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Little Cayman

Ilhas Caiman, Little Cayman

A pequena praia de nossa deliciosa pousada em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

A pequena praia de nossa deliciosa pousada em Little Cayman, nas Ilhas Caiman


O território de Cayman é formado por três ilhas, a Grand Cayman, Little Cayman e Cayman Brac. A primeira é a principal, onde está localizada a capital George Town e 95% da população do país, além dos mais de 700 bancos do paraíso fiscal. A segunda maior comunidade está na ilha de Cayman Brac, onde vivem em torno de 1.800 pessoas; uma ilha com uma geografia totalmente diferente das suas irmãs, já que abriga o ponto mais alto do país, no topo de uma montanha com 60m de altitude. Little Cayman por sua vez é basicamente um monte de corais e areia, plana e toda ao nível do mar, com apenas 150 moradores.

A pequena praia de nossa deliciosa pousada em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

A pequena praia de nossa deliciosa pousada em Little Cayman, nas Ilhas Caiman


A menos populosa das ilhas é o principal destino dos mergulhadores que realmente levam a sério esse negócio. Um parque nacional protege a área marinha ao redor da ilha, mantendo os corais e a vida marinha muito mais colorida e abundante nessa região. Outro esporte que começa a ter espaço aqui é o Kite Surf, pois as características da ilha proporcionam as condições perfeitas pra kite surfers se esbaldarem nos freqüentes ventos que sopram na sua baía rasa e protegida.

Nosso primeiro entardecer em Little Cayman, no pier da pousada Sunset Cove

Nosso primeiro entardecer em Little Cayman, no pier da pousada Sunset Cove


A população é formada principalmente por expatriados, pessoas que vieram em busca de um lugar mais tranquilo, contato com a natureza e geralmente ligadas à estrutura turística oferecida aqui. Os poucos caimaneiros que ficaram são os moradores mais antigos e pescadores que tentam manter seu estilo de vida, entre muitos runs e histórias de pescador.

O pier da Sunset Cove, nossa pousada em Little Cayman

O pier da Sunset Cove, nossa pousada em Little Cayman


Os resorts de mergulho em Little Cayman não são muitos, talvez 6 ou 7, e os que existem têm um preço meio salgado. Pesquisando na internet vi que na alta temporada os preços geralmente começam em cerca de 300 dólares. Um dos poucos lugares que tinha uma tarifa melhor (180 dólares) estava lotado. Pesquisei, pesquisei e consegui encontrar um hotel chamado Sunset Cove.

O pier da Sunset Cove, nossa pousada em Little Cayman

O pier da Sunset Cove, nossa pousada em Little Cayman


O primeiro e único Kite Resort de Little Cayman, o Sunset Cove está localizado às margens desta baía tranquila e perfeita para a prática desse esporte. Eles possuem um preço especial para kiters (85 dólares) e para não praticantes um precinho ainda bem camarada de 100 dólares. Paul é instrutor de kite e promete te colocar em pé na prancha em 2 aulas, cada aula tem 2h de duração e custa 200 dólares, já incluindo o aluguel do equipamento.

Nosso primeiro entardecer em Little Cayman, no pier da pousada Sunset Cove

Nosso primeiro entardecer em Little Cayman, no pier da pousada Sunset Cove


A pousada foi um achado maravilhoso! Preço camarada, estrutura bacana, serviço personalizado, com transfer do aeroporto e ao dive resort e um clima super aconchegante, jovem e ao mesmo tempo familiar. Isabelle me ajudou a agendar os mergulhos com o pessoal do Beach Resort Little Cayman antes mesmo de chegarmos à ilha. Paul e Isabelle fazem de tudo para nos sentirmos em casa! O café da manhã está incluído e as comidas podem ser preparadas no quarto mesmo, que já vem todo equipado com uma cozinha completa, internet e é super confortável.

Nosso avião entre Grand Cayman e Little Cayman

Nosso avião entre Grand Cayman e Little Cayman


Nós pousamos na ilha e Paul estava nos esperando, fizemos uma compra no mercadinho e chegamos ao nosso paraíso, praticamente particular, embasbacados com a sorte que tivemos! Um clima super tranquilo, com uma vista maravilhosa para o mar verde e um lindo pôr-do-sol!

Fantástico pôr-do-sol no nosso primeiro dia na Sunset Cove, em Little Cayman

Fantástico pôr-do-sol no nosso primeiro dia na Sunset Cove, em Little Cayman


Na mesma tarde chegaram os nossos vizinhos kite surfers, Gil e Johnny, um casal de britânicos que irá passar os próximos 15 dias aqui nesse lugarzinho chato, praticando seu esporte preferido. Para a nossa sorte o vento não está para kite, o que facilita muito a navegação para os mergulhos! Rsrs! A previsão é que ele entre forte nos próximos dois dias, quando essa lagoa em frente irá ficar mais colorida e radical! Timing perfeito, pois até lá infelizmente nós já teremos que ir embora.

Admirando o belíssimo pôr-do-sol na nossa pousada em Little Cayman, nas Ilhas Caiman

Admirando o belíssimo pôr-do-sol na nossa pousada em Little Cayman, nas Ilhas Caiman


Nesta primeira noite jantamos no Beach Resort Little Cayman com Gil, Johnny e Paul e amanhã conheceremos Isabelle que está em um curso para novos voluntários da Cruz Vermelha. Agora sim sentimos que chegamos a uma praia caribenha. Bem vindos ao paraíso!

Ilhas Caiman, Little Cayman, Cayman Chica, Little Cayman, Mergulho

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Mount St. Helens

Estados Unidos, Washington State, Saint Helens

Admirando o vulcão Santa Helena, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Admirando o vulcão Santa Helena, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Dia 17 de Maio de 1980: um dia que ficou marcado na história e na memória de toda uma nação. Estas memórias transcenderam o tempo e fronteiras, pois mesmo quem não era nem nascido na época, sem dúvida reconhecerá algumas das imagens mais famosas de devastação e fúria da natureza.

Floresta de milhares de árvores derrubada pela erupção do vulcão Santa Helena, no estado de Washington, nos EUA

Floresta de milhares de árvores derrubada pela erupção do vulcão Santa Helena, no estado de Washington, nos EUA


Foi neste dia que o vulcão St. Helens entrou em erupção. Depois de quase 3 meses de avisos, tremores de terra, novas ventas sulfurosas e até o “inchaço” de uma das paredes laterais da montanha que crescia mais de 1,5m ao dia!

Spirit Lake e a planície formada pela erupção de 1980 do vulcão Santa Helena, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Spirit Lake e a planície formada pela erupção de 1980 do vulcão Santa Helena, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Geólogos e vulcanologistas de todas as partes vieram para a região central do Estado de Washington para estudar o evento, acompanhar cada movimento e entender melhor um dos mais imprevisíveis e explosivos fenômenos naturais. Dave Johnston era um deles, um jovem geólogo de 30 anos PhD em vulcanologia acompanhava de perto todos os acontecimentos. Um dia antes da erupção ele esteve no alto da montanha recolhendo amostras de gases para avaliações químicas, substituiu um de seus alunos que não pôde comparecer no turno e na hora da erupção pôde assistir de camarote um dos maiores eventos vulcânicos ocorridos na América do Norte no último século.

Alpinista assiste, estatelado e incrédulo, a erupção do vulcão Santa Hehena, no estado de Washington, nos EUA

Alpinista assiste, estatelado e incrédulo, a erupção do vulcão Santa Hehena, no estado de Washington, nos EUA


Ele estava no topo de uma montanha, no observatório científico do Coldwater Peak, a 10 quilômetros do vulcão. Provavelmente pensava estar muito seguro àquela distância. Foi apenas quando a explosão começou que, no silêncio abafado da explosão vulcânica, ele pode transmitir sua última mensagem de rádio: “Vancouver, Vancouver, this is it!”. É isso! Ele soube, segundos antes de sua morte que não teria como escapar.

O vulcanologista Dave Johnston na véspera da erupção do Santa Helena, em posto de observação em frente à montanha, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

O vulcanologista Dave Johnston na véspera da erupção do Santa Helena, em posto de observação em frente à montanha, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Estas histórias, dados geográficos e históricos podem ser vistos no Silver Lake Visitor Center (Washington State Parks, próximo Castle Rock na saída 49 da I-5), ou ainda mais detalhados no Johnston Ridge Observatory, fechado durante a semana nessa época do ano.

A nova floresta e as antigas árvores ao redor do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

A nova floresta e as antigas árvores ao redor do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


A história de Johnston foi, para mim, a história mais marcante dessa visita ao Mount St. Helens, mas outras várias aconteceram nos seus arredores. Histórias como a de Gary Rosenquist, fotógrafo amador que estava distante o suficiente para ainda ter tempo de fotografar uma sequencia de 20 imagens de uma montanha de 2.930 m de altura se desmanchando em uma nuvem de vapor, terra e cinzas em sua frente. Este escapou por muito pouco!

As encostas do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

As encostas do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Começamos a nossa visita ao Mount Saint Helens National Volcanic Monument pela estrada onde este sortudo esperava pela chance de fotografar um vulcão em erupção. Aposto que ele não imaginava que realmente conseguiria!

Algumas das fotos tiradas por Gary Rosenquist da erupção do Santa Helena, em 1980 (estado de Washington, oeste dos Estados Unidos)

Algumas das fotos tiradas por Gary Rosenquist da erupção do Santa Helena, em 1980 (estado de Washington, oeste dos Estados Unidos)


A Windy Rigde está localizada a noroeste do vulcão e percorre a sinuosa crista , passando por belíssimos mirantes, vales antes repletos das imensas árvores Douglas Firs, completamente devastados pelo impacto da erupção.

Chegando ao Mt. St. Helens, a estrada cruza as árvores mortas pela erupção de 1980, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Chegando ao Mt. St. Helens, a estrada cruza as árvores mortas pela erupção de 1980, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Dali pudemos ver o Spirit Lake, um antigo recanto paradisíaco para veranistas e amantes da natureza, com o nevado St Helens ao fundo. O lago abrigava um dos mais famosos lodges da região, o Spirit Lake Lodge, construído em 1928 pelo Sr. Truman.

A paisagem idílica do Lake Spirit e vulcão Santa Helena, antes da erupção de 1980, no estado de Washington, nos EUA

A paisagem idílica do Lake Spirit e vulcão Santa Helena, antes da erupção de 1980, no estado de Washington, nos EUA


O hotel, seu teimoso dono, que se recusou a deixar a área e seus 18 gatos foram enterrados na erupção. O lago cristalino de águas geladas, em alguns minutos teve sua água aquecida, recebeu toneladas de cinzas, lama e troncos de madeira.

Spirit Lake, aos pés do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Spirit Lake, aos pés do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


As árvores mortas na erupção de 1980 formam um tapete macabro no Spirit lake, aos pés da montanha, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

As árvores mortas na erupção de 1980 formam um tapete macabro no Spirit lake, aos pés da montanha, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Ele tornou-se pútrido, uma sopa de bactérias e agentes químicos, que aos poucos foram sendo biodigeridos e trouxeram ao lago mais vida que antes da erupção. Plantas, pequenas larvas e até peixes hoje vivem no lago, que depois de 32 anos, está praticamente recuperado. As árvores arrastadas por suas ondas gigantes nas encostas dos seus arredores ainda podem ser vistas, boiando e em decomposição, nas margens do lago. Ciclos naturais que só pudemos conhecer e estudar após um desastre, entendendo que do caos nasce a vida e da destruição, uma nova paisagem renovada e cheia de história.

A floresta de árvores mortas, chegando ao Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

A floresta de árvores mortas, chegando ao Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


As árvores mortas na erupção de 1980 formam um tapete macabro no Spirit lake, aos pés da montanha, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

As árvores mortas na erupção de 1980 formam um tapete macabro no Spirit lake, aos pés da montanha, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Ao final da Windy Ridge esperamos a forte chuva passar para subir as dezenas de degraus ao mirante e ter uma das vistas mais impressionantes da viagem. A cratera do Santa Helena, quase despida de nuvens, um vale e uma imensa planície recém criada há míseros 32 anos, um cenário apenas um ano mais velho do que eu!

Visita ao vulcão Santa Helena, com o Spirit Lake ao fundo, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Visita ao vulcão Santa Helena, com o Spirit Lake ao fundo, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Ao sul, próximo à cidade de Cougar, pudemos visitar ainda a entradas dos túneis de lava, o Lahar Viewpoint e o Lava Canyon. A caminhada de pouco mais de uma hora, embaixo de chuva, pelo Lava Canyon é recompensadora. Paisagens de outro planeta, imensos bouders de lava resfriada, camadas de rocha que contam a recente história vulcânica de toda a região.

Subindo em antiga lava solidificada no Lava Canyon, ao sul do Mt. St. Helens, no estado de Washington, nos EUA

Subindo em antiga lava solidificada no Lava Canyon, ao sul do Mt. St. Helens, no estado de Washington, nos EUA


Lava Canyon, ao sul do Mt. St. Helens, no estado de Washington, nos EUA

Lava Canyon, ao sul do Mt. St. Helens, no estado de Washington, nos EUA


Um cenário de devastação e renovação, de extrema beleza e grandes ensinamentos. O ciclo da vida na terra é muito maior do que nós, humanos, podemos compreender.

O vulcão Santa Helena, antes de sua erupção em Maio de 1980, no estado de Washington, nos EUA

O vulcão Santa Helena, antes de sua erupção em Maio de 1980, no estado de Washington, nos EUA


O vulcão Santa Helena, depois de sua erupção em Maio de 1980, no estado de Washington, nos EUA

O vulcão Santa Helena, depois de sua erupção em Maio de 1980, no estado de Washington, nos EUA


O Mount St Helens diminuiu dos seus 2.930m de altura para 2.538m, e hoje dentro de sua arregaçada cratera, um novo dome continua a crescer. Quando o vulcão voltará a entrar em erupção? Só a mãe natureza, Pacha Mama, Deus ou como quiser chamar, é que talvez saiba responder.

Um momento mágico: a luz do sol penetra a névoa bem encima da floresta de árvores mortas, na região do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Um momento mágico: a luz do sol penetra a névoa bem encima da floresta de árvores mortas, na região do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Se interessou por esta história? Leia ela aqui, um relato histórico cheio de emoção e detalhes para você entender como tudo isso aconteceu.

Estados Unidos, Washington State, Saint Helens, Cougar, parque nacional, Road Trip, vulcão

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Citadelle e San Souci

Haiti, Cap-Haitien, Citadelle

Visitando as impressionantes ruínas do Palácio de Sans-Souci, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti

Visitando as impressionantes ruínas do Palácio de Sans-Souci, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti


Um grande palácio que rivalizou, em grandeza e requintes, o Palácio de Versailles e a maior fortaleza do Caribe! Alguma vez você imaginou que poderia encontrar tudo isso aqui, no Haiti?

O caminho morro acima até a Citadelle, no norte do Haiti

O caminho morro acima até a Citadelle, no norte do Haiti


Sim, eles existem e nós fomos lá conferir. O Palácio de San-Souci e a Citadelle Laferrière são monumentos à loucura e mania de grandeza de um dos libertadores do país, Henri Christophe. Isso em nenhum momento lhes tira a grandeza e a genialidade arquitetônica de ambos, pelo contrário, a loucura somada à beleza cênica dos seus arredores as fazem ainda mais obrigatórias em qualquer roteiro pelo país.

Família observa os visitantes que caminham de Sans-Souci à Citadelle, no norte do Haiti

Família observa os visitantes que caminham de Sans-Souci à Citadelle, no norte do Haiti


Após ter lutado pela libertação do Haiti dos domínios franceses e de romper com seus colegas e líderes revolucionários, Christophe decidiu se tornar Rei do “Reino do Haiti”, no norte do país. A excentricidade do maluco não parou por aí, ele queria também se equiparar aos seus algozes franceses em título, poder e símbolos de riqueza e afundou todos os recursos que já não possuía na construção do seu castelo San-Souci e na maior fortaleza do Caribe.

Ruínas do palácio de Sans-Souci, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti

Ruínas do palácio de Sans-Souci, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti


O Castelo de San-Souci foi construído entre os anos de 1810 e 1813 e era a residência oficial do Rei Christophe, sua esposa Marie-Louise e suas duas filhas. Era o maior e mais impressionante dos 9 castelos e diversas residências reais, muitos dizem que nos seus tempos áureos ele seria o equivalente caribenho do Palácio de Versalles. Em outubro de 1820 Christophe se suicidou no castelo e 10 dias depois seu filho foi assassinado por revolucionários. Vinte e dois anos mais tarde, um grande terremoto se abateu na região e deixou o castelo em ruínas e este nunca mais foi reformado.

Visitando as impressionantes ruínas do Palácio de Sans-Souci, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti

Visitando as impressionantes ruínas do Palácio de Sans-Souci, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti


A pouco mais de 8 km montanha acima está a Citadelle Laferrière, construída entre 1805 e 1820 para defender o Haiti de invasões francesas que nunca ocorreram. Ela possui a maior coleção de armas de artilharia do século XVIII, dentre eles 365 canhões dos mais diversos calibres e suas respectivas bolas de ferro.

Galeria cheia de canhões na Citadelle, no norte do Haiti

Galeria cheia de canhões na Citadelle, no norte do Haiti


Há uma enorme quantidade de balas de canhão, de diversos tamanhos, espalhadas por toda a Citadelle, a gigantesca fortaleza no norte do Haiti

Há uma enorme quantidade de balas de canhão, de diversos tamanhos, espalhadas por toda a Citadelle, a gigantesca fortaleza no norte do Haiti


Há uma enorme quantidade de balas de canhão, de diversos tamanhos, espalhadas por toda a Citadelle, a gigantesca fortaleza no norte do Haiti

Há uma enorme quantidade de balas de canhão, de diversos tamanhos, espalhadas por toda a Citadelle, a gigantesca fortaleza no norte do Haiti


A maior fortaleza do Caribe, e uma das maiores da América, tem 10 mil metros quadrados, 40 metros de altura e empregou mais de 20 mil trabalhadores na sua construção. A Citadelle é mamutesca e realmente impressiona pela massividade de sua estrutura, são andares e mais andares construídos no topo do Bonnet a L´Eveque, uma montanha a 970m sobre o nível do mar, com vistas maravilhosas da região.

Placa informativa com o mapa da Citadelle, no norte do Haiti

Placa informativa com o mapa da Citadelle, no norte do Haiti


A grandiosa paisagem que se vê do alto da Citadelle, no norte do Haiti

A grandiosa paisagem que se vê do alto da Citadelle, no norte do Haiti


Do castelo à Citadelle pegamos um moto-táxi (episódio detalhado abaixo), e o último quilometro deve ser feito a pé ou à cavalo. A caminhada é linda, com vistas sensacionais das montanhas, da baía de Cap-Haitien e o litoral norte do Haiti. Dizem que em dias claros se pode ver até Cuba, mas tenho minhas dúvidas.

Observando a vista do alto da Citadelle, no norte do Haiti

Observando a vista do alto da Citadelle, no norte do Haiti


Observando a vista através das janelas da Citadelle, no norte do Haiti

Observando a vista através das janelas da Citadelle, no norte do Haiti


Decidimos retornar à Milot a pé, passando pelas vilazinhas de montanha, vendo mais de perto como esse povo vive, conversando com locais e aproveitando as belíssimas vistas. A decida é dura e exige bons joelhos, no final os meus já estavam pedindo água! Mas foi um belo exercício e uma ótima forma de nos envolvermos mais com a cultura e a paisagem da região.

Família observa os visitantes que caminham de Sans-Souci à Citadelle, no norte do Haiti

Família observa os visitantes que caminham de Sans-Souci à Citadelle, no norte do Haiti


O caminho morro acima até a Citadelle, no norte do Haiti

O caminho morro acima até a Citadelle, no norte do Haiti


Desde 1982 as ruínas de San-Souci foram declaradas Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. São os lugares com maior potencial turístico no Haiti. O governo sabe disso e já começou a preparar a estrutura turística, colocando placas informativas, construindo instalações com centro de informações, lojas de artesanatos e banheiros na base de acesso à fortaleza.

Futuro centro de apoio aos turistas, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti

Futuro centro de apoio aos turistas, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti


Tudo isso é parte de um plano maior para disseminar o turismo que já existe no litoral norte, trazendo os turistas de cruzeiro de Labadie, praia privada da Royal Caribbean, em day tours para cá. Ajudará a comunidade e será uma grande aventura para estes turistas que, quando aportam nesta praia, muitas vezes nem sabem que estão no Haiti.

Encontro com criança no caminho até a Citadelle, no norte do Haiti

Encontro com criança no caminho até a Citadelle, no norte do Haiti



Como chegar lá? Ou, Uma aventura nos taptaps entre Cap-Haitien a Milot.


Muita gente usa cavalos para chegar até a Citadelle, no norte do Haiti

Muita gente usa cavalos para chegar até a Citadelle, no norte do Haiti


O Castelo de San-Souci está localizado à margem da pequena e simpática cidade de Milot, a pouco mais de meia hora da capital du nord, Cap-Haitien. Milot pode ser acessada de taptap, moto-táxi ou táxi desde Cap-Haitien. Aluguel de carro no Haiti é caríssimo, algo em torno de 150 dólares. Um taxi que te levaria e ficaria a disposição cobraria algo parecido, pouco mais de 100 dólares, assim as opções que nos restavam seriam duas moto-táxis ou o popular taptap.

Um taptap nas ruas de Cabaret, cidade ao norte de Port-au-Prince, no Haiti

Um taptap nas ruas de Cabaret, cidade ao norte de Port-au-Prince, no Haiti


O taptap é um transporte “público” basicamente descrito como lotação. Entram todos nas caçambas das caminhonetes mais coloridas que já vimos, onde uma boa caixa de som não pode faltar! No taptap ouvimos kompa, reggae e até Michel Teló! Difícil é avisar o motorista para baixar o som ensurdecedor, já que não falamos creole. Com sorte alguns dos 20 outros passageiros entulhados ao nosso lado também estavam ficando surdos e resolveram esse problema por nós.

Deixando Cap-Haitien, já no Taptap cheio, seguindo em direção â Citadelle, no norte do Haiti

Deixando Cap-Haitien, já no Taptap cheio, seguindo em direção â Citadelle, no norte do Haiti


O taptap sai da Pont Neuf em Cap-Haitien, que está há uns 5 minutos de moto-táxi (200 gourds) do Boulevard onde está o seu hotel. Só entrar no taptap já é uma aventura, pois os motoristas te disputam a tapa, tentando organizar a fila dos carros de saída dentro do posto de gasolina ao lado da ponte. Uma vez lá dentro, vamos baldeando e aproveitando a experiência sociológica ao máximo, com os olhares curiosos de todos os haitianos para os estrangeiros branquelos dentro do taptap, cena rara.

Em Cap-Haitien, aguardando o Taptap encher para seguir em direção à Citadelle, no norte do Haiti

Em Cap-Haitien, aguardando o Taptap encher para seguir em direção à Citadelle, no norte do Haiti


27 quilômetros e várias paradas depois, chegamos à cidade de Milot. O ponto final está a apenas 3 quadras do Castelo de San-Souci. Ali mesmo, ao lado da placa, embaixo da árvore do lado do alambrado, você paga o ingresso válido para o palácio e para a Citadelle. Hoje nós dispensamos acompanhamento de guias (quem nos acompanha sabe que essa é uma briga antiga, o Rodrigo odeia, eu gosto, e tentamos revezar para não dar briga), mas foi difícil fazer os meninos guias da região largarem do nosso pé, afinal eles precisam e muito de qualquer dinheiro. Enfim, quando o Rodrigo decide que não quer, não tem pena, não tem choro e nem vela... nem para mim, nem para o guia.

Ainda tentando me livrar de um insistente guia, na Citadelle, no norte do Haiti

Ainda tentando me livrar de um insistente guia, na Citadelle, no norte do Haiti


Chegando ao palácio Sans-Souci, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti

Chegando ao palácio Sans-Souci, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti


Para ir à Citadelle precisávamos pegar uma moto-táxi para cada um (200 gourds – 4,5 dólares), mas não sem ter que lidar com uma batalha dos motociclistas. Todos queriam e precisavam trabalhar e enquanto nós estávamos tentando visitar o palácio, eles discutiam entre eles e nos exigiam uma definição. Uns 15 carinhas nos encurralaram numa placa, com os ânimos exaltados e disseram “vocês terão que escolher quem vai levá-los!”. Momento tenso. Chamaram o diretor de turismo e armaram uma reunião, nos dizendo, “conversem com o diretor!”

Ruínas do Palácio de Sans-Souci, no norte do Haiti

Ruínas do Palácio de Sans-Souci, no norte do Haiti


Era uma cena surreal, sinceramente, só não mandei todos “passear” por que vi que ali valeria a lei do mais forte. Enfim, fomos conversar com o diretor, que por sinal havíamos acabado de conhecer no taptap vindo a Milot. Ele trabalha para o Ministério de Turismo e tem, dentre as suas diversas atividades, a função de organizar a comunidade local para receber os turistas. Era o único que tinha alguma moral com a galera, discutindo em creole, francês e intermediando conosco em inglês, quem, afinal, iria nos levar montanha acima.

Motorista da moto que levou a Ana até os pés da Citadelle, no norte do Haiti

Motorista da moto que levou a Ana até os pés da Citadelle, no norte do Haiti


Já sabemos, mas com uma cena assim é que fica claro como 4 dólares fazem toda a diferença na vida desse povo. Foi um momento estressante para quem quer apenas aproveitar aquele cenário incrível nas montanhas haitianas, mas logo passou e estávamos nas garupas dos motociclistas que primeiro haviam nos abordado, educadamente, antes de entrarmos no castelo. O diretor nos seguiu em seu carrinho de golf, para acompanhar os primeiros turistas independentes que ele via chegar ali, bem curioso e atencioso.

Encontro com o encarregado do Ministério do Turismo, nas ruínas de Sans-Souci, no norte do Haiti

Encontro com o encarregado do Ministério do Turismo, nas ruínas de Sans-Souci, no norte do Haiti


Retornamos à Cap-Haitien em um taptap que pegamos no centro da cidade, logo após termos feito um lanche rápido no restaurante do único hotel-pousada que vimos em Milot. No taptap conhecemos uma menina que, curiosa, nos perguntou de onde éramos e o que fazíamos ali. O Rodrigo se comunicou com ela em francês, eu entendendo quase tudo, mas precisando do marido para traduzir as minhas perguntas e respostas.

Fazendo amigas no Taptap que nos trazia de volta da Citadelle para Cap-Haitien, no norte do Haiti

Fazendo amigas no Taptap que nos trazia de volta da Citadelle para Cap-Haitien, no norte do Haiti


Eis que ela nos pergunta: “Por que vocês não falam creole?” Bem... como explicar... nós falamos português, espanhol, inglês e até o francês (no caso do Rodrigo), mas creole não foi assim, uma prioridade, pois só podemos fala-lo aqui. E ela genuinamente intrigada e sem entender direito, começou a tentar me explicar algumas frases como:
Non mwen se Ana”, “Mwen swiv brezilyen” e a expressão “Bon Bagay”, que quer dizer “gente boa”, bastante utilizada pelos militares brasileiros, por sinal. Para a leiga aqui tudo me pareceu muito com o francês, mas meio tupiniquim “Mim nome é Ana”, mais simples e curto que o francês, quem sabe até mais fácil. Gostei! Se vier morar aqui sem dúvida terei que aprender! Rs!

A popular expressão em creolle que quer dizer 'boa gente', em Cap-Haitien, no norte do Haiti

A popular expressão em creolle que quer dizer "boa gente", em Cap-Haitien, no norte do Haiti


O final do dia foi no bar encima do mercado no Boulevard, com vista para o mar e uma boa prestigie gelada, com uma sensação boa de missão cumprida. Um dia lindo, cheio de explorações e interações no interior do Haiti, descobrindo cada vez mais o quanto esse país tem a nos oferecer e que mesmo com tantas dificuldades, descobrir o quão sorridente e gentil seu povo é. Hey, aqui entre nós, tenho um segredo para contar a vocês, acho que estou apaixonada pelo Haiti!

No interior de uma das torres da Citadelle, no norte do Haiti

No interior de uma das torres da Citadelle, no norte do Haiti

Haiti, Cap-Haitien, Citadelle, Citadelle, Creole, Milot, Palácio, Transporte

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A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

E no fim, pó.

Brasil, Minas Gerais, Perdões, Carrancas

Fiona tomada pelo pó e poeira em Perdões - MG

Fiona tomada pelo pó e poeira em Perdões - MG


Hoje é o dia de seguirmos viagem, a próxima parada: Carrancas! Fomos dormir super tarde, embalados pela boa prosa e vinhozinho. Acordamos num pulo quase 10h e já começamos a organizar as coisas para sair. O Ro tinha que escrever um post para a Gazeta e eu aproveitei o sol para lavar algumas peças de roupa e colocar no varal. Comecei a organizar o carro com as malas, quando vi tudo marrom! Alguma coisa acontece na nossa capota que não veda bem, na estrada de terra nossa bagagem ficou puro pó!

Fiona tomada pelo pó e poeira em Perdões - MG

Fiona tomada pelo pó e poeira em Perdões - MG


Pior que as nossas malas só a tralha da mula que fez a cavalgada com o Aroldo aqui para Carrancas. Sorte que foto não tem cheiro! Né, Ana?

Tralha (equipamento para vestir mulas) do Aroldo em Perdões - MG

Tralha (equipamento para vestir mulas) do Aroldo em Perdões - MG


Seguimos para a cidade com algumas atividades para resolver: fazer os updates do site na internet, comprar uma lona para proteger a bagagem na caçamba e tirar fotos da cidade de Perdões.

Casa na cidade de Perdões - MG

Casa na cidade de Perdões - MG


Igreja Matriz de Perdões - MG

Igreja Matriz de Perdões - MG


Loja em Perdões - MG

Loja em Perdões - MG


Loja em Perdões - MG

Loja em Perdões - MG


Terminadas as atividades ainda tínhamos uma última visita para fazer à Tia Marlúcia.

Tia Marlúcia e Ana Elisa em Perdões - MG

Tia Marlúcia e Ana Elisa em Perdões - MG


Que delícia de conversa, se dependesse de mim ficaríamos mais a tarde toda conversando, mas o Ro já teve que me puxar, afinal já eram 16h e ainda tínhamos 1h de estrada pela frente. É difícil mesmo nos despedirmos de lugares onde encontramos familiares e amigos, parece que alguma energia nos prende ali!

Em frente à casa de festas do Aroldo e Ana Elisa em Perdões - MG

Em frente à casa de festas do Aroldo e Ana Elisa em Perdões - MG


Chegando a Carrancas encontramos logo a Pousada Senna. Pertinho da praça, fomos super bem recebidos pelo dono da pousada que ainda tem internet wireless e uma sala de estar super reservada ao lado do quarto, local perfeito para trabalharmos! Jantamos uma panqueca saborosa no Massaroca Bistrô e seguimos trabalhando até altas horas...

Agora mesmo? 2h da manhã. Boa noite para vocês!

Brasil, Minas Gerais, Perdões, Carrancas,

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TRE, Pinguim e Amigos

Brasil, São Paulo, Ribeirão Preto

O famoso bar Pinguim, em Ribeirão Preto - SP

O famoso bar Pinguim, em Ribeirão Preto - SP


Chuva e frio de 10°C em Ribeirão Preto? É quase inacreditável, mas é verdade. Em todos estes anos freqüentando Ribeirão e região (a família da minha mãe é de Araraquara), eu nunca havia encontrado esta cidade tão fria! Hoje, minutos antes de sairmos de casa, Ribeirão foi abatida por uma forte tempestade com ventos de até 100km/h! Árvores e postes caíram, a cidade ficou com um pequeno caos no trânsito e até o abastecimento de água da cidade foi comprometido, em 13 diferentes bairros! Tempo maluco.

Dia de chuva, no Pinguim, em Ribeirão Preto - SP

Dia de chuva, no Pinguim, em Ribeirão Preto - SP


Entretanto tivemos que tomar coragem e sair de casa. Precisávamos regularizar a nossa situação eleitoral no TRE, já que as nossas justificativas entregues por correio não foram válidas, sabe Deus porque cargas d´água. Fato é que, com um pouco de tempo, paciência e pagando R$ 3,51 (por eleição perdida) tudo se resolve. Fomos à zona eleitoral do Ro, lá mesmo tiraram as guias para pagamento de ambos e no banco ali próximo pagamos as taxas. Já temos nosso certificado de quitação eleitoral, imprescindível para a retirada do novo passaporte.

O histórico teatro Pedro II, em Ribeirão Preto - SP

O histórico teatro Pedro II, em Ribeirão Preto - SP


E já que tivemos que sair do quentinho de casa para o centro, aproveitamos o ensejo e demos uma passadinha no bar mais tradicional da cidade, o Pinguim. São 75 anos de chopps servidos com maestria, petiscos e comidinhas de boteco deliciosas. A marca é tão forte que já possui até adereços de bar, camisetas e presentes com o famoso Pinguim.

Bar Pinguim, em Ribeirão Preto - SP

Bar Pinguim, em Ribeirão Preto - SP


À noite o Rodrigo pôde reencontrar uma turma muito especial que não via há mais de 20 anos: a turma do colegial que se formou com ele no Marista. Hoje, homens e mulheres formados, com família, filhos e áreas completamente diferentes. Wladimir é cantor lírico, Simone é dentista, Murilo é professor e assim por diante.

Reencontro com os amigos da época do colegial, no Marista, em Ribeirão Preto - SP

Reencontro com os amigos da época do colegial, no Marista, em Ribeirão Preto - SP


É divertido demais, até para mim, que não conhecia ninguém, ficar ouvindo as histórias antigas da época de escola. Tudo o que eles aprontavam, as viagens, os amores, as trapalhadas. No final do ano que vem eles completarão 25 anos de formados e querem comemorar! É a nova era da tecnologia, maravilhas da internet que hoje proporciona encontros como este.

Momentos de descontração no Pinguim, em Ribeirão Preto - SP

Momentos de descontração no Pinguim, em Ribeirão Preto - SP

Brasil, São Paulo, Ribeirão Preto, fazenda

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Praia e restinga carioca

Brasil, Rio De Janeiro, Rio de Janeiro

Os Dois Irmãos, no Leblon, Rio de Janeiro - RJ

Os Dois Irmãos, no Leblon, Rio de Janeiro - RJ


O Rio nos inspira a ter uma vida saudável! Eu estava louca para dormir até tarde, tirar o atraso do sono, no entanto acordei sozinha pouco antes da Íris nos convidar para ir à praia, tomar um banho de mar logo cedo. É claro que levantamos e lá fomos nós, acordar e curar qualquer resquício do chopp do Jobi nas águas geladas do Leblon. É uma delícia pegar praia logo cedo, praia vazia, aquele ar fresco da manhã, sol na temperatura ideal. Curtimos a praia em família, Pedro, Íris, Bebel, eu, Ro e até a Mel, cãzinha figura.

Bebel entrando no mar do Leblon, Rio de Janeiro - RJ

Bebel entrando no mar do Leblon, Rio de Janeiro - RJ


Durante a tarde fomos à Prainha, uma das praias preferidas dos surfistas e artistas globais, onde os papparazzis fazem a festa nos finais de semana. Chegamos lá já eram quase 15h, mas pudemos aproveitar um pouco do sol mais saudável do dia, lendo e descansando.

Lendo um pouquinho na Prainha, final de tarde (Rio de Janeiro - RJ)

Lendo um pouquinho na Prainha, final de tarde (Rio de Janeiro - RJ)


Uma hora mais tarde seguimos em direção à Grumari, procurando o restaurante do Bira, famoso por seus deliciosos pratos e vista belíssima que tem para a Restinga de Marambaia. A estrada que sai da prainha para Grumari está em reforma, pois teve diversos deslizamentos de terra, mas encontramos um caminho que seguia por dentro até Guaratiba, atravessando a montanha. A região é conhecida pelos diversos restaurantes de frutos do mar. Depois da Barra, seguindo em direção à Grumari não será difícil encontrar, é só seguir as placas que indicam “restaurantes”. Começamos a ter a vista maravilhosa com o sol se pondo e nós ansiosos por encontrar o tal do Bira, infelizmente foi só chegando lá que descobrimos que ele só abre de 5ª a domingo. Já tínhamos uma segunda indicação, caso isso acontecesse, o restaurante da Tia Palmira, mãe do Bira. Novamente demos com os burros n´água... estava fechado. Procurando por lá e assuntando com os moradores foi que descobrimos o Quintal da Praia, pouco antes do morro de Grumari. Aproveitamos nosso final de tarde, comendo um delicioso risoto de camarão, nossa “almojanta” do dia. Acabei tendo que relaxar e deixar o salto de asa delta para outro dia, mas desta vez não sairei do Rio sem saltar!

Final de tarde na Marambaia, no Rio Janeiro - RJ

Final de tarde na Marambaia, no Rio Janeiro - RJ


Retornamos apostando quanto tempo levaríamos. O GPS disse 40 minutos, o Rodrigo 1 hora e eu calculei que levaríamos 1h30. Fizemos todo o caminho no contra-fluxo dos moradores da Barra que vinham do centro e zona sul, mas quando chegamos ao túnel Zuzu Angel o trânsito parou e quem acertou? Euzinha, infelizmente... Sendo assim, o cansaço bateu, resolvemos ficar mais quietinhos em casa. Compartilhamos com Pedro e Íris um jantar delicioso que ela nos preparou e fomos dormir, afinal essa vida saudável não é fácil!

Brasil, Rio De Janeiro, Rio de Janeiro, Capital, cidade, Família, Praia

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30 anos na estrada!

Equador, Baños, Cuenca

Bela paisagem no fim de tarde na viagem para Cuenca, no Equador

Bela paisagem no fim de tarde na viagem para Cuenca, no Equador


Gostaria que esse título fosse mesmo o que vocês imaginaram. “Decidimos que iremos passar os próximos 30 anos na estrada!” Ou ainda melhor, “hoje comemoramos 30 anos de estrada!” Hahaha! Mas nada disso, a frase tem por trás um motivo muito mais simples, mas não menos nobre: hoje comemoro os meus 30 anos de idade na estrada!

Propaganda de Gatorade no Equador (Cuenca)

Propaganda de Gatorade no Equador (Cuenca)


Laura tomou seus últimos remédios na veia até as 11h e finalmente recebeu alta da clínica! Pé na estrada, dia longo de viagem para o sul do Equador, rumo à cidade de Cuenca. O Equador possui uma densidade populacional imensa, durante todo o caminho passamos por cidades grandes, vilas e povoados.


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Quase todos os estados aqui recebem o nome dos respectivos vulcões presentes em cada região. Ontem, por exemplo, saímos de Cotopaxi, passamos por Tungurahua, onde está Baños, e pelo estado do Chimborazo, vulcão extinto e mais alta montanha do Equador, com 6.310m.

O vulcão Tungurahua, perto de Baños, na viagem para Cuenca, no Equador

O vulcão Tungurahua, perto de Baños, na viagem para Cuenca, no Equador


Essa estrada é linda e muito popular pelo passeio de trem que corta as montanhas de Riobamba, passando por Alausí e chegando ao trecho mais famoso conhecido como Nariz del Diablo. A linha férrea está em manutenção e o trecho mais bonito está fechado para as obras. Assim sendo aproveitamos a nossa Fioninha para conhecer do carro mesmo as paisagens que cortam o Equador, passando pelo mesmo caminho do trem, até Cuenca.

A bela paisagem na viagem para Cuenca, no Equador

A bela paisagem na viagem para Cuenca, no Equador


A viagem foi longa e cansativa, mas não poderíamos deixar de comemorar! Em Cuenca fomos ao Tiesto, restaurante de culinária equatoriana bem despojado, passagem obrigatória na cidade. A principal atração do Tiesto é Juan, o chef, uma figura simpaticíssima e com muita personalidade. Sabe que é bom e faz questão que todos tenham a melhor experiência gastronômica em sua casa, mesmo que isso signifique ir contra a escolha (geralmente equivocada) do cliente.

Com o simpático chef do restaurante Tiesto, no aniversário da Ana, em Cuenca, no Equador

Com o simpático chef do restaurante Tiesto, no aniversário da Ana, em Cuenca, no Equador


O conceito dos pratos é que a comida deve sempre ser compartilhada, por isso são pratos para 2 ou mais pessoas. Se queremos experimentar mais de um, Juan nos diz quais pratos harmonizam e intensificam seu sabor, espetacular! Na sobremesa veio a surpresa: um prato todo decorado com molhos açucarados e com uma vela para a velhinha aqui.

Bolo de aniversário no Tiesto, excelente restaurante de Cuenca, no Equador

Bolo de aniversário no Tiesto, excelente restaurante de Cuenca, no Equador


Durante a vida, nunca imaginei que comemoraria os 30 anos no Equador, muito menos com a companhia dos amados Rodrigo, Laura e Rafael, foi sensacional! Cuenca, sem fazer muito esforço, já entrou para a lista de preferidas na história dos 1000dias.

Celebração dos 30 anos da Ana no excelente restaurante Tiesto, em Cuenca - Equador

Celebração dos 30 anos da Ana no excelente restaurante Tiesto, em Cuenca - Equador

Equador, Baños, Cuenca, Ecuador, Nariz del Diablo, Tiesto

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De Ponce a Fajardo

Porto Rico, Ponce, Fajardo

Praça Delícia, em Ponce - Porto Rico

Praça Delícia, em Ponce - Porto Rico


A programação de hoje era intensa: dirigir 150km de Ponce até as Cavernas do Rio Camuy e o Observatório de Arecibo e depois dirigir até Fajardo mais 200km. Começamos o dia cedo, conhecendo a Praça das Delícias em Ponce e sua famosa Casa de Bombas, antes sede dos bombeiros da cidade, hoje é um pequeno museu em sua homenagem. Ao lado fica a Catedral de Nossa Senhora de Guadalupe, construída em 1931 onde ficava a primeira capela construída pelos espanhóis nos idos de 1660. Tomamos um gostoso café da manhã na padoca ali perto e pegamos estrada.

Museu dos bombeiros, na praça  central de Ponce - Porto Rico

Museu dos bombeiros, na praça central de Ponce - Porto Rico


Eu estava empolgada com as trilhas, algo diferente no meio do Caribe. Nos preparamos para a caminhada, chegamos ao parque e seguimos comprar os tickets de entrada, 12 dólares cada um! Foi aí que começamos a nos dar conta da estrutura que os caras montaram. Eu e o Ro loucos para andar até lá, mas tínhamos que esperar chamarem a nossa senha. Já achei estranho, mas ok, estão preservando a caverna. Chamaram a nossa senha e primeiro passamos por uma sala de cinema com todas as instruções de segurança e depois de pegarmos os nossos capacetes entramos em um trenzinho que desceu uma rua toda pavimentada até a boca da caverna. Vimos por dentro e por fora a sua entrada natural, mas entramos por um bunker, escadas, luzes e até anúncio do restaurante mais próximo tinha lá... fiquei chocada. O choque só passou depois que vi a beleza do lugar. A Cueva Clara é magnífica, foi construída pelas águas do Rio Camuy, o terceiro rio subterrâneo mais longo do mundo. A guia deu informações bacanas sobre a caverna, no final acabei achando que valeu a pena. É um jeito totalmente exagerado de preservar um meio natural, mas aos poucos vou acostumar com o american way.

Cueva Clara, no parque Cuevas Del Rio Camuy, em Porto Rico

Cueva Clara, no parque Cuevas Del Rio Camuy, em Porto Rico


A próxima atração foi completamente diferente, o Observatório de Arecibo, que possui o maior rádio-telescópio do mundo. Mais uma sala de cinema para um filme explicativo do observatório, feito por engenheiros, com certeza. Me senti no filme do James Bond, mas no filme a antena era muito mais poderosa, estava muito mais maquiada e produzida, como podem ver na foto faltou uma faxina geral.

Rádio telescópio de Arecibo, em Porto Rico. O maior do mundo.

Rádio telescópio de Arecibo, em Porto Rico. O maior do mundo.


Depois de mais 200km de estrada chegamos em Fajardo, procuramos os hotéis mais próximos mas acabamos vendo que a região portuária fica abandonada durante a noite. Encontramos uma pousadinha chamada Passion Fruit em Las Croabas e é daqui que estou escrevendo mais este post, podre de cansada deste dia cheio de atividades, estradas e novidades. Nos restam apenas 3 dias em Porto Rico e muito para conhecermos... fica sempre aquela sensação de que poderíamos ficar mais.

Porto Rico, Ponce, Fajardo, Arecibo, Caverna, Observatório de Arecibo, Parque, Rio Camuy, trilha

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Um Dia na Isla de los Pinos

Cuba, Nueva Gerona

A Ana segura um filhote de jacaré em criadero na Isla de la Juventud, em Cuba

A Ana segura um filhote de jacaré em criadero na Isla de la Juventud, em Cuba


A Isla de la Juventud, antes chamada de Isla de los Pinos, teve seu nome alterado por Fidel em homenagem aos jovens que vários cantos do mundo que vieram a estudar em escolas secundárias especiais criadas aqui. Foram mais de 10 mil estudantes, a maioria africana, que contribuíram com o desenvolvimento, trabalhando em turnos para formar as atuais plantações de citrus, uma das principais economias desta província.

Pode parecer tranquilo, mas é um lago cheio de jacarés na Isla de la Juventud, em Cuba

Pode parecer tranquilo, mas é um lago cheio de jacarés na Isla de la Juventud, em Cuba


Mesmo com a mudança do nome em 1978, quem nasce na Ilha de la Juventud continua sendo “pinero” e foi Plá, um pinero da gema, que nos levou conhecer a ilha. Alugar carro é muito caro e tem toda a burocracia, assim negociamos por um dia de tour até o Cocodrilario, à Presidio Modelo e a uma praia por 40 CUCs.

Pode parecer tranquilo, mas é um lago cheio de jacarés na Isla de la Juventud, em Cuba

Pode parecer tranquilo, mas é um lago cheio de jacarés na Isla de la Juventud, em Cuba


Saímos às 10 da manhã, meio tarde, mas o povo estava destruído da maratona de viagem e mergulhos de ontem. Ideal mesmo é sair um pouco mais cedo para pegar os crocodilos com menos sol. No caminho tivemos uma dificuldade grande em encontrar água mineral para comprar, passamos em umas 5 lojas diferentes entre Nueva Gerona e La Fe, as duas principais cidades da ilha. A população aqui geralmente consome a água encanada mesmo, os mais preocupados a fervem para garantir.

A prisão onde ficou preso Fidel Castro na Isla de la Juventud, em Cuba

A prisão onde ficou preso Fidel Castro na Isla de la Juventud, em Cuba


São em torno de 50 minutos de carro até o criadouro de crocodilos, que está antes da área do Parque Nacional da Ciénaga de Lanier. A ciénaga é uma área pantanosa, ambiente ideal para o desenvolvimento desses parentes próximos dos dinossauros.

Filhote de jacaré em criadero na Isla de la Juventud, em Cuba

Filhote de jacaré em criadero na Isla de la Juventud, em Cuba


A entrada no criadouro é de 5 CUCs por pessoa, o que a princípio parecia meio overpriced, então já negociamos na entrada que queríamos segurar um bebê na mão! O técnico que acompanha a visita lida diariamente com esses bichos e tem uma manha tremenda para lidar com eles. Os bebês devem ser segurados pressionando a cabeça e a mandíbula, para não dar nenhuma mordida surpresa no turista desavisado.

A Ana segura um filhote de jacaré em criadero na Isla de la Juventud, em Cuba

A Ana segura um filhote de jacaré em criadero na Isla de la Juventud, em Cuba


O principal objetivo deste “cocodrilario” é a procriação e preservação da espécie endêmica encontrada aqui em Cuba, Crocodylus rhombifer, encontrada apenas na ilha de Cuba e na Isla de La Juventud. Eles estão em processo de extinção após terem capturado praticamente todos que existiam no país e o mesclaram com o Crocodilo Americano (Crocodylus acutus). Outra espécie que apareceu por aqui é o Crocodilo Colombiano, porém a cruza entre estas espécies é estéril.

Nosso guia segura jacarés na Isla de la Juventud, em Cuba

Nosso guia segura jacarés na Isla de la Juventud, em Cuba


Hoje o criadouro acompanha o nascimento de 25 a 40 ovos por ninhada, a cada 2 ou 3 meses, garantindo que a maioria seja fêmea, para garantir e aumentar a sua população. Os crocodilos vivem em cativeiro separado por etapa de crescimento e são liberados para a natureza após atingirem em torno de 15 anos. Esta espécie chega a atingir até 3,5m de comprimento, um senhor crocodilo!

Jacarés maiores no criadero na Isla de la Juventud, em Cuba

Jacarés maiores no criadero na Isla de la Juventud, em Cuba


Entre os 5 e 7 anos, aproximadamente, eles são transferidos para áreas naturais cercadas onde sua alimentação passa híbrida entre caça e “ração”, que basicamente é pura carne. O nosso guia nos mostra como faz para alimentá-los e eles vem como cachorros, atendendo ao chamado “tóme, tóme”, e salta velozmente enganado por um pedaço de pau que lançamos. Nesta área o convívio com outros crocodilos da mesma espécie e diferentes tamanhos já vai mostrando também como funciona o territorialismo que lhes é peculiar, um instinto natural.

Jacarés maiores no criadero na Isla de la Juventud, em Cuba

Jacarés maiores no criadero na Isla de la Juventud, em Cuba


A aula de biologia e vida reptiliana valeu à pena! Que animais interessantes são esses crocodilos.

Visitando criadero de jacarés na Isla de la Juventud, em Cuba

Visitando criadero de jacarés na Isla de la Juventud, em Cuba


Retornamos em direção à Nueva Gerona, agora para continuar a nossa imersão na história Cubana, passando pela prisão onde Fidel Castro e seus comparsas estiveram presos entre outubro de 1953 e maio de 1955. A prisão foi construída entre 1926 e 1931 com o mesmo modelo da famosa penitenciária americana de Joliet, em Illinois.

O gigantesco e desativado Presidio Model, onde ficou preso Fidel Castro na Isla de la Juventud, em Cuba

O gigantesco e desativado Presidio Model, onde ficou preso Fidel Castro na Isla de la Juventud, em Cuba


Estes imensos edifícios circulares hoje totalmente abandonados, podiam receber até 5 mil prisioneiros ao mesmo tempo! É impressionante entrar em um lugar como este e imaginar que em cada cela tinham um ou dois presos, seres humanos da pior espécie. Eles ficavam geralmente soltos no pátio central e tinham suas celas para dormir. Na torre central ficava a guarda, com uma visão 360 graus e com um acesso subterrâneo, para que os presos não soubessem qual era o guarda na vigília.

Visitando o Presidio Model, na Isla de la Juventud, em Cuba

Visitando o Presidio Model, na Isla de la Juventud, em Cuba


Fidel obviamente ficou trancafiado em uma cela especial, à parte dos presos comuns, com colchão, banho e alimentação mais decente. Sua cela hoje virou um pequeno museu, que decidimos “pular”, já que o tempo passava e ainda queríamos pegar uma prainha. Dali, seguimos direto para a Playa Paraíso, no norte da ilha. As praias de areias brancas e mar azul caribenho estão no sul, mais distantes e com acesso mais restrito*.

Local do nosso almoço na Praia Paraiso, na Isla de la Juventud, em Cuba

Local do nosso almoço na Praia Paraiso, na Isla de la Juventud, em Cuba


A praia de areias claras e mar verde estava super agradável. Um bar (clandestino) vende mojitos, cervejas e serve refeições com peixe, lagosta e frango na brasa, além da deliciosa porção de banana chips. Sol e mar quentinhos, mesmo com muitas algas deu para nadar e se refrescar.

APraia Paraiso, em Nueva Gerona, na Isla de la Juventud, em Cuba

APraia Paraiso, em Nueva Gerona, na Isla de la Juventud, em Cuba


Conhecemos alguns pineros malucos que nos contaram sobre sua postura política contra o governo. É raro encontrar alguém que fale abertamente sobre isso, o pai de um deles é o fundador de um partido oposicionista. Ele nos contou que foi entregue ao governo a documentação da fundação do partido, inclusive com o nome dos fundadores e todos os seus apoiadores, mas o governo simplesmente ignorou. O pai dele já foi preso por manifestações contra o governo e acabou sendo solto. Eles sabem com quem e para quem podem falar isso na ilha, já que todos se conhecem. Sabem quem é informante do governo, fiscal ou dedo-duro. A impressão que eu fiquei é que por sua situação geográfica, os pineros possuem mais liberdade e acabam se organizando politicamente de uma forma um pouco diferente.

No volante de um carro sexagenário em Nueva Gerona, na Isla de la Juventud, em Cuba

No volante de um carro sexagenário em Nueva Gerona, na Isla de la Juventud, em Cuba


Dia entre a natureza, crocodilos, presídios suas histórias, praia e bons amigos. Um tour bacana para conhecer o lado alternativo da Isla de La Juventud.

*Parque Nacional Ciénaga de Lanier

Se você tem mais tempo e quer conhecer o Parque Nacional que abrange a área da Ciénaga de Lanier deve se programar com antecedência. A oficina de turismo em Nueva Gerona deverá providenciar uma permissão especial para entrada na área, assim com um automóvel próprio, 4 x 4. Além de a vida selvagem ser mais abundante, um dos pontos altos é a Cueva de Punta del Este, onde antigos habitantes indígenas deixaram suas marcas na gruta, que são consideradas as principais pinturas rupestres no Caribe. Além da Punta del Este, as praias Larga e a comunidade de Cocodrilo também tem acesso por este parque e ao menos uma dela pode ser incluída neste day tour.

Cuba, Nueva Gerona, Animal, Crocodilo, Isla de la Juventud, Presidio Modelo

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Temimina, Núcleo Caboclo

Brasil, São Paulo, Petar

Entrada da caverna Temimina, no PETAR

Entrada da caverna Temimina, no PETAR


O PETAR possui hoje mais de 300 cavernas catalogadas, destas menos de 20 estão abertas para visitação. Está em andamento o plano de manejo que promete para o final do ano a abertura de diversas atrações, já exploradas anteriormente, mas que não tinham estrutura e regulamentação para a proteção do meio ambiente e das formações. O parque é dividido em 4 núcleos: os Núcleos Santana, Ouro Grosso e Casa de Pedra próximos à Iporanga e o Núcleo Caboclo, em Apiaí, 36km de Iporanga.

Caminho entre Apiaí e Iporanga

Caminho entre Apiaí e Iporanga


Em 2003 estive acampando no Núcleo Caboclo com um grupo de amigos e fizemos a principal trilha do núcleo, trilha do Alemão para a caverna Temimina. Foram horas de caminhada, uma ladeira que não acabava mais debaixo de chuva e guiados pelo Seu Ernesto, o guia mais antigo ali da região que tinha acabado de completar 80 anos. O Seu Ernesto tornou a nossa experiência na trilha muito mais interessante, pois nos mostrava e explicava cada pegada, cada planta, cada cheiro. Foram em torno de 3 horas de caminhada pra chegar à caverna e mais de 3h para voltar.

O Rodrigo ainda não conhecia a Temimina, embora já tenha virado este parque de ponta cabeça quando veio para cá há uns 20 anos, por isso decidimos dirigir até o Núcleo Caboclo. Contando a história da minha primeira visita ao parque, o pessoal da Parque Aventura conseguiu agendar o Edson como nosso guia por ele ser de Apiaí e, não por acaso, filho do Seu Ernesto!

Formação do Porta-retrato, na caverna Santana, no PETAR

Formação do Porta-retrato, na caverna Santana, no PETAR


Eu estava preocupada, pois chovia muito mais e eu lembrava como era cansativa a caminhada. Depois de longas conversas com o Edson descobri que a trilha que faríamos hoje não era a mesma, era outra mais curta, mas nem por isso mais fácil. Nossa intenção era fazer a Temimina I, ver o chuveiro e a Temimina II, jardins suspensos, mas a “trilha da onça” nos fez repensar e encurtar o roteiro apenas para a primeira parte, não podíamos arriscar pegar a trilha a noite com essa onça por aí.

Depois de uma trilha de verdade, sem escadinhas e auto-pistas, chegamos à boca dela, com clarabóias de onde você enxerga o teto da Temimina II a mais de 100m de altura! Andamos pelo rio, passamos pelo navio pirata, piscinas de travertino e a fábrica de pérolas, formação miniatura de bolinhas perfeitas de calcário. O ponto alto é o chuveiro, que nunca é desligado! Imaginem parte de uma estalactite de 1m de diâmetro que possui um gotejamento tão grande igualzinho a um chuveiro! Esse gotejamento formou embaixo dela uma estalagmite com uns 2m de diâmetro que parece a base do box, isso sim é um chuveirão!

O famoso 'Chuveirão', na Caverna Teminina - PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras

O famoso "Chuveirão", na Caverna Teminina - PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras


Com certeza foi ali que os nossos antepassados se inspiraram para construir o primeiro chuveiro. Foi uma pena não podermos conhecer a Temimina II, parte mais alta e seca dessa caverna, mas isso só nos dá mais uma bela desculpa para voltarmos.
Eu lembrava da Temimina, imensa e imponente! Mas é engraçado como a caverna “muda” cada vez que entramos nela. Como estamos em um breu total, cada vez que iluminamos algo novo, olhamos em diferentes ângulos, vamos recriando em nossa mente a imagem daquela mesma caverna.

Entrada da Teminina, no núcleo Caboclos - PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras

Entrada da Teminina, no núcleo Caboclos - PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras

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