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Juréia do Sul

Brasil, São Paulo, Juréia

Caminhando até a Barra do Ribeira, em Iguape-SP

Caminhando até a Barra do Ribeira, em Iguape-SP


Um dos espetáculos mais bonitos da natureza é o desaguar do rio no mar. Esse encontro de águas pode ser tão especial que em alguns lugares tem até nome, como a pororoca, o encontro das águas dos rios amazônicos com o mar. Hoje o nosso programa era justamente ir até a barra do Rio Ribeira, como comentei ontem, o mesmo rio que corre por toda a região do PETAR. Fica a 4km da vila, aqui na Juréia Sul, portanto sugeri ao Rodrigo retomarmos o nosso treino de corrida para chegarmos até lá. Caraca! Foram uns 50 dias que fiquei sem treinar e já perdi o fôlego? Espero que seja só o efeito da areia fofa e vento contra! Rsrsrs!

Pegando um bronze na Barra do Ribeira em Iguape-SP

Pegando um bronze na Barra do Ribeira em Iguape-SP


Chegando lá tomamos um belo banho de rio olhando para a margem oposta, onde tentamos chegar com a Fiona e não conseguimos. Várias casas imensas ali, ameaçadas pela correnteza e altas do rio e do mar, uma delas aparentemente fora abandonada recentemente, pois a parede lateral já estava no chão. Cada dia que passa fica mais claro que quando não respeitamos o meio ambiente, ele acaba mostrando as conseqüências de forma natural, literalmente.

Nadando na Foz do Rio Ribeira em Iguape-SP

Nadando na Foz do Rio Ribeira em Iguape-SP


Voltando da barra almoçamos e fomos trabalhar. Consegui produzir mais 2 vídeos para o site, a produção está acelerada! Acabamos decidindo passar a noite por aqui. Aparentemente a internet tinha voltado a funcionar e queríamos aproveitar ao máximo, já que internet rápida é coisa rara por estas bandas. No final, infelizmente, era só fogo de palha, não funcionou mais. Amanhã cedo sairemos cedo rumo à vizinha do norte, próxima à Peruíbe, a Juréia do Norte.

Homem e seu cachorro se divertem na praia da Barra do Ribeira em Iguape=SP

Homem e seu cachorro se divertem na praia da Barra do Ribeira em Iguape=SP

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Victoria

Canadá, Victoria

Detalhe do belo portal chines no coração da Chinatown de Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Detalhe do belo portal chines no coração da Chinatown de Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


A despeito do que muitos podem imaginar, aqui na costa oeste do Canadá a neve é um evento raro, uma semana ao ano e olhe lá. Porém é a chuva da costa do Pacífico Norte que pode te desanimar a viajar, sair, conhecer, fazer trilhas e explorar melhor a região. Assim duas coisas você pode ter em mente: se você é do tipo aventureiro e gosta de parques nacionais, a chuva tem que fazer parte da sua vida. Já se você é mais urbano, a chuva pode ser desanimadora, mas não pode e nem irá te impedir de conhecer uma das principais cidades da costa oeste canadense.

Um dos muitos simpáticos restaurantes na Chinatown de Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Um dos muitos simpáticos restaurantes na Chinatown de Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


A capital da Columbia Britânica, Victoria, possui apenas 70 mil habitantes dentro de suas fronteiras, mas mais de 340 mil se adicionamos a região metropolitana. Essa demografia e o fato de ser a capital da província a faz uma cidade especial, pois além do acesso a todos os serviços de uma grande cidade, grandes universidades e museus, você ainda tem aquela sensação de estar andando nas ruas de uma pequena cidade inglesa.

Uma das pequenas travessas no centro de Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Uma das pequenas travessas no centro de Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


Nomeada em homenagem à Rainha Victoria, teve sua colonização iniciada em 1841, sendo uma das mais antigas cidades da costa oeste do Pacífico Norte. Sua fixação pelo Reino da Inglaterra a fez um lugar ainda mais idealizado e icônico do que a própria realeza poderia imaginar. Ruas, lamparinas, postes, jardins e edifícios vitorianos imprimiram na capital do oeste canadense, ideais que nem imigrantes ingleses mais tradicionais reconheceriam.

Palácio do Governo Provincial, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Palácio do Governo Provincial, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


The Empress, o hotel mais famoso de Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

The Empress, o hotel mais famoso de Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


As marcas na arquitetura são facilmente encontradas, o British Columbia Parliament Building, construído em 1897 e o Empress Hotel, finalizado em 1908 pela Canadian Pacific Railway, são os principais exemplos. Mas o instinto britânico não estava apenas na estética, ele também apareceu na disputa e corporativismo da maioria caucasiana que lutou pelo banimento da imigração asiática à província. O assunto transcendeu a razão, grandes mobilizações e ataques organizados aos trabalhadores chineses aconteceram, até que a imigração chinesa foi proibida em 1923, voltando a ser permitida apenas após a segunda guerra mundial.

Foto de antiga família da Chinatown de Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Foto de antiga família da Chinatown de Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


Em uma das mais britânicas das cidades canadenses encontramos então a segunda mais antiga Chinatown na América do Norte, só atrás da de San Francisco. A colônia chinesa começou em 1858, quando chineses fizeram seu caminho para o norte da Califórnia em busca do ouro recém-encontrado no Fraser Canyon, na British Columbia.

A quarta maior pepita de ouro achada na British Columbia, exposta no Royal BC Museum, em Victoria, capital da província, no oeste do Canadá

A quarta maior pepita de ouro achada na British Columbia, exposta no Royal BC Museum, em Victoria, capital da província, no oeste do Canadá


Caminhada pela mais antiga Chinatown do país, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Caminhada pela mais antiga Chinatown do país, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


Hoje a Chinatown é uma das atrações turísticas da capital, com sua arquitetura, escolas tradicionais chinesas e murais, além de incontáveis restaurantes, lojas, bares e farmácias especializadas na medicina oriental.

escola pública chinesa na Chinatown de Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

escola pública chinesa na Chinatown de Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


Numa longa caminhada pela cidade conhecemos a vizinhança chinesa, visitamos a Market Square e a Bastion Square, onde estão a maioria dos bares e restaurantes bacanas da cidade. Logo chegamos ao Beacon Hill Park, uma área verde de 75 hectares com cenas bucólicas ente lagos e patos, um pequeno zoológico, pavões que caminhavam livremente sobre as folhas de outono e até alguns exemplares de sequoias gigantes.

Descanso sobre um tapete de folhas vermelhas no Beacon Hill Park, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Descanso sobre um tapete de folhas vermelhas no Beacon Hill Park, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


Pavão posa para fotos sobre um galho de sequoia no Beacon Hill Park, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Pavão posa para fotos sobre um galho de sequoia no Beacon Hill Park, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


Do alto do parque as vistas do Estreito de San Juan de Fuca, que faz a fronteira com os Estados Unidos. Em um raro dia claro pode-se avistar o Monte Olympus no Olympic National Park, que também está no nosso roteiro. Retornamos pela trilha a beira mar, um dos locais preferidos dos locais para suas corridas de final de tarde e um passeio com seus pets. Voltando ao centro pela Government Street passamos em frente a casa onde viveu a pintora Emily Carr, a mais famosa artista plástica canadense. Seus quadros podem ser vistos por galerias e museus por todo o país e a casa guarda mais as memórias da artista, porém infelizmente estava fechada para visitação.

O belo Beacon Hill Park, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

O belo Beacon Hill Park, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


Casa onde viveu a famosa pintora Emily Carr, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Casa onde viveu a famosa pintora Emily Carr, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


Victoria é cidade encantadora principalmente por seus contrastes, grande e pequena, de raízes britânicas e chinesas, tradicional e ao mesmo tempo jovem e dinâmica, obrigatória em qualquer roteiro pela costa oeste canadense.

Em dia de chuva, turista se contorce para tirar sua fotografia em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Em dia de chuva, turista se contorce para tirar sua fotografia em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Canadá, Victoria, British Columbia, Capital, Columbia Britânica, história

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Tulum

México, Tulum

A impressionante cor do mar do caribe, em Tulum, no México

A impressionante cor do mar do caribe, em Tulum, no México


Tulum é um dos meus lugares preferidos na Península do Yucatán. Por quê? Por que ele reúne uma diversidade de atrativos em um mesmo lugar, ruínas mayas na beira do mar, praias de areias brancas e cenotes maravilhosos, bares à beira mar e restaurantes super charmosinhos na praia ou pueblo.

O mar caribenho de Tulum, na costa oriental da península do Yucatán, no México

O mar caribenho de Tulum, na costa oriental da península do Yucatán, no México


Tulum Pueblo
Quando passamos por Tulum a primeira vez eu havia ficado com a impressão que apenas o trecho de praia valeria a pena, pois uma cidade que começou a se desenvolver na beira da estrada certamente não poderia ser muito atrativa. Tulum está 130 km ao sul de Cancún e apenas 64 km de Playa del Carmen e, depois de uns dias, percebemos que o Pueblo de Tulum é muito mais do que um amontoado de casas na estrada Cancún – Chetumal. A cidade reúne a população maya que usa o seu idioma no dia a dia e traz a sua culinária dos pratos regionais em uma mescla com os capitalinos e estrangeiros que escolheram este lugar para morar. Italianos, franceses, espanhóis, americanos e canadenses abriram seus negócios e emprestaram um ar mais internacional a este pequeno pueblo, fervilhante em atividades, gastronomia e cultura.

Despedida de nossa simpática pousada em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México

Despedida de nossa simpática pousada em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México


O Pueblo de Tulum está no entroncamento entre as rodovias 307 e 109, onde não apenas estão todos os serviços básicos para uma comunidade (posto de gasolina, supermercados, restaurantes, caixas eletrônicos, etc), como um dos principais sítios arqueológicos mayas da Península do Yucatán, as Ruínas de Tulum. A cidade murada é uma ótima desculpa para você começar as suas explorações pela região, veja aqui o post sobre este e outro sítio arqueológico da região.

Qual é o seu humor hoje? Ruínas, praias, cenotes ou nenhuma das anteriores?

Tulum Playa
Se você quer uma praia de areias brancas e um mar de águas azuis, nem tão tranquilas, dobre à esquerda na rodovia 109, ande 4 quilômetros e vire à direita. A partir deste momento você está na longa avenida beira-mar de Tulum, que reúne todos os tipos e opções de hospedagem e restaurantes que você imaginar.

O mar caribenho de Tulum, na costa oriental da península do Yucatán, no México

O mar caribenho de Tulum, na costa oriental da península do Yucatán, no México


Uma rua de areia deliciosamente preservada para a alegria daqueles que pensam que praia é pé na areia, andar de bicicleta, tomar um suco ou uma vitamina de frutas de manhã, um solzinho à tarde e uma cervejinha de noite. Quando chegamos o vento norte estava batendo forte, difícil estender uma canga e deitar na areia para tomar sol. Chato para nós, perfeito para os kite e windsurfers que se divertiam praticando e aprendendo a velejar em alguma das escolas de kite de Tulum.

Chegando às belíssimas praias de Tulum, na costa caribenha da península do Yucatán, no México

Chegando às belíssimas praias de Tulum, na costa caribenha da península do Yucatán, no México


Restaurantes vão desde os mais simples aos mais elaborados dos resorts-hotéis super charmosinhos. O nosso canto preferido da praia foi no canto esquerdo da praia, próximo à ruína. A praia Santa Fé tem o mar mais tranquilo, um barzinho bem simples mas com cerveja gelada e umas boas quesadillas para disfarçar a fome.

Visual paradisíaco das praias de Tulum, na península do Yucatán, no México

Visual paradisíaco das praias de Tulum, na península do Yucatán, no México


Nos hospedamos no canto oposto, uns 4km ao sul, passando o primeiro aglomerado de hotéis e a muvuca do centrinho da Playa de Tulum. Uma boa referência é o Restaurante La Zebra, dele para frente as pousadas são mais tranquilas, com opções de 50 a 200 dólares. Normalmente as que estão do lado direito, a 5 passos do mar, são as mais baratas. Nós ficamos em uma destas, a recém-inaugurada La Onda, por justos 50 dólares em alta temporada. As que estão a apenas 1 passo da praia são mais carinhas, mas de vez em quando vale a pena se esbaldar!

Rua praiana de Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México

Rua praiana de Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México


Gostamos muito da Casa Violeta, um pouco mais cara, mas sem disponibilidade quando chegamos. Enfim, são tantas opções que é até difícil escolher. De noite o La Zebra tem as melhores festas e baladinhas na beira da praia. Cada noite com um tema, nós pegamos a noite de salsa, deliciosa! Mas vi que também rolam festas de anos 80 e outras.

Restaurante muito bem locaiizado em praia de Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México

Restaurante muito bem locaiizado em praia de Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México


Se você estiver de carro e quiser explorar novas opções de praia, a Punta Allen é um dos lugares que eu iria. Na ponta da longa península de Boca Paila, ela se alonga por 50km de praias e florestas preservadas, dentro da Reserva de Biosfera Sian Ka'an. O acesso é por uma estrada de terra e leva um pouco mais de uma hora de carro. Valeria reservar um dia para explorar toda a península, esta ficou para o nosso retorno.

Litoral de Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México

Litoral de Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México


Cenotes de Tulum
Agora, você não está querendo sal e areia, mas precisa encontrar uma forma de se refrescar e ver algo lindo e diferente? Então faça um tour pelos cenotes da região! Cenotes são basicamente poços de água azul cristalina, uma entrada para o imenso sistema de túneis e cavernas subterrâneo que existe na Península do Yucatán.

Gran Cenote, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México

Gran Cenote, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México


Aos mais aventureiros com uma carteirinha Open Water da PADI (ou qualquer outra certificadora) é possível fazer um mergulho de exploração pela área de cavern (somente onde existe luz natural) destes cenotes, conhecendo grutas inundadas com estalactites e estalagmites lindas!

Rampa de acesso ao cenote Pet Cementery, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México

Rampa de acesso ao cenote Pet Cementery, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México


Se você não é mergulhador, mas ainda assim tem curiosidade, pode pegar sua máscara e seu snorkel e flutuar sobre as águas e entre as estalactites para conhecer um pouco mais deste mundo sub. Agora, se você não é mergulhador e nem quer explorar coisa nenhuma, vá até lá só para tomar um sol, um banho de água doce e aproveitar um dos lugares mais lindos do Yucatán, tirar fotos e se divertir, é como pegar uma prainha sem sal e sem areia.

Cenote Jardin del Eden, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México

Cenote Jardin del Eden, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México


São vários cenotes, alguns dos mais lindos estão no sistema Sac Actún, como o Pet Cementery, o Pit e o Dos Ojos. Fora dele o Grand Cenote é um dos mais decorados. Um dos cenotes que eu mais gostei para passar o dia de bobeira foi o Jardin del Edén. Suas águas são verdes (não azuis) e não tem nenhum espeleotema, mas o poço é gostoso de nadar, tem vários peixinhos lindos, mesinhas ao redor da água e é super bacana para pular, nadar e se divertir bastante.

Cenote Jardin del Eden, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México

Cenote Jardin del Eden, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México


Depois de passarmos dois dias e uma noite explorando as ruínas e a praia de Tulum com a Val, nós retornamos à região para passar uma semana em treinamento de mergulho em caverna. Nós já éramos Tek e Intro to Cave Divers, mas para mergulharmos com mais segurança e melhorarmos o nosso treinamento, decidimos fazer o curso de Full Cave, aproveitando para conhecer as cavernas inundadas da região, assunto para outro post.

Início de mergulho no Cenote Pet Cementery, em Tulum, no Yucatán, sul do México

Início de mergulho no Cenote Pet Cementery, em Tulum, no Yucatán, sul do México


N.D.A
Agora se você está aqui e não está a fim de “nenhuma das anteriores”, você ainda terá a opção de descansar na sua charmosa pousada, almoçar na praia de Akumal, fazer um snorkel com as tartarugas e continuar mais um pouco até Playa del Carmen para fazer umas comprinhas e ver o agito de final de tarde na 5ª Avenida. Enfim, atividades não irão faltar para você ao redor de Tulum, o destino mais descolado e alternativo da costa de Quintana Roo.

Fim de tarde em uma pequena praia de Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México

Fim de tarde em uma pequena praia de Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México

México, Tulum, Cenotes, Península do Yucatán, Praia, Quintana Roo, Ruínas de Tulum, Ruínas Mayas

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Gold Rush e Dawson City

Canadá, Dawson City

As maravilhosas cores de Outono em parque de Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

As maravilhosas cores de Outono em parque de Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


Uma cidade nascida no rompante do Klondike Gold Rush, Dawson é uma agradável surpresa no roteiro entre o Yukon e o Alasca.

Era uma vez...
Dois homens que desceram de um navio vindo do estreito de Bering, na cidade de Seattle. Eles carregavam quilos e mais quilos de ouro e confirmavam um burburinho que há muito corria pelas ruas americanas: rios de ouro no Ártico! Jornalistas afoitos estamparam as capas dos jornais e em menos de um mês todos os barcos para o norte já estavam lotados!

Arquitetura típica de faroeste em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

Arquitetura típica de faroeste em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


Homens de todos os cantos se aventuraram pelas águas da Inside Passage e do Golfo do Alasca, começando a épica jornada ao Klondike. A viagem era longa e levava em torno de 20 dias de barco entre Seattle e Skagway, de onde partiam as trilhas do Chilkoot ou do White Pass, as duas principais rotas dos mineiros “pobres”.

Garimpeiros da época da Corrida do Ouro, em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

Garimpeiros da época da Corrida do Ouro, em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


Sobre estas montanhas eles teriam que carregar uma tonelada de suprimentos, o mínimo exigido pela aduana canadense para permitir que os mineiros cruzassem a fronteira. Eles sabiam que uma vez naquelas terras, os homens não encontrariam nada e precisavam carregar o mínimo para garantir sua sobrevivência por um ano. Bacon, feijão, sacos de farinha, leite em pó, barraca, ferramentas, um fogão e tudo mais o que fosse necessário. Não existiam lojas para comprar qualquer mantimento.

Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


A travessia das montanhas era feita por uma das duas trilhas, a pé e em várias viagens, mais de 40 para conseguir carregar todo o material. A “dead horse trail” deixou mais de 3 mil cavalos morrerem de fome e fadiga, só mais tarde eles aderiram ao dog-sledge. Já não bastasse o frio e o cansaço quase aniquilador, ainda tinham que lidar com gangues que se especializaram em roubar os recém-chegados. E isso era só o começo.

Foto centenária mostrando o movimento de Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá, no início do séc XX

Foto centenária mostrando o movimento de Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá, no início do séc XX


Durante a corrida alguns postos avançados foram se criando, pessoas que vendiam carne fresca, peixe ou caça, madeira para fogueira e aos barcos a vapor. Algumas bravas mulheres também se aventuraram por essas trilhas, entre elas meretrizes valentes que chegariam para alegrar e colocar alguma ordem na cidade. Todos queriam sobreviver, fazer dinheiro, quem sabe fortuna! Era a promessa de uma vida melhor e de muita riqueza lá no gelo do Ártico.

Bicicleta estacionada em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

Bicicleta estacionada em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


Depois das montanhas, mais 800 km os esperavam, agora não por terra, mas pela água. Águas frias e geladas dos lagos Lindemann, Bennett e Tagish e finalmente o Rio Yukon. Foram 7.124 barcos construídos por estes homens, que experiência alguma tinham neste ofício. Jangadas, canoas, qualquer coisa que flutuasse e levasse seus mantimentos pelas curvas do Rio Yukon.

Admirando a magnífica paisagem do rio Yukon e Dawson City, no Yukon Territory, no Canadá

Admirando a magnífica paisagem do rio Yukon e Dawson City, no Yukon Territory, no Canadá


Chegaram a Dawson, enfim! E quando chegaram se depararam todos os rios da região repartidos em lotes, completamente dominados pelos que haviam chegado antes. Alguns nem montaram acampamento ou usaram a sua pá e peneira nos rios de ouro. Deram a meia volta e, como se não tivessem acabado de passar pelo inferno, para lá retornaram.

Geringonça centenária para esquentar os pés e enfrentar o frio do inverno em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

Geringonça centenária para esquentar os pés e enfrentar o frio do inverno em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


Dizem que 100 mil homens teriam iniciado a corrida pelo ouro no Klondike. 40 mil chegaram a Dawson City, 4 mil encontraram ouro e provavelmente apenas 40 ficaram ricos, se ficaram!

Delicioso show de música em bar-saloon em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

Delicioso show de música em bar-saloon em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


Por estas mesmas trilhas e rios chegaram pianos, pratarias e outras peças luxuosas que enfeitavam seus salões, suas meninas das casas da luz vermelha e tabacarias, ou damas respeitosas. Dawson City viveu três anos no auge, chegou a ser a mais populosa e rica cidade acima de São Francisco, lá nos idos de 1899. O ouro se foi, a população caiu drasticamente e o que ficou foi uma cidade que chegou a ser considerada a Paris do Ártico.

jogando bilhar em bar-saloon em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

jogando bilhar em bar-saloon em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


Decoração em bar-saloon em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

Decoração em bar-saloon em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


As casas, os salões, os hotéis estão todos lá. O rio e o ouro também. O ouro fácil, que brilhava sobre os rios, este já se foi no primeiro ano de garimpo. Porém até hoje grandes mineradoras extraem o rico metal das terras do Klondike. A cidade foi construída sobre o permafrost e hoje se preocupa com o aquecimento global, que poderá afundar as estruturas e a sua história. Os nativos, que haviam sido praticamente expulsos da região, retornaram aos poucos e fazem parte da biografia e da vida da cidade.

Igreja em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

Igreja em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


A escolha para comemorar o meu aniversário no sol e na aurora de Dawson foi a mais acertada possível! Uma viagem muito mais fácil que a dos stampeders, pela Top of the World Highway, um fim de tarde no Yukon e uma cerveja no pub ao lado dos caribous.

Bar em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

Bar em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


No dia seguinte a agradável caminhada ao longo do Yukon River, nas ruas de Dawson e a visita ao museu nos fizeram passear pela história que a fez vila e a tornou cidade. Cidade cinematográfica e muito fotogênica, diga-se de passagem.

Caminhando em parque de Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

Caminhando em parque de Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


Aos poucos já sentíamos as brisas do Gold Rush em cada bar que percorremos neste final de temporada. Nos despedimos daqui sem uma pepita de ouro no bolso, mas com um último facho de luz esmeralda nos céus, nossa última aurora boreal.

As cores da Aurora reflerem no Yukon River, em Dawson City, no noroeste do Canadá

As cores da Aurora reflerem no Yukon River, em Dawson City, no noroeste do Canadá


The End

Canadá, Dawson City, cidade histórica, Gold Rush, história

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Da chuva à Aurora!

Alaska, Seward, Tok

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok


Acordamos em Seward ainda com muita chuva. Nosso plano inicial era ir a Valdez, também no litoral chuvoso e os “flood and wind warnings” ainda estavam vermelhos. É, aparentemente esse mau tempo veio para ficar, mas ainda assim decidimos ir e enfrentar a estrada, afinal eu não queria passar o meu aniversário em uma cidade alagada e devastada por tufões!

Uma colossal e fantástica geleira parece invadir o vale, no caminho entre Anchorage e Tok, no Alaska

Uma colossal e fantástica geleira parece invadir o vale, no caminho entre Anchorage e Tok, no Alaska


Pegamos a estrada em direção a Anchorage, sempre em contato com os nossos amigos Kombianos, que acompanhavam na rádio e televisão os avisos e pareciam estar preocupados com os dois doidos aqui enfrentando a ventania. A chuva e o vento continuaram forte, mas foi no Belluga Point, já a poucos quilômetros de Anchorage, que sentimos o vento aumentar. Paramos com a esperança de ainda encontrar alguma belluga, mas aparentemente elas não somos só nós que nos incomodamos com vento e mar agitado.

Enfrentando e se divertindo com ventos de mais de 100 km/h, na estrada para Anchorage, de volta da Península do Kenai, no sul do Alaska

Enfrentando e se divertindo com ventos de mais de 100 km/h, na estrada para Anchorage, de volta da Península do Kenai, no sul do Alaska


A curiosidade de sentir a força e o poder do vento veio primeiro no louco do Rodrigo. Ele saiu do carro num vento e frio desgraçado, só de camiseta e deixou o vento sustentar todo o seu peso. Corria contra o vento e voltava planando, se divertindo e entretendo os outros motoristas que paravam por ali. Depois das fotos me enchi de coragem e saí, enfrentando a água e o vento, até que um tufão mais forte me pegou forte e levou por uns poucos metros. Foi um bom susto! Eu corri para o carro e fim da brincadeira!

Enfrentando e se divertindo com ventos de mais de 100 km/h, na estrada para Anchorage, de volta da Península do Kenai, no sul do Alaska

Enfrentando e se divertindo com ventos de mais de 100 km/h, na estrada para Anchorage, de volta da Península do Kenai, no sul do Alaska


Em Anchorage paramos por uma hora para reencontrar Meli e Jorge, tomamos um chá no Starbucks trocando mais experiências sobre as nossas viagens e entendendo melhor os planos para o futuro próximo. Quem sabe conseguimos nos encontrar na estrada! Para nós que estamos na estrada a muito tempo, detalhes como voltar a uma mesma cidade e reencontrar pessoas conhecidas se tornam estranhamente prazerosos. É a sensação de um lugar comum que não temos há muito tempo, a falsa sensação de estar em casa.

A Fiona reencontra a aventureira Lunita, em Anchorage, maior cidade do Alaska

A Fiona reencontra a aventureira Lunita, em Anchorage, maior cidade do Alaska


Nos despedimos de Anchorage sem muita esperança do tempo melhorar e acabamos decidindo cancelar a nossa ida a Valdez e seguimos para o norte, direto para a pequena cidade de Tok. Já passamos por aqui quando chegamos ao Alaska, foi a nossa primeira parada no centro de visitantes, mais uma vez já nos sentimos quase locais! Hehehe.

Reencontro com os amigos viajantes colombianos, Jorge e Meli, em Anchorage, maior cidade do Alaska

Reencontro com os amigos viajantes colombianos, Jorge e Meli, em Anchorage, maior cidade do Alaska


Dirigimos todo o dia, passando por novas paisagens belíssimas, geleiras, rios e áreas naturais da região de Vasilia que certamente mereceriam mais pelo menos 3 dias ou uma semana para serem exploradas.

Uma colossal e fantástica geleira parece invadir o vale, no caminho entre Anchorage e Tok, no Alaska

Uma colossal e fantástica geleira parece invadir o vale, no caminho entre Anchorage e Tok, no Alaska


Já era noite e o céu estava estrelado! Nos hospedamos no primeiro motel que encontramos na beira da estrada e ficamos de olho no céu, a previsão da aurora era boa, 5/10! Já que não pudemos conhecer vários dos parques nacionais no Kenai, viemos para cá com a esperança de encontrarmos uma boa aurora! As condições estavam aí, só faltava aquela pitada de sorte para termos uma bem sobre as nossas cabeças!

Nossa mais bela Aurora Boreal, nos céus de Tok, no Alaska

Nossa mais bela Aurora Boreal, nos céus de Tok, no Alaska


Acabava de virar meia-noite e nós já comemorávamos o meu aniversário, 31 anos! De repente olhamos para o alto e vemos as luzes verdes começando a iluminar o céu. Pegamos a Fiona e saímos da cidade, qualquer luz pode diminuir a nossa capacidade de enxergar a aurora. A íris se acostuma ao escuro e a aurora fica ainda mais clara e brilhante. Rodamos uns 20km e as luzes pareciam não querer nos deixar! Finalmente chegamos a um recuo da estrada, entrada de uma terra indígena, logo após a balança de carga de caminhões. Olhamos para o céu e lá estava ela, bela e formosa. Ela não parecia muito diferente do que já havíamos visto em Coldfoot e em Denali, mas estava mais prolongada e formava arcos completos a 90° da linha do horizonte, cruzando o céu de leste a oeste. Era um formato curioso, enfim, “vivendo e aprendendo sobre as auroras”, pensamos.

Um verdadeiro show cósmico, na Aurora Boreal na noite sem lua em Tok, no Alaska

Um verdadeiro show cósmico, na Aurora Boreal na noite sem lua em Tok, no Alaska


De repente, apontei o canto esquerdo do arco para o Rodrigo, as luzes estavam começando a ficar mais fortes, saímos da Fiona e o espetáculo de luzes começou! Uma explosão de cores, verde, azul, vermelha, branca e roxa, todas as cores formando espirais e cones que caíam dos céus dançando como uma cortina de luzes ao vento.

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok


A imagem era tão inacreditável, que ríamos, gritávamos e chorávamos de emoção, todos os sentimentos ao mesmo tempo! Ali já nos demos conta de quão único era o momento que estávamos vivendo, quão raro e esplêndido era aquele evento celeste, que na mesma intensidade durou não mais do que 5 minutos e aos poucos diminuiu e se esvaneceu, voltando a ser a aurora que nós já conhecíamos. Hoje nos demos conta que a aurora que vimos não era a verdadeira auroral boreal! O céu se iluminou tanto quando em imenso show de fogos de artifícios, mas trilhões de vezes mais bonito! Tanto na dança, quanto na velocidade, quanto nas cores e na intensidade, só imagine que a luz e o clarão da tal aurora, não é como a luz do sol, e sim como a luz dos fogos... A noite fica clara e nós, embaixo, embasbacados.

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok


Fugimos da chuva com um objetivo, a aurora, mas não imaginamos que seríamos recompensados a esta altura! Esse foi sem dúvida o maior presente de aniversário que eu nunca havia pensado que um dia iria receber na minha vida! Uma aurora boreal animal, na beira da estrada na periferia de Tok, a 1 hora da manhã!?! Isso não tem preço!!!

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok


32° ano, seja bem vindo! Prometo que será bem vivido!

Um verdadeiro show cósmico, na Aurora Boreal na noite sem lua em Tok, no Alaska

Um verdadeiro show cósmico, na Aurora Boreal na noite sem lua em Tok, no Alaska

Alaska, Seward, Tok, Aurora Boreal, Estrada, Northern Lights

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De Ponce a Fajardo

Porto Rico, Ponce, Fajardo

Praça Delícia, em Ponce - Porto Rico

Praça Delícia, em Ponce - Porto Rico


A programação de hoje era intensa: dirigir 150km de Ponce até as Cavernas do Rio Camuy e o Observatório de Arecibo e depois dirigir até Fajardo mais 200km. Começamos o dia cedo, conhecendo a Praça das Delícias em Ponce e sua famosa Casa de Bombas, antes sede dos bombeiros da cidade, hoje é um pequeno museu em sua homenagem. Ao lado fica a Catedral de Nossa Senhora de Guadalupe, construída em 1931 onde ficava a primeira capela construída pelos espanhóis nos idos de 1660. Tomamos um gostoso café da manhã na padoca ali perto e pegamos estrada.

Museu dos bombeiros, na praça  central de Ponce - Porto Rico

Museu dos bombeiros, na praça central de Ponce - Porto Rico


Eu estava empolgada com as trilhas, algo diferente no meio do Caribe. Nos preparamos para a caminhada, chegamos ao parque e seguimos comprar os tickets de entrada, 12 dólares cada um! Foi aí que começamos a nos dar conta da estrutura que os caras montaram. Eu e o Ro loucos para andar até lá, mas tínhamos que esperar chamarem a nossa senha. Já achei estranho, mas ok, estão preservando a caverna. Chamaram a nossa senha e primeiro passamos por uma sala de cinema com todas as instruções de segurança e depois de pegarmos os nossos capacetes entramos em um trenzinho que desceu uma rua toda pavimentada até a boca da caverna. Vimos por dentro e por fora a sua entrada natural, mas entramos por um bunker, escadas, luzes e até anúncio do restaurante mais próximo tinha lá... fiquei chocada. O choque só passou depois que vi a beleza do lugar. A Cueva Clara é magnífica, foi construída pelas águas do Rio Camuy, o terceiro rio subterrâneo mais longo do mundo. A guia deu informações bacanas sobre a caverna, no final acabei achando que valeu a pena. É um jeito totalmente exagerado de preservar um meio natural, mas aos poucos vou acostumar com o american way.

Cueva Clara, no parque Cuevas Del Rio Camuy, em Porto Rico

Cueva Clara, no parque Cuevas Del Rio Camuy, em Porto Rico


A próxima atração foi completamente diferente, o Observatório de Arecibo, que possui o maior rádio-telescópio do mundo. Mais uma sala de cinema para um filme explicativo do observatório, feito por engenheiros, com certeza. Me senti no filme do James Bond, mas no filme a antena era muito mais poderosa, estava muito mais maquiada e produzida, como podem ver na foto faltou uma faxina geral.

Rádio telescópio de Arecibo, em Porto Rico. O maior do mundo.

Rádio telescópio de Arecibo, em Porto Rico. O maior do mundo.


Depois de mais 200km de estrada chegamos em Fajardo, procuramos os hotéis mais próximos mas acabamos vendo que a região portuária fica abandonada durante a noite. Encontramos uma pousadinha chamada Passion Fruit em Las Croabas e é daqui que estou escrevendo mais este post, podre de cansada deste dia cheio de atividades, estradas e novidades. Nos restam apenas 3 dias em Porto Rico e muito para conhecermos... fica sempre aquela sensação de que poderíamos ficar mais.

Porto Rico, Ponce, Fajardo, Arecibo, Caverna, Observatório de Arecibo, Parque, Rio Camuy, trilha

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Newseum

Estados Unidos, District of Columbia, Washington

Maravilhosa foto vencedora do prêmio Pullitzer de Fotografia, no Museu da Imprensa em Washington DC, capital dos Estados Unidos

Maravilhosa foto vencedora do prêmio Pullitzer de Fotografia, no Museu da Imprensa em Washington DC, capital dos Estados Unidos


A cidade de Washington DC abriga mais de 70 museus sobre todas as áreas e temas que você possa imaginar! Dentre estes setenta e tantos museus se destacam os 18 museus gratuitos do Instituto Smithsonian, criado pelo inglês James Smithson “para o aumento e difusão do conhecimento”. A maioria destes museus estão no National Mall, entre o Capitólio e o Washington Monument e sem dúvida merecem uma visita.

Smithsonian Castle, em Washington DC, capital dos Estados Unidos

Smithsonian Castle, em Washington DC, capital dos Estados Unidos


Os destaques são o National Air and Space Museum e o Natural History Museum que já visitamos em 2007. Outros museus imperdíveis aqui em DC são a National Gallery of Art, com coleções maravilhosas de artistas de todo o mundo, e o Museu do Holocausto, este mais pesado, triste, mas na minha opinião a visita é obrigatória. Não teríamos tempo para explorar a lista completa dos museus. Foi conversando com os amigos MauOscar, e sua longa lista de museus visitados na cidade, que definimos qual seria o o nosso eleito: o Newseum.

Examinando jornais do mundo inteiro no Museu da Imprensa em Washington DC, capital dos Estados Unidos

Examinando jornais do mundo inteiro no Museu da Imprensa em Washington DC, capital dos Estados Unidos


Como o próprio nome já sugere, o Newseum é um museu da história da imprensa mundial e como a imprensa conta a história diariamente, o Newseum é um museu de história contada pelas capas dos mais importantes jornais de todo o mundo há mais de 500 anos!

Primeira Página de jornal histórica, no Museu da Imprensa em Washington DC, capital dos Estados Unidos

Primeira Página de jornal histórica, no Museu da Imprensa em Washington DC, capital dos Estados Unidos


São 35 mil capas de jornais, 8.861 artefatos e 3.800 imagens que remontam mais de 500 anos de história mundial. A nova sede do museu, que começou na cidade de Rosslyn – Virgínia em 1997 e seu mudou para DC em 2006, expõem todo este material em 7 andares e diferentes exposições fixas e temporárias.

Primeira Página de jornal histórica, no Museu da Imprensa em Washington DC, capital dos Estados Unidos

Primeira Página de jornal histórica, no Museu da Imprensa em Washington DC, capital dos Estados Unidos


A minha preferida foi a Galeria Pulitzer de Fotografias, com mais de 1.000 imagens organizadas cronologicamente e com as respectivas hitórias, do fotógrafo, da foto e do personagem ou cena fotografada. Imagens maravilhosas, fortes e, obviamente, sempre muito significativas. A galeria também expões entrevistas com 74 fotógrafos ganhadores do Pulitzer.

Museu da Imprensa em Washington DC, capital dos Estados Unidos

Museu da Imprensa em Washington DC, capital dos Estados Unidos


A Galeria do 9/11 (11 de Setembro 2011) apresenta cenas, relatos e histórias dos jornalistas que cobriram os fatos ao vivo, suas experiências traumáticas e cenas dos bastidores. A notícia e a realidade nua e crua. Na entrada da sala de vídeo tem uma caixinha de lenço, eu entrei e a princípio não entendi bem aquela caixa aparentemente fora de lugar. Compreendi apenas quando saí da sala com os olhos inchados e o nó na garganta.

Parte da torre que estava sobre o WTC, derrubado no 11/09, no Museu da Imprensa, em Washington, nos EUA

Parte da torre que estava sobre o WTC, derrubado no 11/09, no Museu da Imprensa, em Washington, nos EUA


Outra sessão interessantíssima é a Galeria do Muro de Berlim – “Uma barreira que não podia conter a informação”. A exposição mostra como a informação chegava na Alemanha Oriental, apesar da repressão exercida pelo governo comunista. As cenas emocionantes da queda do muro em 1989 ficam ainda mais fortes e emocionantes ao lado do concreto real exposto na sala. São mais de 3 toneladas de muro original, com seus pixados coloridos, imagens e palavras de protesto e indignação. Só no lado da Alemanha Ocidental, é claro.

Em frente {a pedaços do Muro de Berlin, no Museu da Imprensa, em Washington, nos EUA

Em frente {a pedaços do Muro de Berlin, no Museu da Imprensa, em Washington, nos EUA


Salas interativas, dois estúdios de televisão que transmitem ao vivo para todo o país e um mundo de informações e fatos contados pelos melhores jornalistas de todos os tempos. A visita ao Newseum é deliciosa, cativante e envolvente. Quando você menos esperar terá passado horas dentro do museu sem nem notar, mas algo dentro de você terá mudado. Uma coisa que muitos até sabem, mas poucos dão importância: a noção de que hoje e a todo momento estamos vendo, vivendo e fazendo parte desta história.

Caminhando em Washington DC, capital dos Estados Unidos

Caminhando em Washington DC, capital dos Estados Unidos

Estados Unidos, District of Columbia, Washington, museu, Newseum

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Rio Quente!?!

Brasil, Goiás, Rio Quente

Eu sempre achei sensacional essa história de fontes termais. Lembro quando a Juliane, minha irmã, viajou para o Chile e em uma noite estrelada tomou banho em águas termais no alto da cordilheira. Eu imaginava aquela montanha, rios de água quente e piscinas naturais de pedra. Foi uma noite mágica para ela que ficou muito clara em minha memória, quase como se eu tivesse participado. No entanto o mais próximo que eu havia chegado disso foram os banhos termais em Pamukale, na Turquia. Um córrego quente e com muito cálcio, super disputado durante o dia, fechado a noite. Pois é, nem tão mágico assim.

Piscina movimentada do Hot Park, na Pousada do Rio Quente, perto de Caldas Novas em Goiás

Piscina movimentada do Hot Park, na Pousada do Rio Quente, perto de Caldas Novas em Goiás


Hoje cedo no café da manhã do nosso hotel tivemos uma bela surpresa, encontramos o Besouro e família, sua esposa Sandreli, Caíque e o pequeno Luca. O Besouro é colega do Rodrigo dos tempos de Unicamp e está aqui a caminho do casamento que temos em Goiânia amanhã. Não por acaso, todos nós temos hoje a mesma programação: passar o dia no Hot Park dentro do Mega Resort Pousada do Rio Quente.

Com a Sandreli (esposa do Besouro), o Caique e o Lucca, na Pousada do Rio Quente, perto de Caldas Novas em Goiás

Com a Sandreli (esposa do Besouro), o Caique e o Lucca, na Pousada do Rio Quente, perto de Caldas Novas em Goiás


Eu já sabia que não iria encontrar o mesmo cenário chileno dos sonhos. Nas fotos víamos as piscinas, rios, tobogãs, praia artificial com ondas, etc. Mas em algum lugar ali existe a nascente, um rio mais natural que achei que poderíamos conhecer. Que nada! As nascentes ficam fechadas apenas para hóspedes e o rio já foi totalmente domesticado. O resort estava lotado, filas e mais filas para cada atração, professor de axé na beira da piscina, praia lotada, foi impossível encontrar um lugar que tivesse silêncio e um pouco de tranqüilidade. Talvez fora da alta temporada seja um pouco melhor, mas nas férias escolares no inverno?

Concorrida aula de hidroginástica na Pousada do Rio Quente, perto de Caldas Novas em Goiás

Concorrida aula de hidroginástica na Pousada do Rio Quente, perto de Caldas Novas em Goiás


Doce ilusão. É nesta época que os pacotões turísticos do tipo CVC fazem mais sucesso. Para nós foi um choque, sair de São João Batista e cair naquela muvuca, ver o povo enlouquecido, música alta, tudo dominado! Nós não tivemos opção a não ser entrar no clima, encontrar uma cadeira na praia e até dar uma dançadinha ao som da dupla sertaneja que estava “animando” a tarde. Ainda bem que insistimos até o final para vermos aquele lugar mais vazio, fica bem mais aprazível, não acham?

Fim de tarde, aproveitando a piscina vazia do Hot Park, na Pousada do Rio Quente, perto de Caldas Novas em Goiás

Fim de tarde, aproveitando a piscina vazia do Hot Park, na Pousada do Rio Quente, perto de Caldas Novas em Goiás


Estes 1000dias são realmente uma caixinha de surpresas! Vamos dos programas mais roots, natureza e tal, até a Pousada do Rio Quente, afinal, tudo isso faz parte da América que queremos tanto explorar.

Brasil, Goiás, Rio Quente,

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25 km de Pura Manhattan!

Estados Unidos, New York, Nova Iorque

Fotografando o pôr-do-dol em Nova Iorque - Estados Unidos

Fotografando o pôr-do-dol em Nova Iorque - Estados Unidos


Falar de Nova Iorque parece fácil, pois a cidade que nunca dorme tem atrações para todos os gostos, bolsos e estilos. Ao mesmo tempo é uma grande responsabilidade. Selecionar atividades para três dias na Big Apple e sair de lá feliz com a programação é uma missão quase impossível. Nós tentamos mesclar programas culturais e ao ar livre, explorando novos espaços, outros bem antigos, mas ainda desconhecidos pelo casal.

Times Square durante a tarde, em Nova Iorque - Estados Unidos

Times Square durante a tarde, em Nova Iorque - Estados Unidos


Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos

Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos


É importante deixar claro aqui que já estivemos em Nova Iorque em outra ocasião. No começo do inverno, em outubro de 2007, o Rodrigo veio correr a prova da famosa Maratona de Nova Iorque e eu vim como equipe de terra e tiete. O friozinho e os dias na cidade nos deram oportunidade de conhecer algumas atrações obrigatórias como Empire State, Museu de História Natural e o Metropolitan Museum of Art. Assim sendo desta vez tivemos mais tempo para dedicar aos nossos locais preferidos e descobrir as novidades da ilha de Manhattan.

Lago para prática de remo no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Lago para prática de remo no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Lago no Central Park conhecido por seus 'veleiros de brinquedo', em Nova Iorque - Estados Unidos

Lago no Central Park conhecido por seus "veleiros de brinquedo", em Nova Iorque - Estados Unidos


Nova Iorque no verão é uma cidade muito vívida, colorida e movimentada. Pessoas de todos os cantos do mundo vão e vem pelas avenidas. Escutamos árabe, chinês, alemão, norueguês, espanhol, japonês, alguns idiomas irreconhecíveis e muuuuuito português, brasileiro, é claro. A brazucada se destaca facilmente na multidão, com suas sacolas de compras e uma certa euforia típica dos nossos conterrâneos (me incluo nessa). Não é para menos, a alegria de estar conhecendo a capital do mundo é grande e salta aos olhos dos dois curiosos viajantes aqui. Andar pelas ruas nova iorquinas é realmente uma experiência antropológica.

Não é fácil (nem barato!) estacionar em Nova Iorque - Estados Unidos

Não é fácil (nem barato!) estacionar em Nova Iorque - Estados Unidos


Vista da High Line em Nova Iorque - Estados Unidos

Vista da High Line em Nova Iorque - Estados Unidos


Não tem melhor opção para começar a se sentir mais íntimo da cidade que uma longa manhã de explorações no Central Park! Roupa de caminhada, tênis de corrida e sem perder tempo já vamos comendo “on the go” um copão de iogurte natural com granola comprado na esquina. Em uma cidade plana como esta o ideal para os turistas saudáveis e bem dispostos é suar a camisa e sair andando por aí.

Alongamento no Central Park, numa magnífica manhã de verão em Nova Iorque - Estados Unidos

Alongamento no Central Park, numa magnífica manhã de verão em Nova Iorque - Estados Unidos


Passamos pela iluminada Times Square, caminhamos a 7ª e 6ª Avenida e cruzamos todo o Central Park. Gramados lotados de veranistas de biquíni tomando sol, praticando ioga, corrida, bike, mães com seus bebês e cachorros levando seus donos para passear. As quadras de baseball estavam cheias, com seus times de masters aproveitando o verão para colocar os treinos em dia. O coração verde de Manhattan ganha um ar praiano irresistível nestes dias quentes de verão.

Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Jogo de beisebol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Jogo de beisebol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Caminhamos forte até o Dakota Building, prédio onde viveu e morreu o Beatle John Lennon. Passamos pelos campos de morango em direção ao Reservoir e com corpo aquecido aceleramos na corrida apreciando o skyline de Manhatan sobre a água que abastece a cidade.

Corrida ao redor do Resevoir, no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Corrida ao redor do Resevoir, no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Chegamos ao Upper East Side na altura da 87 St. com a 5ª Avenida, em frente ao Guggenheim Museum e já decidimos o museu da vez. Descemos pela Museum Mile já nos lamentando por não ter tempo de rever o Metropolitan, que entre outras exposições destacava a Byzantium and Islam - Age of Transition. Se alguém for, por favor nos conte!

O famoso Museu Metropolitan, na 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos

O famoso Museu Metropolitan, na 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos


Levando cães para passear no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Levando cães para passear no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Um detour rápido até a Park Avenue, cruzando a vizinhança bacana dos wealthies new yorkers e retornamos ao Central Park com blackberries e cerejas frescas. Logo chegamos à 5ª Av e ao templo do consumismo moderno, a Apple Store. A experiência de uso é o foco principal neste case de marketing dentro de um cubo de vidro, parada obrigatória para qualquer marqueteiro, comunicador ou aficionado por tecnologia.

A famosa loja da Apple na 5a Avenida, esquina do Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

A famosa loja da Apple na 5a Avenida, esquina do Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Maravilhosa loja de frutas no Upper East Side, em Nova Iorque, Nos Estados Unidos

Maravilhosa loja de frutas no Upper East Side, em Nova Iorque, Nos Estados Unidos


Do moderno a um antigo templo da cidade, a St Patrick´s Cathedral. Imponente e silenciosa, a catedral construída de 1858 tem mais de um milhão de velas acendidas todos os anos! Passamos pelo Rockfeller Center e antes de continuarmos a caminhada fizemos um pit stop rápido no hotel para um banho e o figurino mais casual de fim de tarde.

Interior da Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos

Interior da Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos


Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos

Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos


A Highline é a atração no Meatpacking District. Antes esta zona esquecida da cidade, entre o West Village e o sul de Chelsea era cortada por uma linha de trem desativada, com mato crescido que nada acrescentava à cidade. Em um projeto de revitalização do bairro, conservação de sua história e criação de um cinturão verde ao redor da ilha, nasceu o projeto da Highline.

Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos

Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos


Iniciativa de alguns poucos moradores da região que discordavam da demolição dessa estrutura e que se uniram para montar o projeto, angariar fundos e transformaram uma área perdida em mais um lindo parque. A estreita passarela elevada ganhou calçada, um projeto de paisagismo com plantas nativas do estado de Nova Iorque, além de mirantes, exposições de arte e áreas de lounge com cadeiras de praia em frente a uma corrente de água, como uma praia nos jardins suspensos da Babilônia.

Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos

Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos


Pessoas relaxam e tomam sol na High Line em Nova Iorque - Estados Unidos

Pessoas relaxam e tomam sol na High Line em Nova Iorque - Estados Unidos


Cruzamos o agito dos bares e restaurantes do Meatpacking District e do Chelsea em direção ao prédio triangular que muitos devem lembrar do seriado Friends, quase em frente ao Madison Square Park e ao nosso destino final, o indicadíssimo Eataly!

Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos

Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos


O Eataly é um mercadão italiano com todos os produtos da mama que você pode imaginar. Desde verduras e legumes frescos, passando por cogumelos, molhos de tomate importados, azeites, balsâmicos, massas artesanais, caseiras, compotas, embutidos e, é claro, muitos queijos e vinhos! No centro deste mercadão de luxo, alguns restaurantes preparam tábuas e oferecem especialidades desde o Vêneto à Costa Amalfitana!

Venda de queijos no 'Eat-aly', em Nova Iorque - Estados Unidos

Venda de queijos no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos


Queijos, salames e vinhos no 'Eat-aly', em Nova Iorque - Estados Unidos

Queijos, salames e vinhos no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos


Vnda de cogumelos no 'Eat-aly', em Nova Iorque - Estados Unidos

Vnda de cogumelos no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos


Delicioso vinho italiano no 'Eat-aly', em Nova Iorque - Estados Unidos

Delicioso vinho italiano no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos


Este roteiro completo possui aproximadamente 25 km, caminhados quase sem sentir dentre os arranha-céus de Manhattan e algumas de suas melhores atrações!


Visualizar Walking tour em NY (rota aproximada - 25 km) em um mapa maior

Aos mais preguiçosos, metrôs e/ou táxis estão sempre disponíveis no caminho, mas garanto, não só pelas calorias perdidas, se o fizer a pé não irá se arrepender!

Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Estados Unidos, New York, Nova Iorque, Central Park, Eataly, Highline, Manhattan, roteiro, walking tour

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Day Tour em Chapultepec e Condessa

México, Cidade do México

Bela paisagem no Parque Chapultepec, na Cidade do México, capital do país

Bela paisagem no Parque Chapultepec, na Cidade do México, capital do país


A Cidade do México é formada por diversas vizinhanças, então para alguém poder dizer que conhece alguma coisa da cidade do México são necessários pelo menos uns sete dias para rodar bem a cidade e explorar os principais bairros.

Parque Chapultepec visto do alto do Castillo, na Cidade do México, capital do país

Parque Chapultepec visto do alto do Castillo, na Cidade do México, capital do país


Nós começamos a nossa segunda rodada pela capital mexicana pelo principal parque da cidade, o Bosque Chapultepec. Apenas passando por algumas definições básicas: aqui no México os bosques são o mesmo que nós brasileiros conhecemos como parques. Os parques são as nossas praças e as plazas mexicanas são áreas em que normalmente há um comércio informal, tianguis espalhados por tudo. Portanto o Bosque de Chapultepec é o equivalente chilango do Parque Ibirapuera ou do Parque Barigüi. Uma imensa área bem arborizada com diversas atividades e atrativos para a população.

Muitos esquilos no Parque Chapultepec, na Cidade do México, capital do país

Muitos esquilos no Parque Chapultepec, na Cidade do México, capital do país


No parque há um pequeno lago artificial com pedalinhos, área de eventos e shows, aulas de ginástica e yoga, sala de leitura, biblioteca e até um espaço conhecido como “audiorama”. O Audiorama é um cantinho acústico a céu aberto, onde está disponível uma banca de empréstimo de livros, vários bancos confortáveis e um com ambiente com música clássica. Uma ilha de tranqüilidade no meio da caótica megalópole.

O incrível Audiorama, recanto para relaxar ouvindo óperas, dentro do Parque Chapultepec, na Cidade do México, capital do país

O incrível Audiorama, recanto para relaxar ouvindo óperas, dentro do Parque Chapultepec, na Cidade do México, capital do país


Após atravessarmos o bosque, passando pela Avenida dos Poetas, chegamos ao Monumento aos Combatentes Mexicanos na Guerra das Malvinas. O Audiorama fica exatamente atrás deste monumento. Outra boa referência é o Ahuehuete de mais 700 anos conhecido como “El Sargento”, a árvore símbolo nacional do México também conhecida como “El Ahuehuete de Moctezuma”, pois diz a lenda, foi plantada pelo imperador azteca. Seu nome significa “a árvore que nunca envelhece” ou “árvore velha de água” na língua náhuatl. Ela possui 15m de altura, 40m de diâmetro e viveu por mais de 500 anos, não há como perdê-la de vista.

Caminhando no Parque Chapultepec, na Cidade do México, capital do país

Caminhando no Parque Chapultepec, na Cidade do México, capital do país


A história do parque é um tanto quanto curiosa e remonta ao Imperador Azteca Nezahualcóyotl, que construiu um aqueduto que ligava a principal fonte de água doce para a capital Tenochtitlán, sobre o Lago de Texcoco. Hoje o local da mesma nascente de água está dentro de um monumento construído a céu aberto não apenas protegê-la, mas para manter a memória e a origem deste local. Aí algumas placas contam a história dos jardins ao redor do bosque, espécies de árvores e plantas que foram introduzidas desde a época dos Aztecas, passando pelo período colonial e o segundo período monárquico do México, até os dias de hoje. E pensar que os mesmos aztecas que adoravam um sacrifício humano, também tinham a sensibilidade e visão de construir um dos primeiros jardins botânicos que se tem registro na era pré-hispânica. Chapultepec na língua Náhuatl quer dizer “Colina dos Gafanhotos”.

O Parque  Chapultepec, na Cidade do México, capital do país

O Parque Chapultepec, na Cidade do México, capital do país


Passamos pelo monumento dos Niños Heroes, jovens estudantes da escola militar, que defenderam heroicamente o Castelo de Chapultepec da invasão norte-americana em 13 de Setembro de 1847 e chegamos ao Castelo de Chapultepec, que está localizado no alto do Monte dos Gafanhotos, com uma belíssima vista da cidade. O castillo começou a ser construído no período colonial em 1785, porém só foi terminado após as guerras de independência. Em 1864 o Imperador Maximiliano e a Imperatriz Carlota o reformaram para ser sua residência no México.

Elegante sala no Castillo de Chapultepec, na Cidade do México, capital do país

Elegante sala no Castillo de Chapultepec, na Cidade do México, capital do país


Essa é uma história curiosa, após a independência, o México foi conquistado pela França de Napoleão III. Este ofereceu o cargo de imperador ao Maximiliano, da Áustria. Ele e sua esposa vieram apoiados pelos conservadores mexicanos, porém suas idéias liberais não foram muito bem vindas. Um post no Blog do Rodrigo (http://www.1000dias.com/rodrigo/chapultepec-e-maximiliano/ ) faz um resumo interessante deste capítulo da história mexicana. Depois disso o castelo tornou-se residência presidencial até o ano de 1939, quando foi transformado em Museu Nacional de História pelo presidente Lázaro Cárdenas.

O Castillo de Chapultepec, na Cidade do México, capital do país

O Castillo de Chapultepec, na Cidade do México, capital do país


O castelo possui uma decoração suntuosa que atravessou séculos e foi sendo modernizado conforme seus novos moradores passavam por ali. Um dos principais lugares do castelo são o seu jardim de inverno no pátio superior, com uma torre de observação no centro e um paisagismo europeu impecável!

Jardins do Castillo de Chapultepec, na Cidade do México, capital do país

Jardins do Castillo de Chapultepec, na Cidade do México, capital do país


Saímos de Chapultepec e fomos caminhando até a Colônia Condessa, uma das vizinhança hypes do DF. Suas ruas super agradáveis e arborizadas, sua arquitetura do início do século XX, restaurantes, bares e bistrôs são parte do charme. Condessa é o bairro que mais usa bicicleta e possui inclusive o sistema de locação e compartilhamento de bicicletas similar ao encontrado em Paris.

Um dos muitos restaurantes em La Condesa, charmoso bairro da Cidade do México, capital do país

Um dos muitos restaurantes em La Condesa, charmoso bairro da Cidade do México, capital do país


Os arredores do Parque México e da Amsterdam, rua que o circunda, são os mais agradáveis para uma caminhada rápida e um café ou almoço tardio. Nós paramos em um bar de Tapas y Viños e aproveitamos o final de tarde para conhecer o Soho da Cidade do México.

Venda de flores em La Condesa, charmoso bairro da Cidade do México, capital do país

Venda de flores em La Condesa, charmoso bairro da Cidade do México, capital do país


Um dia de muitos aprendizados sobre a história deste país e a geografia desta cidade. As duas horas no trânsito para voltar às Lomas de Santa Fé rapidamente nos trouxeram à realidade da metrópole mexicana, que em suas ilhas de calmaria nos cativa e nos deixa apaixonados.

Tranporte comunitários de bicicletas em La Condesa, charmoso bairro da Cidade do México, capital do país

Tranporte comunitários de bicicletas em La Condesa, charmoso bairro da Cidade do México, capital do país



Glossário:
- Chilango: pessoas que nascem na Cidade do México. Estes também podem ser chamados de “defeños”, pois nasceram no DF, Distrito Federal.
- Tianguis: camelôs.
- Colônia: bairro chique.
- Barrio: bairro pobre.

México, Cidade do México, Chapultepec, Mexico City

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