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CESAR SILVA (11/09)
Saudades, muitas sasudades de tudo e de todos. Ao ver essas fotos me cora...
Joy (06/09)
Olá! Estou indo para La Paz (BCS) e de lá ir para os EUA dirigindo cruz...
Sandra (05/09)
Boa Noite Adorei as dicas, estamos indo em dez/2013 p/LA/SF/LV Ficaremos...
julie (05/09)
Fabiane Teixeira (04/09)
Olá!!!! Primeiro, queria dizer que adoro o blog de vcs... curto muito tb...
Linda paisagem marcada por terraços para cultivo nas montanhas, no vale do rio Colca, região de Arequipa - Peru
O Cânion Colca é o segundo mais profundo do mundo, com 3.269m de profundidade, contando do pico nevado mais alto até o leito do Rio Colca, em suas águas verdes esmeralda. O primeiro é seu vizinho Cotahuasi com 3.501m. São diversas vilas localizadas ao longo do cânion, pequenas comunidades de cholas e “cholos” que vivem do pastoreio e plantio de diversas culturas e que recentemente vem experimentando o boom do turismo na região.
Venda de roupas típicas no ponto mais alto da estrada que leva ao Canyon Colca, a mais de 4.800 metros de altitude, (região de Arequipa, no Peru)
Eu já havia estado aqui há 6 anos, em um tour que saiu de Arequipa, passou uma noite em um bom hotel no vilarejo de Yanque (o melhor de toda a viagem pobrete) e retornou. Impossível chegar aqui e não lembrar dos banhos termais, das lindas paisagens e principalmente do episódio mais tragicômico da viagem. Meu amigo e companheiro de viagem cometeu o deslize de comer uma salada em um restaurante aqui, parecia limpo, mas o problema não é a higiene e sim o saneamento básico. A água com que se lavam os alimentos estava contaminada e ele pegou uma infecção alimentar das bravas. O cara passou mal a noite toda, coitado, nem foi até o cânion ver os condores no dia seguinte. Estava decidido a ficar aqui depois de ter escrito praticamente um testamento enquanto estive fora do hotel. Não retornar com a excursão à Arequipa, não era uma opção... eu também não estava das melhores, mas definitivamente não o deixaria ali e tampouco ficaria sem ter como retornar no dia seguinte. Peguei ele pela mão e, junto com a nossa guia, fomos ao hospital, onde foi medicado e tomou uma injeção que mais parecia com uma rolha, para que sobrevivesse as últimas 4 horas sem um banheiro. Rsrsrs! Coitado!!! Olhando do futuro é engraçadíssimo, mas ele realmente passou por maus bocados. Tenho até hoje o testamento guardado, um dia ainda irá render boas risadas. Saudades Luiz!
O ponto mais alto da estrada que leva ao Canyon Colca, a mais de 4.800 metros de altitude, é marcado por centenas de apachetas, ou totens de pedra (região de Arequipa, no Peru)
Voltando ao presente. Chegamos no cânion pela cidade de Chivay, com maior infra-estrutura e principal porta de entrada para a região. Ali além de pagarmos a entrada recebemos um mapa turístico que nos deixou com o coração na mão... São tantas atrações, mirantes, trekkings, raftings, banhos termais e restaurantes gostosos que seriam necessários pelo menos 3 dias para explorar bem a região. Entretanto, nessa corrida para conhecer todo um continente em 1000dias, tivemos que optar apenas por revisitar o ponto mais conhecido de todo o cânion, o Mirante da Cruz del Condor. São 30km de Chivay até o mirante, a estrada é fabulosa e super cênica.
Linda paisagem marcada por terraços para cultivo nas montanhas, no vale do rio Colca, região de Arequipa - Peru
Picos nevados, paredes imensas de pedra e um vale fértil verde todo cultivado em degraus inacreditavelmente construídos nos morros escarpados. A ocupação dessa região se deu nos tempos pré-incaicos, provavelmente pelos Waris (quéchuas) e Collagues (aymaras) e a ordem franciscana construiu a primeira capela em 1565. Plantações de cevada, milho, quinoa colorem os terraços plantados, enquanto cholas pastoreiam suas ovelhas e llamas pelas estradas que cortam o vale.
Chola caminha em estrada próxima ao Canyon Colca, região de Arequipa, no Peru
Na Cruz del Condor fomos agraciados com a visita de um casal de condores andinos, uma das maior aves do mundo chegando a 3m de envergadura. Elas são vistas facilmente pela manhã, logo cedo, mas não negaram o espetáculo para os que chegaram mais tarde.
Um condor plana sobre os abismos do Canyon Colca, região de Arequipa, no Peru
A sorte não foi só termos visto os condores como também termos fugido das multidões matinais vindas com os tours, lotando o mirante. Estávamos apenas nós, um casal de alemães e um tour que estava a a caminho de Cabanaconde.
Um condor plana sobre os abismos do Canyon Colca, região de Arequipa, no Peru
Aqui neste ponto o cânion possui 1200m de profundidade e já fica difícil enxergar o fundo, mas os trekkings até as margens do Rio Colca ficam mais encorajados depois de sabermos que lá existem pequenos oásis com águas termais maravilhosas.
Visitando o incrível Canyon Colca, na região de Arequipa - Peru
Este é o trekking de Cabanaconde, 30 minutos para descer e 2h para subir! Rsrsrs! Sem tempo, decidimos conhecer as águas termais de Yanque, que nos foi indicada pelos guias locais. “A maioria dos gringos vai às termas de Chivay, que possuem uma estrutura maior, os locais gostam mesmo é de Yanque.”, nos confirmou o guia. Tocamos para lá! Piscinas gostosas, roçadores, chuveiros, cervejinha para vender na porta e o principal, pouquíssimos turistas. Várias famílias locais, crianças brincando e o mais bacana, uma senhorinha chola que veio banhar-se com suas netas. Elas falavam o tempo todo em quéchua, mas pelo que pude perceber era a primeira vez que a senhorinha entrava naquela piscina. Com seu maiô, tranças e pele clarinha, ela estava maravilhada.
Piscina de águas termais em Yanque, no vale do Colca, região de Arequipa - Peru
Já estava anoitecendo quando pegamos a estrada à Arequipa. Cai o sol e q temperatura despenca imediatamente. Chegamos em Arequipa a tempo de jantar em um restaurante gostoso ao lado do nosso hotel. Mais um dia longo e intenso no calendário dos 1000dias, e que venham os próximos!
Por-do-sol a mais de 4 mil metros de altura, na região do Canyon Colca, no sul do Peru
Praia do Satú, em Caraíva - BA
Não sou corredora e não tenho nenhuma intenção de um dia me tornar maratonista. Adoraria, acho louvável o empenho e a paixão pelo esporte que alguns, como do próprio Rodrigo. Nos esportes eu já percebi que o meu corpo é mais preparado para as competições de resistência e distância e não as de explosão. Por exemplo, na natação eu gosto de participar das travessias, 1500m, não nas competições de 100 ou 50m. Meu joelho é meio bichado, portanto eu escolhi a caminhada ao invés da corrida. Posso andar quilômetros, ainda mais se for no plano ou na praia. Sendo assim hoje resolvemos fazer uma caminhada até a famosa Praia do Espelho. São 10km até o Espelho e mais uns 2km até Curuípe, Praia dos Amores e a Praia do Otero das Brisas. Ida e volta são 24km, mais que uma meia maratona, é uma meia bombada!
Subindo as falésias do Espelho, em Caraíva - BA
Uma das principais preocupações para uma atividade como esta é o horário da maré. Precisamos sair quando a maré ainda está baixando, para conseguirmos ir e voltar sem ficar presos por algum rio ou falésia. Saímos em torno das 10h, atravessamos o rio a nado e logo ganhamos parceiros de caminhada. O casal de cachorros que apelidamos de “Dogo” e “Doga” veio nos seguindo da pousada até o rio e até ali não estávamos acreditando muito. Quando eles atravessaram o rio nadando e continuaram caminhando pelos próximos 2km foi que vimos que estavam mal intencionados.
Início da caminhada de Caraíva para o Espelho - BA
Há 3km de Caraíva, caminhando pela praia chegamos à Praia do Satú. Primeiro lugar com vida depois de uma extensa praia pela qual vamos passando apenas pelos cercados de fazendas de coco. O Satu já mora lá há muitos anos e há algum tempo abriu uma barraca que funciona no verão. Chegamos lá com a maré ainda baixa e encontramos algumas crianças brincando nas piscinas naturais. Mais alguns metros e chegamos à barraca do Satú, nesta época ainda fechada.
Praia do Satú, em Caraíva - BA
Continuamos a caminhada, agora com mais um companheiro, que apelidamos de “Doguinho”, o cachorro branquinho ali do Satú que resolveu dar uma voltinha conosco. Passamos por paisagens sensacionais! Lagoas deliciosas para um banho, arrecifes e falésias douradas maravilhosas.
Rio colorido pouco antes das falésias do Espelho, em Caraíva - BA
Depois das lagoas parte da caminhada acontece pelo alto das falésias, subimos e continuamos por trilhas seguindo as placas da Praia do Espelho. Quando cruzamos toda a falésia pelo alto a primeira vista que temos novamente da costa é impressionante! Um mar azul, transparente e uma vista de tirar o fôlego.
A Ana e os cachorros, na caminhada entre Caraíva e o Espelho - BA
Aí, só faltam alguns quilômetros para descermos das falésias do Espelho e chegarmos à Praia de Curuípe, que são chamadas de Praia do Espelho. Pousadas chiquérrimas ficaram muito conhecidas pelo clima romântico e pelo turismo mais selecionado que proporcionam. Também pudera, custam 20 reais a porção da batata frita na barraca mais simples da praia. Mas vale a pena, o lugar é mágico, rio desaguando no mar, pousadinhas à beira da praia com um lounge super gostoso para casais, famílias e até para os solteiros que querem descansar.
Rio na praia de Coruípe em Trancoso - BA
Já desconfiávamos, não tínhamos certeza, mas procurando um pouquinho logo encontramos Luciana, Ana e Graci, nossas amigas cariocas na barraca que as homenageava, a Barraca 3 Meninas. Tomamos um drink, trocamos mais histórias e experiências de viagem e os planos do roteiro próximo, quem sabe não nos encontramos novamente!?
Com as amigas Ana, Gracie e Luciana em Coruípe, Trancoso - BA
Eu estava só um pouco apreensiva com os nossos amigos dogs, pois não sabíamos se iam querer voltar conosco. O Doguinho e o Dogo estava li por perto, mas a Doga já havia sumido! Fazer o que, precisamos ir, o Dogo não abandonou a sua leal companheira, mas o Doguinho veio conosco, super companheiro. Ficou na dúvida se deveria atravessar o primeiro rio, mas quando eu o carreguei no colo tomou confiança e seguiu conosco!
Descendo as falésias do Espelho, em Caraíva - BA
A volta foi um perrengue maior, maré alta, areia mais fofa, nos exigiu mais paciência e força para caminhar. Mesmo com o mar alto conseguimos passar por tudo sem muitos problemas, viemos viajando nas nuvens de chuva que nos assombravam e nas corridas que o Doguinho dava para caçar siris. Peguei uma carona com uma menina barqueira no Rio Caraíva que estava completamente cheio e com uma corrente forte, eu passaria nadando fácil, mas a mochila e a máquina fotográfica corriam perigo de vida.
A jovem índia faz força para cruzar de barco o rio d Caraíva - BA
Uma “almojanta” na Duca, com aquela comida vegetariana maravilhosa e a famosa nega maluca de sobremesa, afinal depois de uma caminhada dessas o doce estava liberado! Apertei a Duca para contar, mas a receita é segredo de estado! Aproveitamos para nos informar e descobrimos que além de muito exercício fizemos também uma boa ação para a comunidade, levamos os dois cachorros que estavam aqui de volta para casa! Sim, o Dogo e a Doga eram lá de Curuipe e estavam de passagem, importunando os moradores de Caraíva. O único porém foi que o Doguinho lá do Satú não quis ficar por lá e veio até aqui conosco... Puxa, já chegou até o rio com a maré cheia, tive que dar uma carona para ele no barco, né?
Com a Duca, em Caraíva - BA
Saldo do dia: 24km, uma bolha no dedão e um dog a menos na vila, nossa meia boa ação do dia.
Autofoto no Espelho, em Caraíva - BA
Witti Creek, na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname
Hoje decidimos fazer a maior caminhada do Brownsberg Park. Foi difícil para caraca levantar, dormi apenas 4 horas, mas eu já sabia que hoje o dia começaria cedo. O Rodrigo me acordou de bode, indignado com o meu pique de ficar conversando até tarde, o que pode ser tão interessante assim? Bem, quem leu o post acima já entendeu, que não leu ainda, irá entender. Eu adoro fazer caminhadas, mas convenhamos... Não consigo comparar a riqueza entre passar horas conversando com pessoas de cada canto do mundo, com uma trilha, ainda mais se esta é mais uma das várias que fazemos nesta nossa viagem. Conhecer matas e riachos entre a Mata Atlântica e a Floresta Amazônica, ao final das contas é meio parecido.
Atravessando a densa floresta da Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname
A caminhada era de uns 7 km, em meio a uma linda floresta úmida e descida dramática, pois sabíamos que depois teríamos que subir. Karin ia embora hoje cedo, mas ontem à noite ofereci carona para voltar conosco à Paramaribo, para poder aderir ao grupo do trekking ao Witti Creek. Nós descemos o tempo todo conversando, impressionante como nosso assunto nunca acaba! Falamos das respectivas famílias, namorados/maridos, saúde, relacionamentos, etc. Ainda bem que o Sven estava fazendo companhia ao Rodrigo. Os dois foram na frente, acelerados, falando de escaladas no Aconcágua e campo base do Everest. Ficou a própria Turma do Bolinha e da Luluzinha, engraçado como esta convivência com o mesmo sexo as vezes é necessária.
Com o Sven e a Karen no Witti Creek, na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname
O Riacho Witti (creek = riacho), mesmo com toda a chuva e lama que temos visto por aqui, é límpido e convidativo. Uma piscina deliciosa com peixinhos esfomeados se forma dentre pedras e árvores gigantes. Os peixinhos nos cutucavam, mordendo a pele, não chega a doer, mas eram um tanto quanto decididos. Karin até perguntou se seriam piranhas! rsrs!
Delicioso banho no Witti Creek, na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname
Sven ficou um pouco mais, sem pressa para voltar já que ficará mais um ou dois dias no parque. Entretanto nós tínhamos que pegar a estrada para Paramaribo. Mesmo sendo uma baita subida conseguimos subir bem, a chuvinha do meio-dia ajudou a refrescar durante a caminhada. Banho e despedidas depois pegamos estrada. O trecho de terra continuou bem escorregadio, mas para baixo é sempre mais fácil.
Despedida da Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname
Queríamos muito sair a noite, jantar com Karin e Scott, nosso amigo americano que está em Paramaribo, mas amanhã cedo voaremos para Trinidad logo cedo, então precisamos ficar arrumando nossas coisas, packing and unpacking a Fiona, equipamento de mergulho e modelitos caribenhos. Longa noite pela frente, já que 2:30am seremos acordados para a maratona até o aeroporto e Trinidad.
Caminhando na praia de La Serena, no Chile
La Serena é um dos principais balneários de veraneio da costa chilena, o segundo maior destino turístico do país entre os nacionais, ao lado de Valparaíso e Viña del Mar. Uma cidade horizontal com não mais que 130 mil habitantes espalhada pelo litoral e há poucos quilômetros da zona da pré-cordilheira chilena, com vales verdejantes, plantações de frutas, vinhas e uma das principais zonas pisqueras do Chile.
O farol da cidade de La Serena, no Chile
Fundada em 1544 seu centro histórico ainda possui as casas no estilo colonial, ao redor da Plaza de Armas, porém grande parte da cidade antiga foi destruída por ataques piratas e por um grande terremoto em 1730. A maioria das atividades acabam se concentrando perto da Avenida Costanera, repleta de restaurantes à beira mar, chalés e hotéis, além de grandes edifícios residenciais que emprestam ares modernos à cidade.
Reencontro com o Oceano Pacífico na cidade de La Serena, no Chile
Vista de Coquimbo e de La Serena, do alto da cruz do Milênio, no Chile
No canto direito da praia está o Farol de La Serena que marca o início das longas praias banhadas pelo pacífico. No canto esquerdo o limite com o município de Coquimbo, com seu porto artesanal de pescadores à beira do morro de ladeiras boemias de paralelepípedo. Recentemente o mesmo morro se tornou a casa para a curiosa e imponente Cruz del Tercer Milênio.
A gigantesca Cruz do Milênio, em La Serena, no Chile
Comemorando os 2 mil anos do nascimento de Cristo, Coquimbo arquitetou esta cruz gigante, com 93m de altura e 40m de largura. A Cruz del Milenio não é apenas um símbolo católico da santíssima trindade, mas um belo mirante para toda a região de La Serena até a praia de Totoralillo, no sul, passando por El Barrio Inglês, La Herradura, o porto e as praias do sul. A cruz conta com uma ampla capela na sua base, um museu com peças doadas pelo Papa João Paulo II e nos braços um corredor com bustos de todos os papas deste milênio, faltando apenas o novo Papa Francisco.
O mar de La Serena, no Chile. Ao fundo, a Cruz do Milênio
A bela capela sob a Cruz do Milênio, em La Serena, no Chile
El Faro Monumental de la Serena foi o nosso ponto de partida na visita à cidade. Numa tarde ensolarada e de ventos frescos na beira do mar caminhamos pela praia, e não conseguimos reunir coragem para entrar na água. Almoçamos com vista para o mar de uma culinária fusion dos Andes e do Pacifico, risoto de quinua com tilápia, fetuccine com côngrio ao molho de cogumelos, simplesmente maravilhoso.
Observando o farol de La Serena, no Chile
Restaurante do nosso delicioso almoço em frente à praia de La Serena, no Chile
O pôr do sol foi na praia de Totoralillo, depois da visita à Cruz del Milenio. Totoralillo é uma praia tranquila, com uma pequena península de areia que adentra o mar onde aparentemente funciona um club de praia no verão, e um bar que estava fechado na parte esquerda da praia.
A pequen a pacata praia de Totoralillo, na região de La Serena, no Chile
Paramos por uma hora para caminhar, meditar e ver o sol se pôr no pacífico. Quando retornamos à Fiona a encontramos assim.
Depois de alguns poucos minutos na praia, a desagradável surpresa, ao reencontrar a Fiona com os vidros arrombados, em Totoralillo, na região de La Serena, no Chile
Depois de alguns poucos minutos na praia, a desagradável surpresa, ao reencontrar a Fiona com os vidros arrombados, em Totoralillo, na região de La Serena, no Chile
Depois de alguns poucos minutos na praia, a desagradável surpresa, ao reencontrar a Fiona com os vidros arrombados, em Totoralillo, na região de La Serena, no Chile
Eles agiram rapidamente, nos primeiros 20 minutos que chegamos, já que testemunhas afirmaram que a viram arrombada quando chegaram 30 minutos antes. Eu tenho quase certeza que sei quem foram os ladrões, que estavam saindo quando chegamos... Triste, de certa forma decepcionante... Foi a primeira vez nestes 3 anos e meio que fomos roubados e justo no país que todos pensamos ser um dos mais desenvolvidos aqui na América do Sul. Eles levaram 3 mochilas e uma bolsa que continham 2 câmeras digitais (seca e molhada) e algumas fotos que não havíamos copiado. Em uma das mochilas estavam diferentes acessórios eletrônicos, cabos, carregadores, computadores de mergulho e a nossa câmera subaquática. Na minha mochila cargueira de 80 litros, vários equipamentos de camping, 2 sacos de dormir, colchão de ar, máscaras de mergulho e acessórios. Na minha bolsa badulaques femininos e o pior, a minha carteira com dinheiro e documentos brasileiros, casacos, tênis... e por aí vai a lista... Duro é saber que eles não vão conseguir vender essas coisas pela metade do preço que elas valem e nós teremos que comprar tudo novamente pelo dobro!
Admirando a praia de Totoralillo, na região de La Serena, no Chile
Mas sempre gostamos de ver o lado bom das coisas! Tivemos muita sorte de ter tirado várias das bagagens que quase nunca tiramos da parte de trás da Fiona, as deixamos junto com os nossos computadores no hotel, além de termos levado os nossos passaportes e a principal câmera fotográfica conosco para a praia. Apesar da tristeza e do choque em encontrar a Fiona nestas condições, o mais importante de tudo é que nós estamos bem! Agora é praticar o desapego, repor os equipamentos que precisamos e seguir em frente!
Admirando o pôr-do-sol na praia de Totoralillo, na região de La Serena, no Chile
O dia seguinte passamos arrumando os vidros em uma vidraçaria especializada que se compadeceu da nossa situação de viajantes brazucas tão longe de casa e conseguiu acelerar o corte especial do vidro da caçamba e deixa-la pronta no mesmo dia.
A Fiona já está de vidros novos, colocados em vidraçaria em La Serena, no Chile
A grande surpresa que tivemos neste dia foi descobrir que um amigo viajante argentino, Maxi, que acompanhamos por internet e encontramos lá em Playa del Carmen no México, está aqui, em La Serena! Maxi e Marianela são do projeto Latino America Sonríe (veja mais neste post) e eles já terminaram, voltaram para San Juan na Argentina e estão vivendo as novas aventuras depois da viagem, organizando a vida e esperando a chegada da primeira filha, Alegra! Mari está na Argentina e já temos certo que iremos encontra-los passando por San Juan, mas pudemos adiantar os muitos assuntos com Maxi, que teve uma surpresa quando chegamos no seu endereço em La Serena. E a nossa passagem por aqui que terminaria triste pelo roubo logo teve uma reviravolta feliz pelo reencontro com o amigo, que amanhã nos acompanhará no passeio aos verdes Vales de Elqui e a zona pisqueira do Chile.
Até s pelicano admira o fantástico pôr-do-sol na praia de Totoralillo, na região de La Serena, no Chile
Conforme esperado, o Old Faithful faz sua "apresentação" no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
O Old Faithful é um dos geysers mais famosos do mundo. Ele não é o mais alto, mas é o mais previsível dos geysers, explodindo em média a cada 91 minutos. Cada explosão lança água fervente e vapor a mais de 30m de altura. Nós já havíamos visto geysers no Chile e na Islândia, mas o que mais me impressionou no Old Faithful foi realmente a duração, que pode chegar a mais de 5 minutos! O centro de visitantes tem um quadro de horários com os intervalos do geyser, que já possui uma bela infraestrutura para os turistas sentarem e esperarem pelo próximo espetáculo. Enquanto esperávamos as crianças em volta ansiosas gritavam “Go Old Faithful! Go High!” - “Vai, Old Faithful, Vai bem alto!”. O show é sempre impressionante e a diversão garantida.
O público aguarda, ansioso, a erupção do mais famoso geiser do mundo, o Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Conforme esperado, o Old Faithful faz sua "apresentação", para a alegria do público, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
A partir do Old Faithfull começa uma trilha que cruza o Geyser Hill e segue ao longo do Firehole River. São dezenas de pequenos geysers, fumarolas, piscinas de água fervente das mais diferentes cores, do alaranjado, passando pelo amarelo gema, verde até o azul! É incrível como as minúsculas criaturas como fungos e bactérias conseguem se adaptar e sobrevivem em águas com acidez e temperaturas são altas! São esses serzinhos que colorem as piscinas térmicas e dão vida à um ambiente tão hostil a outras formas de fauna e flora.
Grand Prismatic Pool escondida por seus próprios vapores, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
As cores sempre vivas da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Se o seu dia começou cedo você ainda conseguirá visitar a Blacksand Basin, Biscuit Basin e a Midway Geyser Basin. Cada uma dessas “basins” tem grupos de geysers e piscinas cromáticas lindas e merecem ser visitadas, como nós chegamos já no meio da tarde acabamos deixando para o dia seguinte a principal delas que é a Midway Basin. Uma das imagens mais famosas do parque, a Grand Prismatic Spring é uma piscina de água fervente imensa e multicolorida.
A fabulosa Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Suas cores intensas a tornam uma fonte muito especial! Por isso, além de andar ao redor da piscina pelas passarelas, é obrigatório fazer a trilha que te leva a um mirante para vê-la de cima! Existem duas opções, uma trilha mais longa que sai da Biscuit Basin, é a mais conhecida, ou uma trilha mais íngreme, mas também mais curta. Quando estiver voltando das passarelas da Grand Prismatic, siga à direita observando o morro à frente. Você verá umas paredes de pedra no alto deste morro, cruze a estrada e logo abaixo deles você encontrará uma trilha pisada sobre o terreno arenoso. É aí mesmo! Suba mirando chegar nas pedras, leva uns 20 ou 30 minutos e lá do alto você terá uma das melhores vistas da Grand Prismatic!
Vista de cima, a impressionante Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Ao sul do Old Faithful está a estrada que liga o Yellowstone ao Grand Teton National Park, foi por ela que nós entramos no parque. A estrada acompanha o Lewis River e é belíssima, cânions e cachoeiras, sem contar um lindo Bull Elk que encontramos no caminho.
Encontro com uma rena no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Ah, essa é outra dica importante: dirija devagar e preste atenção nos arredores das estradas, pode sempre encontrar um elk, bisão ou se der sorte até um urso! Fique de olho nos outros carros, principalmente se eles tiverem grandes câmeras fotográficas, se estiverem parados olhando para o lado, com certeza tem algum animal por lá!
Maravilhoso entardecer na área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Veja também os posts:
- Yellowstone em 3 dias
- Yellowstone Lake e West Thumb
- Grand Canyon e Mamooth Springs
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Maracas Bay, na ilha de Trinidad
Trinidad é uma grande ilha banhada pelo oceano Atlântico de um lado e pelo Mar do Caribe do outro. Depois de conhecermos a sua capital, cidade grande em pleno desenvolvimento, seus pássaros e lago de piche, chegou a hora de explorarmos suas praias. Fomos direto para uma das praias mais procuradas pelos trinidadians, Maracas Bay.
Coqueiros em Maracas Bay, na ilha de Trinidad
Maracas Bay fica há apenas 45 minutos de Maraval, dependendo do trânsito que enfrentar e o tipo de condução que usar. Nós estávamos decididos a pegar um Maxi Táxi, pois queríamos mesmo ver se esse negócio funcionava, além de ser mais barato. Pegamos um route táxi até o centro de Maraval e de lá tivemos sorte de logo aparecer um Maxi que nos levou até Maraval. Digo sorte pois em um domingo nunca se sabe ao certo quanto tempo eles podem demorar, ou quantos carros estão mesmo trabalhando. A estrada de Maraval para Maracas Bay é tortuosa, vai circundando, subindo e descendo montanhas, nas encostas da ilha com paisagens magníficas. Pena que não podíamos pedir para ele parar para tirarmos fotos. A van parece mesmo as lotações brasileiras ou aqueles minibuses da Bolívia (para quem já foi lá), mas com uma música bem mais interessante.
Litoral recortado na região de Maracas Bay, na ilha de Trinidad
Uma hora depois chegamos à Maracas. Água verde transparente, praia lotada para padrões tribagonians, mas nada comparável às praias cariocas em um domingo normal. As famílias se espalham pela praia, trazem seus piqueniques, alguns poucos europeus se esticam em cadeiras e toalhas enquanto os homens e crianças jogam uma versão de críquete simplificada parecida com o bets.
Mistura de cricket e bets, na praia em Maracas Bay, na ilha de Trinidad
Tyricos Bay é a praia vizinha, menor e tranquila, é a preferida das famílias indianas. Eles colocam seus carros na areia da praia, montam seus piqueniques e fazem aquela disputa básica de som. Foi até uma boa forma de tentar comparar o calypso e a soca, rsrsrs!
Quase um ano depois, de volta ao mar do Caribe, em Maracas Bay, na ilha de Trinidad
Mar verdinho, transparente e convidativo. Depois de um banho e alguns jacarés, voltamos para Maracas Bay e provamos algumas iguarias da culinária local, o famoso bake and shark. É um sandubão de filé de tubarão empanado com saladas e molhos a sua escolha, sendo que o pão é uma massa frita meio diferente, mas tudo muito gostoso! O Ro comeu um sanduíche recheado de saladas, em um pão frito feito de massa de batata, muito gostoso também.
Atacando um "Bake and Shark", em Maracas Bay, na ilha de Trinidad
Final da tarde rolou um happy hour no boteco mais agitado da praia, melhor lugar para observar pessoas, jovens e costumes locais. Um grupo mais animado estava dançando sem pudor algum, se mudasse a música de fundo para funk, pensaríamos que estávamos em um baile no Rio de Janeiro. Logo dois caras vieram dividir a mesa conosco, enquanto lanchavam seu bake and shark, um deles sírio que mora aqui em Trinidad e o outro nascido em Trinidad e Tobago, mas crescido e criado nos EUA. Era a segunda vez que Paul vinha para sua terra natal para visitar sua irmã e cunhado. No final eles acabaram nos oferecendo uma carona, pois iam para Maraval também, paramos no mirante e trocamos contatos, quem sabe nos veremos quando passarem pelo Brasil.
Fazendo amizades em Maracas Bay, na ilha de Trinidad
Um domingo relax e bem à moda da casa, aproveitando para entrar um pouco mais no dia-a-dia do povo de Trinidad, conhecer sua cultura, seu lazer e estilo de vida. Baterias recarregadas para o dia de amanhã, que vamos conhecer as montanhas de Trinidad, o dia promete!
Litoral recortado na região de Maracas Bay, na ilha de Trinidad
Visual caribenho em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe
Grande Terre, o centro comercial e turístico de Guadalupe, não é tão grande quanto parece. Seu nome, se comparado com sua ilha irmã, Basse Terre, parece não fazer sentido. Explico por quê: Basse Terre é a ilha com grandes montanhas e um vulcão ativo, alta no sentido literal da palavra. Por sua vez Grande Terre é baixa, quase plana e de formação coralínea. Então por que trocaram os nomes? A lógica dos antigos navegadores era outra e deriva dos ventos. O vento nordeste sopra grande sobre a ilha plana e são enfraquecidos quando se deparam com a montanhosa Basse Terre.
Exibir mapa ampliado
A formação de ambas é resultado da atividade de vulcões submarinos. O La Soufriere, em Basse Terre, ainda está ativo, enquanto o vulcão que formou Grande Terre se extinguiu. O nível dos mares subiu e seus milhares de anos como “ilha submersa” lhe renderam uma cobertura de calcário, formado pelos corais e depósito de matéria orgânica em sua superfície.
Areia branca, coqueiros e mar azul: estamos perto do paraíso em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe
Essa história geológica criou paisagens naturais especialmente ricas e diversas, das altas montanhas e vulcões, passando por largos rios e manguezais até as praias de areias brancas que refletem o mar azul turquesa. Outras ilhas fazem parte deste arquipélago, tornando a diversidade ainda maior, Marie Galante, Désirade, Iles des Saintes e Iles de Petit Terre. Ferries partem dos diferentes portos da ilha principal para as suas irmãs menores. Nós infelizmente não teremos tempo de explorar todas elas, o que pode ser uma boa notícia, pois teremos motivos para voltar!
Criança se diverte no fim de tarde em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe
Nossa excursão pela Grande-Terre começou no centro comercial da ilha, Poite à Pitre, cidade que abriga o aeroporto e o principal porto de embarque dos ferries do Express des Iles, que faz a conexão do departamento francês com as ilhas próximas de Dominica, Martinica e Santa Lúcia.
Orla marítima na Place de La Victoire, no centro de Pointe-à-Pitre, capital de Guadalupe
Igreja em Pointe-à-Pitre, capital de Guadalupe
Chegamos à Pointe-à-Pitre à tarde e pegamos todas as lojas fechadas. Não me perguntem por que, ainda era horário comercial, mas esses franceses das West Indies têm horários um tanto quanto estranhos para o comércio. Um passeio pelo centro, igreja e La Place de la Victoire e encontramos provas de que estamos mesmo em um estado francês do além-mar. Arquitetura da igreja e o antigo prédio do cinema, ao lado de uma delicatéssen fechada, saborosa só na nossa imaginação.
Arquitetura da Place de La Victoire, no centro de Pointe-à-Pitre, capital de Guadalupe
Arquitetura da Place de La Victoire, no centro de Pointe-à-Pitre, capital de Guadalupe
O principal polo turístico de Guadalupe é a praia de La Gosier e fica a apenas 5 km de Pointe-à-Pitre. Fugimos dos grandes hotéis, resorts e das hordas de turistas indo direto para a pequena vila de Sainte Anne, uma das praias mais tranquilas e ainda com boa infra-estrutura. Novamente foi um parto encontrar uma pousada, a que havíamos escolhido no nosso guia é muito bacana, mas só aluga quartos por semana. Eles mesmos nos ajudaram a encontrar um hotel na praia vizinha, há 5 km dali.
Dia de sol e de praia em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe
O dia seguinte foi um dia preguiçoso em uma praia entre Sainte-Anne e St François, praia paradisíaca de águas rasas e protegidas por uma longa barreira de corais. Sábado de sol e praia para os locais que se reuniam em grandes piqueniques na praia selvagem, sem bares, sem hotéis, apenas a natureza e sua farofa particular.
Praia em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe
Fim de tarde movimentado em praia de Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe
A próxima parada foi em Sainte François, que ocupa o posto de segunda maior cidade turística de Guadalupe. Baixa temporada, somado ao horário, ainda perfeito para praia, pegamos quase tudo fechado. Encontramos algum movimento na marina com deliciosas sorveterias e creperias abertas para a sobremesa de final de tarde.
A movimentada e charmosa marina de Sainte-François, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe
O pôr-do-sol foi na praia de Sainte-Anne, recepcionados por um rasta-franco-jamaicano cantando coisas inteligíveis mesmo para quem entende francês, imaginem para mim! Sei que ele colocou meu nome na letra e tirou uma sonzeira do seu violão! Olha só!
Como era o nosso último dia em Guadalupe aproveitei para provar a bebida local chamada ti-punch. Eu imaginava ser algo parecido com os rum-punches de frutas que vemos por todo o Caribe, mas estava completamente enganada.
Coleção de punches em bar na praia de Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe
Experimentando o Ti-punch em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe
O ti-punch é uma bebida à base de rum preparada com suco de limão e um caldo açucarado, detalhe, servido à temperatura ambiente (o que aqui é quente!). Foi demais para o meu estômago, tive que fazer umas modificações básicas para conseguir saborear a xiboquinha francesa enquanto engolia amargamente o 4 x 3 da Argentina sobre o Brasil no amistoso de NY. Nos despedimos de Guadalupe deixando muitos motivos para voltar, um dia quem sabe.
Banho noturno de piscina em nosso hotel em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe
A famosa rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
A US 1 é considerada uma das rodovias mais bonitas dos Estados Unidos. Nós rodamos bem este país e confesso que é difícil comparar paisagens de montanha ou desertos, mas sem dúvida é uma das road trips costeiras mais lindas e de fácil acesso aqui na costa oeste americana.
Um dos muitos viadutos que cruzam os desfiladeiros do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos
Embora existam vias mais curtas e rápidas, a US 1 é o caminho mais bonito de uma viagem entre San Francisco e Los Angeles. A sinuosa via costeira é recheada de mirantes, parques, praias e paisagens que deixam até os mais viajados impressionados. No caminho ainda encontramos pequenas cidades de praia como Monterey e Carmel by the Sea, que são por si só uma atração turística.
O magnífico visual da rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
1° Dia – Half Moon Bay a Santa Cruz
No sentido SFO – LA a viagem começa pela Half Moon Bay, uma pequena cidade praiana que nesta época além de árvores de natal e abóboras, produz também ondas acima de 15m para o famoso campeonato de surf Mavericks. Nós pegamos a cidadezinha cheia no feriado estendido de Thanksgiving e um dos seus restaurantes mais famosos, o Sam´s Chowder House estava lotadíssimo. (Tudo bem, nem gostamos de chowders mesmo, hunf!). Seguimos a rodovia beirando o oceano, com o sol dourando o Pacífico e vistas maravilhosas das falésias à beira mar. Uma parada rápida na Pescadero Beach para colocar os pés na areia, e sentir a brisa fria que anuncia que o inverno vem chegando.
Um banho de luz no fim de tarde na Pescadero Beach, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
Aproveitando o fim de tarde na Pescadero Beach, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
Adiante uma parada obrigatória é o Pigeon Point Lighthouse, um farol antigo localizado em uma ponta de terra, um setting cinematográfico. By the way, alguém conhece algum farol mal localizado?
Pigeon Point Light House, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
O nosso plano era dormir lá mesmo, no farol! O Pigeon Point Lighthouse é um hostel, um albergue da juventude com quartos e dormitórios a partir de 60 dólares. Infelizmente, em função do feriado ele estava lotado, então acabamos estendendo um pouco mais a viagem e dormimos em Santa Cruz.
O belo farol no Pigeon Point, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
2° Dia – Monterey e Carmel by the Sea
No outro dia cedinho já estávamos na estrada a caminho de Monterrey. Foi colocarmos os pés lá e já percebemos que um dia seria pouco. A charmosa cidade tem suas raízes na colonização espanhola e foi o centro administrativo da Alta Califórnia Mexicana até a região ser incorporada pelos Estados Unidos em 1846. Seus prédios antigos, ruas estreitas do centro e do Fisherman´s Wharf são uma delícia para um passeio no final de tarde, entre uma galeria de arte e o jantar em um bistrô. Se você é fã de música, programe-se para conhecer a região no terceiro final de semana de setembro, quando acontece o Monterey Jazz Festval, um dos festivais mais tradicionais do mundo, que acontece sem interrupção desde 1958!
Litoral de Monterey, na Califórnia, nos Estados Unidos
O belo parque na faixa costeira de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
Ainda que o centro seja convidativo, a parte mais apaixonante do Pacific Grove foi o calçadão à beira-mar ao longo da Sunset Drive, que liga o centro até a Spanish Bay. Clima de praia, casinhas no estilo vitoriano, sem cercas, todas pintadinhas e bem preservadas desde 1875, quando foram construídas para retiros religiosos da Igreja Metodista Episcopal.
Litoral de Monterey, na Califórnia, nos Estados Unidos
Ali, a poucos metros da praia, encontramos o Beachcombers Inn, um motelzinho americano com um preço ótimo para a região, quarto simples (mas limpinho) e até um café da manhã! Foi um achado! À noite pudemos passear na praia a luz da lua e no dia seguinte saímos para uma corrida de 6km neste calçadão, animados pelo sol e pela brisa fresca do mar.
Correndo pela orla de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
Correndo pela orla de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
Coincidência, ou não, foi aqui que reencontramos Tim, um amigo americano que viveu em Curitiba e que nós conhecemos no Death Valley! Mantivemos contato pelo facebook, mas não voltamos a nos encontrar. Neste dia ele nos reconheceu correndo, parou o carro e nos chamou pelo nome, out of nowhere!!! Pode? Este mundo é muito pequeno mesmo!
Pegando onda em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
No final da Sunset Drive está o início da 17 Mile Drive, uma das mais famosas atrações deste trecho da costa californiana. Lodges e mansões milionárias, restaurantes e campos de golfe 6 estrelas são apenas algumas das surpresas que você terá pelo caminho.
Muitos campos de golfe na 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
Estes 27 km de curvas e belas paisagens estão dentro de um condomínio fechado, você paga US$ 9,50, que são reembolsados se você almoçar em um dos dois restaurantes no caminho. Na entrada você recebe um mapa com todos os pontos de interesse.
A bela paisagem da 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
O meu trecho preferido foi a floresta de Cypress, um tipo de árvore que quase foi extinta aqui na região e foi reintroduzida nas últimas décadas. O Lonely Cypress é uma das últimas paradas, seguido pela Ghost Tree, onde estão vários troncos de árvores mortas com aparência meio fantasmagórica.
Os elegantes ciprestes ao longo da 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
Este post da Cláudia, do Aprendiz de Viajante tem todo o roteiro da 17 Mile Drive bem bacana e detalhado. Aos que gostam de Golf, encontrei aqui uma descrição ótima feita do ponto de vista de um jogador, ex-morador e frequentador destes que são alguns dos mais badalados campos de golfe do mundo.
Os elegantes ciprestes ao longo da 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
Dali, já podemos ver ao longe a baía de Carmel by the Sea, uma pérola na costa da Califórnia. Carmel é a cidade dos artistas, poetas, escritores, onde atores como Clint Eastwood são prefeitos, cachorros são bem vindos em todos os estabelecimentos e saltos altos são proibidos por lei!
Fim de tarde em praia de Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
A charmosa cidade está incrustada entre uma suave encosta e uma das praias mais bonitas de toda a região. Nós chegamos no final da tarde, a tempo de assistirmos tranquilamente o sol se por, enquanto fazíamos um lanchinho com queijos e pães deliciosos. Aos poucos assistimos o dia se despedir e as dezenas de fogueiras se acenderem para aquecer as famílias no piquenique praiano do feriado de Thanksgiving. Final de tarde inesquecível!
Celebrando os últimos momentos do dia em Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
No final da tarde, muitas fogueiras na praia em Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
Sob a luz da lua caminhamos pelo centro e encontramos um restaurante delicioso para um jantarzinho romântico, difícil foi escolher dentre as várias opções que a cidade oferece.
Iluminação natalina nas ruas de Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
3° Dia – O Aquário de Monterey
No terceiro dia, após a nossa corrida matinal, fomos ao Aquário de Monterrey. A princípio estávamos na dúvida se valeria a pena, mas várias pessoas haviam indicado, dizendo ser um dos melhores aquários do país. Difícil bater o aquário de Atlanta, pensamos, mas ainda bem que seguimos as indicações!
Observando tubarões no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
O Aquário de Monterey tem uma fantástica exposição de águas-vivas (no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos)
O Aquário de Monterey tem uma exposição maravilhosa da diversa flora e fauna do Oceano Pacífico. Das florestas de kelps, tubarões martelo, arraias mantas e tartarugas-verdes, até os minúsculos cavalos-marinhos, os frondosos dragon-fishes e as psicodélicas águas-vivas!
Isso aí é um cavalo-marinho muito bem fantasiado de planta, no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
Tanque com cavalos-marinhos no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
O mais incrível é a forma como eles apresentam toda esta vida, de uma forma divertida, interativa e cheia de humor! O aquário principal, por exemplo, tem um jogo de lentes fazendo o aquário parecer muito maior do que realmente é. Já a piscina de anêmonas possui umas lentes de aumento que nos ajudam a enxergar detalhes que nunca perceberíamos ao olho nu.
Tanque com lentes de aumento para observar as coloridas e pequenas criaturas marinhas, no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
Amplificadas pela lente de aumento, belas e minúsculas criaturas marinhas no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
The Jellies Experience é uma discoteca dos anos 70, com luzes coloridas, luz negra e uma iluminação especial que realça a beleza e a transparência das águas vivas, que parecem interagir e dançar ao som da música!
O Aquário de Monterey tem uma fantástica exposição de águas-vivas (no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos)
Nas áreas externas rangers fazem tours guiados para avistamento de lontras, golfinhos, baleias e pássaros que rondam a Baía de Monterey. A visita foi uma experiência fantástica, super indicamos!
Chegando ao famoso Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
4° Dia – Carmel a Big Sur
O trecho entre Carmel e Big Sur foi, na nossa humilde opinião, o trecho mais bonito da US 1. A estrada está o tempo todo contornando as altas encostas de pedra, com vistas lindíssimas para o Pacífico e mirantes de tirar o fôlego! Nós tivemos um certo azar, pois justo neste dia o tempo ficou nublado, mas ao invés do dourado tivemos o prateado e ao longe ainda podíamos nos divertir vendo as nuvens de chuva passar pelo oceano.
O belo e dramático litoral do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos
É neste trecho que estão os parques estaduais mais procurados pelos californianos. Acampar em qualquer um deles, só com reserva antecipada, principalmente em um final de semana ou feriado. Nosso plano inicial era acampar no Point Lobos, mas já em Monterey o simpático e assertivo senhor do centro de informações nos alertou, “só se for na segunda-feira!”
O belo e dramático litoral do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos
Hoje, segunda-feira, ainda tínhamos a esperança de encontrar um bom camping, mas teria que ser mais ao sul, já que amanhã teremos que estar antes do meio-dia em Los Angeles. Assim seguimos US 1 abaixo, ziguezagueando por suas curvas, pontes e mirantes.
Paisagem do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos
O mirante da Bixby Creek Bridge é um dos mais famosos e com tempo nós adoraríamos parar em todos os parques, principalmente o Point Sur Lightstation State Historic Park, para explorar melhor. Sem tempo, decidimos seguir e priorizamos o Julia Pfiffer Burns State Park, onde fizemos algumas trilhas, incluindo a mais conhecida delas, que vai até o mirante da McWay Falls.
Paisagem do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos
A belíssima praia de McWay Falls, no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos
Este é um dos principais cartões postais da região de Big Sur, com a conhecida cena da cachoeira caindo nas areias de uma pequena praia. Há quase 30 anos a McWay Falls caía direto no mar, mas um desabamento de terra gigantesco fechou a estrada e criou novas praias com a ajuda das correntes e do mar.
Fotos mostram que, antes do deslizamento, as águas de McWay Falls caíam diretamente no mar, em parque na Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos
Seguimos em direção a San Simeon procurando por um camping. No jornal de informações da rodovia eu havia encontrado um mais ao sul, junto do Treebones Resort. Chegando lá nos deparamos com um resort diferente, um hotel onde os quartos são na realidade Yurts, cabanas mongóis, e os banheiros são grandes vestiários compartilhados. Informando-nos sobre o camping acabamos descobrindo que o valor seria de 80 dólares, já que incluiria acesso a todas as amenidades do resort, banheiros, piscina, jacuzzi, etc.
O espaçoso interior do nosso Yurt, no nosso hotel no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos
Eis que, para a nossa surpresa, a gerente do resort nos avisa que dali algumas horas entraria em vigor uma promoção para “walk-ins”, hóspedes que chegam sem reserva. O yurt que custaria normalmente 180 dólares custaria naquela noite apenas 85! É, acho que a nossa vontade de acampar pode esperar! rsrs! Esperamos até as 17h preparando as nossas bagagens para a viagem ao Hawaii e logo estávamos em nosso super-hiper-ultra aconchegante e eco-friendly yurt!
A aconchegante arquitetura mongol do nosso Yurt no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos
Fechamos com chave de ouro a nossa viagem pela US 1, com direito à queijos e vinhos sob a luz da lua no nosso teto solar (ou seria lunar?) na noite fria de Big Sur.
Veja o mapa do nosso roteiro pela US 1
Segurando no cabo para enfrentar a forte corrente, em Guarapari - ES
São Pedro nos deu uma janela no mau tempo para podermos mergulhar. A temporada de ideal para mergulhos aqui em Guarapari é de dezembro até maio, junho. Quando entram os meses de inverno, de julho a novembro os ventos e o mau tempo atrapalham muito a navegação e a visibilidade no mar.
Vista da costa capixaba a caminho do mergulho no Victory 8B, em Guarapari - ES
Há 4 meses não havia uma saída de mergulho para o Victory 8B, um naufrágio artificial preparado para mergulho que foi afundado em julho de 2003, entre as Ilhas Rasa e Escalvada. O Victory é um navio grego que foi apreendido em 1997 no Espírito Santo por problemas com impostos e multas. Um ano e meio depois sua tripulação abandonou o navio, que mais tarde foi confiscado pela Secretaria da Fazenda e doado para o Projeto RAM, Recifes Artificiais Marinhos. Durante 3 anos ele foi preparado para o afundamento, a limpeza, a preparação e o reboque foram feitos em parcerias e convênios desenvolvidos pelos responsáveis pelo projeto, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e a Fundação Cleanup Day.
Lagosta na Ilha Escalvada, em Guarapari - ES
Por ser um naufrágio artificial, inicialmente o navio encontrava-se em posição de navegação, assentado a 36 metros, porém diversas ressacas mudaram a sua configuração, inclusive a mais recente delas há 2 meses, que retorceu a popa tombando a embarcação que está inclinada em torno de 45° em relação ao fundo. O naufrágio é sempre um mergulho interessante, independente da visibilidade que encontramos, pois além de um recife artificial, abrigando diversas espécies de corais, esponjas, peixes, moluscos, etc, o navio nos conta uma história, como esta que eu acabei de descrever a vocês.
Usando a lanterna no mergulho no naufrágio Victory 8B, em Guarapari - ES
Um naufrágio é quase como um “organismo vivo”, pois ele está sempre se modificando, sendo alterado com o tempo, as marés e as ressacas. Como os nossos companheiros de mergulho hoje nos disseram, o Victory hoje é um novo naufrágio. Todos eles já estavam acostumados a mergulhar aqui, conheciam-no como a palma da mão seus compartimentos e suas linhas, agora terão que redescobri-lo. Fascinante!
Tripulantes e mergulhadores do barco da Acquasub, em Guarapari - ES
As condições deste nosso mergulho foram das mais adversas possíveis, mar batido, que complicou a navegação, muita correnteza, que nos cansou mais durante o mergulho, água muito fria, girando entre 18° e 20° e a visibilidade em torno de 5 metros. Tudo isso faz o mergulho mais estressante, mas também mais emocionante.
Nosso barco de mergulho em Guarapari - ES
O nosso segundo mergulho foi na Escalvada, uma lage de pedra mais abrigada da corrente. A visibilidade melhorou um pouco, em torno de 8m e a temperatura da água se manteve a mesma. Fomos a 17m de profundidade e vimos lagostas, peixes trombetas, peixe morcego, cofres, anêmonas, etc.
Peixe Frade na Ilha Escalvada em Guarapari - ES
Se com o tempo assim a diversidade de peixes já foi absurda, imaginem quando conseguirmos realmente enxergá-los! Rsrsrs! Valeu à pena, ficou para mim a vontade de retornar à Guarapari no verão para conhecer as maravilhas submarinas da região.
Relaxando depois do mergulho no Victory 8B, em Guarapari - ES
A enorme encosta com centenas de pegadas de dinossauros, em Sucre - Bolívia
Na Bolívia a mineração é uma das principais atividades econômicas. Começou já na época do domínio espanhol, com a retirada de prata e outros metais preciosos e até hoje a sua geologia faz com que em todo canto vejamos a extração de pedras e minerais. É impossível não achar esta prática uma violência à mãe terra, mas a vida prática não é assim, infelizmente. Em um país tão árido, sem muitas possibilidades de desenvolvimento agrícola, a extração acaba sendo uma das poucas saídas rentáveis para o mercado local. Porém, como tudo na vida tem um lado bom e um lado ruim, eis que, há 20 anos, em uma dessas pedreiras, foi feita uma das maiores descobertas palenteológicas da América Latina! Um sítio com centenas de pegadas de dinossauros de 4 espécies diferentes!
Próximo ao gigantesco Titanossauro, no Parque dos Dinossauros, em Sucre - Bolívia
As pegadas ocorreram quando a Bolívia ainda era uma imensa planície, antes do Altântico banhar a Bolívia, antes mesmo da ascensão dos Andes e altiplanos bolivianos. Por isso elas estão hoje em um imenso paredão inclinado.
Pegadas de dinossauros em Sucre - Bolívia
O que eu achei mais maravilhoso dessa história toda foi que a companhia que explora esta montanha, não apenas fez a descoberta, como chamou um grupo de cientistas argentinos e europeus para estudá-las e ainda construiu um parque temático completíssimo para visitação, digno de um país de primeiro mundo.
Mapa da América do Sul quando o Oceano Atlântico entrou terra adentro (no Parque dos Dinossauros, emSucre - Bolívia)
O Parque Cretácico reúne diversas réplicas hiper realistas das espécies já encontradas no continente americano, incluindo obviamente as espécies identificadas ali neste sítio palenteológico. Tiranossauro Rex, Saurópodes de 18m de altura e 25 de comprimento, antecessores de pássaros e galináceos, além de diversas outras espécies aquáticas e terrestres. A visita é guiada e ali recebemos informações muito interessantes sobre as espécies e a formação geológica desta região, seja com a guia ou nos painéis explicativos. Ali, vendo e ouvindo todos aqueles dinossauros, viajamos no tempo. Aos curiosos e amantes da história da terra e da natureza, esta visita é imperdível!
Maquetes em tamanho real de dinossauros que caminharam pela região de Sucre - Bolívia
É impossível não pensar que era exatamente o que imaginávamos que poderia ser encontrado no Parque dos Dinossauros brasileiro, em Sousa, Paraíba. Estivemos lá na expedição, vimos as pegadas de perto, muito mais perto, mas a falta de infra-estrutura, informação e ambientação temática faz com que uma descoberta como essa fiquem esquecidos no meio do sertão nordestino. Falta visão, falta investimento, pois sem dúvida alguma, este poderia ser um empreendimento turístico que movimentaria a economia na região.
Chegando ao altiplano, aos 3.300 metros de altura, próximo à Potosi - Bolívia
Seguimos viagem então, saindo dos 2850m para os 4000m de altitude de Potosí. São aproximadamente 150km entre serras e planícies douradas no altiplano boliviano. Cenários belíssimos!
A bela paisagem na viagem entre Sucre e Potosi, na Bolívia
O GPS mostra nossa altitude ao chegar em Potosi - Bolívia
Chegamos à Potosí no final da tarde, com uma vista especial do principal cartão postal da cidade, o Cerro Rico, iluminado pelo sol poente. A cidade histórica tem ruas estreitas e de difícil locomoção com a Fiona, mas com sorte achamos um hotel com estacionamento e boa internet, bem no centro da cidade. Começando a nos acostumar com a altitude, a noite fomos brindar com uma Paceña Huari aos 4000m no Pub 4060, que faz referência à altitude da cidade. Amanhã vamos descobrir in loco o local que fez a história deste lugar: as minas de prata do Cerro Rico!
A cidade de Potosi com o Cerro Rico ao fundo (Bolívia)
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