do posto não só nos indicou a o pessoal da Harpia, como ligou para lá para combinarmos de nos encontrar para organizar a subida na manhã seguinte.
Chegando lá comecei a perceber que esta caminhada não seria tão simples. O Alessandro e o Rodolfo, montanhistas, guias e sócios da Harpia e do Casarão, hostel para montanhistas da cidade, começaram a nos perguntar sobre o equipamento que tínhamos para montanha, qual era a nossa experiência, etc, etc. Falamos, mas aos poucos eles foram passando o recado que a Pedra da Mina era mais complicada do que eu imaginava. Um dia antes um cara foi resgatado de helicóptero na região, pois se perdeu tentando fazer a travessia da Serra Fina. Já sabíamos que não era fácil, Haroldo e Guto (primo e irmão do Ro) fizeram duas vezes e já haviam nos alertado, por isso decidimos fazer a caminhada em dois dias, acampando lá em cima. Mesmo tendo mais tempo para fazer o percurso, isso nos exigiu um planejamento diferente, teríamos que carregar nossa casa lá para cima, água, comida e equipamentos.
Nosso plano inicial não incluía compra alguma, mas nem eu nem o Ro tínhamos uma bota para montanha. Eu sempre usei tênis, acho muito mais confortável, mas não era o equipamento adequado para carregar peso em uma subida como esta. Depois de muita conversa, me convenceram a usar botas. Assim, compramos apenas o equipamento básico que estávamos precisando, isolante térmico, botas próprias para escalada e uma jaqueta impermeável e corta-vento, que de quebra vem com um sensor para me acharem se eu for pega por uma avalanche! Espero nunca precisar usar o sensor, mas a jaqueta pelo jeito será necessária, já que a previsão para a noite é de -3°C lá em cima! Bem equipados, agora só resta saber se realmente estou com o preparo físico, mas isso só vou descobrir lá no caminho.
Essas tranquilas águas estão prestes a despencar por 200 metros! (em Prudentópolis - PR)
O Salto São Francisco fica há 50 km de Prudentópolis. A mãe de todas as cachoeiras, o salto está localizado dentro de uma unidade de preservação e possui uma infra-estrutura básica de recepção turística, guarda-parque, banheiros e trilhas bem sinalizadas.
Montanhas no entorno do Salto São Francisco, em Prudentópolis - PR
A trilha principal circunda o paredão lateral direito do cânion, com vistas espetaculares do relevo montanhoso da região. Neste caminho passamos por uma mata úmida, alimentada pelo spray da cachoeira de mais de 200m de altura! Encontramos bromélias, orquídeas, liquens e musgos, mesclados à araucárias e uma rica fauna explicada em placas informativas ao longo da trilha.
O belíssimo Salto São Francisco, em Prudentópolis - PR
São três principais mirantes, sendo o terceiro já sobre a queda com a vista frontal do vale, lindíssimo! À beira do paredão percebemos em alguns pontos que houve alguma atividade mais aventureira. Preciso confirmar a informação, mas alguns amigos de Curitiba estariam se preparando para um rapel neste próximo final de semana aqui neste salto! 200m de rapel, animal!
Tudo por uma boa foto! (no Salto São Francisco, em Prudentópolis - PR)
Adiante encontra-se a Cachoeira do Caçador, um ponto de descanso e meditação em meio à natureza. Ótima parada para nos despedirmos das cachoeiras gigantes de Prudentópolis, rumo à terra de um dos maiores conjuntos de cachoeiras do mundo, as Cataratas do Iguaçú.
Os 200 metros de queda do Salto São Francisco, em Prudentópolis - PR
Foram quase 5 horas de viagem, quando chegamos já estava escuro. No caminho descobri através de um amigo que a rede hoteleira de Foz do Iguaçú estava lotada! Apelei para o nosso guia de viagens e realmente, a maioria não tinha vagas. Férias escolares de julho em um dos principais turísticos nacionais, não deveria ser diferente. Ligando de hotel em hotel acabamos descobrindo um no centro, prédio mais antigo, mas bem razoável. Instalados, amanhã será o dia de nos aventurarmos pela fronteira Paraguaia!
À caminho do Salto São Francisco, que aparece ao fundo (em Prudentópolis - PR)
Fim de tarde sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
Além de importante ponto de passagem pela Carretera Interoceânica para aqueles que, como nós, estão a caminho de Cuzco, Puerto Maldonado é um dos principais pontos de partida para as aventuras amazônicas dos turistas de todas as partes do mundo que vem até o Peru e querem ver algo diferente depois de passarem por Machu Picchu.
Admirando o pôr-do-sol do alto da ponte sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
Localizada na confluência de dois grandes rios, Tambopata e Madre de Dios, ela é a porta de entrada para reservas de turismo ecológico estruturadas para receber turistas exigentes com gosto pela aventura. Jungle Lodges de todos os preços e estruturas estão localizados ao longo dos rios e oferecem tours de 2 até 8 dias de incursão pela floresta prometendo um mergulho na fauna e na flora amazônica.
A bela ponte que atravessa o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
A Reserva da Tambopata, Colpa de Guacamayos e o Parque Nacional Manu são as principais atrações. Elas garantem o avistamento de ariranhas, jacarés, macacos, diversos tipos de pássaros e na época certa, uma das maiores revoadas de araras vermelhas. Os guacamayos (araras), constroem seus ninhos em buracos feitos nos barrancos do rio na época seca. Na última semana alguns turistas ainda deram sorte de cruzar com uma onça pintada, o prêmio máximo dos que se aventuram por essas terras.
Barco navega nas águas do rio Madre de Dios durante o entardecer em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
Nós chegamos sem grandes expectativas, como acabamos de vir de uma temporada internados na Reserva Mamirauá, um jungle lodge do lado brasileiro, pensamos em explorar em um dia os arredores da cidade e seguirmos para Cuzco. Para sentirmos bem o clima e aproveitarmos o pouco tempo que tínhamos, resolvemos ficar hospedados no Wasaí Lodge, às margens do Rio Madre de Dios. O lodge é simples, sem muitas firulas, mas bem integrado à natureza tem casas altas em meio às árvores e com janelas apenas protegidas por telas mosquiteiras. Turistas vem e vão deste lodge que serve apenas como base para os tours e o lodge principal que está localizado no meio da floresta, rio abaixo.
Fim de tarde sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
Pelas passarelas da pousada cruzamos com uma família de preguiças que vive por aqui. Fiquei horas interagindo com uma delas, que me ensinou como o bicho preguiça de preguiçoso não tem nada. Ele saracoteou pelas árvores ao redor da pousada e até escalou por dentro o telhado da sala de estar onde eu estava usando a internet.
O simpático bicho-preguiça que vive nos jardins do nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
O ativo bicho-preguiça que vive no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
Incrível a flexibilidade, força e tranquilidade com que ela se movimenta, suportando todo o seu peso em pequenas agarras que encontra na parede ou teto, com apenas um braço e seus três dedos! AMEI! É ou não é o bichinho mais amado da face da terra?
O ativo bicho-preguiça que vive no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
Enquanto observava nossa amiga preguiça eu preparava um macerado de melão caetano, folhas que eu tinha pego com o Duda, irmão do Nilson Mendes lá em Xapuri. O Nilson me garantiu que o macerado desta planta com mel me curaria da rinite e dessa porcaria de pneumonia que quis me atacar. Passei a manhã fazendo esse macerado, consegui uma tigela com o pessoal da cozinha do lodge, amassei a planta e misturei com o mel. Quando estava pronto o pessoal da pousada me viu e disse que antes de tomar aquilo, que falasse com a Dona Elsa, a mãe do dono da pousada que conhece todas as receitas da floresta! Uma figura rara, Dona Elza tem 88 anos e um pique invejável! Me contou que seu marido passou mais de 20 anos lutando contra um câncer, sendo 15 deles só tomando as garrafadas que ela preparava. A garrafada pode ter diferentes ingredientes, mas mel, pisco, pau unha de gato e um melado mais comum aqui no Perú são sempre a base. Fez que fez, falou, dançou e até colocou “este chico brasileño” que ela adora para tocar: Michel Teló! Queria que eu ensinasse a dancinha e tudo. Uma loucura a veinha! Rsrs! Enfim, tomei a garrafada e ela me fez prometer que voltaria ali para as outras doses. É Donda Elsa, mal sabia eu que não poderia cumprir a minha promessa.
Socializando com um simpático bicho-preguiça no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
Praia de Bathsheba, na costa leste de Barbados
Hoje fomos conhecer um lado mais “alternex” de Barbados, se é que é possível. Um país em que 90% da população é afro-descendente e nos outros 10% se misturam ingleses, irlandeses, indo-guianeses, sírios e libaneses, indianos muçulmanos e a principal religião é a Anglicana, já é bem diferente para nosotros. Lembrando que todo este caldeirão cultural está em um território de apenas 432 km2 e pouco mais de 281 mil habitantes, o equivalente à cidade paulista de Franca ou ao bairro da Lapa na cidade de São Paulo. Sim, uma ilha em que a diversidade e os contrastes são pulsantes, ainda consegue, dentro do seu universo, ter um lado ainda mais alternativo.
Pesca com rede e casa sobre o mar na bela Carlisle Bay, ao sul de Bridgetown, em Barbados
Começamos por uma das principais praias da ilha, Carlisle Bay Beach. Nada alternativa em um primeiro olhar, mas colocando uma máscara e um snorkel você vai logo descobrir. Ali, há apenas 100m da praia e 7m de profundidade está um naufrágio lindo e com um ecossistema todinho só dele. Tartarugas, anêmonas, todos os tipos e cores de peixes de corais e vida marinha ao seu alcance e o melhor, de graça!
Pronto para o snorkel em naufrágio em Carlisle Bay, ao sul de Bridgetown, em Barbados
Peixes nadam na proteção de naufrágio em Carlisle Bay, perto de Bridgetown, capital de Barbados
Fazendo snorkel em naufrágio nas águas rasas de Carlisle Bay, perto de Bridgetown, capital de Barbados
Fazendo snorkel em naufrágio nas águas rasas de Carlisle Bay, perto de Bridgetown, capital de Barbados
O mais alternativo neste programa é exatamente isso, ir, estender a sua canga, pegar a sua máscara (ou uma que você alugar por ali) e ter a experiência de descobrir sozinho o que as operadoras de mergulho cobram 150 dólares! Já pensou no desespero? Pagar um mergulho caro desses e o cara te leva ali, na praia? É de chorar em alemão!
Ponto de mergulho em Carlisle Bay, ao sul de Bridgetown, em Barbados
Após um mergulho e um torrão no sol escaldante da Carlisle Bay Beach, dirigimos rumo à costa leste de Barbados. Aqui no Caribe quase todas as ilhas têm um lado voltado ao famoso “Mar do Caribe”, de águas azuis turquesas, tranquilas e protegidas e o outro lado banhado pelo temido Oceano Atlântico, mar violento e furioso em geral evitado por seus habitantes.
Oceano Atlântico visto da St John's Parish, no caminho para Bathsheba, na costa leste de Barbados
“Don´t go there! This is the Atlantic Ocean, man!” É até engraçado, pois nós brasileiros só temos o Oceano Atlântico, ele é no nosso quintal! Em alguns lugares eles nos taxam de loucos, insanos por não ter medo de entrar nas águas agitadas, mesmo que seguras. Pois aqui em Barbados alguns loucos locais gostam desse lado da ilha. Além de terem construído suas casas, sítios e formado pequenas vilas, alguns deles enfrentam as praias de pedra para pegar ondas super radicais que quebram na Praia de Bathsheba. O melhor de tudo, você quase não vai encontrar turistas!
Chegando à Bathsheba, na costa leste de Barbados
Cruzamos a ilha passando pela St. John´s Parish e paramos na idílica igreja de mesmo nome, sobre os paredões de pedra com uma vista maravilhosa para o respeitado oceano. A igreja foi o lugar de descanso escolhido por grandes nomes, governadores de Barbados e antigos devotos desde os idos de 1640.
A tri-centenária St John's Parish, no caminho para Bathsheba, na costa atlântica de Barbados
Descemos o morro até a praia e conosco a chuva. Um casal alternex de bajans curtia a praia: ela em seu maiô anos 80 empinando sua pipa, enquanto ele com seus longos dreadlocks, surfava nas perigosas ondas atlânticas. Encontramos um restaurante localizado em um ponto estratégico no fim da praia de Bathsheba com uma vista linda, enquanto víamos a dança da chuva sobre o mar.
Pensativa, observando a praia e a chuva em Bathsheba, na costa leste de Barbados
Praia rochosa e com muitas ondas em Bathsheba, na costa leste de Barbados
Fechando o dia alternex só faltava mesmo um jerk chicken bajan beeem apimentado ao lado do karaokê com sucessos mundiais nas vozes mais corajosas de Barbados. Fechamos a nossa passagem por este país, onde as praias são só um pretexto para você conhecer uma das ilhas mais originais das West Indies.
Bela escultura comemorando o fim da escravidão, na estrada próxima à Bridgetown, capital de Barbados
Templo indiano, muito comum no Suriname
Estamos nos aproximando de um dos momentos mais tensos e esperados desta etapa guianesa da viagem. Hoje seguimos em direção à Nieuw Nickerie, na fronteira entre o Suriname e a Guiana, o mais inexplorado e inseguro dos vizinhos nortistas. Antes de sair tivemos apenas que resolver uma pendência crucial para esta viagem, o seguro da Fiona. Para cruzar qualquer fronteira precisamos ter o seguro internacional, ou ao menos válido no país em questão.
Observando a Guiana do outro lado do mar, no final de tarde em Nickerie - Suriname
Compramos o seguro com a Fatum, empresa do Suriname que segurou a Fiona para os dias restantes no país e um mês de seguro na Guiana. Essa história do seguro é um capítulo à parte, mas resumindo, a porcaria da Mafre (nossa seguradora para a América toda, melhor indicada pela abrangência, etc) nos vendeu a extensão territorial do seguro para as Guianas, produto que eles não possuem e não fazem cobertura. Surreal! Descobrimos isso aqui depois de pressioná-los para recebermos um documento que comprovasse a cobertura, do qual precisávamos para passar nas fronteiras. Totalmente indignada e passada com essa situação, não tivemos outra opção prática a não ser procurar uma empresa local e depois decidir o que fazer com a espanhola.
Exibir mapa ampliado
A estrada para Nieuw Nickerie segue paralela ao litoral do Suriname, cruzando a região com maior concentração populacional do país, além da capital. Passamos pelo região do País Samaraca, de maioria africana e uma cultura muito arraigada à sua origem e história, cruzamos alguns rios amazônicos e entramos em uma imensa área de zona rural.
Grandes fazendas no oeste do Suriname
Ao mesmo tempo que dá dó imaginar a quantidade de madeira e floresta devastada, é muito bacana ver uma área produtiva, uma paisagem completamente diferente. Todos os campos são irrigados por canais, diques holandeses. São fazendas gigantescas de produção de grãos e gado.
Chegando à Nickerie, segunda maior cidade do Suriname
Final de tarde chegamos à Nieuw Nickerie, segunda maior cidade do Suriname, com 10 mil habitantes. As dezenas de templos hindus confirmam a origem da população, uma cidade rural de maioria indiana. Bandeirinhas coloridas que simbolizam os pedidos e preces hindus estão por toda parte. As casas tem uma arquitetura bem característica, com dois andares, sendo o térreo apenas parte fechado e a outra parte coberta utilizada como garagem. A escada lateral sobe por fora para uma varanda que dá acesso ao piso superior. Todas as casas ficam atrás dos pequenos canais que irrigam a região, possuem portanto uma pontezinha, que dá um ar ainda mais encantado à cidadezinha, uma graça. Entramos aos poucos na cidade e chegamos à avenida principal, com um canteiro central de palmeiras imperiais e um lago forrado de flores de lótus, que simboliza elevação e expansão espiritual e é considerada sagrada pela maioria dos países asiáticos. Lindíssimo!
Avenida principal de Nickerie, com palmeiras e muitas flores de Lotus (Suriname)
Quem diria, hein? Uma ótima surpresa para quem achava que só encontraria florestas e aldeias indígenas. Agora estamos aqui, logo após um jantar de comida tipicamente asiática (daquelas bem ardidas), com uma das melhores conexões da internet, na fronteira do Suriname com a Guiana.
Avenida principal de Nickerie, com palmeiras e muitas flores de Lotus (Suriname)
Chegamos a Miami! A entrada nos EUA não foi nada complicada, já que tínhamos toda a documentação em dia, a única coisa que estava meio atrasada era mesmo o nosso sono. Fomos direto do aeroporto para Key Biscayne, na casa do Rita e da Su, amigos dos tempos de Unicamp do Belô. Uma delícia começar a viagem assim, já reencontrando amigos, conhecendo seus filhos lindos, André e Luisa e se atualizando sobre as histórias que aconteceram no último ano. A última vez que nos vimos foi no dia 09/05/09, no nosso casamento! Eles foram de Miami até a Ilha do Mel para nos prestigiar, é mole? Eu ainda não os conhecia na época, mas bastaram duas palavras com a Su para saber como ela é divertida e especial! Fora o Rita, que facilmente teria celebrado o nosso casamento caso o padre faltasse! Eles moram em um Condomínio maravilhoso, Key Colony em Key Biscayne, ilha ao sul de Miami. Estamos literalmente na diretoria!
Para continuar essa recepção super acolhedora, vieram direto de New York, minha irmã Juliane e o David, namorado já aclamado pela família, mas que eu ainda não conhecia pessoalmente. Logo ela nos ligou e conseguimos combinar um dia para descansar juntas. O David não tinha férias há bastante tempo e precisavam deste dia, relaxing in Miami. Sol, praia, piscina, cervejinhas e uma tarde toda para jogar conversa fora... Não precisamos de mais nada!
À noite a Ju e o David já haviam combinado uma balada com o casal de amigos em Down Town Miami, eu e o Rodrigo até nos animamos, mas também já havíamos combinado um jantar com a Su e o Marcelo, que amanhã devem viajar para a Itália, conhecer o novo sobrinho que nasceu em Roma. Sem mais um pingo de energia, depois do restaurante de comida asiática, viemos para casa e finalmente pudemos recuperar todo o sono que nos faltava. Amanhã veremos como será sair da Barra do Ararapira e chegar a Miami Beach!
Delicioso mergulho no Mirror Lake, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
O nordeste dos Estados Unidos, região conhecida como Nova Inglaterra, é mais famosa por sua costa histórica, belas praias e deliciosas lagostas. Durante o verão as Green Mountains e sua irmã do leste, as White Mountains, ficam meio de escanteio, quando as estações de esqui fecham por falta do elemento fundamental para sua atividade: a neve.
Passeio nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
O que muitos esquecem é que quando a neve vai embora, ela deixa para trás uma nova Nova Inglaterra, tão bonita e especial quanto a sua branca e gelada paisagem. Montanhas verdes, rios cristalinos formados pelo degelo e alimentados por fontes de águas minerais, trilhas sequinhas e a oportunidade de encontrar a vida selvagem que não precisa mais se esconder do frio.
Trilha para a cachoeira Sabbaday, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
A área oferece oportunidades para montanhismo, escalada em rocha, caminhadas, caiaque, rafting e uma infinidade de atividades para os amantes da natureza. Tudo isso, é claro, com a praticidade e a infraestrutura peculiar aos parques e florestas nacionais americanas: estacionamentos, mirantes, trilhas sinalizadas com vários níveis de dificuldade e acessibilidade garantida para todos.
Viajando pelas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Trilha para a cachoeira Sabbaday, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Nós utilizamos como base a pequena vila de Woodstock, vizinha à cidade de Lincoln, já no estado de New Hampshire. Ficamos hospedados no Wilderness Inn, que além de muito confortável e um café da manhã divino, tem como principal diferencial o atendimento personalizado dos donos, viajantes inveterados! Rosana nos ajudou a montar um roteiro, forneceu mapas e deu as melhores dicas de toda a área e acabamos decidindo estender a nossa estadia por mais uma noite para poder explorar melhor a região.
Nosso roteiro nas White Mountains
O dia começa com um pit stop no posto mais próximo para abastecer o carro e preparar a nossa cesta de piquenique, já que dentro da floresta não se encontram postos e restaurantes. Entramos na floresta nacional pela Kancamagus Highway, uma estrada cênica com vários mirantes, vistas fantásticas das montanhas e informações interessantes sobre a história geológica destas terras.
Rio de águas claras e geladas nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Estes montes já foram cobertos por mais de 1 km de gelo, há mais de 15 mil anos, na última glaciação. O degelo formou os “notchs”, vales estreitos que hoje concentram as principais atrações da Floresta Nacional das Montanhas Brancas. Antes de nos embrenharmos nos vales queríamos ter uma visão mais ampla da região e fizemos um pequeno detour para o famoso Mount Washington, o ponto mais alto do nordeste dos Estados Unidos, com 1.917m de altitude.
A bela paisagem durante a subida do Mount Washington, ponto mais alto das White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Há várias formas de chegar ao topo do Mount Washington, trem é a mais cara e talvez a mais divertida delas. A nossa escolha normalmente seria a forma mais tradicional, a pé. Há várias rotas e geralmente a mais bonita é a mais difícil. Hoje, porém, acabamos optando por conhecer outra das atrações do parque: a Mt. Washington Drive Road. Um parque privado, criado em 1861 pelo visionário proprietário dessas terras, é a atração turística (construída pelo homem) mais antiga dos Estados Unidos.
Fiona nos leva pelas estradas das White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Trem leva turistas ao topo do Mount Washington, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
O Mt. Washington possui um observatório climático completo e se orgulha de quebrar os records de piores condições climáticas do mundo! No seu cume já foram registrados ventos de 372km/h, em uma tempestade em abril de 1934. Para ler os relatos completos da aventura do homem que viu, mediu e sobreviveu a esta tempestade para contar a história, é só clicar aqui.
A caminho do topo do Mount Washington, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Muito vento, gift shops e fotos depois, seguimos em direção ao Crawford Notch, lugar que poderíamos ficar pelo menos uns 2 dias explorando suas trilhas e diferentes paisagens. O plano inicial era fazer uma trilha de 4 km, mas para isso o dia precisaria ter começado 3 horas mais cedo.
Experimentando fantasia de alce na lojinha do Mount Washington, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
No topo do Mount Washington e das White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Fizemos uma rápida parada em Bretton Woods, local onde foi assinado o histórico acordo que remodelou toda a economia mundial, criando o FMI, o Banco Mundial e estabelecendo o dólar como a moeda mundial de comércio.
Hotel onde se realizou a famosa conferência de Bretton Woods, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Local onde foram definidas as novas diretrizes do mundo capitalista, um marco importantíssimo e bem lembrado pelo meu amado marido economista. Detalhe: o Acordo de Bretton-Woods foi assinado em julho de 1944, no mês seguinte da Invasão da Normandia, o famoso “Dia D”, já no final da Segunda Guerra Mundial.
Visitando Bretton Woods, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Terminamos a loop road passando pelo Franconia Notch, onde fizemos uma trilha rápida pelo Basin, para começar a acostumar nossa sobrinha linda às atividades esportivas na natureza. Ela é meio preguiçosa, mas com jeitinho conseguimos tirá-la do conforto da Fiona e colocá-la em movimento.
The Basin, lembrança da última era glacial nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
No caminho para casa ainda faríamos uma última parada, a mais esperada do dia para nossa querida sobrinha, o Mirror Lake! Toda a preguiça que a Bebel tem para caminhar simplesmente desaparece quando o assunto é água! Nossa linda sereia não demorou um segundo para entrar na água do Mirror Lake, parada obrigatória para fechar o dia de viagem em New Hampshire.
Mirror Lake, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Vamos embora sem ter encontrado nenhum alce, animal comum nessa região, mas difícil de ser avistado durante os dias quentes. Ficamos sem o alce, mas tivemos a sorte de ver um urso preto, lindo! A sorte foi apenas a de estarmos passando em frente ao pequeno circo da cidade na hora de descanso do pobre coitado. Ele estava fora de sua jaula, na área de playground, mas com uma cara meio aburrida.
Um urso negro usado em apresentações em Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Um urso negro usado em apresentações em Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Um dia é pouco para explorar tudo o que a White Mountains National Forest têm a oferecer. Em um dia completo conseguimos ter um bom overview, mas se você tiver um final de semana ou até um feriado prolongado de 4 ou 5 dias, sem dúvida não faltarão atividades. Seja no verão ou no inverno, trekking ou skiing, a beleza natural da região não irá decepcionar.
Ponte refletida em lago cristalino, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
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